Conduta Espírita

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Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 10, 2011 10:27 am

Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de Viver com alegria.

Não tens o que possuis, tens aquilo que dás!!!

Acima do que sabes, vales aquilo que és!!!

Sobre a própria palavra, olha as acções que crias!!!

Mais além do que podes, importa o que toleras!!!

De tudo quanto Crês, vale mais o que fazes!!!

Em tudo quanto sofras, guarda a fé viva em Deus!!!

Bendiz as provações que te marcam a estrada, pois através delas é que conseguimos perder gradativamente o peso do egoísmo que nos agrilhoa nas trevas da ignorância.

CHICO XAVIER ((André Luiz, Emmanuel e Jésus Gonçalves))

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 10, 2011 10:27 am

Do Dirigente de Reuniões Doutrinárias
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina na consecução das próprias tarefas.
Somente a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral.

Observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para atender a solicitação sem objectivo justo.
Ordem mantida, rendimento avançado.

Em favor de si mesmo e dos corações que se lhe associam à experiência, não se deixar conduzir por excessiva credulidade no trabalho direccional, nem alimentar, igualmente, qualquer prevenção contra pessoas ou assuntos.
Quem se demora na margem, sofre atraso em caminho.

Interdizer a participação de portadores de mediunidade em desequilíbrio nas tarefas sistematizadas de assistência mediúnica, ajudando-os discretamente no reajuste.
Um doente-médium não pode ser um médium-sadio.

Colaborar para que se não criem situações constrangedoras para qualquer assistente, seja ele médium, enfermo ou acompanhante, procurando a paz de todos em todas as circunstâncias.
O proveito de uma sessão é fruto da paz.

Impedir, sem alarde, a presença de pessoas alcoolizadas ou excessivamente agitadas nas assembleias doutrinárias, exceptuando-se nas tarefas programadas para tais casos.
A caridade não dispensa a prudência.

Esclarecer com bondade quantos se apresentem sob exaltação religiosa ou com excessivo zelo pela própria Doutrina Espírita, à feição de fronteiriços do fanatismo.
O conselho fraterno existe como necessidade mútua.

Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo.
Mais vale um sentimento puro que centenas de manifestações exteriores.

Rejeitar sempre a condição simultânea de dirigente e médium psicofônico, por não poder, desse modo, atender condignamente nem a um nem a outro encargo.
Em qualquer actividade, a disciplina sedimenta o êxito.

Fugir de julgar-se superior somente por estar na cabina de comando.
Não é a posição que exalta o trabalhador, mas sim o comportamento moral com que se conduz dentro dela.

“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele.”
Paulo. (COLOSSENSES, 2:4.)

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 10, 2011 10:28 am

Perante a Codificação Kardequiana
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Recordemos constantemente os ensinos insubstituíveis e sempre momentosos que iluminam as páginas da Codificação Kardequiana, de onde extractamos alguns breves tópicos:

Assim como o Cristo disse:
"Não vim destruir a lei, porém, cumpri-la", também o Espiritismo diz:
"Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução."

Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo;
mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda a gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica.
(O Evangelho segundo o Espiritismo)

Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.
No Cristianismo se encontram todas as verdades;
são de origem humana os erros que nele se enraizaram.
(O Evangelho segundo o Espiritismo)

Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer paixão inferior;
a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objectivam sempre o nosso melhoramento e o bem da Humanidade.
(O Livro dos Espíritos)

O homem não conhece os actos que praticou em suas existências pretéritas, mas pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu carácter.
Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim pelas suas tendências.
(O Livro dos Espíritos)

A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar.
O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem.
Diferença só há quanto ao grau de responsabilidade.
(O Livro dos Espíritos)

Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações infelizes.
(O Evangelho segundo o Espiritismo)

Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima:
Fora da caridade não há salvação.
(O Evangelho segundo o Espiritismo)

"Medita estas coisas;
ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos."
- Paulo.

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 10, 2011 10:28 am

Perante a própria Doutrina
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Apagar as discussões estéreis, esquivando-se à criação de embaraços que prejudiquem o desenvolvimento sadio da obra doutrinária.

O espírito da verdadeira fraternidade funde todas as divergências.

Não restringir a prática doutrinária exclusivamente ao lar, buscando contribuir, de igual modo, na seara espírita de expressão social, auxiliando ainda a criação e a manutenção de núcleos doutrinários no ambiente rural.

Todos estamos juntos nos débitos coletivos.

