ARTIGOS DIVERSOS

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PORQUE O ESPÍRITO FICA VAGANDO?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 17, 2014 8:32 am

Estado de Perturbação

Um espírito não esclarecido, chega do outro lado praticamente sem consciência do que está acontecendo, não acredita já estar morto, continua a agir como se ainda estivesse vivo, assiste todo o funeral e acha que esta sonhando, fica ao redor do caixão com seu corpo ou entre os familiares.

Depois do enterro, volta para casa e tenta se comunicar, como ninguém responde às suas perguntas fica desorientado, não aceita auxílio de outros espíritos que vieram para ajudar; como sempre lhe disseram que “os bons”, vão directo para o céu, e como uma pessoa nunca se julga má, ele fica esperando que os anjos venham buscá-lo.

Como os anjos não aparecem, alguns ficam anos ou séculos na sua casa, no local da morte ou junto com os seus bens, tesouros ou pertences.

Presos à Matéria

Pessoas que viveram aqui só voltados aos prazeres materiais, sem se preocupar com o seu futuro espiritual, geralmente demoram-se na crosta terrestre, buscando ainda os mesmos tipos de prazer que costumavam cultivar quando encarnados, acomodam-se junto aos encarnados que apreciam os mesmos vícios, induzindo as pessoas a prática, para usufruir dos fluídos.
Ex: bebidas, cigarros, etc.

Aprendem a se alimentar da energia dos vivos, se “encosta” como dizem, numa pessoa que lhe ofereça condições, e muitas vezes, mesmo sem saber que está prejudicando, suga a sua energia.
Deixando-a, cada dia mais debilitada, começam a surgir às doenças.

Fonte: Blog espiritismo,amor e ciência

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AUSÊNCIA DA DOR NO MOMENTO DA MORTE

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 17, 2014 8:38 pm

Por que escapamos da dor no momento final?
Será que nosso espírito sente que o fim se aproxima e é capaz de desligar os receptores de dor pouco antes de morrermos?


Aparentemente o Universo nos equipou com uma espécie de válvula para desligar a dor no cérebro, e ela começa a funcionar quando estamos a ponto de abandonar nosso corpo.

Tudo se apaga, e a pessoa perde a consciência e a memória.

Quando pergunto aos espíritos sobre a violência de um acidente, sobre o choque de uma bala entrando no corpo ou sobre a dor de um ataque cardíaco, eles frequentemente respondem que não se lembram do impacto.

Em vez disso, recordam-se imediatamente de seus entes queridos.

Foi o caso de um jovem espírito do sexo masculino, ele foi arremessado através da janela dianteira, ele não se lembra disso e não sentiu dor alguma.

Depois do acidente, ele viu o próprio corpo estendido perto de uma árvore, e só então percebeu o que havia acontecido.
Ele diz que apagou antes do impacto e que depois viu o avô.
Achou que estava sonhando, mas o avô lhe disse que ele sofrera um acidente.
Quando ele olhou para o próprio corpo, sentiu que aquele não era mais ele.
Não estava conectado ao corpo.
Sentiu como se estivesse fora, e como se não precisasse mais do corpo.

Por isso, para aqueles que temem o momento da morte, não tenham medo pois "morrer é fácil, o difícil é viver."

Fonte: Livro Espíritos entre nós - autor James Van Praagh

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DEPRESSÃO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 18, 2014 11:46 am

Muitas vezes nos perguntamos o que leva uma pessoa a ter depressão.

Sabemos que os sintomas da depressão se manifestam em forma de tristeza contínua, falta de alegria e de esperança, apatia, falta de um sentido para a vida, com a sensação de um imenso vazio, considerando ainda, os sintomas físicos daí decorrentes, como o cansaço constante, dores pelo corpo, choro incontrolável, gastrites e outros mais, que se formos enumerar, são infinitos.

Dentro de cada um de nós existe uma centelha Divina, e todas as vezes em que não permitimos que ela se manifeste e se expanda, estamos na verdade bloqueando uma energia que não pode ser retida.

Essa energia é que nos leva a nos unirmos ao nosso Criador e a toda a humanidade, pois fazemos parte desse todo, do Universo de Deus.

Assim, deixemos que essa centelha Divina se expanda dentro de nós, envolvendo-nos em sentimentos de paz, amor, harmonia, fé e confiança em Deus nosso Pai.

Usemos do perdão infinitamente, como nos ensinou nosso querido Mestre Jesus.

Sejamos solidários e atenciosos com as pessoas que nos cercam.

Trabalhar pelo bem comum fará com que nos sintamos úteis, o que só nos tornará mais felizes.

Façamos aos outros todo o bem que pudermos.

Aliviemos a dor do próximo. Pratiquemos a caridade.

Todo o bem e a alegria que proporcionarmos aos outros se reverterão duplicados para nós.

Essa é a lei da vida. Recebemos aquilo que doamos.

Cada um de nós tem a sua importância no Universo, pois fazemos parte dele, e todos precisamos uns dos outros.

Liberte essa energia maravilhosa e Divina que há dentro de você, e não haverá mais espaço para a depressão.

Seja feliz!!!

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A VISÃO ESPÍRITA DAS ALMAS GÉMEAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 18, 2014 8:43 pm

Encontrar um grande amor e ser feliz para sempre é o sonho de muitas pessoas.
Muitos passam a vida idealizando sua cara metade; outros, quando se apaixonam, logo acreditam ter encontrado a pessoa ideal, até o momento em que surgem os problemas e as decepções.

Como consequência, a desilusão parece desmoronar o castelo construído, como esculturas na areia.

Mas a grande dúvida permanece: nossa alma gémea realmente existe, ou será apenas um sonho, fruto da imaginação dos mais românticos?

A crença na alma gémea vem desde a antiguidade.
Uma lenda conta que, Deus, no processo de criação do mundo, uniu homens mulheres em um só corpo (a Bíblia diz que a mulher foi criada a partir da costela de Adão), mas após a queda do Paraíso os seres humanos teriam se distanciado do Criador.

Assim, a união foi interrompida, dando origem ao sexo oposto.
Desde então, homem e mulher passaram a buscar sua outra metade para se sentirem plenos novamente.

A explicação bíblica é mitológica e está carregada de informações profundas, que se não forem correctamente interpretadas podem dar a ideia de algo fantasioso.

Na psicologia junguiana, que leva em conta a linguagem simbólica, o termo alma gémea simboliza o arquétipo da afectividade.
Alguns psicólogos explicam que, com o tempo, os conceitos evoluíram e o príncipe encantado que chegaria montado em um cavalo branco foi substituído por uma pessoa que se identifique com os ideais do outro, a chamada cara metade ou o companheiro ideal.

Já a ficção alimenta a fantasia das pessoas e, muitas vezes, foge da realidade.
Portanto, precisamos ficar atentos para a mensagem que está sendo passada ao público sobre certos conceitos.

O Espiritismo esclarece que não existem dois espíritos criados um exclusivamente para o outro, mas que podem ter em comum os mesmos interesses e afinidades.

