Vida e Morte

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 11, 2011 9:28 pm

A Vida Continua
Livro: Vida Feliz - 189
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A tua vida não termina no túmulo.

Com esta consciência aprende para a eternidade, reunindo valores que jamais se consumam.

Toda lição que liberta do mal se incorpora a alma, como força de vide indestrutível.

Fosse a morte o fim da vida, e sem sentido seria o Universo.

A criação se esmaeceria e o ser pensante estaria destituído de finalidade.

Tudo, porém, conclama o se à glória eterna, à continuidade do existir, ao progresso incessante.

Estuda e trabalha sem cessar, com os olhos postos no teu futuro espiritual, vivendo alegre, hoje e pleno, sempre.


Passaporte
Livro: Quem tem medo da morte?
Richard Simonetti

"Aprende a bem viver e bem saberás morrer."
(Confúcio)

[...] Somos Espíritos eternos!
Já existíamos antes do berço e continuaremos a existir após o túmulo!

É preciso viver em função dessa realidade, superando mesquinhas ilusões, a fim de que, livres e firmes, busquemos os valores inalienáveis da virtude e do conhecimento, nosso passaporte para as gloriosas moradas do Infinito.

Difícil definir quando seremos convocados para o Além.
A morte é como um ladrão.
Ninguém sabe como, quando e onde virá.

O ideal é estarmos sempre preparados, vivendo cada dia como se fosse o último, aproveitando integralmente o tempo que nos resta no esforço disciplinado e produtivo de quem oferece o melhor de si mesmo em favor da edificação humana.

Então, sim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual, como sugere o velho provérbio oriental:
"Quando nasceste todos sorriam, só tu choravas.
Vive de tal forma que, quando morreres todos chorem, só tu sorrias!"


§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 11, 2011 9:29 pm

A Justiça e a Misericórdia
Livro: Encontros e Desencontros
Richard Simonetti

Sara preocupava-se com o marido.
Desde que rotineiro exame revelara persistente elevação de sua pressão arterial, empenhava-se em deixá-la informada de seus negócios e compromissos.

_ Isso é mau agouro, Joel.
Não gosto quando você fala assim...
_ Sejamos realistas, meu bem. Viver é um risco.
Todos estamos sujeitos a desencarnar repentinamente.

_ Minha realidade é você.
Sem sua companhia a existência será um pesadelo!
_ Adorável poetisa! Amo-a muito!
Não obstante, devemos estar sempre preparados para eventual convocação do Além, evitando deixar "nós" para os que ficam.

_ Você nunca foi de dar "nós".
Pelo contrário, o que mais faz é ajudar as pessoas a desatá-los.
_ De qualquer forma é importante tomar conhecimento do que diz respeito aos nossos compromissos.
Saiba, também, que se eu desencarnar, há um bom seguro e um fundo de pensão que lhe garantirão o necessário para cuidar de nossos três filhos...

_ Que precisam muito de você, particularmente o Celsinho com suas limitações mentais.
_ Fique tranquila. Não pretendo partir no verdor de meus trinta e nove anos, mesmo porque há muito trabalho na seara espírita.
Nossa cidade precisa de gente com mangas arregaçadas e disposição é o que não me falta.

_ Isso até me tranquiliza.
Penso que nossos amigos espirituais terão o máximo empenho em preservar sua saúde.
Afinal, será difícil encontrar outro Joel.


Sara tinha razão.
Se a duração da jornada humana pudesse ser condicionada à utilidade, Joel chegaria facilmente aos cem anos.
Era um dínamo abençoado, sempre empenhado em ajudar o semelhante, na actividade profissional, no lar, na organização assistencial, no Centro Espírita...

Mas o Céu tinha outros planos para ele.
Confirmando seus indefiníveis sentimentos premonitórios, Joel retornou à Espiritualidade pouco depois, vitimado por um acidente de trânsito.
Foi um rude golpe para o movimento espírita local, que perdia sua liderança mais expressiva, e particularmente para Sara, que não conseguia aceitar a separação.

Como, sem seu apoio e carinho,enfrentar os desafios da existência, o cuidado dos filhos?
E o Celsinho, como ajudá-lo de forma efectiva sem a protecção paterna?


Não se conformava.
Afinal, havia tantos criminosos, tantos inconsequentes egoístas, cuja morte seria um benefício para a Humanidade, e logo seu marido, um homem digno e nobre, tão útil a tanta gente, deveria ter sua vida ceifada prematuramente?

Continua...
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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 11, 2011 9:29 pm

Continua...

Companheiros espíritas lembravam que o simples facto de Joel experimentar a premonição do próprio desencarne demonstrava que se tratava de um evento programado, que fazia parte de suas provações, mas Sara não se conformava.

Mergulhada na depressão, recusava-se a retornar à normalidade, alimentando a perigosa idéia de que seria preferível morrer.

Até que , certa noite, na reunião mediúnica da qual participava, generoso benfeitor espiritual disse-lhe:
_ Sara, sua inconformação é incompatível com seus conhecimentos.
Você sabe que nada ocorre por acaso.


