Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

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Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 24, 2013 10:02 am

Materialização de espíritos em Ponte D’Uchoa (Recife) na residência do Dr. Rómulo Cahú.
(Três depoimentos importantes)
Paulo Roberto Martins

Quando se ausculta um fantasma.

Apenas de quando em vez, um temperamento varonil expõe-se e depõe, positivando a sobrevivência em termos de tangibilidade e que não se importa com o que os outros possam pensar ou dizer a seu respeito.

O brigadeiro Adil de Oliveira, personalidade famosa em nossa história, por ter presidido o célebre inquérito do Galeão, trouxe-nos o seu valioso e judicioso depoimento que a imprensa divulgou.

No Recife, juntamente com outras altas patentes militares, ele assistiu a trabalhos de materialização com o médium Waldemar Golvin.

Materializou-se, então, o espírito de falecido médico, Dr. Kempler, de maneira tão perfeita, que o ilustre militar patrício não pôde furtar-se a dar o seu depoimento entusiasta:
“O que vi foi o Dr. Kempler.

O Dr. Kempler que vi manipular remédios, que vi dá-los a três senhoras, que ainda me chamou, que me apertou a mão, que falou comigo, que me ofereceu um bastão como lembrança e tal entidade materializada só se diferenciariam de um médico terreno pelo facto de ter aparecido insolitamente e, insolitamente desaparecido.

No mais, tudo exactamente normal:
roupa, porte, aspecto, voz, olhar, aperto de mão”.

Considerando como tal fenómeno tão espectacular se realizou dentro da maior simplicidade, ele obtemperou:
“Nada de rezas, mistérios, auras, trompas e anjos esvoaçantes”.

A convite do Brigadeiro Ivo Borges, aos ditos trabalhos de materialização, compareceu o Dr. Eliezer Magalhães, irmão de Juracy Magalhães, que prestou o seu depoimento valioso:

“Ao assistir deslumbrado a materialização de um ser havido como sendo o Dr. Kempler tive a oportunidade de examinar-lhe o pulso e os batimentos cardíacos, achando-os totalmente diversos dos do médium”.

O médico, então, estabelece a diferença que encontrou entre o médium e o espírito materializado:
O médium tinha batimentos claros, enquanto que o Espírito era taquicardíaco, com bulhas pouco “audíveis”.

E, por fim, aquela prova de que tanto necessitamos:
“Tive oportunidade, diz o dr. Eliezer Magalhães, de verificar bem de perto o médium Golvin em estado cataléptico e, ao lado, o ente materializado chamado Dr. Kempler.”

Como se vê, os chamados fantasmas, também curam, testemunhando amor missionário e sem fronteiras e, se o homem duvida, se deixam auscultar para que tenhamos confiança nas Leis maiores.

Alexander Aksakof, que se notabilizou neste género de pesquisas, conta-nos que, no primeiro contacto que teve com o Espírito materializado de Katie King, uma jovem de outro mundo, esta lhe ofereceu de presente um púcaro de doce.

Também o Brigadeiro Adil de Oliveira recebeu do Espírito do Dr. Kempler um bastão com um perfume da sua predilecção!

Eu, em minha casa, conservo um disco que uma entidade chamada Atanásio me deu, fazendo dele um canudo, à minha frente, como nenhum ente encarnado poderia fazê-lo, talvez por que eu gostasse de música.

Eles, os chamados fantasmas, nos guardam afecto e os trabalhos que realizam, neste terreno, são verdadeiramente sacrificais.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 24, 2013 10:03 am

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Um médico que se materializava;
na cidade de Ribeirão Preto, cuja identidade agora não me ocorre, confessava-nos que aquele trabalho era-lhe penosíssimo, mas lhe fora indicado para curar-lhe o Espírito da vaidade e cupidez, que era o seu apanágio na Terra, quando viveu na roupagem de médico ávido de dinheiro e sem nenhum escrúpulo profissional para possuí-lo.

Mário B. Tamassia*, “Os mortos acordam os vivos”, pág. 82 a 85, São Paulo (1988), Ed. EDICEL.

*Dr. Mário Boari Tamassia (1916 – 1993), Doutor em Ciências Económicas, Assessor e Perito Judicial, Tributarista e Analista de Balanços.

Foi Presidente da Academia Campineira de Letras;
Secretário e fundador do Conselho Carcerário; Membro da Associação de Imprensa de Campinas;

Inspetor Chefe da Sociedade Protectora dos Animais;
e Presidente e fundador do Centro de Estudos Tributários, da Orquestra Sinfónica de Ribeirão Preto (SP) e da Lareira Assistencial Hermínia.

Escritor profícuo, deixou quinze livros preciosos de conteúdo espiritualista.

Agindo como Arigó.

Há ainda o caso de um médium do Recife, divulgado por um relatório mimeografado do brigadeiro Adil de Oliveira.

O médium age como Arigó, e a entidade manifestante dá o nome de Dr. Kempler, dizendo ter falecido na primeira guerra mundial e ser alemão, exactamente como o Dr. Fritz.

J. Herculano Pires*, “Arigó (um caso de fenomenologia paranormal)”, pág. 16, São Paulo (1963), Ed. Livraria Francisco Alves.

*Professor José Herculano Pires (1914 – 1979), Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), foi repórter, redactor, secretário, cronista, parlamentar, e crítico literário dos Diários Associados por 30 anos.

De suas 71 obras publicadas, cerca de quarenta livros foram de Filosofia, Ensaios, História, Psicologia, Parapsicologia e Espiritismo, vários de parceria com Chico Xavier.

Golpe no destino.

Relembrei as sessões de materialização, na residência do Dr. Rómulo Cahú, em Ponte D’Uchoa, em frente ao Colégio das Damas Cristãs.

Sua casa era muito bem situada, rodeada de árvores frutíferas, mangueiras, cajueiros, abacateiros e coqueiros, espalhadas por um terreno que terminava próximo ao Rio Capibaribe.

Em frente da mansão, havia um grande jardim dividido ao meio por uma passarela de nuvens que imitavam um pequeno muro contornando os canteiros, repletos de rosas, dálias e margaridas, todas muito bem cuidadas.

A passarela nos levava a uma escada e ao primeiro andar da casa.

Seu interior era muito bem mobilado, com móveis e vários objectos antigos, quadros, vasos, estátuas e lustres, todos belíssimos, parecendo um verdadeiro antiquário.

Os frequentadores habituais e os convidados eram sempre muito bem recebidas pelo anfitrião.

O Dr. Rómulo Cahú era brincalhão por natureza, fumava um cigarro atrás do outro.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 24, 2013 10:04 am

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Sofria de enfisema pulmonar e sua voz parecia um trovão rouco e cavernoso.

Sua esposa Da. Conceição, era afável, simpática e com a sua determinação coordenava as reuniões de materialização.

Todas as terças-feiras e com alguma frequência também às sextas-feiras, exactamente às dezanove e trinta horas, nos reuníamos, fazíamos uma prece e, depois, dirigíamo-nos para uma construção que se acoplava à casa em sua parte lateral, ao lado do pomar.

A sala de reuniões era espaçosa, com duas janelas de vasculante, altas, a cerca de um metro e meio do piso.

Comportava cerca de mais de quarenta cadeiras, arrumadas como um auditório e uma pequena mesa redonda, onde sempre repousava um vaso de flores, um pequeno serviço de som e um reóstato, que controlava a intensidade da luz vermelha.

Num dos cantos da sala, havia uma cadeira de madeira com o encosto reclinado, onde o médium sentava-se confortavelmente, quase deitado, até entrar em transe.

Uma cortina de fazenda azulada e, às vezes, estampada, amarrada por cadarços, deixava o médium isolado em sua concentração.

Entre a cortina e o pequeno auditório, havia um espaço bem razoável, por onde os espíritos podiam caminhar e por onde nós mesmos poderíamos ajustar o reóstato, ou mesmo substituir os discos, ou iniciar as músicas, manipulando assim o serviço de som.

Há cerca de oito meses aproximadamente, eu frequentava as reuniões, as quais, apesar de serem bastante concorridas, as pessoas convidadas ou interessadas em assistir a elas necessitavam de uma aprovação prévia pelos espíritos protectores e principalmente do aval de Da. Conceição Cahú, médicos, engenheiros, advogados, químicos, professores, militares e os seus familiares, todos muito bem relacionados no Recife, geralmente lotavam o auditório, principalmente às terças-feiras.

No início das reuniões, o ambiente era iluminado por uma lâmpada comum de sessenta velas e, somente quando a materialização ia concretizar-se, acendia-se a luz vermelha.

Geralmente, ouvíamos, no início, a Ave Maria de Shubert, seguida de inúmeras outras músicas sacras.

Ficávamos conversando naturalmente, sem nenhuma concentração e, somente após as palavras de um espírito incorporado no médium, sabíamos de iria haver ou não os fenómenos de materialização propriamente dita.

Golvim, o médium de efeito físico, era um homem de estatura média, magro, com cerca de quarenta e cinco anos de idade.

Sua fisionomia era austera e falava sempre muito alto.
Puxava pela perna direita, sequela de um acidente automobilístico.

Seu andar era cambaleante, facilmente reconhecido, pois tinha uma perna mais curta que a outra, e isso o obrigava a um caminhar característico, remexendo, balançando e compensando, com seu quadril, sua perna defeituosa.

Quando tínhamos absoluta certeza de que a materialização ia realizar-se, a luz vermelha era accionada e em apenas alguns minutos, estávamos todos inteiramente acostumados à nova iluminação.

O ambiente ficava completamente claro aos nossos olhos.
O reóstato era accionado por nós e, em muitas ocasiões, os próprios espíritos se encarregavam de fazê-lo, com o intuito de clarear ou escurecer o ambiente.

