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Gosto de saudade

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Out 30, 2011 11:12 pm


© Letícia Thompson

Não sei se saudade tem cor.
Dizem que sim.
O que eu sei é que ela tem forma.

Tem gosto. Tem cheiro. E peso também.
E, acreditem, ela tem asas!!!
Se não, como nos transportaria tantas vezes a lugares tão distantes?

E sei ainda que ela se agiganta quando mais tentamos diminuí-la.
Sei que ela dói de dor intensa e sem remédio.
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas para a gente.

Porque quando amamos alguém, a saudade já chega por antecipação, sorrateira, disfarçada de algo que não conseguimos decifrar.
É aquela dor fininha de não sei o quê, a angústia boba que nos invade só de imaginar a separação.
E a gente fica meio sem saber o que fazer.

Mas é assim... é uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar, mas é quase palpável.
É amor disfarçado de muita coisa.
São emoções guardadas bem lá no fundo.

Saudade... do que foi e do que vai ser.
Saudade que nos acompanha para diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos.
Aprendi ainda que saudade não mata.

É só quase.

A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de esperança, que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega, saudade vê mais além.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Vale a pena dizer eu te gosto

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Out 30, 2011 11:13 pm


© Letícia Thompson

Todos nós temos necessidade de afecto.
Muitas vezes temos dificuldade em expressar o que sentimos pelas pessoas, achamos que elas sabem e que isso é suficiente.

Mas quem não gosta de um abraço, um carinho, uma palavra amiga, uma palavra de amor?
Quem não precisa disso?
Há pessoas morrendo de fome no mundo, todos falam, mas quantas pessoas há que estão morrendo de solidão?

Recebemos com muita frequência mensagens dizendo que devemos dizer às pessoas o quanto as amamos porque nunca sabemos se é a última vez que as estamos vendo.
Isso é para aliviar nossa consciência no caso das pessoas desaparecerem repentinamente.

Mas eu digo que devemos dizer às pessoas que as amamos como se fôssemos encontrá-las na manhã seguinte, como se fôssemos encontrar um sorriso de volta, ou ver um brilho todo especial provocado por nós.

Um dos maiores prazeres da vida é ver a felicidade das pessoas que amamos.
Há alguns anos escrevi uma frase para uma das minhas amigas num momento em que ela não estava bem.

Essa frase dizia assim:
Não fique triste.
Se você fica triste, fico triste.
E eu não gosto de me ver triste..."

Ela sorriu.
E nessa frase aparentemente egoísta eu acabei dizendo uma grande verdade.
Sim, porque no fundo se não fazemos as pessoas felizes por elas mesmas, que as façamos então por nós mesmos.

Podemos saber que alguém nos ama e isso nos deixa felizes, mas como expressar o tamanho da felicidade que sentimos quando alguém coloca isso em palavras, em gestos?
Isso faz com que nos sintamos amados em dobro, em triplo até.

Assim, é importante que as pessoas saibam o quanto importantes são nas nossas vidas, o quanto nosso dia pode ficar iluminado com um sorriso ou um gesto inesperado.

E luz é algo que quando carregamos nas mãos, além de iluminar aqueles que nos cruzam, iluminam a nós também.
Todo o amor que damos às pessoas, recebemos de volta como uma recompensa natural.
Saber que alguém pensa na gente, que nos gosta apesar da distância, do mal-humor, dos nossos defeitos, enche a alma de paz, de serenidade...

É como um pouco de ar fresco numa janela quando precisamos respirar.
Renova o espírito!
E de espírito renovado como o dia pode ficar diferente, como o mundo pode parecer diferente!...

Essa é minha pequena lição de hoje.
Não a que dei,
mas a que aprendi.

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Viver

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Out 30, 2011 11:13 pm


© Letícia Thompson

A vida é o dom mais precioso que recebemos.
Feios ou bonitos, grandes ou pequenos, ricos ou pobres, todos os que vivemos aqui, estamos porque um dia vencemos a nossa primeira batalha na luta pela sobrevivência.

Eram milhões nessa corrida, mas fomos nós que chegamos na recta final.
Todos já nascemos vencedores e nem nos damos conta.
O que muda na nossa vida vem depois.

Porque essa luta, foi só um começo de uma série de batalhas para se ter um lugar ao sol.
Viver nem sempre é fácil.
O facto de que respiramos nos torna seres viventes, mas isso não significa necessariamente que vivemos a vida.

Vive quem aproveita todas as oportunidades para se aperfeiçoar, vive quem pensa nos outros além de si mesmo, vive quem não fica parado esperando que as coisas lhe caiam do céu.
Vive quem consegue guardar a fé na adversidade.

Caminhar pela vida pode ser difícil muitas vezes.
Todos os caminhos não são asfaltados e nem sempre temos calçados bons o suficiente para enfrentar os pedregulhos de uma estrada de chão.

Mas é justamente nesses caminhos que podemos mostrar quem somos.
Os fracos desistem, os frágeis se cansam e se sentam, os perseverantes continuam e tornam-se vitoriosos.

Porque a gente sempre sai mais forte depois de uma adversidade.
Tudo na nossa vida é uma questão de atitude.

Se fomos vitoriosos na nossa primeira batalha, o que nos impede de continuar sendo na vida?
Isso explica o tal de: "fulano começou do nada e olha onde chegou".

O tempo que gastamos em lamentações poderia ser muito útil para outras coisas.

Viver é isso: andar, correr, cair, se machucar, se levantar, comprar remédio, fazer curativo e começar tudo de novo.

Com a cabeça erguida e, no meio disso tudo, um sorriso guardado para qualquer situação e os olhos sempre fixos em Deus, para que possamos dizer como o Apóstolo Paulo:
"Posso todas as coisas n'Aquele que me fortalece."

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Responsabilidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 31, 2011 10:36 pm



Eu sou responsável pelo meu próximo à medida que o amo, mas a felicidade ou infelicidade dele não depende de mim.

O que quero dizer é que somos indivíduos e, como tal, somos sempre os responsáveis pelas nossas próprias escolhas.
Costumamos culpar outros quando nos sentimos infelizes ou quando fracassamos em algo.

Li algo nessa semana que me fez reflectir:
"Quando formos culpar os outros pelos nossos fracassos, devemos tentar também dar a eles o mérito das nossas vitórias."
Muitas vezes dizemos que as pessoas nos decepcionam e elas não estão nem aí.

E sabem por quê?
Porque elas não tinham a mínima ideia do que esperávamos delas.
Nesse caso, elas não nos decepcionaram, somos nós que nos sentimos decepcionados, o que é bem diferente.

Talvez mudando essa visão das coisas e da vida, mudaremos também o número de pessoas que vivem nos decepcionando.
Isso deve abrir nossos olhos para que nos vejamos e para que vejamos o outro de uma outra maneira.

A nossa responsabilidade em relação às pessoas que amamos vai até o limite de dar a elas o melhor de nós mesmos, dentro do nosso possível.
A maneira como elas recebem o que oferecemos já não é nossa responsabilidade.
Se as deixamos plenas ou vazias vai depender da maneira em como estão prontas para receber.

