Os Defeitos

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Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 13, 2011 9:56 pm

A Ganância

Ganância é aquela ambição descontrolada e insaciável de querer sempre mais, sempre o melhor e sempre o maior quinhão.

A ganância apresenta os seus sintomas em todos os aspectos da vida humana.

Assim é que uma pessoa pode se revelar gananciosa do ponto de vista social - nunca se satisfaz com o que tem; nunca está contente com o que recebe e, se se tratar de uma partilha de bens, ela estará pronta a pisar sobre os direitos de quem quer que seja, para ficar em vantagem sobre os demais.

Mas também existem pessoas com forte ganância em relação ao apetite.
São capazes até de deixar alguém com fome, desde que se sirvam do melhor e em maior quantidade.

Algumas vezes exageram tanto que acabam por deixar no prato, grande parte do muito que serviram.

E o que dizer da ganância de poder?

Ganância de posição na escalada política, profissional e até religiosa.
"Os fins justificam os meios", dizem eles.

E a partir daí, tudo se torna válido na sua escalada:
calúnias, injúrias, denúncias infundadas, falso idealismo e mais uma infinidade de atitudes vis, praticadas como objectivo de com elas deixar livre um caminho através do qual possa se promover.

Grande parte dos infortúnios, da miséria e da desesperança em que vivem os povos tem a sua origem na ganância, na avidez e naquela cobiça que sempre requer conquistar algo mais.

Sobretudo, o que torna a situação ainda mais triste é que toda a pessoa gananciosa é cobiçosa e quase sempre também avara;
incapaz de estender a mão ao seu semelhante sofredor.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 13, 2011 9:56 pm

Hábitos Infelizes
Livro: Sinal Verde
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

* Usar pornografia ou palavrões, ainda que estejam supostamente na moda.
* Pespegar tapinhas ou cotucões a quem se dirija a palavra.
* Comentar desfavoravelmente a situação de qualquer pessoa.

* Estender boatos e entretecer conversações negativas.
* Falar aos gritos.
* Rir descontroladamente.

* Aplicar franquezas impiedosas a pretexto de honorificar a verdade.
* Escavar o passado alheio, prejudicando ou ferindo os outros.
* Fugir da limpeza.

* Queixar-se, por sistema, a propósito de tudo e de todos.
* Ignorar conveniências e direitos alheios.
* Fixar intencionalmente defeitos e cicatrizes do próximo.

* Irritar-se por bagatelas.
* Indagar de situações e ligações, cujo sentido não possamos penetrar.
* Desrespeitar as pessoas com perguntas desnecessárias.

* Contar piadas suscetíveis de machucar os sentimentos de quem ouve.
* Zombar dos circunstantes ou chicotear os ausentes.
* Analisar os problemas sexuais seja de quem seja.

* Deitar conhecimentos fora de lugar e condição, pelo prazer de exibir cultura e competência.
* Desprestigiar compromissos e horários.
* Viver sem método.

* Agitar-se a todo instante, comprometendo o serviço alheio e dificultando a execução dos deveres próprios.
* Contar vantagens, sob a desculpa de ser melhor que os demais.
* Gastar mais do que dispõe.

* Aguardar honrarias e privilégios.
* Não querer sofrer.
* Exigir o bem sem trabalho.

* Não saber aguentar injúrias ou críticas.
* Não procurar dominar-se, explodindo nos menores contratempos.
* Desacreditar serviços e instituições.

* Fugir de estudar.
* Deixar sempre para amanhã a obrigação que se pode cumprir hoje.
* Dramatizar doenças e dissabores.

* Discutir sem raciocinar.
* Desprezar adversários e endeusar amigos.
* Reclamar dos outros aquilo que nós próprios ainda não conseguimos fazer.

* Pedir apoio sem dar cooperação.
* Condenar os que não possam pensar por nossa cabeça.
* Aceitar deveres e largá-los sem consideração nos ombros alheios.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 13, 2011 9:57 pm

Frutos da Delinquência
Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

O delinquente deve sempre ser considerado um Espírito enfermo, padecendo injunções alienantes que o levam ao delito.

Não obstante, cumpre à sociedade o dever de ensejar-lhe a reeducação e o tratamento, quando colhido nas malhas da Lei.

Afastá-lo do convívio social, trabalhando pela sua reabilitação, a fim de que se transforme em cidadão útil, que contribua para o progresso da Humanidade, tanto quanto para a própria evolução moral, é dever impostergável daqueles que pautam a vida pelos códigos de ética e de dignidade.

Evitar-se aplicar no infrator os mesmos processos violentos de que ele usa para alcançar os seus objetivos malsãos, constitui uma atitude de civilidade e cultura superiores.

Impedir-se a usança de técnica da agressividade ou da corrupção, ou os métodos da punição física, da coerção moral, da lavagem cerebral, significa utilização da Justiça que se propõe a soerguer o infeliz, embora implicitamente aplicando-lhe as penalidades que funcionam como terapia retificadora e edificante.

O delinquente nem sempre se origina dos sórdidos guetos e favelas, onde fermenta o caldo de cultura da desagregação da personalidade, locais de fomento ao crime em razão dos factores sócio-morais e econômicos que constringem e alucinam os que ali se encontram, mas de muitas outras comunidades e lares dignamente constituídos.

Crimes repulsivos e hediondos, agressões revoltantes e homicídios dantescos, furtos e roubos acompanhados de estupros e lamentáveis perversidades, lutas físicas e chantagens impiedosas, lenocínios e viciações toxicômanas apresentam altas e alarmantes taxas de delinqüência que oram assolam a Terra e dizimam multidões em desespero...

Diante, no entanto, de delinquentes de tal jaez, tenta o amor fraternal, revidando-lhes a impiedade com a onda positiva de que o amor se faz portador.
No entanto, se o amor ainda não domina os teus sentimentos, a ponto de facultar-lhe a reação não-agressiva, unge-te de compaixão e a piedade diluirá a violência que te assoma, alcançando o infractor que te fere, apagando as marcas da mágoa que teimará por insculpir no teu íntimo o desejo de desforço.

Não são, porém delinquentes, somente aqueles que se armam de agressividade e, loucos, disseminam o medo, o crime brutal, aparvalhante.

Delinquem, também, os que exploram a ingenuidade dos jovens, arrojando-os nos antros da perdição;
os que usurpam as parcas moedas do povo, no comércio escorchante de mercadorias de primeira necessidade;

os profissionais liberais, que anestesiam a dignidade, falseando o juramento que fizeram de prometer servir e honrar o sacerdócio que abraçam, indiferentes, porém, aos problemas dos clientes, protelando suas soluções à custa de largas somas com que constroem sólidas fortunas, apesar de transitórias;

os que espalham ondas de inquietação, urdindo tramas que aliciam outros partidários de emoção afectada;
os que traiem os afectos que lhes dedicam confiança e respeito;
os maus administradores, que malversam os valores públicos e deles se utilizam a benefício próprio, dos seus êmulos e pares;

os que conspiram, à socapa, contra as obras de benemerência e amor;
e muitos, muitos outros que são arrolados como dignos de bom conceito e que, certamente, não cairão incursos nas legislações humanas, porque disfarçados de homens probos, bem aceitos e acatados...