De repente, sem nenhum aviso prévio, uma névoa brilhante se condensava e saía para fora e por baixo da cortina, indo às vezes até o meio da sala.

O ectoplasma escorria pelo cimento do piso, se concentrava cada vez mais, elevava-se a uma altura de aproximadamente um metro e oitenta.

O médium eliminava o ectoplasma pela sua boca, pelo nariz e, algumas vezes, também pelos seus ouvidos.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 25, 2013 9:18 am

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Pouco a pouco, formava-se uma figura humana, que gradativamente se tornava mais condensada e mais nítida.

Todos nós víamos e acompanhávamos a nitidez gradativa da aparição.

A entidade materializada mexia-se como se tentasse ou quisesse se desenvencilhar do ectoplasma e caminhava como se flutuasse.

Deslizava pelo piso, passava por entre nós, entre as cadeiras, e sentíamos apenas um roçar leve nas nossas pernas.

A cortina sempre aberta para que todos pudessem ver o médium Golvim e o espírito materializado ao mesmo tempo.

Geralmente se materializava um médico alemão, Dr. Kempler, que, segundo constava, era um médico-cirurgião, que morrera na Primeira Guerra Mundial, quando na retaguarda do campo de batalha, seu hospital de campanha, fora totalmente destruído por uma bomba inimiga.

Diziam que morreu operando um soldado gravemente ferido.

Na sessão de materialização, o brigadeiro Adil de Oliveira fotografou, usando infravermelho, as materializações e chegou mesmo a publicar um livreto sobre as aparições do espírito do Dr. Kempler.

Numa daquelas reuniões, eu cheguei a examinar ao mesmo tempo, Golvim e o espírito materializado de Kempler.

Fui chamado pelo próprio espírito, que se dirigiu a mim num espanhol carregado e obtive sua permissão para examina-lo, como também para examinar o médium.

Observei que Golvim, parecia estar em choque hipovolémico, frio e com uma sudorese fina, pegajosa e persistente.

Enquanto o materializado, vestido com uma bata branca, alva, como se houvesse luz ténue por trás dela e que descia até os seus joelhos, apresentava um pulso forte, a sua ausculta cardíaca parecia de uma pessoa de certa idade, pois havia clângor na segunda bulha aórtica, como se já exibisse sinais de arteriosclerose.

A pressão arterial de Golvim, em transe, era baixa, em torno de 90X50, enquanto a da aparição situava-se em torno de 160X90.
Esse meu exame foi presenciado por outros médicos e por todos os que estavam naquela reunião.

Noutras ocasiões, materializava-se mais de um espírito.

O ectoplasma escorria no piso e dividia-se em três blocos, os quais gradativamente se concentravam para tornarem-se visíveis as três entidades materializadas.

Numa dessas sessões, Carminha (minha esposa) estava presente e ela pode verificar a veracidade do fenómeno, quando os três espíritos foram se condensando, se formando, se materializando a poucos centímetros de onde nós estávamos com uma visibilidade e nitidez impressionantes.

Carminha fazia uma verdadeira barreira às minhas idas às reuniões e, com mamãe, criticava-me, chegando mesmo a levar ao ridículo minha crença espiritualista.

Consegui, com algum esforço e muito trabalho, que ela um dia pudesse presenciar todo o fenómeno.
Aquela noite parecia que tinha sido proposital e providencial.

Carminha assistiu a todo o desenrolar da reunião e, mesmo apavorada, segurando forte as minhas mãos, teve de confirmar a veracidade transcendental dos factos.

Não deixou de ser católica praticante, mas, sua fé foi abalada, começando a respeitar e mesmo entender as teorias iniciais espiritualistas.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 25, 2013 9:19 am

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Daquela data em diante, pude assistir às reuniões de materialização e frequenta-las com tranquilidade e continuar com as minhas ideias espiritualistas.

Cresceram meus laços de amizade com o Dr. Rómulo Cahú e com sua admirável esposa, Da. Conceição, como também com os frequentadores habituais e particularmente com Golvim.

Era convidado para assistir a qualquer reunião extraordinária, principalmente àquelas em que o espírito materializado de Kempler realizava operações e consultas.

O Dr. Pedro Correia de Andrade, velho médico, já com quase oitenta anos de idade e com seus mais de cem quilos, frequentava com certa regularidade essas sessões de cura.

Com seu exagerado peso, ele era acomodado numa cadeira especial de madeira maciça.
A cadeira era pesadíssima e com seu ocupante ainda muito mais.

Algumas vezes um espírito materializado de um caboclo carregava por trás a cadeira com o Dr. Pedro sentado e andava por toda a sala, com os protestos dele e de todos nós, pois procurávamos evitar uma queda desastrosa.

Era inteiramente impossível que alguém pudesse ter aquela força descomunal, a ponto de carregar uma cadeira pesada por si só e ainda com mais de cem quilos em cima dela.

No recinto não existia tal Hércules.
Esse mesmo espírito vinha junto a mim e permanecia admirando o meu relógio de ponteiros luminosos.

Às vezes parecia uma criança, brincando e dando cascudos nas pessoas.

Sua fisionomia não era muito nítida, porém, víamos perfeitamente um cocar de penas em sua cabeça e em seu peito uma medalha redonda, presa por uma corda fina marrom, talvez de couro.

O Dr. Pedro era portador de uma insuficiência circulatória nos membros inferiores e recebia aplicações de luz vermelha de várias tonalidades de cor, que o espírito de Kempler materializava na hora, como uma bola brilhante que flutuava em suas mãos.

Numa dessas aplicações, quando a aparição ajoelhou-se ao meu lado e do Dr. Pedro, eu, já preparado para isso, realizei a seguinte experiência:
Levava de casa um tubo de ensaio e uma tesoura pequena de unhas.

Quando o espírito se aproximou e ajoelhou-se ao nosso lado, cortei um pedaço de sua vestimenta e coloquei-a dentro do tubo.

Tive a impressão, esfregando o fragmento com os meus dois dedos, de que o tecido era suave como se fosse um veludo e, ao mesmo tempo, macio como uma seda.

No fim da reunião, quando a luz normal foi acesa, observei com todos os presentes que o tubo de ensaio nada continha.
Estava completamente vazio.

O ectoplasma esvaiu-se, evaporou-se totalmente.
“Como?” – perguntávamos.

Segundo Einstein, “matéria é energia condensada”[1] e segundo Leon Denis, “o fluido universal ou o fluido cósmico etéreo representa o estado mais simples da matéria, e sua subtileza é tal, que escapa a toda análise.

É entretanto desse fluido, que procedem, mediante condensações graduais, todos os corpos sólidos e pesados que constituem a base da matéria terrestre”.


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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 25, 2013 9:19 am

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Leon Denis continua explicando:
“Percorrendo sucessivos graus de sua rarefação, a matéria passa do sólido ao líquido, depois ao estado gasoso e, finalmente ao estado fluido.

Os corpos mais duros podem assim voltar ao estado etéreo e invisível.
Em sentido inverso, o fluido mais subtil se pode gradualmente se converter em um corpo tangível e opaco”.


Leon Denis finalmente conclui:
“À medida que se rarefaz e se torna mais subtil, a matéria adquire novas propriedades potenciais de intensidade progressiva.

Disso nos fornecem exemplos os explosivos, as radiações de certas substancias, o poder de penetração dos raios catódicos, a acção a grande distancia das ondas hertzianas.

Por eles, somos levados a considerar o éter cósmico o meio em que a matéria e a energia se confundem, o grande foco das actividades dinâmicas, a fonte das inesgotáveis forças que a vontade divina impulsiona e donde se expandem, em ondas incessantes, as harmonias da vida e do pensamento eterno”.

William Crookes, descobridor da ampola de Crookes dos raios X, no seu livro “Factos Espíritas”, publicado em 1832[2], afirma, quando discorre sobre os fenómenos de materialização:
“Não digo que isso é possível; digo: Isso é real!”.

Espírito materializado de Katie King junto ao cientista Sir Willian Crookes.

Anos depois falecia Dr. Rómulo Cahú, com um enfarte fulminante.
O facto nos entristeceu.

Golvim sofreu novo acidente automobilístico, vindo também a falecer, e finalmente, Da. Conceição Cahú, alguns anos após, desencarnou, rodeada de seus amigos e protegida pelos irmãos do além.

Dizia Allan Kardec:
“A primeira condição para se granjear a benevolência dos bons espíritos é a humildade, a abnegação e o mais absoluto desinteresse moral e material”.

Gustavo Trindade Henriques*, “Saudade não tem passado”, pág. 280 a 288, Recife (1997), Ed. da Universidade de Pernambuco (UPE).

Apresentação de Arnaldo Assunção Filho**.

*Professor Dr. Gustavo António Trindade Meira Henriques (1933 -  ), Graduado em Medicina ( 1958 ) pela Faculdade de Medicina da Universidade do Recife, actual Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);

Ex-Chefe de Clínica Médica do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários (IAPB);
Ex-Preceptor de Residência Médica no Hospital Barão de Lucena;

foi Professor-Assistente da disciplina Terapêutica Geral na Faculdade de Medicina da UFPE e posteriormente Professor-Adjunto da mesma disciplina na Faculdade de Ciências Médicas da Fundação de Ensino Superior de Pernambuco – FESP (actual Universidade de Pernambuco – UPE);

Ex Vice-Reitor da UPE e Ex-Superintendente dos Serviços Médicos e Hospitalares da UPE. Agraciado com a medalha do Mérito Médico Maciel Monteiro e pela Ordem do Mérito dos Guararapes, Grau Oficial pelo Governo Estadual de Pernambuco.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 26, 2013 9:22 am

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É membro da Academia de Médicos Escritores de Pernambuco.