E isso é muito individual.

E foi isso que aprendi hoje:
Sou responsável por mim mesma, pela minha felicidade e pela minha infelicidade.
Escolho eu mesma meus caminhos.
Meu próximo é uma parte desse caminho, mas depende de mim em como interpretar aquilo que recebo dele.

E querem saber de uma coisa?
Decidi que quero e que vou ser feliz!

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O TEMPO

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 31, 2011 10:37 pm

A felicidade é um diamante.
Brilhando de mil fogos, ela nos fascina e às vezes temos a impressão de que é só privilégio de alguns... ou de um tempo!

Todas as fases da vida têm as suas alegrias e as suas dores.
Fala-se muito em crise hoje em dia.
Crise da adolescência, da meia-idade, crises existenciais a qualquer momento.

São horas onde paramos para pensar em nós mesmos, onde adentramos nosso eu e, finalmente, saímos com a sensação de que alguma coisa ainda falta, ou está perdida.

Adolescentes querem ser adultos;
adultos dariam tudo para recuperar um pouco da inocência perdida, para viver lindos sonhos de adolescentes que talvez nunca se realizarão, mas que, enquanto estão lá, fazem viver... velhos falam do passado com nostalgia e saudade, como se não fosse mais possível experimentar momentos de felicidade.

Não se sonha da mesma forma quando se tem quinze, vinte ou cinquenta anos.
Felizmente!!!
Sim... porque em cada fase as perspectivas são diferentes e o que está errado no ser humano é justamente pensar que uma pode ser melhor que a outra.

É comum ouvirmos dizer, com certa tristeza:
naquele tempo eu era feliz e não sabia...

Acho que em muitos momentos da vida a gente é feliz sem saber e só se dá conta quando essa felicidade não está mais presente.
Talvez daqui a dez, vinte anos a gente diga a mesma coisa do tempo vivido agora.
Porque quando temos a felicidade ao alcance das nossas mãos, é raro que saibamos como fazer para tomá-la, cuidá-la como um bem precioso e inestimável.

Se assim fosse, adolescentes não se questionariam sobre o futuro com ansiedade, os quinquagenárioss não olhariam para trás com arrependimento e para frente com incerteza, porque cada um saberia tirar o máximo daquilo que têm e são, no momento presente.

É pura perda de tempo parar para reflectir no que foi, poderia ter sido ou será.
É preciso saber viver o que a vida nos oferece em cada instante.

Os quinze anos não voltam mais?

Estejam certos que os quarenta também não, nem os cinquenta... então que possamos deixar as crises para aqueles que ainda não compreenderam que cada idade tem sua beleza, seu valor, sua importância.

Não existe idade para se ser feliz e amar e sonhar não é privilégio de jovens que têm, teoricamente, toda a vida pela frente;
[é privilégio daqueles que sabem compreender que a beleza da vida está em acordar cada manhã, olhar em torno de si e se dizer que, se a vida deve ser um fardo, que seja de flores;
que hoje é e será melhor que ontem e amanhã, porque o ontem se foi e o amanhã é um mistério que devemos descobrir aos pouquinhos.


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De coração para coração

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Out 31, 2011 10:39 pm


© Letícia Thompson

O que separa corações não é a distância, é a indiferença.
Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilómetros e outras separadas vivendo lado-a-lado.

Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo, nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa, mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família e mesmo na vizinhança.
Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam.

A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento;
e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos.
As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.

Mas, se quisermos transformar o mundo, comecemos por transformar a nós mesmos.
Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro, que esse combate comece dentro da nossa própria casa.

Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos.
Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes.
Precisamos nos dar de coração a coração.

A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa em relação a nós é amá-la.
O amor transforma tudo.

Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão!
Não permita que elas sintam-se melhor fora de casa que dentro dela! Dê atenção, dê do seu próprio tempo!

Comunique-se! Assista menos televisão e converse mais.
Riam juntos. Há quanto tempo você não diz para a pessoa que vive ao seu lado que gosta dela?

A gente não recupera tempo perdido.
Mas podemos decidir não perder mais.

Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar novamente aqueles que se distanciaram.
Há sempre tempo para se amar.
E se não houvesse, o próprio amor seria capaz de inventar.

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Abra teu coração!

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 01, 2011 11:57 pm


© Letícia Thompson

Quando tua alma
Parecer pequena,

Mesmo quando achar
Que amar não mais vale a pena,

Abra teu coração!

E quando a noite chegar
E a solidão te alcançar,

Ainda assim, eu peço,
Abra teu coração!

Vou te contar um segredo:
Um coração
Só abre por dentro
E só o dono tem a chave!

E se ele se fecha ou se abre
Depende unicamente de ti.

Abra!
Tire as mágoas,
Jogue fora as tristezas,

Deixe somente doces lembranças
E faça um lugarzinho

Para acolher as belezas
Que a vida te reserva.

Tenho certeza
Que a ternura vai fluir.

Teu coração renovado
Será fonte de alegria,
E será maravilhoso te ver sorrir.

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Aprendendo a ser feliz

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 01, 2011 11:57 pm


© Letícia Thompson

Às vezes penso que não somos mais felizes porque não queremos.
Ou não nos esforçamos o suficiente.
A mínima coisa pode mudar nosso humor e, se isso acontece de manhãzinha, para muitos o dia inteiro fica triste.

Talvez, ficando adultos, a gente se torne adulto demais.
Perdemos a capacidade de nos alegrar com as coisas pequenininhas, ficamos talvez, guardando o riso para as grandes ocasiões, como as roupas bonitas, fechadas em armários.
E se essas ocasiões tardam, então passamos boa parte da vida sem ter aproveitado.

Uma pena...
A felicidade é um exercício diário de levantar a cabeça e seguir em frente apesar dos pesares.
É não deixar que as tristezas dominem o dia, não deixar que as mágoas sejam mais fortes que as boas lembranças.

Felicidade é reconhecer-se pequeno e dizer-se:
agora estou assim, mas nada me impede de abrir a janela e deixar que o sol penetre e traga luz para a minha vida.

É sempre possível fazer um esforço... e geralmente são as coisas pelas quais lutamos com nosso coração que dão razão à nossa vida.

Faça da sua felicidade a sua luta.
Seu riso será sua vitória!


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Dor de perda

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 01, 2011 11:58 pm


© Letícia Thompson

É um caminho inevitável.
Temos todos, um dia ou outro, de uma forma ou de outra (e geralmente de várias formas mesmo), que viver isso.
Não porque é uma fatalidade do destino, mas porque faz parte da vida.

E cada um de nós vive, mesmo se de maneira dolorosa igual, de um jeito diferente as diferentes perdas pelas quais temos que atravessar.

A pior de todas, é quando alguém que a gente ama morre.
Esse é um sentimento de perda irreparável. Um amigo não vale pelo outro, um irmão não vale pelo outro e nada no mundo poderá substituir nossos pais.
Tenho uma amiga sábia que diz que "nunca somos velhos o suficiente para ficarmos órfãos."

E ela tem razão.

