V I R T U D E S

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 22, 2011 10:02 pm

A Chave Bendita
Livro: Mais Perto
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Efectivamente, muitos são os problemas que nos assediam a existência.

Dificuldades que não se esperam, tribulações que nos espancam mentalmente, sofrimentos que se instalam connosco, sem que lhes possamos calcular a duração, desajustes que valem por dolorosos constrangimentos.

Se aspiras a obter solução adequada às provas que te firam, não te guies pela rota do desespero.

Tens contigo uma chave bendita - a chave da humildade, cunhada no metal puro da paciência.

Perante quaisquer tropeços da estrada, usa semelhante talento do espírito e alcançarás para logo a equação de harmonia e segurança a que pretendes chegar.

Nada perderás, deixando fale alguém com mais autoridade do que aquela de que porventura disponhas;
nunca te diminuirás por desistir de uma contenda desnecessária;
em cousa alguma te prejudicarás abraçando o silêncio diante de conceitos deprimentes que te sejam desfechados;
não sofrerás prejuízo algum em te calando nessa ou naquela questão que diga respeito exclusivamente às tuas conveniências e interesses pessoais;

grandes lucros no campo íntimo te advirão da serenidade ou da complacência com que aceites desprestígio ou preterição;
jamais te arrependerás de abençoar ao invés de reclamar, ainda mesmo em ocorrências que te amarguem as horas;
e a simpatia vibrará sempre em teu favor, toda vez que cedas de ti mesmo, em benefício dos outros.

Efectuemos os investimentos valiosos de paz e felicidade, susceptíveis de serem capitalizados por nós, através dos pequeninos gestos de tolerância e bondade e o esquema de trabalho, a que a vida nos indique, ganhará absoluta eficiência de execução.

Seja na vida particular ou portas a dentro de casa, no grupo de serviço a que te vinculas ou na grande esfera social em que se te decorre a existência, sempre que te vejas à beira de ressentimento ou revide, rebeldia ou desânimo, nunca te entregues a semelhantes agentes destrutivos.

Tenta a humildade.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 23, 2011 10:36 pm

Tem Coragem
Livro: Alerta
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Nas contingências afligentes do quotidiano e ao largo das horas que parecem estacionadas sob a injunção de dores íntimas, extenuantes, que se prolongam, não te deixes estremunhar, nem te arrebentes em blasfémias alucinadas, com que mais complicarás a situação.

Tempestade alguma, devastadora quão demorada, que não cesse.
Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e glórias que se não acabe.

A saúde perfeita passa;
a juventude louçã desaparece;
o sorriso largo termina;
a algavaria de festa silencia...

Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se arrebenta;
a enfermidade se extingue;
a miséria muda de lugar;
a morte abre as portas da vida em triunfo...

Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe precioso acervo, que o acompanhará na condição de tesouro que poderá investir, conforme as circunstâncias que lhe cumpre enfrentar, no processo da evolução.
Os que aspiram a fortunas alegam, intimamente, que se as possuíssem, mudariam a situação dos que sofrem escassez.
No entanto, os grandes magnatas que açambarcam o poder e usufruem da abundância, alucinam-se com os bens, enregelando os sentimentos em relação ao próximo...

Quantos anelam pela saúde, afirmam, no silêncio do coração, as disposições de aplica-la a benefício geral.
Não obstante, os que a desfrutam, quase sempre malbaratam-na nos excessos e leviandades com que a comprometem, desastrados...

O bem deve ser feito como e onde cada qual se encontre.
Em razão disso, as situações e acontecimentos de que se não é responsável, no momento, devem ser enfrentados com serenidade e moderação de actos, por fazerem parte do contexto da vida, a que cada criatura se vincula.

A vida é o conteúdo superior que dela se deve extrair e a forma levada com que se pode retirar-lhe os benefícios.
Um dia sucede a outro, conduzindo as experiências de que se reveste, formando um todo de valores, que programam as futuras injunções para o ser.
Recorre, nas situações diversas, aos recursos positivos de que dispões, e aguarda os resultados dessa atitude.

Jesus é sempre o exemplo.
Poderia haver liberado todos os enfermos que encontrou pela senda; mas não o fez.

Se quisesse, teria modificado as ocorrências infelizes, que o levaram às supremas humilhações e à cruz;
todavia, sequer o intentou.
Conferiria fortuna à pobreza, à mole esfaimada que O buscava, continuamente;
todavia, não se preocupou com essa alternativa.

Elegeria para o Seu labor somente homens que O compreendessem e Lhe fossem fiéis, sem temores, nem fraquezas;
porém optou pelo grupo de que se cercou.
Modificaria as estruturas sociais e culturais da Sua época;
sem embargo, viveu-a em toda a plenitude, demonstrando a importância primacial da experiência interior e não dos valores externos, transitórios.

Apresentar-se-ia em triunfo social, submetendo o reizete que Lhe decidiu a sorte;
apesar disso, facultou-se viver sob as condições do momento em plena aridez de sentimentos e escassez de amor entre as criaturas...

Jesus, no entanto, conhecia as razões fundamentais de todos os problemas humanos e a metodologia lenta da evolução;
identificava que a emulação pela dor é mais significativa e escutada do que a do amor, sempre preterido;
sabia do valor das conquistas superiores do Espírito, em detrimento das falazes aquisições que se deterioram no túmulo e dissociam os tesouros da alma.

Tem, portanto, coragem e faz como Ele, ante dificuldades e problemas que passarão, armando-te hoje de esperança para o teu amanhã venturoso.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 23, 2011 10:37 pm

Calma para o Êxito
Livro: Episódios Diários
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.

Aqui, é uma pessoa tresvariada, que te agride...

Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...

Acolá, é uma ameaça de insucesso na actividade programada...

Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...

É necessário ter calma sempre.

A calma é filha dilecta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta recta que responde por uma atitude mental harmonizada.

Quando não se age com incorrecção, não há porque temer-se acontecimento infeliz.

A irritação, alma gémea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.

A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para actuar, propiciando os meios para a acção correcta.

Não antecipa, nem retarda.

Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.

Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.

Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 23, 2011 10:37 pm

Bom Humor
Carlos Baccelli

Conserva,em tudo,o teu bom-humor.
Um simples sorriso remove muitos obstáculos.

A alegria é uma força que se propaga.
Sorri e todos haverão de sorrir contigo.

O sorriso espontâneo desarma os espíritos, flexibilizando o coração mais endurecido.
O teu sorriso é a tua própria alma que se exterioriza.