O espírito imortal poderá encontrar em sua trajectória evolutiva muitos espíritos afins.
Essa busca pelo grande amor significa a aspiração da alma pela felicidade completa.

A pergunta 386 de O Livro dos Espíritos explica que duas pessoas que se conheceram e se estimaram em vidas anteriores não se reconhecem, como muitos acreditam; apenas se sentem atraídos um para o outro. Isso acontece porque as recordações das existências passadas trariam grandes inconvenientes; mas é claro que existem raras excepções.

Essas questões nos levam a uma reflexão: como aprender a conviver e aceitar as diferenças, mesmo quando há uma grande afinidade entre os espíritos afins, afinal, cada qual trilha um caminho na jornada evolutiva.

Por Victor Rebelo

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HISTÓRIAS DA VIDA DE BEZERRA DE MENEZES

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 19, 2014 9:07 am

Certa feita, acabada a sessão espírita, descera Bezerra de Menezes ainda emocionado, as escadas da Federação Espírita Brasileira, quando localizou um irmão, de seus 45 anos, cabelos em desalinho, com a roupa suja e amarrotada.
Os dois se olharam, Bezerra compreendeu logo que ali estava um caso todo particular para ele resolver.
Oh! Bendito os que têm olhos no coração!
E Bezerra os tinha e os tem.
E levou o desconhecido para um canto e lhe ouviu, com atenção, o desabafo, o pedido:
- Dr. Bezerra, estou sem emprego, com a mulher e dois filhos doentes e famintos...
E eu mesmo, como vê, estou sem alimento e febril!
Bezerra, apiedado, verificou se ainda tinha algum dinheiro.
Nada encontrou nos bolsos.
Apenas a passagem do bonde...
Tornou-se mais apiedado e apreensivo.
Levantou os olhos já molhados de pranto para o alto e, numa prece muda, pediu inspiração a Maria Santíssima, seu anjo tutelar e solucionador de seus problemas.
Depois, virando-se para o Irmão:
- Meu filho, você tem fé em Nossa Senhora, a Mãe do Divino Mestre, a nossa Mãe Querida?
- Tenho e muita Dr. Bezerra!
- Pois, então, em Seu Santíssimo Nome, receba este abraço.
E abarcou o desesperado Irmão, envolvente e demoradamente.
E, despedindo-se, disse:
- Vá, meu filho, na Paz de Jesus e sob a protecção do Anjo da Humanidade.
E, em seu lar, faca o mesmo com todos os seus familiares, abraçando-os, afagando-os.
E confie Nela, no amor da Rainha do Céu, que seu caso há de ser resolvido.

Bezerra partira.
A caminho do lar, meditava:
teria comprido seu dever, será que possibilitara ajuda ao irmão em prova, faminto e doente?
E arrependia-se por não lhe haver dado senão um abraço.
Não possuía nenhum dinheiro.
O próprio anel de grau já não estava nos seus dedos.
Tudo havia dado.
Não tendo dinheiro, dera algo de si mesmo, vibrações, bom ânimo, moeda da alma, ao irmão sofredor e não tinha certeza de que isso lhe bastara...
E, neste estado de espírito, preocupado pela sorte de um seu semelhante, chegou ao lar.
Uma semana passara-se. Bezerra não se recordava mais do sucedido.
Muitos eram os problemas alheios.
Após a sessão de outra terça-feira, descia as escadas da FEB.
Alguém no mesmo lugar da escada, trazendo na fisionomia toda a emoção do agradecimento, toca-lhe o braço e lhe diz:
- Venho agradecer-lhe, Dr. Bezerra, o abraço milagroso que me deu na semana passada, neste local e nesta mesma hora.
Daqui saí logo sentindo-me melhor.
Em casa, cumpri seu pedido e abracei minha mulher e meus filhos.
Na linguagem do coração, oramos todos à Mãe do Céu.
Na água que bebemos e demos aos familiares, parece, continha alimento.
Pois dormimos todos bem.
No dia seguinte, estávamos sem febre e como que alimentados...
E veio-me a inspiração, guiando-me a uma porta, que se abriu e alguém por ela saiu, ouviu meu problema, condoeu-se de mim e me deu um emprego, no qual estou até hoje.
E venho lhe agradecer a grande dádiva que o senhor me deu, arrancada de si mesmo, maior e melhor do que dinheiro!
O ambiente era tocante!
Lágrimas caíam tanto dos olhos de Bezerra como do irmão beneficiado e desconhecido.
E numa prece muda, de dois corações unidos, numa mesma forca gratulatória, subiu aos Céus, louvando Aquela que é, em verdade, a porta de nossas esperanças, a Mãe Sublime de todas as mães, a advogada querida de todas as nossas causas!
Louvado seja Maria Santíssima!

Por Euzinha

http://pensamentoscurtidos.blogspot.com/

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"VÁ COM DEUS"

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 19, 2014 9:13 pm

Eram oito horas da manhã de um sábado de maio. Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel.

Não esperara a charrete.
Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda.
Não andava, voava, tão velozmente caminhava.

Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
- Chico, estou esperando-o desde as seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
- Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço lhe atenderei.

D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.

Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
- Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudica-lo.
Chico volta e atende.
- Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium.
Atendida, toda se alegra.

E despedindo-se:
- Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!

Chico parte apressado.
Quer recobrar os minutos perdidos.

Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
- Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D. Alice e caminhando para você.
Chico para e olha:
uma massa branca de fluídos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
- Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
- Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, "vá com o diabo".
Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior...

E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida.

Entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, reflectindo nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.

Extraído do livro "Lindos Casos de Chico Xavier" de Ramiro Gama

Fonte: Fórum espírita

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TRATAMENTO ESPIRITUAL À DISTÂNCIA

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 20, 2014 10:16 pm

Hoje estamos colhendo o que plantamos nesta ou em outras experiências reencarnatórias, contudo, o sabor desta colheita não precisa ser doloroso.

Observe que o veneno da serpente que mata também pode curar, quando transformado em soro.

A compreensão das Leis Divinas e o auto-aprimoramento modificam a forma como encaramos o mundo.

Nosso objectivo é ampliar a visão das pessoas que buscam a assistência dos espíritos, tornando-as mais receptivas ao auxílio da espiritualidade superior e capacitando-as a reverter a situação de desarmonia em que se encontram.

Como informa a espiritualidade as doenças que invadem nosso corpo são acúmulos de energias de baixa vibração, que emitimos ou com as quais sintonizamos através da desarmonia para com as Leis Divinas.

Quando a dor e o sofrimento aparecem é porque o equilíbrio precisa ser refeito.

As dificuldades que vivemos são etapas necessárias para semear o amor em nosso coração.
O Tratamento Espiritual a Distância visa reencontrar a Harmonia e acabar com a fonte do desequilíbrio.

Lembremo-nos de que Deus não é vingativo e nem carrasco, ao contrário, é pai, professor, sábio e misericordioso para com todos nós. Podemos alcançar suas bênçãos através do pensamento positivo, das modificações interiores e da força de vontade.

