Allan Kardec e sua missão

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Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 21, 2012 8:53 pm


Allan Kardec e sua missão

Após 50 anos de preparação académica e moral, Hippolyte Léon Denizard Rivail seria convocado pela espiritualidade para codificar a Doutrina Espírita.

Em 1854, ouviu falar, pela primeira vez, em mesas girantes.
Rivail, que estudara durante muitos anos o magnetismo mesmeriano, acredita tratar-se de um fenómeno magnético.

"É com efeito muito singular, - diz Rivail - mas, a rigor, isso não me parece radicalmente impossível.
O fluido magnético, que é uma propriedade da electricidade, pode perfeitamente actuar sobre os corpos inertes e fazer com que eles se movam."

Logo mais tarde o magnetizador Fortier volta a falar com Rivail e lhe diz que as mesas não só se movem, mas pensam, respondem perguntas.
O céptico Rivail diz a Fortier:
"Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode se tornar uma sonâmbula."

No início do ano de 1855 o Sr. Carlotti diz a Rivail que, no fenómeno das mesas, há influência das almas dos mortos.

A primeiro de maio de 1855, Rivail presencia uma manifestação espírita.
Uma alma evocada pelo magne-tizador Carlotti se comunica através da médium Sra. Roger.
A despeito de seu cepticismo, rendeu-se à evidência da comunicabilidade dos espíritos, convencido pela característica inteligente das comunicações.

Diz Rivail que "A honradez da médium e a dignidade do magnetizador produziram em mim súbita conversão à Escola Espiritualista.
Eu tinha dado um avanço para a Verdade."


A oito de maio Rivail presencia o fenómeno das mesas girantes.
"O mais notável acontecimento da minha vida", declara ele.

Rivail passou a frequentar as reuniões, no entanto não se sentia à vontade, pois enquanto muitos se entretinham a questionar os Espíritos sobre as insignificâncias do mundo material, Kardec se remoía no desejo de transformar aquela mesa numa cátedra.
Ele via, ali, uma revelação transcendental, muito além de mera manifestação mecânica.

Uma noite, manifestou-se Zéfiro, declarando-se seu Espírito Protector.
Contou-lhe que o conhecera em uma existência anterior, no tempo dos Druidas, na Gália, quando Rivail se chamara Allan Kardec.
Zéfiro revelou a Rivail sua missão de Codificador da Doutrina Espírita, para a qual seria convocado pelo Espírito de Verdade.

Certa feita, perguntou a Zéfiro se lhe era possível evocar o Espírito Sócrates.
Para espanto dos presentes, a resposta foi positiva.
"Você já o consulta amiúde mentalmente", diz Zéfiro.

Em seguida, recebem, através da "Tupia", a mensagem de Sócrates:
"A verdadeira Filosofia dos Espíritos adiantados só poderá ser revelada ao que for digno de receber A VERDADE."

Semanas mais tarde Kardec pergunta o que deve fazer para receber a missão, e obtém como resposta:
"O bem, e dispor-se a suportar corajosamente qualquer provação para defender a VERDADE, ainda que precise... beber cicuta".
Kardec insiste em saber se está apto ao cometimento.

Resposta:
"A nossa assistência não te faltará, mas será inútil se não fizeres o que for necessário.
Suscitarás contra ti ódios terríveis;
inimigos encarniçados se conjurarão para tua perda;
ver-te-ás a braços com a malevolência, com a calúnia, com a traição mesma dos que te parecerão os mais dedicados;
terás de sustentar uma luta quase contínua, com sacrifício de teu repouso, da tua saúde, da tua vida.",

Kardec responde, simplesmente:
"Aceito tudo, sem restrição e sem ideia preconcebida.
Está em tuas mãos a minha vida.
Dispõe do teu servo."


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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 21, 2012 8:54 pm

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- Hippolyte Léon Denizard Rivail, aos 25 anos.

O Professor Rivail

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, nasceu como Hippolyte Léon Denizard Rivail, em Lyon, na França, dia 03 de outubro de 1804.

Recebeu desde o berço educação primorosa.
Muitos de seus antepassados distinguiram-se na advocacia e na magistratura por seu talento e elevada moral.
Ele, no entanto, sentiu-se atraído, desde a juventude, para a Ciência e a Filosofia.

Fez os primeiros estudos em Lyon e em seguida enriqueceu sua bagagem cultural em Yverdon, na Suíça, com o célebre educador Pestalozzi.

No Instituto Pestalozzi desenvolveu as ideias progressistas do Positivismo, que o colocariam mais tarde no rol dos mais célebres livre pensadores que a Humanidade conheceu.

Voltou à França bacharelado em Letras e Ciências.
Como linguista notável, falava correctamente, além do francês, o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol.
À Rue de Sèvres, 35, em Paris, fundou uma instituição de ensino, onde ministrava Química, Física, Astronomia e Anatomia Comparada.
Não cobrava daqueles que não podiam pagar, revelando, desde cedo, seu carácter humanitário.

Publicou uma rica série de obras na área de educação, principalmente versando sobre matemática e gramática francesa, numa demonstração de rara versatilidade, iniciando, já aos 20 anos de idade, com a edição do Curso Prático Teórico de Aritmética,

Várias de suas respeitadas obras foram integradas ao currículo de estudos da Universidade de França.
Em 1849, no Liceu Polimático, rege as cadeiras de Fisiologia, Astronomia, Química e Física.

O Professor Rivail era um espírito céptico, respeitado por toda a classe académica por seu espírito crítico e sua imparcialidade, características marcantes de seu carácter firme e resoluto.

Temperamento infenso à fantasia, sem instinto poético nem romanesco, todo inclinado ao método, à ordem, à disciplina mental, praticava, na palavra escrita e falada, a precisão, a nitidez, a simplicidade, dentro de um vernáculo perfeito, escoimado de redundâncias.

Camille Flammarion denominou-o:
"O bom senso encarnado".

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 21, 2012 8:55 pm

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- Allan Kardec portando um de seus livros espíritas.

18 de abril

Manhã de primavera na Europa.
Bem cedo chega à Livraria Dentu, no Boulevard des Italien, em Paris, uma carruagem trazendo os 1.200 exemplares da primeira edição de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, para a divulgação da VERDADE revelada pelos Espíritos.

O LIVRO já era esperado.

Muitas edições de obras sobre mesas girantes, mesas falantes, mesas que dançam vinham sendo editadas.
O público já não se interessava mais por essa literatura.
O Livro dos Espíritos, no entanto, já era conhecido da Sra. Mélanie Dentu e do gerente Clément, que sabiam tratar-se de obra edificante e serena.

À tarde, quando Allan Kardec chegou à Livraria, foi recebido efusivamente.
Mais de 50 exemplares já haviam sido vendidos, além dos volumes doados como propaganda.

À noite, o Prof. Rivail e sua esposa Gabi recebem, em seu modesto apartamento, à Rue des Martyre, 8, as pessoas envolvidas na edição do LIVRO.

Émile Charles Baudin estranha a mudança do nome do livro, que se intitularia "Religião dos Espíritos".
Kardec explica que esse nome provavelmente seria vetado pela censura.
Além do mais, O LIVRO DOS ESPÍRITOS é apenas a primeira página da Religião dos Espíritos.
Por outro lado o nome Livro do Espíritos tem significado mais abrangente.
As pessoas pensarão que se trata do LIVRO de autoria DOS ESPÍRITOS, o que é uma verdade, porém o verdadeiro significado é O LIVRO que trata DOS ESPÍRITOS.