Junto de quem sorri, a tristeza não se demora.
A alegria é tónico para a saúde do corpo e alimento para a alma.

Não vivas de semblante fechado como o Sol entre as nuvens.
Estampa no rosto o teu sorriso de simpatia e todos os teus caminhos haverão de iluminar-se.

Controle Emocional
Livro: Via Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Mantém o teu controle emocional em todas as situações.

Sistema nervoso alterado, vida em desalinho.

Se dificuldades ameaçarem o teu equilíbrio, utiliza-te da oração.

A prece é medicamento eficaz para todas as doenças da alma.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 23, 2011 10:38 pm

O Poder da Gentileza
Livro: Alvorada Cristã
Néio Lúcio & Francisco Cândido Xavier

Eminente professor negro, interessado em fundar uma escola num bairro pobre, onde centenas de crianças desamparadas cresciam sem o benefício das letras, foi recebido pelo prefeito da cidade que lhe disse imperativamente, depois de ouvir-lhe o plano:
- A lei e a bondade nem sempre podem estar juntas.
Organize uma casa e autorizaremos a providência.

- Mas, doutor, não dispomos de recursos...
considerou o benfeitor dos meninos desprotegidos.
- Que fazer? De qualquer modo, cabe-nos amparar os pequenos analfabetos.

O prefeito reparou-lhe demoradamente a figura humilde, fez um riso escarninho e acrescentou:
- O senhor não pode intervir na administração.

O professor, muito triste, retirou-se e passou a tarde e a noite daquele sábado, pensando, pensando...

Domingo, muito cedo, saiu a passear, sob as grandes árvores, na direcção do antigo mercado.
Ia comentando, na oração silenciosa:
- Meu Deus, como agir? Não receberemos um pouso para as criancinhas, Senhor?

Absorvido na meditação, atingiu o mercado e entrou.
O movimento era enorme.
Muitas compras. Muita gente.

Certa senhora, de apresentação distinta, aproximou-se dele e tomando-o por servidor vulgar, de mãos desocupadas e cabeça vazia, exclamou:
- Meu velho, venha cá.

O professor acompanhou-a, sem vacilar.
À frente dum saco enorme, em que se amontoavam mais de trinta quilos de verdura, a matrona recomendou:
- Traga-me esta encomenda.

Colocou ele o fardo às costas e seguiu-a.
Caminharam seguramente uns quinhentos metros e penetraram elegante vivenda, onde a senhora voltou a solicitar:
- Tenho visitas hoje. Poderá ajudar-me no serviço geral?
- Perfeitamente -
respondeu o interpelado - dê suas ordens.

Ela indicou pequeno pátio e determinou-lhe a preparação de meio metro de lenha para o fogão.

Empunhando o machado, o educador, com esforço, rachou algumas toras.
Findo o serviço, foi chamado para rectificar a chaminé.
Consertou-a com sacrifício da própria roupa.

Sujo de pó escuro, da cabeça aos pés, recebeu ordem de buscar um peru assado, a distância de dois quilómetros.
Pôs-se a caminho, trazendo o grande prato em pouco tempo.
Logo após, atirou-se à limpeza de extenso recinto em que se efectuaria lauto almoço.

Nas primeiras horas da tarde, sete pessoas davam entrada no fidalgo domicílio.
Entre elas, relacionava-se o prefeito que anotou a presença do visitante da véspera, apresentado ao seu gabinete por autoridades respeitáveis. Reservadamente, indagou da irmã, que era a dona da casa, quanto ao novo conhecimento, conversando ambos em surdina.

Ao fim do dia, a matrona distinta e autoritária, com visível desapontamento, veio ao servo improvisado e pediu o preço dos trabalhos.
- Não pense nisto - respondeu com sinceridade - tive muito prazer em ser-lhe útil.

No dia imediato, contudo, a dama da véspera procurou-o, na casa modesta em que se hospedava e, depois de rogar-lhe desculpas, anunciou-lhe a concessão de amplo edifício, destinado à escola que pretendia estabelecer.
As crianças usariam o património à vontade e o prefeito autorizaria a providência com satisfação.

Deixando transparecer nos olhos húmidos a alegria e o reconhecimento que lhe reinavam n'alma, o professor agradeceu e beijou-lhe as mãos, respeitoso.

A bondade dele vencera os impedimentos legais.
O exemplo é mais vigoroso que a argumentação.
A gentileza está revestida, em toda parte, de glorioso poder.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 23, 2011 10:40 pm

Socorro e Benevolência
Livro: Encontro Marcado
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Socorro e benevolência!...

Curioso examinar como é fácil seguir o caminho da caridade até o meio;
tão fácil que o princípio dele é acessível a qualquer um.

Isso, porque, se o início das boas obras pode realizar-se através de impressões externas, a complementação deve ser feita no cerne da vida íntima.

Mobilizaremos recursos materiais, diminuindo o infortúnio de companheiros que a penúria vergasta;
[i]no entanto, a fim de aprendermos as lições da bondade, é forçoso lhes saibamos doar, tanto quanto possível, esforço e presença pessoal, na solução dos problemas que lhes digam respeito.

Partilharemos dissabores e aflições dos vizinhos, especialmente quando a própria tranquilidade nos permita articular bons conselhos, mas, para que o nosso testemunho de fraternidade seja completo, cabe-nos regozijar-nos sinceramente quando se mostram felizes, sem qualquer necessidade de nosso auxílio.

Estimaremos a prestação de gentileza às pessoas que se nos façam atraentes pela humildade que evidenciem;
contudo, é forçoso sustentar o mesmo concurso afectivo junto daqueles que a revolta e a obsessão nos apresentem como sendo criaturas menos simpáticas.

Alegrar-nos-emos com as tarefas da assistência social quando vantagens diversas nos assegurem euforia do corpo e alma;
entretanto, para demonstrarmos compreensão de solidariedade real, é preciso saber olvidar enxaqueca e desgosto, a fim de sorrir encorajando os irmãos em lides expiatórias.

Caridade, indiscutivelmente, é a senda do amor;
contudo, para alcançar a vitória espiritual a que ela nos guia, é necessário trilhá-la dos júbilos do começo às dificuldades do fim.

Muita Paz
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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 24, 2011 10:48 pm

A Fraternidade realiza Milagres
Livro: Sublime Expiação
Victor Hugo & Divaldo P. Franco

Expulsa a antiga lepra do mal, transformando-a em flores do bem, a recenderem aroma por onde passes, onde estejas, como te encontres, no serviço da Imortalidade.

