Paz e Perdão

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Re: Paz e Perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 10, 2011 11:12 am

Aprender a Perdoar
Livro: Renovando Atitudes
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

O ser humano, muito das vezes, confunde o "acto de perdoar" com a negação dos próprios sentimentos, emoções e anseios, reprimindo mágoas e usando supostamente o "perdão" como desculpa para fugir da realidade que, se assumida, poderia como conseqüência alterar uma vida de relacionamento.

Uma das ferramentas básicas para alcançar-nos o perdão real é mantermos a uma certa "distância psíquica" da pessoa-problema, ou das discussões, bem como dos diálogos mentais que giram de modo constante no nosso psiquismo, porque estamos engajados emocionalmente nesses envolvimentos neuróticos.

Ao desprendermo-nos mentalmente, passamos a usar de modo constructivo os poderes do nosso pensamento, evitando os "deveria ter falado ou agido" e eliminando de nossa produção imaginativa os acontecimentos infelizes e destructivos que ocorreram connosco.


Aprendendo a Perdoar
Livro: Renovando Atitudes
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

"Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando ele vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados."
(ESE, Cap. X, item 2).

Nosso conceito de perdão tanto pode facilitar quanto limitar nossa capacidade de perdoar.
Por possuirmos crenças negativas de que perdoar é "ser apático" com os erros alheios, ou mesmo, é aceitar de forma passiva tudo o que os outros nos fazem, é que supomos estar perdoando quando aceitamos agressões, abusos, manipulações e desrespeito ao nossos direitos e limites pessoais, como se nada tivesse acontecido.

Perdoar não é apoiar comportamentos que nos tragam dores físicas ou morais, não é fingir que tudo corre muito bem quando sabemos que tudo em nossa volta está em ruínas.

Perdoar não é "ser conivente" com as condutas inadequadas de parentes e amigos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do amor incondicional.

Portanto, é um "modo de viver".

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Paz e Perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 11, 2011 10:14 am

Aprendendo a Perdoar [3]
Livro: Renovando Atitudes
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

Em muitas ocasiões, elaboramos interpretações exageradas de suscetibilidade e caímos em impulsos estranhos e desequilibrados, que causam em nossa energia mental uma sobrecarga, fazendo com que o cansaço tome conta do cérebro.
A exaustão íntima é profunda.

A mente recheada de ideias desconexas dificulta o perdão, e somente desligando-nos da agressão ou do desrespeito ocorrido é que o pensamento sintoniza com as faixas da clareza e da nitidez, no processo denominado "renovação da atmosfera mental".

É factor imprescindível, ao "separar-nos" emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso "halo mental".

Método sempre eficaz, restaura-nos os sentimentos de paz e serenidade, propiciando-nos maior facilidade de harmonização interior.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Paz e Perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 11, 2011 10:15 am

Aprendendo a Perdoar - [4]
Livro: Renovando Atitudes
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

A qualidade do pensamento determina a "ideacção" constructiva ou negativa, isto é, somos arquitectos de verdadeiros "quadros mentais" que circulam sistematicamente em nossa própria órbita áurica.

Por nossa capacidade de "gerar imagens" ser fenomenal, é que essas mesmas criações nos fazem ficar presos em "monoidéias".
Desejaríamos tanto esquecer, mas somos forçados a lembrar, repetidas vezes, pelo fenómeno "produção/consequência".

Desligar-se ou desconectar-se não é um processo que nos torna incensíveis e frios, como criaturas totalmente impermeáveis à, ofensas e críticas e que vivem sempre numa atmosfera do tipo "ninguém mais vai me atingir ou machucar".

Desligar-se quer dizer deixar de alimentar-se das emoções alheias, desvinculando-se mentalmente dessas relações doentias de hipnoses magnéticas, de desforras de qualquer matiz ou de problemas que não podemos solucionar no momento.

Ao soltar-nos vibracionalmente desses contextos complexos, ao desatar-se desses fluidos que nos amarram a essas crises e conflitos existenciais, poderemos ter a grande chance de enxergar novas formas de resolver dificuldades com uma visão mais generalizada das coisas e de encontrar, cada vez mais, instrumentos adequados para desenvolvermos a nobre tarefa de nos compreender e de compreender os outros.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Paz e Perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 11, 2011 10:15 am

Aprendendo a Perdoar - [5]
Livro: Renovando Atitudes
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

Quando acreditamos que cada ser humano é capaz de resolver seus dramas e é responsável pelos seus feitos na vida, aceitamos fazer esse "distanciamento" mais facilmente, permitindo que ele seja e se comporte como queira, dando-nos também essa mesma liberdade.

