V I R T U D E S

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 27, 2011 10:33 pm

Serviço e Migalha
Livro: Rumo Certo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Encontrarás nas trilhas da beneficência quem se refira às grandes obras, gigantescas e impecáveis, desprezando a migalha que possas estender em benefício dos semelhantes.

Indubitavelmente, chegaremos um dia, na Terra, à consolidação de instituições benemerentes, ciclópicas e perfeitas, nas quais a ciência e a fé, o progresso e a ternura humana se unam em sintonia para materializarem os preceitos de Jesus, apagando do dicionário terrestre certas palavras-pesadelo, como sejam "penúria", "guerra", violência" e "opressão".

Entretanto, não consideres ninharia o diminuto auxílio que alguém consiga providenciar, a favor de alguém.

Qual acontece nos planos da natureza, onde a semente é o traço de ligação entre a plantação e a colheita, nas esferas do Espírito a migalha é o agente intermediário entre o sonho e a realização.

Onde o sábio que houvesse iniciado o caminho da cultura, sem as letras do alfabeto, ou o génio musical que atingisse a culminância artística, sem se haver disposto a começar a própria cultura pelas sete notas?

O prato de alimento que ofereces será talvez o recurso providencial que impedirá a queda desse ou daquele companheiro, na curva descendente para a enfermidade irreversível, e a alegria que proporcionas a uma criança pode criar nela a inspiração do bem para a vida inteira.

Por outro lado, há doentes que, embora garantidos no campo económico pela base de milhões, apenas se aliviam com o apoio de um comprimido salvador, e criaturas outras que, apesar de guardarem posses imensas, a fim de serem realmente felizes tão-somente esperam algumas poucas palavras de afecto e entendimento daqueles a quem mais amam.

Não desprezes o pouco que se possa fazer pela felicidade dos semelhantes, recordando que mais vale um pão nas horas de necessidade e carência que um banquete nos dias de saciedade e vitória.

Se não podes entender o maravilhoso serviço que se atribui à migalha, medita nas lições incessantes da vida.
E compreenderás, por fim, que a estrela mais fascinante do firmamento, conquanto se revele como sendo um espectáculo do Divino poder, nas trevas da noite não consegue penetrar a choupana isolada onde um coração de mãe suplica pela presença de Deus e aí desempenhar a bendita missão de uma vela.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 28, 2011 9:53 pm

Fraternidade
Livro: Espírito e Vida
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

"O estado corporal é transitório e passageiro.
É no estado espiritual sobretudo que o Espírito colhe os frutos do progresso realizado pelo trabalho da encarnação;
é também nesse estado que se prepara para novas lutas e tomas as resoluções que há de por em prática na sua volta à humanidade".
Céu e Inferno - 1ª Parte - Capítulo III - Item 10.

Saúda a madrugada do dever, fazendo luz no entendimento amargurado.
Não digas que é inútil lutar, tendo em vista os insucessos pessoais.
Não creiais que tudo sejas caos e desordem, porque o mundo íntimo se encontre em desassossego e anarquia.

As dores valem o valor que lhe damos.
As provações significam em aflição a dimensão da taça em que as recolhemos como se fossem ácidos ou cáusticos.
Porque mal-estares te inquietem e sombras derramem fantasmas na imagem das coisas, não compares os dias a salas escuras de perspectivas negativas.

Abre a porta à fraternidade e alegra-te também.
Quem cultiva urze apresenta-se cravado de espinhos.
Quem assimila decepções extravasa pessimismo.

É imprescindível romper as comportas do personalismo infeliz para que as vibrações de felicidade te visitem a casa mental.
O homem que prefere baixadas tudo povoa de limites.
Mas quem sonha alcantis altaneiros e céus infinitos perde medidas e limitações para espraiar-se como o ar ou agigantar-se como a luz.

Vives as ideias que te aprazem e, enquanto te agrades na desdita imaginária, ninguém poderá clarear-te como as estrelas aurifulgentes da serenidade.
O homem transforma-se no que acalenta e vitaliza nos painéis recônditos da mente.

Por esse motivo, a desencarnação promove surpresas e choques àqueles mesmos que despertam além-da-morte e que, conscientemente, se ignoravam em situações lamentáveis.

Fraternidade! - Muitos crimes se cometem em teu nome!
O solo e a mente, a água e o ar, o tempo e a luz,
em harmonioso conúbio oferecem o pão generoso e rico à mesa.
A paciência e o trabalho no labor do artesão se unem para a grandeza da arte.

A argila e o arifíce em combinação segura dão forma à cerâmica preciosa.
O buril e o amor identificados renovam as visões e paisagens sombrias da Terra.

Fraternidade - sol para as almas, roteiro para a vida!

Em todo lugar há lugar para a fraternidade.
Os povos a preconizam, estimulando a beligerância.
Pronunciam-lhe o nome, arregimentando soldados.

Continua...
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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 28, 2011 9:54 pm

Continua...

Leccionam directrizes em torno dela, assaltando países indefesos para discutirem a paz, demoradamente, nos Organismo próprios, enquanto a hidra da guerra dizima populações...