O Senhor seguirá contigo, e mesmo quando todos estiverem aparentemente contra ti, tem em mente que o desprezo do mundo, por causa do Senhor, testifica que o Senhor está connosco, Ele que até hoje continua ignorado e, mesmo quando proclamado por milhões, prossegue esquecido...

Quando o homem entender e praticar as lições do optimismo, nos momentos mais graves, e entregar-se às mãos de Deus, em quaisquer conjunturas, sofrerá muito menos, porque se libertará do antigo hábito da autocompaixão e do egoísmo, para plainar acima das vicissitudes e das constrições malsinantes da autocomiseração, de resultados sempre molestos.

Essa tarefa o Espiritismo conseguirá realizar, a seu tempo, ajustando o pensamento humano à só valorização das coisas legítimas e boas, sem quaisquer conúbios com a insensatez e o comodismo, que engendram expressões de secundária significação e mórbidos desequilíbrios.

A fraternidade realiza milagres.

O pensamento é o dínamo da vida:
bom ou mau, culmina sempre por alcançar aquele que se lhe torna receptivo e a quem se dirige.

Bem-aventurados aqueles que já podem expungir o mal de suas almas, com resignação e esperança!
Para esses, os dias claros de sol logo voltarão, a alegria depressa reacenderá e a música dos sorrisos tornará muito em breve aos lábios restaurados.

Resguardemo-nos, os que seguimos descuidados.
Ouçamos as advertências da Doutrina Espírita, insculpindo no coração e na mente os conceitos libertadores com que Allan Kardec postulou e viveu as informações do Mundo Espiritual encarregado de clarificar a Humanidade.

O medo é algoz impenitente que destrói, seguro de si, estilhaçando tudo, tudo transformando em maior razão de pavor:
pequenos ruídos semelham trovões, o cicio do vento parece voz de fantasma, a própria respiração soa como estertor de gigante, prestes a desferir golpe fatal.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 24, 2011 10:48 pm

Sem Desânimo
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Hoje, sofreste o espinho da angústa, entretanto, ainda ontem, teu coração agasalhou alegrias verdadeiras.

Hoje, suportaste o peso do fracasso, todavia, ainda ontem, expressivas vitórias coroaram-te a fronte.

Hoje, semeaste a incompreensão, contudo, ainda ontem, pronunciaste palavras de entendimento a alguém que sofria.

Hoje, magoaste o companheiro [i/]com a palavra ríspida, no entanto, ainda ontem, abraçaste com carinho o amigo em provação.

Se hoje [i]te encontras vencido pela amargura,
porque falaste ou agiste impensadamente, recorda que, ainda ontem, pudeste ser o veículo da paz e da esperança, da paciência e do bem, na certeza de que acertos e erros, ajustes e desajustes são constantemente lições oportunas na escola da evolução.

Hoje, lutamos.
Amanhã, venceremos.

Sempre e sem desânimo.


Muita Paz
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Honestidade sempre
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Quando desconheceres um assunto, confessa a tua ignorância a seu respeito.

Não tens obrigação de saber tudo, de estar informado sobre todas as coisas.

Questão de apreço é a honestidade de quem reconhece os próprios limites.

E mesmo que estejas inteirado da informação que alguém te dá, ouve-a com paciência.

Terás ensejo de conferi-la com as notícias que já tens, enriquecendo mais o teu conhecimento ou corrigindo-o

Uma pessoa que parece muito bem informada, às vezes tem somente um conhecimento superficial, aparentando mais do que sabe.

Quem sabe ouvir, lucra sempre.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 24, 2011 10:49 pm

O Cooperador
Livro: Caridade
Francisco Cândido Xavier

Imagina-te à frente de um violino.
Instrumento que te espera sensibilidade e inteligência, atenção e carinho para vibrar contigo na execução da melodia.

Se o tomas de arranco, é possível te caia das mãos, desafinando-se, quando não seja perdendo alguma peça.
Se esquecido em algum recanto, é provável se transforme em ninho de insetos que lhe dilapidarão a estrutura.

Se usado, a feição de martelo, fora da função a que se destina, talvez se despedace.
Entretanto, guardado em lugar próprio e manejado na posição certa, como a te escutar o coração e o célebro, ei-lo que te responde com a sublimidade da música.

Assim, igualmente na vida, é o companheiro de quem esperas apoio e colaboração.
Chame-se familiar ou companheiro, chefe ou subordinado, colega ou amigo, se lhe buscas o auxílio, a golpes de azedume e brutalidade, é possível te escape da área de acção, magoando-se ou perdendo o estímulo ao trabalho.

Se largado ao menosprezo, é provável se entregue a influências claramente infelizes, capazes de lhe envenenarem a alma.

Se empregado por veículo de intriga ou maledicência, fora das funções edificantes a que se dirige, talvez termine desajustado por longo tempo.

Mas, se conservado com respeito, no culto da amizade, e se mobilizado na posição certa, como a te receber as melhores vibrações do coração e do cérebro, ei-lo que te corresponde com a excelência e a oportunidade da colaboração segura, em bases de amor que é, em tudo e em todos, o supremo tesouro da vida.

Pensemos nisso e concluiremos que é impossível encontrar cooperadores eficientes e dignos, sem indulgência e compreensão.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 24, 2011 10:49 pm

Gentilezas Salvadoras
Livro: Glossário Espírita-Cristão
Marco Prisco & Divaldo P. Franco

Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente:
é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade.
(Alan Kardec. E.S.E. Cap. IX. Item 6.)

Quando você afasta do piso uma casca de fruta deixada pela negligência de alguém, não pratica apenas um ato de gentileza.
Evita que algum desavisado escorregue, sofrendo tombo violento.

Ao ceder o lugar no transporte coletivo a um ancião, você não realiza um gesto de cortesia somente.
Atende a um corpo cansado, poupando as energias de quem poderia ser seu genitor.

Se você oferece braço moço à condução de um volume, poupando aquele que o carrega, não pratica unicamente uma delicadeza.
Contribui fraternalmente para o júbilo de alguém que, raras vezes, encontra ajuda.

Portando a boa palavra em qualquer situação, você não atende exclusivamente à finura do trato.
Realiza entre os ouvintes o culto do verbo são, donde fluem proveitosos e salutares ensinamentos.

Silenciando uma afronta em público, você não atesta apenas o refinamento social.
Poupa-se à dialogação violenta, que dá margem a ódios irremediáveis.

Se você oferece agasalho a algum desnudo, não só atende à delicadeza humana, por filantropia.
Amplia a cultura da caridade pura e simples.

