Estudo Dinâmico do Evangelho

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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 26, 2012 8:47 pm

Estranhamente, citaram, também, João O Baptista, pois eram contemporâneos.

Jesus indaga directamente os discípulos:
- e vós, que dizeis que sou?

Pedro adianta-se aos demais e responde que ele é o Cristo (Messias).
Jesus elogia Pedro, chama-o de bem-aventurado, por que não foi a carne e o sangue que te revelou, mas meu Pai, que está nos céus.

Depois Jesus afirma que fundará a sua igreja sobre os ombros de pedra.
Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.

A seguir as palavras:
- Tudo que ligares sobre a Terra será ligado no céu.
A igreja Católica Apostólica Romana aproveitou essas palavras para criar alguns dogmas.

Vamos examinar Pastorino e depois Rohden.

Pastorino levanta a suspeita de interpolação (acréscimo) porque a igreja criou as prerrogativas dos sacerdotes de perdoar pecados ou condenar e também a instituição do papado.

Para a Igreja Jesus deu investidura a Pedro, que por herança passou a seus sucessores.

Essa posição foi veementemente combatida e foi imposta pela força das armas dos Imperadores Romanos, que no ano 369 estabeleceu Dâmaso, Bispo de Roma, como juiz e soberano de todos os bispos.

Pastorino faz uma longa exposição sobre a palavra "ekklesia", comumente traduzida por igreja, e apresenta mais de uma dezena de significados possíveis, inclusive "aprisco", porém, opta pela palavra "comunidade", já que o Mestre pregava em praça pública, nas praias, montes ou nas casas de amigos.

Diz ele que em hipótese alguma a palavra grega ekklesia pode corresponder ao que se conhece hoje por igreja.

Quanto ao Hades, em hebraico, Sheol, designava a habitação dos desencarnados, astral inferior, (umbral).

Os latinos chamavam de "lugares baixos", ínferus, mas que nada tem a ver com o actual sentido de inferno.

Ilustra o autor com uma passagem de Vergalho (Eneidas 6-106) onde o poeta conta que Enéas penetrou as "portas do Hades" inferni janua, encontrando ali os romanos mortos que aguardavam a reencarnação.

As chaves representam autoridade e já aparece no Velho Testamento (Isaias 22:22) e também Apocalipse 3:7 – refere-se a quem possui a chave – o que abrir fica aberto – o que fechar fica fechado.

Pastorino não aceita a tradução comum – "o que ligares ou o que desligares", mas sim, abrir e fechar.

Pastorino recorre a Clemente Romano, bispo entre 100 e 130, em Roma, que diz que tendo Jesus dado as chaves do Reino dos Céus a Pedro, e disse:
- "o que abrires fica aberto; o que fechares fica fechado"..
Ligar e desligar, diz Pastorino, refere-se mais ao perdão.

Quando perdoamos, desligamos, quando não perdoamos mantemos os laços de ódio, vingança, rancor com os adversários.
Desliga-se perdoando.

Desligar
(perdoar), na Terra, à caminho com o adversário, será ratificado no mundo espiritual.

Carlos Torres Pastorino afirma que houve transferência do versículo 18 do Capítulo 18 para o versículo 18 do capítulo 16, de Mateus, já que Marcos e Lucas não fazem tal citação.

Marcos, possivelmente sobrinho de Pedro, mas certamente seu tradutor nas pregações, já que Pedro só falava o aramaico, ouviu os ensinamentos de Jesus da boca do apóstolo, se essas palavras tivessem sido pronunciadas por Jesus, em relação a Pedro, certamente Marcos saberia.

OBS. Não é admirar essa observação de Pastorino, porque encontramos num opúsculo de Pinheiro Martins, algumas transposição de textos.

O autor conta que uma criteriosa tradução da Bíblia para o inglês — a New English Bible — feita por homens especialista no assunto, informam que encontraram 30 mil erros de tradução e mais de 2000 interpolações (Interpolação significa, alteração feita no texto, colocando-se neles palavras ou frases que antes não existiam)
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 26, 2012 8:48 pm

Em 1956, veio a público por intermédio do Prof. Victor Martin, da Universidade de Genebra, a descoberta de um texto de João em melhor estado (antes havia sido descobertos fragmentos de papiro de textos de João, descobertos no Egipto), proveniente também do Egipto e em grego.

Dos textos do Evangelho de João, em bom estado, é o mais antigo:
data cerca de 150 anos depois de Cristo e é conhecido pelo código "P 66".

Pois bem, esse exemplar mais antigo do Evangelho de João ignora totalmente passagens famosas que foram incluídas no texto posteriormente.

Exemplo disto é o fim do versículo 3 e todo versículo 4 do capítulo 5 - do Evangelho de João.

