A obsessão não é uma enfermidade física, ela tem origem no espírito.

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A obsessão não é uma enfermidade física, ela tem origem no espírito.

Mensagem  Wilson Moreno em Ter Jul 08, 2014 9:51 am

A obsessão não é uma enfermidade física, ela tem origem no espírito.

A obsessão é uma enfermidade psíquica e, como tal, precisa ser curada psiquicamente. Quando a criatura chega ao estado de obsessão, o dever daqueles que estão encarregados de zelar por ela, é procurarem esclarecer-se para poderem curá-la psiquicamente, e assim poderem dar a esse espírito enfraquecido e avassalado aquilo de que ele carece para reagir e voltar à normalidade. De acordo com o tempo de obsessão, ela pode ser curada rápida ou demoradamente, pois o enfermo, após as Limpezas Psíquicas fica livre dos obsessores, mas quando a obsessão é já de muito tempo, torna-se ainda mais viciado, pelos hábitos adquiridos na obsessão, e para corrigi-lo é preciso energia, é preciso constância, é preciso, pois, esclarecimento racional e científico, a fim de se conseguir o êxito desejado.

Há muitas criaturas que chegam ao avassalamento por ignorância, por fraqueza de vontade, por falta de orientação espiritual. Essas criaturas são facilmente curadas, porque, assim que o seu espírito se esclarece, assim que se fortifica, começa a reagir, cai em si mais facilmente. Há outras criaturas, porém, que se deixam avassalar, por possuírem pensamentos maus, cheios de ódio e de inveja: essas são mais rebeldes à cura, por serem mais violentas, a sua educação espiritual é mais lenta.

Nesta Casa têm-se feito muitas curas de obsedados, que hoje se sentem felizes e completamente normalizados. Mas aqueles que os submeteram ao nosso tratamento psíquico souberam usar da força espiritual, tiveram constância, foram enérgicos e perspicazes.

É preciso não se esquecerem de que para curar um obsedado não se deve condescender com ele; é preciso ser justo e compreender quando precisa usar de energia. Há criaturas que condescendem demais com os obsedados, há criaturas que têm receio de irritar o obsedado. Não devem de fato irritá-lo, mas corrigir o obsedado é dever de quem dele cuida; corrigi-los cristãmente, corrigi-lo com energia, mas sem irritá-lo, sem revolta, sem impaciência. Uma energia calma e serena obriga o obsedado a obedecer, sem se irritar. Não é gritando, nem batendo, nem aplicando castigos que se consegue normalizar um obsedado. É preciso ação psíquica, é preciso ação fluídica, é preciso boa irradiação do pensamento, é preciso energia física e espiritual que o obrigue a se conter e a respeitar aqueles que dele tratam.

Aprenda-se, pois, a curar os enfermos, psiquicamente, e todos se normalizarão a contento, para satisfação da família.

O Racionalismo Cristão deseja que as criaturas se esclareçam para justamente evitarem os avassalamentos, para que sejam fortes de espírito, para que saibam se conter, para que saibam lutar pela vida e vencer.

Dentro do Racionalismo Cristão tudo se explica e tudo é devidamente esclarecido. Os mistérios e os enigmas são para aqueles que têm prazer em viver na ignorância da vida fora da matéria ou em se divertir com a ignorância humana.

Dentro do Racionalismo Cristão não há mistérios nem dogmas, tudo é explicado racionalmente. Não se admitem a superstição, a dúvida e a incerteza que se encontram em muitos seres. A vida é real, e como real deve ser vivida. Criar um ambiente misterioso, cheio de fantasias, para nele permanecer, é produto da ignorância humana. A explicação racional que a nossa Doutrina dá a todos que procuram as suas Casas é acessível a todas as inteligências.

Não se devem alimentar dúvidas nem incertezas; aos espíritos deve-se falar com clareza, com sinceridade, deve se dizer sempre e sempre só a verdade. Alimentar a mentira, a ilusão a um espírito é alimentar a sua ignorância, é torná-lo um infeliz. Quanto mais certeza tem a criatura daquilo que é e do que deve ser, melhor para o espírito se locomover neste mundo, pois não viverá de ilusões, deixando-se enganar.

Terminar com a ignorância seria um bem para a humanidade. Mas não sendo possível por enquanto eliminá-la por completo, que possamos ao menos diminuí-la. Para diminuir a ignorância é preciso falar às criaturas com sinceridade, dizendo-lhes sempre a verdade, para que levantem o seu ânimo, fortifiquem a sua vontade, para que, enfim, possam caminhar com firmeza neste mundo.

Não queremos peditórios, esmolas e súplicas. Cada um deve ter confiança em si, certeza absoluta de que em si encontra a defesa para o seu espírito, a força de que necessita para caminhar e viver neste mundo.

Ninguém deve estar atido a milagres, porque o milagre e o sobrenatural são produtos da ignorância humana.

Todos devem ter convicção, confiança em si próprios para caminharem por seus pés e pensarem com a sua própria mente, sem dependerem da de terceiros. Caminhar assim, e caminhar convicto, é ter certeza de lutar e vencer.

Sendo um dos males de que mais sofre a humanidade, o perigo maior da obsessão está precisamente em não ser percebida, nos seus aspectos menos chocantes, pela falta de conhecimento sobre as atividades dos espíritos nos diversos planos astrais, sobre as faculdades mediúnicas e outros assuntos relacionados aos princípios espiritualistas que o Racionalismo Cristão difunde.
A obsessão pode apresentar-se de forma sutil, amena, periódica, permanente, branda ou violenta. Nas formas sutis e amenas, manifesta-se por manias, pavores, esquisitices, fobias, cacoetes, exotismos, paixões, fanatismos, covardia, indolência e por todos os excessos, como os sexuais, os de comer, os de rir ou de chorar, e muitos outros.
Pelo mau uso do livre-arbítrio e por pensamentos ruins, a pessoa atrai espíritos do astral inferior e, se ela não reage através do esclarecimento, acaba se obsedando. Até chegar a esse estágio, porém, há outros sinais que as pessoas devem prestar atenção. O livro Racionalismo Cristão cita 32 deles. São alguns sintomas que podem revelar um estado inicial da obsessão: dar risadas ou chorar constantemente sem motivo; comer exageradamente; sentir prazer em não fazer nada; ter ideias fixas; explosões temperamentais; falar palavrões, demonstrar fanatismo; gesticular e falar sozinho; ter mania de doenças; provocar discussões e outros. O melhor caminho para se manter afastado dos espíritos obsessores é cumprir com os deveres, praticar a limpeza psíquica, ter pensamentos elevados e fazer o bem.

Texto de Luiz de Mattos.

Wilson Moreno

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