Momentos Espíritas III

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A libertação da borboleta

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 12, 2016 9:31 am

A doutora Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra de origem suíça, especializou-se em doentes terminais.
Assistindo centenas de crianças que estavam morrendo, ela nos diz que devemos aprender a ouvir.
Ouvir o que a criança expressa verbalmente.
E mesmo aquilo que ela transmite pela linguagem não verbal.
Crianças terminais, conta ela, sabem quando vão morrer.
E precisam de algum atendimento especial.
Atendimento que só o amor incondicional pode dar.
Falando de sua experiência, narra que conheceu um menino que, aos nove anos, se encontrava à beira da morte.
Portador de câncer, desde os três anos de idade, Jeffy nem conseguia mais olhar para as agulhas de injecção.
Tudo era doloroso para ele. No hospital, esperava a morte.
O médico sugeriu que se iniciasse uma nova quimioterapia.
Mas o menino pediu: Quero ir para casa, hoje.
Os pais optaram por lhe satisfazer a vontade.
Quando Jeffy chegou em casa, pediu ao pai que descesse da parede da garagem a sua bicicleta.
Durante muito tempo, seu sonho tinha sido andar de bicicleta.
O pai a comprara mas, por causa da doença, ele nunca pudera usá-la.
A dificuldade era imensa, até mesmo para se manter em pé.
Então Jeffy pedalou a bicicleta com o amparo das rodinhas auxiliares.
Disse que iria dar uma volta no quarteirão e que ninguém o segurasse.
Ele desejava fazer aquilo sozinho.
A médica que o acompanhava, a mãe e o pai ficaram ali, um segurando o outro.
A vontade era de segui-lo.
Ele era uma criança muito vulnerável.
Poderia cair, se machucar, sangrar.
Ele se foi. Uma eternidade depois, ele voltou, o homem mais orgulhoso que se possa ter visto um dia.
Sorria de orelha a orelha.
Parecia ter ganho a Medalha de Ouro nas Olimpíadas.
Sereno, pediu ao pai que retirasse as rodinhas auxiliares e levasse a bicicleta para seu quarto.
E quando seu irmão chegasse, era para ele subir para falar com ele.
Queria falar com o irmão a sós.
Tudo aconteceu como ele pediu.
Ao descer, o irmão recusou-se a dizer aos pais o que haviam conversado.
Uma semana depois, Jeffy morreu.
E, na semana seguinte, era o aniversário do irmão.
Foi aí que o menino contou o que tinha acontecido naquele dia.
Jeffy lhe dissera que queria ter o prazer de lhe dar pessoalmente sua amada bicicleta.
Não podia esperar mais duas semanas, até o aniversário dele, porque então já teria morrido.
Por isso, a dava agora.
Entretanto, havia uma condição: que ele nunca usasse aquelas rodinhas auxiliares, próprias para crianças bem pequenas.
Quando os pais souberam de tudo, sentiram muita tristeza.
Uma tristeza sem medo, sem culpa, sem lamentos.
Eles tinham a agradável lembrança do filho dando a sua volta de bicicleta pelo quarteirão.
E mais do que isso: o sorriso feliz no rosto de Jeffy, que foi capaz de conseguir sua grande vitória em algo que a maioria encara como comum.

Dizemos que uma pessoa é como o casulo de uma borboleta.
O casulo é o que ela vê no espelho.
É apenas uma morada temporária do ser imortal.
Quando esse casulo fica muito danificado, o ser o abandona.
É como a borboleta que se liberta do casulo.
Deixar o ser amado partir sereno só é possível aos corações que amam de forma incondicional e verdadeira.

Momento Espírita, com base no cap. O casulo e a borboleta (Jeffy), do livro O túnel e a luz, de Elisabeth Kübler-Ross, ed. Verus.

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Nunca desistir

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 13, 2016 9:47 am

Parece haver uma conspiração generalizada contra os princípios ético-morais, as realizações nobilitantes, os trabalhos de engrandecimento humano, as obras de benemerência...
Fala-se a respeito da violência e da agressividade, dos horrores que se abatem sobre as comunidades, no entanto, sistematicamente, aqueles que repudiam esses comportamentos alienados acomodam-se nos seus interesses e apenas censuram...
Sonha-se com um mundo feliz e se defende, verbalmente, a transformação sócio-moral da Terra.
No entanto, não se vai além do verbalismo ou dos artigos bem preparados na imprensa, e pouco vivenciados.
Estimula-se o homem ao sacrifício, sem que o sacrifício pessoal assinale a conduta de quem encoraja o outro.
Todos sabem que o preço de um ideal custa o sacrifício do idealista, assim como a qualidade de um empreendimento é avaliado pela profundidade do seu conteúdo, no bem que espalha e nas resistências com que suporta todas as forças contrárias.
É, portanto, compreensível que haja dificuldades no desempenho das tarefas de elevação da criatura em particular e da sociedade em geral.
O ardor da luta forja o herói e a força da coragem se revela no fragor da batalha.
Quem desiste não passa de candidato sem as credenciais de legítimo combatente.
Ana Sullivan poderia ter desistido de educar Helena Keller, ante a obstinação negativa dos pais da educanda e dos imensos limites nos quais a menina se encarcerava.
Pasteur desistiria, se não tivesse o ideal vinculado à coragem de prosseguir, quando a zombaria tentou expulsá-lo dos laboratórios de pesquisa.
Francisco de Assis tinha tudo para desanimar e desistir no começo, durante e no término de sua obra espiritual.
Allan Kardec superou imensas barreiras na sociedade que fundou em Paris para estudar e divulgar o Espiritismo.
Van Gogh, sob tormentos terríveis, poderia ter desistido da pintura, todavia, prosseguiu.
Aleijadinho, sob o estupor do mal de Hansen, possuía todas as condições para refugiar-se na desistência da escultura, apesar disso, permaneceu.
A relação dos heróis e santos de ontem como de hoje, anónimos como conhecidos, é infindável.
Foi sobre a perseverança deles que o progresso estabeleceu as suas bases vigorosas para abençoar o presente e felicitar o futuro.

Não esperemos de um mundo confuso e de homens imperfeitos melhor tratamento, além das lutas que se apresentam.
Insistamos no bem, porque não somos diferentes deles, que, em verdade, de nós aguardam receber apoio e compreensão.
É fácil desistir, enquanto perseverar é desafio que merece aceitação.
Quem abandona, foge e transfere a oportunidade de realizar, assumindo as consequências naturais que virão.

Façamos o compromisso de nos entregarmos a Deus, perseverando na realização que enfrenta os factores infelizes deste instante.
Dediquemo-nos a modificar as paisagens infelizes que predominam nesta hora histórica de dor.

Nunca desistamos!

Momento Espírita, com base no cap. 13, do livro Receitas de paz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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Importante ligação

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 14, 2016 9:54 am

A tarde era de calor intenso, na pequena cidade.
Ela se sentira bem até há pouco. De repente, algo mudou.
Uma sensação de desânimo a dominou.
Parecia perceber que alguma coisa não estava bem.
Sentia angústia sem conseguir determinar o motivo.
Fechou o livro que estava lendo, sem ânimo para prosseguir na leitura.
Olhou para o croché, sobre a mesa.
Apenas olhou para a cesta de linhas, sem vontade alguma.
Ligou a televisão, mas seu pensamento estava longe.
Pensou em sair um pouco.
Entretanto, mal atravessou a porta que dava para o jardim, deu alguns passos, e voltou.
Parecia-lhe que alguém a chamava repetidamente, sem conseguir imaginar quem seria.
Finalmente, recordou da oração. Recolheu-se ao quarto.
Na prece sentida, pediu auxílio ao seu anjo de guarda.
Também lembrou de pedir pelos necessitados, pelos que estivessem se despedindo da vida, pelos que estivessem atravessando dores superlativas.
Sentiu-se acalmar.
Depois de algum tempo, retomou seus afazeres, de forma normal.
No dia seguinte, a surpresa.
Notícia do exterior lhe informava que uma amiga muito querida morrera na véspera, vítima de um acidente.
Lendo os detalhes, Ester constatou que a hora do acidente coincidia com a do momento em que principiara a se sentir incomodada, na tarde anterior.

Importante sabermos que para os pensamentos e sentimentos não existem barreiras.
No momento em que pensamos, automaticamente nos transportamos ao objecto do nosso interesse, seja pessoa ou local.
Como nosso pensamento é alimentado e impulsionado pelos sentimentos, a carga de emoções o acompanha.
Se as emoções são positivas, cheias de energias confortadoras, essas chegarão ao destino, beneficiando sempre.
Se as emoções forem de tristeza, as energias que despendemos chegam ao ponto que fixamos, contagiando.
Se forem pensamentos destrutivos, envoltos em nuvens negativas e destruidoras, seguem carregados de ondas que perturbam.
Pensamento é energia.
Todos o utilizamos, embora nem todos saibamos da força que através dele movimentamos.
Força que pode ser positiva, neutra ou negativa, dependendo dos sentimentos que a impulsionam.
No caso em pauta, a amiga, ao morrer, pensara em Ester, como se a desejasse avisar do ocorrido.
Ester teve os sentimentos de tristeza, desânimo, sem definir o que ocorrera, quando o pensamento da amiga a alcançara.
A prece, buscada na hora oportuna, teve o condão de acalmar a receptora e, igualmente, alcançar a emissora.
Por isso, adveio a tranquilidade.