Ao sorrir, discretamente, dando ensejo a um desafecto de refazer a amizade, você não age tão-somente em tributo à educação.
Apaga mágoas e ressentimentos, enquanto "está no caminho com ele".

Procurando ajudar um enfermo cansado a galgar e vencer dificuldades, você não procede imbuído apenas de gentileza.
Coopera para que a vida se dilate no debilitado, propiciando-lhe ensejos evolutivos.

Atendendo impertinente criança que o molesta, num grupo de amigos, você não se situa só na formosura da conduta externa.
Liberta um homem futuro de uma decepção presente.

No exercício da gentileza, a alma dilata recursos evangélicos e vive o precioso ensino do Mestre ao enfático doutor da lei, com afabilidade e doçura, quando Ele afirmou: "Vai e faz o mesmo!".

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 24, 2011 10:49 pm

O Jogo da Substituição
Livro: Atravessando a Rua
Richard Simonetti

Tão compenetrada quanto lhe permitiam seus sete anos, a garotinha instalou-se nos joelhos paternos e indagou:
— Papai, você gosta de viver?
— Sim, filhinha, muito! Quem não apreciaria a Vida tendo um tesouro como você?

— Então por que deseja morrer?
— Papai não quer morrer, meu anjo. Quem lhe disse isso?
— Ninguém. Eu é que pensei...

Na aula de evangelização a "tia" explicou que o uso do cigarro é uma espécie de suicídio.
Provoca doença grave! Você fuma tanto!...
Imaginei que desejava morrer.

— Danadinha! Você tem razão!
Pois bem, papai vai lutar contra esse veneno fumegante.
Mas não será fácil.
Muitos tentam e acabam derrotados pelo "enroladinho de Fumaça".

— Sabe, paizinho, a "tia" ensinou que o cigarro pode ser vencido pelo jogo da substituição.
— Substituição?!
— Sim. Sempre que sentir vontade de fumar, inicie a brincadeira procurando um pobre e veja o que pode fazer em seu benefício.

Assim fica fácil, porque há tantos passando fome, que você vai sentir vergonha de não usar o dinheiro do cigarro na compra de alimento para eles.
Não terá coragem de fumar enquanto existirem pobres.
Não vai fumar nunca mais, porque a pobreza é o que não falta no Mundo.

— É uma boa idéia, meu amor.
Vamos começar já. Você vem comigo?
— Claro! E teremos uma ajuda que não falha.

A "tia" sempre diz que Jesus vai com a gente quando procuramos socorrer alguém...

Toda família se beneficia com a iniciação dos filhos no aprendizado da Vida Eterna.

Iluminando seus Espíritos, não só ajudaremos a caminhar com segurança, como teremos neles precioso estímulo em favor de nossa própria renovação.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 25, 2011 11:07 pm

Alegria e Esperança
Livro: Algo Mais
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Beneficência é também viver corajosamente com esperança e alegria.

Pensa nos acidentados da alma.

Os que foram atropelados pelas grandes provações nem sempre se reconhecem tão fortes, a ponto de te dispensarem o socorro espiritual.

Caminha reerguendo os corações caídos em tristeza e desânimo.

Rearticula a fé nos companheiros que se perderam do rumo.
Se algum deles se marginaliza, auxilia-o a reajustar-se na trilha certa.

Estende as mãos aos que se imobilizaram no sofrimento para que retomem o trânsito natural de quantos se dirigem para frente.

Para isso, lembra-te de esquecer os argumentos amargos e as reminiscências infelizes.

Fala no bem, encaminha-te para o futuro, interpreta com a luz do amor os acontecimentos da vida e eleva os assuntos para os cimos da compreensão.

Dispões do olhar de simpatia, do entendimento fraterno, do sorriso amistoso da palavra benevolente;
reaquece a confiança nos irmãos que esmorecem ao contacto dos problemas do mundo e ajuda-os a reflectir na Bondade Divina que nos acolhe a todos.

Não te detenhas.
Caminha avivando a chama da alegria por onde passes.

Se não trazes contigo fontes de consulta capazes de renovar-te os conhecimentos e nem podes ouvir, de imediato, os Mentores da Sabedoria que te formulem o verbo para a exaltação do bem, medita contigo mesmo e perceberás que da erva esquecida no campo aos sóis que resplandecem no Espaço Cósmico, tudo te falará de alegria e de esperança na Criação de Deus.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 25, 2011 11:07 pm

Tua Doacção
Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Fascinam-te as dádivas expressivas que são encaminhadas a serviço da filantropia e da caridade fraternal.
Os donativos em notas fiduciárias e valores bancários relevantes sensibilizam-te e empolgam-te.
Se pudesses, crês, ofertarias altas somas em dinheiro para as finalidades edificantes que se desdobram no mundo.

As oferendas de jóias de alto preço e os títulos de terras valiosas, destinadas a hospitais e lares para a velhice como para a infância, causam-te espanto, admiração.

Todo esse tipo de desprendimento por parte das pessoas largamente aquinhoadas pelos recursos financeiros causa-te um impacto agradável.
Comentas os gestos dos grandes filantropos e dos patronos da cultura, das artes, dos museus, dos educandários, dos órgãos de beneficência...

...E lamentas a situação em que transitas na atual conjuntura, impossibilitado de contribuir expressivamente para a erradicação da miséria, da enfermidade, da dor entre as criaturas da Terra.

Anelarias por ajudar e ajudar de forma eloquente, compensadora.
Embora mereça respeito tal conceito, a colocação do problema está mal posta.
Os que muito dão são credores de consideração, todavia, doam do que lhes excede, do quanto certamente não lhes fará falta.

Toda doacção que beneficia alguém é digna.
Se, porém, não dispões do muito a oferecer, faze a tua doação de amor, ungido de alegria e de boa vontade.

Uma explosão de ira que tenhas poderá ser a tua doação para a paz.
Manter-se em acção equilibrada e contínua, quando espocam a negaça ao dever e a defecção dos companheiros, far-se-á a tua doacção para o bem geral.

A prece espontânea e discreta em favor de quem sofre constituir-se-á tua doação para a harmonia do próximo.
A fidelidade à amizade, com que te honra um amigo ou um afecto especial, tornar-se-á tua doacção para a dignidade humana.

O optimismo nas atitudes, quando o trabalho se infesta de despeito e malquerença, expressará tua doação para sustentar o bem incompreendido...

Tuas doacções morais são de alta magnitude.
Não as desdenhes.

