Os Defeitos

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 18, 2011 9:49 am

Defeitos
Livro: Sementes de Felicidade
C. Torres Pastorino

Você vê nos outros o que tem em si.

Os mentirosos vêem a mentira, os maldosos, o mal, os violentos, a violência e os bondosos, a bondade.

Enxergue-se como pessoa de muitas qualidades.

Reconheça-se bom e feliz. Assim você será levado a ver as mesmas qualidades nos outros.
Se se apegar aos seus defeitos, será tentado a se apegar aos defeitos dos outros.

Procurar as qualidades guardadas dentro de si é uma forma de ajudar os outros.

§.§.§

Erros
Livro: Oportunidades todo dia
Scheilla & Clayton Levy

Errar é exercitar uma das formas de aprendizado.

Aprenda, pois, com os seus próprios erros a encontrar o caminho que o conduzirá ao aperfeiçoamento espiritual, nossa meta e razão de tantas vindas à terra.

Saber conhecer que erramos e evitar semelhante procedimento no futuro, eis no que consiste a verdadeira sabedoria.

Podemos aprender também analisando os erros de nossos semelhantes; outros aprenderão com os nossos erros.

Mas, se não aprendermos com os erros que comentemos, estaremos desperdiçando maravilhosas oportunidades que a vida nos apresenta.

Aprendamos a aceitar os erros cometidos com sinal de nossa limitação, buscando não reincidir.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 19, 2011 9:39 am

A Inveja
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A inveja é um grande inimigo, que necessitas combater no teu mundo íntimo.

Ele se insinua, cruel, nas telas mentais, e desequilibra a emoção.

Torna-se fiscal impiedosa e capataz insensível.
Arma ciladas, vinga-se pelo pensamento, através da palavra e da acção, persegue implacavelmente.

Incontáveis crimes se originam na inveja, fora aqueles que não chegam a consumar-se.

A inveja é inferioridade que tem de ser corrigida e transformada em camaradagem e satisfação.

§.§.§

As Queixas
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Dilui a queixa sistemática, que te torna uma pessoa de difícil convivência.

É muito desagradável a companhia que está sempre a reclamar, vendo defeitos em tudo e desejando que o mundo gire na sua órbita e de conformidade com a sua maneira de ver as coisas.

Não poderás modificar os outros, porém, deves empenhar-te para conseguir a própria transformação para melhor.

Se tudo te desagrada e estás, costumeiramente, reclamando, cuidado, porquanto esta é uma atitude de quem está de mal com a vida e vive mal consigo mesmo.

É necessário que te toleres, aprendendo a ser tolerante com o próximo.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 19, 2011 9:40 am

Domínio da Ira
Livro: Momentos de Felicidade
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Tão comuns se te fazem a irritabilidade e o reproche, que estás perdendo o equilíbrio, o discernimento sobre o limite das tuas forças.
Habituas-te à reprimenda e à contrariedade de tal forma, que perdes o controle da emoção, deixando de lado os requisitos da urbanidade e do respeito ao próximo.

Frequentemente deixas-te arrastar pela insidiosa violência, que se te vai instalando no comportamento, passando de um estado de paz ao de guerra por motivo de somenos importância.

Sem te dares conta, perdes o contato do amor e passas a ser temido, por extensão detestado.

A irascibilidade gera doenças graves, responsáveis por distonias físicas e mentais de largo alcance.
Da ira ao ódio o passo é breve, momentâneo, e o recuo difícil.
Tem tento, e faze uma revisão dos teus atos, tornando-te mais comedido e pacificado.

Ouve quem te fala, sem idéia preconcebida.
Desarma a emoção, a fim de agires com imparcialidade.
A idéia preconceituosa abre espaço mental à irascibilidade.

É necessário combater com ações mentais contínuas, as reações que te assomam entorpecendo-te a lucidez e fazendo-te um tresvariado.
A reflexão e o reconhecimento dos próprios erros são recursos valiosos para combater a irritação sistemática.
Tem a coragem de reconhecer que erras, que te comprometes, não te voltando contra os outros como efeito normal do teu insucesso.

A ira cega, enlouquece.

Provocando uma vasoconstrição violenta no sistema circulatório, leva à apoplexia, ao enfarto, à morte.
Um momento de irritação, e fica destruída uma excelente Obra.
O trabalho de um período demorado reduz-se a cinzas, qual ocorre com a faísca de fogo atingindo material de fácil combustão.

A ira separa os indivíduos e fomenta lutas desditosas.
Estanca o passo e retrocede na viagem do desequilíbrio.
Recorre à oração.

Evita as pessoas maledicentes, queixosas, venenosas.
Elas se te fazem estímulo constante à irritabilidade, ao armamento emocional contra os outros.
A tua vida é preciosa, e deves colocar todas as tuas forças a serviço do amor.

Desde que és forte, investe na bondade, na paciência e no perdão, que são degraus de ascensão.
Para baixo é fácil, sem esforço, o processo de queda.
A sublimação, a subida espiritual, são os desafios para os teus valores morais.

Aplica-os com sabedoria e fruirás de paz, aureolado pela simpatia que envolve e felicita a todos.