Foi o Mestre Jesus quem nos ensinou a orar e a orar uns pelos outros.
Dessa forma, a prece, em momentos de inquietação, é excelente terapêutica.
Ao orarmos ao Pai, pedindo por nós ou por outrem, a resposta não tarda.
Orar é revestir o pensamento em muito amor, carinho, e boas intenções.
A oração nos propicia clima positivo, auxiliando, inclusive, aos que nos estão próximos ou a nós estejam ligados, pelos laços do afecto.

Dessa forma, para louvar – oremos...
Para pedir – oremos...
Para agradecer – oremos...
Mantenhamo-nos ligados ao Bem Superior.


Momento Espírita.

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“OS TEMPOS DO FIM”, DITADO PELO “ESPÍRITO JOSÉ DE ARIMATÉIA”.

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 15, 2016 10:32 am

Que a Paz do Divino Mestre e amigo esteja com toda a humanidade, principalmente aqueles que já se conscientizaram de suas responsabilidades perante os tempos chegados.
Pois, através da consciência universal esses mesmos irmãos poderão contribuir com o planeta. A transição precisa de todos aqueles que possuem algum esclarecimento.
As vibrações de amor nos levarão a ajudar o Plano Espiritual e a contribuir de forma a enxergar com mais clareza os tempos que se aproximam.
Não esperais meus amigos por tempos de paz, pois, os tempos são de guerra.
Guerra contra os vícios, os erros, o orgulho, o desamor, a avareza, a idolatria, a inveja e a maldade desenfreada que permeia a humanidade nos tempos que se aproximam.
O mal ai está buscando cada dia mais se aperfeiçoar para tentar de todas as maneiras evitar que sejam vencidos pelo exercito do cordeiro, pelo exercito espiritual que trazem para todos a luz e o esclarecimento.
Quantos amigos nossos irmãos queridos e amados travam batalhas inglórias com seus vícios e imperfeições e nos cabe somente orar, clamar ao nosso Pai Maior que permita os enxergar e transformar suas imperfeições em vitórias.
Somos tanto nós da espiritualidade como vocês que ai se encontra em mais uma jornada terrena, espíritos recalcitrantes empedernidos que falharam por milénios sem fim, talvez buscando nesta oportunidade de conseguir evoluir para poderem dizer ao final; obrigado PAI pelo auxilio, amor e perdão.
Somos viajores no tempo em busca de luz e esclarecimento, somos espíritos em busca das bênçãos do perdão da transformação e do aprimoramento de nossos espíritos imperfeitos, diante da grandiosidade de DEUS, nosso criador e PAI.
Graças à sua misericórdia somos amparados há todos os instantes, temos milhões e milhões de livramentos e de bênçãos sem fim.
Devemos elevar os nossos olhos ao alto e dar graças.
Elevar os nossos olhos as maravilhas da criação do mundo, a perfeição da natureza e principalmente a grandeza de um ser humano que é perfeito como o PAI e criados a sua semelhança para um dia sermos perfeitos e felizes nas moradas celestiais.
Vamos vencer as nossas lutas, buscando errar menos, a nos conhecer e a transformar as nossas imperfeições em bênçãos da transformação.

Que Jesus o verdadeiro médico das almas sofredoras, o intercessor do ser humano, o advogado a nos conceder as suas bênçãos, nos ampare e proteja nos tempos do fim.

Texto psicografado por D. Terezinha Alcindo pelo espírito do Irmão José de Arimatéia – Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA

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Renascer com as manhãs

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 16, 2016 9:40 am

Quando Jesus falou com o doutor da lei, Nicodemos, sobre nascer de novo, não estava falando apenas sobre as novas existências materiais.
É necessário renascer da água e do Espírito – disse o Mestre, com poesia.
A água representa o elemento material.
Os antigos tinham a crença de que toda a vida havia surgido das águas.
Assim, a água representa nosso elemento material, os renascimentos em novos corpos físicos.
Porém, Ele falou também em renascer do Espírito e, com isso abriu novos horizontes aos já vastos conhecimentos daquele chefe dos judeus.
Jesus falou em renovar-se.
Não basta voltar ao palco terrestre inúmeras vezes.
Faz-se necessário modificar-se, esculpir a alma, melhorar-se.
E para isso o Criador nos dá oportunidades grandiosas e mensagens muito claras.
Vejamos alguns exemplos: cada vez que reencarnamos, voltamos como se fosse nossa primeira vida, com este frescor de renovação, com novas chances, esquecendo o passado, ganhando uma nova vestimenta carnal.
Chegamos aqui como bebés, desprotegidos, inspirando amor, cuidados, tendo que reaprender tantas coisas que já sabíamos antes.
Tudo em nome desse projecto de renovação.
Recebemos como familiares antigos amores, mas também desafectos, em perfeito sigilo, para que possamos nos adequar a essa nova formação familiar e tentar viver em harmonia.
Há também a proposta dos ciclos.
A existência e a natureza são repletas de ciclos justamente para que possamos, de tempos em tempos, avaliar, recomeçar e renovar.
Quando cada ano termina, fazemos o balanço do que passou, do que fomos e planeamos, e o que desejamos ser.
Traçamos metas e as perseguimos.
Cada ano somos novos eus, gradualmente, em busca da perfeição.
Há também os ciclos de nossos anos de vida no planeta.
Nossos chamados aniversários.
Cada novo ano completo aqui é também momento de introspecção, de reflectir profundo, de auto-conhecimento:
Quem sou eu? O que faço aqui?
O que já construí? O que falta?
O que virá pela frente?
Quanto tempo ainda me resta?
Fechamos um capítulo do livro, abrimos outro.
Temos vidas dentro de uma mesma vida.
Infância, adolescência, juventude, vida de casado, filhos, madureza, terceira e porque não, até quarta-idade.
Há pessoas que estão renascendo com seus sessenta, setenta anos!
Dando a si mesmas uma nova chance de viver, de aprender, de amar.
Afinal, nunca é tarde!
Por fim, dentro dos ciclos, há ainda o de cada dia.
Podemos, dessa forma, renascer com as manhãs, considerando cada nascer do sol uma nova chance que o Criador nos dá de nos reinventarmos, de fazer de novo, de fazer o certo.

Agradeçamos pelo presente da nova manhã, da nova vida dentro da vida e sigamos adiante.
A existência é feita de renascimentos.
O renascer é lei do Universo.
É preciso renascer com as manhãs.
É preciso renascer com os anos.
É preciso renascer da água e do Espírito para alcançar a plenitude que tanto desejamos.

Momento Espírita.

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Longas colheres

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 17, 2016 9:57 am

Num reino não muito distante, havia um rei famoso por suas excentricidades.
Um dia, ele mandou anunciar por toda parte que ofereceria a maior e mais bela festa que o reino jamais tivera.
Toda a corte e os amigos foram convidados.
Ao chegarem, vestidos em seus ricos trajes, os convidados maravilharam-se com a visão do palácio que resplandecia em luzes.
As apresentações transcorreram segundo o protocolo e as festividades tiveram início.
Danças, jogos e os mais refinados divertimentos foram oferecidos.
Tudo, até os mínimos detalhes, era esplendor e luxo.
Apesar da primorosa organização da festa, depois de algum tempo os convidados perceberam que não lhes havia sido oferecido nada para comer ou beber.
Em parte alguma se encontrava algo para acalmar a fome, que começavam a sentir mais duramente à medida que as horas passavam.
Jamais se havia tido notícia de algo semelhante.
Uma festa daquela magnitude e os convidados passando fome.
Mesmo que os dançarinos e os músicos se esforçassem para alegrar o ambiente, pouco a pouco o mal-estar foi tomando conta do salão e os convidados não disfarçavam sua contrariedade.
Ninguém, no entanto, ousava queixar-se ou questionar o rei que observava tudo em silêncio.
Finalmente, quando a situação se tornou insustentável e a fome intolerável, o rei convidou a todos para passarem para uma sala especial, onde uma refeição os aguardava.
Os convidados, como um conjunto harmonioso de famintos, avançaram em direcção do delicioso aroma de sopa que exalava de um enorme caldeirão no centro da mesa.
Quiseram se servir, mas grande foi a surpresa ao encontrarem, ao lado do caldeirão, apenas gigantescas colheres de metal, com mais de um metro de comprimento.
Nenhum prato, nenhuma tigela, nenhuma outra colher eram oferecidos.
Os cabos desmesurados não permitiam que o braço levasse à boca o caldo suculento e impossível segurar as escaldantes colheres a não ser por uma pequena haste de madeira em sua extremidade.
Desesperados, todos tentavam comer, sem resultado.
Até que um convidado, mais esperto ou mais faminto, encontrou a solução e mostrou aos demais.
Segurando a colher pela haste situada na extremidade, levou-a à boca do convidado que estava à sua frente, que pôde comer à vontade.
Todos imitaram o gesto e se saciaram, compreendendo, enfim, que a única forma de se alimentar, naquele magnífico festim, era um servindo ao outro.

Não acredite que você é capaz de viver isolado.
Nenhum homem é uma ilha.
Por mais que tenhamos capacidades e talentos, eles são limitados e insuficientes para garantir nosso pleno desenvolvimento como seres humanos.
A vida em sociedade é uma conquista e uma oportunidade.
Deus nos convida, diariamente, a servir nossos irmãos, por meio do trabalho digno e honrado.
Não importa nossa idade, nossa condição social ou nosso estado físico.
Sempre há formas de sermos úteis à sociedade em que nos encontramos inseridos.
Dessa maneira, percebemos também que dependemos dos outros e que essa interdependência nos possibilita aprender e crescer infinita e constantemente.

