Vida e Morte

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Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 06, 2011 8:42 pm

Vida e Morte
Livro: Parnaso de Além Túmulo
Augusto dos Anjos & Francisco Cândido Xavier

A morte é como um facto resultante
Das acções de um fenómeno vulgar,
Desorganização molecular,
Fim da forças do plasma agonizante.

Mas a vida a si mesma se garante
Na sua eternidade singular,
E em sua transcendência vai buscar
A luz do espaço, fúlgida e distante!

Vida e Morte - fenómenos divinos,
Na ascendência de todos os destinos,
Do portentoso amor de Deus oriundos...

Vida e Morte - Presente eterno da Ânsia,
Ou condição diversa da substância,
Que manifesta o espírito nos mundos.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 06, 2011 8:42 pm

Vivendo, Morrendo e Aprendendo...
OU
A MORTE NÃO EXISTE!

Lembra como era incrível antes?...

Nós brincávamos tanto.
O tempo parecia não existir e nada nos separava.
Meus brinquedos espalhados pelo chão do quarto e vocês brigando, rindo comigo, por causa da bagunça.

Mãe, pode crer, eu era feliz aí com vocês e, se pudesse, ainda estaria morando com vocês.
Só que Deus resolveu me puxar para fora do corpo de uma vez.
A princípio relutei e não quis seguir aqueles homens-espíritos-legais que estavam ali na UTI para me ajudar.

Mas daí, apareceu meu Vô no meio de uma luz bonita e me explicou que meu corpo estava bastante detonado pela doença e que eu não podia mais ficar dentro dele.
O Vô me pegou no colo e flutuou comigo por cima da cama onde meu corpo estava.
Foi aí que apareceu um túnel de luz à nossa frente e o Vô mergulhou dentro dele comigo agarrado.

O túnel era radical e eu gostei de seguir dentro dele, pois havia uma "luz viva" nos envolvendo e ela parecia nos acariciar suavemente.
A luz era gostosa, mas acabei dormindo no colo do Vô.
Quando acordei, estava deitado numa cama super cheirosa e macia.

O lençol que me cobria era super branquinho e o mais incrível é que a medida que eu respirava, ele soltava uma luz que me penetrava e me fazia um bem danado.

Uma moça vestida de branco entrou no quarto onde eu estava e me disse que eu tinha desencarnado, mas que eu estava bem.
Pô, achei isso muito estranho, mas a moça estava falando sério mesmo.
Daí, me lembrei do que o Vô tinha falado comigo na hora de flutuar e fiquei quieto esperando ele chegar.

Quando ele chegou, me deu um abração e logo me botou no seu colo novamente.
Nem adiantou dizer para ele que eu já estava grandinho demais para ele me segurar igual criança.
Para falar a verdade, eu estava era com vergonha daquela moça me ver no colo dele.

Sabe como é, a gente tem de mostrar firmeza.

O Vô me levou para um jardim fantástico que tem aqui e me explicou tudo direitinho.
Disse-me que eu tinha desencarnado mesmo e que precisava de um tempinho para me adaptar ao facto.

Disse-me também que só era para eu ter vivido mesmo na Terra por onze anos.
Fiquei super ligado em tudo o que ele me contava.

Daí ele me disse que havia a chance de um rapaz sensitivo sintonizar o pensamento comigo e escrever uma carta por mim e entregar para vocês.
Segundo o Vô, vocês até que aturaram bem a minha partida, mas parece que sobrou uma ponta de dor quando vocês lembram da minha doença.
É por isso que ele arranjou esse rapaz sensitivo para eu escrever através da mente dele.

E lá vou eu:
- Estou bem!
- Vocês fizeram tudo o que podiam por mim.
- É que a minha hora tinha chegado mesmo.

- Amo vocês e sei que continuam me amando.
- Não me visitem no cemitério, pois não estou lá!
- Não incomodem Jesus com preces lamentosas em minha intenção.

- Pô! Estou vivo e bem, e não quero nenhuma lamentação vindo em minha direcção!
- Parem de falar com os outros sobre a minha morte;
- Falem sobre a minha vida.

- Foi uma vida curtinha, mas foi uma vidinha legal!
- Quando o Vô olha pra mim, sai luz dos olhos dele.
- Olhem, tenho que parar de escrever agora.

- O Vô está me dizendo que o rapaz sensitivo ainda tem de escrever um monte de coisas de outros crianças que estão aqui com ele.
- Quando der eu volto! Um beijo.


- Vitinho -

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 06, 2011 8:44 pm

Perante a Morte
Livro: Celeiro de Bênçãos
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Não se consumiram, com a dissolução dos tecidos, aqueles que consideras mortos.

Transitaram da circunstância carnal para o estado básico de Espíritos que são, donde oportunamente vieram à Terra, a fim de se revestiram com a tecedura material.

Ora despojados dos implementos físicos, retornam à condição primeira, carregando nos subtis e complexos mecanismos da vida que os mantêm íntegros, as realizações e os gravames, as acções positivas ou infelizes que se permitiram, enquanto se utilizavam do vaso fisiológico, na Terra.

Mergulharam no acervo somático conduzindo propósitos superiores, quais alunos ingressando em abençoada Escola, com vistas ao futuro promissor.

Despediram-se do currículo, guindados à posição que preferiram fruindo a escolaridade conforme o aproveitamento que se permitiram.

Desapareceram da vida objectiva, sem dúvidas, mas vivem em outra dimensão vibratória e examinam através de outras percepções a oportunidade que tiveram e os valores de que se fazem detentores inalienáveis´níveis.

Os desatentos que se deixaram colher na distracção lamentam dolorosamente o tesouro do ensejo perdido.

Os insidiosos e cépticos, chamados ao retorno que esperavam demorasse, sofrem amargas decepções, face à realidade da vida que prosseguem...

Os maus expiam enquanto despertam com a mente tonada fornalha de remorsos, graças à nova situação que desconsideravam...

Os resignados e bons, chamados ao convívio imortalista, exultam e se preocupam com os que se enleiam na ilusão ou se anestesiam na busca do nada em que se infelicitam.

Não desesperes, se a saudade te martiriza, ante a ausência deles.
Estão ausentes só em corpo físico.

Pensando neles, envolve-os na prece lucilante e benéfica.

Estejam como estejam receberão os teus pensamentos e deles retirarão o precioso conteúdo que os reconfortará valiosamente.

Assim, recorda-os com ternura e amor, desejando ser-lhe útil.

Conjecturando em torno das suas vidas, traz à tela mental o que fizeram de bom, as suas horas ditosas, as evocações dos momentos felizes, que captarão de forma salutar.

Desse modo, ligar-se-ão a ti pelos preciosos liames do pensamento, mantendo intercâmbio subtil contigo, dialogando, ajudando-te caso não possa, por enquanto, fazê-lo directamente pelos processos mediúnicos mais positivos...

Isto posto, pensa em ti próprio.

Cada instante de experiência física mais te aproxima da realidade espiritual.

Reflexiona como te encontras, o que já fizeste, o que possuis para conduzir, porquanto, também desencarnarás, apesar da saúde que ora desfrutas ou da situação em que laboras optimista.

Diante dos que partiram na direcção da Morte, assume o compromisso de preparar-te para o reencontro com eles na Vida abundante, e não adies realizações superiores, que te serão valiosas.

