Experiências de Quase Morte

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Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 03, 2012 9:07 pm

Jornal de Exploração Científica, Vol. 12, No. 3, pp. 377-406, 1998
Sociedade para Exploração Científica


Qualquer Experiência de Quase-Morte Proporciona Evidência para a Sobrevivência da Personalidade Humana Depois da Morte?

Características Relevantes e Reporte de Casos Ilustrativos.
Emily Williams Cook, Bruce Greyson e Ian Stevenson

RESUMO

- Uma das principais razões pela qual as experiências de quase-morte (EQM) geraram tanto interesse em anos recentes entre o público em geral é porque estas parecem proporcionar evidência de que a consciência sobrevive à morte do corpo físico.

Portanto, é um enigma porque a maioria dos pesquisadores – tanto os interessados nas EQMs como os interessados na investigação da sobrevivência – menosprezaram a questão de se as EQMs proporcionam uma evidência para a sobrevivência.

Descreveremos três características das EQMs – representações mentais nítidas, a experiência de ver o corpo físico de uma posição diferente no espaço, e percepções paranormais – que cremos que podem proporcionar evidência convergente para sustentar a hipótese da sobrevivência.

Então descreveremos sete casos já publicados e sete casos de nossa própria colecção que contém estas três características.

Estes casos são - com alguma possível excepção - um pouco deficientes com respeito a seu registo e investigação, mas exemplificam o tipo de caso que deveria ser identificado antes e pesquisado mais profundamente do que estes foram, e que poderiam ajudar-nos a decidir no que as EQMs podem contribuir para constituir uma evidência da sobrevivência da consciência depois da morte.

Palavras-chave:
experiências de quase-morte (EQMs) sobrevivência à morte – relação mente-corpo – experiências fora-do-corpo (EFCs) – percepção paranormal - consciência

Introdução

Para a maioria das pessoas que tiveram uma experiência deste tipo, conhecida nas últimas duas décadas como uma experiência de quase-morte (EQM), a pergunta em nosso título pode parecer inapropriada, e inclusive injustificada.

Suas EQM os convenceram que a morte é uma transição a uma vida diferente, e não o final desta (Ring, 1984, pp.156-157).

Por outro lado, para muita gente que não teve esta experiência, a pergunta de nosso título parece ser a questão central e a mais importante que se pode fazer sobre este fenómeno.

O enorme interesse do público em geral pelas EQMs parece provir em grande parte da crença de que as EQM ocorrem quando uma pessoa está à beira da morte ou inclusive clinicamente morto, e que a EQM proporciona uma breve olhada ou revisão do que nos espera depois da morte.

Portanto, pode parecer confuso que ainda que os casos de EQM tenham proliferado durante as últimas duas décadas, os pesquisadores das EQMs excepcionalmente ignoram por completo o problema da sobrevivência depois da morte.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 03, 2012 9:07 pm

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Em lugar disso, seus estudos tendem para aspectos menos controversos, como o estudo das transformações das atitudes e os valores que quase todos reportam nas EQMs, e as especulações a respeito dos mecanismos fisiológicos possivelmente subjacentes ao fenômeno – e por outro lado passam longe do problema mais desafiante, isto é, se as EQM têm ou não envolvimentos para a questão da sobrevivência da personalidade humana depois da morte.

De igual modo, os pesquisadores da evidência da sobrevivência depois da morte evadem as EQMs, porque a seu juízo estas oferecem pouca promessa de produzir informação convincente que dê base à questão da sobrevivência.

Para estes pesquisadores, devido a que as EQM são experiências primariamente subjectivas, com pouco ou nenhum conteúdo verificável, não existe razão para considerá-las mais do que mera imaginação alucinatória que pode ocorrer sob certas condições fisiológicas ou psicológicas.

Ademais, estes pesquisadores reconhecem que muitas das características associadas com as EQM não são de jeito nenhum únicas a estas.

Experiências fenomenologicamente similares podem ocorrer quando uma pessoa está enferma mas não totalmente próxima da morte ( Owens et al., 1990;
Stevenson et al., 1989-1990);

e pessoas totalmente saudáveis dizem também sentir que se separam de seu corpo físico (nas assim chamadas experiências fora do corpo), ou ver um brilho luminoso incomum (nas experiências místicas, as experiências de conversão, e inclusive em algumas experiências paranormais), de ver pessoas falecidas (em experiências de aparições), ou de perceber eventos fora do campo sensorial (nas experiências de clarividência).

O consenso de muitas pessoas que estudam a evidência da vida depois da morte é que as EQM poderiam contribuir um pouco ao estudo dos estados modificados de consciência, mas não ao problema da sobrevivência.

Portanto, os pesquisadores se concentraram - pelo contrário - em linhas mais promissórias de investigação, tais como as aparições verídicas, as declarações objectivamente verificáveis dos médiuns, ou as declarações, condutas ou características físicas de meninos jovens que dizem recordar a vida de uma pessoa falecida.
(para revisões a respeito destas investigações, ver Gauld, 1982; Stevenson, 1987).

Ainda que a evidência da sobrevivência proporcionada pelas EQMs esteja longe de ser definitiva, não compartilhamos a opinião dos pesquisadores que dizem que devemos recusar estas experiências.

Neste relatório, descrevemos os tipos de EQM as quais cremos que poderiam prestar um apoio potencial à possibilidade de que a consciência pode ser capaz de funcionar de forma independente do corpo físico e portanto pode sobreviver à morte.

Primeiro, nós identificaremos os tipos de características das EQMs que poderiam proporcionar este apoio, e então descreveremos alguns casos específicos, alguns já publicados e outros de nossa própria colecção, que ilustrarão algumas destas características.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 03, 2012 9:08 pm

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TIPOS DE CARACTERISTICAS DE EQM QUE PODEM SUSTENTAR A HIPOTESE DA SOBREVIVÊNCIA

Actividade Mental Nítida

As pessoas que experimentaram uma EQM usualmente descrevem a EQM como algo absolutamente diferente a um sonho, no que seus processos mentais durante a EQM estiveram nitidamente claros e lúcidos, e suas experiências sensoriais incomumente vívidas, de igual forma, ou inclusive ultrapassando às de seu estado normal de vigília.

Contrariamente à crença popular, as EQMs (ou experiências muito similares) podem ocorrer quando uma pessoa não está gravemente enferma, ou inclusive estando totalmente saudável.

Não obstante, muitas outras EQMs efectivamente ocorrem num momento quando houve perda dos sinais vitais, como num ataque cardíaco ou por causa de uma repentina diminuição da pressão sanguínea.

Em dois relatórios anteriores, advertimos a respeito da importância da actividade mental normal e inclusive aumentada que acompanha certos desajustes fisiológicos severos.
( Owens et al., 1990; Stevenson & Cook, 1995).

Uma actividade mental nítida e persistente no momento em que se espera uma diminuição, ou uma ausência completa, devido a uma diminuição do funcionamento fisiológico sugere ao menos que a consciência poderia não ser tão dependente dos processos fisiológicos como a maioria dos cientistas hoje em dia supõem.

Os estudos transculturais das EQMs também sustentam esta opinião.

A vasta maioria das EQMs reportadas e estudadas ocorreram nas culturas Ocidentais, mas recentemente os pesquisadores das EQMs começaram a examinar casos nas culturas não-ocidentais e nos primeiros períodos da história, esperando aprender se as EQM são alucinações primeiramente determinadas pela cultura ou indicam um fenómeno mais universal.
(p.e. Becker, 1984; Feng Zhi- ying & Liu Jian- xun, 1992; Pasricha, 1993; Pasricha & Stevenson, 1986; Zaleski, 1987).

Até agora, o número de casos não-ocidentais reportados é pequeno, a imagem que estes apresentam é imprecisa e pode ser usada para sustentar tanto a interpretação de que as EQM estão determinadas pela cultura ou interpretar que transcendem as expectativas culturais.

Ademais, ainda se existissem similaridades transculturais, muitas destas reflectiriam respostas universais psicológicas ou fisiológicas adaptativas mais do que percepções universais de um estado post-mortem objectivo.

Não obstante, com respeito a que interpretação prevaleça em última instância, para a hipótese da sobrevivência o achado mais importante dos estudos transculturais é que, em culturas e épocas amplamente diferentes, existem reportes recorrentes de complexas experiências cognitivas e perceptuais – qualquer seja a forma que tomem – no momento que piora gravemente o funcionamento fisiológico.

Experiências Fora do Corpo

Outra característica das EQMs que pode prestar apoio à hipótese da sobrevivência é a experiência mais comumente reportada de ver o corpo físico e seu meio físico de uma posição diferente no espaço.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 03, 2012 9:08 pm

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Muita gente diz, por exemplo, ver do alto as tentativas do pessoal médico para ressuscitar seus corpos físicos na cena de um acidente ou numa sala de emergência.

Como mencionamos antes, esta característica não se limitam a situações de quase morte;
também pessoas saudáveis reportam experiências fora do corpo (EFCs) tanto em condições experimentais como espontâneas.
(ver Blackmore, 1982; Irwin, 1985).

