Conhecimento e Sabedoria

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As Responsabilidades Individuais

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 05, 2011 10:47 am

Livro: Quem é o Cristo
Francisco de Paula Vítor & J. Raul Teixeira

"Dá conta da tua administração."
Jesus (Lc, 16:2)

Como tem sido difícil encontrar os indivíduos ocupados com seus compromissos sem se perturbar com os compromissos dos outros!

Comumente, deixa-se de actuar bem numa seara de responsabilidade pessoal para vigiar e interferir na seara da responsabilidade alheia.

Quantos pais relaxam a educação dos próprios rebentos enquanto estabelecem normas de conduta para filhos alheios?

Quantos profissionais oferecem serviços de má qualidade aos seus clientes enquanto condenam a ineficácia de outros profissionais?

Quantos companheiros que são infiéis na relação social, e que choram e sofrem por se sentirem pouco considerados no meio onde vivem?

Quantas são as pessoas que, ao invés de viver nobremente, actuam erroneamente na vida, querendo justificar-se com o erro de terceiros?

Como é fácil observar, grande número de almas vive mais preocupado em notar os outros do que cuidar de si mesmo.

Percebemos, sem embargo, que essa neurose geral de fiscalizar a vida e os compromissos dos outros apenas diz respeito ao que é negativo, ao que se mostra equivocado, ao que é imprestável ao progresso da pessoa.

São poucos os que se aplicam ao bem por terem visto a dedicação ao bem dos seus vizinhos.

É pequeno o número dos que se esmeram em melhorar sua comunicação verbal em virtude de ter registado a correcção do discurso alheio.

Bem poucos são os que se espelham no desprendimento material de um amigo, a fim de trabalhar a libertação do próprio egoísmo ou do espírito onzenário.

Diminuto é o contingente dos que respeitam o lar, os filhos, a vida, enfim, após ter colhido os benditos exemplos dos que transformaram o lar, os filhos e a vida em escadas de crescimento para Deus.

Indiscutivelmente, a vida na Terra é empreendimento divino, colocado sob os cuidados da criatura humana, a fim de que ela aprenda a lhe dar bom rumo, administrando-o com sabedoria.

Por mais que a pessoa opine sobre a conduta de terceiros, interfira nas acções dos outros ou altere a rota dos semelhantes, com ou sem acerto, não deverá esquecer que a administração que lhe toca mais de perto, directamente, é sobre a sua própria existência no mundo.

Não é fácil, para os espíritos de pouca evolução, como os que estagiamos no hálito da Terra, atravessar, vitoriosamente, os mais diversos caminhos, as variadas experiências de aprendizado ou os testemunhos de fidelidade às leis de Deus impressas nas fibras mais íntimas de noss´alma.

Dessa maneira, cabe aos indivíduos renascidos no berço terrestre o investimento dos seus melhores esforços, traduzidos em coragem, em boa vontade e fé ardente e lúcida para bem conduzir os rumos dessa concessão divina.

Cada um terá que dar conta de tudo quanto realizou no campo das lides terrenas, o que muitas religiões entenderam como sendo o juízo final.

Esse encontra da consciência consigo mesma, ante o pulsar da verdade, se traz ansiedades e tortura para quem malversou os valores da vida, tem sabor de ventura e cores de júbilo para os que bem souberam direccionar pelos códigos de Deus seus próprios destinos no mundo.

Sentimos, então, que Jesus Cristo se apresenta para todos nós como o Administrador por excelência que, ao cumprir no planeta terreno todo o planeamento que foi posto em Suas mãos, representando a vontade perfeita de Deus, e a ela se submetendo, ensina-nos, na posição de divino Modelo que é, a fazer o mesmo.

§.§.§- O-canto-da-ave
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É Para Isto

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 05, 2011 10:47 am

Livro: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Não retribuindo mal por mal, nem injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados."
( I Pedro, 3:9.)

A fileira dos que reclamam foi sempre numerosa em todas as tarefas do bem.

No apostolado evangélico, reparamos, igualmente, essa regra geral.

Muitos aprendizes, em obediência ao pernicioso hábito, preferem o caminho dos atritos ou das dissidências escandalosas.
No entanto, mais algum raciocínio despertaria a comunidade dos discípulos para a maior compreensão.

Convidar-nos-ia Jesus a conflitos estéreis, tão-só para repetir os quadros do capricho individual ou da força tiranizante?
Se assim fora, o ministério do Reino estaria confiado aos teimosos, aos discutidores, aos gigantes da energia física.

É contra-censo desfazer-se o servidor da Boa Nova em lamentações que não encontram razão de ser.

Amarguras, perseguições, calúnias, brutalidade, desentendimento?

São velhas figurações que atormentam as almas na Terra.
A fim de contribuir na extinção delas é que o Senhor nos chamou às suas fileiras.
Não as alimentes, emprestando-lhes excessivo apreço.

O cristão é um ponto vivo de resistência ao mal, onde se encontre.

Pensa nisto e busca entender a significação do verbo suportar.

Não olvides a obrigação de servir com Jesus.

É para isto que fomos chamados.

§.§.§- O-canto-da-ave
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O Isolamento

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 05, 2011 10:48 am

Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Não te isoles, no círculo social onde te encontras.

A solidão aconselha mal.

Quem se afasta do convívio familiar, do trabalho, da comunidade, perturba-se.

A fuga do mundo gera distrofia da razão, apresentando uma visão desfocada a respeito das pessoas e das coisas.

Os homens existem para viver em sociedade, ajudando-se reciprocamente e aprendendo uns com os outros.

Na luta diária e na actividade humana aferem-se os valores, que se devem desenvolver e aprimorar.

§.§.§- O-canto-da-ave

Reciprocidade
Livro: Respostas da Vida - 18
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Acção e reacção consequente integram inderrogável lei da vida.

Procure ouvir a esperança e você encontrará a certeza da vitória..

Detenha-se no bem e obterá o lado melhor das pessoas e circunstâncias.

Auxilie a alguém e esse alguém se fará canal de auxílio em seu apoio.

Promova a tranquilidade alheia e a paz virá em seu encontro.

Aproveite seu tempo construindo elevação e o tempo lhe trará maravilhas.

Abençoe a vida e a vida lhe abençoará a existência.

Busque servir e o seu próprio trabalho lhe oferecerá a orientação de que você necessita.

Ame aos semelhantes e os semelhantes retribuirão a você com medidas transbordantes de afecto.

Plante isso ou aquilo e você colherá dos recursos que semeou;
alguém poderá dizer que isso é óbvio;
entretanto, ligados no bem de todos, tranfiramo-nos da palavra à vivência e decerto que surpresas iluminadas de alegrias virão fatalmente a você se você experimentar.


§.§.§- O-canto-da-ave
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Chamados e Escolhidos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 05, 2011 10:50 am

Livro: Taça de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Estejamos convencidos de que ainda nos achamos a longa distância do convívio com os eleitos da glória celeste, entretanto, pelo chamamento da fé viva que hoje nos trás ao conhecimento superior, guardemos a certeza de que já somos os escolhidos:

para a regeneração de nós mesmos;
para o esquecimento de todas as faltas do próximo, de modo a recapitular com rigor as nossas próprias imperfeições redimindo-as.
para o perdão incondicional, em todas as circunstâncias da vida;

para a actividade infatigável na confraternização verdadeira;
para ensinar aos mais ignorantes que nós mesmos;
para suportar o sacrifício, no amparo aos que sofrem, ainda sem a força da fé renovadora que já nos robustece o espírito;

para servir, além de nossas próprias obrigações, sem direito à recompensa;
para compreender os nossos irmãos de jornada evolutiva, sem exigir que nos entendam;
para apagar as fogueiras do ódio e da incompreensão, ao preço de nossa própria renúncia;

Lembremo-nos igualmente das coisas que nos ajudam...