**Professor Dr. Arnaldo Assunção Filho é médico psiquiatra, professor da disciplina de psiquiatria na Universidade de Pernambuco (UPE) e na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para os cursos de graduação em medicina e psicologia.

* Engenheiro Civil, Administrador e Psicólogo.

e-mail para contacto: poncy@ig.com.br e poncy@br.inter.net

Observação: O autor da compilação dos textos solicita a quem tenha um original ou cópia xerox do opúsculo (relatório mimeografado) com fotos, produzido pelo Brigadeiro Adil de Oliveira, a entrar em contacto com o mesmo pelo e-mail acima.

[1] Gostaria muito que alguém me indicasse uma fonte fidedigna sobre a dita afirmação de Einstein.
(Nota de Vitor Moura Visoni)

[2] Segundo o físico José Edmar Arantes Ribeiro, o livro na verdade foi publicado em 1900.
Apesar de apresentar Crookes como autor, é na realidade uma tradução de trechos da obra de Crookes "Researches in the Modern Spiritualism" e de textos de outros autores estrangeiros.

(Nota de Vitor Moura Visoni)

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 26, 2013 9:22 am

Florence Cook e Katie King: A História de uma Médium Espiritualista

A história do século 19 da médium de efeitos físicos Florence Cook e seu controle Katie King é controversa para dizer o mínimo.

Supostamente possuidora de capacidades psíquicas desde uma idade precoce, Cook tornou-se famosa em círculos espiritualistas Vitorianos e além por produzir a plena materialização do espírito ‘Katie King’ na frente de numerosas testemunhas e por sofrer testes metódicos de suas supostas capacidades mediúnicas pelo eminente cientista Sir William Crookes.

No entanto, a genuinidade das capacidades mediúnicas de Cook e a objectividade das investigações de Crookes foram postas em dúvida por alguns pesquisadores que vêem o comportamento tanto da médium quanto do cientista como altamente questionáveis.

Capacidades Psíquicas Precoces

Nascida no dia 3 de junho, 1856, Florence Cook veio de um lar de uma respeitável classe trabalhadora em Hackney, a leste de Londres.

Com saúde pobre desde a infância, ela aparentemente sempre tinha possuído capacidades psíquicas, e era capaz de ver espíritos e ouvir as vozes desencarnadas de anjos, embora pouca divulgação tenha sido feito disso dentro da família de Cook.

Depois da idade de quatorze anos, Florence começou a entrar em transes na frente da família e logo começou a desenvolver seus próprios peculiares dons psíquicos, inicialmente em sessões informais realizadas na casa da família e na casa de um amigo.

De acordo com o próprio registro de Florence Cook publicado no The Spiritualist em maio de 1872, uma formação de fenómenos mediúnicos incríveis ocorreram nestas sessões de mesas girantes. Os objetos voaram ao redor do lugar, rappings altos foram ouvidos, mesas foram levitadas e foram arremessadas contra a parede, e a própria Florence que foi levantada até o teto e carregada sobre os acompanhantes.

Nós só temos a descrição de Florence destas maravilhas mediúnicas, mas a semelhança dos fenómenos com a actividade de poltergeist é suficientemente notável para dar ao menos alguma credencial a seu registro.

Durante uma destas sessões Florence recebeu um ‘mensagem espiritual’ que ela escreveu escrita especular, que explicava que ela devia fazer contacto com um grupo Espiritualista próximo chamado Dalston Association of Enquirers into Spiritualism.

As capacidades psíquicas de Florence e sua mediunidade se desenvolveram enquanto ela dava impressionantes sessões para a Sociedade de Dalton e ela adquiriu alguma fama como uma médium quando Thomas Blyton, secretário dos Espíritas de Dalton, escreveu um registo de seus poderes psíquicos e mediúnicos que foi publicado na edição de junho de 1871 do The Spiritualist.

De acordo com Cook, sua saúde melhorou notavelmente enquanto ela aprendia a controlar suas capacidades mediúnicas, interessantemente suficiente um facto também notado pelo cirurgião mediúnico brasileiro José Arigó.

Em janeiro de 1872, Florence tornou-se o foco para acontecimentos inexplicados na escola onde ela trabalhou como uma professora assistente.

Parece provável que Florence, de quinze anos, tinha tornado-se o foco de um poltergeist, assim como os psíquicos Matthew Manning e Nina Kulagina antes de seu desenvolvimento e controle de capacidades psíquicas.

Infelizmente para Florence, a proprietária da escola Senhorita Eliza Cliff foi relutantemente obrigada a demiti-la devido ao efeito que os fenómenos estranhos tinham nas alunas.

Uma das especialidades mediúnicas de Florence Cook em suas sessões era produzir ‘rostos de espíritos’.

Fazendo uso de um armário substancial na sala de tomar café da casa da família como o ‘gabinete dos espíritos’ (um nome entre os espiritualistas Vitorianos para a área de trabalho do médium), Florence entraria num estado de transe para acumular suas energias mediúnicas, e então produzir seus pálidos rostos por um corte buraco cotado no topo da porta do armário.

Estes rostos, vestidos em linho branco, perscrutariam pela abertura apesar da médium estar seguramente presa a uma cadeira com cordas ao redor do seu pescoço, cintura e pulsos.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 26, 2013 9:22 am

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O Aparecimento de Katie King

Foi em uma destas sessões, no verão de 1872, que o rosto flutuante do espírito de Katie King apareceu pela primeira vez.

A ‘entidade’ ou ‘espírito’ conhecido como Katie King era algo como uma celebridade mundial espiritual, fazendo a si mesma conhecida bem no início do Espiritualismo Americano nos anos iniciais da década de 1850, em sessões com médiuns tais como os Irmãos Davenport e a família Koons, entre outros.

Katie era supostamente o espírito de Annie Owen Morgan, a filha de um histórico pirata galês do século 17 chamado Henry Owen Morgan (1635-1688), conhecido no mundo dos espíritos como John King.

Em sua encarnação terrena ela aparentemente tinha morrido jovem, ao redor de 22 ou 23 anos, depois de cometer uma série de crimes que incluíam assassinato.

Ela alegou ter retornado para convencer o mundo da verdade do Espiritualismo numa tentativa de expiar seus pecados terrenos.

Katie King prometeu permanecer com Florence Cook durante um período de três anos, durante os quais muitas coisas extraordinárias seriam mostradas ao mundo.

Tomou aproximadamente um ano depois da primeira aparição do rosto de Katie King para Florence desenvolver sua mediunidade suficiente para King se manifestar em sua plena forma espiritual na frente dos assistentes, mas depois que isto foi conseguido, Katie supostamente apareceu quase diariamente, andando casualmente ao redor da casa da família de Cook.

Sessões Espiritualistas

Há numerosos registos de testemunhas oculares do que aconteceu em nas sessões de Florence Cook.

Geralmente, depois que a médium esteve posicionada dentro de seu gabinete dos espíritos, os assistentes esperariam, ocasionalmente até 30 ou 40 minutos, para a aparição de Katie, de rosto acizentado e vestida em mantos brancos fluentes, de trás da cortina.

Andaria livremente entre os assistentes, mesmo permitindo-os tocá-la, como sua médium aparentemente estando inconsciente no gabinete.

Um detalhe importante notado pelos assistentes em algumas destas sessões é que enquanto Katie King andava ao redor do lugar, sons variavelmente descritos como soluços, gemidos (ouvidos pelo famoso químico Sir William Crookes) e mesmo arranhões (ouvidos pelo médium britânico e professor religioso Stainton Moses) foram ouvidos vinda de atrás da cortina.

Isto sugere que se Florence não tinha um cúmplice bem-oculto dentro do gabinete do espírito, Katie King bem pode ter sido uma manifestação genuína.

Há numerosos registos de testemunhas oculares do que aconteceu em nas sessões de Florence Cook.
Geralmente, depois que a médium esteve posicionada dentro de seu gabinete dos espíritos, os assistentes esperariam, ocasionalmente até 30 ou 40 minutos, para a aparição de Katie, cinzento encarado e vestida em mantos brancos ondulantes, de trás da cortina.

Andaria livremente entre os assistentes, mesmo permitindo-os tocá-la, como sua médium aparentemente estando inconsciente no gabinete.

Um detalhe importante notado pelos assistentes em algumas destas sessões é que enquanto Katie King andava ao redor do lugar, sons variavelmente descritos como soluços, gemidos (ouvidos pelo famoso químico Sir William Crookes) e mesmo arranhões (ouvidos pelo médium britânico e professor religioso Stainton Moses) foram ouvidos vinda de atrás da cortina.

Isto sugere que se Florence não tinha um cúmplice bem oculto dentro do gabinete do espírito, Katie King bem pode ter sido uma manifestação genuína.

O aristocrata russo e pesquisador psíquico Aksakoff (1832-1903) informou numa sessão em que ele assistiu no lar da família de Cook no dia 22 de outubro de 1873 (ver G. Zorab em fontes abaixo).

Antes da sessão começou Florence Cook, que sentava-se numa cadeira atrás de uma cortina num canto da sala, teve suas mãos amarradas individualmente com fita entrelaçada e os nós selados por um Sr. J.C. Luxmoore, J.P., que era encarregado da sessão.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 27, 2013 11:16 am

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As suas mãos então foram jogadas atrás das suas costas e amarradas junto com as extremidades do mesmo pedaço de corda, os nós mais uma vez sendo selados.

