Nossas Crianças

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Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 28, 2011 10:23 am

Nossos Entes Queridos
Livro: Rumo Certo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Um ponto importante, nas relações afectivas: a nossa atitude para com os entes amados.
Habitualmente, em nossa dedicação, somos tentados a escolher caminhos que supomos devam eles trilhar.

Inclinação esta mais do que justa, porquanto muito instintivamente desejamos para os outros alegrias semelhantes às nossas.

Urge, considerar, entretanto, que Deus não dá cópias.

Dos pés à cabeça e de braço a braço, cada criatura é um mundo por si, gravitando para determinadas metas evolutivas, em órbitas diferentes.

À face disso, cada pessoa possui necessidades originais e tem o passo marcado em ritmo diverso.

A vida, como sucede à escola, é igual para todos nos valores do tempo;
no entanto, cada aprendiz da experiência humana, qual ocorre no educandário, estagia provisoriamente em determinado caminho de lições.

Aquele companheiro terá tomado corpo na Terra a fim de casar-se e construir a família;
outro, porém, ter-se-á incorporado no plano físico para a geração de obras espirituais com imperativos de serviço muito diferentes daqueles da procriação propriamente considerada.

Essa irmã terá nascido no mundo para a formação de filhos destinados à sustentação da vida planetária;
aquela outra, todavia, terá vindo ao campo dos homens a fim de servir a causas generosas em regime de celibato.

Cada coração pulsa em faixa específica de interesses afectivos.

Cada pessoa se ajusta a certa função, compreendendo assim, sempre que a nossa ternura se proponha traçar caminhos para os entes amados, saibamos consagrar-lhes, em silêncio, respeitoso carinho, e, se quisermos auxiliá-los, oremos por eles, rogando à Sabedoria Divina os inspire e ilumine, de vez que só Deus sabe no íntimo de nós todos aquilo que mais convém ao burilamento e à felicidade de cada um.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 28, 2011 10:23 am

Perante a Prole
Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Fitando o anjo corporificado nas carnes do filhinho que dorme, deténs-te junto ao berço de alegrias e exultas, dominado por compreensível júbilo, meditando quanto ao futuro risonho e abençoado que almejas para ele.

Não te ocorre a ideia de que o "rebento' das tuas células é também filho de Deus em vilegiatura evolutiva, seguindo hoje ao teu lado, sob a direção da tua experiência.

Naquele corpo que o tempo desdobrará e na fragilidade dos músculos que se enrijecerão dia-a-dia, momentaneamente repousa um Espírito que se prepara para as ingentes e santificantes tarefas do provir.

Possivelmente não pensarás que essa concessão divina poderá um dia armar-se de revolta e agredir-te a velhice cansada, investindo, ao impacto de inomináveis ingratidões e rebeldias, contra as tuas fracas forças de então.

Parece-te impossível, pois que é tão pequenino, formoso e meigo!

Os amigos afirmam que o teu filhinho se parece contigo, tendo a meiguice da mamãe e o nobre carácter do papai, apesar de tão diminuto.
têm razão, por enquanto.

Dá-lhe o legado do corpo, empresta-lhe alguns sinais fisionómicos e poderás plasmar nele alguns dos teus carácteres morais.

Ele, porém, te solicita, desde já, mais do que deslumbramento e carinho.
Necessita de ti, muito mais do que pensas.

Os pais não são os construtores da vida, porém, os médiuns dela, plasmando-a sob a divina directriz do Senhor.

Tornam-se instrumentos da oportunidade para os que sucumbiram nas lutas ou se perderam nos tentames da evolução, algumas vezes se transformando em veículos para os embaixadores da verdade descerem ao mundo em agonia demorada.

Pensa, portanto, e cogita com maturidade, educando o filho que Deus te concede, por algum tempo, nas diretrizes enobrecedoras da fé cristã, ministrando-lhe as lições vivas do exemplo dignificante.

Talvez a educação não consiga fazer tudo por ele, caso seja alguém assinalado por graves problemas que o acompanhem de outras existências...

Prepara-lo-ás, no entanto, para melhor experiência e maior aprendizagem.

Não descures de iluminá-lo com as claridades do amor à verdade, ao bem e à justiça, em nome do Supremo Amor.