Sabendo-os vivos, enxuga o pranto que a dor pungente da grande transição propicia, considerando que, além da sepultura aparentemente misteriosa, a vida estua, e, depois do umbral de cinza e pó em que o corpo se converte, brilha a madrugada da Imortalidade que nos domina e felicita.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 06, 2011 8:44 pm

A Morte
Livro: Rosângela
Rosângela & J. Raul Teixeira

Porque a morte propicia tanto sofrimento e catadupas de pranto, acarretando desespero no mundo, é válido lembremos que:
a semente morre para que surja a plântula tenra;

transforma-se a ostra, de modo a produzir a pérola preciosa.

estiola-se a flor, emurchecida, a fim de que provenha o fruto que guarda, na essência o sabor.

morre o dia nas tintas do poente, de modo que o véu cintilante da noite envolva a Terra.
morre a noite, entre as lágrimas do orvalho, para que o manto aurifulgente do dia consiga embelezar a amplidão.

o rio morre na exuberância do mar.
fana-se o homem para que se liberte o espírito, antes cativo.

À frente disso, vemos que a morte é sempre a chave que desata o perfume da vida.
Não há morte, essencialmente. Tudo é transformação, tudo é recriação...

A lágrima de agora se tornará sorriso.
A dor actual prepara a ventura porvindoura.
A saudade que punge hoje, fomenta o sublime reencontro de logo mais.

Morte é vida, agora o sabemos...

Habitue-se, caro coração, a reflectir a respeito da morte, com serenidade e confiança em Deus, porque você não ignora que, por mais de aturda, desarvore ou se inconforme, essa é a única regra para a qual não se conhece excepção.

Prepare-se, amando e trabalhando no bem grandioso, até que você, um dia, igualmente se transforme em ave libertada da prisão-escola corporal.

A morte tão somente revela a vida mais amplamente.

Pense nisso.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 06, 2011 8:46 pm

Diante da Morte
Livro: Pensamento e Vida
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Sendo a mente o espelho da vida, entenderemos sem dificuldade que, na morte, lhe prevalecem na face as imagens mais profundamente insculpidas por nosso desejo, à custa da reflexão reiterada, de modo intenso.

Guardando o pensamento - plasma fluídico - a precisa faculdade de substancializar suas próprias criações, imprimindo-lhes vitalidade e movimento temporários, a maioria das criaturas terrestres, na transição do sepulcro, é naturalmente obcecada pelos quadros da própria imaginação, aprisionada a fenómenos alucinatórios, qual acontece no sono comum, dentro do qual, na maioria das circunstâncias, a individualidade reencarnada, em vez de retirar-se do aparelho físico, descansa em conexão com ele mesmo, sofrendo os reflexos das sensações primárias a que ainda se ajusta.

A morte nos confere a certidão das experiências repetidas a que nos adaptamos, de vez que cada espírito, mais ou menos, se transforma naquilo que imagina.

É deste modo que ela, a morte, extrai a soma de nosso conteúdo mental, compelindo-nos a viver, transitoriamente, dentro dele.

Se esse conteúdo é o bem, teremos a nossa parcela de céu, correspondente ao melhor da construção que efectuamos em nós, e se esse conteúdo é o mal estaremos necessariamente detidos na parcela de inferno que corresponda aos males de nossa autoria, até que se extinga o inferno de purgação merecida, criado por nós mesmos na intimidade da consciência. (...)

É por esta razão que morrer significa penetrar mais profundamente no mundo de nós mesmos, consumindo longo tempo em despir a túnica de nossos reflexos menos felizes, metamorfoseados em região alucinatória decorrente do nosso monoideísmo na sombra, ou transferindo-nos simplesmente de plano, melhorando o clima de nossos reflexos ajustados ao bem, avançando em degraus consequentes para novos horizontes de ascensão e de luz."

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Out 07, 2011 11:19 pm

Morte

No Oriente, para tantos, a morte há muito representa nada mais do que renovação.
Outros até fazem uma festa de despedida.

No trauma de alguém que sofre insistentemente, durante anos após a morte de um ente querido, está o egoísmo de pensar em si próprio:
seja pela falta que faz a pessoa amada, seja pelo complexo de culpa que de forma subconsciente, mas não esclarecida, surge por saber que também morrerá.

É possível, até, que muitos estejam antecipadamente chorando a sua própria morte.

Talvez menos dramática seja a morte se prestarmos atenção ao que realmente representa:
além de renovação, um limite à arrogância humana.

Alguém impôs um limite, e nós estamos sob esta Lei, que dita muitos outros limites:
precisamos fazer várias refeições diárias;
desenvolver o intelecto para um mercado cada vez mais competitivo;

responsabilidades crescentes para com a sociedade e mesmo um filho que se cria;
lidar com inúmeras situações de estresse;
curar-se, dentro das possibilidades, de doenças que atingem o nosso corpo material;

abdicar de muitos sonhos e desejos para um querer quase impossível de realizar, pelo menos, alguma coisa;
sobretudo a necessidade de uma manhã ensolarada onde nada, e ninguém, possa interromper o canto dos pássaros.


São tantos limites tentando refrear a ignorância humana que não enxerga nem mesmo o fato de ter que morrer 365 vezes ao ano, no esquecimento de uma noite de sono, onde o controle de tudo fica a cargo de Alguém, tão Soberano quanto Pleno, que não toca em nosso livre arbítrio.

Eis porque perdemos o controle a cada noite, mas nada acontece, sem o nosso consentimento.

Milhares de anos e o Ser Humano cultua de tudo menos a compreensão da Lei da reciprocidade, onde é imperativo a prática de colocar-se no lugar do próximo, para que se entenda o seu significado.

Comprova-se então a fuga das verdades onde por mera ignorância busca-se, de forma imperceptível para alguns, a destruição total.

Por enquanto, viva a renovação, viva a sábia Lei de Deus, no seu devido tempo, viva a morte!

"Transcrito da lista espiritualismo@egroups.com"

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Out 07, 2011 11:19 pm

Perante a Morte
Livro: Vida e Caminho
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Do túmulo para a frente, não encontramos senão nós mesmos, naquilo que realizamos do berço para o sepulcro.

A desencarnação, por isso mesmo, assemelha-se, tal qual o renascimento físico, à porta de mil faces.

Cada um de nós se retira do campo da luta humana, transportando consigo aquilo que ajuntou.

Se guardaste a mente nos prazeres perniciosos, encontrarás no jazigo de pó o torturado anseio de retorno ao corpo terrestre, tentando inutilmente satisfazer inadequada fome de sensações que apenas te arrastariam a mais amplo sorvedouro de miséria e de angústia.

Se algemaste o pensamento aos desvarios da posse, além das fronteiras de cinza, buscarás, atormentado, a contemplação do ouro que não mais te atende às solicitações e desejos.

Se conservaste o coração no oásis do egoísmo, entre as flores venenosas da indiferença, para lá da grande transformação, pervagarás irritado e sozinho nos desertos da sombra...

Mas se consagraste ao bem por amor ao próprio bem, espalhando amor e paz, depois da transição inevitável, surpreenderás braços consoladores e a amigos arrebatando-se a caminhos de redenção e de luz.

Não acredites que palavras articuladas a esmo te garantam no dia da liberdade espiritual a felicidade que não construíste.

Muitos são exonerados do corpo denso, mas permanecem enjaulados nas paixões que lhes incendeiam a vida...

Muitos se fazem invisíveis aos olhos mortais, entretanto, agarram-se ao chão escuro, devorando o fruto amargo dos vícios que plantaram ou dos enganos em que voluntariamente se perderam.