O livro prestimoso...
A mesa sábia e humilde...
A água muda e calma...

A fronde refrescante...
O fruto valioso...
O leite doce amigo...

O ar que purifica...
A terra que sustenta...
A luz que aperfeiçoa...

É imprescindível descerrar a visão para o tesouro celestial que nos enriquece as horas se realmente anelamos o contacto com aqueles benfeitores que nos estendem as mãos de Mais Alto...

Para isso, faça de teu lar o jardim sereno e belo onde gentileza se irradie de teu espírito, perfumando o ambiente que te rodeia...

Para isso, deixa que as correntes cristalinas do optimismo te banhem o coração, para que a tua palavra traduza para os outros paz e alegria, esperança e reconforto.

Os Emissários do Bem sem dúvida brilham ainda, distantes da sombra em que a Humanidade tece o escuro fio de suas aflitivas paixões, entretanto, agradecendo o bem que te cerca, acenderá a luz da compreensão em ti próprio, e, através da compreensão pura e simples, recolherás em silêncio, o apelo silencioso e sublime dos mensageiros do Céu que te convidam à festa do amor, ainda na Terra, que então se converterá para a tua alma em degrau milagroso da Divina Ascensão.

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Janelas na Alma

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 05, 2011 10:51 am

Livro: Momentos de Felicidade
Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

O sentimento e a emoção normalmente se transformam em lentes que coam os acontecimentos, dando-lhes cor e conotação próprias.

De acordo com a estrutura e o momento psicológico, os fatos passam a ter a significação que nem sempre corresponde à realidade.

Quem se utiliza de óculos escuros, mesmo diante da claridade solar, passa a ver o dia com menor intensidade de luz.

Variando a cor das lentes, com tonalidade correspondente desfilarão diante dos olhos as cenas.

Na área do relacionamento humano, também, as ocorrências assumem contornos de acordo com o estado de alma das pessoas envolvidas.

É urgente, portanto, a necessidade de conduzir os sentimentos, de modo a equilibrar os fatos em relação com eles.

Uma atitude sensata é um abrir de janelas na alma, a fim de bem observar os sucessos da vilegiatura humana.

De acordo coma a dimensão e o tipo de abertura, será possível observar a vida e vivê-la de forma agradável, mesmo nos momentos mais difíceis.

Há quem abra janelas na alma para deixar que se externem as impressões negativas, facultando a usança de lentes escuras, que a tudo sombreiam com o toque pessimista de censura e de reclamação.

Coloca, nas tuas janelas, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura, a fim de acompanhares o mundo e o seu séquito de ocorrências.

O amor te facultará ampliar o círculo de afectividade, abençoando os teus amigos com a cortesia, os estímulos encorajadores e a tranquilidade.

A bondade irrigará de esperança os corações ressequidos pelos sofrimentos e as emoções despedaçadas pela aflição que se te acerquem.

O perdão constituirá a tua força revigoradora colocada a benefício do delinquente, do mau, do alucinado, que te busquem.

A ternura espraiará o perfume reconfortante da tua afabilidade, levantando os caídos e segurando os trôpegos, de modo a impedir-lhes a queda, quando próximos de ti.

As janelas da alma são espaços felizes para que se espraie a luz, e se realize a comunhão com o bem.

Colocando os santos óleos da afabilidade nas engrenagens da tua alma, descerrarás as janelas fechadas dos teus sentimentos, e a tua abençoada emoção se alongará, afagando todos aqueles que se aproximem de ti, proporcionando-lhes a amizade pura que se converterá em amor, rico de bondade e de perdão, a proclamarem chegada a hora de ternura entre os homens da Terra.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Pensar por Nós

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 05, 2011 10:53 am

Livro: Sol nas Almas
André Luiz & Waldo Vieira

Geralmente pensamos estar pensando com nosso pensamento e isso nem sempre é tão fácil.

Necessário desenvolver o próprio raciocínio a fim de perceber se não estamos digerindo ideias alheias que nos são desfechadas por sistemas de imposição indirecta.
.§.
Andamos quando encarnados automaticamente requisitados pela hipnose, a cada trecho do dia.

Manhã cedo, colhemos, em regra, informações dos familiares que, de hábito, nos dirigem a palavra, reflectindo opiniões sobre ocorrências diversas.

Logo após, frequentemente, passamos às induções da imprensa ou do rádio, esposando-lhes os conceitos quando lhes dispensamos atenção.

Em seguida, a via pública é ribalta de chamamentos inúmeros para que desempenhemos determinado papel, seja viajando ou caminhando, anotando as novidades da hora ou deglutindo mentalmente os anúncios comerciais.

No exercício da profissão, usamos personalidade adequada às circunstâncias, qual sucede com a vestimenta que a pessoa é impelida a adoptar conforme o lugar de representação e serviço.

À noite, comumente, manuseamos livros e publicações com os quais nos afinemos, assistimos a espectáculos, procuramos entretenimentos ou escutamos amigos, assimilando múltiplas sugestões com que se nos influencia o repouso.
.§.
Quase todas as criaturas, na Terra, por enquanto vivem encadeadas umas às outras, sob vigorosa pressão de forças mentais que lhes suscitam atitudes e palavras, sem que elas saibam.

Daí procede a obrigação do conhecimento de nós mesmos.

A Doutrina Espírita nos recomenda a fé raciocinada para que, desde a existência terrestre, possamos compreender que é lícito admirar o pensamento alheio e até segui-lo, quando a isso nos decidamos, mas é preciso pensar por nós, a fim de que não venhamos a cair irreflectidamente no resvaladouro do erro ou no visco da obsessão.

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Sexo Transviado

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:39 am

Livro: Encontro Marcado
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Ouvirás referências descaridosas, em torno do sexo transviado;
no entanto, guardarás invariável respeito para com os acusados, sejam eles quais forem.

Muito fácil traçar caminhos no mapa.
Sempre difícil trilhá-los, debaixo da tempestade, às vezes sangrando as mãos para sanar dificuldades imprevistas.

É preciso saber penetrar fundo nas necessidades do espírito, para enxergá-las com segurança.

Aplica a bondade e a compreensão, toda vez que alguém se levante contra alguém, porque, em matéria de sexo, com raras excepções, todos trazemos heranças dolorosas de existências passadas, dívidas a resgatar e problemas a resolver.

Muitos daqueles que apontam, desdenhosamente, os irmãos caídos em desequilíbrio emotivo, imaginando-se hoje anichados na virtude, são apenas devedores em moratória, que enfrentarão, amanhã, aflitivas tentações e provações, quando soar o momento de reencontrarem os seus credores de outras eras.

Não condenarás.

Enunciando tais conceitos, não aceitamos os desvarios afectivos como sendo ocorrências naturais.
Propomo-nos defini-los por doenças da alma, junto das quais a piedade é trazida para silenciar apreciações rigoristas.

Nas quedas de sentimento, há que considerar não somente a fraqueza, necessitada de compaixão, mas também, e muito comumente, o processo obsessivo que reclama socorro ao invés de censura.

Não podemos medir a nossa capacidade de resistência, no lugar do companheiro em crise, e, por isso, é aconselhável caminhar com a misericórdia em quaisquer situações, para que a misericórdia não nos abandone quando a vida nos chame ao testemunho de segurança moral.