Ademais, a ira é porta de acesso à obsessão, à interferência perniciosa dos Espíritos maus, enquanto o amor;
a doçura e o perdão são liames de ligação com Deus, plenificando o homem.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 19, 2011 9:40 am

Serviço e Inveja
Livro: Palavras de Vida Eterna
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

" ... A caridade não é invejosa..."
Paulo ( I Coríntios, 13:4.)

Muitos companheiros asseveram a disposição de ajudar, em nome da caridade;
entretanto, para isso, exigem os recursos que pertencem aos outros.

Querem amparar os necessitados...
Mas dizem aguardar vencimento igual ao do colega que lhes tomou a frente na organização de trabalho.

Declaram-se inclinados ao socorro de meninos desprotegidos...
Alegam, todavia, que apenas assumirão a iniciativa quando possuírem casa semelhante à do amigo mais próspero.

Afirmam-se desejosos de colaborar na construção da fé, amando e esclarecendo a quem sofre...
Interpõem, no entanto, a condição de desfrutarem a autoridade dos irmãos que se encarregam dessa ou daquela instituição, antes deles.

Expõem a intenção de escrever, na difusão da luz espiritual...
Contudo, somente entrarão em atividade, quando dispuserem da competência de quantos já despenderam larga parte da vida, na estruturação da palavra escrita.

Se aspiras a servir ao bem, não te detenhas na cobiça expectante, a pedir que a possibilidade dos outros te passe ás mãos.

A caridade não é invejosa.

Façamos a nossa parte.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 19, 2011 9:40 am

O Despeito
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

O despeito responde por muitos males humanos.

Planta maligna, enraíza-se na inveja doentia.

Inspirando atitudes infelizes, o despeito fomenta perseguições gratuitas, acusações incessantes, informações venenosas.

O despeito não perdoa o triunfo do próximo.

Sempre descobre o lado infeliz de qualquer questão, o "alfinete perdido no palheiro".

Sofre sem necessidade, amargura-se constantemente e luta contra os dragões que vê nos outros, quando o problema é somente dele.

Aprende a compartilhar do triunfo do teu irmão e vencerás o despeito.

§.§.§

Irritabilidade
Livro: Vida Feliz
Joanna de Âmgelis & Divaldo P. Franco

A irritabilidade é espinho cravado nas carnes da emoção, que deve ser extirpado.

Quanto mais permanece, piora o estado de quem o conduz, gerando infecções duradouras quão perniciosas.

A pessoa irritável não necessita de motivos para o mau humor, a insatisfação.

Gera-os com facilidade, por conduzir-lhes os germes nos sentimentos e amargurados resultados.

A arte de recomeçar é medida de engrandecimento para quem aspira mais altos cometimentos.

Ninguém logra respostas felizes, sem as tentativas do insucesso.

A vida é constituída de lições que se repetem até fixarem-se corretamente.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 19, 2011 9:41 am

Numismatas da Caridade
Livro: Bem-aventurados os simples
Valerium & Waldo Vieira

Ele era numismata.
Sua colecção de moedas ascendia a muitas centenas, de valores e procedências diversas.
Alguns milhões de cruzeiros.

Passava horas seleccionando e arranjando as pilhas.
Certa manhã, em que se entretinha no passatempo predilecto, bateram à porta.
Depois de ouvir três vezes as pancadas repetidas, ergueu-se da cadeira e foi atender.

Era andrajosa mulher, com dois filhos ao lado, conchegando o terceiro, recém-nascido.
Rogava auxílio.
Dizia-se sem recursos.

Os meninos curtiam fome.
Ele procurou desvencilhar-se.

A mulher insistiu:
- O senhor não tem pelo menos alguns trocados para matar a fome destas crianças?

Ele apalpou rapidamente os bolsos e afirmou, incisivo:
- Oh! Nada! Nada tenho agora.
Ficarei devendo... Depois, darei depois...

Fechou a porta e foi cuidar dos milhares de moedas da colecção primorosa.

Assim somos, muitas vezes...
Numismatas da caridade...

Temos o suficiente para ajudar e fazer, socorrer e servir, mas, no momento justo, somos nós os primeiros a gritar que nada temos e que para dar só teremos depois...

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 20, 2011 10:53 am

Impaciência
Livro: Rumo Certo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Assunto importante nas áreas da paciência: a cura da impaciência que freqüentemente alimentamos a detrimento de nós próprios.

Se somarmos os dias e os minutos que sacamos nos créditos do tempo, a fim de acalentar irritação contra nós mesmos, verificamos que o desespero manifesto ou imanifesto se nos erige na existência em fator de dilapidação, desencadeando enfermidade ou desequilíbrio, desastre ou morte prematura.

E não é só no setor de prejuízo pessoal que o tema nos merece reflexão.

A intemperança mental, à frente de nossas fraquezas ou desacertos, gera nos outros azedume ou desânimo, tristeza ou prevenção, estragando-lhes a vida.

Nas horas em que nos conscientizamos, acerca dos erros que nos sejam próprios, acalmemo-nos para pensar, ao invés de lastimar-nos sem proveito.