Finalmente Luxmoore amarrou Florence outra vez usando ‘um pedaço longo de fita que foi tirado das cortinas do gabinete e então pregado sob e por um grampo de cobre ao chão e finalmente amarrado à mesa, ao lado da qual o Sr. Luxmoore sentava-se.’

Portanto se Florence levantasse-se de sua cadeira ocasionaria um puxão óbvio na fita amarrada à mesa.

Depois de 15 minutos a figura de Katie King apareceu próxima à cortina, vestida como de costume inteiramente em branco, e com mãos e braços nus.

Manteve conversas curtas com o Sr. Luxmoore e vários outros assistentes, incluindo Aksakoff, que teve coragem suficiente para perguntar ‘Você não pode me mostrar seu médium?’ a que Katie respondeu:
“Sim, certamente, venha aqui muito rapidamente e dê uma olhada!”

Aksakoff levantou imediatamente da sua cadeira, deu cinco passos e alcançou a cortina.

Mas a figura branca tinha completamente desaparecido, e como olhou dentro da cortina ele viu uma figura sentando-se num canto escuro usando um vestido sedoso preto.

No momento em que ele retornou a sua posição no assento Katie King apareceu ao lado da cortina e perguntou se tinha ficado satisfeito.

Mas Aksakoff não tinha ficado convencido que era de facto Florence Cook que ele tinha visto e tinha pedido examinar a médium em melhor luz.

Concedida sua petição, o aristocrata russo agarrou uma lâmpada e dentro de segundos estava atrás da cortina.

Outra vez a figura vestida de branco tinha instantaneamente desaparecido e Aksakoff achou-se só com Florence Cook que:
‘... Num transe profundo, sentava-se numa cadeira, com ambas as suas mãos unidas bem atrás das suas costas.

A luz, brilhando no rosto da médium começou a produzir seu efeito normal, i.e. a médium começou a suspirar e a acordar.

Atrás da cortina um diálogo interessante começou entre a médium, tornando-se cada vez mais acordada, e Katie que quis pôr sua médium para dormir outra vez.

Mas Katie teve de desistir, ela despediu-se, e então seguiu-se o silêncio’.

No final da sessão Aksakoff verificou que todas as amarras, nós e selos estavam ainda íntegros, e de facto ele teve alguma dificuldade em cortá-los para liberar Florence com a tesoura, que mal se encaixava embaixo da fita, tão apertada que estava envolta ao redor das suas mãos.

Aksakoff assistiu a uma segunda sessão com Florence Cook no dia 28 de outubro, desta vez na casa de Luxmoore, e outra vez testemunhou a aparição de Katie King.

Mais uma vez, se o registo de Conde Aksakoff puder ser confiável, e se Cook não teve um cúmplice escondido em algum lugar, então é muito difícil de escapar à conclusão que um fenómeno genuíno ocorreu nestas duas sessões.

Como a notícia da mediunidade física de Florence se propagou e membros proeminentes da sociedade testemunharam as manifestações ela recebeu a clientela de um homem de negócios de Manchester chamado de Charles Blackburn.

Como Florença nunca pediu dinheiro por suas sessões ela ficou agradecida pelo apoio financeiro de Blackburn, que permitiu que demonstrasse sua mediunidade sempre que exigiu.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 27, 2013 11:17 am

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A “Exposição” de Volckman

Com as manifestações de Katie King Florence Cook tinha tornado-se a primeira médium britânica a supostamente materializar uma forma de espírito em luz boa.

No entanto, na noite de 9 dezembro, 1873, sua reputação como uma médium de efeitos físicos recebeu um golpe de que ele nunca plenamente se recuperou.

Um dos assistentes nesta sessão particular de Hackney foi um espiritualista e investigador chamado William Volckman.

De acordo com Volckman, depois que ele cuidadosamente tinha observado o espírito de Katie King, vestido completamente em um branco fantasmal como ela se exibia ao redor do lugar, ele notou a semelhança assustadora entre a médium e o espírito assim chamado.

Esperando provar sua teoria correta de modo dramático Volckman saltou para cima da sua cadeira e ‘agarrou o espírito’.

Na confusão que seguiu três dos outros assistentes mantiveram Volckman seguro, que teve um nariz arranhado e perdeu parte da sua barba na luta, enquanto o ‘espírito’ escapou voltando ao gabinete.

Quando tudo tinha acalmado, aparentemente depois de um período de aproximadamente cinco minutos, a cortina foi retirada.

Aí os assistentes acharam Florence numa condição consideravelmente agitada, mas ainda usando o vestido e botas pretos que ela tinha usado no começo da sessão, e mantida à cadeira com a mesma fita que foi usada para confiná-la.

O nó na fita, que tinha sido selado com o anel com sinete de Earl of Caithness, um dos assistentes, estava ainda íntegro.
Uma procura subseqüente de Florence Cook não revelou nenhum vestígio dos mantos brancos de Katie King que tinha sido vista usar.

Apesar do facto que Florence foi descoberta ainda imóvel a sua cadeira, a evidência de Volckman para impostura ainda parece bastante sugestiva, e a Trevor Hall e a muitos pesquisadores subsequentes é prova conclusiva que suas alegações de capacidades psíquicas e fraude foram baseadas em fraude.

No entanto, há muito mais a este incidente que Hall et al jamais compreenderam ou se incomodaram em pesquisar.

A exposição de Volckman necessita ser vista contra o fundo do ciúme violento de outra médium chamada Sra. Guppy, uma mulher com um ódio artificial de médiuns jovens em geral, mas de Florence Cook em particular.

Trabalhando desde documentos contemporâneos inéditos R.G. Medhurst e K.M. O Goldney (ver fontes abaixo) acharam evidência do que pode ser denominado uma ‘Trama de Guppy’.

Em essência isto consistiu num plano assustador que envolveu um grupo de assistentes, incluindo William Volckman, que seria empregado para assistir uma das sessões de Florence Cook.

Quando um momento favorável surgisse durante as manifestações psíquicas, alguém do grupo iria jogar vitriol (ácido) no rosto do suposto espírito, e assim, eles supuseram, destruírem eternamente as características bonitas da mais amarga rival da Sra.Guppy, Florence Cook.

Outro facto interessante relacionado à exposição, e para apoiar a ideia de algum tipo de trama, é que depois de Sr. Guppy morreu, William Volckman se casou com Sra. Guppy.

No entanto, apesar dos motivos de Volckman, é ainda um facto que ele agarrou seguramente Florence bancando o espírito de Katie King. Ou não?

Nós só temos a palavra de Volckman que o que ele agarrou era de facto a Florence Cook de carne e ossos ao invés da etérea Katie King.

Depois da exposição Volckman declarou que ‘nenhum terceiro teve qualquer conhecimento de meu convite a, nem da minha presença, na sessão em questão’.

Como nós já vimos isto foi uma mentira total.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 27, 2013 11:17 am

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Em contraste com a declaração de Volckman que Katie forçosamente teve que ser retirada do seu aperto, outros assistentes atestaram Katie deslizou para fora do aperto do Sr. Volckman, e subsequentemente pareceu se desmaterializar.

Uma testemunha descreveu seu movimento como sendo quase o de ‘uma foca na água’.

Então, enquanto para muitos a assim chamada exposição de Volckman lança uma sombra enorme sobre a mediunidade de Florence Cook, está claro que Volckman estava bem longe da testemunha não interessada que ele alegou ser.

Se o motivo para suas acções era mostrar que Florence era uma fraude por qualquer meio necessário, o que parece ter sido o caso, só isto deve pôr seu testemunho em séria dúvida.

William Crookes e Florence King

Um dos cientistas mais ilustres a investigar o fenómeno do Espiritualismo foi William (posteriormente Sir William) Crookes (1832-1919), um químico inglês e físico, e descobridor do elemento thallium.

Antes de assistir algumas das sessões de Florence Cook em setembro de 1873, e empreendendo um detalhado estudo científico de sua mediunidade, Crookes tinha investigado Kate Fox (uma das irmãs envolvidas no infame caso de Hydesville) e o notável médium inglês Daniel Dunglas Home.

Foi em grande parte devido a seu testemunho de fenômenos mediúnicos notáveis em numerosas sessões com Home que Crookes tornou-se convencido da existência de uma ‘inteligência exterior’ que às vezes se manifestaria durante as sessões.

Uma sessão particular de Florence Cook assistida por Crookes é descrita em seu livro de 1874 Researches in the Phenomena of Spiritualism, e também no The Spiritualist de 19 de dezembro de 1873.

Foi nesta sessão, mantida na residência de J.C. Luxmoore, que Crookes alegou que ouviu gemidos e soluços vindos de atrás da cortina enquanto o espírito de Katie ficava na sala.

Crookes subsequentemente realizou uma série longa de sessões de testes com Florence Cook, que concordou em sofrer qualquer provade suas capacidades psíquicas que Crookes pudesse tramar, na própria casa na Estrada de Mornington, Povoado de Camden, Londres, em que ele poderia estar em controle completo da situação.

Florence frequentemente permaneceu na casa, onde Crookes viveu com sua esposa Ellen, e às vezes foi acompanhada por sua mãe e irmã Kate.

Nestas experiências Crookes alegou ter testemunhado a médium e o espírito juntos em mais de uma ocasião.

Em uma sessão particular realizada em 29 de março de 1874, Crookes registra que depois de ir atrás da cortina da médium, usando a luz de uma lâmpada de fósforo ele testemunhou Florence Cook ‘vestida em veludo preto como tinha estado na parte inicial da noite, e a todas aparências perfeitamente sem sentido’.

Segue dizendo que Cook não se moveu quando tomou a sua mão nem quando segurou a lâmpada perto de seu rosto, mas a respiração continuou calmamente.

