Momentos Espíritas II

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Tentações Afectivas

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 27, 2015 8:52 pm

Esta sede insaciável de prazer renovado, leva-te ao desequilíbrio.
Essa busca irrefreável de afecto que te plenifique, conduz-te ao abismo da loucura.
Tal ansiedade por encontrar quem te compreenda e apoie, oferecendo-te segurança integral, empurra-te para os precipícios dos vícios dissolventes.
A pressa de encontrar quem esteja disposto a doar-te ternura, afasta os corações que pretendem ajudar-te, porque em faixa afectiva diferente eles se te afeiçoam em espírito, enquanto vibras outra forma de necessidade.
A insatisfação, face ao muito que desfrutas, gera em ti distúrbio lamentável de comportamento, que ameaça a tua vida.
O que falta, a qualquer pessoa, é resultado do seu mau uso em oportunidade transacta.
Carência de hoje, foi desperdício de ontem.
Ninguém há, que se encontre, na Terra, completo e realizado.
Na área da afectividade, a cada momento defrontamos amores eternos que depois se convertem em pesadelos de ódio e crime.
Muitas promessas "para toda a vida", às vezes, duram uma emoção desgastante e frustradoras.
Sorrisos e abraços, júbilos infindos de um momento, tornam-se, sem motivo aparente, carantonhas de rancor, agressões violentas e amarguras sem nome.
Tudo, no mundo corporal, é transitório, forma de aprendizagem para vivências duradouras, posteriormente.
Assim, evita sonhar, acalentando esperanças absurdas, nas quais pretendes submeter os outros aos teus caprichos pessoais, que também passarão com rapidez.
O que agora te parece importante, mais tarde estará em condição secundária.
Ontem aspiraste determinada conquista que, lograda, hoje não te diz mais nada.
Se desejas o amor de plenitude, canaliza as tuas forças para a caridade, transformando as tuas ansiedades em bem-estar noutros muito mais necessitados do que tu.
Não desvies a tónica da tua afectividade, colocando sentimentos imediatistas, que te deixarão ressaibos de desgostos e travos de fel.
A outra, a pessoa que, por enquanto, consideras perfeita e capaz de completar-te, é tão necessitada quanto o és tu.
Na ilusão, adornas-lhe o carácter, para descobrir, mais tarde, o ledo engano.
Conserva puro o teu afecto em relação ao próximo e não te facultes sonhos e fantasias.
Aquilo que mereces e de que necessitas, chegará no seu momento próprio.
Reencarnaste para aprender e preparar o futuro, não para fruir e viver em felicidade que ainda não podes desfrutar.
Cuidado, portanto, com as aspirações-tentações, que se podem converter em sombras na mente e em sofrimentos incontáveis para o coração.
Afirmou Jesus, que os Seus "discípulos seriam conhecidos por muito se amarem", sem que convertessem esse sentimento-luz em grilhão-treva de paixão.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Vigilância.

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Amizade se escreve assim

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 28, 2015 9:58 am

Foi durante a Primeira Grande Guerra.
Eles eram jovens e a amizade que os unia tinha a ver com alguns momentos de lazer, de música e, sobretudo, de sobrevivência.
Ele não poderia esquecer que devia sua vida a um judeu alemão chamado Erik.
Um ano mais velho que ele próprio, Erik ensinou Hans a tocar acordeão.
Certo dia, o sargento entrou no alojamento perguntando quem tinha letra bonita.
O capitão precisava que fossem escritas umas doze cartas.
Ele estava com reumatismo ou artrite ou algo parecido e não podia escrevê-las.
Ninguém se voluntariou.
Erik, no entanto, resolveu indicar o amigo.
Falou que ele tinha caligrafia impecável.
Em verdade, a capacidade de redação de Hans era reduzida.
Mas ele escreveu as cartas, enquanto o restante dos homens entrava em combate.
Nenhum deles voltou.
O corpo de Erik foi encontrado em vários pedaços, numa colina cheia de relva.
Hans guardou o acordeão do amigo e o levou consigo, durante toda a guerra.
Ao regressar para casa, localizou a família de Erik para devolver o instrumento.
A viúva não o quis.
Olhar para o instrumento musical lhe trazia memórias ainda mais nítidas do tempo em que ela e o marido davam aulas de música.
Hans tocou para ela, enquanto ela chorava, em silêncio.
Num papel, Hans escreveu seu nome e endereço.
Sou pintor profissional.
Pinto seu apartamento de graça, quando a senhora quiser.
Hans se foi, logo após descobrir que Erik deixara um filho pequeno de nome Max.
Mais de vinte anos se passaram.
Com a chegada da Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus, Max foi ocultado em um depósito por meses a fio, por um amigo alemão.
Contudo, o perigo aumentava dia a dia.
Era preciso sair dali.
Max lembrou de Hans, o amigo de seu pai.
E da promessa feita a sua mãe.
Sim, ela nunca precisara da pintura no apartamento.
Mas ele precisava de um abrigo.
Um contacto foi enviado ao endereço de Hans.
Semanas depois, veio a informação:
Hans ainda tocava acordeão, o do pai de Max.
Não era filiado ao partido nazista.
Era pobre, casado e tinha uma criança.
Importante: ele lhe mandara um livro.
Na capa interna, uma chave.
A chave de sua casa.
Assim, nas primeiras horas de uma madrugada silenciosa, na pátria do nazismo, um jovem judeu chegou à casa de Hans.
Colocou a chave na fechadura, entrou na cozinha.
Hans despertou.
Desceu os degraus, no escuro.
No escuro encontrou o jovem fugitivo.
Fez-lhe café para aquecê-lo.
Depois, o escondeu no porão.
Era uma situação aflitiva.
Assustadoramente aflitiva.
Se Hans e a esposa fossem apanhados dando abrigo a um judeu, seriam presos, condenados, talvez mortos.
Nunca mais veriam a criança...
Mas Hans fizera uma promessa.
Devia sua vida ao pai daquele jovem.
Jamais poderia esquecer isso.
Amizade se escreve de muitas formas.
Pode se escrever com L, de lealdade, com G, de gratidão, com C, de coragem.
Mas, principalmente, com A, de amor, sentimento elevado sempre presente nas almas nobres.


Pense nisso.

Momento Espírita, com base na pt. 4, do livro A menina que roubava livros, de Markus Zusak, ed. Intrínseca.

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Problemas do mundo

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 28, 2015 9:06 pm

O mundo está repleto de ouro
Ouro no solo.
Ouro no mar.
Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes.
Espaço nas cidades.
Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino.
Cultura na técnica.
Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias nas escolas filosóficas.
Teoria nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas.
Organizações económicas.
Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para extinguir o monstro do egoísmo que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que desentranha da letra, na construção da Humanidade nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela ideia, pela directriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo:
"Fora do Cristo não há solução."

