Allan Kardec e sua missão

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Allan Kardec e o Movimento Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 29, 2012 8:40 pm

No livro “Viagem Espírita em 1862”, tradução do inesquecível Wallace Leal Rodrigues, encontramos sempre comentários actuais e adequados ao movimento espírita.

“O homem que pratica o bem - isto dito em tese geral - deve, pois, preparar-se para se ferir na ingratidão;
para ter contra ele aqueles que, não praticando o bem, são ciumentos da estima concedida aos que o praticam.

Os que não são dotados de força para se elevarem, procuram rebaixar os outros a seu nível, obstinam-se em anular, pela maledicência ou a calúnia, aqueles que os ofuscam”.

“Aos que criticam o avanço rápido da doutrina e não podeis contê-la, porque não ides mais célebre que ela?
O meio de barrar-lhe a passagem é tão simples!
Consiste, apenas em fazerdes melhor que o Espiritismo faz.

Daí mais do que ele dá;
tornai os homens melhores, mais felizes, mais cheios de crença do que ele pode fazer e o mundo o abandonará para vos seguir.”

“Os ataques pessoais nunca nos abalaram.
Coisa diversa entretanto ocorreu relativamente àqueles que são dirigidos contra a Doutrina Espírita.

Algumas vezes respondemos directamente a certas críticas, quando isso nos parece necessário, a fim de provar que, se preciso, sabemos, também, lutar”.

“Supostos adversários do Espiritismo que o combatem por terem sido prejudicados em seus interesses são os exploradores da mediunidade, os especuladores morais que fazem dele escada para se projectarem ou se colocarem em evidência.”

O Médium - Setembro e Outubro de 2000

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Mediunidade de Desenho e Pintura

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 29, 2012 8:41 pm

Que vem a ser mediunidade de desenho e pintura?

A princípio consideramos a definição de Kardec no capírutlo XVI d´O Livro dos Médiuns, a parte Médiuns Especiais em que nomeia:
“Médiuns especiais para efeitos intelectuais.

Aptidões diversas”; item 190:
“Médiuns pintores ou desenhistas:
os que pintam ou desenham sob a influência dos Espíritos”.

Desenho é, primeiramente, a representação de forma sobre superfície, e pintura pode-se dizer que é revestimento de superfície qualquer com matéria corante.

Por isso Kardec, discriminou a especialidade de pintura artística estará sempre consignada ao desenho.

Então para género (pintura e desenho) pode-se designar “pintura mediúnica” ou mediunidade pictórica [lat.pictore.pintor+ico=próprio da pintura,pictural], ou ainda a doutrina nova:
psicopictórica [gr. Psycho+pictórica=psicopictórica, para nomear-se médium pintor].

Não cabe, portanto, o neologismo “psicopictografia”, para designar a mediunidade de pintura, porquanto pictografia tem a especificação semântica de sistema de escrita de natureza icónica, ou seja, representação simplificada baseada nos objectos da realidade, todavia, a psicopictografia caberia muito bem ao médium francês Lesage, que concebia mediunicamente representações hieróglifas.

Temos, porém, lido nos meios de comunicação espírita palavra psicopictoriografia e ignoramos o uso de apêntese que sublinhamos no vocábulo, por não ter qualquer fundamento.

A questão é especificar a mediunidade de desenho, isto é, médium que só desenha é por isso mesmo médium desenhista.

Gazeta Espírita – Setembro/Outubro de 2000

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A ORAÇÃO SEGUNDO O EVANGELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 29, 2012 8:42 pm

Como não orar

"E quando orardes, não façais como os fingidos, os quais gostam de orar em pé nas sinagogas enas esquinas das ruas, para que os homens os vejam.
Com toda verdade, com toda verdade vos digo que já receberam a sua recompensa."
Mateus 6, 5

Como orar

"Tu, todavia, quando orardes, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está oculto; e teu Pai, que vê o secreto, te recompensará."
Mateus 6, 6

"E, ao orar, não utilizeis de repetições sem sentido, como um não judeu, pois pensam que por muito falar serão ouvidos.
Não imiteis, pois a eles, porque vosso Pai sabe o de que necessitais, ante de lho pedirdes."
Mateus 6. 7-8

"Ouvistes o que foi dito:
Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.

Eu, todavia, vos digo:
Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.

A fim de que vos torneis filhos do vosso Pai, que está nos céus;
pois ele faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e chover sobre justos e injustos."
Mateus 5, 43 a 45

"Pedi, e vos será dado;
buscai e achareis, batei e se vos abrirá.

Porque todo o que pede, recebe;
e quem busca, acha;
e ao que bate se lhe abre.

Ou, quem dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir um pão, dar-lhe-á uma pedra?

Ou, pedindo-lhe um peixe, dar-lhe-á uma serpente?
Se vós, que sois maus, sabeis dar bons presentes aos vossos filhos, quando mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?"
Mateus 7, 7-11

"Portanto, orai dessa maneira:
Pai nosso que estás nos céus, venerado seja o teu nome;
venha o teu reino;
faça-se a tua vontade na Terra, assim como no céu.

O pão nosso, necessário à existência dá-nos hoje;
e perdoa as nossas dívidas, assim como temos perdoado aos nossos devedores;
e não nos deixes entrar em tentação, mas livra-nos do mal."
Mateus 6, 9-15

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Esclarecendo Dúvidas

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 30, 2012 9:13 pm

O Espiritismo, é a revelação prometida pelo Cristo de Deus para os séculos em que a Humanidade alcançasse um grau de assimilação mais elevado.

Os fenómenos psíquicos, tão velhos quanto o mundo, só atraíram atenção dos intelectuais, quando surgiram os ocorridos em Hidesville, em 1848.

Em 1857, após observá-los e catalogá-los com o mais meticuloso rigor científico, Allan Kardec lançou ao mundo o primeiro livro da Codificação dessa nova Revelação - "O Livro dos Espíritos", criando o vocábulo Espiritismo para designar essa Revelação, então, chamada e ainda conhecida em outros países pelo nome de Neo-Espiritualismo.

Difere o Espiritismo de todas as religiões conhecidas por demonstrar a lógica dos seus ensinos através de experiências científicas e por apresentar uma filosofia também baseada em experimentos e observações e documentada por uma legião de sábios de renome universal.

Religião científico-filosófica, confirmando os ensinamentos básicos de todas as religiões, não pretende demolir as que a precederam, antes reconhece a necessidade da existência delas para grande parte da Humanidade, cuja evolução se processará lenta e inevitavelmente.

Doutrina religiosa, sem dogmas propriamente ditos, sem liturgia, sem símbolos, sem sacerdócio organizado, ao contrário de quase todas as demais religiões, não adopta em suas reuniões e em suas práticas:

a) paramentos, ou quaisquer vestes especiais;
b) vinho ou qualquer bebida alcoólica;
c) incenso, mirra, fumo, ou substâncias outras que produzam fumaça;

d) altares, imagens, andores, velas e quaisquer objectos materiais como auxiliares de atracção do público;
e) hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas, só os admitindo, na língua do país, exclusivamente em reuniões festivas realvadas pela infância e pela juventude e em sessões ditas de efeitos físicos;

f) danças, procissões e actos análogos;
g) atender a interesses materiais terra-a-terra, rasteiros ou mundanos;
h) pagamento por toda e qualquer graça conseguida para o próximo;

i) talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários ou quaisquer objectos e coisas semelhantes;
j) administração de sacramentos, concessão de indulgências, distribuição de títulos nobiliárquicos;
k) confeccionar horóscopos, exercer a cartomancia, a quiromancia, a astromancia e outras "mancias";

l) rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público;
m) fazer promessas e despachos, riscar cruzes e pontos, praticar, enfim, a longa série de actos materiais oriundos das velhas e primitivas concepções religiosas.

O fenómeno psíquico pode surgir em qualquer meio religioso ou irreligioso e seu aparecimento pode conduzir a criatura ao Espiritismo, mas a consolidação da crença, o conhecimento das leis que presidem os destinos do homem e a perfeita assimilação da Doutrina Espírita só se conseguem através do estudo das obras de Allan Kardec e das que lhes são subsidiárias.