Momento Espírita, com base no livro Como atirar vacas no precipício, de Alcira Castilho, ed. Panda Books.

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A cerimónia dos sonhos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 18, 2016 11:58 am

Frida sempre havia sonhado com um casamento de contos de fadas.
Planeara como seria o vestido, o véu, o buquê, o penteado, o sapato, os vestidos das madrinhas.
Seleccionou as músicas da cerimónia, da entrada até a saída, e especificou como seriam as lembrancinhas, o bolo, os doces.
Preparou tudo com cuidadoso zelo.
Mas se esqueceu de levar em conta a parte principal, aquela que faria a diferença na adaptação do casamento: a realidade da vida a dois.
Ficara tão absorvida na cerimónia que deixara de lado a essência e o significado profundo desse acto.
O dia da celebração foi maravilhoso.
Os convidados se encantaram com a decoração dos salões, os aromas das flores, os sons dos violinos e os sabores dos pratos.
Frida estava orgulhosa de si mesma.
Havia se esmerado e agora se sentia realizada.
O noivo a tudo assistia com resignada alegria.
Ficava feliz ao vê-la radiante.
Para ele, bastaria uma cerimónia simples, com os amigos íntimos e os familiares, mas ela queria uma festa digna de rainha.
Por conta desse desejo, casaram-se endividados.
Casamento é uma vez só, justificara Frida, a cada novo gasto inesperado.
E assim foram avançando em compromissos financeiros.
Tudo em nome do sonho da mimada noiva.
Uma amiga alertou: Você não acha que está exagerando?
Foi afastada do convívio e tratada com polida indiferença.
A noiva não queria ninguém lançando energias negativas em seu casamento.
Terminada a cerimónia, o casal rumou para uma breve lua de mel, em uma cidade de veraneio.
Quando voltaram, Frida não conseguia se adaptar à rotina de casada.
Irritava-se, reclamando das tarefas diárias.
As dívidas chegavam impiedosas e o casal acabava discutindo por causa da eterna insatisfação de Frida.
Meses depois, ela decidiu voltar para a casa dos pais.
Acusava o marido de não lhe dar atenção, de trabalhar muitas horas, deixá-la sozinha e não ajudá-la nos trabalhos da casa.
Ele realmente trabalhava horas a mais para pagar as onerosas contas.
E, ultimamente, não fazia questão de retornar mais cedo.
Não se sentia à vontade em casa, onde a esposa o aguardava sempre com queixumes.
O casamento acabou antes mesmo do casal terminar de pagar todas as prestações assumidas.
Aquela amiga que havia sido afastada, um dia encontrou Frida e, ao ouvi-la reclamar sem parar, nem a deixou terminar.
Você estava tão focada em concretizar o seu sonho, tão voltada para si mesma e para a parte material do casamento, que ignorou o facto de que nossa felicidade está intimamente associada à felicidade dos que nos cercam.
O que você fez para que as pessoas que a cercam também tivessem seus sonhos realizados?
Frida emudeceu.
Não havia pensado nos sonhos de mais ninguém.
Apenas nos seus.
Naquele momento, um clarão iluminou sua mente.
Ela percebeu, em choque, o quanto havia sido egoísta e imatura.
Voltou para casa cabisbaixa, pensando no que, de facto, havia significado o casamento para ela.
E lamentou ter desperdiçado tanto tempo e recursos numa ilusão.
Desde então, Frida mudou sua forma de ser e estar no mundo, buscando primeiro a essência das coisas, e não suas manifestações exteriores.

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Como convencer as pessoas

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 19, 2016 9:50 am

Todos temos e fazemos opções que nos guiam em nossa trajectória terrena.
Escolhemos nossa tendência política, valores com que conduzimos nossa vida, a maneira como vivenciamos nossa religiosidade.
Essas escolhas são frutos de nossas vivências, aprendizado, reflexões.
É natural que elas se tornem algo tão importante para nós, que as defendamos e as confrontemos ante outras ideias e conceitos.
Com certeza, já nos deparamos com pessoas que, imbuídas de suas convicções, insistem em delas nos convencer.
Com seus argumentos, abraçados em suas ideologias, passam a travar verdadeiras batalhas de palavras, promovendo quedas de braço intelectuais, na tentativa de convencimento.
De igual forma, defendemos apaixonadamente a religião a que nos vinculamos.
Desdobramo-nos para mostrar quão melhor se apresenta a nossa opção político-ideológica.
Nisso tudo, esquecemos que nossos argumentos talvez não sejam a melhor maneira de convencer a quem quer que seja.
Argumentos e conceitos exigem esforço intelectual, reflexão, análise.
Contudo, a vivência daquilo que cremos e defendemos, é uma mensagem muito mais forte e arrebatadora.
Sair dos conceitos teóricos e trazê-los para nossos parâmetros de conduta, nos exige muito mais do que bons argumentos.
Viver nossos ideais é desafiador.
Diariamente temos que confrontá-los com nosso mundo íntimo e com os convites e caminhos que a vida nos oferece, muitos deles divergentes das convicções que abraçamos.
Porém, aquele que logra viver, ou mesmo esforça-se por vivenciar nobres ideais, propostas elevadas, traz em suas atitudes argumentos silenciosos, no entanto, muito expressivos.
Ideal seria, pois, que buscássemos tornar nossas atitudes coerentes ao que defendemos e apresentamos, desejando convencer os outros.
O discurso da honestidade, saindo da boca do corrupto, não ganha nenhum significado.
Argumentos em prol da paz, vindos do tirano doméstico, são vazios e sem valor.
O egoísta jamais convencerá alguém a respeito da solidariedade e do amor ao próximo.
Serão sempre nossas acções que demonstrarão a grandeza dos conceitos.
Gandhi não convenceria ninguém sobre o poder de atitudes pacifistas, se ele não tivesse vivido tal ideal.
A proposta de Francisco de Assis, de amor às coisas de Deus, não teria nenhum significado se ele não fizesse de toda a sua vida um cântico amoroso.
E Jesus não teria dividido a História em antes e depois de Sua vinda, se o Seu viver não fosse todo ele de amor ao próximo e a Deus acima de todas as coisas, como Ele mesmo asseverou ser o maior mandamento.
Dessa forma, busquemos viver o ideal que abraçamos.
Antes do esforço de convencermos com argumentos, exemplifiquemos com acções.

Tornemo-nos mensagens vivas, referência para aqueles que caminham no mundo carentes de valores nobres e ideais de plenitude.

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O outro

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 20, 2016 9:52 am

Encontrar-se consigo mesmo e travar um diálogo em tal circunstância não é exactamente uma ideia nova.
Muitos pensadores, em algum momento, fizeram alusão a essa espécie de situação.
Jorge Luís Borges, no conto intitulado O outro, desenvolve essa ideia, de modo poético e inusitado.
Narra ele que, quando contava mais de setenta anos, em uma ocasião em que se encontrava sentado no banco de uma rua, à beira de um largo rio, viu-se ao lado de um jovem que assobiava.
Mas não era um jovem qualquer. Era ele mesmo.
Era o jovem que há muito tempo ele mesmo fora.
Reconhecera a si próprio não pela aparência física, mas pela semelhança da voz e pela música que cantarolava.
Reconheceu-se e tentou dialogar com aquele jovem.
Esse, porém, voluntarioso e cheio de certezas, não lhe deu muita atenção.
Afinal, os argumentos daquele idoso não eram plausíveis para seus vinte e poucos anos.
Seus ideais ainda não haviam sofrido qualquer derrota.
Seus sonhos de fortuna e glória encontravam-se intocados pelas dificuldades da vida.
Não compreendia a forma um tanto desiludida com que se expressava o seu eu mais velho.
Iria ele se transformar naquilo? – Questionou-se o rapaz.
O ancião, diante da constatação das semelhanças e das diferenças que havia entre eles – passado e presente - percebeu que não conseguiriam mesmo se entender.
E, no seu conto, conclui, o autor:
Aconselhar ou discutir era inútil, porque seu inevitável destino era ser o que sou.
Diante das lembranças do passado somos capazes de avaliar como foi nossa trajectória de vida.
Quais eram os sonhos que acalentávamos na mocidade?
Quantos deles foram abandonados por falta de persistência?
Quantos deles se mostraram, com o passar do tempo, um grande equívoco?
Quantos amigos inseparáveis foram deixados para sempre, à margem da estrada do tempo?
Quantos nos fazem uma falta tremenda?
Quantos nem sequer do nome nos recordamos?
Quem pensávamos ser?
Do que nos imaginávamos capazes?
E agora?
Qual feição nosso rosto assumiu com o passar dos anos?
O de uma criatura realizada, feliz ou de um ser frustrado, traído pelas próprias expectativas?

Isso não deixa de ser, guardadas as devidas proporções e fantasias, uma forma de se viajar no tempo.
Se considerarmos que o hoje em breve se transformará em ontem, perceberemos que temos a capacidade de transformar o amanhã.
Sobre o tema, em certa oportunidade, o médium Francisco Cândido Xavier disse:
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim.

Cada minuto é oportunidade de recomeço.
É nova chance para retomar projectos que se mostram necessários, úteis e possíveis.
É o momento certo para restaurar uma importante relação desgastada ou rompida.
É a chance abençoada para, enfim, iniciar a jornada que nos permitirá sermos melhores e, assim, por natural consequência, realmente felizes.

Momento Espírita, com base no cap. 1, da obra O livro de areia, de Jorge Luís Borges, ed. Companhia das Letras.