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

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O senhor das respostas

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 29, 2015 10:07 am

Sentou-se na antiga poltrona, ao lado da janela.
Lá fora, um entardecer saudoso de outono.
O jardim, que sempre lhe fora tão estimado, era por ela contemplado, vivo em cada um de seus detalhes.
Em sua face, a nostalgia, um tímido sorriso, um olhar sereno envolto pelas marcas de seus bem vividos noventa e três anos.
Ao seu lado, o antigo toca-discos.
Com um movimento delicado, o colocou para funcionar.
Recostou-se na confortável poltrona e se demorou em seus devaneios, ouvindo a famosa intérprete da música popular brasileira:
Mas o tempo é como um rio que caminha para o mar.
Passa como passa o passarinho, passa o vento e o desespero.
Passa como passa a agonia, passa a noite, passa o dia, mesmo o dia derradeiro.
Eis o tempo, pensou a senhora.
Sempre a fluir, inexorável, incansável, preciso, relativo, eficaz, suave, imperceptível, duro, impiedoso, impávido.
Por vezes, como melhor amigo. De outras, como pior inimigo.
O tempo e suas contradições, disse para si mesma.
Trouxe a mão à altura dos olhos.
Demoradamente, os fixou sobre ela, como se a estivesse vendo pela primeira vez.
O mesmo tempo que me trouxe essas tantas rugas, me trouxe também a sabedoria para que estas mãos guiassem os filhos, os netos, os bisnetos.
Foi ele quem trouxe a destreza para amassar o pão e deixá-lo macio, a desenvoltura para os afazeres da casa, a agilidade para curar feridos durante a guerra.
O tempo e suas contradições, falou a si mais uma vez.
Então, avistou, através da vidraça, uma de suas bisnetas, correndo pelo jardim.
Silenciosa, a senhora riu consigo mesma ao contemplar a bisnetinha de seu coração.
Três anos, apenas três anos, reflectiu.
Tão jovem, tão cheia de possibilidades.
O que lhe reserva o tempo?
O que lhe ensinará o tempo?
No que a transformará o tempo?
Nesse momento, suave mão pousou sobre o frágil ombro da senhora:
No que pensa, minha mãe?
Disse-lhe a filha, com sorriso no rosto.
Depois de passar pela guerra, de passar fome, de criar oito filhos, com tamanha dificuldade, de ver tantas pessoas que lhe eram queridas retornarem para junto de Deus...
No auge de seus noventa e três anos, quais são os seus pensamentos, minha mãe?
Penso no tempo, filha, respondeu a sábia senhora.
E o que é o tempo, mamãe?
O tempo, minha filha, – e mais uma vez contemplou a bisneta pela vidraça, pensando nas possibilidades que a sequência dos anos lhe reservava, – o tempo é o senhor das respostas!
Quem pode dizer para onde irá nosso caminho?
Quando os nossos sonhos se realizarão?
Quando o dia de uma vida terminará para, no nascente, recomeçar?


Apenas o tempo.
Quem pode nos amadurecer os ideais, curar a dor de um afecto não correspondido, nos ensinar a lidar com as perdas e ganhos?
Apenas o tempo.
Quem é que retira todo o valor do dinheiro acumulado a tantos sacrifícios e duramente nos ensina que nosso tesouro se encontra onde está o nosso coração?
Apenas o tempo.
O tempo é grande dádiva concedida por Deus.
Lembremos: O tempo é como um rio.
Um rio que desagua no grande mar de nós mesmos e nos inunda de sabedoria, experiência e serenidade...

Pensemos nisso!

Momento Espírita, com citação de trecho da música O tempo e o rio, de Edu Lobo, interpretada por Maria Bethânia.

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A QUESTÃO DO TEMPO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 29, 2015 9:28 pm

O vestibulando chega correndo ao local da prova, mas o portão se fecha à sua frente.
Ele senta e desaba.
Tanto esforço.
Tanta preparação.
Tanto estudo.
Tudo perdido por um atraso mínimo de segundos.
O pedestre observa o sinal vermelho, mas decide atravessar correndo porque está atrasado para um compromisso.
Freada brusca. Susto.
Talvez ferimentos graves.
Tudo por questão de um segundo de precipitação.
O funcionário chega correndo, esbaforido, bate o cartão e vai para seu local de trabalho.
Ali, precisa de alguns minutos para se recompor.
Subiu as escadas correndo porque os elevadores estavam lotados e ele não desejava se atrasar, a fim de não ter descontados valores, ao final do mês, em seu salário.
Desculpas se sucedem a desculpas.
Não deu tempo.
Não foi possível chegar.
Perdi o ónibus.
O trânsito estava terrível na hora em que saí.
Tempo é nossa oportunidade de realização, que devemos aproveitar com empenho.
A nossa incapacidade de planear o uso do tempo provoca a desarmonia e toda a série de contratempos.
O tempo pode ser comparado a uma moeda. Se tomarmos de uma porção de ouro e cunharmos uma moeda, poderemos lhe dar o valor de um real.
Este será o valor inscrito.
Mas o valor verdadeiro será muito maior, representado pela quantidade do precioso metal que utilizamos.
As moedas do tempo têm uma cunhagem geral, que é igual para todos: um segundo, um mês, um ano, um século.
No entanto, o valor real dependerá do material com que cunhamos o nosso tempo, isto é, o que fazemos dele.
Para um correto aproveitamento desse tesouro, que é o tempo, é preciso disciplina.
Para evitar correria, levantemos um pouco mais cedo.
Preparemo-nos de forma rápida, sem tanta enrolação.
Deixemos, desde a véspera, o que necessitaremos para sair, mais ou menos à mão, evitando desperdícios de minutos à procura disto ou daquilo.
Se sabemos que o trânsito, em determinados horários, está mais congestionado, disciplinemo-nos e nos programemos para sair um pouco antes, com folga.
Esses pequenos cuidados impedirão que percamos compromissos importantes, que tenhamos de ficar sempre criando desculpas para justificar os nossos atrasos, que tenhamos taquicardia por ansiedade ao ver o relógio dos segundos correr célere, demarcando os minutos e as horas.
* * *
Na órbita das nossas vidas, não joguemos fora os tempinhos tantas vezes desprezados.
Aproveitemos para escrever um ligeiro bilhete de carinho a alguém que esteja enfrentando momentos graves.
Telefonemos a um familiar ou amigo que não vejamos há muito tempo.
Cuidemos de um vaso de planta.
Desenvolvamos ideias felizes para fazer o bem a alguma pessoa que saibamos necessitada.
Valorizemos os minutos para descobrir motivos gloriosos de viver, para aprender a amar a vida e iluminar o nosso caminho.

Momento Espírita, com base no cap. 3, do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e no cap. O grande tesouro, do livro Uma razão para viver, de Richard Simonetti, ed. Gráfica São João.

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Nascimento, vida, morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 30, 2015 10:10 am

Ele era filho de um capitão de barco de pesca e ficou órfão de pai aos cinco anos.
A partir daí, sua educação ficou aos cuidados de sua mãe e de sua irmã Henriette, com a qual tinha profunda ligação afectiva.

Os anos de 1860 – 1861 foram marcantes para Ernest Renan.
Foi nessa época que concebeu a obra Vida de Jesus, lançando sobre o papel a sua primeira redacção.
No entanto, a 24 de setembro de 1862, em Biblo, morreu sua querida irmã.
Foi para ela que redigiu uma dedicatória, na abertura de seu famoso livro:

Para a alma pura de minha irmã Henriette.
Lá no seio de Deus onde repousas, recordas-te ainda daqueles largos dias, onde eu, só contigo, escrevia estas páginas inspiradas pelos lugares que tínhamos visitado juntos?
Silenciosa ao meu lado, ias lendo e copiando logo cada folha, enquanto se desdobravam abaixo de nós o mar e as aldeias, as quebradas e as montanhas.
Disseste-me um dia que havias de querer muito a este livro, não só porque nele te revias, mas também, e especialmente, porque fora elaborado contigo.
Receavas, por vezes, que os juízos estreitos do homem frívolo pesassem sobre ele.
Mas nunca deixaste de crer que as almas verdadeiramente religiosas o haveriam de apreciar.

No meio de tão gratas meditações, veio cobrir-nos a asa da morte.
Na mesma hora, nos envolveu o sono da febre. Eu despertei, mas estava só!
Tu dormes, ao pé das sagradas águas onde vinham juntar suas lágrimas as mulheres dos mistérios da Antiguidade.
A mim, a quem tanto querias, revela, Espírito amigo, as verdades que dominam a morte, que impedem que o homem a tema e que quase fazem que a deseje.

Aqueles que têm a certeza de que a morte física não aniquila a alma, guardam essa doce possibilidade de endereçar aos seus amados os seus versos e os seus poemas.
Sim, nossos mortos prosseguem a viver e nos ouvem, nos vêem.
Muitas vezes, acompanham nossas lutas e lamentam nossos desacertos.

Nada mais alentadora do que a afirmação de Jesus, em Seu discurso de despedida:
Não vos deixarei órfãos.
Vou à frente preparar-vos o lugar.
Se assim não fora eu vo-lo teria dito.

