Diversas Mensagens

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Re: Diversas Mensagens

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 24, 2011 9:49 pm

Sobre o Carnaval
Fonte: Revista Internacional de Espiritismo, Janeiro de 2001
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objectivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.

Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o carácter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

Acção altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.

Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras.
Por que protelar essa acção necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem?

Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objectivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando connosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio colectivo, exibir superficialidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Diversas Mensagens

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 24, 2011 9:49 pm

Fofocagem
Livro: Ponto de Encontro
Jair Presente & Francisco Cândido Xavier

O Centro da Caridade
Prosseguia eficiente.
Muito serviço prestado,
Atraindo muita gente.

A médium da direcção
Era Emília Sabugosa;
Trabalhava com prazer,
Missionária generosa.

Fosse qual fosse o problema
De doutrina ou de família,
Na hora do justo acerto,
Chamava-se Dona Emília.

Certa noite, veio a médium,
Discretamente a chorar...
Todo o grupo fez silêncio,
Respeitando-lhe o pesar.

Em afastado recanto,
Amiga atenta lhe fala,
Era Dona Conceição;
Procurando confortá-la.

- "Emília, que tem você?"
Pergunta-lhe Conceição;
Em pranto reponde a médium:
- "Não sei viver sem Janjão!..."

Conceição nada mais disse.
Chocada, tomou assento;
O esposo de Dona Emília
Chamava-se António Bento.

Quem era aquele Janjão?
Algum amante escondido?
Aquele choro da médium
Não encontrava sentido...

Continua...
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Re: Diversas Mensagens

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 24, 2011 9:49 pm

Continua...

Começou a fofocagem...
Conceição falou com Joana,
Joana falou com Jandira,
Jandira com Tatiana.

Tatiana, impressionada,
Transmitiu tudo ao marido
E, o marido em confidência,
Falou da ocorrência a muitos,

Mostrando-se confundido...
O clima fez-se de brasa,
Quase todos os amigos
Abandonaram a casa.

Com ofício ou sem ofício,
Exigiram demissão,
Retirou-se, compungida,
Até Dona Conceição.

No Centro da Caridade,
Sempre cheio e luzidio,
Pregava-se, agora, às moscas,
No salão triste e vazio...

Inteirando-se do caso,
Convidou muitos amigos,
A fim de falar a todos
Do estranho acontecimento.

Noite marcada, vieram
Adolescentes e adultos,
Muitas jovens enfeitadas,
Senhoras e amigos cultos.

No momento do discurso
Para a justa explicação
A médium desapontada
Ergue-se e mostrou Janjão;

Era um cachorro doente,
Seu fila de estimação.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

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Re: Diversas Mensagens

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 24, 2011 9:50 pm

Existe consciência após a Morte?
Por Daithi Oh Anluain
18h - 31 de outubro de 2002

Dois cientistas britânicos tentam conseguir uma verba de US$ 256 mil para realizar um estudo em larga escala a fim de provar que pessoas clinicamente mortas podem realmente ter experiências fora do corpo.

Ambos os responsáveis pela iniciativa, o dr. Sam Parnia, pesquisador da Universidade de Southampton e o dr. Peter Fenwick, consultor de neuropsiquiatria da Universidade de Oxford, são cientistas respeitados.

Experiências de quase-morte são mais comuns e costumam incluir a visão de uma luz branca.
Já nas chamadas experiências fora do corpo, as pessoas geralmente observam serenamente seu próprio corpo enquanto os médicos trabalham desesperadamente para ressuscitá-lo.

Os pesquisadores fundaram um fundo beneficente chamado Horizon Research, para promover o estudo desses fenômenos.

Ano passado, Parnia publicou um estudo indicando que 10% dos pacientes clinicamente mortos que puderam ser ressuscitados têm lembranças do momento em que estavam sem vida.

Entre as evidências reunidas pelo cientista está o facto de que alguns desses pacientes reconhecem pessoas com as quais jamais haviam tido contacto antes, mas que ajudaram na ressuscitação.
Outros se lembram das conversas entre os médicos.

De acordo com o que é aceito pela medicina, estas lembranças não deveriam ser possíveis, devido à ausência de actividade cerebral.

Há muito, esta teoria (sobrevivência da consciência ao corpo)tem sido ricularizada pela comunidade científica.
Mesmo aqueles que queriam acreditar que "a verdade está lá fora" acabaram se rendendo ao ceticismo.

Susan Blackmore já foi um dos maiores nomes da pesquisa paranormal na Grã-Bretanha.
Ela concluiu em seu livro "Dying to Live", que fala sobre experiências próximas da morte e fora do corpo, que esses casos são resultado da anóxia, a falta de oxigênio no cérebro.

Embora o ceticismo permaneça, os cientistas estão começando a reconhecer que é preciso pesquisar mais.

Em dezembro de 2001, o neurologista holandês Pim van Lommel do hospital Rijnstate, na cidade de Arnhem, liderou uma equipe que publicou um artigo no respeitado jornal de medicina britânico "The Lancet".

O estudo mostrou que 18% dos pacientes com morte clínica que puderam depois ser ressuscitados podiam lembrar de experiências próximas da morte mesmo anos depois do evento.

Outro estudo, este conduzido nos Estados Unidos pelo pai da pesquisa das experiências próximas da morte, Kenneth Ring, usou pacientes cegos, que se lembravam de ter visto seu corpo enquanto se encontravam clinicamente mortos, embora ligeiramente fora de foco.

Continua...
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Re: Diversas Mensagens

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 24, 2011 9:50 pm

Continua...

O livro "Mindsight" foi inspirado neste estudo.

Nem Fenwick nem os outros cientistas envolvidos nesse tipo de pesquisa postulam a vida após a morte propriamente dita.
Eles falam apenas de consciência após a morte.

Mesmo assim, as implicações são enormes.
Se as experiências próximas da morte e fora do corpo não vêm do cérebro, em que se baseia a consciência?

"Existem duas maneiras de se ver o universo", diz Fenwick.
"O modelo aceite actualmente diz que tudo é matéria".

Em outras palavras, tudo o que a ciência considera "real" possui uma forma física que pode ser percebida por nossos sentidos.
Mas este modelo, que os filósofos chamam de "materialismo radical", não pode explicar a existência da consciência, que não possui uma essência física.

Então, como fazemos para explicá-la?
"Um pequeno milagre inexplicado acontece, e então surge a consciência",
diz Fenwick a respeito do actual paradigma.