Muitos de quem tiveram estas experiências, assim como quem não, concluíram que as EFCs proporcionam evidência de que a mente pode funcionar fora do corpo físico e por isso pode sobreviver à morte do corpo.

No entanto, as pessoas que experimentaram EQM e EFCs, estão vivas no momento de sua experiência e não existiram independentemente de seu corpos.

Inclusive aquelas pessoas que podem não ter sido diagnosticadas como mortas pelo pessoal médico estiveram fisicamente intactas o suficiente para terem sido revividas.

Portanto, a consciência pode parecer estar separada do corpo físico, mas permanecer dependente deste para sua subsistência.

Ademais, a vasta maioria das EQMs e EFCs são fenómenos inteiramente subjetivos, que não proporcionam evidência objectiva de que a pessoa tenha estado de facto separada de seu corpo físico.

Inclusive se uma pessoa descreve depois factos verdadeiros que ocorreram enquanto estava claramente inconsciente (por exemplo, sob anestesia geral), esta informação poderia derivar da capacidade ainda activa da pessoa para escutar.
(ver, Ghoneim & Block, 1992; Jones, 1994; Moerman et al., 1993).[2]

Em consequência disso, outros observadores das EQMs e das EFCs concluíram que estas experiências são produzidas provavelmente por processos da imaginação.
(Blackmore, 1982; Palmer, 1978).

Não obstante, teve uma notável tentativa por determinar se os casos de EFCs reportados em conexão com as EQM são unicamente o produto de uma imaginação subjectiva ou se algumas vezes inclui percepções extra-corpóreas objectivas.

O cardiologista Michael Sabom comparou a precisão das descrições de ressuscitações das pessoas que experimentaram EQM com as descrições dos pacientes cardíacos que não reportavam EQM mas a quem se lhes pediu que imaginassem como veriam uma ressuscitação.

Sabom concluiu que as pessoas que experimentaram EQM pareciam estar descrevendo observações reais mais do que eventos imaginários
(Sabom, 1982).

Um enfoque diferente para provar a hipótese segundo a qual uma pessoa abandona o corpo durante a EFC ou uma EQM é tratar de detectar o que é que se separa.

Num experimento desenhado para provar a capacidade do sujeito para perceber um objecto distante enquanto estava tendo uma EFC (Osis & McCormick, 1980), activava-se um aparelho que indica a tensão de um material situado próximo do objecto, quando o sujeito tinha sucesso em perceber o objecto e perceber a si próprio como se estivesse fora de seu corpo físico.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 04, 2012 8:34 pm

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Os pesquisadores concluíram que estes resultados sugerem que algum aspecto da personalidade do sujeito esteve presente ao lugar determinado, activando o aparelho. Morris, Harary, Janis, Hartwell, e Roll (1978) também levaram a cabo alguns experimentos com outro sujeito que era capaz de produzir experiências EFC, e usaram uma variedade de detectores físicos, detectores humanos e animais para tratar de identificar os momentos em que o sujeito estava tendo uma EFC.

Alguns destes experimentos parecem ter sido exitosos em algumas ocasiões, mas não chegaram a conclusão definitiva alguma.

Percepções Paranormais

Existem também EQMs que não são simples alucinações subjectivas ou produto da imaginação, como aquelas nas quais as pessoas dizem perceber eventos que ocorreram além do alcance normal dos sentidos físicos, eventos que não puderam ter sido percebidos normalmente ainda se estas pessoas tivessem estado conscientes.

Como reconheceram desde sempre e de igual modo os críticos e os pesquisadores, os relatórios deste tipo são incomuns, e a maioria deles lamentavelmente ficam em episódios sem substância
(Blackmore, 1983; Cook, 1984; Ring & Lawrence, 1993).

Inclusive os pesquisadores que reconheceram a importância de corroborar estes relatos, e trataram de fazê-lo, publicaram só os reportes mais fragmentados destes.
(Clark, 1984, pp. 242-243; Owens, 1995, pp. 160-162; Ring & Lawrence, 1993).

No entanto, pela literatura de EQM e EFC, os relatos de primeira mão das experiências deste tipo se mantêm recorrentes.
(Descreveremos alguns destes depois).

Hart (1954) identificou 288 casos nos quais uma pessoa dizia ter percebido eventos em lugares distantes num momento quando essa pessoa parecia estar fora de seu corpo físico.
(Noventa e nove destes critérios de evidenciabilidade de Hart, verificaram-se depois e foram reportados também por algumas destas pessoas antes que a verificação tivesse lugar).

Como muitas outras características de EQMs, os relatos de perceber paranormalmente eventos a distância não estão de jeito nenhum limitados às EQMs nem às EFCs em geral, e muitas pessoas dizem que não podem diferenciar as percepções extra-corpóreas verdadeiras da percepção extra-sensorial pela pessoa dentro do corpo.

Numa tentativa por estudar este problema, Osis e McCormick (1980) desenharam um alvo visual que só poderia ser identificado se fosse visto de uma perspectiva visual em particular, e usaram uma pessoa capaz de auto-induzir-se EFCs como sujeito de seu experimento.

O sucesso desta pessoa em identificar o alvo levou Osis e McCormick a concluírem que este sujeito preferiu fazê-lo deste modo para poder ver o alvo enquanto estava fora de seu corpo físico, em lugar de fazê-lo por clarividência enquanto estava dentro de seu corpo físico.

Outra característica das EQMs pode sugerir também que estas não são meras alucinações subjectivas.
Algumas pessoas que tinham tido uma EQM dizem que durante a experiência se encontraram com familiares ou amigos falecidos.

Osis e Haraldsson (1977/1986, pp.64-65) descobriram que as pessoas a ponto de morrer têm maior tendência de reportar mais alucinações de pessoas falecidas do que de pessoas saudáveis, as quais mais frequentemente alucinam pessoas vivas.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 04, 2012 8:34 pm

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Como outras características das EQMs, muitas destas visões podem ser alucinações subjectivas.

As pessoas que crêem que estão morrendo provavelmente esperam ou supõem que se encontrarão com seus seres amados;
e as visões podem também representar um mecanismo de defesa para reduzir o temor de uma morte iminente imaginando um encontro com pessoas conhecidas.

No entanto, há casos (Cobbe, 1882), nos quais uma pessoa próxima à morte diz ter visto a uma pessoa recentemente falecida de cuja morte esta não teve conhecimento.
(Barrett, 1926, pp.10-26; Callanan & Kelley, 1992, pp.86-87, 93-94; Crookall, 1960/1966, pp.21-22; Gurney & Myers, 1889, pp. 459-460; Hyslop, 1908, pp. 88-89; Myers, 1903; ii, pp.339-342; Osis & Haraldsson, 1977/1986, p. 166; Ring, 1990, p.208; Sidgwick, 1885, pp.92-93).

Estes casos enfraquecem a conjectura de que a visão foi uma alucinação relacionada com as expectativas da pessoa;
em muitos destes casos as pessoas se surpreendem ao ver a alguém que pensavam que estava vivo.

Em suma, a característica da EQM que parece que tem para nós o maior potencial para contribuir à evidência que sugere sobrevivência depois da morte cabe em três amplas categorias.

Primeiro, existem aquelas que sugerem atividade mental nítida no momento de uma diminuição do funcionamento fisiológico, incluindo um reavivamento rápido, detalhado e, com frequência, extremamente vívido das recordações (Stevenson & Cook, 1995), imaginação, sensações vívidas e complexas, e funcionamento cognitivo lúcido.

Segundo, existe a experiência de ver o próprio corpo físico e o meio como se fosse um lugar espacial diferente do que se encontra o corpo físico.

Finalmente, estão os casos nos que a pessoa ganhou informação potencialmente verificável mas desconhecida anteriormente, geralmente visualizando eventos distantes ou encontrando pessoas falecidas.

O primeiro grupo de características sugere que a clareza mental não é inteiramente dependente do funcionamento fisiológico;
o segundo sugere que a consciência pode funcionar, senão independentemente, aparte do corpo físico; e o terceiro grupo sugere que as EQMs não são, em sua origem, inteiramente subjectivas.

Separadamente, nenhuma destas características proporciona evidência definitiva da sobrevivência da consciência depois da morte, já que todas elas se poderiam explicar por outros mecanismos normais ou paranormais.

Tomadas em conjunto, no entanto, e particularmente quando os três tipos de características ocorrem juntos em casos individuais, a hipótese da sobrevivência começa a merecer maior consideração.

CASOS ILUSTRATIVOS

Voltemos agora a apresentar alguns casos, tanto uns como outros publicados anteriormente em nossa própria colecção, que ilustram os tipos de casos que cremos devem ser identificados, pesquisados, e publicados se a investigação da EQM contribuir para uma avaliação da hipótese da sobrevivência.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 04, 2012 8:34 pm

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Talvez os casos mais importantes sejam aqueles que envolvem um conhecimento verídico derivado em forma aparentemente paranormal.