Viver impondo certa "distânica psicológica" às pessoas e às coisas problemáticas, seja entes queridos difíceis, seja companheiros complicados, não significa que deixaremos de nos importar com eles, ou de amá-los ou de perdoar-lhes, mas sim que viveremos sem enlouquecer pela ânsia de tudo compreender, padecer, suportar e admitir.

Além do que, desligamento nos motiva ao perdão com maior facilidade, pelo grau de libertação mental, que nos induz a viver sintonizados em nossa própria vida e na plena afirmação positiva de que "tudo deverá tomar o curso certo, se minha mente estiver em serenidade".

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Re: Paz e Perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 11, 2011 10:15 am

Aprendendo a Perdoar - [6]
Livro: Renovando Atitudes
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

Compreendendo por fim que, ao promovermos "desconexão psicológica", teremos sempre mais habilidade e disponibilidade para perceber o processo que há por trás dos comportamentos agressivos, o que nos permitirá não reagir da maneira como o fazíamos, mas olhar "como é e como está sendo feito" nosso modo de nos relaccionar com os outros.

Isso nos leva, consequentemente, a começar a entender a "dinâmica do perdão".

Uma das mais eficientes técnicas de perdoar é retomar o vital contacto com nós mesmos, desligando-nos de toda e qualquer "intrusão mental", para logo em seguida buscar uma real empatia com as pessoas.

Deixamos de ser vítimas de forças fora de nosso controle para transformar-nos em pessoas que criam sua própria realidade de vida, baseadas não nas críticas e ofensas do mundo, mas na sua percepção da verdade e na vontade própria.

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Re: Paz e Perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 11, 2011 10:16 am

Amor e Perdão
Márcio Boaventura

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai."
Paulo. (Filipenses, 4:8.)

Verdadeiramente amar é nunca ter que perdoar, pois quem ama não se sente agredido por qualquer atitude do outro O amor, dessa forma, perdoa sempre, compreendendo o nível de evolução do outro.

As agressões que porventura recebamos daqueles a quem mais dedicamos amor e que nos ferem a alma, são oportunidades de testar o nosso sentimento, conhecendo-lhe a natureza.

Perdoar não é esquecer por esquecer.
E compreender e colocar-se no lugar do outro.
O amor para existir, diante da agressão a nós por parte de alguém que amamos, deve, antes de tudo, compreender, isto é, colocar-se também como alguém que poderia, nas mesmas circunstâncias, cometer o mesmo equívoco.

Ser perdoado, diante de nossas faltas para com o próximo, sem que ele nada exija, é oportunidade de aprender com o outro, como amar e viver em paz consigo mesmo.

A indignação é sentimento que, às vezes, se torna necessário diante da atitude descabida de alguém.
Tal indignação não deve assumir, porém, o carácter da agressão nem do revide, devendo portanto ser manifestada para que o outro perceba as consequências de seus actos.

Às vezes, por gostar de alguém de forma exagerada, perdoamos suas atitudes inadequadas para conosco e com outros, confundindo os sentimentos e desculpando quando cabia a repreensão necessária.
Perdão não significa conivência com o mal.

Atitudes como essas, isto é, perdoar e desculpar sem limites, incita o outro à prática do mesmo ato reprovável.
Isto não é amor, mas, submissão.

O exercício do perdão leva-nos à compreensão da qualidade do sentimento que temos para com alguém.
Quem perdoa está a um passo do amor ao outro.
Sua constância levará o indivíduo ao caminho da compreensão dos atos humanos e das relações interpessoais.

Nos processos obsessivos, onde os sentimentos se encontram desestabilizados, o perdão é instrumento fundamental para aqueles que ainda não sentiram o amor em seus corações.

O perdão da vítima ao algoz, colocados em condições de compartilharem os sentimentos nobres do amor fraternal.
Se alguém se interpõe em nosso caminho exigindo-nos atitudes contra nossa vontade, o melhor a fazer é seguir adiante, sem sintonizar com imposições descabidas.

