Entrevistas com Richard Simonetti [1]

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Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 06, 2013 8:53 pm

Entrevistas com Richard Simonetti [1]
Fonte: Grupo de Estudos Avançados Espíritas - GEAE

PROJECTO ENTREVISTA ELECTRÓNICA

1 -
A divulgação do Espiritismo, bem como de outras religiões, poderá sofrer impactos nunca vistos, com a possibilidade de uso intensivo da rede Internet em todo o mundo.

Como você sugere que deveria ser a presença de nossa Doutrina na rede, se de uma maneira não articulada ou coordenada, a cargo de pessoas espíritas, engajadas no Movimento Espírita e com grande entusiasmo, porém, sem terem toda a experiência e conhecimento necessários, ou via a utilização de recursos que eventualmente pudessem ser disponibilizados pelo Movimento Espírita, através da FEB e/ou órgãos federativos, como a USERJ e USE, devidamente coordenados?

Não podemos perder o bonde da História.
Mais do que nunca o Mundo precisa do conhecimento espírita.

Embora sejam respeitáveis todos os esforços isolados, é indispensável e inadiável que nossos órgãos de unificação despertem para as potencialidades das estradas de comunicação como a Internet.

Tenho conversado com muita gente a respeito.

A família espírita está disposta a colaborar pecuniariamente.

Falta a iniciativa de nossos dirigentes, organizando-se nesse sentido.

2 - Frequentemente, observamos na grande imprensa uma grande confusão de conceitos, especialmente no que tange à menção de assuntos de umbanda e/ou candomblé, como se fossem de Espiritismo.

O que você sugeriria no sentido de melhor esclarecer e difundir junto à opinião pública o que é verdadeiramente o Espiritismo?

Esse trabalho de esclarecimento, feito precariamente na mídia, por companheiros eventualmente convidados, somente alcançará um patamar razoável quando criarmos nossos próprios programas de divulgação, envolvendo particularmente a televisão, o que também depende da iniciativa de nossos órgãos de unificação.

3 - Sistematicamente, creio que há vários anos, o bispo católico da diocese de Novo Hamburgo, RS, D. Boaventura Kloppenburg, vem criticando os espíritas e a Doutrina Espírita, em órgãos da imprensa, tal como o Jornal do Brasil.
Tenho visto, eventualmente, algumas réplicas por parte do presidente da USEERJ, Gerson Simões Monteiro, procurando esclarecer de forma precisa, em conformidade com o Espiritismo, sempre com o cuidado de não ser deselegante.

Pergunto a sua opinião, se cabe, também, às pessoas espíritas redigirem cartas, contestando alguma coisa divulgada de maneira errônea na mídia, porém com o risco de que a contestação não seja formulada precisamente, dando ensejo a novas críticas de adversários do Espiritismo e aí, talvez, fundamentadas?

O citado sacerdote é um divulgador incansável da Doutrina Espírita.
Desperta interesse de muita gente com suas críticas.
Não há por que temer a iniciativa de confrades que manifestam sua indignação, ainda que o façam sem muita competência, ensejando tréplicas fundamentadas.
É mais propaganda.

A Doutrina deverá se impor, como o vem fazendo, pela sua obra social, a demonstrar a excelência de seus princípios que nos fazem mais conscientes e mais participativos na vida social.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 06, 2013 8:53 pm

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4 - O Centro Espírita é o elemento chave para o Espiritismo, onde o homem irá encontrar o amparo, o conhecimento e o trabalho, necessários ao seu aperfeiçoamento moral.
No sentido de melhorar continuamente o funcionamento do Centro, verifica-se, algumas vezes, a necessidade de se ampliar o mesmo a fim de dar melhor funcionalidade às suas actividades.

Esse é o caso do Centro que frequento, onde obras estão sendo realizadas para aumentar o número de salas e melhorar os trabalhos de Evangelização Infantil, Mocidade e Atendimento Fraterno.

O que sugere, sempre a luz da Doutrina Espírita, como possíveis actividades válidas para obtenção de recursos financeiros para realização desse tipo de obra?
Em tempo, destaco que rifas, bingos e assemelhados não de forma alguma utilizados em nossa Casa.

Para obtenção dos recursos financeiros estamos realizando eventos do tipo almoço fraterno e actividades como venda de brindes, de camisetas com motivos espíritas, e de livros espíritas, em conjunto com as doações recebidas dos sócios e frequentadores da Casa.

É preciso mobilizar recursos para fazer face aos serviços prestados pela casa espírita, particularmente assistenciais, que envolvem expressivas despesas.
Não devemos solicitar donativos em nossas reuniões doutrinárias o que sugeriria cobrança por benefícios espirituais, mas mister se faz conscientizar as pessoas de que Espiritismo é trabalho, criando uma mentalidade participativa e solidária.

Almoços beneficentes, tardes da Pizza, bazares, artesanato, dentre outras actividades, são excelentes iniciativas para promover a integração e confraternização dos frequentadores da Casa Espírita, além de atender às suas necessidades financeiras.
Em Bauru, sob o patrocínio da USE-Bauru, há uma feira anual que reúne dezenas de entidades espíritas.

Durante dois dias há venda de artesanato, lanches, salgados, livros, conservas, congelados, roupas, etc., com excelentes resultados.
Também em Bauru temos uma rifa beneficente, realizada anualmente com autorização da Receita Federal, da qual participam centenas de entidades de todo o Estado de São Paulo.

Não entendo a rifa como actividade perniciosa, capaz de estimular o vício do jogo, assim como não entendo os quitutes de uma promoção beneficente como algo capaz de estimular a gula, ou os bazares como estímulos ao consumismo.

5 - Como você vê a questão da Transcomunicação Instrumental (TCI) no Brasil?
As pesquisas são sérias, profundas e à luz da Doutrina Espírita?
E no exterior?

Na questão 934, de O Livro dos Espíritos, o mentor espiritual que responde a Kardec informa que no futuro haveria meios mais directos e mais acessíveis para a comunicação com o Espíritos.
Parece-nos que esse futuro chegou, com a TCI.

No Brasil conheço grupos espíritas que desenvolvem com seriedade esse trabalho.
Há notícias de que o mesmo ocorre no exterior, particularmente na Europa, com um detalhe:
as experiências por lá são realizadas sem vinculação com a Doutrina Espírita.
Os europeus estão redescobrindo o intercâmbio com o Além graças à TCI.

6 - Temos em algumas publicações espíritas, tais como Reformador e Correio Fraterno do ABC, uma certa intolerância mútua, digamos assim, quer por questões doutrinárias (Roustaing), quer por questões de forma de acção (CEPA), quer por questões de fundo econômico (edição de livros espíritas).
Este tipo de conduta, com certeza, não traz benefícios ao Movimento espírita, causando uma certa confusão e perplexidade entre os espíritas.

Como você vê esse tipo de comportamento, e que sugestões teria a dar para que as eventuais arestas, ora existentes, possam ser corrigidas?

Considerando que nosso mundo é a morada da opinião, é normal que tenhamos divergências, até sobre questões doutrinárias.
Inaceitável, porém, tendo em vista a própria orientação da Doutrina Espírita, o clima de beligerância que se estabelece, não raro, envolvendo companheiros que confundem veemência com agressividade, ou defesa da verdade com hostilidade.