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O sorriso

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 21, 2016 9:54 am

Apolónia de Alexandria, que mais tarde veio a ser conhecida como Santa Apolónia, fez parte de um grupo de mártires que padeceram em Alexandria, no Egipto, durante um levante local contra o cristianismo.
Torturada, teve os dentes violentamente quebrados e arrancados.
Por essa razão, é popularmente considerada a protectora dos dentistas e daqueles que sofrem de problemas dentais.
Sensibilizado com os dados alarmantes de violência doméstica no Brasil, o dentista Fábio Bibancos criou o projecto Apolónias do Bem.
Há quatro anos, a iniciativa oferece tratamento integral e gratuito, realizado por dentistas voluntários, para mulheres que foram agredidas.
A marca da violência estava na boca dessas mulheres.
Depois de passar pelo tratamento elas renascem, afirma Bibancos.
As Apolónias fazem parte de um grupo de mulheres, vítimas da violência.
Segundo dados da Fundação Perseu Abramo, a cada dois minutos, cinco mulheres sofrem agressão domiciliar.
E, via de regra, elas são atingidas, principalmente, no rosto, motivo pelo qual perdem os dentes.
Nascido como projecto piloto para atender mulheres que passaram por situação de violência em São Paulo, actualmente a iniciativa se estende para o Rio de Janeiro e Espírito Santo.
A meta é ampliar Apolónias do Bem para todo o território nacional, no intuito de, ao menos, remover as marcas físicas, permitindo que elas voltem a sorrir.

Quanto custa um sorriso?
Custa o tempo de, num mundo tão ligeiro, que corre tão depressa, no qual tantos são os compromissos e as exigências, pararmos e observarmos.
Olhemos uns para os outros: ao nosso lado, tantos são os que perderam a vontade de sorrir.
Será que percebemos?
Nas ruas, nos hospitais, nos asilos, nos centros de recuperação, incontáveis são os que, ansiosos, aguardam um motivo para novamente sorrir.
Eles aguardam uma mão amiga, uma conversa fraterna, um abraço consolador, o apoio de uma amizade ou um sorriso...
O nosso sorriso!

Quanto vale um sorriso?
Não custa nada, mas desperta esperanças.
Dura apenas um momento, mas sua lembrança permanece por largo tempo.
Não se pode comprá-lo, mendigá-lo, pedi-lo emprestado ou furtá-lo.
E não tem utilidade enquanto não é oferecido.
Assim, se encontrarmos alguém em nosso caminho, por demais cansado para sorrir, ofertemos o nosso, pois ninguém precisa tanto de um sorriso quanto aquele que não mais o possui.
Nosso sorriso será tão precioso a essa pessoa que lhe permitirá sentir o bálsamo da felicidade e da paz, mesmo que por alguns instantes apenas.
Por gratidão, ela retornará um sorriso, mesmo que tímido e fugaz.
O sorriso é o som do silêncio nos momentos em que as palavras não couberem ou não existirem.
O sorriso apoia, conforta, nos torna presentes, faz-nos irmãos.
Para nós, caminheiros do progresso e que muito temos a aprender sobre o amor, sorrir é guia seguro na jornada.

Pensemos nisso!

Momento Espírita, com base em dados da Fundação Perseu Abramo.

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EU SOU JESUS

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 22, 2016 11:39 am

Quando nas horas de intimo desgosto, o desalento lhe invadir a alma e as lágrimas lhe aflorarem nos olhos.
Busca-me...
Eu sou Aquele que sabe sufocar-lhe o pranto e estancar-lhe as lágrimas!

Quando se julgar incompreendido dos que lhe circundam e vir que em torno há indiferença.
Acerque-se de Mim...
Eu sou a Luz, sob cujos raios se aclamaram a pureza de tuas intenções e a nobreza dos seus sentimentos!

Quando se extinguir o ânimo para arrastar as vicissitudes da vida e se encontrar na iminência de desfalecer Chama-me...
Eu sou a força capaz de remover as pedras do caminho e sobrepor-lhe às adversidades do mundo!

Quando inclementes lhe açoitarem os vendavais da sorte e já não souber onde reclinar a cabeça. Corre para junto de Mim...
Eu sou o Refúgio em cujo seio encontrarás guarida para o seu corpo e tranquilidade para o seu espírito!

Quando lhe faltar calma, nos momentos de maior aflição e se considerar incapaz de conservar a serenidade de espírito.
Invoca-me...
Eu sou a Paciência que lhe faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis!

Quando estiver se debatendo nos paroxismos da dor e tiver a alma ulcerada pelos abrolhos.
Grita por Mim...
Eu sou o Bálsamo que cicatriza as chagas e lhe minora os padecimentos!

Quando o mundo lhe iludir com suas promessas falazes e perceber que ninguém pode inspirar-lhe confiança.
Vem a Mim...
Eu sou a Sinceridade, que sabe corresponder à franqueza das suas atitudes e excelsitudes dos seus ideais!

Quando a tristeza e a melancolia lhe povoarem o coração e tudo lhe causar aborrecimento. Chama por Mim...
Eu sou a Alegria que insufla um alento novo e lhe faz conhecer os encantos de seu mundo interior!

Quando um a um lhe fenecerem os ideais mais belos e sentir-se no auge do desespero.
Apela por Mim...
Eu sou a Esperança que lhe robustece a fé que lhe acalenta os sonhos!

Quando a impiedade recuar-lhe as faltas e estiver experimentando a dureza do coração humano.
Procura-Me...
Eu sou o Perdão que lhe levanta o ânimo e promove a reabilitação do seu espírito!

Quando duvidar de tudo, até das suas próprias convicções e o cepticismo lhe avassalar a alma.
Recorre a Mim...
Eu sou a Crença que lhe inunda de luz o entendimento e lhe habilita para a conquista da felicidade!

Quando já não estiver provando a sublimidade de uma afeição terna e sincera e o sentimento relativo aos seus semelhantes for só desilusão. Aproxime-se de Mim...
Eu sou a Renúncia, que lhe ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo!

E quando, enfim..., quiser saber quem sou Eu, pergunta ao riacho que murmura, ao pássaro que canta, à flor que desabrocha, à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda.
Chamo-me AMOR... o remédio para todos os males que lhe atormentam o espírito!
EU SOU JESUS!

Fonte: Gotas de Amor e Luz

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Heroínas

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 23, 2016 11:44 am

Heroínasubstantivo. Feminino de herói.
Quer dizer: pessoa extraordinária por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.
O Brasil tem suas heroínas.
Algumas que se destacaram por sua coragem de perseguir seus próprios sonhos, vencendo num mundo de homens.
Guerreiras outras, como a catarinense Anita Garibaldi, que viveu no século XIX.
Durante a Revolução Farroupilha, no então Estado de São Pedro do Rio Grande do Sul, ela se uniu a Giuseppe Garibaldi, que a introduziu na revolução.
Lutou no Brasil. Depois, lutou pela unificação e libertação da Itália, morrendo antes de completar trinta anos.
Ou como Maria Quitéria Medeiros que, nas lutas pela Independência do nosso país, tomou o uniforme de soldado e se alistou com nome masculino.
Quando, dias depois, foi encontrada pelo pai, o oficial não permitiu que ela fosse por ele levada de volta para casa.
Ela era um soldado de valor e um exemplo de bravura.
Chegou a ser promovida a alferes.
Quando finalmente, foi dispensada, recebeu uma carta de recomendação do próprio Imperador, a fim de que não viesse a sofrer qualquer sanção por parte do pai.
Mulheres. Heroínas.
Como Zilda Arns, promotora da paz.
Médica pediatra e sanitarista, fundadora da Pastoral da criança e da pessoa idosa.
Uma ideia geradora movia sua acção, copiada da prática de Jesus: multiplicar.
Não pães e peixes, como Ele fez, mas multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços.
Multiplicar o saber, repassando às pessoas simples os rudimentos de higiene, o cuidado pela água, a alimentação adequada.
Multiplicar a solidariedade que, para ser universal, deve alcançar as pessoas que vivem nos rincões onde ninguém vai.
Tentar salvar a criança desnutrida, quase agonizante.
Multiplicar esforços, envolvendo políticas públicas, ONGs, grupos de base, empresas.
Enfim, todos os que colocam a vida e o amor acima do lucro e da vantagem.
Mas, antes de tudo, multiplicar a boa-vontade generosa.
E a grande promotora disso tudo foi Zilda Arns.
Morreu longe do seu país, que tanto serviu.
Morreu amando seus irmãos, no terremoto do Haiti, no dia 13 de janeiro de 2010, em Porto Príncipe.
Fora ali para servir aos irmãos mais distantes.
Jesus decidiu chamá-la para o Seu Reino.
Heroínas. Quantas mais poderíamos enumerar?
Mas desejamos lembrar as mais anónimas e esquecidas.
As que dão à luz a muitos filhos. E os sustentam.
Mulheres que saem de casa quando a madrugada as cumprimenta, para enfrentar longa jornada de trabalho.
Canavieiras, faxineiras, atendentes, executivas.
Mulheres de mãos calejadas. Mulheres muito alinhadas.
Esposas e mães que, depois de enfrentarem horas de serviço remunerado, ainda têm tempo para amar.
Têm tempo para serem mães, esposas, filhas, irmãs.
Mulheres que alimentam bocas famintas, que trocam fraldas, que ensinam os reais valores da vida.
Heroínas. Anónimas.
Silenciosas, perseverantes.
Promotoras da paz, da vida, do progresso.
Heroínas.

Momento Espírita, com base em dados biográficos de Anita Garibaldi, Maria Quitéria e Zilda Arns.