Se alguém caiu em desvalimento ou desceu à loucura, em assunto do coração, misericórdia para ele!
Em todas as questões do sexo transviado, usa a misericórdia por base de qualquer recuperação.

E, quando a severidade nos intime a gritar menosprezo, acalentar maledicência, estender escárnio ou receitar punições, recordemos Jesus.
Aquele de nós que jamais tenha errado, em nome do amor, seja em pensamento ou palavra, atitude ou acção, atire a primeira pedra.

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Nos Diversos Caminhos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:39 am

Livro: Vinha de Luz - 99
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

"Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos."
Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)

Diversas atitudes caracterizam os estudantes da Revelação Nova.

Os que permanecem na periferia dos ensinamentos exigem novas demonstrações fenomenológicas, sem qualquer propósito de renovação interior.

Aqueles que se demoram na região da letra estimam as longas discussões sem proveito real.

Quantos preferem a zona do sectarismo, lançam-se às lutas de separatividade, lamentáveis e cruéis.

Todos os que se cristalizam no "eu" dormitam nos petitórios infindáveis, a reclamarem protecção indébita, adiando a solução dos seus problemas espirituais.

Os que se retardam nos desvarios passionais rogam alimento para as emoções, mantendo-se distantes do legítimo entendimento.

Os que se atiram às correntes da tristeza negativa gastam o tempo em lamentações estéreis.

Aqueles que se consagram ao culto da dúvida perdem a oportunidade da edificação divina em si mesmos, convertendo se em críticos gratuitos, ferindo companheiros e estraçalhando reputações.

Quantos se prendem à curiosidade crónica, borboleteiam aqui e ali, longe do trabalho sério e necessário.

Aqueles que se regozijam na presunção, passam o dia zurzindo o próximo, quais se tossem inquisidores permanentes do mundo.

Os que vivem na fé, contudo, acompanham o Cristo, examinam a si próprios e experimentam a si mesmos, convertendo-se em reflectores da Vontade Divina, cumprindo-a, fielmente, no caminho da redenção.

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Auto Comiseração

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:40 am

Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Inúmeros males que pesam na economia da saúde humana, produzindo enfermidades de variada etiologia, procedem da rebeldia do homem, ante às circunstâncias em que se encontra, ou porque arrosta limitações de tal ou qual natureza.

Grande número desses pacientes transita entre os estagiários da revolta explosiva e da auto-piedade entorpecente.

Expressões costumeiras, que espocam em contáveis pessoas, traduzem o estado íntimo a que se arrojam e preferem permanecer.
Tais são: "Não aguento mais!", "Meu fardo é mais pesado do que o dos demais...", "Desisto!", "Sou infeliz!" revelam a disposição preguiçosa das inteligência em manter a criatura em improcedente auto-comiseração com que esconde a surda revolta contra as justas condições físicas, psíquicas, económicas por entre as quais se movimenta.

A viciação da indolência, a predisposição para passar como fraco e enfermo criam disposições que terminam por responder a quem elabora tais construções íntimas com as ideias agasalhadas.

Hipocondria, neuroses várias, distonias emocionais, distúrbios gastro-intestinais, disfunções cardiovasculares podem decorrer dos estados mórbidos do culto à auto-comiseração em que se refugiam os indolentes, que se recusam a lutar.

Ninguém que se encontre na Terra pode apontar privilegiados ou requerer jornada de excepção.

O renascimento no corpo resulta de um programa traçado pelo Espírito em ajustamento aos impositivos da perfeição ao alcance de todos.

Amputação de membros, deformidades, traumas físicos e psicológicos funcionam como terapêutica especial a que está submetido o defraudador das divinas leis, a fim de reabilitar-se através de contingência mediante a qual se comprometeu, inditosamente.

Talvez não seja possível amar a própria aparência com limites ou deformidades;
aceitá-la, porém, é ato de submissão e humildade, reeducação e disciplina para a auto-iluminação.

Homens e mulheres limitados, paralisados, amputados hão dado, em todos os tempos, provas exuberantes do auto-domínio e das lutas para sobreviverem às constrições nas quais reencarnaram.

Vítimas de desastres vários, imobilizadas, têm-se tornado úteis a si mesmas e à comunidade, a duras penas.

Enfermos de organismo dilacerado pelo pólio e outros bacilos destruidores saíram da imobilidade para abençoados labores, graças a esforços hercúleos.

As clínicas de reabilitação para hemiplégicos, paraplégicos, aleijados vários demonstram o poder do Espírito sofre o corpo, no levantamento de criaturas resolutas, a fim de que prossigam ditosas no ministério da preciosa vida física.

Artistas sem braços, sem pernas, sem movimentos, que manejam pincéis, ora com os pés, ora com a boca, dependendo da distrofia ou ausência do órgão, elaborando belezas, desenham e pintam com rara perfeição, em inequívoco atestado de sacrifício, no esforço em que se empenham.

Steinmetz, o célebre inventor alemão-americano, esquecia-se da deformidade que o constrangia e o limitava, a fim de entregar-se, incansável, às pesquisas e à elaboração das "leis" que o imortalizaram, mediante um crédito de 200 patentes de geradores, motores, etc...

Einstein era, a princípio, mau matemático e não desfaleceu.

Indispensável movimentar forças, comandar a vontade, dirigindo-a para as aquisições superiores.

Não te detenhas lamentando, seja qual for o motivo, os problemas que te cheguem.

Sai da faixa da auto comiseração e ascende na direcção do Senhor, cultivando optimismo e armazenando as energias que produzem saúde, porquanto, a dor não é criação divina, antes é elaboração da rebeldia do Espírito, a fim de penitenciar-se dos erros através dela e lapidar-se durante o trânsito para a perfeição.

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Herança de Si para Si

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:41 am

Fonte: Reformador - abril, 1965
Kelvin Van Dine & Waldo Vieira

A herança legitima se faz de si para si.

Na evolução espiritual, antes de tudo, somos descendentes de nós, antepassados de nossa alma, herdeiros directos do que fomos.
Vivemos na matéria densa para alcançar o auto-aperfeiçoamento.

No conhecimento de nós próprios todos somos alunos.
Na Terra, ninguém ainda se diplomou na ciência de entender a si.

Quando isso acontecer, o Espírito não mais reencarnará neste Globo.

Mudará de escola, transferir-se-á de residência, viverá em outro mundo.
Aqui temos o nosso curso de aulas omnipresentes e estágios incessantes, com tomadas de lição a cada hora.

Há existências de total servidão espiritual.
Na base dos factos, cada qual de nós só se constitui senhor ou escravo, amigo ou adversário, vitima ou verdugo de si mesmo, exclusivamente.

Na grande maioria, por muitas encarnações cada um paradoxalmente só tem escrito, na vida diuturna, o próprio diário abordando actos alheios, esquecido de si, quase sempre.
Reconhecimento e autocrítica são dons nascidos da racionalidade.

Se raciocinamos é, em primeiro lugar, para distinguir a nossa realidade.
Quando na condição humana, não podemos existir como o buldogue, que não se examina e nem se importa com a ausência de simpatia.

Não podemos menosprezar a higiene como o gambá, que não sente o próprio odor.
Não nos podemos alimentar como o abutre, que não identifica a extravagância de seus apetites.
Não podemos encolerizar-nos como o tigre, que nem desconfia de sua ferocidade.

Vacilação e desapontamento formam entre os factores que nos revelam a auto-ignorância.
Quem se conhece sabe o que quer, não hesita e nem tão-pouco se decepciona, pois age a par das possibilidades pessoais.