E mesmo se o tempo aplaca essa dor, sempre vai ficar dentro da gente aquele sentimento indecifrável de vazio.
É a ideia do "nunca mais ver" que dói mais.
E quando esta se une à ideia de não termos feito algo mais, não termos dito algo mais, ainda é pior.

Outra dor de perda é quando a pessoa que se ama se vai.

Nesse caso existe uma mistura de dor de orgulho e dor de medo de se ficar sozinho, muitas vezes porque o que existia não era realmente amor, mas uma dependência emocional do outro.
Dor de orgulho, porque ninguém nessa vida foi feito para perder.
Dor de ter sido deixado, dor de rejeição, que chega a doer até fisicamente.

Não adianta dizer nesse momento que "quando se perde um ónibus vem dez atrás", porque a pessoa vai te dizer que o que perdeu era justamente aquele que queria.
Mas quando o tempo cura essa ferida (e o tempo cura todas as feridas!) e o coração começa a bater mais forte por outra pessoa, aí então a gente esquece.
E ninguém precisa ter medo de ficar sozinho, pois só vai ficar sozinho quem não se abrir a novas possibilidades.

E com isso tudo, o que é preciso mesmo é que aprendamos o sentimento de aceitação.
Não passiva, de se deixar levar.
Mas aquela de quando se sabe que vai se viver o inevitável, de viver isso da melhor maneira possível.

Nenhum de nós está preparado para isso, mas sabemos que é a vida.
E não deixar que a dor do orgulho possa impedir que vivamos, isso é importante.

Alguém me contou recentemente que sofreu dois anos por ter perdido um amor e depois é que reconheceu que o sofrimento não era realmente de amor, mas do orgulho de ter sido deixado.

Uma vez reconhecido isso, ele deu um passo à frente e encontrou aquela que hoje em dia é sua esposa, que portanto já fazia parte do grupo que conhecia e frequentava.
É preciso muita sabedoria para se tirar a venda do orgulho dos olhos.
Fazer com que os que amamos saibam disso é uma maneira de se preparar a viver diferente a perda, se esta se der.

É preciso dar de si mesmo enquanto se pode.
É preciso evitar o "ah, se eu soubesse" e "ah, se eu pudesse voltar" do futuro.
É preciso oferecer flores enquanto se pode vê-las e senti-las.

Se você gosta de alguém, diga, demonstre.
Nem todo mundo sabe adivinhar.
Transforme em gestos e palavras tudo aquilo que se passa no seu coração.

Vive muito melhor dor de perda quem sabe que fez a sua parte.
Ainda vai doer, mas de maneira bem diferente.

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Construa sonhos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 01, 2011 11:59 pm


© Letícia Thompson

Somos uma sementinha plantada por Deus para que a terra floresça e dê frutos.
Mas às vezes em tempo de estia é difícil continuar a crescer.
E, oprimidos, nos tornamos poços de lamentações, apiedados da nossa sorte.

Caímos num buraco sem fundo e ficamos à espera que outros percebam nosso sofrimento e nos estendam a mão.
Porém, é inútil ficar no nosso canto chorando nosso destino e nossa dor.
Se não podemos ou não temos força suficiente para mudar uma situação, que a aceitemos para que possamos melhor viver com ela.

Mude sua vida, faça uma vira-volta, ou aceite-a, com paz no coração!
É pesado, difícil, conviver com pessoas que se lastimam o tempo todo e não movem um dedo para mudar.
E enquanto essas choram e se lamentam, do lado de fora da janela a vida explode sem se importar.

O mundo não para quando decidimos não mais caminhar; o mundo não chora quando choramos e não se alegra com nossa felicidade.
Quando nascemos ele já existia e provavelmente quando nos formos, continuará existindo.
Somos nós os passantes.

Todos temos em nós a força e a capacidade de mudar alguma coisa.
Mas nem todos conseguem dar o passo à frente.
Daí o sentimento de pesar, de pequenez, de nada mesmo muitas vezes.
Daí a auto-piedade que é o desprezo, a diminuição de si mesmo.

E ela não nos conduz a lugar nenhum, a não ser ainda mais fundo no poço ao qual nos atiramos.
Ninguém nos exalta por que sente pena de nós e não crescemos diante dos outros por que temos dó de nós mesmos.
Por estranho que pareça, as pessoas podem até chegar aos que se sentem diminuídos e sofridos com o intuito de querer ajudar.

Mas com o passar do tempo, se nada parece mudar, elas acabam se afastando.
Ter pessoas negativas sempre por perto acaba influenciando a vida, da mesma forma como a alegria contagia.
Voltamo-nos então, mais facilmente para aquilo que é bom, que pode melhorar nossa existência.

E isso nada tem a ver com egoísmo das pessoas, mas com a busca de uma vida mais alegre e menos dolorosa.

Então, não espere pelos outros para mudar algo na sua vida.
Espere por si! Não cobre dos outros, cobre de si.
Faça algo de positivo!

Se você quer ter sempre pessoas em volta de você, cante e ria mais vezes.
As horas gastas em psicólogos podem ser trocadas de vez em quando por uma boa acção, uma visita a um asilo, a um hospital, a alguém que precisa de companhia.
Quando a bondade sai dos nossos gestos, a paz entra no nosso corpo.

Sentir-se útil é uma excelente maneira de começar a sair do poço.
E há tanta gente no mundo precisando que sejamos úteis!
Construa sonhos, dê asas a eles, mas dê também pés.

É importante que de vez em quando os pés toquem o chão, que conheçamos a dureza da vida, os nãos que nos decepcionam tanto, o sentimento de desejar, a estranha e deliciosa agonia de não se saber se se vai ou não chegar ao ponto final, mas a determinação de continuar apesar de tudo.
Todo mundo passa por isso, ninguém é excepção.
Tudo isso é vida, faz parte dela.

Viver é mais que trabalhar, comer, dormir e acordar.
Viver é tirar proveito dos momentos que nos são ofertados, é sentir prazer neles, é o suspiro que vem do âmago e que não sabemos explicar.
Viver é amar a própria vida do jeito que ela se oferece e se isso não nos satisfaz, ainda é possível colocar um colorido aqui ou lá de vez em quando se colocamos um pouco de boa-vontade.

Os que vivem por viver morrem devagarinho.
Os que aproveitam a vida dobram a durabilidade desta, multiplicam os bons momentos e os carregam até a velhice quando, saciados, retornam ao Pai.

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Receita para o eu

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 02, 2011 10:35 pm


© Letícia Thompson

Às vezes você fica pensando em como certas pessoas são populares, vivem cercadas por outras.
E lá no fundo nasce aquela pontinha de inveja, que você nem quer confessar.
Talvez você quisesse saber o segredo para se ter amigos, estar de bem com a vida, despertar o coração de alguém.

Mas você se acha desajeitado demais, ou feio demais, não gosta disso ou daquilo em você mesmo.
Na verdade, você se conhece um pouco, mas não se aprova.
E se você não se gosta, não há nenhuma razão para que gostem de você.

Se você mesmo não quer ser seu amigo, por que outros iriam querer?
Se você não se ama, por que outros te amariam?
As pessoas reagem connosco segundo o reflexo que damos para elas.