Click no link abaixo
http://www.bezerrademenezesnatal.org.br/tratamento-espiritual.html

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A GANÂNCIA

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 21, 2014 8:46 am

A ganância corrompe nosso carácter, através dela passamos por cima de conceitos morais e não nos damos conta do grande dano que estamos causando a nós e aos outros.

Cometemos muitas faltas, queremos tudo para nós, achamos não existir o depois o que conta é o agora.

Enganamos-nos pensando assim, desta forma nos tornamos egoístas e deixamos para trás ensinamentos morais que poderiam nos ajudar, diante de tantas provas que a vida nos oferece.

A ganância nos leva ao desatino, onde temos como companheiros inseparáveis o orgulho e a vaidade, assim sendo vamos nos isolando do certo e caminhamos ao erro que nos trará muito dor e arrependimento em nossos corações.

Deixemos de lado a aquisição do poder a qualquer preço, tudo é passageiro, nada é concreto, tudo o que conquistamos materialmente é apenas um empréstimo, não somos donos de nada, busquemos sim diariamente nossa dignidade em tudo que formos fazer, desta forma estaremos dando-nos a chance de não nos arrependermos mais adiante.

Paz e Luz!

Blog: Espiritismo Fé Raciocinada

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A BÊNÇÃO DO ESQUECIMENTO

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 21, 2014 9:34 pm

Um dos postulados básicos do espiritismo é o da pluralidade das existências ou reencarnação.
A evolução dos espíritos exige inúmeras existências para aperfeiçoar-se.
Todos são criados simples e ignorantes, mas seu destino é tornarem-se anjos.
A magnitude da meta evidencia a impossibilidade de ser alcançada no curto espaço de uma vida terrena.
Um questionamento frequentemente levantado a essa ideia refere-se ao esquecimento das existências passadas.
Afirma-se que esse esquecimento é contraproducente.( não produz resultado)
Se já vivemos muitas vezes na terra, por que não nos lembramos?
Segundo alguns, a lembrança auxiliaria a não repetir os equívocos do passado.
Também serviria de incentivo à adopção de um patamar nobre de conduta.
Afinal, seria possível correlacionar as dores actuais a específicos erros de outrora.
Consequentemente, as criaturas teriam interesse em agir com dignidade.
A crítica é sedutora, mas não resiste a uma análise criteriosa.
Tenha-se em mente que o esquecimento constitui a regra geral.
Raras pessoas têm, naturalmente, a lembrança de seu agir em outras existências.
A sabedoria divina certamente possui razões para assim estabelecer.
Convém recordar que a lei do progresso rege a vida.
Toda a criação está em permanente processo de evolução e metamorfose.
Na conformidade dessa lei, os espíritos não retroagem em suas conquistas.
As posições sociais mudam constantemente, mas ninguém é hoje pior do que já foi um dia.
As conquistas morais e intelectuais dos espíritos jamais são perdidas.
Assim, cada homem hoje se encontra no auge de seu processo evolutivo.
Ninguém nunca foi no passado mais bondoso ou nobre do que é agora.
Ocorre que a maioria absoluta da humanidade possui actualmente inúmeras mazelas morais.
Isso evidencia que o passado dos homens, em geral, não é repleto de nobres e belas acções.
Nesse contexto, o esquecimento das encarnações pretéritas constitui uma bênção.
No âmbito de uma única existência, quantas vezes a criatura deseja esquecer seus equívocos?
Não é fácil conviver com a lembrança de actos levianos.
Inúmeros relacionamentos periclitam pela dificuldade dos seres humanos relevaremos erros recíprocos.
E, na verdade, os erros são inerentes ao processo de aprender.
Não é possível sair da mais completa ignorância e transitar para a angelitude sem cometer equívocos nesse caminhar.
Para propiciar os acertos necessários, a divindade permite o esquecimento do viver pretérito.
O que se viveu persiste na forma de intuições e tendências,
simpatias e antipatias, facilidades e dificuldades.
Muitas vezes, o inimigo de ontem renasce na condição de filho.
O esquecimento permite a transformação da mágoa em amor.
Ante o rostinho rosado e o olhar ingénuo de uma criança, torna-se possível amar a quem ontem odiávamos.
Quem outrora nos incomodava hoje nos auxilia na figura de um amigo ou irmão.
Sob a bênção do esquecimento, refundem-se as emoções e elos fraternos se estabelecem.
Assim, não é relevante lembrar o passado.

O importante é viver bem o presente.

Fonte: Blog casa espírita Eurípedes Barsanulfo

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EXPIAÇÕES E PROVAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 22, 2014 9:44 am

Qual a diferença entre expiação e prova?
Expiação é o resgate "imposto" pela Justiça Divina a espíritos recalcitrantes (teimosos).
Prova é o resgate "escolhido" por espíritos conscientes de seus débitos e necessidades.

Como identificar o espírito em expiação?
Geralmente é o indivíduo que não aceita seus sofrimentos, as situações difíceis que enfrenta, rebelando-se.
Atravessa a existência a reclamar do peso de sua cruz.

E o espírito em provação?
Podemos identificá-lo como aquele indivíduo que enfrenta as atribulações da existência de forma equilibrada, aceitando-as sem murmúrios e imprecações.
Como um aluno que se submete a exame, tenta fazer o melhor, habilitando-se a estágio superior.

É sempre assim?
Nada é definitivo no comportamento humano, já que exercitamos o livre-arbítrio.
Um espírito em provação, que fez louváveis planos para a vida presente, pode refugar o que planeou.
Da mesma forma, um espírito em expiação pode experimentar um despertamento da consciência, dispondo-se a enfrentar suas dores com dignidade, buscando o melhor.

Miséria é expiação?
Não é a posição social que determina a natureza das experiências vividas pelo espírito.
O homem rico pode estar em processo expiatório, caracterizado por graves problemas.
Por outro lado, a extrema pobreza pode ser uma opção do espírito em provação, atendendo a imperativos de sua consciência.

O que há em maior quantidade na Terra:
espíritos em provação ou em expiação?

A humanidade é composta por uma maioria de espíritos imaturos, sem o necessário discernimento para planejar experiências.
Situando-se nos domínios da expiação.
Dois espíritos vivem a mesma situação aflitiva.
Nasceram com grave limitação física.
Um está em expiação, outro em provação.

O sofrimento é igual para ambos?
Provavelmente aquele que está em provação sofrerá bem menos.
Tendo planeado a deficiência que enfrenta, tenderá a aceitá-la melhor. Isso tornará bem mais leve a sua cruz.
Rebeldia, inconformação, revolta, desespero, são pesos adicionais que tornam a jornada humana bem mais sofrida.

Quando a Terra deixará de ser um planeta de expiação e provas?
Quando o homem terrestre deixar de ver no Evangelho um mero repositório de virtudes inacessíveis, elegendo-o por roteiro divino para todas as horas, com a invencível disposição de vivenciar seus princípios em plenitude.