Essas frases foram colocadas posteriormente no texto original como uma glosa visando apenas explicar porque nos pórticos do tanque de Betesda havia tantos enfermos, cegos, coxos e paralíticos.

Outra passagem que não existia em João é a narração da multiplicação dos pães e dos peixes, seguida pelo do milagre de Jesus andando sobre as águas do mar da Galileia.

Os versículos 11 a 35 do capítulo 6 que contem essas narrativas nas Bíblias actuais, simplesmente não existe no "P 66".

Também a bela passagem sobre a mulher adúltera, que Jesus livrou de ser apedrejada, não existiria no texto original.

Os 11 versículos que contém essa narrativa (Jo. 8:1-11) faltam em muitos manuscritos gregos antigos.

E finalmente, todo o capítulo 21 foi acrescentado no Evangelho de João — originalmente ele terminava no versículo 31 do capítulo 20.

Leon Denis comenta em Cristianismo e Espiritismo:
- Se reconhecermos que foi acrescentado um capítulo inteiro a esse evangelho, seremos levados a concluir que numerosas interpolações poderiam ter sido feitas igualmente.

De facto é o que se verifica.

O evangelho de Marcos também recebeu interpolações.
Basta observar as duas cópias mais antigas que possuímos do evangelho de S. Marcos, terminam com o versículo 8 do capítulo 16.

Os últimos 12 com o relato da ressurreição e da subida ao céu, de Jesus, foram acrescentados mais tarde.

Além disso há vários versículos interpolados pois faltam em manuscritos gregos.

Outra interpolação famosa é o acrescentamento do adjectivo sanctus em spiritus pela vulgata latina.

Além do sanctus foi colocado um artigo definido (o espírito santo) onde deveria ser (um espírito santo).

Huberto Rohden procura demonstrar que a Igreja Católica Apostólica Romana tinha interesse em utilizar as palavras de Jesus para reforçar a sua autoridade, principalmente quando quis centralizar o poder nas mãos do Bispo romano.

Com a queda do Império Romano as figuras de Papa e Imperador se confundiram numa só.

Rohden, como Pastorino, afirmam que não foi Pedro, homem de carne e osso, que sabia ser Jesus, o Cristo de Deus, mas a sua essência espiritual, o seu Cristo interior, a divindade do Pai que habitava nele como habita em todas as criaturas.

O que sabia era a sua intuição superior.


Acrescentamos nós:
- sabia pela sua mediunidade.

Rohden explica que a rocha da igreja é o Cristo e nenhum outro fundamento.
Esta foi também a opinião de Paulo e de vários Pais da igreja.

Sobre o perdoar e não perdoar, ou ligar e desligar, Rohden é de opinião que nem o texto grego do 1º século, nem o latino dos séculos seguintes, fala em perdoar.

O grego usa o vocábulo "aphíemí", que quer dizer, desligar, soltar, libertar.
O interessante é que Rohden coloca sobre a palavra perdoar (latim – perdonare), é composto de per e + donare = a doar.
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 27, 2012 8:16 pm

O mesmo significado tem a palavra em inglês e em alemão.
Inglês – forgive. For + Give = dar - Alemão Vergeben. Ver + geben = dar.

Rodhen ensina que quando o ofendido não se dá por ofendido, desliga-se do ofensor.

Pessoalmente, resumimos assim:
a igreja Católica usou as palavras de Jesus e adaptou-as para reforçar a sua autoridade.

Na nossa opinião Jesus não fundou nenhuma igreja, mas baseou a sua doutrina na Revelação = mediunidade, e esta igreja está no íntimo, no coração de cada cristão verdadeiro.

Entendam que a nossa afirmação está no campo do simbolismo, porque Jesus não autorizou nem o Templo de Salomão, nem o dos samaritanos, no Monte Garizin.

Concordamos com Pastorino sobre o deslocamento do versículo 18 do capítulo 18 de Mateus, para o capítulo 16: 19 do mesmo autor.

Obs. Cap. 18:18 – [i]Em verdade vos digo que tudo que ligardes na terra, será ligado no céu e tudo que desligardes na terra será desligado no céu.

Cap. 16:19 - e eu te darei as chaves do Reino dos Céus e tudo o que ligares na terra será ligados no céu, e tudo que desligares na terra será desligado no céu.

Ao perdoar, o ofendido desliga-se do ofensor, mas este continua ligado à ofensa até resgatá-la.

O acontecimento que se deu na sequência, demonstrou que os ombros de Pedro eram muito frágeis para suportar o peso da igreja do Cristo, porque, ao tentar dissuadir o Mestre de ir a Jerusalém e ser preso e executado (sacrifício espontâneo), Jesus manda que Satanaz (adversário) se retire para a retaguarda.

Templos, não importa que seja catedral ou capela ou centros espíritas, é local de reunião para homens místicos, que vive a horizontalidade.