Revista Espírita Allan Kardec

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Espiritismo Básico

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 30, 2012 9:14 pm

O porquê do nome "Espiritismo"

Espiritismo provém do francês Spiritisme, nome cunhado por Allan Kardec, em 1857, para designar o conjunto de princípios científicos, filosóficos, religiosos e morais que compõem a Doutrina cuja codificação lhe havia sido confiada pelos espíritos superiores que o guiaram e responderam às suas indagações.

O termo Espiritualismo (Spiritualisme), então e até hoje disponível na língua francesa e em outros idiomas, não atendia, como ainda não atende, ao objectivo de nomear uma Doutrina.

É, antes, um conceito abrangente que engloba todo um conjunto de tradições religiosas, práticas místicas e posturas filosóficas existentes desde os primórdios da humanidade e que compartilham a crença na existência dos espíritos e suas manifestações e na imortalidade da alma.

O Espiritismo, portanto, é uma doutrina Espiritualista.
Resta claro, por outro lado, que Espiritualismo não é sinónimo de Espiritismo.

Esta explicação se faz necessária devido a dois factos distintos.

No Brasil, há uma diversidade de cultos espiritualistas de origem africana, dentre eles, cultos dos mais dignos e merecedores de todo respeito.

No entanto, pessoas equivocadas chamam os seguidores de tais cultos de espíritas, quando deveriam ser chamados pelo nome adequado ao culto em questão, nome que sempre existe e que os seguidores conhecem e pelo qual se denominam.

Nos Estados Unidos a confusão é com o Novo Espiritualismo (New Spiritualism), um conjunto de cultos e tradições que também se desenvolveu a partir da segunda metade do século XIX, mas que não segue a Doutrina dos Espíritos conforme codificada por Kardec e não compartilha dos mesmos princípios e práticas.

O que nos ensina o Espiritismo

O Espiritismo não possui dogmas de fé.
Kardec, com a experiência de educador que possuía, inspirado e auxiliado pela falange de espíritos superiores liderada pelo Espírito da Verdade, compilou em cinco obras básicas a Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos, como muito propriamente a chamava, por ser ela constituída em sua maior parte pelas respostas que aqueles nobres espíritos deram às perguntas criteriosamente colocadas por ele e por respeitáveis estudiosos que com ele trabalharam.

As cinco obras fundamentais do Espiritismo são:
O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Génese.

Nesta ordem, as cinco obras compõem um completo conjunto didáctico que leva o leitor a uma reflexão séria e cautelosa sobre os principais temas existenciais que sempre empolgaram a mente humana.

Nada ali é tratado como dogma.
Cada princípio colocado é examinado à luz da razão, da lógica e do bom senso.
Nada se pede ao leitor que aceite sem pensar.

Quem desejar realmente conhecer o Espiritismo, deve ler e estudar suas obras fundamentais, a chamada Codificação Espírita.

Para que se tenha uma visão simplificada, no entanto, relacionamos, a seguir, alguns de seus princípios básicos:[/i]

Deus é a inteligência primária, criadora de todos os seres e de todas as coisas, que permeia todo o Universo, estando presente em cada criatura e transcendendo toda a Criação;

além da dimensão material, existe uma dimensão espiritual, onde habitam espíritos desencarnados, que se encontram em diferentes estágios de evolução.
Os espíritos encarnados habitam a dimensão material em seus diversos mundos.

As dimensões material e espiritual se interpenetram;
todas as leis da Natureza são leis de Deus;
o que se chama hoje de sobrenatural nada mais é do que o natural que hoje se desconhece;
são leis de Deus, tanto as físicas quanto as morais, se identificando estas facilmente como aquelas que se encontram imutáveis desde o mais longínquo passado, não sendo passageiras nem afeitas a uma ou a outra religião, cultura ou etnia;

o Céu e o Inferno não existem como locais, como destino final para onde vão os justos ou os pecadores.


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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 30, 2012 9:14 pm

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Ao se desprender do corpo, na chamada morte, o espírito irá perceber, com seus sentidos subtis, exactamente as projecções mentais que tiver criado no período que precede a desencarnação.

Na dimensão espiritual as projecções mentais são percebidas pelos sentidos como se fossem realidades materiais, permitindo a percepção pelo espírito tanto dos monstros mais horrendos, quanto das mais enlevantes belezas.

Dessa forma, cada espírito construirá para si mesmo seu inferno ou seu paraíso.

A afinidade entre os espíritos e as ligações causa-efeito criarão comunidades das mais diversas matizes, ao longo de um amplo leque de evolução espiritual;
Os espíritos evoluem sempre, reencarnando tantas vezes quanto for necessário para o seu aprendizado;
O espírito encarnado goza de livre-arbítrio, mas sofre constantemente os efeitos reactivos de suas acções passadas, boas ou más.

Da mesma forma, sofrerá no futuro o efeito de suas acções actuais.

É o princípio de causa e efeito, que as tradições orientais chama de carma;
Não existem anjos nem demónios que tenham sido assim criados desde toda a eternidade.

Os espíritos empedernidos no mal projectam sobre os sentidos alheios uma aparência que se assemelha aos padrões de identificação que a cultura do indivíduo que os percebe tenha neste imprimido.

Poderão, dessa forma, ser percebidos por um encarnado ou desencarnado ocidental como dotados de chifres e de rabo e vestidos com roupa vermelha ou com as formas animalescas mais grotescas.

Da mesma forma ocorre com os que perseveraram no caminho do bem, que poderão ser percebidos vestidos de branco, dotados de asas e portando uma auréola sobre a cabeça ou como seres diáfanos e luminosos;

Os espíritos são criados simples e ignorantes e, ao longo das diversas encarnações vão evoluindo em bondade e sabedoria, sendo classificados pelo Espiritismo como pertencentes a diferentes ordens:

Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima e se religaram ao Criador;
Bons Espíritos, nos quais a sabedoria e o desejo do bem predominam;
Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

Existe e sempre existiu um continuo intercâmbio entre espíritos desencarnados e encarnados, de acordo com afinidades emocionais entre eles existentes, seus hábitos e sua conduta social comuns.

Espíritos inferiores, sujeitos às más paixões, não conseguem se comunicar com encarnados evoluídos em bondade e sabedoria, da mesma forma que espíritos sábios não logram transmitir inspiração a encarnados devassos ou perversos.

As companhias espirituais de um encarnado são semelhantes às companhias encarnadas que ele eleger para si;
Médium é o nome que se dá ao encarnado que serve de veículo, de meio, à comunicação entre encarnados e desencarnados.

Ser médium não significa ser espírita, sequer denota boas qualidades morais;
Sendo a mediunidade um dom, isto é, algo pelo que o indivíduo não fez qualquer esforço ou gasto para obter, ela deve ser praticada de graça em benefício dos necessitados.

O Espiritismo é fiel à máxima:
"Dai de graça o que de graça recebeis".

Se, por um lado, nem toda prática mediúnica gratuita seja espírita, por outro, toda prática mediúnica espírita é gratuita.

Jesus Cristo é o guia supremo da Humanidade.
Com suas palavras e seu exemplo de vida ele é o Mestre, o irmão mais velho que venceu, o modelo a ser seguido por todos nós.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 30, 2012 9:15 pm

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Não ensinou o que aprendeu nos livros mas o que já sabia por experiência própria.
Exortou-nos a ter fé demonstrando do que a fé é capaz, curando enfermos, multiplicando pães e peixes, andando sobre as águas.

Declarou-se Filho de Deus e nos ensinou a chamar a Deus de Pai, para que também nos soubéssemos Seus filhos.
Conclamou-nos a amar nossos irmãos como a nós mesmos, dando no Calvário o testemunho sublime de seu amor por nós.

Demonstrou a imortalidade da alma, dialogando com os espíritos de Moisés e Elias no monte Tabor e aparecendo aos seus discípulos após a morte do seu corpo na cruz.

O Espiritismo tem hierarquia, símbolos e rituais?

O Espiritismo não tem sacerdotes, nem hierarquia eclesiástica.
Não existe forma de tratamento diferenciada entre os espíritas, chamando-se entre si, simplesmente, de irmãos ou irmãs.