Orar por aqueles que não souberem ou não puderem respeitar a santidade dos postulados espíritas, furtando-se de apreciar-lhes a conduta menos feliz, para não favorecer a incursão da sombra.

O comentário em torno do mal, ainda e sempre, é o mal a multiplicar-se.

Desapegar-se da crença cega, exercitando o raciocínio nos princípios doutrinários, para não estagnar-se nas trevas do fanatismo.

Discernimento não é simples adorno.

Antes de criticar as instituições espíritas que julgue deficientes, contribuir, em pessoa, para que se ergam a nível mais elevado.

Quem ajuda, aprecia com mais segurança.

Auxiliar as organizações espiritualistas ou as correntes filosóficas que ainda não recebem orientação genuinamente espírita, compreendendo, porém, que a sua tarefa pessoal já está definida nas edificações da Doutrina que abraça.

O fruto não amadurece antes do tempo.

Recordar a realidade de que o Espiritismo não tem chefes humanos e de que nenhum dos seareiros do seu campo de multiformes actividades é imprescindível no cenário de suas realizações.

Cristo, nosso Divino Orientador, não vive ausente.

Que fazeis de especial?
Jesus. (MATEUS, 5:47.)

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 10, 2011 10:29 am

Perante a Criança
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Ver no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as direcções.

Orientação da infância, profilaxia do futuro.

Solidarizar-se com os movimentos que digam respeito à assistência à criança, melhorando métodos e ampliando tarefas.

Educar os pequeninos é sublimar a Humanidade.

Colaborar decididamente na recuperação das crianças desajustadas e enfermas, pugnando pela diminuição da mortalidade infantil.

Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida.

Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena.

Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.

Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, colaborando de modo efectivo na implantação essencial da Verdade Eterna.

O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.

Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias.

A ordem significa artigo de lei para toda idade.

Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prémios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar-lhes a mente.

A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações.

Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes susceptíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.

A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.

Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença em actividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio através da oração e do passe magnético.

Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.

Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando secções e programas dedicados à criança em particular.

Sem boa semente, não há boa colheita.

"Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque deles é o reino de Deus."
Jesus. (LUCAS, 18:16.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2011 10:55 am

Perante os Parentes
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Desempenhar todos os justos deveres para com aqueles que lhe comungam as teias da consanguinidade.

Os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.

Intensificar os recursos de afecto, compreensão e boa-vontade para os afins mais próximos que não lhe compreendam os ideais.

O lar constitui cadinho redentor das almas endividadas.

Dilatar os laços da estima além do círculo da parentela.

A humanidade é a nossa grande família.

Acima de todas as injunções e contingências de cada dia, conservar a fidelidade aos preceitos espíritas cristãos, sendo cônjuge generoso e melhor pai, filho dedicado e companheiro benevolente.

Cada semelhante nosso é degrau de acesso à Vida Superior, se soubermos recebê-lo por verdadeiro irmão.

Melhorar, sem desânimo, os contactos directos e indirectos com os pais, irmãos, tios, primos e demais parentes, nas lides do mundo, para que a Lei não venha a cobrar-lhe novas e mais enérgicas experiências em encarnações próximas.

O cumprimento do dever, criado por nós mesmos, é lei do mundo interior a que não poderemos fugir.

Imprimir em cada tarefa diária os sinais indeléveis da fé que nutre a vida, iniciando todas as boas obras no âmbito estreito da parentela corpórea.

Temos, na família consanguínea, o teste permanente de nossas relações com a Humanidade.

"Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel."
Paulo. (I TIMÓTEO, 5:8.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2011 10:56 am

Perante a Natureza
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

De alma agradecida e serena, abençoar a Natureza que o acalenta, protegendo, quanto possível, todos os seres e todas as coisas na região em que respire.

A Natureza consubstancia o santuário em que a sabedoria de Deus se torna visível.

Preservar a pureza das fontes e a fertilidade do solo.

Campo ajudado, pão garantido.

Cooperar espontaneamente na ampliação de pomares, tanto quanto auxiliar a arborização e o reflorestamento.

A vida vegetal é moldura protectora da vida humana.

Prevenir- se contra a destruição e o esbanjamento das riquezas da terra em explorações abusivas, quais sejam a queima dos campos, o abate desordenado das árvores generosas e o explosivo na pesca.

O respeito à Criação constitui simples dever.

Utilizar o tesouro das plantas e das flores na ornamentação de ordem geral, movimentando a irrigação e a adubagem na preservação que lhes é necessária.

O auxílio ao vegetal exprime gratidão naquele que lhe recebe os serviços.

