Momentos Espíritas III

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APELO ESPÍRITA

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 23, 2015 10:24 pm

Irmão, faz:

de cada ensinamento que recebes uma instrução do Plano Superior;

de cada tarefa, por mínima que seja, uma realização em que deixes os melhores sinais de tua presença;

de cada conversão, um entendimento construtivo;

de cada conversação, um mensageiro de tua cooperação, no levantamento da felicidade geral;

de cada relação nova, uma sementeira de bênçãos;

de cada necessitado, um irmão que te espera o auxílio, em nome da Divina Paternidade;

de cada desapontamento, um teste de compreensão;

de cada experiência, um ensejo de aprender;

de cada hora, uma oportunidade de servir...

Companheiro da Terra, és o viajor em trânsito na hospedaria do mundo!...

Guarda o coração e a consciência, na prática do bem, de tal modo, que possas receber, com o despertar de cada manhã, um novo renascimento na casa física e, no descanso de cada noite, um ensaio de regresso tranquilo ao teu lar verdadeiro, na Vida Espiritual.

(Albino Teixeira / Francisco Cândido Xavier – CAMINHO ESPÍRITA)

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Amor e Deus

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 24, 2015 10:03 am

Mentes irrequietas interpelam os céus solicitando mensagens novas, a fim de se iluminarem no báratro em que se encontram.

Corações insatisfeitos pedem orientações mais claras e substanciosas para superarem as crises em que se demoram.

Pessoas cultas exigem fórmulas mais consentâneas com os enfoques actuais das filosofias contemporâneas, de modo a se deleitarem, afugentando a solidão em que mergulharam.

Tecnocratas e investigadores exigentes requerem conceitos e experiências vigorosas, que lhes não deixem qualquer dúvida a respeito da vida, a fim de poderem equacionar os problemas existenciais em que tombaram, atormentados.

Psicólogos e profissionais outros da área da saúde mental indagam por técnicas e terapias – soluções para os conflitos que infelicitam as criaturas, atingindo-os também – e propõem comportamentos utilitaristas como se o homem fosse apenas a organização celular na qual jornadeia.

Religiosos apresentam-se desanimados, irritadiços, desiludidos, buscando respostas mágicas a fim de prosseguirem...

... E a caravana dos tristes, reacionários, violentos, aumenta em toda parte, como se no imenso silêncio da Vida nada mais se pudesse fazer pela Humanidade.

Este silêncio, porém, induz as criaturas a um reexame, a uma reavaliação do pensamento e do comportamento, porquanto, tudo a que se pode aspirar já ficou delineado no ensinamento de Jesus Cristo, sintetizado no “Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

O amor é a perene mensagem nova, sempre comentada e pouco vivida, que aguarda oportunidade de alterar, profundamente, a estrutura do ser pensante, fazendo-o feliz.

Todos os Missionários abordaram o amor como a Mensagem universal, variando a forma de dizer e de viver.

Jesus, no entanto, pairando sobre todos eles, estabeleceu o princípio e o fim da felicidade no amor, entregando-se-lhe totalmente, e, por isto mesmo, tornando-se o Exemplo Maior para todos quantos desejamos a plenitude e a harmonia.

Se desejas uma nova e sábia mensagem para a tua vida, consulta o amor e dá-te a ele, no serviço da humanidade, seguindo, tranquilo e feliz, sem novas interrogações ou necessidades, porque o amor é Deus revelando-se ao teu e ao coração dos homens.

(Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco – Momentos de Alegria)

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As Crianças ao Desamparo

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 24, 2015 8:38 pm

Pela marcha do tempo, o progresso pode levar a criança à sublimação das ideias que orientam uma nação, e, por vezes, o mundo.

Pode ter ela nascido em qualquer cidade ou país; o lugar não importa.
Deus sabe onde deve situá-la, para o desempenho de uma grande missão.
O direccionamento de uma alma em formação física, na Terra, deve iniciar-se na escola do lar.

E os princípios de maior influência, no seu preparo, encontram-se no Evangelho.

É por isso que estimulamos o Culto do Evangelho no lar.
Mesmo que as crianças, ali presentes, aparentemente não estejam entendendo, a realidade é outra:
em qualquer idade, absorvemos a palavra do Cristo como sorvemos água e saciamos a fome, pelos processos da alimentação.

E respiramos o ar, que nos ajuda a viver, no plano físico.
O Evangelho se encontra em todas essas possibilidades de vida, vivificando-nos e fazendo Deus presente, em nossas lembranças.

Ajuda a criança a sofrer menos.
Ampara-a, com tuas possibilidades.
Se a encontrares ao desabrigo, movimenta-te para conduzi-la aos lugares em que ela puder se instruir e se educar.

Se nunca defrontaste com a oportunidade de acolher crianças, procure as casas que o fazem, e coopera com elas, com donativos, estimulando os trabalhadores dessa área de servir com Jesus.

Quando não puderes dar outra coisa, não te esqueças das palavras de ânimo, de fé, de esperança e de persistência no que se encontram fazendo.

Nem todos vieram ao mundo para amparar a criança, é certo.
No entanto, todos vieram a ele para se educarem, e ninguém aprende sem ajudar, em todas as dimensões das suas possibilidades.

Converte-te ao Amor, que o Amor se converterá em tua paz...
Se existem muitas crianças sofrendo, é o passado gritando, em forma de dívidas.
Entretanto, Deus aciona milhares de mãos amigas, para aliviar os fardos, e amenizar os jugos.

Todos somos, também, devedores, uns dos outros, e a tarefa de fraternidade, sem exigências, dar-nos-á forças para caminhar, e esperança para continuar rumo à felicidade.

Arregimenta teu carinho, em torno das crianças, amando-as, em quaisquer circunstâncias.

Elas são tuas irmãs em Cristo e filhas do mesmo Pai.

Acolher uma criança é o mínimo que podes fazer; pelo menos em teu coração, para que ele se torne um Chão de Rosas, a perfumar teus sentimentos, fazendo-os subir até a Luz, e colher, dela, a paz de consciência.

Deves lembrar-te que existem crianças mesmo animando corpos idosos.

Ajuda no seu esclarecimento, porque os teus esforços são sementes, que, no amanhã, deverão nascer, como glória para a vida.

Se assim podemos dizer, todos somos crianças, ante o Cristo que nos conduz e espera o nosso crescimento.

(Scheilla / João Nunes Maia – CHÃO DE ROSAS)

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Perante o mal

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 25, 2015 9:36 am

A Lei de Talião representou um progresso nos costumes da Humanidade.

Em decorrência dela, a vingança passou a ter limites.
Antes, por conta de uma ofensa, considerava-se justo dizimar toda a família do ofensor.
Depois, passou a ser olho por olho e dente por dente.
Ou seja, o mal que se retribuía não podia ser maior do que o recebido.

Jesus Cristo veio trazer a contribuição definitiva nessa seara.
Assentou que não se deveria resistir ao mal.
Que se alguém batesse na face direita, era preciso oferecer também a esquerda.
Que se alguém tomasse a vestimenta, convinha deixar também a capa.
Que se alguém obrigasse a andar uma milha, era para andar com ele duas.

São palavras fortes e plenas de simbolismo.
Por certo não significam se deva permitir que a agressividade e a violência tomem conta da Terra.