Nossos amados, que seguiram à nossa frente, demandando o grande Além, estão à nossa espera.
E se nos tranquiliza saber que eles deixaram a vida física, vitoriosos, tendo cumprido suas missões, sendo bons esposos, pais, irmãos, filhos, guardamos a certeza de que gozam de paz e harmonia na vida espiritual.

Oxalá, quando chegue a nossa vez, possamos igualmente merecer a palma da vitória por todos os deveres cumpridos, pela missão completada.
Nesse dia, deixaremos o corpo de carne, retornando para o lar verdadeiro, a pátria espiritual.

Por quanto tempo? Só Deus o sabe.
Talvez fiquemos por lá um breve tempo e resolvamos voltar ao planeta azul para continuar nossas lides, nosso crescimento.
Talvez fiquemos um período mais longo, como um repouso depois de tantas lutas, de tantas batalhas empreendidas.

Nascimento, vida, morte.
Reencontro de almas aqui, Além.
Que certeza gratificante nos enche de esperança os corações.

Momento Espírita, com reprodução da dedicatória de Ernest Renan, no livro Vida de Jesus, de sua autoria e do versículo 2, do cap. 14 do Evangelho de João.

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DESPERTA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 30, 2015 8:25 pm

Quantas pessoas na Terra e mesmo no mundo espiritual estão dormindo!
Não despertaram ainda para a realidade da verdadeira Vida.
Espíritos dopados pelos vícios de que ficaram escravos, tornam-se dependentes de pensamentos fixos que os torturam em pesadelos intermináveis.
Existem os vícios físicos e os morais.
As desordens mentais trazem o relaxamento da linguagem e condicionam a criatura a falar, pensar e mesmo escrever sobre assuntos que não correspondem aos anseios da verdade, alimentando o sono da incompreensão.
O que viemos falar ao irmão em caminho é que desperte para o Cristo, renovando os entendimentos, disciplinando os assuntos e colocando a fala a serviço do Bem e da Justiça, do Amor e da Caridade, nas direcções que devem ser seguidas.
O homem despertado domina as suas próprias paixões.
É um cavaleiro que não esquece as rédeas, que usa as esporas no ponto exacto, para não correr demais, nem caminha com passos de tartaruga.
Há pessoas que dizem o que lhes vem à mente.
Isso é desconhecer os valores da razão, que funciona como filtro da alma.
Venha o que vier aos nossos pensamentos, só poderemos nos expressar pela palavra depois que examinarmos as ideias, seleccionando os assuntos, para que eles sirvam de instrumentos para a Verdade.
Dizer o que vem à mente é desconhecer a sua própria personalidade e deixar de fazer a parte que lhe toca no aprimoramento de si mesmo.
Despertemos para os nossos deveres diante dos outros, em sequências cada vez maiores das belezas imortais que a Natureza nos entrega.
Se o corpo físico ainda é um aparelho desconhecido pelas ciências humanas, quanto mais os outros corpos subtis que servem de veículos aos Espíritos!
E desses, como está distante a compreensão dos homens!
É de nosso dever procurar estudar e entender a fisiologia física, porque essa é a primeira porta para que entremos, no sentido de encontrar os outros aparelhos da alma e entendê-los cada qual no seu próprio comportamento, para que o Espírito se expresse como tal.
A sabedoria nos desvenda variados arcanos do nosso próprio universo interno.
Quem se descuida da compreensão, não sai do zero em que se encontra nos primeiros degraus da escada evolutiva.
Desperta, que os céus aparecerão na tua consciência, e Deus, mais visível, comandará os teus passos na senda da Verdade.
Deves ser o teu próprio médico, a tratar as tuas próprias enfermidades.
As condições são boas, desde que queiras entender o que mais te serve:
a luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Compadece-te de ti mesmo, educando os teus pensamentos e eles, disciplinados à tua fala, acompanhar-te-ão neste teu entendimento, e a Luz se fará em torno da tua personalidade, garantindo a tua caminhada para Deus.
O Espírito que dorme ante as leis espirituais pode-se dizer que está morto. Entretanto, não ficará morto para sempre.
Algum dia despertará, ressuscitará, quando as bênçãos do Senhor penetrarem em sua consciência, pelos processos que despertam as almas.
Aí é que se dá o novo nascimento para Cristo, despertando para Deus.

(Lancellin / João Nunes Maia – CIRURGIA MORAL)

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Fazer a nossa parte

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 01, 2015 11:24 am

É interessante como, muitas vezes, nos comportamos de maneira incoerente, antagónica mesmo.
Reclamamos da desonestidade de nossos políticos, nos exaltando nos comentários e na indignação.
Com razão, citamos essa ou aquela outra acção mal executada, os descalabros na condução do dinheiro público, a má conduta desse ou daquele gestor.

Porém, alguns de nós burlamos a declaração do imposto de renda com a justificativa de que nosso dinheiro é mal empregado.
E, em ocasiões específicas, fazemos tentativas de subornar a autoridade policial, no argumento de que não merecemos a penalidade que nos será infligida.
Existem outros de nós que adulteramos o produto que estamos vendendo, alegando para nossa consciência que qualquer um, em nosso lugar, faria o mesmo.

Ficamos indignados quando um motorista alcoolizado ceifa vidas, de maneira leviana e inconsequente, quando ao volante.
Porém, é de nos questionarmos se, por vezes, aos nos depararmos com um posto de controle policial na rua, alertamos aos demais motoristas para que evitem tal controle.

Clamamos por justiça, de maneira veemente, quando vemos alguém, inconsequente, provocar um acidente por estar dirigindo em alta velocidade ou em estado de embriaguez.

Contudo, com igual ímpeto, reclamamos dos radares que controlam velocidades e das câmaras que nos flagram nos delitos de trânsito.

É necessário que repensemos quais os pesos e medidas que desejamos para nossa sociedade porque será a partir dessa medida que deveremos pautar nossas acções.

Se queremos um trânsito menos violento e mais respeitador, primeiro há que respeitarmos as normas e a legislação.

Se anelamos por pessoas honestas, e por uma justiça igualitária, necessário que nossas atitudes sejam coerentes com nosso discurso.

No dizer de Jesus, é necessário que sejamos efectivamente o sal da Terra.
Que possamos fazer a diferença com nosso proceder, na sociedade em que vivemos.
Pensemos que se pautarmos nosso viver apenas no fazer aquilo que nos convém, aquilo que nos beneficia, sem atinar com as consequências, sem pensar sobre o próximo, seremos insípidos.

E se o sal for insípido, com que se irá salgar? - Pergunta-nos Jesus.
Somos a luz do mundo, afirma-nos o Meigo Rabi.
Imprescindível que nossa luz resplandeça diante dos homens, ou seja, que nossas boas acções façam a diferença no mundo em que vivemos.

Habitualmente, esperamos que alguém modifique o mundo, altere as regras da sociedade, aniquile a injustiça.

Raras vezes, entretanto, nos perguntamos como temos contribuído para tudo isso.
Todos temos condição de sermos o sal da Terra. Todos trazemos valores nobres na alma, para fazê-los brilhar no mundo, modificando suas paisagens.

Cabe-nos aceitar o convite de Jesus.

Sejamos o sal da Terra, a luz do mundo.
Façamos a nossa parte, nos decidindo por agir de maneira correta, nobre e honesta.
Dessa forma, a Terra terá suas paisagens morais modificadas, mais condizentes com a proposta de Jesus.

Façamos a nossa parte.

Momento Espírita.

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Desculpar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 01, 2015 9:50 pm

Atende ao dever da desculpa infatigável diante de todas as vítimas do mal para que a vitória do bem não se faça tardia.

Decerto que o mal contará com os empreiteiros que a Lei do Senhor julgará no momento oportuno, entretanto, em nossa feição de criaturas igualmente imperfeitas, susceptíveis de acolher-lhe a influência, vale perdoar sem condição e sem preço, para que o poder de semelhantes intérpretes da sombra se reduza até a integral extinção.