Registar as nossas falhas, diligenciando saná-las ou suprimi-las, de vez que, menosprezando responsabilidade e compromissos, menosprezamos a nós mesmos.
Devemos examinar-nos com paciência e coragem que nos induzam a melhoria.

Teremos errado, fracassado, destruído recursos ou sofrido ilusões e desilusões.

Queixa inútil e auto-piedade, porém, não edificam. Reconheçamos com sinceridade os obstáculos, mutilações morais, conflitos e deficiências que ainda nos caracterizam o modo de ser e que comumente nos fazem cair no chão do arrependimento.

Entretanto, não nos permitamos permanecer estirados em angústia vazia e, sim, compreendendo os tesouros do tempo de que a Divina Providência nos enriqueceu, procuremos reerguer-nos, trabalhar, corrigir-nos e burilar-nos, tantas vezes quantas se nos faça, necessárias, porque a impaciência, de qualquer modo, de nada serve e nem ajuda a ninguém.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 20, 2011 10:54 am

Delinquência, Perversidade e Violência
Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A onda crescente de delinqüência que se espalha por toda a Terra assume proporções catastróficas, imprevisíveis, exigindo de todos os homens probos e lúcidos acuradas reflexões.
Irrompendo, intempestivamente, faz-se avassaladora, em vigoroso testemunho de barbárie, qual se loucura de procedência pestilencial se abatesse sobre as mentes, em particular grassando na inexperiente juventude, em proporções inimagináveis, aflitivas.

Sociólogos, educadores, psicólogos e religiosos preocupados com a expressiva mole de delinquentes de toda lavra, especialmente os perversos e violentos, aprofundam pesquisas, improvisam soluções, experimentam métodos mal elaborados, aderem aos impositivos da precipitação, oferecem sugestões que triunfam por um dia e sucumbem no imediato, tudo prosseguindo como antes, senão mais turbulento, mais inquietador.

Os milênios de cultura e civilização parece que em nada contribuíram a benefício do homem que, intoxicado pela violência generalizada, adoptou filosofias esdrúxulas, em tormentosa busca de afirmações, mediante o vandalismo e a obscenidade, em fugas espetaculares para as origens.

Numa visão superficial das conseqüências calamitosas desse estados sócio-moral decorrentes, asseveram alguns observadores que a delinquência, a perversidade e a violência fluem, abundantes, dos campos das guerras sujas e cruéis, engendradas pela necessidade da moderna tecnologia de libertar os países super-desenvolvidos do excesso de armamentos bélicos e dos equipamentos militares ultrapassados, gerando focos de conflitos a céu aberto entre povos em fases embrionárias de desenvolvimento ou subdesenvolvidos, martirizados e destroçados a expensas dos interesses econômicos alienígenas, dominadores, arbitrários, no entanto, transitórios...

Indubitavelmente, a Humanidade vê-se compelida a responder por esse pesado ónus, fruto do egoísmo de homens e governos impertinentes que fomentam as desgraças imediatas, geratrizes de males que tais...

O homem, condicionado à técnica da matança desenfreada e selvagem, atormentado pelo medo contínuo, submetido às demoradas contingências da insegurança, incerteza e angústia disso resultantes, adestrado para matar antes e examinar depois, a fim de a si mesmo poupar-se, obrigando-se a cruciais situações, ingerindo drogas para sustentar-se, açular sensações, aniquilar sentimentos, só muito dificilmente poderá reencontrar-se, mesmo que transladado dos campos de combate para as comunidades pacíficas e ordeiras.

A simples injunção de uma paz assinada longe do caos dos conflitos onde perecem vidas, ideais e dignidade, jamais conseguirá transformar de improviso um veterano num pacato cidadão.

Além desse factor odioso, com suas intercorrências, referem-se os estudiosos aos da injustiça social vigente entre as diversas classes humanas, de que padecem os proletários e os menos favorecidos sempre arrojados às posições subalternas ou nenhures, mal remunerados, ou sem salário algum, subnutridos, abandonados.

Continua...
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 20, 2011 10:54 am

Continua...

Atirados aos redutos sórdidos das favelas, guetos e malocas, vivendo expedientes, dependentes uns dos outros, em aventuras, urdem na mais penosa miséria econômica, da qual se derivam as condições mesológicas deploráveis - causas de enfermidades orgânicas e psíquicas de diagnose difícil quão ignorada;
geradoras de ódios, brutalidade e sevícias, nos quais se desarticulam os padrões dos sentimentos substituídos por frieza emocional resultante de inditosa esquizofrenia paranóide - os desforços contra a sociedade indiferente que os relega a estágio primitivo, sub-humano.

Às vezes, sobrevivem alguns descendentes, vítimas inermes do meio ambiente, cujos hábitos e costumes arraigados jungem-se a viciações de erradicação difícil, quando não perturbante, de que não se conseguem libertar, estiolando-se mais tarde...