Não constituem autorização ou incentivo a que os fracos se transformem em besta de carga dos fortes.
Seu significado profundo parece ser o de que apenas o amor é eficiente no enfrentamento com o mal e os maus.

O revide, o ressentimento e o desejo de vingança apenas prolongam os desequilíbrios humanos.
Sob a égide do Cristo, deve instalar-se uma nova ordem de paz e generosidade.
O discípulo de Jesus é pacífico e pacificador.
Ele é manso, compreensivo, ordeiro e confiante na Justiça Divina.

Perante uma ofensa, em geral três condutas são possíveis: revidar, fugir ou oferecer a outra face.
O revide implica a continuação da luta e do desequilíbrio.
A fuga transfere o clima de ódio para solução futura e denota fraqueza moral, que estimula o violento.

A última alternativa é, sem dúvida, a mais difícil.
Perante a ofensa, oferecer a face contrária, a do perdão.
Esse acto de grandeza, consistente na imediata compreensão do desequilíbrio que há em qualquer ato mau, desestabiliza o agressor.

De repente, ele se vê lamentável como é, perante a serenidade do ofendido.
A violência tende a morrer asfixiada no algodão da paz que envolve quem ama.

É impossível vencer alguém com grandeza moral.
Em face dele, toda vitória é aparente e com sabor de cinzas.
Alguém em paz e pronto a desapegar-se da manta e da capa.

Que tem paciência e caminha mais do que o solicitado ao lado de quem lhe impõe o esforço.

Certamente não é fácil adoptar esse género de conduta.

Entretanto, Jesus não apenas ensinou, como exemplificou.
Soube doar-Se em holocausto e Sua proposta vitoriosa segue transformando lentamente a Humanidade.

E é d'Ele o convite que ressoa através dos séculos:
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!

Momento Espírita, com base no cap. 13, do livro A mensagem do amor imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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DEUS PRIMEIRO

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 25, 2015 8:41 pm

Caminharás, muitas vezes, no mundo, à maneira de barco no oceano revolto, sob a ameaça de soçobro, a cada momento; entretanto, pensa em Deus primeiro e encontrarás o equilíbrio que reina, inviolável, no seio dos elementos.

Se a natureza parece descer à desordem, prenunciando catástrofe, não permitas que a tua palavra se converta em agente da morte.
Fala em Deus primeiro.

Antes das destruições que hoje atribulam a Humanidade, outras destruições ocorreram ontem, mas Deus plantou, em silêncio, novas cidades e novos campos onde a ventania da transformação instalara o deserto.

Se os profetas da calamidade e da negação anunciarem o fim do mundo, traçando quadros de aflição e terror, crê em Deus primeiro, recordando que ainda mesmo da cova pequenina , em que a semente minúscula é sepultada, o Senhor faz nascer a graça do perfume e a beleza da cor, a abastança da seiva e a alegria do pão.

Se a dor te constringe o peito, em forma de angústia ou abandono, tristeza ou enfermidade, recorre a Deus primeiro.

Ele será teu refúgio na tempestade, companheiro na solidão, esperança nas lágrimas, remédio no sofrimento.

Diante de toda provação e à frente dos próprios erros, busca Deus primeiro.

Ele, que mantém as estrelas no Espaço e alimenta os vermes no abismo, ser-nos-à sustento e consolo.

Nesse ou naquele problema, quanto nessa ou naquela dificuldade, confia em Deus primeiro e sentirás que a nossa própria vida é uma bênção de luz, para sempre guardada nos braços do Amor Eterno.

(Emmanuel / Francisco Cândido Xavier – CAMINHO ESPÍRITA)

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Para você, mãe

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 26, 2015 10:10 am

Ela se tornara mãe muito jovem e as dificuldades para encaminhar aquela alma, que Deus lhe confiara, se fizeram difíceis.
A presença do pai não acrescentava muito a respeito de educação, pois suas preocupações se prendiam ao aqui e agora dos negócios materiais.

Ele não participava das actividades da filha porque o trabalho profissional o envolvia de forma demasiada.
A mãe tinha seu coração cativo dos ensinamentos do Evangelho de Jesus, sabia da sua responsabilidade e, segundo eles, procurava pautar sua vida.

A filha era portadora de tendências que precisavam ser direccionadas para o bem e para a luz.
Desde pequenina, se mostrava refractária aos pedidos da mãe e fazia manhas infindáveis quando repreendida.

A progenitora dedicou-se com carinho, pedindo a Deus a ajudasse no intento de bem educar.
O tempo passou, a menina fez-se mulher, culta e educada.
Tornou-se prestativa no lar, estudiosa, companheira.

Certo dia dedicado às mães, ela presenteou a sua com algo especial.
Era uma carta, que dizia:
Mãezinha: procurei algo com que a pudesse presentear.
Gostaria de lhe dar toda a riqueza do mundo, mas seria pouco.
Então, decidi dar-lhe um motivo de se sentir feliz como você merece.
Mãe, embora, às vezes, me sinta preocupada com algo de ruim que me aconteça, não consigo me sentir infeliz, porque logo me lembro de você.
Você é a luz da minha vida, a pessoa mais maravilhosa que encontrei no meu caminho.
Você me fez acreditar que existe Deus, e que as pessoas são mais importantes do que as coisas.
Sinto meu coração transformado, e a responsável por isso é você, que me ensinou o amor, a caridade e a humildade.
Em cada ocorrência da minha vida, vejo você presente, direccionando meu ser.
Não sei como agradecer.
Mas desejo que tenha em seu coração uma certeza:
você cumpriu sua tarefa comigo.
Agradeço por me ter ajudado em minha caminhada.
Amo você cada dia mais...

Uma grande emoção envolveu aquela mãe.
Como conter as lágrimas?
Que sentimento era aquele que invadia o seu ser?
Que felicidade aquela que a tomava por inteiro?

Ser mãe na Terra é ser cocriadora com Deus.
É ser parceira do divino Pai, ajudando vir ao mundo um filho Seu para progredir.
Ser mãe é abraçar uma missão de valor inestimável, com o compromisso de fazer valer a pena aquela oportunidade sagrada.
Ser mãe é dar sua vida em dedicação a outras vidas, para vê-las crescer e brilhar...
Ser mãe é ser fonte de amor, de orientações, de elevadas emoções.
É ser orientadora, educadora, mestra das lições pelo exemplo e dedicação.

Quando todas as mães perceberem o real valor da maternidade poderão transformar o mundo.
Todos os homens nascem de uma mulher que tem em suas mãos os seus destinos.
É ela que lhes direcciona os passos e lhes oferece as primeiras noções da vida.
Cada um, no entanto, revela ao mundo o que assimilou da educação que recebeu, o sentimento que vivenciou, o que lhe ficou gravado no coração.
Contudo, nunca se perdem as lições da infância porque o lar é a primeira e grande escola.

Momento Espírita.

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PERDOA AS NOSSAS DÍVIDAS,ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 26, 2015 9:56 pm

Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, não apenas estamos a espera do beneficio para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.

Todos possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nos, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias.

Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer magoa que alguém nos tenha causado.

Se não oferecermos repouso a mente do próximo, como poderemos aguardar o descanso para os nossos, pensamentos?

Será justo conservar todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência do vizinho?