O coração, o sentimento, a mente superior é o verdadeiro templo para o homem que vive a verticalidade.
O universo é o verdadeiro Templo para o homem cósmico.

Consideremos, porém, que Jesus frequentava o Templo de Jerusalém e as Sinagogas nas cidades por onde passava, obedecendo os preceitos do Judaísmo, portanto, é natural que frequentemos centros espíritas, participando das suas actividade, contudo, que desenvolvamos cada vez mais a nossa união interior com Deus.

Mateus 16:24-28 - Marcos 8:34-38 e Lucas 9:23-27 abordam a passagem que em que Jesus disse, que quem quiser segui-lo que tome a sua própria cruz e siga-o.

A passagem é um pouco complicada.
Jesus afirma que voltará em toda a sua glória, para recompensar os seus seguidores.

Diz, mesmo, que alguns dos seus ouvintes não experimentará a morte até que ele retorne.

Estas palavras deu aos seguidores de Jesus a ideia que ele voltaria em pessoa, muito breve, mas sobretudo que voltaria pessoalmente.

Outra dificuldade é o "não experimentar a morte".

Se aceitarmos que Jesus falava ao espírito, e não ao corpo, temos que convir que o espírito é imortal mesmo sem essa promessa.

Quanto ao corpo, todos que ouviram aquelas palavras morreram, até o discípulo amado, João.

Tomar a cruz já era um simbolismo conhecido, pois era o castigo dos romanos aos criminosos, e os romanos aplicava este suplício largamente, na Palestina.

O condenado carregava a sua cruz, ou a parte superior, horizontal, da cruz, até o local da execução.

Além disso, como já vimos anteriormente, a cruz era o símbolo da iniciação de povos antigos, inclusive essénios.

Aprendamos que discípulo é aquele que palmilha o caminho trilhado pelo Mestre, e não aqueles que apenas aprendem os seus ensinamentos.

É preciso viver os ensinos, senti-los, saboreá-los.

Ser aluno é diferente de ser discípulo.
Para ser discípulo e seguir um Mestre é preciso querer.

Não pode ser por dever
(imposição), mas, pelo querer, (aceitação).
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 27, 2012 8:17 pm

Quem vive apenas para as coisas do mundo perde o sabor das coisas espirituais.
Prejudica a sua alma (mente, inteligência, vontade).

Huberto Rohden, no livro Filosofia Cósmica do Evangelho, tece um bonito comentário, sobre "quem perder a sua vida, ganhá-la-á", do qual, discordamos apenas da parte em que ele diz que o ego humano;
só pode ser imortalizado pelo eu divino.

Porém, ele é muito feliz quando diz que o sofrimento redentor, é o voluntariamente aceito.

Entendemos nós, que ele não é buscado, procurado, mas aceito, concordado.

Afirma Rohden que não se redimem, nem os revoltados, nem os que se resignam passivamente ao sofrimento.

Diz ele, que não é o sofrimento em si que redime e espiritualiza o homem, mas sim, a atitude positiva, afirmativa, que o homem assume em face do sofrimento.

Mateus 17:1-9 - Marcos 9:2-8 e Lucas 9:-28-36 narram a transfiguração de Jesus.

O lado objectivo da passagem é fácil de ser entendido:
- Jesus subiu a um monte, o Tabor possivelmente, levando consigo Pedro, Tiago e João (possivelmente por serem os melhores médiuns) e ali se transfigurou, e Moisés (Moisés viveu 1500 anos a. C.) e Elias (Elias viveu 900 anos a. C.) se materializaram e conversaram com Jesus.

O que aconteceu foi uma Sessão mediúnica de efeitos físicos, ou materialização.

Os médiuns foram os três discípulos e os acontecimentos foram muito parecidas com as sessões mediúnicas já citadas.

Os três discípulos dormiram oprimidos de sono (os médiuns de efeitos físicos entram em profundo transe sonambúlico), mas estavam desdobrados espiritualmente e consciente, assistiram a tudo em detalhes.

Uma nuvem os envolveu.
(o ectoplasma pode ter a forma de um cordão de algodão, ou nevoeiro, neblina)

Qual a razão de Moisés e Elias se apresentarem para conversar com Jesus?

Del Chiaro em artigo que intitulou, A Síntese de Três Eras, afirma que Moisés estava presente para, com aquela manifestação mediúnica, retirar o selo que colocou na boca dos mortos, quando proibiu essas manifestações, castigando com a morte, quem desobedecesse.

Como morto ilustre, vinha mostrar que os túmulos estão vazios.
Elias, foi no passado um profeta vigoroso, popular e estava ali representando o futuro, com o advento da Doutrina Espírita.

Mas, porque ele não se apresentou como João, O Baptista, que havia sido degolado há pouco tempo?

Sabemos que o espírito desencarnado podem dar ao seu perispírito a aparência que preferir.