Recorda que acima da crueldade encontramos, junto de nós, a ignorância e o infortúnio que nos cabe socorrer cada dia.

Quem poderá, com os olhos do corpo físico, medir a extensão da treva sobre as mãos que se envolvem no espinheiral do crime?
Quem, na sombra terrestre, distinguirá toda a percentagem de dor e necessidade que produz o desespero e a revolta?

Dispõe-te a desculpar hoje, infinitamente, para que amanhã sejas também desculpado.

Observa o quadro em que respiras e reconhecerás que a natureza é pródiga de lições no capítulo da bondade.

O Sol revela, generoso, o monturo que o injuria, convertendo-o sem alarde em recurso fertilizante.

O odor miasmático do pântano, para aquele que entende as angústias da gleba, não será mensagem de podridão mas sim rogativa comovente, para que se lhe dê a bênção do reajuste, de modo a transformar-se em terra produtiva.

Tudo na vida roga entendimento e caridade para que a caridade e o entendimento nos orientem as horas.

Não olvides que a própria noite na Terra é uma pausa de esquecimento para que aprendamos a ciência do recomeço, em cada alvorada nova.

“Faz a outrem aquilo que desejas te seja feito” – advertiu-nos o Amigo Excelso.

E somente na desculpa incessante de nossas faltas recíprocas, com o amparo do silêncio e com a força da humildade, é que atingiremos, em passo definitivo, o reino do eterno bem com a ausência de todo mal.

(Emmanuel / Francisco Cândido Xavier – Ceifa de Luz)

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O que nos pertence

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 02, 2015 11:03 am

O que verdadeiramente possuímos?
O que realmente nos pertence?

A pergunta parece retórica, até mesmo, óbvia.

Afinal, parece claro que tudo aquilo que legalmente adquirimos, juridicamente está sob nossa guarda, nosso nome, nos pertence.

Segundo este conceito, pensamos possuir fortunas.
Quando temos muitas coisas, desenvolvemos a crença de que tudo que é relevante tem um preço.
Por isso mesmo, pode ser adquirido, possuído.
Entretanto, chegam os imprevistos, a má administração, as atitudes imprevidentes, e a fortuna passa para outras mãos.

O dinheiro, os imóveis, as propriedades, que eram tão significativos para nós, deixam de nos pertencer.
Pensamos ser proprietários do próprio corpo e nele investimos horas de tratamentos, produtos, buscando deter a velhice, na ânsia de permanecermos jovens.
Enveredamos por exercícios descabidos, até na ingestão de drogas ilegais buscando os padrões estéticos vigentes, escravizando-nos à própria imagem.

Esquecemos de que, em um instante, podemos ser convidados a deixar o corpo para retornar à pátria espiritual.
E, posto que, efectivamente, o corpo que habitamos não nos pertence, seguimos a vida, deixando-o para trás.
Essas reflexões nos levam a entender a relatividade da vida e nos indagarmos: O que, efectivamente, nos pertence?

Reflexionar em torno desta questão nos permitirá dar o devido peso às coisas do mundo.
Nenhum problema há em conseguirmos ganhar dinheiro, construir fortunas, se temos um bom salário, de maneira honesta e honrada.
Entretanto, se o dinheiro que ganhamos é fonte de nossa alegria, satisfação e nele baseamos toda nossa existência, o que acontecerá se um dia não mais o tivermos?

Cuidar do corpo, manter uma vida saudável, praticarmos exercícios e desportos é lícito, recomendável.
Temos a responsabilidade de manter a saúde, não desperdiçando a oportunidade dessa existência.
Mas, quando os cuidados com o corpo passam a ser o centro de nossa preocupação, quando extrapolamos o bom senso em nome do corpo perfeito, da imagem irretocável, algo há de errado.

Isso porque a velhice chega, a doença pode se instalar a qualquer momento, a vida física pode se interromper, em um piscar de olhos.

E o que faremos quando o corpo adoecer, quando a forma física envelhecer?

Pensemos: O que verdadeiramente possuímos, e que levaremos para onde formos, é o que guardamos nos cofres da mente e do coração.
Assim podemos entender a relevância da recomendação de Jesus em não acumularmos tesouros que a traça e a ferrugem destroem e que os ladrões levam.

Dessa forma, que nossas preocupações e nossos tesouros não morem apenas nas paragens terrestres.
Que na vida também possamos nos servir do tempo para amealhar tesouros do Céu, aqueles que o tempo não consome, a traça não come, a ferrugem não corrói e que ninguém pode nos usurpar.

Guardemos a certeza de que, investindo nas coisas do coração e da mente, estaremos ajuntando fortunas que, verdadeiramente nos pertencem, tesouros inalienáveis do Espírito.

Momento Espírita.

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MÃEZINHA

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 02, 2015 8:15 pm

Quando o Pai Celestial precisou colocar na Terra as primeiras criancinhas, chegou à conclusão de que devia chamar alguém que soubesse perdoar infinitamente.

De alguém que não enxergasse o mal.

Que quisesse ajudar sem exigir pagamento.

Que se dispusesse a guardar os meninos, com paciência e ternura, junto do coração.

Que tivesse bastante serenidade para repetir incessantemente as pequeninas lições de cada dia.

Que pudesse velar, noites e noites, sem reclamação.

Que cantarolasse, baixinho, para adormecer os bebés que ainda não podem conversar.

Que permanecesse em casa, por amor, amparando os meninos que ainda não podem sair à rua.

Que contasse muitas histórias sobre a vida e sobre o mundo.

Que abraçasse e beijasse as crianças doentes.

Que lhes ensinasse a dar os primeiros passos, garantindo o corpo de pé.

Que os conduzisse à escola, a fim de que aprendessem a ler.
Dizem que nosso Pai do Céu permaneceu muito tempo, examinando, examinando... e, em seguida, chamou a Mulher, deu-lhe o título de Mãezinha e confiou-lhe as crianças.

For esse motivo, nossa Mãezinha é a representante do Divino Amor no mundo, ensinando-nos a ciência do perdão e do carinho, em todos os instantes de nossa jornada na Terra.
Se pudermos imitá-la, nos exemplos de bondade e sacrifício que constantemente nos oferece, por certo seremos na vida preciosos auxiliares de Deus.

Chico Xavier. Pai Nosso.
Pelo Espírito Meimei.

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UM CASO INTERESSANTE

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 03, 2015 11:30 am

Na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, a televisão mostrava um jovem singular.
Portador de enfermidade degenerativa, estava no leito há mais de 13 anos, paralisado, na mesma posição.
O apresentador lhe fez a última pergunta para encerrar o programa.
Pediu-lhe que, em um minuto, definisse o que é a felicidade.

O rapaz sorriu, pensou um pouco, e respondeu com simpatia:
"olha, amigo, para mim, que estou há tantos anos deitado de costas nesta cama, sem outro movimento a não ser o dos lábios e dos olhos, a felicidade seria poder deitar um pouco de bruços ou então de lado."

Ambos riram e a entrevista foi encerrada.

No dia seguinte o jovem paralítico recebeu a visita de uma senhora, na casa onde estava hospedado.
Ela estava um tanto inquieta, desejava falar-lhe com certa urgência, antes que ele se fosse da cidade, pois não residia em Uberlândia.

Convidada pelos anfitriões, a senhora acercou-se da cama móvel do rapaz e disse emocionada:
Eu assisti ontem a sua entrevista na TV, e gostaria de lhe dizer que você me fez ver a vida de forma diferente.
Estava, já há algum tempo, enfrentando séria crise existencial...

Tenho uma vida que considero dentro dos padrões de normalidade.
Sou saudável e tenho uma situação financeira satisfatória, mas nos últimos tempos viver não tem mais sentido.
E embora aparentemente tenha tudo para ser feliz, desejava por um fim nessa vida vazia que levo.

Mas quando vi você nessa cama, viajando pelo Brasil afora levando esperança e consolo às pessoas que sofrem, comecei a reflectir com mais seriedade sobre a vida.

