Conhecimento e Sabedoria

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VIVÊNCIA

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 21, 2011 10:43 pm

Livro: Respostas da Vida
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Habitualmente, perdemos tempo, em desgosto inútil, quando nos achamos em antagonismo com alguém ou vice-versa.

Entretanto, vejamos:

os outros pensam segundo imaginam;
falam o que melhor lhes parece;

fazem o que lhes ocorre aos desejos;
abraçam o que lhes agrada;

adquirem o que estimam;
valorizam o que mais amam;

inclinam-se para aquilo que os atrai;
vivem com quem mais se afinam;

estão no caminho que escolheram;
acham sempre o que procuram.

Isso, porém, não é novidade, porque todos nos padronizamos por directrizes idênticas:
agimos como somos, e reagimos conforme a própria vontade na condução de nossos impulsos.

A novidade é reconhecer que os outros e nós teremos inevitavelmente aquilo que fizemos.

Alcançando a certeza disso, vale, acima de tudo, auxiliarmos-nos reciprocamente, sem queixas uns dos outros, de vez que nenhum de nós consegue aperfeiçoamento próprio senão à custa de numerosas experiências.

À frente da realidade, vivamos com as nossas lições, mantendo a consciência em paz, e deixemos aos outros o seu próprio dom de aprender e de viver.

§.§.§- O-canto-da-ave
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RELACIONAMENTO

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 21, 2011 10:44 pm

Livro: Calma
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Se dificuldades e provações te visitam, no relacionamento com o próximo, não te permitas requentar mágoas no coração.

Deixa que a confiança na Sabedoria Divina te dissipe qualquer sombra do pensamento, lembrando o Sol a desfazer nuvens diariamente para vitalizar e revitalizar os processos da vida.

Para isso, é imperioso que a compreensão te presida os impulsos.
E a compreensão te fará saber que os outros são criaturas autónomas, gravitando sempre na direcção de objectivos diferentes dos teus.

A certeza disso te livrará da solidão negativa, capaz de induzir-te a desânimo e desespero.

.§.

A verdade nos ensina que ninguém realiza o bem e nem caminha para o bem, sem os outros, mas porque isso aconteça, ninguém pode exigir que os outros lhe carreguem a existência, nas sendas a percorrer.

Os outros serão nossos cooperadores, intérpretes, associados e companheiros, enquanto isso se lhes faça possível, ocorrendo o mesmo connosco, em relação a eles.

À vista disso, ama aos amigos sem prendê-los.

Esse terá sido o sustentáculo de tuas esperanças, por muito tempo;
entretanto, é possível surja um dia em que não consiga permanecer inteiramente ao teu lado, em face de novas tarefas que lhe despontam na senda.

Outro te entendia os propósitos, até ontem;
no entanto, experiências, que se lhe fizeram necessárias, alteraram-lhe provisoriamente os raciocínios.

Aceita-os quais se mostram, continuando a agir no exercício do bem e seguindo adiante na construção da vida melhor em ti mesmo.

.§.

Ninguém aprende algo de bom e nem melhora a si mesmo, sem os outros, mas ninguém pode depender totalmente dos outros nas realizações que demande.

Nos momentos de mudança e renovação para aqueles a quem mais amas, afasta de ti a ideia de separação e não te lastimes.

Prossegue trabalhando, porque, pelos Desígnios da Vida Superior, outros virão ao teu encontra para a execução das tarefas que o mundo te conferiu e os que se afastam de ti voltarão depois, com mais força de amor, a fim de te auxiliarem ou serem auxiliados.

.§.

A verdade não se deteriora.

Somente perde os seres queridos aquele que possessivamente os procura, quando se fazem distantes, porquanto quem ama, ama sempre, e de tal modo que, ainda mesmo quando os corações amados se distanciam, o coração que ama prossegue amando-os e abençoando-os, sabendo conscientemente que, pelas forças do espírito, jamais deles se afastará.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

§.§.§- O-canto-da-ave
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SOBERANAS LEIS

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 21, 2011 10:45 pm

Livro: Jesus e o Evangelho - À luz da psicologia profunda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

EV. Cap. I, Item 3
- Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas.."
Mateus, cap. V, v. 17.

A Lei natural, que vige em todo o Universo, é a de Amor, que se exterioriza de Deus mediante a Sua criação.

O Cosmo equilibra-se em parâmetros de harmonia inalterada, porque procede de uma Causalidade inteligente que tudo estabeleceu em equilíbrio.

Essa ordem espontânea é sempre a mesma em toda parte, expressando-se como modelo para a conquista integral de todas as coisas, particularmente do Eu profundo, que dorme em latência nos seres aguardando os factores propiciatórios à sua manifestação.

No começo é a sombra dominante, geradora de impulsos automáticos, inconscientes, herança dos períodos primeiros da evolução, quando se instalaram no psiquismo os instintos primários, que remanescem em controle das actividades do processo de crescimento. Inconsciente da sua realidade imortal, o ser é atraído para a Grande Luz libertadora, experimentando os embates internos que o desalojam da concha vigorosa onde se encarcera, facultando-lhe os primeiros voos do discernimento e da razão com promessas de plenitude.

Como efeito inevitável, a inspiração superior vem trabalhando em nome dessa Lei, para que o Espírito modele as asas para a ascensão, através de disciplinas morais e sociais, mediante as quais aprende a dominar os impulsos e racionalizá-los, para que no futuro consiga introjectar o sentimento profundo do amor e, mergulhando inconscientemente na Lei Natural, consiga utilizar-se da intuição ou comunicação directa com o Pensamento Universal espraiado em toda parte, ascendendo aos planos da felicidade que almeja.

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RESPOSTAS de EMMANUEL

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 21, 2011 10:46 pm

Livro: Plantão da Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Como é encarado o divórcio nos planos superiores do espírito?"
- Não admitas o divórcio como sendo caminho salvador quando lutas se agravam.
Ninguém colhe flores do plantio de pedras.

Só o tempo consegue dissipar as sombras que amontoas com o tempo.
Só o perdão incondicional apaga as ofensas, apenas o bem extingue o mal.