Richard Simonetti
Do livro: A força das ideias

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FELICIDADE NA VISÃO ESPÍRITA

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 22, 2014 9:40 pm

Ninguém diria em sã consciência que não deseja ser feliz.
Todos procuram, nos mais variados lugares e das mais diferentes formas.
Como já disse Divaldo Pereira Franco:
“O grande desafio da criatura humana é a própria criatura humana”, ou seja, o nosso grande desafio somos nós mesmos, nosso auto-conhecimento.

Sabemos que não somos somente aparência material, física.
O ser humano é pré-existente ao corpo e a ele sobrevive.
Através desse conceito é que conseguimos entender nossos enigmas, as problemáticas do inter relacionamento, da dor, do desamor.
Allan Kardec, diz no Evangelho Segundo o Espiritismo, que a felicidade não é deste mundo.
Não quis ele, afirmar que aqui é um vale de lágrimas, mas sim, que este mundo é uma escola.
E como toda escola, existe a disciplina e quem não respeita estas disciplinas precisa ser reeducado, repete de ano, no nosso caso, precisa voltar, reencarnar, recomeçar.
A felicidade tem uma conotação diferente para cada criatura, de acordo com nível intelectual de cada um.

Por estarmos a maioria, ligados ao material, muitos condicionam a conquista da felicidade à aquisição de bens materiais, outros ancoram o sonho da felicidade na busca da fama, do sucesso, do poder, para outros a felicidade está associada à inexistência de problemas, e a lista prossegue sem fim.
Temos que lembrar que a vida não é um problema, é um desafio.
Ela nos apresenta oportunidades de crescimento, nos sectores que mais necessitamos.
Por detrás dos problemas existem lições, desafios, tarefas.
E a grande ventura tomará conta de nós quando vencermos os obstáculos que a vida nos apresenta.

Lembremo-nos da felicidade de Francisco de Assis, conquistada na humildade, na pobreza e no serviço ao próximo.
O santo da humildade era moço rico, mas vivia amargurado na riqueza que possuía, só encontrou a paz depois que se entregou à riqueza do espírito.
Não nos esqueçamos de Paulo de Tarso, que na condição de poderoso Saulo era infeliz, mas voltou a viver após o célebre encontro a felicidade pessoal.
Gandhi encontrou a sua felicidade na luta pela paz.
Madre Tereza e Irmã Dulce, apesar dos inúmeros padecimentos que sofreram, conseguiram encontrar a felicidade na felicidade que podiam proporcionar aos desvalidos do caminho.
Como esquecer a permanente alegria de Chico Xavier?
E problemas na vida não lhe faltaram.
Divaldo Pereira Franco, outro exemplo de felicidade por fazer outros felizes diz:
“Quando nós começarmos a tornar a Terra digna de viver, o Reino de Deus estará entre nós.”
Portanto, a felicidade, nós a encontraremos na harmonização, no amor verdadeiro, na renúncia e no desprendimento.
Nós a encontraremos ainda, dedicando-nos aos que sofrem, procurando amenizar-lhes as dores.
A felicidade não é deste mundo, mas começa aqui.
Cabe a nós, seres inteligentes descobrir na Terra a razão fundamental da nossa existência.
Será que estamos aqui para curtir a vida de maneira banal ou imoral?
Portanto, enquanto não buscarmos o enriquecimento moral e espiritual, tudo nos parecerá sem sentido ou significado, tornando nossas encarnações um desafio recheado de desencanto e aflição.
Buscando a felicidade em acontecimentos ou em algum bem material.
E a felicidade não está fora de nós, ela é, antes de tudo, um estado de espírito.
Ser feliz é nossa atitude diante da tarefa que viemos fazer na Terra, que é “progredir espiritualmente” e de preferência ajudando outros a progredirem.
Seremos felizes, materialmente, se nos contentarmos com o necessário para viver, superando as pressões da sociedade de consumo que, com seu incrível agente – a propaganda – induz-nos a desejar o supérfluo e a consumir até mesmo o que é nocivo, como o fumo e as bebidas alcoólicas.
A esse propósito vale lembrar Diógenes, famoso filósofo grego, que demonstrava um absoluto desprezo pelas convenções sociais e pelos bens materiais, em obediência plena às leis da Natureza.
Proclamava que para ser feliz o homem deve libertar-se do supérfluo, limitando-se ao essencial:
andava descalço, vestia uma única túnica que possuía e dormia num tonel, que se tornou famoso em toda a Grécia.
Certa feita viu um garoto tomando água num riacho, a usar o côncavo das mãos.
Então, exultou o filósofo:
“Aí está, esse menino acaba de ensinar-me que ainda tenho objectos desnecessários.”
Assim, dispensou a caneca que usava, passando a utilizar-se das mãos.
Alexandre, o grande, senhor todo poderoso de seu tempo, curioso por conhecer aquele homem singular e desejando testar seu famoso desprendimento, aproximou-se dele em uma manhã fria de inverno, quando Diógenes aquecia-se ao sol.
Então, Alexandre propôs-se a atender qualquer pedido seu.
Que escolhesse o bem mais precioso, que enunciasse o capricho mais sofisticado e seria prontamente atendido.

Diógenes contemplou por alguns momentos o homem mais poderoso da Terra, senhor de vasto império.
Depois, esboçando um sorriso, disse-lhe:
“Quero apenas que não me tires o que não me podes dar.
Estás diante do sol que me aquece.
Afasta-te, pois...
”Evidentemente não podemos levar Diógenes ao pé da letra, mesmo porque estamos longe do desprendimento total.
Ele representa um exemplo de como podemos simplificar a existência, despindo-nos do materialismo, para que não haja impedimentos à nossa felicidade.
E se, nós nos contentarmos com o necessário teremos condições para tratar de assuntos mais importantes, como a conquista moral.
Porque, somos dotados de potencialidades criadoras que precisam ser exercitados permanentemente e tanto mais felizes seremos quanto maior o nosso empenho em cultivar os valores da Verdade e do Bem, da Justiça e da Sabedoria, do Amor e da Caridade, fazendo sempre o melhor.

Gandhi disse:
“Todo aquele que possui coisas de que não precisa é um ladrão.”

E Aristóteles disse:
“A felicidade consiste em fazer o bem.”

Divaldo P. Franco disse que aprendeu que a finalidade da vida é ser feliz através da felicidade proporcionada aos outros.

E o apóstolo Paulo disse:
“ Se alguém possuir bens deste mundo e, vendo o seu irmão em necessidade, fechar-lhe o coração, como poderá permanecer nele o amor de Deus?”

Richard Simonetti

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AUSÊNCIA DA DOR NO MOMENTO DA MORTE

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 23, 2014 8:28 am

Por que escapamos da dor no momento final?
Será que nosso espírito sente que o fim se aproxima e é capaz de desligar os receptores de dor pouco antes de morrermos?