Eximir-se de reter improdutivamente qualquer extensão de terra sem cultivo ou sem aplicação para fins elevados.

O desprezo deliberado pelos recursos do solo significa malversação dos favores do Pai.

Aplicar as forças naturais como auxiliares terapêuticos na cura das variadas doenças, principalmente o magnetismo puro do campo e das praias, o ar livre e as águas medicinais.

Toda a farmacopéia vem dos reservatórios da Natureza.

Furtar-se de mercadejar criminosamente com os recursos da Natureza encontrados nas faixas de terra pelas quais se responsabilize.

O mordomo será sempre chamado a contas.

“Pois somos cooperadores de Deus”
Paulo. (I CORÍNTIOS, 3: 9.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2011 10:56 am

Perante os Animais
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Abster-se de perseguir ou aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou selvagens, aves e peixes, a título de recreação, em excursões periódicas aos campos, lagos e rios, ou em competições obstinadas e sanguinolentas do desportismo.

Há divertimentos que são verdadeiros delitos sob disfarce.

No contacto com os animais a que devote estima, governar os impulsos de protecção e carinho, a fim de não cair em excessos obcecantes, a pretexto de amá-los.

Toda paixão cega a alma.

Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão-somente às necessidades naturais da vida e aos impositivos justos do bem.

O uso edifica, o abuso destrói.

Opor-se ao trabalho excessivo dos animais, sem lhes administrar mais ampla assistência.

A gratidão também expressa justiça.

No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor.

A luz do bem deve fulgir em todos os planos.

Apoiar, quanto possível, os movimentos e as organizações de protecção aos animais, através de actos de generosidade cristã e humana compreensão.

Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se connosco em posição de necessidade ante a Lei.

"Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade."
Paulo. (I Coríntios, 16:14).

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2011 10:57 am

Nos Conclaves Doutrinários
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Somente empreender conclaves doutrinários como iniciativas de aproximação e planeamento de trabalho, a serem naturalmente entrosadas com as organizações centrais e regionais, responsáveis pela marcha evolutiva do Espiritismo.
Não há ordem sem disciplina.

Escolher como representantes de entidades e instituições, nos certames, os companheiros de boa-vontade que seja, de fato, competentes quanto aos objectivos doutrinários visados.
A aptidão de servir é metade do êxito.

Participar com seriedade dos conclaves espíritas, sem procurar diletantismo ou passatempo, sentido-os como deveres, em vez de tê-los simplesmente à conta de divertimento e excursão turística.
O tempo não volta.

Dignificar a hospitalidade de companheiros que oferecem ao conclavista a intimidade do próprio lar, mantendo-se com firmeza no trabalho a que foi chamado.
A fidelidade ao dever expressa nobreza de consciência.

Abster-se de subvenções governamentais de qualquer procedência para serem aplicadas em movimentos exclusivamente doutrinários que não apresentem características de assistência social.
Quem sabe suportar as próprias responsabilidades, dá testemunho de fé.

Respeitar os actos religiosos dos adeptos de outras crenças, evitando querelas e desentendimentos na execução dos programas traçados para os conclaves doutrinários.
Com Jesus, só encontramos motivos para ajudar.

Fixar não somente as lembranças afetivas ou alegres, mas, sobretudo, as resoluções, experiências e avisos do certame de que participe.
Quem guarda o ensinamento, aprende a lição.

Difundir, entre os núcleos interessados, as resoluções práticas das concentrações doutrinárias, de modo a não deixá-las em reduzido círculo de companheiros ou na poeira do esquecimento.
A continuidade do bem garante o melhor.

"Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas."
Paulo. (FILIPENSES, 2:14.)

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2011 1:11 pm

Na Via Pública
Livro: Sinal Verde - 10
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

A rua é um departamento importante da escola do mundo, onde cada criatura pode ensinar e aprender.

Encontrando amigos ou simples conhecidos, tome a iniciativa da saudação, usando cordialidade e carinho sem excesso.

Caminhe em seu passo natural dentro da movimentação que se faça precisa, como se deve igualmente viver: sem atropelar os outros.

Se você está num colectivo, acomode-se de maneira a não incomodar os vizinhos.

Se você está de carro, por mais inquietação ou mais pressa, atenda às leis do trânsito e aos princípios do respeito ao próximo, imunizando-se contra males susceptíveis de lhe amargurarem por longo tempo.

Recebendo as saudações de alguém, responda com espontaneidade e cortesia.

Não detenha companheiros na vida pública, absorvendo-lhes tempo e atenção com assuntos adiáveis para momento oportuno.