Continua...
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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 28, 2011 10:24 am

Continua...

A carne gera a carne, mas o Espírito não produz o Espírito.
O filhinho que te chega é compromisso para a tua existência.

Não o temas, nunca.
Não o ofendas com a falsa valorização dele, em demasia.
Recorda-lhe a humildade, considerando a procedência de todos nós e o lugar comum do barro orgânico.

... E orienta-o dignamente, sem cessar.

Aquele olhar esgazeado, acompanhado por lábios em rictos de loucura, punhos cerrados, não pode ser o filhinho que acalentaste e mantiveste no calor do afecto, noites e dias a fio! - meditas.

Como pôde transfigurar-se em sicário cruel, em infortunado algoz? - interrogas, contemplando-o, com a alma estrangulada e muda.
Que foi feito do bebé querido que te osculava as mãos e a face, cantarolando melodias que ainda musicam os teus ouvidos?
Todo ele parece revel. Porquê?
- perguntas.

Somos todos viandantes de inumeráveis excursões pela carne.

Erramos e solicitamos oportunidade para a reparação;
acumpliciamo-nos com a criminalidade e rogamos libertação;
nascemos e renascemos, começando ou recomeçando em longa experiência.

Verdugos e amigos que nos cercam, que chegam através de nós próprios, são dadivosas concessões de que necessitamos.
Ajamos junto a eles com ponderação, valorizando o empréstimo da Lei.

Não te enganes, portanto.

Se arde no imo do teu Espírito a flama do ideal espírita, prepara a tua família para a fé consoladora e ilumina-a.

Esparze as lições reencarnacionistas com lucidez e bondade.

Utiliza a terapêutica do passe, da água magnetizada e faz luzir a palavra de Jesus no reduto doméstico.

Se os teus filhos, depois, empanzinados pela falsa cultura ou fascinados pelos ouropéis te rechaçarem as lições, esbordoando, ingratos, a tua face, terás cumprido com o teu dever e, em silêncio, deixa-os seguirem:
possivelmente eles serão pais também, hoje ou mais tarde...

Os filhos são bênçãos que te chegam - alguns, gemas brutas para lapidação -; faz tua parte e prossegue tranquilo na direcção do futuro e de Deus, o Excelso Pai de todos nós.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 28, 2011 10:25 am

Companheiros e Caminhos
Livro: Companheiro
Emmanuel & Francisco Cãndido Xavier

Quando te dispuseres a reclamar contra certos traços psicológicos daqueles que o Senhor te confiou ao ministério familiar, medita nas diversidade das criações que compõem a Natureza.

Cada estrela se destaca por determinada expressão.

Cada planta mostra finalidade particular.

A rosa e a violeta são diferentes, conquanto ambas sejam flores.

Os caminhos do mundo guardam linhas diversas entre si.

Também nós, as criaturas de Deus somos seres que se identificam pela semelhança, mas não somos rigorosamente iguais.

Conforme os princípios de causa e efeito, que nos traçam a lei da reencarnação, cada qual de nós traz consigo a soma de tudo o que já fez de si, com a obrigação de subtrair os males que tenhamos colecionado até a completa extinção, multiplicando os bens que já possuamos, para dividi-los com os outros, na construção da felicidade geral.

Não queira transformar os entes queridos sob o martelo da força.

Ninguém precisa apagar a luz do vizinho, para iluminar a própria casa.

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 28, 2011 10:25 am

Filho Deficiente
Livro: SOS Familia
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A decepção passou a ser-te um ferrete em brasa, dilacerando sem cessar os teus sentimentos.
Todos os planos ficaram desfeitos, quando esperavas entesourar felicidade e vitória.

No suceder dos dias, desde os primeiros sinais, anelaste por um ser querido que chegaria aos teus braços com os louros e a predestinação da grandeza em relação ao futuro.

O pequeno príncipe deveria trazer no corpo, na mente, na vida, as características da raça pura, grandioso no porte, lúcido na inteligência, triunfador nas realizações.

O que agora contemplas não é o filho desejado, mas um feio espécime, mutilado, enfermo, frágil...
Mas acreditas que se haja gerado por teu intermédio, que seja teu filho.