O amor nos coloca entre aqueles aos quais cabe perdoar.
O componente da família que connosco se relaciona e com o qual não temos afinidade ou mesmo que sentimos certa aversão, é sempre alguém a quem temos que perdoar e amar em nosso próprio beneficio.
Sua presença em nossa vida é oportunidade de aprendizagem do amor e do perdão.

As atitudes de alguém, que nos merece o perdão, quando não nos sentimos inclinados a dá-lo, se reinterpretadas, nos ensinarão sobre nossas responsabilidades em suas causas.
Amar é atitude que nos ensina a perdoar a nós próprios.
Não nos culpemos em demasia.

Assumamos as responsabilidades sobre nossos actos, sem receio dos processos educativos que enfrentaremos.
Antes do efeito que sucede à causa, há a misericórdia divina em favor de todos nós.
Ela é o amor de Deus intercedendo em nosso favor.

A compreensão dos actos humanos requer percepção de nós mesmos.
Nada nem ninguém age fora dos limites de Deus.
Ele é amor para sempre.

Perdoar setenta vezes sete vezes cada tipo de falta cometida é exercício para a instalação do amor em definitivo em nós.

Necessitar do perdão divino para nossas faltas é assumir antecipadamente a culpa.
O perdão esperado é alcançado com o trabalho redentor em favor de si mesmo e da vida, amando sempre e construindo um mundo melhor.

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Re: Paz e Perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 11, 2011 10:17 am

Convite ao perdão

Francisco Cândido Xavier foi um homem que viveu semeando a palavra do Cristo.
Através das suas atitudes, pregou a paz e ensinou a caridade.
Sua vida foi um exemplo de conduta cristã.

Médium, viveu por noventa e dois anos, foi desprezado por muitos e durante sua vida sofreu ofensas e insultos, tendo passado imune a tudo.

Em uma de suas muitas frases que ficaram registadas, ele disse:
Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa que sofri, certamente objectivando, todas elas, o meu aprendizado.
E não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse.


Esta frase nos faz reflectir sobre a forma como agimos diante das ofensas que sofremos.
No quotidiano, nos deparamos com situações que põem à prova a nossa conduta.

São os olhares de desprezo ou de inveja.
As palavras que ferem, humilham, magoam.
As indelicadezas e os gestos que perturbam e ofendem.

São também as atitudes contínuas de omissão, de abandono dos deveres, ou de opressão, que acontecem entre irmãos, casais, pais e filhos, que vão se somando e se transformando em imensas mágoas.

É comum vermos famílias desestruturadas pelo cultivo da raiva, do rancor e da indelicadeza.
Enfim, vemos com frequência, relações se esvaindo pela ausência do perdão.
Seja qual for a gravidade do acto infeliz que nos atinja, enxerguemos o outro, que nos fere e magoa, como alguém que pode estar enfermo e precisando de ajuda.

E como escolhemos agir diante de quem nos ofende?
Quando procedemos da mesma forma que o outro, entrando na sua sintonia, revidando, seja com palavras ou com atitudes, estaremos deixando que o outro dite a nossa conduta.

Estaremos nos equiparando àquele que cometeu o gesto desequilibrado.
É certo que ficamos tristes quando alguém nos ofende, mas o que deveria mesmo nos entristecer, é quando somos nós os ofensores.

Trabalhar o perdão ao próximo, assim como o auto perdão, é um exercício diário que podemos nos propor.
Todos nós somos capazes de perdoar.

Não nos esqueçamos de que, por diversas vezes, nós é que desejamos ser perdoados.
Temos que começar relevando e perdoando as leves ofensas, para que estejamos preparados, quando nos depararmos com situações mais delicadas que nos exijam essa virtude.

Perdoar também é doar.
Ao perdoar estaremos doando entendimento, paciência, compreensão e o amor que purifica.
O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada.


Mas o perdão não é o esquecimento do facto.
Por vezes, torna-se difícil eliminar da memória uma atitude que tenha nos ferido.

Perdoar é cessar de ter raiva, é deixar de nutrir em nós o ressentimento pela pessoa que nos causou a dor ou o gesto infeliz que nos atingiu.
Perdoar acalma, liberta, traz paz e harmonia às nossas vidas.
O verdadeiro perdão é aquele que vem do coração e não dos lábios.

Façamo-nos hoje o convite para que deixemos que o perdão triunfe sobre a mágoa e o ressentimento.

Momento Espírita.

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