Eles, todavia, sabem das próprias culpas, que dissimulam com habilidade.

A consciência despertará, por mais se demore em conivência com a má aplicação dos recursos da inteligência e da saúde de que se fazem dotados.

Não lograrão fugir de si mesmos, nem se liberarão dos conflitos que se lhes instalaram na alma.

Resguarda-te do contágio da delinquência, preservando os teus valores morais, mesmo que sejam de pequena monta;
a tua posição social, embora não tenha realce público;
a tua situação econômica, apesar de caracterizada pela pobreza;

as tuas aspirações, mesmo que de pequeno porte, ligando-te em pensamento, ao compromisso do bem, que se irradia do Cristo, que programou para o homem e a Terra, em nome do Pai, a felicidade e a harmonia, através de métodos de dignificação, únicos, aliás, que compensam em profundidade e perenemente.

Os frutos da delinquência são a loucura de largo porte, o sofrimento sem conforto, o suicídio, a morte violenta, nefasta.

Vive, desse modo, as directrizes do Evangelho e nunca te esqueças que, ao defrontares um delinquente, seja em qual circunstância for, será muito melhor ser-lhe a vítima do que seu algoz, conforme o próprio Mestre nos ensinou com o exemplo na Cruz.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 13, 2011 9:57 pm

Dependência
Livro: Lições da Vida
Irmão José & Carlos Baccelli

Não dependamos emocionalmente de ninguém.

Todos somos interdependentes, no entanto, cada qual tem o direito de efectuar as suas próprias escolhas.
Quem depende psiquicamente de uma outra pessoa para viver está doente, reclamando, por isto mesmo, inadiável tratamento.

Não escravizemos ninguém às nossas idéias e ao nosso modo de ser, tanto quanto não nos permitamos nos escravizar, a ponto de nos anularmos em nossa própria vontade.

Todo excesso no campo afectivo, a pretexto de amor, é simples posse, paixão disfarçada gerando desequilíbrio.
O pensamento fixo que nos ocupa a cabeça é sinal evidente de que algo não está bem connosco e carecemos de reconhecer isto, se não quisermos nos precipitar em abismos de maiores sofrimentos.

Ninguém deve entregar-se totalmente a alguém, a não ser a Deus!
Todos somos afectivamente carentes, mas não nos prevaleçamos disto para inspirar piedade a nosso respeito ou realizar chantagens emocionais.

Quem se doa aos outros, sem pensar em si, receberá de volta o que necessita na medida exacta do que houver cedido.
Embora as nossas ligações cármicas, saibamos que não somos de todo insubstituíveis no carinho de quem quer que seja.

Sempre ser-nos-á possível encontrar alguém na estrada do destino que, não sendo necessariamente quem imaginamos, poderá nos surpreender como o agente da felicidade que esperamos.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 13, 2011 9:58 pm

O Ciúme
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A presença do ciúme no teu comportamento é sinal de desequilíbrio.

O ciúme jamais será o sal temperando o amor.

Desconfiança e insegurança significam a manifestação do ciúme.

Quando ele se introduz na afectividade altera a paisagem dando surgimento a pesadelos e perturbações prejudiciais.

Supera as insinuações ciumentas na tua conduta, amando com tranquilidade e confiando em paz.

Se a pessoa amada não corresponder à expectativa, segue adiante, porque prejuízo é dela.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 13, 2011 9:58 pm

A Animosidade
Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Viceja, ao lado da simpatia, no sentimento humano, a animosidade.

Reacção psíquica, vinculada a vários factores, atormenta a quem lhe padece o cerco e aflige a quem se lhe faz vítima, conduzindo-a na alma.

Pode originar-se na competição inconsciente, quanto na inveja dissimulada, imiscuindo-se em várias expressões do comportamento, que envenena, a cada passo.

Toma a si a tarefa malsã de fiscal impenitente, perseguindo, à socapa, no disfarce da maledicência constante ou da crítica mordaz, não raro investindo com rigor em constante acusação.

Não desculpa os que lhe caem sob o talante, quando estes erram, nem permite que eles acertem, seguindo em paz.

Ante a atitude corrceta, dissemina a dúvida;
em face do erro agride, insensata, quando de todos é o dever de ajudar.

Nunca te subordines às suas amarras.
Jamais a apliques contra alguém.

A animosidade é factor de desequilíbrio, sendo, já, manifestação alienadora.
Se sentes as suas farpas, arrojadas por alguém que te antipatiza, luta para não revidar à agressão.

Não te deixes sintonizar nas faixas mentias em que se demoram os que se te apresentam animosos.
Procura ser gentil com eles, sem que te atormentes por conquistá-los.

Eles estão contra ti, impedindo-se cordialidade para contigo.
Não intentes vencê-los no tentame, a fim de que não te detenhas com eles.

Usa da afabilidade sem ser pusilânime.
O tempo logrará despertá-los, conduzindo-os correctamente.

Ninguém pretenda a simpatia geral.

Sempre há alguém que postula noutros conhecimento, comportando-se de forma diversa ou que prefere, simplesmente, a atitude contrária.
Mesmo nas fileiras dos ideais que esposas, defronta-los-ás.

Alguns não se dão conta que estão tele-dirigidos por outras mentes atormentadas, interessadas no programa do divisionalismo, da perturbação.
Prossegue, porém, no teu caminho, vinculado ao compromisso que abraças, sem valorizar em demasia a animosidade.

Se souberes retirar a parte melhor do problema, a antipatia deles te ajudará a errar menos, porque, perseguido e vigiado, procurarás produzir com mais estímulo para o bem e para melhor.

A Sócrates, os adversários deram o vaso de cicuta, não porque ele necessitasse de punição, mas, porque não o podiam submeter aos seus caprichos.

A Jesus, que também não se furtou à animosidade da sua época nem dos seus contemporâneos, ofereceram a cruz, numa tentativa de aniquilá-lO, sem, no entanto, perceberem que a trave horizontal fora transformada em asa de vitória, e a vertical em apoio para todos os ideais de enobrecimento da Humanidade, como símbolo de perene vitória para quem almeja a glória espiritual.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 14, 2011 9:47 pm

Ansiedade
Livro: Pão Nosso
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós".
(I Pedro, 5:7).

As ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra.

Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as possibilidades contra si.

Opondo-se às inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em todos os sectores do caminho humano.

Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.

Se a criatura refletisse mais sensatamente reconheceria o conteúdo de serviço que os momentos de cada dia lhe podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimônios próprios.