Qualquer grupo de espíritas pode formar um Centro ou uma Casa Espírita, seguindo em suas reuniões e demais actividades as orientações contidas na própria Codificação ou em obras doutrinárias específicas.

No Brasil, os Centros Espíritas se congregam em Conselhos Regionais, Uniões ou Federações estaduais, tendo-se a Federação Espírita Brasileira como entidade coordenadora à nível nacional.

O espiritismo não tem rituais, não usa imagens, símbolos, talismãs, objectos especiais, nem adereços de espécie alguma.
Tampouco prescreve qualquer dieta alimentar.

A esse respeito é sempre bom lembrar que Hitler era vegetariano e que, somente isso, não fez dele exactamente um santo.

O Espiritismo é Exclusivista?

O lema do Espiritismo é "Fora da Caridade não Há Salvação" em contraponto ao lema "Fora da Igreja não Há Salvação".

Para o Espiritismo, um indivíduo que siga a trilha do bem, sendo justo, honesto, amando e respeitando seus irmãos, mesmo que siga outra religião ou ainda que diga não seguir religião alguma em particular, está no caminho certo e seguro de retorno "à casa do Pai".

Por outro lado, estanca seu progresso e estaciona no caminho o indivíduo que se diz espírita e fala mal dos outros, recusa auxílio a quem precisa ou prejudica seu irmão.

De nada lhe valerão os passes e a frequência a reuniões doutrinárias, enquanto não praticar sua reforma íntima e se voltar para o bem.

Como pode alguém se tornar espírita?

Uma pessoa que queira se tornar espírita não precisa passar por qualquer forma de baptismo ou iniciação.

A rigor, basta que essa pessoa se deseje melhorar.

No entanto, há três premissas básicas que devem ser atendidas, premissas essas bem colocadas por Kardec no capítulo I de O Livro dos Médiuns.

São elas:
crer-se em Deus
Crer-se que se tem uma alma
crer-se que essa alma sobrevive após a morte

Um espírita é uma pessoa que se instrui, lendo as obras da Codificação e boas obras espíritas e participando de reuniões de estudo dessas obras.

Um espírita é uma pessoa que pratica a caridade, fiel ao lema "Fora da Caridade não há Salvação".

A caridade é, de todas as virtudes, a mais excelente, como coloca São Paulo de forma eloquente em sua Primeira Epístola aos Coríntios.

Mas caridade não é o acto de dar esmolas.
Caridade é, antes de tudo, amarmos ao próximo como a nós mesmos, como exortou o Cristo.

Jamais fazermos aos outros o que não queremos que nos façam a nós.
Tratar os outros como nos seria agradável ser por eles tratados.

Ajudar a quem precisa, a quem está menos evoluído, material ou espiritualmente, do que nós.
E sem jamais esperar qualquer recompensa ou a admiração alheia.

Fonte Internet Página da Instituição Espírita Joanna de Ângelis

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Desencarnação

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 01, 2012 8:35 pm

I - Definição

Ao encarnar, o espírito se liga à matéria através de seu perispírito e sob a influência do princípio vital.

Quando o corpo não mais lhe puder oferecer condições de permanência, o perispírito se desligará dele e o espírito liberto, retornará ao mundo espiritual.

Desencarnação, portanto, é o processo pelo o qual o espírito se desprende do corpo, em virtude da cessação da vida orgânica e, conservando o seu perispírito, volta à vida espírita.

II - Separação da alma e do corpo

O desprendimento do perispírito em relação ao corpo:
a) opera-se gradativamente, pois os laços fluídicos que o ligam ao corpo não se quebram mas se desatam:
b) processa-se dos pés para a cabeça, sendo o cérebro o último ponto a se desligar.

No insante da agonia, quando esse desligamento está processando, o desencarnante costuma ter uma visão panorâmica, rápida e resumida mas viva e fiel, dos pontos principais da existência terrena que está findando.

Logo após a desencarnação, o espírito entra em um estado de perturbação espiritual.

Como estava acostumado às impressões dos órgãos dos sentidos físicos, fica confuso, como quem desperta de um longo sono e ainda não se habituou, de novo, ao ambiente onde se encontra.

A lucidez das ideias e a lembrança do passado irão voltando, à medida que se destrói a influência da matéria.

III - O que influi no processo da desencarnação.

O processo todo da desencarnação e reintegração à vida espírita dependerá:
a) Das circunstâncias da morte do corpo

Nas mortes por velhice, a carga vital foi-se esgotando pouco a pouco e, por isso, o desligamento tende a ser natural e fácil e o espírito poderá superar logo a fase de perturbação.

Nas mortes por doença prolongada, o processo de desligamento também é feito pouco a pouco, com o desligamento paulatino da vitalidade orgânica, e o espírito vai-se preparando psicologicamente para a desencarnação e se ambientando com o mundo espiritual que, às vezes, até começa a entrever, porque suas percepções estão transcendendo ao corpo.

Nas mortes violentas (acidentes, desastres, assassinatos, suicídios, etc.) o rompimento dos laços que ligam o espírito ao corpo é brusco e o espírito pode sofrer com isso e a perturbação tende a ser maior.

Em casos excepcionais (como o de alguns suicidas), o espírito poderá sentir-se "preso" ao corpo que se decompões, o que lhe causará dolorosas impressões.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 01, 2012 8:35 pm

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b) Do grau de evolução do espírito desencarnante

De modo geral, quanto mais espiritualizado o desencarnante, mais facilmente consegue desenvencilhar-se do corpo físico já sem vida.
Quanto mais material e sensual tiver sido sua existência, mais difícil e demorado é o desprendimento.

A perturbação natural por se sentir desencarnado é menos demorada e menos dolorosa para o espírito evoluído.

Quase que imediatamente ele reconhece sua situação, porque, de certa forma, já vinha libertando da matéria antes mesmo de cessar a vida orgânica (vivia mais pelo e para o espírito).

Logo retoma a consciência de si mesmo, percebe o ambiente em que se encontra e vê os espíritos ao seu redor.
Para o espírito pouco evoluído, apegado à matéria, sem cultivo das suas faculdades espirituais a perturbação é difícil, demorada, sendo acompanhada de ansiedade, angústia, e podendo durar dias, meses e até anos.

O conhecimento do Espiritismo ajuda muito o Espírito na desencarnação, porque não desconhecerá o que se está passando e poderá favorecer o processo, sem se angustiar desnecessariamente e procurando recuperar-se mais rápido da natural perturbação.

Entretanto, a prática do bem e a consciência pura é que pode assegurar um despertar pacífico na Pátria Espiritual.

IV - A ajuda espiritual

A bondade divina, que sempre prevê e provê o que precisamos, também não nos falta na desencarnação.

Por toda a parte, há Bons Espíritos que, cumprindo os desígnios divinos, se dedicam à tarefa de auxiliar na desencarnação os que estão retornando à vida espírita.

Alguns amigos e familiares(desencarnados antes) costumam vir receber e ajudar o desencarnante na sua passagem para o outro lado da vida, o que lhe dá muita confiança, calma e, também, alegria pelo reencontro.

Todos receberão essa ajuda, normalmente, se não apresentarem problemas pessoais e comprometimento com espíritos inferiores.

Em caso contrário, o desencarnante às vezes não percebe nem assimila a ajuda ou é privado dessa assistência, ficando à mercê de espíritos inimigos e inferiores, até que os limites da lei divina imponham um basta à acção destes e o Espírito rogue e possa receber a ajuda espiritual.

V - Depois da morte

Após desligar-se do corpo material, o espírito conserva sua individualidade, continua sendo ele mesmo com seus defeitos e virtudes.

Sua situação, feliz ou não, na vida espírita será consequência da sua existência terrena e de suas obras.

Os bons sentem-se felizes e no convívio de amigos;
os maus sofrem a consequência de seus actos;
os medianos experimentam as situações de seu pouco preparo espiritual.

Através do perispírito, conserva a aparência da última encarnação, já que assim se mentaliza.
Mais tarde, se puder e desejar, a modificará.

Depois da fase de transição, poderá estudar, trabalhar e preparar-se para nova existência a fim de continuar evoluindo.