"Qual a situação moral da alma no túmulo e no berço?"
- No túmulo, a alma, ainda vinculada ao crescimento evolutivo, entra na posse das alegrias e das dores que amontoou sobre a própria cabeça;
no berço, acorda e retorna o arado da experiência, nos créditos que lhe cabe desenvolver e nos débitos que está compelida a resgatar.

"Todas as enfermidades conhecidas foram solicitadas pelo espírito do próprio enfermo, antes de renascer?"
- Mas nem sempre requisitamos deliberadamente semelhantes suplícios temporários, de vez que, em muitas circunstâncias, quais aquelas que se verificam no suicídio ou na delinquência, caímos, de imediato, em desagregação ou na insanidades das próprias forças, lesando o corpo espiritual, o que nos constrange a renascer no berço físico, exibindo defeitos e moléstias congénitas, em aflitivos quadros expiatórios.

"Aceitando Jesus o auxílio de Simão, o Cirineu, desejava deixar um novo ensinamento às criaturas?"
- Essa passagem evangélica encerra o ensinamento do Cristo, concernente à necessidade de cooperação fraternal entre os homens, em todos os trâmites da vida.

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EM VIGILÂNCIA

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 21, 2011 10:46 pm

Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Ouves a triste balada do sofrimento respingando apelos.
Em todas as vozes uma só voz: fome de paz.

Este equivocou-se;
aquele traiu-se;
esse emaranhou-se na própria leviandade;
este outro perturbou-se na ilusão;
aquele outro, revoltado, investe contra si mesmo em desvario.

A colheita é intransferível.
Cada um dispõe da liberdade para semear onde, quando e como melhor lhe aprouver.
Ninguém, porém, se eximirá a fazer a viagem de volta, recolhendo.

Responsáveis pelos próprios feitos, estes fazem-se senhores austeros e graves, cobradores às vezes odientos e perversos, ou benfeitores amoráveis.
Por esta razão, a vida é oportunidade que se sucede, uma após outra, favorecendo reparação.
A cada instante podes modificar inteiramente o destino, graças à utilização boa ou má do ensejo que se te apresente em permanente convite.

Não descoroçoes, pois, em tua lida.
Assumiste um compromisso com Jesus.
Não te promete Ele a Terra nem o triunfo barato que transita enganoso.

Incita-te a uma grande violência:
arrebentar as amarras das mentiras douradas, da ambição injustificável e da glória perturbadora.

Em contrapartida, propõe-te o triunfo perene sobre as paixões que tisnam a beleza lapidar dos sentimentos, que um dia Lhe deves oferecer, neles reflectindo a Sua paz.

Nem receios, nem desconsiderações, nem o pavor que te pode induzir a uma sintonia negativa, nem a negligência que te conduza a atitude arbitrária.

As lições conduzem uma finalidade: aprendizagem.
E aprendizagem é uma experiência que deves insculpir em teu mundo íntimo a soldo de sacrifícios para a redenção;

Policia-te.
Não te permitas os sonhos utópicos ou os prazeres que te possam infelicitar no trâmite dos sorrisos iniciais para as tragédias culminativas.

O crime passional começa entre os júbilos dos galanteios descabidos.
O alcoolismo inveterado principia no aperitivo que, ao suceder-se, escraviza em inditosa embriaguez.
O vício, sob qualquer aspecto em que se apresente, pode ser comparado à fagulha inocente capaz de atear incêndios terríveis.

Sê jovial, não leviano.
Cultiva o amor, não a vulgaridade.
Faz-te afável, não perturbado pela emoção.

Guarda a previdência, não a mesquinhez.
Detém-te na vigilância, não na obstinação negativa.

Jesus é, para todos entre nós, o exemplo.
Na linha de comportamento, é o mediador.

Equilíbrio seja o fiel das tuas aspirações.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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FRUTO e EXEMPO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 9:53 pm

Livro: Plantão de Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Revela-se a árvore na gleba em que se desenvolve por valioso conjunto de utilidades, quais sejam:
. a seiva de que se nutre;
. as frondes que albergam ninhos;
. a flor que perfuma;

. a sombra que ameniza;
. o aspecto que balsamiza;
. o lenho que reaquece.

Todavia, se não estende o fruto que lhe assinala a espécie, no socorro às criaturas que lhe observam o crescimento, terá desertado do objectivo fundamental a que se destina, reprovando a si mesma na solidão e na esterilidade.

Assim também o homem, no campo da luta em que se estagia, destaca-se por toda uma equipe de qualidade que lhe marcam a rota, como sejam:
. a força com que se eleva;
. a inteligência com que domina:
. as ligações afectivas com que se associa a outros seres;

. o ideal que se inflama;
. o verbo que manifesta;
. a compreensão com que se orienta;
. o entusiasmo de sonhar e realizar que lhe distingue os impulsos.

Entretanto, se foge à acção construtiva do exemplo nobre com que se exprimirá no edifício do progresso de todos, em favor dos irmãos que lhe buscam inspiração e modelo, em verdade terá perdido o ensejo divino para que foi trazido à existência, sentenciando-se à frustração.

No reino vegetal, todo o paciente esforço da árvore, sob o império das estações, tende à produção do fruto com que se desincumbirá do compromisso máximo, à frente da natureza;
e no campo humano todas as actividades laboriosas do espírito, sob o domínio da experiência, visam à demonstração do exemplo renovador com que enriquecerá a economia da vida, através dos valores físicos ou espirituais.

Vigiemos as nossas próprias acções no santuário das horas de cada dia, porque para todos nós prevalece o aviso de Jesus quando asseverou, convincente:
- "Pelos frutos conhecê-los-eis."

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EDUCAÇÃO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 9:54 pm

Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

CONCEITO
- A educação é base para a vida em comunidade, por meio de legítimos processos de aprendizagem que fomentam as motivações de crescimento e evolução do indivíduo.

Não apenas um preparo para a vida, mediante a transferência de conhecimentos pelos métodos da aprendizagem.
Antes, é um processo de desenvolvimento de experiências, no qual educador e educando desdobram as aptidões inatas, aprimorando-as como recursos para a utilização consciente nas múltiplas oportunidades da existência.