A fraternidade começa no lugar em que estamos, a fim de atingir a região aonde não iremos.
Aceitas a ira que gera conflitos, que cria violências, que estimula o crime.
Agasalhas o ódio que oblitera a razão, que acicata instintos, que estruge em convulsões.

Corporificas azedumes que consomem o equilíbrio, que facultam desordens, que enlouquecem.
No entanto, a palavra de Jesus é inconfundível:
- "Bem aventurados os mansos porque herdarão a Terra".

Mansuetude para a acção fraternal - eis a rota.

Procurando expressar a própria ventura e homenagear com a sua gratidão o Mestre Incomparável, conhecido militante espírita, desencarnado, demandou, na noite evocativa do Natal, região pavorosa de angústia punitiva e dor reparadora, no Mundo Espiritual, para evangelizar a turbamulta ignara e obscena.

Abrindo pequeno Evangelho, nos apontamentos de Mateus sobre o Sermão da Montanha, começou a ler as anotações consoladoras registrados pelo Discípulo Amado.

Enquanto a voz harmoniosa e calma vibrava amor fraternal no reduto purgatorial, antigo sicário de consciências, turbulento e impiedoso, agora entregue à própria rebeldia, explodindo ira, solicitou o livro singular e, diante do evangelizador, despedaçou as páginas, que atirou sobre o charco nauseabundo aonde se revolvia.

Longe de revidar, o mensageiro da Palavra da Vida Eterna, tomado de incomum sentimento fraternal, exclamou:
- "Perdoa-me não ter conseguido alcançar a tua alma com o verbo divino, considerando a minha própria inferioridade!".

Houve uma pausa na densa região de amargura.
- "Compreendo, meu irmão - prosseguiu, comovido -, tua revolta, no entanto, não conheces Jesus.
Reconheço-me indigno de apresentá-Lo;
todavia, sabendo-O o Médico do Amor por excelência não consigo recuar...

Recorda o Rei singular, nascido em manjedoura e supliciado na Cruz, a balbuciar, em hora de terrível soledade:
- "Perdoa-os, meu Pai!'...
E, não pode prosseguir.
Não disse mais, nem se fazia necessário.

O verdugo se levantou, em pranto, e acudiu, dizendo:
- "Fala-me d'Ele, esse Homem que te dá forças para vencer a ira e amar a ponto de chamar-me irmão".

Fraternidade!

Começa agora mesmo o teu programa fraternal, tendo paciência contigo próprio, no caminho evolutivo por onde rumas...

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 28, 2011 9:54 pm

Benefício e Gratidão
Livro: Dimensões da Verdade
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Deslizando incansável, o rio não cogita de examinar as bênçãos que conduz nem sindica o solo por onde segue.
Bailando no ar, o perfume nada pede além da amplidão para espraiar-se.
Convertendo-se em alimento, não espera o grão outra dádiva da vida senão trituramento.

O sol fecundo não escolhe sítio para visitar com luz, calor e vida.
A chuva fertilizante não tem preferência por onde espalhar vitalidade.
Todos cooperam em nome da Divindade sem exigências e sem reclamações.

São úteis e passam.
Nada esperam, nada impõem.
Aqueles que os podem utilizar beneficiam-se e não recordam sequer dos bens que auferem com eles, mas nem por isso eles deixam de produzir.

Examinando as lições sem palavras com que a Natureza se expressa, pode o homem, com o discernimento, muito favor do próximo e de si mesmo.
Não digas, quando a ingratidão te bater à porta:
"Nunca mais ajudarei a ninguém!".

Não exclames, quando a impiedade dos teus beneficiários chegar ao reduto do teu lar:
"Para mim, chega!".

Não reclames, quando a soberbia dos teus pupilos queimar tuas mãos generosas com as brasas da maldade que carregam consigo:
"E eu que tudo lhes dei!".

Não sofras, dizendo, quando o azorrague daqueles a quem amas te ferir o devotamento:
"Arrependo-me de ter ajudado!".

Não retribuas mal por mal, pois que, assim, vitalizarás o próprio mal.
A noite domina quando encontra sombras no roteiro e a enfermidade se alastra quando se agasalha em organismos indefesos.
O bem que se faz a alguém é luz que se acende interiormente.

Gostarias, sim, de recolher gratidão, amizade, compreensão...
Todos nós gostaríamos de experimentar os pomos da gratidão.

A árvore, porém, não pergunta a quem lhe colhe o fruto para onde o carrega, que pretende dele.
Felicita-se por poder dar e se multiplicar através da semente que, atirada alhures, abençoa o novo solo com outras dádivas de alegria.

Imita-lhe o exemplo.
Teus frutos bons, que produzam bons frutos além...
Tuas nobres tarefas, que se desdobrem em tarefas superiores mais tarde.

A ti a alegria de fazer, doar, e nunca a ideia de colher reconhecimento ou gratidão.
Gratidão pode ser, também, pagamento.
Seja grato o teu coração, mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém.

A reencarnação, por impositivo da Lei, aproxima de ti queridos afectos de ontem, adversários do pretérito que te buscam para receber ou para exigir, envergando trajos diferentes e estranhos sobre espíritos conhecidos.