A solução está em nos colocarmos sempre no lugar daqueles que criticamos, perguntando-nos como nos sentiríamos se fizessem o mesmo connosco.

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Ave sem Ninho

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 06, 2013 8:53 pm

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7 - Há pouco mais de um mês meu querido avô desencarnou e senti a necessidade de amparo espiritual naqueles momentos difíceis.
Graças a Deus já havia lido o seu livro Quem Tem Medo da Morte?
Na época tal publicação foi de relevada importância como guia e alívio espiritual.
Gostaria de saber como posso obter informações confiáveis sobre o estado de meu avô no plano espiritual.

Chico Xavier diz que o telefone toca de lá para cá, reportando-se ao facto de que as notícias do além devem ser da iniciativa dos Espíritos.
E para tanto não há a necessidade de médiuns.

Frequentemente, quando é possível, entramos em contacto com nossos entes queridos durante as horas de sono, guardando nítidas lembranças, na forma de sonhos.

8 - Como convencer uma pessoa amiga com respeito à Doutrina Espírita?

O melhor caminho para uma iniciação é o livro espírita.
Se a pessoa gosta de ler ofereça-lhe livros compatíveis com suas preferências e cultura.
A literatura espírita é vastíssima e atende a todos os gostos.

9 - Gostaria de obter maiores informações a respeito de como se processa o efeito das pílulas anticoncepcionais no corpo espiritual.
Se verdadeira a afirmação de que estas podem vir a lesá-lo.

As consequências estão relacionadas com as motivações do usuário.
Se a mulher usa pílulas porque não deve engravidar, atendendo a recomendação médica ou a ponderado planejamento familiar, não há por que preocupar-se.
Se o faz porque é adepta do sexo promíscuo, costuma trair o marido e não quer complicações, certamente enfrentará problemas.

10 - De que forma a vasectomia poderia afectar o perispírito quando esta for praticada somente por interesse de satisfação sexual e fuga da responsabilidade familiar?

O perispírito será afectado por desajustes nos centros genésicos, dando origem, na presente existência ou em futura, a problemas como infecções renitentes, esterilidade, impotência, câncer, prostatite?

11 - Gostaria, se possível, de colectar maiores informações sobre o Espírito Ramatis e saber por quais motivos seus livros não são reconhecidos pela Federação Espírita Brasileira.

O problema de Ramatis é que nem sempre suas afirmações estão de acordo com os princípios espíritas.
Representam a opinião de um Espírito, contrapondo-se ao princípio da universalidade das idéias espíritas, criteriosamente codificadas por Allan Kardec, que se serviu de vários médiuns.

12 - Você acha que às vésperas do III Milênio a civilização ocidental poderia encarar o fenômeno da morte de uma forma tão tranquila quanto à oriental?

Isso acontecerá mais cedo ou mais tarde, na medida em que se difundam os princípios espíritas que, literalmente, matam a morte, oferecendo-nos uma gloriosa visão das realidades espirituais.

13 - Como você classifica, num contexto de colectividade, o desencarne de seres que são, durante a vida, considerados como mitos no Brasil (ex. Senna, Mamonas Assassinas).
A comoção generalizada que esses desencarnes causam no seio de nossa sociedade, tem alguma função espiritual?

Esses acontecimentos estão vinculados ao comportamento e aos problemas cármicos dos envolvidos.
Não obstante sempre repercutem no seio das colectividades que, por momentos, cogitam da problemática da morte e da efemeridade da vida.

Fazem as pessoas pensarem.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 07, 2013 8:27 pm

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14 - Em primeiro lugar pergunto se esse ilustre divulgador dos postulados espíritas já tem conhecimento do nosso programa mensal "Espiritismo Via Satélite", transmitido daqui de Belém ou de qualquer parte do País, para todo o Brasil e outros países onde alcança o nosso BRASILSAT, programa esse que vai contar com a sua participação num momento qualquer para conversarmos sobre as maravilhas com que você tem brindado as criaturas com os seus livros e também suas palestras.

Estive presente na sala de conferências via satélite, da Embratel, em Bauru, quando pela primeira vez um programa dessa natureza foi transmitido para todo o Brasil, partir de Belém.
Não sabia da continuidade desse trabalho.
Tomo conhecimento com muita satisfação.

É preciso colocar o Espiritismo na mídia, para que concretize, o mais breve possível sua grandiosa missão, retirando o homem de seu milenar descaso pelos valores espirituais.
Será motivo de muita satisfação para mim participar de qualquer iniciativa dessa natureza.

15 - Que sugestão você tem a dar a esta questão horrível do movimento espírita brasileiro carregado de críticas e verdadeiras agressões aos companheiros da mesma crença, principalmente através da imprensa espírita, em ataques verdadeiramente violentos, àqueles irmãos que lêem os livros de J.B. Roustaing (vale salientar que não sou "roustenguista", nem qualquer outro ista). Será que não é hora dos espíritas procurarem se mirar um pouco mais no Evangelho e olharem para si mesmos, antes de tomarem iniciativas de agredirem os próprios irmãos de ideal?

Endosso em gênero e número suas palavras.
Há quem entre para o Espiritismo sem que o Espiritismo entre em seu coração.

16 - Antes de se tentar explicar o Espiritismo pela Ciência é necessário explicar a Ciência pelo Espiritismo?

A Ciência sempre encontrará um precioso apoio na Doutrina Espírita para uma visão objectiva do Universo e da Vida.
No entanto, para que isso aconteça em plenitude é necessário que seja aceite pela comunidade científica, a partir do empenho em "explicar o Espiritismo pela Ciência".

17 - Você não acha que a nossa Casa Mater, a FEB, está omissa na questão da divulgação em massa da nossa querida Doutrina?
Nossos amigos evangélicos jamais deixariam passar em branco questões caluniosas a respeito deles.

No entanto, temos que conviver quase que diariamente com telejornais, programas de entrevistas e outros, onde a Doutrina Espírita é tratada como se fosse Umbanda, Mediunismo, etc.
O que você pensa a respeito?

O Espiritismo cresceu tanto no campo dos serviços prestados à colectividade, que todas as críticas por profitentes de outras religiões, envolvendo os meios de comunicação, acabam por ter feito contrário, desgastando as crenças daqueles que as emitem.

Não obstante, concordo que o movimento espírita está omisso em relação às possibilidades de divulgação pela mídia.
Um programa de televisão espírita de alcance nacional, organizado pelas entidades federativas com a colaboração da família espírita, convocada a contribuir para isso, teria um alcance inestimável.

18 - Algumas vezes, em meus pensamentos sobre a existência de tudo (Deus, mundo físico, mundo espiritual e suas inter-relações), fico muito confuso de como tudo se iniciou, se Deus é o nosso criador, quem é o criador de Deus?

Se tentarmos descobrir uma resposta para esta questão ficamos loucos.
O que você poderia falar sobre isto?
Será que não estamos preparados para a compreensão desta questão?