Objectivada como intercâmbio de aprendizagens, merece considerá-la nas matérias, nos métodos e fins, quando se restringe à instrução.
Não somente a formar hábitos e desenvolver o intelecto, deve dedicar-se a educação, mas, sobretudo, realizar um continuum permanente, em que as experiências, por não cessarem, se fixam ou se reformulam, tendo em conta as necessidades da convivência em sociedade e da auto-realização do educando.

Os métodos na experiência educacional devem ser consentâneos às condições mentais e emocionais do aprendiz.
Em vez de se lhe impingir, por meio do processo repetitivo, os conhecimentos adquiridos, o educador há de motivá-lo às próprias descobertas, com ele crescendo, de modo que a sua contribuição não seja o resultado do "pronto e concluído", processo que, segundo a experiência de alguns, "deu certo até aqui".

Na aplicação dos métodos e escolha das matérias merece considerar as qualidades do educador, sejam de natureza intelectual ou emocional e psicológica, como de carácter afectivo ou sentimental.

Os fins, sem dúvida, estão além das linhas da escolaridade.
Erguem-se como permanente etapa a culminar na razão do crescimento do indivíduo, sempre além, até transcender-se na realidade espiritual do porvir.

A criança não é um "adulto miniaturizado", nem uma "cera plástica", facilmente moldável.

Trata-se de um Espírito em recomeço, momentaneamente em esquecimento das realizações positivas e negativas que traz das vias pretéritas, empenhado na conquista da felicidade.

Redescobrindo o mundo e se reidentificando, tende a repetir atitudes e actividades familiares em que se comprazia antes, ou através das quais sucumbiu.

Tendências, aptidões, percepções são lembranças evocadas inconscientemente, que renascem em forma de impressões atraentes, dominantes, assim como limitações, repulsas, frustrações, agressividade e psicoses constituem impositivos constritores ou restritivos - não poucas vezes dolorosos - de que se utilizam as Leis Divinas para corrigir e disciplinar o rebelde que, apesar da manifestação física em período infantil, é Espírito relapso, mais de uma vez acumpliciado com o erro, a ele fortemente vinculado, em fracasso morais sucessivos.

Ao educador, além do currículo a que se deve submeter, são indispensáveis os conhecimentos da psicologia infantil, das leis da reencarnação, alta compreensão afectiva junto aos problemas naturais do processus educativo e harmonia interior, valores esses capazes de auxiliar eficientemente a experiência educacional.

As leis da reencarnação, quando conhecidas, penetradas necessariamente e aplicadas, conseguem elucidar os mais intricados enigmas com que se defronta o educador no processo educativo, isto porque sem elucidação bastante ampla, nem sempre exitosas, hão redundado as mais avançadas técnicas e modernas experiências.

A instrução é sector da educação, na qual os valores do intelecto encontram necessário cultivo.

A educação, porém, abrange área muito grande, na quase totalidade da vida.
No período de formação do homem é pedra fundamental, por isso que ao instituto da família compete a indeclinável tarefa, porquanto peça educação, e não pela instrução apenas, se dará a transformação do indivíduo e, consequentemente, da Humanidade.

No lar assentam os alicerces legítimos da educação, que se transladam para a escola que tem a finalidade de continuar aquele mister, de par com a contribuição intelectual, as experiências sociais...

O lar constrói o homem.
A escola
forma o cidadão.

Continua...
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Re: Conhecimento e Sabedoria

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 9:57 pm

Continua

DESENVOLVIMENTO
- A escola tradicional, fundamentada no rigor da transmissão dos conhecimentos, elaborava métodos repetitivos de imposição, mediante o desgoverno da força, sem abrir oportunidades ao aprendiz de formular as próprias experiências, através do redescobrimento da vida e do mundo.

O educador, utilizando-se da posição de semideus, fazia-se um simples repetidor das expressões culturais ancestrais, asfixiando as germinações dos interesses novos no educando e matando-as, como recalcando por imposição os sentimentos formosos e nobres, ao tempo em que assinalava, irremediavelmente, de forma negativa os que recomeçavam a vida física sob o abençoado impositivo da reencarnação.

Expunha-se o conhecimento, impondo-o.

Com a escola progressiva, porém, surgiu mais ampla visão em torno da problemática da educação, e o educando passou a merecer o necessário respeito, de modo a desdobrar possibilidades próprias, fomentando intercâmbios experienciais a benefício de mais valiosa aprendizagem.

Não mais a fixidez tradicional, porém os métodos móveis da oportunidade criativa.

Actualizada através de experiências de liberdade exagerada - graças à técnica da enfática da própria liberdade -, vem pecando pela libertinagem que enseja, porquanto, sem e fundamentando em filosofias materialistas, não percebe no educando um Espírito em árdua luta de evolução, mas um corpo e uma mente novos a armazenagem num cérebro em formação e desenvolvimento a herança cultural do passado e as aquisições do presente, com hora marcada para o aniquilamento, após a transposição do portal do túmulo...

Nesse sentido, conturbadas e infelizes redundaram as tentativas mais modernas no campo educacional, produzindo larga e expressiva faixa de jovens desajustados, inquietos, indisciplinados, qual a multidão que ora desfila, com raras excepções, a um passo da alucinação e do suicídio.

Inegavelmente, na educação a liberdade é primacial, porém com responsabilidade, a fim de que as conquistas se incorporem nos seus efeitos ao educando, que os ressarcirá quando negativos, como os fruirás em bem-estares quando positivos.

Nesse sentido, nem agressão nem abandono ao educando.

Nem severidade exagerada nem negligência contumaz. Antes, técnicas de amor, através de convivência digna, assistência fraternal e programa de experiências vividas, actuantes, em tarefas dinâmicas.


ESPIRITISMO E EDUCAÇÃO
- Doutrina eminentemente racional, o Espiritismo dispõe de vigorosos recursos para a edificação do templo da educação, porquanto penetra nas raízes da vida, jornadeando com o Espírito através dos tempos, de modo a elucidar recalques, neuroses, distonias que repontam desde os primeiros dias da conjuntura carnal, a se fixarem no carro somático para complexas provas ou expiações.