Ora, os discípulos eram homens simples, sem muita coragem, pois é fácil lembrar como se desesperaram quando viram Jesus andando sobre as águas e pensaram que fosse um fantasma.

Talvez, a figura de João pudesse apavorá-los.
Jesus representava ali, o eterno presente.

Como a interpretação esotérica de Pastorino é um pouco complicada, vamos ficar com a de Del Chiaro:
- Subimos, elevamo-nos em vibrações quando abandonamos, por instantes, as preocupações do mundo.

Este subir desperta nossa luz ou potencialidades, e por momentos somos integrados ao universo e podemos entrar em comunhão com espíritos superiores, que vela, de longe, pelo nosso progresso.

Porém, por mais sublimes que sejam esses momentos, temos que descer para a planície e viver a vida comum das pessoas, mas incomum para nós, graças ao aprendizado, ao conhecimento.

Em Mateus 17:10-13 e Marcos 9:10-13 relatam a conversa de Jesus com os discípulos quando estes perguntaram sobre a vinda de Elias antes do advento do Messias.

Jesus dá, mais uma vez, testemunho da reencarnação, dizendo que Elias já veio, e não foi reconhecido.
Os discípulos entenderam que ele falava de João, o Baptista.
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 27, 2012 8:17 pm

Lucas 10:1-16 relata que Jesus reuniu 72 discípulos e enviou-os em duplas, às localidades que ele deveria visitar para anunciar que o Reino dos Céus está próximo.

É neste passo do Evangelho que Jesus fala da grandeza da seara e o pequeno número de trabalhadores.

Na verdade, até hoje os trabalhadores são poucos, porque não muitos os que compreendem a essência do Cristianismo, e os encargos da função de trabalhadores da seara.

Pastorino cita vários documentos históricos que se contradizem no número de novos apóstolos enviados por Jesus.

Alguns dizem 70 e outros 72, eles foram enviados aos pares, como já havia acontecido com os 12.

Jesus aconselha e determina que não levem bolsa, nem alforges.
O que seria impossível nos tempos actuais, porque os costumes mudaram.

Na sua conversa com os emissários, Jesus faz comparações entre Corazin e Betsaida — Tiro e Sidon, e também Cafarnaum e Sodoma.

Jesus afirma que se o que ocorreu em Corazin e Betsaida (as maravilhas que ele realizou) tivesse ocorrido em Tiro e Sidon, aquelas cidades teriam se convertido.
(é preciso saber que Tiro e Sidon eram cidades pagãs).

Cafarnaum foi a cidade em que Jesus fixou residência ao sair de Nazaré.

Sodoma, juntamente com Gomorra, foram as cidades destruídas por Jeová, devido a depravação dos seus habitantes.
(segundo a Bíblia)

Na explicação oculta da passagem, Pastorino revela o significado dos nomes das cidades mencionadas pelo Mestre:
- Corazin significa O Segredo.
Betsaida – Casa dos Frutos.

Diz Pastorino que os discípulos procuravam os frutos em segredo (iniciação interna).
Tiro
significa Força.

Sidon = Caçada, e propõem se Jesus chegou a pensar, se não teria maior êxito se lançasse a humanidade numa caçada à Força.

Ou ainda se em vez de Cafarnaum (cidade do Consolador), ele agisse em Sodoma = aridez, isto é, com dureza, se os resultados não seriam melhores.

Outra curiosidade é que Pastorino faz interessantes cálculos matemáticos, dizendo que cada discípulo de Jesus deveria conquistar mais 12, capazes de entender a mensagem do Cristo.

Ele baseia-se em Paulo, que disse que os discípulos eram os 72, mais 432 = 504 (Corinthios 15:5-6.) Jesus apareceu aos 12 e depois a mais de 500 irmãos de uma só vez.

Afirma Pastorino que quando Jesus desencarnou, deixou 516 discípulos, já iniciados e prontos para o trabalho de divulgação do Evangelho.

Afirma ele que se a humanidade estivesse preparada, em poucos anos a Terra estaria transformada.

Sendo que cada discípulo, enviado em dupla deveria conquistar mais 12 – na 12ª vez em que as duplas fossem enviadas atingiria 4 biliões 533 milhões 564 mil 672 irmãos.
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 28, 2012 9:45 pm

Capítulo XV

* O Bom Samaritano

* Marta e Maria

A Parábola do Bom Samaritano é privativa de Lucas, que narra no capítulo 10:25-37, é de uma beleza ímpar.

A Parábola é simples e incisiva.
Vejamos o que podemos entender da sua parte oculta.

Primeiro, vejamos a explicação de Pastorino sobre os doutores da lei e os escribas:
- eram excelentes discutidores, pois conheciam profundamente as escrituras.

Costumavam fazer perguntas para embaraçar os interlocutores, e esta foi a técnica empregada pelo doutor da lei
(legalista), tentando confundir Jesus.