Em verdade, todos se preparam para a evidência no mundo, ciosos da máscaras que lhes assegurará respeito e dignidade no jogo das aparências, mas raras criaturas se habilitam para o Reino da Luz, onde somos conhecidos pelos tesouros ou pelas calamidades que trazemos por dentro do coração.

A morte é o retrato da vida.

Depende, assim, de nós o Céu que podemos iniciar ao sol de hoje ou o inferno que nos acolherá, inflexível, na treva de amanhã.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Out 07, 2011 11:20 pm

Antes da Desencarnação
Livro: Dimensões da Verdade
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Não esperes os "sinais da morte" em aproximação para que penses nos programas nobilitantes da vida, que não foram executados.
Nem constranjas os outros, à hora final, com as confissões de "alívio da consciência" para que consigas uma entrada tranquila no país do além-túmulo...

É muito generalizada a crença de que no instante da despedida se dissipam mágoas e azedumes sob o encantamento mágico da desencarnação, mediante acordos improcedentes...

Muitos moribundos que dispõem de voz, antes do grande coma, arrolam despedidas e acenam adeuses, apresentando as "últimas vontades" com as quais se vinculam, após a partida, aos que se acumpliciaram em atendê-los, alongando a enfermidade nos tecidos subtis do perispírito e gerando delicados processos de obsessão pertinaz nos que ficaram.

Alguns que não puderam expressar os pensamentos atormentantes do leito de agonias, remoem-se nos arrependimentos e tartamudeiam mentalmente o quanto gostariam de ter feito, tardiamente, porém...

Outros mais, ante a mensagem-aviso desencarnatório preparam-se apressadamente, para desanuviarem a mente sombreada de remorsos, expondo os erros em que incidiram e rogando perdão...

Todavia, em recuperando a saúde por impositivo de continuação das lutas na forma física, retornam aos velhos sítios onde se compraziam, recomeçando, ávidos, o comércio com a loucura a que se reentregam...

A máquina funciona com eficiência enquanto a engrenagem se demora em harmonia.
Desengonçada, emperra, com prejuízo para a produção.

Vigorosos cabos sustentam pesos colossais ao império da estrutura bem elaborada.
Enfraquecidos pelo uso, perdem a finalidade, ameaçando a segurança.

Instrumentos sensíveis colaboram eficazmente para elaborações nobres.
Desajustados levemente, tornam-se danosos a qualquer cálculo e realização.

Todas as peças do engenho humano gozam de um período hábil de utilidade, depois do que não merecem confiança.
Algumas alongam o prazo da previsão. Outras, reparadas, servem mais demoradamente.
Nunca, porém, com o vigor de que dispunham ao ser produzidas.

Também o corpo, também a oportunidade da reencarnação.

"A nossa vida passa rapidamente", afirma o Salmista.
Produz, pois, quanto possas durante o tempo em que podes.
Amanhã serão diferentes as circunstâncias de tempo, modo e lugar...


Movimenta a máquina físico-mental sob o beneplácito da saúde fazendo o melhor ao teu alcance.
Retornando da enfermidade serão menores as probabilidades de êxito.

Apazigua a consciência reparando, com o bem, os males praticados, enquanto caminhas com os ludibriados pela tua incúria.

Resolve as tuas dificuldades nos dias de vigor da experiência carnal, evitando transferir para os outros os malogros em que demorastes por imprevidência.

Mesmo que te tranqüilizes aparentemente por transferência de responsabilidade para outrem, despertarás, após a viagem, como és, com o que tens, como agiste durante o período previsto para a tua finalidade pelo Excelso Concessionário.

O Evangelista Lucas, no versículo 2 do Capítulo 16, narrando a Parábola do Mordomo infiel, refere-se ao impositivo de "dar conta da administração".

A vida física é posse transitória da Fazenda Divina, de que terás de dar conta.

Recorda que Jesus, o Operário Incansável, em chegando a hora do encontro com Deus, não arrolou, na Cruz, queixas ou recriminações, lamentos ou petitórios e, estando tranquilo pela tarefa bem cumprida, "entregou o Espírito às mãos do Pai", serenamente, inaugurando, logo depois, com a sua Ressurreição gloriosa, após o túmulo, a Era nova do espírito imortal.

Vive com recta conduta antes da desencarnação, porque, também tu, ressuscitarás depois da morte.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Out 07, 2011 11:20 pm

Na Travessia da Morte
Livro: Semeador em Tempos Novos
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

É na hora solene da morte que todas as recordações da vida sobem à tona da consciência.

Descolchetam-se da memória os quadros que o tempo acumulou, em sua passagem, e as figurações do pensamento, as palavras desferidas e os actos endereçados ao caminho terrestre volvem à visão interior da alma em crise, carreando consigo os efeitos que produziram, segundo a própria espécie.

Vozes brandas e austeras se levantam para amaldiçoar, mãos serenas ou crispadas de dor se erguem para auxiliar ou ferir e imagens múltiplas, traduzindo amor e ódio, devotamento ou desprezo, se sucedem irremovíveis no imo da criatura em prostração, compelindo-a a receber o fruto das próprias obras.

A morte é, por isso mesmo, o retrato da vida.

Cada atitude nossa entre os homens é uma pincelada na tela do destino e esperar-nos no limiar do sepulcro, em sua justa coloração.

Cada conflito que imporvisamos ser-no-á deplorável tumulto na mente, quanto cada gesto de amor puro ergir-nos-á por luz crescente, na travessia do nevoeiro.

Ao invés de temeres a morte, faz da existência a lavoura sublime de bondade e trabalho, auxílio e compreensão, em favor dos que te rodeiam, porque os semelhantes simbolizam tratos do campo que o Senhor nos concede lavrar em socorro de nossas necessidades, na Vida Eterna, e para o lavrador que se vale do dia, na transformação do próprio amor em fartura de bênção e pão, a noite chega sempre por sombra esmaltada de estrelas, acalentando-lhe o sono e garantindo-lhe o despertar.

Muita Paz
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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Out 07, 2011 11:21 pm

Morte e Reencontro
Livro: Chico Xavier Pede Licença
Figueiredo Silva & Francisco Cândido Xavier

Apagara-se a luz, de pupila a pupila!...
Começa noite enorme! O quarto faz-se escuro...
Rígido, o corpo lembra inesperado muro,
Carga de pedra e cal que me prende e aniquila!...

Em torno escuto ainda a palavra intranquila
Dos que choram na sombra em que me desfiguro!...
Guardo estranha aflição, no temor do futuro,
Espírito algemado a casulo de argila.

Em vão clamo sem voz na dor que me subleva...
Mas de repente, oh! Deus! um clarão rasga a treva.
Sinto o afago de alguém... Vejo-me de alma erguida!...

Torno a ver minha Mãe, na morte que transponho
E em seus braços de amor, como na luz de um sonho.
Encontro, além da Terra, a vida de Outra Vida!...

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Out 08, 2011 10:50 pm

O Blefe da Morte
Fonte: Revista O Reformador n. 2.066
Mauro Paiva Fonseca

Evilásio era um homem comum. Temente a Deus, como respeitosamente afirmava, tudo fazia para não despertar a "ira de Deus", que poderia remetê-lo, sem volta, às profundezas do inferno, ou aos pungentes suplícios do purgatório.