Não nos fantasiemos.
Registemos as nossas características bifaces entre animalidade e angelitude.

Nos pensamentos, nem sempre os nossos anseios exprimem limpidez.
Nas atitudes, nem sempre os nossos gestos exprimem elevação.
Nas palavras, nem sempre a inflexão de nossa voz reflecte entendimento.
Nas análises, nem sempre as nossas conclusões se fundamentam na justiça.

Lembre-se de que a verdadeira experiência cresce com quem busca conhecer-se.

Se desencarnados estamos a caminho do renascimento, agora ou depois, você, encarnado, avança para a desencarnação.

E nascer e morrer na carne são fases impostas para o auto-exame inevitável.

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O Grande Tesouro

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:42 am

Livro: Escrínio de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

O corpo físico, relativamente equilibrado, é o grande tesouro da alma encarnada na Terra.

Com ele, podes fortalecer os laços da fraternidade, através da palavra, auxiliar o próximo pelos gestos de compreensão e socorro, amparar a vida e a natureza pelo trabalho das mãos, examinar a extensão das bênçãos divinas que te cercam, por intermédio dos olhos, registar as harmonias da Criação com os ouvidos, traçar estradas de boa vizinhança com os pés e, sobretudo, enriquecer a própria experiência, amealhando eternas conquistas para a imortalidade, pelo exercício de tua mente e de teu coração na prática incessante do bem.

De posse da abençoada máquina física, podes resgatar o passado, iluminar o presente e engrandecer o futuro...

Não te coloques, pois, à margem da luta acusando o companheiro que recebeu a inquietante provação da riqueza material.

Quase sempre, o proprietário de vastos bens transitórios é um viajante solitário e aflito na Terra, carregando nos ombros dilacerados esmagadora cruz de ouro maciço.

Se te encontras distanciado de semelhante impedimento, és mais livre e mais rico para estender o bem.

Não percas tempo, condicionando a caridade ao lastro do dinheiro fácil.

Sê útil ao companheiro que passa no mundo suportando o peso de cofres incómodos, porque raros conhecem toda a responsabilidade daquele que foi chamado a distribuir os dons da Terra.

Ao invés de espalhar o vinagre da censura, expande-te na solidariedade e no entendimento, dilatando o clima do amor fraterno.

E, na convicção de que nenhuma riqueza do chão de pedra vale um só fragmento dos teus braços, adianta-te no roteiro do Evangelho, convencido de que a maior caridade não é aquela que somente entrega ao irmão de luta o que sobra na bolsa, mas a que ajuda sempre, irradiando fraternidade e luz, a fim de que a vida se eleve e melhore para todos os que a rodeiam na grande caminhada terrestre.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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O Calvário da Indecisão

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:43 am

Livro: Conviver e Melhorar - 9
Lourdes Catherine & Francisco do Espírito Santo Neto

Factores limitantes:
. Sou incapaz de decidir entre duas opções.
. Acredito que perdi minha "bússola interna", pois minhas opiniões são muito vacilantes.
. Não consigo ir para frente; estou petrificada no tempo.
. Pretendo fazer muitas coisas, mas não consigo; sinto-me envolvida/o por enorme insegurança.
. Toda vez que sou solicitada a tomar uma decisão, em casa ou no trabalho, sou acometida de inúmeras preocupações quanto a meu desempenho.

Qual é a causa dessa falta de autoconfiança?
Que devo fazer para encontrar meu "lugar no mundo"?

Expandindo nossos horizontes:
Se você fixa os olhos na perfeição, provavelmente nunca fará as coisas de maneira natural e tranquila.
Somente aqueles que exploraram seu interior é que reconhecem a capacidade limitadora para decidir as coisas.

A realidade é semelhante ao trabalho de azulejar uma parede.
Ela não fica pronta com a aplicação de um só lote de azulejos;
cada caixa traz uma parte, e cada parte é assentada por vez.
Peças distintas e de cores variadas são colocadas a cada novo dia até completarem a construção definitiva do painel decorativo.

Portanto, não seja temerosa e categórica em suas decisões.
A resolução correta deve ser a experimental, não a definitiva.
Isso não quer dizer que deva ser inconstante, mas maleável.

Em vista das diversas encarnações pelas quais passam todos os seres humanos, você há de convir que todas as coisas se transformam, e as criaturas também.

Sua vinda a este Planeta tem como objectivo um aprendizado constante.
Você está se descobrindo por meio de inéditas experiências, e é natural sua vacilação e insegurança.

Através da análise de suas decisões erradas é que você ficará mais apta para agir acertadamente em suas próximas atitudes.
Aprenda a correr riscos, assuma a condição de criatura humana e se desligue do fervor pela perfeição presunçosa.

Pessoas rígidas não conseguem conviver com a possibilidade de ter dúvidas.
Precisam resolver tudo rapidamente.
Por analogia, sua personalidade é uma lente desfocada da luz do equilíbrio;
por isso se mantém num estado flutuante, dirigida inteiramente pela ambiguidade terrena, ou seja, vive sob a pressão da dualidade do certo e do errado.

Você encontrará na terapêutica espírita o auto-conhecimento, a lucidez mental, a convicção e a estabilidade que tanto busca na vida.
Esse encontro deve ser o primeiro passo; a seguir, estabeleça uma escala de valores morais/espirituais e exercite a confiança em seus impulsos interiores.

Alinhe a mente ao físico a fim de encontrar seu ritmo interno.
Quando surgirem novas evidências que complementam os fatos (base de suas decisões), ajuste as conclusões e rectifique as interpretações anteriores.

Será que você quer resolver as coisas apressadamente por medo de explorar novas ideias e conclusões?
Sua visão interna deve estar receptiva para que veja em cada dia uma nova oportunidade para refazer atitudes e melhorar sua qualidade de vida.

A cultura religiosa ocidental é hoje predominantemente nutrida pela raiz do judaísmo.
Não é, pois, de estranhar o facto de o homem contemporâneo estar convencido de que tudo que existiu antes do monoteísmo de Moisés não passava de paganismo, constituindo, portanto, um conjunto de ensinamentos heréticos que nada podem contribuir para sua busca de religiosidade.

Dificilmente se tem a ideia de procurar algo, em épocas e culturas mais antigas, que satisfaça às necessidades da alma humana ou amplie os horizontes de seu conhecimento espiritual.

Na mitologia, o herói Perseu, graças à orientação dos deuses protectores, partiu para a grande missão de sua vida.
O filho de Júpiter seguiu para uma região sombria, onde o sol jamais penetrara;
era ali a morada de Medusa, uma das Górgonas (monstros terríveis), que tinha sobre a cabeça, à feição de cabelos, um emaranhado de serpentes.

Sabendo que mortal algum poderia olhar directamente para ela sem transformar-se em pedra (entre outros, tinha o poder de petrificar as criaturas), o herói levou consigo um escudo polido que lhe serviria de espelho no ataque contra a horripilante inimiga.

Perseu entrou na caverna guiando-se pela superfície espelhada do escudo.
Quando a avistou, percebeu que dormia profundamente; aproximou-se pouco a pouco.
Ao notar que Medusa havia acordado e ao ver seu pescoço reflectir-se no metal do escudo, deu um só golpe certeiro, decepando a cabeça da mulher-monstro.

"Medusa" é a personificação do pensamento paralisado dentro da psique humana.
Simboliza tendências das pessoas que jamais admitem uma falha e que, por ser inflexíveis, estão sempre indecisas e/ou desorientadas.
Como têm medo de errar, petrificam a mente e não conseguem ir adiante.