Caroline Baudin, jovem médium de 18 anos de idade, conta à jovem visitante Ermance Dufaux, também médium, como se realizaram as comunicações que resultaram na edição da obra.

O Prof. Rivail fala aos presentes sobre cada passo das revelações, e de como se envolveu com a missão.
Os companheiros presentes também se manifestam sobre suas participações nos acontecimentos que propiciaram o aparecimento da obra.

Muita emoção envolve a todos, conscientes da verdadeira missão assumida pelo Prof. Rivail, bem como da extraordinária importância da obra que acabava de vir a lume.

Rivail faz uma comovida prece, que emociona.

Ermance Dufaux recebe extensa e profunda mensagem de S. Luís, que diz, para motivar os presentes, entre outras coisas:
"Sabemos que nos cumpre vencer o principal inimigo da VERDADE: o Materialismo.
À luta, pois! Cada um de nós em seu sector, combatamos todos, sem hesitação, o Rancor oposicionista.
Batalhemos todos, sem temor, contra a Rotina retardatária.

Guerreemos todos, sem arrefecimento, a Perseguição.
Mas, na luta, empreguemos somente as armas nobres dos Cavaleiros da VERDADE:
A Humildade, a Prudência, a Tolerância, a Persistência.

Sim, essas as nossas armas.
Na batalha da Luz contra a Treva outras não são permitidas que as do Evangelho."

Quase meia-noite, Rivail, antes de recolher-se ao leito, escreve, em seu caderno de memórias:
- "Mais de cem exemplares de O LIVRO DOS ESPÍRITOS já se foram neste primeiro dia, doados ou vendidos.
Cada volume será um grão de vida nova lançado ao coração de um homem velho.
Se algumas sementes caírem em corações maduros haverá, por certo, gloriosas ressurreições.
Mil e duzentas sementes da VERDADE serão lançadas no terreno da opinião.
Se uma só frondejar, nosso esforço não terá sido em vão."


E, de castiçal em punho, rumou para o leito, na ponta dos pés, para não despertar Gabi.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 21, 2012 8:57 pm

- Primeira edição francesa de "O Livro dos Espíritos".

O LIVRO

O LIVRO DOS ESPÍRITOS
constitui-se no mais excelente repositório de ensinamentos sobre a existência e a natureza dos Espíritos e suas relações com o mundo corpóreo.

Organizado metodicamente por Allan Kardec, que marcou a obra com o sinete de sua profunda capacidade pedagógica, apresenta um insofismável desenvolvimento didáctico.

Allan Kardec questionou muitos Espíritos manifestantes desencarnados e recebeu milhares de informações de outros centros espíritas, das mais diversas partes do mundo.
Analisou-as, ponderou, seleccionou, classificou e abandonou muitas delas por suas características duvidosas.
Aproveitou apenas o que era lógico e racional, com bom senso e espírito crítico.

Composto de perguntas e respostas, num encadeamento de ideias perfeito, O LIVRO DOS ESPÍRITOS foi organizado, em sua primeira edição (18.04.1857), com 501 perguntas e respostas, em 913 itens.
Em 18.03.1860 foi publicada a segunda edição, revista e ampliada, com 1019 perguntas e respostas, em 1193 itens.

Divide-se O LIVRO DOS ESPÍRITOS em quatro partes:

Primeira parte - Das causas primárias
* Deus, O Universo, A Criação.

Segunda parte - Do mundo dos Espíritos
* Origem e Natureza dos Espíritos
* Encarnação e Desencarnação
* Pluralidade das Existências
* Emancipação da Alma
* Influências dos Espíritos Sobre os Encarnados.

Terceira parte - Das Leis Morais
* Da Lei Divina ou Natural
* Das Leis de Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade, Justiça, Amor e Caridade.
* Da Perfeição Moral

Quarta parte - Das Esperanças e Consolações
* Das Penas e Gozos Terrenos
* Das Penas e Gozos Futuros
(Paraíso, Inferno, Purgatório).

Em O LIVRO DOS ESPÍRITOS estão contidos os princípios fundamentais da Doutrina Espírita, em seus três aspectos:
Científico, Filosófico e Religioso, tais como transmitidos pelos próprios Espíritos, verdadeiros autores, pelo que não se considera a obra de um homem, Allan Kardec, mas da espiritualidade, cabendo ao Codificador a incumbência de classificar, seleccionar e organizar os itens em uma sequência lógica.

É um livro que abre novas perspectivas ao homem, pelas interpretações que dá da vida, sob o prisma das Leis Divinas, eternas e imutáveis;
pela revelação clara e objectiva das vidas sucessivas, num processo contínuo de crescimento, na busca do aperfeiçoamento, através do aprendizado constante e contínuo, pelo trabalho, pelas provas e pelas expiações.

Seus ensinamentos conduzem o homem à redescoberta de si mesmo, fornecendo-lhe recursos para que compreenda, sem mistérios, quem é, de onde veio e para onde vai.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 22, 2012 8:58 pm

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- Allan Kardec (clichê de "L'Illustration" de 10/04/1869)

O Método

O Professor Rivail percebeu a futilidade das pessoas que participavam das reuniões, apenas interessadas em divertir-se.
Percebeu também que a presença da jovem Caroline Baudin influenciava na qualidade das manifestações.

Já percebera, então, que os Espíritos eram apenas as almas dos mortos, que não diferiam das almas dos vivos.

Alguns sérios, outros galhofeiros;
uns sábios, outros ignorantes, e que, aos consulentes que demonstravam apenas curiosidade, respondiam Espíritos pouco evoluídos, também interessados em divertir-se.

"Fazia-se mister andar com a maior circunspecção e não levianamente;
ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir", diz Kardec.

Passou então a reunir-se em casa do Sr. Baudin, pois percebia que a serenidade do ambiente e das pessoas facilitava a manifestação dos bons Espíritos.

"Tratava os espíritos como tratava os homens."

O PROCESSO

O Professor Rivail utilizou, para a composição do livro, especialmente as médiuns Caroline Baudin, 18 anos, Julie Baudin, 14 anos e Ruth Japhet, que auxiliou especialmente na revisão da obra.

Caroline Baudin pode contar-nos como tudo aconteceu:
- "Quem compôs a obra foram os Guias, o Professor Rivail e o "Roc".

"Amarrava-se o "Roc" na "Tupia"
(cesta de vime), Julie ou eu, com outras pessoas consulentes, encostávamos alguns dedos no bordo da Corbelha.
O resto era obra dos Espíritos.

"Roc" era o lápis de pedra com que os Espíritos riscavam directamente as respostas numa ardósia comum.

"Zéfiro, nosso Espírito familiar riscava as respostas dos consulentes.
A casa se enchia de curiosos, num ambiente de alegria, sem formalismos.

"Certo dia, o Professor propôs que a sessão seria aberta a hora certa, iniciada com uma prece e teria recolhimento respeitoso para merecer a presença de Espíritos adiantados.

"Dia primeiro de janeiro de 1856 teve início o novo método.