Por isso, cumpria com rigor todos os rituais ditados pela crença popular;
descobria-se tirando o chapéu à passagem de um féretro, fazia o sinal da cruz sempre que passava na frente da porta de uma igreja, ungindo-se com água benta quando nela penetrava, jamais esquecendo de levar consigo alguns trocados, com que atendia à solicitação da sacolinha receptora de doações, tentando, talvez, comprar com eles as graças do bom Deus.

O que desejava, entretanto, era ir para o céu, do qual ouvira as melhores referências, embora não soubesse onde ficava, nem como chegar lá.

Em sua maneira de pensar, a morte encerrava o capítulo da vida, e o seu "depois" representava o tabu que não se atrevia a perquirir, e que considerava assunto reservado aos teólogos, mantido por eles no mais absoluto segredo.

Os mortos, para ele, eram definitivamente extintos, só podendo ser considerados através de seus despojos.

Fugiam-lhe à percepção quaisquer considerações sobre a existência da alma, voltada para os objectivos das conquistas dos bens e das posições sociais entre os homens, sem se dar conta dos reais objectivos da existência física.

Sua pequena família seguia-lhe os passos, orientada que era a aceitar tais considerações referentes ao futuro póstumo como algo terrível do qual seus membros deveriam distanciar-se o máximo possível, sob a pena de se verem às voltas com satanás.

Cemitérios causavam-lhe pavor incontrolável.
Evitava-os;
e, quando apareciam em seu caminho, contornava-os para fugir-lhes da proximidade.
Se alguém do seu círculo de convivência morria, apresentava sempre mil desculpas para não comparecer ao velório, e mais ainda ao sepultamento.

Sem ser uma pessoa má, era contudo, acomodada às crendices do mundo, aceitando, sem pesquisar, o que ouvia provindo de outras mentes, situadas ao mesmo nível da sua.

Considerava Jesus como um mártir que veio à Terra e tentou ajudar os homens, sendo por isso crucificado.
Jamais se preocupara em conhecer-lhe o legado à humanidade, a jóia preciosa do seu Evangelho, fonte segura de libertação para todas as criaturas.

A ideia de terminar encerrado numa urna funerária, sete palmos abaixo do solo, enchia-o de angústia.
Pensava na asfixia, no suplício causado pela voracidade dos vibriões, e finalmente no abandono, sem qualquer possibilidade de ajuda, absolutamente só no silêncio da necrópole.

Sabia que o túmulo reclamaria um dia seus despojos, mas, qual avestruz, mergulhava a cabeça, escondendo-se da verdade, na vã esperança de subtrair-se a ele.

Não podendo eximir-se da peregrinação inevitável, Evilásio, em um fim de semana, quando desfrutava de seu convívio familiar, foi vítima de violento mal súbito;
o sistema cardíaco entrara em colapso, arrebatando-o do plano físico com toda a lucidez de que dispunha o momento.

De repente, viu-se desdobrado, e percebendo-se nitidamente "vivo", observava, presa de profunda aflição, a esposa e os dois filhos, tomados de extrema angústia, junto ao corpo inerte caído no chão, tentando em vão, reanimá-lo.

Espantado com aquela situação inusitada, aos berros, repetia sem ser ouvido:
- Estou aqui, estou vivo, não morri !!!
- Fui enganado; a vida continua !!!


Tentou retomar o corpo, que o rejeitou, imprimindo-lhe agudo sofrimento.
O pranto e o desespero dos familiares mais agravavam seu sofrimento, impotente que se sentia diante da realidade completamente diversa de tudo quanto lhes haviam ensinado.

Assim, desolado, acompanhou as providências da esposa para a remoção do seu corpo, repetindo sempre, na esperança de se fazer percebido:
- Estou aqui, estou vivo, não morri !!!
- A morte não existe; a vida não se extingue !!!!


Nem uma única prece se elevou suplicando amparo divino para sua situação aflitiva.
Em desespero, procurou contacto com os familiares, que absolutamente não eram capazes de sintonizar-se com ele, já que consideravam Evilásio definitivamente extinto !

Muitos são os Evilásios que existem pelo mundo afora;
pobres almas ensandecidas pela indiferença e negligência, que nunca buscaram os conhecimentos sobre a sobrevivência da alma e a existência do Mundo Espiritual.

A elas estará reservada a surpresa da entrada em uma nova vida, para a qual não se prepararam, e onde se sentirão como estranhos, totalmente desajustados, engrossando, assim, o contingente já tão grande de sofredores que convivem com os encarnados da Terra, sem ter conseguido alcançar esferas espirituais de luz.

§.§.§- O-canto-da-ave


Última edição por O_Canto_da_Ave em Sab Out 08, 2011 10:51 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Out 08, 2011 10:50 pm

O Santo Desiludido
Livro: Jesus no Lar
Neio Lúcio & Francisco Cândido Xavier

Inclinara-se a palestra, no lar humilde de Cafarnaum, para os assuntos alusivos à devoção, quando o Mestre narrou com significativo tom de voz:
- Um venerado devoto retirou-se, em definitivo, para uma gruta isolada, em plena floresta, a pretexto de servir a Deus.

Ali vivia, entre orações e pensamentos que julgava irrepreensíveis, e o povo, crendo tratar-se de um santo messias, passou a reverenciá-lo com intraduzível respeito.

Se alguém pretendia efetuar qualquer negócio do mundo, dava-se pressa em buscar-lhe o parecer.

Fascinado pela alheia consideração, o crente, estagnado na adoração sem trabalho, supunha dever situar toda gente em seu modo de ser, com a respeitável desculpa de conquistar o paraíso.

Se um homem activo e de boa-fé lhe trazia à apreciação algum plano de serviço comercial, ponderava, escandalizado:
- É um erro. Apague a sede de lucro que lhe ferve nas veias.
Isto é ambição criminosa. Venha orar e esquecer a cobiça.


Se esse ou aquele jovem lhe rogava opinião sobre o casamento, clamava, aflito:
- É disparate. A carne está submetendo o seu espírito.
Isto é luxúria. Venha orar e consumir o pecado.


Quando um ou outro companheiro lhe implorava conselho acerca de algum elevado cargo, na administração pública, exclamava, compungido:
- É um desastre. Afaste-se da paixão pelo poder.
Isto é vaidade e orgulho. Venha orar e vencer os maus pensamentos.


Surgindo pessoa de bons propósitos, reclamando-lhe a opinião quanto a alguma festa de fraternidade em projecto, objectava, irritadiço:
- É uma calamidade. O júbilo do povo é desregramento.
Fuja à desordem. Venha orar, subtraindo-se à tentação.


E assim, cada consulente, em vista da imensa autoridade que o santo desfrutava, se entristecia de maneira irremediável e passava a partilhar-lhe os ócios na soledade, em absoluta paralisia da alma.

O tempo, todavia, que tudo transforma, trouxe ao preguiçoso adorador a morte do corpo físico.

Todos os seguidores dele o julgaram arrebatado ao Céu e ele mesmo acreditou que, do sepulcro, seguiria directo ao paraíso.
Com inexcedível assombro, porém, foi conduzido por forças das trevas a terrível purgatório de assassinos.

Em pranto desesperado indagou, à vista de semelhante e inesperada aflição, dos motivos que lhe haviam sitiado o espírito em tão pavoroso e infernal torvelinho, sendo esclarecido que, se não fora homicida vulgar na Terra, era ali identificado como matador da coragem e da esperança em centenas de irmãos em humanidade.