Este, muito sábio, devolve a pergunta de forma directa.

Vejamos:
– Mestre, o que farei para herdar a vida eterna (imanente)?
– Na lei, como está escrito? Como lês? – pergunta Jesus.

Após a citação da lei pelo Doutor, Jesus enfatiza:
– Faz isto e viverá.

Mas o Doutor da Lei não se dá por vencido.
Não podia, Era muita humilhação.

Ele era um Doutor e Jesus um carpinteiro, por isso ele dispara:
– Quem é o meu próximo?

A pergunta tinha razão de ser, porque os judeus consideravam seus próximos, os pais, os filhos, os parentes, os da mesma religião, os da mesma raça, nesta ordem.

Os pagãos, os samaritanos não eram próximos, mas adversários.
Diante desta nova pergunta, Jesus contou a parábola.

Contudo, é bom ressaltar que Jerusalém está a 800 metros acima do nível do mar.
Jericó, 250 metros abaixo.

Jerusalém era a capital religiosa (espiritual), Jericó a capital comercial.
(interesses materiais).

Podemos deduzir facilmente que subir a Jerusalém é elevar as vibrações.
Descer a Jericó é abaixar as vibrações,

Terminada a parábola, é Jesus que profliga:
– Qual dos três foi o próximo daquele homem?

O Doutor da lei, para não capitular inteiramente, respondeu de forma indirecta:
– O que usou de misericórdia para com ele.
Jesus arrematou:
– Vai também tu e faz o mesmo.

Pastorino dá uma bela explicação dizendo que aqueles assaltados pelas paixões violentas, vícios (salteadores) que lhe roubaram as qualidades positivas (saúde) e o deixaram intranquilo, desesperançado (caído – chagado) – não são as religiões organizadas (sacerdotes), nem os companheiros de jornada (levitas) que poderão ajudá-lo devidamente, porque, também estão adormecidos.

Só alguém que já despertou para a vida maior do espírito (alma vigilante — samaritano), é capaz de prestar-lhe socorro eficiente.
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 28, 2012 9:47 pm

Ele derramará sobre as suas feridas o óleo (bálsamo) do conforto e consolação, e o vinho (explicações espirituais) e levá-lo-á à meditação ao lado de um mestre (hospedeiro) para libertar-se dos efeitos nocivos dos vícios.

Aprenderá a evitar os perigosos caminhos do mundo, infestado de gozos e paixões brutais.
(ladrões e salteadores).

Outra passagem muito bonita, que é, também, privativa de Lucas, Capítulo 10:38-42 é a visita de Jesus a Betânia, para visitar Marta e Maria, irmãs de Lázaro, que mais tarde ele despertaria de um sono cataléptico.

O ensinamento é bem claro, e a dicotomia, interesses materiais X interesses espirituais, é muito interessante.

Marta está na horizontalidade, fixada nos interesses materiais, de como cuidar da casa, providenciar suprimentos, preparar as refeições, trabalhar e outras coisas do género.

(o que não tem nada de condenável quando realizado com honestidade)

Maria está na verticalidade.
Sua aspiração é a comunhão com a Divindade, O aprendizado superior junto ao Mestre.
Ela escolheu a melhor parte e ninguém vai tirar dela.

Esta sentença de Jesus é muito clara.
Esta advertência deveria soar até hoje em nossos ouvidos:
- Marta, Marta, você corre atrás de muitas coisas é uma só necessária.

A passagem deixa a impressão que a vida contemplativa é mais importante que a vida de acção.

Embora seja importante, acreditamos que o aprendizado se completa na acção.

Não basta apenas ouvir o Mestre e ficar estático, é preciso praticar o que ele ensina.

Jesus aproveitou o regresso dos 72 para passar alguns ensinamentos extraordinários.
Ver Mateus 11:25-30 completado em 13:16-17 — Lucas 10:17-24.

Jesus dá graças ao Pai por revelar as coisas do espírito aos simples e pequeninos e ocultar aos doutos e prudentes.

É preciso convir que Jesus se refere aos humildes, simples e não aos ignorantes, por que o Reino dos céus não é um reino de obtusos, mas de humildes.

Os doutos e intelectuais tem dificuldades para aceitar os ensinamentos de Jesus por causa da vaidade intelectual.

Logicamente, não podemos generalizar, existem muitos intelectuais profundamente ligados aos ensinamentos de Jesus, através de diferentes rótulos.

Em O Cristo Consolador – Mateus 11:28-30 – Jesus de Nazaré faz um convite aos aflitos e sobrecarregados, convidando-os a tomar sobre si o seu jugo.

O convite é pleno de ternura e amor, para aqueles que sabem que são imortais que não tem dúvidas sobre a vida futura.

Allan Kardec, num comentário curto e primoroso, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, afirma que o homem que simplesmente duvida, já tem em si causa de sofrimento.
A dor pesa com todo o seu peso.