A paz e também alimento da alma, e, se desejamos tranquilidade para nos, não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais.

Quando pedirmos a tolerância do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar aos outros com a nossa tolerância.

Auxiliemos sempre.
Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas oportunidades de rectificação, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensão e o amor, em beneficio dos que nos cercam.

*****************************

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espirito Meimei.

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O maior mandamento

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 27, 2015 10:06 am

Qual o maior mandamento da Lei de Deus?

A pergunta era provocativa.
O doutor da lei buscava desafiar Jesus.
O que poderia saber a respeito das escrituras aquele homem simples, de origem humilde?
Ele viera das bandas de Nazaré, a mais insignificante de todas as cidades.
Poderia vir algo de bom daquela localidade?

Jesus, profundo conhecedor da alma humana, das Leis de Deus, das leis morais que regem nossas relações, percebeu a intenção do doutor da lei e respondeu incisivo:
Amarás o senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda tua alma, e de todo teu entendimento.
E, com uma pausa breve e significativa, complementou a lição:
E amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Tão significativos são estes ensinamentos, que Jesus concluiu a resposta, afirmando:
Estes dois mandamentos contêm toda a lei e todos os profetas.

Assim, Jesus nos diz que as Leis de Deus podem ser resumidas em um tríplice aspecto de um mesmo sentimento:
amor a Deus, amor ao próximo, amor a si mesmo.

Tudo o mais, todas as escrituras, os filósofos, os profetas, trazem complementos, análises, reflexões em torno deste grande desafio: amar.

É o contexto de nossa existência: estamos aqui para aprendermos a amar.
Algumas vezes, imaginamos ser o amor algo distante.

E não raro nos perguntamos: Como é amar a Deus?
Será que para isso basta louvar-Lhe a existência?
Orar, estar em comunicação com Ele será suficiente?


Como se pode expressar esse amor:
com frases de efeito, com cânticos, poesias?
É verdade que estes são alguns aspectos de amar a
as também podemos entender que amá-lO é amar a Sua obra.

Respeitar a natureza, os seres dos reinos animal e vegetal, todas as criaturas de Deus.
Termos cuidados com as águas e suas nascentes, com o lixo que geramos, com a poluição que fomentamos, também é amar a Deus.
Quanto às pessoas, será possível amar a quem nos causa desconforto emocional?
Como amar a quem temos desprezo, raiva, desejo de vingança?

Amar o próximo é oferecer uma melhoria, no nível de sentimentos que temos por ele.
É minimizar o ódio para gradativamente ir substituindo-o pelo sentimento de amor.

Amar a quem desprezamos, é observá-lo melhor, constatar seus valores para tê-lo em consideração.
São pequenos esforços, que constituem exercícios de tolerância, de indulgência, de benevolência, de perdão.

E por terceiro, nos perguntamos: o que é amar-se?
Se Jesus nos recomenda amar ao próximo como a si mesmo, é necessário que nos amemos, para poder expressar esse sentimento ao outro.

Nessa lição, Jesus nos orienta a termos por nós o amor compreensão, o amor aceitação, o amor entendimento, o amor perdão.

Não se referia Ele a esse amor egoísta, narcisista, egocêntrico.
Conclamava-nos a nos aceitarmos com todas as nossas limitações e nos alegrarmos com nossas conquistas.

Exercitando essa tríplice possibilidade do amor, estaremos aprendendo a mais profunda lição que Deus espera de cada um de nós.

Estaremos cumprindo o maior dos mandamentos.

Momento Espírita.

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JESUS E VOCÊ

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 27, 2015 9:56 pm

Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a Luz da Verdade e a Bênção do Amor.

Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar.

Comece imediatamente a própria sublimação.
Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça.

Se você dispõe de mínimo recurso, já possui mais que Ele.
Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social.

Se você detém algum estudo ou título, está em situação privilegiada.
Jesus esperou até os trinta nos para servir mais decisivamente.

Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade.
Jesus partiu aos trinta e três anos.

Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de si mesmo.
Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs.

Se você convive em paz no recinto doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável.
Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil.

Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato.
Jesus nada pôde escrever.

Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos.
Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no Espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da perfeição.
Jesus segue à frente de nós.

Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo.
Sigamos-lo, pois.

***********************

Do livro O Espírito da Verdade, cap. VI, obra psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.

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Nossos deveres

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 28, 2015 10:48 am

A família acabara de fazer o Evangelho no lar, rogando ao Mestre Jesus abençoasse aquele recinto e a todos.
Ao final, a mãe pediu licença, foi para a cozinha e área de serviço para colocar a casa em ordem, limpando e arrumando tudo.
O pai, conversando com o filho de seis anos, aproveitou para convidá-lo a colaborar nas tarefas do lar, considerando que sua mãe passava muitas horas trabalhando no escritório da firma e chegava cansada em casa.

O garoto disse que era muito pequeno para fazer trabalhos de gente grande.
O pai resolveu investir na demonstração, de forma compreensível, de que todas as pessoas têm direitos e deveres em todos os segmentos da sociedade, inclusive no lar.

Então, me diga que direitos eu tenho, meu pai, porque eu não sei se tenho algum.
Todo ser humano tem direito à vida, à saúde, à educação, à alimentação.
Foi enumerando o pai.

E quem cuida desses direitos? - Continuou a indagar o menino.
Como, quem, meu filho?
Os pais e a sociedade.
Permitimos que você nascesse e o recebemos com amor.
Sempre o alimentamos devidamente, levamos ao médico quando preciso, à escola para a instrução. Fazemos o possível para lhe oferecer o que haja de melhor.

É preciso que você faça a sua parte, colaborando com os deveres de casa, cuidando dos seus brinquedos, seus livros, recolhendo suas roupas sujas e as colocando no cesto.
Tudo muito fácil, mas que ajuda bastante na organização da casa.

Mamãe pediu para eu arrumar minha cama, mas eu não sei. – Argumentou o pequeno, como quem deseja fugir de uma situação.
Não se preocupe, eu ensinarei.
É muito fácil e você vai conseguir sem problemas. – Completou o pai.
Que tal começarmos já a ajudar a mamãe?
Assim, ela poderá descansar mais cedo hoje.

Como é importante fazer com que nossos filhos reconheçam a necessidade de serem úteis onde estiverem, cumprindo deveres, por mais simples que sejam.
Quando uma criança é educada recebendo orientações sobre os deveres para consigo mesma, para com o próximo, para com Deus e a natureza, poderá contribuir positivamente na sociedade, tornando-se um cidadão consciente.
Se essa criança tiver a felicidade de conhecer Jesus, através de conversas e de exemplos dos pais, terá recursos infalíveis para vencer os percalços da vida.

A família é o laboratório divino onde os pais têm o ensejo de transformar para melhor os filhos que Deus lhes empresta para o curso da vida.
Se aplicam com amor as orientações éticas e se oferecem Jesus como modelo e guia para suas vidas, terão cumprido a sua mais importante tarefa na Terra.

O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros.
O dever é a lei da vida.
Confere para a alma o vigor necessário para o seu desenvolvimento.

Ele se revela nas menores particularidades, como nos actos mais elevados.
Ninguém está isento de deveres.
O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo.

Momento Espírita, com pensamentos do item 7, do cap. XVII, de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.