Todavia, devemos considerar, à margem das respeitáveis opiniões dos técnicos e especialistas no complexo problema, as condições morais das famílias abastadas - tendo-se em conta que a delinquência flui, também, abundante e referta, assustadora e rude, em tais meios assinalados pela linhagem social e pela tradição - cujos exemplos, nem sempre salutares, substituem o cumprimento dos rectos deveres pelo suborno ou os transferem para realização a servos e pedagogos remunerados, enquanto os pais se permitem desconsiderações recíprocas, desprezo a leis e costumes, impondo seus caprichos e desaires como normas aceitas, convenientes, sobre as quais estatuem as directrizes do comportamento, agindo de maneira desprezível, apesar da aparência respeitável...

A leviandade de mestres e educadores imaturos, não habilitados moralmente para os relevantes misteres de preparação das mentes e caracteres em formação, contribui, igualmente, com larga quota de responsabilidade no capítulo da delinquência juvenil, da agressividade e da violência vigentes, ameaçadoras, câncer perigoso a dizimar com crueldade o organismo social do Planeta.

Experiências em laboratórios com ratos hão demonstrado que a super-densidade de espécimes em área reduzida torna-os violentos, após atravessarem períodos de voracidade alimentar, de abuso sexual até a exaustão, fazendo-os, depois, perigosos e agressivos, indiferentes ás outras faculdades e interesses.

Crêem os especialistas em demografia, que o problema é semelhante no homem que vive estrangulado nos congestionados centros urbanos, onde as cifras da delinquência se fazem superlativas, cada dia ultrapassando as anteriores.

Destaquemos, aqui, a falência das implicações morais e da ética religiosa do passado, que depois da constricção proibitiva a todos os processos evolutivos viam-se ultrapassadas, sentindo necessidade de actualização para a sobrevivência, saltando do estágio primário da proibição pura e simples para o acumpliciamento e acomodação a pseudos valores novos, não comprovados pela qualidade de conteúdo.

A permissividade total concedida por alguns receosos pastores, em caráter experimental, contribuiu para a morte do decoro e a vigência da licenciosidade que passou a vulgarizar a temática evangélica em desculpável servilismo das paixões dominantes...

Continua...
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 20, 2011 10:55 am

Continua...

O delinquente, no entanto, padece, não raro, de distúrbios endógenos ou exógenos que o impelem ou predispõem à violência, que se desborda ante os demais contributos sociais, económicos, mesológicos...

Sem qualquer dúvida, a desarmonia endócrina, resultante da exigência hereditária, as distonias psíquicas se fazem vigorosos impositivos para a alienação e a delinquência.

Muitos dramas psicológicos e recalques que procedem do próprio Espírito aturdido e infeliz espocam como complexos destructivo da personalidade, expulsando-os para os porões do desajuste da emoção para a rebeldia sistemática a que se agarram, buscando sobreviver, não raro enlouquecendo pela falta de renovação e pela intoxicação dos fluidos e miasmas psíquicos que cultivam.

Além disso, os distúrbios orgânicos, as sequelas de enfermidade várias, os traumatismos ocasionados por golpes e quedas são outra fonte de desarranjos do discernimento, ensejando a fácil eclosão da violência e da agressividade.

Pulula, ainda, nos complexos mecanismos da reencarnação em massa destes dias, o mergulho no corpo somático de Espíritos primários nos quadros da evolução, necessitados de progresso e ajuda para a própria ascensão, e que, não encontrando os estímulos superiores para o enobrecimento, são, antes, conduzidos à vivência das sensações grosseiras em que transitam, desbordando os impulsos agressivos e os instintos violentos com que esperam impor-se e usufruir mais fogosas cargas de gozos nas quais se exaurem e sucumbem.

Aderem à filosofia chão de viver intensamente um dia, a lutarem e viverem todos os dias.

A simples preocupação dos interessados - e a questão nos diz respeito a todos nós -, não resolve, se medidas urgentes e práticas, mediante uma política educativa generalizada, não se fizerem impor antes da erupção de males maiores e das suas consequências em progressão, apavorantes.

Tem-se procurado reprimir a delinqüência sem se combaterem as causas fecundas da sua multiplicação.
Muito fácil, parece, a tarefa repressiva;
inútil, porém, quando se transforma em um factor a mais para a própria violência.

A terapêutica para tão urgente questão há de ser preventiva, exigindo dos adultos que se repletem de amor nas inexauríveis nascentes da Doutrina de Jesus, a fim de que, moralizando-se, possam educar as gerações novas, propiciando-lhes clima salutar de sobrevivência psíquica e realização humana.

A valorização da vida e o respeito pela vida conduzirão pais, mestres, educadores, religiosos e psicólogos a uma engrenagem de entendimento fraternal com objectivos harmónicos e metódicos - exemplos capazes de sensibilizar a alma infantil e conduzi-la com segurança às metas felizes que deve perseguir.

Continua...
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 20, 2011 10:55 am

Continua...

Por coerência, espiritualmente renovado e educado, o homem investirá contra a chaga vergonhosa da injustiça social, contra os torpes métodos que fomentam a miséria econômica e seus fâmulos, contra o inditoso e constrictivo meio ambiente pernicioso, contra o orgulho, o egoísmo e a indiferença.

Os portadores de perturbação psíquica de qualquer procedência e violentos serão amados e atendidos por uma Medicina mais humana e mais interessada nos pacientes que preocupada em auferir lucros e homenagens com que muitos dos seus profissionais se envilecem, na tortuosa correria para a fama e o poder...