Voz entrecortada de soluços, em incontida angustia, a jovem argumentou:
_ Sei que existem problemas cármicos envolvendo situações dessa natureza, mas tenho aprendido que o bem que exercitamos hoje neutraliza o mal que praticamos ontem.

Considerando que Joel era precioso instrumento da Espiritualidade na Terra, porque não lhe foi preservada a Vida?
Não seria mais justo deixá-lo resgatar seus débitos com o esforço da Caridade, em que pontificava como devotado servidor de Cristo?


O mentor aguardou por alguns instantes, até que fossem menos abundantes as lágrimas, e redarguiu, sereno:
_ Seu argumento é ponderável, mas equivocado, porque desconhece a extensão dos compromissos de Joel.

Seu desencarne, muito mais que o cumprimento da Justiça, foi um acto de Misericórdia que beneficiou não apenas ele, mas, sobretudo, você.

_ Não estou ententendo...
_ É fácil explicar.
Segundo compromissos que ambos assumiram, Joel deveria sofrer derrame cerebral que o sujeitaria a uma vida vegetativa, prisioneiro de um corpo inerte, incomunicável.
Você cuidaria dele por aproximadamente 10 anos...


O Espírito amigo fez uma pausa, deixando que a jovem viúva assimilasse o significado daquela revelação, e concluiu:
_ Tendo em vista os méritos de seu marido, foi-lhe poupada a dolorosa experiência e ele retornou à Espiritualidade, de onde continua a ajudá-la nos encargos que lhe competem, conforme sua programação de vida.

E pede-lhe que desate o "nó" da amargura, superando o pesadelo da transitória separação com o sonho de glorioso reencontro na imortalidade.


A partir desse dia Sara readquiriu a disposição de viver, enfrentando com serenidade e coragem seus compromissos, lembrando sempre que ela e o marido haviam recebido uma grande dádiva do Céu.

Muitas pessoas questionam os acontecimentos difíceis e dolorosos, enveredando por caminhos de rebeldia e desalento que lhes multiplicam os sofrimentos.

Ignoram que não há males alheios à Justiça Divina, nem dores não suavizadas pela Divina Misericórdia.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 11, 2011 9:30 pm

Nem os Mortos repousam
Livro: Técnica de Viver
Kelvin Van Dine & Waldo Vieira

Ninguém gasta nada por pensar bem, o pensamento é isento de taxas e impostos entre os homens.

Toda criação de Deus é equânime.
A qualquer hora o sol favorece o justo e o criminoso e tanto a erva má quanto a planta medicinal lhe recolhem o influxo criador.
Só há uma selecção no reino do espírito.

Se conquistamos suficiente clareza para discernir o melhor do pior, possuímos consciência de mordomia dos bens da alma e, investidos dessa responsabilidade, reconheceremos que milhares de irmãos nos esperam nos cursos da necessidade humana como se fossem estranhos em sua casa ou estrangeiro na própria terra, para se habilitarem com os diplomas de renovação da experiência.

Todos somos chamados ao socorro mútuo.
Tudo na existência terrestre converge para essa realidade, a começar da profissão que é uma forma livremente escolhida de ser útil.
Quem se capacita dessa verdade jamais considera o supérfluo na base de aquisição proveitosa.

A caridade por todos os títulos deve ser a estrela-guia do espírita.
A felicidade constitui a ressonância dos atos bons e tão-somente os actos bons guardam pureza bastante para lavar os erros e culpas da consciência.

Vida é actividade: nem os mortos repousam.

Ninguém renasce sem passado espiritual e nem vive na carne sem futuro fora dela.
A lei empresta o corpo ao espírito e não o espírito ao corpo.
Na Terra, o tempo dedicado à fraternidade significa economia de tempo.

Espírita sem ação no bem é qual fonte sem água:
além de não construir, ocupa lugar e sugere a tristeza das charnecas improdutivas.

Urge buscarmos segurança espiritual para sentir paz.
As garantias da prosperidade material são as mais relativas.
O crédito bancário é susceptível de descer à falência;
o colar de pérolas por mais precioso pode romper-se.

Reter a riqueza amoedada é comum, mais raro é saber usá-la.
Como a aquisição de conhecimento, mais raro o seu emprego construtivo.

Mais valem mãos puras que mãos cheias.
Cabeça simples e tranquila que inteligência complexa e primorosa comprometida em actos inconfessáveis.

Criatura sem memória sofre mais por incapaz de fazer a estimativa de pessoas e factos.
Efectuemos o balanço de nossas possibilidades e apliquemos o saldo de nossos recursos a benefício dos outros.

Sejamos agradecidos por todas as alegrias que desfrutamos estendendo-se aos menos felizes.

Se até os animais expressam gratidão, por que as nossas consciências não serão igualmente reconhecidas perante a Consciência Maior?