Como nós sabemos o mundo espiritual não nos permite conhecer tudo, porque ainda não estamos em condições de compreender.
Não estamos impedidos de divagar a respeito desse assunto, mas será perda de tempo, algo como uma criança de três anos cogitar da física quântica.
Quando detivermos maturidade intelectual e espiritual, nos planos mais altos, teremos acesso a essas informações.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 07, 2013 8:28 pm

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19 - Faço parte de um grupo espírita no Rio de Janeiro e tenho 21 anos.
Neste grupo, participo de algumas reuniões, sendo uma delas uma reunião de treinamento mediúnico.

Então, lá vai minha pergunta:
como não possuo potencial mediúnico desenvolvido, tenho muitas dúvidas a respeito de minhas psicografias e psicofonias.

Como devo enfrentar esse problema?
Continuo esse trabalho sem ter certeza de que é um espírito realmente que se comunica por meu intermédio?

Essa é a grande dúvida do médium iniciante, que tem dificuldade para distinguir o que é dele e o que é do comunicante.

Kardec recomenda, em O Livro dos Médiuns, que a melhor maneira de resolvermos a questão é pelo treinamento, exactamente o que você está fazendo.

Estude, ore e confie, deixando ao tempo a definição quanto às suas potencialidades.

Considere a actividade inicial um mero treinamento para o exercício mediúnico futuro.

20 - Em relação ao livre-arbítrio, importante e fundamental à evolução humana (visto que concebemos a encarnação como primeira prova que faremos de nossa liberdade de agir, pensar e falar), gostaria de compreender melhor sobre o certo e o errado.
Claro que o certo é tudo o que gera o bem, partindo do bem maior que é Jesus.

Mas como medir o bem?
Como trilhar o melhor caminho, se existem tantas estradas, só existe uma correcta?

Quando nos decidimos por um lado, sempre deixamos de vivenciar algo para viver outras situações.
Como saber qual é a melhor decisão?


Em O Evangelho Segundo o Espiritismo o Espírito Verdade recomenda que nos amemos e nos instruamos.
Esse é o caminho fundamental de nossa realização como filhos de Deus.

Na medida em que cultivarmos os valores do conhecimento, buscando entender a vida e seus objectivos, e procurando fazer ao semelhante o bem que desejaríamos nos fosse feito, que é o amor em acção, não vacilaremos quanto ao que nos compete em qualquer sector de actividade humana.

21 - O que poderemos fazer trabalhando na área de informática mais especificamente Internet e Telecomunicações, para desenvolvermos um trabalho assistencial, já que estamos muito isolados do humanitário?

A divulgação das ideias espíritas constitui um precioso investimento no atendimento de uma das necessidades básicas do ser humano - o esclarecimento espiritual.

Acredito que poderemos também incrementar serviços de apoio específico a pessoas necessitadas, como providenciar internação para doentes, conseguir remédio raros, reunir recursos para socorrer uma família?

Lembro-me de um notável filme francês que descreve a mobilização de radioamadores em inúmeros países para conseguir um remédio para a tripulação de um barco pesqueiro que fora envenenada por comida deteriorada.
Via Internet há um imenso campo a ser desenvolvido pela família espírita.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 07, 2013 8:29 pm

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22 - Como você vê a agressividade de muitos espíritas aos irmãos e crença que lêem livros de Roustaing, por exemplo?
Não sou roustainguista.
Aliás nem gosto dessa palavra, mas respeito a liberdade de cada um ler o que prefere.

Como diz o velho ditado, "cada um dá o que tem".
Há companheiros que julgam dar força aos seus argumentos usando a clava.

Também não sou roustainguista e preferiria que não falassem tanto dele, como o fazem aqueles que a pretexto de esclarecer a comunidade espírita sobre uma "ameaça" que não significa nada para 99,99% dos espíritas, são seus grandes divulgadores.

23 - Considerando as dificuldades econômico financeiras, o desemprego, que a classe média vem enfrentando, como orientar o jovem espírita para a vida (lazer, sexo, família), sem o risco da desesperança que parece contagiar a juventude? (inclusive com incidência de suicídio entre os jovens)

O jovem espírita que comete suicídio revela total ignorância dos princípios codificados por Kardec.
Um mínimo de esclarecimento a respeito das consequências funestas do auto-aniquilamente funciona como infalível vacina contra o suicídio.

O conhecimento da Doutrina nos permite enfrentar com segurança os desafios da vida, demonstrando, sobretudo, que nossa felicidade não está subordinada à satisfação de nossos desejos.

É preciso, se queremos ser felizes, que entendamos o que a vida espera de nós.
Nesse particular o Espiritismo é imbatível.

24 - Como orientar o jovem espírita que gosta e se sente bem em bares, boates, etc.?

O Espiritismo é a Doutrina da consciência livre.
Não estamos impedidos de entrar em nenhum lugar.
Importante saber como vamos sair.

E deve o jovem espírita ter consciência de que nesses ambientes há uma pressão muito grande da espiritualidade inferior, estimulando os impulsos do sexo promíscuo, do vício e da licenciosidade.
Não é fácil conservar ali a integridade espiritual.

O apóstolo Paulo dizia:
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém.
Seria interessante pensar nisso.

25 - Como orientar o adolescente espírita com relação ao sexo durante o namoro?

O problema na actualidade, quanto ao namoro, é que as pessoas tendem a confundir amor com sexo.
Quando se fala em amar, pensa-se em "transar".
Invertem-se as posições.

O grande desafio em se tratando do jovem espírita, é passar-lhe a convicção de o sexo deve ser a culminância de uma ligação afectiva, consolidada por longa convivência, jamais o seu início.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 08, 2013 9:30 pm

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26 - As rifas para conseguir fundos para obras de caridade são válidas ou não?

Há um projecto de lei que visa legalizar os casinos.
Num programa de televisão, um dos debatedores dizia-se contrário aos casinos mas favorável aos sorteios como a loteria.

Explicava que os casinos estão associados ao vício do jogo, levando muita gente a dilapidar fortunas, um verdadeiro azar na vida da pessoa, enquanto que os sorteios, como da loteria jamais fazem viciados a gastar compulsivamente seus recursos, situando-os como inocente tentativa de experimentar a sorte.

Penso da mesma forma e acho um absurdo colocar uma rifa beneficente no patamar de uma indução ao vício do jogo.

27 - O corpo de Jesus fora fluídico ou não?

No capítulo XV, de A Génese, Allan Kardec deixa bem claro que Jesus foi um Espírito encarnado, como todos nós que mourejamos na Terra.

28 - No livro A Génese, uma comunicação de Galileu (segundo o médium), diz que Marte não tinha satélites.
Sabemos há muito tempo que Marte tem 2 satélites (aliás isso foi descoberto poucos anos depois dessa comunicação).
O médium era astrónomo e responsável pelo observatório real da França (infelizmente esqueci o nome dele).

É possível que essa comunicação tenha sido um fenómeno anímico e não uma comunicação real?
Se foi então ela conseguiu passar pelos cuidados de Kardec?

O médium foi Camilo Flammarion, célebre astrónomo francês e é notável lembrar que ele tinha apenas 20 anos quando psicografou as mensagens que deram origem ao capítulo VI, de A Génese, um dos mais importantes, denominado por Kardec "Uranografia Geral".