Aparentemente o Universo nos equipou com uma espécie de válvula para desligar a dor no cérebro, e ela começa a funcionar quando estamos a ponto de abandonar nosso corpo.

Tudo se apaga, e a pessoa perde a consciência e a memória.

Quando pergunto aos espíritos sobre a violência de um acidente, sobre o choque de uma bala entrando no corpo ou sobre a dor de um ataque cardíaco, eles frequentemente respondem que não se lembram do impacto.

Em vez disso, recordam-se imediatamente de seus entes queridos.

Foi o caso de um jovem espírito do sexo masculino, ele foi arremessado através da janela dianteira, ele não se lembra disso e não sentiu dor alguma.

Depois do acidente, ele viu o próprio corpo estendido perto de uma árvore, e só então percebeu o que havia acontecido.

Ele diz que apagou antes do impacto e que depois viu o avô.
Achou que estava sonhando, mas o avô lhe disse que ele sofrera um acidente.

Quando ele olhou para o próprio corpo, sentiu que aquele não era mais ele.
Não estava conectado ao corpo.

Sentiu como se estivesse fora, e como se não precisasse mais do corpo.

Por isso, para aqueles que temem o momento da morte, não tenham medo pois "morrer é fácil, o difícil é viver."

Fonte: Livro Espíritos entre nós - autor James Van Praagh

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RÁPIDA PASSAGEM

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jul 23, 2014 9:19 pm

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egipto.
Seu objectivo era visitar um famoso rabino.
O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.
Onde estão os seus móveis? - Perguntou o turista.
E o rabino, bem depressa, perguntou também:
Onde estão os seus?
Os meus? - Disse o turista.
Mas eu estou aqui de passagem.
Eu também. - Falou o rabino.
A vida na Terra é somente uma passagem.
No entanto, vivemos como se fôssemos ficar aqui eternamente.
A grande preocupação é amontoar coisas.
São casas na cidade, na praia, no campo, no exterior.
Vários carros de cores, marcas e potências diferentes, para ocasiões diversas. Inúmeras roupas, dezenas de calçados, prédios, terrenos, jóias.
Quanto mais se possui, mais se deseja.
Justo que o homem anseie pela casa confortável, vestimenta adequada à estação, boa alimentação.
Tudo isto faz parte da vida material.
São coisas necessárias para nos manter e podermos gozar de relativa segurança.
Entretanto, por que ajuntar tantas coisas, utilizando um tempo enorme em trabalho constante, sem nos preocuparmos com a vida do espírito?
De um modo geral, afirmamos que não temos tempo para orar, para ler e estudar a respeito do mundo espiritual, do porque nascemos e vivemos.
Nossa preocupação é exclusivamente no campo profissional, para ter sucesso, ganhar sempre mais.
Esta maneira de pensar é tão forte em nós que, ao auxiliarmos nossos filhos a se decidirem por esta ou aquela profissão, costumeiramente sugerimos que eles escolham a mais rendosa.
Aquela profissão que, num tempo muito curto, trará excelente retorno.
Preocupamo-nos com as notas da escola, com seu desempenho nos desportos, nas artes.
Tudo muito correto!
Mas, e quanto ao espírito?
Quando teremos tempo para lhes falar de Deus, da alma, de Jesus, da lei de amor?
Quando nós mesmos teremos tempo para frequentar um templo religioso?
Para ajuntar tesouros espirituais, trabalhando as virtudes em nós?
Lembremos que a vida no corpo é uma passagem apenas.
Vivamos bem mas, de forma sábia, também cultivemos as coisas do espírito, preparando a nossa vida para além da tumba.

Pensamento

A vida espiritual é a verdadeira vida.
A vida terrena é breve e tem por objectivo o progresso do espírito.
Estamos na Terra exactamente como alguém que chegasse de um lugar distante, parasse em uma determinada estação, ali permanecesse por um tempo e, depois, tomasse a condução de volta ao ponto de origem.
Assim são as nossas idas e vindas da pátria espiritual para a terra e daqui para lá.
Por esse motivo recomendou Jesus na parábola do homem que encheu os seus celeiros e se preparou para aproveitar tudo, ao máximo: louco.
Ainda esta noite a morte virá te buscar a alma.


Fonte: Histórias da alma, histórias do coração - Christina Feldman e Jack Kornfield, ed. Pioneira

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COMO VOCÊ ENCARA O SOFRIMENTO?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 24, 2014 9:33 am

O sofrimento, por si só, não muda ninguém.

O que muda é o aprendizado que cada um é capaz de fazer diante da dor que nos visita.

Chico Xavier ensina que diante dos obstáculos da vida cada um pode ser ABISMO ou PONTE.

Se apenas dramatizo a dor, eu vou para o ABISMO dos sofrimentos intermináveis.

Mas, se interpreto a dor como um aviso de que eu não estou dando o melhor de mim para a vida, transformo a dor em PONTE para o meu progresso e felicidade.

Tudo é uma questão de escolha, escolha que cada um de nós está fazendo a cada minuto da nossa existência.

José Carlos de Luccas


OBSERVAÇÃO: Quando o Cristo disse:
"Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, sejam ricos ou pobres.

Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-lo ao aprimoramento moral, maturidade e sabedoria que são um presente de Deus.

O desânimo é uma falta de fé. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem.
A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus.

Ele já muitas vezes nos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos.
O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem.

Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição.
Cumpre, porém, merecê-la,e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.

Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim:
Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade do PAI.

Grupo de Estudo Allan Kardec

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APROVEITAR A VIDA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jul 24, 2014 10:05 pm

Você aproveita a vida?
É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida.
E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.

Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?
Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.
Para outros é arriscar a vida em desportos perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.

Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra. E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.

Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outro colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.

Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro.
Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu:
- A minha inteligência é que me impede de fazer isso.
- E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? - Perguntaram os colegas.

O rapaz respondeu com serenidade:
-E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar?
Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.

Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.

É investir os minutos! preciosos que Deus nos concede em actividades úteis e nobres.
Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.

Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontracção saudável, estamos dando valor à vida.
Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.

Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la.

Assim também é com relação à vida.
E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.
Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.

E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.

Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos.
Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.

Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente.
Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.

A vida é um poema de beleza, cujos versos são constituídos de propostas de luz, escritas na partitura da natureza, que lhe exalta a presença em toda parte.

Em consequência, a oportunidade da existência física constitui um quadro à parte de encantamento e conquistas, mediante cuja aprendizagem o Espírito se embeleza e alcança os altos planos da realidade feliz.

Momento Espírita

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EM PLENA NOVA ERA

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 25, 2014 8:30 am

Há criaturas que deixaram, na Terra, como único rastro da vida robusta que usufruíam na carne, o mausoléu esquecido num canto ermo de cemitério.

Nenhuma lembrança útil.
Nenhuma reminiscência em bases de fraternidade.
Nenhum ato que lhes recorde atitudes com padrões de fé.
Nenhum exemplo edificante nos currículos da existência.
Nenhuma ideia que vencesse a barreira da mediocridade.
Nenhum gesto de amor que lhes granjeasse sobre o nome o orvalho da gratidão.