Se você é sempre sorridente, alegre, vai ter pessoas à sua volta;
[i]se é mal humorado, vão te olhar de lado e evitar sua companhia.
E como uma bolinha de neve descendo a colina, a situação tende a tornar-se cada vez mais complicada.

O caso é que você está sempre querendo agradar os outros, não a você.
Você busca aprovação exterior, quando você mesmo deveria aprovar-se.
Aprenda, então, primeiro a amar-se.
Apaixone-se por si, sem exageros, mas de amor sincero.

Faça uma lista das coisas que você mais gosta em você e das coisas que não gosta.
Realce aquilo que gosta.
É importante.

O que resta, questione-se sobre um jeito de mudar a situação, de maneira que você possa crescer em auto-conhecimento e auto-valorização.
A opinião que temos de nós é muito importante.
E, mesmo se dizem que não, a opinião que os outros têm de nós é importante também, mesmo se em menor escala.

Mas atenção: uma opinião exagerada de si mesmo tanto num sentido como em outro é nociva.

O equilíbrio é fundamental.
Sem interferir na sua personalidade, você pode mudar.
Aprenda a ser uma pessoa bonita, sem buscar aprovação exterior, isso virá como consequência.

Quando se arrumar, faça por você. Use cores que te vão bem, mude o corte de cabelo ou o penteado, pense na vida como uma caixinha de surpresas, não um abismo.

Ponha um sorriso no rosto, mesmo quando estiver sozinho.
Lembre-se sempre de coisas engraçadas ou bonitas, isso te dará um ar feliz.
E felicidade de dentro traz beleza para fora, pelos olhos, pelas atitudes, pelos gestos e até pelo falar.

Cultive a serenidade, aprenda a paciência e a arte de saber ouvir.
Fale um pouco menos e olhe mais nos olhos dos que falam com você, isso passa segurança.
Quando não souber o que dizer, dê um abraço. Isso vale também.

Procure fazer coisas que gosta.
Faça-se prazer, presenteie-se de vez em quando.

Cuide de sua saúde física, mental, espiritual.
Não cultive ressentimentos, eles são ervas daninhas e tornam as pessoas feias.
Cultive mais a palavra perdoar.

Ter estrelas no céu é bom e bonito, mas só vemos nas noites escuras.
Traga, então, estrelas dentro do seu coração.
Assim você poderá levá-las para todo lado e oferecê-las se seu coração pedir.

Acredite em mim: todo mundo gosta de receber estrelas de presente.

São as pequeninas coisas que conduzem nossa vida.
E influenciam nosso ambiente.
Sentir-se bem consigo é dar aos outros o presente de um nosso eu satisfeito.
Todo mundo é beneficiado.

Antes de dormir, sempre pense em algo bonito e deixe as preocupações para o dia seguinte.
Dormir preocupado não resolve problemas, então melhor é dormir feliz.
Ame-se! Por mais que seja difícil, ame-se!
Um pouquinho mais a cada dia!

Suba esse monte sem pressa, não desista do caminho.
Você é um ser importante.
Para si, para o mundo, para Deus.

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A adolescência

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 02, 2011 10:36 pm


© Letícia Thompson

A vida é uma maravilhosa caixa de surpresas!

Não tenha pressa em viver, mesmo se todos dizem que a vida corre.
Deus, na Sua infinita sabedoria, fez tudo a seu tempo e nos dá o tempo necessário para tudo descobrir.

As crianças querem crescer depressa, os adolescentes querem ser adultos depressa e os mais vividos gostariam de voltar atrás.
E tudo o que todos conseguem com isso é atrapalhar a ordem natural das coisas e é por isso que muitas vezes temos a impressão que o mundo está de cabeça para baixo.

A adolescência é um período intermediário entre a criança e o adulto e é importante buscar a afirmação.
Não corra, não queira tudo experimentar, não queira envelhecer depressa!

Descubra, dia-a-dia, o que essa maravilhosa caixinha te reserva e acolha o que ela te oferece de braços abertos.
Não tenha medos, eles te impedirão de viver.
Mas não encare a vida com ousadia exagerada, ela poderá causar danos irreparáveis.

Aprenda o equilíbrio.

Cultive seus sonhos, mas sem ignorar que a realidade existe.
Saiba que se todos os seus sonhos se realizassem, sua vida acabaria.
Não feche os olhos à dor, é ela que te ensina a melhor apreciar seus momentos de felicidade.
Seja bom, franco, honesto! As pessoas aprenderão a te conhecer pela sua maneira de viver mais do que pelas suas palavras.

E quando o amor vier te encontrar, acolha-o com doçura, sem esperar demais, sem cobrar demais, sem querer demais.
E se ele partir, prepare a terra do seu coração para uma nova semente.
Nunca desista de um caminho por causa de uma barreira.

Muitas vezes elas chegam para provar nossa resistência, não para nos impedir de caminhar.
Saiba que a paciência é uma das maiores virtudes.
Cultive-a! Ela te ensinará a vida!

E, qualquer que seja o caminho que tenha que atravessar, saiba que Deus estará presente, que nunca te abandonará e que será seu guia.
Segure Suas Mãos santas!
Construa, dia-a-dia, suas lembranças de amanhã!

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Paralelas

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 02, 2011 10:39 pm


© Letícia Thompson

As coisas que possuímos se apegam a nós e nós a elas.
Os objectos contam histórias, nos fazem lembrar, até sentir de novo, mesmo se de forma mais suave, as mesmas sensações.

Na viagem da vida, as coisas que adquirimos depois que o coração desejou tanto e que nos deixaram orgulhosos da conquista, colam-se a nós como se às vezes não pudéssemos viver dissociados.

Nosso apego à matéria nos dá a sensação de que existimos, pois são provas materiais, tangíveis de que a nossa vida foi rica em acontecimentos.

É muito bom ter uma história passada, porém a história continua... e muitas vezes para que possamos avançar nela, temos que achar espaço para as novas coisas.
Se não aprendemos a nos desprender das antigas, formaremos em nós entulhos que causarão desordem na nossa vida.

Não podemos querer avançar e guardar sempre um pé atrás.
Podemos possuir o mundo inteiro, mas quando nossa última hora chega, tudo fica.

O que precisamos aprender é saber reconhecer o que é importante, o que realmente nos enriquece, o que ficará mesmo depois da nossa partida.

Ser feliz, fazer outros felizes, estar contente de si, ter amigos, um amor de verdade, valem mais que todo o ouro do mundo junto.
E são essas riquezas que devem se impregnar em nós, são esses tesouros que devemos buscar.

Às vezes Deus nos dá a oportunidade de recomeçar um caminho e nós a perdemos porque não soubemos abrir mão do nosso passado.
Mãos que recebem estão sempre abertas, numa atitude paralela de oferta e acolhimento.

As coisas passadas tiveram seu momento e ficarão guardadas em nós, mas é para frente que se anda.

O valor do que somos é muito maior que o do que possuímos.
Lamentar coisas perdidas não acrescenta um mínimo à nossa vida, mas a esperança de dias melhores, que damos e que nos damos, é um tesouro de valor eterno e inestimável.