Quanto ao equívoco sobre os satélites de Marte podemos atribuí-los à um problema de filtragem mediúnica, não detectado por Kardec, mesmo porque nada se sabia a respeito do assunto.

29 - O uso da palavra magnetismo ainda no meio actual do movimento espírita não induz ao pseudo-cientificismo?
É compreensível na época de Kardec o seu uso e o uso da ideia de electricidade para explicar os fenómenos espíritas, inclusive porque o eléctron só foi descoberto no final do século passado.

Mas hoje em dia, electricidade e magnetismo são dois conceitos bem definidos em Física.

Toda vez que vejo esses termos sendo usados sem os devidos cuidados sinto que em vez de ajudar a doutrina isso pode atrapalhá-la.
Por que não mudar a expressão campo magnético por campo atracional ou outra palavra qualquer?

Confrades ligados às áreas da física, quando abordam o assunto junto aos seus pares, devem explicar essas expressões, reportando-se ao facto de que representavam um grande avanço na época em que foram utilizadas.

Não podemos, entretanto, modificar os textos da codificação sob pena de cometermos adulteração.
E para uso popular parece-me que a expressão magnetismo é bastante abrangente e está consagrada pelo uso.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 08, 2013 9:30 pm

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30 - Como explicar a comunicação da mãe do Chico sobre o planeta Marte?
Ela viu o mundo espiritual daquele planeta e não o mundo dos encarnados?

Então por que ela não deixou isso explícito no texto?
Por que existe uma comunidade espiritual tão operante lá se não existe comunidade encarnada, ou como se explica as fotos da sonda espacial que esteve lá?

Maria João de Deus foi uma mulher humilde, sem nenhuma cultura, que escreveu cartas a Chico reportando-se a Marte segundo sua própria óptica, sem perceber que passava a ideia de que a população de Marte fosse constituída de seres biológicos.

Quando à existência de uma comunidade desencarnada em Marte, sem a correspondente encarnada, não é excepção, mas regra no Universo.
A Terra é uma das excepções.

A questão número 55 de O Livro dos Espíritos explica que todos os mundos são habitados.
Raros tem vida biológica como nosso planeta.

31 - O problema da regressão e progressão de memória é brilhantemente estudado por Hermínio C. Miranda em seus livros.
Como você explica os estudos de progressão feitos recentemente por cientistas americanos e suas conclusões estranhas?

Não estou suficientemente informado sobre o assunto.
Sei apenas que o fenómeno é escorregadio e merece reservas, porquanto pode ocorrer que o paciente fantasie inconscientemente situações envolvendo o passado e, particularmente, o futuro.

32 - O que garante que o Movimento Espírita não vai cometer o mesmo erro das outras religiões?
Por exemplo, infelizmente muitos confrades espíritas não são capazes de defender suas convicções em relação à Doutrina sem cair no "duelo" de palavras, na deselegância e na falta de tolerância com as ideias de outras pessoas.

Notar que Jesus nos pediu que amássemos os nossos inimigos e não estamos sabendo nem mesmo amar os amigos!

Espero que nossos temores a esse respeito não se confirmem.
Seria lamentável ver o movimento espírita dividido pela beligerância de alguns companheiros menos felizes em suas imponderadas considerações.

33 - Sou portador de distúrbios psíquicos e nervosos de fundo mediúnico.
Na Revista Espírita Allan Kardec número 11, página 32, no artigo "Formação do Expositor", diz que reencarnei com a missão de ser orador e expositor.
Como fazer para cumprir essa missão?
Como proceder?

Desconheço o artigo em referência.
Não obstante, a existência de distúrbios psíquicos e nervosos não significa o desabrochar de uma mediunidade ou a notícia de uma missão a ser cumprida no campo da oratória.

Seria oportuno um longo tratamento espiritual no Centro Espírita, com o empenho de estudo da Doutrina e a participação nas suas actividades, deixando para mais tarde, em melhores condições, a identificação de uma possível tarefa desse teor.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 08, 2013 9:31 pm

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34 - Considerando as perguntas 346 e 346-a, de O Livro dos Espíritos, um feto pode morrer por imperfeições da matéria.
Deus deu inteligência ao homem que actualmente consegue perceber no início da gestação, problemas de má formação do feto (ex. irmãos siameses, deficientes de nascença), indicando nesses casos o aborto clínico.

Seria lícito um aborto num caso desses?
Ou será que a pergunta 346a, só se refere às mortes naturais, ou seja, se a natureza não eliminou o feto, então o corpo (perfeito ou não) é o que o Espírito precisa?

A questão está respondida em sua derradeira conjectura.
Por outro lado é importante considerar que, segundo as questões 358 e 359, só numa situação é admissível o aborto:
quando o médico tem que decidir entre salvar a mãe ou o filho, numa emergência.

Como diz o mentor, preferível é que se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.
O existir aqui significa ter nascido.

35 - Que pensar, sob o ponto de vista espírita, do bebé de proveta, ou seja, a fecundação em laboratório?

Não há o ponto de vista estritamente doutrinário, já que Kardec não tratou do assunto na codificação.
Não obstante, como ponto de vista de espírita podemos dizer que se trata de uma alternativa aceitável para mães com dificuldade de engravidar.

36 - [/b]Nos países onde não há Centros Espíritas como são atendidas as entidades desencarnadas sofredoras, bem como os casos de obsessões?

Como está claro na monumental obra de André Luiz, a Espiritualidade tem amplos recursos para cuidar de Espíritos encarnados e desencarnados, em estado de desequilíbrio.

A actuação do Centro Espírita nesse particular é apenas um recurso a mais, em benefício dos Espíritos que desencarnam sem nenhum preparo para a vida espiritual.

37 - Considerando os livros publicados sobre temas de actualidade, à luz da Doutrina Espírita, de sua autoria, gostaria de saber se o senhor tem algum estudo sobre a visita de extraterrestres a Terra.
Especificamente sobre o actual caso de Varginha MG, que está nos noticiários.

Acredito que sejamos constantemente visitados por Espíritos desencarnados pertencentes a outros mundos e outros sistemas solares.
Quanto à visita de extraterrestres encarnados, parece-me uma possibilidade extremamente remota.

Há muita fantasia em torno do assunto, muitas especulações, sem nenhum contacto documentado, sem nenhuma fotografia, nenhum vestígio, nada de palpável, de autêntico.
Varginha é um exemplo.

38 - Evoluímos assim do mineral para o vegetal, animal, hominal e deste para o angelical, certo?
Passamos por todas as espécies de animais?

Nesta etapa de evolução (animal), estamos já nos individualizando?
Quando começamos a nos tornar Espíritos individualizados?

Não há uma clara definição doutrinária a respeito do assunto.
Aparentemente, o princípio espiritual (embrião do Espírito), individualiza-se no reino animal.

Passa, então por experiências em variadas espécies (não me parece que necessariamente por todas elas, até por que ao longo dos milénios incontáveis espécies novas surgem, incontáveis se extinguem).