Silenciou Jesus, mas João, muito admirado, considerou:
- Mestre, jamais poderia supor que a devoção excessiva conduzisse alguém a infortúnio tão grande!

O Cristo, porém, respondeu, imperturbável:
- Plantemos a crença e a confiança entre os homens, entendendo, entretanto, que cada criatura tem o caminho que lhe é próprio.
A fé sem obras é uma lâmpada apagada.


Nunca nos esqueçamos der que o acto de desanimar os outros, nas santas aventuras do bem, é um dos maiores pecados diante do Poderoso e Compassivo Senhor.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Out 08, 2011 10:52 pm

Meditar sobre a Morte
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Vez que outra, dedica algum tempo para meditar a respeito da morte.

A morte arrebata os inimigos, os afetos e te chegará num momento qualquer.

Prepara-te todo dia, como se ele fosse o teu último na Terra.

Acostumando-te a pensar na morte, ela não te ferirá quando passe pela tua porta ou conduza alguém que te seja amado.

São Francisco de Assis aguardava-a com a tranquilidade com que "capinava o jardim".


Vida Eterna
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Pensa em termos de vida eterna.

A morte é somente um veículo para mudança de domicílio.

Quando os tecidos físicos se gastam ou se rompem violentamente, libertam o Espírito eterno, que retorna à Pátria Espiritual.

Tudo se transforma.

O corpo se altera e decompõe, indo vitalizar outras expressões materiais.

Já o ser espiritual, que nele habita transitoriamente, deixa-o para assumir a sua realidade estrutural.

Vive, portanto, considerando que a morte pode alcançar-te em qualquer momento, devendo te preparares desde já para a viagem inevitável.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Out 08, 2011 10:52 pm

Encontro Marcado
Livro: O Céu ao nosso alcance
Richard Simonetti

Na reunião mediúnica:
- Generoso mentor, estamos desolados.
Tanta gente que não faz falta, tantos frequentadores ociosos de nossa instituição escapam de graves acidentes de automóvel...
Por que nosso companheiro, tão útil, tão trabalhador, tão dedicado, haveria de morrer assim?!

- Deus sabe o que faz.
Ele possuía débitos do passado que justificaram semelhante experiência.

- Sim, mas temos aprendido com a Doutrina Espírita que exercitando o bem hoje, neutralizamos o mal praticado ontem.
Certamente terá removido montanhas de débitos...

- Isso não foi esquecido.
Está muito bem amparado.

- Pagaria muito mais se aqui continuasse.
Uma moratória não teria sido um bom investimento da espiritualidade?

- Você está analisando o assunto sob a óptica humana.
Para ele aconteceu o melhor.

- A morte?

- Sim. O acidente era um encontro marcado.
Pela natureza de seus compromissos deveria ficar preso ao leito, em total imobilidade, por vários anos.
No entanto, em face de seus méritos foi providenciado seu retorno à espiritualidade, dispensando-o de semelhante sofrimento.
Assumirá novas funções, compatíveis com as conquistas alcançadas, e produzirá ainda mais entre nós.

- Como faremos sem ele?
Estamos meio perdidos.
Era nosso líder, nosso esteio...

- Sigam seus exemplos, assumam as tarefas que eram dele.
Façam o melhor possível.
Aliviem seus débitos.
Vocês também têm encontro marcado com a adversidade.

"Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia".
Mateus, 5:7

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Out 08, 2011 10:53 pm

Além da Morte
Livro: Além da Morte
Otília Gonçalves & Divaldo P. Franco

Cumprida mais uma jornada na terra, seguem os espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas.
Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demónios.

São homens, almas em aprendizagem despojadas da carne.
São os mesmos homens que eram antes da morte.
A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes.

Não lhes outorga títulos, nem conquistas.
Não lhes retira méritos, nem realizações.
Cada um se apresenta após a morte como sempre viveu.

Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto.
Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia.
A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade.

Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente endereços que não conseguem localizar.
Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades.
Se reflectissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações.

Os escravos do prazer prosseguem inquietos.
Os servos do ódio demoram-se em aflição.
Os companheiros da ilusão permanecem enganados.

Os aficcionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas.
Os amigos da ignorância continuam perturbados.
Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos espíritos superiores.

Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino.
Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, reflectindo a paternal providência divina.
Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.

A morte a todos aguarda.

Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável.
Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade.

A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução.
A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal.
Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço.

Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte.
Na contabilidade divina a soma de acções nobres anula a colectânea equivalente de actos indignos.
Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à humanidade, é degrau de ascensão.

Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em outro plano e em condições diversas.
Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos movimentavam antes do transe da morte.

A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela.
Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã.

Pense nisso.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Out 09, 2011 9:49 pm

Além do Corpo Físico
Livro: Plantão de Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Depois da morte do corpo:
- A frase amiga que houvermos proferido no estímulo ao bem será um trecho harmonioso do cântico de nossa felicidade.
- A opinião caridosa que formulamos acerca dos outros converter-se-à em recurso de benignidade da Justiça Divina, no exame de nossos erros.

- O pensamento de fraternidade e compreensão com que nos recordamos do próximo transformar-se-á em factor de nosso equilíbrio.
- O gesto de auxílio aos irmãos de nosso caminho oferecer-nos-à farta colheita de alegria.

Mas, igualmente, além do túmulo:
- A maledicência que partiu de nossa boca será espinheiro a provocar-nos dilacerações de ordem mental.
- A nossa indiferença para com as amarguras do próximo nos aparecerá por geada desoladora.

- A nossa preguiça surgirá por gerador de inércia.
- A nossa possível crueldade exibirá, na tela de nossas consciências, a constante repetição dos quadros deploráveis de nossos delitos e de nossas vítimas, compelindo-nos à demora em escuras paisagens purgatoriais.

A morte é o retrato da vida.

A verdade revelará na chapa do teu próprio destino as imagens que estiveres criando, sustentando e movimentando no campo da existência.

Se desejas alegria e tranquilidade, além das fronteiras de cinza do sepulcro, semeia, enquanto é tempo, a luz e a sabedoria que pretendes recolher, nas sendas da ascensão espiritual.

Hoje - plantação, segundo a nossa vontade.
Amanhã - seara, conforme a Lei.

Se agora cultivamos a treva, decerto encontraremos, depois, a resposta respectiva.

Se, porém, semearmos o amor e a simpatia onde nos encontrarmos, indiscutivelmente, mais tarde, penetraremos a luz e a beleza da imortalidade vitoriosa.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Out 09, 2011 9:50 pm

Além-túmulo
Livro: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Teólogos eminentes, tentando harmonizar interesses temporais e espirituais, obscureceram o problema da morte, impondo sombrias perspectivas à simples solução que lhe é própria.

Muitos deles situaram as almas em determinadas zonas de punição ou de expurgo, como se fossem absolutos senhores dos elementos indispensáveis à análise definitiva.

Declararam outros que, no instante da grande transição, submerge-se o homem num sono indefinível até o dia derradeiro consagrado ao Juízo Final.

Hoje, no entanto, reconhece a inteligência humana que a lógica evolveu com todas as possibilidades de observação e raciocínio.

Ressurreição é vida infinita.
Vida é trabalho, júbilo e criação na eternidade.

Como qualificar a pretensão daqueles que designam vizinhos e conhecidos para o inferno ilimitado no tempo?

Como acreditar permaneçam adormecidos milhões de criaturas, aguardando o minuto decisivo de julgamento, quando o próprio Jesus se afirma em actividade incessante?