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 11, 2011 9:31 pm

Aos quase suicidas
Livro: Mais Perto
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Sim. É a dor fulminativa, a dor largamente suportada, aquela que se te acumulou no coração, qual represa de fogo e fel, e aquela outra que sempre temeste e que chegou, por fim, à maneira de tempestade, arrasando-te as forças.

São elas, essas agonias indizíveis, para as quais os dicionários humanos não te fornecem palavras adequadas á necessária definição, que, muitas vezes, te fazem desejar a morte, antes do momento em que a morte aparece a cada criatura terrestre, à feição de anjo libertador.

Ainda assim, compreendendo-te os ápices de angústia, em nome de todos aqueles que te amam, aquém das fronteiras de cinza, dos quais te despediste na grande separação, rogamos-te paciência e coragem.

Ergue-te, acima dos escombros das próprias ilusões, e contempla os caminhos novos que a Infinita Bondade de Deus te reserva.

Se amarguras te azedaram os sonhos, espera pelo tempo cujos filtros não funcionam debalde;
se desenganos te buscaram, observa que ensinamentos te trazem;
se dificuldades repontaram da estrada, estuda com elas qual a melhor solução aos teus problemas de paz e segurança;

se provações surgiram, atribulando-te as horas, enumera as lições de que se façam portadoras, em teu benefício;
se prejuízos te dilapidaram a existência, recorda que o trabalho nunca nos cerra as portas;
e se alguém te deixou a alma vazia de afeição, pensa no amor infinito que sustenta o Universo, na certeza de que outras almas te virão ao encontro, abençoando-te o dom de amar e de servir.


Nunca esmoreças, ante as dificuldades que te surjam no caminho para a vanguarda.

Quando estiveres a ponto de ceder à pior rendição de todas - aquela de recusar o dom da vida - detém-te a reflectir em Deus que te criou para a Sabedoria e para o Amor.

E Ele, cujo poder arranca a erva da semente sepultada no chão para o esplendor solar, te arrebatará igualmente a qualquer tribulação, a fim de que sobrepaires, além de todos os fracassos e de todas as crises, de modo a que brilhes e avances para a frente, aprendendo e trabalhando, servindo e amando, em plenitude de vida imperecível.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 11, 2011 9:32 pm

Certamente...
Livro: Fonte Viva
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"Certamente cedo venho."
(APOCALIPSE,22:20.)

Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem, a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma criança que desconhece o valor do tempo.

Dias e noites são curtos para a internação em alegrias e aventuras fantasiosas.
Engodos mil da ilusão efémera lhe obscurecem o olhar e as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.

Raras pessoas escapam de semelhante perda.

Geralmente, contudo, quando a maturidade aparece e a alma já possui relativo grau de educação, o homem reajusta, apressado, a conceituação do dia.

A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer.

Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se encontra, se repetem a determinados meses do ano, perfeitamente recapitulados, qual ocorre às estações de frio e calor, floração e frutescência para a Natureza.

Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afã de multiplicar as suas forças para enriquecer os minutos ou amplia-los, favorecendo as próprias energias.

E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreende-o nos ângulos da expectativa ou do entretenimento, sem que lhe seja dado recuperar os anos perdidos.

Não te embrenhes, assim, na selva humana, despreocupado de tua habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.

No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta do Amor Divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse gravada pelo apóstolo a sua promessa solene:
- "Certamente, cedo venho."

Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 17, 2011 10:59 pm

Memória Além-Túmulo
Livro: Religião dos Espíritos
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Questão 220 de "O Livro dos Espíritos"

Automaticamente, por força da lógica, elege o homem na contabilidade uma das forças de base ao próximo caminho.

Contas maiores legalizam as relações do comércio, e contas menores regulamentam o equilíbrio do lar.

Débitos pagos melhoram as credenciais de qualquer cidadão, enquanto que os compromissos menosprezados desprestigiam a ficha de qualquer um.

Assim também, para lá do sepulcro, surge o registo contábil da memória como elemento de aferição do nosso próprio valor.

A faculdade de recordar é o agente que nos premia ou nos pune, ante os acertos e os desacertos da rota.

Dessa forma, se os actos louváveis são recursos da alma, as acções infelizes se erguem, além do túmulo, por fantasmas de remorso e aflição no mundo da consciência.

Crimes perpetrados, faltas cometidas, erros deliberados, palavras delituosas e omissões lamentáveis esperam-nos a lembrança, impondo-nos, em reflexos dolorosos, o efeito de nossas quedas e o resultado de nossos desregramentos, quando os sentidos da esfera física não mais nos acalentam as ilusões.

Não olvides, assim, que, além da morte, a vida nos aguarda em perpetuidade de grandeza e de luz, e que, nessas mesmas dimensões de glorificação e beleza, a memória imperecível é sempre o espelho que nos retracta o passado, a fim de que a sombra, reinante em nós, se dissolva, nas lições do presente, impelindo-nos a seguir, desenleados da treva, no encalço da perfeição com que nos acena o futuro.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 17, 2011 11:00 pm

Reflectir sobre a Vida e a Morte
Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Vez que outra acompanha um féretro, a fim de aprofundares reflexão no fenômeno biológico da vida e no da morte.