"Muitos consulentes que só vinham para perguntar tolices sobre casos domésticos não voltaram mais.
Ficaram, porém, alguns mais dispostos a aprender.

"Algumas vezes o Professor Rivail recusou lições.
Ele discutia com os espíritos como se fossem homens.
Não aceitava o que não estivesse conforme a razão.

"Nas sugestões mais sérias, quando surgia um impasse, evocava o Espírito VERDADE, que muita vez deu razão ao Sr. Rivail."

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 22, 2012 9:02 pm

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REVISÃO

Colaborou decisivamente na elaboração da obra a médium Srta. Ruth Japhet.
Kardec se reunia com a família Japhet frequentemente, para revisar as respostas dadas pelos Espíritos.
Todas as perguntas e respostas eram lidas, revistas e corrigidas, se necessário.

A conselho dos próprios Espíritos, outros médiuns, mais de 10, foram utilizados para confirmação das orientações espirituais.

Era indispensável que nada ficasse incorrecto, obscuro, duvidoso.
O Mestre Lionês tinha plena consciência do alcance moral da nova doutrina e de sua missão.
"Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente segui", afirma.

A CODIFICAÇÃO

O conhecimento do Espiritismo deve partir das cinco obras básicas, codificadas por Allan Kardec, cuja publicação se deu na seguinte ordem:

- O Livro dos Espíritos, 1857

- O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, 1861

- O Evangelho Segundo o Espiritismo, 1864

- O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, 1865

- A Génese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, 1868

O Livro dos Espíritos resume toda a Doutrina, enquanto os demais se dedicam a assuntos especializados.

O Livro dos Médiuns tem sua fonte na segunda parte de O Livro dos Espíritos.
Trata da parte experimental da doutrina.
Trata do género de todas as manifestações, da educação da mediunidade e das dificuldades e tropeços que ocorrem na prática do Espiritismo.


O Evangelho Segundo o Espiritismo é decorrência da terceira parte de O Livro dos Espíritos.
Seu conteúdo sintetiza as explicações das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida.

O Céu e o Inferno contém o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal para a vida espiritual;
as penas e recompensas futuras;
os anjos e os demónios;
as penas eternas, etc., seguido de numerosos exemplos sobre a situação real da alma, durante e após a morte.

Decorre da quarta parte de
O Livro dos Espíritos, e coloca ao nosso alcance o mecanismo da Justiça Divina, em consonância com o princípio evangélico:
"A cada um segundo as suas obras."

A Génese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo trata dos problemas genésicos e da evolução física da Terra.
Abrange as questões da formação e desenvolvimento do globo terreno e as referentes a passagens evangélicas e escriturísticas.
Explica, à luz da razão, os milagres do Evangelho.

Obras Consultadas:

Obras Póstumas - Allan Kardec

O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária - Canuto Abreu

Roteiro de Estudos Sistematizados da Doutrina Espírita - Federação Espírita do Paraná.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Allan Kardec estabelece as bases

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 22, 2012 9:04 pm

Ney Prieto Peres

"A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica:
'fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem ou seja. fazer o bem e não fazer o mal.
O homem encontra nesse princípio a regra universal de conduta, mesmo para as menores acções".
(ALLAN KARDEC.
O Livro dos Espíritos. Introdução VI. Resumo da Doutrina dos Espíritos.)

Naquela Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, resumindo as suas bases fundamentais, o codificador, no final do item VI, expõe que os Espíritos "nos ensinam que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria;
que o homem que, desde este mundo, se liberta da matéria, pelo desprezo para com as futilidades mundanas e o cultivo do amor ao próximo, se aproxima da natureza espiritual.

E que cada um de nós deve tomar-se útil, segundo as faculdades e os meios que Deus nos colocou nas mãos para nos provar, que o Forte e o Poderoso devem apoio e protecção ao Fraco, porque aquele que abusa da sua força e do seu poder, para oprimir o seu semelhante, viola a lei de Deus.

Eles ensinam, enfim, "que no mundo dos Espíritos, nada podendo estar escondido, o hipócrita será desmascarado e todas as suas torpezas reveladas;
que a presença inevitável e em todos os instantes daqueles que prejudicamos é um dos castigos a nós reservados;
que aos estados de inferioridade e de superioridade dos Espíritos correspondem penas e alegrias que nos são desconhecidas na Terra.

Mas eles nos ensinam também "que não há faltas irremissíveis que não possam ser apagadas pela expiação.
O homem encontra o meio necessário, nas diferentes existências, que lhe permite avançar, segundo o seu desejo e os seus esforços na via do progresso, em direcção à perfeição, que é o seu objectivo final".


O que depreendemos dessa importante síntese constitui precisamente o roteiro deste opúsculo.
De início procuramos evidenciar, trazendo aos níveis do consciente, as manifestações características da nossa natureza animal os vícios e os defeitos que denotam a predominância corpórea.

Depois, o conhecimento das virtudes que nos libertam, pelo seu cultivo, das futilidades mundanas, e nos predispõem a exercer o amor ao próximo, desenvolvendo, assim, a nossa natureza espiritual.

Os meios práticos para exercitarmos as nossas faculdades, nos esforços que nos permitam progredir em direcção à perfeição é o que indicamos.

A necessidade imperiosa de nos tomarmos úteis em todos os sentidos, levando a nossa contribuição ao próximo, cultivando o verdadeiro espírito da caridade desinteressada, está igualmente inserida.

São exactamente "os meios necessários que desejamos colocar à disposição dos amigos interessados em realizar o seu desenvolvimento moral, entendendo que o mundo em que vivemos, longe da perfeição, está muito mais envolvido nos erros.

Erros que são importantes, pois nos levam a distinguir a verdade, nas lições da experiência humana, e que nos permitem fazer as nossas escolhas, propiciando-nos o adiantamento progressivo na senda do espírito.

Errar menos, ou ainda, evitar a repetição de erros anteriores, e uma preocupação que pode conduzir-nos a recuperar muito tempo já perdido.

Esse também é um enfoque prioritário a objectivar, pois encontramos-nos todos na condição de ajustar nossos débitos, somando méritos, no avanço que carecemos.

Na realidade, não é grande o esforço que precisamos desenvolver.
Até com pouco trabalho poderemos vencer as nossas más tendências, mas o que nos falta é a vontade, Porém, essa vontade também podemos cultivar.

E um dos métodos para isso é o da auto-sugestão, como veremos adiante.

As bases da Transformação intima estão com Kardec, que eleva e da cumprimento à moral de Jesus no "fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem Regra universal da conduta, até mesmo para as menores acções, que nos deve pautar em nosso relacionamento.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 23, 2012 8:59 pm

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Os questionários de avaliação individual nos levam a reflectir, trazendo à consciência os defeitos mais evidentes a serem corrigidos.

A maioria destes defeitos é comum, e quase sempre acham-se ocultos sob a forma de torpezas inconscientemente sepultadas

A auto-avaliação progressiva nos faz ver, periodicamente, o amadurecimento conquistado pelo próprio esforço em melhorar, proporcionando-nos o estímulo em continuar na remodelação de nós mesmos.

Vencidas as primeiras dificuldades, a misericórdia do nosso Divino Criador já nos faz colher os primeiros frutos do nosso trabalho, nas manifestações das alegrias reconfortadoras do espírito.