Se podes ampará-las com a materialização de moedas e haveres, objectos e tesouros diversos, tornam-se significativas, sem dúvida, não maiores, porém, do que as que se te representam sacrifício e dedicação.

E se lograres doar-te, pessoalmente, esta tua parte é de inapreciável significação e alto valor.

Exaltando a dádiva da humílima viúva ao gazofilácio, no dia das oferendas ao Templo, seguindo a tradição judaica, Jesus nos convocou à acção do bem, impedindo-nos as escusas e os sofismas ante a tarefa de auxiliar, sem comentar, é certo, que Ele se deu a Si mesmo, para a felicidade de todos nós, em sacrifício de amor.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 25, 2011 11:07 pm

Doações
Livro: Bênção de Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"... O cumprimento da lei é o amor."
Paulo. (Romanos, 13:10).

Milhares de dádivas transitam na Terra diariamente.

Vemos aquelas que se constituem do dinheiro generoso que alimenta as boas obras;
as que se definem por glórias da arte enriquecendo a mente popular;
as que se erigem sobre os louros da palavra traçando caminhos para o encontro fraternal entre as criaturas;
e aquelas outras, inumeráveis, que consubstanciam a amizade de quem as oferece ou recolhe.

Todas elas, demonstrações da bondade humana, são abençoadas na Vida Superior.
Entretanto, uma existe, inconfundível entre todas, da qual nós, os seres em evolução no Orbe Terrestre, não conseguimos prescindir...

Ao alcance de todos ela se expressa por exigência inarredável do caminho de cada um.
Desejamos referir-nos ao amor, sem o qual ninguém logra subsistir.

Além disso, o amor é a força que valoriza qualquer dádiva, tanto quanto a maneira de dar.

Muitos de nossos irmãos necessitados, junto de quem praticamos o ideal da beneficência, decerto agradecem o concurso materializado que lhes possamos ofertar, mas quantas vezes estimariam, acima de tudo, receber uma bênção de solidariedade e optimismo que lhes restaure a alegria de viver e o conforto de trabalhar!

Reflictamos de igual modo nos companheiros temporariamente apresados no cárcere das paixões e reconheceremos que o mundo tem tanta necessidade de amor quanto de luz.

Meditemos nisso, e, diante da parte de trabalho que nos compete, na construção do Reino de Deus entre os homens, seja à frente dos felizes ou dos imperfeitamente felizes, dos justos ou dos menos justos, comecemos por estender com as dádivas de nossas mãos aquelas outras que nos é lícito nomear como sendo o favor do sorriso fraterno, o benefício da boa palavra, o empréstimo da esperança e o donativo do entendimento.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 25, 2011 11:08 pm

Simpatia
Livro: Plantão da Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Auxilia o pântano e receberás a terra fecunda.
Purifica a fonte poluída e recolherás a água potável.
Selecciona o barro escuro e encontrarás a argila precisa em teu vaso.

Ampara hoje a sementeira frágil e terás a colheita feliz de amanhã;
Lavra a pedra e terás valiosas utilidades.

Aperfeiçoa a madeira bruta e exibirás preciosas peças de beleza e aprimoramento.
Não desprezes o cascalho contundente e nele, muitas vezes, identificarás a existência do ouro.

Assim também não fujas à dor, porque a dor bem aproveitada é nobre instrumento, através do qual verte para nós outros a corrente dos recursos espirituais.

Se desejas realização e vitória, dons e talentos no campo da própria vida, não te esqueças da necessidade de simpatia.

Auxilia a todos, busca entender tudo e tudo respeitar, e, com o tempo, perceberás que todos virão ao teu encontro, estendendo-te amparo e compreensão para que subas livremente à grandeza da Vida Maior.


Serenidade
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Necessitas de serenidade a cada passo.

Serenidade para discernir, actuar e viver.

A vida é galopante e muda os seus cenários a cada minuto, exigindo permanente serenidade a fim de não esmagar as pessoas.

Quem se aflija, e tente seguir a velocidade ciclópica destes dias, arrebenta-se, porque sai de uma para outra situação com muita rapidez, sem mesmo tempo para adaptação na fase anterior.

As notícias chegam e os acontecimentos passam, produzindo imenso desgaste emocional, mental e físico.

Resguarda-te na serenidade, preservando os equipamentos da tua existência, que estão programados para uso adequado e não para o abuso.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 25, 2011 11:08 pm

Doce Nome - Fraternidade
Livro: Lázaro Redivivo
Irmão X & Francisco Cândido Xavier

Não obstante a defecção de Caim e o abandono de José, filho de Jacob, o nome de irmão é talvez um dos títulos mais doces que existem no mundo.

O verdadeiro amor fraternal não pede compensações, não experimenta ciúme, não é exclusivista.
Reclama somente a felicidade do objecto amado, com a qual se contenta.

Jesus chamava irmãos a todos os seguidores de seu ideal divino e seus legítimos continuadores viviam em comunidade fraternal.

Os cristãos martirizados nos circos penetravam na arena abraçados e felizes.
Damas do patriciado davam as mãos a escravas misérrimas, unidas para o sacrifício.
Não se conheciam antes.

As filhas dos romanos aristocráticos haviam nascido no berço da dominação, enquanto as servas dos nobres haviam chegado ao mundo à sombra do cativeiro.
Enfrentavam, porém, as feras sacrílegas, de mãos entrelaçadas, porque o Evangelho do Reino Celeste lhes revelara o doce mistério da sublime fraternidade.

Eram irmãs, diante do Eterno:
era tudo o que podiam saber no supremo holocausto a Jesus-Cristo, por quem vertiam o sangue generoso e renovador.

Francisco de Assis, abnegado companheiro dos homens e da Natureza, sentia-se irmão do lobo de Gúbio, ao qual dirigia a palavra em nome de Deus.

Paulo de Tarso, o apóstolo da gentilidade, escrevendo aos hebreus, que representavam o povo escolhido, recomenda-lhes, no versículo primeiro do capítulo treze, a conservação do amor fraternal.

Paulo tinha razões sérias para emitir o conselho porque, se não podemos opinar sobre o amor angélico, inacessível ainda ao nosso entendimento, podemos algo dizer sobre os afetos humanos.

E nas actividades além do túmulo, a legítima ligação fraternal, sublime e constante, elevada e sincera, é talvez a única que jamais surpreende ou desconcerta.

Constituindo reais exceções os enlaces das almas em união imperecível, na face do planeta, em regra geral os cônjuges, depois da morte, descobrem, por fim, que consumiram imensas quantidades de combustível das paixões para aprenderem a ser bons irmãos um do outro.