No entanto, outra teoria propõe que a constituição básica do universo seja não a matéria, mas a própria consciência.
É a abordagem transcendental, uma perspectiva compartilhada por muitas religiões.

"Esta segunda forma de ver o universo faz com que seja muito mais fácil compreender estas experiências", diz Fenwick, que acredita que um dia a ciência vai adoptar a visão transcendental do universo.

O advento da mecânica quântica, segundo a qual a matéria pode ter ao mesmo tempo uma forma física e uma forma ondulatória, é um passo nessa direcção, afirma, assim como as recentes pesquisas em torno do poder da oração, que sugerem que as pessoas são beneficiadas pelas orações alheias, mesmo que não estejam cientes delas.

Estes estudos foram interpretados por alguns estudiosos como um indício de que a consciência se comporta como um "campo", de maneira semelhante ao magnetismo, que podem ser alterados pela interacção com outros campos.
Se isso for verdade, então é possível que a consciência de uma pessoa tenha influência sobre a de outra.

Agora, Fenwick e Parnia esperam realizar novas pesquisas sobre experiências de quase-morte e experiências fora-do-corpo.

Se eles conseguirem arrecadar o dinheiro de que precisam, irão estudar cem vítimas reanimadas de ataques cardíacos que tiveram experiências de quase-morte.
De acordo com as pesquisas 30 delas podem ter tido experiências fora do corpo.

A dupla pretende ainda colocar cartas acima da cabeça dos pacientes, que só poderão ser identificadas se vistas de cima - exactamente de onde as pessoas alegam ver seu próprio corpo na UTI.

Mas será que isso vai convencer os cépticos?
"Não, nada vai.
Mas tudo bem",
diz Fenwick, rindo.
"É assim que a ciência progride.
Qualquer pesquisa que proponha grandes mudanças na forma como as pessoas vêem o mundo é rejeitada. Mas vamos provar que a consciência não está no cérebro".

Outra coisa que a pesquisa prova é que ainda existe vida nas pesquisas sobre vida após a morte.

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Re: Diversas Mensagens

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 24, 2011 9:51 pm


Não posso dizer: Pai Nosso, se não vejo em todos os homens irmãos meus.

Não posso dizer: Que estais no Céu, se o que me preocupa são os bens da terra.

Não posso dizer: Santificado seja o Vosso Nome, se minha vida cristã é falsa.

Não posso dizer: Venha nós o Vosso reino, se não deixo o amor de Deus crescer em mim.

Não posso dizer: Seja feita a Vossa vontade, se o que me importa é o que eu quero.

Não posso dizer: Assim na Terra como no Céu, se sempre quero opor á vontade de Deus a minha pequenina vontade.

Não posso dizer: O Pão nosso de cada dia dai-nos hoje, se não sou capaz de repartir o pão com os necessitados.

Não posso dizer: Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, se minha vida é permanente ofensa á justiça e á caridade.

Não posso dizer: E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, se fecho os olhos e fujo de minhas responsabilidades na construção de um mundo melhor.

Não posso dizer: Amém, porque minto, se não aceito tudo isto.


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Deixe a lágrima rolar!

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 25, 2011 9:26 pm


© Letícia Thompson

Quando sentir vontade de chorar, chore!
Deixe a lágrima rolar!

Qual adulto, idoso, criança, pode se gabar de não ter sentido um dia a necessidade de colo?
Quem atira a primeira pedra?

Por mais que sejamos fortes, não podemos fugir às tempestades da vida.
São as decepções, as perdas ou simplesmente nossas expectativas que não são correspondidas que nos fazem, independente da nossa idade ou situação, nos sentir pequenos o bastante para desejarmos colo.
E nem sempre é fácil admitir isso.

Homens não choram? Choram sim!
Mulheres choram fácil demais?
Elas se fazem duronas também.

As crianças choram à toa.
Todo mundo chora.
Pelo menos todo mundo precisa chorar nem que seja uma vez ou outra, para aliviar a alma, para diminuir o peso do cansaço e da solidão.

O choro é sempre um sinal de apelo.
E um sinal que sempre encontra um bom samaritano no seu caminho.
Difícil resistir a alguém que chora!

É quando olhamos para alguém que vemos os olhos marejados que sentimos que esse alguém precisa de colo;
nem sempre de palavras, mas colo, sempre.

Colo que pode representar um abraço mudo e apertado, um olhar compreensivo, um aperto de mão... nada toca mais nossa alma do que olhar nos olhos de alguém que chora.
E nada toca tanto alguém que chora quanto sentir a presença de alguém que o compreende.

E nas lágrimas que rolam, rola a tristeza, a insatisfação, o tédio, a dor, as dúvidas e medos.
A alma fica lavada. Por isso chorar alivia.
Por isso chorar dá sono. Quando acordamos depois de termos chorado, nos sentimos mais leves, nos sentimos prontos para encarar um novo dia, uma nova situação.

Então... quando sentir vontade, não se contenha! Peça colo, peça ombro...
Deixe a lágrima rolar!

Ser forte não é ser durão ou durona;
ser forte é ser capaz se reconhecer frágil e saber que dará a volta por cima;
é saber que as marés podem ser altas ou baixas, mas que apesar de tudo as ondas nunca desistem do sonho de beijar a areia.

E elas beijam sempre...

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A arte de ser feliz

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 25, 2011 9:31 pm


© Letícia Thompson

Para ser feliz, aprenda a rir de si mesmo.
Isso vai te tornar uma pessoa mais agradável para os que te cercam e vai te ensinar a ver a vida com menos seriedade.

Rir não é só o melhor remédio, é um tratamento completo.
Ria, ria sempre.

Aprenda que os outros não são responsáveis pelos seus problemas;
eles podem até oferecer um ombro, mas cada qual carrega a sua cruz;
porém saiba que quem te oferece um ombro é o tesouro mais precioso que você poderia encontrar.

Aprenda também que você não é responsável pelos problemas alheios.
Oferecer a mão, o ombro, o sorriso fará de você um bom samaritano e o melhor dos amigos, mas jamais você poderá viver o que não te pertence.
Cada um de nós deve viver e conviver com as consequências dos próprios actos.

Aprenda que decepções e mágoas fazem parte do caminho, como ervas daninhas.
Ninguém está livre delas e de uma maneira geral chegam quando mais precisamos ver e sentir as flores.
Porém quando conseguimos vencê-las o campo fica muito mais bonito de se olhar e sentir.