Quem vem a se interessar pelo Espiritismo como curiosidade, e fica na constatação do intercâmbio e das manifestações dos espíritos, flutua na sua superfície e quem se sente atraído pelas suas interpelações da origem, natureza e destinação dos nossos espíritos, penetra nas camadas de suas bases;
no entanto, aqueles, pelo que já sofreram e na ansiedade de preencher o espírito ávido de perfeição, sentindo em profundidade os seus ensinamentos, oferecem terreno sólido para a edificação progressiva da Doutrina dos Espíritos dentro de si mesmos, porque neles as transformações intimas serão realizadas e neles o Espiritismo cumpre o seu verdadeiro papel de redentor da humanidade.

Portanto, se ainda não nos sentimos tocados em profundidade, e se nas nossas inquietações não estamos trazendo o conhecimento espírita para o terreno das mudanças no nosso comportamento, não estaremos aplicando a Doutrina em beneficio da nossa própria evolução, e não poderemos, a rigor, ser reconhecidos como espíritas.

Poderemos ser profundos conhecedores da sua filosofia ou meticulosos pesquisadores da sua ciência, o que nos conferirá apenas a condição de teóricos.

Vivência, aplicação, exemplificação, transformação, eis as características do espírita autêntico;
eis a base estabelecida por Allan Kardec.

REFORMA ÍNTIMA EM SEIS PERGUNTAS

O que é a Reforma Íntima?
- A Reforma Intima é um processo continuo de auto-conhecimento, de conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando- nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência.

É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, actuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e fora de si.

Por que a Reforma Íntima?
- Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objectívamento o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

Para que a Reforma Intima?
- Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas.
Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das últimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milénio.

Onde fazer a Reforma Intima?
- Primeiramente dentro nós mesmos, cujas transformações se reflectirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamento com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

Quando fazer a Reforma Intima?
- O momento é agora e já;
não há mais o que esperar.
O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso intimo.

Como fazer a Reforma Intima?
- Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efectivos é o ingresso numa Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objectivo central é exactamente esse.

Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual.
conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras.

Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo, porém com mais entusiasmo e maior disposição.

Mas, também, até sozinhos podemos fazer nossa Reforma íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.

(Texto tirado do livro MANUAL PRÁTICO DO ESPÍRITA de Ney Prieto Peres, editora Pensamento.)

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Conheça o ESPIRITISMO

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 23, 2012 9:01 pm

UMA NOVA ERA PARA A HUMANIDADE

JESUS, O GUIA E MODELO

KARDEC, A BASE FUNDAMENTAL

CAMPANHA DE DIVULGAÇÃO DO ESPIRITISMO

DOUTRINA ESPÍRITA ou ESPIRITISMO


O que é:
* É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita:
O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Génese.

* É o Consolador prometido, que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que Jesus ensinou, "restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido", trazendo, assim, à Humanidade as bases reais para sua espiritualização.

O que revela:
* Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.

* Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objectivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

Qual a sua abrangência:
* Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das actividades e do comportamento humanos.

* Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como:
científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.

Os Espíritos evoluem sempre.
Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem.
A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.

* Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado:
Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;
Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;
Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

* As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram.
[i]Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.
Os imperfeitos nos impelem para o mal.

* Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade.
É a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

* A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objectivo a ser atingido pela Humanidade.

* O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas consequências de suas acções.

* A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

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Ave sem Ninho

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 23, 2012 9:02 pm

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* A prece é um acto de adoração a Deus.
Está na lei natural, e é resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência de Deus.

* A prece torna melhor o homem.
Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo.
É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

O que ensina
(pontos fundamentais):

* Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas.
É eterno, imutável, imaterial, único, omnipotente, soberanamente justo e bom.

* O Universo é criação de Deus.
Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.

* Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.

* No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução:
iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

* Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor.
Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

* O homem é um Espírito encarnado em um corpo material.
O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.

* Os Espíritos são seres inteligentes da criação.
Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

* Os Espíritos são criados simples e ignorantes.
Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.

* Os Espíritos preservam sua individualidade antes, durante e depois de cada encarnação.

* Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.


PRÁTICA ESPÍRITA

* Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho:
"Dai de graça o que de graça recebeste";

* A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

* O Espiritismo não tem corpo sacerdotal e não adopta e nem usa em suas reuniões e em suas práticas:
altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinogénas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objectos, rituais ou formas de culto exterior.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 24, 2012 9:14 pm

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* O Espiritismo não impõe os seus princípios.
Convida os interessados em conhecê-los a submeter os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.

* A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da directriz doutrinária de vida que adopte.

* Prática mediúnica espírita só o é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.

* O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social.

Reconhece, ainda, que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza ".

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei".

"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade".

"Fora da caridade não há salvação".

O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correcto conhecimento da Doutrina Espírita.

§.§.§- O-canto-da-ave


Última edição por O_Canto_da_Ave em Ter Abr 24, 2012 9:16 pm, editado 1 vez(es)
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Preservação dos Princípios Doutrinários na Prática Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 24, 2012 9:15 pm

“É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios”.
Bezerra de Menezes (Mensagem “Unificação”, psicografia de Francisco Cândido Xavier – Reformador, Agosto 2001)

Considerando que as ideias espíritas, tais como reencarnação, imortalidade, comunicação com os Espíritos e vida após a morte, têm sido alvo de interesse geral, propiciando à mídia a divulgação de filmes, teatro, livros e notícias de fatos ocorridos, que mostram, cada vez mais, a certeza dessas verdades que a Doutrina Espírita revela há 150 anos;

Considerando que essa promoção é perfeitamente compatível com os propósitos do Movimento Espírita que é o de colocar ao alcance e a serviços de todos a mensagem consoladora e esclarecedora da Doutrina Espírita, dando sentido à vida e trazendo respostas às inquietações de muitos seres humanos com tendência ao suicídio, à violência, ao uso das drogas e à desagregação familiar;

Considerando que, com a divulgação feita pela mídia, independentemente da acção do Movimento Espírita, é natural que um número cada vez maior de pessoas procure os núcleos espíritas, interessado em aprofundar-se no conhecimento dos ensinos doutrinários e em receber a assistência, o esclarecimento e a orientação de que necessita, bem como preparar-se para o trabalho voluntário, na assistência e promoção social, no atendimento aos que necessitam de amparo espiritual e em outras actividades;

Considerando que esta circunstância oferece ao trabalhador espírita a oportunidade de intensificar o desenvolvimento de suas tarefas voltadas ao estudo, à difusão e à prática do Espiritismo, consciente de que a convicção do ser humano quanto à sua condição de Espírito imortal é fundamental para ajudá-lo a atravessar esta fase de transição em que nos encontramos, quando se prepara a Humanidade para ascender à condição de mundo de regeneração;

Considerando que o Espírita'>Centro Espírita continua a ser o núcleo básico da difusão espírita, propiciando espaço para todas as actividades de atendimento e de estudo aos interessados em receber os benefícios da Doutrina Espírita, tal como foi revelada pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas directrizes, lhe são complementares e subsidiárias, O CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL, EM SUA REUNIÃO DE 10 A 12 DE NOVEMBRO DE 2006, RECOMENDA:

1 – que os dirigentes e trabalhadores espíritas intensifiquem os seus esforços no sentido de colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviços de todos os homens, divulgando os seus ensinos com o propósito de esclarecer fraternalmente, sem impor e sem pretender converter a quem quer que seja;

2 – que procuremos aprimorar, ampliar e multiplicar os núcleos espíritas, utilizando toda a sua potencialidade no atendimento às necessidades de assistência, de conhecimento, de estudo e de orientação que os seres humanos apresentam;

3 – que no desenvolvimento da tarefa de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita:

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 24, 2012 9:16 pm

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3.1 – estudemos constantemente a Doutrina Espírita, não só para o nosso próprio aprimoramento, como também, para manter o trabalho doutrinário dentro dos princípios espíritas, sem as influências nocivas de interpretações pessoais distorcidas;

3.2 – trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, impondo silêncio aos nossos ciúmes e às nossas discórdias, para não prejudicar e nem retardar a execução do trabalho, em qualquer área de actividade em que nos encontremos;

3.3 – mantenhamos o Espiritismo com a pureza doutrinária própria do Cristianismo nascente, sem incorporar à sua prática qualquer forma de ritual, de sacramento ou de idolatria, incompatível com os seus princípios.