Os argumentos teológicos são respeitáveis;
no entanto, não deveremos desprezar a simplicidade da lógica humana.

Comentando o assunto, portas a dentro do esforço cristão, somos compelidos a reconhecer que os negadores do processo evolutivo do homem espiritual, depois do sepulcro, definem-se contra o próprio Evangelho.

O Mestre dos Mestres ressuscitou em trabalho edificante.
Quem, desse modo, atravessará o portal da morte para cair em ociosidade incompreensível?

Somos almas, em função de aperfeiçoamento, e, além do túmulo, encontramos a continuação do esforço e da vida.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Out 09, 2011 9:50 pm

Mais Além
Livro: Plantão da Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Observa o que fazes no mundo enquanto perdura em teu favor o dia transitório da experiência, a fim de que não te prendas ao chão terrestre, tão logo se desdobre o manto cinzento da morte sobre os teus passos.

Além da vida física o espírito recolhe, à maneira do lavrador, a seara justa de tudo quanto, entre os homens, lhe constitui a sementeira de sentimentos e idéias, palavras e actos, resoluções e atitudes.

É por isso que, freqüentemente, a morte física não expressa libertação.

Quase sempre, a criatura parte, ficando;
despede-se dos que ama... permanecendo algemada a férreos laços dos interesses inferiores...

Por isso mesmo, é comum anotarmos aqui o ozenário agarrado a cofres repletos que não mais consegue mobilizar;
o tirano ruralista prisioneiro da gleba que não mais lhe aceita o domínio;
e o viciado no cárceres da sensações aviltantes, das quais faz no mundo a sua razão de ser...

Cegos, jornadeiam ao longo da noite em que se comprazem...

Loucos, perambulam, alucinados, guardando os pesadelos e as miragens que lhes flagelam a mente em sombra.


Vive oferecendo ao caminho o melhor de ti mesmo, plantando a bondade e a compreensão, o entendimento e o serviço na alma dos semelhantes, na certeza de que, no caminho ilimitado da vida, o sepulcro não é senão a passagem de acesso a novos degraus de trabalho e de luta, além dos quais recolheremos as flores do reconhecimento ou os golpes da incompreensão, os frutos do amor ou os espinhos do ódio, a bênção da fraternidade ou o frio da indiferença, segundo a lei que nos confere os resultados do tempo de conformidade com as nossas próprias obras.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Out 09, 2011 9:51 pm

Temes a Morte?
Livro: Revelações da Luz
Camilo & J. Raul Teixeira

Ficai sabendo que a verdadeira liberdade, para o Espírito, consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo e que, enquanto vos achardes na Terra, estareis em cativeiro.
(Cap. V, item 22 - ESE)

Temes a morte?

Causam-te perturbação os assuntos referentes à questão da morte?

Tremes com as notícias que evocam o passamento?

Em caso afirmativo, um dos excelentes recursos a usar, para modificar esses quadros de pavores, de fobias ou de intolerância diante do tema, será o esforço por estabeleceres a racionalização do fenómeno.

Ninguém que se acha no mundo poupar-se-á ao envolvimento da morte, constituindo-se, por isso mesmo, numa das irretorquíveis Leis de Deus.
Dessa forma, o trespasse dos teus afectos da família, o dos amigos, ou o teu mesmo, acha-se na pauta das ocorrências para as quais há excepção.

Por outro lado, em sendo a morte o definitivo desatamento da alma do corpo, seja pelo desgaste etário, seja pela enfermidade degenerativa, ou pela forma que for, poderás viver de tal maneira que, ao te desprenderes em definitivo do veículo carnal, leves no íntimo a expressão da alegria, da harmonia, que as tuas acções promoveram.

Por mais simplória que seja a tua vida, poderás observar as manifestações da vida em redor de ti, onde tudo o que nasce, em linhas gerais, tende a crescer, a reproduzir flores e frutos e depois mergulhar nos movimentos da desencarnação.

Os minerais vários transformam-se na cova do solo;
os vegetais, obedecem, como os irracionais, ao determinismo transformador que induz o progresso.

Por que somente o ser humano estaria privado de galgar o progresso para o qual a morte se faz notável canal?


Se temes a morte, de facto, é que deves ignorar os seus fundamentos e os seus propósitos na vida terrena.

Possivelmente não te hajas dado conta de que treinas para a morte a cada dia, quando dormes, deixando para trás o corpo físico, enquanto te movimentas no bojo da imensidão cósmica.

Reconhecendo a indeclinabilidade da desencarnação, que não poupa nem os pobres, nem os ricos;
que não rejeita réprobos ou santos, procura viver do melhor modo, como convém às leis de Deus, enraizadas em tua consciência, como perene presença em ti Daquele que te criou, e que te permite estar onde e como estás.

Não temas a morte, que te abre as cortinas do Invisível, mas valoriza-a como poderoso agente da tua transformação, como porta aberta e caminho seguro para introduzir-te no seio da vida imortal, desditoso, se te desajustares pelos humanos roteiros;
venturosa, se te impregnares desse amor que bendiz, que instrui e que liberta, pelas vias difíceis do planeta.

Não temas a morte.
Compreende-a, porque mais hoje, mais amanhã, tu e os teus com ela se defrontarão, e será muito importante para ti que estejas devidamente preparado para a grande e irreversível viagem para o Grande Lar.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Out 09, 2011 9:51 pm

Ante a Morte Violenta
Livro: Mais Perto
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Em verdade, no mundo, o túmulo imposto à pressa é daquelas provas terrenas que mais dilaceram o coração.

Diante das vidas nobres que se interrompem, de improviso, dolorosas indagações são endereçadas ao Céu.

Não raro, à frente da morte súbita, outras existências promissoras começam a fenecer.

São almas que ficam na retaguarda, carregando consigo o esquife dos sonhos mortos ou algemados ao rochedo da angústia, sem coragem de romper os grilhões que as encarceram no sofrimento.

Muitas vezes desvairadas, recusam a oração ou renegam a fé.

Asseveram-se sozinhas no temporal das próprias lágrimas e, por vezes, descem, desavisadas, nos mais graves desequilíbrios do pensamento.

Entretanto, é preciso que o entendimento que nos caracteriza no mundo se submeta aos juízos soberanos e sábios da morte, para que a nossa temporária permanência no corpo físico não fuja à condição de aprendizado.

Imprescindível lembrar que na engrenagem da civilização de agora, comumente reparamos os próprios erros de ontem.

Entre as máquinas que lhe reduzem as lides e obrigações, muita vez encontra o homem o correctivo e o reajuste, a paz e a liberação da própria alma.

Auxilia aos entes queridos que partiram da Terra, em luta repentina, ofertando-lhes à estrada o bálsamo precioso da consolação e da prece.

Recorda que a Misericórdia Celeste adoça todos os processos da justiça universal e reconforta-lhe na certeza de que Deus faz sempre o melhor.

Contempla as vítimas dos hábitos infelizes, tantas vezes mergulhados nas sombras da obsessão.

Observa os que choram nos sepulcros da consciência culpada e que se debatem no inferno do remorso e do arrependimento, sem comiseração para consigo mesmos!

Reflecte nos quadros tristes a se erguerem das provas necessárias e conserva contigo a paciência e a esperança de quem recebe na dor inesperada o socorro oculto da Providência Divina.

Se o gládio da morte violenta te busca o lar, faz silêncio e confia-te ao tempo, o médico invisível que nos restaura as energias do coração.