Por pouco não detestas.
Mal te recobras do choque e da vergonha que experimentas quando os amigos o vêem, quando sabem que é teu descendente.
Surda revolta assenhoreia-se da tua alma e, a pouco e pouco, a amargura ganha campo no teu coração.

Reconsidera, porém, quanto antes, atitudes e posições mentais.
Não podes arbitrar com segurança no jogo dos insondáveis sucessos da reencarnação.
Para a reflexionar e submete-te à injunção redentora.

A tua frustração decorre do orgulho ferido, do desamor que cultivas.
Teu filho deficiente necessita de ti.
Tu, porém, mais necessitas dele.

Quem agora te chega ao regaço com deficiência e limitação, recupera-se no cárcere corporal das arbitrariedades que perpetrou.
Déspota ou rebelde, caiu nas ciladas que deixou pela senda, onde fez que outros sucumbissem.
Mordomo da existência passada, abusou dos dons da vida com estroinice e perversidade, ferindo e terminando por ferir-se.

Continua...
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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 28, 2011 10:25 am

Continua...

Não cometeu, todavia, tais desatinos a sós.
Quando alguém cai, sempre existe outrem oculto ou ostensivo que o leva ao tombo.
O êxito como o insucesso sempre se faz de parceria.

Muitos responsáveis intelectuais de realizações nobres, como de crimes espetaculares, permanecem não identificados.
E são os autores reais, que se utilizam dos chamados ignorantes úteis para esses cometimentos.
O filho marcado que resulta do teu corpo é alma vitimada pela tua alma, não duvides.

Não é este o primeiro tentame que realizam juntos.
Saindo do fracasso transato, ambos recomeçam abençoada experiência, cujo êxito podes promover desde já.
Renteia com ele na limitação e aumenta-lhe, mediante o amor dinâmico, a capacidade atrofiada.

Sê-lhe o que lhe falta.
Da convivência nascerá a interdependência recíproca.
No labor com ele, ama-lo-ás.

Infatigavelmente renova os quadros mentais e por enquanto desce ao solo da realidade, fora das ilusões mentirosas, a fim de seres, também, feliz.
Honra-te com o filhinho dependente e mais aproxima-te dele, cada vez.
A carne gera a carne, mas os atos pretéritos do Espírito produzem a forma para a resistência orgânica.

As asas de anjo do apóstolo, como os pés de barro de quem amas, precedem à actual injunção fisiológica.
Se te repousa no berço de sonhos desfeitos um filhinho deformado, amputado, dementado, deficiente de qualquer natureza, esquece-lhe a aparência e assiste-o com amor.

Não te chega ao trono dos sentimentos por acaso.

Antigo companheiro vencido, suplica ajuda ao desertor, só agora alcançado pela divina legislação.
Dá-lhe ternura, canta-lhe um poema de esperança, ajuda-o.
O filho deficiente no teu lar significa a tua oportunidade de triunfo e a ensancha que ele te roga para alcançar a felicidade.

Seria terrivelmente criminoso negar-lhe, por vaidade ferida, o amparo que te pede, quando te concede a bênção do ensejo para a tua reparação em relação a ele.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 29, 2011 11:03 am

Nossas Crianças Especiais
Livro: Desafios da Educação
Camilo & J. Raul Teixeira

Qual deve ser o comportamento dos pais perante o filho que nasce portando deficiências físicas ou mentais?
É possível desenvolver-se uma vida saudável ao lado dessas criaturas?

Embora as compreensíveis frustrações que costumam invadir a alma dos pais de filhos portadores de deficiências quaisquer, a certeza divina deve ser para eles o grande arrimo, o indispensável consolo.

Conscientes de que não há injustiçados pelas leis de Deus sobre a Terra, o problema com que seus filhos se acham assinalados está na pauta da lei de causalidade.

Na certeza de que "o Pai não dá pedra ao filho que pede pão", reconhecerá que se essas crianças renasceram sob seus cuidados pater-maternais, é porque eles, os ajudaram na marcha dos equívocos, de múltiplas formas, ou porque prometeram no mundo espiritual dar-lhes amparo, orientação, mão amiga, a fim de que atravessassem as estradas das expiações com real aproveitamento das limitações.

