Para as Mães

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 25, 2011 9:19 am

M ã e

O Anjo que presidiu o meu nascimento disse:
" Pequena criatura formada de alegria e júbilo, vá e ame sem ajuda de coisa alguma na terra "
William Blake-

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 25, 2011 9:20 am

QUANTO VALES, MÃE?

Mãe,

Vales apenas um dia,
o dia da Mães, se esperas por este dia para receberes uma atenção e um parabéns por seres mãe.

Vales mais do que um dia,
se todos os dias de tua vida se tornam dias de atenção para com os filhos e para com o esposo.

Vales apenas um dia,
se desejaste um filho e, depois de nascido, ele não recebeu todo teu amor e carinho, todo teu cuidado e apoio.

Vales muito mais do que um dia,
se teu filho continuou nascendo todos os dias para a vida, nascendo para o aprendizado da vida, para a sabedoria da vida, nascendo para os caminhos que a vida traça para chegar bem até o fim.

Vales muito mais do que um dia,
se teu filho estuda porque tu o amas, se teu filho não fica vadio pelas ruas porque tu o ensinaste a ocupar todas as horas, se teu filho guarda tua imagem viva em todos os actos, como alguém que dá uma orientação constante.

Vales apenas um dia, se é apenas no Dia das Mães que recebes um abraço mais caloroso, um beijo mais carinhoso.

Vales muito mais do que um dia,
se teus dias são de abraços entre ti e teus filhos, de abraços entre ti e teu esposo, fazendo do dia todo uma novidade no amor e na descoberta da vida.

Vales apenas um dia,
se não te importas onde está teu filho neste exacto momento, se conversas com teu filho só no momento que necessitas erguer a voz para seres obedecida.

Vales muito mais do que um dia,
se teu filho percebe que tu és uma presença de orientação, se teu filho percebe que tu és uma indicadora de caminhos certos, com serenidade de quem está convencida de que está dando o melhor para seu filho.

Vales apenas um dia,
o Dia das Mães, se te queixas de que neste dia não recebeste um presente ou não recebeste nenhuma atenção ou algo de diferente que pudesse fazer deste dia um dia teu.

Vales muito mais do que um dia,
se todos os dias, em tua casa, são dias de mãe.

Mãe,
que não deseja ser dona dos filhos, mas uma doadora de vida.

Mãe,
que sabe limitar o filho no caminho que o conduz a uma vida que satisfaz.

Mãe,
que acolhe a família em todos os momentos e se coloca a serviço da mesma.

Quanto vales, mãe?
Um dia apenas, ou uma vida toda?

[Wilson João]

Ser mãe é uma bênção - mas também uma grande responsabilidade
Que todas as mães do mundo possam no seu dia meditar na importância de seu papel.

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 25, 2011 9:23 am

SER MÃE

O bispo de La Serena, Chile, dom Ramon Angel Jara, teve oportunidade de escrever um texto muito poético que diz:
"Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus.

Pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo.
Que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude.

Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida.

Quando sábia, assume a simplicidade das crianças.
Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama.
Rica, sabe empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos.

Forte, estremece ao choro de uma criancinha.
Fraca, se revela com a bravura dos leões.

Viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam.
Morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas esse álbum.
Porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página.
Eles lhes cobrirão de beijos a fronte.
Digam-lhes que um pobre viandante, em troca da sumptuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria mãe."

Na actualidade, a mulher assumiu muitos papéis.
Lançou-se no mundo e se transformou na operária, juíza, cientista, professora, militar, policial, secretária, empresária, presidente, general e tudo o mais que no passado era privilégio do homem.

A mulher se tornou em verdade uma super-mulher que além dos afazeres domésticos, conquistou o seu espaço no mercado de trabalho.
Naturalmente, não para competir com o homem, mas para somar com ele, pois dos esforços de ambos resulta o sustento e o bem-estar da família.
A rainha do lar se transformou na mulher que actua e decide na sociedade.