Considerando os factores preponderantes como os secundários que actuam e desorganizam os implementos físicos e psíquicos, equaciona como problemas obsessivos as conjunturas em que padecem os trânsfugas da responsabilidade, agora travestidos em roupagem nova, reencetando tarefas, repetindo experiências para a libertação.

A educação encontra no Espiritismo respostas precisas para melhor compreensão do educando e maior eficiência do educador no labor produtivo de ensinar a viver, oferecendo os instrumentos do conhecimento e da serenidade, da cultura e da experiência aos reiniciantes do sublime caminho redentor, através dos quais os tornam homens voltados para Deus, o bem e o próximo.

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IDEAL COMUM

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 9:58 pm

Livro: Conviver e Melhorar - 33
Batuíra & por Francisco do Espírito Santo Neto

"Há diversos modos de acção, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos."
(I Coríntios, 12:6 e 7).

Os modernos métodos de gerenciamento recomendam que cada um dos componentes de uma empresa devem ser tratados e respeitados como um ser individual e especial.
Esses métodos revelam que nos cenários organizacionais tudo o que se produz está estritamente relacionado com os feitos de todo o grupo.
Portanto, para cooperarmos beneficamente em uma sociedade espírita é preciso lembrar-nos de que cada obreiro tem uma fórmula própria de veracidade.

A diversidade dos modos de acção é saudável.
Sem jamais perder a visão comum da integração mútua e dos ideais superiores, encorajemos cada membro de nosso equipe a actuar conforme suas aptidões, em vez de tentar convencê-lo a produzir como outra pessoa.

Com a homogeneidade todos agirão tão iguais que a originalidade do grupo se atrofiará.
Cada companheiro no serviço activo espírita faz parte de um conjunto de peças, desiguais porém interdependentes, que necessitam funcionar em harmonia para se alcance o objectivo pretendido.

Semelhança de ideias e pensamentos fará com que o quotidiano fique monótono por causa do enorme marasmo que se estabelece.
Virá o definhamento, que levará o grupo à trivialidade desgastante.

Toda equipe é formada por uma ampla diversidade de caracteres e, seguramente, essas combinações de talentos e capacidades impulsionarão a tarefa por diferentes motivações e diversos estímulos.

A oportunidade do líder do grupo é moldar a multiplicidade de aptidões em um efeito produtivo, com o qual cada membro consiga se identificar e, ao mesmo tempo, unir-se aos trabalho do bem comum.

Por outro lado, para se conseguir sucesso nos labores da Casa Espírita é preciso que todos tenham uma visão claramente definida, apesar das particularidades individuais.

Denominemos essa visão clara como a evidência da missão ou do propósito almejado. Por isso devemos observar com atenção nossa meta ou linha comum, nas várias obrigações a cumprir, além daquela primordial:
a melhora íntima ou a transformação interior.

Há a missão do irmão que se consagra às crianças ou às mães carentes;
a disposição do companheiro que se propõe a recolher e amparar os doentes;
o compromisso daqueles que abraçam as actividades relacionadas aos velhos ou aos jovens.

A cooperação bendita de quem se converteu em divulgar do bem e o envolvimento abençoado dos que socorrem os espíritos infelizes através de sua instrumentalidade mediúnica.

A evolução é escada infinita.
Não queiramos que os outros enxerguem a vida através de nossos olhos.

Se a unidade espiritual é serviço básico da paz, não nos esqueçamos de reforçar e definir obrigações e responsabilidade.
Aqui está a importância de evidenciar a missão declarando os "diversos modos de acção, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos".
São muitas as rotas para o Reino dos Céus.

É imprescindível o ideal comum, porém os dons diferem.
A inteligência se caracteriza por diversos graus e a capacidade é fruto do esforço constante.
"Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos."

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A VERDADE

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 9:59 pm

Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Há quem cultive a verdade, tornando-a arma para agredir os outros.

A verdade, porém, reflecte luz mirífica, aclaradora de incógnitas, que merece ser sorvida na quantidade exacta.

À medida que nutre e dessedenta, acalma e felicita, enriquecendo de compreensão e afabilidade aquele que a penetra.

Jamais a apliques com dureza, qual se fosse uma arma para destruir ou outros, pois que, assim tornada, perde a finalidade precípua que é a de libertar.

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NÃO CONFUNDAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 9:59 pm

Livro: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Porque a Escritura diz:
Todo aquele que nele crer não será confundido."
Paulo. (ROMANOS, 10:11.)

Em todos os círculos do Cristianismo há formas diversas quanto à crença individual.

Há católicos romanos que restringem ao padre o objecto de confiança;
reformistas evangélicos que se limitam à fórmula verbal e espiritistas que concentram todas as expressões da fé na organização mediúnica.

É natural, portanto, a colheita de desilusões.

Em todos os lugares, há sacerdotes que não satisfazem, fórmulas verbalistas que não atendem e médiuns que não solucionam todas as necessidades.

Além disso, temos a considerar que toda crença cega, distante do Cristo, pode redundar em séria perturbação...
Quase sempre, os devotos não pedem algo mais que a satisfação egoística no culto comum, no sentimento rudimentar de religiosidade, e, daí, os desastres do coração.

O discípulo sincero, em todas as circunstâncias, compreende a probabilidade de falência na colaboração humana e, por isso, coloca o ensino de Jesus acima de tudo.

O Mestre não veio ao mundo operar a exaltação do egoísmo individual, e, sim, traçar um roteiro definitivo às criaturas, instituindo trabalho edificante e revelando os objectivos sublimes da vida.

Lembra sempre que a tua existência é jornada para Deus.

Em que objecto centralizas a tua crença, meu amigo?

Recorda que é necessário crer sinceramente em Jesus e segui-Lo, para não sermos confundidos.

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O PURGATÓRIO TERRESTRE

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 10:00 pm

Livro: Um jeito de ser feliz
Richard Simonetti

Que se deve entender por purgatório?
Dores físicas e morais:
o tempo da expiação.
Quase sempre, na Terra é que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos obriga a expiar as vossas faltas.
Questão 1013 de "O Livro dos Espíritos".