As rosas não são menos belas por possuírem espinhos.
Portanto, não exija de si mesmo e nem dos outros a perfeição.
Seja apenas o que você é, seja verdadeiro.
Os que te amarem além da sua aparência serão aqueles pelos quais sua vida vai valer a pena.

Seja apenas isso: feliz!
Com arte, com cor, com muito bom humor.
As coisas simples são normalmente as que pensamos por último, mas geralmente são a base de uma vida equilibrada.

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O preço da felicidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 25, 2011 9:32 pm


© Letícia Thompson

Quanto você pagaria para obter seu maior sonho realizado?
Até onde seria capaz de ir?

Costumamos ouvir que a felicidade não tem preço.
Há pessoas que dizem, sem muito reflectir, que fariam qualquer coisa para serem felizes.
Mas na verdade há limites.

As pessoas não são felizes e não realizam seus sonhos, porque no fundo não estão dispostas a pagar qualquer preço.
Querem obter tudo gratuitamente.
Como o maná caído do céu, bastando abrir as mãos.

Mas felicidade tem preço de renúncia.
Ninguém obtém seus desejos completamente sem ter que renunciar a uma ou mais coisas.
Abrindo-se a mão para receber, larga-se também.

É o que impede as pessoas de serem felizes, porque renúncia é uma palavra que quase ninguém gosta.
Tente pensar em abandonar sua vida, com tudo o que você tem e construiu, mas que não te dá satisfação, e ir correr o mundo atrás daquilo que seu coração mais deseja.

Você não vai querer.
Não, porque te falta coragem para renunciar à sua existência, mesmo se medíocre, porque é isso que te dá segurança.
Pode não ser boa, mas é palpável, é o que você tem.

Muitos se enganam quando pensam que querem felicidade.
Para alguns basta ter segurança.
Basta não, porque na verdade nunca estão completamente satisfeitos.

Haverá sempre um vazio de não sei o quê, sempre a sensação de que falta algo.
Só a felicidade pode preencher uma alma e dar plenitude à vida.
Só a esperança mantém uma pessoa viva.

Há os que se apegam a isso custe o que custar e correm atrás dos seus sonhos.
Eles se decepcionam muitas vezes, mas nunca desistem.
Sabem que tentam e isso já é o bastante.

Vivem não através dos outros, mas deles mesmos.
Outros preferem ficar como plateia.
Falta coragem para subir no palco da vida.

A felicidade existe, mas parece utopia, ou não é coisa para eles.
O preço para ser feliz é alto demais, arriscado demais.
Mas quem sabe não é esse o charme da vida?

O facto de sermos todos diferentes, de nos contentarmos de maneiras diferentes?
Alguns gostam de ser estrelas; outros se satisfazem vivendo do brilho delas.
E, no fim das contas, o importante mesmo é se sentir feliz, sendo o que se é, com o que se tem.

Quem não quer abrir mão do que tem para ser feliz de outra maneira, que pelo menos o seja do jeito que escolheu.
E que o seja plenamente!

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O medo da felicidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 25, 2011 9:33 pm



Alguém tem medo de ser feliz?
Não! À primeira vista não.
Quando tudo nos direcciona para a busca da felicidade, parece mesmo ridículo afirmar que as pessoas têm medo da felicidade.

E então, por que essa estranha sensação que sentimos quando tudo vai bem demais nas nossas vidas?
Por que o medo de falar, ou de falar alto demais, como se essa felicidade fosse algo tão frágil que pudesse nos escapar a qualquer momento?
É por isso que quando as pessoas recebem boas notícias, evitam compartilhar.
Ou acreditar. Como se a felicidade fosse algo imerecido.

Dizemos: "estou tão feliz que tenho até medo;" "nem vou falar, senão estraga;" "não conte para ninguém que dá azar..." e coisas assim.
Dessa maneira acabamos estragando nossos momentos de felicidade com nossos temores.
Uma coisa que poderia ser vivida a cem por cento, torna-se oitenta, pois o restante é transformado na angústia de perder o que tanto se desejou.

[i]Mas, para que ter medo?

Agarremos nossa felicidade, nossa boa notícia com unhas e dentes!
Os invejosos talvez nos olhem de lado, mas então olhemos para outro lado, onde existem certamente outros que podem compartilhar da nossa alegria.
As pessoas que vencem na vida são as que se direccionam para as coisas positivas e não perdem tempo com negativismo.

Eu li que "enquanto a felicidade está na sua sala, a infelicidade dorme na sua cama."
Se isso é mesmo verdade, então, só tenho uma sugestão:
mudar de quarto, de cama, dormir na sala... mas guardar a preciosa felicidade!

O que é nosso ninguém toma a menos que a gente permita.
Nunca tenha medo de ser feliz!
Da mesma forma, nunca tenha medo de sofrer.

Construa seu mundo com aquilo que ele te oferece, colocando você mesmo as cores que quiser.
Não dependa dos outros para ser feliz ou infeliz, mas viva a sua vida como verdadeiro dono dela.
O poder de ser feliz ou infeliz está nas suas próprias mãos.

Cabe a você saber com que intensidade vai viver isso!

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Solte as amarras

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Out 25, 2011 9:33 pm


© Letícia Thompson

Você já teve a impressão que a vida de todo mundo vai para frente e a sua não?
Já se perguntou por que você não consegue isso ou aquilo?
Alguma vez já pensou que você anda, anda e parece estar sempre no mesmo lugar?

Há muita e muita gente assim, que dá passos e mais passos e não avança.
São pessoas atracadas a algum porto e que ainda não conseguiram se libertar.
Não adianta, se estamos amarrados a alguma coisa, não dá para ir adiante.

A corrente pode até nos levar de um lado para o outro, as tempestades nos atingirem e até mesmo o sol e lindas noites de lua, mas não saímos do lugar.
São as amarras da vida, problemas mal ou não resolvidos.
Coisinhas que julgamos pequenas e que deixamos para depois, mas que, estando no nosso caminho ainda, acabam nos atrapalhando.

Muitas vezes pensamos que "deixar para lá" resolve e acabamos deixando.
Nos dizemos que o tempo é o melhor remédio e não digo que não seja.
Mas não há remédio que possa funcionar se a raiz do mal continua intacta.

As feridas que carregamos no nosso ser, os relacionamentos doentes, mas deixados para o amanhã, os empregos que não nos dão nenhuma satisfação, fazem com que nossa vida ande devagar, mesmo se o tempo passa e envelhecemos com ele.
Falta-nos coragem para tomar atitudes e é a vida quem decide do nosso destino.

