Casamentos

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Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 19, 2011 9:46 pm

Casamento
Livro: Na Era do Espírito
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Não basta casar-se.
Imperioso saber para quê.

Dirás provavelmente que a resposta é óbvia, que as criaturas abraçam o matrimónio por amor.
O amor, porém, reclama cultivo.
E a felicidade na comunhão afectiva não é prato feito e sim construção do dia-a-dia.

As leis humanas casam as pessoas para que as pessoas se unam segundo as Leis Divinas.

Se desposaste alguém que te constituía o mais belo dos sonhos e se encontras nesse alguém o fracasso do ideal que acalentaste, é chegado o tempo de trabalhares mais intensivamente na edificação dos planos que ideaste de início.

Ergueste o lar por amor e tão-só pelo amor conseguirás conservá-lo.
Não será exigindo tiranicamente isso ou aquilo de quem te compartilha o tecto e a existência que te desincumbirás dos compromissos a que te empenhaste.

Unicamente doando a ti mesmo em apoio da esposa ou do esposo é que assegurarás a estabilidade da união em que investiste os melhores sentimentos.
Se sabes que a tolerância e a bondade resolvem os problemas em pauta, a ti cabe o primeiro passo a fim de patenteá-las na vivência comum, garantindo a harmonia doméstica.

Inegavelmente não se te nega o direito de adiar realizações ou dilatar o prazo destinado ao resgate de certos débitos, de vez que ninguém pode aceitar a criminalidade em nome do amor.
Entretanto, nos dias difíceis do lar recorda que o divórcio é justo, mas na condição de medida articulada em última instância.

E não te esqueças de que casar-se é tarefa para todos os dias, porquanto somente da comunhão espiritual gradativa e profunda é que surgirá a integração dos cônjuges na vida permutada, de coração para coração, na qual o casamento se lança sempre para Mais Alto, em plenitude de amor eterno.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 19, 2011 9:47 pm

Casamento e Família
Livro: Antologia Espiritual
Benedita Fernandes & Divaldo P. Franco

Diante das contestações que se avolumam, na actualidade, pregando a reforma dos hábitos e costumes, surgem os demolidores de mitos e de Instituições, assinalando a necessidade de uma nova ordem que parece assentar as suas bases na anarquia.

A onda cresce e o tresvario domina, avassalador, ameaçando os mais nobres patrimônios da cultura, da ética e da civilização, conquistados sob ônus pesados, no largo processo histórico da evolução do homem.

Os aficcionados de revolução destruidora afirmam que os valores ora considerados, são falsos, quando não falidos, e que os mesmos vêm comprimindo o indivíduo, a sociedade e as massas, que permanecem jungidos ao servilismo e à hipocrisia, gerando fenômenos alucinatórios e mantendo, na miséria de vários matizes, grande parte da humanidade.

Entre as Instituições que, para eles, se apresentam ultrapassadas, destacam o matrimônio e a família, propondo a promiscuidade sexual, que disfarçam com o nome de "amor livre", e a independência do jovem, imaturo e inconsequente, sob a justificativa de liberdade pessoal, que não pode nem deve ser asfixiada sob os impositivos da ordem, da disciplina, da educação...

Excedendo-se, na arbitrariedade das propostas ideológicas ainda não confirmadas pela experiência social nem pela convivência na comunidade, afirmam que a criança e o jovem não são dependentes quanto parecem, podendo defender-se e realizar-se, sem a necessidade da estrutura familiar, o que libera os pais negligentes de manterem os vínculos conjugais, separando-se tão logo enfrentam insatisfações e desajustes, sem que se preocupem com a prole.

Não é necessário que analisemos os problemas existenciais destes dias, nem que façamos uma avaliação dos comportamentos alienados, que parecem resultar da insatisfação, da rebeldia e do desequilíbrio, que grassam em larga escala.

A monogamia é conquista de alto valor moral da criatura humana, que se dignifica pelo amor e respeito ao ser elegido, com ele compartindo alegrias e dificuldades, bem-estar e sofrimentos, dando margem às expressões da afeição profunda, que se manifesta sem a dependência dos condimentos sexuais, nem dos impulsos mais primários da posse, do desejo insano.

Continua...
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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 19, 2011 9:47 pm

Continua...

Utilizando-se da razão, o homem compreende que a vida biológica é uma experiência muito rápida, que ainda não alcançou biótipos de perfeição, graças ao que, é frágil, susceptível de dores, enfermidades, limitações, sendo, os estágios da infância como o da juventude, preparatórios para os períodos do adulto e da velhice.

Assim, o desgaste e o abuso de agora tornam-se carência e infortúnio mais tarde, na maquinaria que deve ser preservada e conduzida com morigeração.

Aprofundando o conceito sobre a vida, se lhe constacta a anterioridade ao berço e a continuidade após o túmulo, numa realidade de interação espiritual com objetivos definidos e inamovíveis, que são os mecanismos inalienáveis do progresso, em cujo contexto tudo se encontra sob impositivos divinos expressos nas leis universais.