Afinal, pensei, eu posso dormir na posição que deseje, mover-me para o lado que quiser, andar, correr, saltar, e por esse motivo eu já deveria ser mais feliz que você, não é mesmo?

O rapaz dialogou com ela por mais alguns minutos, contou-lhe casos engraçados da sua própria desgraça e ambos riram muito.
A senhora se foi, e o jovem, carcereiro de um corpo deformado, ficou meditando a respeito de como Deus é justo e misericordioso.

De como lhe havia concedido a oportunidade de, com o seu exemplo, confortar e consolar outras pessoas que perderam a vontade de viver, e, ao mesmo tempo, iluminar a própria intimidade com resignação e coragem.

Ele sentia, nas profundezas do seu ser, que estava recebendo conforme suas obras, como afirmara Jesus, mas tinha a vontade férrea de espalhar sementes boas, apesar das dificuldades e limitações físicas.

Pense nisso!

As deformidades do corpo nem sempre denotam deformidade da alma.
Existem almas deformadas albergadas em corpos saudáveis e belos, e há espíritos saudáveis detidos em corpos deformados.
E também há espíritos destrambelhados em corpos igualmente em desalinho.
Seja qual for a situação não há o que lamentar, pois todos estamos em processos de aprendizados valiosos que não merecem ser desperdiçados nem lamentados.

(com base no capítulo "Um caso interessante" do livro: Crepúsculo de um coração, de Jerónimo Mendonça. )

Muita Paz!

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DEZ MANEIRAS DE AMAR A NÓS MESMOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 03, 2015 9:16 pm

1 - Disciplinar os próprios impulsos.

2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.

5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6 - Evitar as conversações inúteis.

7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.

8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.

Chico Xavier. Da obra: Paz e Renovação.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

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Mulheres de heróis

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 04, 2015 9:43 am

Os homens vão para a guerra, alimentam as revoluções com sua coragem e seu sangue.
Doam suas vidas por amor à nação, à pátria, à causa que defendem.
Para as mulheres são reservadas as lágrimas, os filhos órfãos, a dor da saudade e, por vezes, o abandono total daqueles mesmos a quem seus maridos deram a própria vida.

Assim aconteceu com Maria José Correia, nascida no litoral paranaense e que se tornou a esposa do Barão do Serro Azul.
Quando da Revolução Federalista, que envolveu em sangue a nação brasileira, com desmandos da parte de governistas e de revolucionários, ele se destacou.

Homem de fibra, o Barão tomou a si o governo da Província, quando o então Governador, covardemente, a abandonou, deixando-a sem nenhum amparo, um único policial.
Com sacrifício de sua saúde e de seus interesses, ele se pôs à frente de uma comissão para estabelecer a ordem e a tranquilidade para uma população temerosa de saques, violações e mortes.

Enquanto Curitiba esteve entregue à revolução triunfante, foi o Barão o elemento principal da grande força que zelou pela escola, pelo comércio, a indústria, a imprensa, sobretudo pela família curitibana.
Tudo fez de coração aberto, sendo o primeiro a abrir os cofres para o acordo que se estabeleceu com os revolucionários.

Alma generosa, teve a seu lado a esposa, que em tudo o apoiou.
Quando as tropas governistas entraram na capital, ele aguardou que representantes do Governo Federal lhe viessem agradecer pelo que fizera.

Quantas vidas preservara, quantos sacrifícios empreendera para que os saques e abusos não ocorressem.
O que recebeu foi a traição, a prisão e uma morte vergonhosa, que permaneceu sem investigação alguma, durante décadas.

A Baronesa, grávida de sete meses, viria dar à luz uma criança morta.
Quanta dor naquele coração amoroso!

Como ela mesma escreveu ao Barão de Ladário, em carta que foi lida no Senado Federal, se estabeleceu o luto eterno em seu lar, para sempre deserto das alegrias que eram para seu coração de esposa e para a inocência dos filhos, agora órfãos de pai, o único e grato conforto na vida.

Essa extraordinária mulher, cuja coragem nascia da própria imensidade do seu sofrimento, ficou a enxugar as lágrimas das três crianças órfãs.

Aguardou que a justiça se fizesse.
Ela acreditava que o martírio não dormiria eternamente, porque eterna na Terra só há de ser a divina soberania do direito e da verdade.

Era, ademais, uma mulher de fé.
Por isso mesmo, continuou a semear generosidade enquanto as posses lhe permitiram.

Um dos exemplos foi a doação de quatro terrenos, situados na Villa Ildefonso, actual bairro do Batel, para a construção de um hospital pela Sociedade Portuguesa Beneficente Primeiro de Dezembro.

Doou ainda mobília à Sociedade, cujo objectivo era o amparo aos imigrantes portugueses e suas famílias.
Nos lotes foram construídas seis casas de madeira, que serviram como ambulatórios e sede para a Sociedade.
O que se deve ressaltar é o desprendimento de um coração ferido, mortalmente, pela mais torpe traição sofrida por seu marido.

Um coração que, angustiado, jamais deixou de amar o seu semelhante.
E se o coração se enchia de dolorosa saudade, ainda guardava espaços para sentir a dor do próximo.

Com certeza, um exemplo de alma cristã.
Um exemplo a ser seguido.

Momento Espírita, com base em dados biográficos e em carta da Baronesa do Serro Azul, datada de 8 de julho de 1895, endereçada ao Barão de Ladário, do Senado Federal.

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PREOCUPAÇÕES

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 04, 2015 8:42 pm

Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.

Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.

Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para comentar injúria ou ingratidão.

Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".

Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.

Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.

Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.

Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.

Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou com você ontem, aguentará também hoje.

Chico Xavier. Sinal Verde.
Pelo Espírito André Luiz.

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O Maior dos profetas

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 05, 2015 9:55 am

Uma das obras mais célebres do Século XX, rapidamente traduzida para quase todas as línguas, é a Vida de Jesus, de autoria de Ernest Renan.
Em 1862, o autor foi nomeado professor de hebraico no Collège de France.
O governo de Napoleão III suspendeu o curso, após a primeira aula.

Isso porque Renan chamara Jesus de Homem Incomparável.
Um Homem acima de todos os profetas, ímpar, sem igual. Mas, um homem.
Para ele, a popularidade de Jesus procedia daquele amor raro que Ele oferecia a todas as gentes, um amor incondicional.

As pessoas não estavam acostumadas a esse tratamento.
Acabavam se maravilhando e entregando suas próprias crenças ao serviço da Boa Nova apaixonante.
Também o discurso do Nazareno, de fácil compreensão, cheio de parábolas sábias e ilustrativas, soava aos ouvidos como o mais belo e convincente.

Eram palavras que prometiam uma nova vida, cheia de esperança e livre das dores humanas.
Uma filosofia nunca dantes apresentada.

A vida de Jesus é verdadeiramente arrebatadora.
Muito a respeito dessa invulgar personalidade já se escreveu.
Seus primeiros biógrafos, os quatro Evangelistas, O retratam como um homem fora do Seu tempo.

Nem poderia ser de outra forma.
Conforme os ensinos dos Espíritos, Jesus é o único Espírito Perfeito que habitou a Terra.
Por isso, Suas acções, Seus ensinos extrapolam os conceitos da Humanidade que ainda não alcançou a excelência das virtudes.

Como pedagogo de excepcionais qualidades, Ele viveu o que ensinou.
Disse que se deveria oferecer ao agressor a outra face, ou seja, não revidar o mal recebido.

E, sendo traído por um dos Seus, para ele somente teve gestos de afecto.
Quando recebe o beijo da traição, indaga:
Amigo, a que viestes?
Ou seja, o que você deseja?
Porque vem a mim, na calada da noite, com soldados armados?

Senhor do Mundo, Se submeteu ao julgamento do procurador da Judeia, que estava muito mais interessado em manter a sua posição e o seu poder do que, verdadeiramente, julgar com imparcialidade e nobreza.
Tão verdadeiro é esse posicionamento que, mesmo não tendo encontrado nada que devesse ser punido naquele homem, lhe confere a sentença de morte.
E O manda executar da forma terrível que Roma reservava para os revolucionários, os que se erguiam contra o Império.