Das quatro paredes do lar para o palco do mundo.
Contudo, essa mulher senadora, escriturária, deputada, médica, administradora de empresa não perdeu a ternura.
Ela prossegue a acolher em seu ninho afectivo o esposo e os filhos.

Equilibrada e consciente, ela brilha no mundo e norteia o lar.
Embora interprete muitos papéis, ela não esqueceu do seu mais importante papel: o de ser mãe.

Dentre todas as mulheres que se projectaram no mundo, realizando grandes feitos, a nossa lembrança recua no tempo buscando uma mulher especial.
A história não lhe regista grandes discursos, mas o evangelho lhe aponta gestos e palavras que valem muito mais.

Mãe de um filho muito especial, que revolucionou a história, manteve-se firme na adversidade, na dor, exemplificando o que ele ensinara.
Não deixou testamento, riquezas ou haveres mas legou à humanidade a excelente lição da mulher que gera o filho, alimenta-o e o entrega ao mundo para servir ao mundo.

Seu nome era Maria... Maria de Nazaré.

Fonte: Correio Fraterno do ABC, 05/00 artigo de Ciro Santiago
Transcrito da lista espiritismo-brasil@yahoogroups.com.br

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 25, 2011 9:23 am


O PERDÃO

Existia um casal no interior da Inglaterra que morava em uma pequena cidadezinha.
Esse casal tinha um único filho chamado John; John não se dava muito bem com seus pais, principalmente com o pai.
Ele era um rapaz muito rebelde.

Sempre que podia reclamava para sua mãe:
- Esse homem não me permite fazer nada, até pareço seu escravo, ele só me faz trabalhar, não posso nem se quer ir à cidade para ver meus amigos.
Um dia quando John estava mais velho, brigou tanto, mas tanto com seu pai, que resolveu sair de casa.

A mãe insistiu:
- Meu filho não vá, vocês vão esquecer essa briga; é passageira.
John virou-se para a mãe e disse:
- Vocês não me amam, vou embora daqui.

John foi para a cidade grande e, devido ao trabalho com seu pai, John pode arrumar um emprego porque sabia uma profissão e pode assim se sustentar.
Muitos anos se passaram e John se casou com uma linda moça.
Anos depois teve seu primeiro filho.

Num determinado dia, sua esposa lhe disse que queria que os pais dele conhecessem seu filho.
John pensou um pouco e disse:
- Não, meus pais não.
Eles não me amam, eles não vão querer conhecer meu filho.
E além do mais, muitos anos se passaram e eles já devem ter morrido.

Dois anos depois John teve um outro filho e quando as crianças estavam brincando o mais velho lhe fez uma pergunta que cortou seu coração:
- Papai, nós só conhecemos o vovô e a vovó, pais da mamãe.
Você não tem papai nem mamãe como nós?

Naquele instante John resolveu rever seus pais; tentar uma reaproximação.

Continua...
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 25, 2011 9:24 am

Continua...

E resolveu escrever uma carta aos pais que dizia:
- Oi. Aqui é o John, eu me casei e tive dois filhos.
Eles querem conhecer vocês.
Não sei se depois desses longos anos vocês me perdoaram.
Não sei se vão querer me ver, mas irei visitar vocês com minha família.
Se me perdoaram, coloque um pano branco onde eu possa ver, porque estarei indo de trem que passa bem em frente da casa de vocês e assim eu saberei se posso voltar ou não.

John fez todos os preparativos, arrumou as malas e as crianças, pegou o trem..... mas estava muito nervoso.
- Será que eles receberam a carta?
Será que me perdoaram?
Será que estão vivos?

Não parava de andar para lá e para cá no trem.
Quando chegaram numa estação anterior à de seu destino, John não conseguia mais se conter, ele suava frio.
O trem saiu e John, grudado na janela como uma criança, não via a hora de chegar à sua antiga casa.

O trem entrou em uma curva e John sabia que depois daquela curva ele conseguiria ver a casa de seus pais.
- Após esta curva conseguiremos ver a casa do vovô e da vovó, disse John.
O trem terminou a curva e John e sua família puderam ver a casa.