O homem iluminado interiormente pela flama cristã da certeza quanto à sobrevivência do Espírito ao túmulo e da sua antecedência ao berço, sabendo-se herdeiro de si mesmo, modifica-se e muda o meio onde vive, transformando a comunidade que deixa de a ele se impor para dele receber a contribuição expressiva, rectificadora.

Os homens são, pois, os seus feitos.
A sociedade, são os homens que a constituem.
A vida humana resulta dos Espíritos que a compõem.

Com sabedoria incontestável, elucidou Jesus, o Incomparável Psicólogo, que prossegue vitorioso, não obstante os séculos transcorridos:
"Busca, primeiro, o Reino de Deus e Sua Justiça e tudo mais te será acrescentado", demonstrando que, em o homem se voltando para a Pátria Espiritual - a verdadeira - e suas questões, de fundamental importância, os demais interesses serão resolvidos como efeito natural das aquisições maiores.

Nesse cometimento todos estamos engajados e ninguém se pode omitir, porquanto somos igualmente responsáveis pelas ocorrências da delinquência, perversidade e violência - esses teimosos remanescentes da natureza animal do homem em luta consigo mesmo para insculpir o bem e libertar dos grilhões do primarismo terreno a sua natureza espiritual.

Toda contribuição de amor, como de paciência, toda dádiva de luz, como de saber são valiosa oferenda para o amanhã de paz e ventura que anelamos.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 21, 2011 1:04 pm

Melancolia
Livro: Espírito e Vida
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

"Pululam em torno da Terra os maus Espíritos em conseqüência da inferioridade moral de seus habitantes.
A acção malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo."
Génese - Cap. XIV - Item 45.

Expulsa a melancolia da tua alma, essa hóspede teimosa que te envolve no dossel de mil amarguras, segredando desânimo e desassossego.
Ninguém está a sós na sua dor.

Melancolia é também enfermidade ou síndrome de o obsessão...
Olhos vigilantes contemplam tua aflição; ouvidos discretos registram os apelos da tua soledade.
Há muitos que, acompanhados, caminham em indescritível solidão e há solitários que, seguindo, recebem a contribuição de acompanhantes afervorados.

Não suponhas que as lágrimas estanques em teus olhos afoguem todas as tuas esperança, considerando que muitos olhos incapazes de filtrar o raio luminoso se apagaram, experimentando nas lágrimas o doce banho de refazimento.
Sai do casulo do "eu" e analisa as chagas expostas da humanidade em desalinho e não te atrevas a desconsiderar a misericórdia divina, que coloca bálsamo nas feridas ocultas do teu coração.

Estuga o passo na desabalada jornada do desespero.
Detém o corcel das tuas aflições e faze a viagem de volta ao oásis da confiança divina.

Além de ti, na véspera ensolarada, o lírio medra esguio e solitário, embalsamando o ar para sofrer o colibri aligeirado que lhe rouba néctar e conduz o pólen que o reproduz adiante!

Longe da tua dor há dores salmodiando sinfonias inarticuladas de resignação.
Se não podes submeter-te ao imperioso testemunho que te vergasta, dobra-te sobre o assoalho da paciência e aguarda a madrugada do porvir.
A noite que faz dormir os seareiros operosos, desperta vigilantes para as tarefas noctívagas.

Há esplendor em toda a parte para quem deseja descobrir tesouros nas estrelas fulgurantes no crepe noturno.
Espera mais, alenta o bom ânimo!

A característica da fraqueza é a fragilidade de forças no ponto vulnerável do sofrimento.
Rogaste, antes do mergulho carnal, a alta concessão do testemunho em soledade, em abandono, sem parentes.

Agora, lembra-te de Jesus, e em todas as tuas horas reparte da mesa rica das aflições as pequenas quotas dos teus rápidos sorrisos com aqueles cuja boca se entorpeceu na inanição me não n'a podem abrir para entoar melodias de alegre esperança.

Esparze a quota do teu suor, enxugando suores que não encontram sequer uma toalha gentil em mãos compassivas para lhes colectar as bagas.

Se desejas sucumbir, porém, ao peso egoísta da inflamação dos teus desencantos doa-te ao Mártir Galileu e torna a tua vida, considerada morta, um verdadeiro sendeiro sublimante e não possuem combustível que lhes alimente a chama da jornada carnal.

Enxuga as tuas lágrimas e busca aquele Consolador preconizado por Jesus, que viria restabelecer a verdade na Terra, e ficaria, em Seu nome, ao lado dos homens até a consumação dos evos.

Abraçado a esse sublime consolo da Doutrina Espírita, que te amplia, além dos horizontes da vida, as perspectivas da eternidade, sonha com o teu amanhã ridente e confia no reencontro mais tarde, depois que as sombras da morte se abatam sobre as tuas células cansadas e o sol glorioso da vida te aponte o céu sem fim da felicidade.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 21, 2011 1:04 pm

A Mentira Branca
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Acostuma-te à verdade.

O hábito da mentira branca também chamada inocente ou social, levar-te-á às graves, empurrando-te para o lodaçal da calúnia e da maledicência frequente.