O purgatório, segundo a tradição ortodoxa, seria uma região no Além, onde estagiam as almas que, embora arrependidas e "na graça de Deus", por se submeterem a sacramentos religiosos, não são suficientemente puras para elevarem-se ao Céu.

Morrem abençoadas, mas não redimidas.
É preciso sofrer, pagar os débitos, depurar-se.
Purgatório significa purgação, purificação.
Há medicamentos que são purgatórios, mais conhecidos como purgantes - limpam o organismo.
O purgatório teológico seria o purgante da Alma.

.§.

Em torno dessa ideia central criou-se toda uma mitologia, com crendices que vicejaram durante a Idade Média, servindo de instrumento para exploração da ingenuidade popular.
Tal foi a Doutrina das Indulgências que permitia às famílias abastadas promover a transferência de seus mortos do purgatório para o paraíso, mediante a doação de largas somas de dinheiro às organizações religiosas.

Se fossem adquiridas "relíquias" (supostamente parte do corpo de um santo - ossos, dentes, cabelos, unhas - ou qualquer objecto que tenha usado ou que tocou seu cadáver), compradas a peso de ouro, o efeito seria mais seguro.

As "relíquias" prestavam-se a vergonhosas fraudes.
Como poderiam os fiéis saber se eram autênticos pedaços da cruz onde fora sacrificado Jesus, os cabelos de Pedro, as sandálias de Paulo ou as pedras que imolaram Estêvão?...

A Doutrina das Indulgências constituiu o principal motivo que levou Lutero a insurgir-se contra seus superiores, iniciando a reforma protestante.

.§.

O purgatório, a respeito do qual não há nenhuma referência explícita na Bíblia, foi concebido para resolver um grave problema teológico: a salvação. Se em face das limitações e do atraso, raros estão habilitados ao paraíso, vasta maioria iria lotar as dependências do inferno.

Porque, então, não idealizar uma região intermediária, onde as Almas pudessem habilitar-se ao paraíso?

No folclore religioso existe até mesmo a ideia de que é interessante apelar às Almas do purgatório em nossas dificuldades, porquanto estas estariam sempre dispostas a nos ajudar, a fim de acumularem méritos suficientes para se livrarem de suas penas.

O purgatório é, também, uma saída para as "penas eternas", aberração teológica incompatível com a justiça e a misericórdia de Deus.

Se o arrependimento no momento da morte livra o indivíduo do inferno, situando-o no purgatório, seria presumível que Deus fizesse o mesmo com os impenitentes, à espera de que reconsiderassem sua atitude no Plano Espiritual.

O inferno, assim, como ouvi certa feita de um sacerdote, seria apenas uma possibilidade, jamais consumada, porquanto a experiência demonstra que, ante sofrimentos prolongados, mesmo os indivíduos mais rebeldes acabam modificando suas posições.

Continua...
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Re: Conhecimento e Sabedoria

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 10:01 pm

Continua

Céu e Inferno, como demonstra a Doutrina Espírita, são estado de consciência, não locais geográficos.
Assim podemos conceber o purgatório, marcado por sofrimentos físicos e morais que nos depuram, onde estivermos, habilitando-nos à redenção.

Se reunirmos vários Espíritos nessa condição, onde estiverem será um purgatório, mesmo que se trate da mais dadivosa região, da mais promissora e bela paisagem.
É o que acontece na Terra, que poderia ser um paraíso, se não fosse habitada por Espíritos atrasados que fazem dela um vale de lágrimas.

Os sofrimentos que aqui enfrentamos, envolvendo crimes, crises sociais, desentendimentos, guerras, vícios, violência, e muito mais, originam-se, essencialmente, de nosso comportamento.

Os próprios problemas naturais, como terremotos, inundações, tempestades, maremotos, tufões e secas, decorrem, em sua maioria, das agressões cometidas pela sociedade humana contra a Natureza, devastando-a para atendimentos de seus mesquinhos interesses.

Toda mobilização, por parte de grupos religiosos, ecológicos, filantrópicos, políticos, culturais, que vise melhorar as condições de vida na Terra, devem contar com nossa aprovação e, mais que isso, com nossa participação.
É assim que iremos nos conscientizando de nossas responsabilidades em relação ao planeta terrestre, para que um dia deixe de ser um purgatório e se transforme num paraíso.

Imperioso considerar, entretanto, que a renovação do Mundo começa com nossa própria renovação.
O Reino de Deus, prometido por Jesus, começa em nosso universo interior.
Melhorando-nos, melhoraremos a vida, onde estivermos.

Neste particular, o caminho mais rápido, mais seguro, a ponte indispensável entre o purgatório e o Céu, é o próximo.
Na medida em que estivermos dispostos a respeitar, ajudar, compreender e amparar aqueles que nos rodeiam, seja o familiar, o colega de serviço, o amigo, o indigente, o doente, estaremos habilitando-nos à felicidade, contribuindo para que ela se estenda sobre o Mundo.

Buscando atender nossos anseios podemos crescer intelectualmente, economicamente, materialmente, mas nada disso nos realizará se não crescermos espiritualmente, a partir da compreensão de que pertencemos à Humanidade e que em favor dela devam orientar-se nossas iniciativas.

A propósito vale lembrar a história daquele homem que, aprisionado no fundo de um abismo, implorava a Deus que o salvasse.

O Todo-Poderoso estendeu-lhe uma corda.
Exultante, iniciava a subida quando percebeu que companheiros de infortúnio também agarravam-se à dádiva celeste.
Irritado, pôs-se a dar-lhes pontapés, sob a alegação de que o peso era demais.
E os derrubou a todos.

Então, aconteceu o inesperado:
A corda, que até então sustentara vários homens, rompeu-se quando restou apenas o egoísta beneficiário da concessão divina.

Assim ocorre em nossas iniciativas salvacionistas.

Orientações religiosas, ideias nobres, impulsos renovadores, que formam abençoados cordões estendidos pelo Céu, em favor de nossa elevação, jamais terão a consistência necessária se pretendermos subir isolados, sem nos dispormos a auxiliar os companheiros que connosco estagiam no purgatório terrestre.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

§.§.§- O-canto-da-ave
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ALIMENTO ESPIRITUAL

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 10:02 pm

Livro: Evolução em Dois Mundos
André Luiz

"O instinto sexual não é apenas agente de reprodução, entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhes são necessários ao progresso."