Bloqueiam a capacidade de realização e, como resultado, cerceiam seu desenvolvimento pessoal.
O jovem e corajoso "Perseu" significa a acção, a determinação e a valentia daqueles que têm a audácia de correr riscos para realizar sua missão terrena.
É o ser consciente que admite ensaios e erros e sabe que é assim que se alcança o desenvolvimento espiritual.

Aprende tanto com os erros quanto com os acertos.
Essa verdade irá introduzi-la nos reinos da segurança e do bem-estar interior.
Do mito de Perseu e Medusa se pode deduzir que certos estados mentais destructivos, cultivados durante muito tempo, acabam por dificultar a habilidade de ver com clareza, dissociando a mente e impedindo as pessoas de solucionar os problemas da jornada terrena.

Não seja uma prisioneira da infalibilidade, das experiências que não deram certo, das vivências difíceis do passado.
Não continue remoendo todos esses acontecimentos;
isso só dificultará um desfecho feliz e decisivo para seus desafios existenciais.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Os Segredos do Universo

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:45 am

Livro: A Presença de Deus
Richard Simonetti

Como criou Deus o Universo?

Para me servir de uma expressão corrente, direi: pela sua Vontade.
Nada caracteriza melhor essa vontade omnipotente do que estas belas palavras da Génese
- "Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita." -
Questão 38 de O Livro dos Espíritos.

[...] Os místicos sempre intuíram como tudo começou.
Na milenar civilização hindu concebe-se que um ovo dourado produzido pela divindade se rompeu em determinado momento dando origem ao Universo.

Na Bíblia, a imagem poética:
"Faça-se a luz e a luz se fez..."

Pairando acima de cientistas e religiosos temos a figura augusto do Cristo, luz intensa que brilhou na Terra há dois mil anos, permitindo-nos identificar a força suprema que movimenta o Universo e sustenta a vida.
Chama-se Amor.
.§.
Viajores da Eternidade, deslocando-nos em velocidade vertiginosa pelo Infinito, a bordo da nave Terra, tranquila seria nossa jornada se exercitássemos amor.

Jesus, que amou intensamente, legou-nos a fórmula ideal:
Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também a eles.

Quando, num prodígio de entendimento e harmonização, todos os homens seguirem essa orientação, teremos a mais espantosa revolução na sociedade humana.
Cessarão os desníveis sociais absurdos que fazem a vergonhosa convivência entre a miséria e a opulência...
Acabaremos com a fome e a desolação...

Ninguém se sentirá feliz em casa confortável, com belo guarda-roupa e sortida despensa, enquanto existirem multidões que não têm onde morar, nem o que vestir, nem o que comer...
.§.
Inibindo o amor há o velho egoísmo humano, que nos leva a racionalizações para justificar a omissão diante dos pobres de todos os matizes.
São eleitos de Deus, que lhes impõe males e privações para conduzi-los ao Céu - explicam muitos religiosos...
Estão resgatando débitos cármicos - dizem muitos espíritas...

Madre Teresa de Calcutá, a grande servidora do Cristo, comenta sabiamente:
- Falar sobre os pobres está em moda, mas conhecer, amar e servir aos pobres é coisa bem diferente.
Talvez consigamos algo nesse sentido se cultivarmos um pouco de compaixão;
se, diante das misérias humanas, a gente ter dó, como se diz popularmente.
Compadecendo-nos venceremos o imobilismo e talvez sejamos até capazes de vivenciar o amor, cujo melhor sinónimo, aquele que melhor o explicita, é o verbo servir.

A propósito, diz um sábio judeu que aprendeu o verdadeiro amor ao próximo ouvindo a conversa de dois aldeões.

Dizia o primeiro:
- Diga-me, amigo João, você gosta de mim?
- Claro! Sou seu amigo. Gosto muito de você.
- Você sabe, amigo João, o que me dói?
- Ora, como posso saber o que lhe dói?
- Mas, João, se você não sabe o que me dói, como pode dizer que gosta de mim?

Conclui o sábio:
- O verdadeiro amor ao próximo consiste em saber o que dói no outro.
.§.
De lição em lição aprendemos o que é o amor.
Um dia nos disporemos a exercitá-lo.
Então, o Universo não terá segredos para nós.
Seremos parte dele, integrados no infinito amor de Deus.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Consciência de Culpa

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:47 am

Livro: Momentos de Saúde
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A consciência de culpa atinge o mundo íntimo da criatura, na qualidade de um autêntico flagelo.

A partir do momento em que se instala, desequilibra as emoções e pode levar à loucura.
A consciência pesada evidencia uma certa imaturidade psicológica, pois denota que a pessoa agiu em descompasso com seus valores ou ideais, ou o fez sem reflectir, em um rompante.
O indivíduo por vezes se permite comportamentos incorrectos, que lhe agradam às sensações, para posteriormente se auto-punir, entregando-se a arrependimento estéril.

A ciência dos erros passados pune com rudeza o infractor, perante si próprio, mas não o corrige para o futuro.
O cumprimento de uma penitência, embora constitua evento doloroso, nada repara e por isso não traz a plenitude psicológica curativa promovida pelas acções positivas.
O que foi feito não mais pode ser impedido ou evitado.

Disparada uma flecha, ela segue seu rumo.
Se uma acção foi ruim, o importante é reparar os danos que causou.
Todo homem que se considera fraco, não desenvolvendo esforços para fortalecer se, torna-se de fato débil de forças.

É um sinal de covardia e infantilidade justificar um erro com auto-flagelação, sem sanar as consequências, tornando a ele na primeira oportunidade, sob a alegação de fraqueza.
É nobre assumir o próprio equívoco, meditar serenamente sobre ele, arcar de forma corajosa com seus efeitos e repará los do modo mais perfeito possível.
O difícil processo de reverter os resultados de um ato indigno tende a ser eficiente antídoto para novas experiências.

Tome-se o exemplo de uma mulher que voluntariamente faz um aborto.
Sua consciência pesa e ela pode desenvolver neuroses variadas, mantendo a mente focada no agir equivocado, a essa altura irremediável.
Mas essa mulher também pode, de modo muito mais proveitoso, dedicar as horas de seu tempo dispensando amor e cuidados a crianças órfãs.

Ela teve a desdita de rejeitar o filho que Deus, em sua infinita sabedoria, lhe confiou, mas nada a impede de adoptar, por filhos do coração, os pequenos desamparados do mundo.
O tempo aplicado nessa tarefa é infinitamente mais útil do que se for perdido em lamentações.
Além de desempenhar, de certa forma, a missão materna que lhe estava destinada, o contacto com a infância desvalida pode sensibilizá-la para as inefáveis bênçãos da maternidade.

Tudo isso tem o condão de funcionar como medida preventiva de novos desatinos.
Por outro lado, o remorso inactivo e estéril, ao desequilibrar a personalidade abre as portas para os mais diversos equívocos, dos quais nada de bom resulta.
A partir do momento em que se elege como meta uma vida de paz, com a consciência tranquila, há um preço a ser pago: a perseverança no dever.

Dignidade, harmonia, equilíbrio entre consciência e conduta não ocorrem ao acaso e nem se podem improvisar.
Tais virtudes devem ser conquistadas no dia-a-dia, mediante seu perseverante exercício.
Mas, em face de dificuldades para agir correctamente, por uma atitude viciosa encontrar-se muito arraigada, há sempre um derradeiro recurso: a oração.

.§.

Deus dispõe de infinito manancial de paz, sempre à disposição de suas criaturas, desde que estas o busquem com sinceridade e fervor.