Contudo, o Pastor das Almas somente teve palavras de perdão.
Em meio à agonia da cruz, roga ao Pai que a todos perdoe, pois que não sabem o que fazem.
O supliciado Se preocupa pelo futuro dos Seus algozes.
Arauto da Imortalidade, entregou o Espírito ao Pai, em lacónica mas profunda prece.

E, adentrando a Espiritualidade, retornou glorioso, demonstrando que a morte não Lhe destruíra senão o corpo físico.
Ele estava ali, triunfador da morte, testificando que a vida prossegue, que quem parte não esquece os que permanecem na Terra.

E, aparecendo no cenáculo a portas fechadas, fazendo-Se anunciar por vento brando; ou aguardando na praia os companheiros que vinham da pesca, demonstra estar vivo, presente, actuante.

Sim, tinha razão Ernest Renan ao apresentá-lO como um Homem Incomparável, o maior entre todos os Profetas: Nosso Mestre e Senhor Jesus.

Momento Espírita.

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A ARTE NÃO É PARA MIM

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 05, 2015 9:10 pm

Duas senhoras de Pedro Leopoldo conversavam, debruçadas à janela de sua residência, quando o Chico passou e as cumprimentou.

Quando ele ia mais longe, uma delas comentou:

— Que belo médium.
Nada lhe falta para ser perfeito.
Se quisesse, poderia tocar piano divinamente.
Sua irmã Lucília, a abnegada esposa do Pachequinho, Waldemar Silva, tem um lindo piano e já o convidou para aprender a arte musical e, em seguida, tocar nele músicas divinais.
Mas, ele se escusou...
É uma pena, tão jovem, tão bonitão, tão virtuoso...

Daí a duas horas, voltando da casa do seu irmão André, o Chico passou novamente pelas duas irmãs, que, ainda debruçadas à janela, lastimavam a aversão do médium à arte de Beethoven...
E o médium, portador de várias mediunidades, inclusive de audiência e vidência, disse-lhes, baixinho, para que as mesmas bem o ouvissem e se certificassem de que mesmo de longe, ele lhes ouvira o amável comentário:

— É mesmo uma pena não querer eu aprender música e tocar piano...
Mas, minhas caras irmãs, nesta encarnação a arte ainda não é para mim.
Minha missão é outra.

E fazendo-lhes um agrado com as mãos, continuou sua caminhada.

E as irmãs, emocionadas, sentiram que o Chico mesmo de longe, ouve e sente os comentários que mesmo veladamente fazem a seu favor, pois OUVE, SENTE, VÊ, SORRI E PASSA...

Do livro "Chico Xavier na intimidade" – Ramiro Gama
Capítulo " A ARTE NÃO É PARA MIM "

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Alegria de viver

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 06, 2015 9:54 am

Com certeza, já nos demos conta de como é gratificante o lazer.
As tantas actividades profissionais, de estudo ou domésticas, das quais não podemos nos esquivar, nos tomam as horas diárias.

Mas, não há quem de nós não consiga reservar alguns minutos para um cafezinho, um lanche breve, uma olhadela pela janela para descansar os olhos no azul do céu.
São momentos breves, que suavizam a rotina e nos recompõem as energias.
As leis trabalhistas do nosso país estabelecem que o empregado deva gozar férias, a cada período anual trabalhado. Também prescreve o descanso semanal.

Se compulsarmos a lei mosaica, verificaremos que se reporta ao Dia do Senhor, reservado ao repouso.
Dia em que tarefa alguma deveria ser realizada.
Os Evangelhos, por sua vez, nos dizem que Jesus, após as actividades diárias com as pregações, as curas, os tantos atendimentos ao povo sofrido que O buscava, retirava-se para orar.
No silêncio, dialogava com o Pai, refazendo-se pela oração.

As tradições espirituais informam que os Espíritos, igualmente, têm seus momentos de repouso.
Naturalmente que, para eles, esse repouso é traduzido pela realização de uma tarefa diferente.

Por vezes, uma visita a planos mais elevados para reencontro com almas afins, que comungam dos mesmos nobres ideais.
Como o amor é imortal, os que viveram juntos experiências na carne, programam periódicos reencontros espirituais.
Nesses encontros fruem de inusitadas alegrias e retornam para seus labores, posteriormente, dedicados e refeitos.

Habitualmente, no início do ano, consultamos o calendário e assinalamos todos os feriados.
Principalmente, os feriadões, aqueles em que poderemos ter três, quatro dias de folga.

E, logo, começamos a nos programar.
Para onde iremos?
Com quem iremos?
Como iremos?


Em verdade, os meses e semanas que antecedem esses dias são tomados por muitos preparativos:
pesquisa de melhores preços de passagens, reservas de hotéis, compra de roupas apropriadas para a localidade que visitaremos...
Enfim, um rol enorme de providências que nos desgastam.
Por vezes, se nossa viagem é para o Exterior, alguns de nós pretendemos conhecer vários países em um tempo curto. Para aproveitar, dizemos.
O que acaba acontecendo é uma grande correria, com subidas e descidas de ónibus, com visitas a museus, a praças, monumentos, tudo às pressas. Desejamos ver tudo e um tanto mais.

No final, retornamos exaustos.
Às vezes, chegamos a ficar irritados, por causa do desgaste físico.
Raciocinemos um pouco.
Programemos com calma nossas viagens, nossos passeios.
Lembremos que, acima de tudo, isso nos deve constituir lazer, dar prazer.

Programemos tudo com mais calma.
Aprendamos a correr menos e ver mais, usufruir momentos, situações.

Permitamo-nos sentir o prazer de respirar o ar marinho, de passeios pela orla, de banhos de sol a horas próprias.
Deixemo-nos extasiar pela beleza dos jardins, a arte da pintura, da música, da arquitectura.
Tudo com calma, com tempo, para gozar em plenitude as nossas folgas do trabalho profissional.
Para retornarmos tranquilos, prontos para enfrentar mais alguns meses de actividades intensas.

Façamos do nosso lazer momentos de rara alegria de viver.
Permitamo-nos sentir o refazimento penetrar nossas veias, higienizar nossas ideias e renovar nossas energias.
Servirmo-nos do lazer com sabedoria faz parte da ciência de bem viver.

Momento Espírita.

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ESTACAS MENTAIS

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 06, 2015 9:33 pm

Uma caravana de camelos atravessava o deserto.
Chegou a hora do descanso e o cameleiro preparava-se, como habitualmente, para prender os camelos às estacas, quando verificou que faltava uma estaca.

Não sabendo como resolver o problema, perguntou ao mestre da caravana:
- Mestre, falta uma estaca para um camelo. Como fazer?

- Não terás problema.
Eles estão tão habituados a ficar presos que, se tu fingires que atas o camelo com a corda, ele pensará que está preso e nem sequer tentará sair do lugar.

O cameleiro assim o fez e o camelo ali ficou, toda a noite.

No dia seguinte, quando se preparavam para partir, o mesmo camelo simplesmente recusou-se a sair do lugar, mesmo quando o cameleiro o puxava com toda a força.
Sem saber que atitude tomar, dirigiu-se de novo ao mestre, contando-lhe o sucedido.

- Homem! - respondeu-lhe o mestre - Que fizeste ontem?
Não fingiste que o ataste à estaca?
Então, faz o mesmo hoje.
Finge que o desamarra.

O camelo, mal o cameleiro fingiu que o desatava da estaca imaginária, recomeçou a caminhada.

Moral da história:
Muitas vezes não avançamos devido às nossas "estacas mentais".
Por acreditarmos em certas regras pré-estabelecidas e obedecidas por nossa mente.

Nos acomodamos simplesmente, por que permitimos que alguém amarre as nossas rédeas quando e como bem entendem.
Porque chegamos num estágio de acomodação muito grande, ao qual nos impede de pensarmos por nossa própria conta, por achar trabalhoso demais.

É uma questão de interesse, comprometimento consigo mesmo.