Ante a abordagem dessa ou daquela pessoa, pratique a bondade e a gentileza, conquanto a pressa, freqüentemente, esteja em suas cogitações.

Em meio às maiores exigências de serviço, é possível falar com serenidade e compreensão, ainda mesmo por um simples minuto.

Rogando um favor, faça isso de modo digno, evitando assobios, brincadeiras de mau gosto ou frases desrespeitosas, na certeza de que os outros estimam ser tratados com o acatamento que reclamamos para nós.

Você não precisa dedicar-se à conversação inconveniente, mas se alguém desenvolve assunto indesejável é possível escutar com tolerância e bondade, sem ferir o interlocutor.

Pessoa alguma, em sã consciência, tem a obrigação de compartilhar perturbações ou conflitos de rua.

Perante alguém que surja enfermo ou acidentado, coloquemo-nos, em pensamento, no lugar difícil desse alguém e providenciemos o socorro possível.

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2011 1:11 pm

Perante os Mentores Espirituais
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Ponderar com especial atenção as comunicações transmitidas como sendo da autoria de algum vulto célebre, e somente acatá-las pelos conceitos com que se enquadrem à essência doutrinária do Espiritismo.

A luz não se compadece com a sombra.

Abolir a prática da invocação nominal dessa ou daquela entidade, em razão dos inconvenientes e da desnecessidade de tal procedimento em nossos dias, buscando identificar os benfeitores e amigos espirituais pelos objetivos que demonstrem e pelos bens que espalhem.

O fruto dá notícia da árvore que o produz.

Apagar a preocupação de estar em permanente intercâmbio com os Espíritos protectores, roubando-lhes tempo para consultá-los a respeito de todas as pequeninas lutas da vida, inclusive problemas que deva e possa resolver por si mesmo.

O tempo é precioso para todos.

Acautelar-se contra a cega rendição à vontade exclusiva desse ou daquele Espírito, e não se viciar em ouvir constantemente os desencarnados, na senda diária, sem maior consideração para com os ensinamentos da própria Doutrina.

Responsabilidade pessoal, patrimônio intransferível.

Honrar o nome e a memória dos mentores que lhe tenham sido companheiros ou parentes consangüíneos na Terra, abstendo-se de endereçar-lhes petitórios desregrados ou descabidas exigências.

A comunhão com os bons cria para nós o dever de imitá-los.

Furtar-se de crer em privilégios e favores particulares para si, tão somente porque esse ou aquele mentor lhe haja dirigido a palavra pessoal de encorajamento e carinho.

Auxílio dilatado, compromisso mais amplo.

"Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus".
(I João, 4:1)

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2011 1:12 pm

Perante as Revelações do Passado e do Futuro
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Observar o maior critério em tudo o que se refira a revelações do pretérito, fugindo ao reerguimento infrutífero de cadáveres que devem prosseguir sepultados na cinza do tempo.

O passado é a causa viva, mas não soluciona o presente.

Convencer-se de que, por enquanto, ninguém se inteirará de acontecimentos anteriores à encarnação actual, por motivos banais ou frívolos.

A Sabedoria Superior, em revelando o passado de alguém, cogita do bem de todos.

Afugentar preocupações com existências transcorridas, de vez que qualquer informação nesse sentido deve ser espontânea por parte do Plano Superior, que julga acertadamente quanto ao que mais convém à responsabilidade.

O que passou está gravado.

Tranqüilizar-se quanto a sucessos porvindouros, analisando com lógica rigorosa todos os estudos referentes a predições.

A profecia real tem sinais divinos.

Jamais impressionar-se com prognósticos astrológicos desfavoráveis, na certeza de que, se as influências inclinam, a nossa vontade é força determinante.

Temos connosco a vida que procuramos.

Guardar em mente que muitas almas regressam à Vida Maior carregando consigo enormes frustrações pelos equívocos a que se afeiçoaram, por terem aceitado revelações destituídas de crédito.

Somos herdeiros de nossos próprios actos.

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm."
Paulo. (I CORÍNTIOS, 6:12.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2011 1:12 pm

Em Viagem
Livro: Conduta Espírita
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Distribuir, por onde viajar, exortações de alegria e esperança, com quantos lhe partilhem o itinerário.

O verdadeiro espírita jamais perde oportunidade de fazer o bem.

Tratar generosamente os companheiros do caminho.

A qualidade da fé que alimentamos transparece de toda acção.

Ceder, dentro das possibilidades naturais, as melhores posições nas viaturas aos companheiros mais necessitados.