Indubitável que as paisagens se modificarão incessantemente, compelindo-nos a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inadequada, na alegria ou na dor; contudo, representa impositivo da lei a nossa obrigação de prosseguir diariamente, na direcção do bem.

A ansiedade tentará violentar corações generosos, porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas de solução difícil;
entretanto, não nos esqueçamos da receita de Pedro.

Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós.

Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com perseverança, disciplinar-se para a união com os planos superiores, insistir por sintonizar-se com as esferas mais altas.

Não olvides, porém, que a ansiedade precede sempre a acção de cair.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 14, 2011 9:48 pm

A Ingratidão
Livro: Optimismo
Joanna de Ângelis & Divaldo Franco

Sob qualquer aspecto considerada, a ingratidão é sempre um estado de inferioridade daquele que a cultiva.

Resquício da barbárie, ela fere os sentimentos e estiola as promessas de desenvolvimento do bem nas almas frágeis que lhe sofrem o guante do primarismo.

O ingrato encontra-se enfermo, mascarando a doença com a rebeldia ou anestesiando-se nos vapores da fatuidade de que se reveste, para um posterior despertamento em situação lamentável de abandono e quebrantamento.

O egoísmo é, sem dúvida, o fomentador pérfido da ingratidão, desde que inspira merecimento quer a criatura não possui, mas exibe, perturbando-se na avaliação dos valores da personalidade.

Os que deixam seduzir pelas artimanhas dessa inferioridade latente, que deve ser vencida a penates de sacrifício, vigilância e acção correcta na fraternidade, sabem conquistar favores para logo depois arrefecerem a gentileza sob a indiferença mórbida em que terminam por deixar-se intoxicar.

Há, no entanto, no esquema da ingratidão, uma forma que se faz mais brutal, caracterizada pela crueldades defluente da insensatez perversa: a dos filhos para com os pais!

A insolência do filho ingrato, que se atira sobre os pais indefesos que lhe sofrem a peçonha e a agressividade, é dos mais graves comprometimentos que o espírito encarnado assume para o futuro ressarcimento doloroso.

Arrojar na face dos progenitores palavras de acusação e esbordoá-los com manoplas ígneas, constitui loucura em começo tomando curso para mais lamentáveis desequilíbrios.

A petulância e o atrevimento do filho ingrato, no desrespeito a quem lhe concedeu a forma física, o carinho, as horas insones como as da ansiedade durante os anos primeiros, ferem fundo, abrindo porém, os abismos em que mais tarde tombam esses desassisados.

Os filhos ingratos são o fruto doente da existência em que fracassam as esperanças deles próprios, porquanto, mesmo que triunfem na aparência, corroem-se na neurose interior de que se não conseguem libertar...

Pais sofridos e macerados por filhos ingratos, amai e orai mais por esses Espíritos doentes que se refugiaram no vosso coração, mediante formas que lhes emprestastes, e que eles não souberam valorizar.

A ingratidão que vos doam e por vós aceita sem mágoa nem rancor, será, mais tarde, a estrela polar do vosso caminho, quando vencido o trâmite carnal.

Prossegui confiantes e entregai-os, sem angústia, a Deus, Pai de todos nós, que, pacientemente nos tem esperado no curso dos milénios.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 14, 2011 9:48 pm

Estranho Amor
Livro: Conviver e Melhorar - 21
Lourdes Catherine & Francisco do Espírito Santo Neto

Factores limitantes:
Meu garotinho é muito apegado a mim.
Todas as vezes que vamos ao Centro Espírita, ele não consegue ficar nas aulas de evangelização infantil.
Tem verdadeira aversão aos alunos e às professoras.

Agarra-se em minhas mãos, chora muito e toma atitudes de teimo­sia e agressividade.
Insiste em dormir em minha cama, e é raro passar uma noite inteira dormindo tranquilamente.
Tem medo do escuro e de vultos andando pela casa.

É um menino sensível e de bom coração, todavia, depois desses últimos acontecimentos, tenho-me preocupado muito.
Temo que ele esteja sendo envolvido por vibrações perturbadoras.

O que preciso fazer para livrá-lo dessas más influências?

Expandindo nossos horizontes:
Na mitologia clássica, cada flor era encarada como uma dádiva dos deuses, uma obra divina do Olimpo.
Assim, Narciso era uma flor que correspondia à metamorfose de um belo jovem com esse mesmo nome.
Filho da ninfa Liríope e do deus fluvial Cefiso, era dotado de extraordinária beleza.

Ao nascer, um vidente profetizou que ele viveria muito tempo se jamais se desse conta de sua beleza.
Um dia, porém, caçando em uma extensa floresta, se aproxima de um lago límpido a fim de aliviar a sede.
Vê sua imagem reflectida nas águas e por ela se enamora, vivendo obstinada fascinação.

Deitado no solo, contempla fixo o lago que espelha sua face.
Imóvel dia e noite, é incapaz de afastar-se;
fica perdidamente apaixonado por si mesmo.

O jovem deixa de alimentar-se, de dormir, de saciar a sede e vai se consumindo na melancolia de um amor impossível.
Quantas vezes em vão mergulha os braços nas águas para abraçar aquela figura admirada.
A mesma ilusão que lhe en­gana os olhos aumenta sua paixão ardente.

Depois de morto, os deuses tiveram compaixão dele e o transformaram em uma delicada flor de miolo amarelo rodeado de pétalas brancas;
flores que sempre nasceriam às margens das lagoas em memória desse jovem tão infeliz.

Continua...
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 14, 2011 9:49 pm

Continua...

Numerosos foram os pintores e os escritores que se utili­zaram da figura mística de Narciso.
Também para muitos estudiosos do comportamento humano, ele passou a representar as tendências ao egocentrismo existentes no ser humano.

Narciso, na verdade, não estava enamorado de si mesmo, mas de sua imagem.
O processo ocorre de maneira idêntica nos pais narcisistas.
Para eles o filho é sua própria imagem projectada.

A expressão do amor materno é um impulso natural, desprovido de qualquer interesse egoístico.
Esse instinto de proteção surge ante a fragilidade do bebê, ainda incapaz de prover sua sobrevivência.

Contudo, grande parte das mães continua se relacionando com os filhos crescidos como se fossem eternas criancinhas.

Inconscientemente, crêem que eles são ainda parte delas próprias, como realmente o foram quando estavam no ventre.

Assim acreditando, criam condições negativas ao desenvolvimento íntimo deles, prejudicando-lhes a mentalidade quanto ao uso da livre escolha.

Estão constantemente interferindo, ordenando e criticando de maneira possessivamente dócil.

A criança, a quem foi permitida a possibilidade de errar para buscar experiências e, mais tarde, colher os frutos da segurança, se tornará uma personalidade sadia e confiante em si mesma.
Toda ascensão exige actividade.
Não há lição sem preço.

Você deve conceder liberdade a seu filho, obviamente levando em conta sua faixa etária, para que ele não corra risco ou prejuízo em sua vida física, psíquica e social.