Importante é que esses pais, com filhos seriamente limitados, por isto profundamente dependentes de cuidados, sensibilizem-se perante os filhinhos carentes e muito amados, interpretando-os como pedras preciosas que o Criador colocou sob seus cuidados, sob seus desvelos, de modo a transformá-las em gemas rutilantes, valiosas, glorificando a vida.

Pais existem que são levados pelas leis da vida ao sacrifício, profundamente doloroso, de atuarem junto a filhos com inclinações criminosas, outros viciosos, outros atormentados da sexualidade transformando a reencarnação num escândalo, e outros mais em que se reúnem todos esses infelizes traços.

Como falar-se de problemas de filhos lesados biológica ou mentalmente, perto desses outros pais que têm herdeiros de corpos perfeitos, às vezes de linhas modelares, de almas corroídas e acções corrompidas, contudo?

Como cada pai e mãe defrontam seus compromissos ante as augustas leis de Deus?

A vida junto aos filhos portadores de deficiência se mostrará tão normal quanto o permitam a maturidade e a visão do mundo que tenham;
serão tão felizes quanto se sintam cooperadores de Deus, enquanto crescem, a seu turno, para o Grande Amanhã, quando se encontrarão em plenitude de saúde e harmonia com os filhos redimidos, sadios, felizes.

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 29, 2011 11:04 am

Crianças e Nós
Livro: Na Era do Espírito
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Muitos sectores das ciências psicológicas asseveram que é indispensável preservar a criança contra a mínima coacção, a fim de que venha se desenvolver sem traumas que lhe prejudicariam o futuro.
Isso, no entanto, não significa que deva crescer sem orientação.

Independência desregrada gera violência, tanto quanto violência gera independência desregrada.

Regulemos determinada obra arquitectónica ao descontrole e teremos para breve a caricatura do edifício que nos propúnhamos construir.

Abandonemos a sementeira a si própria e a colheita se nos fará desencanto.

Exigimos a instituição de um mundo melhor.

Solicitamos a concretização da felicidade comum.

Sonhamos com o levantamento da paz de todos.

Esperamos o reino da fraternidade.

Como atingir, porém, semelhantes conquistas sem a criança no esquema do trabalho a realizar?

Não mergulhará teu filhos nas ondas revoltas da ira quando a dificuldade sobrevenha, e sim não te omitirás no socorro preciso, sem deixá-lo à feição de barco desarvorado ao sabor do vento.

Não erguerás contra ele a palavra condenatória nos dias de desacerto, a insuflar-lhe, talvez, ódio e rebeldia nos recessos da alma, e sim procurarás sustentá-lo com a frase compreensiva e afectuosa que desejarias ter recebido em outro tempo, nas horas da infância, quando te identificavas nas sombras da indecisão.

Sabes conduzir a criança ao concurso da escola, à assistência do pediatra, ao auxílio do costureiro ou ao refazimento espiritual nos espectáculos recreativos.

Por isto mesmo não lhe sonegues apoio ao sentimento para que o sentimento se lhe faça correcto.

Concordamos todos em que a criança necessita de amor para crescer patenteando mente clara e o corpo sadio, entretanto, é impossível efectuar o trabalho do amor - realmente amor - sem bases na educação.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 29, 2011 11:04 am

Crianças e o Futuro
Livro: Compromissos Iluminativos
Bezerra de Menezes & Divaldo Pereira Franco

A criança, hoje, - abençoado solo arroteado que aguarda a semente da fertilidade e da vida - necessariamente atendida pela caridade libertadora do Evangelho de Jesus, nas bases em que Allan Kardec o actualizou, é o celeiro fecundo, que se abarrota de esperanças para o futuro.

Criança que se evangeliza - adulto que se levanta no rumo da felicidade porvindoura.

Todo investimento de amor, no campo da educação espírita, tendo em vista a alma em trânsito pela infância corporal, é valiosa semeação de luz que se multiplicará em resultados de mil por um...

Ninguém pode empreender tarefas nobilitantes, tendo as vistas voltadas para a Era Melhor da Humanidade, sem um vigoroso empenho na educação espírita do pequenino da actualidade.