Diante da ocorrência com os outros, poderás despertar para o que te irá suceder, inevitavelmente.

A eternidade é do Espírito, enquanto a experiência do corpo é transitória e breve.

Por este momento tens a sensação de que tudo está bem e será duradouro.
Até quando, porém?
E qual a garantia que tens, a respeito do prazo que te está concedido?


Assim, vive bem;
entretanto, não descartes a possibilidade do teu retorno, o que, aliás, é o mais seguro de todos os acontecimentos.


Saudade
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Ante aos mortos queridos,
Faz o silêncio e ora
Ninguém pode apagar
A chama da saudade.
Entretanto se choras
Chora fazendo o bem.

A morte para a vida
É apenas mudança
A semente no solo
Mostra a ressurreição.
Todos estamos vivos
Na presença de DEUS.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 17, 2011 11:00 pm

Sobretudo Consolador
Livro: Quem tem medo dos Espíritos?
Richard Simonetti

O Espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele?

Sim, conforme a afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam.
Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria.[...]
Questão nr. 160 – O Livro dos Espíritos

[...] Após o casamento a inexperiente dona-de-casa terá em sua mãezinha uma carinhosa instrutora, orientando-a na organização do lar, nos cuidados da casa...

Quando vier o primeiro filho ela será presença benfazeja, socorrendo-a em sua insegurança diante do pequenino indefeso, num estágio de total dependência.

— Ah! Se não fosse a mamãe! — suspira — eu estaria perdida!

Assim será sempre.
Aquele anjo tutelar achará tempo e disposição para estar a seu lado nos momentos difíceis, nos problemas do dia-a-dia...

Chegará o tempo amargo em que, pela ordem natural, a genitora partirá para a Espiritualidade.
Mas ficará o vínculo indelével.
A filha valorizará, mais do que nunca, aquela presença amiga, aquela dedicação extremada, de que nem sempre se dera conta.

E quando soar a sua hora, quem gostaria de ver?
Com quem gostaria de contar?
Que presença lhe infundiria maior segurança?

A mãezinha, sem dúvida.

Esta a realidade consoladora desvelada pela Doutrina Espírita e demonstrada na psicografia de Chico Xavier:
mães que recebem seus filhos.

Se não estás, por motivos alheios à sua vontade, virão os pais, os avós, os tios, os amigos...
Haverá sempre alguém ligado afectivamente ao desencarnante para ampará-lo na grande transição.
[...]

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 17, 2011 11:00 pm

Insensatez
Livro: Falando à Terra
Joana de Gusmão & Divaldo P. Franco

Ah! se eu pudesse voltar ao mundo - gemia a alma frágil e doente, sob o imenso nevoeiro no vale das sombras -, como seria diversa a vida para mim!...

Decerto, não me lembraria com precisão das algemas que me aferram no abismo, porque a Divina Compaixão teria apagado temporariamente as nódoas de vinagre e fel que me dilaceram a memória.
Entretanto, jamais olvidaria a piedade e o reconhecimento que devo cultivar diante da Natureza, esse sagrado altar de Deus...

Oh! Senhor, caminharia, então, ao encontro dos irmãos aflitos e sofredores, oferecendo-me em holocausto ao amor.

Buscaria a Humanidade por minha grande família, sentindo nos companheiros ignorantes os mais necessitados de meu concurso;
receberia os dissabores por bênçãos, valendo-me deles para estender o raio de minha experiência na aquisição da verdadeira sabedoria;
aproveitaria as oportunidades do mundo, sem permitir que a inferioridade dos homens me vencesse;

transformaria o coração numa fonte de claridade e de consolo, a fim de que todos os seres em mim encontrassem a paz e o bom ânimo;
empenhar-me-ia na abençoada luta pelo bem, como as árvores dadivosas se prendem ao solo, esparzindo-se em flores de serviço e morrendo erectas para, até à última hora, estender a sombra da ramagem;

aceitaria os obstáculos como espinhos duma coroa de sacrifício para a suprema glória do espírito!

As horas, ó Senhor! as horas seriam património bendito para o meu novo modo de ser...
Atravessá-las-ia, semeando a felicidade entre todos, transubstanciando-me em esclarecimento para os ignorantes, em pão eterno e em água viva para os famintos e para os sedentos da estrada!

Abominaria o descanso criminosos, que muita vez me arremessou ao despenhadeiro da indiferença ante as amarguras do próximo.

Nunca mais me furtaria aos deveres pesados, mais gloriosos, que nos retêm nas doces cadeias da solidariedade, e aprenderia, louvando-Te, que a dor é um cântico de beleza e de renovação em toda parte...

Respiraria distante do orgulho, que é mentira, longe do egoísmo, que é inferno oculto, e fora da vaidade, que é simples cegueira do coração!

Senhor, dá-me novamente o corpo de carne, e reconduze-me ao exercício, à prova, à recapitulação!