Extraído INFORMATIVO ESPÍRITA A. E. PEDRO APÓSTOLO Fundação em 29/06/1908 SETEMBRO - 1997 ANO 2 Nº 15

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Temor da Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 01, 2012 8:36 pm

As questões 941 e 942 do O Livro dos Espíritos falam sobre a preocupação com morte que invade o íntimo da criatura.

Inclusive os Espíritos colocam na resposta que ela existe porque o homem não acredita no futuro e também a idéia do Céu e um Inferno que os atormenta.

Posteriormente Allan Kardec aprofunda essas respostas na obra O Céu e o Inferno – capítulo 2º da 1ª parte Temor da Morte.

Causas do Temor da Morte

Este temor é um efeito da sabedoria divina e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os viventes.

Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre a vida futura, a vida espiritual, assim é que nos povos primitivos o futuro é uma vaga intuição e esse temor é providencial.

A proporção que o homem compreende melhor a vida futura dá-lhe uma compreensão maior e ele aguarda serenamente esse instante natural para todos nós.

A compreensão errada da vida futura do que o aguarda no mundo espiritual é o que mais o apavora.

Em primeiro lugar a morte é apresentada como castigo, o fim de tudo, o quadro apresentado pelas religiões sobre o Inferno e as Penas Eternas, são realmente difíceis de aceitar, mesmo pelos religiosos.

Quanto ir para o Céu, quase ninguém admite possuir as condições necessárias.

Para aqueles que nada crêem percebem aterrorizados que tudo que constituíram laços de família, sentimentos, afeições, trabalhos ,entes querido desaparecem e isso faz com que o temor da morte aumente com a vinda da velhice.

Porque os Espíritas não temem a Morte

A morte é apenas física, o espírito é imortal.
A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade.

Ergueu-se o véu;
o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática;
não foram os homens que o descobriram por uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que vêm nos relatar e descrever a sua situação.

É a verdadeira vida.
Lá nos reencontramos com parentes e amigos queridos.
Por essa razão os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra.

Aprendemos com essas revelações que o Céu e o Inferno são colocações simbólicas, pois não existe julgamento no mundo espiritual por parte do Pai, mas apenas a nossa própria consciência é que nos fará sentir felizes ou infelizes dependendo das acções cometidas durante a vida terrena.

Kardec teve essas comprovações através da mediunidade;
e vamos encontrar inúmeros exemplos na Segunda parte do livro O Céu e o Inferno.

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CONHEÇA O ESPIRITISMO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 02, 2012 9:14 pm

Talvez você já tenha feito perguntas como estas:

Quem sou eu?
De onde vim ao nascer?
Para onde irei depois da morte, e o que há depois dela?

Por que uns sofrem mais do que outros?
Por que uns têm determinada aptidão e outros não?
Por que alguns nascem ricos e outros pobres?

Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?
Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?
Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?

No entanto, a maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não está interessada nos problemas fundamentais da existência.

Antes se preocupam com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas particulares.

Acham que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” são da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos.

Quando tudo vai bem em suas vidas, elas nem se lembram de Deus e, quando se lembram é apenas para fazer uma oração, ir a um templo, como se tais atitudes fossem simples obrigações das quais todas têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra.

A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais;
no máximo será um desencargo de consciência, para estar com Deus.

Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam firme convicção naquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte.

Quando, porém, tais pessoas surpreendidas por um grande problema, a perda de um ente querido, uma doença incurável, uma queda financeira desastrosa - factos que podem acontecer na vida de todo mundo - não encontram em si mesmas a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo invariavelmente, no desespero.

Onde se encontra a solução?

Há uma doutrina que atende a todos estes questionamentos. É o Espiritismo.

O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma transformação íntima, para melhor.

Mas, o que é o Espiritismo?

O Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, no século passado.

O Espiritismo é ao mesmo tempo filosofia, ciência e religião.

Filosofia, porque dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde eu vim”, “o que faço no mundo”, “para onde irei depois da morte”.

Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é um filosofia.

Ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenómenos mediúnicos, isto é, fenómenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais.

Todos os fenómenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica.
Não existe o sobrenatural no Espiritismo.

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Ave sem Ninho

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 02, 2012 9:15 pm

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Religião, porque tem por objectivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor.

Uma religião simples sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma.
Sem rituais, culto e imagens, velas, vestes especiais, nem manifestações exteriores.

E quais são os fundamentos básicos do Espiritismo?

A existência de Deus, que é o Criador, causa primária de todas as coisas.
A Suprema Inteligência.
É eterno, imutável, imaterial, omnipotente, soberanamente justo e bom.

A imortalidade da alma ou espírito.
O espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços.
Como espíritos já existíamos antes do nascimento e continuaremos a existir depois da morte do corpo.

A reencarnação.
Criado simples e sem nenhum conhecimento, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino.
Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal.

Tem a possibilidade de se desenvolver, evoluir, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos cursos.

Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo e reencarnando, quantas vezes necessárias, para adquirir mais conhecimentos, através das múltiplas experiências de vida.

O progresso adquirido pelo espírito não é somente intelectual, mas, sobretudo, o progresso moral.

Não nos lembramos das existências passadas e nisso também se manifesta a sabedoria de Deus.

Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles actualmente.

Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos que, presentemente, se encontram juntos de nós para a reconciliação.

A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, assim como é, também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.

Pelo mecanismo da reencarnação vemos que Deus não castiga.
Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela lei de “acção e reacção”.

Todavia, nem todas as encarnações se verificam na Terra.
Existem mundos superiores e inferiores ao nosso.
Quando evoluirmos muito, poderemos renascer num planeta de ordem elevada.

O Universo é infinito e “na casa do meu Pai há muitas moradas”, já dizia Jesus.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 02, 2012 9:15 pm

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A comunicabilidade dos espíritos.
Os espíritos são serem humanos desencarnados e continuam sendo como eram quando encarnados:
bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos.

Eles estão por toda parte.
Não estão ociosos.
Pelo contrário, eles têm as suas ocupações.

Através dos denominados médiuns, o espírito pode comunicar-se connosco, se puder e se quiser.

A comunicação se dá de conformidade com o tipo de mediunidade, sendo as mais conhecidas:
pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), pela visão (vidência) e a intuição, da qual todos guardamos experiências pessoais.

Como o Espiritismo interpreta o Céu e o Inferno?

Não há céu nem inferno.
Existem, sim, estados de alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais.
Não existem também anjos ou demónios, mas apenas espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a caminho da perfeição - os bons se tornando melhores e os maus se regenerando.

Deus não se esquece de nenhum de seus filhos, deixando a cada um o mérito das suas obras.
Somente desta forma podemos entender a Suprema Justiça Divina.

Por que o Espiritismo realça a Caridade?

Porque fora dos preceitos da verdadeira caridade, o espírito não poderá atingir a perfeição para a qual foi destinado.
Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e qualquer que seja a forma pela qual adorem o Criador, eles se estendem as mãos, se entendem e se ajudam mutuamente.

Porquê fé raciocinada?

A fé sem raciocínio não passa de uma crendice ou mesmo de uma superstição.
Antes de aceitarmos alguma coisa como verdade, devemos analisá-la bem.

“Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.”
(Allan Kardec)

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 02, 2012 9:16 pm

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E onde podemos encontrar mais esclarecimentos sobre o Espiritismo?

Começando pela leitura dos livros de Allan Kardec.

O Livro dos Espíritos.
O livro básico da Doutrina Espírita.
Contém os princípios do Espiritismo sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida futura e o porvir da humanidade.

O Livro dos Médiuns.
Reúne as explicações sobre todos os géneros de manifestações mediúnicas, os meios de comunicação e relação com os espíritos, a educação da mediunidade e as dificuldades que eventualmente possam surgir na sua prática.

O Evangelho segundo o Espiritismo.
É o livro dedicado à explicação das máximas de Jesus, de acordo com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situações da vida.

O Céu e o Inferno, denominado também “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”.
Oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual.
Coloca ao alcance de todos o conhecimento do mecanismo pelo qual se processo a Justiça Divina.