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Comportamento ético

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 24, 2016 9:57 am

Amanda fazia compras no supermercado movimentado.
Viu que na padaria havia um grande cesto rodeado de pessoas.
Notou que elas olhavam o conteúdo, sorriam e apanhavam pacotes, dirigindo-se aos caixas.
Ao se aproximar, observou uma plaquinha que anunciava pães especiais, com ingredientes pouco comuns e raros.
Ao olhar o preço, percebeu que a etiqueta estava trocada, pois mostrava o nome de um pão comum, de preço bem menor.
Alguém havia trocado as etiquetas dos pacotes e aqueles pães especiais estavam sendo vendidos muito abaixo de seu valor.
Amanda chamou um funcionário da padaria.
Alertou para a troca, sugerindo que ele recolhesse os pacotes restantes e corrigisse a etiqueta.
Ele arregalou os olhos quando se deu conta do erro e agradeceu.
Pegou a cesta, imediatamente, retirando-a do acesso ao público.
Outra cliente, que assistiu a cena, ficou zangada por não ter tido a chance de se beneficiar com o equívoco do funcionário.
Olhando fixamente Amanda, sussurrou otária.
O que recebeu em troca foi um sorriso amável.
A moça, talvez incomodada pela superioridade moral que aquela senhora emanava, se virou e sumiu por um corredor.
Outra funcionária, atrás do balcão da padaria, estranhou a atitude de Amanda e ficou se perguntando por que ela simplesmente não havia pego um pacote de pão e ido embora, como tantos clientes haviam feito.
Amanda circulou pelos corredores, terminou suas compras com calma e foi para casa.
No caminho, foi pensando como as pessoas se equivocam acreditando ser válido tirar vantagem do erro de alguém.
Com certeza, elas não pensam no quanto podem prejudicar o outro quando acreditam estar se dando bem.
Lembrou-se de quando era jovem e trabalhava num pequeno comércio, em cidade do interior.
Cada erro cometido por um funcionário era cobrado dele ou, às vezes, rateado entre todos.
Era um alento quando algum cliente devolvia o troco dado a mais, num momento de descuido, ou alertava para um preço equivocado, que fatalmente oneraria os que ali trabalhavam.
Aquilo fazia Amanda acreditar na justiça, na ética e na bondade humana.
Cresceu acreditando que a ética e a justiça deveriam nortear os comportamentos.
Estudou direito, tornou-se advogada, depois juíza.
A cada causa analisada, em cada processo e julgamento, buscava ser o mais justa e ética possível.
Fora dos tribunais, aplicava os mesmos parâmetros.
E foi por isso que ela, uma senhora de ar distinto e nobreza de carácter, deixou uma marca profunda em funcionários e clientes daquele supermercado.
Para os que acreditam na justiça, na ética e na bondade humana, ela foi um incentivo, um alento, um modelo a ser seguido.
Quando os seres humanos se libertarem do egoísmo, da ganância e do orgulho, que arrastam para a corrupção e para comportamentos desonestos, atitudes como a de Amanda serão corriqueiras, normais.
Quando alcançarmos esse patamar, estaremos a um passo de viver no paraíso construído por nós mesmos.

Momento Espírita.

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Esse novo mundo..

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 25, 2016 9:39 am

Vivemos na Terra um momento de muita riqueza espiritual.
Em cada lugar que vemos uma criança, impossível não perceber o potencial interior que traz em si.
Em um recente programa da mídia vimos dezenas delas com elevado talento artístico.
Sensibilidade incrível associada, especialmente, à música.
Não houve quem, em assistindo, não se admirasse do cabedal de cada uma delas.
Porém, comentários abordam não somente a sua capacidade musical e técnica, mas outras características, como a meiguice, a beleza, a educação.
Algumas com comportamento ético-moral contagiante.
Em nossos lares, também, sem apresentarem a genialidade que possa ser admirada pelo mundo, temos exemplos de crianças maravilhosas.
Como aquela menina de apenas dois anos, que se dirige para a casa da avó, todas as manhãs.
Quando encontra a porta levemente aberta, como se estivesse à sua espera, fala:
Vovó, cadê você? Eu vim para dar um beijo.
Entra e procura pela avó, que se esconde para criar mais expectativa, até que o encontro se faz entre muitos abraços, beijos e declarações de amor.
Diz a avó que o sorriso da menina parece um sol brilhando.
E o encontro das manhãs continua com canções, brincadeiras, muitos sorrisos.
Por sua vez, surpreende a criatividade de uma pequena, que ainda não completou dois anos.
Apenas observando a irmã, consegue escrever o próprio nome e o dos pais.
Mas, aquele menino de quatro anos, atento a tudo ao seu redor, encanta pela forma como já entende o que sejam normas de trânsito e cuidados ecológicos.
Pai, você não viu que o sinal está vermelho? Por que você não parou?
Mãe, por que você jogou fora aquele papel? Devia guardar para usar do outro lado.
E a lista das crianças excepcionais, habitantes desse mundo novo, que se delineia, não para:
ali é um garoto de seis anos, encantado pela robótica e que já construiu, sem maior esforço, alguns robozinhos.
A garotinha que nem sabe pronunciar correctamente as palavras, mas sussurra preces em que pede bênçãos para papai, mamãe e todo mundo.

Encontramo-nos em plena concretização dos tempos novos:
Uma geração nova está chegando, trazendo consigo valores intrínsecos, que auxiliarão a impulsionar o progresso em nosso planeta.
Este é o processo de renovação, idealizado pelo Pai Maior, através das leis naturais da vida.
Enquanto alguns ainda nos demoramos a adquirir valores morais e éticos, outros, com valores já conquistados, estão chegando.
A época actual é de transição, conforme anunciado.
Por enquanto estamos ainda misturados, joio e trigo.
Porém, em breve, o trigo se apresentará em abundância, alimentando as almas com moralidade, amor e caridade.
Assim se processa a renovação do mundo: uns partem encerrando um ciclo, outros chegam, com suas mentalidades abertas ao progresso, iniciando uma Nova Era.
Pensando nisso, colaboremos nós mesmos com o acelerar desse mundo novo, renovando-nos igualmente.

Momento Espírita.

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Pessoas que nos surpreendem

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Maio 26, 2016 9:54 am

Numa época em que ouvimos falar tanto de vazio existencial, de desassossego íntimo; numa época em que nunca houve tanta busca e tanta oferta de livros de auto-ajuda;
numa época em que as pessoas se mostram desalentadas e sem esperança, é de nos perguntarmos:
O que está acontecendo com esta Humanidade?
O que ocorre com tanta gente, que se diz insatisfeita, que procura algo que lhe preencha a vida sem parecer encontrar?
Alguns apontarão naturalmente, de imediato, a falta de Deus nas vidas humanas.
E isso é verdade.
A falta de fé, de esperança em dias melhores, da visão de um mundo à frente, que se delineia, entre as brumas de um mundo que agoniza: um mundo de corrupção, de guerras, de violência.
Um mundo que tenta, em vão, mostrar que tem força, enquanto estabelece seus últimos combates sobre a face de uma Terra, que anseia por paz, tranquilidade para todos os cidadãos.
Uma Terra de menos desigualdades sociais, de mais solidariedade.
Onde bandeiras que já foram agitadas e continuam a ser carregadas pelos corações idealistas ainda mostram suas cores vivas:
Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Ordem e Progresso.
Uma Terra renovada...
Contudo, ao lado desses itens de importância, algo mais sobressai: a vontade do homem de lutar e vencer, apesar de todas as circunstâncias em contrário.
São para lições dessa natureza que devemos voltar os nossos olhos.
Recordamos de Maurício Tchopi Dumbo, vinte e cinco anos de idade, deficiente visual.
Alfabetizado somente aos onze anos, ao chegar ao Brasil, graças a um financiamento do governo de Angola.
O pai, soldado que lutava na guerra civil de seu país, morreu.
Maurício deixou para trás mãe e cinco irmãos e veio ao Brasil, começando do zero.
Concluiu a graduação em Direito e iniciou um curso de Pós-Graduação em Direito Processual Civil.
Ao ser suspenso o suporte financeiro, ele teria que retornar para o país de origem.
Não desistiu. Conseguiu uma bolsa em uma Universidade particular e ingressou como estagiário no Tribunal de Justiça do Paraná.
Naturalizado brasileiro, foi convocado para integrar a seleção brasileira de futebol de salão, nas Paralimpíadas do Rio 2016.
Foi eleito o melhor jogador do Brasileirão 2015 de futebol de salão para pessoas com deficiência visual.
Exemplo de superação, entre outros desafios, Maurício faz diariamente, sozinho, quatro viagens de ónibus para o deslocamento entre sua casa, o estágio e a faculdade.
Para as aulas e a actividade profissional, utiliza um programa de computador para transformar em áudio o material escrito.
Para ele, não há dias sombrios.
Sua face estampa sempre um sorriso.
E continua sonhando alto.
Deseja ser juiz e pretende trazer sua mãe, que trabalha como diarista em Angola, para Curitiba.
Para lhe dar uma vida melhor, afirma ele.
Maurício é um exemplo de vontade, de perseverança, de luta.
Um exemplo que nos diz que além de Deus, o que precisa o homem para viver, para espantar as suas sombras, é sonhar e com vontade perseguir a concretização dos seus sonhos.