Como assinalamos antes, há relativamente poucos reportes destes casos na literatura, e nenhum destes foram adequadamente corroborados ou pesquisados.

Os reportes que apresentaremos aqui não alteram de forma substancial esta imagem.

Enfatizamos desde o começo que todos os casos que descreveremos - com uma importante excepção - sofrem de debilidade devido a que no momento em que soubemos do caso, as testemunhas potenciais que poderiam verificar ou corroborar as declarações da pessoa que sofreu a EQM não estavam disponíveis.

Nenhum dos casos deveria ser considerado evidência definitiva de algo excepto a necessidade de identificar casos similares, mas os mais recentes podem agora ser pesquisados mais profundamente dos que o foram.

Ademais desejamos enfatizar que a maioria dos casos que descreveremos envolvem características comumente reportadas nas EQMs, tais como sentimentos de grande paz e alegria, as experiências do túnel, uma luz brilhante, ou visões de lugares "de outro mundo".

Ainda que uma interpretação adequada da natureza das EQMs deve levar em consideração todas as características reportadas, neste relatório enfocaremos só aquelas características particulares que pensamos que são mais relevantes para determinar se as EQMs proporcionam evidência da sobrevivência.

Casos Publicados

1. O Caso de Sir Alexander Ogston:
A experiência deste caso, um oficial do exército Britânico, está publicado nas memórias de suas campanhas militares.
(Ogston, 1920, pp.221-223).

Ocorreu durante seu serviço na guerra da África do Sul (conhecida também como a Guerra de Boer), que durou entre 1899 até 1902.
Ogston padeceu de febre tifóide e foi admitido no Bloemfontain Hospital, onde ocorreu esta experiência.

Nós continuamos com suas próprias palavras:
"Em meu delírio, noite e dia tinham pouca diferença para minha.

Parece que me colocaram primeiro numa maca, onde padecia de um estupor constante, longe de esperança ou temor algum.
Mente e corpo pareciam ser o mesmo, mas em algum grau separados.

Eu estava consciente do corpo como uma massa inerte, tombado cerca de uma porta;
o corpo me pertencia mas isso não era eu.

Eu estava consciente que meu ser mental as vezes deixava o corpo... até que algo me comunicou que a massa gelada que depois eu então lembrei ser o meu corpo, estava-se agitando quando jazia perto da porta.

Então fui subitamente levado de volta a este corpo, unido a este a contragosto e isto se transformou em mim, e me alimentaram, falaram comigo e me cuidaram.

Quando me deixaram outra vez, parece que me evadi como antes...

Em minhas perambulações havia uma estranha consciência que eu podia ver através das paredes do edifício, apesar de eu estar consciente que estas estavam ali e que tudo era transparente para meus sentidos.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 05, 2012 9:12 pm

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Vi simplesmente, por exemplo a um pobre cirurgião do Corpo Médico da Armada Real de cuja existência eu desconhecia e que estava em outra parte do hospital, ficar muito enfermo, gritar e morrer;
vi-os cobrir o cadáver e levá-lo com os pés descalços, com suavidade, calmo e discretamente, para que nós não soubéssemos que ele tinha morrido, e na próxima noite – pensei – o removeriam para o cemitério.

Depois, quando disse estas coisas às enfermeiras (enfermeiras que tinham altos cargos) informaram-me que tudo isto tinha se passado.

2) O Caso do Dr. X:
Este caso foi publicado por Stratton (1957).

Os detalhes essenciais são os seguintes:
Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, o Dr. X era um oficial médico radicado na França com uma brigada do Corpo Real de Voo (conhecido depois como Força Aérea Real).

Um piloto de outro aeroporto foi atingido e conseguiu aterrissar seu aeroplano, mas não pôde sair da máquina devido a suas más condições.

Pediram-lhe ao Dr. X que fosse a outro aeroporto e supervisionasse a extracção do piloto ferido.
O doutor devia voar até lá com outro aeroplano.

O piloto que voou com o Dr. X ao outro aeroporto não era muito competente e o avião que levava ao Dr. X se despedaçou dentro do aeroporto quase tão cedo quando tinha descolado.

O aeroporto estava mal localizado sobre dois declives com uma colina no meio delas.
Os hangares e outros estabelecimentos estavam num lado da colina e o desastre ocorreu do outro lado, de maneira que o lugar do desastre não era visível para as pessoas dos hangares.

Inclusive, os hangares não eram visíveis do lugar do desastre. O Dr. X foi ejectado do aeroplano e aterrissou de costas.

O relato continua nas palavras do Dr. X:
"Subitamente, estava olhando para baixo vendo o meu corpo estendido sobre o solo a uns 200 pés [Nota do tradutor: 60 metros] de altura.

Recordo nitidamente de estar num estado de lucidez agradável, vendo ao Brigadeiro e ao Tenente Coronel (quem tinham vindo ao aeroporto para ver o aeroplano descolar) e inclusive ao piloto ileso correndo para meu corpo.

Meu espírito ou como queiram chamá-lo, estando ali, perguntava-se porque estas pessoas estavam prestando atendimento a meu corpo, e recordo claramente desejar que o deixassem só.

Enquanto estava sobre meu corpo, não me pareceu menos esquisito o que vi... muita actividade nos hangares...
A Assistência Crossley [uma ambulância] saiu do hangar onde estava estacionada.

Quando tinha saído um carro ou um carro e meio do hangar, a máquina se deteve, e vi ao motorista saltar e puxar a ignição.
Então correu para trás de seu assento e colocou o carro em marcha até o choque, sobre o declive, e daí para baixo na cavidade [onde jazia estendido o Dr. X].

Enquanto este curto episódio estava ocorrendo, meu oficial médico tinha saído da casinha médica que estava próxima, e saltou na parte traseira da ambulância Crossley.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 05, 2012 9:12 pm

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A ambulância, ou assistência, novamente se deteve, mas desta vez foi o oficial médico quem saltou, entrou na casinha, saiu com algo extra, e saltou na ambulância para retomar sua viagem, que tinha interrompido duas vezes."

O relato desta pessoa inclui detalhes de algumas "viagens" para longe do aeroporto, antes que o Doutor X recobrasse sua consciência.
Omitimos isto porque não incluía nada verificável.

O relato desta pessoa continua:
De repente, dei-me conta que o oficial médico me estava pondo sal volátil [carbonato de amónio, que se usa para estimular aos que sofrem um desmaio ou um colapso] embaixo da garganta!

Eu lhes pedi que se detivessem e recobrei a consciência...
Quando estava a salvo no hospital... dei-me conta que era absolutamente impossível ter visto todos ou a maioria dos eventos que tiveram lugar nos hangares como os tinha detalhado...

Isto me impressionou de tal maneira que se o mencionei ao Comandante Oficial quando me visitou...

Depois, no hospital, o Comandante escreveu um resumo de meu relato detalhando todo o relacionado com a ambulância e o reconhecimento da máquina e ao oficial médico correndo dentro e fora de sua casinha, que regressou, e verificou que todos estes factos tinham ocorrido depois que eu estava no andar, desde onde era totalmente impossível ver algo excepto a parte superior da colina que se levantava entre a pista de aterrissagem e os hangares.

Stratton, que reportou o caso, tratou muitos anos depois de encontrar as testemunhas do acidente e das indicações do Dr. X, incluindo a um médico, o Dr. Abrahams, que supervisionou o transporte do Dr. X desde a cena do acidente ao hospital.

Straton conseguiu obter um escrito detalhado do Dr. Abrahams quem confirmou a gravidade do Dr. X depois do choque;
mas os informantes que poderiam ter verificado as percepções aparentemente paranormais do Dr. X ou já tinham morrido ou não puderam ser localizados.

3) O Caso do Dr. W.A. Laufmann:
Muldoon e Carrington (1951/1969, pp. 83-84) descreveram o caso do Sr. W.A. Laufmann, um vendedor ambulante que tinha sido hospitalizado quando contraiu uma doença não especificada, mas aparentemente grave, em Omaha.

Os autores assinalavam que o Sr. Laufmann esteve " consciente de que algo, como uma pelota de lã, liberava-se de seu corpo físico," e depois citam o episódio nas próprias palavras de Laufmann:

"Estava parado aí, no meio do quarto, e vi meu corpo claramente, morto e jazendo sobre a cama...

Comecei a sair do quarto e me encontrei com um dos médicos, e me surpreendeu porque não me dizia nada, mas como o médico não fez nenhum esforço para deter-me, fui-me para a rua onde me encontrei com o Sr. Milton Bose, um amigo meu.

Tratei de saudá-lo palmeando-lhe suas costas, mas meu braço passou através dele...
Foi impossível para mim atrair sua atenção...
Vi-o cruzando a rua e olhar o vitral de uma loja onde estava em exposição uma miniatura de "Rueda Ferris".

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 05, 2012 9:12 pm

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O Sr. Laufmann regressou a seu quarto no hospital quando viu aos doutores parados junto a seu corpo físico, discutindo sobre sua condição.