Segundo Emmanuel, a conquista da consciência, transformando o princípio espiritual em Espírito, não ocorre na Terra, mas em outros planos do Infinito.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 09, 2013 8:51 pm

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39 - Qual a posição da Doutrina Espírita em relação ao sexo antes do casamento?

A liberalidade sexual da actualidade, transformada em libertinagem sexual, revive os impulsos poligâmicos da criatura humana.
Um retrocesso transitório, decorrente do facto de que nem o homem nem a mulher estão preparados para a liberdade de que desfrutam.

O ideal seria o sexo ser exercitado como a culminância de um relacionamento afectivo sustentado pelo amor, dispostos ambos a assumir as responsabilidades de uma existência em comum.

40 - Como o espírita deve encarar o casamento religioso e civil?

O casamento civil atende às leis humanas.
É o testemunho de que o homem e a mulher estão dispostos a assumir os compromissos inerentes a uma vida em comum, uma demonstração recíproca de confiança na solidez da relação.

Quanto ao casamento religioso onde se destaca a figura do oficiante, é uma cerimónia exterior incompatível com os princípios espíritas.
Todo acto de adoração, em que evocamos as bênçãos divinas, deve ser um acto do coração, sem intermediários.

Os próprios noivos devem fazê-lo, na intimidade do lar.

41 - Uma pessoa que não se casa tem a liberdade de manter uma vida sexualmente activa?

O casamento não é condição para o exercício sexual.
Considere-se, entretanto, que a promiscuidade sexual, sem compromisso e sem responsabilidade, é porta aberta para excessos e viciações, desajustes e enfermidades.

42 - Como deve ser encarada a masturbação?

Vai longe o tempo em que se proclamava que a masturbação conduzia à loucura e ao inferno.
Normal no adolescente que está descobrindo a sexualidade, frequente nos corações solitários, o problema é que ela favorece a viciação, conturbando o psiquismo do indivíduo com sensualidade exacerbada.

Por outro lado compromete a sublimação das energias sexuais quando as circunstâncias nos convocam à castidade, convidando-nos a canalizá-las para as realizações mais nobres.

43 - No Plano Espiritual os Espíritos (atrasados, medianos e adiantados), praticam o sexo, levando em consideração as instruções de André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, que nos diz existirem algumas diferenças entre o corpo espiritual e o corpo físico, principalmente na região sexual e de digestão?

As poucas informações que nos chegam da espiritualidade a respeito do assunto nos permitem conceber que os Espíritos também experimentam o orgasmo, embora não saibamos exactamente como isso ocorre ou se envolve perispiritualmente sensações semelhantes aquelas que decorrem da comunhão carnal.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 09, 2013 8:51 pm

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44 - Há alguma intersecção entre o Espiritismo e a política?
A meu ver não há uma lei moral mais perfeita do que as máximas do Cristo, mas percebo que todas as sociedades afastam-se deliberadamente delas, não havendo uma intersecção mais forte entre a política social e a religião.

Com um mundo tão cheio de riquezas, em que o dinheiro parece manipular todo o seu funcionamento, os governantes esquecem-se de certas leis básicas que podem desencadear vários conflitos totalmente desnecessários.

Poderia o Espiritismo, com sua filosofia, inspirar um modelo social e governamental mais justo e adequado?
O quão distante estamos hoje desta edificante realidade?

O grande problema das sociedades humanas é o egoísmo, a manifestar-se nos indivíduos e nas colectividades.

Todas as religiões, particularmente o Cristianismo, explicam isso.
A grande vantagem do Espiritismo é que ele nos demonstra de forma clara e objectiva as consequências do comportamento egoístico, convocando-nos à edificação de uma sociedade solidária como fundamental à nossa felicidade, onde conforme ensina Jesus, o maior será sempre aquele que se fizer sinceramente servo de todos.

45 - Muitas pessoas que conheço e que desenvolvem alguma actividade num Centro espírita dizem que isto lhes toma todo o tempo.

Muitos dizem que até a família reclama devido ao facto de que essas pessoas não se lembram mais dos parentes e que estão se dedicando apenas aos trabalhos da instituição.

Na sua opinião até que ponto devemos nos envolver com tarefas numa casa espírita?

Eu sei que é um trabalho gratificante, mas não é por causa disso que preciso abdicar de nossas outras actividades.

Todos temos compromissos relacionados com a família, a sociedade, a profissão, a religião.

Se nos dedicamos ao cumprimento de parte deles, negligenciando os demais, incorremos no erro da omissão, pelo qual teremos fatalmente que responder.

Considere-se, entretanto, que a família não raro costuma exagerar a atenção de que necessita, pretendendo anular a iniciativa de um de seus membros, que está tentando cumprir seus deveres religiosos, fundamentais ao nosso equilíbrio e à edificação de uma sociedade melhor.

Geralmente os familiares que mais reclamam são aqueles que não participam nem se interessam em fazer algo que transcenda o imediatismo familiar.

§.§.§- O-canto-da-ave
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Entrevistas com Richard Simonetti [2]

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 10, 2013 9:53 pm

Entrevistas com Richard Simonetti [2]
Fonte: Grupo de Estudos Avançados Espíritas - GEAE

PROJECTO ENTREVISTA ELECTRÓNICA

Família e namoro

11/09/2003 -
Como se dar bem num relacionamento à dois sendo que minha família não simpatiza com meu namorado?

Prezada amiga, é difícil responder a sua pergunta porque os relacionamentos humanos podem ser muito complicados.

Em primeiro lugar não sabemos os motivos dessa antipatia ou mesmo se existem motivos.
Não sabemos como é o comportamento do seu namorado numa cidade pequena como a que você mora.
Digo, pequena em relação aos grandes centros urbanos do seu e de outros Estados.

Às vezes a conduta e a fama de alguns jovens podem complicar relacionamentos sérios, por incompreensão da família, que quer preservar o seu membro.
Mas pode ser, também, falta de conhecimento mais profundo.

Pode ser que o relacionamento superficial leve a julgamentos e veredictos incorrectos.

Às vezes a fase doidivanas de um jovem, como brigas, farras, falta de vontade de trabalhar, má conduta escolar, pode marcá-los por muito tempo.

Acreditamos que o caminho é conquistar a família e isto pode ser feito por ele.

Gentileza, educação, amizade, respeito aos valores cultivados pela família são essenciais.

Como você pode verificar, responder pergunta tão profunda que nos veio em duas linhas de um e-mail, é extremamente difícil.

Só podemos fazer suposições dos motivos.
Não sabemos se você é menor de idade, o que levaria a família a ter cuidados redobrados.

A verdade é que o namorado é seu e não da sua família, mas para tomar essa atitude você terá que assumir essa postura e arcar com as consequências.

Se vocês realmente se amam e se respeitam e não seja apenas um namorico, um passatempo, converse serenamente com a sua família.

Exponha as suas razões e escute pacientemente as deles.

Peça uma oportunidade, um tempo para que o seu namorado possa demonstrar o seu carácter e conquistar a amizade dos familiares.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 10, 2013 9:54 pm

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Fracassos na vida

19/02/2003 -
Minha pergunta é como devo agir para conseguir terminar tudo o que começo e por razão que não entendo não concluo, isso me deixa muito ansiosa e infeliz.
Será que isso se deve a parentes desencarnados que ficam em nossa casa?