A Génese.
Destacam-se os temas:
Existência de Deus, origem do bem e do mal, destruição dos seres vivos uns pelos outros, explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, a formação primária dos seres vivos, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria.

Você poderá ler, ainda, os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Franco, Yvonne Pereira e os livros de Leon Denis, Gabriel Delanne e de tantos outros autores, encontrando-se entre eles estudos doutrinários, romances, poesias, histórias e mensagens de alento.

Depois desta simples leitura, você poderá ter dúvidas e perguntas a fazer.
Se tiver, é bom sinal.
Sinal que você está procurando explicações racionais para a vida.

Você as encontrará lendo os livros indicados acima e procurando uma Sociedade Espírita seguramente doutrinária e indiscutivelmente Espírita.

Extraído do livreto “Iniciação ao Conhecimento da Doutrina Espírita”, elaborado pelo Centro Espírita “Caminho de Damasco”

Carmen Lucia

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INTERPRETAÇÕES ESPÍRITAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 03, 2012 10:26 pm

Altamirando Carneiro

Símbolo:
Os Espíritas não adoptam símbolo

O Deus: DEUS.

Interpretação da Morte:
Para os Espíritas a verdadeira vida é a espiritual, morte é uma passagem de uma vida para outra, ou melhor nunca morremos, ou somos espíritos encarnados ou desencarnados.

A morte é o espírito abandonando o corpo e seguindo sua trajectória em busca da perfeição, continuando a estudar, trabalhar e se aperfeiçoando.

Os Espíritas acreditam em reencarnação, é através dela que o espírito progride e somente assim, ficando nesse ciclo de aprendizado, acreditam existirem vários Mundos e este em que vivemos é o das "Expiações e Provas", existem outros inferiores e outros superiores, conforme os espíritos vão evoluindo vão mudando de Mundo sempre no ciclo de vida encarnada e espiritual até atingirem a condição de espírito PURO, que continuará trabalhando na orientação dos que estão numa evolução inferior.

Cremação:
Para os Espíritas o que importa não é o corpo e sim o espírito, portanto a cremação do corpo é perfeitamente aceita, orientam porém, para o desligamento mais tranquilo do espírito do corpo dá-se um prazo de 72hs a contar da morte até a cremação.

Doação de órgãos:
A doação de órgãos é vista como um acto de caridade e portanto incentivada.

Suicídio:
Quando se encarna tem-se uma programação (não se deve confundir programação com destino) de vida, esta não pode ser interrompida e ninguém nasce programado para suicidar-se;
portanto é considerado um acto criminoso contra si.

Autópsia:
Não há nenhuma restrição.

Eutanásia:
Dentro da filosofia que todos nascemos com uma programação de vida, a eutanásia não é aceita.
Ninguém tem a capacidade de saber o momento certo de interromper essa programação (não se deve confundir programação com destino).

Aborto:
Aborto intencional é considerado crime, a não ser por orientação médica para se salvar a vida da mãe.
A programação de vida da mãe já está em curso e é preferível sacrificar a vida que vai nascer pois este espírito terá outras oportunidades para reencarnar.

Exumação:
Não há nenhuma restrição.

Embalsamamento:
Apesar dos espíritas não verem nenhuma justificativa para isso, não há restrições.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 03, 2012 10:26 pm

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Ritual Fúnebre

Falecimento:
Constatado com certeza o óbito, os familiares deverão, munidos dos documentos legais, contactar uma funerária para que solicite imediatamente o caixão, e seu pronto sepultamento.

O corpo é colocado no caixão trajado com roupa (cedida pela família) que mais se caracterizava com o falecido(a).
É costume se retirar os adornos (anéis, relógio, colar, etc.).

O Caixão:
A família, dentro das suas condições financeiras, escolhe.
Nenhuma recomendação ou prática especial é exigida.

Velório:
Os Espíritas velam seus mortos tanto com caixão aberto como fechado, dependendo da vontade da família.

O velório é dirigido ao espírito, onde os presentes permanecem em preces em intenção a Alma criando-se um clima de vibração positiva em favor ao espírito desencarnado.

Chorar questionando-se a justiça da morte, é considerado prejudicial a essa vibração positiva, bem como qualquer pensamento derrotista.

O espírito se liga ao encarnado pelos pensamentos por isso vibrações positivas são benéficas.
Música ambiente durante o velório é permitida, ajudando as vibrações positivas.

Flores são recebidas embora não seja necessárias.
Os Espíritas não adoptam o uso de velas.

Condolências:
As condolências são dirigidas aos enlutados (apesar dos Espíritas não adoptarem o Luto como prática), evitando-se a expressão "Meus Pêsames", e sim "Meus Sentimentos".

Vestimentas:
Os Espíritas não adoptam a cor preta como de luto, é de bom tom que os visitantes estejam trajados com cores sóbrias e principalmente trajados decorosamente, com devido respeito e senso de reverência.

Os Enlutados:
São todos aqueles que se sentirem nessa posição, independente do parentesco com o falecido(a).

Quem Pode ir ao Cemitério:
Todas as pessoas que assim o quiserem.

Enterro:
Os Espíritas procuram enterrar o mais rápido possível, sem restrição de dia da semana ou datas festivas/religiosas, apenas aguardam os trâmites burocráticos.

Cortejo:
Chegando-se ao cemitério o cortejo seguirá directamente para o local do sepultamento que será enterrado sem nenhuma cerimónia litúrgica.

O Luto:
Na comunidade Espírita, não há a prática do Luto.

Após o enterro, os Espíritas não prevêem nenhuma cerimónia, ou seja, missas ou orações em intenção aos mortos, sempre que desejam de acordo com o foro íntimo de cada um, rezam positivamente para pedir boas vibrações para os desencarnados, tampouco está previsto descerramento ou inaugurações de túmulos.

Quanto ao túmulo, os Espíritas não adoptam imagens e este poderá ser feito de acordo com a vontade e posses dos familiares.

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Definições Sobre o Espiritismo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 03, 2012 10:27 pm

1- A mais antiga:
"O Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos. "

L.E - Introdução, ao Estudo da Doutrina Espírita;

2 - Mais amplas:
"- O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.
Como ciência pratica ele consiste nas relações que se estabelecem entre nos e os Espíritos;
como filosofia, compreende sodas as consequências morais, que dimanam dessas mesmas relações.”

- O que é o Espiritismo - Preâmbulo.
"- O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo."
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 1, 5.

3 - Leon Denis:
"- O Espiritismo será o que dele fizerem os homens."

No Invisível, pg. 8 .

"- O evento do Espiritismo é, ninguém se engane, um dos maiores acontecimentos da história do mundo."
Depois da Morte - pg. 176

"- O Espiritismo é, simultaneamente, uma filosofia moral e uma ciência positiva.
Ao mesmo tempo, pode satisfazer ao coração e a razão."

Depois da Morte - pg. 176

4 - Como Ciência:
"- O Espiritismo será cientifico ou não subsistirá."

No Invisível, pg. 21 - Leon Denis .

"- O Espiritismo é a nova Ciência da Alma."
Animismo ou Espiritismo? - pg. 12 - Ernesto Bozzano.

“- O Espiritismo é uma Ciência"
O Fenómeno Espírita, Prefácio - G. Delanne;

"uma Ciência de experimentação;"
-Idem, pg. 245;

" uma Ciência progressiva;"
-Idem, pg. 275;

" a Ciência do futuro. "
A Alma é Imortal, Introdução, pg. 17 - G. Delanne .

5- Arrojadas:
"- O Espiritismo foi, certamente, a mais importante e a mais fecunda descoberta do século XIX.
Chegar a conhecimentos positivos sobre o amanha da morte é revolucionar a Humanidade inteira, dando a moral um a base cientifica, à revelia de qualquer credo dogmático."

A Alma é Imortal, pg. 232 - G. Delanne.

"O Espiritismo não é uma religião, não tem dogmas, nem mistérios, nem ritual."
O Fenómeno Espírita, pg. 245 - G. Delanne.

6 - Concludentes:
"Como se explica que tantos filósofos amigos e modernos, durante tão longo tempo, hajam discutido sobre a ciência psicológica e não tenham chegado ao conhecimento da verdade?""
- Esses homens eram os precursores da Eterna Doutrina Espírita!"