Filhos e pais, nas mesmas circunstâncias, adquirem expressivos ensinamentos, em virtude dos imperativos da reencarnação.
Muitas vezes, a consangüinidade constitui o cadinho purificador.

O devotamento fraterno, porém, alcança culminâncias divinas.
A realidade não lhe embacia o clarão, nem a morte lhe desfigura a beleza.
Continua sempre, como as árvores generosas que dilatam as raízes, cobrindo-se de flores e de frutos.

O irmão não conhece os dramas passionais dos desejos desatendidos, não exige considerações exteriores, não solicita senão a ventura dos que lhe gozam o carinho e a dedicação.

Por isso mesmo, embora estejamos muito distantes da plena execução da regra áurea, a Humanidade não será integralmente feliz, enquanto o amor fraternal não estabelecer o seu império no mundo.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 26, 2011 8:56 pm

Dinheiro e Amor
Livro: O Espírito da Verdade
Meimei & Francisco Cândido Xavier

Diante do bem, não pronuncies a palavra "impossível".

Certamente, sofres a dificuldade dos que herdaram a luta por preço das menores aquisições.
Ainda assim, lembra-te de que a virtude não reside no cofre.

Onde encontrarias ouro puro a fazer-se pão na caçarola dos infelizes?

Em que lugar surpreenderias frágil cobertor tecido de apólices para agasalhar a criança largada ao colo da noite?

Entretanto, se o amor te faz lume no pensamento, arrebatarás à imundicie a derradeira sobra da mesa, convertendo-a no caldo reconfortante para o enfermo esquecido, e farás do pano pobre o abrigo providencial em favor de quem passa, relegado à intempérie.

Uma garganta de pérolas não emite pequenina frase consoladora e um crânio esculpido de pedras raras não deixa passar leve fio de ideação.

Todavia, se o amor te palpita na alma, podes falar a palavra renovadora que exclui o poder das trevas e inspirar o trabalho que expresse o apoio e a esperança de muita gente.

Respeita a moeda capaz de fazer o caminho das boas obras, mas não esperes pelo dinheiro a fim de ajudar.

Hoje mesmo, em casa, alguém te pede entendimento e carinho e, além do reduto doméstico, legiões de pessoas aguardam-te os gestos de fraternidade e compreensão.

Recorda que a fonte da caridade tem nascedouro em ti mesmo e não descreias da possibilidade de auxiliar.

Para transmitir-nos semelhante verdade, Jesus, a sós, sem finança terrestre, usou as margens de um lago simples, ofertou simpatia aos que lhe buscavam a convivência, confortou os enfermos da estrada, falou do Reino de Deus a alguns pescadores de vida singela e transformou o mundo inteiro, revelando-nos, assim, que a caridade tem o tamanho do coração.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 26, 2011 8:56 pm

Imperativo da Paciência
Livro: Atenção
Meimei & Francisco Cândido Xavier

Provável que raros amigos pensem nisto: paciência por imunização contra o suicídio.

Nas áreas da actividade humana, bastas vezes, surgem para a criatura determinados topos de provação para cuja travessia, nem sempre bastará o conhecimento superior.
É necessário que a alma se apóie no bastão invisível da paciência, a fim de não resvalar em sofrimentos maiores.

Eis porque nos permitimos endereçar reiterados apelos aos irmãos domiciliados no Plano Físico a fim de que se dediquem ao cultivo da compreensão.

Se te encontras sob o impacto de conflitos domésticos, ante aqueles que se façam campo de vibrações negativas, usa a tolerância, quanto possível, em auxílio à segurança da equipe familiar a que te vinculas.

Nas decepções, sejam quais forem, reflecte no valor da ponderação em teu próprio benefício.

Diante de golpes que te sejam desfechados, esquece injúrias e agravos e pensa nas oportunidades do trabalho que se te farão apoio defensivo contra o desespero.

Sob acusações que reconhece imerecidas, olvida o mal e não alimentes o fogo da discórdia.

Quando te falte actividade profissional, continua agindo, tanto quanto puderes, nas tarefas de auxílio espontâneo aos outros, aprendendo que actividade nobre atrai actividades nobres e, com isso, para breve, te reconhecerás em novos posicionamentos de serviço, segundo as tuas necessidades.

Se o desânimo te ameaça por esse ou aquele motivo, recorda a importância de teu concurso fraterno, em apoio de alguém, e não te dês ao luxo de paradas improdutivas.

Em qualquer obstáculo a transpor no caminho, conserva a paciência por escora e guia e, de pensamento confiante na Divina Providência, seguirás adiante, afastando para longe a tentação da fuga e reconhecendo, em tempo estreito, que há sempre um futuro melhor para cada um de nós e que, em todas as tribulações da existência, vale a pena esperar pelo socorro de Deus.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 26, 2011 8:57 pm

Precipitação e Paciência
Livro: Alegria de Viver
Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

No báratro da actualidade, ante os desafios de cada instante, não te entregues às reações que somente complicam o teu processo evolutivo.

Enfrenta cada problema usando o raciocínio e asserenando o coração, de modo a poderes agir com acerto, sem tais reagentes que resultam da precipitação.

A reacção perturba, a acção edifica.
Quando reages sem pensar, serás obrigado, mais tarde, a agir para concertar.
Os factores dissolventes, que resultam dos vícios e acomodações, respondem pela perturbação e desordem que ora grassam soberanos.

Não te deixes arrastar pelo desequilíbrio que se generaliza.
Sê tu aquele que, diante das dificuldades, não se engaja na precipitação.
Esta é geratriz da agressividade e da violência, filha dilecta do primarismo e do medo ancestral, primitivo.

Assim, em qualquer momento, tens necessidade de cultivar a paz que ressuma da paciência.

A paciência é instrumento da vida para o serviço da perfeição.
A precipitação é operária a soldo das implosões devastadoras e das explosões infelizes.
Lenta e seguramente cresce no trabalho e atua nos teus deveres.

Melhor realizar em profundidade, com calma, do que, com precipitação, tudo intentar produzir.

A precipitação desnorteia;
a paciência harmoniza.

Precipitado, o homem tomba nas próprias armadilhas.
Paciente, soluciona todos os enigmas.
A precipitação retrata distúrbio emocional, enquanto que a paciência reflete harmonia interior.

Átila, precipitado, submeteu grande parte do mundo ao seu domínio, para logo depois sucumbir, vitimado pela própria impulsividade.
Antes dele, Alexandre Magno conquistou a Terra conhecida, não obstante, desencarnou em perturbação e insatisfação íntima.