Outra coisa, eu me sinto nadando contra a correnteza e quando parece que vou chegar, minhas forças se acabam.
Me ajudem com suas palavras esclarecedoras! Obrigada.

Prezada amiga, Allan Kardec ensina que só podemos debitar um fenómeno à conta dos espíritos, depois de ter investigado todas as possibilidades naturais.

Ele cita o exemplo de ruídos nocturnos, como o bater de uma janela, um galho de uma árvore que raspa num telhado.

Contudo, podemos incluir as influenciações que acontecem no nosso mundo íntimo.

Você acha que a incapacidade de terminar os projectos que você inicia possa ser influência de espíritos.

Até pode ser, mas é preciso uma investigação sincera e profunda.
Os seus problemas podem ser também, psicológicos.

Aproveite a motivação de um ano novo e mude a sua vida.

Deus lhe criou com todas as potencialidades das perfeições, mas você precisa trabalhar para despertá-las e desenvolvê-las.

Deus lhe criou para a felicidade e a vitória.
A vitória você terá que aprender a construí-la e partilhá-la com
o próximo, porque ninguém pode ser feliz sozinho.

Não coloque a culpa dos seus fracassos nos espíritos.
Examine-se profundamente, pois se tem espíritos que podem lhe prejudicar consciente ou inconscientemente, há os bons espíritos que lhe amam e querem lhe ajudar.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 10, 2013 9:55 pm

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Mediunidade de inspiração

11/2/2002 -
Uma colega nos pede comentário sobre a mediunidade de inspiração.

Prezada M. Primeiro vamos falar de mediunidade genericamente, lembrando que o melhor e mais perfeito compêndio sobre mediunidade, que existe, é O Livros dos Médiuns, de Allan Kardec.

Alguns autores deram grandes contribuições sobre o assunto, especialmente Herculano Pires, com o seu livro - Mediunidade, Vida e Comunicação.

Tivemos um autor, já desencarnado, o Eliseu Rigonati, que escreveu um livro extremamente simples, que fez grande sucesso décadas atrás, e que ainda orienta os iniciantes, chama-se - Mediunidade Sem Lágrimas.

A mediunidade é faculdade natural dos seres humanos, portanto ela não existe em animais.

Estes podem ter uma percepção extra-sensorial, mas não é mediunidade.

A mediunidade não é prémio, nem castigo, mas condição inerente aos homens.

Embora ela seja generalizada, o grau de sensibilidade e capacidade de cada um é diferente.

Alguns, mal se apercebem da presença de fluidos ou espíritos, outros, como Francisco Cândido Xavier, tem as faculdades em alto grau.

A mediunidade de inspiração é a possibilidade do médium receber pensamentos dos espíritos, ou elevar-se a uma condição que percebe os pensamentos ambientes e pode reproduzi-los ao seu modo.

Ela é muito útil a escritores, poetas e oradores.

Quando os poetas da antiguidade evocavam as musas inspiradoras, nada mais fazia que evocar os espíritos para inspirá-los.

Há oradores espíritas que falam sob grande inspiração, mas isso não os desobrigam a preparar as palestras.

Estude bastante, troque ideias com amigos e expositores.
Estude muito O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 11, 2013 9:18 pm

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Morte em família

29/05/2003 -
Como a Doutrina Espírita explica, dentro de uma família, filha criada com amor e carinho, por questões financeira participa da morte de seus pais?

Caso que a imprensa divulgou recentemente, que aconteceu com uma família de São Paulo.

O Espiritismo nos ensina que as famílias são formadas por laços espirituais e laços materiais.

No segundo caso são espíritos que tem problemas entre si, que já se odiaram, foram inimigos ou são indiferentes.

As famílias, quando equilibradas, evoluídas, amorosas, são formadas por grupos de espíritos afins.
O resultado são famílias harmónicas, felizes, unidas.
Entretanto, nenhuma família pode fechar-se no egoísmo e recebe espíritos estranhos ao grupo, e estes podem destoar, caracterizando-se como a ovelha negra da família.

De outras vezes, espíritos muito atrasados, na tentativa de evoluir, pedem para reencarnar numa família estabilizada, para usufruir os bons exemplos do grupo, e o pulso firme do chefe da família.

Logicamente não temos como identificar qual a situação, das demonstradas, em que a jovem que participou do assassinato dos pais está incluída, mas com certeza, além dos problemas trazidos de outras vidas, há as influências actuais de pedantismo, desejo de liberdade sem limites, e a influência do consumismo, do desejo de gozar a vida sem cerceamento, disciplina e sem peias morais.

Não sabemos, também, o que se passava dentro do lar, como era o relacionamento entre os membros da família.

Logicamente, nem tudo virá a publico, e não interessa que venha.

Precisamos sim, trabalhar para que as famílias sejam unidas, compreensivas, amorosas, unidas.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 11, 2013 9:18 pm

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O acaso e o determinismo

30/04/2003 -
Fazemos o Evangelho no Lar e estudando esse tema, um parente, membro do grupo, nos colocou que acredita nas coisas que acontecem por acaso, mas precisamente, que alguém pode morrer por acaso, que estava na hora errada no momento errado e por isso morreu, mas que na verdade não era sua hora.

Eu particularmente, não acredito no acaso, acredito que se alguém morre e porque chegou sua hora.

Minha duvida esta ai, existe na verdade o acaso ou meu pensamento esta certo em acreditar que tudo tem sua hora e as coisas não acontecem do nada.

Na realidade não existe o acaso.
Se a vida fosse regida pelo acaso seria muito instável.

Entretanto não existe um determinismo absoluto, como muitas pessoas colocam, e que nos parece ser o seu pensamento.

Temos que encontrar a relatividade entre o que se chama acaso, e determinismo.

O espírito reencarna com a possibilidade de passar por determinadas coisas.

Por exemplo, pode viver numa área onde há possibilidades de ser atingido por uma bala perdida.

Quem vive numa cidade grande, com um enorme contingente de veículos automotores e tem que ir às ruas, tem a possibilidade de ser atropelado e morrer, ou ficar muito ferido e até paralítico.

Veja, por exemplo, os casamentos.

Há quem diga que ninguém casa com a pessoa errada.
Pensamos que casa sim.

Há casamentos programados antes do nascimento?
Sim, há. Mas não são todos.

Será que quem fica viúvo e casa uma segunda, terceira vez teria programados todos esses casamentos?

Num mundo de expiações e provas, como o nosso, estamos sujeitos aos azares do ambiente.

Se você for fazer uma excursão numa mata, sem roupa adequada, sem botas de cano longo e for picado por uma cobra, não quer dizer que tudo estava preparado assim.

Foi o descuido, o despreparo que causou o acidente.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 11, 2013 9:18 pm

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Livre arbítrio e exageros da humanidade

02/06/2003 -
Sei que todos nós temos o livre arbítrio para pensar e agir, mas para mim é muito difícil entender porque Deus e também a espiritualidade maior permitem que certas coisas aconteçam.