Ele então brilhou a lâmpada ao redor e viu a figura de Katie, ‘vestida em cortinado branco ondulante’ ficando diretamente atrás de Florence.

Ainda segurando a mão de Florence Crookes então ‘levantou e abaixou a lâmpada a fim de iluminar figura inteira de Katie, e me satisfiz completamente que eu realmente olhava a Katie verdadeira’.

Crookes e outras testemunhas, incluindo a novelista Florence Marryat, notaram diferenças físicas entre Florence Cook e Katie.

De acordo com estas testemunhas Katie era mais alta e mais pesada que Florence, tinha um rosto maior, dedos mais longos, cabelo de cor diferente, e orelhas sem marcas de brinco, enquanto que as de Florence eram furadas.

Em uma sessão descobriu-se Florence foi achado ter uma bolha no seu pescoço que não foi achada em Katie quando materializou-se.

Em outra ocasião Crookes cobriu as mãos de Katie em tinta, nenhum vestígio sendo achado em Florence quando ela mais tarde foi examinada.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 28, 2013 9:18 am

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Alguns críticos, incluindo Peter Brookesmith (ver fontes abaixo) acreditam que nas ocasiões quando tanto Florence como Katie King foram testemunhadas juntas, a médium deve ter tido um colaborador, provavelmente sua irmã Kate, para realizar a fraude.

No entanto, é difícil de acreditar que quando executava suas experiências Crookes não se incomodou em assegurar-se de que Kate Cook não estivesse numa condição de se passar por um espírito.

E seguramente, como ambas as irmãs eram frequentemente convidadas a sua casa, Crookes poderia ver a diferença entre elas.

Os Experimentos de Varley

No final de fevereiro de 1874 Crookes organizou testar a mediunidade de Florence Cook usando um equipamento eléctrico tramado por Cromwell Varley, um engenheiro electricista, e Companheiro da Sociedade Real.

Houve ao menos duas de tais provas, a primeira realizada na casa de J.C. Luxmoore, e conduzida por Varley na presença de Crookes, a segunda na casa de Crookes, e conduzida por ele. Resultados semelhantes foram obtidos em ambas as ocasiões.

Era o objecto destas experiências descobrir se a médium estava imóvel em sua original posição sentada dentro do gabinete, enquanto uma suposta materialização acontecia.

No primeiro destes testes Florence Cook foi colocada numa cadeira no gabinete, e fez parte de um circuito eléctrico ligado com uma bobina de resistência e um galvanómetro.

Para permitir a corrente atravessar o corpo da médium, dois soberanos (moedas de ouro) aos quais fios de platina foram soldados, foram unidos aos seus braços levemente acima do pulso.

O galvanómetro ficava fora do gabinete e visível aos assistentes durante a sessão, então se a médium fizesse qualquer movimento ou quebrasse o circuito, flutuações nas leituras do galvanómetro seriam imediatamente óbvias.

Depois que Florence tinha caído num transe, Katie King devidamente apareceu, mexendo os seus braços e abrindo e fechando seus dedos como instruído (para ver se o galvanómetro seria afectado), falando às pessoas, e mesmo escrevendo em papel fornecido por um dos assistentes.

Durante a sessão Varley foi permitido agarrar a mão de King, e declarou que era longa, e muito fria e húmida.

Carca de um minuto depois disto Varley entrou o gabinete para despertar Florença de seu transe, como fez então aproveitou a oportunidade de sentir a sua mão, e notou que era ‘pequena e seca, e não era comprida, fria e húmida como a de Katie.’

Isto é outro detalhe significativo a considerar se alguém ficar convencido que a médium e o espírito eram a mesma pessoa.

Enquanto a sessão acontecia, não houve nenhuma flutuação significativa nas leituras do galvanómetro, a corrente eléctrica não foi interrompida, e quando Florence voltou a si Varley achou os fios exactamente como ele os tinha deixado.

Portanto, deve ser suposto que Florence não tinha se movido de seu assento durante a materialização de Katie.

No entanto, Trevor Hall manteve que Crookes ajudou Florença Cook a enganar Varley nas experiências.

Hall sugere que Crookes instruiu Cook em como poderia substituir uma bobina de resistência com cerca da mesma resistência de seu próprio corpo no circuito eléctrico, assim capacitando-a a assumir seu papel como Katie King.

Mas a análise do Professor C.D. Broad das experiências de Varley (ver fontes embaixo) mostrou essa tal substituição não pode explicar as leituras do galvanómetro registado por Varley.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 28, 2013 9:19 am

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Fotografias Espíritas?

Durante maio de 1874, como um registo visual das suas experiências com Florence Cook, Crookes realizou uma série de 44 fotografias do ‘espírito’ usando luz artificial de cinco câmaras diferentes.

Descreveu algumas destas fotografias como ‘excelente’.
Infelizmente o punhado de fotografias de Katie King e Florença Cook que sobrevivem hoje são, nas palavras de R.G. Medhurst e K.M. Goldney, ‘impressões pobres em qualidade e de origem obscura’.

Devido à semelhança entre a médium e o espírito nestes ‘impressões pobres em qualidade’, estas pálidas fotografias não são tomadas seriamente por muitos pesquisadores psíquicos hoje.

De fato elas foram suficientes para convencer muitos pesquisadores que Florence Cook e Katie King eram de facto as mesmas pessoas, e a coisa inteira foi uma fraude.

Crookes nunca publicou suas fotografias durante sua vida, e as chapas originais foram destruídas na sua morte em 1919.
No entanto, ele enviou cópias a amigos e sócios íntimos, alguns dos quais tinham assistido as sessões de Florence Cook.

Alguém suporia que se as fotos originais do espírito de Crookes foram defraudadas, aqueles que tinham sido assistentes em sessões de Cook e tinham visto Florence Cook e Katie King materializada imediatamente teria notado que o ‘espírito’ retratado era meramente a médium vestida em lençóis brancos.

O conde aristocrata russo Aksakoff feza integrante declaração que nas fotografias de Katie King/ Florence Cook que Crookes tinha mostrado-o, Katie parecia exactamente como o fantasma que ele tinha testemunhado nas duas sessões que ele assistiu.

Finalmente, no Researchs de Crookes, ele descreve uma de suas fotografias assim:

“Uma das fotografias mais interessantes é aquela em que estou de pé, ao lado de Katie, tendo ela o pé descalço sobre determinado ponto do assoalho.

Vestiu-se em seguida a Srta. Cook como Katie;
ela e eu nos colocamos exactamente na mesma posição, e fomos fotografados pelas mesmas objectivas colocadas perfeitamente como na outra experiência, e alumiados pela mesma luz.

Quando os dois esboços foram postos um sobre o outro, as minhas duas fotografias coincidiram perfeitamente quanto ao porte, etc., mas Katie é maior meia cabeça do que a Senhorita Cook, e, perto dela, parece uma mulher gorda”.

Numa sessão em maio de 1874, Katie King anunciou que seu tempo como guia espiritual de Florence logo acabaria.

Em seu Researches publicado no mesmo ano, Crookes descreveu sua aparição final numa sessão no final de maio em que ele tinha sido presente.

Justo antes desta série final de sessões de Katie King, no dia 29 de abril de 1874, Florence tinha casado com Edward Elgie Corner, e embora Crookes e sua esposa permaneceram amigos com ambos a ela e a seu marido, ele não empreendeu mais nenhuma experiência com Florence Corner.

Crookes foi investigar a psíquica e médium americana de Annie Eva Fay, usando o equipamento do Varley, e publicou seus resultados como ‘Um Exame Científico da Mediunidade da Sra. Fay’ no The Spiritualist de 12 março, 1875.

Apesar da perda de Katie King, Florence Cook continuou sua carreira controversa como uma médium com graus variáveis de êxito.

Uma vez em janeiro de 1880, foi pega aparentemente personificando ‘Marie’, seu espírito guia, embora foi proposto que pode ter estado sonâmbula na ocasião.

Em contraste com esta fraude aparente, há testemunhos por várias testemunhas que reivindicaram ter visto Sra. Corner e Marie ao mesmo tempo (ver Medhurst, R.G. e Goldney, K.M., p80 ff nas fontes abaixo).

Florence Corner permaneceu amiga de Crookes até sua morte por pneumonia em abril de 1904, numa casa em Battersea Rise, Londres.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 28, 2013 9:19 am

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Quanto a Katie King, ela supostamente apareceu outra vez em várias sessões, incluindo uma em Winnipeg, Canadá, em outubro de 1930.

Esta sessão particular foi conduzida por um Dr. Vale Hamilton, e Katie foi fotografada, o Dr. Hamilton declara que havia ‘alguns pontos de semelhança a serem traçado entre Katie como fotografada por Crookes e Katie como fotografado nas experiências em Winnipeg.

King também supostamente apareceu numa sessão em Roma em 1974, e outra vez foi fotografada.

Os Espiritualistas

O que dizer deste caso extraordinariamente complexo?
Numerosos investigadores, cépticos e pesquisadores psíquicos do tipo, descartam-no como fraude.

Muitos pesquisadores foram influenciados pelo The Spiritualists de Trevor Hall, originalmente publicado em 1962 e republicado como A Médium e o Cientista: A História de Florence Cook e William Crookes em 1985.

A posição de Hall era um de cepticismo completo sobre o caso, ele acreditou que o negócio inteiro tenha sido uma impostura completo e se pôs a descobrir como foi realizada.

Alguns dos seus argumentos foram mencionados aqui como insustentáveis.

Quanto à contenda de Hall que Crookes foi envolvido num relacionamento sexual tórrido com Florence, uma menina 24 anos estudante, e assim permitiu-se ser enganado em aceitar seus fenómenos como reais, não há nenhuma evidência de confiança qualquer que apoie isto.