O homem manifestando a firme intenção de resistir ao mal, a divindade por certo o fortalecerá no bem, pois foi o próprio Cristo quem afirmou:
"pedi e obtereis".

§.§.§- O-canto-da-ave
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Em Família Espiritual

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:47 am

Livro: Ceifa de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Porque vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?"
(Mateus, 7:3)

Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.

Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns aos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.

Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:
que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte;
que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objecto;

que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e os sofrimentos;
que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhes;

que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;
que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou na conduta que espose;

que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;
que não se dispões a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;

que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir...

Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Dinheiro

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 06, 2011 10:48 am

Bezerra de Menezes & Francisco Cândido Xavier

O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada.

Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.

Não é calor, contudo, adquire agasalho.

Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança.

Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na protecção afectiva.

Não é tijolo de construção, todavia, assegura as actividades que garantem o progresso.

Não é cultura, mas apoia o livro.

Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos.

Não é base da cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.

Em suma, o dinheiro associado à consciência tranquila, é alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que de modo imediato, nem sempre faz felicidade mas sempre faz falta.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Relacionamentos Saudáveis

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:25 am

Livro: Vida - Desafios & Soluções
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Ninguém consegue viver sem a harmonia do grupo social no qual se encontra.
Animal gregário, o ser humano nutre-se da vibração e da presença de outro igual, que o estimula para avançar na busca da sua auto-realização.

O relacionamento social é de grande importância para desenvolver os valores que se encontram adormecidos nos refolhos do inconsciente, aguardando os estímulos que os fazem exteriorizar-se, e isso, somente é possível, na convivência com outros indivíduos da mesma espécie.

O isolacionismo é sintoma de desajuste emocional, portanto de psicopatologia que necessita seja aplicada uma terapia competente.

Na convivência com o próximo, o ser humano lima as arestas anteriores e ajusta-se ao grupo, aprendendo que a sua perfeita sintonia com os demais resulta em produção e aperfeiçoamento moral para todos.

O seu crescimento é conquista geral, o seu fracasso é desastre colectivo.
Nesse mister, portanto, descobre a beleza da harmonia, que resulta da perfeita identificação com os componentes do conjunto.

Quem duvide do valor da renúncia pessoal em favor do aperfeiçoamento do grupo social, observa, numa orquestra, qualquer instrumento que se destaque, por exibicionismo, destoando da pauta musical, e teremos a tragédia do esforço de todos.

Assim, portanto, há uma necessidade ética, psicológica, moral, em favor do relacionamento entre as criaturas, particularmente quando este pode ser saudável.

A sua proposta se faz mediante o intercâmbio fraternal, aspirações culturais, doações dignificadoras, que se convertem em esforço de construção de momentos enriquecedores.

Os estímulos humanos funcionam de acordo com os propósitos agasalhados, porque a mente, trabalhando os neurónios cerebrais, estimula a produção de enzimas próprias aos sentimentos de solidariedade ou às reacções belicosas.
Assim, portanto, aspirar e manter ideias de teor elevado, constitui meio seguro de conseguir-se relacionamentos saudáveis. (...)

§.§.§- O-canto-da-ave
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Tempero Indesejável

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:26 am

Livro: A Constituição Divina
Richard Simonetti

“Sendo a justiça uma lei da natureza, como se explica que os homens a entendam de modo tão diferente, considerando uns justo o que a outros parece injusto?”

“É porque a esse sentimento se misturam paixões que o alteram, como sucede à maior parte dos outros sentimentos naturais, fazendo com que os homens vejam coisas por um prisma falso.”
O Livro dos Espíritos – Questão 874
(Da Lei de Justiça, de Amor e de Caridade).

É sempre oportuno ressaltar, na apreciação das Leis Morais, nossa condição de filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança, segundo o simbolismo bíblico.

Se o Criador é a equidade perfeita, a lógica nos diz que necessariamente existe embrionário em nós esse mesmo atributo, tanto que nos sentimos agredidos quando não nos dispensam justiça e somos decididamente infelizes, ainda que não o reconheçamos, quando não a exercitamos em relação ao semelhante.

No propósito de agilizar o desenvolvimento dessa vocação divina em nós, a sabedoria celeste oferece-nos, periodicamente, noções a respeito do assunto, compatíveis com nosso estágio de entendimento.

Nesse particular, a mensagem maior, uma revelação divina, segundo Kardec, está na Tábua da Lei recebida por Moisés no Monte Sinai.

Naquele exacto momento, o grande legislador judeu, em conta-to com a Espiritualidade Maior, fazia-se instrumento para oferecer ao Homem os fundamentos da Justiça, partindo de um princípio básico:
nossos direitos terminam onde começam os direitos do próximo.

Em síntese, eliminando-se os acréscimos dispensáveis, que podemos debitar às suas limitações como espírito encarnado, Moisés definiu o que não devemos fazer:

- Não matar.
- Não roubar.
- Não levantar falso testemunho.
- Não cometer adultério.
- Não cobiçar nada do próximo.

Imaginemos que mundo feliz seria o nosso se ninguém cometesse crimes, nem mentisse, nem cultivasse a traição ou a cupidez!
Vicejam esses males na sociedade humana apenas porque somos passionais.

Paixão — define o dicionário — é uma emoção forte, arrebatadora, que compromete o discernimento.

Exemplo típico:
o adolescente empolgado por uma jovem que não corresponde ao seu ímpeto.
Não consegue tirá-la da cabeça, cultivando ciúmes e angústias intermináveis.
Incapaz de exercitar a razão, perde-se num círculo vicioso de ideias infelizes, cogitando de agredir supostos rivais ou a si mesmo na loucura do suicídio.

Existem muitas paixões:
dinheiro, jogo, sexo, poder, beleza, sempre desajustantes, comprometedoras, porquanto, anulando nossa capacidade de discernimento, nos induzem a infringir a Lei de Justiça prejudicando o próximo.

Agem passionalmente:
O marido que mata a esposa num acesso de ciúmes...
O maledicente que destrói reputações...
O sedutor que ilude mulheres incautas...
O tirano que domina multidões...

Pessoas assim têm noção do que é certo ou errado, mas deixam-se dominar por impulsos passionais, semeando espinhos que forçosamente deverão colher.

O mal retorna inevitavelmente àquele que o pratica:
A curto prazo, na forma de inquietação.
A médio prazo, transvestido de desajustes físicos e espirituais.
A longo prazo, em existências futuras, quando se defrontará com os mesmos prejuízos impostos às suas vítimas.

Imperioso, portanto, em nosso próprio benefício, que domemos as paixões, usando como elementar exame de consciência as negativas mosaicas, que devem sobrepor-se aos impulsos passionais sempre que estes nos sugiram o desrespeito pelos direitos alheios.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Esclarecimento e Escândalo

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:26 am

Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Vez por outra, a cizânia (falta de harmonia; desavença, rixa, discórdia) imiscui-se entre os trabalhadores do Evangelho, tentando lançar uns contra os outros, em nome da defesa da verdade, de que cada qual se sente depositário.

Influencia-se a mente através da hábeis manobras do sofisma e semeia-se suspeita, em combate inglório, de que se fazem mercenários a soldo da vaidade ou das paixões infelizes.

Parecendo defender causas nobres e ideais superiores, propagam o mal ante que o extinguem, disseminando informações doentias com deslavada satisfação.

Estão na vigília para o mal.

Nunca possuem uma palavra de estímulo para a acção dignificante.
No entanto, vasculham o tremendal até encontrar material para as arremetidas furibundas.
São os fomentadores da desarticulação do programa do bem.