Desse modo, baratear, pela vulgaridade, a vida e atirá-la a situações vexatórias, destructivas, constitui crime, mesmo quando não catalogado pelas leis da justiça, exaradas nos transitórios códigos humanos.

O matrimônio é uma experiência emocional que propicia comunhão afectiva, da qual resulta a prole sob a responsabilidade dos cônjuges, que se nutrem de estímulos vitais, intercambiando hormônios preservadores do bem estar físico e psicológico.

Não é, nem poderia ser, uma incursão ao país da felicidade, feita de sonhos e de ilusões.

Representa um tentame, na área da educação do sexo, exercitando a fraternidade e o entendimento, que capacitam as criaturas para mais largas incursões na área do relacionamento social.

Ao mesmo tempo, a família constitui a célula experimental, na qual se forjam valores elevados e se preparam os indivíduos para uma convivência salutar no organismo universal, onde todos nos encontramos fixados.

A única falência, no momento, é a do homem, que se perturba, e, insubmisso, deseja subverter a ordem estabelecida, a seu talante, em vãs tentativas de mudar a linha do equilíbrio, dando margem às alienações em que mergulha.

Continua...
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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 19, 2011 9:48 pm

Continua...

Certamente, muitos factores sociológicos, psicológicos, religiosos e económicos contribuíram para este fenómeno.
Não obstante, são injustificáveis os comportamentos que investem contra as Instituições objectivando demoli-las, ao invés de auxiliar de forma edificante em favor da renovação do que pode ser recuperado, bem como da transformação daquilo que se encontre ultrapassado.

O processo da evolução é inevitável.
Todavia, a agressão, pela violência, contra as conquistas que devem ser alteradas, gera danos mais graves do que aqueles que se buscam corrigir.

O lar, estruturado no amor e no respeito aos direitos dos seus membros, á a mola propulsionadora do progresso geral e da felicidade de cada um, como de todos em conjunto.

Para esse desiderato, são fixados compromissos de união antes do berço, estabelecendo-se diretrizes para a família, cujos membros se voltam a reunir com finalidades específicas de recuperação espiritual e de crescimento intelecto-moral, no rumo da perfeição relativa que todos alcançarão.

Esta é a finalidade primeira da reencarnação.

A precipitação e desgoverno das emoções respondem pela ruptura da responsabilidade assumida, levando muitos indivíduos ao naufrágio conjugal e á falência familiar por exclusiva responsabilidade deles mesmos.

Enquanto houver o sentimento de amor no coração do homem - e ele sempre existirá, por ser manifestação de Deus ínsita na vida - o matrimónio permanecerá, e a família continuará sendo a célula fundamental da sociedade.

Envidar esforços para a preservação dos valores morais, estabelecidos pela necessidade do progresso espiritual, é dever de todos que, unidos, contribuirão para uma vida melhor e uma humanidade mais feliz, na qual o bem será a resposta primeira de todas as aspirações.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 19, 2011 9:49 pm

Separações
Livro: Psicologia e Espiritualidade
Adenaues Novaes

As separações matrimonias decorrem de vários motivos, mas a maioria delas se relaciona às projecções dos parceiros que criaram expectativas quanto ao comportamento de seus pares e não foram correspondidos.

Diante do rompimento da união matrimonial, deve cada um dos parceiros fazer uma auto-análise a fim de não repetir os equívocos de lado a lado.
A responsabilização do outro, embora seja atitude comum, não contribui para a solução ou percepção de si mesmo no processo.

Uma separação provoca o sentimento de derrota e perda, cujas consequências nos acompanham por muito tempo.
Ninguém se casa querendo a separação, portanto não nos preparamos para os sentimentos de perda ou derrota.

Às vezes eles vêm de outras vidas e continuam a nos incomodar no presente.
Administre-os considerando que todos estamos fazendo escolhas que podem nos levar também a perdas e derrotas.

Ganhar e perder faz parte da vida, visto que ela própria nos dá e também nos tira.

Muito embora a união a dois seja importante no processo evolutivo da humanidade, ela não deve ser considerada a realização máxima de um espírito, nem tampouco o motivo pelo qual se vive.

A Vida é maior que a relação entre duas pessoas.
Qualquer pessoa pode recontruir sua vida independente do problema que tenha atravessado;
basta que a re-signifique segundo outra ordem de motivações.

Muitas vezes a separação é um bem que vem em auxílio de alguém que pede ajuda para que seus sofrimentos íntimos se acabem.
É imprescindível, a fim de não gerar carma negativo, sair de uma separação sem agredir o outro.
Isso se constitui no grande problema, visto que a maioria das separações decorre de brigas e desentendimentos entre os cônjuges.

Quando conseguem sair de uma união sem inimizade entre os dois, é uma vitória importante para que não necessitem novamente da prova do casamento, numa próxima existência.
Geralmente as separações geram disputas de património, promovendo dificuldades no relacionamento futuro quando existem filhos menores.