É preciso levantar a cabeça e olhar a paisagem a sua volta... permitir que sua caminhada seja mais longa ou mais curta mas que seja a sua decisão.

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O EGOÍSMO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 07, 2015 8:56 pm

O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta.

Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos.

O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem.

Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros.

Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno.

É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.

Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo:
Que me importa!
Animou-se a dizer aos judeus:
Esse homem é justo, por que o quereis crucificar?
E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.

É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o facto de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão.

Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha.

Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações.

*****************

Emmanuel

(Mensagem psicografada em 1861, Paris e publicada em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" Capítulo XI - item 11)

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Quando fala o amor

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 08, 2015 9:28 am

Meg não chorou quando o médico lhe disse que sua filha Kristi era portadora de uma deficiência mental.
Não chorou naquele momento, nem nos meses que se seguiram.
Quando Kristi tinha idade para ir à escola, Meg a matriculou no jardim de infância do colégio do seu bairro.
Ela estava com sete anos.
Meg ficou na escola, naquele primeiro dia, vendo sua Kristi numa sala cheia de crianças de cinco anos de idade.
E viu sua filha passar horas e horas brincando sozinha, uma criança diferente entre outras vinte.
Mas nenhuma lágrima saiu de seus olhos.
Com o tempo, algumas coisas positivas começaram a acontecer entre Kristi e seus colegas de escola.
Quando eles se vangloriavam de suas proezas, sempre tinham o cuidado de também a elogiar.
Kristi escreveu todas as palavras certas, hoje. – Diziam.
Os avanços de Kristi eram registados pela turma, com entusiasmo.
Foi no segundo ano na escola que Kristi precisou enfrentar sua experiência mais desafiante.
O grande evento do final do ano era uma competição em actividades de educação física.
Kristi estava muito atrás da turma em coordenação motora.
No dia do evento, ela fingiu estar doente.
Meg quase teve vontade de deixá-la em casa.
Mas, consciente da importância da filha vencer o medo, a colocou no ónibus da escola.
Depois, foi assistir a competição.
Sentada no meio dos outros pais, sentia seu coração bater forte.
Quando chegou a vez de Kristi, Meg entendeu o que a preocupava.
A classe estava dividida em times de revezamento.
Com suas reacções lentas e hesitantes, Kristi iria, com certeza, prejudicar o seu time.
A apresentação foi correndo bem, até chegar a hora da corrida de sacos.
Cada criança tinha que entrar em um saco na linha de partida, pular até a linha de chegada, fazer o caminho de volta e sair do saco.
Meg observou a filha de pé, perto do fim da sua fila.
Estava visivelmente assustada.
Entretanto, quando se aproximou o momento dela participar da corrida, algo inesperado aconteceu.
Uma troca de lugares, em seu time.
O menino mais alto da fila foi para trás de Kristi e a segurou pela cintura.
Dois outros meninos ficaram um pouco à frente.
Quando chegou a vez dela, aqueles dois meninos pegaram o saco vazio e o abriram.
O menino mais alto suspendeu Kristi e a colocou suavemente dentro do saco.
Uma menina à frente de Kristi a pegou pela mão e a sustentou brevemente, até perceber que ela recuperara o equilíbrio.
E, então, lá se foi ela, pulando, sorridente e orgulhosa.
Em meio às aclamações dos professores, os gritos dos colegas e pais dos alunos, Meg se afastou lentamente.
Agradeceu a Deus por aquelas pessoas calorosas e compreensivas que tinham tornado possível para sua filha deficiente agir como os seus semelhantes.
E, de emoção, pura emoção, Meg finalmente chorou.
O amor não se deixa impressionar pela aparência física ou pelos atributos pessoais de outrem.
Desdobra-se na convivência com as pessoas, jamais diminuindo de intensidade, multiplicando-se largamente em todas as direcções.
A chama do amor nunca se apaga, porque nunca se consome.
Ela se auto-sustenta com o combustível da alegria em que se expressa.
Envolvente, é suave como um amanhecer e poderoso como a força da própria vida.

Momento Espírita, com base no cap. O dia em que eu chorei, de Meg Hill, do livro Histórias para aquecer o coração das mulheres, de Jack Canfield, Mark Victor Hamnsen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante e no cap. 4 do livro Garimpo de amor, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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Pela Nossa Fé

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 08, 2015 9:00 pm

A fé é um sol que brilha no coração do espírito.
Dizer que não temos fé é realmente ignorar a nossa procedência, pois não há ninguém que não tenha fé, mesmo que seja em estado embrionário, que seja bruxuleando em frouxos raios, que seja com mais luz, que seja como um sol.
Todos nós possuímos a fé relativa ao tamanho evolutivo da alma.
A fé é o trabalho de milhões de anos, estruturando, no calor da razão e nas bênçãos do coração, esse clima do céu dentro do ser humano.
A fé é algo de divino a palpitar na chama espiritual.
A fé pura, somente os seres puros a possuem; é vacilante no seio daqueles que não conquistaram a redenção, que não saíram dos processos evolutivos que a vida propõe.

Deus, sabemos que os anjos tutelares oram por nós dias e noites incontáveis, no afã de reparar as nossas deficiências acerca da fé.
Permiti, Senhor, que possamos sentir forças nos corações vacilantes, para que os pedidos angélicos tenham ressonância em nossas almas, e que nós nos ergamos decididos frente à renovação espiritual, alimentando a certeza da Vossa bondade para conosco.
Quanto a fé pode fazer em nosso benefício!
Desde que nos certifiquemos da sua eficácia, ela cura todas as enfermidades, levanta os caídos e farta de esperança os desamparados.

Mestre Jesus!
A fé constitui valor adquirido.
Contudo, não poderemos nos esquecer que, sem as permutas de experiências de uns para com os outros, não somos reconhecidos como seres de fé comprovada, por faltar a verdadeira fraternidade.
Toda humanidade é uma grande corrente, cujos elos somos nós; se esses elos se desprendem uns dos outros, desaparece o amor, tema, lema e destino de todas as criaturas.


Permiti, Pai Incomparável, que nos amemos uns aos outros.
Ensinai-nos a orar, Jesus, como ensinastes aos Vossos discípulos, para que a fé não vacile tanto dentro de nós.
Ensinai-nos a orar para que a caridade prolongue os nossos dias de felicidade na Terra, avançando para os céus.
Ensinai-nos a orar, Mestre, para que nos tornemos verdadeiros discípulos do Vosso amor, caminhando Convosco rumo à eternidade da vida.


Quando aprendermos a magia da prece em nosso benefício, que possamos orar pelos outros, ajudando a restauração da fé alheia, como foi feito connosco.
E que a fé, tanto humana quanto divina, seja estimulada entre todos os homens, para que a vida na Terra se complete e que as mãos humanas possam se entrelaçar com as divinas, na plenitude da oração com as regiões superiores.

Que Deus nos abençoe hoje e sempre.