Ela estava cheia de lençóis brancos, nas cercas, nas janelas e o mais comovente, um casal de velhinhos acenando com lenços brancos para o trem em sinal do perdão a seu filho.
Foi uma festança só!!!

Hoje existe alguém em algum lugar perdoando uma pessoa querida...
Que tal ser este alguém hoje, agora...?
Fale, telefone, mande uma carta ou um e-mail para uma pessoa de quem está afastado e perdoe...

Acene com um lenço branco...
Ela com certeza está esperando...
Ou então apenas Sorria!!!
Ele entenderá...


§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 25, 2011 9:25 am

Perante a Prole
Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Fitando o anjo corporificado nas carnes do filhinho que dorme, deténs-te junto ao berço de alegrias e exultas, dominado por compreensível júbilo, meditando quanto ao futuro risonho e abençoado que almejas para ele.
Não te ocorre a idéia de que o "rebento' das tuas células é também filho de Deus em vilegiatura evolutiva, seguindo hoje ao teu lado, sob a direcção da tua experiência.

Naquele corpo que o tempo desdobrará e na fragilidade dos músculos que se enrijecerão dia-a-dia, momentaneamente repousa um Espírito que se prepara para as ingentes e santificantes tarefas do provir.

Possivelmente não pensarás que essa concessão divina poderá um dia armar-se de revolta e agredir-te a velhice cansada, investindo, ao impacto de inomináveis ingratidões e rebeldias, contra as tuas fracas forças de então.
Parece-te impossível, pois que é tão pequenino, formoso e meigo!

Os amigos afirmam que o teu filhinho se parece contigo, tendo a meiguice da mamãe e o nobre carácter do papai, apesar de tão diminuto.
E têm razão, por enquanto.

Dá-lhe o legado do corpo, empresta-lhe alguns sinais fisionómicos e poderás plasmar nele alguns dos teus carácteres morais.
Ele, porém, te solicita, desde já, mais do que deslumbramento e carinho.
Necessita de ti, muito mais do que pensas.

Os pais não são os construtores da vida, porém, os médiuns dela, plasmando-a sob a divina directriz do Senhor.
Tornam-se instrumentos da oportunidade para os que sucumbiram nas lutas ou se perderam nos tentames da evolução, algumas vezes se transformando em veículos para os embaixadores da verdade descerem ao mundo em agonia demorada.

Pensa, portanto, e cogita com maturidade, educando o filho que Deus te concede, por algum tempo, nas directrizes enobrecedoras da fé cristã, ministrando-lhe as lições vivas do exemplo dignificante.

Talvez a educação não consiga fazer tudo por ele, caso seja alguém assinalado por graves problemas que o acompanhem de outras existências...
Prepara-lo-ás, no entanto, para melhor experiência e maior aprendizagem.
Não descures de iluminá-lo com as claridades do amor à verdade, ao bem e à justiça, em nome do Supremo Amor.

A carne gera a carne, mas o Espírito não produz o Espírito.
O filhinho que te chega é compromisso para a tua existência.
Não o temas, nunca.

Não o ofendas com a falsa valorização dele, em demasia.
Recorda-lhe a humildade, considerando a procedência de todos nós e o lugar comum do barro orgânico.
...E orienta-o dignamente, sem cessar.

Aquele olhar esgazeado, acompanhado por lábios em rictos de loucura, punhos cerrados, não pode ser o filhinho que acalentaste e mantiveste no calor do afecto, noites e dias a fio! - meditas.

Como pôde transfigurar-se em sicário cruel, em infortunado algoz? - interrogas, contemplando-o, com a alma estrangulada e muda.
Que foi feito do bebé querido que te osculava as mãos e a face, cantarolando melodias que ainda musicam os teus ouvidos?
Todo ele parece revel. Porquê? -
perguntas.

Somos todos viajantes de inumeráveis excursões pela carne.

Erramos e solicitamos oportunidade para a reparação;
acumpliciamo-nos com a criminalidade e rogamos libertação;
nascemos e renascemos, começando ou recomeçando em longa experiência.