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Saudade

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 02, 2011 10:40 pm


© Letícia Thompson

Começar o dia falando de saudade faz bem.
Bem e mal ao mesmo tempo.

Mas é um mal gostoso, desses assim que a gente gosta de sentir.
Se sentimos saudade é que tem gente habitando nosso coração, então já não estamos sozinhos.

Criamos em nós e com nossos relacionamentos episódios da vida, bons ou maus.
Escolhemos caminhos, escolhemos pessoas, escolhemos formas de vida, maneiras e jeitos e saímos por aí vendo o nascer e o pôr do sol.

Nossas escolhas presentes condicionam nosso futuro, como as do passado condicionaram o que vivemos agora.
Então, baseados nessas experiências vivenciadas, podemos melhor seleacionar o que nos convém, o que nos faz felizes, o que nos torna melhores.

Ninguém pode e nem deve viver de arrependimentos, pois esses envenenam a vida.
Mas tirando dele o proveito, vamos moldando nosso vaso diário para que a vida se torne, pelo menos a nossa volta, mais bonita.

Se o ser humano entendesse o quanto o seu poder é ilimitado, ele choraria menos, conseguiria mais.
Mas esse poder nada tem a ver com força física, é algo que vem de dentro para fora, como a água da fonte que jorra e mata a sede.

E cada minuto do dia podemos decidir que será melhor, podemos decidir que dividiremos com alguém para sairmos acrescentados, deixaremos neles e carregaremos em nós pedacinhos de bons momentos, esses que costumamos chamar de saudade e que rima tão bem com felicidade...

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Coragem...

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 03, 2011 11:25 pm



Mudar uma vida em curso é um acto de coragem, todos dizem.

Ousar dizer "não", procurar outros caminhos, ver além do horizonte outras possibilidades e prosseguir com a cabeça erguida é uma atitude que requer muita força interior, pois significa ir contra pessoas, costumes e hábitos que deixamos se instalar no nosso dia-a-dia.

Coragem ou ousadia?
[Talvez os dois, pois sem ousadia é impossível se ter uma ideia e levá-la adiante;
sem coragem não conseguimos forças para lutar pelos nossos ideais e sonhos.

Dizem que só os fortes são capazes de tais actos.
Talvez seja verdade, quem sabe?!

Mas aqueles que ficam, que se deixam levar pelas correntezas da vida, mesmo quando não se sentem felizes, que se sentem incapazes de uma atitude ou um gesto que possa fazer uma diferença, mesmo que pequena, eu não diria que são covardes ou que deixaram de ser corajosos...

Por que na verdade é preciso ter muita coragem para abrir mão e abandonar os próprios sonhos, dos próprios desejos, de um amor talvez e da própria definição de felicidade.
É preciso muita coragem para se ficar onde se está, olhar o horizonte e acreditar que ele está muito longe e inacessível.

Tentar mudar o próprio destino talvez seja um acto de bravura;
coragem mesmo é correr o risco de se olhar no espelho daqui a dez ou vinte anos e se dizer que a vida passou muito rápido e que talvez as coisas pudessem ter sido diferentes se a gente tivesse apenas ousado, nem que fosse por uma vez, mudar o curso das coisas.

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Livre arbítrio

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 03, 2011 11:26 pm


© Letícia Thompson

Ninguém melhor que você pode saber o que é bom para a sua vida.
Ninguém, com suas experiências, por mais frutuosas que tenham sido, poderá ditar o que você deve ou não fazer.
Quando estiver diante de uma escolha difícil... quando seu coração disser uma coisa e a razão, acompanhada de amigos, família, namorado ou namorada, disser outra, pense bem.

Não se deixe levar por uma coisa, nem outra.
O coração é facilmente levado por emoções e tem tendência a fazer com que percamos um pouco a nossa razão, ou a capacidade de raciocínio coerente.
O coração é um romântico incorrigível!

Mas a razão sozinha não poderá ditar as regras da sua vida.
Nem tampouco os que convivem com você.
É preciso levar em conta a suas necessidades de bem-estar.

Fazer algo porque todo mundo acha que deve ser assim é absurdo.
É muito importante não magoar e nem decepcionar os outros, mas isso não deve ser às custas do sacrifício da própria vontade e necessidade de ser feliz.
Ninguém, por mais próximo que seja, poderá decidir o que você vai viver.

É sua vida! E você só tem essa!

É muito fácil dizer o que os outros devem ou não fazer.
Não é por que se está de fora que vê-se melhor.
A verdade é que decidindo por nós as pessoas tornam-se responsáveis pelas nossas escolhas.

Mas isso, pode ter certeza, não passa pela cabeça delas.
Se formos infelizes depois elas não vão dizer:
"descanse, fique de fora que vou ser infeliz por você, pois a culpa foi minha."

E, para falar a verdade, mesmo se fosse o caso, isso não seria possível.
Ninguém, sofrendo nossas dores, faz com que doa menos em nós.
É digno e honesto cumprir promessas.

Mas é desonesto cumpri-las somente por dever, sem que haja um real sentimento movendo essa decisão.
Ser honesto com os outros é muito bom.
Mas, antes, é fundamental ser honesto consigo mesmo.

Por mais doloroso que seja, por mais difícil que possa parecer, libere-se do que pensam e dizem os outros.
Pergunte-se: - o que eu quero para minha vida?
Uma coisa é certa: talvez você não saiba exactamente o que você quer, mas sabe muito bem o que não quer.

Quando seu coração estiver brigando com sua razão, tente pensar no que vai te fazer feliz a longo prazo.
Mas, mais importante ainda, feche seus olhos e se entregue nas Mãos d'Aquele que nos conhece antes mesmos que fôssemos nós.
Mas faça isso de verdade, com sua alma.

Ele sabe do nosso amanhã.
E Ele não vai decidir por nós, ou impor, mas vai certamente nos colocar uma luz que vai clarear nosso caminho.
E fique atento... os sinais aparecerão.

E você saberá qual o caminho escolher.
Talvez as pessoas mais próximas não entendam, se isso vier a contrariá-las.
Mas eu aprendi que na vida habitua-se a tudo.

Todo ser humano merece respeito.
E os que te amam saberão entender.

E eu digo: tente encontrar o equilíbrio entre o que diz seu coração e a razão.
A sua escolha será certa!

Que Deus te abençoe!

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Fazendo de Conta

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 03, 2011 11:27 pm


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Se o mundo fosse uma brincadeira de faz-de-conta, faríamos de conta que tudo é sempre bonito.
E mesmo se o mundo não é um grande livro de contos de fadas, estamos sempre querendo fazer de conta.
Fazemos de conta que somos felizes;
que o amor não acabou, que ainda existe desejo.

Tentamos nos convencer que todas as decisões que tomamos no passado foram acertadas.
Talvez por medo de termos que confessar que em algum lugar da nossa vida, falhamos.
É difícil ter que admitir que nos enganamos de caminho.

Mas o mais difícil é pensar que vamos decepcionar outros.
Apesar de tudo, o que os outros vão pensar pesa muito nas nossas vidas.
Assim vamos fazendo de conta que está tudo bem.