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NÃO DESANIME

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 28, 2015 8:29 pm

Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.

Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.

Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.

Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de ideias.

Tente contacto de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.

Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.

Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.

Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

André Luiz - Chico Xavier

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Um homem bom

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 29, 2015 10:10 am

Em O Evangelho segundo o Espiritismo encontramos a informação de que os homens de bem ignoram que são virtuosos.
Eles deixam-se ir ao sabor de suas aspirações e praticam o bem com desinteresse completo e inteiro esquecimento de si mesmos.

Pessoas assim existem muitas espalhadas por esse imenso mundo de Deus.
Em todas as épocas, em todas as nações.
Longe, muito longe. E bem perto de nós.
Por isso, prestemos atenção para não perdermos a chance de nos mirarmos em seu exemplo.

Assim era com Hans. Um pintor de paredes no século XX.
Um homem simples que morava numa rua pobre, perto de Munique, na Alemanha.
Ele fora convocado para a Primeira Guerra Mundial.
E voltara para casa, ileso.

Agora, a Segunda Guerra Mundial batia às portas e apertava o cerco a cada dia.
Como uma megera que avançasse, penosamente se movimentando, entre as brumas do medo e da insegurança.
Quando a perseguição aos judeus se estabeleceu, ele perdeu muitos clientes.
Afinal, os judeus tinham posses e, até há pouco, eram seus melhores clientes.

Agora, eles eram os indesejados sobre a face da Terra.
Ao menos naquele pedaço de terra governado pela loucura daqueles dias.
Então, veio o aviso de que as bombas estavam chegando sempre mais próximas.
Havia quem não acreditasse que aquela cidadezinha dos arredores de Munique pudesse constituir um alvo.

Mas os abrigos foram marcados e as janelas tinham que passar pelo processo de escurecimento para as horas nocturnas.
Para Hans, foi uma oportunidade de trabalho.
As pessoas tinham venezianas que precisavam ser pintadas. De preto.

Verdade que a tinta logo se esgotou.
Mas ele pegou pó de carvão e foi misturando.
Foram muitas as casas de todas as regiões de Molching das quais ele confiscou dos olhos inimigos a luz das janelas.
Muitas vezes, na volta para casa, mulheres que nada tinham além de filhos e miséria, corriam para ele e imploravam que pintasse suas janelas.

Ele poderia sugerir que elas utilizassem cobertores para pendurar nas janelas.
No entanto, sabia que eles seriam necessários quando chegasse o inverno.
Desculpe, não me sobrou tinta preta. – Dizia ele.
Amanhã bem cedo. – Marcava.
E lá estava ele, na manhã seguinte, pintando as tais janelas.
Por nada. Ou por um biscoito e uma xícara de chá quente.

Por vezes, uma conversa, no degrau da frente dessa ou daquela casa.
E o riso se erguia da conversa, antes de partir para o trabalho seguinte.
Um homem bom.
Pobre, servia a quem mais pobre fosse.
E servia com alegria.

A bondade é assim:
Espalha a sua graça, deixa as suas benesses, enquanto o doador segue adiante, para continuar a distribuí-la a mãos cheias.

Momento Espírita, com base no cap. XVII, item 8, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB e na pt. 7, do livro A menina que roubava livros, de Markus Zusak, ed. Intrínseca.

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ANTE A LIÇÃO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 29, 2015 8:40 pm

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distracção e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação.

"Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo".

Considerar significa examinar, atender, reflectir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-à entendimento em tudo.

(Emmanuel / Francisco Cândido Xavier – FONTE VIVA)

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Tolerância e respeito

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 30, 2015 10:22 am

A tecnologia vem permitindo que nos comuniquemos cada vez mais, com uma quantidade sempre maior de pessoas.
As redes sociais, os telefones móveis, são alguns dos mecanismos que nos mantêm em contacto uns com os outros.

Outrora, para conversarmos com alguém, necessário era estar junto a essa pessoa.
Para conhecer seu posicionamento sobre algum assunto, teríamos que esperar um encontro para a troca de ideias.

Assim se reduziam as possibilidades e a quantidade das colheitas de pareceres.
Poucas eram as chances de trocar experiências, ou de analisar outros pontos de vista.

Não é a realidade actual.

Conseguimos nos expressar de inúmeras maneiras, em um raio de acção antes impensável.
As redes sociais fazem ecoar nossas opiniões muito além do que imaginamos.
De igual forma, somos alcançados pelas opiniões de tantos, próximos ou não de nosso círculo de amizade.

É natural que nem sempre concordemos com a opinião alheia.
Algumas vezes são as posições políticas, ou a visão sobre sistemas de governo.
Em outro momento, nos vemos à frente de posturas que acreditamos serem insensatas, ou mesmo tolas.

Muitos expressam opiniões que julgamos despropositadas, inadequadas.
Nesses momentos, nasce a oportunidade de desenvolvermos em nós a tolerância.
No século XVIII, Voltaire, célebre filósofo humanista, afirmou que poderia não concordar com nenhuma das palavras que alguém dissesse, mas defenderia até a morte o direito desse alguém de pronunciá-las.

E assim o fazia porque tinha clara a plena percepção de que todos têm o direito de expressar as suas ideias.
Na medida em que a tolerância e o respeito pela expressão do pensamento alheio se faz, ganhamos o igual direito de nos expressarmos.

Ser tolerante com o pensar do outro não nos obriga a aceitar o que ele pensa.
Ser tolerante é ter o entendimento que ninguém é obrigado a pensar e agir como fazemos.
Cada um de nós traz os seus valores, seus conceitos, sua visão de mundo.

Assim escolhemos nossa postura política, nossa religião, nossos valores.
E nascerá sempre da tolerância nossa capacidade de bem conviver com a diversidade, sem gerar divergência.
O amadurecimento perante a vida nos fará conviver com o diferente, sem precisar impor nossas diferenças.

A cada um suas crenças, seus valores.
A todos nós, o respeito uns com os outros, oferecendo a liberdade de pensar e agir que desejamos para nós mesmos.

Se alguém nos pede a opinião, que nos posicionemos, de maneira clara, honesta e respeitosa.
No mais, iremos nos envolver em discussões, que serão sempre o exercício da imposição de nosso ponto de vista sobre o alheio.
Esses dias de convívio de ideias cada vez mais intenso e frequente, são também dias de convite a fomentarmos a tolerância.

Sem ela, a guerra se faz, as disputas se acirram, as famílias se dividem, as amizades se desfazem.

Pensemos nisso.

Momento Espírita.

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ANTE A MEDIUNIDADE

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 30, 2015 9:37 pm

No trato da mediunidade, não andemos à cata de louros terrestres, nem mesmo esperemos pelo entendimento imediato das criaturas.

Age e serve, ajuda e socorre sem recompensa.

Recordemos Jesus e os fenómenos do espírito.

Ainda criança, ele se submete, no Templo, ao exame de homens doutos que lhe ouvem o verbo com imensa admiração, mas a atitude dos sábios não passa de êxtase improdutivo.

João Baptista, o amigo eleito para organizar-lhe os caminhos, depois de vê-lo nimbado de luz, em plena consagração messiânica, ante as vozes directas do plano superior, envia mensageiros para lhe verificarem a idoneidade.

Dos nazarenos que lhe desfrutam a convivência, apenas recebe zombaria e desprezo.