Nesses casos deve-se agir com equilíbrio a fim de evitar que, tentando sair com a melhor parte, ou para não dar ao outro o que acredita não lhe ser de direito, criar outro carma negativo.

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 19, 2011 9:50 pm

O Divórcio
Livro: Vida e Sexo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

«O divórcio é lei humana que tem por objecto separar legalmente o que já, de facto, está separado.
Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina.»
Do item 5, do Cap. XXII, de «O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO».

Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas.

É aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma.

O casamento será sempre um instituto benemérito, acolhendo, no limiar, em flores de alegria e esperança, aqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu próprio aperfeiçoamento e perpetuação.
Com ele, o progresso ganha novos horizontes e a lei do renascimento atinge os fins para os quais se encaminha.

Ocorre, entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência, e o Espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitoriamente, o desempenho dos compromissos que abraça.

Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas.

Reconduzida, porém, à ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, ei-la desencorajada à face dos empeços que se lhe desdobram à frente.

Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo, seja através de menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima.

Compelidos, muita vez, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que lhes complicariam ainda mais o destino. Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria consciência o apoio moral da auto-aprovação para renovar o caminho que lhe diga respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana.

Óbvio que não nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindo-nos tão-somente, nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em lide, nos casamentos de provação, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que rogaram antes do renascimento no Plano Físico, em auxílio a si mesmos;
ainda assim, é justo reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das leis eternas.

O divórcio, pois, baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacifica.

Efectivamente, ensinou Jesus:
"não separeis o que Deus ajuntou", e não nos cabe interferir na vida de cônjuge algum, no intuito de arredá-lo da obrigação a que se confiou.

Ocorre, porém, que se não nos cabe separar aqueles que as Leis de Deus reuniu para determinados fins, são eles mesmos, os amigos que se enlaçaram pelos vínculos do casamento, que desejam a separação entre si, tocando-nos unicamente a obrigação de respeitar-lhes a livre escolha sem ferir-lhes a decisão.

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 21, 2011 11:06 am

Lesões Afectivas
Livro: Momentos de Ouro
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Um tipo de conselho raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular.

Caro é o preço que pagamos pelas lesões afectivas que provocamos nos outros.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas consequências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que te foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou com o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir a própria palavra, no que tange a promessas de amor.

E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de actividades determinadas, se surpreendeste esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não nos será lícito esquecer os suicídios e homocídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliadas do afeto que Ihes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a Divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muitos desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana;
entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quanto afirmou, peremptório:
"aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem connosco, que podem efectivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 21, 2011 11:07 am

Teus Filhos Frente ao Divórcio
Livro: Vida em Vida
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Se conflitos inquietantes te envenenam a alma, obstando-te a harmonia conjugal, as leis da vida não te impedem a separação do companheiro ou da companheira, com quem a convivência se te fez impraticável, embora, com isso, estejas debitando ao futuro a solução de graves compromissos em tua vida de espírito...

Entretanto, pensa nos filhos.

Almas queridas que viajaram das estâncias do passado, pelas vias da reencarnação, desembarcaram no presente, através dos teus braços, suplicando-te auxílio e renovação.

Quem são eles?

Habitualmente, são aqueles mesmos companheiros de alegria e sofrimento, culpa e resgate, nas existências passadas, em cujo clima resvalaste em problemas difíceis de resolver.
Ontem, associados de trabalho e ideal, são hoje os continuadores de tua acção ou intérpretes de tuas obras.

Quase sempre, renascemos na Terra à maneira das vergônteas de uma raiz, e, em nosso caso, a raiz é o conjunto de débitos e aspirações em que se nos desdobram os dias terrestres, objectivando nossa ascensão espiritual.

Os filhos não te pedem apenas dinheiro ou reconforto no plano físico, Solicitam-te igualmente assistência e rumo, apoio e orientação.

Se te uniste com alguém no tálamo doméstico, semelhante comunhão encerra também todos aqueles que acolhes na condição de herdeiros do teu nome, a te rogarem proteção e entendimento, a fim de que não lhes faleçam o dom de servir e a alegria de viver.

Em verdade, repetimos, as leis da vida não te impedem o divórcio, porque situações calamitosas existem no mundo nas quais a alma encarnada se vê sob a ameaça de naufrágio nas pesadas correntes do suicídio ou da criminalidade e o Senhor não faz a apologia da violência.

Apesar disso, considera a extensão dos teus compromissos, porquanto não te reunirias com alguém no âmago do recinto caseiro para a criação da família ou para a sustentação de tarefas específicas, sem razões justas nos princípios de causa e efeito, evolução e aperfeiçoamento.

Sejam, pois, quais forem as circunstâncias constrangedoras que te afligem o lar, reflecte, acima de tudo, em teus filhos, que precisam de ti.

A tua união inclui particularmente cada um deles;
e eles, que necessitam hoje de tua bênção, se buscas esquecer-te a fim de abençoá-los, amanhã também te abençoarão.