Mesmo sem perceber, você pode estar afastando seu filho dos testes do mundo;
por isso ele está nessa situação constrangedora, desenvolvendo o medo e uma extrema dependência de tudo.

As crianças são muito sensíveis às energias do ambiente doméstico.
Quando elas manifestam dificuldades e problemas, na maioria das vezes estão apenas reflectindo os comportamentos familiares.

Ao recomendar-lhe que dê liberdade a seu filho, não estou me referindo ao acto de mimar, à falta de controle, à ausência de limites.

Tampouco que o entregue à própria sorte, mas que o ensi­ne a pensar para tomar decisões e tecer os fios de sua felicidade.

Continua...
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 14, 2011 9:50 pm

Continua...

Certos pais não transmitem a necessária confiança e apoio a seus filhos, pois não reconhecem nem respeitam sua individualidade.

Dificultam, assim, o relacionamento deles com outras crianças no ambiente social.
Essas atitudes de superproteção os mantêm presos a laços invisíveis, bloqueando-lhes o anseio de liberdade infantil.

Pais que pensam por suas crianças, como se elas fossem destituídas de inteligência, não se desenvolveram a ponto de reconhecer a existência independente de uma outra pessoa.

Acreditam que os filhos têm sua mesma intenção, querer e propósito, permanecendo durante anos, ainda quando eles se tornam adultos, na mesma expectativa de que deverão estar sempre a postos para suprir todas as necessidades filiais.

Crises, infortúnios e dissabores são medidas de socorro com que os Céus amparam as criaturas.

As nódoas da vida e os percalços do caminho, hoje, poderão parecer trevas, mas, amanhã, serão suas luzes.
Portanto, modifique essa sua atitude;
excesso de zelo prejudica ao invés de beneficiar.

Deus a todos ama e abençoa, nunca desampara e não esquece ninguém.
Não sufoque os outros;
ao contrário, coopere e incentive.

O narcisista supervaloriza seu próprio mundo e acredita que o mundo do outro é dele.
É incapaz de afastar-se de sua imagem, ficando completamente perdido na contemplação de si mesmo.
O narcisismo dos pais é uma fascinação por si mesmos reflectida nos filhos.
Sou especial e, portanto, devo tratar e proteger meu filho especialmente.

A criança, à medida que se vai tornando adulta, não precisa tanto das mães para suprirem suas necessidades corriqueiras;
mas carecem de sua presença colaboradora e amiga a seu lado.

A insegurança de seu filho é a causa primordial e atractiva dessas influências perturbadoras.

Comece a exercitá-lo para sentir-se independente e para participar de forma activa dentro do próprio lar, e mostre-lhe as limitações naturais de sua liberdade, procurando, no entanto, distingui-la dos caprichos e dos desejos infantis.

Possessividade é um estranho amor que machuca a alma com rudeza.
Da vida tira a alegria e dos olhos muito pranto.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 15, 2011 10:21 pm

A Mágoa
Livro: Florações Evangélicas
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.

A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.
Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.

De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engedrando cânceres morais irreversíveis.

Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destructivo.

A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.

Borra sórdida, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.
Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento.

Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...

O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento.
Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.

Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.

Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz.
O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.

Aquele que te persegue sofre desequilíbrios que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.
Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.

Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.

Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.

Se já registas a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas.

Instado às paisagens inferiores, ascendo na direcção do bem.
Malsinado pela incompreensão, desculpa.
Ferido nos melhores brios, perdoa.

Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela:
amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.

"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas".
Marcos: 11-25.

"Não sou feliz!
A felicidade não foi feita para mim!"
exclama geralmente o homem em todas as posições sociais.

Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes:
"A felicidade não é deste mundo".
Cap.V - Item 20.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 15, 2011 10:21 pm

A Mágoa [2]
Livro: Episódios Diários
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

À semelhança de ácido que corrói a superfície na qual se encontra, a mágoa desgasta, a pouco, as peças delicadas das engrenagens orgânicas do homem, destrambelhando-lhe os equipamentos muito delicados da organização psíquica.

A mágoa é conselheira impiedosa e artesã de males cujos efeitos são imprevisíveis.

Penetra no âmago do ser e envenena-o, impedindo-lhe o recebimento dos socorros do optimismo, da esperança e da boa vontade em relação aos factores que o maceram.

Instalando-se, arma a sua vítima de impiedade e rancor, levando-a a atitudes desesperadas, desde que lhe satisfaça a programação vil.

Exala amargura e desconforto, expulsando as pessoas que intentam contribuir para a mudança de estado, graças às altas cargas vibratórias negativas, que exteriorizam mau humor e azedume.

Quem acumula mágoas, colecciona lixo mental.

§.§.§

A Cobiça
Livro: Vida Feliz - 179
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Francor

A cobiça dos bens alheios é um mal que se generaliza.

Lentamente, as pessoas se apresentam insatisfeitas, cobiçando os pertences que não possuem e de que não têm real necessidade.

Se cada um bastar-se com os recursos de que dispõe, a vida se tornaria mais rica de beleza e de experiências.

Há uma falsa proposta de felicidade muito propalada nestes dias, que chamaremos a posse mesmista.

Todo mundo deseja as mesmas coisas que o próximo possui, e a imitação das fantasias e quimeras produzidas pela imaginação passou a ser meta a alcançar-se.

Quem não consegue o mesmismo, considera-se rejeitado, infeliz.

Não cobices nada de ninguém.

Realiza-te em ti mesmo e frui de paz.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 15, 2011 10:22 pm

Companheiros Hipócritas
Livro: Conviver e Melhorar - 38
Batuíra & Francisco do Espírito Santo Neto

"E ficaram de espreita.
Enviaram espiões que se fingiram de justos, para surpreendê-lo em alguma palavra sua..."
(Lucas, 20:20).

Diz um antigo provérbio:
"Não há nada de nobre em ser superior a outro homem.
A verdadeira nobreza está em ser superior ao que eras anteriormente".

Na realidade, a maioria das pessoas bem-sucedidas na organização da Casa Espírita não pensa em competição, mas constantemente se perguntam:
"Estou mais próximo de minha meta hoje do que estava ontem?
Estou melhorando?
Como posso me aproximar de meus objectivos?".

A melhoria da qualidade de uma instituição não está no espírito competitivo, mas na convicção e no desempenho dos associados e na qualidade de seus processos criativos.

Os companheiros que se fixam em si mesmos ou em seus próprios interesses acabam desprestigiando o grupo, por serem incapazes de ver além do seu proveito pessoal.
Dessa forma, os projectos de acção no bem não transcendem o imediatismo egoístico da evidência individualista.

No serviço cristão, onde engrossamos as fileiras do bem, todos somos candidatos à renovação de nossas almas.
Nesse labor iluminado, Jesus Cristo comanda nossos passos na evolução.