Dos enfermos que lhe ouvem o sermão do monte, buscando tocá-lo, ansiosos, na expectativa da própria cura, não se destaca um só para segui-lo até a cruz.

Dos setenta discípulos designados para misteres santificantes, não há lembrança de qualquer deles, na lealdade maior.

Dos seguidores que comeram os pães multiplicados, ninguém surge perguntando pelo burilamento da alma.

Dos numerosos doentes por ele reerguidos à bênção da saúde, nenhum aparece, nos instantes amargos, para testemunhar-lhe agradecimento.

Nicodemos, que podia assimilar-lhe os princípios, procura-lhe a palavra, na sombra nocturna, sem coragem de liberar-se dos preconceitos.

Dos admiradores que o saúdam em regozijo, na entrada triunfal em Jerusalém, não emerge uma voz para defendê-lo das falsas acusações, perante a justiça.

Judas, que lhe conhece a intimidade, não hesita comprometer-lhe a obra, diante dos interesses inferiores.

Somente aqueles que modificaram as próprias vidas foram capazes de reflecti-lo, na glória do apostolado.

Pedro, fraco, fez-se forte na fé, e, esquecendo a si mesmo, busca servi-lo até à morte.

Maria de Magdala, tresmalhada na obsessão, recupera o próprio equilíbrio e, apagando-se na humildade, converte-se em mensageira de esperança e ressurreição.

Joana de Cusa, amolecida no conforto doméstico, olvida as conveniências humanas e acompanha-lhe os passos, sem vacilar no martírio.

Paulo de Tarso, o perseguidor, aceita-lhe a palavra amorosa e estende-lhe a Boa Nova em suprema renúncia.

Não detenhas, assim, qualquer ilusão à frente dos fenómenos medianímicos.

Encontrarás sempre, e por toda parte, muitas pessoas beneficiadas e crentes, como testemunhas convencidas e deslumbradas diante deles; mas apenas aquelas que transfiguram a si mesmas, aperfeiçoando-se em bases de sacrifício pela felicidade dos outros, conseguem aproveitá-los no serviço constante em louvor do bem.

(Emmanuel / Francisco Cândido Xavier – Seara dos Médiuns)

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NOSSA VIDA

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 31, 2015 9:58 am

A nossa vida está repleta de desafios.
Podemos aceitá-los ou ignorá-los.
A escolha do caminho é sempre nossa.

Cada escolha feita muda esse mapa reencarnatório, nos levando a novos lugares, novas pessoas, novos caminhos.
A soma dessas escolhas culmina no resultado da nossa presente encarnação, pois somos a soma de tudo que já fomos.
Hoje somos o nosso melhor e amanhã seremos ainda melhores do que hoje, pois a nossa tendência é sempre a evolução.
Se analisarmos a nossa vida actual identificaremos os pontos que ainda precisamos trabalhar, uma vez que é na convivência com o próximo, tão necessária ao nosso aprendizado que podemos ver onde precisamos melhorar.

Devo ser mais paciente?
Mais tolerante?
Mais perseverante ou mais humilde?

O importante é fazermos essas perguntas para nós mesmos ao invés de achar que o outro precisa trabalhar a paciência, a tolerância o amor, etc.

A evolução é individual, a transformação é particular.
Não devemos querer mudar o outro ou enxergar os defeitos do outro.
Voltemos nossos olhos a nós mesmo e façamos o nosso trabalho.
O Mal não merece comentário em tempo algum, portanto evitemos o julgamento.

O que podemos fazer pelo outro então?
Podemos dar o nosso exemplo, o nosso carinho, o nosso apoio, podemos dar em alguns momento o nosso silêncio.
O respeito ao momento que cada ser está vivendo é essencial para o equilíbrio das relações.
Sejam familiares, no trabalho, na Casa Espírita, no meio social.
Vamos olhar para dentro de nós e fazer a nossa parte e o resto virá naturalmente.

Gotas de Paz

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MÃEZINHA

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 31, 2015 9:22 pm

Quando o Pai Celestial precisou colocar na Terra as primeiras criancinhas, chegou à conclusão de que devia chamar alguém que soubesse perdoar infinitamente.

De alguém que não enxergasse o mal.

Que quisesse ajudar sem exigir pagamento.

Que se dispusesse a guardar os meninos, com paciência e ternura, junto do coração.

Que tivesse bastante serenidade para repetir incessantemente as pequeninas lições de cada dia.

Que pudesse velar, noites e noites, sem reclamação.

Que cantarolasse, baixinho, para adormecer os bebés que ainda não podem conversar.

Que permanecesse em casa, por amor, amparando os meninos que ainda não podem sair à rua.

Que contasse muitas histórias sobre a vida e sobre o mundo.

Que abraçasse e beijasse as crianças doentes.

Que lhes ensinasse a dar os primeiros passos, garantindo o corpo de pé.

Que conduzisse à escola, a fim de que aprendessem a ler.

Dizem que nosso Pai do Céu permaneceu muito tempo, examinando, examinando... e, em seguida, chamou a Mulher, deu-lhe o título de Mãezinha e confiou-lhe as crianças.

Por esse motivo, nossa Mãezinha é a representante do Divino Amor no mundo, ensinando-nos a ciência do perdão e do carinho, em todos os instantes de nossa jornada na Terra. Se pudermos imitá-la, nos exemplos de bondade e sacrifício que constantemente nos oferece, por certo seremos na vida preciosos auxiliares de Deus.

(Meimei / Francisco Cândido Xavier – PAI NOSSO)

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Uma nova edição

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 01, 2015 9:58 am

Dizem que todo homem, para se sentir realizado, deveria plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

Plantar uma árvore é fácil.
Mesmo que moremos em um apartamento, podemos tomar de um vaso e plantá-la.
Pode ser um exemplar minúsculo, um bonsai.
Ter um filho requer responsabilidade, dedicação.
Exige tempo e nem todos estamos dispostos a isso.
Ou, por vezes, é a vida que não nos permite, por variadas questões que nos envolvem.
Entretanto, sempre podemos nos tornar os protectores de uma vida, de um amigo, um parente, alguém que necessite de apoio.
E teremos, mais ou menos, atendido à questão.
Será que escrever um livro é para todos?
Naturalmente, se pensamos em escrever, desejamos que seja algo bom, útil, agradável.
E observamos, no mundo, tanta literatura ruim em prateleiras de bibliotecas e livrarias...
O que não nos damos conta, em verdade, é que a nossa vida pode ser comparada com a elaboração de um livro.
Podemos imaginar que, ao nascermos, um livro nos seja colocado nas mãos.
Páginas em branco, que iremos preenchendo, dia a dia.
O que nelas escreveremos é decisão de cada um.
Verdade é que trazemos, ao renascer, neste planeta, um cabedal de conhecimentos, de virtudes ou de vícios em nossa intimidade.
É o nosso próprio conteúdo. Na medida em que vamos crescendo, ideias, tendências irão se apresentando.
Mas, a obra que vamos escrever nesta vida é inédita.
Cada dia pode ser considerado uma linha, cada semana um parágrafo, cada mês, um texto, compondo as tantas páginas os anos que viveremos sobre a Terra.
Podemos escrever um poema pleno de beleza, com versos harmoniosos.
Podemos escrever uma oração, uma súplica, um louvor.
Podemos escrever palavras ásperas, de um dia de indignação ou de desespero.
Podemos escrever histórias lindas de superação, de acolhimento, de doação ao próximo.
Podemos retratar os dias de felicidade, junto aos seres amados.
A felicidade da chegada de um novo ser à nossa família.
Relataremos as conquistas, os estudos, as viagens, os encontros, reencontros e desencontros.
Registaremos os dias de ventura, de sol, de muitas alegrias.
Também aqueles em que a tormenta nos envolveu, um furacão nos roubou, momentaneamente, as esperanças, o frio tomou conta de nosso coração.
Quando nossa vida física se extinguir, teremos o livro pronto:
fino, grosso, de poucas ou muitas páginas, de acordo com os tantos anos vividos.
E poderemos folheá-lo e ler, com vagar.
Descobriremos detalhes que gostaríamos jamais tivessem sido escritos.
Quantos desajustes por tolices.
Poderíamos ter sido mais compreensivos, tolerantes.
Quantas páginas poderiam ter palavras mais amenas, menos dolorosas.
Como todo livro impresso, no entanto, esse não poderá ser corrigido senão com nova edição.
Por isso, é que existe a possibilidade da reencarnação.
É a oportunidade do Criador nos permitir escrever um novo livro.
Utilizando o nosso livre arbítrio, poderemos reprisar todas as coisas boas que escrevemos.
Poderemos evitar aquelas amargas, desagradáveis.