A terra conservou-lhes, à força, apenas o cadáver – retalho de matéria gasta que lhes vestira o espírito e que passa a ajudar, sem querer, no adubo às ervas bravas.

Usaram os empréstimos do Pai Magnânimo exclusivamente para si mesmos, olvidando estendê-los aos companheiros de evolução e ignorando que a verdadeira alegria não vive isolada numa só alma, pois que somente viceja com reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres amigos.

Espíritas, muitos de nós já vivemos assim!
Entretanto, agora, os tempos são outros e as responsabilidades surgem maiores.

O Espiritismo, a rasgar-nos nas mentes acanhadas e entorpecidas largos horizontes de ideal superior, nos impele para frente, rumo aos Cimos da Perfectibilidade.

A Humanidade ativa e necessitada, a construir seu porvir de triunfos, nos conclama ao trabalho.

O espírito é um monumento vivo de Deus – o Criador Amorável.

Honremos a nossa origem divina, criando o bem como chuva de bênçãos ao longo de nossas próprias pegadas.

Irmãos, sede vencedores da rotina escravizante.

Em cada dia renasce a luz de uma nova vida e com a morte somente morrem as ilusões.

O espírito deve ser conhecido por suas obras.
É necessário viver e servir.
É necessário viver, meus irmãos, e ser mais do que pó!

Espírito Eurípedes Barsanulfo
Do livro: O Espírito da Verdade, Médium: Francisco Cândido Xavier.

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TRAÇO ESPÍRITA

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 25, 2014 9:52 pm

O companheiro, contado na estatística da Nova Revelação, não pode viver de modo diferente dos outros, no entanto, é convidado pela consciência a imprimir o traço de sua convicção espírita em cada atitude.

Trabalha - não ao jeito de pião consciente enrolado no cordel da ambição desregrada, aniquilando-se sem qualquer proveito.
Age construindo.

Estuda - não para converter a personalidade num cabide de condecorações académicas sem valor para a Humanidade.
Aprende servindo.

Prega - não para premiar-se em torneios de oratória e eloquência, transfigurando a tribuna em altar de suposto endeusamento.
Fala edificando.

Administra - não para ostentar-se nas galerias do poder, sem aderir à responsabilidade que lhe pesa nos ombros.
Dirige obedecendo.

Instrui - não para transformar os aprendizes em carneiros destinados à tosquia constante, na garantia de propinas sociais e económicas.
Ensina exemplificando.

Redige - não para exibir a pompa do dicionário ou render homenagens às extravagâncias de escritores que fazem da literatura complicado pedestal para o incenso a si mesmos.
Escreve enobrecendo.

Cultiva a fé - não com o intento pretensioso de escalar o céu teológico pelo êxtase inoperante, na falsa ideia de que Deus se compara a tirano amoroso, feito de caprichos e privilégios.
Crê realizando.

O espírita vive como vivem os outros, mas em todas as manifestações da existência é chamado a servir aos outros, através da atitude.

ANDRÉ LUIZ

(Opinião Espírita, 3, edição CEC)

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CRIANÇAS SOFREM COM OBSESSÃO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 26, 2014 8:16 am

O QUE É A OBSESSÃO: É a acção persistente que um espírito (encarnado ou desencarnado) exerce sobre outro espírito (encarnado ou desencarnado).

GRADAÇÃO DAS OBSESSÕES: Em geral, a obsessão se instala gradativamente.
De início é subtil e, aos poucos, vai dominando a vítima, induzindo-a a cometer pequenos erros, até chegar a ponto de dominá-la por completo.
Allan Kardec, através dos seus estudos classificou a obsessão por seus estágios, sendo que por isso mesmo, não tem um carácter definitivo, servindo apenas como parâmetro para estudo, uma vez que a obsessão é muito variada em seus aspectos, sendo difícil estabelecer onde uma fase começa e termina a outra.

Os graus de obsessão são:
SIMPLES - É a influência subtil na atitude do espírito, encarnado ou desencarnado.
FASCINAÇÃO - É a acção directa de um espírito sobre o pensamento de outro.
SUBJUGAÇÃO - É a paralisação através da acção mental, que um espírito determina sobre a vontade de outro.

TIPOS DE OBSESSÕES:
- Encarnado p/ Encarnado;
- Desencarnado p/ Desencarnado;
- Encarnado p/ Desencarnado;
- Desencarnado p/ Encarnado;
- Auto- Obsessão.

O QUE PREDISPÕE À OBSESSÃO:
Podemos dizer que a Obsessão é resultado de dívidas passada, porém é provocada pela invigilância do obsediado que abre as portas para a instalação da obsessão.

INVIGILÂNCIA: A PORTA PARA A OBSESSÃO:
As causas cármicas (débitos do passado) aproximam o cobrador, mas o que lhe dá condição de agir sobre o obsediado é a invigilância do mesmo, que ao se conduzir e permanecer no erro vai aos poucos criando as condições para o ataque do obsessor implacável.

A ESCRAVIZAÇÃO DO PENSAMENTO:
Pensamento é força.
Quando se aceita um pensamento ruim, emitido pelo obsessor, criam-se as condições para cada vez mais ser dominado até a subjugação.

PROCESSO OBSESSIVO / CONSEQÜÊNCIAS DA OBSESSÃO:
Quando a vítima se mostra desprotegida e vacilante, o cobrador inicia seu ataque de forma contínua e persistente e assim vai dominando pouco a pouco.
Pode ser um processo lento ou rápido, dependendo do estado da vítima.
Como consequência do ataque implacável a vítima passa a viver sob o domínio quase total do obsessor, podendo esta acção causar inclusive problemas orgânicos na vítima.

OBSEDIADO: Pessoa assediada pelo obsessor.

A CRIANÇA OBSEDIADA:
Geralmente é um espírito que já sofria perseguição na erraticidade.
Com o reencarne, o sofrimento é atenuado, porém, sofre desde cedo com estas influenciações.

QUEM É OBSESSOR:
É alguém como nós, sujeito a erros e acertos, que por não ter perdoado seu agressor e por estar ainda preso ao sentimento de revolta ou raiva, ataca sua vítima e tenta de todas as formas subjugá-la.

MODO DE ACÇÃO DO OBSESSOR:
Age nas brechas morais que encontra na vítima e utiliza-se de todos os meios que dispuser para atingir seu objectivo.
Algumas vezes se une a outros espíritos e trabalham em conjunto para cercar a vítima de todos os lados.

ACESSOS À OBSESSÃO:
- Ideias profundamente negativas - Depressão / Desânimo - Revolta - Medo - Irritação / Cólera - Vícios / fumo / tóxicos / álcool - Desregramento sexual - Maledicência - Ciúme - Avareza/Egoísmo - Ociosidade - Remorso

PARASITOSE ESPIRITUAL:
Quando o espírito desencarna, conserva suas qualidades e seus defeitos, assim, se era um viciado, vai procurar alguém que lhe dê as condições de suprir suas necessidades referentes àquele vício que possuía e passa a viver como hospedeiro.