Verdugos e amigos que nos cercam, que chegam através de nós próprios, são dadivosas concessões de que necessitamos.
Ajamos junto a eles com ponderação, valorizando o empréstimo da Lei.

Não te enganes, portanto.

Se arde no imo do teu Espírito a flama do ideal espírita, prepara a tua família para a fé consoladora e ilumina-a.
Esparze as lições reencarnacionistas com lucidez e bondade.
Utiliza a terapêutica do passe, da água magnetizada e faz luzir a palavra de Jesus no reduto doméstico.


Se os teus filhos, depois, empanzinados pela falsa cultura ou fascinados pelos ouropéis te rechaçarem as lições, esbordoando, ingratos, a tua face, terás cumprido com o teu dever e, em silêncio, deixa-os seguirem:
possivelmente eles serão pais também, hoje ou mais tarde...

Os filhos são bênçãos que te chegam - alguns, gemas brutas para lapidação -;
faz tua parte e prossegue tranquilo na direcção do futuro e de Deus, o Excelso Pai de todos nós.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 26, 2011 10:21 am

Amor de Mãe

Em Glasgow, Escócia, uma jovem, como muitos dos adolescentes de hoje, cansou-se de casa e das repreensões de seus pais.
A filha rejeitava o estilo religioso de vida de sua família, não aceitava os conselhos e rebelou:
- Eu não aguento mais ouvir estas baboseiras e não quero seu Deus. Eu desisto. Vou-me embora!

Saiu de casa, decidida a se transformar.
Em pouco tempo, entretanto, estava desanimada e incapaz de encontrar um trabalho, assim decidiu ir às ruas vender seu corpo.
Os anos se passaram, seu pai morreu, sua mãe envelheceu e a filha tornou-se mais e mais entrincheirada em sua forma da vida.

Nenhum contacto foi feito entre mãe e filha durante muito tempo.
Um dia sua mãe, ouvindo sobre a filha, resolveu sair à sua busca.
Parou em cada uma das missões de auxílio que encontrava com um pedido simples e perguntava:
- Você permitiria que eu colocasse esse retrato na parede?

Era um retrato de uma mãe, cabelos grisalhos e um pálido sorriso, com uma mensagem escrita à mão no rodapé:
"Ainda amo você... Volte para casa"

Meses se passaram e nada aconteceu.
Certo dia a jovem entrou em uma missão para tentar uma necessária refeição.
Sentou-se distraída e seus olhos passearam através do nada até parar no quadro de avisos.

Lá viu o retrato e pensou:
"Poderia ser minha mãe"?
Não esperou pela refeição.
Levantou-se e foi olhar o retrato mais de perto.

Era sua mãe e havia uma mensagem:
"Ainda amo você... Volte para casa".
Enquanto esteve na frente do retrato, chorou.
Era bom demais para ser verdade.

Era tarde da noite, mas tinha sido tocada pela mensagem e começou a caminhar em direção à sua casa.
Quando chegou já era madrugada.

Estava receosa e não sabia realmente o que fazer... resolver bater a porta quando esta se abriu sozinha.
Pensou que alguém deveria, furtivamente, ter entrado na casa.
Preocupada com a segurança de sua mãe, a jovem correu ao quarto e a encontrou ainda dormindo.

Agitou sua mãe até que acordasse e disse:
- Sou eu! Sou eu! Estou em casa!

A mãe não acreditava no que seus olhos viam.
Limpou as lágrimas que rolavam e sorriu, a filha então falou:
- Fiquei preocupada!
A porta estava aberta e eu pensei que alguém tivesse entrado na casa e a colocasse em perigo!

E a mãe respondeu delicadamente
- Não querida.
Desde o dia em que você partiu, essa porta nunca foi trancada.

Estas são coisas do amor de mãe!!!

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 26, 2011 10:21 am

Mensagem da Criança
Livro: Antologia da criança
Meimei & Francisco Cândido Xavier

Dizes que sou o futuro.
Não me desampares o presente.
Dizes que sou a esperança da paz.
Não me induzas à guerra.