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 21, 2011 11:07 am

Saber Educar

A cena chegou a ser dolorosa, mas deixou uma bonita lição.
A jovem tinha cerca de 27 anos e o menininho, uns 2.
Foi uma luta de gigantes.

Ele se mostrava birrento, teimoso e violento.
Ela, forte, serena e irredutível.
O palco da guerra era uma prateleira de supermercado recheada de chocolates.

O menino parecia uma fera enjaulado – queria, porque queria, cinco.
E ela, uma domadora sem chicote – ele poderia levar apenas um.
Foi uma aula de maternidade.

Além de mim, pelo menos uns 15 espectadores observavam o acontecimento.
Que menino violento!
E que raiva ele cuspia daquele rostinho transtornado!

Gritava tão alto, chorava tão forte e doído, que parecia estar apanhando de porrete.
Batia os pés, rolava no chão, ameaçava derrubar a prateleira toda, mas todas essas tentativas foram inúteis.
Sem usar de violência física ou erguer a voz, a mãe o obrigava a escolher.

"Ou leva só um ou não leva nenhum. Vai ter de escolher."
A voz não era de quem tem raiva.
Foram dez minutos dolorosos, no final dos quais o pequeno aceitou sua derrota.

Os gritos, os urros e os pontapés foram diminuindo.
Por fim, o garoto enxugou a manha, aceitou a mão da mãe e saiu do supermercado com sua única barra de chocolate.
O resto ficou lá, na prateleira.

Vencera a mãe e perdera o supermercado.
Desde que o mundo é mundo, crianças querem, porque querem, certas coisas.
E muitos pais ou cedem, para não ter de enfrentar o incômodo da birra, ou se descontrolam e batem no filho birrento.

Mas poucos pais educam os filhos para a questão do ter.
Crianças são pequenos capitalistas selvagens que não gostam de renunciar ou perder.
E, se os pais não lhes ensinam a aceitar sua escolha, elas sofrerão na vida e farão outros sofrer.

São lindas as mães e fabulosos os pais que proíbem, sem raiva, e dão o necessário, sem dar demais.
A nossa sociedade tem mentalidade de supermercado.
Oferece mil prateleiras com tentações e incita os imaturos a consumir mais do que precisam.

Por isso mesmo são dignos de aplauso e casais que conseguem educar seus filhos para não consumir demais.
Com a televisão a ensinar o contrário, não é nada fácil.
Mas muitos conseguem.

A lição da jovem mãe paulista me lembrou outra senhora jovem de New Bedford, Massachussets, grávida e com outro filho de 3 nos ao lado.
Três amigos e eu esperávamos a vez de ser servidos numa soverteria e, como era natural, cedemos a ela a nossa vez.

Ela polidamente recusou, explicando-se:
"Estou bem e agradeço.
Quero educar meu filho para que saiba esperar sua vez.
Se eu passar a sua frente, ele vai aprender o que é errado".

Gosto de contar isso aos casais.

O Nosso País seria outro, se os pais, ricos ou pobres, tivessem esse comportamento.
Quanto mais cedo a criança aprende a escolher, melhor para ela.
Se crescer ganhando tudo no grito, vai se perder um dia, na profissão ou no casamento.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 21, 2011 11:08 am

OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL

01. Os dois nunca devem irritar-se ao mesmo tempo, isto significa evitar a explosão.
Quanto mais a situação é complicada, mas a calma é necessária.

02. Jamais gritar um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo.
Quem tem bons argumentos não precisa gritar e quanto mais alguém grita, menos é ouvido.

03. Se alguém deve ganhar a discussão deixe que seja o outro.
Perder uma discussão pode ser um acto de inteligência e amor.

04. Se for inevitável criticar, faça -o mas com amor.
A outra parte precisa entender que aquilo que for dito, tem por objectivo somar e não dividir.

05. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
A pessoa é sempre maior que seus erros.
E ninguém gosta de ser caracterizado pelos seus defeitos.

06. Seja displicente com qualquer pessoa, menos com seu cônjugue.
Na vida a dois tudo pode e deve ser importante.
A felicidade nasce de pequenas coisas.

07. Nunca dormir sem ter chegado a um acordo.
Se isto não acontecer, amanhã o problema será pior.

08. Pelo menos uma vez por dia diga ao outro uma palavra de agrado e amor.
Muitos tem reservas enormes de ternura, mas esquecem de dizê-las em voz alta.

09. Cometendo um erro prepare-se para admiti-lo e pedir desculpas.
Admitir um erro não é humilhação.
A pessoa que admite um erro demonstra ser honesta.

10. "Quando um não quer, dois não brigam".
É a sabedoria popular que ensina isto.
Mas esta mesma sabedoria lembra "que dois bicudos não se beijam".

Convêm, no entanto não esquecer que um dos cônjugues tem que tomar a iniciativa.
"Quebrar o gelo".
Ir ao encontro um do outro.

Tomar iniciativa é gesto de maturidade, de amor.
Todo diálogo sensato, amigável é sempre benéfico.