Se você quer, realmente, que sua vida ande enquanto você é jovem o bastante para bem viver, solte as amarras.
Lave a alma do que te atormenta, converse sobre seus problemas com as pessoas envolvidas;
no trabalho, se você acha que é seu único meio de sobrevivência e que não pode ficar sem ele, então, mude sua maneira de trabalhar, procure encontrar satisfação naquilo que você faz.

Os horizontes existem para que não percamos a fé, para que possamos sonhar com o que há do outro lado e, quem sabe, seguir nesse rumo.

Ninguém pode evoluir se está aprisionado a alguma coisa.
Se tiver que se apegar, que seja então à vontade de construir algo positivo da sua vida.
Nunca espere pelos outros, nunca olhe para os outros se dizendo por que eles conseguem e você não.

Evite comparar-se com este ou aquele, pois você é uma pessoa única e de qualquer maneira não existe ninguém perfeito, com vida perfeita.
Dando o melhor de si, você vai perceber que seu potencial é muito maior do que você pensa.
Dando o primeiro passo, que geralmente é o mais difícil, os outros se seguirão.

E se você acha que sozinho não vai conseguir, há um Libertador que pode ouvir seu pranto, segurar sua mão e te ajudar.

"Cristo é a verdade que liberta."

Solte as amarras da sua vida, sejam elas quais forem, uma a uma, devagarinho.
Depois navegue... e seja muito, muito feliz!

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Sobrevivendo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Out 26, 2011 9:05 pm


© Letícia Thompson

O mundo é um poço de exemplos de como devemos agir e reagir diante de situações difíceis.
E agimos naturalmente, sem questões, quando as coisas envolvem nossas necessidades básicas, sem que ninguém nos ensine o que devemos fazer.

É nato, tanto nos seres humanos quanto nos animais buscar soluções que envolvem a sobrevivência.
Sentimos fome, procuramos o que comer, temos sede, procuramos saciá-la, estamos cansados, sabemos que devemos nos repousar.

E quando queremos algo que não está ao nosso alcance, imediatamente procuramos soluções.
Pegamos escada, puxamos cadeira, esticamos mais os braços, ficamos na ponta dos pés, nos sentamos no chão... se queremos ver, ficamos na ponta dos pés, erguemos a cabeça, pedimos licença.
Damos o máximo de nós.

Mas nossa atitude ante ao material é completamente diferente da ante ao emocional, de quando se trata da alma, do coração, da nossa vida interior.

Quando nos sentimos pequenos e que as coisas fogem ao nosso alcance, ou da nossa vista, temos a tendência a baixar ainda mais a cabeça, nos sentar, baixar os olhos e chorar.

E aí? Por que não puxamos a cadeira das possibilidades, não esticamos os braços do nosso querer, não erguemos os olhos para ver mais além?
É bem natural que se não fazemos nada, nada acontece.
Se fazemos, pode acontecer ou não, mas pelo menos não carregaremos em nós o peso de não saber o que teria sido, o que teria acontecido.

Não desista facilmente das coisas que seu coração deseja!
Pelo menos não antes de ter tentado tudo.
Passamos do lado de muitas coisas simplesmente por que não ousamos estender a mão.

Deixamos fugir a felicidade e a insegurança se instala no lugar dela.
O medo vence a coragem.
Nos julgamos incapazes sem ao menos ter tentado.

Sobrevivência é questão de atitude.
Não existem pessoas fracas e fortes, existem as que nunca medem esforços e as que desistem facilmente;
existem as que erguem a cabeça e as que baixam os olhos.

Essas primeiras nem sempre alcançam todos os seus objectivos, mas sentem-se saciadas e felizes com o que conseguem.
É muito melhor ter um pouco do que não ter absolutamente nada.
É melhor ser pouco que ser ninguém.

Lembre-se: o horizonte a gente nunca alcança... mas como ele enfeita nossos sonhos!!!

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A ambição

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Out 26, 2011 9:06 pm


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A palavra em si já tem uma conotação negativa.
Quando pensamos em uma pessoa ambiciosa, temos a imagem de alguém que só pensa nos bens materiais e faria de tudo para alcançá-los.
Isso por que já pensamos na palavra no seu extremo.

Ora, todos os extremos são perigosos.
Mesmo o amor ao extremo é perigoso.
Nunca se ouviu falar em pessoas que dizem matar por amor?

As pessoas precisam e devem ter um pouco de ambição para temperar a existência.
Aquela pitadinha de sal que vai deixar o bolo com gosto perfeito é bem necessária na vida.
Elas precisam encontrar uma motivação para construir alguma por elas mesmas e para seu viver.

Quem não mira nada, não acerta em nada.
É preciso se ter objectivos, olhar para frente, ver alguma coisa e se prometer alcançá-la.
O mundo nos deixa cómodos muitas vezes.

Acomodados. Esperamos que as coisas aconteçam e reclamamos que nada acontece.
Culpa de quem? De nós.
E frequentemente parte de responsabilidade cabe aqueles que nos carregam sempre no colo, sem permitir que tenhamos a oportunidade de andar sozinhos.

Apoio demasiado pode deixar pessoas preguiçosas.
Muitos pais cometem esse erro.
Querem proteger os filhos, dar a eles tudo o que não tiveram, embalam tudo em papel de presente e oferecem.

Criam, dessa forma, seres dependentes, sem ambição, sem motivação.
Elas têm tudo de material, mas são vazias de auto-satisfação, pois nunca construíram.
Ninguém vai adiante se não almeja algo e não planeia.

Pessoas assim vivem estacadas na vida, envelhecendo sem sair do lugar.
Quem deseja ardentemente alguma coisa e planeia conquistá-la torna suas horas presentes mais ricas e intensas.
Cheias de imaginação. Mais verdadeiras.

Se você trabalha há anos numa mesma empresa, no mesmo cargo e se sente feliz e realizado, óptimo!
Mas se você nunca saiu do lugar e vive reclamando, digo que se está assim a culpa é sua, pois não mirou mais além.
E não me fale em oportunidades, pois essas a gente cria também.

O mundo não é pai e mãe generosos e não nos traz tudo em cima de uma bandeja.
Devemos ser nós a ir em busca do que precisamos.
Arregaçar as mangas e partir para luta.

Seja ambicioso de felicidade!
E de contentamento!
E de realizações!