Dizes que sou a promessa do bem.
Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos.
Não me abandones às trevas.

Não espero somente o teu pão.
Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa de teu carinho.
Suplico-te amor com que me eduques.

Não te rogo apenas brinquedos.
Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu caminho.
Sou alguém que bate à porta em nome de Deus.

Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo...
Ajuda-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 26, 2011 10:22 am

Mãe Adoptiva
Livro: SOS Família
Amélia Rodrigues & Divaldo P. Franco

A mente repassa os acontecimentos felizes da nossa vida, e envolvo em ternura a memória da nossa convivência.

Esta mulher extraordinária, de quem me recordo, fez tudo quanto o amor poderia lograr, a fim de amparar-me, ocultando a minha procedência obscura e anónima.

Cercou-me de carinho e protegeu-me, para que nada me afectasse.

Insuflou-me a força do seu devotamento, que era o hálito poderoso do seu amor, em emoção carregada de bênçãos no verbete sublime que é: mamãe!
No entanto, na sua inocência, pensava que todas as pessoas seriam benignas e gentis quanto ela sempre foi.

Assim, não demorou muito para que, em plena adolescência, o seu segredo me fosse desvelado de maneira cruel, por meio de um coração leviano que, pensando que nos irai destruir, chamou-me de filha de ninguém.

Abalada, quase tombei ante o golpe insano.
Todavia, a transparência do seu olhar e a devoção do seu afecto, fizeram-me silenciar o acontecimento no imo da alma.

Não me foi fácil, nem tampouco difícil enfrentar a nova circunstância e nessa conjuntura eu descobri, em júbilo, a grandeza do amor de mãe adoptiva.

As outras, as mães carnais, às vezes são compelidas pelo corpo a amar os filhos que geram, mas você e todas as mães de adopção, amam pelo espírito, elegendo quem lhes vai receber o devotamento, a dedicação.
... E não se tornam menos mães!
Sofrem mais, certamente.

Quando revelam ao filho as circunstâncias da sua origem, temem magoá-lo e, quando não o dizem, vivem sempre temendo perdê-lo, quando forem descobertas.

Seu querer é suave como a claridade lunar e forte como somente o amor abnegado pode tornar-se.

São anjos anónimos e abençoados na multidão.

Homenageando-a, a mãezinha adoptiva, desejo dizer a outras que lhe são iguais que, desde o dia em que pensem em receber um filho que lhes não proceda do seio, considerem, também, a necessidade de dizer-lhe, sem receio, demonstrando que o amor é Deus e dEle tudo procede, para Ele retornando, não sendo, pessoa alguma, propriedade de outrem, senão, todos os filhos do Seu amor, nutridos pelo Amor, para a glória do Eterno Amor.

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 26, 2011 10:24 am

Moldura de Mãe
Livro: No Longe do Jardim
Eros & Divaldo P. Franco

Quando eu cheguei, você partiu, deixando-me indefensa em mãos estranhas.

Transitei de casa em casa e, sómente na rua, sob o amparo do firmamento, encontrei o tecto que ainda me acolhe.

Dizem que sou menor carente, porque não tendo mãe falta-me tudo.

Há outros menores assim também chamados, que possuem pais e vivem sob carências atormentantes.

Eu sei que se você estivesse aqui, certamente me teria amparado, conduzindo-me com segurança..

A vida sem a presença de uma querida mãe é igual a uma viagem por largo trato de terra desértica sem a protecção de uma sombra nem o apoio de uma fonte refrescante.

Contam-me que há mães desalmadas, que abandonam os filhos sem qualquer compaixão.

Quando tal acontece, porém, elas devem estar loucas, vitimadas pela ignorância ou por factores outros, decorrentes da miséria social, econômica ou moral.

...E constituem excepção.

Embora eu não a tenha conhecido, mamãe, emolduro-a com a ternura e o amor, confiante em que você é um anjo, no país do céu, velando por mim ao lado de outras mães, que se transformam em claridade estelar, a fim de que os orfãozinhos, que sofrem na escuridão, encontrem o brilho da esperança para seguir adiante, liberando-se da amargura e da desesperação...