Livro dos Espíritos,

"Por meio do Espiritismo, a Humanidade tem de entrar numa nova fase, a do progresso moral que lhe e consequência inevitável."
Livro dos Espíritos

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PERGUNTAS FREQUENTES

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 04, 2012 9:28 pm

http://www.febnet.org.br/

* O que é o Espiritismo?

É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita:
O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Génese.

“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”
Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)

“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido:
conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra;
atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.”

Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI – 4)

* O que é reencarnação?
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu aprimoramento.
O objectivo da reencarnação é a evolução.

* O que é mediunidade?
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da directriz doutrinária de vida que adoptem.

Mas atenção:
prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.

Portanto, em hipótese alguma o médium poderá cobrar dinheiro, exigir ou aceitar qualquer forma de recompensa (presentes, dádivas, agrados, etc.) por suas actividades mediúnicas.

* O que são os Espíritos?
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação.
Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

Os Espíritos são criados simples e ignorantes.
Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

* O que o Espiritismo informa sobre Jesus?
Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade.
E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objectivo a ser atingido pela Humanidade.

* Onde vivem e o que fazem os Espíritos desencarnados?
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
Eles estudam, trabalham e desenvolvem diversas actividades no mundo espiritual.

* O Espiritismo tem entre seus princípios a crença em Deus?
Sim.
O Espiritismo explica que Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
É eterno, imutável, imaterial, único, omnipotente, soberanamente justo e bom.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 04, 2012 9:30 pm

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O Universo é criação de Deus.
Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor.
Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

* O que diz o Espiritismo sobre Jesus?
Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade.
E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objectivo a ser atingido pela Humanidade.

* O Espiritismo tem, entre seus princípios, a existência de vida em outros mundos?
Sim.
A Doutrina Espírita esclarece que no Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

* Quantos adeptos do Espiritismo há no Brasil?
De acordo com o Censo 2000 (IBGE), há 2,3 milhões de espíritas no Brasil.

* Quantos Centros Espíritas existem no Brasil?
Cadastrados junto à Federação Espírita Brasileira há 10 mil Centros Espíritas.

* Os Espíritos sabem todas as coisas?
Os Espíritos são as almas dos homens que já perderam o corpo físico.

A exemplo do que observamos na Humanidade encarnada, o conhecimento que eles têm é correspondente ao seu grau de adiantamento moral e intelectual.
A morte é uma passagem para a vida espiritual e não dá valores morais ou de inteligência a quem não os tem.

* Os Espíritos podem reencarnar em corpos de animais?
Não.
Os Espíritos evoluem sempre.

Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem.
A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.

* Espiritismo é o mesmo que Umbanda ou Candomblé?
Não.
O Espiritismo é uma doutrina que surgiu na França, em 1857.
Seu fundador foi Allan Kardec.

O Candomblé e a Umbanda são doutrinas espiritualistas de origem africana.

* Todos os Espíritos são iguais?
Não.
Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado:
Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;
Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;
Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 04, 2012 9:31 pm

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* Somente pelo Espiritismo se pode ter contacto com os Espíritos?
Não.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram.
Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.
Os imperfeitos nos induzem ao erro.

* O que é lei de causa e efeito?
É uma lei criada por Deus e que dispõe que o homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas consequências de suas acções.
O que fazemos de mal e de bem retornará para nós nessa mesma vida ou em existência posteriores.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

* O que é a prece, de acordo com o Espiritismo?
A prece é um acto de adoração a Deus.
Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a ideia da existência do Criador.

A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo, é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

* Nas instituições espíritas há algum tipo de pagamento?
Não.
Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho:
“Dai de graça o que de graça recebestes”.

* O Espiritismo revela algo novo?

Sim.
O Espiritismo revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objectivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

* O Espiritismo tem rituais ou sacerdotes?
Não.
A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

O Espiritismo não tem sacerdotes e não adopta e nem usa em suas reuniões e em suas práticas:
altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinogénas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objectos, rituais ou formas de culto exterior.

* O Espiritismo é proselitista? Existem campanhas para que as pessoas se tornem Espíritas.
Não.
O Espiritismo não impõe jamais os seus princípios.
Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.

* Como o Espiritismo se relaciona com as demais religiões?
O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social.

Reconhece que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

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Estudos Espíritas

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 05, 2012 8:42 pm

- Amor -

Joanna de Ângelis (espírito)

Conceito
-
Múltiplas, através dos tempos, hão sido as conceituações do amor.
Variando desde as exaltações grandiloquentes aos excelsos ideais da Humanidade, tem descido aos mais vis estágios da sensualidade desgovernada e criminosa.

Inspirando guerras de religião, como devotamento a Deus, ou levantando Nações contra agressores infelizes, sua mensagem tem transitado das explosões bárbaras às culminâncias da santificação.

Para uns significa o alvo legítimo das nobres emoções do sentimento elevado;
para outros é impulso grotesco da carne, em conúbio com a ambição desatrelada e a posse insaciada.

Empédocles, por exemplo, motivado pela vitalidade poderosa do amor, definiu-o como sendo a "força que preside à ordem no mundo", incidindo, sem dúvida, no conceito de que a Divindade é amor, enquanto a Criação resulta de um acto de amor.

Já Heráclito, desapercebido da transcendência do amor, informava que o amor tem como estímulo os contrastes, sem mais significativas consequências.

Sócrates, na sua doutrina Maiêutica, distinguia-o pela feição divina - aquela que reúne todos e tudo - e pela expressão vulgar - como corrupção, aquela que abastarda os homens e os vence inexoravelmente.

A doutrina hedonista, de Epicuro, não conseguiu situá-lo além das exigências de natureza fisiológica e sensual, animalizando-o apenas.

Zenão tomou-o pelo ideal de beleza, que engendra a força estóica da libertação dos sentidos mais grosseiros, elevando o ser.

Plutarco descobriu-lhe as exteriorizações em forma de paixão arrastadora como de fervor enobrecido.

Os modernos pensadores da linhas utilitaristas, os sensualistas e existencialistas reduzem-no ao apetite sexual, desconcertando o equilíbrio dos centros genésicos, e, estimulados pela ideia da libido freudiana, não fazem honesta distinção entre o factor eminentemente reprodutor no uso do sexo e a perversão do abuso, no prazer anestesiante das imposições grandulares.

Os santos, os heróis da abnegação, os apóstolos da Ciência, da Arte, do Humanismo e da Fé;
no entanto, nele encontraram sempre o élan de enobrecimento e a força superior que os sustentaram nas ingentes batalhas que empreenderam pela beleza, pela vida, pelo progresso, pelo engrandecimento dos homens.

Jesus exalçou-o à maior culminância, leccionando-o pela vivência e assim reformulando os ideais e os conceitos éticos até então vigentes, conclamando a que todos se amassem, mesmo em relação com os inimigos e verdugos, por serem exactamente esses os mais carecentes da força persuasiva e poderosa do amor.

Com a dinâmica do amor, Ele revitalizou as esperanças humanas e inaugurou um reino ideal de paz e fraternidade, que lentamente, vem dominando a Terra, fazendo desde agora antever-se a possibilidade de felizes e prósperos dias para todas as criaturas do futuro.

O amor, sem dúvida, é hábito divino fecundando a vida, pois que, sem o amor, a Criação não existiria.

Nos vórtices centrais do Universo o amor tem carácter preponderante como força de atracção, coesão e repulsão que mantém o equilíbrio geral.

Desenvolvimento
-
Um estudo filosófico do amor apresentando-o sob dois aspectos a considerar:
o que procede das tendências electivas e o das inclinações domésticas.

No primeiro grupo estão as expressões do ideal ou manifestações platónicas, o que dimana da razão, o sensual, o fisiológico...
E no outro, os da consanguinidade, tais:
o amor familial, o conjugal...

O amor por eleição procede das fontes íntimas do sentimento e se expressa na oscilação variável dos impulsos imediatos, desde a brutalidade, em que se exterioriza, animalizado, até às excelentes manifestações do fervor estético e estésico, em que se sublima, nas culminâncias da santidade.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 05, 2012 8:42 pm

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Desse modo, mesmo quando enlouquecido, enseja experiência de aprimoramento, transitando do campo das formas para as rutilâncias da renunciação.