De ser alguém, talvez não exactamente grande, mas saciado da vida!

Não espere que o carreguem, use suas pernas e mesmo se essas não mais caminham, você ainda tem uma cabeça que pode te levar muito longe, tão longe quanto seu coração alcançar.

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A depressão

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Out 26, 2011 9:07 pm


© Letícia Thompson

Quando se olha o mundo de fora é muito fácil dizer o que se deve fazer, como e até quando.
Achamos soluções para todo mundo, desde que não estejamos envolvidos.
É fácil falar da dor que não sentimos, do amor que não perdemos, dos problemas que não temos e da vida que não vivemos.

Somos assim muito sábios quando o espinho não está em nós!...
Os altos e baixos são comuns a todo mundo.
Ninguém vive em linha recta.

E há pessoas que suportam mais facilmente as subidas e descidas da vida que outras, como umas pegam certas doenças e outras não.
Há coisas que não se controla, pois se tivéssemos escolha, optaríamos sempre por uma vida sã.
A depressão é uma doença como uma outra, não um capricho de quem deseja mais do que a vida pode oferecer.

Só quem passou ou passa por isso sabe entender o que é.
E como toda doença, deve ser reconhecida, entendida e tratada como tal.
Infelizmente todo mundo não está preparado para ajudar em casos assim e tentam resolver os problemas mostrando que há pessoas mais infelizes.

Contudo, não é possível minimizar a dor de ninguém, fazendo-o comparar sua infelicidade com as misérias do mundo.
Ninguém pode se sentir melhor porque do lado de fora há mais sofrimento.
Se fosse assim, seria fácil ir dormir feliz a cada dia, bastando assistir ou ler jornais.

É claro que muitas vezes vemos uma coisa triste e pensamos no quanto somos abençoados por não vivermos aquilo.
Isso é normal para todo mundo, nos faz reflectir sobre a realidade da vida.
Mas se passamos nossa vida com comparações não vamos a lugar nenhum, pois sempre haverá parâmetros diferentes e acabaremos nos sentindo perdidos.

Precisamos respeitar a dor e sentimento do outro, como respeitamos os limites do seu jardim. Cada vida é única, é própria.
Podemos ajudar uma pessoa depressiva mostrando-lhe o lado belo da vida, dando-lhe razões para olhar além do horizonte, criar objectivos e acreditar neles.
Podemos tirá-la do isolamento em que se encontra dando-lhe palavras de reconforto e amizade, fazendo-a sentir-se amada e útil.

Dizer a um depressivo que seus problemas são mínimos porque há coisas piores na vida não o fará sentir-se melhor.

Quando Jesus se referiu à pessoas com problemas e ansiedades, mandou que olhassem os lírios dos campos e as aves no céu e se repousassem, apontou para coisas bonitas e alegres, nunca disse para olharem os necessitados.

E Ele teve, também, Seu momento de dor, tristeza e lágrima, como todo ser humano.
As soluções para os problemas começam com o reconhecimento deles.
Ter amigos que possam compreender já é um passo na direcção da cura.

A compreensão da dor do outro leva-lhe segurança.
E, segura, uma pessoa poderá se levantar e recomeçar seu caminho, com toda ajuda que ela deve ter.

Depressão?
Uma doença sim.
E médicos são úteis.

Amigos são preciosos.
Orações são imprescindíveis.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Diversas Mensagens

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Out 26, 2011 9:07 pm


© Letícia Thompson

Talento é a habilidade para desenvolver os dons com os quais Deus nos presenteia.

Ninguém foi feito grande e ao nascermos o Senhor nos oferece, como presente, um dom.
Segundo as oportunidades que recebemos no início e depois, com nossa própria capacidade para trabalhar com isso, desenvolvemos ou não esse dom.

Quantas vezes as pessoas olham para outras que se saem muito bem no que fazem e se dizem:
"- eu queria ter esse dom!"
E eu pergunto: "Por quê? Onde está enterrado aquele que o Senhor te ofertou?"

Toda ferramenta não utilizada acaba enferrujando e perdendo o uso.
Ela nunca vai deixar de ser uma ferramenta, mas poderá ser útil ou inútil.
É como o próprio corpo que se não exercitado pode diminuir suas funções.

Deus nos deu a cada um uma medida para a nossa contribuição aqui na terra, para o enriquecimento daqueles que passam por nós e para que, em nós, sejamos completos.
Uns enterram essa medida, outros a dobram e os mais sábios a multiplicam.

É importante, muito importante, colocar todo o nosso coração naquilo que fazemos e o resultado virá por si só.

Seu dom é cantar? Cante como ninguém!
É escrever? Coloque sua alma em palavras!
É ser hospedeiro? Abra seus braços e acolha com todo amor.
Quem sabe não seja seu dom o de ouvir as pessoas? Ouça, então, com o coração aberto!

Há no universo tanta variedade de dons quanto há de flores e pássaros!
Se o mundo ainda não descobriu o que você tem de melhor dentro de si para oferecer, desenterre seu presente, limpe-o, trabalhe até que sua contribuição na terra seja revelada!

Não existem dons grandes e dons pequenos, pois Deus nos confiou aquilo que Ele pensava nos fazer felizes.
As mãos não são mais importantes que os pés e os olhos não são melhores que a boca.
Cada qual, com sua participação, enriquece nosso corpo, dá vida, dá utilidade.

Ter talento é ter habilidade. É sim.
Habilidade de render a Deus a graça com a qual Ele nos ofertou.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Viver em plenitude

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Out 26, 2011 9:08 pm


© Letícia Thompson

Eu pensei que a gente se acostumava com tudo na vida.
Eu pensei que com o tempo tudo parecia normal dentro do nosso coração e nos concentraríamos em outras coisas.
Mas a gente não se acostuma não...

A gente só aprende a não se surpreender.
A gente aprende a resignação.
Mas dentro do nosso peito aquele sentimento de incompreensão continua intacto, mesmo se aprendemos a viver e conviver com o que nos choca, nos maltrata e deixa o futuro incerto.

A violência virou pão de cada dia para muita gente.
Mas ninguém se acostuma, ninguém pode se acostumar, ninguém pode continuar vivendo como se ela não existisse, porque é uma realidade e devemos e precisamos estar alertas a tudo o que nos envolve.

E a vida continua bela, apesar de tudo.
Ela existe independente de toda a maldade humana e mesmo independente de toda bondade.
As flores continuam nascendo em solo árido ou húmido, clima frio ou quente.
Elas nascem porque é assim, porque para isso foram feitas: embelezar a terra. Como nós.