Diz Kardec:
— Todos os sofrimentos:
misérias, decepções, dores físicas, perdas de entes queridos, encontram sua consolação na fé no futuro e na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens.
(ver Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. VI)

A respeito do jugo a que Jesus se refere, era uma expressão habitual entre os judeus, explica Pastorino.

Exemplo:
- o jugo da Torá.
- O jugo dos mandamentos.
- O jugo da carne e do sangue.

Quanto a Fardo, havia a expressão: O fardo da Lei.
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 28, 2012 9:47 pm

Era natural que o Rabi usasse expressões comuns ao povo, como usava seus costumes e ocupações, como a vida agro-pastoril, a pesca, etc.

Da passagem do retorno dos enviados, queremos destacar que os 72 foram iniciados na Doutrina de Jesus pelos 12 discípulos do Mestre.
E por sua vez, os 72 iniciariam mais 12 cada um.

Lucas 11:24-26 e Mateus 12:43-45 narram uma parábola que poderia ser intitulada Hóspede e Hospedeiro.

Um hóspede (espírito obsessor) e um hospedeiro (obsedado) – que apesar de beneficiados nada fizeram para se melhorarem, mantendo-se ambos fúteis, vaidosos indiferentes, viciosos, recaíram na mesma situação.

O hóspede, expulso da casa mental por intervenção de terceiros, saiu a procura de outra pessoa para vampirizar
(explorar), mas não conseguido afinidade igual, voltou para verificar a antiga moradia e viu que poderia retornar.

Contudo, não querendo ser expulso novamente, trouxe consigo mais 7 obsessores piores do que ele, e todos passaram a habitar a casa mental do hospedeiro, e o último estado do homem passou a ser pior do que o primeiro.

Encontramos essa situação, muitas vezes, em centros espíritas, onde as muitas pessoas são desobsedadas, mas não modificam o seu íntimo, não corrigem os seus defeitos, resultando no retorno do obsessor, se este não se transformou também, ou de outros espíritos, por encontrar uma casa vazia, sem defesas.

Pastorino coloca que a casa varrida e adornada representa o progresso do obsedado, que reequilibrou as suas emoções, livrou-se da projecção mental do obsessor.

Este, encontrando dificuldades para adentrar a casa mental do seu desafecto, vai buscar auxílio junto a espíritos piores do que ele.

O obsessor prende-se aos sete por lhes ficar devendo um favor, o que será cobrado.

(é a mesma situação de quem procura um macumbeiro para prejudicar alguém – o que encomenda o trabalho fica devendo ao macumbeiro e aos espíritos que o realizaram, e será cobrado oportunamente).

Outra dedução importante que podemos tirar desta passagem, é a necessidade de se tomar certos cuidados com a nossa casa mental.

Assim como cuidamos da nossa residência arejando-a, varrendo-a, lavando-a, eliminando insectos nocivos, deixando o sol entrar abundantemente, precisamos cuidar da Casa do Espírito (Mente), arejando as ideias, fazendo a limpeza espiritual, livrando-nos do lixo mental, deixando o sol da prece e do estudo iluminar e aquecer o ambiente.

Desta forma nenhum obsessor poderá invadir a nossa casa mental.

Na Parábola das Dez Virgens, nossa base é Huberto Rohden, de mistura com as nossa próprias observações.

A explicação de Rohdem é muito interessante e não conflita com o Espiritismo, excepto num ponto fundamental que veremos mais à frente, a questão da morte do espírito.

Rohden começa por dividir a humanidade como as 10 virgens.
A metade tem esse combustível misterioso, essa luz potencial, que pode a qualquer momento transformar-se em luz actual, actualizar-se.

São aqueles que possuem receptividade espiritual, mesmo que pareçam estarem dormindo, porque estão espiritualmente em vigília.

Estão com as suas lâmpadas cheias de óleo, prontas para serem incendiadas.

A outra metade dorme física e espiritualmente, e tem as suas candeias vazias.

Rohden fala do pecado e do pecador, afirmando que o pecador, ainda cego, não percebe as suas trevas ou a consciência do seu pecado.

Ao despertar a sua consciência ele está no inferno consciencial.

Diz Rohden:
- a vinda do esposo é o momento que o pecado gostoso, passa a ser doloroso.

Rohden explica que as virgens néscias mostraram toda a sua tolice ao pedir o óleo das virgens prudentes, porque a experiência divina, a consciência cósmica, não pode ser dividida.

Essas coisas são conquistas e não dádivas, por isso não podem ser usurpadas ou contrabandeadas.

Ninguém pode penetrar em regiões superiores sem estar preparado, sem ter conquistado essa condição.
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 29, 2012 8:55 pm

Aceitemos por instantes o céu e o inferno:
- o céu seria um inferno para os espíritos atrasados, assim como o inferno pode estar de acordo com a sua pouca evolução, seria um céu.