Assim, o egoísmo, que se traduz como amor ao próprio eu, é enfermidade de largo porte, em cujo campo medram problemas e desaires de complexidades diversas.

A ambição resulta do desconcerto do amor, que desvaira.
A calúnia traduz a loucura do amor.
A renúncia representa a sublimação do amor.

A fraternidade exterioriza o amor que se espraia.
A auto-doação manifesta o amor que encontrou Deus e se oferece ao próximo.

Há sempre lugar e oportunidade para o elevado exercício do amor.

Inserto no espírito por herança divina, revela-se a princípio como posse que retém, desejo que domina, necessidade que se impõe, a fim de agigantar-se, logo depois, em libertação do ser amado, compreensão ampliada, abnegação feliz, tudo fazendo por a quem ama, sem imediatismo, nem tormento, nem precipitação.

Sabe esperar, consegue ceder, lobriga entender sempre e sempre desculpar.

O amor é tudo.
Resume-se em amar.

O trânsito das exteriorizações em que se expressa é caminho para as suas próprias culminâncias.

Jesus e Amor
- Quantos O precederam na condição de Seus embaixadores, compreenderam-lhe o impositivo e alguns tentaram vivê-lo.
Muitos que vieram depois, sob Sua inspiração, conseguiram exemplificá-lo.

Foi, porém, Ele quem o atingiu na mais pura exteriorização, fazendo de todas as suas horas, palavras, pensamentos e acções, actos de amor.

Grassando a hediondez da brutalidade, a se traduzir pela violência da força e mediante a vilania da corrupção, Sua vida é uma resposta aos vencedores-vencidos em si mesmos, mantendo inalterada serenidade, com absoluto desinteresse pelas ilusões da transitoriedade física, de tal modo característica e real que reformulou o código vigente e reestruturou o pensamento dos dias porvindouros.

Amou os não amados sem se preocupar com os perseguidores dos fracos, fracos que também são em si mesmos.

Amou os vencidos sem recear os seus escravizadores, a seu turno escravos de outros senhores, que podem ser:
paixões, posições ou engodos.

E quando instalou o primado do amor na Terra, deixou-se crucificar para adubar o solo das almas com o seu sacrifício, como a dizer que no amor se encontram o princípio e o fim de tudo e de todas as criaturas.

Estudo e Meditação:
- "O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito.

Tal o sentido destas palavras de Jesus:
Amai-vos uns aos outros como irmãos.
(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 886)

"O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.
É facto, que já haveis podido comprovar muitas vezes, este:
o homem, por mais abjecto, vil e criminoso, que seja, vota a um ente ou a um objecto qualquer viva e ardente afeição, à prova de tudo quanto tendesse a diminuí-la e que alcança, não raro, sublimes proporções."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XI, item 9.)

Texto extraído do livro Estudos Espíritas, de Divaldo Pereira Franco pelo espírito de Joanna de Ângelis.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 06, 2012 9:29 pm

- Deus -

Joanna de Ângelis (espírito)

Conceito
- Toda e qualquer tentativa para elucidar a magna questão da Divindade redunda sempre inócua, senão infrutífera, traduzindo esse desejo a vã presunção humana, na incessante faina de tudo definir e entender.

Acostumado ao imediatismo da vida física e suas manifestações, o homem ambiciona tudo submeter ao capricho da sua lógica débil, para reduzir à sua ínfima capacidade intelectual a estrutura causal do Universo, bem assim as fontes originárias do Criador.

Desde tempos imemoriais, a interpretação da Divindade tem recebido os mais preciosos investimentos intelectivos que se possam imaginar.

Originariamente confundido com a Sua Obra, mereceu temido pelos povos primitivos que legaram às Culturas posteriores a sedimentação supersticiosa das crendices em que fundamentavam o seu tributo de adoração, transitando mais tarde para a humanização da Divindade mesma, eivada pelos sentimentos e paixões transferidos da própria mesquinhez do homem.

À medida, porém, que os conceitos éticos e filosóficos evoluíram, a compreensão da sua natureza igualmente experimentou consideráveis alterações.

Desde a manifestação feroz à dimensão transcendental, o conceito do Ser Supremo recebeu de pensadores e escolas de pensamento as mais diversas proposições, justificando ou negando-Lhe a realidade.

Insuficientes todos os arremedos filosóficos e culturais, quanto científicos, posteriormente, para uma perfeita elucidação do tema, concluiu-se pela legitimidade da Sua existência, graças a quatro grupos de considerações, capazes de demonstrá-Lo de forma irretorquível e definitiva, a saber:

a) cosmológicas, que O explicam como a Causa Única da sua própria causalidade, portanto real, sendo necessariamente possuidor das condições essenciais para preexistir antes da Criação e sobre-existir ao sem-fim dos tempos e do Universo;

b) ontológicas, que O apresentam perfeito em todos os Seus atributos e na própria essência, explicando, por isso mesmo, a Sua existência, que não sendo real, não justificaria sequer a hipótese do conceito, deixando, então, de ser perfeito.

Procedem tais argumentações desde Santo Anselmo, dos primeiros a formulá-las, enquanto que as de ordem cosmológica foram aplicadas inicialmente por Aristóteles, que O considerava o "Primeiro motor, o motor não movido, o Acto puro", consideração posteriormente reformulada por Santo Tomás de Aquino, que nela fundamentou a quase totalidade da Teologia Católica;

c) teleológicas, mediante as quais o pensamento humano, penetrando na estrutura e ordem do Universo, não encontra outra resposta além daquela que procede da existência de um Criador.
Ante a harmonia cósmica e a beleza, quanto à grandeza matemática e estrutural das galáxias e da vida, uma resultante única surge:
tal efeito procede de uma Causa perfeita e harmónica, sábia e infinita;

d) morais, defendidas por Emmanuel Kant, inimigo acérrimo das demais, que, no entanto, eram apoiadas por Spinoza, Bossuet, Descartes e outros génios da fé e da razão.

Deus está presente no homem, mediante a sua responsabilidade moral e a sua própria liberdade, que lhe conferem títulos positivos e negativos, conforme o uso que delas faça, do que decorrem as linhas mestras do dever e da autoridade.

Essa presença na inteligência humana, intuitiva, persistente, universal, faz que todos os homens de responsabilidade moral sejam conscientemente responsáveis, atestando, assim, inequivocamente, a realidade de um Legislador Absoluto, Suprema Razão da Vida.

Olhai o firmamento e vede a Obra das Suas mãos, proclama o Salmista Davi, no Canto 19, verso primeiro, conduzindo a mente humana à interpretação teleológica, cosmológica e cosmogônica, para entender Deus.

Examina a estrutura de uma molécula e o seu finalismo, especialmente diante do ADN, do ARN de recente investigação pela Ciência, que somente a pouco e pouco penetra na essência constitutiva da forma, na vida animal, e a própria indagação responde silogisticamente de maneira a conduzir o inquiridor à causa essencial de tudo: Deus!

Outros grupos de estudiosos classificam os múltiplos argumentos em ordens diferentes:
metafísicos, morais, históricos e físicos, abrangendo toda a gama do existente e do concebível.

Desenvolvimento
- Diversas escolas filosóficas do século passado desejaram padronizar as determinações divinas e a própria Divindade em linha de fácil assimilação, na pretensão de limitarem o Ilimitado.

Outras correntes de pesquisadores aferrados a cruento materialismo, na condição de herdeiros directos do Atomismo greco-romano, do pretérito, descendentes, a seu turno, de Lord Bacon, como dos sensualistas e cépticos dos séculos XVIII e XIX, zombando da fé ingénua e primitiva, escravizada nos dogmas ultramontanos dos religiosos do passado, tentaram aniquilar histórica e emocionalmente a existência de Deus, por incompatível com a razão, conforme apregoavam, mediante sistemas sofistas e conclusões científicas apressadas, como se a própria razão não fosse perfeitamente confluente com o sentimento de fé, inato em todo homem, como o demonstram os multifários períodos da História.