Quando viu a um dos doutores aplicando corrente elétrica a seus pés, sentiu uma intensa dor e depois encontrou a si mesmo de regresso em seu corpo.

De acordo com Muldoon e Carrington, o Sr. Laufmann mais tarde declarou "possuir uma carta testemunho do Sr. Bose verificando o facto de que este último tinha estado em Omaha nesse momento e, caminhando rua abaixo, deteve-se a olhar uma 'Roda Ferris' no vitral de um negócio." (p.84).

4) O Caso Reportado por Green (1968):
No seguinte caso –do qual Green não proporcionou o nome do pesquisador– os eventos descritos pelo percipiente tiveram lugar no mesmo quarto do hospital no que estava Green;
mas outros eventos tiveram lugar fora de seu campo visual, e inclui detalhes que não poderiam ter sido detectados por meios auditivos:

"Estava no hospital, operado recentemente de peritonitis;
contraí uma pneumonia e fiquei muito enfermo; a sala do hospital tinha forma de L, de maneira que nenhum paciente podia ver de forma alguma a sala que estava dobrando a esquina."

Uma manhã senti que estava flutuando e descobri que estava olhando para baixo ao resto dos pacientes.
Podia ver a mim mesmo, achatado contra os travesseiros, muito pálido e enfermo.

Vi a minha irmã e à enfermeira correr a minha cama com o tubo de oxigênio.
Depois, tudo ficou negro.
O que pude recordar quando abri meus olhos foi a minha irmã inclinando-se sobre mim.

Contei-lhe o que me tinha passado, mas ao princípio pensou que estava mentindo.

Depois lhe disse:
"Há um enorme mulher sentada na cama com sua cabeça vendada;
stá tecendo algo com lã azul.
Seu rosto está muito vermelho."

Isto em verdade a chocou;
esta dama efectivamente tinha uma operação de mastóide e era exactamente como eu a tinha descrito.

Não se lhe tinha permitido sair de sua cama, e por suposto, eu naturalmente eu também não.
Ao agregar mais detalhes, como a hora no relógio da parede (que se tinha rompido), pude-a convencer de que ao menos me tinha passado algo estranho
(Green, 1968, p.121).

5) O Caso da Sra. R. M. Crookall (1972, p.76) cita brevemente o caso de uma mulher que estava "muito enferma no hospital."

Olhei para abaixo e vi meu corpo.
Pensei que tinha morrido.
Fui para fora, para o corredor, e vi meu marido.

Perguntei-me onde estava minha filha e de repente estava parada a seu lado, numa loja de presentes.
Estava olhando algumas dos cartões "Sinta-se Bem".

Podia "escutá-la" lendo seus versos.
Minha filha pensou que seria uma falta de respeito, e decidiu comprar um.

Depois regressei a meu corpo.
Quando minha filha veio com o cartão, eu repeti o verso que ela tinha lido.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 06, 2012 9:09 pm

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6) O Caso do Rev. L. J. Bertrand:
O seguinte caso ocorreu em meados do século XIX, e o Sr. Bertrand não escreveu relato algum disto até 30 anos depois, quando enviou uma extensa descrição a William James numa carta datada o 10 de Outubro de 1891. Frederic Myers publicou o relato escrito pelo Sr. Bertrand no ano seguinte
(Myers, 1892, pp. 194-200).

O Sr. Bertrand, que era um experiente alpinista e treinava a muitas pessoas para escalar os Alpes e os Pirineus todos os anos, estava numa ocasião escalando Os Titlis nos Alpes quando, já esgotado, sugeriu a seus colegas que continuassem até a cume sem ele, e descansaria até que eles regressassem.

Como coordenador do grupo, no entanto, deu instruções explícitas para que subissem até a cume pelo lado esquerdo e baixassem pelo lado direito porque o Sr. Bertrand sabia que essa era uma escalada perigosa pelo lado esquerdo e se veria melhor de abaixo do que de acima.

Também instruiu a seu aluno mais forte para que tomasse a posição no final do corda.
Enquanto esperava que seus colegas retornassem, o Sr. Bertrand aparentemente começou a congelar até a morte, de modo tal que se viu impedido de levantar-se.

Depois de um breve momento se sentiu como "uma bola de ar no ar, um balão cativo ainda unido a terra por um tipo de barbante elástico e subindo e sempre para cima.

Que estranho!
Vejo melhor do que nunca, e estou morto.
Olhando para baixo me surpreendi de ver minha própria envoltura."
(p.196).

Então, o Sr. Bertrand continuou explicando que o grupo partiu escalando costa acima pelo lado direito da montanha em lugar de ir pelo lado esquerdo, como seus alunos lhe prometeram que fariam, e viu que o aluno que tinha prometido estar ao final da corda não estava nem ao final nem ao começo, senão afastado de todos.

Também viu ao guia bebendo da garrafa de Madeira e comendo o frango do Sr. Bertrand.

Finalmente viu a sua esposa junto a um grupo de outras quatro pessoas num hotel de rota para encontrá-lo em Lucerne, ainda que sua esposa lhe tinha dito que não viajaria senão até um dia depois.

Quando o grupo de escaladores regressou e o encontrou, puderam resgatá-lo e revivê-lo.
Segundo seu relato, o Sr. Bertrand confrontou ao guia, quem parece ter confirmado por suas reacções, as declarações do Sr. Bertrand que o grupo tinha ido pela linha direita em lugar de ir pela linha esquerda, que duas de seus alunos tinham deixado seus lugares marcados na corda, e que o guia havia tomado algo do Madeira e comido frango do Sr. Bertrand.

O Sr. Bertrand também disse que tinha confirmado, no dia seguinte, que sua esposa havia saído de Lucerne antes do que ela tinha planeado junto a quatro colegas de viagem e que se tinha ficado no hotel no qual o Sr. Bertrand a tinha visto.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 06, 2012 9:09 pm

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7) O Caso de W. Martin:
O seguinte caso foi publicado no Sunday Express de Londres o 26 de Maio de 1935:

Em 1911, a meus 16 anos, estava parado a uns 20 Km. de meu lar quando uma parede alta veio abaixo por uma rajada de vento quando estava passando por ali.

Uma enorme pedra me golpeou na cabeça.
Então parece que podia ver a mim mesmo estirado no chão, com uma ponta da pedra sobre minha cabeça e muita gente correndo em minha direcção.

Eu os observava tirando a pedra.
Um deles sacou sua jaqueta e a pôs embaixo de minha cabeça.

Os ouvia dizer:
"Procurem um doutor."
"Seu pescoço está rompido."
"Seu crânio está achatado como uma casca de ovo."

Então uma pessoa (aparentemente um doutor) queria saber se alguém sabia onde eu vivia , e quando alguém lhe disse que eu vivia nas redondezas, esta pessoa lhes ordenou que me levassem até ali.

Agora, durante todo esse tempo parecia que eu estava separado de meu corpo no solo, suspendido no ar no centro do grupo, e ouvindo tudo o que diziam.

Quando começaram a levar-me pensei que seria como um golpe para minha família e imediatamente tomei consciência de meu desejo de estar com minha mãe.

De repente, estava em meu lar e meus pais estavam sentados prontos para almoçar.
Quando entrei, minha mãe saltou da cadeira e disse, " Bert, algo ocorreu a nosso menino."

"Tolices" disse ele, "quem pode ter-te posto esta ideia na cabeça?"

Mas minha mãe se recusou a permanecer calma e disse que se ela tomasse o trem das duas da tarde, estaria comigo antes das três, o qual a deixaria satisfeita.

Mal deixou o quarto, golpearam a porta.
Era o porteiro da estação de trem com um telegrama dizendo que eu estava ferido.

Depois me levaram - desta vez parecia ser na contramão meu desejo- a um dormitório onde uma mulher a quem reconheci estava numa cama, e outras duas mulheres passavam calmamente e um doutor estava inclinado sobre a cama.

Então o doutor tinha um bebé em suas mãos.

De repente, senti o impulso quase irresistível de pressionar meu rosto pela parte de trás da cabeça do bebé para que minha face pudesse entrar no mesmo lugar que a do bebé.

O doutor disse "parece como se tivéssemos perdido a ambos."

E senti outra vez a necessidade de tomar o lugar do bebé, para demonstrar ao doutor que se equivocava, mas o pensamento de minha mãe chorando levaram meus pensamentos para ela, então imediatamente estava no vagão do trem com ambos, ela e meu pai.

Meu pai olhava seu relógio e minha mãe lhe estava dizendo que os trens sempre se atrasavam quando alguém está apressado e a resposta de meu pai foi que o trem estava na hora quando chegaram a meu alojamento e entraram em meu quarto onde me puseram na cama.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 06, 2012 9:09 pm

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Minha mãe se sentou ao lado da cama e eu desejava reconfortá-la, e compreendi então que devia fazer o mesmo que me senti impedido de fazer no caso do bebé e atingir o corpo na cama.