Um gesto simples define uma causa.

Sem esquecer os próprios objectivos, prever com estudo judicioso e minudente os percalços e as metas da viagem.

A previdência exprime vigilância.

Nas aproximações afetivas, comuns àqueles que viajam, fixar demonstrações de optimismo para que a tristeza não prejudique a obra da confiança.

O optimismo gera paz e simpatia.

Na atenção devida aos companheiros, cuidar com estima e apreço de todas as encomendas, recados e notícias de que seja portador.

O intercâmbio amigo destrói o insulamento.

Não se esquecer do respeito, da gentileza e da cordialidade com que se devem tratar indistintamente funcionários e servidores em veículos, hotéis, repartições e lugares públicos.

Aquele que anda, imprime sinais por onde passa.

"Andai como filhos da luz."
Paulo. (EFÉSIOS, 5:8.)

Muita Paz

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 14, 2011 11:34 am

Na Sociedade
Livro: Conduta Espírita
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Desistir de somente aparentar propósitos de evangelização, mas reformar-se efectivamente no campo moral, não se submetendo a qualquer hábito menos digno, ainda mesmo quando consagrado por outrem.

A evolução requer da criatura a necessária dominação sobre o meio em que nasceu.

Perdoar sempre as possíveis e improcedentes desaprovações sociais à sua fé, confessando, quando preciso for, a sua qualidade religiosa, principalmente através da boa reputação e da honradez que lhe exornam o carácter.

Cada Espírito responde por si mesmo.

Libertar-se das injunções sociais que funcionem em detrimento da fé que professa e desapegar-se do "desculpismo" sistemático com que possa acomodar-se a qualquer atitude menos feliz.

A negligência provoca desperdícios irreparáveis.

Afastar-se dos lugares viciosos com discrição e prudência, sem crítica, nem desdém, somente relacionando-se com eles para emprestar-lhes colaboração fraterna a favor dos necessitados.

O cristão sabe descer à furna do mal, socorrendo-lhe as vítimas.

Em injunção alguma, considerar ultrapassadas ou ridículas as práticas religiosas naturais do Espiritismo, como meditar, orar ou pregar.

A Doutrina Espírita é uma só em todas as circunstâncias.

Tributar respeito aos companheiros que fracassaram em tarefas do coração.

Há lutas e dores que só o Juiz Supremo pode julgar em sã consciência.

Atender aos supostos felizes ou infelizes, cultos e incultos, com respeito e bondade, distinção e cortesia.

A condição social é apenas apresentação passageira e todos os papéis são permutáveis na sucessão das existências.

"Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os outros."
Paulo. (ROMANOS, 14:19.)

Muita Paz

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 14, 2011 11:35 am

Na Propaganda
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Escudar-se na humildade constante, ao desenvolver qualquer actividade de propaganda doutrinária, evitando alarde, sensacionalismo, demonstrações publicitárias pretensiosas ou métodos de acção susceptíveis de perturbar a tranquilidade pública.

Sem orientação segura, não há propaganda produtiva.

Com critério e temperança, estender a propaganda libertadora dos postulados espíritas até ao recesso das penitenciárias e das colónias de isolamento sanitário, sem depreciar crenças ou sentimentos.

Os mais doentes requerem maior ajuda.

Incentivar o intercâmbio fraterno entre as pessoas e as organizações doutrinárias, através de cartas e publicações, livros e mensagens, visitas e certames especializados, buscando a unificação das tarefas e o esclarecimento comum.

A permuta de experiências equilibra o progresso geral.

Pelo rádio ou pela imprensa leiga, não se estender demasiadamente, a fim de não afastar o aprendiz incipiente.

A Doutrina deve ser ministrada em pequenas porções.

Para não se desviar das finalidades espíritas, seleccionar, com ponderação e bom senso, os meios usados na propaganda, mormente aqueles que se relacionem com actividades comerciais ou mundanas.

Torna-se inútil a elevação dos objectivos, sempre que haja rebaixamento moral nos meios.

Usar com prudência ou substituir toda expressão verbal que indique costumes, práticas, ideias políticas, sociais ou religiosas, contrárias ao pensamento espírita, quais sejam sorte, acaso, sobrenatural, milagre e outras, preferindo-se, em qualquer circunstância, o uso da terminologia doutrinária pura.

Uma palavra inadequada pode macular a bandeira mais nobre.

Arredar de si qualquer ansiedade, no tocante à modificação rápida do ponto de vista dos companheiros.

A fé significa um prémio da experiência.