É lícito, justo e conveniente orarmos em benefício de alguém que nasce, de um casal que assume compromissos matrimoniais ou de alguém que retorna à vida espiritual.

Não é lícito, todavia, sacramentarmos esses gestos, chamando-os de “baptizado espírita”, “casamento espírita” ou “funeral espírita”, mesmo quando se apresentam sob aparente legalidade.

As instituições que se classificam como espíritas, têm o dever decorrente de pautar a sua prática dentro dos princípios contidos nas obras básicas de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita, e tem o direito constitucional de preservar a sua autonomia e liberdade de acção na execução desses princípios.

O Espiritismo não tem sacerdotes e nas actividades verdadeiramente espíritas a ninguém é dado o direito de consagrar actos ou fazer concessões, seja em nome de Deus, de Jesus, dos Espíritos Superiores ou da própria Doutrina Espírita;

3.4 – colaboremos com os órgãos públicos e com a sociedade em geral, em todas as suas acções marcadas pelos propósitos de solidariedade e de fraternidade, visando a assistência e a promoção material, social e espiritual do ser humano, preservando e praticando, todavia, a integridade dos princípios e objectivos doutrinários espíritas que caracterizam a instituição;

3.5 – relacionemo-nos com os representantes e seguidores de todos os segmentos religiosos, procurando construir a base de um convívio salutar, marcado pelo respeito recíproco e pela fraternidade, base fundamental para a construção de uma sociedade em que a multiplicidade de convicções sociais, filosóficas ou religiosas não seja impedimento para a coexistência fraterna.

Com isto estaremos vivenciando e preservando plenamente os princípios da Doutrina Espírita.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Vivência Evangélica

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 25, 2012 9:28 pm

O Culto do Evangelho no Lar é a reunião dos familiares de boa vontade neste propósito para estudar o Evangelho do Cristo, para melhor vencerem as dificuldade do caminho, uma vez que se apoiam mutuamente no mesmo entendimento desta doce doutrina que tem um objectivo só para todos:
assimilar os ensinamentos de Jesus e pô-los em prática para alcançar a perfeição.

À medida que as criaturas vão se reunindo, ampliando o número dos participantes dentro do lar para o estudo do Evangelho, numa demonstração de fé nas lições do Mestre Jesus, vai aumentando a compreensão entre si, vão sentindo a inconfundível protecção Espiritual, vão conquistando paz interior.

O Culto do Evangelho no Lar abre as portas para aquelas pessoas que tem suas actividades de trabalho em horários que coincidem com os horários que as comunidades religiosas realizam.

Beneficia até mesmo as de pouca afinidade com tais maneiras de proceder, preferindo o seu Lar para ser um sincero e verdadeiro templo onde temos como altar os nossos corações conforme o ensino de Jesus ."

"O Culto do Evangelho no lar não é uma inovação.
É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. (...)

A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o tecto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, e novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.

Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum. (...)"
(Francisco Cândido Xavier - Culto Cristão no Lar - livro "Luz no Lar" 1978 3a ed.FEB)

"Não olvides a necessidade do Cristo no cenáculo de amor em que te refugias. (...)"
(Cultura Espírita União - Jesus em Casa - do livro Família - 1981pg 25)

"(...) Cultivar o Evangelho, no santuário familiar, é nortear a nossa experiência para o reinado de Deus em nós e fora de nós. (...)"

"(...) Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu.
Quando a família ora, Jesus se demora em casa.
Quando os corações se unem aos liames da Fé, o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos.

Jesus no lar é vida para o Lar.


Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável.
Distende, de tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.
Quando uma família ora em casa, (...) toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto. (...)"

"Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.

Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem de fé, enlaça à família e ora.
Jesus virá em visita. (...)"
(Divaldo Pereira, Jesus Contigo do livro Messe de Amor - pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1966)

"Depois da prece com que nos cabe agradecer ao Senhor o pão da alma, abre as páginas do Evangelho e lê, em voz alta, alguns dos seus trechos de verdade e consolo para o que receberá a inspiração dos Amigos Espirituais.

Entre dez a 30 minutos.
Em seguida, na intimidade da palavra livre e sincera, todos os companheiros devem expor suas dúvidas, seus temores e dificuldades sentimentais.

Através da conversa edificante, emissários da Esfera Superior distribuirão ideias e forças, em nome do Cristo, para que horizontes novos iluminem o espírito de cada um.

Não afastes da linha direccional do Evangelho entre os teus familiares.
Continua orando fiel, estudando com aqueles a quem amas as directrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa-Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo.

Aprenderás que semelhante prática vale por visita de nossos corações ao Eterno Benfeitor, que nos tomará o esforço por trilho de acesso à Sua Divina Luz, transformando-nos o culto da Boa-Nova em fonte de bênçãos, dissolvendo em nosso campo de trabalho as sombras da discórdia e da ignorância, do desequilíbrio e da irritação.

Criar semelhante serviço, pois, no domicílio de nossas almas, é simples dever, porquanto, pela palavra que ensina e ajuda, aprenderemos a abrir as portas do coração para que, na intimidade de nós mesmos, possamos sentir a Divina Presença de Jesus. (...)

Conduta Espírita

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Opiniões Espíritas

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 25, 2012 9:29 pm

O. E., Prefácio

"O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.
Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos;
como filosofia ele compreende todas as consequências morais que decorrem dessas relações."
Allan Kardec - O que é o Espiritismo, Preâmbulo, IDE

"O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos."
(O Espírito da Verdade, FEB, 8)

"Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os Emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável, intransferível:
a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus."
(Opinião Espírita, 39, CEC)

"O raciocínio descobre a vizinhança entre a fé e o entendimento e a distância entre a fé o fanatismo."
(Opinião Espírita, 19, CEC)

"O espírita está informado de que o acaso não existe."
(Conduta Espírita, FEB, 18)

"A Doutrina Espírita está alicerçada na lógica e para ser espírita é impossível fugir dela."
(Opinião Espírita, 9)

"O Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada."
(Sol Nas Almas, 26)

"A Doutrina Espírita nos recomenda a fé raciocinada para que, desde a existência terrestre, possamos compreender que é lícito admirar o pensamento alheio e até segui-lo, quando a isso nos decidamos, mas é preciso pensar por nós, a fim de que não venhamos a cair irreflectidamente no resvaladouro do erro ou no visco da obsessão."
(Sol nas Almas, 17)

"A Doutrina Espírita é o instituto universal de ensino e protecção, instalado por Allan Kardec, sob orientação do Mestre dos Mestres - Jesus Cristo."
(Sol Nas Almas, 46)

"O Espiritismo abrange com a sua influência regenerativa e edificante não apenas a individualidade, mas também todos os círculos de actividade em que a pessoa respire."
(Opinião Espírita, 5)

"Doutrina que restaura o Cristianismo em sua pureza, é a religião natural da consciência na Terra e no Universo."
(Sol Nas Almas, 55, CEC)'

"O Espiritismo não é simples religião igual às demais:
é um método de viver."
(Sol Nas Almas, 58, CEC).