Soluços abafados seguiram-lhe à rogativa, mas um mensageiro de Todo-Bondoso, dando-lhe a perceber que a súplica fora ouvida, emergiu da noite, rasgando larga clareira de luz.

Recolheu a alma infeliz e trouxe-a, de novo, à escola do mundo.

Qual semente viva em terra preciosa, a infortunada criatura ressurgiu entre os homens, na forma dum anjo débil, cercado de carinhos especiais.

Quando, porém, se lhe recompôs o valioso corpo, asfixiou as tendências superiores, repeliu o escabelo de quem serve ao Senhor, empinou-se no trono da vontade;
e, rodeando-se de velhos vícios, que nomeou por validos e conselheiros de seu destino, passou a gozar loucamente a vida, exigindo, reclamando, oprimindo e assumindo lastimáveis compromissos perante a Lei.

Sempre a mesma insensatez - funesta e dolorosa.


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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 17, 2011 11:01 pm

Auxílio no Além
Livro: Canais da Vida
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Recordai que a vida é sempre a vida em toda parte.

E se, na existência física, defendeis a segurança daqueles que vos merecem carinho, não menoscabeis a possibilidade de auxiliá-los, além da morte.

Na Terra, toda uma rede de ternura afectiva nos enlaça uns aos outros.
Medicais o filhinho doente.
Socorreis o pai enfermo.

Fazeis silêncio em torno do amigo que se rendeu ao próprio desequilíbrio.
Socorreis o companheiro caído no labirinto da angústia.
Respeitai a alma querida que se arremessou aos desvãos da sombra e compreendeis a dor que vos rodeiam entre espinhos e impedimentos.

Não julgueis que o túmulo represente miraculosa passagem, quando a morte apenas desnuda a consciência para as realidades da vida.
Não exijais da criatura que vos precedeu na Grande Viagem demonstrações de entendimento que ainda não construiu em si mesma ou revelações estranhas ao seu modo de ser.

Lembrai-vos de que, além do sepulcro, o desesperado não se reconforta de improviso, o doente não se cura de imediato, o ignorante não pode senhorear a sabedoria sem a educação de si próprio e o delinqüente, não consegue resgatar-se, de inopino, à frente da injustiça.

Somos o que somos, incapazes de trair o espírito de seqüência que preside todos os passos da natureza.

Aprendei a cultivar o auxílio aos vivos da Espiritualidade, injustamente julgados mortos no mundo, através da coragem no bem, da serenidade no trabalho e da paciência ante os desígnios da Providência Divina.

Recordai que o pensamento é o fio claro vivo entre a vanguarda dos que partem e a retaguarda dos que ficam.

E se sabeis que a onda de televisão não erra o alvo, a que se destina, a onda mental possui exacto endereço, mantendo entre o vosso caminho terrestre e o caminho espiritual dos que vos antecedem na jornada renovadora o perfeito noticiário do coração.

Não condeneis o companheiro que se despede na morte ao esquecimento ou à lamentação, à crítica ou ao desespero.

Guardai a certeza de que os vossos mínimos pensamentos são registados e ouvidos e, assim como os vivos do Mais Além hoje vos pedem auxílio, no futuro, sereis os viajores da frente, rogando socorro aos homens da Terra que podemos igualmente configurar como sendo os mortos da vida.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 18, 2011 9:48 pm

Ante o Mais Além
Livro: Diálogo dos Vivos
J. Herculano Pires & Francisco Cândido Xavier

Anseias pela manifestação dos entes amados que te antecederam na grande viagem da desencarnação.

Pondera, entretanto, relativamente à presença deles no plano físico, onde te encontras ainda, e remonta os cuidados que te recebiam nos instantes de luta e sofrimento: medicação para a enfermidade e entendimento nas horas de crise.

Aqueles que se afiguram mortos estão vivos.
E todos os teus pensamentos, com respeito a eles, alcançam-lhes o espírito com endereço exacto.

Imagina uma pessoa em desequilíbrio emocional que gritasse em lágrimas ao telefone, rogando consolo e coragem ao ente amado na outra ponta do fio, hospitalizado para tratamento de reajuste, a exigir bastas vezes socorro mais intensivo.

Decerto que os responsáveis pelo doente, de um lado, e pelo outro, o enfermo, à distância, tudo fariam para adiar o encontro solicitado, considerando que aflição mais aflição somariam apenas desespero maior.

Diante dos seres queridos domiciliados no Mais Além, reflecte, acima de tudo, na infinita bondade de Deus, que nos empresta as afeições uns dos outros por tempo determinado, a fim de aprendermos, através de comunhões e separações temporárias, a entesourar o amor indestrutível que nos reunirá, um dia, na felicidade sem adeus.

E enquanto perdure a distância, do ponto de vista físico, cultiva a saudade nas leiras do serviço ao próximo, qual se estivesse amparando e auxiliando a eles mesmos, tanto quanto efectuando em lugar deles tudo quanto desejariam fazer.