É tanta fome, tantas guerras, mães que chegam a matar seus filhos pequenos, crianças que na sua maioria não sabem ainda o que estão fazendo:
na minha opinião, esta é a pior forma de violência, maltratar crianças indefesas, isso me dói fundo.

Ninguém tem o direito de tirar a oportunidade de encarnação de uma pessoa, ninguém tem o direito de maltratar alguém.

É difícil aceitar tudo isso, eu sei que muitas vezes é resgate, mas será que tem que ser desta forma?

Prezada amiga, seus questionamentos são mesmo profundos e somente os espíritos de maior elevação poderia responder.

Com tudo, não é difícil entender que estamos num mundo de expiações e provas, onde a maioria dos seus habitantes são espíritos atrasados, endividados, orgulhosos, egoístas.

As coisas acontecem pelo livre arbítrio dos homens.

Fome, guerras, assassinatos, infanticídios, maltratos são próprios de mundos inferiores.

Na terceira parte do Livro dos Espíritos, Leis Morais, na Lei Justiça, Amor e Caridade, Kardec perguntou qual é o primeiro dos direitos naturais do homem e os espíritos responderam que é o de viver.

Comentaram ainda que é por isso que ninguém tem o direito de maltratar outra pessoa.

Existem muitas situações que são realmente resgates, e muitas outras são injustiças humanas.

Precisamos trabalhar para que o nosso mundo se torne mais justo, bom e ninguém venha a morrer de fome ou de desprezo.
Faça da sua parte todo bem que puder.

Dê bons exemplos e vai apressar a vinda deste mundo novo.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 12, 2013 9:12 pm

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Mais leitura no Centro Espírita

03/01/2002 -
O que fazer para que os companheiros dos centros espíritas leiam mais?

Sua preocupação é digna de elogios, pois é preciso fazer com que os espíritas leiam mais e estudem muito mais.

Tudo que puder ser feito é elogiável, como sorteio de livros com o compromisso da pessoa relatar o que leu.

Incentivo constante para que as pessoas leiam.
Exemplos dos dirigentes mostrando que são bons leitores.
Indicação de obras doutrinárias de valor.

Criação de Bibliotecas Circulantes, para empréstimos e muitas outras coisas.

Infelizmente a maioria dos livros que são lidos pelos espíritas são os romances.

Existem romances de qualidade, mas uma grande parte não tem qualidade de enredo, descritiva e muito menos doutrinárias.

Entre os leitores há os que lêem muito mal e não retém na memória o que lêem, ou não entendem.

Ensinar como podemos ler melhor e aproveitar a leitura é uma boa iniciativa.

Uma prática saudável é a criação de grupos de estudos para as obras básicas e outras dignas de serem denominadas complementares, como as de Leon Denis, Gabriel Delane, Camile Flamarion e vários títulos de Chico Xavier, Herculano Pires, Deolindo Amorim, Carlos Imbassahy e outros.

Poderíamos citar os Clubes do Livro, mas eles estão descaracterizado, pois, com algumas excepções, compram o produto mais barato e dão preferência esmagadora aos romances mediúnicos.

O facto de um livro ser mediúnico não é garantia de qualidade.

Fazer palestras sobre livros que lemos, é também, uma boa iniciativa de incentivo à leitura.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 12, 2013 9:12 pm

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Situação de desencarnado

15/11/2001 -
Qual é a situação de uma pessoa que desencarnou há dois anos?

Prezada M. A situação deste espírito depende do seu estado evolutivo e da sua disposição em aprender e mudar.

Se este espírito foi uma pessoa boa, cumpridora dos seus deveres, amorosa, amiga, certamente goza de uma situação boa no plano espiritual.

Se foi maldosa, maledicente, desonesta, certamente o seu estado consciencial não pode ser bom.

A desencarnação não muda ninguém, o orgulhoso continua orgulhoso, o preguiçoso continua preguiçoso, o medroso, idem, o maledicente também.

Entretanto, eles podem mudar.

Podem aprender e adquirir virtudes antagônicas aos seus defeitos.

Os bons também continuam evoluindo e melhorando-se cada vez mais.

Além disso, pode-se contar com a possibilidade do espírito já estar reencarnado, pois não existe um tempo determinado para isto, dependendo sempre do interesse maior ou menor de voltar à carne, da necessidade e oportunidade para isto.

O que sabemos, com certeza, é que os nossos actos e desejos aqui na Terra, influem muito nas nossas condições de felicidade ou infelicidade no mundo dos espíritos.

Nossas preces podem ajudar o desencarnado, envolvendo-o numa atmosfera de paz e harmonia, encorajando-o a conquistar os valores do espírito.

Quando oramos pelos sofredores, mitigamos a sua infelicidade e o incentivamos ao bem. Quando oramos pelos espíritos felizes, também os incentivamos à novas conquistas espirituais.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 12, 2013 9:12 pm

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Uso de maconha

03/03/2003 -
Gostaria de saber, do ponto de vista espírita, o que diz a respeito da maconha;
caso tiverem livros, artigos, jornais, revistas, gostaria de uma indicação.

A maconha é uma droga, um tóxico, que altera a percepção e a mente do usuário.

Causa dependência e é repelida por todas as pessoas de bom senso, a não ser que defenda interesses escusos, ou seja, uma desculpa para a própria dependência.

Além disto, é um degrau para o uso de drogas mais pesadas.

Dizer que a maconha é inofensiva é o mesmo que dizer que o fumo é inofensivo e todos sabem os malefícios do tabaco.

Infelizmente alguns artistas, pessoas famosas, defendem as drogas e dão péssimos exemplos para a juventude.

Todo hábito escravizante é condenável.

Pessoas dependentes de drogas ou de álcool são pessoas de personalidade fraca.

Logicamente Allan Kardec não tratou directamente deste assunto, entretanto a Doutrina Espírita nos mostra que os vícios, os maus hábitos são condenáveis.

Existem muitos livros que tratam directamente do assunto ou incidentalmente.

Vamos citar alguns:
Álcool - Tóxico Livre, do Dr. Cid Parone, Tóxico:
Duas Viagens, de Eurípedes Küll, Tráfico Doloroso Resgate, o mesmo autor;

O Difícil Caminho das Drogas, de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho e outros que os balconistas das livrarias saberão indicar-lhe.

Quanto a revistas e jornais espíritas são muitas as abordagens sobre este tema, mas é difícil lembrar quais e em que número.

É de bom alvitre lembrar que não se deve colocar a culpa da dependência nos espíritos.

Estes, via de regra, são atraídos pelos viciados.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 13, 2013 8:10 pm

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Cremação

30/05/2003 -
Quando desencarnamos podemos ficar preso ao corpo durante algum tempo, em alguns casos por muito tempo (me corrija se estiver errado).

O que acontece quando o corpo é cremado antes do espírito se desprender do corpo?

Quais as sensações que o espírito pode perceber?

A sua afirmação acima está correcta.

O espírito pode ficar preso ao corpo durante um tempo relativamente longo.

É por isso que Emmanuel aconselhou que haja espera de 72 horas para a cremação.

Entretanto, acreditamos que um espírito cujo corpo vai ser cremado, é desligado, talvez de forma violenta, mas não será queimado, mesmo que fique preso.