A fagulha produz incêndios semelhantes aos gerados pela labareda crepitante...

Os grandes crimes se originam em pequenos delitos, não alcançados pela Justiça, que ensejam o agravamento do mal.

Usa de severidade moral para contigo, não embarcando nas canoas das conveniências gerais.

Cada pessoa responde por si mesma, e os seus actos ficam gravados na consciência individual.

Sê tu mesmo, em constante progresso moral.

§.§.§

Azedume e Irritação
Livro: Calma
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Vendo-te o semblante fechado...
Alguém terá dito que trazes alguma doença oculta, impedindo-te sorrir, mas não acredites que essa ou aquela indisposição orgânica te possa furtara serenidade.

Possivelmente alguma ocorrência desagradável te agitou as forças mais íntimas e estás a ponto de cair na vasta cadeia de reacções negativas.
Certa pessoa contrariou-te, talvez, os projectos e desígnios.

Algum prejuízo alcançou-te, de inesperado.

Recorda: momentos de crise te examinam a capacidade de resistência.
Determinados contratempos são bênção antecipadas, cuja significação virás a compreender.

Existem perdas que te induzem à mudança de orientação para grandes lucros.
Algumas vezes, certas relações desaparecem para que outras se te destaquem no caminho, valorizando-te a existência.

Haja o que houver, não tranques a face e deixa que o teu sorriso te ajude, ajudando aos outros.
Azedume e irritação, na essência, são duas sombras que te afastam do que há de melhor.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 21, 2011 1:04 pm

Vícios
Livro: Não pise na bola
Richard Simonetti

1 - O que você acha do cigarro?
Como dizia velho confrade, o cigarro é esse enroladinho de fumo que tem uma brasa de um lado e um bobo do outro.

2 - São milhões de bobos no mundo?
Em relação aos vícios existem em quantidade bem maior do que você imagina.
Vastíssima parcela da população insiste em ouvir o canto da sereia, que representa o apelo às delícias da vida, mergulhando em tormentosos abismos.
Procuram prazer no cigarro, no álcool, nas drogas, colhendo em breve doenças e sofrimentos.

3 - Porque os coroas ficam cutucando a gente em relação ao assunto?
Afinal, também não cultivaram ou cultivam viciações?
Justamente por isso devem ser ouvidos.
Sentem na própria pele as conseqüências do vício.

4 - E daí, não temos o direito de colher nossas próprias experiências?
Sem dúvida.
Afinal, um câncer no pulmão, uma cirrose hepática, um distúrbio nervoso e tantos outros males provocados por cigarros, bebidas e drogas talvez não lhe pareçam um preço muito alto a ser pago em futuro próximo pela satisfação efêmera do presente.

5 - Admitindo que você tem razão, como vencer esta dependência?
Parece algo obsessivo, quase uma Segunda natureza...
Toda pessoa que se inicia no vício é um obsidiado em potencial.

Há viciados do Além que transformam os da Terra em instrumentos para satisfação do vício, numa associação psíquica que é uma espécie de transe mediúnico às avessas.
Na função normal, o médium capta as impressões do Espírito.
Na comunhão obsessiva o Espírito colhe as sensações do viciado.

6 - Tenho então, parceiros invisíveis, como aproveitadores de uma bituca?
Isso mesmo. Daí falharem frequentemente os tratamentos de desintoxicação do viciado.
A pressão espiritual é muito forte.

7 - Os parceiros invisíveis não deixam?
Os Espíritos não têm o poder irresistível de nos induzir ao vício ou alimentá-lo.
É que dificilmente o viciado se convence de que é imperioso deixar o vício, em favor de sua saúde.
No fundo sempre imagina que não é tão mal assim.

8 - O que deve fazer o indivíduo que quer vencer o cigarro, as drogas, o álcool?
Há vários métodos, mas o que realmente funciona começa a partir de uma firme determinação nesse sentido.
É preciso orar muito, ligando-se aos benfeitores espirituais que trabalham por sua recuperação.

Frequentar reuniões de assistência espiritual, no Centro Espírita.
Submeter-se ao passe magnético.
Confiar em si mesmo e valorizar suas potencialidades como filho de Deus.

Repetir sempre: "Com a protecção divina hei de conseguir".
Como está em o "O Evangelho Segundo o Espiritismo", ajuda-te que o Céu te ajudará.
Pode parecer careta, mas funciona.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 21, 2011 1:05 pm

Insegurança e Medo
Livro: Momentos de Felicidade
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

O homem é as suas memórias, o somatório das experiências que se lhe armazenam no inconsciente, estabelecendo as linhas do seu comportamento moral, social, educacional.

Essas memórias constituem-lhe o que convém e o que não é lícito realizar.
Concorrem para a libertação ou a submissão aos códigos estabelecidos, que propõem o correcto e o errado, o moral, o legal, o conveniente e o prejudicial.
Face a tais impositivos desencadeiam-se, no seu comportamento, as fobias, as ansiedades, as satisfações, o bem ou o mal-estar.