Entretanto, onde há trabalho há antagonismo, mas para que alguém avalie com certeza e critique produtivamente a respeito determinada empreitada, precisa relacionar a quantidade do tempo de serviço vivenciado dentro dela.

Na ânsia de comandar e dirigir, mas desgostosos por sua incapacidade para tal, muitos companheiros consolam-se atirando pedras para amenizar sua vaidade ferida.

Fomentam armadilhas sondando os insatisfeitos e inconformados, formam grupetos e, como os antigos hebreus, que escolhiam uma cabra do rebanho e sobre ela lançavam seus pecados para que os carregasse, assim também hoje em dia a artimanha do bode expiatório funciona de forma análoga em muitas circunstâncias na equipe de trabalho assistencial cristão.

Muitos se atiram contra os obreiros que não acatam seu comando particular, agridem os companheiros que não seguem seu catálogo pessoal e só cooperam do cume da montanha para a base.

Geralmente, a falsidade e a adversidade, a deserção e a amargura não nascem de nossos rivais conhecidos, mas justamente daqueles que durante anos se nutriram connosco do mesmo pão e nas mesmas fontes da existência.

Os maiores ataques não partem de meios estranhos, mas sim do ambiente mais íntimo, onde a crítica áspera e a inveja, a imprudência e a ingratidão invadem a mente daqueles que convivem connosco no quotidiano.
O opositor mais pernicioso é sempre o amigo desajustado.

Lealdade é uma via de mão dupla.
Se usarmos de engodo e astúcia para com nossos companheiros de ideal, certamente encontraremos dentro em breve tudo isso nos caminhos da vida.

Não devemos estranhar o assédio desses irmãos transviados, se planejamos, perseverantemente, servir na Seara do Cristo.

Investirão no trabalho, acusando-nos de repressores;
criticarão nossas realizações, nomeando-nos de orgulhosos; censurarão nossas interpretações evangélicas, chamando-nos de fascinados;
escutarão nossas palavras de afectividade, ironizando sempre.

Não hesitemos, porém, diante do serviço do bem.
Mesmo entre vibrações antagónicas, continuemos a aperfeiçoar a qualidade do serviço, tomar iniciativa e estabelecer limites com responsabilidade.
Lembremo-nos de que, ante desavenças e dissensões, o tempo sempre será o mais salutar dos remédios.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 15, 2011 10:23 pm

Presunção
Livro: Conviver e Melhorar - 10
Lourdes Catherine & Francisco do Espírito Santo Neto

Factores limitantes:

Sou um militante espírita há longo tempo.
No momento, estou bastante preocupado em saber quando as pessoas assimilarão o significado verdadeiro de minhas palestras, obras e ideais.
Fico apreensivo sobre quem e quantos irão compreender o trabalho que realizo junto à Espiritualidade.

Sinto que nem todos conseguem reconhecer os sacrifícios que faço para concretizar essa árdua tarefa.
Isso me aborrece muito!

Quando receberei a aprovação que tanto espero?

Expandindo nossos horizontes:

Algumas pessoas passam um tempo enorme examinando a impressão que causam seu comportamento, trabalho e palavras, e avaliando, sempre ansiosas, como o seu desempenho afectará os ouvintes ou companheiros de ideal.

Ninguém está excluído do processo de aprender e crescer espiritualmente, pois a Vida Primorosa conduz cada alma de acordo com suas necessidades e exigências interiores.

O homem aprende, reaprende ou desaprende infinitamente.
Quem quiser instruir-se, instruir-se-á. A aprendizagem ocorrerá através do meio mais adequado, conforme sua realidade pessoal e no momento apropriado, considerando sempre a receptividade e disposição íntima de cada um para captar a experiência.

O sono físico tem diversos graus de profundidade; de forma parecida também acontece com o sono espiritual.
O grau de importância ou interesse que se dá às coisas corresponde ao nível de lucidez ou despertamento da criatura.

O que lhe chama atenção ou o que o atrai são suas aspirações interiores.
De nada adianta abarrotar exaustivamente sua mente com episódios e narrativas, sem levar em conta sua intimidade evolutiva.

As coisas acontecem entre você e seu público, se assim poderíamos dizer.
Há certos semblantes num auditório que sobressaem e certas almas que se destacam pela sua vibração.

Elas o tocam e você as toca;
houve entre vocês perfeita sintonia.

A alma é o reflexo da Vida Mais Alta, e o olhar o reflexo da própria alma.

Se você conseguir que apenas uma criatura assimile a mensagem cristã e desperte para o bem, isso já será suficiente e gratificante para que possa continuar com tudo aquilo que está realizando e desenvolvendo.

Continua...
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 15, 2011 10:23 pm

Continua...

Há homens presunçosos que se acreditam geniais;
a vaidade é uma paixão muito exigente.

Não se deve esperar, em hipótese alguma, admiração ou reconhecimento pelos feitos pessoais ou realizações colectivas.
Você pode, sim, se considerar um educador, mas deve averiguar o sentido desse vocábulo.

Derivado do latim, educare significa auxiliar, conduzir, possibilitar.
É isso que o professor faz no processo de desenvolvimento das faculdades intelectuais e morais de seus discípulos, incentivando-os a cultivá-las e aprimorá-las, sem a presunção, no entanto, de que terá sido ele o realizador efectivo da aprendizagem.

Não são os sucessos e os resultados exteriores, nem a aceitabilidade social e religiosa que deve sensibilizá-lo, mas o aspecto interior de seus actos e acções.

Lembre-se de que aprovação também é uma forma de julgamento.
Quando se aprova alguém, se faz dele um julgamento positivo e, a partir desse momento, ele passa a não ter mais descanso, buscando sempre um empenho maior e uma actuação impecável.

A mesma flor que hoje você recolheu do jardim lhe sorri exuberante;
amanhã, porém, estará sem viço e expirando.

Tomemos cuidado com as aprovações;
elas podem ser retiradas a qualquer momento.

É preciso que você considere o que quer realmente:
que os outros se sintam bem e cresçam verdadeiramente, ou publicidade que o enquadre no rol de pessoas espiritualmente maravilhosas.

Os que têm grande pressa de ser entendidos são, na verdade, aqueles que ainda não perceberam o valor do seu próprio trabalho, e anseiam realizar-se contando com o afã de que todos os compreendam completamente.

Não deseje ser um centro das atenções, mas dê atenção à energia divina, que lhe dá força e segurança.
O egocentrismo dispersa sua vitalidade e o afasta da realização de sua jornada interior.

As verónicas crescem com naturalidade nas margens dos lagos e rios.

Entrelaçam-se entre as cercas feitas de arbustos ou de estacas de madeira e cobrem na primavera as campinas verdejantes com suas flores azul-reluzentes.
Para florescer, elas jamais esperam a presença de alguém por perto para admirá-las ou apreciá-las.

Cumprem seu destino na Terra, fazendo espontaneamente o que devem fazer.