Como não é certo agir em desrespeito à Lei, menos correcto é apontar o erro alheio, gerando desconforto e caos.
Se tens algo contra alguém, vai a ele, fala com franqueza e cordialidade.
Se te eleges fiscal de alguém ou de uma Causa, não sejas o relator público das mazelas deles.

Busca a quem de direito e observa o que anotaste, imbuído do sentimento edificante de ajudar.
Faz tua a tarefa de esclarecer-ajudando e a de corrigir-educando.
Em nome da verdade não leves ninguém à execração pública, auferindo os aplausos dos apaniguados do escândalo e alimentando-te como a eles com as vísceras expostas da vítima.

Como cristão, recorda-te do ensino de Jesus, a respeito da questão:
"Se o teu irmão pecar contra ti, chama o infractor em segredo e fala-lhe.
Se ele te ouvir tê-lo-ás ganho. Se não te atender leva algumas testemunhas e volta a falar-lhe.
Se ele se recusa a ouvir-te, reúne a Igreja e expõe o facto.
Se permanecer no erro, só então poderá informar à comunidade".
(Mateus, 18: 15 a 17).

O Codificador do Espiritismo reportou-se, igualmente, ao assunto, quando considerou que se tem o direito de chamar a atenção daquele que incorre em faltas graves e que actua incorrectamente, desde que isso atenda "de preferência ao interesse do maior número".
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Alan Kardec, Cap. X - Item 21).

Jesus, que conhecia as nossas imperfeições e deslizes, jamais se preocupou em divulgar tais erros, inclusive os daqueles que procuravam perturbar-Lhe a marcha.

Jamais deixou de ensinar, corrigir e amparar, sempre conferindo a oportunidade de edificação ao caído em engodo, sem o infelicitar mais, exibindo-lhe as mazelas diante do público.

Esclarece e ajuda.

Escândalo, não, nunca, pois ele perturba e conspira contra a paz de todos, destruindo-a, inclusive em ti mesmo.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Bem Viver

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:27 am

Livro: Terapêutica de Emergência
Marcelo Ribeiro & Divaldo P. Franco

Para viver bem basta possuir e deixar-se possuir pelos gozos.

Oportunidades, porém, para que você se comprometa com o erro surgem, contínuas, como tentações, desafiando suas forças morais.
Resisti-las, todavia, é a decisão que você se deve impor, sem que dessa atitude lhe advenham tristeza e dissabor.

O homem forte fez-se resistente mediante ingentes lutas que o capacitaram para a vitória sobre si mesmo.

Ocorre-lhe que as comodidades existem para fruídas, mas você sabe que a viciação é enfermidade moral que deve combater, a benefício próprio.

Juventude é um estágio transitório do organismo.

Jovialidade, porém, é um estado que se conquista, a fim de se manter jovem em qualquer idade do corpo.

Você vê os amigos dando largas concessões ao gozo e atormenta-se, como se estivesse a perder o melhor da vida.
E, todavia, os mais preciosos valores da vida são os de natureza moral, espiritual.

É certo que lhe não sugerimos clausura ou evasão da realidade actual, ascetismo ou fuga da convivência social, antes o conclamamos à saúde interior e à alegria contagiante, que somente possuem aqueles que são livres das conjunturas inditosas, dos acumpliciamentos com a venalidade.

Liberdade é um estado interior.

Amar, empreender realizações de enobrecimento, viver, são consequências da liberdade de que o homem dispõe para seu gáudio e ventura.

No entanto, o amor pode expressar-se mediante a comunhão pelo sexo, mas o sexo pode ser exercido automaticamente, sem o amor.
E quando tal ocorre, o ser que ama dignifica-se através da elevação matrimonial, enquanto que sem o amor se apaixona, brutalizado, descendo à animalidade e, não raro, aos crimes de nomenclatura variada...

A honestidade que o fará tranquilo nos empreendimentos enobrecedores, deve ser cultivada interiormente. Mesmo que ninguém a identifique em você, não se importe.

O diamante é precioso, apesar de dormir, ignorado, no seio da terra.
A lapidação realça-lhe somente a beleza que jaz adormecida no seu imo.

Quando os impulsos violentos o assaltarem, frene-os.
Quem não é capaz de dominar as paixões não é digno de triunfar e ser feliz.
O instinto rebelde, se dirigido, transforma-se em usina de força para as realizações da inteligência e da razão.

Não se afadigue, portanto, pelo prazer que deseja agora e logo mais se lhe terá desvanecido.

Não infira, disso, que você se deve abster das emoções ditosas.
Ao contrário: está, como todos nos encontramos, destinado à felicidade das emoções sem fim e dos gozos sem limite, se aguardar no dever e na honra, o momento próprio da sua vitória.

A isto chamamos bem viver.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Eduque as Emoções

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:28 am

Livro: Para Uso Diário
Joanes & J. Raul Teixeira

Cada momento da vida guarda lições e aprendizados muito especiais.
No trabalho da educação da mente, reside uma grande dificuldade para a maioria das pessoas.
Quando você esteja à frente alguém que lhe é apresentado, ou alguém que esteja vendo por primeira vez, é comum a excitação das conjecturas.

Há momentos em que você é tomado por grandes simpatias, à primeira vista, entregando-se, totalmente, ao “amigo” novo.

Em nome do bom senso, será recomendável que você trate a todos com fraternidade, deixando, porém, a maior abertura do coração para depois do devido entrosamento, do necessário conhecimento recíproco, o que a convivência cuidadosa permite.

Assim agindo, trabalhará com simpatia, sem se queixar de frustrações ou decepções, decorrentes do estouvamento e invigilância tão comuns em muitas almas.

Há circunstâncias, porém, nas quais você marca o novo conhecido por tremenda antipatia, prevendo ou prejulgando-lhe o carácter, fazendo-se enormemente fechado, frio e antipático, cerrando qualquer chance de maior aproximação do outro.

Não há nenhuma necessidade de tanta friagem emocional.

Pode-se ter cuidados e manter cautelas com gestos fraternos, com espírito de cooperação, devidamente equidistante dos arroubos entusiásticos e das posições de gelo.

Evite tachar as pessoas, antes de as conhecer eminentemente.

Como é perfeitamente natural que você tenha o seu parecer inicial sobre qualquer pessoa, e isso é inevitável, pelo menos reserve espaço para mudar de opinião e de postura, na medida do maior contacto, para que não peque por excesso ou por falta, guardando-se em clara maturidade emocional.

Nunca suponha que estará deixando de ser bom cristão se tiver cautelas emocionais.
Não, não é assim.
O mundo está repleto de crimes perpetrados na hora do acordamento de muita gente.

“Descobri que fulano não era quem eu pensava”.
Mas, era você que pensava, e não o fulano que afirmou ser o que você pensava...

“Sofri decepção com beltrano”.
Com beltrano não é bem o caso.
A decepção foi consigo mesmo que fez um juízo muito avantajado do outro, sem considerar que o outro é igualmente falível, porque é gente.

Eduque as suas emoções relativamente ao contacto humano.
Você só terá a crescer, aprendendo a descobrir as suas reais afinidades d’alma, identificando aqueles que não lhe sejam tão amistosos, conseguindo, não obstante, conviver e ser útil a todos.

Meditação:
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a susceptibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
(Cap. XVII, item 3, nono parágrafo – ESE)

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Incerteza e Acção

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:29 am

Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Interrogas com a mente em brasa:
- "Que caminho seguir?
Desdobram-se, favoráveis para mim, os rumos do futuro humano em termos de garantia e segurança, como dantes jamais ocorrera.
No entanto..."