Há, por isso, consórcios de infinita gradação no Plano Terrestre e no Plano Espiritual, nos quais os elementos subtis de comunhão prevalecem acima das linhas morfológicas do vaso físico, por se ajustarem ao sistema psíquico, antes que às engrenagens da carne, em circuitos substanciais de energia.

Contudo, até que o Espírito consiga purificar as próprias impressões, além da ganga sensorial em que habitualmente se desregra no narcisismo obcecante, valendo-se de outros seres para satisfazer a volúpia de hipertrofiar-se psiquicamente no prazer de si mesmo, numerosas reencarnações instrutivas e reparadoras se lhe debitam no livro da vida, porque não cogita exclusivamente do próprio prazer sem lesar os outros, e toda vez que lesa alguém abre nova conta resgatável em tempo certo.

Isso ocorre porque o instinto sexual não é apenas agente de reprodução, entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhes são necessários ao progresso.

Os Espíritos santificados, em cuja natureza superevolvida o instinto sexual se diviniza, estão relativamente unidos aos Espíritos Glorificados, em que descobrem as representações de Deus que procuram, recolhendo de semelhante entidades as cargas magnéticas sublimadas, por eles próprios liberados no êxtase espiritual.

De outro lado, as almas primitivas comumente lhe gastam a força em excessos que lhes impõem duras lições.

Entre os espíritos santificados e as almas primitivas, milhões de criaturas conscientes, viajando da rude animalidade para a Humanidade enobrecida, em muitas ocasiões se arrojam a experiências menos dignas, privando a companheira ou o companheiro do alimento psíquico a que nos reportamos, interrompendo a comunhão sexual que lhes alentava a euforia, e, se as forças sexuais não se encontram suficientemente controladas por valores morais nas vítimas, surgem, frequentemente, longos processos de desespero ou de delinquência.

§.§.§- O-canto-da-ave
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CULTURA de GRAÇA

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 10:03 pm

Livro: Ideal Espírita
Scheilla & Francisco Cândido Xavier

Além da cultura primária da inteligência, o homem paga na Terra todos os dotes do conhecimento mais elevado.

Pelo currículo de várias disciplinas, cobram-se-lhe matrículas, taxas, honorários e emolumentos diversos, nas casas de ensino superior.

Se quiser explicadores dessa ou daquela matéria em que se veja atrasado, é constrangido ao dispêndio de extraordinários recursos.

Se decide penetrar o domínio das artes é obrigado a remunerar as notas do solfejo ou a iniciação do pincel.

Entretanto, para as nossas aquisições sublimes, permite o Senhor que a Doutrina Espírita abra actualmente na Terra preciosos cursos de elevação, em que a cultura da alma nada pede à bolsa dos aprendizes.

Cada templo do Espiritismo é uma escola aberta às nossas mais altas aspirações e cada reunião doutrinária é uma aula, susceptível de habilitar-nos às mais amplas conquistas para o caminho terrestre e para a Vida Maior.

Pela administração desses valores eternos não há preço amoedado.

Cada aluno da organização redentora pode comparecer de mãos vazias, trazendo simplesmente o sinal do respeito e o vaso da atenção.

Jesus, o Mestre dos Mestres, passou entre os homens sem nada cobrar por Seus Divinos Ensinamentos.

E o Espiritismo, que Lhe revive agora as bênçãos de amor, pode ser comparado a instituto mundial de educação gratuita, conduzindo-nos a todos, sem exigência e sem paga, do vale obscuro da ignorância para os montes da luz.

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LIBERDADE

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 10:03 pm

Livro: Plantão da Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

A liberdade é a raiz da vida consciente; no entanto, a cada passo urdimos entraves e impedimentos para nós mesmos.

Não nos reportamos à clausura de pedra, que funciona à guisa de hospital para as inteligências envenenadas na delinquência, e sim aos grilhões invisíveis a que milhares de criaturas jazem escravizadas.

Prisões sem grades dos elos consanguíneos, em que os adversários de outras eras se defrontam, dia a dia, entre as paredes imponderáveis do tempo, no abraço compulsório da assistência recíproca, em nome dos compromissos familiares...

Cubículos de vérmina, limitados pela epiderme, nos quais os desertores do dever expiam culpas sob a longa constrição de moléstias irreversíveis no corpo físico...

Ferretes de inibição, geometricamente fixados em certos órgãos e membros do veículo físico, rectificando aspirações ou frenando impulsos...

Grilhetas de pauperismo, circunscritas aos marcos da condição social, em que se corrigem antigos e festejados malfeitores da fortuna amoedada...

Calabouços de obsessão, em cujo clima de ansiedade se reajustam sentimentos transviados ao peso de estranhos desequilíbrios...

Esses obstáculos e masmorras, entretanto, são entretecidos simplesmente por nós, sempre que nomeamos o egoísmo e a vaidade, a intemperança e o vício para a função de carcereiros de nossas almas.

Mesmo assim, sobre semelhantes cadeias, a liberdade brilha vitoriosa.

E consola-nos reconhecer que todo espírito em cativeiro é intimamente livre para recuperar a própria liberdade, porquanto, no ângulo mais escuro do mais escuro cárcere, todos somos livres no pensamento para refazer o destino, obedecendo à justiça e praticando o bem.

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SEMENTEIRAS e CEIFAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 22, 2011 10:04 pm

Livro: Vinha de Luz - 53
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção."
Paulo. (GÁLATAS, 6:8.)

Plantaremos todos os dias.

É da lei.

Até os inactivos e ociosos estão cultivando o joio da imprevidência.

É necessário reconhecer, porém, que diariamente colheremos.

Há vegetais que produzem no curso de breves semanas, outros, no entanto, só revelam frutos na passagem laboriosa de muito tempo.

Em todas as épocas, a turba cria complicações de natureza material, acentuando o labirinto das reencarnações dolorosas, demorando-se nas dificuldades da decadência.

Ainda hoje, surgem os que pretendem curar a honra com o sangue alheio e lavar a injustiça com as represálias do crime.