A história dos precipitados conquistadores do exterior é feita de amargura e com ressaibos de dor.
Jesus, porém, que nos veio amar, permanece conquistando-nos com paciência, aguardando que O sigamos.

Nas Suas pegadas levantaram-se apóstolos, mártires e santos em todas as épocas, ensinando-nos que a precipitação conduz à loucura;
todavia, a paciência com amor, mãe da resignação cristã, leva à vitória e à salvação.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 26, 2011 8:57 pm

A Lição da Obediência
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

De novo reunido à família, Chico Xavier, fosse por que tivesse retornado à tranquilidade ou por que houvesse ingressado na escola, não mais viu o Espírito da mãezinha desencarnada.

Entretanto, passou a ter sonhos...

À noite, no repouso, agitado, levantava-se do leito, conversava com interlocutores invisíveis e, muitas vezes, despertava pela manhã, trazendo notícias de parentes mortos, contando peripécias ou narrando sucesso que ninguém podia compreender.

João Cândido Xavier, a conselho da segunda esposa, que se interessava materialmente pela criança, conduziu Chico ao padre Sebastião Scarzelli, antigo vigário da cidade de Matozinho, nas vizinhanças de Pedro Leopoldo, que depois de ouvir o menino, por algumas vezes, em confissão, aconselhou João Cândido a impedir que o rapazelho lesse jornais, livros ou revistas.

Chico devia estar impressionado com más leituras - dizia o sacerdote - aqueles sonhos não eram outra coisa senão perturbações, porque as almas não voltam do outro mundo.

Intrigado por ver que ninguém dava crédito ao que via e escutava, em sonhos, certa noite, rogou, em lágrimas, algumas explicações da progenitora de quem não se esquecia.

Dona Maria João de Deus, apareceu-lhe no sonho, calma e bondosa, e o Chico deu-lhe a conhecer as dificuldades em que vivia.
Ninguém acreditava nele. - clamou.

Mas o conselho maternal veio logo.
- Você não deve exasperar-se.
Sem humildade, é impossível cumprir uma boa tarefa.

- Mas, mamãe, ninguém acredita em mim...
- Que tem isso, meu filho?
- Mas eu digo a verdade.

- A verdade é de Deus, e Deus sabe o que faz, -
disse a generosa entidade.
Chico, porém, choramingou:
- Não sei se a senhora sabe, papai e o padre estão contra mim...
Dizem que estou perturbado...

Dona Maria abraçou-o e disse:
- Modifique seus pensamentos.
Você á ainda uma criança e uma criança indisciplinada cresce com a desconfiança e com a antipatia dos outros.

Não falte ao respeito para com seu pai e para com o padre.
Eles são mais velhos e nos desejam todo o bem.
Aprenda a calar-se.

Quando você lembrar alguma lição ou alguma experiência recebidas em sonho, fique em silêncio.
Se for permitido por Jesus, então, mais tarde virá o tempo que você poderá falar.
Por enquanto, você precisa aprender a obediência para que Deus, um dia, conceda ao seu caminho a confiança dos outros...

Desde essa noite, Chico calou-se e Dona Maria João de Deus passou algum tempo sem fazer-se visível.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 26, 2011 8:57 pm

Temporária Separação
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Continuando os "desequilíbrios" do Chico, em janeiro de 1920, João Cândido Xavier, seu pai, pediu ao padre que fosse mais exigente com a criança, no confessionário.

O sacerdote concordou com a sugestão...
Quando o vigário lhe ouvia as referências sobre as rápidas entrevistas com Dona Maria João de Deus, desencarnada desde 1915, falou-lhe francamente.
- Não meu filho. Isso não pode ser.
Ninguém volta a conversar depois da morte.
O demónio procura perturbar-lhe o caminho...

- Mas, padre, foi minha mãe quem veio...
- Foi o demónio.

Severamente repreendido pelo vigário, o menino calou-se, chorando muito.
O Sr. João Cândido Xavier, católico de Santa Luzia do Rio das Velhas deu razão ao padre.
Aquilo só podia ser o demónio.

Chico refugiou-se no carinho da madrasta, alma compreensiva e boa.
E Dona Cidália lhe disse:
- Você não deve chorar, meu filho.
Ninguém pode dizer que você esteja perseguido pelo demónio.

Se for realmente sua mãezinha quem veio conversar com você, naturalmente isso acontece porque Deus permite.
E Deus estando no assunto ajudará para que isso tudo fique esclarecido.

À noite desse dia, Chico sonhou que reencontrava a progenitora.
Dona Maria abraçou-o e recomendou:
- Repito que você deve obedecer a seu pai e ao vigário.

Não brigue por minha causa.
Por algum tempo você não mais me verá, contudo, se Jesus permitir, mais tarde estaremos mais juntos.
Não perca a paciência e esperemos o tempo.

Chico acordo em prantos.
Enxugou os olhos, resignado.

E, por sete anos consecutivos não mais teve qualquer contacto pessoal com a mãezinha, para somente receber-lhe as mensagens psicografadas em 1927 e revê-la, de novo, pela vidência mais clara e mais segura, em 1931, quando mais familiarizado com o serviço mediúnico, ao qual se entregara de coração.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 27, 2011 10:30 pm

Bondade e Renúncia
Livro: Lindos Casos de Bezerra de Menezes
Ramiro Gama

A companheira do abnegado médico já havia combinado com o amigo Cordeiro para cobrar aos que pudessem pagar à razão de cinco mil réis por consulente.
O dinheiro não passaria pelas mãos de Bezerra e deveria ser encaminhado a D. Cândida.
Bezerra sabia disto e concordou desde que recebesse apenas dos que estivessem em condições de pagar...

Certa vez, penetra no seu consultório da Farmácia Cordeiro uma pobre mulher com uma criança ao colo.
Sentou-se e apresentou-lhe o filhinho para exame.
O aspecto da pobre mulher como o da criança traduzia miséria e fome.

Bezerra atendeu à criança.
Sentiu-lhe o físico em mísero estado.

E receitou, aconselhando à mão sofredora:
- Minha filha, dê a seu filho estes remédios de hora em hora.
São remédios homeopáticos e, se desejar, pode comprá-los aqui mesmo...

- Comprá-los, doutor, com quê, se não tenho comigo nenhum níquel!
Se eu e meu filho estamos até agora em jejum...

O bondoso médico olhou para a mãe sofredora.
Seus olhos mansos e verdes, reflectindo compaixão, encheram-se de pranto.
Ambos choravam!