OVÓIDE: O espírito desencarnado, por medo, desconhecimento e sentimento de culpa, de tanto se cobrar, numa tentativa de fuga, se fecha em si mesmo e se retrai até chegar ao ponto de ovóide.
A reversão deste estágio é sempre complexa.
Estando neste estágio (ovóide), podem ser usados por outros espíritos, que os instalam em suas vítimas para sugar suas energias vitais e enfraquecê-las.

A OBSESSÃO PROLONGADA PODE CAUSAR:
- Desordens patológicas (doenças) - Loucura - Morte Física

Estudo baseado na obra: Obsessão / Desobsessão: Profilaxia e Terapêutica Espíritas Autora: SUELY CALDAS SCHUBERT

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O DIABO EXISTE?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 26, 2014 9:36 pm

Sabemos que, nós somos espíritos, e levamos para o além túmulo a nossa indisciplina e maldade, assim como levamos também todas as experiências boas adquiridas.
Nosso planeta ainda é muito inferior, por isso a predominância dos espíritos inferiores é maior.
Esses espíritos, deste e do outro mundo, constituem a falange denominada no Evangelho pelo nome de SATANÁS, DIABO ou DEMÓNIO.

São os adversários, os inimigos da Justiça, do Bem, da Verdade.
Mas não podemos nos esquecer que, são filhos de Deus, consequentemente, nossos irmãos.
Deus, que é eternamente justo e bom, não pode ter criado seres predispostos ao mal por sua própria natureza e condenados pela Eternidade.

Se Deus, que é bom, não é capaz de perdoar, como espera que exercitemos o perdão ensinado por Jesus?
Acreditar na pena eterna, seria negar Sua bondade.

E, como poderia existir um maligno lutando de igual para igual com a Divindade e cuja única preocupação seria de contrariar Seus desígnios?

Será que não podemos confiar nos "anjos", já que estes seres perfeitos correm os riscos de rebelarem-se?


Os Espíritos não retrocedem na evolução, portanto, quando alcançam a perfeição não se rebelam, porque não abrigam mais sentimentos de orgulho ou revolta.
Se acreditássemos nisso teríamos que acreditar que Deus errou na Sua criação, consequentemente, que Ele não é perfeito.
Seria um absurdo acharmos isso.(...)

O "DIABO", nada mais é que espírito (ou espíritos), que viveu entre nós, e que continua realizando o que realizava, quando estava encarnado, utilizando-se de pessoas que pensam e agem como eles agiam.

Estes espíritos não vão senão onde acham com o que satisfazerem a sua perversidade; para afastá-los, não basta pedir-lhes nem mesmo ordenar, é preciso despojar de nós o que os atrai.

Os maus espíritos farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo; do mesmo modo que limpamos o corpo para evitar a bicheira, limpemos também a alma de suas impurezas para evitar o ataque dos maus espíritos.

Jesus quando expulsava o “demónio” aconselhava dizendo:
“Vá, e não peques mais”; ou seja, “vá e não erre mais”, para não atrair novamente estes "demónios".(...)

Os anjos são representados numa figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza, e Satanás com chifres, garras e os atributos da bestialidade, símbolo das baixas paixões.

Mas o Mestre apenas quis dizer que um dos discípulos iria cometer um ato diabólico.
No conceito do Mestre o diabo não indicava um gigante de perversidade, poderoso e eterno.
Designa o próprio homem, quando algemado às imoralidades do sentimento inferior.(...)

lembremos que, a condição de "DIABO" é transitória, passageira, porque Deus nos criou para a perfeição e lá chegaremos quer queiramos ou não, porque essa é a Sua vontade.

O demónio de hoje será o anjo de amanhã, quando a vida lhe impuser penosas experiências de reajuste, através da reencarnação, reconduzindo-o aos roteiros do Bem.

Então, podemos dizer que O DIABO NÃO EXISTE, não da maneira alegórica que muitos imaginam.
O que existe são Espíritos, encarnados e desencarnados, com comportamento diabólico.

Texto de Rudymara

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CIÚME E INVEJA...

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 27, 2014 9:04 am

O ciúme e a inveja trazem embutidos em si outros sentimentos pesados e sombrios como o egoísmo, a maldade, o ódio, a raiva, o ressentimento e outros mais, que não vale a pena enumerarmos.

Aquele que se vê envolvido nesse turbilhão de sentimentos maléficos, acaba por ver-se relegado à solidão e à amargura, corroído pelo próprio veneno.

Os sentimentos negativos têm o poder de afastar de nós tudo o que é bom.

Depois de tantos séculos da passagem do nosso querido Mestre Jesus pelo orbe terrestre, já é chegado o momento de buscarmos a nossa melhoria, como espíritos antigos que somos.

Inveja e ciúme são sentimentos do passado.

Já não há mais espaço para os sentimentos mesquinhos e negativos, pois já possuímos certo grau de conhecimento e discernimento, para percebermos o que é certo e o errado.

O que nos falta é a boa vontade para colocarmos em prática aquilo que já aprendemos de uma forma ou de outra.

Ontem já foi, amanhã só Deus sabe.
O momento certo de colocarmos em prática o nosso conhecimento é hoje, agora!!!

Procuremos cultivar os bons sentimentos, não deixando espaço para aqueles que são maus.

Comecemos por nós mesmos, extirpando a inveja, o ciúme, a maledicência, o egoísmo e tantos outros sentimentos retrógrados e ruins de dentro de nossos corações.

Sigamos o caminho do bem e jamais teremos do que nos arrepender.
O bem é eterno, o mal é passageiro.
O bem é verdade, o mal é ilusão.

Elevemos o pensamento a Deus nosso Pai e vejamos sua criação maravilhosa, sua sabedoria e seu amor infinito por todos aqueles que povoam o mundo, o universo.

Agradeçamos por tudo e deixemos brotar em nós somente o bem e a alegria de amar o nosso próximo, o que nos levará à paz e felicidade eterna!!!

Gotas de Paz

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O DEVER

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 27, 2014 9:51 pm

7 – O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros.
O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos actos mais elevados.

Quero falar aqui somente do dever moral, e não do que se refere às profissões.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração.
Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão.

O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra frequentemente impotente diante dos sofismas da paixão.

O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem.

Mas como precisar esse dever? Onde ele começa?
Onde acaba?

O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos.

Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer.
Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões.
A igualdade em relação à dor é uma sublime previsão de Deus, que quer que os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos.

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais.
É uma intrepidez da alma, que enfrenta as angústias da luta.
É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante de suas tentações.
O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.

O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da mãe.
O homem deve amar o dever, não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade.
A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve reflectir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos.

Lázaro, Paris, 1863
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Capítulo XVII

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O MELHOR BEM

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 28, 2014 9:30 am

O que dizer da religiões que prometem prosperidade financeira?