Somente em nós reside este poder:
reescrever a nossa história, com letras caprichosas, encadernação luxuosa, dizeres de ouro.

Pensemos nisso.
E como ainda transitamos pela Terra, que tal começar a escrever, no livro actual, as páginas de luz que desejamos poder ler, com alegria, ao final desta vida física?


Momento Espírita.

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As Incompreensões

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 01, 2015 9:44 pm

Pessoa alguma logra vencer a jornada terrestre sem enfrentar os obstáculos necessários ao seu processo de iluminação interior.
Dentre muitos, aqueles de natureza moral fazem-se os mais mortificadores, desafiando as resistências íntimas e conspirando contra a harmonia pessoal.
Destaca-se entre esses, no relacionamento social, a incompreensão, criadora de situações lamentáveis.
A incompreensão tem raízes em comportamentos íntimos que se mascaram, renovando as formas de agressão e mantendo a mesma acidez.
A inveja é-lhe estimuladora, provocando situações insustentáveis.
A competição mal-sã encoraja-a, buscando derrubar o aparente adversário.
A malícia favorece o intercâmbio para a sua acção mórbida, espalhando suspeitas e calúnias.
A incompreensão está em germe da alma humana ainda em processo de crescimento.
Herança dos instintos agressivos, reponta com insistência nas mentes e busca residência nos corações.
Em razão da inferioridade dos homens, a incompreensão fomenta o desabar de excelentes construções de amor.
Os mais abnegados promotores do progresso padeceram a incompreensão dos seus coevos.
Abraçado ao ideal, não podiam compactuar com os frívolos e os maus que os buscavam, em tentativa de amizade para desviá-los do compromisso.
Os santos experimentaram-na na carne, espezinhados e perseguidos nos grupos de onde se originavam.
Os missionários do bem viram-se sacrificados e confundidos, porque não pararam, cedendo nos seus ideais.
Os invejosos crivaram-nos de espinhos e dores, gozando por vê-los quase a sucumbir...
Ninguém conseguirá caminhar em paz na multidão.
As diferenças ideológicas e morais, vibratórias e culturais não deixarão, por enquanto, que a fraternidade ajude e o amor ampare.
Perdoa a teus perseguidores.
Eles já são infelizes, em razão do que cultivam no íntimo e do que, realmente, são.
Prossegue em confiança, sem te deteres para examinar as incompreensões do caminho.
Os apedrejadores adoptam a tarefa de somente agredir.
Sê tu, quem avança, compreendendo.
Todo o mal que te façam, não te fará mal.
Pelo contrário te promoverá a estágio superior, se souberes enfrentar a situação.
O teu exemplo de humildade, ser-lhe-á um chamamento à renovação, à paz.
Não te detenhas, nem te entristeças diante das incompreensões.
Nunca agradarás aos exigentes, aos irresponsáveis, aos ignorantes.
Agrada, então, à tua consciência do bem e prossegue com alegria íntima pelo roteiro que elegeste, e não olhes para trás.

(Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco – Desperte e seja Feliz)

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Aparência da Alma

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 02, 2015 10:17 am

Há um antigo conto popular japonês que narra a história de uma moça tiranizada pela sogra.
Tudo era motivo para ela brigar e xingar.
A jovem sofria calada, sem responder.

Certo dia, um monge andarilho bateu à porta da casa e a nora lhe deu um bolinho de arroz.
Quando soube, a velha senhora ficou furiosa e a mandou buscar o alimento de volta.
Muito constrangida, ela obedeceu.
Procurou o homem e explicou que teria de levar o bolinho.
O monge sorriu e devolveu.
Também deu a ela uma toalha que deveria ser usada para enxugar o rosto e amenizar o peso da convivência com a mãe do marido.
A partir desse dia, a irritadiça mulher começou a notar que sua nora ficava cada vez mais linda.
Isso alimentou sua raiva e inveja.

Numa manhã, viu-a enxugar o rosto com a toalha e observou que ela ficava mais bela e radiante.
Acreditou tratar-se de um objecto mágico e planeou pegá-lo para si.
No dia seguinte, enquanto a jovem foi ao mercado, ela roubou o presente.
Lavou o rosto e o enxugou uma vez. Nada aconteceu.

Esfregou o rosto com mais força.
Sua aparência começou a se alterar.
Entretanto, em vez de rejuvenescer, como esperava, assumiu a aparência de um monstro.
Horrorizada, deu um grito e desmaiou.
Quando a nora chegou em casa e viu o que parecia ser uma criatura monstruosa, tentou fugir.
A mulher, chorando, implorou por socorro.
Reconhecendo a voz da sogra, ela se comoveu.

Saiu pelo vilarejo em busca do monge.
Ele saberia, com certeza, como reverter aqueles efeitos da toalha.
Quando, finalmente, o encontrou e contou o sucedido, o andarilho sorriu e disse:
Quando uma pessoa usa a toalha, revela a aparência de sua alma.
Para que ela volte a ser como antes, basta enxugar o rosto com o outro lado do tecido.
Assim foi feito e a velha senhora recuperou a forma anterior.
O mais interessante é que algo se modificou nela, depois do ocorrido.
Parou de ofender a nora, alterando a maneira de tratamento para com ela.
Compreendeu que o aspecto monstruoso, provocado pela toalha mostrava, em verdade, a pequenez de sua alma.
Envergonhou-se da maneira cruel com que tratava a esposa do filho e se esforçou para mudar.

Envelheceu feliz, abandonando a raiva, a inveja e a maldade.

Quando cultivamos o orgulho, o egoísmo, a raiva, a inveja, a maledicência, moldamos nossa alma com uma aparência feia, monstruosa.
Se aplicamos o amor, a caridade, a amizade, a solidariedade, a bondade, assumimos formas luminosas de inigualável beleza.
É possível modificar a alma por meio da auto-transformação, da mudança de padrão vibratório.