Perquires com o espírito aturdido:
- "Como servir a Jesus, num grupo díspar e complexo, quando eu O sinto como um apelo veemente para a doação total?
Atrai-me o ministério da convivência pessoal com a dor, o partilhar dos suores e da agonias.
Apesar disso..."

Reflexionas em ansiedade:
- "Como fazer? De um lado as portas do progresso e do êxito que se abrem e doutro a dependência constritora, o grupo de trabalho evangélico.
Que realmente desejo da vida?
A liberdade parece-me o roteiro de maior segurança.
Sem embargo..."

Não são poucas as interrogações que chegam à mente do discípulo do Cristo, ante o mundo atraente, as injunções do passado, as condições da personalidade e a estrada estreita, a porta...

O rumo é muito importante no acesso à porta da redenção.
A humildade no sentimento cristão é mais do que um momento de entusiasmo.
Deve ser uma luta constante contra os factores infelizes que se instalam na alam e não cedem lugar.

Trabalhadores bem credenciados do Evangelho, ante a opção rigorosa do processo evolutivo, não raro buscam a conciliação, a acomodação.
Embora investidos de objectivos nobres, demoram-se, apenas, nos objectivos, sem os tornarem realidade desafiadora, que trabalha o íntimo, burilando-o para reflectir a estrela solar do amor de Jesus.

Outras vezes, o impulso para a acção espontânea, solitária, constitui derivativo que o tempo desvirtua e anula.
"Eu sou a porta das ovelhas" -, disse Jesus.

O rumo para atingir essa passagem de acesso é o trabalho incessante e bem dirigido.
Não te estremunhes no roteiro de iluminação espiritual.
Não arroles queixas nem mágoas.

O paraíso está longe e a convivência com os anjos ainda não te é possível.
Sê fiel na tua parte, fazendo o melhor ao teu alcance.
Porfia com decisão, após tomá-la.

Resolve-te em definitivo e faz o que deves fazer.
Quem posterga perde a oportunidade e sofre atraso na realização.
Vigia, a fim de que não sejas vítima da urdidura dos adversários invisíveis.

O ministério de Jesus foi todo marcado pela deserção de uns, pelas dúvidas de outros, pela ingratidão de vários, pela perseguição gratuita, pelos empeços e problemas.

Havia de tudo para fazê-lO desistir.
Não obstante, Ele permaneceu até ao fim, continuando até agora, confiante em nós.
Não te evadas, afirmando que Ele era perfeito enquanto que tu não o és.

A todos nos concede Sua força e Sua paz, principalmente aos que intentam ser fiéis até o momento final.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Em Muitas Circunstâncias

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:30 am

Livro: Dias Melhores
Irmão José & Carlos Baccelli

Em muitas circunstâncias, é a tua própria prova que te auxilia a não resvalar em faltas de consequências mais graves.

É a tua limitação física que te impede de assumir compromissos cármicos mais pesados do que aqueles que actualmente suportas.

É o serviço estafante que te absorve o tempo que não te deixa ceder ao assédio da tentação em que complicarias o destino.

São os teus conflitos íntimos que te imobilizam a leviandade e não te consentem sorver, a derradeira gota, a transbordante taça do prazer.

São as tuas dores constantes, espalhadas pelo corpo, que não te deixam albergar pensamentos que se te cristalizariam no espírito por tempo indeterminado.

É o companheiro que te policia os passos e te requisita afeição, de modo possessivo, que se interpõe entre ti e o abismo que lhe escancara aos pés.

É o chefe da repartição que te cumula de exigências, mas que te induz ao crescimento profissional nas tarefas sob a tua responsabilidade.

É o filho doente que, não raro, te inspira ao socorro devido àquelas crianças enfermas que sofrem, sem arrimo da família e da sociedade.

É a injustiça de que foste vítima, que te faz advogar a causa de todos os injustiçados do mundo.

São os traumas que suportaste na infância que, de uma forma ou de outra, te compeliram a sair da vulgaridade nos sentimentos em relação aos outros.

Não reclames, pois, dos problemas com os quais renasceste ou adquiriste em algum trecho do caminho que segues palmilhando.

Chegará um dia em que reconhecerás que as tuas dificuldades físicas, morais ou psicológicas, em suas mais variadas formas de expressão, foram as tuas maiores bênçãos.

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Irmãos em Perigo

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:30 am

Livro: Agenda Cristã
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Os que pretendem transformar o próximo, de um dia para outro a golpes verbais.

Os que descobrem pareceres inteligentes e bons conselhos para todas as pessoas, distraídos dos problemas que lhes são próprios.

Os que colocam a mente em outro mundo, a maneira absoluta, sem atender aos deveres do mundo em que respiram.

Os que permanecem incessantemente preocupados em se defenderem.

Os que reconhecem a grandeza das verdades divinas, mas jamais dispõem de tempo para cultivá-la, em favor da própria iluminação.

Os que adiam indefinidamente para amanhã o serviço da compreensão e do amor ao próximo.

Os que se sentem senhores exclusivos de todos os trabalhos no campo da caridade, sem distribuir oportunidades de serviço aos outros.

Os que declaram perdoar a ofensa, mas que nunca conseguem esquecer o mal.

Os que encontram ensejo de se entediarem da vida.

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O Verbo é Criador

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 07, 2011 10:31 am

Livro: Vinha de Luz - 97
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem."
Jesus. (MATEUS, 15:18.)

O ensinamento do Mestre, sob o véu da letra, consubstancia profunda advertência.

Indispensável cuidar do coração, como fonte emissora do verbo, para que não percamos a harmonia necessária à própria felicidade.

O que sai do coração e da mente, pela boca, é força viva e palpitante, envolvendo a criatura para o bem ou para o mal, conforme a natureza da emissão.

Do íntimo dos tiranos, por esse processo, origina-se o movimento inicial da guerra, movimento destruidor que torna à fonte em que nasceu, lançando ruína e aniquilamento.

Da alma dos caluniadores, partem os venenos que atormentam espíritos generosos, mas que voltam a eles mesmos, escurecendo-lhes os horizontes mentais.

Do coração dos maus, dos perversos e dos inconscientes, surgem, através do poder verbalista, os primórdios das quedas, dos crimes e das injustiças;
todavia, tais elementos perturbadores não se articulam debalde para os próprios autores, porque dia chegará em que colherão os frutos amargos da actividade infeliz a que deram impulso.

Assim também, a alegria semeada, por intermédio das palavras salutares e construtivas, cresce e dá os seus resultados.

O auxílio fraterno espalha benefícios infinitos, e o perfume do bem, ainda quando derramado sobre os ingratos, volta em ondas invisíveis a reconfortar a fronte que o emite.

O acto de bondade é invariável força benéfica, em derredor de quem o mobiliza.
Há imponderáveis energias edificantes, em torno daqueles que mantêm viva a chama dos bons pensamentos a iluminar o caminho alheio, por intermédio da conversação estimulante e sadia.

Os elementos psíquicos que exteriorizamos pela boca são potências actuantes em nosso nome, factores activos que agem sob nossa responsabilidade, em plano próximo ou remoto, de acordo com as nossas intenções mais secretas.

É imprescindível vigiar a boca, porque o verbo cria, insinua, inclina, modifica, renova ou destrói, por dilatação viva de nossa personalidade.

Em todos os dias e acontecimentos da vida, recordemos com o Divino Mestre de que a palavra procede do coração e, por isso mesmo, contamina o homem.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Re: Conhecimento e Sabedoria

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