Rohden utiliza um exemplo simples:
- um homem boçal que se visse subitamente numa roda de intelectuais falando em Bethoven, Verdi, Chopin, Dante, Wagner, Mozart, Shakespeare...

Quanto tempo ele suportaria esse céu intelectual.

Não ficaria ardendo de vontade de retornar ao seu ambiente?
Quem busca Deus fora de si mesmo não o encontrará.

Só pode receber quem tem;
quem nada tem, nada poderá receber.

Ao lhes ser negado o azeite pelas virgens prudentes, as tolas foram em busca desta fabulosa experiência.

Diz Rohden que ao retornarem para o esposo, o ciclo evolutivo havia terminado, e elas tiveram que esperar o início de um novo, mas aqueles que se deixarem escoar todos os ciclos e continuar na sua consciente oposição a Deus, inicia a sua trágica desintegração.

ESTE É O PONTO QUE NÃO CONCORDAMOS E NOS REFERIMOS A ELE NO INÍCIO DESTA ABORDAGEM, porque nenhum espírito resistirá eternamente à sua transformação.

As virgens tolas dizem:
- nossas lâmpadas se apagam.
Elas acendem, mas apagam.
É uma chama intermitente.

Quando a lâmpada da razão se enche com o óleo, a luz permanece serena, tranquila, amiga, como um dia de verão, pleno de luz solar.

Acreditamos que podemos aproveitar os ensinamentos de Rohden que os espíritos de um determinado globo, como o nosso, que forem remanejados para mundos primitivos, estarão iniciando um novo ciclo evolutivo, que se não for aproveitado, se repetirá, muitos milénios depois, num novo remanejamento.

Outra observação que fazemos é que, quem tem as suas lamparinas cheias de azeite e acesas, não podem dar do seu azeite aos que não tem, mas pode incendiar outra lamparina.

Isto é:
- uma chama acesa pode acender o pavio de outra lamparina, o que quer dizer que a fé, o entusiasmo (Deus dentro de si) o dinamismo, a coragem que estiverem apagados dentro do coração do outro, podem ser incendiados por nós.

Epílogo da Mais Extraordinária Jornada de Todos Os Tempos


Não abordamos todas as passagens dos Evangelhos, e precisamos encerrar este despretensioso estudo.

Não vamos, a partir de agora citar os textos dos evangelistas, mas fazer uma abordagem geral de tudo aquilo que aprendemos e descobrimos sobre a prisão e crucificação de Jesus de Nazaré.

Jesus, ao se aproximar de Jerusalém envia os discípulos para buscarem um pequeno jumento e entra na cidade montado nele, cumprindo assim, uma profecia de Isaías sobre a vinda do Messias.

O povo corta ramas de árvores com as mãos e colocam no caminho, enquanto muitos gritam, Viva o Rei dos Judeus, especialmente as crianças.

Alguém pede para que ele mande as pessoas se calarem e ele responde:
– Se se calarem, as pedras clamarão.

Posteriormente ele manda discípulos a alugar uma sala para comerem a Páscoa.
Jerusalém está superlotada de peregrinos.

O ambiente é tenso e os romanos estão atentos, pois sempre havia tentativas de rebelião na Festa da Páscoa.
Inúmeras tropas de soldados romanos estavam aquartelados na cidade.

Jesus reúne-se com os discípulos e lhes passa inúmeras instruções.

Num dado momento diz a Judas Iscarioti para ir fazer o que tem que fazer e Judas se retira.
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 29, 2012 8:56 pm

No coração de Judas uma luta titânica.
Tudo estava preparado para iniciar uma revolução e expulsar os romanos da sua terra.

Entretanto, o líder pelo qual tanto ansiava, seu Mestre, não demonstrava o desejo de assumir a liderança.

Restava a Judas uma jogada muito arriscada, denunciá-lo, para que assim ele assumisse o comando da revolta.

O que Judas não sabia é que muitos dos seus companheiros tinham sido mortos ou presos.

Entre estes, Dimas, Gestas e Barrabaz, que ao assaltar uma caravana, mataram um soldado romano.

Dimas e Gestas foram crucificados imediatamente.
Barrabaz foi guardado para depois.

Terminada a ceia pascal, Jesus se retira com os discípulos para o Horto das Oliveiras, onde pretende orar.

Os discípulos dormem, deixando Jesus angustiado.

Na sua prece ele pronuncia as palavras:
— Pai, afasta de mim esse cálice, mas que seja feita a tua vontade e não a minha.

Judas, entregou-o aos sacerdotes que pediram reforço de soldados romanos e foram prendê-lo.

Chegando junto ao Mestre, ele o beija com o coração angustiado, pois, se o Mestre não reagisse, tudo estaria perdido.