Momento Espírita, com dados colhidos no site www.tjpr.jus.br

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No coração de Deus

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Maio 27, 2016 10:26 am

Meu sonho é ser promotor de justiça.
Um dia, conseguirei realizar esse sonho, porque, para mim, nada é impossível.
Foi através dessas emocionadas palavras que Christian Vasconcelos, de vinte e quatro anos, comemorou sua aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
Desde os seis anos de idade, o jovem sonhava em ser promotor.
E os primeiros passos para a realização de seu objectivo foram dados quando lhe entregaram seu diploma de bacharel em Direito.
Todavia, a comemoração teve duplo gosto de vitória:
a mãe do rapaz e companheira de estudos, Nilda de Oliveira, de sessenta anos de idade, também recebeu o diploma de bacharel.
Cego e com paralisia cerebral, Christian foi o motivo que fez a mãe retornar aos bancos escolares.
Comecei como acompanhante do meu filho.
Logo depois, senti a necessidade de estudar junto com ele, uma vez que não bastava apenas ler o conteúdo, pois o Christian interpretava e debatia o assunto comigo, conta Nilda, que não esperava se formar, nessa altura da vida.
Nos cinco primeiros anos de Christian, a família procurou tratamentos médicos para que ele enxergasse.
Não tiveram sucesso.
Então, a mãe decidiu investir no aspecto intelectual do filho.
E conseguiu. Segundo a instituição na qual Christian se graduou, o jovem foi um dos estudantes mais dedicados da turma e obteve nota dez no trabalho de conclusão de curso.
­ Se não fosse a ajuda da minha mãe, eu não teria conseguido me formar, relata Christian, feliz e agradecido.

Que nobre sentimento é esse que nos iguala, que nos torna desprendidos, que faz com que abracemos as lutas e os sonhos uns dos outros, que nos torna irmãos?
Fala-nos sobre ele o poeta Khalil Gibran:
Quando o amor vos chamar, segui-o, embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados.
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe, embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento, trabalha para vossa poda.
Quando um de vós ama, que não diga: Deus está no meu coração.
Mas que diga antes:
Eu estou no coração de Deus.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor, pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.

O amor é a resposta para todas as dúvidas, a cura para todos os males, a paz para todos os conflitos, a luz para toda a treva.
É o amor que faz desabrochar a flor, que faz cantar os pássaros e girar o mundo, ainda que, muitas vezes, nossos passos se guiem pelo orgulho, pela injustiça, pela falta de caridade e de fé.
Para um mundo que é feito somente de escolhas, das nossas escolhas, optemos pelo amor.
É certo que assim, ao chegarmos ao final desta jornada, que é apenas uma etapa dentre tantas, nos graduaremos com louvor nesta grande escola chamada vida.

Pensemos nisso! Amemos!

Momento Espírita, com base em dados biográficos de Christian Vasconcelos e Nilda de Oliveira, com transcrição de trechos do cap. O amor, do livro O profeta, de Gibran Khalil Gibran, ed. Vecchi.

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Investindo na felicidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Maio 28, 2016 9:49 am

Alguma vez nos perguntamos o que nos mantêm felizes e saudáveis ao longo de toda nossa vida?
Detemo-nos, em algum momento, para avaliar onde e como vimos empregando nosso tempo, nossos esforços e competências?

Serão essas escolhas que fazemos no dia a dia que determinarão a felicidade e saúde em nossa jornada aqui na Terra.
A Universidade de Harvard começou, em 1938, um estudo, com um grupo de setecentos e vinte e quatro adolescentes.
Essa pesquisa, chamada de Estudo do Desenvolvimento Adulto, vem avaliando os participantes, ao longo dos anos.
Somam, portanto, mais de setenta e sete anos de acompanhamento dessas pessoas.
Ano após ano, foram entrevistadas sobre seu trabalho, vida doméstica, hábitos, saúde, formando-se retratos de vidas inteiras.
Sessenta por cento dos pesquisados ainda estavam vivos em dois mil e quinze, alguns com mais de noventa anos.
A pesquisa contemplou dois grupos distintos.
O primeiro era formado por estudantes da Universidade de Harvard.
E todos concluíram a faculdade durante a Segunda Guerra Mundial.
O segundo grupo era integrado por garotos dos bairros mais desfavoráveis de Boston, escolhidos por pertencerem às famílias mais pobres e problemáticas da periferia da cidade, na década de 1930.
Os pesquisados se tornaram engenheiros, médicos, advogados, pedreiros, profissionais liberais, operários.
Alguns desenvolveram alcoolismo.
Uns poucos esquizofrenia.
Alguns subiram na escala social, outros fizeram caminho oposto.
Quais as grandes lições desse estudo?
O que se aprendeu a respeito da vida humana ao longo dessas décadas da pesquisa?
Segundo Robert Waldinger, quarto director da pesquisa, os resultados podem ser resumidos na seguinte afirmação:
as boas relações nos mantêm mais felizes e mais saudáveis.
Assim, podemos concluir que as relações humanas são boas para nós.
A solidão nos aniquila.
Pessoas que cultivam relações mais intensas com a família, com amigos, com a comunidade, são mais felizes, mais saudáveis e vivem mais tempo.
Por outro lado, a experiência da solidão acaba por ser tóxica ao indivíduo.
Pessoas mais solitárias do que gostariam de ser se descobrem menos felizes, sua saúde deteriora rapidamente na meia idade e seu funcionamento cerebral diminui mais cedo.
Em verdade, não importa quantos amigos tenhamos, mas a qualidade dessas amizades.
As pessoas que fizeram parte da pesquisa e que envelheceram com melhor qualidade de vida, foram aquelas que se sentiam mais satisfeitas com suas relações aos cinquenta anos.
Continuavam sendo as mais felizes aos oitenta anos.

Somos todos seres sociais.
Necessitamos uns dos outros para nos mantermos saudáveis, felizes e realizados.
Por isso, analisemos quanto do nosso dia, da nossa vida, do nosso tempo e energia estamos investindo no próximo, na família, nos amigos, na comunidade.
Sair de nós mesmos, preocuparmo-nos com o outro é o que efectivamente nos proporcionará uma velhice tranquila.
Somos imediatistas. Queremos investir naquilo que nos dará retorno rápido, visível, como nossa conta bancária ou acréscimo de bens materiais.
Porém, somente construindo pontes em relação ao próximo é que efectivamente conquistaremos uma vida feliz.

Momento Espírita, com base em palestra do professor Robert Waldinger, disponível em https://www.ted.com/talks/robert_waldinger_what_makes_a_good_life_lessons_from_the_longest_study_on_happiness?language=pt#t-611542.

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Re: Momentos Espíritas III

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Maio 29, 2016 11:10 am

MÃE

Um dia, a Mulher solitária e atormentada chegou ao Céu e, rojando-se, em lágrimas, diante do Eterno Pai, suplicou:
- Senhor, estou só!
Compadece-te de mim.
Meu companheiro fatigado, cada dia, pede-me repouso e devo velar-lhe o sono! quando triunfa no trabalho, absorve-se na actividade mais intensa e, muita vez distraído, afasta-se do lar, aonde volta somente quando exausto, a fim de refazer-se.
Se sofre, vem a mim, abatido, buscando restauração e conforto...
Tu que deste flores ao arvoredo e que abriste as carícias da fonte, no seio escuro e ressequido do solo, consagras-me, assim, ao insulamento?
Reservaste a Terra inteira ao serviço do homem que se agita, livre e dominador, sobre montes e vales, e concedes a mim apenas o estreito recinto da casa, entre quatro paredes, para meditar e afligir-me sem consolo?
Se sou a companheira do homem, que se vale de mim para lutar e viver, quem me acompanhará na missão a que me destinas?

O Senhor sorriu, complacente, em seu trono de estrelas fulgurantes e, afagando-lhe a cabeça curvada e trémula, falou compadecido:
- Dei o mundo ao homem, mas confiarei a vida ao teu coração.
Em seguida colocou-lhe nos braços uma frágil criança.
Desde então, a Mulher fez-se Mãe e passou a viver plenamente feliz.

*******************

Meimei
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Incapaz

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Maio 30, 2016 9:45 am

Andy Foster tem quarenta e cinco anos.
É autista e garçom num restaurante da Inglaterra.
Quando alguns clientes se sentiram incomodados com sua presença, como se tivessem algum problema em serem atendidos por ele, o dono do estabelecimento tomou uma atitude radical.
Escreveu uma carta e postou numa rede social:
Hoje passamos o dia reconstruindo a auto-estima de um dos membros da nossa equipe, depois dele ter sido desrespeitado e discriminado ao servir uma mesa, no jantar de ontem à noite.
“Qual é o problema dele?”
E “por que você deu este trabalho para ele?” - Os clientes perguntaram...
Aqui em nosso restaurante, nós contratamos nossos funcionários com base na experiência e paixão pelo trabalho...
Não contratamos pela cor da pele, pela aparência, pela quantidade de tatuagens, pelo tamanho das roupas, pelas crenças religiosas ou por doenças.
Nós não discriminamos!
Mas se você faz isso...
Então, por favor, não reserve uma mesa connosco.
Você não merece nosso tempo, esforço, nem respeito!

Ainda trazemos vícios antigos na alma.
Porque homens e mulheres recebem remunerações diferentes ao realizarem o mesmo trabalho, ao ocuparem o mesmo cargo?
Porque pessoas idosas não podem trabalhar?
Porque nos utilizamos do termo incapaz, referindo-nos à pessoa com deficiência?
Incapaz do quê?
De realizar certas tarefas?

Reflictamos: será que todos nós não somos ainda incapazes de muitas coisas?
Como Espíritos em desenvolvimento na Terra não temos muitas lacunas intelecto-morais?