"O Espiritismo é religião de livre exame, sem poderes humanos que lhe domestiquem as manifestações."
(Sol Nas Almas, 4, CEC)

"O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos."
(Conduta Espírita, 10, FEB)

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 25, 2012 9:31 pm

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"A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em sector algum da política humana."
(Conduta Espírita, 10, FEB)

"O Espiritismo não tem chefes humanos e nenhum dos seareiros do seu campo de multiformes actividades é imprescindível no cenário de suas realizações."
(Conduta Espírita, 46, FEB)

"A Doutrina Espírita entra no cenário do mundo, precisamente quando a investigação científica arreda para longe todos os resíduos das superstições humanas, a fim de mostrar que religião é sinónimo de vida eterna."
(Sol nas Almas, 22, CEC)

"Doutrina do discernimento, o Espiritismo nos acorda para a valorização das forças da vida, ensinando-nos a preservá-la e a empregá-la com o proveito devido."
(Sol nas Almas, CEC, 3)

"Doutrina Espírita é mensagem de Cristo, anunciando-nos que a felicidade de crer não está unicamente conjugada à responsabilidade de agir, mas também ao júbilo de criar, sentir, continuar e viver."
(Sol Nas Almas, 22, CEC)

"Espiritismo é sublime manancial de energia espiritual."
(Opinião Espírita, 51, CEC)

"Pode-se caminhar de muitas maneiras, com inúmeros padrões existenciais, porem, para seguir segundo o Espiritismo só existe uma única medida em todas as situações da romagem humana - o metro da caridade sob a luz da consciência."
(Sol Nas Almas, CEC, 58)

"Espiritismo é caridade em movimento."
(O Espírito da Verdade, FEB, 2)

"A Doutrina Espírita, revivescendo o ensino de Jesus, não desconhece que a necessidade humana espera corações, cérebros e braços empenhados em resolver-lhes os trágicos desafios."
(Sol nas Almas, CEC, 40)

"O espírita vive como vivem os outros, mas em todas as manifestações da existência é chamado a servir aos outros, através da atitude."
(Opinião Espírita, 3, CEC)

"O amor é o coração do Evangelho e o espírito do Espiritismo chama-se caridade."
(Opinião Espírita, 19, CEC)

"O Espiritismo ensinar-te-á como viver proveitosamente, em plenitude de alegria e de paz, ante o determinismo da evolução."
(Opinião Espírita, 35, CEC)

"Justa, dessa forma, a iniciativa de trazer a Doutrina Espírita à concorrência honesta das normas que as religiões e as filosofias apresentam às criaturas, no sentido de lhes facilitar a existência."

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PEQUENO ROTEIRO DE VIGILÂNCIA DOUTRINÁRIA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 26, 2012 9:47 pm

Estude seriamente a Doutrina Espírita.

Uma leitura indiferente das obras básicas do Espiritismo não lhe dará fortaleza, que nasce na convicção racional, a fim de manter um padrão de equilíbrio compatível com as necessidades evolutivas.

Consulte frequentemente a Codificação Kardequiana.
Nos livros fundamentais você encontrará os recursos para conduzi-lo com valor em todas as situações.
Revise os ensinos espíritas, insertos em "O Livro dos Espíritos" sempre que deseje firmeza doutrinária.

O Espiritismo, para ser melhor entendido e praticado, deve ser detidamente examinado.
Alargue os horizontes doutrinários com a literatura mediúnica.
No entanto, recorde os fundamentos Kardecistas para ser lógico e sentir com discernimento.

Faça dos livros espíritas seus melhores conselheiros.

Seleccione, todavia, os autores, mantendo a directriz do "bom senso" e a independência de exame que norteou o eminente Missionário leonês
Em qualquer dúvida doutrinária, procure as fontes autênticas da Terceira Revelação.

As mais preciosas opiniões guardam as ideias daqueles de quem procedem.
Nas obras básicas da Doutrina você encontrará sempre as respostas dos Espíritos sábios e as ponderadas elucidações do eminente codificador.

Medite cada questão apresentada na Codificação e complemente-a com o estudo das obras responsáveis com que os Espíritos da Luz têm enriquecido a Terra, na actualidade.

Um curso de Espiritismo não pode ser improvisado.

Receba com cuidado as "conclusões" de pesquisadores apressados em matéria doutrinária e não se deixe seduzir pelas "revelações" do Mundo Espiritual.

Zele pelo Espiritismo não propagando informes sem comprovação, Allan Kardec continua actual e irrepreensível.
Recorde a austeridade e o discernimento com que ele examinava as informações que procediam de todo o lugar.

Não aceite as explicações simplistas, sobre temas espíritas.

Pesquise sem cessar.
O que hoje parece nebuloso, amanhã ressurgirá, após exame cuidadoso, com aspecto novo e claro.

Por isso estude as obras do Codificador com espírito de indagação e sede de esclarecimento.

Viva, cada dia, como um verdadeiro espírita, sendo hoje melhor do que ontem e amanhã mais cristão do que hoje, porque o verdadeiro espírita, como esclarece Allan Kardec, é um verdadeiro cristão.

Assim fazendo, você descobrirá que o Espiritismo que lhe aquece a vida é sol de abençoada luz, clareando-o por dentro.

Leopoldo Cirne

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FRASES SOBRE O ESPIRITISMO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 26, 2012 9:48 pm

O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.
Allan Kardec (O QUE É O ESPIRITISMO)

***

O Espiritismo vem dar voz ao silêncio, desfazer o irremediável, destruir o impossível e expandir o sopro da vida.
Alexandre Dias (SEAREIROS DE VOLTA)

***

O Espiritismo criteriosamente praticado, não é só uma fonte de ensinamentos;
é também um meio de preparação moral.

As exortações, os conselhos dos Espíritos, suas descrições da vida de além-túmulo vêm a influir em nossos pensamentos e actos e operam lenta modificação em nosso carácter e em nosso modo de viver.
Léon Denis (NO INVISÍVEL – CAP. 11)

***

O Espiritismo é acima de tudo, o processo libertador das consciências a fim de que a visão do homem alcance horizontes mais altos.
Emmanuel (ROTEIRO – cap. 38)

***

Revista de Estudos Espíritas - Ano I Janeiro/Fevereiro – 1970 n.º 3

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Princípios Básicos da Doutrina Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 26, 2012 9:48 pm

- A existência de Deus como criador do Universo.
- A existência e a sobrevivência do Espírito.
- As vidas sucessivas através da reencarnação.