E chega um dia onde não encontramos mais saída.
E a gente chora... chora na encruzilhada onde se encontra, chora no labirinto da vida, onde não queremos nem ir à frente e nem voltar atrás, mas sabemos que teremos que achar o caminho de qualquer jeito.
E lamentamos o não saber o que fazer.

Nos sentimos perdidos mesmo quando queremos fazer de conta que não.

Pensamos que seria melhor fingir que não existe problema nenhum;
ou que podemos passar uma borracha e recomeçar tudo;
ou então nos dizemos que bom mesmo seria voltar à infância inocente, sem esses "problemas de adultos" e até ir dormir mais cedo para que amanhã chegue logo.

Porque agora, às vezes desejamos que nunca chegue...
Mas somos adultos, mesmo se nosso eu criança se sente perdido.
Somos adultos e donos da nossa vida, das nossas vontades, embora intimamente sintamos a necessidade de pedir que alguém decida por nós para nos livrar do peso da responsabilidade da escolha.

É preciso enfrentar a realidade, mesmo que doa;
é preciso ter a coragem de tomar uma decisão e fazer escolhas, mesmo se daqui a dez anos vamos perceber que nos enganamos de caminho.
Se enganar não é pecado;
pecado é se saber enganado e continuar no mesmo trilho.
É uma ofensa ao próprio eu.

Dê a você mesmo a oportunidade de ser feliz, sendo quem é, como é.
Saia do marasmo do dia-a-dia que mata e construa algo sólido onde se apoiar.
A vida não espera por nós e não é por fingir que o tempo não passa que os relógios vão parar.

Chorar é bom e pode aliviar as tensões, mas nunca resolveu problema nenhum.
Enxugue então suas lágrimas para que tenha uma visão mais clara do que é sua vida.
Tire a máscara do faz-de-conta e viva de cara lavada, mesmo se no momento não for o melhor que você tenha para apresentar ao mundo.

Com o tempo você vai aprender que tudo fica mais fácil e você se sentirá aliviado.
Não se pergunte o que vai fazer depois:
aprenda com seus erros e dê o melhor de si.

Dê a você mesmo uma chance de ser feliz, porque ninguém vai fazer isso por você.

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Palavras

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 04, 2011 10:26 pm


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Falamos tanto em tomarmos atitudes positivas, pensarmos positivo, agirmos de maneira positiva.
Falamos também em dizermos coisas positivas.
Só que poucos pensam no poder que têm todas as palavras na nossa vida e nas dos outros.

As palavras têm poder!
E disse Deus: - Haja luz! E houve luz!
Com palavras Ele criou o mundo.

[verde]As palavras têm grande poder em tudo o que fazemos.
Tudo o que proferimos vai agir em nos, vai influenciar em toda a nossa vida e na daqueles que convivem connosco.
Pouco pensamos ao etiquetarmos os outros.

Não reflectimos a nossa falta de cuidado ao etiquetarmos as pessoas de lerdas, bobas, burras, idiotas, sem jeito, retardadas... e tantas coisas que podem sair da nossa boca.
Então pensamos isso são apenas palavras e não aquilo que desejamos para as pessoas.
Mas...

Palavras cortam, ferem, curam, consolam, maldizem, bendizem, abençoam, amaldiçoam, constroem, destroem.
E uma vez ditas, não há como voltar atrás.
Quem diz que morre de saudade, de sede, de fome, de ódio e até de amor, vai morrendo aos pouquinhos de verdade, porque é isso o que disse e as palavras pesam.

Jesus disse à figueira para que secasse e esta secou;
disse ao mar que se acalmasse e este se acalmou;
disse "- levanta-te e anda" e o deficiente andou...

Quanto poder nas palavras do Mestre!!!
A nós foi dado também o poder, mesmo se nossa fé é menorzinha que um grão de mostarda.
Não pensamos muito quando falamos.

Quando irados, nem mesmo pensamos.
Portanto... quão bom seria reflectíssemos antes de dizer um ai.
Falamos por falar, porque todo mundo fala e que é assim mesmo.

Mas nos surpreendemos quando as coisas começam a acontecer.
Então dizemos que parece até que estávamos adivinhando... ou o clássico: "eu não disse?"
Claro, disse sim, adivinhamos sim... nada mais natural que os desejos do nosso coração se realizem.

É possível mudar a consequência dos factos na nossa vida, mudando nosso modo de expressão.
É possível trazer bênçãos e saúde, felicidade para nós, nossos filhos, nossos amigos, nossa família.

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Olhe para trás!

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 04, 2011 10:26 pm


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Olhe para trás!

Está vendo o caminho percorrido?
Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, chegamos até aqui.

Vivemos histórias que não pertencem a ninguém mais.
Guardamos na memória factos que máquina nenhuma no mundo conseguirá revelar: fazem parte das nossas lembranças, nossos passos e da pessoa única que somos.

Mas, infelizmente, temos o hábito de guardar cicatrizes do que nos fez infelizes e olharmos como uma lembrança distante e apagada o que nos deu alegria.
É possível ressentir uma grande dor com grande intensidade, trazendo à tona as mesmas emoções vividas, mas como é difícil ressentir do mesmo jeito uma felicidade que um dia nos fez vibrar!
O ideal seria inverter as situações.

Guardar na pele e na alma cicatrizes do que nos fez bem e nos lembrar do mal sem muita nitidez.
Guardar das pessoas o lado bom, o bem que nos fizeram e o que de bom vivemos juntos.
Talvez devesse constar com mais frequência as palavras "perdão" e "compreensão" no nosso dicionário.

De vez em quando, digo, olhe para trás!
Mas não se volte completamente.
Olhe apenas o bastante para se lembrar das suas lições para que estas te sirvam no presente.

Não lamente o que ficou, o que fez ou deixou de fazer.
O que é importante seu coração carrega.

Olhe diante de si! Há esse véu encobrindo o que virá, deixando entrever apenas o que seus sonhos permitem.
Mas existe dentro de você uma sabedoria de alguém que desbravou alguns anos da história.
Existe dentro de você uma força que te torna capaz!

O dia chega insistente como as marés do oceano.
Às vezes calmo, outras turbulento, mas presente sempre.
Vivo sempre.

Cada noite dormida é uma vitória, cada manhã, um novo desafio.
E você nunca está sozinho, mesmo quando se sente solitário.
Todo o seu passado está gravado em você, como gravadas estão as pessoas que você amou.

Levante esse véu pouquinho a pouquinho a cada amanhecer;
sem pressa, saboreando a vida como uma aventura, nem sempre como um mar calmo e tranquilo, mas possível, muito possivelmente vitoriosa.
Construa hoje as suas marcas de amanhã.

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Lixos existenciais

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 04, 2011 10:27 pm


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Se é verdade que a cada dia basta a sua carga, por que então teimamos em carregar para o dia seguinte nossas mágoas e dores?
Há ainda os que carregam para a semana seguinte, o mês seguinte e anos afora...

Nos apegamos ao sofrimento, ao ressentimento, como nos apegamos a essas coisinhas que guardamos nas nossas gavetas, sabendo inúteis, mas sem coragem para jogar fora.
Vivemos com o lixo da existência, quando tudo seria mais claro e límpido com o coração renovado.