Alguns de nós, vendo alguém tocando alguns acordes de uma música num instrumento qualquer, afirmamos:
Não sou capaz de tocar nem uma campainha!
Outros não temos jeito algum para trabalhos manuais.
Outros, ainda, não entendemos uma vírgula das notícias sobre economia, bolsa de valores, câmbio, etc.
E somos chamados de incapazes por isso?
Seria uma grande ofensa, no mínimo.
Assim, debruçando nosso olhar para esses que são considerados especiais, perceberemos que eles podem ter muita dificuldade em certas áreas; que aprendem com mais vagar.
Entretanto, ao mesmo tempo, fazem muitas outras coisas com maestria, até com virtuosismo.
São capazes de atender uma mesa num restaurante com mais simpatia e alegria do que muitos dos chamados normais;
são capazes de realizar tarefas com extrema atenção, com capricho – algo muito difícil de se encontrar em funcionários, no geral;
são capazes de cozinhar, de ministrar uma aula, de actuar e de tudo que possamos imaginar.
Mais ainda, são capazes de nos fazer acreditar no poder da persistência, do esforço e da resignação.
Eles nos ensinam muitas coisas.
Pensemos bem. Reflictamos um pouco mais da próxima vez que ouvirmos o termo incapaz ou quando percebermos qualquer tipo de discriminação com quem quer que seja.
Por fim, sejamos nós aqueles que abramos portas para eles, para que deixem de ser excluídos em nossa sociedade e possam ter uma vida plena.
Não permitamos que nosso preconceito nos transforme em verdadeiros incapazes.

Momento Espírita, com base em facto.

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A visão que temos de Deus

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 31, 2016 8:40 am

O menino de quatro anos se aprontava para dormir quando surpreendeu a mãe com algumas perguntas:
Mamãe... Como é o nome do Papai do céu?
Ele se chama Deus, filho.
E qual é o tamanho dEle?

A mãe pensou um pouco, mas logo respondeu:
Ele é muito grande, filho, é do tamanho do Universo e está presente em todos os lugares.
Mas agora vamos dormir para que o Papai do céu e o seu anjinho da guarda possam vir nos visitar.

O menino, assustado, logo retrucou:
Não, mamãe, eu não quero que o Papai do céu venha me visitar, senão Ele vai destruir a nossa casa!
Como assim, filho, que bobagem. Deus é bonzinho.
Ele nunca vai destruir a nossa casa.
Por que você está falando isso?
Mamãe... Se Ele é do tamanho do Universo Ele é bem grandão, certo?
Então... se Ele vier me visitar vai destruir a nossa casa, porque Ele não cabe aqui dentro.
Nossa casa é pequena perto dEle!

Silêncio. A mãe ficou sem resposta.
Tá bom filho... Vamos dormir.
Boa noite mamãe, eu amo você.


A passagem é singela, mas pode ser analisada com olhares profundos.
Será que muitos de nós não temos ainda uma visão do Criador parecida com esta?
Houve uma época em que a visão que se tinha de Deus era de um ser todo poderoso, com aparência humana, enorme, cruel e que tinha Seus preferidos.
Era um Deus para ser temido.
Mais tarde, com a presença de Jesus, ganhou força a ideia de um Deus Pai, um Pai amoroso que cuida de Seus filhos e ainda, de todos sem excepções.
Antes o mandamento dizia que tínhamos que amá-lO acima de todas as coisas, mas jamais haviam mostrado Seu amor pela Humanidade.
Jesus apresenta uma nova visão a respeito do Criador.
Um Pai deseja ver Seus filhos bem, deseja ajudá-los a crescer, a se desenvolver.
É rígido, enérgico, quando necessário, mas nunca deixa de amá-los.
Ainda, posteriormente, com o advento do Consolador Prometido por Jesus, o Criador teve a oportunidade de ser desvelado um pouco mais.
Com o Espiritismo conhecemos o Deus soberanamente justo e bom, que administra o cosmo através de leis perfeitas e cuja Providência está actuando incessantemente.
Nada acontece sem a Sua ciência.
Deus omnipotente, omnisciente, eterno, imaterial e único.
Desfez-se a antiga ideia de um Deus à imagem e semelhança do homem.
A maturidade da alma permite que nossa visão sobre o Ser Supremo se aprimore, que possamos saber um pouco mais, embora ainda estejamos distantes de saber tudo.
Deus é grande, sim, em bondade e justiça.
Grande em Sua Criação, em Suas leis.
Deus apenas constrói, mesmo quando nos deparamos com algum tipo de destruição na Terra.
Aliás, a destruição é lei comandada também por Sua sabedoria e amorosidade.
Fiquemos assim, tranquilos.
Entreguemos nosso sono a Ele sabendo que há uma Inteligência Suprema no comando de tudo.
Esse Pai desvelado nos conduz para a felicidade, dia após dia, mesmo que ainda não tenhamos percebido isso.
Esse Pai carrega nossa casa pequena nas mãos, com todo cuidado, mirando o horizonte sem fim mais adiante.

Momento Espírita.

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Amigos são assim

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 01, 2016 9:52 am

Ele era um homem rico, justo e bom.
Membro do colegiado dos mais altos magistrados do povo de Israel.
Teve oportunidade de defender um Amigo, entre setenta dos seus pares.
Não temeu perder o poder, a riqueza, o prestígio.
O mais importante era o Amigo.
E o Amigo se chamava Jesus.
O nome do homem rico era José, da cidade de Arimateia, na Judeia.
O homem bom não conseguiu evitar o julgamento arbitrário do Mestre, pelo Sinédrio, em Jerusalém, nem a Sua condenação.
Acompanhou Sua trajectória de dores e ao vê-lO expirar na cruz, rapidamente se dirigiu ao procurador da Judeia.
Pilatos esperava que parentes do condenado Galileu viessem até ele para lhe pedir o corpo.
Estranhamente foi um membro do Sinédrio, que se dizia Seu discípulo, que O veio resgatar.
Pilatos cedeu de imediato.
Talvez porque ainda estivesse um tanto perturbado pelo recado de sua esposa, que sonhara com o acusado daquele dia fatídico.
Ou talvez pelas palavras misteriosas do condenado.
Ou pela consciência que lhe dizia ter condenado um inocente.
Com a permissão do procurador, José retornou apressadamente ao Calvário.
Precisava evitar qualquer tentativa brutal dos soldados ao corpo de Jesus.
Providenciou a retirada da cruz.
E ele mesmo preparou tudo, junto com outros amigos, para o sepultamento.
As tiras para envolver os membros e o tronco.
O sudário para cobrir o rosto.
O lençol de linho para envolver o corpo.
Preparou também as ervas aromáticas especiais para o embalsamamento, conforme o costume judaico.
Nada era demais para o Amigo.
Perto do Gólgota, mais ou menos uns trinta metros, José de Arimateia tinha uma propriedade.
Era uma espécie de jardim.
Havia um sepulcro cavado na rocha, para que o seu próprio corpo fosse depositado um dia.
Sem hesitar, ele cedeu o túmulo intacto para acolher o corpo do Amigo.

Ninguém vive sem amigos.
Até mesmo o Rei Solar os teve durante Sua trajectória terrena.
E, na morte, os amigos O serviram, demonstrando sua terna afeição.
O livro bíblico de Eclesiástico se refere aos amigos, mais ou menos assim:Nada se pode comparar com um amigo fiel, e o ouro e a prata não merecem ser postos em balança com a sinceridade da sua fé.
O amigo fiel é um bálsamo de vida e de imortalidade.
Não há medida que avalie o seu valor.
Amigo fiel é uma forte protecção.
Quem o encontrou, encontrou um tesouro.
Não abandone o amigo antigo.
Com ele você já andou muitos quilómetros e trocou confidências.
O amigo novo é alguém que chega para enriquecer a sua vida.
Cultive as novas amizades, com zelo e prudência.
Lembre que a palavra doce multiplica os amigos e diminui os inimigos.

Sábio é aquele que cultiva amizades com o zelo de um jardineiro.
Na provação encontrará sempre uma presença discreta a lhe oferecer um ombro para chorar, um colo para se abrigar.
Feliz aquele que brinda o amigo com o que possui de melhor, pois esse reconhece a preciosidade da amizade.

Momento Espírita, com pensamentos do cap. 6, versículos 11 a 16, do livro bíblico Eclesiástico.

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O Mestre das subtilezas

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 02, 2016 8:59 am

Subtileza significa tenuidade, finura.
Também agudeza de inteligência, de espírito.
Este é um dos traços que identificamos no Mestre Jesus.
A subtileza ao dizer as coisas.
Exigindo, consequentemente, que os que o ouvem, tenham a capacidade de entendimento.
Em síntese: ouvidos de ouvir.
Exactamente por este detalhe é que as palavras de Jesus continuam a ser estudadas e descobertos novos e mais profundos significados.
Na medida em que crescemos em entendimento, conseguimos melhor absorver o ensino da letra.
Jesus é conciso na fala, profundo no ensinamento.
Lecciona a solidariedade, a fraternidade, em uma frase:
Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos.
Afirmava assim a necessidade de nos despirmos de qualquer preconceito e ir ao encontro de quem está necessitado.
E a necessidade pode ser de pão, de água, de abrigo ou de vestimenta.
Também pode ser de acolhimento, de afecto, de atenção.
Testificando de Sua grandeza, utiliza de poucas mas significativas palavras.
Em um sábado, em que passava pelas searas, os Seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam.
Vendo isso, alguns fariseus altearam a voz, indagando a Jesus por que eles assim procediam em dia não permitido, ou seja, no sábado.
O sábado era o Dia do Senhor. Santificado.
Conhecedor das escrituras, Jesus recorda o rei Davi que, não tendo outro alimento, se serviu dos pães sagrados do templo, dos quais somente os sacerdotes se podiam alimentar.
Fala da fome de Davi e dos que estavam com ele.
E de como assim se saciaram.
Por fim, diz:
O filho do homem é senhor até do sábado.
Afirmava, dessa forma, que era o Senhor do Mundo.
Mundo que Ele idealizara e preparara, conforme orientação Divina, para que todo o Seu rebanho, a Humanidade, pudesse se abrigar.
Governador planetário.
Senhor até do sábado.
Senhor do Mundo.