Neste momento social, o medo assume avantajadas proporções, perturbando a liberdade pessoal e comunitária do indivíduo terrestre.
Procurando liberar-se desse terrível algoz, as suas vítimas intentam descobrir-lhe as causas, as raízes que alimentam a sua proliferação.
Todavia, estas são facilmente detectáveis.

Estão constituídas pela insegurança gerada pela violência;
pelo desequilíbrio social vigente; pela fragilidade da vida física - saúde em deterioramento, equilíbrio em dissolução, afectividade sob ameaça;
receio de serem desvelados ao público os engodos e erros praticados às escondidas;
e, por fim, a presença invisível da morte...

Mais importante do que pensar e repensar as causas do medo é a atitude saudável, ante uma conduta existencial tranquila, pelo fruir cada momento em plenitude, sem memória do passado - evitando o padrão atemorizante - nem preocupação com o futuro.

A existência humana deve transcorrer dentro de um esquema atemporal, sem passado, sem futuro, num interminável presente.
Não transfiras para depois a execução de tarefas ou decisões nenhumas.
Toma a atitude natural do momento e age conforme as circunstâncias, as possibilidades.

Cada instante, vive-o, totalmente sem aguardar o que virá ou lamentar o que se foi.
Descobrirás que assim agindo, sem constrições, nem pressas ou postergações, te sentirás interiormente livre, pois que somente em liberdade o medo desaparece.

Não aguardes, nem busques a liberdade.
Realiza-a na consciência plena que age de forma responsável e tranqüiliza os sentimentos.

O medo desfigura e entorpece a realidade.
Agiganta e avoluma insignificâncias, produzindo fantasmas onde apenas suspeitas se apresentam.

É responsável pela ansiedade - medo de perder isto ou aquilo - sem dar-se conta que somente se perde o que se não tem, portanto, o que não faz falta.
A acção consciente, prolongando-se pelo fio das horas, anula o medo, por não facultar a medida do comportamento nas memórias pessoais ou sociais.

Simão Pedro, por medo dos poderosos do seu tempo, negou o Amigo que o amava e a Quem amava.
Judas, por medo que Ele não levasse a cabo os compromissos assumidos, vendeu o Benfeitor.
Os beneficiários das mãos misericordiosas de Jesus, por medo se omitiram, quando Ele foi levado ao sublime holocausto.

Pilatos, por medo, indeciso e pusilânime, lavou as mãos quanto à vida do Justo.
...E Anás, Caifás, a turbamulta, com medo do Homem Livre, resolveram crucificá-lo, através do hediondo e covarde conciliábulo da própria miséria moral, que os caracterizava.

Ele porém, não teve medo.
Pensa e busca-o, libertando-te do medo e seguindo-o, em consciência tranquila, mediante cujo comportamento te sentirás pleno, em harmonia.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 21, 2011 1:05 pm

Ociosidade
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Sorrateiramente se instala na casa mental, entorpecendo a vontade.
Disfarça-se de cansaço, sugerindo repouso.
Justifica-se como necessidade de rafazimento de forças, exigindo, cada vez, maior soma de horas.

Apresenta-se como enfermidade, impondo abandono de tarefas.
Desculpa-se, em nome da exaustão das energias, que deseja recobrar.
Reage contra qualquer proposição de actividade que implique no inconveniente esforço.

A ociosidade é cruel inimigo da criatura humana e fator dissolvente que se insinua nas tarefas do bem, nas comunidades que laboram pelo progresso.

Após vencer aquele de quem se apossa, espalha o seu ar mefítico, contaminando quantos se acercam da sua vítima, que se transforma em elemento pernicioso, refugiando-se em mecanismos de evasão de responsabilidade sob a condição de abandonado pela fraternidade alheia.

O ocioso faz-se ególatra; termina impiedoso.
Solicita direitos, sem cumprir com os deveres que lhe dizem respeito.
Parasita social, é hábil na dissimulação dos propósitos infelizes que agasalha.

Dispõe de tempo para censurar os que trabalhem e observa, nos outros reflectidas, as imperfeições que de si transfere.
Sua palavra enreda os incautos, torpedeando os programas que exigem acção.

Quando se demora anestesiado, mentalmente, pelos vapores tóxicos que emite e absorve, consegue exibir falsa compostura, atribuindo-se superioridade que está longe de possuir, no ambiente onde se encontra.

Escolhe serviços e especifica tarefas, que jamais cumpre integralmente, acusando os outros ou escusando-se por impedimentos que urde com habilidade.
É adorno de aparência agradável, que sugere valor ainda não conseguido.
Bom palestrante, conselheiral, cómodo, refugia-se na gentileza para atrair simpatias, desde que lhe não seja exigido esforço.

Sabe usar os recursos alheios e estimula as tendências negativas, insuflando, com referências encomiásticas, o orgulho, a vaidade, a insensatez.
Na enfermidade de que padece, não se dá conta da inutilidade que o caracteriza.

Teresa D'Avila, atormentada por problemas artríticos e outros, na sua saúde delicada, exauria-se, silenciosa, nas tarefas mais cansativas do Monastério, embora portadora de excelente dons espirituais.