- A justiça divina expressa na Lei de Causa e Efeito.
- O livre-arbítrio como expressão de liberdade individual.

- O intercâmbio entre o mundo físico e o extrafísico.
- A pluralidade dos mundos habitados representando a humanidade cósmica, são os princípios que constituem o alicerce da Doutrina Espírita.

Sobre estas bases o Espiritismo construiu sua teoria científica, filosófica e religiosa.

De Que Trata O Espiritismo?
O espiritismo responde às questões fundamentais da nossa vida, como estas:

· Quem é você?
· Antes de nascer, quem era você?
· Depois da morte, quem será?

· Por que anda neste mundo?
· Por que umas pessoas sofrem mais do que outras?
· Por que alguns nascem ricos e outros pobres?

· Por que alguns cegos, aleijados, débeis mentais, etc, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?

· Por que Deus permitiria tamanha desigualdade entre seus filhos?
Por que há tanta desgraça no Mundo e a tristeza supera a alegria?

· De três pessoas que viajam num veículo - por exemplo - após pavoroso desastre, uma perde a vida, outra fica gravemente ferida e a terceira escapa sem ferimentos.
Por que sortes tão diferentes?
Onde está a justiça de Deus?

· Por que uns que são "maus", sofrem menos que outros que são "bons"?


Princípios Básicos do Espiritismo

· Existência de Deus
· Imortalidade da Alma
· Reencarnação
· Esquecimento do Passado

· Comunicabilidade dos Espíritos
· Fé Raciocinada
· Lei da Evolução
· Lei Moral


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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 27, 2012 9:20 pm

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EXISTÊNCIA DE DEUS

Deus existe.
É a origem e o fim de tudo.
É o Criador, causa de todas as coisas.


Deus é a Suprema Perfeição, com todos os atributos que a nossa imaginação possa imaginar e muito mais.
Não podemos conhecer a sua natureza, porque somos imperfeitos.

Como que uma inteligência limitada e imperfeita como a nossa poderia abranger o conhecimento ilimitado e perfeito, que é Deus?

"Deus não é questão fechada pelas teologias nem matéria de laboratório.

O pensamento tenta definir ou entender a Divindade, contudo, qualquer idéia humana não deixa de ser limitadíssima diante da potência cósmica que rege a vida e os universos.
Deus é Amor - escreveu o evangelista João.

Se você deseja identificar-se com Deus, o assunto é diferente.
Esse é o caminho.
Se Deus é Amor, acenda a luz do Amor em seu coração.

Conhecimento mesmo quer dizer identificação.
Desenvolva ao máximo possível a sua capacidade de amar e assim poderá ter mais perfeita concepção de Deus."

IMORTALIDADE DA ALMA

Antes de sermos seres humanos filhos de nossos pais, somos, na verdade, espíritos, filhos de Deus.

O Espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, simples e ignorante, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus esforços.

Como espíritos, já existíamos antes de nascermos e continuaremos a existir, depois da morte física.

Quando o espírito está na vida do corpo, dizemos que é uma alma ou espírito encarnado.
Quando nasce, dizemos que reencarnou;
quando morre, que desencarnou.

Desencarnado volta para o Plano Espiritual ou Espiritualidade, de onde veio ao nascer.

Os espíritos são, portanto, pessoas desencarnadas que, presentemente, estão na Espiritualidade.

REENCARNAÇÃO

Criado simples e ignorante, o espírito, é quem decide e cria o seu próprio destino.

Para isso ele é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal.

Desse modo, ele tem a possibilidade de se desenvolver, evolucionar, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma serie para outra, através dos diversos cursos.

Essa evolução requer aprendizado e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo e reencarnando quantas vezes necessárias para adquirir mais conhecimentos, através das múltiplas experiências de vida.

O progresso adquirido pelo espírito, pelas experiências vividas nas inúmeras existências, não é somente intelectual, mas, sobretudo o progresso moral, que vai aproximá-lo cada vez mais de Deus.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 27, 2012 9:21 pm

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Mas assim como o aluno pode repetir o ano escolar, uma, duas ou mais vezes, o espírito que não aproveita bem a sua existência na Terra pode permanecer estacionário por muito tempo, conhecendo maiores sofrimentos e atrasando-se assim a sua evolução.

Não sabemos quantas encarnações já tivemos e muito menos quantas temos pela frente.

Sabemos, no entanto, que como espíritos atrasados, teremos muitas e muitas encarnações, até alcançarmos o desenvolvimento moral necessário para nos tornarmos espíritos puros.

Todavia, nem todas as encarnações se verificam na Terra.
Existem mundos superiores e inferiores ao nosso.

Quando evoluímos muito, podemos renascer num planeta de ordem elevada.
O Universo é infinito e "na casa meu Pai há muitas moradas", já disse Jesus.

A terra é um mundo de categoria moral inferior, haja visto o panorama lamentável em que se encontra a Humanidade.
Contudo, ela está sujeita a se transformar numa esfera de regeneração, quando os Homens decidirem a praticar o Bem e a Fraternidade reinar entre elas.

ESQUECIMENTO DO PASSADO

Não nos lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus.

Se nos lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram, ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles actualmente.

Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto a nós para a reconciliação.

Por isso, existe a reencarnação.

Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as consequências de crimes perpetrados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram.

Daí a importância da família, onde se costumam reactar os laços cortados em existências anteriores.

A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.

Quando reencarnamos, trazemos um "plano espiritual", compromissos assumidos perante a Espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à pratica de todo o bem possível.

Dependendo de nossas condições espirituais, podemos ou não ter escolhido as provas, os sofrimentos, as dificuldades que provarão nosso desenvolvimento espiritual.

A reencarnação, portanto, como mecanismo perfeito da Justiça Divina, explica-nos porque existe tanta desigualdade de destinos das criaturas na Terra.

A finalidade da vida na Terra é, portanto:
- para expiarmos o mal praticado, pagando com sofrimento nossos erros;
- para provarmos ou medirmos nosso grau evolutivo, ante as dificuldades da vida;

- para ajudarmos a humanidade e exemplificarmos o bem diante dos outros;
- para desempenharmos missão especial, no caso de espíritos elevados que prestam grandes serviços à humanidade.

Pelo mecanismo da reencarnação, verificamos que Deus não castiga.
Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela "lei da acção e reacção".

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 27, 2012 9:22 pm

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COMUNICABILIDADE DOS ESPÍRITOS

Os espíritos são seres humanos desencarnados.
Eles são o que eram quando vivos:
bons ou maus, sérios os brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros os mentirosos.

Eles estão por toda a parte.
Não estão ociosos.
Pelo contrário, eles têm as suas ocupações, como nós, os encarnados, temos as nossas.

Não há lugar determinado para os espíritos.
Geralmente os mais imperfeitos estão junto de nós, por causa das nossas imperfeições.
Não os vemos, pois se encontram numa dimensão diferente da nossa, mas eles podem ver-nos e até conhecer nossos pensamentos.

Os espíritos agem sobre nós, mas essa acção é quase que restrita ao pensamento, porque eles não conseguem agir directamente sobre a matéria.

Para isso, eles precisam de pessoas que lhes ofereçam recursos especiais:
essas pessoas são chamadas médiuns.

Pelo médium, o espírito desencarnado pode comunicar-se, se puder e quiser.