Finalmente tive sucesso, e o esforço fez que o meu eu real se sentasse sobre a cama com plena consciência.

Minha mãe me fez recostar mas eu lhe disse que estava muito bem, e lhe assinalei que era raro que ela soubesse que algo andava mal antes que o porteiro tivesse trazido o telegrama.

Ambos, meu pai e minha mãe, estavam surpreendidos de minha percepção. Sua surpresa foi ainda maior quando eu repeti quase palavra por palavra um pouco da conversa do que eles tinham tido em casa e no trem.

Mamãe assinalou que ela supunha que quando algumas pessoas estão à beira da morte, estão dotadas de alguma dupla visão.

Contestei-lhe dizendo que eu também tinha estado próximo da morte, e que também o Sr. Wilson que vivia perto de nossa casa, ia ter um bebé esse dia, mas que este tinha morrido porque eu não tinha podido entrar em seu corpo [3].

Cedo soubemos que a Sra. Wilson morreu nesse mesmo dia às 2:05 da tarde depois de dar a luz uma menina que faleceu.

Estou seguro que se tivesse desejado estar no corpo do bebé, hoje seria a Senhorita Wilson em lugar de ser eu.
– W. Martin, 107 Grove Street, Liverpool.

Um de nós (I.S.) leu o relato da experiência do Sr. Martin a princípios dos anos 60 e tentou encontrá-lo.
No verão de 1963, I.S. foi ao 107 Grove Street, em Liverpool Ninguém ali conhecia dados de W. Martin, quem evidentemente se mudou logo antes.

I.S. depois tentou telefonar para o número de W. Martin na Guia telefónica de Liverpool.
A esposa de alguém que atendeu o telefone disse que seu sogro também se chamava W. Martin mas lhe fez entender a I.S. que o senhor W. Martin tinha morrido.

Disse-lhe que ela recordava vagamente ter ouvido algo sobre uma experiência similar à que I.S. tinha lido no Sunday Express.

Seu marido estava longe por então, e I.S. não permaneceu muito tempo em Liverpool para localizá-lo.
O caso ainda permanece sem ser pesquisado.

Casos de nossa colecção

8)
O Caso de Linda McKnight:
(Para este como para outros casos de nossa colecção usaremos pseudónimos).

Este caso foi o primeiro que atraiu nossa atenção em princípios de 1961, proporcionado por um psiquiatra da Universidade de Virginia.

A Sra. Knight tinha sido professora da escola da esposa do psiquiatra, e ela comentou certa vez sua experiência, a qual ficou gravada na memória da estudante que depois se converteria na esposa do psiquiatra.

A Sra. McKnight tinha 34 anos no momento da experiência, que ocorreu em 1930.
Em 1961, pareceu ser merecedor de uma investigação, se fosse possível.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 07, 2012 10:16 pm

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I.S. pediu ao psiquiatra escrever à Sra. McKnight para pedir-lhe que nos enviasse um resumo por escrito de sua experiência.
Ela lhe respondeu numa carta datada o 20 de Janeiro de 1961 da que nós apontamos o seguinte:

E agora minha história.

Assim seria para um observador:

No dia seguinte após uma operação de vesícula, pensava "que estava tão bem como nunca" quando uma amiga minha -[uma] ex-enfermeira- foi-lhe trazer algumas flores para mim.

Me olhou e correu para perguntar onde estava a enfermeira e disse que eu parecia estar enfraquecendo muito rápido.

Depois, telefonou a meu marido em seu escritório para dizer-lhe que viesse ao hospital de imediato
(Esta viagem com a polícia escoltando o táxi tomou ao redor de 23 minutos).

Felizmente, meu cirurgião estava no Hospital e ele, o psiquiatra e creio que um interno vieram rápido.

Injectaram-me estimulantes cardíacos, etc., mas quando meu marido chegou, o doutor lhe disse:
"É demasiado tarde, Senhor.
Isso Não devia ter ocorrido porque ela estava recuperando-se muito bem."

Depois, pediu às enfermeiras que sustentassem o corpo para que não se deslizasse e que os homens levantassem o colchão em posição vertical.
Disse-lhes que tinham que soltar o colchão quando ele desse o sinal.

Quando o médico deu o sinal, o golpe da queda provocou as batidas do coração novamente - e o paciente ainda vive.

Agora isto é o que me ocorreu para mim.

Quando minha amiga entrou, parecia mover-se como em câmara lenta, colocando o ramo de flores sobre a mesa muito deliberadamente, voltando-se muito, muito lentamente, e movendo-se para a porta.

Eu me dava conta de uma sensação de muito frio e as coisas começaram a escurecer-se, depois se enegreceram, mas "mais negras do que a meia-noite num campo de ciprestes" como James Meldon Johnson descreve ao mundo antes que Deus criasse o dia e a noite.

Depois, esta frialdade e negrura se fizeram óbvias.
De repente, foi como se alguém se tivesse convertido numa luz e eu crescia em sua indiferença.

Meu primeiro pensamento foi "nenhuma dor, que maravilhoso, sou livre, posso ir onde quiser!"
Fui à janela para ver que estava afora.

Na rua, quatro andares para baixo, um menino estava molestando a uma garota muito menor, tratando de tirar-lhe seus patins.
Pensei que eu devia intervir mas antes de que eu realmente deixasse o quarto meu esposo entrou.

Disse:
"Linda, porque nos deixas?" e eu me virei.

Recordo-me ter pensado que ele foi esquisito ao se inclinar para uma figura na cama em vez de olhar para mim.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 07, 2012 10:16 pm

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Então ouvi a conversa [entre o doutor e o marido e entre o doutor e as enfermeiras] e vi que levantavam o corpo e o colchão.
De repente, como se alguém me golpeasse com um elástico, fui jogada no quarto, com frio, na obscuridade, em abandono.

Então eu estava ali, na cama, com dores outra vez, e pessoas parada a meu redor.

Minha primeira reacção é que eu tinha sonhado tudo isso.

Disse a meu marido:
"Pensaste que eu ia deixar-te ."
Meu marido começou a chorar.

Quando regressou o cirurgião lhe disse:
"Então você pensou que ia me perder, não é assim?," e este me contestou rudemente:
"Nós nunca perdemos pacientes, quem esteve falando com você?"

Nesse momento, por suas reacções, senti que devia apresentar provas desta experiência.
Eu sabia que os meninos não estariam ainda jogando na vereda.
Tratei de recordar outros detalhes.

Recordei que tinha visto uma árvore de natal no balcão (era Fevereiro) e toda uma área de folhas voando pelo vento.
Perguntei a minha enfermeira que tinha fora da janela e ela disse que não sabia mas que olharia.

Felizmente, eu falei a tempo:
"Não me digas - lhe disse - deixa-me dizer-te, há uma árvore de natal no balcão abaixo."

A enfermeira abriu a janela e se inclinou para ver isto.
Confirmou-me a área [de folhas] secas que há por detrás para a esquerda.

Então soube que tinha morrido e tinha voltado novamente.

I.S. entrou em correspondência com a Sra. Knight para mais detalhes e obteve a seguinte informação adiccional.

A Sra. Knight estava segura de ter dito à enfermeira que tinha folhas sob a janela antes que a enfermeira olhasse para fora.
Ela escreveu:
"Entendo que fiz [isto] porque estava tratando de recordar detalhes que tinha visto que provariam a realidade desta experiência."

Em resposta a uma pergunta sobre se a Sra. Knight poderia ter sido vista sob a janela quando a estavam trazendo ao hospital, contestou:
"Entrei ao hospital às três da madrugada, padecendo um ataque de vesícula.
Nunca antes tinha estado ali.

Levaram-me ao quarto onde me puseram numa cama situada contra uma parede interior.
Depois, quis dormir sob sedativos.

A única vez que deixei a cama foi quando me levaram numa cadeira de rodas até a sala de operações."

I.S., não completamente satisfeito, exigiu mais detalhes sobre a localização da quadra onde estavam as folhas em relação com a entrada do hospital.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 07, 2012 10:17 pm

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A Sra. Knight contestou:
"Se a área estivesse ao lado da porta de entrada do hospital, não a teria visto na noite que entrei ao hospital, ao redor das duas da manhã, pelas pontadas de dor de meu terrível ataque de vesícula."

Estou segura, no entanto, que quando olhei pela janela [a área de folhas secas] estava em algum lado da rua.
Não recordo para que direcção dava o quarto."

A Sra. Knight não podia recordar o nome do hospital onde tinha tido sua experiência.
Ela recordou os nomes dos principais doutores relacionados com sua operação e experiência;
mas ambos tinham morrido antes de 1961.

Mais de 20 anos depois, nós começamos uma sistemática busca de relatórios médicos associados com as EQMs.

Escrevemos à Sra. McNight novamente.
A resposta foi que sua filha escreveu dizendo que a Sra. Knight tinha morrido em 28 de Março de 1984, aos 88 anos.