O ambiente deveria ser tocante e vestido de luz e amor!
Abraçando-a, disse-lhe Bezerra:
- Não se apoquente, minha filha, vou ajudá-la.
Confiemos no amor da Virgem, que vela por todos nós.

Procurou nos bolsos das calças e do paletó algum dinheiro e nada encontrou.
Pôs-se a pensar, olhando para cima, como se fizesse uma Prece muda e sentida.
De repente, fazendo-a sentar-se, sai e procura seu amigo Cordeiro, também manso e bom.

- Cordeiro, prometi-lhe não mexer no dinheiro das consultas, a fim de que você o encaminhe directamente à minha esposa.
Mas o caso de hoje é doloroso...
Já rendeu alguma coisa?

- Nada, porque os doentes, até agora, são pobres e como sua ordem é para receber apenas dos que podem pagar...
- E o resultado de ontem, já o entregou?
- Não, está ainda comigo.
- Dê-me, então, este dinheiro e esperemos na protecção da Virgem, que há de nos mandar algum, mais tarde.

Cordeiro lhe atendeu.
Bezerra penetra o consultório.

E, dirigindo-se à infeliz irmã em provas:
- Tome, minha filha, este envelope.
Com o dinheiro que está aí, compre remédios, também leite e alimentos para seu filho.

A pobre mãe, de olhos surpresos, lacrimosos, lábios trêmulos, tartamudeia e nada pode dizer para lhe agradecer. Chora...

E Bezerra, abraçando-a:
- Nada de lágrimas, vamos, vá na santa Paz de Deus e que a Virgem a proteja e o seu filhinho.
Ele há de ficar bom...

Assim atendida, a sofredora mãe deixa o consultório.

E, quando volta, da porta, para agradecer, ouve apenas a voz mansa e boa de Bezerra:
- Entre aquele que estiver em primeiro lugar.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 27, 2011 10:31 pm

Brandura
Livro: Caridade
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Insignificante é o pingo d'água, todavia, com o tempo, traça um caminho no corpo duro da pedra.
Humilde é a semente, entretanto, germina com firmeza e produz a espiga que enriquece o celeiro.

Frágil é a flor, contudo, resiste à ventania, garantindo a colheita farta.
Minúscula é a formiga, mas edifica, à força de perseverança, complicadas cidades subterrâneas.

Submissa é a argila, no entanto, com o auxílio do oleiro, transforma-se em vaso precioso.

Branda é a veste física, que um simples alfinete atravessa, todavia suporta vicissitudes incontáveis e sustenta o templo do Espírito em aprendizado, por dezenas de lustros, repletos de necessidades e padecimentos morais.

O verdadeiro progresso prescinde da violência.
Tudo é serenidade e sequência na evolução.

Aprendamos com a Natureza e adoptemos a brandura por directriz de nossas realizações para a vida mais alta, mas não a brandura que se acomoda com a inércia, com a perturbação e com o mal e sim aquela que se baseia na paciência construtiva, que trabalha incessantemente e persiste no melhor a fazer, ultrapassando os obstáculos que a ignorância lhe atira à estrada e superando os percalços da luta, a sustentar-se no serviço que não esmorece e na esperança fiel que confia, sem desânimo, na vitória final do bem

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 27, 2011 10:31 pm

A Tolerância para com o Semelhante
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Usa da medida de tolerância para com o teu próximo, conforme a esperas receber de alguém em momento próprio.

Ninguém existe, na Terra de hoje, que marche sem equívocos, sem temor, sem tormentos, gerando aflições quando desejava acertar e produzindo sofrimento quanto intentava apaziguar, necessitando compreensão, como efeito, tolerância.

Assim, semeia hoje a tolerância, de forma a colhê-la amanhã.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 27, 2011 10:32 pm

Jesus e Tolerância
Livro: Jesus e Actualidade
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Em termos de psicologia profunda, a questão do julgamento das faltas alheias constitui um grave cometimento de desumanidade em relação àquele que erra.

O problema do pecado pertence a quem o pratica, que se encontra, a partir daí, incurso em doloroso processo de auto-flagelação, buscando, mesmo que inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na economia da consciência.

A culpa é sombra perturbadora na personalidade, responsável por enfermidades desprezíveis, causadoras de desgraças de vária ordem.
Insculpida nos painéis profundos da individualidade, programa, por automatismos, os processos reparadores para si mesma.
Toda contribuição de impiedade, mediante os julgamentos arbitrários, gera, por sua vez, mecanismos de futura aflição para o acusador.

Julgando as acções que considera incorrectas no seu próximo, realiza um fenómeno de projecção da sua sombra em forma de auto-justificação, que não consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas.

A tolerância, em razão disso, a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído, enquanto lhe distende mãos generosas para o soerguer.

Na acusação, no julgamento dos erros alheios, deparamos com propósitos ocultos de vingança-prazer em constatar a fraqueza dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em circunstâncias equivalentes.

Jesus sempre foi severo na educação dos julgadores da conduta alheia.
Certamente, há tribunais e autoridades credenciadas para o ministério de saneamento moral da sociedade, encarregadas dos processos que envolvem os delituosos.

E os julgam, estabelecendo os instrumentos reeducativos, jamais punitivos, pois que, se o fizessem, incidiriam em erros idênticos, se não mais graves.
O julgamento pessoal, que ignora as causas geradoras dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda "lobo" do seu irmão.

O Mestre estabeleceu a formosa imagem do homem que tem uma trave dificultando-lhe a visão, e no entanto vê o cisco no olho do seu próximo.
A proposta é rigorosa, portadora de claridade evidente, que não concede pauta a qualquer fuga de responsabilidade.
Ele próprio, diante da multidão aflita, equivocada, perversa, insana, ao invés de a julgar, "tomou-se de compaixão" e ajudou-a.

Naturalmente não solucionou todos os problemas, nem atendeu a todos, como eles o desejavam.
Apesar de tudo, compadecido, os amou, envolvendo-os em ternura e ensinando-lhes as técnicas de libertação para adquirirem a paz.

Pensamento

Tem compaixão de quem cai.
A consciência dele será o seu juiz.

Ajuda aquele que tomba.
Sua fraqueza já lhe constitui punição.

Tolera o infractor.
Ele é o teu futuro, caso não disponhas de forças para prosseguir bem.

A tolerância que utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás, quando chegar a tua vez, já que ninguém é perfeito.


§.§.§- O-canto-da-ave
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Ave sem Ninho

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