Daí, o ódio de ontem gerando as guerras de hoje, a ambição pessoal formando a miséria que há de vir, os prazeres fáceis reclamando as rectificações de amanhã.

Até hoje, decorridos mais de dezanove séculos sobre o Cristianismo, apenas alguns discípulos, de quando em quando, compreendem a necessidade da sementeira da luz espiritual em si mesmos, diferente de quantas se conhecem no mundo, e avançam a caminho do Mestre dos Mestres.

Se desejas, pois, meu amigo, plantar na Lavoura Divina, foge ao velho sistema de semeaduras na corrupção e ceifas na decadência.

Cultiva o bem para a vida eterna.

Repara as multidões, encarceradas no antigo processo de se levantarem para o erro e caírem para a corrigenda, e segue rumo ao Senhor, organizando as próprias aquisições de dons imortais.

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O SIGNIFICADO da VIDA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 24, 2011 10:22 pm

Livro: Vida Feliz - 191
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A tua vida possui alto significado.

Descobrir o sentido da existência e para que te encontras aqui, eis a tua tarefa principal.

Muitos indivíduos, por ignorância, colocam os objectivos que devem alcançar nas questões materiais e, ao consegui-los, ficam entediados, sofrendo frustrações e tão infelizes quanto aqueles que nada logram.

Se observas a questão espiritual da vida, a necessidade de te iluminares com o pensamento divino, toda a tua marcha se realizará segura e frutuosa.

Ninguém pode sentir-se completado, se não estiver em constante ligação com Deus, a Fonte Geradora do Bem.

Pensa nisso e segue o rumo da vida permanente.

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AUTO-ENCONTRO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 24, 2011 10:23 pm

Livro: Momentos Enriquecedores
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.

Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam à margem.
Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente.
Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.
Essa demorada reflexão seleccionará os objectivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.

Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e colectivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

Se de facto andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.
Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.

Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.
Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distracções habituais do intelecto e da falta de harmonia.
Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.

.§.

Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as acções, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.

A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do auto descobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação;
o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.

Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânimo, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.
Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.

Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.
Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distracções do ego se te apresentarem perturbadoras.

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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MANTER o ESTUDO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 24, 2011 10:24 pm

Livro: Celeiro de Bênçãos
Joanna de Angelis & Divaldo P. Franco

Necessário em qualquer mister.

Impostergável para o aprimoramento humano.

Valioso para maior integração do indivíduo nos objectivos a que se vincula.

Indispensável para a iluminação interior.

Em todo ministério de enobrecimento, o estudo tem regime de urgência como directriz de segurança e veículo de libertação íntima.

Ninguém pode vincular-se em definitivo ao ministério redentor sem conhecer as razões preponderantes da existência espiritual.

Evidente que antes de qualquer realização, programas e projectos devam constituir bases experimentais.

O estudo, desse modo, fornece as coordenadas para maior penetração na tarefa buscada:
seja a de ajudar, seja a de ajudar-se.

No que diz respeito à Doutrina Espírita, cabe-nos a todos o dever de mergulhar o pensamento nas fontes lustrais do conhecimento, a fim de melhor entendermos os quesitos preciosos da existência, simultaneamente as leis preponderantes da Causalidade, de modo a podermos dirimir equívocos e dúvidas, colocando balizas demarcatórias no campo das conquistas pessoais, intransferíveis:
um quarto de hora, diariamente, dedicado ao estudo;
pequena página para reflexão, diuturnamente;
um conceito espírita como glossário para cada dia;
uma nótula retirada do contexto luminoso da Codificação para estruturar segurança em cada 24 horas;
uma noite por semana para o estudo espírita, no dia reservado ao Culto Evangélico do Lar, como currículo educativo;
uma pausa para a prece e singelo texto para vigilância espiritual, sempre que possível...

Sim, todos podem realizar curso inadiável para promoção espiritual na escola terrestre.

O estudo do Espiritismo, portanto, hoje como sempre é de imensurável significação.

Definiu-lhe a validade o Espírito de Verdade, no lapidar conceito exarado em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:
“Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento;
instruí-vos, este o segundo.”

Estudar sempre e incessantemente a fim de amar com enobrecimento e liberdade.

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DESFORMALIZEMOS a VIDA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 24, 2011 10:25 pm

Livro: Técnica de Viver
Kelvin Van Dine & Waldo Vieira

Convenção é aquilo que se admite implicitamente nas relações sociais.

Espécie de divisa tão necessária à especificação de valores, quanto a cerca destinada à delimitação de propriedade.

Perfeitamente natural que os títulos e as designações funcionem na vida pública e privada, estabelecendo linhas de respeitabilidade às situações de indivíduos ou grupo no ambiente em que se manifestem.

Há pessoas, porém, que fazem do conceito objecto permanente de idolatria, solenizando de tal modo as próprias condições que não percebem a queda de si mesmas na escravidão e formalismo calamitoso.

Crendo render culto à vida, isolam-se dela.
Escondem-se por trás de usanças e preconceitos, qual se fossem prisioneiros de exigências descabidas e posturas desnecessárias.

Não sabem agir sem rituais domésticos ou formalidades públicas, esquecidos de que as denominações foram feitas para os homens e não os homens para as denominações.

Dizem-se dedicados à distinção para honorificarem a comunidade e acabam em campões autênticos de segregação espiritual, exterminando as melhores plantações de fraternidade com a foice de etiqueta.

Acatemos os códigos de boas maneiras no que eles possuem de aproveitável na esfera da polidez.
Evitemos o cativeiro ao verniz dos gestos constantemente estudados que nos mumificam os sentimentos.

Abstenham-se da cortesia incómoda, da cerimónia excessiva, do convencionalismo sistemático e desformalize a existência naquilo que lhe seja possível.

Respeitar as normas dignas de tratamento descongestionando, contudo, as nossas vias de comunicação uns com os outros.

Dar passagem à generosidade quando o coração anseie exprimir-se por ela e acolher nos lábios o sorriso irmão que nasce na alma, desejoso de apelar para o bem através da boca, ainda que isso nos custe a desaprovação de criaturas que adtam impassibilidade em nome da gentileza.