A vida não é vazia, ela é plena.
Vazios muitas vezes nos sentimos nós, quando a solidão vai escurecendo todo o nosso interior e parece apagar tudo o que vivemos e os porquês da nossa existência. São esses momentos onde nos perguntamos onde ir, sem ver ao menos soluções que possam nos fazer acreditar que existe um depois, que existe um amanhã, porque os homens vão-nos roubando a esperança última.

E desaprendemos assim não a viver, mas a beber o néctar da vida e se deliciar com ele.
Pessoas fecham-se em casa para sentirem-se seguras e a vida, ou o que resta dela, fica resumida a quatro paredes.
A própria casa transforma-se em prisão.

Mas não podemos ficar presos às nossas emoções e às atitudes das pessoas, apenas ser cautelosos, sem que isso modifique totalmente nosso comportamento e visão da vida que, ela, corre para todos os cantos e ri e se oferece.

Precisamos abraçá-la enquanto ela nos sorri, mesmo se os homens destroem as flores.
Precisamos ser, pelas nossas crianças e por nós, aqueles que vão continuar plantando porque o amanhã virá e se estivermos ainda aqui, precisamos estar preparados.

Sejamos nós aqueles que, perdendo tudo, não perdem a fé.
Sejamos aqueles que não se acostumam nunca com o desamor, mas que nem por isso vão deixar de viver.
Porque Deus nos deu a terra e tudo o que nela há como herança e é isso que devemos ensinar aos nossos pequenos.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Você pode!

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 27, 2011 9:18 pm


© Letícia Thompson

Você tem poder.

Você pode deixar uma pessoa feliz; pode deixar essa mesma pessoa triste ou zangada.

Você pode fazer-se amar ou odiar, só depende de você.

Você pode construir ou destruir, ser bom ou mau, fazer o bem ou fazer o mal.

Você pode ser grande ou pequeno, independente da sua altura.

Você pode brilhar e você pode se apagar.

Você pode pensar positivo ou transformar tudo a sua volta em catástrofe.

Você pode dar um sorriso ou virar o rosto.

Você pode sorrir ou chorar.

Você pode plantar e você pode colher.

Você pode dar a mão ou cruzar os braços.

Você pode ser bênção ou maldição.

Você pode ser alguém e pode ser ninguém.

Existe um poder dado por DEUS ilimitado dentro de você e você pode escolher.

A sua atitude vai fazer toda a diferença.

Você pode passar sua vida inteira se lamentando ou pode fazer alguma coisa para mudar a situação.

Só você pode decidir ser um vencedor ou um perdedor.

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O desânimo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 27, 2011 9:19 pm


© Letícia Thompson

Deveríamos todos parecer flores no início da primavera.
A própria imagem da vida, abertos, viçosos, esperançosos e sorridentes, muito sorridentes aos passantes.
Só que a vida é um lutar constante.

Quando chegamos prontos para a batalha, não sabemos ainda como serão as lutas, o que vão exigir, o que vão tomar de nós.
E é assim em várias áreas da nossa vida, que seja física, espiritual, amorosa, nos nossos relacionamentos com os outros...

O lutar nos cansa; as respostas que tardam a vir nos cansam, as esperanças prorrogadas ao dia-a-dia podem tornar-se cansativas.
A fadiga chega, o desânimo se apossa de nós e tira nossas forças.
A fadiga psicológica é muito mais perigosa do que qualquer outra que venha tomar conta de nós.

Não basta uma noite de descanso ou uns dias de férias.
Oxalá fosse assim! Muitos dos nossos problemas seriam resolvidos a cada fim de semana.
Quando nos deparamos com uma situação em que não vemos saída é inútil continuar se debatendo, isso só vai aumentar o desânimo.

É preciso em certos momentos deixar-se abandonar, não para desistir, mas para se recuperar as forças, olhar com objectividade, dar-se a ocasião de reconhecer-se fragilizado e humano e, por isso mesmo, igual a todo mundo.

Há os que nunca perdem a coragem e vontade de lutar, mas ainda não conheci alguém que nunca tenha tido um momento, nem que seja um momento, de desânimo.
E não é errado, não é anormal.
É apenas nosso ponto de limite e isso é muito individual, por isso nada de comparações.

Ninguém é melhor que ninguém por que parece mais forte e resistente, as pessoas apenas são diferentes.
Jesus chorou, mas não desistiu de Jerusalém.
Ele pediu que o cálice fosse passado, mas carregou a cruz e foi pregado nela.

Vocês já observaram flores que ficam muito tempo sem água?
Elas murcham, ficam abatidas.
Mas em geral é suficiente um copo de água fresca e logo depois elas reerguem-se, como muitas quando recebem o sereno na madrugada.

Chegam prontas para enfrentar o dia. E é assim connosco.
Que as lágrimas venham, venham sim!
E que venham os tempos de estia!

Mas que não morramos de fraqueza, que a noite chegue trazendo o sereno, que a primavera volte!

Quantas e quantas vezes é suficiente levantar um pouco os olhos para ver que as soluções estavam ao nosso alcance, a gente é que estava cansado demais para procurar direito.

Disse Jesus: No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo!
Eu venci o mundo.

E se estamos em Cristo e Ele em nós, nenhum obstáculo será intransponível, nenhuma estrada será longa demais.

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Bênçãos em gotas

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 27, 2011 9:20 pm


© Letícia Thompson

Eu gostaria de saber onde está a origem da nossa insatisfação.
Buscamos grandes coisas, esperamos grandes coisas, aquelas que possam fazer com que nosso dia fuja do extraordinário.

Viver nunca nos parece suficiente, esperamos sempre mais e quanto mais temos, mais desejamos.
Olhamos as pessoas à nossa volta, cremos que são felizes, achamos que a vida parece bem mais simples para elas, que o melhor sempre vem para os outros.

Não nos basta ter uma terra prometida, queremos que seja a mais vistosa de todas.
Mas nenhum castelo será bonito o suficiente para nos satisfazer, se não aprendermos a nos bastar com pouco que recebemos da vida.

Ansiamos por grandes chuvas e nos esquecemos de nos contentar com o sereno da madrugada, suave e refrescante.

Há bênçãos que tardam a vir e não compreendemos o porquê.
Enquanto isso, ao invés de aproveitar as gotículas que recebemos a cada dia, nos perdemos em murmurações.