Em outra oportunidade, numa frase curta, se identificou como o Messias, o Ungido, o Esperado, que vinha salvar o mundo.
Salvar o mundo da sua ignorância, explicando as leis Divinas, naturais e precisas.
Salvar o mundo da maldade, afirmando que todos deviam se amar como irmãos, porque filhos do mesmo Pai.
Amar como Ele mesmo a todos ama.
Sou eu, responde Ele à samaritana que diz aguardar a vinda do Messias.
Eu, que falo contigo.
Mestre das subtilezas. Mestre sempre.
Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração e encontrareis repouso para vossas almas.
Aprender com Ele, modelo e guia.
Quantos caminhos temos ainda a percorrer até que este convite nos penetre e entendamos que, abandonando o mal, teremos descanso para nossas almas exaustas de violência, de corrupção, de desvios?
Manso é quem tem o controle e domínio sobre seu temperamento e atitudes, quem tem domínio próprio.
Humilde é quem reconhece a própria pequenez e se dispõe a estudar, a aprender, a crescer.
Mestre das subtilezas. Sigamo-lO. Atendamos ao Seu convite.

Momento Espírita, com base no cap. 6, versículos 1 a 5, do Evangelho de Lucas e no cap. 4, versículos 25 e 26 do Evangelho de João.

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O amor que redime

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 03, 2016 9:25 am

Alice tinha dificuldades para dormir, depressão, angústia, irritabilidade.
Pesadelos recorrentes a atormentavam.
Acordava banhada em suor.
Vivia com dores constantes.
Os médicos não encontravam causas físicas para seus problemas.
Certo dia, ao passar em frente a uma casa aberta, sentiu uma vontade muito grande de se aproximar.
Era um Centro Espírita.
Entrou. Foi recebida por uma jovem gentil que perguntou:
Olá. É a primeira vez que vem aqui?
Alice acenou afirmativamente com a cabeça.
A moça explicou o funcionamento da casa, encaminhou Alice para um pequeno auditório e pediu que ela aguardasse.
Uma suave música se espalhava pelo ambiente.
Alice sentiu-se como que abraçada.
Em pouco tempo, teve início uma palestra.
À medida que a palestrante falava, ela ia sentindo um bem-estar crescente.
As palavras faziam sentido e o tema abordado:
Causas das aflições a enchia de emoção.
Em dado momento, ao ouvir sobre problemáticas decorrentes de um abortamento, profunda angústia a dominou e explodiu num pranto convulsivo.
Foi conduzida para uma sala, tremendo e chorando.
Recebeu um copo d’água, a imposição de mãos sobre sua cabeça.
Diante dela, um senhor de olhar amoroso e muito doce sorria.
Ela sentia no ar uma energia que a acalmava.
Conseguiu balbuciar: Sou uma criminosa.
O homem não se alterou.
Continuou fitando-a com amor, aguardando que ela desabafasse o que tanto a afligia.
Durante a palestra, ela compreendera que um acto cometido há anos era a causa de seus problemas actuais.
Quando jovem, fizera um abortamento.
Acreditava que não haveria consequências, mas a culpa a acompanhava desde então.
Quando ouvi o que a palestrante disse, entrei em desespero.
O que vai ser de mim?
Deus vai me castigar?
O homem falou suavemente:
Filha, Deus não castiga ninguém.
A transgressão às Suas leis nos acarretam consequências educativas e, por essa razão, sofremos as reacções às nossas próprias acções.
Por isso devemos aceitar sem revolta os revezes que nos atingem.
São eles que nos ajudam a resgatar nossos débitos diante das leis Divinas.
Um lampejo de esperança brilhou nos olhos de Alice.
Ele continuou:
Você é jovem e poderá construir uma família.
Acolha os filhos que vierem, eduque-os dentro dos princípios do amor, da bondade, da justiça e da caridade.
Dedique parte de seu tempo a ajudar, de coração aberto, crianças e mães necessitadas.
Ame o próximo, faça a caridade e, acima de tudo, minha filha, nunca mais cometa esse erro.
Alice teve vontade de mudar.
Sentiu uma força tremenda em si.
Iniciou uma transformação gradual e efectiva.
Buscou minimizar o sofrimento alheio, principalmente de crianças.
Passou a orar e vigiar pensamentos e actos.
Com o tempo, não mais teve pesadelos e a tristeza desapareceu.
O sono se normalizou.
Dedicou seu tempo no auxílio a jovens grávidas e sem recursos, aconselhando-as e amparando-as para que não cometessem o mesmo erro que ela havia cometido há tantos anos.
E, dessa forma, ajudou a tirar muitas vidas da escuridão, inclusive a sua própria.

Momento Espírita.

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Acções positivas

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 04, 2016 9:35 am

Em revista de grande circulação em nosso país, foram enumeradas diversas ideias que podemos colocar em prática visando a melhoria do planeta em que vivemos.
Primeira: Informe-se.
Acompanhe as notícias sobre meio ambiente.
Actualize-se. Estude a fundo os aspectos que mais lhe interessam.
Segunda:Aja localmente.
Pense a respeito de como colaborar na família, na vizinhança, na escola dos filhos e na comunidade.
Participe mais de tudo e difunda suas ideias sobre um mundo melhor.
Terceira: Pense localmente.
Estabeleça vínculos entre temas locais e globais.
Apesar de magnitudes diferentes, os dois universos se correlacionam.
Quarta: Some.
Antes de pensar em formar uma Organização Não Governamental, procure uma parecida na qual você possa se engajar.
Quinta: Optimismo é fundamental.
Envolva-se de maneira criativa e divertida.
Se quer atrair outras pessoas, pense em discursos e eventos positivos.
Sexta: Seja efectivo.
Envolva-se, torne-se activo, mas não duplique suas obrigações.
Trabalhe para ampliar sua efectividade.
Sétima: Crie notícia.
Identifique temas que possam interessar a muitas pessoas.
Então escreva para jornais, revistas, redes de rádio e TV.
Oitava: Não polua.
Não jogue pilhas e baterias de celular no lixo comum.
Mantenha bacias hidrográficas, rios, lagoas e represas livres de lixo ou de qualquer tipo de resíduo.
Lembre-se: O cano que sai da sua casa provavelmente desagua num rio, numa lagoa ou no mar.
Nona: Preserve a biodiversidade.
Espécies animais e vegetais merecem respeito.
Plante árvores: elas produzem oxigénio e são abrigos para aves.
Décima: Seja coerente.
Economize água e energia.
Prefira equipamentos que não prejudiquem a camada de ozónio.
Reutilize materiais. Recicle o lixo caseiro.
Dentro do possível, use menos o carro. Ande mais a pé.
Décima primeira: Passe sua vida a limpo.
Reveja seu estilo de vida.
Pense em um padrão condizente com o mundo sustentável.
Décima segunda: Separe o joio.
Nunca na História tivemos acesso a tanta informação e também a tantas opiniões diferentes.
Use o bom senso e faça a coisa certa.
Décima terceira: Ensine as crianças.
Preparar as novas gerações à luz de princípios ecológicos é a garantia de um mundo mais preservado.
Décima quarta: Acredite no futuro.
Estimule ideias inovadoras, participe de projectos que você considera que valem a pena, renove sua crença de que tudo vai dar certo.
Quanto mais pessoas acreditarem na paz, mais ela será possível.

O mundo em que vivemos é resultado do acúmulo de acções de cada um.
Garantir a preservação do meio ambiente para as futuras gerações é uma atitude sensata para quem crê nas vidas sucessivas.
Afinal, não tardará para que nós mesmos, em nova oportunidade reencarnatória, venhamos a sofrer, ou não, pelos actos praticados hoje.

Pensemos nisso!

Momento Espírita, com base em artigo da revista Presença Espírita, janeiro/fevereiro de 2003, ed. LEAL.

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DESCULPAR

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 05, 2016 2:18 pm

Desculpe e você compreenderá.

Onde existe amor não há lugar para ressentimento.

Ao colocar-se na condição de quem erra, seja qual seja o problema, de imediato, você notará que a compaixão nos dissolve qualquer sombra de crítica.

A existência humana é uma colecção de testes em que a Divina Sabedoria nos observa, com vistas à nossa habilitação para a Vida Superior; quem hoje condena o próximo não sabe que talvez amanhã esteja enfrentando os mesmos problemas daqueles companheiros presentemente em dificuldade.

Nos esquemas da Eterna Justiça, o perdão é a luz que extingue as trevas.

Às vezes, aquilo que parece ofensa é o socorro oculto do Mundo Espiritual em seu benefício.

A misericórdia vai além do perdão, criando o esquecimento do mal.

Em muitas ocasiões a Divina Providência nos permite errar para que aprendamos a perdoar.

A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa.

Perdão é a fórmula da paz.

Aprendamos a tolerar, para que sejamos tolerados.

Respostas da Vida
André Luiz - Chico Xavier

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Re: Momentos Espíritas III

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