Em nossa opinião, Judas não era um odioso traidor, mas um nacionalista, um patriota que queria a liberdade da sua pátria.
Dimas, Gestas e Barrabas não eram bandidos, mas revolucionários.
(vejam os livrosBarrabaz, de Herculano Pires – e – Eu Judas, de Taylor Caldwel.)

Os factos do julgamento é muito conhecido.
Pilatos mandou-o a Herodes, ambos estavam na cidade, e Herodes devolveu-o novamente a Pilatos.

Este não queria condená-lo, não porque tivesse simpatia a Jesus, mas porque desprezava os judeus com as suas constantes tricas.

Quando os sacerdotes que queriam condenar Jesus porque ele se intitulara Filho de Deus, e logicamente por outros motivos e por despeito, porque Jesus era amado pelo povo, ao ver que Pilatos relutava em condená-lo, disseram que comunicariam a César que Pilatos aceitava outro Rei que não era César.

Ameaçado politicamente, ele condenou Jesus, antes, num gesto teatral lavou as mãos.

Pilatos tentou libertar o Rabi oferecendo ele e Barrabaz para que o povo escolhesse a quem libertar e o povo escolheu Barrabaz.

Jesus foi flagelado duramente e depois teve que carregar a viga horizontal da cruz até o Monte Golgota, onde Dimas e Gestas já estavam crucificados mas vivos, Sua cruz foi plantada entre os dois, do mesmo modo que ele viu, na visão que teve no deserto.

Seus discípulos se dispersaram e apenas João permaneceu com Maria, mãe de Jesus, ao pé da cruz.

Jesus ora o Salmo do Messias, composto por David, 700 anos antes.

- Pai, Pai por que me desamparaste?!
- Está consumado! Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.

Os Evangelistas narram que houve uma grande escuridão, e uma tempestade abalou a cidade, e neste momento, O VÉU DO TEMPLO RASGOU-SE DE ALTO A BAIXO.

Isto tem um significado.
Este véu cobria a entrada do Santíssimo, onde deveria estar depositada a Arca da Aliança, mas que já havia desaparecido ao Tempo de Jesus.

No Santíssimo somente o Sumo Sacerdote podia entrar uma vez por ano.

Era realmente o símbolo do mistério.
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 29, 2012 8:57 pm

Ao rasgar-se, acabaram-se os mistérios, as religiões iniciáticas, as coisas ocultas, pois todos devem saber que Deus é único, Inteligência Suprema e Causa Primeira de Todas as Coisas.

José de Arimatéia vai pedir o corpo de Jesus a Pilatos, que se admira dele já ter morrido.

Daí nasceu uma lenda que ele não morreu, e que foi reanimado e fugiu para a Índia onde viveu até os setenta anos, casou-se e teve filhos.

Em Caxemira, na Índia, existe o túmulo do Profeta desconhecido, que segundo alguns, seria Jesus.

Pura especulação, fábula, lenda.

Na manha seguinte à Páscoa, Maria Madalena vai ao sepulcro, e encontra a pedra removida e o túmulo vazio.
Ela julga que o jardineiro retirou o corpo e ouve passos extremamente leve atrás de si.

Ela pensa que é o jardineiro, mas uma voz que ela conhecia muito bem, fala-lhe com acento de infinita ternura:
– Maria...
– Raboni!
(Mestre muito querido)

Especula-se sobre o corpo de Jesus.
Os sacerdotes acusam os discípulos de tê-lo roubado.
Os discípulos culparam os sacerdotes.

Contudo, convém frisar que o corpo não era fantasma (teoria docetista e Roustanguista), e as aparições de Jesus foram em perispírito.

(lembremos que quando Kardec perguntou aos espíritos se os puros espíritos possuem perispírito, a reposta foi, É COMO SE NÃO TIVESSE, no que deduzimos que TEM).

Sobre o Pentecostes já emitimos nosso parecer, mas convém lembrar:
- para os cristãos em geral as línguas de fogo encheram os discípulos do Espírito Santo.

Para os espíritas foi a eclosão da mediunidade.

Para nós, pessoalmente, acreditamos que, os discípulos de Jesus, homens simples e ignorantes, reassumiram o seu património intelectual, a sabedoria que possuíram em outras vidas e que estavam obnubiladas.

Muitos se escreveu sobre este moço galileu.
Cerca de 72 mil livros.

Elegeram-no Deus.

O Espiritismo despiu-o da divindade, mas fez dele o construtor e governador do planeta Terra.

Para nós, particularmente, ele foi um grande homem, com uma grande missão, a de guiar-nos para o caminho da perfeição.
Para isto basta seguir a poeira de estrelas que se desprendeu das suas sandálias.


Eu amo Jesus de Nazaré, e um dia, seguirei os seus passos.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Estudo Dinâmico do Evangelho

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