É muito mais fácil reclamar do que não temos do que reconhecer que o que possuímos são tesouros em pequenas e diversas pedras que se incrustam no nosso dia-a-dia:
a saúde, os filhos, os amigos, um abrigo, o facto de termos o que comer, vestir e ainda, como coroa, esse imenso quadro da natureza que o Senhor pintou e deu vida para nosso deleite.

Viver do contentamento de ser o que somos, de ter o que temos é agradar ao coração de Jesus, que nada possuía quando veio, mas nem por isso era menos rei.

Somos o que somos e o Senhor nos dá o bastante para nossa felicidade.

Ansiar por mais é fechar as portas aos pedacinhos de bem-viver com os quais o Ele nos presenteia.

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Viajamos no mesmo barco

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Out 28, 2011 10:25 pm


© Letícia Thompson

Coisas más não acontecem só a pessoas más.

As catástrofes naturais quando chegam não contam, não escolhem, elas saem arrasando tudo o que está pela frente.

Compreender o mal, a injustiça, a miséria, as dores, as quase insuportáveis perdas, o desabrigo, a gente não compreende.

Não nos ensinaram tal ciência de ter o coração assim tão perfeito e a alma tão aberta.

Por isso choramos tanto.
E clamamos misericórdia ao Pai.

Tomamos consciência da nossa pequenez e dependência de uma força superior e ilimitada e nos curvamos.

Os sofrimentos e as dores nos aproximam de Deus e tocam os corações de outras pessoas, que não podem e nem devem ficar indiferentes, por que a verdade é que estamos todos navegando nesse mesmo barco, que ora balança, ora se aquieta, sempre independente da nossa vontade.

Mas obstáculos não são pontos finais, nem muros sem saída.

Quando se perde tudo, mas que a vida não se perde, é que alguma coisa ainda há pela frente.

As coisas que não podemos evitar, vamos recebê-las e aprenderemos a reconstruir com o que nos sobra.

Colamos um pedaço aqui e outro ali, refazemos a vida e refazemos o mundo, afinal, se ele existe é por que existimos e nossa cruz não será assim tão pesada, se sabemos que temos Alguém que nos ajuda a carregá-la.

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A Sabedoria

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Out 28, 2011 10:25 pm

© Letícia Thompson

Dizem que a idade de uma árvore conta-se pelas marcas que vão se formando no tronco.
Connosco não é bem assim.

Há pequenos com muito mais marcas na alma que adultos, por que a vida não lhes ofereceu presentes.
Há idosos que atravessam os anos e partem, sem que tenham tirado da vida os ensinamentos que ela ofereceu.

Uma pessoa que vive muito não é aquela que chega a uma idade avançada, mas a que aproveita as experiências da vida para seu aprendizado e vai tirando o melhor de cada coisa que encontra pela frente.

A sabedoria não está nas rugas da pele, nem nos cabelos brancos, nem nos anos que passam.
Ela não está também nos conhecimentos que já possuímos, mas na sede dos mesmos.

Muitas vezes pensamos que sabemos alguma coisa e na realidade não sabemos muito, pois olhamos tudo de maneira superficial, sem ir a fundo, sem ver o outro lado.

Aos 12 anos de idade, Jesus discutia com os doutores da época e aos 33 partiu, deixando todos os ensinamentos necessários a nós.

Não importa a nossa idade, nem nossa condição, estamos aprendendo a cada instante.
Os sábios nutrem-se desses aprendizados, colocam-os em prática, fazem uso deles e os repassam.
Outros apenas engolem quente, depressa demais, sem sentir o sabor.

Isso diferencia muito umas pessoas das outras.

Só o sábio busca compreender, aceita o não, aceita estar errado, pede perdão, perdoa, deixa-se de lado um pouco para ver o lado do outro, mesmo que isso lhe exija sacrifício.

Só o sábio quer ser melhor, não por si, mas para se aproximar ainda mais da perfeição que estava no coração de Deus quando Este fez nascer o homem.

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Jesus chorou

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Out 28, 2011 10:27 pm



© Letícia Thompson

Ao ver Jerusalém desolada, Jesus chorou.
Ele poderia não ter se importado, ter olhado para outros lados.
Mas Ele olhou, se importou, chorou...

A desolação, a maldade, crueldade, incredulidade, não podem deixar ninguém indiferente.

Com a velocidade com que as coisas caminham, eu pensei já ter visto tudo.
Mas ainda coisas acontecem que arrancam meu coração do peito.

O desrespeito à vida tem tomado o lugar do amor e tem enchido o mundo de trevas, dessas mesmas que tentamos tanto fugir.

Poderíamos fazer como se nada tivesse acontecido.
Poderíamos, como se diz a boa regra, pensar apenas nas coisas boas da vida.
Mas isso não vai acalmar a dor das famílias ceifadas de um ente querido.

Fechar os olhos e o coração não vai resolver problemas, não vai acabar com a violência, não vai diminuir o mal e nem impedi-lo de atingir um dos nossos.

Ignorar a dor alheia é endurecer o coração.
É se dar a si a falsa ideia de que tudo vai bem, quando na verdade há corações despedaçados e que poderiam perfeitamente ser nossos.
Não gostaríamos que ignorassem nosso sofrimento e muitos carregando a mesma cruz a tornam mais leve.

Se nos calamos, nos expomos, nos despreparamos, tornamo-nos vulneráveis e acessíveis.

Sobretudo, se nos calamos, aceitamos o horror do irreparável, do absurdo.
Se nos calamos, acatamos.
E não temos esse direito... não podemos ter esse direito.

Uma só pessoa pode não fazer muito, mas uma nação inteira pode fazer alguma coisa, se cada qual toma sua parte de responsabilidade.

Não podemos devolver vidas, nem apagar acontecidos.
Podemos, porém, tentar impedir que outras coisas aconteçam.
Podemos continuar humanos, unidos na dor, mas, principalmente, unidos no amor.

Uma vela sozinha pode não acabar com a escuridão, mas milhões de velas acesas podem iluminar qualquer noite de lua minguante.

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O humano nas relações

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Out 29, 2011 10:00 pm


© Letícia Thompson

Relações humanas é um assunto actual.
Nunca se falou tanto, nunca se debateu tanto e nunca, provavelmente, as pessoas estiveram tão perdidas nesse mesmo assunto, onde cada qual busca a satisfação e engrandecimento pessoal em desfavor do que está ao seu lado.