Conquanto precisemos batalhar incansavelmente no esclarecimento geral, usando processos justos e honestos, não esquecer que a propaganda principal é sempre aquela desenvolvida pelos próprios actos da criatura, através da exemplificação eloquente de nossa reforma íntima, nos padrões do Evangelho.

A Doutrina Espírita prescinde do proselitismo de ocasião.

“É necessário que Ele cresça e que eu diminua.”
João Baptista. (JOÃO, 3:30.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 14, 2011 11:35 am

No Trabalho
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Desde que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício constante de uma profissão nobre e digna.

O engrandecimento da vida exige o tributo individual do trabalho.

Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da Doutrina que abraça e da colectividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações com o necessário equilíbrio.

O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.

Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.

Da busca incessante da perfeição, procede a competência real.

Ajudar aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a honorabilidade da classe a que pertença.

O espírita responde por sua qualificação nos múltiplos sectores da experiência.

Cultuar a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às transacções do comércio.

O utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.

Jamais prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita para favoritismos e vantagens na esfera profissional.

Quem engana a própria fé, perde a si mesmo.

Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que nobres e úteis, conquanto humildes e anónimas.

O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.

“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”
Jesus. (JOÃO, 5:17.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 14, 2011 11:37 am

Na Radiofonia
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Divulgar, em cada programa de rádio, televisão, ou programas outros de expansão doutrinária, conceitos e páginas das obras fundamentais do Espiritismo.

A base é indispensável em qualquer edificação.

Por nenhum motivo, desprezar o apuro e a melhoria dos processos técnicos no aprimoramento constante das programações, a fim de não prejudicar a elevação do ensino.

O pensamento correcto sofre influência da forma errónea por que é veiculado.

Nos comentários, palestras e citações, esquivar-se de alusões ofensivas ou desrespeitosas aos direitos e às ideias alheias, especialmente àquelas que se refiram às crenças religiosas e aos interesses colectivos.

A boca invigilante, muitas vezes, discorrendo sobre o amor, condena e fere.

Recordar que a matéria radiofonizada deve obedecer ao critério da simplicidade e do respeito, em correlação com fatos comuns e actuais, clareando-se os temas obscuros ou que exijam maior esforço de compreensão.

Os radiouvintes possuem índices culturais diversos, professando todas as religiões.

Ao elaborar programas radiofónicos, variar os assuntos, preferindo a irradiação de páginas breves.

O interesse dos radiouvintes depende da qualidade das irradiações.

Declarar a qualidade doutrinária das programações, sem disfarces sutis ou mesmo poéticos, com lealdade à própria fé.

Sem definição declarada, ninguém vive fiel a si mesmo.

Comunicar sinceridade e sentimento aos conceitos que irradia, jamais apresentando estudos e páginas doutrinárias, pelas emissoras, de modo automático, sem meditar no que esteja falando ou lendo para os ouvidos alheios.

Quem sente o que diz, vive o que pensa.

"Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina."
Paulo. (TITO, 2:1.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 15, 2011 11:05 am

Na Tribuna
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Palestrar com naturalidade, governando as próprias emoções, sem azedume, sem nervosismo e sem momices, fugindo de preleccionar mais que o tempo indicado no horário previsto.

A palavra revela o equilíbrio.

Calar qualquer propósito de destaque, silenciando exibições de conhecimentos, e ajustar-se à Inspiração Superior, comentando as lições sem fugir ao assunto em pauta, usando simplicidade e precatando-se contra a formação da dúvida nos ouvintes.

Cada pregação deve harmonizar-se com o entendimento do auditório.

Respeitando pessoas e instituições nos comentários e nas referências, nunca estabelecer paralelos ou confrontos susceptíveis de humilhar ou ferir.

Verbo sem disciplina gera males sem conta.

Sustentar a dignidade espírita diante das assembleias, abstendo-se de historietas impróprias ou anedotas reprováveis.

O orador é responsável pelas imagens mentais que plasme nas mentes que o ouvem.

Nas conversações, não se reportar abusiva e intempestivamente a factos e estudos doutrinários de entendimento difícil, devendo seleccionar oportunidades, quanto a pessoas e ambientes, para tratar de temas delicados.

A irreflexão é também falta de caridade.

Manter-se inalterável durante a alocução, à face de qualquer situação imprevista.

Os momentos delicados desenvolvem a nossa capacidade de auxiliar.

Procurar abolir, em suas palestras, os vocábulos impróprios, as expressões pejorativas e os termos da gíria das ruas.