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Re: Allan Kardec e sua missão

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 06, 2012 9:31 pm

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Sócrates já nominava Deus como "A Razão Perfeita", enquanto Platão O designava por "Ideia do Bem".

O neoplatonismo, com Plotino, propôs o renascimento do Panteísmo, fazendo "Deus, o Uno Supremo", que reviverá em Spinoza, não obstante algumas discussões na forma de Monismo, que supera na época o Dualismo cartesiano.

O monismo recebe entusiástico apoio de Fichte, Hegel, Schelling e outros, enquanto larga faixa de pensadores e místicos religiosos empenhava-se na sobrevivência do Dualismo.

Mais de uma vez alardeou-se que "Deus havia morrido", proclamando-se a desnecessidade da fé como da Sua paternidade, para, imediatamente, reiteradas vezes, com a mesma precipitação, voltarem esses negadores a aceitar a Sua realidade.

A personagem concebida por Nietzche, que sai à rua difundindo haver "matado Deus", chamando a atenção dos passantes, após o primeiro choque produzido nos círculos literários e intelectuais do mundo, no passado, estimulou outras mentes à negação sistemática, Fenómeno idêntico acontecera no século anterior, quando os convencionais franceses, supondo destruir Deus, expulsaram os religiosos de Paris e posteriormente de todo o país, entronizando a jovem Candeille, atormentada bailarina do Ópera, como a Deusa Razão, que deveria dirigir os destinos do pensamento intelectual de então, ante Robespierre e outros, em Notre-Dame.

Logo, porém, depois de múltiplas vicissitudes, o curto período da Razão fez que Deus retornasse à França, e muitos dos seus opositores a Ele se renderam, declarando haver voltado ao Seu regaço, cabisbaixos, arrependidos, melancólicos.

Deus vencia, mais uma vez, a prosápia utopista da ignorância humana!

Repetida a experiência no último quartel do "século das luzes", tornou a ser exilado da Filosofia e da Ciência por uns e reconduzido galhardamente por outros expoentes culturais da Humanidade.

Novamente, ante o passo avançado da tecnologia moderna, através da multiplicidade das ciências actuais, pretende-se um Cristianismo sem Deus, uma Teologia não teísta, fundamentada em cogitações apressadas, que pretendem levar o homem à "busca das suas origens", como desejando reconduzi-lo à furna, em vez de situá-lo em a Natureza, mantê-lo selvagem por incapacidade de fazê-lo sublime.

Tal fenómeno reflecte a apressada decadência histórica e moral das velhas Instituições, na Terra de hoje, inaugurando uma Nova Era...

As construções sociais e económicas em falência, as arquitecturas religiosas em soçobro, as aferições dos valores psicológicos e psicotécnicos negativamente surpreendentes, o descrédito inspirado pelos dominadores, em si mesmos dominados, pelos vencedores lamentavelmente vencidos pela inferioridade das paixões em que se consomem, precipitaram o agoniado espírito humano na "busca do nada", das formas primeiras, rompendo com tudo, como se fora possível abandonar a herança divina inata indistintamente em todas as criaturas, para tentar esquecer, apagar e confundir a inteligência com os impulsos dos instintos, num contumaz e malsinado esforço de contraditório retorno às experiências primitivistas da forma, quando ainda nas fases longevas de formações e reformações biodinâmicas...

Concomitantemente, porém, surgem figurações morais, espirituais, mística e científicas, sofrendo os embates que a dúvida e o cepticismo impõem, resistindo, todavia, estoicamente, na afirmação da existência de Deus, apoiadas pela Filosofia e Ética espíritas, que são as novas matrizes da Religião do Amor, pregada e vivida por Nosso Senhor Jesus-Cristo.

Conclusão
- "Deus é Amor",
afirmava João.
"Meu Pai", dizia reiteradamente Jesus, conceituando-O da forma mais vigorosa e perfeita que se possa imaginar.

E Allan Kardec, mergulhando as nobres inquirições filosóficas nas fontes sublimes da Espiritualidade Superior, recolheu através dos Imortais que "Deus é a Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas", em admirável síntese, das mais felizes, completando a argumentação com a asserção de que o homem deve estudar "as próprias imperfeições a fim de libertar-se delas, o que será mais útil do que pretender penetrar no que é impenetrável", concordante com o ensino do Cristo, em João:
"Deus é Espírito, e importa que os que O adoram, O adorem em espírito e verdade."

Estudo e meditação:
"Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?"
"Num axioma que aplicais às vossas ciências.
Não há efeito sem causa.
Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá."

Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação.
O universo existe, logo tem uma causa.
Duvidar da existência é negar que todo efeito tem uma causa a avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.
(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 4.)

"A existência de Deus é, pois, uma realidade comprovada não só pela revelação, como pela evidência material dos factos.
Os povos selvagens nenhuma revelação tiveram;
entretanto, crêem instintivamente na existência de um poder sobre-humano.

Eles vêm coisas que estão acima das possibilidades do homem e deduzem que essas coisas provêm de um ente superior à Humanidade.
Não demonstram raciocinar com mais lógica do que os que pretendem que tais coisas se fizeram a si mesmas?"
(A Génese, Allan Kardec, cap. II, item 7.)

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Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 07, 2012 8:54 pm

- Família -

Joanna de Ângelis (espírito)

Conceito
- Agrupamento de raça, de caracteres e géneros semelhantes, resultado de agregações afins, a família, genericamente, representa o clã social ou de sintonia por identidade que reúne espécimes dentro da mesma classificação.

Juridicamente, porém, a família se deriva da união de dois seres que se elegem para uma vida em comum, através de um contrato, dando origem à genitura da mesma espécie.

Pequena república fundamental para o equilíbrio da grande república humana representada pela nação.

A família tem suas próprias leis, que consubstanciam as regras de bom comportamento dentro do impositivo do respeito ético, recíproco entre os seus membros, favorável à perfeita harmonia que deve vigir sob o mesmo tecto em que se consorciam.

Animal social, naturalmente monogâmico, o homem, na sua generalidade, somente se realiza quando comparte necessidades e aspirações na conjuntura elevada do lar.

O lar, no entanto, não pode ser configurado como a edificação material, capaz de oferecer segurança e paz aos que aí se resguardam.

A casa são a argamassa, os tijolos, a cobertura, os alicerces e os móveis, enquanto o lar são a renúncia e a dedicação, o silêncio e o zelo que se permitem aqueles que se vinculam pela eleição afectiva ou através do impositivo consanguíneo, decorrente da união.

A família, em razão disso, é o grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças à contingência reencarnatória.

Assim, famílias espirituais frequentemente se reúnem na Terra em domicílios físicos diferentes, para as realizações nobilitantes com que sempre se viram a braços os construtores do Mundo.

Retornam ao mesmo grupo consanguíneo os espíritos afins, a cuja oportunidade às vezes preferem renunciar, de modo a concederem aos desafectos e rebeldes do passado o ensejo da necessária evolução, da qual fruirão após as renúncias às demoradas uniões do Mundo Espiritual...

Modernamente, ante a precipitação dos conceitos que generalizam na vulgaridade os valores éticos, tem-se a impressão de que paira rude ameaça sobre a estabilidade da família.

Mais do que nunca, porém, o conjunto doméstico se deve impor para a sobrevivência a benefício da soberania da própria Humanidade.

A família é mais do que o resultante genético...

São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas e árduas tarefas, os sofrimentos e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.

Quando a família periclita, por esta ou aquela razão, sem dúvida a sociedade está a um passo do malogro...

Histórico
- Graças ao instinto gregatório, o homem, por exigência da preservação da vida, viu-se conduzido à necessidade da cooperação recíproca, a fim de sobreviver em face das ásperas circunstâncias nos lugares onde foi colocado para evoluir.

A união nas necessidades inspirou as soluções para os múltiplos problemas decorrentes do aparente desaparelhamento que o fazia sofrer ao lutar contra os múltiplos factores negativos que havia por bem superar.

Formando os primitivos agrupamentos em semi-barbárie, nasceram os pródromos das eleições afectivas, da defesa dos dependentes e submissos, surgindo os lampejos da aglutinação familial.

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