Não blasfemes, nem desesperes.

Aguarda o Amparo Celestial, mantendo a certeza de que tudo aquilo que hoje ignoras, amanhã saberás.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 10, 2011 10:22 pm

A Problemática da Morte
Livro: Suave Luz nas Sombras
João Cléofas & Divaldo P. Franco

O problema da morte reside na desimpregnação dos hábitos, das estruturas moleculares do corpo, principalmente quando largos são os anos da existência corporal.

Liberar-se de todo o complexo de fixações das experiências, nos painéis da alma, não constitui um sortilégio que se possa vivenciar de um para outro momento.

Viciações arraigadas, comportamentos dominadores, conduta automatista, criam reflexos condicionados no perispírito que, ao se ver livre da indumentária carnal, repete as sensações perturbadoras, gerando desequilíbrio.

Assim considerando, a morte alonga-se durante a libertação de todos os fenómenos biológicos a que o Espírito se encontrava imantado.

Por isso, nas faixas da perturbação, os Espíritos mais vinculados ao corpo experimentam sensações equivalentes às da matéria, transmitindo-as aos médiuns que, por consequência, passam, quando não educados, a sofrer-lhes a pertinácia, nascendo as obsessões físicas ou psíquicas.

No intercurso mediúnico, porém com finalidades terapéuticas, também os médiuns registam as mesmas sensações, impregnando-se daquelas que tipificavam o desencarnado antes do decesso tumular, no entanto, logo se liberam das mesmas.

Abençoado recurso, o da mediunidade, que concede diminuir-lhes as impressões grotescas, e que, após alguns instantes, são também eliminadas do aparelho mediúnico, restaurando-se a paz e o equilíbrio no instrumento da caridade.

Desejando servir, não se preocupem os obreiros da mediunidade com as sensações, às vezes, desgastantes ou perturbadoras, que experimentam antes, durante ou pouco depois dos fenómenos psicofónicos, perfeitamente naturais nas comunicações responsáveis e verdadeiros.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 10, 2011 10:22 pm

Suicídio
Livro: Crestomatia da Imortalidade
Cairbar Scuttel & Divaldo P. Franco

Não somente pelo gesto arrojado nos despenhadeiros da auto-destruição, dominado pelo loucura e a insensatez, o homem comete suicídio.

Mas também pelo desrespeito às leis do equilíbrio e da serenidade com que a vida nos dignifica em toda parte.

Suicidas! Suicidas! Quase todos o somos.

A Lei Divina é roteiro disciplinante e o corpo físico é vaso sagrado para a evolução.

No entanto, ao império da desordem, não raro desvalorizamos as bênçãos do amor celeste e geramos as víboras que nos picarão, logo mais, contribuindo com os anéis vigorosos que nos despedaçarão de imediato.

Coléricos extremados são suicidas impenitentes.

Ciumentos inveterados, glutões renitentes, sexualistas descontrolados, ambiciosos incorrigíveis, preguiçosos dissolutos, toxicómanos inconsequentes, alcoólatras insistentes, covardes e melancólicos que cultivam as viciações do corpo e da mente, escravizando-se às paixões aniquilantes em que se comprazem, são suicidas lentos, caminhando para surpresas dolorosas, em que empenharão séculos de luta punitiva e dor reparadora para a própria libertação, nos círculos das reencarnações inferiores...

Em razão disso, afirmou Jesus há vinte séculos:
"Buscai a Verdade e a Verdade vos fará livres..."

E a Doutrina Espírita, parafraseando o Cordeiro de Deus, afirma:
"Fora da Caridade não há salvação".

Porque a Caridade, como o Amor, são a alma da Verdade que, em si mesma, é a vibração da vida.

Espírita! Tenha cuidado!
Ligue-se ao pensamento superior e cultive no Espiritismo a idéia universal do bem, irrigando sua alma de consolo e esperança, a fim de librar acima das paixões tranquilo e feliz, após as lutas necessárias no caminho renovador do aprendizado espiritual, na carne.

Valorizemos, desse modo, o auxílio ao próximo, mas consideremos que o respeito à própria vida, para preservação do vaso orgânico que nos serve de veículo à evolução, é Caridade que não pode ser desconsiderada em nosso roteiro iluminativo.

Cultivemos o dever e a disciplina e, afinados ao ideal de melhor servir em nome do Servidor Incansável, prossigamos fiéis e dignos em todos os dias da vida.

Suicidas - suicidas, quase todos nós o somos!

Porém, como Jesus é a "luz do mundo", busquemo-Lo, empenhando-nos nas lides da imortalidade e despertaremos, além-da-morte, como a andorinha feliz singrando o ar ridente de Eterna Primavera.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 10, 2011 10:24 pm

Suicídio Indirecto
Irmão X & Francisco Cândido Xavier

Depois da festa beneficente, em que servíramos juntos, Belarmino Bicas, prezado companheiro a que nos afeiçoamos, no Plano Espiritual, chamou-me à parte e falou, decidido:
- Bem, já que estivemos hoje em tarefa de solidariedade, estimaria solicitar um favor...

Ante a surpresa que nos assaltou, Belarmino prosseguiu:
- Soube que você ainda dispõe de alguma facilidade para escrever aos companheiros encarnados na Terra e gostaria de confiar-lhe um assunto...
- Que assunto?

- Acontece que desencarnei com cinquenta e oito anos de idade, após vinte de convicção espírita.
Abracei os princípios codificados por Allan Kardec, aos trinta e oito, e como sempre fora irascível por temperamento, organizei, desde os meus primeiros contactos com a Doutrina Consoladora, uma relação diária de todas as minhas exasperações, apontando-lhes as causas para estudos posteriores...

Os meus desconchavos, porém, foram tantos que, apesar dos nobres conhecimentos assimilados, suprimi, inconscientemente, vinte e dois anos da quota de oitenta que me cabia desfrutar no corpo físico, regressando à Pátria Espiritual na condição de suicida indirecto...

Somente aqui, pude examinar os meus problemas e acomodar-me às desilusões...

Quantos tesouros perdidos por bagatelas!
Quanta asneira em nome do sentimento!...


E, exibindo curioso papel, Belarmino acrescentava:
- Conte o meu caso para quem esteja ainda carregando a bagagem do azedume!
Fale do perigo das zangas sistemáticas, insista na necessidade da tolerância, da paciência, da serenidade, do perdão!

Rogue aos nossos companheiros para que não percam a riqueza das horas com susceptibilidades e amuos, explique ao pessoal na Terra que mau-humor também mata!...


Foi então que passei à leitura da interessante estatística de irritações, que não me furto à satisfação de transcrever:
Belarmino Bicas – número de cóleras e mágoas desnecessárias com a especificação das causas respectivas, de 1936 a 1956:

1811 em razão de contrariedades em família;
906 por indispor-se, dentro de casa, em questões de alimentação e higiene;
1614 por altercações com a esposa, em divergências na conduta doméstica e social;
1801 por motivo de desgostos com os filhos, genros e noras;
11 por descontentamentos com os netos;
1015 por entrar em choque com chefes de serviço;
1333 por incompatibilidade no trato com os colegas;
1012 em virtude de reclamações a fornecedores e lojistas em casos de pouca monta;
614 por mal-entendidos com vizinhos;
315 por ressentimentos com amigos íntimos;
1089 por melindres ante o descaso de funcionários e empregados de instituições diversas;
615 por aborrecimentos com barbeiros e alfaiates;
777 por desacordos com motoristas e passageiros desconhecidos, em viagem de ônibus, automóveis particulares, bondes e lotações;
419 por desavenças com leiteiros e padeiros;
820 por malquistar-se com garçons em restaurantes e cafés;
211 por ofender-se com dificuldades em serviços de telefones;
90 por motivo de controvérsias em casas de diversões; 815 por abespinhar-se com opiniões alheias em matéria religiosa;
217 por incompreensões com irmãos de fé, no templo espírita;
901 por engano ou inquietação, diante de pesares imaginários ou da perspectiva de acontecimentos desagradáveis que nunca sucederam.
Total: 16.386 exasperações inúteis.