Essa comunicação depende do tipo de mediunidade ou da faculdade do médium:
pode ser pela fala ( psicofonia ),
pelas escrita ( psicografia ),
por batidas ( tiptologia ), etc.

Mas, toda e qualquer comunicação não deve ser aceite cegamente;
precisa ser encarada com reserva, examinada com devido cuidado, para não sermos vítimas de espíritos enganadores.

A comunicação depende da conduta moral do médium. Se for uma pessoa idónea, de bons princípios morais, oferece campo para a aproximação e manifestação de bons espíritos.
Chico Xavier, por exemplo, [foi] é um bom médium, pelas qualidades morais de que é portador.

A Doutrina Espírita alerta as pessoas muito crédulas contra as mistificações e contra os falsos médiuns, que tentam iludir o público menos avisado em troca de vantagens materiais.

Por isso, é importante, que antes de ouvir uma comunicação, a pessoa se esclareça a respeito do Espiritismo.[/i]

FÉ RACIOCINADA


Para podermos crer de verdade, antes de mais nada, precisamos compreender aquilo em que devemos crer.

A crença sem raciocínio não passa de uma crença cega, de uma crendice ou mesmo de uma superstição.

Antes de aceitarmos algo como verdade, devemos analisá-lo bem. O mal de muita gente é acreditar facilmente em tudo que lhe dizem, sem cuidadoso exame.

"Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade".
Alan Kardec.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 28, 2012 8:36 pm

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LEI DA EVOLUÇÃO

Cada um de nós é um espírito encarnado a caminho de Deus.
A vida na Terra é sempre uma oportunidade de reajustamento no caminho do bem.
A escolha nos pertence.

Logo, as consequências boas ou más são resultado de nossas próprias decisões.
É a lei da "acção e reacção", das causas e das consequências.

Se, agora, estamos sofrendo, podemos concluir que a causa desse sofrimento advém de erros anteriores.

Se, portanto, fizermos o mal, cedo ou tarde, sofreremos a sua consequência.

"A cada um segundo as suas obras" - disse Jesus.
Isso explica a razão de tanto sofrimento no mundo.

Por isso, um caminha mais depressa que outro, como os diferentes alunos de uma mesma classe escolar.

Quanto melhor nossa conduta, mais depressa nos libertamos dos sofrimentos, encurtando o caminho da evolução.

Não há céu nem inferno, conforme pintam as religiões tradicionais.

Existe sim, estados de alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais.

Não existem também anjos ou demónios, mas antes espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão no caminho da perfeição, os bons se tornaram melhores e os maus se regenerando.

Deus não quer que nenhum dos seus filhos se perca, e a Vontade de Deus, a Suprema Vontade, é a Lei.

Se a sorte do ser humano fosse inapelavelmente selada após a morte, todos estaríamos perdidos, visto termos sido muito mais maus do que bons e quase ninguém, hoje em dia, mereceria ir para o céu da bem-aventurança, onde só caberiam os puros.

Por outro lado, uma vida, por mais longa que seja, não é suficiente para nos esclarecermos a respeito dos planos de Deus.

Muitos não têm sequer como garantir a própria sobrevivência e muitos menos ainda oportunidade de uma boa educação.
Muitos nunca foram orientados para o bem.
Outros, morrem cedo demais, antes mesmo de se esclarecerem sobre o melhor caminho a seguir.

Para medirmos o quanto de absurdo existe na ideia do céu e do inferno, como penas eternas, basta que formulemos as seguintes perguntas:
- "Como é que Deus, sendo o Supremo saber, sabendo inclusive o nosso futuro, criaria um filho, sabendo que ele iria para o inferno para toda a eternidade?

- Que Deus seria esse?
- Onde a sua bondade e a sua misericórdia?".

"E, como ficaria no céu uma mãe amorosa, sabendo que seu filho querido está ardendo no fogo do inferno?"


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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 28, 2012 8:37 pm

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LEI MORAL

Portanto, ninguém está perdido.
Cada qual tem a oportunidade que merece.

Se um pai humano, que é imperfeito e mau, não é capaz de condenar eternamente um filho, por pior que seja, quanto mais Deus, que é Pai Misericordioso e Perfeito, que faz chover sobre os bons e os maus, que faz com que a luz do sol ilumine os justos e os injustos, indistintamente.

Disse Cristo:
- " Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo ".

Referia-se ao nascimento do corpo e ao renascimento moral das criaturas, isto é, ao nascimento pela "água e pelo espírito".

Daí sabermos que a vida é sempre uma nova oportunidade de reconciliação com os ideais superiores do bem e da verdade.

Seguir o exemplo vivo de Jesus deve ser o ideal de todo o cristão sincero.

Não adianta você dizer que pertence a esta ou aquela religião.
Não adianta permanecer orando o tempo todo.

O importante é a prática, é a vida de todos os dias, porque, como disse Tiago:
" A Fé Sem Obras É Morta ".

Obras Básicas da Codificação Espírita

O Livro dos Espíritos
O Livro dos Médiuns
O Evangelho Segundo o Espiritismo
O Céu e o Inferno
A Génese

Obras Complementares da Codificação Espírita

Obras Póstumas
O Que é o Espiritismo
O Espiritismo Em Sua Mais Simples Expressão
Resumo das Leis dos Fenómenos Espíritas


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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 28, 2012 8:37 pm

Não Receie o Espiritismo...

Porque ele tem como modelo, Jesus.
Suas actividades são inteiramente gratuitas e direccionadas exclusivamente ao Bem.

Pugna pela ética e pelo amor posto em acção, ao entender que nesses valores estão os fundamentos da própria Vida e a ciência do bem-viver.

Ensina que não estamos precisando nos salvar, porque ninguém está perdido, mas sim, evoluir, conforme o Mestre exortou:
- “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celestial”, lembrando que essa perfeição será alcançada através das lutas, dores e alegrias em incontáveis experiências ao longo das reencarnações.

É o Consolador prometido por Jesus, mostrando que nossos entes queridos não se extinguiram com a morte mas passaram para outra dimensão de vida e que podem, eventualmente, comunicar-se connosco através da mediunidade.

Estuda e conhece a mediunidade, aplicando-a na ajuda a espíritos sofredores, a pessoas necessitadas e para receber orientações e esclarecimentos dos espíritos benfeitores.

Não usa rituais, paramentos, nem materiais como velas, defumadores, imagens... por entender que o caminho para a luz está em nossa vivência e não em práticas exteriores.

Não adopta práticas divinatórias como “baralho”, “jogo de búzios” e assemelhados, informando que os espíritos superiores não se prestam a solucionar problemas do quotidiano, posto que não são nossos empregados nem babás, mas sábios educadores trabalhando pela nossa evolução.

Também não realiza “trabalhos” como “desmanchas”, “abertura de caminhos” etc., mas ensina que a vivência no bem nos livra de inúmeros males.

Foi codificado por Allan Kardec na metade do século passado, através de perguntas respondidas por espíritos superiores, e seus conceitos continuam sendo pesquisados por inúmeras universidades, estudiosos e cientistas, assim como profissionais da saúde em vários pontos do planeta, que os vêm confirmando um a um.

ADE-CE Associação de Divulgadores do Espiritismo do Ceará

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Re: Allan Kardec e sua missão

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