A super convenção elimina a amizade, além de furtar a alegria de viver.

Educação não exclui espontaneidade.

Em nossas reflexões nos domínios do raciocínio espírita, cultivemos a cortesia.
Mas fujamos da superficialidade e do cálculo em matéria de vivência comum.

Recorde cada um de nós que todos necessitamos de uma caridade quase desconhecida, cuja importância é tão grande para quem dá como para quem recebe — a caridade de ser simples.

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DIVERSIDADE de MORADAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 24, 2011 10:26 pm

Livro: Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

"...Há muitas moradas na casa de meu Pai".
João, cap. XIV, v.2

A ingenuidade medieval explicava que as estrelas fulgurantes no Infinito eram lâmpadas mágicas para iluminarem a noite por misericórdia de Deus.

O conceito geocêntrico do Universo expressava o limite imposto pelo grau de desenvolvimento cultural e intelectual dos seres ainda presos aos interesses da sobrevivência em ambiente físico, social, político e religioso hostil e castrador das expressões de liberdade, de conhecimento e de felicidade que sempre se encontram ínsitos nos seres humanos.

Os dogmas perversos naquela cultura ainda primitiva, na qual predominava a força do poder temporal, mesclado com o religioso disfarçado nas sombras colectivas dos dominadores, impediam a compreensão do ensinamento de Jesus que procedia de outras Esferas, portanto, de uma feliz morada que a mente humana de então não dispunha de meios para entender.

Vivendo níveis de consciência muito primitivos, em sono e com leves sonhos, não era possível alcançar outros degraus, em razão do conhecimento e do pensamento se deterem nos estágios primitivo e mitológico, que constituíram base para o estabelecimento de alguns princípios religiosos mais compatíveis com as necessidades existenciais relacionando-os interpretativamente com as propostas morais e espirituais neotestamentárias.

Sem recursos para libertar o espírito que vivifica da letra que mata, os teólogos mantinham as mentes encarceradas na sujeição às palavras e aos decretos audaciosos de reis e papas dominadores, antes que aos nobres postulados libertadores da consciência livre de peias, conforme Jesus viera ensinar, estabelecendo o primado do Espírito como fundamental para o progresso da Humanidade. [...]

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ESCREVER

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 24, 2011 10:27 pm

Livro: Diálogo dos Vivos
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Questão 904 do Livro dos Espíritos.

Escrever dignamente:
será isso tão-só guindar-se quem se exterioriza, através das letras, às alturas literárias, fixando imagens com palavras preciosas?

Certamente todos os escritores, ainda mesmo aqueles que se caracterizam por sentido absolutamente hermético, são credores de respeito.
Lícito, no entanto, considerar que importa, acima de tudo, escrever edificando.

Entendemos que a ideia graficamente materializada se destina de preferência aos salões nobres, entre os quais transita, suscitando criações educativas que honorificam a Humanidade.

Isso, porém, não lhe suprime a função em sectores outros, com muito mais extensão de força, onde atende a objectivos diferentes.

Observemos, de relance, os campos de experiência em que se agitam milhões de seres, aguardando o pensamento que se lhes ajuste às necessidades.
Não encontramos aí os temas de simpósio ou os assuntos altamente específicos, embora sempre dignos e indispensáveis.

Nessas linhas de provas e lutas edificantes identificamos a fome de ideias renovadoras que derramam consolo e esperança, orientação e fé, arrebatando corações às trevas da imponderação e da rebeldia.

Letras que traduzam apoio e socorro aos acidentados de ordem moral, a fim de que se refaçam, escora aos que se arrastam na aflição, remédio aos enfermos do espírito, salva-vidas aos náufragos da Terra, a se debaterem na pesada maré do desequilíbrio, para que se firmem na praia da segurança.

Escrever, sim, mas saber o que escrevemos, como escrevemos, para quê e para quem escrevemos.
Porque o sentimento gera a ideia, a ideia plasma o verbo, o verbo estabelece a acção e a acção cria o destino.

À vista disso, é preciso lembrar que de tudo quanto escrevermos, nos quadros de hoje, a vida nos trará o reflexo claramente exacto nas telas do amanhã.

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CONVERSAR

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 24, 2011 10:27 pm

Livro: Respostas da Vida - 17
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

A palavra é um fio de sons carregados por nossos sentimentos;
em razão disso, aquilo que sentimos é o remoinho vibratório que nos conduzirá a palavra ao lugar certo que nos propomos atingir.

Quando falamos, cada qual de nós apresenta o próprio retrato espiritual passado a limpo.

Conversando, dialogamos; dialogando, aprendemos.

Quem condena, atira uma pedra que voltará sempre ao ponto de origem.

As artes são canais de expressão derivados do verbo: a escultura é a palavra coagulada, a pintura é a palavra colorida, a dança é a palavra em movimento, a música é a palavra em harmonia;
mas a palavra, em si, é a própria vida.

Quando haja de reclamar isso ou aquilo, espere que que as emoções se mostrem pacificadas;
um grito de cólera, as vezes, tem a força de um punhal.

Sempre que possa e quanto possa abstenha-se de comentar o mal;
a palavra cria a imagem e a imagem atrai a influência que lhe diz respeito.

Você falou, começou a fazer.

Não fale na treva para que a treva não comece a caminhar por sua conta.

Abençoadas serão as suas palavras sempre que você fale situando-se na posição dos ausentes ou no lugar dos que lhe ouvem a voz.

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A SUBCONSCIÊNCIA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 24, 2011 10:28 pm

Livro: Parnaso de Além Túmulo
Augusto dos Anjos & Francisco Cândido Xavier

Há, sim, a inconsciência prodigiosa
Que guarda pequeninas ocorrências
De todas as vividas existências
Do Espírito que sofre, luta e goza.

Ela é a registadora misteriosa
Do subjectivismo das essências,
Consciência de todas as consciências,
Fora de toda a sensação nervosa.

Câmara da memória independente,
Arquiva tudo rigorosamente
Sem massas cerebrais organizadas,

Que o neurónio oblitera por momentos,
Mas que é o conjunto dos conhecimentos
Das nossas vidas estratificadas.


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Re: Conhecimento e Sabedoria

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