Enquanto haja mulheres que se santifiquem no ministério da maternidade, o futuro feliz da criatura humana permanecerá abençoado por Deus...

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 26, 2011 10:25 am

Palavra às Mães
Livro: Na Era do Espírito
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Se o Senhor te concedeu filhos ao coração de mulher, por mais difícil se te faça o caminho terrestre, não largues os pequeninos à ventania das adversidades.

É possível que o companheiro haja desertado das obrigações que ele próprio aceitou, bandeando-se para a fuga sob a compulsão de enganos, dos quais um dia se desenvencilhará.

Não lhe condenes, porém a atitude.
Abençoa-o e, quando possível, ampara os filhos inexperientes que te ficaram nos braços fatigados de espera.

Quem poderá, no mundo, calcular a extensão das forças negativas que assediam, muitas vezes, a criatura enfrascada no corpo físico, induzindo-a a transitório esquecimento dos encargos que abraçou?

Quem conseguirá, na Terra, medir a resistência espiritual da pessoa empenhada ao resgate complexo de compromissos múltiplos a lhe remanescerem das existências passadas?

Se foste sentenciada à indiferença e, em muitas ocasiões, até mesmo à estremada penúria, ao lado de pequeninos a te solicitarem protecção e carinho, permanece com eles e, o trabalho por escudo de segurança e tranquilidade, conserva a certeza de que o Senhor te proverá com todos os recursos indispensáveis à precisa sustentação.

Natural preserves a própria independência e que não transformes a maternidade em cativeiro no qual te desequilibres ou em que venhas a desequilibrar os entes amados, através de apego doentio.

Mas enquanto os filhos ainda crianças te pedirem apoio e ternura, de modo a se garantirem na própria formação da qual consigam partir em demanda ao mar alto da experiência, dispensando-te a cobertura imediata, auxilia-os, quanto puderes, ainda mesmo a preço de sacrifício, a fim de que marchem, dentro da segurança necessária, para as tarefas a que se destinam.

Teus filhos pequeninos!...

Recorda que as Leis da Vida aguardam do homem a execução dos deveres paternais que haja assumido diante de ti;
entretanto, se és mãe, não olvides que a Providência Divina, com relação ao homem, no que se reporta a conhecimento e convívio, determinou que os filhos pequeninos te fossem confiados nove meses antes.

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 27, 2011 9:32 am

Auréola de Estrelas
Amélia Rodrigues & Divaldo P. Franco

No turbilhão dos dias atuais, entre as glórias da inteligência e as misérias morais que desbordam em toda parte, as conquistas incomparáveis da ciência e da Tecnologia e as perdas espirituais sem limites, recordo-me de você, mãezinha querida.

Quando a mulher, aviltada pelo abuso da agressividade generalizada e pelos distúrbios do sexo em desalinho, se olvida de preservar a missão maternal como recurso de luz para a grande noite terrestre, revejo-a no eito do sacrifício, educando a prole e cantando hinos de louvor à vida.

Não desejando que o sofrimento seja o companheiro inseparável da maternidade consagrada pelo amor, não posso olvidar que ser mãe é desatar o sentimento de abnegação das amarras do egoísmo em favor do filho carente de ternura e de apoio.

Todavia, quando algumas mulheres se negam ao dever santificante de procriar para preservar as formas e por egoísmo feroz, revejo-a envolta em beleza seráfica, superior a essa que se transforma a todo momento.

Agora, quando mães infelizes repudiam os filhos, face à alternância de parceiros, ou os expulsam do lar, porque experimentam carência financeira, agradeço a Deus a sua presença em minha vida.

Nestes angustiantes dias, nos quais o aborto hediondo produz infanticídios legais, mais grandiosa se me faz a sua maternidade quer a abnegação consagrou.

Sei que você hoje, no mundo espiritual, se encontra no afã de proteger a prole que Deus lhe concedeu, mas que vem tomando também os filhos abandonados por outras ma~es como seus próprios filhos, recolhendo os Espíritos que tiveram a existência física perversamente interrompida, deles todos fazendo-se mãe dedicada em nome do Amor.