A filha recordava a sua mãe descrevendo sua experiência de quase morte.
A filha pensava que sua mãe tinha tido sua operação num hospital da cidade de New York.

Nós pedimos ao hospital os relatórios médicos (para os quais a filha da Sra. McKnight teve que assinar uma carta autorizando-nos), mas não pudemos encontrar os relatórios.

A Sra. McKnight, frente ao cepticismo de seu cirurgião, como descrevemos antes, queria discutir sua experiência com alguém mais e pediu ver a seu ministro (religioso).

Ainda vivia até 1961 e ela nos deu seu nome e direcção.
O Rev. Colin Weston respondeu cordialmente nossa carta.

Disse-nos que recordava o relato da Sra. McKnight no dia seguinte que ocorreu.
Lamentavelmente, não pôde recordar com clareza detalhe algum.

Dizia:
"Parece-me que ela disse um pouco sobre estar fora da janela enquanto seu corpo estava dentro da casa.
Não posso dizer mais, ainda recordo que estava muito ansiosa pela sua experiência."

9) O Caso de Jean Morrow:
Em 1991 a Sra. Morrow leu nossa investigação numa revista e nos escreveu para dizer-nos sobre uma experiência que ela tinha tido em 1956, durante o nascimento de seu primeiro filho.

A Sra. Morrow é enfermeira e nos descreveu sua experiência assim:
Devido a uma hemorragia, minha pressão sanguínea diminuiu muito.

Meu tipo [de sangue] era difícil de conseguir e as enfermeiras estavam em pânico, quando as ouvi dizer:
"¡Oh, meu Deus, a estamos perdendo!"

Imediatamente eu estava "fora de meu corpo" por embaixo do tecto da sala de operações, olhando para abaixo, observando-as trabalhar no corpo.
Sabia que não estava morta.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 08, 2012 9:34 pm

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Levei um tempo para reconhecer que a pessoa que estava vendo era eu mesma!!
Observei meu doutor chegar e os procedimentos que estavam fazendo - as conversas e o bebé nascendo.

Também comentários e preocupações sobre ela.
Era um hospital pequeno, e me encontrei acima de minha mãe na sala de espera.
Estava fumando.

Minha mãe não fuma, mas admitiu mais tarde de que tinha “experimentado” um ou dois cigarros porque estava muito nervosa.
Regressei e meu bebé estava melhor, mas eu não.

A Sra. Morrow continuou descrevendo o resto de sua experiência, que incluía entre outras coisas, o deslocamento por um escuro túnel para uma luz extremamente brilhante, ver a sua avó falecida, e ver o resumo de sua vida.

E.W.C. recentemente escreveu à Sra. Morrow para tratar de corroborar com sua mãe e outras testemunhas que sua mãe tinha estado fumando de forma totalmente incomum na sala de espera do hospital, mas desafortunadamente a Sra. Morrow se tinha mudado por então, e não pudemos localizá-la.

10. O Caso de Jennifer Edwards:
I.S. entrevistou a Jennifer Edwards em Maio de 1990, pouco depois que soubemos pela primeira vez sobre seu caso.

Jennifer tinha por então 33 anos e sua experiência tinha ocorrido 17 anos atrás, quando só tinha 16.
Tinha ido a Vermont com sua família, seu noivo e outro amigo por um fim de semana para praticar esqui.

Jennifer e seus dois amigos estavam esquiando, deslizando por uma pista, quando Jennifer tropeçou num lugar ruim, deu voltas, e caiu golpeando a cabeça.
Seus amigos detiveram-se para ajudá-la e como não estavam longe da pista de esqui, puderam chamar algumas pessoas para auxiliá-la.

Chamaram à patrulha, e Jennifer foi levada a um hospital próximo.
Segundo o relatório médico, Jennifer tinha sofrido um golpe no pescoço com certo deslocamento.

Permaneceu no hospital durante toda a noite para observação e depois se retirou.

Passaram quase duas horas entre o momento em que Jennifer teve o acidente e a hora em que chegou ao hospital.
Quando chegou ao hospital estava consciente.

De acordo com os relatórios médicos, não tinha certeza se ela em algum momento tinha perdido a consciência, ao menos da perspectiva de um observador.

No entanto, da perspectiva de Jennifer, nunca perdeu a consciência:
"Recordo tudo o que ocorreu depois disso [o acidente] mas era como se eu estivesse por em cima, como um observador."

Desta posição, parecia observar os esforços das pessoas ajudando-a desde o momento do acidente até que chegou ao hospital.

A maioria dos acontecimentos que descreveu ocorreram próximos de seu corpo físico, mas num ponto pareceu ver a seus pais, quem não estavam com ela no momento do acidente:
Olhando de lá de cima, meus pais estavam lendo um anúncio de esquiadores na base da montanha.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 08, 2012 9:34 pm

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O Sr. e a Sra. Strong, por favor, que se reportem à Sala de Primeiros socorros.
Pareciam alarmados, eu tratei de consolá-los de onde eu estava, mas não pareciam ouvir-me.

Sra. Edwards pensou que o quadro de anúncios estava provavelmente a quase um quilómetro de onde estava seu corpo físico.

Sra. Edwards ainda cooperou na entrevista preenchendo nosso questionário e permitindo-nos obter seus relatórios médicos, mas se mostrou relutante em permitir-nos contactar seus pais, que poderiam proporcionar corroborações importantes de sua descrição sobre tê-los visto lendo uma notícia no quadro de anúncios de esquiadores dizendo-lhes que deviam reportar-se à Sala de Primeiros socorros.

Sua relação com os pais não era aparentemente muito boa e Jennifer pensou que ficariam aborrecidos com nossas perguntas sobre sua experiência.

11. O Caso de Peggy Raso:
A 6 de Agosto de 1960, a Sra. Peggy Raso deu a luz, num parto normal, a uma menina num hospital de West Virginia.

No momento de sua admissão ao hospital para o parto, descobriu-se varizes sérias e que ela já tinha tido dois episódios de embolia pulmonar durante gravidezes anteriores.

O mais inteligente era prevenir futuras gravidezes, e em 11 de Agosto fez-se intervir por uma ablação optativa das trombas de falópio.

Nós extraímos agora dos registos médicos o que depois obtivemos do hospital:

A paciente suportou a operação e, aparentemente, estava progredindo bem, quando em 15 de Agosto de 1960 às 5 da manhã, a paciente se mostrou repentinamente cianótica e teve severas dores no peito.

Ficou inconsciente e foi tratada sintomaticamente:
se lhe aplicou anticoagulantes porque parecia que estava gerando outra embolia pulmonar.

A paciente tinha uma situação muito delicada, mas progrediu e estava já fora do hospital a 27 de Agosto de 1960 em óptimas condições.

Enquanto estava completamente inconsciente, a Sra. Raso teve uma experiência incomum que ela tratou de relatar depois a outras pessoas.

Em particular, quando era paciente no Hospital da Universidade de Virginia em 1961, descreveu sua experiência aos doutores que a cuidavam.
Notou que a maioria deles respondiam com gestos ou olhando-a de forma estranha.

Ouviu a um que disse:
"Teríamos que a ter levado para falar com o Dr. Stevenson." I.S. já estava estudando estes casos e seu interesse já era conhecido por alguns de seus colegas.

No entanto, nenhum deles lhe contou sobre a Sra. Raso em 1961 e nem mais tarde. Em 1987, ela mesma escreveu a I.S. e ele cedo respondeu pedindo-lhe que lhe enviasse um detalhado relato de sua experiência.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 08, 2012 9:34 pm

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Isto lhe chegou em Maio de 1987, e nós agora o resumimos aqui.
(Antes de citar as próprias declarações da Sra. Raso, devemos aclarar que ela tinha a premonição de que algo, provavelmente adverso, "ia passar."
No que aqui citaremos ela se refere a sua experiência como "isso."):

Eu não queria deixar meu quarto.
Só queria ficar aí e esperar por isso.

Esta sensação persistiu toda a noite.
Acordei por momentos esperando-o.

Finalmente, às cinco da manhã do 15 de Agosto de 1960 trouxeram meu bebé.
Eu joguei meus lençóis para atrás e notei que o ar era espesso.

Coloquei minhas pernas para fora da cama e minha sandálias azuis e soube que era o momento que estava esperando.
"Isto é isso," disse a minha mesma.

O quarto se escureceu, pôs-se negro, e caí ao andar.
Senti uma grande dor no peito.
A pequena habitação se encheu com pessoas do hospital.

Vi a minha mesma no andar.
Minha roupa tinha ficado agarrada a minha cintura e uma enfermeira a estava puxando para baixo.
Um assistente entrou e colocou meu corpo sobre a cama.

Outro trouxe um tanque de oxigénio a meu quarto.
Escutei as enfermeiras dizerem que chamem ao doutor, chamem a seu esposo, chamem ao sacerdote, etc.

Uma enfermeira estava no telefone, ao lado da cama, e a ouvi dizer:
"Sim, doutor, temo-la de novo na cama e lhe estamos administrando oxigénio."
Eu, meu eu real, não estava na cama e comecei a pensar sobre isto.

Me dei conta que não sentia a cama embaixo de mim.
Olhei sob a cama de uma posição próxima do tecto.
Vi a uma garota ali que parecia padecer uma grande dor.

Suas sobrancelhas estavam juntas, seus lábios eram azuis, parecia ter bigodes azuis, havia um tubo de oxigénio em seu nariz, seu cabelo luzia húmido e esparramado sobre o travesseiro.

Senti pena por ela.
Doutores e enfermeiras entravam e saíam do quarto.
Eu vi a um doutor golpeá-la forte no peito.

Realmente me senti confundida pelo que estava vendo ou ouvindo.
O escritório das enfermeiras estavam a cinquenta pés de meu quarto.
Vi um doutor chegar ao escritório a quem reconheci.

Era um vizinho amigo da família com quem nos tínhamos sido criado juntos.
A enfermeira lhe disse que Peggy Adams [o nome de solteira da Sra. Raso] já tinha falecido.
Meu amigo lhe respondeu dizendo que chamaria a Margaret (minha mãe).

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 09, 2012 8:21 pm

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Meu ouvido estava extremamente agudo.
Ouvi e vi a outro paciente no andar queixando-se da actividade e o ruído que chegava de meu quarto.
[O local deste paciente estava do outro lado do corredor do quarto da Sra. Raso]

Dei-me conta que estavam falando sobre mim.
Tratei de dizer-lhes que eu não estava deitada ali.
Era óbvio que eles não me estavam ouvindo.

Reconheci a uma enfermeira de outro andar entrar no quarto.
Soube seus pensamentos.
Tinha ouvido o relatório de que eu tinha morrido e queria ver.

Inclinou-se ao pé da cama e disse, "que pena, mal tinha 25."
Deixou o quarto sacudindo sua cabeça negativamente, e disse a alguém no hall, "eu sinto tanto..."
Me dei conta que um sacerdote entrava no local e do meu lugar de observação o vi sair.

Quando entrou ao hall lhe ouvi dizer, "vou rezar por sua alma."

Vi meu marido chorando muito no hall.
Disse, "que lhe posso dizer aos garotos?"

Minha tia lhe respondeu dizendo, "Deus simplesmente precisa dela."
Eu senti por eles...
[A Sra. Raso descreve aqui outros aspectos de sua experiência.]

Mina atenção se voltou ao hall quando ouvi a voz de minha tia.
Vi-a sentada agachada, recostada contra a parede e conversando com outra enfermeira que estava em serviço.

Disse-lhe: "Era uma mãezinha tão boa."

Soube que estava falando de mim e pensei:
"Ainda sou uma boa mãezinha."

Suas palavras me acordaram e fizeram dar-me conta de que estava morta.
Olhei o corpo outra vez e soube que era o meu.
Tratei duramente de dizer-lhes que eu não estava mais ali e de que já não sofria.

Desejava que todos eles pudessem estar comigo.
Quando reconheci que o corpo sem vida era o meu, desvaneceu-se minha confusão e senti meu rosto relaxado, com um sorriso como de quem entende.

Bom, talvez algo mais do que um sorriso estúpido.
Dei-me conta que estava com conhecimento de algo que eles não compreendiam.

Um dos doutores se inclinou à orelha do corpo e começou a chamar, " Peggy, Peggy."
Eu sabia que era Peggy, mas não queria responder.
Não queria regressar ali pra baixo.

Um dos doutores disse ao outro, "Joe, fizeste o que podias."
Joe Lawson cobriu seu rosto com suas mãos.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 09, 2012 8:21 pm

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Um dos doutores (o Doutor Cowen) deixou o quarto e pude vê-lo através da parede.
Fez uma negativa com sua cabeça a meu marido.
O doutor permaneceu no quarto inclinado sobre o corpo e disse, "você teve que fazê-lo."

Me perguntei porquê.
Toda esta gente me queria de volta e que deixasse este formoso lugar que pensava que somente eu tinha encontrado.

Parecia que agora o quarto estava se esvaziando tão rápido como se tinha enchido.
Eu olhei a meu esposo no hall, as enfermeiras, e pensei que tinha que voltar para dizer-lhes a eles sobre tudo isto.
Mal podia esperar para dizer-lhes.
(Eu pouco podia saber como se receberiam estas notícias em 1960.)

Olhei profundamente a beleza desta outra existência e comecei a baixar.
Encontrei-me sobre o corpo por um momento e pensei, "voltarei para cima em outro momento."
Voltei outra vez ao corpo e imediatamente senti toda a dor.

Como dissemos, obtivemos relatórios médicos correctos do hospital onde a Sra. Raso teve sua experiência.
Tinha poucos relatórios médicos com respeito a seu estado de saúde quando estava num estado crítico, e não nos deram informação sobre quanto tempo permaneceu inconsciente.

A Sra. Raso se deu conta que seu esposo não podia ter chegado ao hospital de imediato, e pensou que ela poderia ter estado inconsciente por longo tempo ou quiçá tivesse tido inclusive dois episódios de embolia pulmonar, as quais escreveu em suas memórias.

Em correspondência posterior com I.S., a Sra. Raso lhe enviou um desenho da parte da sala do hospital onde teve sua experiência (O esquema é um desenho de um artista).

O desenho mostra as posições do escritório das enfermeiras, o quarto da Sra. Raso e o lugar onde seu marido e sua tia falaram no hall fora de seu quarto.

A porta de seu quarto ficou aberta durante a experiência, o que sugere que ela pôde ter ouvido normalmente o que seu esposo e sua tia estavam conversando.

É difícil que ela tivesse ouvido normalmente os comentários feitos na enfermaria, que estava a 50 pés de seu quarto.

Em fevereiro de 1990, o esposo da Sra. Raso lhe respondeu por escrito algumas perguntas que I.S. tinha-lhe formulado numa carta.
Confirmou-lhe que a tia da Sra. Raso, Judy, que era enfermeira no hospital nesse momento, tinha-lhe dito:
"Era uma mãezinha tão boa."

O esposo recordava que ele lhe tinha dito a Judy:
"Não sei que farei agora. Tenho três meninos pequenos para cuidar."
Não lhe deu informação sobre uma conversa na enfermaria.

Em agosto de 1990, I.S. encontrou-se com Peggy e Leno Rasso e mantiveram uma longa conversa.
Leno Rasso lhe disse que ainda que a porta do quarto de sua esposa estivesse aberta, ele duvidava de se ela poderia tê-lo visto ou ouvido chorar de forma normal ou falando com Judy, a tia da Sra. Raso.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 09, 2012 8:21 pm

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12) O Caso de Stefan von Jankovich:
Stefan von Jankovich nasceu em Budapeste, Hungria, em 26 de janeiro de 1920.

Em 1956, durante a época da rebelião húngara e sua repressão pelas tropas russas, escapou para a Suíça, instalou-se em Zurich e, trabalhando como arquitecto e urbnista, estabeleceu-se ali exitosamente.

Em 16 de setembro de 1964, estava viajando desde Zurich até Lugano num pequeno auto esporte conversível conduzido por um colega quando ambos chocaram contra um caminhão que vinha pelo outro lado da rota.
(O motorista tinha tentado passar os caminhões de um comboio militar).

O impacto do choque catapultou o Sr. von Jankovich contra o pavimento;
sofreu traumatismos múltiplos, fracturas, e ficou inconsciente.

Felizmente, apareceu um médico que estava perto, e imediatamente correu para o Sr. von Jankovich, moveu seu corpo do pavimento para o lado da estrada, examinou-o e entre os primeiros socorros que lhe aplicou, incluiu uma droga desconhecida para nós, aparentemente um estimulante cardíaco.

O primeiro doutor veio rapidamente junto com outro.

Pensaram que o homem ferido estava morto e pediram a um soldado (provavelmente do comboio militar) se tinha algo para cobrir o corpo.
Um dos doutores decidiu injectar adrenalina directamente ao coração, que tinha deixado de bater.

Isto reviveu ao Sr. von Jankovich, que tinha sido levado a hospital de Bellinzona.
Sua recuperação foi lenta mas nunca completa;
mas pode retomar sua vida profissional e viver novamente sua vida de forma normal.

Resumimos o relato de seu livro autobiográfico (von Jankovich, 1984).

O livro inclui fotografias da cena do acidente dos arquivos policiais, partes dos reportes policiais e uma declaração feita pelo primeiro doutor que socorreu ao Sr. von Jankovich. As declarações oficiais diferem em detalhes intransponíveis do relato do Sr. von Jankovich, mas não cabe dúvida alguma que esteve perto da morte.

O reporte do médico indicava que o coração do Sr. von Jankovich se tinha detido por mais de cinco minutos.

Daremos (de nossa tradução ao inglês) resumos do relatório de sua experiência:

"Me sentia tremendo; sim, estava realmente tremendo.

Estava acima do lugar do acidente e vi meu corpo maltratado jazendo, aí, sem vida, nesse lugar, como depois soube que tinha estado segundo os médicos e a polícia...

Pessoas se juntavam ao meu redor.
Vi a um homem pequeno mas forte, de uns 55 anos, tratando de trazer-me de volta à vida.

Pude ouvir tudo claramente. Não quero dizer que " oi," literalmente falando.
Estava acima e meu corpo sem vida jazia no solo.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 10, 2012 9:24 pm

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No entanto, de alguma maneira percebia o que as pessoas estavam dizendo e inclusive o que estavam pensando, provavelmente por transmissão do pensamento...

O homem se ajoelhou e me deu uma injecção no braço esquerdo... dei-me conta que quando o doutor viu meu corpo soube que minhas pernas estavam quebradas...

Depois vi que o doutor tratava de ressuscitar-me de uma forma profissional, mas depois notei que minhas costelas estavam também quebradas.

O doutor falou:
"Não posso massagear seu coração."

Depois de uns poucos minutos, levantou-se e disse:
"Nada funciona. Não há nada que possamos fazer. Está morto."

Falava em suíço alemão com acento berliques e um tipo engraçado de italiano.

Era extraordinário que eu pudesse perceber não só as palavras faladas em voz alta pelas pessoas ao redor de meu corpo, como também seus pensamentos.
Por exemplo, uma mulher de Tessin acompanhada por sua filha de sete anos ficou chocada quando viu meu cadáver.

A pequena queria correr longe mas sua mãe a tomou pela sua mão esquerda e a sustentou enquanto a mulher rezava silenciosamente, primeiro um Pai Nosso e depois uma Ave Maria, depois do qual pediu perdão pelos pecados deste homem desafortunado.

A oração desta mulher me impressionou, fez-me feliz e me senti radiante de amor.

Na outra mão, tinha um homem velho de bigodes que tinha pensamentos negativos sobre mim:
"Bem, ele fez por merecer. Certamente foi sua culpa.
É o tipo de pessoa que corre por aqui num auto desportivo."

Eu queria chamá-lo lá de “cima” e gritar-lhe:
"Deixa-te de dizer tolices. Não estava dirigindo. Era só um passageiro."

De alguma forma senti vibrações negativas e nefastas deste tipo...

Depois, um dos doutores se voltou ao outro e lhe disse:
"Mira, a não ser que tenhas alguma objecção, vou a..., e me injectou adrenalina justo em meu coração.

O rosto deste homem me ficou fixa na mente."

Dias depois, um homem veio a meu quarto no hospital vestido com roupa comum.
Reconheci imediatamente seu rosto e o saudei dizendo-lhe:
"Oi, doutor, porquê me deu essa diabólica injecção?"

Também reconheci seu discurso claro e diferente [o Sr. von Jankovich tinha notado que estava "em cima" de seu corpo quando este doutor lhe tinha falado ao outro doutor em bom alemão]

Não estava surpreso e me perguntou como lhe conhecia.
Disse-lhe que mais tarde nos converteríamos em bons amigos."

Como dissemos, o acidente do Sr. von Jankovich ocorreu em 1964 e seu livro se publicou em 1984.
Muitos anos depois disto, em 1992, um de nós (I.S.) viajou a Zurich e esteve oito horas com ele (I.S. tomou notas de suas conversas dois anos depois de regressar a Cambridge, onde estava por então de licença).

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 10, 2012 9:25 pm

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Durante a palestra, I.S. soube que depois que o Sr. von Jankovich se tinha recobrado melhor de suas lesões (três anos depois), tinha visto ao homem que o tinha criticado e à mulher que rezava por ele.

De alguma forma, rastreou o homem pelo registo das testemunhas e pelos endereços que a polícia tinha feito na época do acidente.
(Não recordava exatamente como tinha rastreado este homem, mas deve tê-lo reconhecido pelas fotografias da polícia tomadas no lugar do acidente).

O Sr. von Jankovich disse que ele foi ao escritório deste homem, reconheceu-o como o homem que tinha "escutado" de cima, mas se foi sem falar com ele.

O Sr. von Jankovich mostrou um singular interesse na mulher que tinha rezado por ele.

Esta mulher tinha estado conduzindo um veículo comercial vermelho de uma família proprietária de um negócio e tinha o nome e a cidade da qual veio escrito num lado do veículo.

O Sr. von Jankovich disse que ele havia visto esses nomes num dos lados do caminhão durante sua experiência e depois os recordou, e que localizou à mulher com esta informação. Quando se encontraram tiveram o seguinte diálogo:

SvJ: Você tem um veículo vermelho?
Mulher: Sim, tenho um.

SvJ: Você tem uma menina de dez anos?
[Isto deduzido dos três anos que já tinham passado desde o acidente.]
Mulher: Sim, tenho uma. [Ela chamou a sua filha que veio ao quarto.]

SvJ: Você recorda um acidente na rota para Bellinzona faz três anos?
Mulher: Não, não o recordo.

SvJ: Por favor, pense outra vez e trate de recordar.
Você saiu de seu veículo quiçá para observar o corpo do homem que tinha falecido.

Mulher: Sim, é correcto. Agora recordo.

SvJ: E você rezou pelo homem morto.
Mulher: Sim, isso é correcto.

SvJ: Eu era esse homem.

Então, o Sr. von Jankovich e a mulher se puseram a chorar.
Quando I.S. soube da verificação das aparentes percepções paranormais deste caso, tinham se passado 28 anos desde o acidente.

No entanto, I.S. perguntou se poderia ser possível encontrar ao homem crítico e à mulher que rezava com a possibilidade de fazer uma verificação independente destes detalhes.

O Sr. von Jankovich disse que já não podia recordar onde viviam estas pessoas.

Comentário:
Os reconhecimentos de Stefan von Jankovich tanto do doutor que o visitou no hospital como do homem que tinha pensamentos de reprovação sobre ele não eram paranormais.

O Sr. von Jankovich poderia ter visto normalmente o rosto do doutor depois que recebesse a injecção que o doutor lhe aplicou;
e poderia ter visto, em consequência, o rosto do homem crítico também.

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Re: Experiências de Quase Morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 10, 2012 9:26 pm

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Se o relato do Sr. von Jankovich de como ele localizou à mulher desde Tessin é correcta, esta característica do caso seria paranormal.

O automóvel da mulher estaria provavelmente estacionado a certa distância do lugar onde o corpo do Sr. von Jankovich jazia no solo.

Se é assim, pensamos que é improvável, senão impossível, que de sua posição sobre o pavimento o Sr. von Jankovich pudesse ter lido o nome e a localização do negócio da família pintado no lado do veículo.

Uma segunda característica paranormal possível na experiência ocorreu em relação às preces da mulher de Tessin.

O Sr. von Jankovich disse a I.S. que quando a mulher impediu a sua filha retornar a seu veículo, ela lhe disse a sua filha que ambas "deveriam rezar pelo alma deste homem e pedir-lhe a Deus que o aceitasse no céu com o perdão de seus pecados, se ele tivesse algum."

(Este dado é das notas de I.S..)
O Sr. von Jankovich poderia ter ouvido isto normalmente.

Em seu livro, no entanto, o Sr. von Jankovich disse que a mulher rezava silenciosamente e que ele não obstante a ouviu rezar um " Padre Nosso" e uma " Ave Maria," e uma "oração pelo perdão dos pecados de um homem desafortunado."

I.S. ficou sem saber se o Sr. von Jankovich verificou se a mulher tinha silenciosamente pensado através destas preces particulares.

13) O Caso de Rose Heath:
I.S. soube do seguinte caso em 1970.

A Sra. Heath que tinha nascido em 1888, tinha estado hospitalizada durante a primeira guerra mundial (provavelmente cerca de 1915), enferma de febre escarlatina.

Num momento, durante uma crise de sua doença, de repente a Sra. Heath encontrou a si mesma num "mundo paralelo" formoso e maravilhoso.

Entre outras coisas, sua experiência inclui os seguintes detalhes:
Olhei então para cima e vi a um jovem oficial com uns poucos soldados aproximando-se.

O jovem oficial era meu primo favorito, Alvin Adams.
Eu sabia que ele estava perdido mas não que estava "morto," nem o tinha visto jamais de uniforme, nem ainda estando no exterior quando a guerra estourou, conhecia o tipo de uniforme que usava, mas confirmei o que vi por uma fotografia sua que vi anos mais tarde.

A única diferença era que onde estava o nome de seu regimento, em seu lugar, tinha uma cruz.

A experiência da Sra. Heath continuou, mas finalmente concluiu da seguinte maneira:
Minha próxima recordação vivida depois disto foi olhar para baixo, à altura do tecto, para uma cama na que jazia um corpo muito emagrecido.

Tinha doutores revestidos de branco e enfermeiras a seu redor.
Em poucos momentos, estava observando-os e sentindo uma sensação muito desagradável.

Tinha voltado de algo tão formoso e tão completamente agradável.

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