Ele poderá sim, ter um choque emocional muito forte e passar muito medo, especialmente se em vida acreditava no inferno.

Mas pense bem, enterrar o corpo é também algo horrível se o espírito permanecer preso a ele.

A putrefacção do corpo, os vermes devorando a carne putrefacta, é também angustiante para o espírito.

Entretanto devemos lembrar que o perispírito está em outra faixa vibratória, e que em circunstâncias normais não deve ser afectado, quer pela decomposição, quer pela cremação.

Sofrem mais os espíritos muito apegados à matéria, os sensuais, os que se agarram aos prazeres da vida.

Mas respondendo objectivamente, acreditamos que não são sensações físicas, e sim emocionais, morais.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 13, 2013 8:10 pm

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Espíritos perfeitos

25/03/2003 -
Gostaria de saber se existem espíritos que jamais reencarnam, e que foram criados já perfeitos?

Prezado amigo, a resposta é NÃO.

Embora não conheçamos todos os mecanismos do universo, nem o modo como Deus cria, com certeza podemos dizer que não existem espíritos criados de forma privilegiada, sem ter que passar por tudo aquilo que passamos.

Aceitar que Deus criou seres perfeitos de forma proteccionista, é abdicar da justiça e do amor.

Nem anjos, nem santos, nem espíritos de luz, nem cristos foram criados de forma diferente.

Nem Jesus de Nazaré, que a igreja diz ser o unigênito de Deus, foi criado de forma diferente.

O Livro dos Espíritos ensina que todos os espíritos, sem excepção, foram criados simples e ignorantes, e enviados à matéria, para através dela, das lutas evolucionistas, ascender aos planos superiores da vida, até alcançar a perfeição.

Quando Allan Kardec colocou as qualidades que julgamos que Deus possui, como perfeita justiça, bondade, tudo sabe, tudo vê, está em toda parte.

Os espíritos disseram que existem muitas qualidades que ignoramos, pela nossa pouca evolução.

Depois, Kardec comenta, e diz entre outras coisas:
Se não podemos saber tudo que Deus é, podemos saber o que ele não pode ser.

Agora falamos nós:
Deus não pode ser mal, não pode ser injusto, não pode ser proteccionistas de alguns em detrimento de outros

Que fique bem claro que não fomos enviados à matéria porque pecamos, mas sim porque é o caminho natural da evolução.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 13, 2013 8:11 pm

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Espírita e Rosa Cruz

02/07/2003 -
Posso ser espírita e Rosa Cruz? Existem conflitos entre estes dois modelos de pensamento?

Você pode, perfeitamente, ser espírita e rosa cruz, como maçon ou esoterista, se sentir necessidade disto.

Não temos nenhuma crítica a fazer a qualquer filosofia ou religião, por isso, tudo depende da sua necessidade.

Se o Espiritismo não preenche totalmente os seus anseios, não responde as suas indagações mais íntimas você pode buscar noutro pensamento filosófico.

Às vezes as pessoas se tornam espíritas mas sente falta dos rituais, liturgias e formalismos, e procuram complementar essas faltas com pensamentos filosóficos elevados, como é a rosacruz e outros.

Você deve seguir sempre o seu coração.

Ninguém deve dizer a você para fazer ou deixar de fazer, para acreditar ou deixar de acreditar, pois você tem o livre arbítrio.

Muitas pessoas não tem essa necessidade e são somente espíritas, ou somente rosa cruz.

Outros, embora sendo espíritas, estão ávidos de conhecimentos e adentram essas escolas iniciáticas para aprender os seus mistérios.

Um dia os homens não terão mais rótulos religiosos.

Ninguém se dirá católico, protestante, induísta, muçulmano, cristão, espírita, rosa cruz, gnóstico ou qualquer outra coisa, porque a única identificação que trará consigo é o amor.

Ame o quanto puderes, e seja o que quiseres.

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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 14, 2013 9:31 pm

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Aborto Social

28/01/2003 -
Gostaria de saber quando uma mulher comete o aborto por circunstancia das dificuldades sociais em que vive, qual o meio de reparar esse facto ainda encarnada na terra?

O Espiritismo considera o aborto crime, só aceitando o aborto quando a vida da mãe está em perigo.

O aborto social tem os seus defensores, mas nós vemos com certa reserva.

Sabemos que o instinto sexual é muito forte, e sabemos que os pobres tem menor acesso à educação, inclusive dos meios preventivos à gravidez.

Contudo, sabemos que Deus julga muito mais a intenção.

Não consideramos que o aborto para não aumentar uma boca faminta em casa, seja tão grave quanto ao aborto pelo prazer sexual ou para não deformar o corpo por causa da gestação.

Você pergunta como reparar esse erro ainda encarnado na Terra.
Logicamente fazendo o bem, o mais possível.

Certamente a pessoa não poderá adoptar, porque o problema da pobreza é o mesmo, mas pode trabalhar em algum projecto em favor de crianças, por mais humilde que seja.

Ela pode aconselhar amigas que estão planeando abortar, pode orientar adolescentes.

Enfim, há muitas coisas que ela pode fazer para se reabilitar ante a sua própria consciência.

Entretanto, caro amigo, consideramos que grande parte da responsabilidade por esse tipo de aborto, é da sociedade, dos governantes, da má distribuição da renda, da indiferença social, inclusive a nossa, que vemos com indiferença o drama da pobreza.

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Última edição por O_Canto_da_Ave em Sex Jun 14, 2013 9:32 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Entrevistas com Richard Simonetti [1]

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 14, 2013 9:31 pm

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Crises de angústia

07/08/2003 -
Desde 1988 venho sentindo sintomas de mal estar, não estando bem em lugar algum.

Pensei tratar-se de depressão, procurei um psiquiatra e nunca mais consegui largar, já fiz um ano de terapia transpessoal, tratamento em uma casa espírita, no entanto não consigo me sentir bem, eclodindo em crises de angústia.

Está sob controle em vista do medicamento.

Gostaria de um aconselhamento, o que há de errado comigo?
Estes sintomas se acentuaram após a morte de meu pai, teria algo a ver?

Sinto agravamento dos sintomas quando estou em casa, no trabalho o alívio é maior!

Você, caro amigo, tem um diagnóstico de depressão, mas não conseguiu resolver o problema.

Às vezes é bom ter uma segunda opinião médica.

Os casos de depressão podem ter embutidos problemas de ordem espiritual.

O facto de você ter feito um tratamento e não deu resultado, não impede que faça outro no mesmo ou em outro centro.

Sintomas de depressão podem se confundir com sintomas de mediunidade.

Veja bem que não se trata de castigo por não estar exercendo a mediunidade, mas porque suas energias estão descontroladas e pode atrair espíritos sofredores e desorientados.

Quanto ao caso do seu pai pode ser apenas a reacção psicológica pela perda aparente, pois na verdade não perdemos ninguém, eles apenas viajam mais cedo.

Contudo, pode ser que seu pai tenha permanecido no seu ambiente, preocupado com você, mas estamos fazendo apenas suposição.

De qualquer forma ore por ele com muito carinho, que lhe fará bem em qualquer condição que ele estiver.

Continua...
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Ave sem Ninho

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