O culto da caridade inclui a palavra em todas as suas aplicações.

Sempre que possível, preferir o uso de verbos e pronomes na primeira pessoa do plural, ao invés da primeira pessoa do singular, a fim de que não se isole da condição dos companheiros naturais do aprendizado, com quem distribui avisos e exortações.

Somos todos necessitados de regeneração e de luz.

"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem."
Paulo. (EFÉSIOS, 4:29.)

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 15, 2011 11:05 am

Perante os Profitentes de Outras Religiões
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Estimar e reverenciar os irmãos de outros credos religiosos.

O sarcasmo não edifica.

Não se exasperar em oportunidade alguma, ainda mesmo pretextando defesa dos postulados religiosos que alimentam o coração, a fim de evitar o vírus da cólera e as incursões das forças inferiores no próprio íntimo.

A exasperação leva ao desequilíbrio e à queda.

Aproveitar o tempo e as energias, fugindo às discussões estéreis em torno das origens da Vida e do Universo ou sobre tópicos fundamentais do Espiritismo.

Espíritos existem que se esforçam para não crer em sua própria existência.

Em nenhuma circunstância, pretender conduzir alguém ou alguma instituição, dessa ou daquela prática religiosa, à humilhação e ao ridículo.

O Sol, em nome de Deus, ilumina o passo de todas as criaturas.

Suportar construtivamente as manifestações constantes de cultos exóticos e estranhos à simplicidade e pureza do Espiritismo, oferecendo, tanto quanto possível, auxílio e cooperação, sem pretensiosas exigências aos companheiros que a tais cultos se prendem.

Muitos irmãos distantes serão, em futuro próximo, excelentes cultores da Doutrina Espírita.

A título de preservar o corpo doutrinário do Espiritismo, ou de defender a Verdade, não faltar com a compreensão espírita cristã nem se agarrar a conceituações radicais e inamovíveis.

Quando apaixonado e desmedido, o zelo obscurece a razão.

Sistematicamente, não impor ou forçar a transformação religiosa dos irmãos alheios à fé que lhe consola o coração.

Toda imposição, em matéria religiosa, revela fanatismo.

Silenciar todo impulso a polémicas com irmãos aprisionados a caprichos de natureza religiosa.

Discussão, em bases de ironia e azedume, é pancadaria mental.

"Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados".
(Tiago, 5:9).

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 15, 2011 11:06 am

Na Imprensa
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Escrever com simplicidade e clareza, concisão e objectividade, esforçando-se pela revisão severa e incessante, quanto ao fundo e à forma, de originais que devam ser entregues ao público.

O patrimônio inestimável dos postulados espíritas está empenhado em nossas mãos.

Empregar com parcimônia e discernimento a força da imprensa, não atacando pessoas e instituições, para que o escândalo e o estardalhaço não encontrem pasto em nossas fileiras.

O comentário desairoso desencadeia a perturbação.

Seleccionar atentamente os originais recebidos para publicação, em prosa e verso, de autores encarnados ou de origem mediúnica, segundo a correcção que apresentarem quanto à essência doutrinária e à nobreza da linguagem.

Sem o culto da pureza possível, não chegaremos à perfeição.

Sistematicamente, despersonalizar, ao máximo, os conceitos e as colaborações, convergindo para Jesus e para o Espiritismo o interesse dos leitores.

O personalismo estreito ensombra o serviço.

Purificar, quando não se puder abolir, o teor dos anúncios comerciais e das notícias de carácter mundano.

A imprensa espírita cristã representa um veículo de disseminação da verdade e do bem.

“Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa...”
Paulo. (II TIMÓTEO, 3:16.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 15, 2011 11:07 am

No Templo
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar alarido ou perturbações.

O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.

Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.

Os actos da criatura revelam-lhe os propósitos.

Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários.

O silêncio favorece a ordem.

Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes.

O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.

Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso das sessões, aceitando, sem exigência, os ditames da Esfera Superior no que tange ao bem geral.

A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de todos.

Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.

A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.

Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objectos que possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos.

Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.

Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes da Casa, para não acumpliciar-se, inadvertidamente, com pregações de princípios estranhos aos postulados espíritas.

Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.

Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de colectas, peditórios ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.

A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo custo.

"Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."
Jesus. (MATEUS, 18:20.)

Muita Paz

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 16, 2011 11:59 am

Perante as Fórmulas Sociais
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Abolir o uso dispensável do luto e dos pêsames, por motivo de funerais, tanto quanto a participação em apadrinhamentos e cerimônias ritualísticas de qualquer natureza.