Embora ele seja um espírito em recomeço de tarefas, reeducando-se, não raro, sob os impositivos da dor em processo de carinhosa lapidação, é oportunidade ditosa, que surge como desafio para o momento e promessa de paz para o futuro.

Isto, porque sabemos que a infância é ensejo superior de aprendizagem e fixação, cabendo-nos o mister relevante de proteger, amparar e sobretudo de conduzir as gerações novas no rumo do Cristo.

Esse-cometimento-desafio é-nos grave empresa, por estarmos conscientizados de que o corpo é concessão temporária e a jornada física um corredor por onde se transita, entrando-se pela porta do berço e saindo-se pela do túmulo, na direcção da Vida Verdadeira.

A criança, à luz da Psicologia atual, não é mais o "adulto em miniatura", nem a vida orgânica representa mais a realidade única, face às descobertas das modernas ciências da alma.

Ao Espiritismo, que antecipou as conquistas do conhecimento, graças à revelação do Imortais, compete ao superior ministério de preparar o futuro ditoso da Terra, evangelizando a infância e juventude do presente.

Em tal esforço, apliquemos os contributos da mente e do sentimento, evocando o Senhor quando solicitou que deixassem ir a Ele as criancinhas, a fim de nelas plasmar, desde então, mais facilmente e com segurança, o "reino de Deus" que viera instaurar na Terra.

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 29, 2011 11:04 am

Criança e Escola
Livro: Sementeira da Fraternidade
Amélia Rodrigues & Divaldo P. Franco

Nesse pequenino que passa caminha o futuro.
A criança é o sorriso da vida embelezando o mundo.
Amemos esse infante, oferecendo-lhe os elementos para se transformar num cidadão honrado.

Transformemos nosso lar em escola de bênçãos e nos façamos mestres em nome do amor para a santificante tarefa de edificação superior.
Eduquemo-lo, disciplinando-lhe os impulsos, mas não esqueçamos de nos disciplinar, também, para que a nossa voz possua o calor do exemplo que lhe assinale a observação com a força da realização.

Por isso, não nos esqueçamos de que ensinar é igualmente sofrer.
O primeiro passo de quem ensina deve ser dado no sentido de educar-se.
Não se educa sendo deseducado. Não se disciplina sem estar disciplinado.

A criança - argila frágil, base de toda construcção social - é, antes de tudo, uma copiadora.
E é nesse particular que se avulta o valor da Escola.

A Escola não é apenas um templo dedicado à instrução.
É um altar para o culto da educação e um santuário para o amor.

Abram-se escolas e o crime fugirá da Terra.
Favoreçam-se as Escolas primárias com as luzes do amor e da bondade, e as guerras se transformarão em artes macabras do passado.

Em todos os tempos a Escola tem sido a força mais poderosa que o mundo conhece, fazendo a campanha contra a ignorância, o maior adversário do espírito humano.

A brutalidade de Átila se desenvolveu por falta de socorro de uma Escola de alfabetização.
A selvageria hitlerista atentou contra a Civilização porque a Escola se poluiu, transformando-se em quartel.

Para domesticar bastam o relho e a corda, vontade firme na impiedade, dando origem ao respeito que nasce nas furnas do medo.
Para educar, no entanto, é imprescindível amar.
Quem ama, gera simpatia e afinidade.

Na Escola onde o amor se desdobra, a educação se aprimora.
Sócrates, na agora de Atenas, e Cristo, na montanha da Galiléia, reverenciaram a Escola que educa e salva.

A criança avança;
a Escola aguarda;
o adulto ajude.

Todos somos educadores.
Educamos pelo que fazemos, educamos com o que dizemos.
Quem não educa no sentido positivo, edificando, educa, no sentido negativo, danificando o carácter.
Educa-se, pois, bem ou mal, segundo as próprias possibilidades.

Quando amamos, porém, educamos sempre bem, porque o amor que se eleva sabe escutar aquela voz diferente, da razão, que corrige e repara incessantemente.

Respeitemos o mestre e honremos a Escola, braço e berço do mundo futuro.
E esse pequenino que aí vai, é o homem do amanhã que espera por nós, desde agora.
Saudemos a criança com a Escola - essa nobre modeladora das gerações humanas.