Bernadette Soubirous, a célebre vidente de Lourdes, afadigava-se, enferma, nos trabalhos mais vigorosos, até a total impossibilidade de movimentos.
Allan Kardec, advertido pelo seu médico, Dr. Deméure, então desencarnado, para que poupasse as energias, prosseguiu activo até o momento da súbita desencarnação.

... E Jesus, que jamais se escusou ao trabalho, são lições que não podem nem ser ignoradas.

Se não gostas ou não queres trabalhar, sempre encontrarás justificativas para dissimular a ociosidade.
O progresso de que necessitas, porém, não te desculpará o tempo perdido ou mal-empregado.
Volverás à liça, em condição menos afortunada, sendo-te indispensável o esforço para a sobrevivência.

Os membros, que se não movimentam na actividade edificante, atrofiam-se, perdem a finalidade, e apenas se recuperarão sob injunções muito dolorosas.
Oxalá te resguardes da ociosidade.

Melhor a exaustão decorrente do bem, vivenciado a cada instante, do que a agradável aparência, cuidada e rósea, mediante a exploração do esforço alheio e a nutrição da inutilidade ociosa.

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 22, 2011 9:39 pm

O Filho do Orgulho
Livro: O Espírito da Verdade
Cairbar Schutel & Francisco Cândido Xavier

O melindre - filho do orgulho - propele a criatura a situar-se acima do bem de todos.
É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.

Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.
O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los.
Essa alergia moral demonstra má-vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos subtis da alma.

Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.
Basta ligeira observação para encontra-la a cada passo:
É o director que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembléias.

O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões.
O comentarista admoestado fraternalmente para abaixar o volume da voz e que se amua na inutilidade.
O colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando atividades na imprensa.

A cooperadora da assistência social esquecida, na passagem de seu aniversário, e se mostra ferida, caindo na indiferença.
O servidor do templo que foi, certa vez, preterido na composição da mesa orientadora da acção espiritual e se desgosta por sentir-se infantilmente injuriado.
O doador de alguns donativos cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e surge magoado, esquivando-se a nova cooperação.

O pai relembrado pela professora das aulas de moral cristã, com respeito ao comportamento do filho, e que, por isso, se suscetibiliza, cortando comparecimento da criança.
O jovem aconselhado pelo irmão amadurecido e que se descontenta, rebelando-se contra o aviso da experiência.

A pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro de cuja cooperação necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, por sua vez, necessita de trabalhar a fim de prover a própria subsistência.

O amigo que não se viu satisfeito ante a conduta do colega, na instituição, e deserta, revoltado, englobando todos os demais em franca reprovação, incapaz de reconhecer que essa é a hora de auxílio mais amplo.

O espírita que se nega ao concurso fraterno somente prejudica a si mesmo.
Devemos perdoar e esquecer se quisermos colaborar e servir.

A rigor, sob as bênçãos da Doutrina Espírita, quem pode dizer que ajuda alguém?
Somos sempre auxiliados.

Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente.
Todos nós aí comparecemos para receber, antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.
Fujamos à condição de sensitivas humanas, convictos de que a honra reside na tranquilidade da consciência, sustentada pelo dever cumprido.

Com a humildade não há o melindre que piora aquele que o sente, sem melhorar a ninguém.
Cabe-nos ouvir a consciência e segui-la, recordando que a susceptibilidade de alguém sempre surgirá no caminho, alguém que precisa de nossas preces, conquanto curtas ou aparentemente desnecessárias.

E para terminar, meu irmão, imagine se um dia Jesus se melindrasse com os nossos incessantes desacertos...

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Re: Os Defeitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 22, 2011 9:39 pm

Ironia
Livro: Celeiro de Bênçãos
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Muitas as formas de destruir.
Fácil a tarefa de desagregar.
Rápida a aplicação dos métodos anárquicos e demolidores.

O cristão, todavia, está convocado para o ministério enobrecido de edificar o bem em toda parte, consolidando as possibilidades de serviço relevante, como passo inicial para a elaboração de melhores dias.

Se este ajuda, mas se equivoca - desculpa e encoraja-o.
Se esse serve, porém perturba - compreende e estimula-o.
Se aquele ama, no entanto se agasta - tolera e anima-o.

Nem todos dispõem de possibilidade para produzir com esmero ou acertar com segurança.
Em qualquer situação, cabe-te o dever de ser leal e sincero, gentil e sereno, capaz de orientar sem desacreditar e erguer sem humilhar.

Ironizar é técnica infeliz de destruir.
Se não te convém arrostar as conseqüências do gesto de censura, reproche ou advertência, silencia a ironia que fere e envenena.

Diante das coisas elevadas resguarda-te do sarcasmo, da zombaria, da hábil e torpe ironia.
Ela te conduzirá ao descrédito, enquanto supões desacreditar quem ou o que ridicularizas.

Há tempo e situação para tudo.

Reserva, portanto, às questões do espírito, as melhores horas e situações, evitando avinagrar, denegrir este ou aquele companheiro, já infeliz em si mesmo, que se não fará melhor face ao azedume que destiles.

Constrói o amor e o amor te dirá que, enquanto zombas, de ti zombam, mas se amas, a ti também amam os irmãos necessitados e ignorantes que encontrarão amparo e segurança em ti.

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Re: Os Defeitos

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