Agressão, insultos, acusações, além de não ser solução agravam os problemas cada vez mais.
Ao contrário, a paciência, a espera, a desculpa, o suporte mútuo, o respeito e o perdão são sempre bons conselheiros.

Vale a pena tentar, pois todo esforço será benéfico!!!

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 21, 2011 11:10 am

Casamento e Companheirismo
Livro: Amor, imbatível amor
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Há muitos factores que contribuem para o desconcerto conjugal na actualidade, como os houve no passado.

Primeiro, os de natureza íntima:
insegurança, busca de realização pelo método da fuga, insatisfação em relação a si mesmo, transferência de objectivos, que nunca se completarão em uma união que não foi amadurecida pelo amor real.

Segundo, por outros de ordem psicossocial, económica, educacional, nos quais estão embutidos os culturais, de religião, de raça, de nacionalidade, que sempre comparecem como motivo de desajuste, passados os momentos de euforia e de prazer.

Ainda se podem relacionar aqueles que são consequências de interesses subalternos, nos quais o sentimento do amor esteve ausente.
Nesses casos, já se iniciou o compromisso com programa de extinção, o que logo sucede.
Há, ainda, mais alguns que são derivados do interesse de obter sexo gratuitamente, quando seja solicitado, o que derrapa em verdadeira amoralidade de comportamento.

O matrimónio, fomentando o companheirismo, permite a plenificação do par, que passa a compreender a grandeza das emoções profundas e realizadoras, administrando as dificuldades que surgem, prosseguindo com segurança e optimismo.

Nos relacionamentos conjugais profundos também podem surgir dificuldades de entendimento, que devem ser solucionadas mediante a ajuda especializada de conselheiro de casais, de psicólogos, da religião que se professa, e, principalmente, por intermédio da oração que dulcifica a alma e faculta melhor entendimento dos objectivos existenciais.
Desse modo, a tolerância toma o lugar da irritação, a compreensão satisfaz os estados de desconforto, favorecendo com soluções hábeis para que sejam superadas essas ocorrências.

É claro que o casamento não impõe um compromisso irreversível, o que seria terrivelmente perturbador e imoral, em razão de todos os desafios que apresenta, os quais deixam muitas sequelas, quando não necessariamente diluídos pela compreensão e pela afectividade.

A separação legal ocorre quando já houve a de natureza emocional, e as pessoas são estranhas uma à outra.

Ademais, a precipitação faz com que as criaturas se consorciem não com a individualidade, o ser real, mas sim, com a personalidade, a aparência, com os maneirismos, com as projecções que desaparecem na convivência, desvelando cada qual conforme é, e não como se apresentava no período da conquista.

Continua...
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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 21, 2011 11:11 am

Continua...

Essa desidentificação, também conhecida como o cair da máscara, causa, não poucas vezes, grandes choques, produzindo impactos emocionais devastadores.

O ser amadurecido psicologicamente procura a emoção do matrimónio, sobretudo para preservar-se, para plenificar-se, para sentir-se membro integrante do grupo social, com o qual contribui em favor do progresso.
A sua decisão reflecte-se na harmonia da sociedade, que dele depende, tanto quanto ele se lhe sente necessário.

Todo compromisso afectivo, portanto, que envolve dois indivíduos, torna-se de magna importância para o comportamento psicológico de ambos.
Rupturas abruptas, cenas agressivas, atitudes levianas e vulgaridade geram lesões na alma da vítima, assim como naquele que as assume. [...]

[...] Mais do que um acto social ou religioso, conforme estabelecem algumas Doutrinas ancestrais, vinculadas a dogmas e a ortodoxias, o casamento consolida os vínculos do amor natural e responsável, que se volta para a construção da família, essa admirável célula básica da humanidade.

O lar é, ainda, o santuário do amor, no qual, as criaturas se harmonizam e se completam, dinamizando os compromissos que se desdobram em realizações que dignificam a sociedade.

Por isso, quando o egoísmo derruba os vínculos do matrimónio por necessidades sexuais de variação, ou porque houve um processo de saturação no relacionamento, havendo filhos, gera-se um grave problema para o grupo social, não menor do que em relação a si mesmo, assim como àquele que fica rejeitado.

Certamente, nem todos os dias da convivência matrimonial serão festivos, mas isso ocorre em todos os campos do comportamento.
Aquilo que hoje tem um grande sentido e desperta prazer, amanhã, provavelmente, se torna maçante, desagradável.

Nesse momento, a amizade assume o seu lugar, amenizando o conflito e proporcionando o companheirismo agradável e benéfico, que refaz a comunhão, sustentando a afeição.

Em verdade, o que mantém o matrimónio não é o prazer sexual, sempre fugidio, mesmo quando inspirado pelo amor, mas a amizade, que responde pelo intercâmbio emocional através do diálogo, do interesse nas realizações do outro, na convivência compensadora, na alegria de sentir-se útil e estimado. [...]