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 29, 2011 11:05 am

Alienação Infanto-juvenil e Educação
Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

O surto das alienações mentais infanto-juvenil, num crescendo assustador, deve reunir-nos todos em torno do problema urgente, a fim de que sejam tomadas as providências saneadoras dessa cruel pandemia.

Nas sórdidas favelas, onde os factores criminógenos se desenvolvem com facilidade e morbidez;
nos agrupamentos escolares, nos quais enxameiam os problemas de relacionamento sem ética, sem estruturação moral;
nas famílias em desagregação por distonias emocionais dos pais, egoístas e arbitrários;
nas ruas e praças desportivas, em razão da indiferença dos adultos e dos exemplos perniciosos por eles praticados, as drogas, o sexo, a violência, induzem crianças e jovens ao martírio da alienação mental e do suicídio.

Desarmados, quanto indesejados, passam pelas avenidas do mundo esses seres desamparados, objecto de promoção de homens ambiciosos e sem escrúpulos, que deles fazem bandeira de autopromoção e sensibilização das massas, esquecendo-os logo depois de atingidas as metas que perseguem.

Pululam, também, essas vítimas das actuais desvairadas cultura e tecnologia, nos lares ricos e confortáveis de onde o amor se evadiu, substituído pela indiferença e permissividade com que compensam o dever, enganando a floração infantil que emurchece com as terríveis decepções antes do tempo.

Ao lado de todos esses factores psicos-sociais, económicos e morais, destacam-se os espirituais, que decorrem dos vínculos reencarnacionistas que imanam esses Espíritos em recomeço àqueloutros que lhes sofreram danos, prejuízos e acerbas aflições pretéritas, de que não se liberaram.

As disciplinas que estudam a psique, seguramente, penetram na anterioridade do ser ao berço, identificando, na reencarnação, os mecanismos desencadeadores das alienações, seja através dos processos orgânicos e psíquicos ou mediante os conúbios obsessivos.

A obsessão irrompe em toda parte, na condição de chaga aberta no organismo social, convidando as mentes humanas à reflexão.

Desatentos e irrequietos, os homens avançam sem rumo, distanciados ainda de responsabilidade e valores morais.

Urge que a educação assuma o seu papel no organismo social da Terra sofrida destes dias.
Educação, porém, no seu sentido profundo, integral, de conhecimento, experiência, hábitos e fé racional.

Estruturando o homem nos seus equipamentos de Espírito, perispírito e corpo, nele fixando os valores éticos de cuja utilização se enriqueça, conscientizando-se da sua realidade externa e vivendo de forma consentânea com as finalidades da existência terrena, que o levará de retorno à Pátria de origem em clima de paz.

Não se pode lograr êxito, na área da saúde mental como na da felicidade humana, utilizando-se um comportamento que estuda os efeitos sem remontar às causas, erradicando-as em definitivo.
Para tanto, é fundamental que o lar se transforme num santuário e a escola dê o prosseguimento nobre à estrutura familiar, preparando o educando para a vida social.

Herdeiros de guerras cruéis, remotas e recentes, de crimes contra a Humanidade e o indivíduo, os reencarnantes actuais estão atados a penosas dívidas, que o amor e o Evangelho devem resgatar, alterando o comportamento da família e da sociedade, assim poupando o futuro de danos inimagináveis.

Tarefa superior, a da educação consciente e responsável.

Nesse sentido, o conhecimento do Espiritismo, que leva o homem a uma vivência coerente com a dignidade, é a terapia preventiva como curadora para os males que ora afligem a quase todos e, em especial, estiolando a vida infanto-juvenil que surge, risonha, sendo jogada nas tribulações e misérias para as quais ainda não se encontra preparada, nem tem condições de compreender, assumindo, antes do tempo, comportamentos adultos, alucinados e infelizes.