Assim construirás, gradativamente, a ponte de intercâmbio pela qual virão ter espontaneamente contigo, de modo a compreenderes que berço e túmulo, existência e morte, são caminhos da evolução para a vida imortal.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 18, 2011 9:49 pm

Em face da Morte
Livro: Oferenda
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

A mais pungente dor moral, pertinaz e profunda, é a que decorre da separação imposta pela morte física.
Nada que se lhe equipare, considerando as injunções que impõe, de tal modo que dilacera os tecidos subtis da alma.

Mesmo quando aguardada ou almejada, constitui surpresa, graças ao convite vigoroso que faz em relação à única realidade de que ninguém se pode eximir:
- a imortalidade! Sorrateira, arrebata os afectos e carrega os adversários, produzindo inusitada emoção que sempre aflige, particularmente quando se trata dos amores, aos quais se tem vinculado o coração.

Enigmática, transfere os seres de um para outro estágio de vida, mas não os aniquila.

Libertação para uns, ensejando felicidade e triunfo;
após as caminhadas rudes faz-se grilheta e cárcere para a consciência que se intoxicou pelos vapores da insensatez, ou que cultivou os cardos da criminalidade a que se submeteu, em demorada constrição.

Concessão divina, é incompreendida por aqueles que amam a ilusão e se arrogam a factuidade do poder terreno.
A ninguém poupa e a todos iguala, temporariamente, para seleccioná-los logo depois, através dos títulos morais de que se fazem portadores.

Não te rebeles ante as conjunturas da morte, que te separou, momentaneamente, do ser a quem amas, pois não será definitiva a tal circunstância.
Tem paciência e espera, preparando-te para o reencontro que logo mais se dará.

Os teus afectos te aguardam, esperançosos.
Não os decepciones com a revolta ou com o desespero injustificado.
Eles vivem como também viverás.

Anteciparam-te na viagem, mas não se apartaram, realmente, de ti.
Não os vês, mas estão ao teu lado...
Se os amas, estão contigo, se os detestas, vinculam-se a ti.

Não os fixes às memórias inditosas, aos impositivos da paixão, às condições da tua dor.
Luariza a saudade, mediante a certeza de reencontrá-los.

Assim, utiliza as tuas horas disponíveis para produzir no Bem, pensando neles, orando por eles, convertendo moedas em pães, flores transitórias em em reconforto para outros seres que padecem privações.

Se desejares fazer mais, coloca alguém arrancado dos braços da orfandade ou da miséria, da velhice ou da viuvez, no lugar deles, no lar, e ajuda por amor a eles.

Bendirão teu gesto e acercar-se-ão mais de ti, ajudando-te também.
Essa dor angustiante e libertadora diminui quando o amor se desdobra em direcção do sofrimento humano, por afeição e gratidão dos que morreram, e vivem.

No Calvário, rompendo o silêncio dominador, à hora extrema, Jesus, antes da libertação total, fez-nos o precioso legado de entregar Sua mãe a João e este àquela, como a legislar que a mais alta expressão do amor é a doação da vida a outras vidas, por tributo de carinho à Sua vida.

Medita e enxuga o pranto da saudade, transformando-o em esperanças de felicidade porvindoura.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 18, 2011 9:50 pm

Surpresas depois da morte
Livro: Sexo e Destino
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Qual acontece entre os homens, no Mundo Espiritual que os rodeia, sofrimento e expectação esmerilam a alma, disciplinando, aperfeiçoando, reconstruindo...

Enquanto envergamos a veste física, habitualmente imaginamos o paraíso das religiões encravado para lá da morte.
Sonhamos o apaziguamento integral dos sentidos, o acesso à alegria inefável que anestesia toda lembrança convertida em chaga mental.
No entanto, atravessada a fronteira de cinza, eis-nos erguidos à responsabilidade inevitável, ante o reencontro da própria consciência.

Uma vida humana, a continuar-se naturalmente no Além, assume, assim, a forma de partida, em dois tempos distintos.
Diferem campos e vestimentas, entretanto, a luta da personalidade, de um renascimento a outro na Terra, afigura-se laborioso prélio em duas fases.
Anverso e reverso da experiência.

O berço inicia.
O túmulo desdobra.
Com raríssimas excepções na regra, somente a reencarnação consegue transfigurar-nos de modo fundamental.

Deixamos no esquife o casulo mirrado e transportamos connosco, na mesma ficha de identificação pessoal, para outras esferas, os ingredientes espirituais que cultivamos e atraímos.

Inteligências em evolução na eternidade do espaço e do tempo, os Espíritos domiciliados na Moradia Terrestre, em abandonando o invólucro de matéria mais densa, assemelham-se, figuradamente, aos insectos.

Larvas existem que se retiram do ovo e revelam-se na condição de parasitos, enquanto que outras se transformam, de imediato, em falenas de prodigiosa beleza, ganhando altura.

Encontramos criaturas que se afastam do estojo carnal, entrando em largos processos obsessivos, nos quais se movimentam à custa de forças alheias, ao lado de outras que, de pronto, se elevam, aprimoradas e belas, a planos superiores da evolução.