O espírita não se prende a exterioridades.

Nas visitas de confraternizações, suprimir protocolos ou etiquetas pretensiosas.

A confiança pede clima familiar.

Banir dos Templos Espíritas as cerimônias que, em nome da Doutrina, visem à consagração de esponsais ou nascimentos.

O Espiritismo não pode olvidar a simplicidade cristã que ele próprio revive.

Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espectaculares.

A verdadeira alegria não foge da temperança.

Estudar previamente e com bastante critério as apresentações de pregadores ou médiuns, bem como as homenagens a companheiros e parentes encarnados e desencarnados, para não incorrermos na exaltação da vaidade e do orgulho ou ferir a modéstia e a humildade daqueles a quem prezamos.

A lisonja é veneno em forma verbal.

Proscrever o uso de distintivos e emblemas no movimento doutrinário.

Excessiva exterioridade, afastamento da simplicidade cristã.

Dispensar sempre as fórmulas sociais criadas ou mantidas por convencionalismos ou tradições que estanquem o progresso.

Toda complexidade atrasa o relógio da evolução

"O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado."
Jesus. (MARCOS, 2:27.)

Muita Paz

Gilberto Adamatti

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 16, 2011 11:59 am

Perante os Espíritos Sofredores
Livro: Conduta Espírita
Por André Luiz & Waldo Vieira

Abster-se da realização de sessões públicas para assistência a desencarnados sofredores, de vez que semelhante procedimento é falta de caridade para com os próprios

Espíritos socorridos, que sentem, torturados, o comentário crescente e malsão em torno de seu próprio infortúnio.

Ainda mesmo nas aparências do bem, o mal é sempre mal.

Evitar, quanto possível, sessões sistematizadas de desobsessão, sem a presença de dirigentes que reúnam, em si, moral evangélica e suficiente conhecimento doutrinário.

Quanto mais luz, mais possibilidade de iluminação.

Falar aos comunicantes perturbados e infelizes, com dignidade e carinho, entre a energia e a doçura, detendo-se exclusivamente no caso em pauta.

Sabedoria no falar, ciência de ensinar.

Sustar múltiplas manifestações psicofônicas ao mesmo tempo, no sentido de preservar a harmonia da sessão, atendendo a cada caso por sua vez, em ambiente de concórdia e serenidade.

A ordem prepara o aperfeiçoamento.

Em oportunidade alguma, polemizar, condenar ou ironizar, no contacto com os irmãos infelizes da Espiritualidade.

A azedia não cura o desespero.

Oferecer a intimidade fraterna aos comunicantes, aplicando o carinho da palavra e o fervor da prece, na execução da enfermagem moral que lhes é necessária.

A familiaridade estende os valores da confiança.

Suprimir indagações no trato com as entidades infortunadas, nem sempre em dia com própria memória, como acontece a qualquer doente grave encarnado.

A enfermagem imediata dispensa interrogatório.

"Mas é grande ganho a piedade com contentamento."
Paulo. ( I TIMÓTEO, 6:6.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 16, 2011 11:59 am

Perante Nós Mesmos
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a auto-crítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.

Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.

Agir de tal modo a não permitir, mesmo indirectamente, actos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direcção de instituições, na redacção de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.

A exploração da fé anula os bons sentimentos.

Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.

O Espiritismo é caminho libertador.

Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.

O afastamento do dever é deserção.

Efectuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.

Palavra empenhada, lei no coração.

Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.

O espírita está informado de que o acaso não existe.

Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.

O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.

"Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos."
Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)

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Re: Conduta Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 16, 2011 12:00 pm

Perante o Passe
Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira

Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas.

O bem ajuda sem perguntar.

Lembrar-se de que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação violenta, a respiração ofegante ou bocejo de contínuo, e de que nem sempre há necessidade de toque directo no paciente.

A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espectacular.

Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes todos os dias, sem necessidade real, para que esse género de auxílio não se transforme em mania.

É falta de caridade abusar da bondade alheia.

Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto quanto ajuntamento de gente ou a presença de pessoas irreverentes e sarcásticas nos recintos para assistência e tratamento espiritual.

De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar.

Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe curativo.

Disciplina é alma da eficiência.

Interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagiosas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação para o socorro previsto.

A fé não exclui a previdência.

Quando oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe magnético, bem como o uso da água fluidificada, do auto-passe, ou da emissão de força socorrista, a distância, através da oração.

O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de todos.

"E rogava-lhe muito, dizendo:
- Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva."
(MARCOS, 5:23.).

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Re: Conduta Espírita

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