Não devemos dizer nada.
Devemos respeitar o livre arbítrio de cada um.

Mas, a Doutrina Espírita, acha mais coerente falar da prosperidade espiritual do que da prosperidade material.

Nosso raciocínio quanto a prosperidade material é a seguinte:
Imaginemos se nós todos mudássemos para uma religião que promete mudar nossa vida financeira...

Será que haveria dinheiro suficiente para todos?
Não. Porque, se dividíssemos o dinheiro de maneira igual, caberia uma parcela mínima e insuficiente para cada um; não haveria recurso para o progresso (científico, etc.); o ser humano se acomodaria e não sentiria necessidade de novas descobertas.

Ele diria:
- Para que vou me matar de trabalhar ou estudar, se minha situação financeira ou minha vida não vai mudar?

Ou então, se todos ficassem ricos realmente, quem seria o empregado de quem?
Afinal, todos iriam querer mandar, ou seja, ser patrão...
O que precisamos é usar a riqueza do raciocínio para enxergarmos que Deus nos testa na riqueza e na pobreza.

Ele não privilegia ninguém, principalmente por ser desta ou daquela religião.
O dinheiro é empréstimo de Deus, se fosse nosso levaríamos depois de nossa desencarnação.

Há quem se comprometa pela falta dele: roubando, etc.

Há quem se comprometa pelo excesso dele:
roubando para ter cada vez mais, não dividindo com quem nada tem, gastando com abusos que comprometem sua saúde física, etc.

Basta ler a parábola do Rico e Lázaro.

Por GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

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O MÉDIUM PODE REVELAR A VIDA PASSADA DE ALGUÉM?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 28, 2014 9:24 pm

A mediunidade deve prestar-se à revelações concernentes à vida pregressa de alguém?
Não.

A princípio, nenhum médium, por si mesmo, tem poder de acesso aos arquivos da vida pretérita de quem quer que seja.

As revelações que se referem ao passado, quando acontecem, acontecem espontaneamente através de seus próprios personagens, na trama que lhes diz respeito.

Na maioria das vezes, o medianeiro inclinado a vasculhar a vida anterior dos outros não consegue identificar com clareza nem as experiências vivenciadas por ele em tempos recuados.

Não nos posicionamos contra a técnica da regressão de memória, com finalidade terapêutica, desde que indica correctamente e conduzida com responsabilidade, todavia acreditamos que o esquecimento do passado seja, depois da reencarnação, uma das maiores bênçãos para o espírito, o qual, caso contrário, não conseguiria avançar na direcção do futuro.

Alertamos ainda para o fato de alguns medianeiros, com suas supostas revelações referentes ao ontem, realizarem manobras afectivas inconfessáveis objectivando colimar interesses de ordem inferior, na satisfação de seus instintos ligados ao campo da sexualidade.

O interessado em saber o que pode ter sido e o que pode ter feito, procure analisar a si mesmo, em seus hábitos e tendências, no que faz e no que é, e, com certeza, terá uma ideia aproximada do que fez e do que foi no passado não muito distante.

Esporadicamente, quando seja necessário, a Espiritualidade Superior, no máximo, pode fornecer, através do médium, alguns indícios da experiência pregressa deste ou daquele que não esteja querendo saber de si apenas por mera curiosidade.

Carlos Baccelli

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VERDADEIRO SENTIDO DA CARIDADE

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 29, 2014 9:11 am

"Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade tal como a entendeu Jesus?
- Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas".
(pergunta 886, de “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec)

Na benevolência para com todos, na indulgência ante as faltas alheias e no perdão das ofensas, temos, incontestavelmente, o roteiro da boa convivência entre os homens, na Terra ou em qualquer lugar do Universo.
O interessante é que Jesus entende a benevolência para com todos.
Não diz que deve ser exercitada somente com os nossos familiares e amigos ou com aqueles que se afinizam com os nossos ideais de vida. Informa que deve ser com todos, englobando, evidentemente aqueles que não coadunam com os nossos pensamentos.
A lição é abrangente e profunda.
Na indulgência para com as imperfeições alheias, o Mestre, ensina que devemos respeitar as pessoas do jeito que elas são, não da forma que gostaríamos que elas fossem.
Muito raramente iremos encontrar, em nossas andanças, criaturas cujos comportamentos sejam exactamente como imaginamos.
E, exercitando a convivência com elas, como são, também seremos respeitados da maneira que nos apresentamos, pois, da mesma forma, não somos também o modelo de virtude que as pessoas gostariam que fôssemos .
E, no perdão das ofensas, Jesus recomendou a necessidade de desenvolvermos grandes esforços para compreender os agressores que violentam fisicamente ou com palavras e mesmo com o pensamento.
Àquele que ofende já basta o infortúnio proveniente das suas próprias acções.
O reflexo das atitudes infelizes e perniciosas promovem, ao desajustado, um retorno de sofrimento e agruras.
Não precisamos e nem devemos agravar o já sofrível quadro de mazelas em que mergulha.
Sendo a meta de toda a criatura humana encontrar paz e felicidade, a não observação desses inquestionáveis ensinamentos, nos proporcionará impedimentos à tranquilidade e ao bem-estar que tanto almejamos.
Sejamos então benevolentes, indulgentes e voltados ao perdão de toda e qualquer ofensa e estaremos caminhando rumo ao equilíbrio, junto aos nossos irmãos, criando já na Terra, o protótipo do mundo feliz onde desejamos viver.

O Livro dos Espíritos

Por GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

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MÉDIUM VIDENTES

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jul 29, 2014 9:15 pm

Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos.
Alguns gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados, e conservam lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo.

A possibilidade de ver em sonho os Espíritos resulta, sem contestação, de uma espécie de mediunidade, mas não constitui, propriamente falando, o que se chama médium vidente.

O médium vidente julga ver com os olhos, como os que são dotados de dupla vista; mas, na realidade, é a alma quem vê e por isso é que eles, tanto vêem com; os olhos fechados, como com os olhos abertos; donde se conclui que um cego pode ver os Espíritos, do mesmo modo que qualquer outro que tem perfeita a vista.

Espíritos que na Terra foram cegos nos disseram que, quando vivos, tinham, pela alma, a percepção de certos objectos e que não se encontravam imersos em negra escuridão. Kardec conta:
Assistimos uma noite à representação da ópera Oberon, em companhia de um médium vidente muito bom.

Havia na sala grande número de lugares vazios, muitos dos quais, no entanto, estavam ocupados por Espíritos, que pareciam interessar-se pelo espectáculo.
Alguns se colocavam junto de certos espectadores, como que a lhes escutar a conversação.

Cena diversa se desenrolava no palco:
por detrás dos actores muitos Espíritos, de humor jovial, se divertiam em arremedá-los, imitando-lhes os gestos de modo grotesco; outros, mais sérios, pareciam inspirar os cantores e fazer esforços por lhes dar energia.

http://www.spiritismo.de/Aula9int.htm

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