Esse o apanhado das irritações do prestimoso amigo Bicas:
16.386 dissabores dispensáveis em 7.300 dias de existência, e, isso, nos quatro lustros mais belos de sua passagem no mundo, porque iluminados pelos clarões do Evangelho Redivivo.

Cumpro-lhe o desejo de tornar conhecida a sua experiência que, a nosso ver, é tão importante quanto as observações que previnem desequilíbrios e enfermidades, embora estejamos certos de que muita gente julgará o balanço de Belarmino por mera invencionice de Espírito loroteiro.

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Ave sem Ninho

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 10, 2011 10:26 pm

A Vida Continua
Livro: Lar Oficina
Francisco Cândido Xavier

Fernando Querin Sichetti, desencarnado aos 18 anos, em acidente de trânsito.

"Quando lhe disse que iria até o barzinho com os amigos, estava muito longe de pensar que me achava em processo de desligamento da família.
Achavamos-nos todos contentes e felizes com a união que nos tornava quase que uma só pessoa, pela mesma identificação total uns com os outros.

Impossível para mim que tanta alegria pudesse prenunciar uma provação, como a que me afastou de casa e da vida.
O nosso carro, de facto, parecia estar com alguma velocidade excedente, mas o Mauro era, aos nossos olhos, um condutor seguro.
Em certos momentos, cheguei a observar com a minha alegria de rapaz que nossa máquina dava sinais de febre alta.

Não se passaram muitos instantes e tive a queda fatal, sendo atirado à distância.
A cabeça bateu com tanta força de encontro a um corpo sólido que não tive dúvidas quanto à gravidade do que nos ocorrera.
Conquanto quisesse olhar para os amigos e verificar-lhes a situação, um estranho torpos me imobilizou.

Quis movimentar os lábios e as mãos, entretanto, não me pareceram aptos a obedecer aos impulsos da vontade e da mente.

Eu era eu mesmo, no tumulto que se fazia em torno de mim, no entanto, a força que me ligava às funções do corpo se me figurava cortada.
A inércia tomou conta de mim, embora por dentro estivesse mantendo o desejo de me comunicar com o papai Laurentino, para dar-lhe ciência do acontecido.

Amigos que não identifiquei me seguravam e me recomendavam despertar, mas como responder ao que me solicitavam?

A boca estava imóvel e as mãos surgiam hirtas.
Desejei tanto enviar-lhe algum recado, duas poucas palavras que fossem, entretanto, minhas forças me abandonaram rapidamente, Não tive ideias da morte e sim alimentei a suposição de que voltaria à casa para recuperar-me.

Mas tudo foi inútil.

Percebi vagamente que me conduziam a um hospital ou para algum consultório médico, onde, segundo minhas esperanças, despertaria para reconhecer-me em casa. Reconheci-me, no resto de minhas energias e não me enganava.
Um sono inexplicável se apossou de mim e não pude fugir daquela intimação ao repouso compulsório.

Quando acordei, ignorando o tempo que despendera no contratempo inesperado, vi ao meu lado uma senhora que parecia interessada em me auxiliar.
Não pude responder apressadamente às perguntas que ela me fazia, por que não conseguia locomover-me ou falar de pronto, mas percebi que ela me amparava com carinho de mãe e entreguei-me, sem resistência, ao auxílio que suas mãos me estendiam.

Foi então que fiquei sabendo que se tratava de minha avó Clotilde a me dispensar protecção.
Imagine, mãezinha, a luta a que fui atirado, nas minhas inquietações sobre a vida e a morte.

Com poucas frases minha avó me explicou que eu já conhecera muitas experiências, mas me faltava aquela da morte repentina.
Lutei muito comigo mesmo para não chorar, mas mesmo assim o pranto me correu do coração para os olhos, ao lembrar-me de que seu carinho e o carinho de meu pai e das queridas irmãs, Flávia e Cláudia, haviam ficado para trás.

Minha avó consolou-me com palavras de bondade, semelhante às suas, porque, segundo as informações dela, se me demorasse no corpo físico seria para viver numa cama, paralítico por muito tempo.

Assim, ela e o avô Antonio Sichetti me guardariam convenientemente até que me vissem recuperado.
Realmente, eu me restaurei, mas para uma vida diversa em que, no momento, procuro ser a esperança e o bom ânimo para o meu pai abatido.

Estou ainda numa tarefa de reanimar totalmente para ser o novo servidor do Bem que preciso ser.
Encontro-me nesta fase, embora saiba que estou à frente do aniversário com o seu coração de mãe palpitando de saudade e de alegria."

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 10, 2011 10:29 pm

Ante o Suicídio
Livro: Amigo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Se a idéia do suicídio alguma vez te visita o pensamento, reflecte no infortúnio de alguém que haja tentado inutilmente destruir a si mesmo, quando pela própria imortalidade, está claramente incapaz de morrer.

Na hipótese de haver arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou aquele veneno, recusado a vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as próprias forças orgânicas por outros meios, indubitavelmente arrastará consigo as conseqüências desses actos, a se lhe configurarem no próprio ser, na forma de chamados complexos de culpa.

Entendendo-se que a morte do corpo denso é semelhante a um sono profundo, de que uma pessoa ressurgirá sempre, é natural que esse alguém penetre no Mundo Maior, na condição de vítima de si mesmo.

Não nos é lícito esquecer que os suicidas, na Espiritualidade, não são órfãos da Misericórdia Divina, e, por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes propiciam o socorro possível.

Entretanto, benfeitor algum consegue eximi-los, de imediato, do tratamento de recuperação que, na maioria das vezes, lhes custará longo tempo.

Ponderando quanto ao realismo do assunto, por maiores se te façam as dificuldades do caminho, confia em Deus que, em te criando a vida, saberá defender-te e amparar-te nos momentos difíceis.

Observa que não existem provações sem causa e, em razão disso, seja onde for, estejamos preparados para facear os resultados de nossas próprias ações do presente ou do passado, em nos referindo às existências anteriores.

Cientes de não existem problemas sem solução, por mais pesada a carga do sofrimento, em que te vejas, segue à frente, trabalhando e servindo, lançando um olhar para a retaguarda, de modo a verificar quantas criaturas existem carregando fardos de tribulações muito maiores e mais constrangedoras do que os nossos.

O melhor meio de nos premunirmos na Terra contra o suicídio, será sempre o de nos conservarmos no trabalho que a vida nos confia, porque o trabalho invariavelmente dissolve quaisquer sombras que nos envolvem a mente.

E, por fim, consideremos, nas piores situações em que nos sintamos, que Deus, cujo infinito amor nos sustentou até ontem, embora os nossos erros, em nos assinalando os propósitos de regeneração e melhoria, nos sustentará também hoje.

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Re: Vida e Morte

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