As pessoas querem crescer, evoluir, provar a si e aos outros que podem, que são, que chegarão a algum lugar e para muitos pouco importa o preço.

Todos querem construir... mas esquece-se que nada se constrói sozinho e que o factor humano não só é importante, mas é essencial na fundação de qualquer obra.

A distância física, intelectual ou financeira não separa tanto as pessoas quanto as barreiras emocionais, essas mesmas que fazem com que as pessoas sinta-se gigantes ou minúsculas.

Nas empresas, a pirâmide serve não só para mostrar quem está em nível mais elevado, mas, sobretudo, os que estão nas mais baixas escalas.
Porém, quando se trata da parte emocional, não existe pirâmide.

O respeito ao ser humano não depende de grau de inteligência, idade ou diplomas obtidos.
Nessa área, todos encontram-se na mesma linha, sempre horizontal.

As empresas, entidades, grupos ou sociedades que compreenderam isso, vêem a produtividade aumentar, pois a satisfação gera a motivação.
As pessoas que não precisam gastar suas energias com sentimento de desvalorização, ocupam essas mesmas energias para o progresso.

Todo mundo ganha com isso.

As pessoas grandes abrem-se e não têm medo de perder, por que dar de si é também estar aberto a receber.

É importante sentir-se bem em qualquer ambiente.

É importante sentir-se gente, ser outra coisa além de uma profissão, uma máquina que gera lucro.

É importante cuidar das pessoas com mais carinho do que se cuida de objectos.

É muito importante, para um mundo mais humano, ser mais humano nas relações.

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Sorte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Out 29, 2011 10:00 pm


© Letícia Thompson

A sorte existe!
Não para os que acreditam ou não que ela existe, mas para aqueles que constroem suas vidas de maneira que coisas boas lhes aconteçam.

Tem sorte quem se levanta de bom-humor de manhã cedo e faz uma oração para que o seu dia seja abençoado;

Tem sorte quem abre o coração para dar e receber amor, sem se questionar se é merecido ou não;

Tem sorte quem vê coisas positivas onde ninguém mais consegue ver;

Tem sorte quem tem fé para continuar acreditando que jamais está sozinho e que, o que quer que aconteça, coisas boas acabarão acontecendo;

Tem sorte quem se veste de verde, vermelho ou preto sem se importar se a sua cor de roupa vai influenciar no seu dia, mas que o sorriso que carregará no rosto poderá fazer toda a diferença no dia de alguém.

Tem sorte quem trabalha com afinco e honestamente e chega ao final da existência tendo o prazer de olhar para trás e pensar que a vida valeu a pena;

Tem sorte quem ama, ou quem amou um dia e por isso nunca mais terá um coração vazio;

Lembre-se: a sua sorte, você faz!
Seus trevos, ferraduras e pés de coelho são os pensamentos positivos e sua alegria de viver.

Contra isso não há mal, nada poderá te vencer.

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Re: Diversas Mensagens

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Out 29, 2011 10:01 pm


Depressão

Dos males que têm assolado a humanidade, a depressão é um dos mais perigosos.
Ela se infiltra de maneira hipócrita na vida das pessoas e se instala, conduzindo e condenando a sua vítima a uma vida quase vegetal.

No princípio, apenas uma tristeza;
depois vem cansaço e desânimo até que aos poucos ela vai matando todas as forças vitais;
a pessoa que sofre desse mal não vê nenhuma perspectiva para o futuro, acha que o presente não é interessante, não vê porta de saída e, pior, não sente vontade de vê-la.

A pessoa depressiva se sente incompreendida e se isola.
Se ninguém a entende não há por que tentar se explicar.
Por outro lado, o sentimento de abandono e solidão pode tornar-se imenso e pesado.
O simples facto de viver é um fardo pesado demais para se carregar.

Ela pode ser causada por várias coisas:
perda, de uma maneira geral:
a morte de alguém que se ama;
perda de um trabalho, amigo, namorado, enfim, de uma situação estável.

O medo do dia de amanhã, a incerteza do futuro.
O sentimento de responsabilidade diante de um nascimento, coisa comum entre as mulheres que acabam de dar à luz, explicado clinicamente pela baixa de hormônios, também causa depressão.

Há artistas que não suportam o peso da fama.
Uma vida monótona e vazia também conduz à depressão.

Acredito que as pessoas que levam a vida com mais seriedade tenham mais chance de tornarem-se depressivas.
As pessoas que pensam demais acarretam mais coisas sobre si mesmas.
A ajuda clínica pode ser benéfica, mas é preciso ir muito além para se ver livre dessa doença.

Conviver com um depressivo é difícil, pois por mais que a gente diga para a pessoa reagir, olhar para a frente, esta só vai sair desse buraco profundo se ela mesma sentir que quer sair.
Podemos, talvez, servir de muletas, mas não de cadeiras de rodas para essas pessoas.
Não podemos carregá-las nos braços o tempo todo, mesmo se no mais íntimo do nosso coração é o que gostaríamos de fazer.

Mas há pessoas que não andam porque se recusam a andar;
outras morrem porque decidem não mais viver e não há nada que possamos fazer.

Podemos tentar ajudar a pessoa a pensar positivo.
Mas só pensar positivo não basta; é necessário agir em função dos pensamentos.
E é isso que precisamos compreender e fazer com que compreendam.

E esse mal devastador acaba não só com a pessoa atingida, mas se insinua em volta de todos aqueles que o cercam.
Lidar com um depressivo é duro, pois dá sentimento de insuficiência, de incapacidade, de culpabilidade.
Se não há um resultado, acabamos nos perguntando se não poderíamos ter feito uma coisinha a mais para ajudar, para levantar a pessoa e acabamos por nos sentir responsáveis, o que é muito perigoso para o nosso próprio equilíbrio.

Mas, querem saber de uma coisa?
O importante é que façamos a nossa parte.
Que estejamos do lado, que estendamos a mão, que oremos, juntos ou sozinhos.

O importante é que amamos e sabemos que amamos a pessoa.
Mas, ajudando, que saibamos estar o suficiente distantes para não nos deixar contagiar.
Talvez um cego entenda melhor o outro, mas ele será melhor guiado por alguém que enxerga normalmente.

Nesse caso, melhor é estar forte para tentar segurar a barra;
estar firme caso o outro precise de estaca;
estar alegre caso um sorriso seja necessário;
ter um canto nos lábios para afastar a tristeza e um coração cheio de amor capaz de compreender, aceitar e ajudar e ainda assim continuar inteiro.


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