As marcas e cicatrizes ficam para nos lembrar da vida, do que fomos, do que fizemos e do que devemos evitar.
Não inventaram ainda uma cirurgia plástica da alma, onde podem tirar todas as nossas vivências e nos deixar como novos. Ainda bem.

Não devemos nos esquecer do nosso passado, de onde viemos, do que fizemos, dos caminhos que atravessamos.
Não podemos nos esquecer nossas vitórias, nossas quedas e nossas lutas.
Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direccionaram nossa vida, muitas vezes sem saber.

O que não podemos é carregar dia-a-dia, com teimosia, o ódio, o rancor, as mágoas, o sentimento de derrota.

Acredite ou não, mas perdoar a quem nos feriu dói mais na pessoa do que o ódio que podemos sentir toda uma vida.
As mágoas envelhecidas transparecem no nosso rosto e nos nossos actos e moldam nossa existência.

Precisamos, com muita coragem e ousadia, abrir a gaveta do nosso coração e dizer:
- eu não preciso mais disso, isso aqui não me traz nenhum benefício e eu posso viver sem.

E quando só ficarem as lembranças das festas, do bem que nos fizeram, das rosas secas, mas carregadas de amor, mais espaço haverá para novas experiências, novos encontros.
Seremos mais leves, mais fáceis de ser carregados mesmo por aqueles que já nos amam.

Não é a expressão do rosto que mostra o que vai dentro do coração?
De coração aberto e limpo nos tornamos mais bonitos e atractivos e as coisas boas começarão a acontecer.

Luz atrai, beleza atrai.
Tente a experiência!...
Sua vida é única e merece que, a cada dia, você dê uma chance para que ela seja rica e feliz.

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A difícil arte da fé

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 06, 2011 12:07 am


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Ter fé é banir da vida o "e se?" e caminhar com a cabeça erguida, sem olhar para trás e nem para os lados;
é ter a convicção de que aconteça o que acontecer, o objectivo será atingido.

Há quem pense que ter fé é se jogar num buraco escuro, sem saber o que o espera embaixo;
mas é exactamente o contrário.

Quem tem fé se joga no buraco escuro sim, mas ele sabe, através dos olhos espirituais, o que o espera e não duvida disso;
ele constrói sua arca com a certeza que a chuva virá;
ele abre os olhos para a promessa e fecha os ouvidos para os que tentam fazê-lo desistir com dúvidas;
ele anda sobre as águas e sente terra firme sob os pés;
ele vê saídas e continua a caminhar onde outros desistiram.

Temos fé quando temos a certeza absoluta que não estamos sós.
Sabemos que uma Mão nos guia, Braços nos esperam e isso nos reconforta.

Perdemos bênçãos por que no meio do caminho, principalmente se este for longo, começamos a questionar.
Mas não é fácil para ninguém manter-se em posição de fé quando tudo parece contrário ao que se espera.

As pessoas mais próximas de Jesus duvidaram.
Pedro começou a afundar ao andar sobre as águas, os discípulos todos entraram em pânico por causa de uma tempestade, mesmo sabendo o Mestre do lado e Tomé quis tocar a ferida com as próprias mãos.

Somos assim, nós, incrédulos, porque somos por demais materialistas.
Fôssemos mais espirituais e nossa vida seria diferente.

Quem só acredita naquilo que vê, só experimenta daquilo que vê;
quem acredita em Deus, experimenta a diversidade de bênçãos que Deus coloca a nossa disposição.

A fé é um exercício diário de confiança em Deus e é o resultado da convivência com Ele.
Só que Deus não é um Deus que se impõe.
A nós cabe a busca.

Quem já tem fé planta em desertos e vê campos floridos.
Quem não tem, peça que Deus dá com alegria.


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O orgulho

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 06, 2011 12:08 am


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Existem dois tipos de orgulho.
Primeiro, o sentimento de satisfação de si próprio, que é positivo, se não demasiado.
O outro, negativo, é aquele que coloca barreiras entre nós e as outras pessoas.

É bom o sentimento de satisfação quando empreendemos alguma coisa e vamos até o fim com vitória.
Sabemos que nos esforçamos e que valeu a pena.
A alegria interna que chega em forma de paz e serenidade, a felicidade calma, nos recompensa de todo o possível sofrimento da caminhada.

Bom estar feliz consigo mesmo, se dizer que se quis e que se chegou lá.
Mas vejamos a outra face:
o orgulho que nos impede de ir adiante.
Aquele sentimento que nos separa até das pessoas mais queridas.

Por orgulho não reconhecemos nossos erros.
Às vezes até reconhecemos em nós, interiormente, com aquela dorzinha fina de ter que admitir ao menos a si que se está errado, mas de lá a confessar a outros é outra coisa.
É duro. Está em nós, mas não sai, nos bloqueia, paralisa nossas palavras e nossas acções e seria preciso um esforço sobrenatural para ter que admitir.

E por que não admitimos, não pedimos perdão.
Preferimos viver com aquele sentimento angustiante do que ter que nos rebaixar (seria se rebaixar realmente?) a confessar que estamos errados.
Quanto tempo jogamos no lixo por causa disso!

Nunca passa pela nossa cabeça que muitas vezes quando nos ajoelhamos estamos mais próximos de Deus.
Triste mesmo é quando nos feriram, nos pedem perdão e ainda assim o orgulho nos prende.
Quando somos incapazes de fazer com que o amor fique mais forte e maior que a mágoa.

Quando o negativo sobrepõe o positivo e ainda assim continuamos na mesma posição, altivos e infelizes.
Infelizes sim, porque não é possível ser feliz com tanta infelicidade por dentro.
Há famílias onde existem pessoas que ficam anos sem se comunicar porque um dia alguém fez alguma coisa que magoou o outro.

E cada um fica do seu lado, com sua razão, sozinho no seu direito de estar certo e não dar o braço a torcer.
Cada qual está atado ao seu orgulho e carrega isso até a morte, onde geralmente se pergunta se não deveria ter agido de outra forma.
Mas então já é tarde...

Não teria todo mundo direito ao erro?
Somos nós assim tão perfeitos para julgar e condenar os que falharam em alguma coisa?

Quem nunca precisou de perdão?
Quem caminhou sempre em linha recta, sem ter tropeçado uma vez ou outra nas estradas da vida?

Não vale a pena deixar de falar com as pessoas porque nos magoaram, não vale a pena não reconhecer nossos erros por medo de humilhação.
Não vale a pena deixar de ir a algum lugar porque fulano ou ciclano vai estar presente.
Não vale a pena deixar o orgulho dominar nosso eu.

Não vale a pena deixar de viver enquanto vivemos.
De bem com a vida, consigo, com o mundo... de bem com todos!

É preciso liberar-se do orgulho que impede de viver.
Os pássaros que são livres voam muito mais alto e vêm mais beleza do que os que ficam presos.
E eles cantam mais!!!

Sem fardos caminhamos mais facilmente e com certeza seremos capazes de ir muito mais além.

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Não posso viver sem você

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 06, 2011 12:08 am


© Letícia Thompson

"Não posso viver sem você.
Você é toda a minha vida."