Na sua existência faça aquilo que há de melhor em você e entregue o produto de seu trabalho nas mãos dAquele que sabe o que fazer com esse resultado.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 16, 2011 11:04 pm

Quando o Pessimismo nos invade
Livro: Espírito e Vida
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Não reclames do filho aquilo que ele ainda não te pode dar.

Ele é filho do Criador, quanto nós mesmos. Ninguém se faz amado através da exigência.

Dá tudo! Aqueles que desejamos ajudar ou salvar nem sempre conseguem compreender, de pronto, o sentido de nossas palavras, mas podem ser inclinados ou arrastados à renovação por nossos actos e exemplos.

Em muitas ocasiões, na Terra, somos esquecidos e humilhados por aqueles a quem nos devotamos, mas, se soubermos perseverar na abnegação, acendemos no próprio espírito o abençoado lume com que clareamos a estrada, além do sepulcro!...

Tudo passa no mundo...
Os gritos da mocidade menos constructiva transformam-se em música de meditação na velhice!

Ampara teu filho que é também teu irmão na Eternidade, mas não te proponhas escravizá-lo ao teu modo de ser!

Monstruosa seria a árvore que se pusesse a devorar o próprio fruto;
condenável seria a fonte que tragasse as próprias águas!

Os que amam, sustentam a vida e nela transitam como heróis, mas os que desejam ser amados não passam muitas vezes de tiranos cruéis...

Levanta-te!
Ainda não sorvestes todo o cálice.
Além disso, Jesus espera por ti...

Os que lhe batem à porta, consternados e desiludidos, são teus familiares igualmente...
Esses velhos abandonados que te procuram tiveram também pais que os adoravam e filhos que lhes dilaceraram o coração...

Esses doentes que apelam para a tua capacidade de auxiliar conheceram, de perto a meninice e a graça, a beleza e a juventude!...

Tuas dores, não são únicas.
E o sofrimento é a forja purificadora, onde iras perder o peso das paixões inferiores, a fim de te alçar à vida mais alta...
Quase sempre é na câmara escura da adversidade que percebemos os raios da Inspiração Divina, porque a saciedade terrestre costuma anestesiar-nos o espírito...

Procura teu filho, com a lâmpada acesa do amor, nos filhos alheios, e o Senhor abençoarte-a, convertendo-te a amargura em paz do coração...
Ergue-te e aguarda de pé a luta dentro da qual reeducarás aqueles que mais amas...

Não te rendas ao sopro frio do infortúnio, nem creias no poder do cansaço...

Que seria de nós se Jesus, entediado de nossos erros, se entregasse à fadiga inútil?

Ainda que o corpo se recolha às transformações da morte, mantém-te firme na fé e no optimismo...
O túmulo é a penetração na luz de novo dia para quantos lhe atravessam a noite com a visão da esperança e do trabalho.

Não aguardes por agora, senão renúncia e sacrifício...
Jesus até hoje não foi compreendido, mesmo por muitos que se dizem seus seguidores.

Auxilia, perdoa e espera!...
As vitórias supremas do espírito brilham além da carne.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 16, 2011 11:05 pm

Culpa e Consciência
Livro: Momentos de Consciência
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A culpa surge como forma de catarse necessária para a libertação de conflitos.

Encontra-se insculpida nos alicerces do espírito e manifesta-se em expressão consciente ou através de complexos mecanismos de autocpunição inconsciente.

Suas raízes podem estar fixadas no pretérito – erros e crimes ocultos que não foram justiçados – ou em passado próximo, nas acções da extravagância ou da delinqüência.

Geradora de graves distúrbios, a culpa deve ser liberada, a fim de que os seus danos desapareçam.

Arrepender-se de comportamentos equivocados, de práticas mesquinhas, egoísticas e arbitrárias é perfeitamente normal.
A sustentação, porém, do arrependimento, além de ser inoperante, apenas proporciona prejuízos que respondem por numerosos conflitos da personalidade.

O arrependimento tem como finalidade dar a perceber a dimensão do delito, do gravame, de modo que o indivíduo se conscientize do que praticou, formulando propósitos de não-reincidência.
A permanência na sua análise, a discussão íntima em torno do que deveria, ou não, ter feito naquela ocasião, transforma-se em cravo perturbador fincado no painel da consciência.

Há pessoas que se atormentam com a culpa do que não fizeram, lamentando não haverem fruído tudo quanto o momento passado lhes proporcionou.
Outras, amarguram-se pela utilização indevida ou pelo uso inadequado da oportunidade, todas, no entanto, prosseguindo em acção negativa.

Seja o que for que fizeste, ou deixaste de fazer, a recordação, em culpa, daqueles instante, de maneira alguma te ajudará.

Não poderás apagar o erro lamentando-o, por mais te demores nesta atitude, tampouco experimentarás recompensa reter-te na lembrança do que poderias Ter feito e deixaste de realizar.
A aparente compensação que experimentes, enquanto assim permaneças, é neurótica, pois que voltarás às mesmas reminiscências que se transformarão em cáustico mental no futuro.

Tudo quanto invistas para anular o passado, removê-lo ou deixá-lo à margem, será inútil.
O que está feito ou aquilo que ficou para realizar, constituem experiências para futuras condutas.
Águas passadas não movem moinhos – afirma o brocardo popular, com sabedoria.

As lembranças negativas entorpecem o entusiasmo para as ações edificantes, únicas portadoras de esperança para a liberação da culpa.
Há pequenas culpas que resultam da educação deficiente, neurótica, do lar, igualmente perturbadoras, mas de pequena monta.

A existência terrena é ensejo de nova ação propiciadora de crescimento, de conhecimento, de conquista.
Saber utilizá-lo é desafio para a criatura que anela por novas realizações.

Desse modo, quem se detém nas sombrias paisagens da culpa ainda não descobriu a consciência da própria responsabilidade perante a vida, negando-se a bênção da libertação.

De alguma forma, que cultiva culpa, não deseja libertar-se, em tal postura comprazendo-se irresponsavelmente.
Sai da forma do arrependimento e age de maneira correta, edificante.
Reabilita-te do erro, através de acções novas que representem o teu actual estado de alma.

Detém a onda dos efeitos perniciosos com a diluição deles nas novas fronteiras do bem.
A soma das tuas acções positivas quitará o débito moral que contraíste perante a Divina Consciência, porquanto o importante não é a quem se faz o bem ou o mal, e sim, a acção em si mesmo em relação à harmonia universal.

Allan Kardec, interessado na questão, interrogou os Embaixadores Espirituais e recebeu deles a segura resposta, conforme o número 835 de O Livro dos Espíritos:
Será a liberdade de consciência uma consequência de pensar?
A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos.

Como consequência, a culpa deve ser superada mediante acções positivas, reabilitadoras, que resultarão dos pensamentos íntimos, enobrecedores.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 16, 2011 11:05 pm

Egoísmo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Herança evidente de nossa antiga animalidade, por toda a parte, ainda vemos o egoísmo a repontar em toda extensão do mundo...

