Estudo 018 - Comunicabilidade dos Espíritos

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Estudo 018 - Comunicabilidade dos Espíritos

Mensagem  luzespirita em Seg Maio 03, 2010 10:46 pm

A Comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados não e um fato recente, mas antiquíssimo' com a única diferença que no passado era apanágio dos chamados iniciados e na atualidade; com o advento do Espiritismo, tornou-se fenômeno generalizado a todas as camadas sociais.
A possibilidade dos Espíritos se comunicarem é uma questão muito bem estabelecida, resultante de observações e experiências rigorosamente realizadas por eminentes pesquisadores. Os Espiritas não tem duvidas a este respeito, -porém, determinados companheiros que abraçam correntes religiosas diferentes da Doutrina Espírita, procuram criticá-la chamando a atenção, entre outras coisas, sobre a proibição mosaica de evocar os mortos.
Na lei mosaica esta escrito: (...) Não vos virareis para adivinhadores e encantadores, não os busqueis, contaminando-vos com eles: Eu sou o Senhor vosso Deus.(...)"
"(...) Quando pois algum homem ou mulher em si tiver um espirito adivinho , ou for encantador, certamente morrerão: com pedras se apedrejarão; o seu sangue é sobre eles."
"(...) Não achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;
Nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito advinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor: por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele.
"Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força e que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e mais em outras de suas partes? (...)Desde que se reconhece que a lei mosaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.
Demais, e preciso expender os motivos que justificavam proibição e que hoje se anularam completamente. 0 legislador hebreu que ria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos(...)".
"A proibição de Moisés foi mais para conter um comercio grosseiro e prejudicial com os desencarnados. Os Israelitas necessitavam de uma ação mais disciplinadora porque, alem do mais"(...) a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição.(...) "
Naquela época, aliada a prática pura e simples de evocar os mortos, havia um verdadeiro comercio com os adivinhadores'(...) associadas às praticas da magia e do sortilégio, acompanhadas ate de sacrifícios humanos.(...)" A proibição, tinha, pois, razão de ser. Nos dias atuais o ser humano adquiriu novas conquistas, o progresso se fez pelo predomínio da razão e, a prática de intercâmbio espiritual ou mediúnica, defendida pelo Espiritismo tem outras finalidades: moralizadora, consoladora e religiosa.
"(...) A verdade e que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés;(...)" os espiritas não fazem sacrifícios humanos. não interrogam astros, adivinhos e magos para informarem-se de alguma coisa, não usam medalha, talismã, fórmulas sacramentais ou cabalísticas para atrair ou afastar Espíritos.
O Espirita sincero sabe que"(...) O futuro e vedado ao homem por principio, e só em casos raríssimos e excepcionais é que Deus faculta a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, por certo negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade.(...)"
A evocação dos Espíritos exercidas na prática espirita tem o fito de receber conselhos dos Espíritos superiores, de moralizar aqueles voltados para o mal e continuar com as relações de amizades e amor entre entes queridos que partilharam, ou não, a vivência reencarnatória
Pelas orientações instrutivas e altamente moralizadoras forneci das pelos benfeitores espirituais, pelo valioso aprendizado oferecido pelos desencarnados sofredores, conclui-se que a prática mediúnica, e um fator de progresso humano pelos benefícios que acarreta.
"(...) Sem duvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbarão, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso. :
Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do Médium libera-o da influência dos Espíritos inferiores perversos que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio por faltarem os vínculos para a necessária sintonia.(...)"
"Repelir as comunicações do além-túmulo é repudiar o meio mas poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, alem disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria a se aperfeiçoarem. Interditar as comunicações e, portanto, privar as a mas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar.(...)

Examinando a mediunidade
Mediunidade a serviço do próximo.


Aspiras ao desenvolvimento da mediunidade para mais fácil intercâmbio com o Plano Espiritual. Isso é perfeitamente possível; entretanto, é preciso lhe abraces as manifestações, compreendendo que ela te pede amor e dedicação aos semelhantes para que se transforme num apostolado de bênçãos.
Reconhecerás que não reténs com ela um distrito de entretenimento ou vantagens pessoais e sim um templo-oficina, através do qual os benfeitores desencarnados se aproximem dos homens, tão diretamente quanto lhes é possível, apontando-lhes rumo certo ou lenindo-lhes os sofrimentos, tanto quanto lhe utilizarás os recursos para socorrer desencarnados, que esperam ansiosamente quem lhes estenda uma luz ao coração desorientado,
Receberás com ela não apenas a missão consoladora de reerguer os tristes, mas também a tarefa espinhosa do suportar, corajosamente, a incompreensão daqueles que se comprazem sob a névoa do materialismo, muita vez interessados em estabelecer a dúvida e a negação para obterem, usando o nome da filosofia e da ciência, livre trânsito nas áreas de experiência física, em que a fé opõe uma barreira aos abusos de ordem moral.
Nunca Ihe ostentarás a força com atitudes menos dignas, que te colocariam na dependência do mal, e, ainda mesmo quando ela te propicie meios com os quais te podes sobrepor aos perseguidores e adversários, tratá-los-ás com o amor que não foge à verdade e com a verdade que não desdenha o equilíbrio, admitindo que não te assiste o direito de te antepores à Justiça da vida. ;
Terás a mediunidade por flama de amor e serviço, abençoando e auxiliando onde estejas, em nome da Excelsa Providencia, que te fez semelhante concessão por empréstimo. E nos dias em que esse ministério de luz te pese demasiado nos ombros, volta-te para o Criisto — o Divino Instrumento de Deus na Terra — e perceberás, feliz, que o coração crucificado por devotamento ao bem de todos, conquanto pareça vencido, carrega em triunfo a consciência tranqüila do vencedor.

ATIVIDADE
Interpretar, à luz do Espiritismo, a proibição de intercâmbio mediúnico existente no Velho Testamento (Levítico, 19:31 e 20:27; Deuteronômio, 'S2:1 a 12)
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