Pelo contrário, a evidência disponível vai contra tal affair.

Por exemplo, Florence era casada durante suas experiências com Crookes e tanto Crookes como seu esposa permaneceram em contacto com o Sr. e Sra. Corner longo tempo depois do suposto affair.

Além do mais, quando declarou sua crença no Espiritualismo, Crookes perdeu o apoio de muitos dos seus colegas, e foi ridicularizado pela imprensa, teria ele arriscado sua reputação ainda mais para ter um affair com uma menina de 16 anos sob o nariz da sua (então grávida) esposa?

E o que dizer dos fenómenos psíquicos extraordinários que ele registou testemunhar na presença de Daniel Dunglas Home?
Vamos acreditar que Crookes tinha um affair com ele também?

Tudo isto não nos deixa mais próximos de estabelecer a genuinidade ou a falsidade da mediunidade de Florence Cook, seus ‘poderes’ psíquicos, ou a realidade de Katie King.

A evidência disponível sugere que Cook possuía capacidades psíquicas, e era uma médium de alguma habilidade que, como muitos outros, ocasionalmente recorria a fraude quando seus poderes incertos a deixavam na mão.

Se o testemunho das testemunhas oculares do período eram confiáveis então algo se manifestava no lugar da sessão, se era um espírito real chamado ‘Katie King’ é outra questão.

Até que possa ser provado além da dúvida que Florence Cook não tinha um confederado escondido durante suas sessões, o caso inteiro deve permanecer em dúvida.

Infelizmente os relatórios do Crookes das suas experiências são frequentemente frustrantemente inadequados, ele parece ter tomado como garantia que sua palavra deveria ter sido suficiente para convencer as pessoas da genuinidade do fenómeno que ele alegou ter testemunhado.

A opinião da maioria dos pesquisadores no caso de Florence Cook é que Crookes, os outros investigadores e os assistentes em suas sessões, estavam sendo tapeados por uma esperta ilusionista.

Aliás é o que é a crença predominante sobre o fenómeno ‘Espiritualista’ inteiro do período.
A seguinte citação de Medhurst e Goldney sobre fenómenos psíquicos de 1860 em adiante, resume o problema sucintamente.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 29, 2013 10:22 am

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‘Coisas notáveis aconteciam na segunda metade do décimo nono século, em um nível ou outro.

Ou eles constituem uma extensão, tendo implicações de longo alcance, do campo de fenômenos reconhecidos pela ciência física, ou representam um fracasso espantoso de testemunho humano’.

Parece a mim que aqueles que postulam um ‘espantoso fracasso do testemunho humano’ como a única explicação para o caso Florence Cook/Katie King, e para fenómenos mediúnicos em geral, apoiam uma opinião muito mais improvável que os efeitos paranormais reivindicados.

Pelo contrário, a evidência disponível vai contra tal affair.

Por exemplo, Florence era casada durante suas experiências com Crookes e tanto Crookes como seu esposa permaneceram em contacto com o Sr. e Sra. Corner longo tempo depois do suposto affair.

Além do mais, quando declarou sua crença no Espiritualismo, Crookes perdeu o apoio de muitos dos seus colegas, e foi ridicularizado pela imprensa, teria ele arriscado sua reputação ainda mais para ter um affair com uma menina de 16 anos sob o nariz da sua (então grávida) esposa?

E o que dizer dos fenómenos psíquicos extraordinários que ele registou testemunhar na presença de Daniel Dunglas Home?
Vamos acreditar que Crookes tinha um affair com ele também?

Tudo isto não nos deixa mais próximos de estabelecer a genuinidade ou a falsidade da mediunidade de Florence Cook, seus ‘poderes’ psíquicos, ou a realidade de Katie King.

A evidência disponível sugere que Cook possuía capacidades psíquicas, e era uma médium de alguma habilidade que, como muitos outros, ocasionalmente recorria a fraude quando seus poderes incertos a deixavam na mão.

Se o testemunho das testemunhas oculares do período eram confiáveis então algo se manifestava no lugar da sessão, se era um espírito real chamado ‘Katie King’ é outra questão.

Até que possa ser provado além da dúvida que Florence Cook não tinha um confederado escondido durante suas sessões, o caso inteiro deve permanecer em dúvida.

Infelizmente os relatórios do Crookes das suas experiências são frequentemente frustrantemente inadequados, ele parece ter tomado como garantia que sua palavra deveria ter sido suficiente para convencer as pessoas da genuinidade do fenómeno que ele alegou ter testemunhado.

A opinião da maioria dos pesquisadores no caso de Florence Cook é que Crookes, os outros investigadores e os assistentes em suas sessões, estavam sendo tapeados por uma esperta ilusionista.

Aliás é o que é a crença predominante sobre o fenómeno ‘Espiritualista’ inteiro do período.
A seguinte citação de Medhurst e Goldney sobre fenómenos psíquicos de 1860 em adiante, resume o problema sucintamente.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 29, 2013 10:22 am

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‘Coisas notáveis aconteciam na segunda metade do décimo nono século, em um nível ou outro.

Ou eles constituem uma extensão, tendo implicações de longo alcance, do campo de fenômenos reconhecidos pela ciência física, ou representam um fracasso espantoso de testemunho humano’.

Parece a mim que aqueles que postulam um ‘espantoso fracasso do testemunho humano’ como a única explicação para o caso Florence Cook/Katie King, e para fenómenos mediúnicos em geral, apoiam uma opinião muito mais improvável que os efeitos paranormais reivindicados.

Fontes e Leitura Adicional

Braude, S. The Limits of Influence. Routledge & Kegan Paul. 1986, pp145-8.
Broad, C.D. ‘Cromwell Varley’s Electrical Tests with Florence Cook.’ Proceedings of the Society for Psychical Research, Volume 54, Part 195, (March 1964), pp158-172.

Brookesmith, P. “What Katie Did.’ Fortean Times 179 (January. 2004).

Crookes, William (Sir), Goldney, K.M, Medhurst, R.G, M.R. Barrington, ed. Crookes and the Spirit World. Souvenir Press, 1972.
Crookes, William (Sir) Researches into the Phenomena of Spiritualism. Two Worlds Publishing Company Ltd. 1904 (7th Edition).

Fodor, N. Encyclopaedia of Psychic Science. University Books. 1966, pp61-3.
Hall, T. The Spiritualists. Helix Press. 1962.

Medhurst, R.G. and Goldney, K.M. ‘William Crookes and the Physical Phenomena of Mediumship.’ Proceedings of the Society for Psychical Research, Volume 54, Part 195, (March 1964), pp25-153.

Pearsall, R. The Table-Rappers. Michael Joseph. 1972, pp49-51. 227-32.
Podmore, F. Mediums of the 19th Century. University Books. 1963 (1902), Vol. ii pp 97-9, 103, 152-5.

Zorab, G. ‘Foreign Comments on Florence Cook’s Mediumship.’ Proceedings of the Society for Psychical Research, Volume 54, Part 195, (March 1964), pp173-183.

© Copyright 2006 by Brian A. Haughton. All Rights Reserved.

Artigo disponível em http://www.mysteriouspeople.com/Katie-King.htm e em http://www.mysteriouspeople.com/Katie-King-Medium.htm

§.§.§- O-canto-da-ave
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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 30, 2013 10:22 am

Fenómenos Físicos Ocorridos na Cabana do Pai Preto
– Depoimentos e Actas -

Nome: Ary Brasil Marques
Data do nascimento: 07/09/1928

Este depoimento foi obtido no dia 09/05/2006 por email.

“ Assisti e participei de diversas reuniões de efeitos físicos na Cabana do Pai Preto, inclusive actuando em algumas como secretário.

A primeira manifestação foi no ano de 1958, não me lembro a data exacta.
O médium da primeira reunião que assisti foi Antonio Alves Feitosa.

Além de mim, havia no recinto cerca de 80 pessoas.
Entre elas o meu con-cunhado Manoel Mayo Sanchez, Rodolfo Cordeiro de Almeida (médium), Waldemar Xandó de Oliveira (médium), Hernani Clare (presidente da Instituição).

O médium era algemado, colocava-se uma venda em seus olhos, a chave do cadeado era entregue a um dos assistentes, e o médium era colocado assim em uma cabine fechada por cortinas.

Tão logo a luz era apagada, ouvia-se estalos e um espírito falava aos presentes em voz directa, usando um megafone que tinha tinta fosforescente em sua volta permitindo sua visão.

O megafone andava por cima de nossas cabeças, enquanto o espírito falava.
Também a vitrola, tocando, andava por cima da cabeça dos presentes.

As materializações eram luminosas, parecia que os espíritos tinham uma luz interna no coração.
Estou anexando uma acta de uma dessas reuniões secretariada por mim, do dia 18/08/1958, onde podem ser visto mais detalhes.

Do médium António Alves Feitosa, desconheço o paradeiro.
Waldemar Xandó de Oliveira nasceu em 26/07/1913 e desencarnou em 09/01/1985.
Rodolfo Cordeiro de Almeida nasceu em 13/01/1918 e desencarnou em 09/10/1985.

O Padre Zabeu se apresentava materializado com uma elevada estatura, correspondendo à imagem que as pessoas diziam ter tido em vida.

Atanásio, que se manifestava por meio de assobios, dizia ter sido um menino em vida”.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 30, 2013 10:23 am

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ACTA DA REUNIÃO DE EFEITOS FÍSICOS REALIZADA EM 18 DE AGOSTO DE 1958

Aos dezoito dias do mês de agosto de 1958, às 20 horas, na sede social do Centro Espírita Cabana do Pai Preto, à Rua Timor n. 331, em Santo André, realizou-se a terceira reunião mensal de efeitos físicos, com a presença de associados e visitantes, num total de 58 pessoas.