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 22, 2011 10:20 am

Responsabilidade no Matrimónio
Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Interrogam muitos discípulos do Evangelho:
não é mais lícito o desquite ou divórcio, em considerando os graves problemas conjugais, à manutenção de um matrimónio que culmine em tragédia?

Não será mais conveniente uma separação, desde que a desinteligência se instalou, ao prosseguimento de uma vida impossível?

Não têm direito ambos os cônjuges a diversa tentativa de felicidade ao lado de outrem, já que não se entendem?


E muitas outras inquirições surgem, procurando respostas honestas para o problema que dia-a-dia mais se agrava e avulta.

Inicialmente, deve ser examinado que o matrimónio, em linhas gerais, é uma experiência de reequilíbrio das almas no orçamento familiar.

Oportunidade de edificação sob a bênção da prole - e, quando factores naturais coercitivos a impedem, justo se faz abrir os braços do amor espiritual às crianças que gravitavam ao abandono - para amadurecer emoções, corrigindo sensações e aprendendo fraternidade.

Não poucas vezes os nubentes, mal preparados para o consórcio matrimonial, dele esperam tudo, guindados ao paraíso da fantasia, esquecidos de que esse é um sério compromisso, e todo compromisso exige responsabilidades recíprocas a benefício dos resultados que se deseja colimar.

A "lua de mel" é imagem rica de ilusão, porquanto, no período primeiro do matrimónio, nascem traumas e receios, frustrações e revoltas que, despercebidos, quase a princípio, espocam mais tarde em surdas guerrilhas ou batalhas lamentáveis no lar, em que o ódio e o ciúme explodem descontrolados, impondo soluções, sem dúvida, que sejam menos danosas do que as trágicas.

Todavia, há que meditar, no que concerne aos compromissos de qualquer natureza, que a sua interrupção somente adia a data da justa quitação.

No casamento, não raro, o adiamento promove o ressurgir do pagamento em circunstâncias mais dolorosas no futuro em que, a pesadas renúncias e a fortes lágrimas, somente, se consegue a solução.

Indispensável que para o êxito matrimonial sejam exercidas singelas diretrizes de comportamento amoroso.

Continua...
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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 22, 2011 10:21 am

Continua...

Há alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade antes de agravar a união conjugal:
- silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos;
- tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira;

- ira disfarçada quando o consorte ou a consorte emite uma opinião;
- saturação dos temas habituais, versados em casa, fugindo para intérminas leituras de jornais ou inacabáveis novelas de televisão;
- irritabilidade contumaz sempre que se avizinha do lar;

- desinteresse pelos problemas do outro;
- falta de intercâmbio de opiniões;
- atritos contínuos que ateiam fagulhas de irascibilidade, capazes de provocar incêndios em forma de agressão desta ou daquela maneira...

... e muitos outros mais.

Antes que as dificuldades abram distâncias e os espinhos da incompreensão produzam feridas, justo que se assumam atitudes de lealdade, fazendo um exame das ocorrências e tomando-se providências para sanar os males em pauta.

Assim, a honestidade lavrada na sensatez, que manda "abrir-se o coração" um para com o outro, consegue corrigir as deficiências e reorganizar o panorama afetivo.

É natural que ocorram desacertos. Ao invés, porém, de separação, reajustamento.
A questão não é de uma "nova busca", mas de redescobrimento do que já possui.
Antes da decisão precipitada, ceder cada um, no que lhe concerne, a benefício dos dois.

Se o companheiro se desloca, lentamente, da família, refaça a esposa o lar, tentando nova fórmula de reconquista e tranquilidade.
Se a companheira se afasta, afectuosamente, pela irritação ou pelo ciúme, tolere o esposo, conferindo-lhe confiança e renovação de ideias.
O cansaço, o quotidiano, a apatia são elementos constritivos da felicidade.

Nesse sentido, o cultivo dos ideais nobilitantes consegue estreitar os laços do afecto e os objectivos superiores unem os corações, penetrando-os de tal forma, que os dois se fazem um, a serviço do bem.

E em tal particular, o Espiritismo - a Doutrina do Amor e da Caridade por excelência - consegue renovar o entusiasmo das criaturas, já que desloca o indivíduo de si mesmo, ajuda-o na luta contra o egoísmo e concita-o à responsabilidade ante as leis da vida, impulsionando-o ao labor incessante em prol do próximo.

E esse próximo mais próximo dele é o esposo ou a esposa, junto a quem assumiu espontaneamente o dever de amar, respeitar e servir.

Assim considerando, o Espiritismo, mediante o seu programa de ideal cristão, é senda redentora para os desajustados e ponte de união para os cônjuges, em árduas lutas, mas que não encontraram a paz.

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 22, 2011 10:21 am

Problemas no Matrimónio
Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

À excepção dos caso de relevantes compromissos morais, o matrimónio, na Terra, constitui abençoada oportunidade redentora a dois, que não se pode desconsiderar sem gravames complicados.

Em toda união conjugal, as responsabilidades são recíprocas, exigindo de cada nubente uma expressiva contribuição, a benefício do êxito de ambos, no tentame encetado.