Isso requer coragem: olhar-se, ver-se por dentro e assumir o que precisa ser mudado.
Depois, é preciso fortalecer os bons sentimentos, que trazemos no íntimo, alguns mais desenvolvidos, outros menos.
Assim, não importa a idade e a aparência física que tenhamos, nossa alma assumirá o aspecto inconfundível das pessoas de consciência leve.

Momento Espírita, com base no conto A toalha mágica, do livro ...E foram felizes para sempre – contos de fadas para adultos, de Allan B. Chinen, ed. Cultrix.

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PEQUENOS DETALHES

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 02, 2015 8:56 pm

Um dia haveremos de entender, meu filho, que cada detalhe de nossa existência está preenchido de tal intensidade espiritual e de tamanha espiritualidade que não conseguiremos mensurar.

Tudo é espiritualidade no mundo.

Nosso aprendizado em busca da felicidade inclui a descoberta da espiritualidade nas pequenas coisas que realizamos e experimentamos.

Quando meus filhos acordarem para essa realidade intrínseca à própria vida, quem sabe não estarão aptos a vivenciar mais amplamente aquilo que denominam felicidade?

Os detalhes de cada situação, de cada ocorrência, de cada gesto são o universo em si, prisioneiro nos segundos que vivemos.

Se não vivermos as pequenas coisas e se não as rechearmos de amor, carinho e contentamento em vão buscarão os grandes feitos e os picos de satisfação, que hipnotizam as massas.

Caso não vivamos cada uma das situações do quotidiano como se fossem as mais importantes para nós, não aprenderemos a nos livrar, de maneira elegante, daquelas situações que tachamos de aflitivas.

Precisamos entender, meu filho, que absolutamente nada ocorre em nossas vidas sem que Deus Nosso Senhor saiba o administre a situação com vistas ao nosso eterno bem.
Tendo por base essa constatação, aproveitemos o orvalho, o pólen, a gota de chuva, a lágrima ou o aroma que quase passa despercebido de nossos sentidos.

Apreciemos o detalhe, o charme e a elegância de cada passo. Deus está nisso também.

Retirado do Livro: Pai João
Pelo espírito de: Pai João de Aruanda

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Harmonizando sentimentos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 03, 2015 1:35 pm

Carlos tinha uma irmã.
Toda vez que saía, ele precisava levá-la junto.
E Terry, no conceito do irmão, não era uma boa companheira para as brincadeiras.
No jogo de bola, vivia deixando a bola cair.
No jogo de pique, ficava correndo à toa, parecendo folha que o vento carrega de um lado a outro.
Enfim, ela não entendia as regras e fazia tudo errado.
Antes do Natal, ele foi ao Shopping Center para comprar um presente para a avó.
Como sempre, Terry foi a tiracolo.
E como sempre, atrapalhou.
Carlos se sentiu obrigado a comprar uma boneca boba, só porque ela não parava de dizer: linda, linda.
E não queria sair daquele balcão.
De mau humor, quando Terry pediu para ir ao banheiro, ele simplesmente apontou a porta, ao fundo do corredor, e a deixou ir sozinha.
Ele a viu tropeçar duas vezes nos degraus.
Ela estava toda alvoroçada por estar indo sozinha a um lugar.
Cansado de esperar, depois de dez minutos, considerando a irmã a pessoa mais lerda do mundo, foi procurá-la.
Mas ela tinha desaparecido. Estava perdida.
Ele começou a subir e descer escadas.
Andou por todos os corredores.
Perguntou a pessoas. Nada!
O remorso começou a tomar conta dele.
O que diriam seus pais?
Com certeza, pensariam que ele fizera de propósito, para ver-se livre dela de uma vez por todas.
E se não a encontrasse nunca mais?
Começou a lembrar do cartão de aniversário que ela lhe dera.
Sua mãe lera vários cartões e ela escolhera um que dizia:
Para o meu querido irmão.
Recordou de quantas vezes Terry enxugava a louça, no lugar dele, porque ela gostava.
Lembrou de como ela conseguia fazer o bebezinho rir, quando ele ficava irritado, por causa dos primeiros dentinhos.
Começou a chorar.
E se alguém a estivesse maltratando?
E se ela estivesse sozinha e apavorada?
Foi andando mais depressa.
As lágrimas escorrendo pelo rosto.
E quase caiu em cima de Terry.
Ela estava sentada no chão, com um garotinho no colo.
A mãe dele fazia compras e logo elogiou o jeito dela para lidar com bebés.
Carlos teve vontade de gritar com a irmã, bater nela!
Queria que ela soubesse o quanto ele tinha ficado assustado com a ideia de perdê-la.
Mas não fez nada disso.
Somente deu-lhe um grande e apertado abraço.
Tomou-a pela mão e foram para casa.
E descobriu que amava muito aquela irmã.
Que ela era importante para a sua vida.
Hoje, ele tem um trato com sua mãe:
Metade das vezes que sai para brincar com os amigos, ele vai com Terry.
A outra metade, vai sozinho.
E toda vez que ela sai com ele, Carlos a leva com a maior boa vontade.
Este ano, quando Terry fez aniversário, Carlos lhe comprou um cartão com os dizeres:
Para uma irmã maravilhosa.
E era de coração.

Ante as limitações de um filho, aprende a observar os demais.
Na tua maturidade de pai ou mãe, auxilia-os a se entenderem e se amarem.
Explica ao saudável das carências do outro.
Mas não lhe carregue os ombros com a incumbência total de atender ao irmão.
Lembra que, por vezes, ele mesmo pode estar se sentindo preterido pelas tantas atenções que o outro desperta.

Ajuda-o para que se amem, cresçam e conquistem louros da vida, juntos.

Momento Espírita, com base no livro Minha irmã é diferente, de Betty Ren Wright, ed. Ática.

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DIANTE DE NOSSAS DEFICIÊNCIAS

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 03, 2015 8:47 pm

Jesus, rocha segura que nos ampara!...