E entre as que se agarram profundamente às sensações da natureza física e as que conquistam a sublime ascensão para estágios edificantes, no Grande Além, surge a gama infinita das posições em que se graduam.

Emergindo na Espiritualidade, após a desencarnação, sofremos, a princípio, o desencanto de todos os que esperavam pelo céu teológico, fácil de granjear.

A verdade aparece por alavanca renovadora.

Padecendo ainda espessa amnésia, relativamente ao passado remoto, que descansa nos porões da memória, somos então defrontados por velhos preconceitos que se nos entrechocam no íntimo, tombando despedaçados.

Suspiramos pela inércia que não existe. Exigimos resposta afirmativa aos absurdos da fé convencionalista e dogmática que reclama a integração com Deus para si só, excluindo, pretensiosamente, da Paternidade Divina, os que não lhe comunguem a visão acanhada.

De semelhantes conflitos, por vezes terríveis e extenuantes, nos recessos da mente, muitos de nós saímos abatidos ou revoltados para extensas incursões no vampirismo ou no desespero;
a maior parte dos desencarnados, porém, a pouco e pouco se acomoda às circunstâncias, aceitando a continuidade do trabalho na reeducação própria, com os resultados da existência aparentemente encerrada no mundo, à espera da reencarnação que possibilite renovação e recomeço...

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 18, 2011 9:51 pm

Visão Retrospectiva do Momento da Morte
Livro: Morrer e Depois
Waldo Lima do Valle

Este é um dos fenómenos mais singulares que ocorrem em todos os casos de morte natural e, até mesmo, em algumas mortes subitâneas, por acidentes diversos.

A pessoa, nos instantes finais de sua existência, vê passar diante de si, como numa tela de cinema ou num monitor de vídeo, toda a Vida que está prestes a deixar.

Os primeiros meses do renascimento, a pré-infância, a infância, a puberdade, a adolescência, a juventude e a fase adulta, tudo, tudo que foi experimentado em cada um desses estágios do desenvolvimento bio-psicológico do ser humano, vem à tona com uma riqueza de pormenores, absolutamente, incomum.

Deve-se este fenómeno ao registro minucioso feito pelo corpo perispiritual de todos os acontecimentos vividos pelo ser humano em cada uma de suas existências.

Nada deixa de ser fixado pelo envoltório subtil da alma, e é, graças a essa transcrição minuciosa, que podemos, aqui mesmo, em nosso mundo e, mais tarde, na Vida Espiritual, lembrar-nos de todas as nossas existências pregressas.

Essa visão retrospectiva possibilita ao ser uma contemplação crítica e analítica de todas as acções por ele praticadas, durante a última existência, num prévio julgamento consciencial, com vistas à situação que ele merece na Pátria Espiritual.

Através desse retrospecto, pode o espírito avaliar a imensa distância que ainda o separa de um viver, realmente, pautado dentro da legislação divina. Por outro lado, verifica-se, também, que até o centavo que um dia doamos, como esmola, ao mais humilde dos pedintes, ali está registrado.

0 fenómeno é instantâneo.
Acontece num átimo.
0 que mais importa, entretanto, não é a sua duração, mas a sua qualidade.


Mesmo os segredos mais íntimos que, por vezes, o ser humano reprime para o seu inconsciente, vêm à tona com absoluta fidelidade, numa demonstração de que nada permanecerá enterrado, para sempre, nos porões da mente.

E isto apenas confirma as palavras de Jesus, quando disse:
Nada há oculto que não venha, um dia, a ser conhecido.

Nessa retrospectiva, os factos negativos servem de advertência, e possibilitam ao espírito entrever as consequências cármicas que, no futuro, eles desencadearão.

Isto nas almas mais esclarecidas, com senso de responsabilidade e noções precisas de Vida Eterna e reencarnação.
Já os factos positivos, também recordados, servem como estímulo a um maior crescimento moral e espiritual nas novas dimensões da Vida em que a alma está penetrando.

0 grande vate português Luiz de Camões, em soneto célebre, afirma:
- Numa hora, encontro mil anos e é de jeito que em mil anos não encontro uma hora...

De facto, o tempo psicológico do espírito e suas vivências espirituais não são medidos exteriormente com os parâmetros habituais dos ponteiros dos relógios.

Esse tempo não cronológico, representado pelo acúmulo de experiências vividas, só pode ser avaliado, interiormente, em visões retrospectivas, no instante da morte, ou nos estados de emancipação da alma.

No sonho, no sono hipnótico ou sonambúlico, é perfeitamente possível ao espírito reviver, em segundos, fatos que ocuparam, por vezes, metade de uma existência.

Ao despertar no Além e na posse integral dessa visão panorâmica de sua última existência, o espírito transformar-se-á no grande juiz de si mesmo, no tribunal silencioso de sua consciência...

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 18, 2011 9:51 pm

Velório
Livro: Quem tem medo da morte?
Richard Simonetti

Quando comparecemos a um velório cumprimos sagrado dever de solidariedade, oferecendo conforto à família.
Infelizmente, tendemos a fazê-lo pela metade, com a presença física, ignorando o que poderíamos definir por compostura espiritual, a exprimir-se no respeito pelo ambiente e no empenho de ajudar o morto.