O egoísmo!...

Em família, é o exclusivismo do sangue.
No lar, é o narcisismo doméstico.
Na oficina de trabalho, é o despeito.

Na propriedade transitória, é a ambição de posse desnecessária.
Na cultura da inteligência, é a vaidade intelectual.
Na ignorância, é a agressividade.

Na riqueza amoedada, é o espírito de usura.
Na pobreza, é a inveja destrutiva.
Na madureza, é o azedume.

Na mocidade, é a ingratidão.
No ateísmo, é a impiedade.
Na fé religiosa, é a intolerância.

Na alegria, é o excesso.
Na tristeza, é o isolamento.
Nos fortes, é a tirania.

Nos fracos, é a astúcia.
Na afectividade, é o ciúme.
Na dor, é o desespero.

No mimetismo que lhe é próprio, usa em todos os sectores as mais diversas máscaras e qual o joio que abafa o trigo, comparece igualmente nos corações que a luz já felicite, em forma de cólera e irritação, desânimo e secura...

Se desejamos dar combate à praga do egoísmo na gleba da alma, saibamos estender, cada dia, as nossas disposições de mais amplo serviço ao próximo, e, aprendendo a ceder de nós mesmos, entre a humildade e o sacrifício, no bem de todos, conquistaremos com o Cristo a plenitude do amor que lhe converteu a própria cruz em ressurreição para a Vida Eterna.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 16, 2011 11:06 pm

A Cólera
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

A cólera apresenta dez negativas complexas que induzem a melhor das criaturas à pior das frustrações.

1- Não resolve. Agrava.

2- Não resgata. Complica.

3- Não ilumina. Escurece.

4- Não reúne. Separa.

5- Não ajuda. Prejudica.

6- Não equilibra. Desajusta.

7- Não reconforta. Envenena.

8- Não favorece. Dificulta.

9- Não abençoa. Maldiz.

10- Não edifica. Destrói.

Evite a cólera como quem foge ao contacto destruidor da alta tensão.
Mas, se você amanhece de mau humor, antes que o flagelo se instale de todo na sua cabeça e na sua voz, comece o dia rogando à Divina Bondade o socorro providencial de uma laringite.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 16, 2011 11:06 pm

Ansiedade
Livro: Optimismo
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Característica de identificação do homem de fé é a paz de espírito.
A crença honesta propicia equilíbrio, fomentando a harmonia, de que se nutre a criatura no rumo da sua evolução.

A confiança irrestrita em Deus dulcifica o homem, auxiliando-o a compreender os acontecimentos e as realidades da vida, de que se utiliza em forma de experiências promotoras da felicidade.

Num temperamento irrequieto, a fé se assinala pela mudança de atitudes que impõe, desde que se modifica a forma de ver a vida e os seus sucessos, dando a cada coisa e ocorrência o valor exacto que se lhe faz correspondente.

Amadurece-lhe o entendimento e o descortino se agiganta, transformando os mecanismos de ação e desenvolvimento da personalidade, que melhor se integra no contexto da sociedade na qual se encontra.

A ansiedade traduz desarmonia interior, insegurança e insatisfação.
É a crença no inconformismo, do qual decorre a incerteza em torno das ocorrências do quotidiano.
O ansioso perturba-se e perturba.

No seu estado de ansiedade, desgasta-se e exaure aqueles que se lhe submetem ou com quem convive.
A ansiedade pode ser considerada como um fenômeno de desequilíbrio emocional.
Littré, o eminente pensador positivista, afirmava que a "inquietação, a ansiedade e a angústia são manifestações de um mesmo estado".

Mediante exercício da vontade e recorrendo-se à terapia especializada, a ansiedade se transforma em clima de paciência, aprendendo a aguardar no tempo, na hora e no lugar próprios, o que deve suceder.
Se experimentas contínuos estados de ansiedade, pára a meditar e propõe-te renovação de conceito espiritual.

Usa o medicamento da fé consoladora e reserva-te a confiança no futuro.
O que não consigas realizar agora, falo-ás depois.
Nem te permitas a negligência perturbadora, nem tampouco a ansiedade desesperada.

Se, todavia, mediante esforço mental na disciplina dos hábitos, não conseguires a paz de espírito porque anelas, recorre aos passes e à prece, que te evitarão a queda no abismo da angústia.

Permanecendo, no entanto, o estado irrefreável da ansiedade, recorre à Ciência Médica para atender aos teus implementos nervosos e auxiliar-te a maquinaria orgânica.

O egoísta faz-se ansioso.
O prepotente, na marcha da volúpia alucinada, vive ansiosamente.
Os triunfadores da ilusão e os arquitetos da mentira tornam-se ansiosos, entre frustrações e medos.

A consciência atormentada pelos remorsos ou estigmatizada pelos erros, sofre de ansiedade.

Todos aqueles que, através da fé legítima, se fixa nos ideais da benemerência e da construcção do mundo novo de amanhã, são calmos e confiantes, superando a ansiedade, que somente se lhes instala na emoção quando esta vive o desejo de alcançar o "reino de Deus" pela qual se fascina a luta.

Jesus, por excelência calmo, demonstrou-nos, em todos os instantes do seu messianato, que a ansiedade nEle não encontrou sintonia, marchando sempre sereno em todos os transes, até a Cruz de ignomínia que ele vestiu de luz, prosseguindo na Ressurreição discreta em plenitude de paz e de confiança em Deus, para sempre.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 18, 2011 9:47 am

Pequenos Defeitos
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Acostuma-te à verdade.

O hábito da mentira branca também chamada inocente ou social, levar-te-á às graves, empurrando-te para o lodaçal da calúnia e da maledicência frequente.

A fagulha produz incêndios semelhantes aos gerados pela labareda crepitante...
Os grandes crimes se originam em pequenos delitos, não alcançados pela Justiça, que ensejam o agravamento do mal.

Usa de severidade moral para contigo, não embarcando nas canoas das conveniências gerais.
Cada pessoa responde por si mesma, e os seus atos ficam gravados na consciência individual.

Sê tu mesmo, em constante progresso moral.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

§.§.§

A Avareza
Livro: Vinha de Luz - 52
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui."
(LUCAS, 12:15.)

Fujamos à retenção de qualquer possibilidade sem espírito de serviço.
Avareza não consiste apenas em amealhar o dinheiro nos cofres da mesquinhez.

As próprias águas benfeitoras da Natureza, quando encarceradas sem preocupação de benefício, costumam formar zonas infecciosas.
Quem vive à cata de compensações, englobando-as ao redor de si, não passa igualmente de avaro infeliz.

Toda avareza é centralização doentia, preparando metas de sofrimento.
Não basta saber pedir, nem basta a habilidade e a eficiência em conquistar.