Sonhamos todos ouvir coisas assim.
Sonhamos todos com um amor imenso e incondicional.
Ter alguém que nos olhe com olhos cheios de amor e nos diga coisas que nosso coração anseia, coisas que nos façam sentir únicos e especiais.

Mas por detrás de tudo o que é dito há sempre uma realidade implícita.
Alguém que diz ao outro frases como essas não só dá ao outro o poder sobre sua felicidade ou infelicidade, como joga nos seus ombros uma enorme responsabilidade.

Dizer a alguém:
"não posso viver sem você" equivale a dizer:
"se você não mais me quiser, não quero mais viver, vou me deixar morrer."

Mas e se o amor dessa outra pessoa diminui, se ele acaba, se ele encontra em outros braços o que ele precisa para ser feliz?
Se levar a sério o que ouviu, vai se sentir na obrigação de ficar junto de quem não pode viver sem ela.
Porém, viver junto sem amor é um fardo que pode ser muito pesado a carregar.

Significa renunciar à própria vida para satisfazer ao outro.
E como dar felicidade se não temos a mesma para oferecer?
Não podemos dar e nem exigir da outra pessoa um amor incondicional, porque não somos eternos e a outra pessoa também não.

Podemos fazer com que fiquem connosco, mas não podemos exigir que nos amem.
O amor deve ser um sentimento livre e liberto.
As pessoas devem ficar juntas porque se escolhem mutuamente e não porque o outro exerce pressão sobre ele de forma ou de outra.

Ninguém pode e nem deve ser a vida de ninguém, que sejam namorados, pais, filhos... porque quando essa se vai de um, o outro precisa e deve continuar vivendo, o outro precisa se reconstruir.
Se uma pessoa faz da outra a sua vida e ela a perde... ela perde tudo!

Não somos todos Romeus e Julietas da vida.
Embora aos nossos olhos pareça bonito um amor assim, ele não é realista e nem deve ser para nós.
Quando o outro parte, que seja da vida, que seja para novas direcções, devemos nós procurar continuar nossa vida e nos preparar para acolher outro amor que a vida nos reserva.

Precisamos nos preparar para a eventualidade de uma nova felicidade.
Ser independente de quem amamos não significa amar menos, mas amar o bastante para respeitar que este possa respirar sem nós e nós sem ele.
E render graças a Deus se essa pessoa decide compartilhar nossa vida, voluntária e feliz.

Ninguém morre sem ninguém, mas todos sobrevivem, embora cheios de marcas do vivido.

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A tentação

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 06, 2011 10:39 pm



A tentação é uma prova pela qual passa nossa parte humana em grau mais ou menos elevado.
Geralmente atinge nosso lado fragilizado e carente onde, por isso mesmo, existe uma brecha.
Ou seja, chega nos momentos onde estamos mais vulneráveis e é preciso estarmos atentos para não cairmos nessa armadilha que nos conduzirá ou ao sofrimento ou a perdas, às vezes irreparáveis.

Elas são diferentes para cada um segundo aquilo que seu coração dá maior ou menor importância.
Assim, um copo de bebida alcoólica representa uma tentação para quem está tentando parar de beber e não representa nada para uma pessoa comum.
Por isso mesmo precisamos estar vigilantes com as nossas fraquezas, pontos sensíveis onde sabemos que podemos ser levados.

Não se julgue forte demais. Você nunca esteve diante de algo que foi mais forte do que suas próprias forças e que te fizeram, por um instante, se esquecer de tudo o mais?
Alguma coisa assim tão forte que por um momento você tivesse perdido toda a noção de pecado, certo ou errado... por alguns instantes você não pensou, você se deixou levar, sem medir consequências, sem pensar no depois.
É como se no mundo todo só existisse você e seu desejo.

Mas a realidade é cruel depois.
A consciência acusa.
Para alguns é suficiente esse sentimento de culpa para reflectir e parar por aí.

Mas para outros... a prática contínua de actos pecaminosos pode levar à ideia de que tudo é natural e sempre haverá uma desculpa, um meio de justificação para esse acto ou aquele.

Deus não nos acusa.
O facto de cairmos em tentação uma vez ou outra não nos torna pessoas perdidas, desde de que reconheçamos nosso erro.
O que Deus não aprova são essas pessoas para as quais o pecado torna-se coisa natural e que se justificam dizendo que a vida passa muito rápido e que devemos tudo experimentar.

Se você se conhece o bastante para ter consciência das suas fraquezas e não sabe se terá forças ou não para resistir, evite passar pelo caminho.
Isso se chama sabedoria.
Se sabemos que existe um abismo na nossa frente, vamos nos desviar, não?
É assim com a vida... certos caminhos, certas escolhas, podem ser abismos dos quais dificilmente poderemos sair.

A felicidade plena é a paz de espírito, a sensação de bem estar com a vida, com o corpo, com a alma.
Se estamos nesse caminho, sigamos em frente.
Se não... é sempre tempo de voltar e escolher uma nova direcção.

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Os complexos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 06, 2011 10:39 pm


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Se fossem simples, já não teriam esse nome.
E se têm é porque fazem torta a vida de quem sofre com eles.

Os complexos são impressões que sentimos que o mundo inteiro está concentrado na nossa pessoa.
É como se houvesse um projector sobre nossa cabeça, mesmo e, talvez principalmente, em plena luz do dia.

É algo que dói tão profundamente e tanto mais se não pode ser mudado.
As pessoas em volta não percebem isso.
Aliás, a realidade é que elas se importam pouco com os complexos de outros, a pessoa que mais se importa com isso é o próprio complexado.

E é a única pessoa que sofre também.
Sofre no âmago.
Se algo não for feito, a tendência é a anulação na pessoa das grandes qualidades por uma pequena diferença.

O remédio?
Antes de tudo aceitação.
Aceite-se!

Se há algo em você que te incomoda e que você não pode mudar, aceite!
Comece por perceber que não existe um projector sobre sua cabeça, que o mundo não para de girar quando você chega e que todas as pessoas não olham para você.
Pare de se comparar com esse ou aquele outro, porque você não sabe, mas é possível que essas pessoas que você olha tenham elas também seus complexos, outros, e que até gostariam de trocar de lugar com você.

E se acontecer de você ter realmente algo "diferente" e alguém se divertir com isso, divirta-se também.
Se você se vê com naturalidade e bom humor, os outros aprenderão a te ver dessa forma.
E vão te admirar por isso.

Olhe-se bem no espelho. Há certamente algo bonito em você, que seja no físico ou na alma.
Realce isso!!! Se você deve chamar a atenção de alguma forma, que seja pelo seu bom humor, suas gargalhadas, seu jeito de olhar ou conversar com as pessoas.

Não sei se você sabe, mas diz a Bíblia que Jesus "não tinha parecer, nem formosura."
E nós o amamos pelo que Ele foi, pelo que Ele é e pelo que Ele será na nossa vida.

O dia que você partir, ninguém vai se lembrar do que você não tinha, mas do que ofereceu, do que deixou, da amizade e da saudade que soube cravar nos corações.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Ave sem Ninho

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