Naqueles tempos idos, nos recordamos de tua palavra aos discípulos sobra a “dupla faceta” dos escribas e fariseus. Ao ensinar, disseste: “Cuidado com os mestres da lei.
Eles fazem questão de andar com roupas especiais, de receber saudações nas praças e de ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes.
Eles devoram as casas das viúvas, e, para disfarçar, fazem longas orações.
Esses receberão condenação mais severa!”(1)
Temos ciência, Mestre, de que esse grupo de indivíduos – os fariseus -, que viviam na estrita observância das escrituras do Velho Testamento e das tradições orais, apoderaram-se da cadeira de Moisés para aparentarem importância e achavam-se no direito de julgar e condenar a conduta de outrem, a pretexto de ajuda.
“Eles devoram as casas das viúvas, e, para disfarçar, fazem longas orações.”
Sabemos que no seu tempo, essas eram as pessoas mais indefesas, ignoradas pela sociedade.
Os fariseus utilizavam uma falsa aparência que, não correspondia aos fatos por eles afirmados, servindo-se de máscaras para ocultar suas verdadeiras intenções.
De nada menos do que roubo, simulação e disfarce é que Jesus acusou esses religiosos.
Oh! Senhor, é espantoso como não mudamos quase nada desde os tempos em que andavas entre nós!
Os “profissionais da fé” ainda se valem de roupagens especiais, gostam de receber aplausos nas manifestações públicas, condecorações nas praças, o que equivale à apresentação nos meios de comunicação social na actualidade.
Nas exposições públicas, escolhem o posto de maior destaque e nos banquetes, as posições de honra.
Infelizmente, nada se modificou nas circunstâncias actuais.
Outras vezes, disseste mais:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!
Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade.
Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante.
Guias cegos!
Filtrais um mosquito e engolis um camelo!(2).
Cristo de Deus, ainda hoje muitos de nós nos identificamos como “fariseus e escribas da actualidade”.
Vivemos ilusões que distorcem a realidade e adoptamos “papéis” que não correspondem à verdade.
As máscaras turvam nosso reino interior e desfiguram os factos tais quais são.
No entanto, rogamos, Jesus, a claridade de alma!
Estamos cansados de sonhos falidos e de ilusões que geram frutos amargos.
Ajuda-nos a viver no chão de nossas tarefas de elevação e renovação.
Despoja-nos das quimeras que nos deslumbram, das opiniões sem consistências, dos comportamentos desconexos, dos juízos insensatos, das condutas incoerentes e incompatíveis com a vida real.
Diante de nossas deficiências, dá-nos lucidez, Senhor, para que possamos ver o apoio divino que há em tudo, convidando-nos à aceitação de nossas fraquezas e à renovação das atitudes inadequadas.

(1) Marcos, 12:38 a 40.
(2) Mateus, 23:23 e 24.

(Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto - LUCIDEZ)

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Ave sem Ninho

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Para ouvir Deus

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 04, 2015 10:13 am

Em todos os tempos, os mensageiros celestes recomendaram o silêncio profundo, a fim de que os homens pudessem ouvir a voz divina.

Dizem que Deus não se revela em meio ao tumulto.
Isso porque muito ruído desvia o pensamento, que não se consegue fixar no elevado objectivo de comunhão com a divindade.

Deus necessita do silêncio humano, a fim de se fazer ouvido por quem deseje manter contacto com a Sua paternidade.

A Sua mensagem tem sido transmitida, ao longo dos tempos, transpondo os abismos das paixões humanas, permanecendo no ar, aguardando ser captada.

Por isso, o grande legislador hebreu, Moisés, subiu ao Monte Sinai, mergulhando no imenso silêncio.
Então, as vozes celestes se manifestaram, em nome do grande Pai, transmitindo as regras de ouro do Decálogo.
Contudo, não deixou Deus de prosseguir enviando aos Seus filhos novas instruções para a conquista da harmonia, da plenitude.

Na antiguidade oriental, a Sua palavra se fazia ouvir através dos sensitivos de variada denominação, conclamando à paz, à vitória sobre as paixões predominantes nos seres.

Nas furnas e nas cavernas, nas paisagens solitárias, Deus se desvelava, oferecendo o conhecimento da verdade que deveria ser assimilado, lentamente, através dos tempos.

O Modelo e Guia da Humanidade, Jesus, após atender as multidões esfaimadas de pão, de paz, de luz, buscava o refúgio da solidão para, em silêncio, poder ouvir o Pai, no santuário íntimo.

Robustecido pelas poderosas energias da comunhão divina, retornava ao tumulto e desespero das massas insaciáveis, a fim de lhes diminuir as dores e a loucura que tomava conta do imenso rebanho.

É dessa forma que lemos a respeito de Sua subida ao Monte Tabor para a oração mais profunda e os consequentes diálogos com os Espíritos de Moisés e de Elias.

E, aguardando Sua prisão e morte, Ele se retirou para o Monte das Oliveiras para o contacto mais íntimo com o Pai.

Francisco de Assis buscava o acume dos montes e as cavernas para, em silêncio, ouvir Deus.

Da mesma maneira, nos refugiemos no silêncio para os colóquios com Deus.

Permitamo-nos a oração, que é diálogo puro com Deus.
No silêncio, enviemos nossas rogativas.
Nas mesmas asas do silêncio, nos retornarão as respostas, plenificando-nos de paz e tranquilidade.

Nestes dias agitados, há necessidade de buscarmos o silêncio para a renovação das paisagens íntimas, a fim de ouvir Deus, atentamente, pacificando-nos.

Quando nos habituarmos ao silêncio, nos haveremos de sentir luarizados pelas claridades sublimes do amor de Deus.
Então, nos será muito fácil a travessia pelas estradas perigosas dos relacionamentos humanos.

Agiremos, com segurança e serenidade, em qualquer circunstância, feliz ou tormentosa, sem desespero, com admirável harmonia.
Tornemos o silêncio uma necessidade terapêutica, a cada dia, mesmo em meio aos afazeres que nos tomam as horas.
Ou nas madrugadas insones, a horas mortas.

Permitamo-nos o silêncio que é comunhão com Deus.
Isolemo-nos do tumulto, com certa regularidade.

Habituemo-nos a esses momentos preciosos, que nos reabastecem o ânimo e revigoram as energias.

Momento Espírita, com base na mensagem Silêncio para ouvir Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 9 de fevereiro de 2015, no Centro Espírita Caminho da Redenção.

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ASSUNTO DE TODOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 04, 2015 9:12 pm

Efectivamente não dispões do poder de improvisar a paz no mundo; entretanto, Deus já te concedeu a faculdade de renunciar à execução dos próprios desejos, em favor da tranquilidade desse ou daquele ente querido, que depende de tua abnegação para ser mais feliz.

Não consegues estabelecer o entendimento fraternal entre todas as comunidades a que te vinculas; no entanto, a Divina Providência já te honrou com a bênção das palavras, no uso das quais podes entretecer a concórdia, no agrupamento de criaturas em que a vida te situou.

Não reténs o dom de te fazeres ouvir indefinidamente por todos, em todos os recantos do orbe, no levantamento do bem; todavia, a Sabedoria Infinita já te confiou o benefício das letras, com as quais podes gravar os teus pensamentos nobres, inspirando bondade e segurança em tuas áreas de acção.

Não tens contigo os elementos precisos para sustentar a harmonia, nos lugares onde a Humanidade surge ameaçada de caos e perturbação, mas o Amor Supremo já te entregou a possibilidade de manter a ordem, quando não seja dentro da própria casa, pelo menos no espaço diminuto em que te dedicas ao trato pessoal.

Não extinguirás a fome que ainda atormenta vastos sectores da Terra, mas podes ceder um prato em auxílio de alguém.

Não curarás todas as enfermidades que flagelam largas regiões em todo o planeta; no entanto, podes ofertar, de quando em quando, uma hora de serviço no socorro aos doentes.

Não logras trazer o Sol para clarear os caminhos entenebrecidos durante a noite, mas podes acender uma vela e rechaçar a escuridão.

Realmente, por enquanto, nenhum de nós – os Espíritos em evolução na Terra – pode jactar-se de ser uma enciclopédia de talentos para realizar todas as operações do Bem Universal, ante as Leis de Deus, mas, ajustadas às Leis de Deus, todos já possuímos recursos para evolver na direcção do Bem-Maior, fazendo o bem que podemos fazer.

(Emmanuel / Francisco Cândido Xavier – Rumo Certo)

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Re: Momentos Espíritas III

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