É preciso adquirir no clima do Cristo, espalhando os benefícios da posse temporária, para que a própria existência não constitua obstáculo à paz e à alegria dos outros.

Inúmeros homens, atacados pelo vírus da avareza, muito ganharam em fortuna, autoridade e inteligência, mas apenas conseguiram, ao termo da experiência, a perversão dos que mais amavam e o ódio dos que lhes eram vizinhos.

Amontoaram vantagens para a própria perda. Arruinaram-se, envenenando, igualmente, os que lhes partilharam as tarefas no mundo.

Recordemos a palavra do Mestre Divino, gravando-a no espírito.

A vida do homem não consiste na abundância daquilo que possui, mas na abundância dos benefícios que esparge e semeia, atendendo aos desígnios do Supremo Senhor.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 18, 2011 9:48 am

A Maledicência
Livro: Páginas de Espiritismo Cristão
Rodolfo Calligaris

"Antes de falardes - aconselha um sábio mestre espiritual -, tende o cuidado de examinar se aquilo que ides dizer satisfaz a estes três requisitos:
ser verdadeiro, agradável e animador;
do contrário, deixai-vos ficar calados."

Infelizmente, não aprendemos ainda a virtude do silêncio e, o que é pior, experimentamos um prazer imenso em falar desnecessariamente e em demasia, descambando, muitas vezes, para a maledicência, sem sequer nos apercebermos disso.

Basta que duas ou mais pessoas nos reunamos em conversação livre, para que, instantes depois, já estejamos a dizer mal dos outros.

Administração, política, negócios, religião, festas sociais, parentela etc., tudo serve para conduzir-nos aos falatórios inconsiderados em torno de nossos semelhantes, que, uma vez iniciados, podem prolongar-se por horas a fio, eis que nunca faltam "Judas" para serem malhados.

Curioso: nenhum de nós se dá pressa em divulgar notícias sérias, sobre assuntos de relevante interesse para a Humanidade;
mas com que sofreguidão disputamos a primazia de passar adiante fatos e boatos desagradáveis, deprimentes ou que possam provocar escândalo!

Não raro, aquilo que nos chega aos ouvidos são meras conjecturas e suposições maldosas, às quais não deveríamos dar o menor crédito.
Levianamente, porém, não só as transmitimos a outrem, emprestando-lhes foros de veracidade, como até as exageramos, acrescentando-lhes detalhes fantasiosos, para melhor convencer os que nos escutam.

Quanto desamor ao próximo ressalta dessas atitudes!

Ainda que nós mesmos tenhamos tido oportunidade de presenciar certas cenas ou episódios que nos pareçam comprometedores, manda a prudência nos abstenhamos de comentá-los, porque cada um de nós é levado a julgar as coisas que vê segundo as inclinações de seu próprio coração, e isso altera fundamentalmente o verdadeiro juízo delas.

A maledicência provém do mau vezo que temos de intrometer-nos na vida alheia.

Sem dúvida, haverá ocasiões em que, percebendo que uma pessoa esteja a proceder erroneamente, nos caiba o dever de, muito em particular e com delicadeza, procurar fazê-la convencer-se de tal;
nunca, entretanto, alardear com terceiros fraquezas e deslizes que também estamos sujeitos a cometer.

O Evangelho, que é um magnífico tratado da ciência de bem viver, reprova a maledicência, o mexerico, as murmurações e semelhantes, instruindo-nos, por outro lado, como empregar nobremente o dom da palavra.

Eis, entre outros, alguns textos específicos:
"Toda a palavra ociosa que falarem os homens, darão conta dela no dia do juízo."
(Mat., 12:36).

"Os maldizentes não entrarão no reino de Deus."
(I Cor., 6:10)

"Nenhuma palavra má saia de vossa boca, senão só a que seja boa para edificação da fé, de maneira que dê graça aos que a ouvem."
(Ef., 4:29).

"Evita o falatório vão e profano, porque produzirão maior impiedade."
(II Tim., 2:16).

Atentos a essas advertências e exortações, tratemos então de exercer severo controle da língua, utilizando os sagrados recursos de expressão que a bondade de Deus nos há concedido, com a mesma dignidade e pureza com que Jesus, conversando, nos legou essa maravilha, que é a Doutrina Cristã.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 18, 2011 9:48 am

Melindres
Livro: Sinal Verde - 23
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Não permita que suscetibilidades lhe conturbem coração.

Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.

Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.

Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.

Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.

Quem reclama, agrava as dificuldades.

Não cultive ressentimentos.

Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.

Não se aborreça, coopere.

Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.

§.§.§

Diante de Melindres
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Afugenta o melindre da área do teu comportamento pessoal.

Sempre encontrarás pessoas simpáticas como inamistosas pelo caminho por onde segues.

Não vale a pena melindrar-se, remoendo insatisfação.

Toda marcha está sujeita a tropeços e dificuldades, que constituem desafio e emulação para o avanço.

Uma jornada sem problemas torna-se monótona e desmotivadora.

Tu cresces em razão das lutas que enfrentas.

Permanece, pois, de bom humor sempre, mesmo diante das pessoas congeladoras ou agastantes.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 18, 2011 9:49 am

Notas da Irritação
Livro: Urgência
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Cólera, na maioria das vezes, pode ser definida por situação de calamidade no mundo íntimo.

Na vida prática, o homem possui a prevenção contra incêndios, o controle da energia elétrica, o serviço imunológico na preservação da saúde e o sinal vermelho nos códigos de trânsito, evitando acidentes.

Por que não estabelecer em nós mesmos, nas horas difíceis, o minuto de silêncio ou de prece, inibindo a explosão do azedume?

Semelhante impacto de forças desorientadas é susceptível de conturbar o ambiente de que necessitamos para viver, tanto quanto é capaz de arrasar muitas plantações de esperança ao redor de nosso amor.

A irritação não apenas pressiona os recursos orgânicos da pessoa que a ela se rende, irreflectidamente, predispondo-a para doenças de natureza obscura, mas igualmente espalha agressões vibratórias sobre aqueles que nos compartilham o dia-a-dia e que, muitas vezes, dependem de nossa serenidade a fim de se equilibrarem na vida.

Se alguém te atordoa, acalma-te e espera, proporcionando tempo a ti mesmo, a fim de solucionar o problema que esse alguém te apresenta.

Age sem precipitação e sem barulho, resguardando, sobretudo, a tranqüilidade dos corações que se te fazem apoio nas próprias experiências.

Se algo te fere, perdoa e esquece, para que não agraves as tuas dificuldades com o peso das emoções negativas.

Ora e pede à Providência Divina compreensão e paz, de modo a que teus dias na Terra se tornem marcados pelo rendimento no bem.

E sempre que te inclines à ira, faz o teu minuto de silêncio ou de oração, observando que a cólera, em qualquer questão e em qualquer circunstância, é uma sombra que te complicará os caminhos ou te fará perder.

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Re: Os Defeitos

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