Superada a longa fase das carpideiras, em que obrigatoriamente a presença da morte era encarada como algo terrível a inspirar compulsoriamente sentimentos de dor, com a participação de lágrimas abundantes, fomos parar no extremo oposto em que, exceptuados os familiares, os circunstantes parecem estar em oportuna reunião social, onde velhos amigos se encontram, com o ensejo de "pôr a conversa em dia".

Contam-se piadas, fala-se de futebol, política, sexo, modas...
Ninguém se dá ao trabalho sequer de reduzir o volume da voz, numa zoeira incrível, principalmente ao aproximar-se o horário do sepultamento, quando o recinto acolhe maior número de pessoas.

O falecido é sempre lembrado, até com palavras elogiosas (em princípio todo morto é bom, conforme velha tradição humana), mas fatalmente as reminiscências desembocam em aspectos negativos de seu comportamento, gerando chistes e fofocas.

Imaginemos a situação desconfortante do Espírito, ainda ligado ao corpo, mergulhado num oceano de vibrações heterogêneas, "contribuição" lamentável de pessoas que comparecem em nome da amizade, mas agem como indisciplinados espectadores a dificultar a tarefa de diligente equipe de socorro no esforço por retirar um ferido dos escombros de uma casa que desabou...

Preso à residência temporária transformada em ruína física pela morte, o desencarnante, em estado de inconsciência, recebe o impacto dessas vibrações desrespeitosas e desajustantes que o atingem penosamente, particularmente as de caráter pessoal.
Como se vivesse terrível pesadelo ele quer despertar, luta por readquirir o domínio do corpo, quedando-se angustiado e aflito.

Num velório concorrido, com expressivo acompanhamento ao túmulo, comenta-se:
"Que belo enterro! Quanta gente!"

No entanto, nem sempre o que nos parece favorável é bom, principalmente quando confrontamos a realidade física com a espiritual.

Quanto maior o número de pessoas, mais heterogéneas as conversas, mais carregado o ambiente, maior o impacto sobre o falecido.

Há algum tempo estive num hospital providenciando o sepultamento de um indigente.
Acertada a documentação necessária, o morto partiu para o cemitério no carro fúnebre, sem nenhum acompanhamento.
Eu próprio não pude fazê-lo em virtude de obrigações profissionais.

"Que tristeza! Velório vazio! Enterro solitário!"

Espiritualmente, melhor assim.

Não havia ninguém para atrapalhar e os benfeitores espirituais puderam realizar mais tranquilamente sua tarefa, libertando o prisioneiro de acanhada prisão de carne para conduzi-lo aos gloriosos horizontes espirituais.

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Re: Vida e Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 18, 2011 9:52 pm

Trabalho Além da Terra
Livro: Mediunidade e Sintonia - 13
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Além da morte, a alma conti­nua naquilo que começou a fazer na existência física.

E em razão de cada criatura trans­portar consigo a experiência a que se afeiçoa, a Sabedoria Divina concede a cada espírito encarnado determinada tarefa, que, na essência, vale por ensaio precioso, à frente do serviço que lhe competirá no amanhã eterno.

Vemos, na Terra, diversificar-se o trabalho:
Esse ensina.
Aquele dirige.
Aquele outro obedece.

Aqui, possuímos quem edifique.
Além, há quem cure.
Adiante, há quem esclareça.


Entretanto, se o professor apenas faz jus à remuneração financeira, não terá conquistado o santuário da educação.

Se o dirigente foge à exemplificação e à nobreza íntima, não terá conhecido a verdadeira autoridade.

Se o cooperador subalterno menos­caba a atenção para com o bem comum, viverá muito longe do prazer de servir.

Se quem levanta paredes e monu­mentos cinge-se apenas ao interesse par­ticular, não terá percebido a beleza da construção.

Se quem alivia as dores humanas procura simplesmente o lucro fácil, de­certo desconhecerá o divino templo da cura.

E se quem esclarece foge ao devota­mento e à serenidade, preferindo localizar-se entre a exigência e a aspere­za, não acenderá no caminho a luz do amor.

Não olvides que as tuas actividades, fora do corpo denso serão sempre a con­tinuação daquilo que fazes por dentro de ti, obedecendo ao próprio coração.

Não basta erguer braços ágeis, deitar fraseologia preciosa ou provocar excessivo movimento em torno de teus dias, porque há muitas mãos operosas na extensão da sombra, muito verbo faustoso na exploração menos digna e muito ruído vão, provocando, onde existe, tão-somente amargura e cansaço.

Ama o serviço que o Senhor te confiou, por mais humilde que seja, e oferece-lhe as tuas melhores forças, porquê do que hoje fazes bem, no proveito de todos, retirarás amanhã o justo alimento, para a obra que te erguerá do insignificante esforço terrestre para o trabalho espiritual.

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Re: Vida e Morte

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