Pedra angular da família - o culto dos deveres morais -, a construção do lar nele se faz mediante as linhas seguras do enobrecimento dos cônjuges, objectivando o equilíbrio da prole.

Somente reduzido número de pessoas se prepara, convenientemente, antes de intentar o consórcio matrimonial;
a ausência desse cuidado, quase sempre, ocasiona desastre imediato de consequências lamentáveis.

Açulados por paixões de vária ordem, que se estendem desde a atribulação sexual aos jogos de interesses monetários, deixam-se colher por afligentes desvarios, que redundam maior débito entre os consorciados e em relação à progenitura...

Iludidos, face aos recursos da atual situação tecnológica, adiam, de início, o dever da paternidade sob justificativas indébitas, convertendo o tálamo conjugal em recurso para o prazer como para a leviandade, com que estiolam os melhores planos por momento acalentados...

Logo despertam, espicaçados por antipatias e desajustes que lhes parecem irreversíveis, supõem que somente a separação constitui fórmula solucionadora, quando não derrapam nas escabrosidades que conduzem aos lúgubres crimes passionais.

Com a alma estiolada, quando a experiência se lhes converteu em sofrimento, partem para novos conúbios amorosos, carregando lembranças tormentosas, que se transformam em pesadas cargas emocionais desequilibrantes.

Alguns, dentre os que jazem vitimados por acerbas incompreensões e anseiam refazer o caminho, se identificam com outros Espíritos aos quais se apegam, sôfregos, explicando tratar-se de almas gémeas ou afins, não receando desfazer um ou dois lares para constituir outro, por certo, de efémera duração.

Outros, saturados, debandam na direção de aventuras vis, envenenando-se vagarosamente.

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 22, 2011 10:22 am

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Enquanto a juventude lhes acena oportunidades, usufruem-nas, sem fixações de afecto, nem intensidade de abnegação.
Surpreendidos pela velhice prematura, que o desgaste lhes impõe, ou chegados à idade do cansaço natural, inconformam-se, acalentando pessimismo e cultivando os resíduos das paixões e mágoas que os enlouquecem, a pouco e pouco.

O amor é de origem divina.
Quanto mais se doam mais se multiplica sem jamais exaurir-se.

Partidários da libertinagem, porém, empenham-se em insensata cruzada para torná-lo livre, como se jamais não o houvera sido.
Confundem-no apenas em instinto primitivo, padronizado pelos impulsos da sexualidade atribulada.

Liberdade para amar, sem dúvida, disciplina para o sexo, também.

Amor é emoção;
sexo, sensação.

Compreensivelmente, mesmo nas uniões mais ajustadas, irrompem desentendimento, incompreensões, discórdias que o amor suplanta.

O matrimónio, desse modo, é uma sociedade de ajuda mútua, cujos bens são os filhos - Espíritos com os quais nos encontramos vinculados pelos processos e necessidades da evolução.

Pensa, portanto, reflectindo antes de casar, reflexiona, porém, muito antes de debandar, após assumidos os compromissos.

As dívidas projectadas para o futuro sempre surgem em horas inesperadas com juros capitalizados.
O que puderes reparar agora não transfiras para amanhã.
Enquanto luz tua ensancha, produz bens valiosos e não te arrependerás.

Tendo em vista a elevação do casamento, Jesus abençoou-o em Caná com a Sua presença, tomando-o como parte inicial do Seu ministério público entre os homens.

E Paulo, o discípulo por excelência, pensando nos deveres da incorruptibilidade matrimonial, escreveu, conforme epístola número 5, aos efésios, nos versículos 22 e 25:
"as mulheres sejam sujeitas a seus maridos, como ao Senhor...
Assim também devem os maridos amar a suas mulheres como a seus próprios corpos.
Quem ama a sua mulher, ama a si mesmo".

Em tão nobre conceito não há subserviência feminina nem pequenez masculina, antes, ajustamento dos dois para a felicidade no matrimónio.

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 23, 2011 10:15 am

Compromisso não cumprido
Livro: Atravessando a rua
Richard Simonetti

"Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça."
Jesus. (MATEUS, 6:33.)

Dona Flausina quase poderia considerar-se uma mulher realizada e feliz:
espírita consciente, participante de obras assistenciais, três filhos íntegros e carinhosos, oito netos adoráveis, idéias lúcidas, saúde razoável, situação financeira estável...

O único problema era a "cruz" que carregava no lar: seu marido.

Existia, latente, um profundo desentendimento entre eles, que eclodia, vezes inúmeras, em atritos e discussões acaloradas que, não raro, desciam ao nível da agressividade.

Não que fosse má pessoa.
Era homem até generoso, bom pai, caseiro, sem vícios, mas gênio difícil, um tanto impertinente, "qualidades" que, para Dona Flausina, pareciam desenvolver-se na medida em que ele envelhecia.