Os trabalhos foram iniciados com uma leitura evangélica pelo presidente da Entidade, Sr. Hernani Mendes Clare, o qual em seguida fez uma prelecção.

Foram para a cabine os médiuns António Alves Feitosa e Nizea dos Santos, os quais foram algemados e tiveram os olhos vendados por dois dos assistentes, que ficaram com as chaves das algemas.

Após o controle dos médiuns foi apagada a luz, e colocada música na vitrola.
A partir desse momento, tudo o que se viu ou ouviu foi produzido pelos espíritos.

Ouviu-se palmas na cabine, como sinal característico de início dos trabalhos.
A seguir ouviu-se através da voz directa a saudação do irmão Atanásio, o qual, como de costume, se manifestou por meio de assobios.

Ouvia-se também o disco Ave Maria, colocado pelo espírito.
Em seguida, foi aceso pelos espíritos o letreiro luminoso “O silêncio é uma prece”.

A seguir, houve materialização de um espírito que abriu as cortinas da cabine, aparecendo aos olhos de todos os presentes.

Novamente Atanásio voltou a conversar com a assistência, e depois houve nova materialização, desta vez luminosa.

Viu-se nitidamente a figura do espírito, vestido de branco, e com uma luz verde própria que brotava de dentro, parecendo vir do coração.

Apagado novamente o letreiro luminoso, a vitrola foi posta a tocar e, levitada por espíritos, passeou tocando pelos assistentes.

Atanásio traz recado do Preto Velho, pedindo prece para as crianças, o que foi feito.

Em seguida o espírito de Pedro Rodrigues - levitando o violão de contornos luminosos - tocou por sobre as cabeças dos assistentes, deixando depois o violão no colo do irmão Rodolfo. Ouviu-se em seguida batidas nos rostos dos médiuns, feitas por espíritos encarregados de revigorar as forças dos mesmos.

Em prosseguimento, pela voz directa, ouviu-se magnífica prelecção do irmão Adri Caramuru, o qual falou sobre a fotografia que iria ser tirada, falou sobre a inexistência da morte, sendo a presença dele a maior prova, sobre reencarnação, fez menção ao maravilhoso Sermão da Montanha do Mestre Jesus, falou sobre a caridade e deu um magnífico exemplo da cruz que foi cortada por ser pesada demais, e que mais tarde - o pedaço que faltava impediu ao possuidor o acesso no Paraíso, por não permitir atravessar um obstáculo do caminho, uma vez que se tornara curta e não alcançou o outro lado.

Em seguida foram pedidos por duas pessoas necessitadas, aos quais Adri Caramuru respondeu com palavras de incentivo e orientação.

Em prosseguimento houve mais duas materializações.
Na primeira o espírito materializado trouxe flores, que distribuiu entre os assistentes.

Na segunda, o espírito, talvez Adri Caramuru, trouxe para o irmão Hernani o Evangelho dos Humildes, aberto na página 83, capítulo XI de João Baptista.

Durante todos esses fenómenos, os espíritos iam trocando de discos na vitrola, mudando a cada momento de música.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 30, 2013 10:23 am

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A seguir, foi indicado ao irmão Hernani para preparar a máquina para a fotografia, e contasse até 5 logo após apagada a luz, e em seguida batesse a fotografia.

Obedecidas as instruções, o flash da máquina permitiu a todos a visão do espírito materializado, em frente da cortina da cabine.

Em seguida, Atanásio tocou pianinho, chamou Nizea e lhe ofereceu a música.
Adri novamente voltou a falar, dizendo que na próxima reunião o Preto Velho vai dar-nos uma orientação.

Atanásio volta e pede para serem feitas três preces para encerramento da reunião, o que foi feito.
Acesas as luzes, verificou-se que o médium Feitosa havia sido transportado com cadeira e tudo para fora da cabine, o que os espíritos fizeram sem o menor ruido.

Os médiuns foram desalgemados e tiveram as vendas dos olhos tiradas, após naturalmente terem sido acordados pelo dirigente da reunião.

Encerrados os trabalhos, lavrei a presente acta, que vai por mim Secretário assinado, figurando a presença dos assistentes no livro de presença que foi por todos assinado.

Ary Brasil Marques – Secretário

Sobre a médium Nizea dos Santos e os espíritos de Pedro Rodrigues e Adri Caramuru, o senhor Ary Marques, por email do dia 10/05/06, disse não ter nada registado.

Abaixo, seguem as actas de sessões posteriores ocorridas na década de 1960, que constam nas revistas “Os Tempos Chegaram – Colectânea de instruções colhidas no aprendizado espírita, Nums. 01 e 02”, publicados em junho de 1963 e em março de 1964.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 01, 2013 10:11 am

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TESTEMUNHO DO ESPIRITISMO CIENTÍFICO

(Manifestações de efeitos físicos obtidos com o objectivo de testemunho do espiritismo científico)

As provas científicas que constam das actas que se seguem nos atestam a necessidade de permanecermos fiéis aos princípios enunciados por Jesus, que nos citou ser Ele próprio o Caminho, a Verdade e a Vida.

Conduzem-se à certeza de que a morte é apenas física e que no além-túmulo a personalidade subsiste, com todas as características relativas ao grau de evolução por ele atingido.

O esplendor do mundo espiritual se oferece, pois, a todos aqueles que busquem em sua renovação melhorar as condições do espírito, facilitando isso a aproximação natural entre os que habitam as diversas moradas da casa do Pai.

Dadas as circunstâncias da vida do homem terreno, do homem encarnado, a Espiritualidade Superior de há muito vem procurando dar-lhe todas as provas que o possam convencer dessa necessidade, recorrendo aos elementos de que é ele formado e que o habilitam devidamente ao serviço de evolução do mundo que habita.

Tais elementos são o corpo, o perispírito e o espírito;
cada espírito age segundo o seu livre arbítrio e seus elementos podem ser manipulados pela Espiritualidade a serviço da causa do progresso.

Dos três, o corpo físico representa o elemento necessário ao trabalho de evolução do espírito, nas encarnações sucessivas determinadas pela necessidade de buscar o aperfeiçoamento.

A despeito de o corpo representar morada transitória, não pode ser menosprezado.

Assim, o homem terá de trata-lo com zelo para que possa cumprir a missão a que foi destinado como elemento de seu progresso, proporcionando-lhe assimilar qualidades que possam contribuir para o fortalecimento e o equilíbrio do espírito.

O segundo elemento, o perispírito, é o menos conhecido pelos homens, que a ele não tem dedicado atenção.
Diremos que é um organismo fluídico, matéria quintessenciada inapreensível, em seu estado normal, aos nossos sentidos.

É o corpo astral do espírito em sua trajetória e nele se regista todo o progresso obtido, sendo lógico, a luz desse raciocínio, que se torna de interesse capital para o homem a necessidade de ajustar-se ao equilíbrio.

Analisando-se o perispírito como parte integrante da vida do espírito, de cujos actos recebe impressão, e sabendo-se que se vai tornando menos denso à medida em que o ser evolui, compreende-se que a sua composição varia em obediência às experiências obtidas no decurso das encarnações.

Papel importantíssimo cabe ao perispírito no trabalho de intercâmbio entre os planos espirituais.
De facto, é por seu intermédio que se faz a aproximação da entidade que se deseja manifestar e o ser encarnado, e não, como crêem algumas pessoas, directamente por contacto no corpo físico.

Finalmente, o espírito é o ser pensante que dirige, pelo emprego da vontade, os elementos já mencionados.
Firmado no livre arbítrio, utiliza o corpo para a exteriorização de sua personalidade, colhendo e arquivando mentalmente os resultados das acções e reacções que provoca.

Em se tratando da materialização de espíritos, necessário se torna também considerarmos, para compreensão dos factos, o fluidos nervoso (ou ectoplasma).

Tal fluido, comum a todos os espíritos encarnados, é encontrado em maior abundância no organismo dos chamados médiuns de efeitos físicos, e utilizado pelas entidades para dar transitória e visível tangibilidade aos seus próprios perispíritos, prestando-nos o testemunho irretorquível da continuação da vida, para cujo fim concordam, com a maior boa vontade, com a pesquisa feita em bases sérias.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 01, 2013 10:11 am

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Este trabalho, pois, representa parte dos resultados já obtidos em reuniões de estudo, e é dado à publicidade na esperança de que se possa constituir em motivo de meditação para quantos, na época atual, busquem horizontes novos para os anseios do coração, já cansado de encarar a vida apenas pelo lado terreno.
Essa é, aliás, a finalidade do esforço dos espíritos.

Todavia, a par do desejo de esclarecimento da humanidade adulta existe, sempre declarado, o de orientação segura para os que se dedicam à tarefa da educação moral da criança, porquanto o sonhado mundo feliz de amanhã só se tornará realidade se os homens de amanhã, cônscios de suas responsabilidades perante a vida, empregarem na mais larga escala o amor fraterno pregado pelo Cristo.

Renaldo Stérckele

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 01, 2013 10:11 am

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ACTA DA PRIMEIRA REUNIÃO

Aos vinte e seis dias do mês de abril do ano de mil e novecentos e sessenta e um, presentes os Srs. e Sras. Hernani Mendes Clare, E. F. Cunha, António Dionísio Cortez, Zilda Ferraz da Rosa, António Alvez Jacobina, Nair do Amaral Cavalcanti, Sónia Ribeiro, António Alves Feitosa, José Luquetti Netto, António Parra Filho, Maura Alves, Amélia Bacchi, Carmen Cunha Nicoletti, Waldemar Xandó de Oliveira, António Lopes Raposo e Bento F. da Rosa, realizou-se a primeira reunião de efeitos físicos com o objectivo de testemunho do espiritismo científico.