Voltemo-nos para a infância e a juventude e leguemo-lhes segurança moral e amor, mediante os exemplos de equilíbrio e de paz, indispensáveis à felicidade deles e de todos nós, herdeiros que somos das próprias ações.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 01, 2011 10:15 am

Equívocos na Educação
VI Simpósio Paranaense de Espiritismo, no dia 27/05/03
Baseado em Palestra de J. Raul Teixeira

A mãe é a grande responsável pela formação do carácter do filho, seguida pelo pai, como co-participante dessa grande tarefa.

Por vezes, a mãe, investida da melhor das boas intenções comete equívocos na educação que poderão infelicitar sobremaneira o filho, a quem ama e deseja ver feliz.

Um desses equívocos é assumir a vida e os gostos da criança.

É ela que adoça o café ou o suco do filho; é ela que sabe do que ele gosta ou deixa de gostar.

É a mãe que responde quando alguém pergunta à criança se ela deseja isto ou aquilo.

É ela que escolhe roupas, calçados, conforme as cores e modelos que gosta, muitas vezes abafando os desejos do filho, quando este já tem idade para opinar.

E existem mães que criam seus filhos como se fossem mentalmente inválidos.

Embora não se duvide do amor que move essas atitudes, essas mães estão prejudicando sobremaneira a formação dos seus amores.

Isso porque a criança cresce sem se conhecer, porque a mãe é quem sabe tudo sobre ela.

Na fase da adolescência, os conflitos aumentam pois agora o filho já não aceita mais ser guiado pela mãe, mas submete-se, sem critérios, ao grupo com o qual passa a conviver.

Daí, se veste como os da sua "tribo", se comporta como o seu grupo estabelece, se caracteriza, enfim, como os demais.

Não tem gosto próprio, pois a mãe sempre decidiu tudo por ele.

A criança, que desde cedo aprendeu a ser passiva em tudo, agora não consegue se desenvencilhar dessa dependência perigosa.

Esse tipo de educação gera jovens sem opinião própria, sempre preocupados com o que os outros pensam ou dizem deles.

Continua...
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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 01, 2011 10:15 am

Continua...

São jovens sem iniciativa, sem senso crítico, sem opinião própria, sem maturidade, que estão sempre esperando que alguém lhes diga o que fazer e do que devem gostar ou desgostar.

Infelizmente essas falhas na educação infelicitam em vez de formar homens e mulheres aptos para gerir as próprias vidas de forma lúcida e coerente.

É por essa razão que moças se deixam iludir por promessas mirabolantes, como as feitas pelo maníaco do parque, que acenava com a possibilidade de fazê-las famosas, fotografando-as, nuas, no meio do mato.

Se essas moças tivessem discernimento e senso crítico, certamente não aceitariam tal convite, por ser destituído de fundamento.

Importante que mães e pais pensem com carinho a respeito da grande missão que lhes cabe como educadores e formadores de caracteres.

Importante se pensar em educar os filhos para que tenham autonomia no pensar e no agir, por si mesmos, e não sejam conduzidos como marionetes, sem direito a pensar nem assumir responsabilidades.

Importante que os pais atentem para essa questão e permitam que os filhos aprendam a se conhecer desde cedo.

A fazer algo que os faça sentirem-se úteis e valorizados.

Muito embora se tente combater o trabalho infantil dentro do lar, como se pequenas tarefas fossem prejudicar a infância, os pais conscientes sabem que se hoje têm os pés firmes no chão, é porque seus pais lhes colocaram responsabilidades sobre os ombros.

Você que é mãe ou pai, e ama seus filhos, pense nisso e avalie até que ponto não está tomando para si a vida deles.

E se perceber que está cometendo esse grande equívoco, não perca mais nenhum minuto.

Corrija o passo e ofereça ao seu filho a bendita oportunidade de crescer.

A educação deve promover o homem não apenas no meio social, mas prepará-lo para a vida essencial, que é realidade do ser imortal, filho da luz, que deve seguir, individualmente, seu caminho para a grande luz, que é o Criador.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 01, 2011 10:15 am

Perante a Criança
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Ver no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as direções.
Orientação da infância, profilaxia do futuro.
Solidarizar-se com os movimentos que digam respeito à assistência à criança, melhorando métodos e ampliando tarefas.

Educar os pequeninos é sublimar a Humanidade.
Colaborar decididamente na recuperação das crianças desajustadas e enfermas, pugnando pela diminuição da mortalidade infantil.
Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida.

Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena.
Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.

Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, colaborando de modo efectivo na implantação essencial da Verdade Eterna.

O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.
Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias.
A ordem significa artigo de lei para toda idade.

Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prémios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar-lhes a mente.

A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações.
Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.

A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.
Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença em actividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio através da oração e do passe magnético.

Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.
Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando secções e programas dedicados à criança em particular.

Sem boa semente, não há boa colheita.

"Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque deles é o reino de Deus."
Jesus. (LUCAS, 18:16.)

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 01, 2011 10:16 am

Amparo à Criança
Livro: Mais Luz
Batuíra & Francisco Cândido Xavier

Se nos propomos a edificar o futuro com o Cristo, é necessário auxiliar a criança.

Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar a criança.

Se buscamos sustentar a dignidade humana, abolindo a perturbação e imunizando o povo contra as calamidades da delinquência, é preciso proteger a criança.

Se anelamos a construção da Era Nova, na qual as criaturas entrelacem as mãos na verdadeira fraternidade, em bases de serviço e sublimação espiritual, é imprescindível socorrer a criança.

Entretanto convenhamos que os grandes malfeitores da Terra, os fazedores de guerras e os verdugos das nações;
via-de-regra, foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer privações na infância.

E ainda hoje os jovens transviados habitualmente procedem de climas domésticos em que a abastança material não lhes proporcionou ensejo a qualquer disciplina, pelo conforto excessivo.

Urge, pois, não só amparar a criança, mas educar a criança e induzí-la ao esforço de construção do mundo Melhor.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 01, 2011 10:16 am

Ante os Pequeninos
Livro: Sinal Verde - 14
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela.

Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento.

Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo facto de estar reiniciando o trabalho da reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala ou faz.

A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos agora.

Toda criança é um mundo espiritual em construcção ou reconstrucção, solicitando material digno a fim de consolidar-se.

Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles, dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.

A criança é um capítulo especial no livro do seu dia-a-dia.

Não tente transfigurar seus filhinhos em bibelôs, apaixonadamente guardados, porque são eles espíritos eternos, como acontece a nós, e chegará o dia em que despedaçarão perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.

Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de formação inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo que o serviço de reeducação dele, na essência, pertence aos pais ou aos responsáveis e não a você.

Se veio a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de pequeninos travessos, esqueça isso, reflectindo no amor e na consideração que você deve aos adultos que respondem por eles.

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Re: Nossas Crianças

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 01, 2011 10:17 am

Companheiros Mudos
Livro: Luz no Lar
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Com excelentes razões, mobilizas os talentos da palavra, a cada instante, permutando impressões com os outros.
Selecionas os melhores conceitos para os ouvidos de assembleias atentas.
Aconselhas o bem, plasmando terminologia adequada para a exaltação da virtude.

Estudas Filologia e Gramática, no culto à linguagem nobre.
Encontras a frase exata, no momento certo, em que externas determinado ponto de vista.
Sabes manejar o apontamento edificante, em família.

Leccionas disciplinas diversas.
Debates problemas sociais.
Analisas os sucessos diários.

Questionas serviços públicos.
Indiscutivelmente, o verbo é luz da vida, de que o próprio Jesus se valeu para legar-nos o Evangelho Renovador.

Entretanto, nesta nota simples, vimos rogar-te apoio e consolação para aqueles companheiros a quem a nossa destreza não consegue servir em sentido directo.

Comparecem, às centenas, aqui e ali...
Jazem famintos e não comentam a carência de pão.

Amargam dolorosa nudez e não reclamam contra o frio.
Experimentam agoniadas depressões morais, sem pedirem qualquer reconforto à ideia religiosa.

Sofrem prolongados suplícios orgânicos, incapazes de recorrer voluntariamente ao amparo da Medicina.

Pensa neles e, de coração enternecido, quanto puderes, oferece-lhes algo de teu amor, através da peça de roupa ou da xícara de leite, da poção medicamentosa ou do minuto de atenção e carinho, porque esses companheiros mudos e expectantes que nos rodeiam são as criancinhas necessitadas e padecentes que não podem falar.

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Re: Nossas Crianças

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