- Só o Espiritismo me dá forças para "aguentar" o Gumercindo - proclamava, enfática.
- Quero estar com ele até o fim, cumprindo meu compromisso.
Então estarei livre!
Junto, nunca mais!

Assim foi até seu desencarne, após 48 anos de convivência difícil.
De retorno à Espiritualidade, já integrada na Vida Maior, Dona Flausina analisava, com generoso mentor, seus sucessos na vida física.

- Minha filha - dizia-lhe, gentil - você levou existência proveitosa, foi diligente mãe de família, batalhadora das lides espíritas, servidora da Caridade...
Traz bela bagagem de realizações...

Mas tem um problema grave, um compromisso não cumprido:
seu marido.

- Como? - interrogou a senhora com estranheza
- Não fui fiel aos deveres matrimoniais?
Não suportei, estoicamente, durante quase meio século?!

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 23, 2011 10:17 am

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- Esse é o seu problema:
você o suportou apenas!
No entanto, seu compromisso era bem diferente.
Deveria harmonizar-se com ele, superando antigas mágoas remanescentes de convivência anterior.

Adoptando a postura de quem carregava pesada cruz, você anulou qualquer possibilidade de aproximar-se dele, ajudando-o a superar suas idiossincrasias com a força da amizade.

Faltou-lhe, minha filha, o exercício da caridade que silencia, que perdoa, que não guarda ressentimentos, que supera desavenças.
E ele precisa muito de sua compreensão.

É uma alma perturbada e neurótica, não obstante suas virtudes.

Como você de certa forma contribuiu para que seja assim, em face de influências negativas que exerceu sobre seu Espírito, no pretório, não vejo outra solução para o problema senão uma nova união entre vocês, em existência futura, repetindo as lições do matrimónio, até que aprendam a conviver pacificamente.

Após o encantamento do início, fatalmente surgem as dificuldades de relacionamento na vida conjugal.
Somos, na Terra, aprendizes insipientes na arte de conviver.

No entanto, aqueles que atravessam o casamento a "ranger os dentes", como se submetidos a intolerável prisão, forçosamente reencontrarão o cônjuge em novas experiências matrimoniais, presos um ao outro por algemas de ressentimentos, mágoa, aversão...

Somente quando formados por flores de amizade os elos do casamento, desfrutarão os cônjuges a liberdade de decidir se seguirão juntos nos caminhos do porvir.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Casamentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 23, 2011 10:18 am

União a Dois
Livro: Astronautas do Além
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Lutas do casamento!...
Provas do Casamento!...

Quem disse, porém que a concretização do matrimónio é felicidade estruturada a toques de figurino, não atingiu a realidade.

A união a dois, no culto da afinidade ou na execução de tarefas mais amplas da família, é um encargo honroso, qual sucede a tantas obrigações dignas.

Nem por isso deixa de ser trabalho a efectuar.
E trabalho tão importante que, não sendo possível a um coração apenas, foi preciso reunir dois para realizá-lo.

Quando um companheiro delibera empreender certa pesquisa, ou se outro abraça determinada profissão, não nos aventuramos a iludi-los com visões de felicidade imaginária.
Ao invés disso, reconhecemos que escolheram laborioso caminho de serviço em que lhes auguramos o êxito desejado.

De igual modo, o casamento, não é construção sem bases, espécie de palácio feito sob medida para os moradores.

Entre os cônjuges é imperioso que um aprenda a compreender o outro, de maneira a desenvolver as qualidades nobres que o outro possua, transformando-lhe consequentemente as possíveis tendências menos felizes em aspirações à Vida Melhor.

Claramente, todos temos vinculações profundas, idiossincrasias, frustracções e dificuldades.

A reencarnação nos informa com segurança quanto a isso, indicando para que lado gravitamos em família, segundo os mecanismos da vida que a experiência terrestre nos induz a reajustar.

Em razão disso, todo par e toda organização doméstica revelam regiões nevrálgicas entretecidas de problemas que é preciso saber contornar ou penetrar, a fim de que o futuro nos traga as soluções de harmonia irreversível.

Se te encontras ao lado de alguém, sob regime de compromisso afectivo, não exijas de imediato a esse alguém a apresentação de recursos de que ainda necessite para ser aos teus olhos a companhia perfeita que esperavas encontrar entre as paredes domésticas.

Nem queiras que esse alguém raciocine com os teus pensamentos, porquanto a ninguém é lícito reclamar de outrem aquilo que ainda não consegues fazer.

Se não desejas receber nos próprios ombros a cabeça de quem abraçou contigo as responsabilidades da união a dois, é mais que natural que não possas impor a própria cabeça aos ombros da criatura a quem prometeste carinho e dedicação.

Todos somos filhos de Deus.

O matrimónio é obrigação que os interessados assumem livremente e de que prestarão justa conta um ao outro.
Conquanto isso, o casamento não funde as pessoas que o integram.

Por isto mesmo a união a dois, além da complementação realizada, recorda a lavoura e a construcção:
cada cônjuge colhe o que plantou, tanto quanto dispõe do que fez.

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Re: Casamentos

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