Refaz ou completa a tarefa interrompida, o dever esquecido.
A água do rio harmoniosa que o sol traga em hausto de calor tornará ao solo, ao curso antigo, em chuva dadivosa.

O bem que faças, viajando sem parar em muitos corações, espalhará luz no longo curso e, amanhã, - nos caminhos sem fim do futuro - mesmo que não o saibas ou o tenham esquecido, ressurgirá mais além, mais formoso, mais fecundo.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 28, 2011 9:56 pm

Perseverança com Alegria
Livro: Alerta
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Não te detenhas nunca ante o desafio do bem.
Jamais percas a confiança em Deus.
Nunca te entristeçam as provações, nem te aturdam os testemunhos.

O filete de água que procede de uma fonte poderosa destina-se ao mar.
Suplanta obstáculos, contorna acidentes geográficos, porém logra o seu fanal.

Vida física é oportunidade abençoada, instrumentalidade para o progresso.
Também é masmorra transitória de que te libertarás um dia se te promoveres às alturas do bem.

Não examines as questiúnculas, nem os problemas do caminho, senão para os solucionar.
Quem se abate sob um céu nublado não merece a noite salpicada de estrelas.
Fadado ao infinito, o Espírito nasce e renasce no corpo para progredir, adquirindo experiências e modelando santificação.

Ouves a vozeria que fala de júbilos e te entristeces por não estares entre eles, os enganados algaraviastes.
Talvez, eles não estejam felizes, senão excitados.
Deténs-te a examinar os que exibem paz e te afliges, face aos conflitos que espocam no teu mundo íntimo.

Quiçá, não estejam em harmonia, senão anestesiados pelos vapores da ilusão, aqueles que se exibem.
Mantém a tua confiança no ideal que abraças e não meças as vitórias do teu espírito com a fita métrica dos triunfos terrestres transitórios.

O cristão verdadeiro, e o espírita, em particular, triunfam sobre si mesmos, vencem-se, interiormente, e galgam os degraus do êxito ao lobrigar as paisagens mergulhadas no sol da imortalidade em triunfo.

Jesus, na entrada triunfal em Jerusalém, não era um vencedor nem um vencido.
Era alguém incompreendido pela massa.

Colocado, porém, na cruz, a massa acreditava que Ele havia perdido a batalha, no entanto, era o vencedor em triunfo sobre os enganos que a massa lhe oferecera e Ele desdenhara.

Não te esqueças:
dor e prova, renúncia e abnegação constituem as marcas do Cristo Jesus a se insculpirem na tua alma, quais estrelas luminescentes no velário da noite, falando ao sol e de belezas imortais.

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Re: V I R T U D E S

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 28, 2011 9:56 pm

Um Exemplo de Paciência
Livro: A Vida Escreve
Hilário Silva & Francisco Cândido Xavier

À doente se queixava em desespero, a senhora que lhe velava o leito perguntou:
- Permite que eu leia para seu reconforto algum pequeno trecho de Allan Kardec?
- Deus me livre! -
gritou a enferma, cuspindo-lhe aos pés.

Ainda assim, as mãos abnegadas da companheira continuaram ajeitando-lhe os lençóis...
- Quero água! - exigiu a doente.
A amiga trouxe-lhe água pura e fresca.

De copo às mãos, a enferma, num ímpeto, atirou-lhe todo o líquido à face, vociferando:
- Água imunda!... Como se atreve a tanto? Quero outra!
Paciente e humilde, a senhora enxugou o rosto molhado e, em seguida, trouxe mais água.
- Quero chá.

E o chá surgiu logo.
- Chá malfeito! Chá frio!
O conteúdo da taça foi projectado ao peito da outra, ensopando-lhe a blusa.
- Traga chá quente!

Foi a ordem obedecida.
- Você aceita agora o remédio? - indagou a assistente.
- Que venha depressa.

Ao tomar, contudo, a poção, a dama inconformada agarra a colher e vibra um golpe no braço da amiga.
Surge pequeno ferimento, mostrando sangue.
E a enferma cai em crise de lágrimas.

Chora, chora e depois diz:
- Anália, se a religião espírita que você abraçou é o que lhe ensina a me suportar com tanta calma, leia o que quiser.

A interpelada sentou-se.
Tomou "O Evangelho segundo o Espiritismo" e leu a formosa página intitulada A Paciência, no capítulo IX, que começa afirmando:
"A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos..."

Acalmou-se a doente, que acabou aceitando o socorro do passe e o benefício da água fluída.
Conversaram ambas.
A enferma, asserenada, ouviu da companheira os planos que arquitectava para o futuro, em benefício dos meninos abandonados à rua.

No dia seguinte, ao despedir-se, a obsidiada em reequilíbrio beijava-lhe as mãos e dava-lhe os primeiros dois contos de réis para começar a grande obra.

Essa enfermeira admirável de carinho e devotamento era Anália Franco, a heroína da Seara espírita paulista, que se fez sublime benfeitora das criancinhas desamparadas.

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