Em razão disso, mãezinha inolvidável, eu gostaria de aureolá-la com estrelas, caso elas pudessem diminuir de volume sem perderem o brilho, formando uma coroa fulgurante para que você esplendesse nesta grande noite terrestre, chamando a atenção de outras mulheres para o dever sagrado da maternidade.

Ante a impossibilidade de realizá-lo, recolho as minhas lágrimas de gratidão e converto-as em diamantes com as quais elaboro a auréola de beleza em torno da sua cabeça veneranda, expressando-lhe o meu eterno sentimento de amor.

Deus a abençoe, no seu Dia e sempre, mãezinha querida!

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 27, 2011 9:33 am

Inquebrantável Fibra
Livro: Vida e Mensagem
Francisco de Paula Vítor & J. Raul Teixeira

A sua vida foi uma trajectória de formidáveis realizações, constelada de belezas, capazes de deixar para o mundo o que há de mais sazonado, em termos de exemplo de enfibratura moral e talento intelectual, tudo isto associado a uma sensibilidade expressiva.

Nascida num lar de poucos recursos, na cidade de Varsóvia, em 1867, na velha Polónia, abrigava na alma o anseio de estudar, de avançar e de ser útil à ciência e às criaturas humanas, suas irmãs de lida comum,.

Após as oportunidades de estudar, que concedeu às irmãs mais jovens do que ela, que era a primogénita, seguiu para Paris, a fim de formar-se em ciências físicas, químicas e em matemática, o que logrou em pouco tempo, exitosamente.

Consorciada com o celebrado professor Pierre Curie, Marya Klodowska passará à história como a excelente Marie Murie, ou, simplesmente, Madame Curie.

Não obstante as condições de vida nada fáceis, desenvolveu-se como mulher, esposa, mãe e cientista, sem relegar nenhuma tarefa, sem abastardar-se, sem encharcar-se de materialismo, apaixonada pela vida, entusiasmada por tudo o que realizava.

Estudou, pesquisou, amou e converteu-se no único cientista a receber por duas vezes o prémio Nobel, o que jamais ocorrera, até então.

Tendo sido a primeira mulher a tornar-se professora na Sorbonne, após a morte do marido, permaneceu vibrante e simples, compreendendo que a missão que Deus delega à mulher é sempre de carácter especial e sublime, para que ela se perca nos vales de ilusões e sombras do mundo.

Após anos de ingentes lutas por alcançar os seus objectivos, após ser o alvo das homenagens de inumeráveis instituições universitárias e científicas pelo mundo, conclui seus dias na reencarnação, assinalada pela grave enfermidade que o excesso de radiações, oriundas dos minérios que examinava sem os necessários cuidados, hoje existentes, lhe impusera.

Do hospital suíço de Sancellemoz, Marie Curie pode contemplar, ainda no corpo físico, os resultados maravilhosos do seu labor em prol do crescimento da Humanidade inteira.

Para que a mulher estude, não precisa negligenciar o lar.
Para que se desenvolva intelectualmente, não necessita rechaçar os filhos.
Para que seja independente e se faça grandiosa, não carecerá de abrir mão do seu valor moral, estribado na ética do bem e do amor.

Se se levantarem, em toda parte, valores femininos com essa inquebrantável fibra de Madame Curie, e de outras mulheres excelentíssimas, com certeza a ciência será tocada pela sensibilidade da alma, os filhos não serão relegados para a realização profissional de suas progenitoras, e, com a mente mais voltada para a sua função mais alta, a mulher não se deixará explorar tanto, pela indústria da prostituição e da loucura, que toma conta da Terra, nesses tempos definidores dos verdadeiros valores da alma.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

§.§.§- O-canto-da-ave
avatar
Ave sem Ninho

Mensagens : 75754
Data de inscrição : 07/11/2010
Idade : 62
Localização : Porto - Portugal

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Para as Mães

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum