A Ciência confirma o Espiritismo?

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A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Fev 24, 2013 9:46 pm

Aécio Pereira Chagas > A Ciência confirma o Espiritismo?

Artigos


Temos observado na literatura espírita (livros, revistas, jornais) que constantemente surgem afirmações do tipo "a Ciência moderna confirma o Espiritismo", seguida de citações, a nosso ver, muito duvidosas a respeito de questões científicas.

Muitas vezes percebemos no autor uma seriedade de propósitos, porém suas citações nem sempre se apoiam bem no que poderíamos chamar de um "conhecimento científico estabelecido".

São citadas obras de divulgação científica que nem sempre primam pelo rigor e, o que é pior, são às vezes escritas com uma "segunda intenção".

Perguntará então o leitor:
"O que há de errado nos textos de divulgação científica?
Será que a Ciência moderna não confirma o Espiritismo?"

Neste artigo vamos tecer inicialmente algumas considerações sobre materialismo, espiritualismo, a Ciência e sua divulgação, sobre outros temas decorrentes e, finalmente, tentaremos responder a estas duas questões.

1. Materialismo e espiritualismo

Muitos compêndios de Filosofia ensinam que as escolas filosóficas, as visões de mundo, as ideologias, etc., podem se alinhar em dois grandes grupos:
o grupo materialista, para os quais tudo é matéria, senso o pensamento uma qualidade da matéria, e o grupo espiritualista ou idealista, para os quais o espírito existe como uma realidade independente da matéria.
(vide, por exemplo, Dicionário de Filosofia, Durozoi e Roussel, Papirus, 1993). "(…)

Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo.
Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista.

As filosofias, as ideologias, dentro de cada um dos dois grupos, estão longe de concordarem entre si em muitos outros pontos, a não ser neste único aspecto de aceitar ou não a existência do espírito.

O Espiritismo evidentemente está no segundo grupo e, como já bem apontou Deolindo Amorim (O Espiritismo e as doutrinas espiritualistas, 3ª ed., Livraria Ghignone Editora, 1979), o facto de uma doutrina ser espiritualista não significa que está de acordo com o Espiritualismo, a não ser na crença do espírito como algo diferente da matéria.

Conforme já tivemos oportunidade de expressar no artigo "O Espiritismo na Academia?" (Revista Internacional de Espiritismo, fevereiro 1994, pp. 20-22, e março 1994, pp. 41-43), dentro do contexto cultural ocidental, no qual estamos inseridos, desde o início do século passado, após a Revolução Francesa, tem havido uma luta ideológica que pode ser rotulada de materialismo x espiritualismo.

Não vamos discutir sobre a origem desta luta e como ela está inserida na sociedade, suas consequências, etc., o que não caberia aqui. [Nota 1]

Mas esta luta tem-se travado nos vários segmentos da sociedade e da cultura;
a ponto de não mais se perceber que ela existe, salvo no aspecto religioso, que costuma ser mais gritante.
Do lado materialista a ideologia predominante é a que podemos chamar de positivista ou mecanicista, não necessariamente ligada à filosofia positivista, formulada por Auguste Comte, a partir de 1830, mas com muita coisa em comum.

A ideologia (ou mentalidade) positivista essencialmente é de índole materialista, anticlerical, pretensamente racionalista, valorizando o "conhecimento objectivo", ou seja, o conhecimento apreendido pelos sentidos.

Já do lado espiritualista, o principal representante tem sido a Igreja Católica Romana, seguida das diversas igrejas reformadas.
No final do século passado houve uma "grande batalha" entre essas facções, que se traduziu num debate ideológico e em coisas mais "práticas", como disputas por cátedras, pelo controle de instituições culturais e académicas, etc., visando ao controle do "saber oficial".

Com a entrada de uma outra facção do lado materialista, o marxismo, depois da Revolução Russa de 1917, a balança pendeu para este lado, porém a guerra ainda não acabou, e estamos nela.
Os leitores espíritas poderão ler, com a atenção voltada nesta direcção, o extraordinário livro de Camille Flammarion, Deus na Natureza (Rio, Federação Espírita Brasileira), escrito no século passado, onde perceberão o debate deste com os positivistas.

A Filosofia, as Ciências, as Artes, e a própria Religião, têm sido usadas como armas nesta luta.
No caso das Ciências, têm sido utilizadas teorias científicas para justificar determinadas posições ideológicas.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Fev 24, 2013 9:46 pm

Por exemplo, a teoria de Darwin e Wallace, ou seja, a "Teoria da Selecção Natural", formulada para explicar a evolução biológica das espécies animais e vegetais, foi utilizada para explicar o desenvolvimento das sociedades humanas, sob o nome de "Darwinismo Social", justificando as desigualdades sociais, principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos, dos fins do século passado.

(…)" (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Introdução, 75ª edição, FEB, pág. 13).

2. A palavra ciência e seus significados

Passemos agora a um outro tópico: os significados da palavra "Ciência".

Vários são os sentidos que esta palavra pode ter, obviamente relacionados entre si.
"Ciência" significa conhecimento, sendo usada com significado geral ("o fruto da árvore da ciência do bem e do mal") ou restrito ("a ciência de fazer papagaios de papel").

Significa um determinado tipo de conhecimento já consagrado como tal, como a Física, a Química, a Biologia, etc.
Significa a actividade através da qual se obtém este conhecimento ("fazer ciência" = realizar uma determinada actividade científica).

Significa também o conjunto de pessoas empenhadas na actividade científica: "a comunidade científica".
Quando se diz que a "ciência aceita a tese de que há outros mundos também habitados", está se querendo dizer que a comunidade dos cientistas (ou parte dela) aceita esta tese, pois obviamente não há ainda um estudo científico, no sentido convencional do termo, sobre outros mundos habitados.

Nem sempre porém a comunidade científica é homogénea e coesa. os cientistas são pessoas que em suas actividades profissionais buscam objectividade, precisão, rigor lógico, etc., porém fora dessas actividades são pessoas comuns, com todas idiossincrasias, prenoções e preconceitos do vulgo.

Kardec já comenta isto na Introdução de O Livro dos Espíritos e em O que é o Espiritismo.

Bertrand Russell, conhecido filósofo deste século, menciona em um de seus textos (A perspectiva Científica, trad. J. B. Ramos, Cia. Ed. Nacional. 1956):
Se algum de vossos amigos for um cientista, acostumado a maior precisão quantitativa em suas experiências, e que possua a mais recôndita capacidade de inferir, podereis sujeitá-lo a pequena experiência sem dúvida significativa.

Caso escolherdes em palestra como assunto política, teologia, impostos sobre a renda, corretagem, a vaidade das classes trabalhadoras e outros tópicos de natureza semelhante, provocareis sem dúvida uma explosão e ireis escutá-lo expressar opiniões que não forram verificadas, com um dogmatismo que nunca poderia expressar com relação a resultados que fossem fundados em suas pesquisas de laboratório.

3. A divulgação do conhecimento científico.

O conhecimento científico, ou seja, o conhecimento resultante da actividade científica, é divulgado de várias maneiras, ou, como chamaremos, níveis. [Nota 2]
Vamos considerar apenas a divulgação que gera publicações (revistas, livros, etc.) ou eventualmente filmes, vídeos, etc.

Então podemos ter os seguintes níveis:

1º nível

É a divulgação que um ou vários pesquisadores fazem de seu trabalho, de suas ideias, entre os outros pesquisadores da mesma área.
É feita normalmente no jargão próprio e seu entendimento requer um treino adequado naquela área de conhecimento.

São utilizadas revistas especializadas, livros, etc., que têm uma característica toda própria:
o autor e o leitor são pessoas da mesma profissão e, grosso modo, do mesmo nível de conhecimento, ou seja, ambos são membros da mesma comunidade na qual a publicação circula.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Fev 24, 2013 9:46 pm

2º nível

O conhecimento é divulgado principalmente entre os estudantes de uma dada disciplina.
O conhecimento é preparado de forma a iniciar os estudantes naquele campo do conhecimento.

São geralmente escritos por pessoas com treino naquele campo (cientistas, professores), e utilizam o jargão próprio, porém de uma forma "amenizada".

São os materiais didácticos na forma de livros, revistas, filmes, etc.
Evidentemente o autor e o leitor são pessoas de profissão e nível de formação diferentes, pois o estudante está se iniciando naquela comunidade, porém ainda não é um membro.

3º nível

Divulgação para os "leigos".
O conhecimento é também preparado para ser transmitido aos não especialistas, porém sem a preocupação de formar o futuro especialista, senso às vezes, feito até em forma de lazer.

Podem ser escritos por cientistas, professores ou divulgadores.
Estes últimos nem sempre têm um treino naquela área de conhecimento;
são profissionais da escrita (escritores, jornalistas, e outros) que estão mais preocupados na "digestibilidade" do conhecimento pelo "leigo".

No 2º e 3º níveis têm papéis importantes na preparação do conhecimento.
Estes mesmos pontos de vista que externamos poderá o leitor também os encontrar na interessante matéria veiculada na revista Veja, de 21 de dezembro de 1994, pág. 138, da autoria de Neuza Sanches, referente aos textos de História do Brasil para estudantes secundários.

Muitas vezes, nesta preparação do conhecimento, verdades são transformadas em meias-verdades, involuntária ou voluntariamente … e é neste buraco que muitas vezes caímos. [Nota 3]

4. Matéria e energia

Para ilustrar o que dissemos no item anterior, vejamos um caso frequentemente mencionado em textos espíritas, e em muitos outros, que "a matéria é energia condensada … de acordo … com Einstein, através de sua equação E=mc2 …".

Esta afirmação equivocada nunca é encontrada em textos de Física ou Química sérios, seja do 1º, 2º ou 3º níveis.
Mas em muitos do 3º nível (e até do 2º), que são, muitas vezes, utilizados como fonte de referência.

Por que estas afirmações, no nosso entender, são equivocadas?
Não vamos aqui, por falta de espaço, discorrer sobre o que vem a ser energia, no sentido empregado pela Física. [Nota 4]

O ponto importante que queremos frisar é que energia e massa são propriedades da matéria.
A célebre equação de Einstein, E=mc2, diz que a energia total de um sistema é calculada através do produto da massa pelo quadrado da velocidade da luz, ou seja, como a maioria das equações físicas, relaciona duas propriedades da matéria: a massa e a energia.

Esta equação, e outras no âmbito da teoria da relatividade, vai unificar os princípios de conservação de massa e de energia, que passam agora a ser um só:
"princípio de conservação da massa e energia".

Por que então surgiu esta afirmação "a matéria é energia condensada"?

Como falamos acima, no item 1, os grupos empenhados na luta ideológica que mencionamos procuram buscar apoio na Ciência.
E no caso interpretou-se um resultado científico à luz de uma determinada ideologia, no caso espiritualista, interessada em negar, se possível, a existência da matéria, ou pelo menos em diminuir sua importância dentro da visão de mundo dessa ideologia.

À medida que isto é feito (negar a matéria), este conjunto de ideias se torna "mais verdadeiro".
Esta interpretação interessou (e interessa) a muitos grupos espiritualistas, que desta forma tentam mostrar a primazia do espírito sobre a matéria, sem usar de outros fenómenos ou argumentos como a mediunidade e a reencarnação.

A Doutrina Espírita não necessita deste tipo de "argumento" para afirmar a existência do espírito e sua primazia sobre a matéria, pelo facto de o espírito ser o princípio inteligente.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 25, 2013 11:01 pm

Isto é um ponto básico da Doutrina e suas consequências são verificadas na prática.
Não é pelo fato de o Espiritismo ser espiritualista que necessita negar a existência da matéria.

Recordemos a Questão 27 de O Livro dos Espíritos (43ª edição, FEB):
P : "Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?"

R : "Sim e acima de tudo Deus, o criados, o pai de todas as coisas.
Deus, espírito e matéria, constituem o princípio de tudo o que existe (…)."

Emmanuel, este Espírito que nos tem dado tantos ensinamentos e orientações, disse alhures que "matéria é luz congelada".

Estaria Emmanuel, segundo o que dissemos acima, errado?
Não. Em primeiro lugar a frase tem um certo sentido metafórico, porém, mesmo considerando-a ao pé da letra, ela não está errada, pois a luz é matéria.

A luz, como outras formas de radiações, é um determinado tipo de matéria, e como tal apresenta diversas propriedades desta, como a massa e a energia.

Muitas vezes se utilizam, no meio espírita, expressões como: "o passe é uma transferência de energia".
Tal expressão não é incorrecta, pois a energia está associada aos fluidos transferidos, o que fica subtendido. [Nota 5]

Esta, como grande parte das expressões coloquiais que utilizamos, carece de precisão, porém se fôssemos ser sempre precisos em nossa linguagem usual, acabaríamos doidos ou mudos.

5. A Ciência é materialista?

Retomemos os significados da palavra Ciência, que vimos acima.
Costuma-se mencionar que "a Ciência é materialista".

Mas qual "Ciência"?
Dos significados vistos podemos considerar dois:
um primeiro, significando conhecimentos específicos (Física,

Química, etc.), e um segundo significando a comunidade científica.

O primeiro significado nos faz pensar também nos significados do termo "materialista".
As Ciências da matéria (Física, Química, Biologia, etc.) são "materialistas" porque evidentemente estudam a matéria e somente a matéria, pois foram feitas para isso.

Querer que elas sirvam para outra finalidade, ou seja, estudar aspectos não materiais da Natureza, é propor, a nosso ver, uma temerosa aventura.

Essas tentativas, algumas registradas na história, outras não, sempre redundaram em fracasso.
Por outro lado o termo materialista, no sentido filosófico (como visto no item 1), não faz muito sentido ao ser aplicado às ciências da matéria.

Tomando agora o segundo significado do termo ciência – a comunidade dos cientistas – a pergunta - título deste item: "A Ciência é materialista?", é bem apropriada.

Como também já mencionamos, o cientista é cientista apenas enquanto exerce sua profissão;
for a dela é um cidadão comum, com todas as idiossincrasias comuns.

De facto, a maioria da comunidade científica, em âmbito mundial, é materialista no sentido filosófico do termo, assim como também o é a maioria dos membros das sociedades aos quais pertencem os grandes contingentes científicos da actualidade (e isto gostaríamos de frisar).

E aqui vale lembrar a advertência de Emmanuel, ou seja, da necessidade de os cientistas se evangelizarem.

Em resumo, a Ciência, pelo fato de estudar a matéria não deve ser por isso considerada materialista, porém a comunidade científica é, em sua maioria, materialista. [Nota 6]
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 25, 2013 11:01 pm

6. A Ciência confirma o Espiritismo?

Voltemos então às perguntas iniciais:
"O que há de errado nos textos de divulgação científica?
Será que a ciência moderna não confirma o Espiritismo?"

Cremos que o que foi dito acima já responde, em parte, a estas perguntas, principalmente à primeira.

Os textos de divulgação científica, independentemente da qualidade individual de cada um, o que não vem agora ao caso, costumam trazer em seu bojo alguma coisa a mais que os resultados das investigações científicas.

Tudo bem, cada um tem o sagrado direito de se expressar.
No entanto cada um tem também o sagrado direito de aceitar ou não.
Este sagrado direito nem sempre é exercido e aceitam-se certas afirmações cegamente.

Kardec nos ensinou o que fazer com as mensagens mediúnicas; vamos aplicar estes critérios também nas mensagens dos encarnados.

Em resumo, acho que com os textos de divulgação científica não há nada de errado;
alguém está "vendendo seu peixe" e outros simplesmente estão "comprando", sem verificar se o mesmo "está bom ou não".

E a Ciência confirma o Espiritismo?

O outro aspecto a considerar é que o Espiritismo é também uma Ciência.
O sucesso das ciências em geral significa também o sucesso da ciência espírita.

O raciocínio pode parecer simplista, em parte devido à maneira rápida com que estamos tratando, porém as dificuldades de se entender o que vem a Ciência.

Com relação a esta questão o leitor poderá compulsar o artigo "O paradigma espírita", do nosso confrade Sílvio Seno Chibeni (Reformador, junho 1994, pp. 176-80), bem como as referências aí citadas que, cremos, esclarecerão melhor a questão.

A nosso ver, este é um dos caminhos de confirmação do Espiritismo pela Ciência.
O Espiritismo é uma ciência que trata de uma ordem diferente de fenómenos que aqueles de que tratam as ciências da matéria, como já afirmou Kardec.

A comparação dos resultados destas ciências não faz portanto muito sentido, principalmente tendo em vista que os "últimos resultados científicos", das ciências da matéria, estão entre as coisas mais mutáveis que existem.

Uma outra linha de comparação que se pode fazer entre Ciência (ainda entendida com conhecimento específico) e Espiritismo seira através do desenvolvimento dos estudos psicológicos ou dos estudos do ser humano em geral.

A Psicologia actual está longe de ser considerada uma ciência madura (ou mesmo Ciência, no pensar de alguns), no entanto muitos estudiosos, quase sempre fora do contexto do que poderíamos chamar de "Psicologia Oficial", têm dado contribuições interessante.

Os trabalhos de Ian Stevenson (Vinte casos sugestivos de reencarnação, Difusora Cultural, São Paulo, 1978 e Vida antes da vida, Livraria Freitas Bastos, Rio de Janeiro, 1988) e outros, trouxeram resultados notáveis.
O leitor interessado nesta área poderá consultar o livro Alquimia da Mente, do conhecido escritor espírita Hermínio C. de Miranda (Publicações Lachâtre, Niterói, RJ, 1994), onde muitos outros estudiosos não-espíritas têm apresentado contribuições interessantes.

Essa área de estudo, ou seja, o estudo da mente, é uma área comum ao Espiritismo.
É possível que num futuro não muito longínquo, os estudos nesta direcção chegarão aos mesmos resultados já afirmados pelo Espiritismo, porém, de todo o vasto leque de tentativas de se estudar a mente humana sem considerar a existência do Espírito, a maior parte tem esbarrado em resultados ou em dificuldades onde se faz necessário considerar esta hipótese, sem a qual se entra num beco sem saída.

Talvez pudéssemos atrevidamente "profetizar" que quando a psicologia adoptasse o paradigma espírita, estaríamos realmente no "início dos novos tempos".

Há ainda um outro ponto a observar, ligado às ciências da matéria.
Muitos estudiosos têm-se envolvido numa determinada linha de pesquisa, que remonta à época das mesas girantes, e que tem por objectivo provar a existência do Espírito através de métodos físicos.

Apesar de não estar só, em minha obscura opinião, esta linha não chegou e nem chegará a nada, pois os métodos físicos são adequados para se estudas a matéria (foram feitos para isto).
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 25, 2013 11:01 pm

Caso alguém evidencie a presença do Espírito através de um método físico, cabe sempre um questionamento metodológico, e daí não se chega a parte alguma.
Por outro lado, muitos confrades poderiam ainda argumentar com o facto de Kardec, em suas obras, mencionar várias vezes que o Espiritismo e a Ciência marchariam lado a lado.

Estas afirmações poderiam causar (e causam) em muitos leitores a impressão de que Kardec falava das ciências da matéria. Creio que Kardec tinha em mente a Ciência Espírita, que ele acreditavam com toda a certeza, que ainda estava no começo e que iria crescer, porém é melhor passar a palavra ao próprio Mestre Lionês (O que é o Espiritismo, Cap. I, Segundo Diálogo – O Céptico, Oposição da Ciência, págs. 77 e 78, 36ª ed., FEB):

As ciências vulgares repousam sobre as propriedades da matéria, que se pode, à vontade, manipular; os fenómenos que ela produz têm por agentes forças materiais.

Os do Espiritismo têm, como agentes, inteligências que têm independência, livre-arbítrio e não estão sujeitas aos nossos caprichos; por isso eles escapam aos nossos processos de laboratório e aos nossos cálculos, e, desde então ficam fora dos domínios da ciência propriamente dita.

A Ciência enganou-se quando quis experimentar os Espíritos, como experimenta uma pilha voltaica; foi malsucedida como devia sê-lo, porque agiu visando uma analogia que não existe; e depois, sem ir mais longe, concluiu pela negação, juízo temerário que o tempo se encarregou de ir emendando diariamente, como já tem emendado outros; e, àqueles que o preferiram, restará a vergonha do erro de se haverem levianamente pronunciado contra o poder infinito do Criador.

As corporações sábias não podem nem jamais poderão pronunciar-se nesta questão;
ela está tão for a dos limites de seu domínio como a de decretar se Deus existe ou não;
é pois, um erro, fazê-las juiz dela.

Cremos também ter respondido, ainda que de maneira incompleta, à pergunta título desde artigo.
O que nos moveu a percorrer este caminho foi justamente a preocupação com as afirmações que colocamos no início.

Se não fosse isto, seguiríamos o caminho adoptado pelo confrade Luiz Signates, expresso no excelente artigo "Ciência versus Religião: o debate vazio" (Reformador, abril de 1994, pág., 118), com o qual concordamos plenamente e que, de um certo modo, converge aos pontos de vista que externamos também no artigo já mencionado "O Espiritismo na Academia?"

As críticas que aqui fizemos são genéricas e não são de modo nenhum, pessoais.
Gostaríamos que outros pontos de vista fossem também colocados.

Artigo publicado em Reformador, julho de 1995, pp. 208-11.

Notas

1. É bem conhecido o caso de um candidato a um importante cargo público em nosso país que foi derrotado "na boca da urna" por se dizer ser ateu.
Em muitos países, inclusive o nosso, muitos candidatos fazem suas campanhas políticas de Bíblia na mão.


2. Não vamos considerar a comunicação oral, que também satisfaz aos critérios que vamos apresentar, mas seu lado informal confunde-se com o lado formal, do qual estamos tratando.
3. Ouvi certa vez a expressão "duas meias-verdades não fazem uma verdade inteira"

4. A palavra energia tem também outros significados, o que pode provocar confusões.
Vide Xavier Jr. A. L., "Algumas considerações oportunas sobre a relação Espiritismo-Ciência", Reformador de agosto de 1995, pp. 244-46.


5. Estaria Emmanuel utilizando um sentido diferente para a palavra energia?
Se ele usou, já não temos o que comentar, pois o sentido da frase é agora praticamente literal.

Vide a nota 4.

6. Não vamos estender mais sobre esta questão do materialismo na Ciência.
O leitor interessado poderá consultar o livro A Ciência em Acção, de Claude Chrétien, trad. M. L. Pereira, Papirus Editora, 1994.


§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 26, 2013 9:15 pm

Aécio Pereira Chagas > Polissemias no Espiritismo

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Há tempos atrás, compulsando uma gramática (Gramática Normativa, Rocha Lima, José Olympio Ed.), deparei com este termo: polissemia, nome dado ao fenómeno linguístico em que uma palavra tem vários significados.

Como exemplo pode-se citar:
> massa, significa quantidade de matéria (Física); o material com que se faz pão, bolo etc.
(mistura de farinha, água e outros ingredientes); multidão, turba.

> cabo, posto militar; acidente geográfico; fim (ao cabo de uma semana terminara sua tarefa); matar (deu cabo de seu desafecto); cabeça ou princípio (de cabo a rabo);
extremidade por onde se segura um objecto (cabo de vassoura, de panela etc.); corda (cabo de aço).

O leitor poderá encontrar mais exemplos consultando um dicionário.

Convivemos com este facto e em nossa vida muitos mal-entendidos são consequência desta pluralidade de significados.
Muitas vezes o sentido de uma palavra é dado pelo seu contexto, pelo sentido geral do assunto, da frase dita ou escrita, da expressão de quem a diz etc.

Outras vezes, quando estas condições não existem ou não são claras, ficamos ou sem entender ou entendemos aquilo que achamos ser, ou o que queremos que seja.

Por exemplo, a frase solta "o cabo avança pelo mar", o que significa?
Qual aí o sentido da palavra "cabo"?

Quando escrevia este texto vi também que esta preocupação não era só minha.
O Editorial da Revista Internacional de Espiritismo (abril de 96), A Doutrina e a Semântica, externava as mesmas preocupações.

Kardec, no item I da Introdução de O Livro dos Espíritos, fala do significado das palavras, das anfibologias, termo que significa (cf. Dicionário do Aurélio) duplicidade de sentido em uma construção sintáctica, ambiguidade.

Apesar dos esforços do Codificador, termos com vários significados surgiram entre os espíritas e alguns deles, às vezes, causam confusão.

Isto é natural em qualquer linguagem, em qualquer idioma.
Na linguagem científica, que se esmera para não ser ambígua, isto ocorre frequentemente, havendo então a necessidade de se especificar ou adjectivar os termos ... quando se quer evitar a confusão.

Vamos considerar três palavras que, talvez pelo facto de serem utilizadas dentro e fora do contexto espírita, tornaram-se polissémicas.

São elas: fluido, magnetismo e energia.

FLUIDO: Esta palavra é utilizada na Física e no Espiritismo com sentidos bem diferentes.
No século XIX, fluido, em Física, era empregado para designar materiais capazes de penetrar pelos vazios da matéria e de se escoar.

A electricidade, o calor, a luz etc., eram tidos como fluidos, além dos gases e líquidos em geral (ar, água etc.).
Posteriormente estas ideias foram abandonadas pelos físicos, passando o termo fluido a designar somente os gases e os líquidos em geral, e não mais a electricidade, o calor, a luz etc.

Nessa época, século XIX, Kardec, fazendo uma analogia dos "materiais" mencionados e manuseados pelos espíritos, com a electricidade (então caracterizada pelo fluido eléctrico), denomina-os de fluidos, às vezes adjectivados ou não, como o chamado fluido magnético, para designar o fluido utilizado pelos magnetizadores.

Com o abandono do termo pelos físicos para caracterizar a electricidade, o calor etc., o termo fluido introduzido por Kardec tornou-se interessante, sem perigo de confusão, pois o significado actualmente utilizado em Física não tem como ser confundido com o significado utilizado pelo Espiritismo.

Parece que Kardec adivinhou ...
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 26, 2013 9:15 pm

MAGNETISMO: Este termo surge associado à palavra magneto, outro nome dado ao ímã.

O comportamento de atracção e repulsão dos corpo imantados, como a bússola, parece ter inspirado muitos pesquisadores, principalmente o famoso médico e químico suíço Paracelso (1493 -1541), a utilizarem a analogia destes com os fenómenos humanos que eles pesquisavam (simpatias e antipatias, indução psíquica, cura pela imposição das mãos etc.), dando o nome "magnetismo animal".

Este nome ganhou grande notoriedade com o famoso médico austríaco Franz Anton Mesmer (1775 1815).
Posteriormente, em 1841, o tema foi rebaptizado por hipnotismo, pelo médico escocês James Braid (1795 - 1860).
O termo magnetismo seguiu sendo utilizado até hoje, conforme pode-se constatar inclusive na literatura espírita.

Magnetismo tem então dois significados:
o primeiro (mais antigo) corresponde ao utilizado em Física:
estudo dos ímãs, efeitos das correntes eléctricas, electroíman etc.

O segundo corresponde ao conjunto de fenómenos humanos caracterizados por uma influência de um indivíduo sobre outro(s), que transcende à acção e percepção puramente sensorial (não sei se esta é um boa definição, porém creio ser suficiente para os propósitos deste artigo).

Apesar da polissemia, não há porque confundir os dois significados.
Se o magnetismo humano e/ou animal está ou não relacionado com o magnetismo dos imãs e correntes eléctricas (é até possível que esteja) não importa, o ponto principal, actualmente, é que ambos são conceitos diferentes e em âmbitos diferentes.

ENERGIA: Talvez seja um dos termos polissémicos mais geradores de confusão.

A palavra energia (do grego: significando capacidade de trabalho, dentre outros) já havia sido utilizada por Aristóteles, porém introduzida (ou reintroduzida) na Física por William Thomson, mais conhecido por Lord Kelvin (1824 - 1907), em 1852, praticamente com o mesmo sentido: capacidade de produzir trabalho.

Este é o primeiro significado da palavra.
Antes disto, em Física, usava-se as palavras força e vis (do latim, também significando força).
Ao longo do século XIX, o termo energia vai se popularizando entre os físicos, e depois fora da Física.

Na época de Kardec, o termo força, com o sentido de energia, é ainda predominante.
Actualmente força e energia, no contexto da Física Clássica, têm significados distintos, o primeiro está associado à segunda lei do movimento de Newton (força = massa aceleração) e o segundo à capacidade de produzir trabalho (trabalho = força deslocamento).

Força e energia são propriedades da matéria.
Note que Kardec praticamente não utiliza esse último termo.
Posteriormente a palavra energia foi tomando outras acepções, sendo ampliado, generalizado, adquirindo outras conotações.

No final do século XIX e início deste, o famoso químico alemão Wilhelm Ostwald (1853 - 1932) desenvolveu uma doutrina filosófica materialista chamada de Energeticíssimo.

Esta doutrina era uma extensão, ou variante, do empiriocriticismo, nome da filosofia positivista nos países de língua alemã.
Ostwald, baseando-se na ciência da Termodinâmica, procura explicar os fenómenos naturais e humanos reduzindo-os às transformações energéticas.
Quem leu o livro de Camille Flammarion Deus na Natureza (edição FEB), nota que ele debate com vários filósofos e cientistas materialistas, Moleschott e Büchner, entre outros.

Ostwald é um continuador destes, procurando ampliar e melhorar as ideias dos mesmos.
O próprio desenvolvimento da Ciência no começo deste século acabou por enterrar o Energeticíssimo, porém esta ideia de que matéria é energia ( e energia, no caso, já não sabemos mais o que é) permaneceu.

Muitos vêem na expressão "matéria é energia condensada" um dos últimos esforços do materialismo para poder explicar o espírito.
Talvez por isto muitas pessoas trazem esta ideia para o movimento espírita, supondo que estão explicando a existência do espírito à luz da "ciência moderna" (que não é ciência e nem moderna).

Neste caso também podemos afirmar que energia é um termo que abrange a matéria.
Eles não se contrapõem, um engloba o outro.
Talvez por influência do Energeticíssimo, energia passou a designar também radiações, como a luz, as ondas de rádio, a radioactividade etc.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 26, 2013 9:16 pm

Este é outro significado do termo, popularizado pelos textos de divulgação científica.
(ver A Ciência confirma o Espiritismo?, Reformador, julho 1995).

Encontramos na literatura espírita a expressão: "o passe é uma transfusão de energias psíquicas"
(Emmanuel; O Consolador, psicografia de F. C. Xavier, questão 98, edição FEB).

Nesta frase, o sentido do termo energias tem o mesmo sentido do original:
capacidade de produzir trabalho, no caso psíquico.

Talvez, por extensão do termo, considerando que o passe seja visto também como uma transferência de fluidos, os termos energia e fluido passaram a ter o mesmo significado.

E encontramos frequentemente na literatura espírita expressões que contém este último significado, como por exemplo:
"Quando mais desmaterializado [o perispírito], mais energia possui e mais leve se torna"
(Abel Glaser e Caibar Schutel (espírito), Conversando sobre Mediunidade, p. 193, Casa Editora "O Clarim").

Note que aqui o termo energia pode ter também o significado de "capacidade de produzir trabalho", porém de qualquer modo é sempre oposto à ideia de matéria, diferente do mencionado anteriormente, em que energia abrange matéria.

O termo energia significando fluido leva-nos a interpretar de forma diferente a frase "matéria é energia condensada".
Ela pode ser entendida agora como "matéria é fluido condensado", o que esta de acordo com os ensinamentos de O livro dos Espíritos, que diz que a matéria é uma modificação do fluido cósmico universal.

Para o termo energia há ainda outros significados a serem destacados.
Na expressão "Fulano tem uma energia ...", o significado de energia pode ser entendido como vitalidade, vigor (coerente com o sentido usado na Física), ou pode ser entendido como personalidade marcante, forte.

Em Nutrição o termo energia aparece associado ao seu significado em Física.
A expressão "alimento energético" significa um alimento que ao ser metabolizado produzirá uma grande quantidade de energia, uma grande capacidade de produzir trabalho, como as gorduras.

Temos visto também a mesma expressão utilizada com sentido diferente: alimentos como broto de alfafa, broto de feijão designados como "alimentos energéticos" em suas embalagens.
Pelo que pude entender, a ideia a ser transmitida é que este alimento é um "promotor de vitalidade", rico em vitaminas, em substâncias que, no organismo, podem ser precursores de catalisadores bioquímicos e, talvez, em fluidos vitais.

Aqui o termo energético não tem o significado normalmente utilizado em Nutrição.
Realmente a coisa é confusa.
Alguns podem ter a opinião contrária, que as coisas não são assim e que eu é que as estou fazendo confusas.

Podem achar que estou "fazendo tempestade em copo d'água".
É possível e espero estar.
Muitos espíritas não levam o Espiritismo a outros campos do saber ou actividades humanas, porém trazem estes ao Espiritismo sem, às vezes, muito critério.

É essa a nossa preocupação.

Para finalizar quero apenas realçar que não estou condenando as pessoas por utilizar este ou aquele termo.
As ideias precisam ser expressas e nem sempre temos palavras para isto.

Desejo apenas lembrar uma lição que Kardec nos deixou através de seu trabalho: critério para escrever e falar, critério para ler e ouvir.

Fontes: Revista Internacional de Espiritismo - set/1996 e Portal do Espírito

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 27, 2013 9:51 pm

... Aécio Pereira Chagas > As Provas Científicas

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Certas pessoas, muitas vezes bem-intencionadas, buscam provas científicas referentes à imortalidade do Espírito, à comunicabilidade deste connosco, à reencarnação e sobre outros pontos fundamentais da Doutrina Espírita.

Isso é muito salutar, mas o problema é que, entre essas pessoas, algumas passam toda a existência terrena procurando essas provas, ou melhor, atrás "da prova", e nunca a encontram apesar de terem tido contacto com inúmeros factos que a confirmam.

Algumas assim agem por um cepticismo crónico, crentes de bem procederem cientificamente, pois acreditam (aqui elas não são cépticas) que um "verdadeiro cientista não tem ideias preconcebidas".

Acho que essas pessoas que passam o tempo todo atrás das provas e continuam insatisfeitas precisam ser informadas do que vem a ser uma "prova científica".
É o que pretendemos mostrar.

Vamos utilizar-nos de um exemplo para ilustrar nossos pontos de vista.
E o que escolhemos é a "teoria atómico-molecular", devido à nossa experiência como pesquisador no campo da Química.

O que se segue é um diálogo imaginário (ou não tão imaginário assim) que tivemos com uma pessoa a princípio céptica.

Inicialmente ela nos perguntou:
-- "Você acredita na existência de átomos e moléculas?"
-- "Não só acredito, mas sei que eles existem", respondi.
-- "Como você pode provar isso?"
-- "Não lhe posso oferecer nenhuma prova como aquelas apresentadas nos tribunais;
inclusive nunca os vi, toquei ou mesmo os senti de alguma maneira, nas formas que penso que sejam.

O que me faz saber que os átomos e as moléculas existem é um conjunto de evidências experimentais, um conjunto de provas.

Nenhuma delas por si é suficiente par provar a existência dos átomos ou das moléculas.
Vendo a coisa de outra maneira, todo esse conjunto de evidências experimentais ou de experimentos só pode ser explicado, entendido, racionalizado, por meio da admissão da existência dos átomos e moléculas, e essa miríade de experimentos é que constitui "a prova".

Cada um dos experimentos, considerados separadamente, pode até ser explicado por outras hipóteses ou teorias, mas até hoje ninguém encontrou nenhuma outra alternativa que desse conta de todo o conjunto de experimentos considerados, a não ser a "teoria atómico-molecular".

Um dado experimento pode ser explicado pela hipótese de que a matéria é contínua, alguns outros também, mas há muitos outros que não.
Podemos até inventar hipóteses as mais estapafúrdias, mas com lógica e bom senso perceberemos que poderão dar conta apenas de alguns poucos factos.

Não vou citar aqui os experimentos; nas bibliotecas encontramos centenas e centenas de descrições deles.

"Ainda mais: como já sei que os átomos e as moléculas existem, como cientista não vou mais procurar provas de sua existência.

Vou daí para a frente.
Vou realizar experimentos nos quais a priori já considero existentes os átomos e moléculas, e os resultados têm sido até agora coerentes com isso.

Assim procedem também os meus colegas cientistas do mundo todo."

Da mesma maneira que se faz a pergunta sobre os átomos e as moléculas, faz-se também com relação à existência dos Espíritos e a outros pontos que mencionamos no início deste artigo.

A resposta que daríamos a essa pergunta seria a mesma dada sobre os átomos e as moléculas:
"Não só acredito, mas sei que eles existem."
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 27, 2013 9:52 pm

"Como você pode provar isso?"
"Não posso lhe oferecer nenhuma prova, como aquelas apresentadas num tribunal; inclusive nunca os vi, toquei ou mesmo os senti de alguma maneira, na forma que penso que tenham.
O que me faz saber que os Espíritos existem é um conjunto de provas (...)."

O leitor poderá continuar o diálogo, é só trocar 'átomos e moléculas' por 'Espíritos'.
Alternativa para 'Espíritos' (como a hipótese da matéria contínua no lugar dos átomos)?
É só procurar uma dessas muitas explicações "parapsicológicas" que há por aí (o inconsciente etc.).

Quanto aos novos experimentos, já há uma diferença:
são poucos os que vão à frente, a maioria ainda está querendo "provar" que o Espírito existe.

Se as pessoas que buscam provas sobre esses pontos básicos da Doutrina Espírita, após examinarem todo esse conjunto de evidências que a própria Doutrina oferece, além de outras procedentes de fontes não espíritas, ainda quiserem "a prova", é porque continuam desinformadas sobre a actividade científica (ou não a aceitam) ou realmente não querem aceitar nada.

Mas isso não acontece apenas com o Espiritismo.
Com átomos e moléculas hoje em dia não se pode ser céptico, mas com outras coisas...

Há pouco ouvi:
"(...) afinal de contas, a teoria da Evolução ainda não está cientificamente provada"...

Fonte: Revista Reformador, agosto de 1987, pp. 232-33.

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 27, 2013 9:52 pm

.. José Reis Chaves > Deus e o livre-arbítrio

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O nosso livre-arbítrio está para o nosso intelecto, assim como a nossa fala está para o nosso pensamento.

O livre-arbítrio supõe a existência do intelecto, assim como a fala supõe a existência do pensamento.
E esses nossos atributos interagem e confundem-se entre si no nosso agir constante.

Para Spinoza, o nosso livre-arbítrio é limitado, pois depende de nossa consciência, que nunca é totalmente plena.

Só a de Deus o é.
E, segundo Santo Agostinho, ele é-nos limitado por causa do nosso pecado original.
E, na verdade, o pecado original é o nosso carma com o qual nascemos.

São polémicas essas questões do livre-arbítrio e do seu oposto, o determinismo, pois ambos são relativos.
Quanto mais evoluído for o espírito, maior é seu livre-arbítrio, e, consequentemente, maior sua responsabilidade.

É oportuno aqui nos lembrarmos da frase de Pietro Ubaldi:
“Só há responsabilidade onde há liberdade”.

Com efeito, diante do livre-arbítrio, a Doutrina da Predestinação é insustentável.
O Nazareno, com sua frase “Eu sou o caminho”, mostrou-nos que nós temos que optar por seu Evangelho, mas se o nosso destino já tivesse sido traçado por Deus, para que escolheríamos esse caminho?

O Novo Catecismo da Igreja diz que o vigário de Cristo na Terra é a voz de nossa consciência.
E a pergunta 621 do “Livro dos Espíritos” de Kardec tem, como resposta, que a Lei de Deus está escrita na nossa consciência.

Ora, Deus não teria gravado nela a sua Lei, se não fosse para ela ser seguida por nós, e para isso, ela tem que passar pelo crivo de nossa vontade.
E o nosso destino é feito por nós mesmos, isto é, pelo nosso carma, pois a Lei de Causa e Efeito é inexorável.

“A toda acção corresponde uma reacção de igual potência e reversibilidade”.
“Colhemos o que plantamos”.
E “Ninguém deixará de pagar até ao último centavo”.

Mas, também, ao pagarmos o último centavo, estaremos quites!

Se o mundo está um caos, é justamente porque os seres humanos abusam do seu livre-arbítrio.
E, Infelizmente, os dirigentes de religiões, às vezes, não ensinam para os seus fiéis que seu ego tem de ser disciplinado e dominado pelo seu eu interior, e não o contrário.

Segundo o ensinamento de Jesus, é imprescindível a renúncia a nós mesmos, como condição, “sine qua non”, ficaremos estagnados espiritual e moralmente.

E como, também, as explicações teológicas tradicionais não satisfazem às indagações existenciais de muitos sobre a balbúrdia do mundo, eles acabam abraçando o ateísmo.

Mas a crença racional em Deus é sempre uma realidade mais concreta, haja vista o que disseram Voltaire e Einstein, respectivamente:
“Se Deus não existisse, nós teríamos que O inventar” e “Cada porta do conhecimento que abro, encontro Deus.”

Autor do livro “Quando Chega a Verdade” (Ed. Martin Claret), entre outros.
E-mail: jrchaves@redevisao.net.


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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 28, 2013 9:33 pm

.. José Reis Chaves > A Diversidade religiosa

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As pessoas têm graus diferentes de evolução oriundos de reencarnações passadas de seus espíritos.

Cada espírito, pois, vem com seu próprio acervo cultural, inclusive o religioso.

O espiritismo não tem rituais e não faz casamentos.

Porém o conhecido médium baiano psicopictógrafo (de pintura mediúnica) José Medrado, que vai à Europa e a outras partes do mundo, várias vezes por ano, fazer suas pinturas mediúnicas em redes de TV, é a favor do casamento espírita.

Fundador e dirigente da famosa comunidade espírita de Salvador, “Cidade da Luz”, ele pediu ao Tribunal de Justiça da Bahia a instituição do casamento espírita.

O espiritismo é uma ciência e aceita, pois, a evolução.
Mas alguns meios espíritas perseguem os inovadores.

E até o chamado “olho grande”, às vezes, se encontra entre eles.

Como se vê, os espíritas erramos também, pois somos seres humanos imperfeitos, como qualquer outra pessoa, em busca da perfeição.

O Alamar Régis, fundador e director da Rede Visão Espírita, é também vítima de muitas dessas perseguições de espíritas fundamentalistas.

Ele acaba de enviar uma carta à Federação Espírita Brasileira (FEB), apelando para o seu presidente e vice-presidente, respectivamente, Nestor Masotti e Altivo Ferreira, pedindo apoio para o casamento espírita que, é óbvio, não terá carácter de sacramento e será grátis.
Essa briga é entre respeitados gigantes espíritas do mundo, já que é aqui no Brasil que o espiritismo, a exemplo do catolicismo, mais se difundiu.

Porém até o autor desta coluna, o qual é uma figura modesta dentro do espiritismo, mas porque o seu trabalho tem um forte enfoque de Bíblia e de mídia, é também vítima de alguns dirigentes espíritas que tentam ignorá-lo e isolá-lo, quando o espiritismo é bíblico em toda a acepção da palavra, além de o Espírito de Verdade ter dito que a maior caridade que podemos fazer com a doutrina espírita é a sua divulgação.

Diante desses factos, perguntamos: será que o espiritismo vai cometer os mesmos erros da Igreja, que, justamente por ignorar, nos tempos passados, a inevitabilidade da diversidade religiosa das pessoas, acabou levando o cristianismo a fraccionar-se em mais de 300 igrejas?

http://www.apologiaespirita.org

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 28, 2013 9:33 pm

.. José Reis Chaves > A Mulher não é Ovípara

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Existe na nossa sociedade de cultura ocidental judaico-cristã um trauma, ou seja, o do pavor que a sociedade tem de ver uma mulher solteira ficar grávida e, consequentemente, o de ela vir a ter um filho.

É que o judaísmo e o cristianismo sempre condenaram exageradamente a sexualidade fora do casamento.

No entanto, antes de haver religiões e casamentos no mundo, nossos ancestrais já tinham seus filhos, sem o que não poderíamos existir!

Deixando de lado esses traumas de pecados da sexualidade fora do casamento, presentes ainda em nosso inconsciente colectivo, e que foram e são ainda responsáveis por tantos abortos, convém dizer aqui que o aborto constitui falta grave contra as leis espirituais divinas e naturais.

Há dois tipos de vida, ou seja, a vida em estado potencial e a vida actualizada.

Um grão de feijão é uma vida em estado potencial de um pé-de-feijão.

Ao ser colocado na terra húmida, ele brota e se torna a vida actualizada de um pé-de-feijão, mesmo ainda antes de ele chegar à superfície da terra.

Também com relação aos seres ovíparos que nascem de ovos, podemos dizer que essas duas vidas existem.

Por exemplo, o ovo galado de galinha é uma vida de um pintinho, mas apenas em estado potencial.

Esse ovo só vai se tornar uma vida actualizada de um pintainho, depois de ser submetido a uma temperatura apropriada debaixo duma galinha ou numa chocadeira, pelo tempo de 21 dias.

Assim, pois, a destruição de um ovo, mesmo galado, não é a destruição da vida de uma avezinha, a qual, por enquanto, só existe no ovo em estado potencial.

Mas como a mulher não é ovípara, a vida do feto nela é actualizada dentro dela mesma, desde o instante da concepção.

Consequentemente, se ela eliminá-lo, mesmo que ele seja ainda um embrião, ela está destruindo uma vida humana já actualizada, cometendo, pois, um infanticídio e se tornando uma verdadeira assassina do seu próprio filho inocente e indefeso, quando ela, até pelo instinto, deveria protegê-lo!

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 28, 2013 9:34 pm

.. José Reis Chaves > A reencarnação segundo a Bíblia e a ciência

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Queremos, primeiramente, agradecer à articulista Cleomar Borges de Oliveira, que neste conceituado Órgão de Imprensa Espírita (“Nova Era”, de Franca, SP), de novembro de 2001, teceu comentários sobre o livro de nossa modesta autoria, cujo título encabeça esta matéria.

Agradeço também ao meu amigo, o Professor psicobiofísico Henrique Rodrigues, que me deu esse Periódico, que considero de alto nível.

O nosso objectivo não é polemizar com a nobre jornalista, mas tão-somente esclarecer algumas questões que nos parecem interessantes para os leitores do jornal “A Nova Era”.

O livro “A Reencarnação Segundo a Bíblia e a ciência” é uma tese sobre a reencarnação, do ponto de vista bíblico e científico.
Dizendo em outros termos, o autor apenas se propôs a defender a Teoria da Reencarnação para os católicos e evangélicos, e não para os espíritas que já a aceitam normalmente.

Para isso valeu-se desses dois pilares respeitados, a Bíblia e a Ciência.
Assim, o livro sub-examine pontifica por uma verdade espírita, a reencarnação, e não por todas as verdades espíritas, mesmo porque, quando o escreveu o seu autor ainda não era espírita, embora já tivesse pela Doutrina Kardecista uma simpatia toda especial.

Também Jesus e Kardec não disseram tudo.

E, quando o autor recorre a outras correntes filosóficas religiosas reencarnacionistas, principalmente orientais, o objectivo do autor foi mostrar a universalidade da Doutrina Reencarnacionista, e jamais pensou em subordinar o Pensamento Kardequiano àquelas correntes filosóficas religiosas, embora elas sejam anteriores ao Kardecismo, o que deve ter levado a ilustre articulista a interpretar de modo diverso o pensamento do autor.

Sobre o termo Neo-Espiritismo, de facto se trata de um vocábulo impróprio, não obstante ele circular entre alguns autores incipientes na Doutrina Espírita, como o era o autor, quando escreveu essa obra, e como, aliás, ele ainda assim se considera.
Mas, a partir da 4ª edição dela - ele está na 6ª -, essa falha já foi rectificada.

Quanto ao fato de o autor ser católico e reencarnacionista, e mesmo de ser católico e espírita, trata-se de uma coisa muito simples, embora pareça contraditória.

Simplesmente ele é um católico herege, isto é, não aceita todos os dogmas da Igreja.
Para não ser um católico desse género, deveria aceitá-los todos. Mas os dogmas da Igreja – diga-se de passagem – estão caindo num esvaziamento muito grande, inclusive entre os próprios teólogos.

Isto porque eles foram instituídos em épocas remotas pelos Concílios, quando a mentalidade da Humanidade era outra, além de terem sido não só expostos aos cristãos, mas impostos.

E, assim, se algumas pessoas mais inteligentes e mais cultas repeliam-nos, naqueles tempos longínquos, iam para a fogueira.
Mas, hoje, não temos mais fogueiras inquisitoriais, e a mentalidade do homem do Século XXI mudou.

Por outro lado, também, nem todo católico herege é necessariamente um desafiador da Igreja, e muito menos, um inimigo dela.
Além do mais, muitas heresias de hoje, como alguns fatos da Igreja o demonstram, serão verdades da Ortodoxia Católica de amanhã.

João Huss, por exemplo, morreu na fogueira, porque era contra a interrupção da comunhão sob as duas espécies de pão e vinho.
E hoje a Igreja voltou a essa prática em muitas igrejas, dependendo da determinação do vigário.
E a tudo isso se junte a afirmação do Apóstolo Paulo de que as heresias são necessárias.

E Jesus era um judeu, sim, mas um judeu herege.
Por isso os sacerdotes passaram a odiá-Lo, e acabaram tramando a sua morte na Cruz.

Há uma frase muito conhecida nos meios espíritas:
O Espiritismo é o Cristianismo redivivo”.

Mas trata-se do Cristianismo Primitivo, e não deste de nossos dias, e muito menos do da Idade Média.
E o Cristianismo Primitivo aceitava a reencarnação, já que os expoentes da Teologia Cristã, entre eles São Clemente de Alexandria, Orígenes, São Gregório Nazianzeno e o Papa São Gregório Magno, eram adeptos da reencarnação.

Por isso, quando o autor se diz católico espírita, hoje, ele considera-se um adepto daquele Cristianismo Primitivo ainda não adulterado por dogmas instituídos pelos teólogos nos Concílios, ao longo da História do Cristianismo, principalmente os de Nicéia de 325 e 383.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 28, 2013 9:35 pm

E, segundo as estatísticas, a metade dos católicos do Brasil é espírita, frequentando os centros, e lendo a Literatura Espírita.
E outras estatísticas mostram também que cerca de 70% dos católicos crêem na reencarnação.

O autor considera-se incluído nessas estatísticas, embora saiba que o Espiritismo propriamente dito não tem rituais, cerimónias nem Sacramentos.

Mas a Doutrina Espírita não possui preconceito contra religião nenhuma.
E na sua trilogia de ser Ciência, Filosofia e Religião, arrasta adeptos de outras religiões, principalmente por influência desse seu aspecto religioso.

E é oportuno que nos lembremos aqui de que Bezerra de Menezes teve como sendo suas últimas palavras uma piedosa oração feita a Maria Santíssima, como ele a chamava.
Também Luiz Sayão desencarnou-se louvando-a com especial devoção.

E queremos deixar claro aqui que o Espiritismo é incompatível com o Catolicismo do ponto de vista dogmático, e não, bíblico.

Destarte, o que se diz católico espírita, como vimos acima, é um católico herege.
Mas não é o que preconiza a Doutrina Kardecista, quando afirma que o Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro de toda religião?

E, realmente, é o que está acontecendo.
Enquanto que o Espiritismo não se proclama como sendo a verdadeira religião – a única que salva -, ele está infiltrando-se entre os adeptos de outras religiões.

E a Igreja Católica, na prática, muito discretamente, mas a passos firmes, vem aceitando as verdades espíritas.
E uma delas é a sua afirmação de que quem disser que só ela salva, está errado, pois que todos se salvarão.

E, por ser a maior religião do Brasil, possui o maior número de adeptos com um pé nela e outro no Espiritismo.
E seu conceito de inferno, também, hoje, é espírita, pois ela diz que se trata de um estado de consciência, como o ensina o Espiritismo.

O autor do livro em apreço trabalha no sentido de levar para os nossos irmãos católicos as verdades espíritas, ao invés de abandonar a Igreja, pois para ele é preferível a busca da unidade à da separação, que já prejudicou demais a Humanidade em sua caminhada para a perfeição, considerando justamente como sendo um dos maiores obstáculos para essa nossa jornada espiritual evolutiva o fundamentalismo religioso, de qualquer que seja a religião.

Muita paz para todos nós espíritas e não espíritas.

Belo Horizonte, 21-11-2001.

José Reis Chaves
*Autor do livro, entre outros, "A Face Oculta das Religiões",
Editora Martin Claret.
escritorchaves@ig.com.br

http://www.ajornada.hpg.ig.com.br

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 01, 2013 9:53 pm

.. Victor Leonardo da Silva Chaves > Dialéctica e Espiritismo

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Constantemente, no meio espírita, assistimos a palestras ou lemos trabalhos, onde o palestrante ou o escritor cita a Dialéctica como se fosse uma doutrina que avalizasse a verdade.

Já tivemos oportunidade de consultar um artigo, cujo autor pretensamente trata da "dialéctica espírita".
A palavra dialéctica vem do grego: prefixo "dia", que significa "através", e do termo "logos", que significa "palavra".
Dialéctica, etimologicamente, seria "arte da discussão", "arte de esclarecer", "arte de enganar", "arte de esclarecer através das ideias".

No curso da história da Filosofia, o conceito de dialéctica já passou por altos e baixo. Platão, os escolásticos e Hegel a exaltaram. Aristóteles, os renascentistas e Kant a desdenharam.

De meados do Século XIX ao XX, seu sentido foi um pouco deturpado com o fito de atender os interesses de correntes ideológicas.
Marx usou a dialéctica materialista para criar seu Materialismo Histórico, a fim de explicar a marcha da humanidade sem necessitar de uma Providência Divina.

O conceito de dialéctica usado hoje pelos intelectuais é um misto da forma idealista de Hegel e da materialista de Marx.
O constante "vir-a-ser" dialéctico satisfaz à ideologia indeterminista tanto do anarquismo, como a do neoliberalismo.
Esse pensamento é incompatível com uma doutrina que crê em um Deus criador e providente [vide itens 5.2., 5.4., e 5.5.].

Hegel [1770-1831] graduou-se em pastor luterano.
Discordando de pontos doutrinários, abandonou o pastorado e tornou-se Professor de filosofia.
Foi fortemente influenciado pelo Romantismo alemão que fazia apologia da revalorização do panteísmo pagão germânico.

Essa é a razão porque Hegel apresenta sempre vaga ideia de Deus, identificado-O com a natureza, diferindo de um Deus criador e providente.

Marx [1818-1883] era francamente materialista.
Portanto, sua doutrina não podia explicar os fenómenos naturais determinados por uma Causa externa [Deus].
A teoria dialéctica ajudava explicar tudo sem recorrer a determinações externas aos factos ou às coisas.

O Romantismo surgiu no final do século XIX, influenciando arte, ciência, filosofia.
Suas manifestações diferiam conforme o sector, o local e o momento de aparecimento.

Por isso, falamos de Romantismo alemão, italiano.
Mencionamos também Romantismo na Música, nas artes plásticas, na Arquitectura, etc..
Esse movimento prolongou-se por todo o Século XIX, ingressando no Século XX sob a forma do Niilismo de Nietzsche e da fenomenologia de Husserl.

Ambas influenciaram o Existencialismo Fenomenológico de Heidegger e o Existencialismo Materialista de Sartre e, mais recentemente o Estruturalismo.

Por isso, a Dialéctica ficou preservada para explicar todos os fenómenos da vida humana.
Ela passou a fazer parte do "espírito da época" [Zeitgeist] e, assim, perece lógica a fundamentação nela para qualquer demonstração.

Por essa razão, no Movimento Espírita Brasileiro, aparecem pessoas que são influenciadas por esse "espírito da época" e facilmente introduzem no Espiritismo ideias contraditórias a seus princípios.

Essa confusão tem várias causas.
A primeira é pelo fato dessa palavra ter vários significados e, por isso, as pessoas podem estar defendendo ideias dialécticas diferentes, achando que estão em comunhão de pensamento.

A segunda é política; na segunda metade do Século XX, houve uma expansão do pensamento marxista, o que ajudou a divulgar a doutrina dialéctica.
A terceira causa é o pensamento estruturalista que dominou também nessa época [com apogeu na Década de 60, identificando-se com a ideologia de protesto] e foi muito influenciado pelo anarquismo francês.

A doutrina dialéctica, embora seja uma forma de determinismo causal, induz ao indeterminismo, o que satisfaz aos interesses anarquistas, pois, o constante "vir-a-ser" inevitavelmente induz a uma indeterminação.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 01, 2013 9:53 pm

A segunda e a terceira causas são consequências do Romantismo.
Das várias acepções da palavra "dialéctica', vamos examinar apenas a "Dialéctica Idealista de Hegel" e a "materialista de Marx", por serem essas as formas que provocam esse mistifório no Movimento Espírita Brasileiro.

Hegel alegava que toda afirmação traz dentro de si sua negação, o que evidentemente resulta na negação da primeira afirmação, o que já se torna uma segunda afirmação, contendo dentro de si sua própria negação.

Essa cosmovisão conduz necessariamente a um indeterminismo, pois nada pode ser definitivo, eliminando a possibilidade de uma determinação finalista dada por um Deus providente.

Didacticamente essa teoria é apresentada como consistindo de tese [posição] que produz sua antítese [oposição].
A união dessas duas produz a síntese [composição] que é uma nova tese que produzirá sua antítese.

Marx não aceitou a forma idealista dessa teoria e forneceu-lhe uma explicação materialista.
Não é justificável neste trabalho, explicarmos a distinção precisa entre essas duas formas de pensamento dialéctico.

Basta que o leitor entenda que dialéctica resume-se didacticamente na sequência infindável de tese, antítese e síntese.

Para exemplificar, faremos essa comparação.
Os que aceitam o pensamento dialéctico, usam como prova a ascensão, apogeu e declínio de várias civilizações do passado.

Essas civilizações ao se estabelecerem traziam dentro de si a sua "negação" ou "antítese", que a aniquilaria futuramente.

Marx afirmava que o Capitalismo trazia dentro de si suas contradições, o que o destruiria.

A LE 786 mostra o inverso.
O nascimento, crescimento e declínio de uma civilização são providências de Deus - há um factor externo determinando-os - não há contradições internas.

A LE 788 e EE 24.4 afirmam que os povos são individualidades colectivas, tendo uma infância, uma idade da madureza e uma decrepitude - nascem, crescem e morrem.
Especificamente, em EE 24.4 é afirmado que cada coisa tem que vir em sua época própria, demonstrando que o aparente "vir-a-ser", que seria um indeterminismo, é, na verdade, um determinismo finalista [providencial].

Todo o Capítulo III do EE demonstra como a evolução dos mundos, onde reencarnam Espíritos, é determinada e não ocorrendo ao sabor do indeterminismo dialéctico.

Portanto, a "contradição", a "antítese", vem do exterior, não está embutida na "tese", há uma determinação finalista [providencial] de um Deus providente.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 02, 2013 9:57 pm

Outro exemplo.

A morte é a única coisa certa em nossas vidas.
Até a velhice é duvidosa, pois podemos morrer antes de atingi-la.
Depois que nascemos, não fazemos outra coisa se não caminharmos para morte.

Essa realidade fatalista induziu alguns pensadores a tentar explicar essa inexorabilidade da morte pela dialéctica.

A vida traria dentro de si sua oposição que é a morte.
Para a Doutrina, a essência é a vida espiritual.
A passagem pela matéria é apenas um acidente.

Aquilo que entendemos por "vida" [o período em que o Espírito está reencarnado na matéria] é o que é transitório, fugaz.
Pelo contrário, a morte não é a negação da vida, mas sua continuação, ou, inversamente, a vida que é uma continuação temporária da erraticidade.

A morte não existe para a Doutrina.
O que entendemos por morte física é apenas o cumprimento de uma etapa da longa vida de um Espírito.
Quando o Espírito reencarna sua morte [desencarnação] já está determinada, cumprindo uma finalidade e não um "vir-a-ser" indeterminado.

Kardec chama esse determinismo de finalista de fatalidade, porque naquela época o binómio determinismo / indeterminismo ainda não estava desenvolvido pela Filosofia.

Há uma explanação sobre o conceito de "fatalidade" da LE 851 à LE 867 e na LE 872 [p.400].
A doutrina dialéctica não admite autoridade externa aos factos ou coisas, determinando-os.

Julgamos que não cabe qualquer visão dialéctica dentro do Espiritismo. Achamos que as opiniões citadas acima, podem decorrer da falta de conhecimento ou pela indução feita pelo pensamento moderno.

Seria uma manifestação do "espírito da época" [Zeitgeist].

Victor Leonardo da Silva Chaves, Médico e Licenciado em Filosofia

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 02, 2013 9:58 pm

..Amílcar Del Chiaro Filho > O Espírita e a Política

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Aproximam-se as eleições, e como não poderia deixar de ser, os centros espíritas são cortejados por candidatos à procura de votos, oferecendo vantagens inúmeras e promessas falazes.

Quase sempre esbarram numa resistência férrea, de muitos espíritas, que não admitem intromissão política nas instituições doutrinárias, no que fazem muito bem.

Infelizmente nem todos tem esse cuidado, e por outro lado, alguns exageram e propõem a criação de um partido espírita, para fazer frente aos lobbys religiosos que se formam nos cenários políticos do país, procurando alcançar seus propósitos proselitistas.

Até hoje o bom senso espírita tem prevalecido e nos livramos dessa possibilidade.

Entretanto, se as instituições espíritas não devem se envolver com a política, o espírita é cidadão e deve exercer os seus direitos políticos com honradez.

Aqueles que tem vocação política devem procurar exercê-la, mas como lembra o Prof. Herculano Pires, deverão revestir-se de honestidade até a medula.

É muito bom que, a política militante, que agita sentimentos, que perturba, que separa pessoas nas suas relações de amizade e, não raro, até familiares, fique longe das nossas Instituições Doutrinárias, mas já não podemos dizer o mesmo da política vista como ciência superior que trabalha por melhores condições de vida, portanto, uma política de regras morais para o bem estar do povo, essa é bem-vinda.

Rui Barbosa, o extraordinário estadista brasileiro que recebeu o título de Águia de Haia, pela sua actuação na Conferência Internacional, realizada naquela capital, ao ser admoestado pelo presidente da Assembleia, após um seu pronunciamento, porque a política estava excluída dos debates, ele respondeu:
"A política, no sentido mais corrente da palavra, essa ninguém discute, está-nos absolutamente vedada.

Nada temos a ver com os assuntos internacionais, com as contendas que dividem as nações, os litígios de amor próprio, de ambição ou de honra, as questões de influência, de equilíbrio ou de predomínio, aquelas que conduzem ao conflito ou à guerra.

Quanto a outra, na elevada acepção do termo, a mais alta e nem por isso menos prática, no que se relaciona com os interesses supremos que unem as nações, umas com as outras, acaso pode ser-nos vedada esta política? Não, senhores".

O que queremos dizer com este trecho do discurso de Rui Barbosa, é que a política, como concebida por Rui, não é vedada aos espíritas, porque trata-se da justiça social, da convivência entre as pessoas, do amor fraterno.

Trata-se da construção de um mundo melhor, de paz, harmonia e dignidade, onde todos tenham o suficiente para viver, onde não exista fome, pobreza, ignorância.

Onde exista assistência médica, emprego, lazer e escolas em todos os níveis, para todos.

Onde a criança e o idoso sejam prioridade.
Onde a vida seja vivida com dignidade.

Essa é a política a que todos espíritas devem estar engajados, e como eleitores, precisamos votar em candidatos que se afinem com essas ideias e vivam esses ideais.

(Jornal Verdade e Luz Nº 176 de Setembro de 2000)

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 02, 2013 9:58 pm

.. Amílcar Del Chiaro Filho > A grande tarefa do Espiritismo

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Enquanto muitas pessoas procuram o Espiritismo para resolver problemas triviais da vida, embora reconheçamos que alguns são especialmente dolorosos, não percebem que a grande tarefa do Espiritismo é mostrar a sobrevivência da alma, e a finalidade evolutiva do existir, assim como a orientação ético-moral, emanada do Evangelho de Jesus de Nazaré.

Ao se conscientizar da sobrevivência, o homem, se liberta do terror com que encara a morte.

No entanto, o Espiritismo responsabiliza-o, também, pela aplicação do seu aprendizado moral, alargando os horizontes do conhecimento.

Devemos considerar que não é apenas o Espiritismo que ensina a sobrevivência, todas as religiões o fazem, contudo, o Espiritismo dá uma nova dinâmica à imortalidade, tirando-a de uma situação estática, para a dinâmica.

Consideramos, também, que a estrutura doutrinária do Espiritismo, não se limita a pregar a sobrevivência, mas comprova-a através das pesquisas.

Ao falar da reencarnação, não a apresenta como um dogma de fé, mas como lei natural.

Quanto ao Evangelho, ele é visto, pelo espiritismo, como um código moral, susceptível de erros, interpolações, adulterações, por isso, seguindo os passos de Allan Kardec, aceitamos sem tergiversações os ensinamentos morais do Evangelho.

É, sobretudo, um livro humano, portanto, com as limitações humanas.

Nele, encontramos os maravilhosos ensinamentos de Jesus de Nazaré, juntamente com textos distorcidos ou interessados em defender ideias, nem sempre condizente com o próprio evangelho.

O Espiritismo não pode ficar subordinado a imposições dogmáticas ou aos convencionalismos humanos.

Em Espiritismo não cabe o crer pelo crer, pois a fé deve ser racional.

Sabemos que para muitos as proposições espíritas são assustadoras.

Unir fé e razão, assim como a religiosidade à filosofia e à ciência, e transformar a alma ou espírito em objectos de observações e pesquisas, pode, realmente, desestruturar a mente humana.

Os místicos-religiosos, dificilmente aceitam as ideias espíritas.

Aqueles que aprenderam ouvir e aceitar o que lhe dizem, desde crianças, sem questionar, não conseguem entender essa revolução conceptual.

Ao contrário disso, aqueles que procuram novos rumos para as suas vidas, certamente encontrarão no espiritismo roteiro seguro para a emancipação do pensamento.


A fé espírita, afirma Herculano Pires, como já dizia Allan Kardec, é iluminada pela razão, mas a razão espírita, por sua vez, é iluminada pela fé, de maneira que não pode ser confundida com a razão céptica.

Enquanto esta é espiritualmente estéril, a razão espírita é espiritualmente fecunda, abrindo para a mente humana perspectivas cada vez mais amplas de compreensão do homem, do mundo e da vida.

(Jornal Verdade e Luz Nº 169 de Fevereiro de 2000)

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 03, 2013 10:53 pm

.. Sílvio Seno Chibeni > Os acréscimos e modificações na 13ª edição francesa do Livro dos Espíritos

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Em 1865, saiu a 13ª edição francesa de Le Livre des Esprits.

Segundo regista a “Nota explicativa” da reprodução da 2ª edição publicada pela FEB em 1998 (ver resenha em Mundo Espírita, fevereiro de 2002, p. 5), Kardec introduziu no texto diversos “acréscimos e modificações”.

Ao contrário do que aconteceu com a Errata da 5ª edição (ver Mundo Espírita, ... de 2002, p....), essas alterações se incorporaram definitivamente à obra.

Estão presentes nas edições correntes em francês, português, inglês e esperanto que pudemos consultar, o que evidencia que elas se basearam em alguma edição posterior à 12ª.
(Aliás, quase nenhuma tradução de textos espíritas indica precisamente o original utilizado – um indício, dentre muitos outros, da falta de rigor editorial.)

O objectivo deste artigo é traduzir e comentar o trecho da Note explicative” referente aos acréscimos e modificações.

Na Nota, esse trecho forma um único parágrafo; as alterações são numeradas por letras.
Para clareza de exposição, apresentaremos os itens em parágrafos separados, mantendo porém a numeração original.

Como as referências são feitas pelas páginas e linhas da edição francesa, forneceremos entre colchetes e em itálicos informações que facilitem a localização em outras edições.

A) página 20: modificação da redacção das linhas 5, 6 e 7 [período final do comentário de Kardec à questão 51];
B) página 59: indicação do Livro dos Médiuns na nota que segue a resposta à questão 137;
C) página 60: indicação do parágrafo II na nota de rodapé [no final do comentário de Kardec à questão 139];

D) página 107: modificação da redacção e acréscimos a partir da linha 4 [item 222, sexto parágrafo do fim para o começo (essa contagem varia de tradução para tradução), a partir da expressão Outro, no entanto, ela apresenta ...” (na tradução de Guillon Ribeiro, FEB)];

E) página 252: supressão, conforme a “Errata” mencionada acima [final da resposta à questão 586];
F) páginas 263/264: acréscimo no comentário de Allan Kardec a partir do 2º parágrafo (O ponto inicial ...)
[questão 613; note-se que na tradução de Guillon Ribeiro este ficou sendo o 3º parágrafo do comentário de Kardec];
G) página 377: modificação do 1º subtítulo, de Questões morais diversas para As virtudes e os vícios [título da primeira seção do último capítulo da 3ª parte];

H) página 384: correcção na redacção da resposta à questão 911, de eles para elas [note-se que na elegante e correta tradução de Guillon o pronome ficou elíptico; refere-se às formas verbais Querem e ficam].

Conforme fizemos notar em nossa resenha da edição histórica de Le Livre des Esprits publicada pela FEB, o admirável esforço empreendido pela Union Spirite Française et Francophone, que se responsabilizou pelas pesquisas bibliográficas nas edições guardadas na Biblioteca Nacional da França, ficou parcialmente comprometido, no que tange ao tópico que estamos analisando no presente artigo, pela falta de precisão em alguns dos itens dessa lista de “acréscimos e modificações”.

Examinemos a lista:
Itens B, G e H: estão inteiramente claros.

Item E: dada a reprodução da Errata no final da edição, a alteração feita aqui também pode ser determinada com precisão (ver artigo em Mundo Espírita, ... de 2002, p. ...).

Item C: há aqui uma pequena ambiguidade: Kardec terá acrescentado a nota de rodapé inteira ou apenas, em seu final, o símbolo “§ II?

Item F: também aqui há alguma margem para dúvida:
o “acréscimo” refere-se a todo o texto do comentário, a partir do ponto indicado, ou houve um acréscimo dentro dele?
(A frase francesa “ajout dans le commentaire d Allan Kardec à partir...” não deixa isso totalmente claro.)

Item A: aqui a falta de informação é grave: o que precisamente foi modificado?

Item D: novamente, ficamos sem saber o que foi modificado e acrescentado no texto de quase uma página, a partir do ponto indicado.
Evidentemente, quem realizou as pesquisas nas edições francesas tinha todas as informações necessárias para sanar as ambiguidades e pontos obscuros que apontamos.

É lamentável que elas não tenham sido fornecidas na Nota explicativa aposta no início da edição da FEB. Mas a falha poderá ser facilmente reparada em futura reedição.

Como também já sugerimos na resenha, o rigor editorial recomendaria que todas as alterações feitas na 13ª edição (ou em qualquer outra) não fossem incorporadas ao texto histórico que a FEB, o CEI, a USFF e o IDE em boa hora deram a público.

Este deveria ser a reprodução exacta do texto da 2ª edição francesa, tal qual saiu em Paris em 1860, e de que a FEB guarda precioso exemplar.
Todas as alterações ulteriores feitas por Kardec deveriam estar registradas, de forma precisa e completa, em notas ou apêndices preparados pelos editores.

Aguardamos, pois, que num futuro breve isso seja feito, em benefício das pesquisas espíritas, e no sentido da implantação no meio espírita de uma tradição de tratamento cuidadoso de textos como a que existe na área académica.

Texto publicado em Mundo Espírita, novembro/2002, p. 5.

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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 03, 2013 10:54 pm

.. Sílvio Seno Chibeni > Ciência Espírita

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Le Spiritisme est une science qui traite de la nature, de l'origine et de la destinée des Esprits, et de leur rapports avec le monde corporel.
Allan Kardec

1. INTRODUÇÃO: CIÊNCIA E PSEUDOCIÊNCIA

Com a frase em epígrafe, que figura no Preâmbulo do importante livro O que é o Espiritismo, Allan Kardec indica, de modo sumário porém preciso, o objecto de estudo do Espiritismo, enquanto ciência.

Quando a escreveu, em 1859, Kardec já havia, ao longo de alguns anos de investigações teóricas e experimentais intensas, desenvolvido suficientemente o Espiritismo para poder afirmar sem hesitação que se tratava de uma nova disciplina científica.

Como é bem sabido, os desdobramentos filosóficos e morais que essa disciplina comporta foram igualmente objecto de grande atenção por parte de Kardec.
No presente trabalho centralizaremos nossa análise no aspecto científico do Espiritismo, atendendo à natureza desta seção da Revista Internacional de Espiritismo. [1]

A questão de que características tornam uma disciplina merecedora do qualificativo científica tem ocupado lugar proeminente nos estudos dos filósofos da ciência.

Notadamente nas últimas três décadas, progressos significativos foram realizados no sentido de se lhe oferecer uma resposta satisfatória.
Um dos elementos mais importantes nesse aperfeiçoamento de nossa concepção de ciência foi a maior atenção que os filósofos da ciência passaram a atribuir à análise detalhada da história da ciência, dentro de uma abordagem historiográfica renovada.

Reconhece-se hoje entre os especialistas que a concepção comum de ciência padece de defeitos sérios, por não resistir nem a variados argumentos filosóficos recentemente levantados, nem ao confronto com a descrição da génese, evolução e estrutura das disciplinas científicas maduras, ou seja, da Física, da Química e da Biologia.

Os elementos problemáticos dessa visão ordinária de ciência, esposada tanto pelo homem comum como por expressiva parcela dos próprios cientistas, compareciam igualmente nas concepções que os filósofos defendiam até a primeira metade de nosso século.

A versão mais bem articulada dessa concepção é a doutrina filosófica conhecida como Positivismo Lógico, que teve seu apogeu nas décadas de 1920 e 1930.
Por motivos que não cabe aqui examinar, essa posição filosófica exerceu entranhada influência sobre os cientistas, e essa influência perdura até nossos dias, a despeito daquela concepção haver sido abandonada há muito pelos filósofos.

Esses factos são importantes em nossa análise das linhas de pesquisa que pretendem competir com o Espiritismo, pois elas começaram a surgir precisamente quando o Positivismo Lógico fornecia os parâmetros segundo os quais uma actividade genuinamente científica se desenvolveria.

Ora, tais parâmetros sendo equivocados, como se percebeu depois, aquelas linhas de pesquisa nascentes, que alimentavam a pretensão à cientificidade, acabaram por assimilar uma visão de ciência irreal.

Isso levou a que adoptassem métodos inadequados aos fins a que se propuseram, bloqueando-lhes as possibilidades de contribuir significativamente para o avanço de nosso conhecimento no domínio do espírito.

Lamentavelmente, a adopção de uma concepção falha de ciência levou os pesquisadores da Parapsicologia e demais linhas de investigação que surgiram após ela a não somente empenharem infrutiferamente os seus esforços, como também a desprezarem, ou mesmo repelirem, as conquistas e métodos de uma legítima ciência do espírito, surgida ainda no século XIX, a saber, o Espiritismo.

Em trabalhos anteriores (ver Nota 1, acima) procuramos fornecer alguns detalhes dessa situação, que embasam as afirmações precedentes.

Essa tarefa pressupõe, naturalmente, a comparação dos fundamentos, estrutura e métodos do Espiritismo com aqueles que as investigações recentes em Filosofia da Ciência mostraram caracterizar as disciplinas paradigmaticamente científicas, como a Física, a Química e a Biologia.

Não há espaço para reproduzir aqui as análises que empreendemos naqueles trabalhos.
Para fins de completude, porém, indicaremos a seguir, de forma simplificada, alguns de seus pontos principais.

Grosso modo, a visão comum de ciência envolve a assunção de que uma ciência inicia seu desenvolvimento com um período longo de colecta de dados experimentais (dados empíricos, na linguagem filosófica);
nessa etapa não compareceriam hipóteses teóricas de nenhuma espécie.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 03, 2013 10:54 pm

Uma vez de posse de um conjunto suficientemente grande e variado de dados, os cientistas aplicariam então certos métodos seguros e neutros para obter as teorias científicas, que seriam descrições objectivas da realidade investigada.

O exame cuidadoso da história da ciência e os argumentos filosóficos desenvolvidos pelos filósofos da ciência contemporâneos mostraram que essa caracterização da actividade científica não somente não corresponde ao que de fato ocorreu e continua ocorrendo com as ciências bem estabelecidas, como também pressupõe procedimentos impossíveis.

Observação e teoria, experimento e hipótese nascem e se desenvolvem juntos, num complexo processo simbiótico de suporte recíproco.

A acumulação prévia de dados neutros, ainda que fosse possível, seria inútil.
Nenhum conjunto de dados leva de modo lógico a leis científicas a imaginação criadora do homem desempenha um papel essencial na génese das teorias científicas.

A imagem de ciência a que os filósofos da ciência chegaram a partir das conquistas recentes indica que uma ciência autêntica consiste, simplificadamente, de um núcleo teórico principal, formado por hipóteses fundamentais.

Esse núcleo é circundado por hipóteses auxiliares, que o complementam e efectuam sua conexão com os dados empíricos.
Essa estrutura mais ou menos hierarquizada faz-se acompanhar de determinadas regras, nem sempre explícitas, que norteiam o seu desenvolvimento futuro.

De um lado, há as regras "negativas", que estipulam que nesse desenvolvimento os princípios básicos do núcleo teórico devem, o quanto possível, ser mantidas inalteradas.

Eventuais discrepâncias entre as previsões da teoria e as observações experimentais devem ser resolvidas por ajustes nas partes menos centrais da malha teórica, constituídas pelas hipóteses auxiliares; regras "positivas" sugerem ao cientista como, quando e onde essas correcções e complementações devem ser efectuadas.

Ao contrário do que se supõe na visão comum de ciência, não há restrições sobre a natureza das leis de uma teoria científica, que podem inclusive ser de carácter predominantemente metafísico.

A restrição fundamental é que a estrutura teórica como um todo forneça previsões empíricas corretas, ou seja dê conta dos factos.
O exame das teorias científicas maduras e dos padrões avaliativos adoptados pelos cientistas indica ainda que algumas características devem necessariamente estar presentes em qualquer boa teoria científica. Inicialmente, ela deve ser consistente.

Deve ser abrangente, explicando um grande número de factos.
Deve, por fim, apresentar as virtudes estéticas de unidade e simplicidade, ou seja, a explicação que fornecem dos diversos fenómenos deve decorrer de maneira natural e simples de um corpo de leis teóricas integrado e tão reduzido quanto possível.

Há ainda o vínculo externo de que uma teoria não deve conflituar com as demais teorias científicas bem estabelecidas que tratam de domínios de fenómenos complementares (por exemplo, uma teoria biológica não deve pressupor leis químicas e físicas que contrariem as leis bem assentadas da Química e da Física).

2. O ESPIRITISMO COMO CIÊNCIA

A inspecção meticulosa e isenta das origens, estrutura e desenvolvimento do Espiritismo revela que ele possui todos esses requisitos de uma ciência genuína.

Em artigo anterior ("A excelência metodológica do Espiritismo") procuramos mostrar, além disso, que Allan Kardec admiravelmente antecipou- se às conquistas recentes da Filosofia da Ciência, e compreendeu essa realidade.

Sua visão de ciência, exposta explícita e implicitamente em seus escritos, corresponde à visão moderna e justa mencionada acima.

Isso teve a consequência feliz de que, ao travar contacto com uma nova ordem de fenómenos, Kardec empregou em sua investigação métodos e critérios correctos, o que possibilitou o surgimento de uma verdadeira ciência do espírito.

O corpo teórico fundamental do Espiritismo encontra-se delineado em O Livro dos Espíritos.

O exame dessa obra revela sua consistência e seu alto grau de coesão, uma notável concatenação das diversas leis, a amplitude de seu escopo, e o perfeito casamento da teoria com os factos.

Ademais, ali estão implicitamente presentes as directrizes que nortearam os desenvolvimentos ulteriores das investigações espíritas.
Parte significativa desses desenvolvimentos foi, como se sabe, levada a cabo pelo próprio Kardec, e se acham exarados nas demais obras que escreveu.

Consoante com a natureza de uma verdadeira ciência, o desenvolvimento experimental e teórico do Espiritismo prossegue até hoje, pelos esforços de pesquisadores encarnados e desencarnados.

Contrariamente ao que alguns críticos mal informados acerca do Espiritismo e das teorias científicas contemporâneas alegam, o Espiritismo não conflitua com qualquer uma das teorias científicas maduras, quer da Física, quer da Química ou da Biologia.
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Re: A Ciência confirma o Espiritismo?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 04, 2013 10:05 pm

É de crucial importância notar, como o fez Kardec, [2] que embora o Espiritismo seja uma ciência, ele não se confunde com as referidas ciências, do mesmo modo como elas não se confundem entre si.

Os domínios de fenómenos por elas tratados não coincidem, sendo antes complementares.
A percepção dessa distinção evita uma série de julgamentos e posturas equivocados, que têm ameaçado até mesmo o próprio Movimento Espírita.

Vêem-se, com efeito, pessoas que imaginam que a ciência espírita consiste em determinadas investigações envolvendo experimentos conduzidos com o auxílio de aparelhagens de uso nos laboratórios de Física, e dentro de referenciais teórico-conceituais emprestados à Física.

Assume-se, assim, que é o uso desses aparelhos e o emprego de terminologia técnica (aliás quase sempre incompreendida por quem a usa dentro de tais contextos) que confere cientificidade a essas investigações.

Dada a relevância da elucidação dos sérios enganos envolvidos em semelhantes alegações, nesta Seção e na seguinte nos deteremos um pouco mais sobre elas. [3]

A observação mais importante é a de que o estabelecimento dos princípios básicos do Espiritismo prescinde completamente do uso de qualquer aparelho e do recurso a qualquer teoria física.

O mais fundamental de tais princípios é o da existência do espírito, ou seja, da existência de algo no homem que é a sede do pensamento e dos sentimentos e sobrevive à morte corporal.

Como enfatizou Kardec, a comprovação cabal desse princípio se dá através dos fenómenos a que denominou "de efeitos intelectuais", quais sejam a tiptologia, a psicofonia e a psicografia.

Quem quer que reflicta isentamente sobre fenómenos dessa ordem não terá dificuldade em reconhecer que atestam a existência do espírito de modo inequívoco as tentativas de "explicações" alternativas que se têm procurado oferecer surgirão como ridículas.

Nessa avaliação, é importante notar a diferença que existe entre esse princípio básico do Espiritismo e alguns dos princípios das teorias físicas e químicas contemporâneas, por exemplo.
Neste último caso, o "grau teórico" (se assim nos podemos exprimir) é muito maior, ou, em outros termos, os princípios estão muito mais distantes do nível fenomenológico, ou seja, da observação empírica directa.

Em tal caso, o caminho que vai da observação até o princípio teórico é bastante indirecto e tortuoso, passando por uma série de teorias auxiliares, necessárias, por exemplo, para tratar do funcionamento e interpretação dos dados dos aparelhos envolvidos.

Nessas circunstâncias, a segurança com que os princípios podem ser asseridos fica evidentemente limitada; há em geral possibilidades plausíveis de explicações dos mesmo fenómenos através de princípios teóricos diferentes; a história da Física e da Química tem ilustrado a vulnerabilidade de suas teorias.

No caso do princípio espírita em questão (bem como de vários outros dos princípios básicos do Espiritismo), a situação é bastante diversa.

Trata- se de um princípio pertencente à classe de princípios a que os filósofos denominam "fenomenológicos", que estão na base do edifício do conhecimento, dado o seu alto grau de certeza.

Proposições dessa classe são, por exemplo, as de que o Sol existe, de que o fogo queima e a cicuta envenena, a de que determinado familiar veio nos visitar no dia tal e nos deixou uma caixa de bombons, etc.

Nestes casos, embora explicações alternativas sejam em princípio possíveis, [4] elas são tão inverosímeis que não merecem o assentimento de nenhum ser racional.

Notemos que a inferência espírita diante de um fenómeno de efeitos intelectuais não difere em nada das inferências que fazemos a partir dos fenómenos ordinários.

Quando, por exemplo, o carteiro traz à nossa casa um papel no qual lemos certas frases, não nos acudirá à cabeça a ideia de que elas não foram escritas por um determinado amigo, por exemplo, quando relatam factos, contêm expressões e expressam pensamentos peculiares e íntimos.

Exactamente o mesmo se dá com os abundantes e variados casos de psicografia de que todos somos testemunha.

Não constitui exagero, pois, afirmar-se que a constatação cuidadosa de uns poucos casos dessa espécie (como por exemplo os que nos têm oferecido a extraordinária mediunidade de Chico Xavier) é suficiente para eliminar qualquer dúvida.

Como se isso não bastasse, a base experimental do Espiritismo incorpora ainda muitos outros tipos de fenómenos, como a psicofonia, a xenoglossia, as materializações, os casos de vidência, a pneumatografia e a pneumatofonia, etc.

Além desses fenómenos, que formam uma classe específica, a dos fenómenos espíritas, o Espiritismo apoia-se também, em virtude de oferecer-lhes explicações científicas, em uma multidão de fenómenos ordinários.

Referimo-nos, por exemplo, às nossas inclinações e sentimentos, às peculiaridades de nosso relacionamento com as pessoas que nos cercam, aos acontecimentos marcantes de nossas vidas, aos distúrbios da personalidade, aos efeitos psicossomáticos, aos sonhos, à evolução das espécies e das civilizações, etc.
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