(Miramez / João Nunes Maia – Vamos Orar)

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Mães extraordinárias

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 09, 2015 10:44 am

O jovem andava pela rua quando deparou com um homem caído.
Inexperiente, mas com enorme coração, chamou um táxi, colocou nele o homem e pediu para rumar ao Hospital.
Ao chegar lá, descobriu que não tinha dinheiro para pagar a corrida.
O taxista lhe disse:
Quem é este homem que você vem trazendo ao hospital?
Não sei, respondeu o moço.
Encontrei-o caído na rua e pensei em dar socorro.
Bom, respondeu o profissional, se você pode ajudar a quem não conhece, eu também posso.
A corrida fica por minha conta.
O homem, ainda inconsciente, foi colocado em uma maca.
Mas aí, os problemas começaram.
O moço não sabia o nome dele, nem endereço, nem se tinha plano de saúde. Nada.
Afinal, como disse à recepcionista, eu não mexi nos bolsos dele.
Só pensei em socorrer.
Bom, se ele não é seu parente, não é seu conhecido, quem vai se responsabilizar pelos custos do atendimento que for necessário?
Não sei, falou o rapaz.
Eu não tenho condições.
Só sei que ele precisa de atendimento.
Não pode ficar aí, sem que ninguém o socorra.
A questão era simples, segundo a moça.
Ele devia depositar um valor em caução e o restante poderia ser ajustado, mais tarde.
Enquanto tentava explicar que não tinha dinheiro, e quase suplicava para que o seu socorrido fosse atendido, um médico adentrou o Hospital.
Fale com ele, disse a atendente.
É o Director. Se ele autorizar...
E assim foi. Ciente do que estava acontecendo, o médico, de imediato, diligenciou para que o homem adentrasse o Hospital e passasse a receber atendimento.
Na sequência, pediu ao jovem que fosse ao seu escritório.
Quando o jovem entrou na sala, encantou-se com um quadro, em tamanho natural, de uma senhora, de olhos expressivos, belíssima.
Quem é? – Perguntou.
O Director, sentando-se, contou: Minha mãe.
Ela era uma mulher pobre. Lavando e passando roupa, conseguiu que eu me tornasse médico.
Ela já morreu. Mas conseguiu o seu propósito:
formei-me em Medicina e como vê, hoje sou o Director Geral deste grande Hospital.
Quem diria. O pobre filho de uma lavadeira.
Mas essa mulher extraordinária, não somente conseguiu que eu alcançasse o diploma.
Ela me deu lições de sabedoria e de vida.
No dia em que me formei, ela me recomendou:
“Filho, faça o bem quanto possa
Use o seu saber, como médico, para salvar vidas.”
Por isso, meu jovem, quem chega neste Hospital, é atendido, como está sendo aquele homem que você recolheu na rua.
Depois veremos se ele tem ou não dinheiro para pagar.
Em memória de minha mãe, dessa mulher excepcional que tanto trabalhou para que eu me tornasse médico, jamais deixarei que alguém morra à porta do meu Hospital.
Atendo e atenderei sempre, da melhor forma possível, pagantes e não pagantes.
Não poderia deixar de atender a um pedido de minha mãe.

Toda mãe é uma educadora.
Algumas leccionam matérias para o dia a dia dos seus filhos.
Ensinam a se portar, encaminham o filho para a escola, alimentam-no.
Outras, e são essas as mães extraordinárias, renunciam a tudo pelo bem dos seus rebentos.
Transmitem lições para a vida imperecível.
Não pensam somente no bem-estar físico dos filhos.
Vão além. Trabalham e estabelecem lições para a vida do Espírito.
Elas desejam que seus filhos sejam felizes agora, no hoje, na Terra, e no Além, quando abandonarem o casulo carnal.

Essas mães... Essas mães são mesmo extraordinárias.

Momento Espírita, com base em facto ocorrido na juventude de Divaldo Pereira Franco.

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A EXISTÊNCIA DE DEUS

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 09, 2015 8:15 pm

O assunto girava sobre a existência do Criador, na "sala de luz" (gostaria de chamar assim o cómodo simples da residência de Chico Xavier), quando o médium, com a serena espontaneidade de sempre, contou, entre outras coisas, que certo amigo lhe dissera, enfático, recentemente:

— Chico, eu não acredito na existência de Deus!

— Então - disse-lhe o Chico - você vai ao supermercado e compra outras pernas para mim, já que as minhas estão paralisadas!

— E você acredita mesmo em Deus? - insistiu o amigo. - Como?

— Observe, meu senhor - continuou o médium - quem teria colocado a vida e o perfume das flores, o azul do céu, o verde dos mares e a luz das estrelas?

Prosseguindo a conversação, o querido Chico lembrou ainda aos presentes que, durante a Revolução Francesa, soldados invadiam igrejas para destruir as imagens, altares, etc., quando foram interrogados por simples camponês:

— Por que fazem isso?

— Recebemos ordens para extinguir os sinais da ideia de Deus na Terra - responderam os soldados.

— Ah! Meus filhos, então vocês terão que apagar igualmente o Sol, a Lua e as estrelas - disse, sereno, o camponês.

(Lição extraída do livro "Chico Xavier - Fonte de Luz e Bênçãos" de Urbano T. Vieira e Dirceu Abdala)

Do Livro "Lembranças de Grandes Lições" - Cezar Carneiro
Capítulo " A EXISTÊNCIA DE DEUS "
Editora IDE - http://www.idelivraria.com.br/

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Era meu filho!

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 10, 2015 10:00 am

Havia um povo que morava ao pé da montanha.
Suas vidas transcorriam em paz, enquanto eles se esmeravam no amanho da terra, cultivando flores e árvores frutíferas.
Formavam uma grande família, onde uns auxiliavam os outros, no cuidado com as crianças, a disciplina aos jovens, a educação da madureza.
No alto da montanha, uma outra comunidade se desenvolvia.
Eram criaturas não tão gentis, nem tão disciplinadas.
Um povo desconhecia o outro, porque as vias de acesso eram íngremes, tomadas por densa mata.
Um belo dia, o povo da montanha resolveu descer ao vale, na busca de riquezas.
Surpreendeu-se ao descobrir pessoas trabalhadoras, de bom trato e tão solidárias.
Encantou-se com seus pomares e jardins e, por observar como eles enfrentavam tudo com disposição, auxiliando-se mutuamente, decidiram levar uma semente daquela preciosidade para a sua vila.
Assim, escolheram uma criança.
Um bebé lindo de olhos brilhantes, através dos quais parecia traduzir a sua inteligência aguçada.
E, quando empreenderam sua viagem de retorno, o raptaram, desaparecendo entre a vegetação abundante, montanha acima.
A pobre mãe, ao descobrir o berço vazio, caiu em quase desespero.
O Conselho da Comunidade se reuniu.
Os homens optaram por se unirem e resgatar o pequenino.
Juntaram provisões, cobertores, roupas quentes, pois imaginavam que à medida que subissem, teriam que enfrentar os ventos gélidos, que soprariam violentos.
Partiram. Os dias passaram lentos e angustiantes para toda a pequena cidade.
Os olhos a cada instante se voltavam para cima, no intuito de ver se a expedição retornaria vitoriosa.
Finalmente, os homens regressaram...
Mas de mãos vazias.
Embora seus esforços, as várias tentativas, eles haviam se perdido entre as trilhas da montanha e não tinham conseguido encontrar o caminho que os conduziria ao povo de cima.
Estavam arrasados, sentindo-se fracassados e até envergonhados em ter que confessar sua incapacidade em vencer a montanha e trazer de retorno o pequenino habitante raptado.
Foi então que um leve choro de bebé lhes chamou a atenção.
Voltaram-se todos na direcção do som e viram a pobre mãe que tivera seu bebé raptado vir ao encontro deles.
Nos braços, ela trazia um invólucro precioso.
Era o seu bebé.
Ela estava com as roupas rasgadas pelos espinheiros, a pele queimada pelo frio, mas o bebé estava todo enrodilhado em uma manta, protegido. São e salvo.

Como você conseguiu?
Como, se nós, homens vigorosos e treinados em andanças, não conseguimos encontrar a trilha certa e vencer a montanha?
Como você, uma mulher, sozinha, conseguiu ir até o topo e resgatar o bebé?
E a mãe, aconchegando ainda mais ao peito o fardo pequenino, sorriu e respondeu:
Muito simples.
Eu consegui porque era o meu bebé que estava lá em cima.

De todos os amores que existem na Terra, o amor de irmãos, de amigos, de namorados, de esposos, nada mais sublime que o amor de mãe.
É o amor que ama, mesmo que não receba retorno algum do ser a quem se dedica.
Tem a capacidade de sobreviver a todas as tragédias e continuar fiel, mesmo ante guerras de ingratidão e sofridas batalhas de solidão.

Felizes todos aqueles de nós que valorizamos o amor grandioso e incondicional dessa mulher chamada mãe.

Momento Espírita, com base no cap. Movendo montanhas, do livro Histórias para aquecer o coração das mães, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante.

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Re: Momentos Espíritas II

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