Montou-se na sala destinada ao trabalho a máquina fotográfica, devidamente testada, para obtenção de fotografias se houvesse autorização espiritual.

Trata-se da máquina “Rolley-flex” 1: 3: 5, equipada com flash e munida de filme 120 comum, sob a responsabilidade de operação do Sr. António Lopes Raposo.

Feita breve preparação mediante leitura do “Livro dos Médiuns” foram, às 20:30 horas, algemados e vendados os médiuns António Alves Feitosa, Carmen Cunha Nicoletti, Waldemar Xandó de Oliveira e Sónia Ribeiro, distribuídos, por determinação espiritual, os dois primeiros dentro da cabina e os dois últimos fora, sendo estes na qualidade de médiuns em desenvolvimento.

Apagadas as luzes, o Sr. Hernani Mendes Clare, dirigente da reunião, solicitou que todos se compenetrassem da responsabilidade exigida por essa modalidade de trabalho espiritual, salientando a necessidade de despreendimento, harmonia e confiança para o bom êxito.

Foram feitas preces enquanto os espíritos colocavam a vitrola em funcionamento.
Logo após foram produzidos ruídos juntos às grades da cabina e notaram-se movimentos com os fios eléctricos e com as cortinas.

Os ruídos se fizeram frequentes com mais frequência, e de parte dos colaboradores o dirigente solicitou seguidas preces.

Ouviram-se palmadas aplicadas por um espírito no rosto dos médiuns e então, falando pela voz directa, apresentou-se o espírito de irmão Atanázio cumprimentando e desejando a paz de Jesus com todos.

Solicitou união de pensamentos para ser alcançado o objectivo, salientando que estavam todos reunidos em sector sagrado, e comunicou que quando terminasse a faixa do disco deveríamos contar até sete e disparar o flash.

Ao ser batida a primeira fotografia foi possível, à claridade do flash, observar a médium Carmen ladeada pelos médiuns Waldemar e Sónia e atrás da Sra. Carmen um espírito de grande porte, um tanto inclinado para a frente.

Retornou irmão Atanázio e autorizou uma fotografia, contando-se para tanto até cinco quando chegasse ao fim da faixa do disco.

Desta vez não foi visível nenhum fenómeno à luz do flash.
Ainda uma outra fotografia foi autorizada, sendo notada uma entidade atrás do médium Feitosa, que estava colocado no centro da sala.

A entidade dava a impressão de ser de estatura regular e de estar inclinada para a frente.
Obtida a foto, voltou irmão Atanázio, determinou que fosse apagada a luz da máquina e se retirou.

Instantes após, também falando pela voz directa, o espírito de irmão Adri Caramuru saudou-nos em nome do Mestre.

Indagou se todos haviam bem observado as manifestações e afirmou ser necessário deixar a curiosidade.

Aconselhando, disse ser indispensável dominar os vícios e entregar o coração a Jesus, eis que os tempos são chegados e tudo está sendo cumprido como o Mestre predisse há 2.000 anos atrás, e assim será até o último til.

Disse ser preciso tomar a responsabilidade, porque a Espiritualidade necessita de todos e a todos auxilia.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 01, 2013 10:12 am

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Dirigindo-se ao Sr. Bento, afirmou que este estava em dificuldade, referindo-se à mesa por ele utilizada e que fora retirada pelos espíritos momentos antes.

Retirou-se o espírito e logo voltou, colocou a vitrola em funcionamento e determinou ao Sr. Clare tomasse a responsabilidade destas reuniões, cabendo-lhe fazer o que for necessário, podendo, a seu critério, ser abolido o estudo preliminar habitual.

Falando com o Sr. bento, indagou se havia ele bem entendido a instrução, e depois disse à Sra. Maura que a ela caberia a direcção de outros três trabalhos.

Atendendo a solicitação do Sr. Bento, o espírito pediu firme concentração e chamou a médium Carmen, aconselhando-a a não esmorecer agora que havia recebido a tarefa, cabendo-lhe pois multiplicar os próprios talentos trabalhando em benefício dos necessitados, deixando claro que o abandono das responsabilidades a conduziria à estrada do abismo já percorrida por muitos.

Comunicando haver chegado o término da tarefa, solicitou vibrações para recuperação dos médiuns e comunicou que um dos irmãos espirituais, Atanázio ou Benedito de Souza, viria autorizar o encerramento.

Despediu-se, e depois de alguns instantes retornou irmão Atanázio para determinar fossem feitas as preces finais.

Informou que haviam retirado as vendas dos médiuns e salientou que o trabalho era um pouco demorado em face do desenvolvimento de alguns trabalhadores.

Despediu-se esse espírito, foram feitas as preces e ao final fizeram-se ouvir, como confirmação, estalidos secos produzidos pelo espírito de irmão Genaro.

Chamados os médiuns foram acesas as luzes, notando-se que o Sr. Feitosa e a Sra. Carmen estavam com flores nos braços.

A reunião terminou às 23:20 horas.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 02, 2013 10:04 am

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ACTA DA SEGUNDA REUNIÃO

Aos vinte e quatro dias do mês de maio de mil e novecentos e sessenta e um, presentes os Srs. e Sras. Hernani Mendes Clare, E. F. Cunha, António Dionísio Cortez, Zilda Ferraz da Rosa, António Alves Jaconina, Nair do Amaral Cavalcanti, Sónia ribeiro, António Alves Feitosa, José Luquetti Netto, António Parra Filho, Maura Alves, Amélia Bacchi, Carmen Cunha Nicoletti, Waldemar Xandó de Oliveira, António Lopes Raposo e Bento F. da Rosa, realizou-se a segunda reunião de efeitos físicos com o objectivo de testemunho do espiritismo científico.

Montou-se na sala destinada ao trabalho a mesma máquina citada na acta anterior (“Rolleyflex” 1: 3: 5), sempre devidamente testada e sob a responsabilidade de operação do Sr. António Lopes raposo. O Sr. Clare, dirigente da reunião, relembrou as instruções do espírito do irmão Adri no tocante à harmonia que deve reinar entre os integrantes da família espírita, em face das grandes responsabilidades que lhe estão reservadas.

Fez luz sobre a importância do trabalho em benefício da Doutrina Espírita e conclui lendo trecho do trabalho em benefício da Doutrina Espírita e conclui lendo trecho de mensagem de Emmanuel contendo recomendações do Senhor aos trabalhadores da Seara, que terão de estar sempre às ordens e prontos a servir de instrumentos à causa do Pai.

Às 20:55 horas foram preparadas, algemados e vendados os médiuns António Alves Feitosa e Carmen Cunha Nicoletti no interior da cabina, ficando do lado de fora, como da vez anterior, os médiuns Waldemar Xandó de Oliveira e Sónia Ribeiro.

Feita a prece de abertura, a vitrola foi posta em funcionamento pelos espíritos e fizeram-se ouvir três pancadas, desferidas pelas entidades, confirmando a reunião.
Após pouco tempo apresentou-se o espírito de irmão Atanázio, falando pela voz directa, o qual, depois dos cumprimentos em nome da Espiritualidade, recomendou que ao terminar a gravação que se encontrava na vitrola fosse contado até cinco e disparado o flash.

À claridade produzida pelo flash electrónico afigurou-se-nos ver os dois médiuns Carmen e António fornecendo os fluidos necessários à materialização do espírito de irmão Pedro Rodrigues, que trazia nas mãos o violão.

Após prolongado silêncio apresentou-se, também falando pela voz directa, o espírito de irmão Adri Caramuru.

Desejou paz aos presentes, e respondendo a pedido de orientação sobre as fotografias, formulado pelo Sr. Clare, limitou-se a responder que cada galho estava produzindo seus frutos.
Relembrou depois algumas recomendações do espírito do Preto Velho, a propósito de que dia viria em que um educandário para as crianças seria possível e afirmou que tudo se estava realizando.

Mandou que se providenciassem clichés e fossem organizadas mensagens explicativas para distribuição.
Pediu nesse momento firmeza de vibrações a fim de que um espírito familiar pudesse estar connosco.

De facto, essa entidade, que depois soubemos tratar-se de irmão Jerónimo, proferiu palavras de incentivo, salientando ter estado, como nós, no mundo físico e hoje se encontra no mundo espiritual, recomendando pela sua experiência seja o edifício do progresso construído com actos e não apenas palavras, para que tenhamos boas possibilidades futuras.

Retornando, irmão Adri pediu vibrações em benefício do desenvolvimento mediúnico e informou que iria percorrer os lares, os hospitais e os manicómios.

Antes de sair, esclareceu que deveremos sempre pedir em benefício de nossa luz espiritual, e não de nossos corpos físicos.
Durante a ausência de irmão Adri manifestou-se o espírito de irmão Pedro Rodrigues, executando ao violão suas melodias habituais.

Retirou-se essa entidade e voltou irmão Atanázio, comunicando que irmão Adri estava auxiliando as criancinhas, enquanto ele, Atanázio, tinha a seu cargo auxiliar os velhos, que também são crianças, por serem espíritos quase inconscientes.
Informou que tudo ia bem e que as dificuldades serão sempre superadas.
Logo depois retornou irmão Adri, afirmando então que hoje já não precisávamos ver os espíritos, mas apenas comprovar a verdade.

Autorizou o encerramento e despediu-se, e logo depois das preces ouviu-se a confirmação espiritual.

Chamamos os médiuns, foram acesas as luzes.

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Re: Materialização de espíritos - Paulo Roberto Martins

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