O Silêncio dos Domingos / Lygia Barbiére Amaral

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Re: O Silêncio dos Domingos / Lygia Barbiére Amaral

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 08, 2016 9:19 am

É muito difícil agradecer a todos os que me ajudaram nesta nova etapa de minha jornada como escritora.
Na falta de palavras, apenas sinto.
E este sentimento é tão forte e magnificamente intenso que é capaz de envolver em couraças de luz todos os seres que me auxiliaram até que esta história pudesse chegar às mãos do amigo leitor.
A Deus-Pai, e a meus pais, Evandro e Letícia, que me trouxeram a este mundo, agradeço especialmente pela oportunidade, pelo amor desvelado com que me criaram e me assistem até hoje.
Tão especial quanto eles, porém, foi o Milton Menezes, amigo inapreciável, sem cujas sugestões ponderadas, habilitadas e criativas eu jamais teria podido trazer ao mundo um personagem como Vítor e, muito menos, conseguiria escrever sobre um assunto tão escorregadio como a síndrome do pânico.
Milton foi, digamos assim, quase um co-autor da trama.
Foi terapeuta da psicóloga que aparece na história, me ajudou a entender cada sintoma, cada passo no tratamento de um panicoso.
E não foram poucas as vezes em que o incomodei com minhas dúvidas, fazendo-o ler e reler capítulos em suas já tão escassas horas de folga...
(Neste sentido, não posso deixar de agradecer também a sua esposa Lilian e às filhas do casal pela generosa compreensão!)
Ainda no que se refere ao pânico, fundamental também foi o auxílio da Ady Daudt que, além de responder meu questionário pela internet, enviou-me vários exemplares do jornal virtual "Saindo do Escuro", especificamente dirigido aos portadores da síndrome, o qual muito me ajudou na composição de personagens e situações.
E, é claro, não posso me esquecer do Josias, que um dia me deu a sugestão de trabalhar com este tema.
É importante deixar claro, porém, que todas as histórias que o leitor encontrou neste livro foram criadas por minha imaginação, com base no vasto material que li a respeito.
Embora se tratem de situações que poderiam ser vividas por qualquer portador da síndrome do pânico, não representam a história de nenhum paciente específico.
Ao Evandro, meu irmão, à Adriana Fiorese, ao pessoal da Oficina de Turismo de Caxambu, agradeço pelas fotos, folhetos e pesquisas sobre Florianópolis.
A Adri conseguiu para mim um dicionário de falar es típicos da ilha, o Evandro se deu ao trabalho de escolher um bairro e uma casa onde eu pudesse situar meus personagens.
Não contente, ainda fotografou toda a região e conseguiu um mapa local, onde até as padarias e barzinhos estavam assinalados.
E a mamãe, mais uma vez a incansável Lelé, foi ao Parque Guinle, no Rio, com as nuvens ameaçando uma tremenda chuva, só para tirar fotos a fim de que eu pudesse reavivar minha memória carioca amineirada pelo tempo.
As amigas Silvaria, Denise e Dona Hilda agradeço pelas preces e pelo apoio amoroso e encorajador de todas as horas.
Aos mestres Lúcia Geremias Ribeiro e Ivan Arantes pelos ensinamentos ligados ao espiritismo; ao saudoso mestre Junito Brandão pelas inesquecíveis aulas de mitologia grega; a dona Cidinha e à gentil Lori pela ajuda na tradução da canção em italiano que acompanha os personagens Florence e Maurício.
A Lourdinha e a Cirma me situaram a respeito do mal de Alzheimer; a Teresa Tavares e a tia Maria da Glória me ajudaram a conseguir uma série de reportagens vitais para o trabalho como um todo; o Marquinho Rosental me presenteou com uma matéria maravilhosa sobre o psiquismo fetal; o Sérgio Miranda colocou abaixo todo um armário de livros para complementar minha bibliografia sobre o aborto.
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Ave sem Ninho

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Re: O Silêncio dos Domingos / Lygia Barbiére Amaral

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 08, 2016 9:19 am

Sem falar na Adriana Guimarães e no Luís Manuel, amigos do fundo da alma, que tão afectivamente me confiaram sua história de amor para que eu emprestasse um pouco dela a meus personagens, e na querida dona Aurora que, com suas mãos de luz, tantas vezes desbloqueou minhas energias nos momentos de maior tensão.
De urna maneira particular, porém, queria agradecer à minha Amelie Bellie, pseudónimo de grande amiga do Rio que não gostaria de ser identificada (numa honrosa menção à dedicada esposa de Kardec), e à Nádia Gonçalves, espírito abnegado a quem admiro do fundo da alma, grande amiga de Caxambu, e, é claro, à querida Luculus, já citada na dedicatória.
As três são pessoas raras, generosas, positivas e leais, sempre prontas a ajudar em tudo.
E só pensar, que já escutam.
Elas me acompanharam em cada capítulo desta história como verdadeiras protectoras encarnadas, sofrendo e vibrando comigo ao longo de nove meses.
Foi, de facto, uma gestação.
E, para que ela se consumasse, fora do comum também foi o auxílio que recebi do Beto, meu marido, meu amor, que tantas vezes alimentou-me com suas próprias energias para que eu não tropeçasse no caminho.
Esquecendo-se até de si mesmo, ele ouviu intermináveis vezes minhas narrações de capítulos, foi obrigado a conhecer cada personagem, avaliar páginas de texto, desdobrou-se no cuidado com as crianças para que eu tivesse um pouco mais de tempo para escrever, e ainda aguentou todas as minhas crises nos momentos em que a trama e eu mesma parecíamos enguiçar.
E ele quem me dá chão, quem cuida do meu jardim para que eu possa florir.
Providencial também foi o apoio que recebi do amigo Rodolfo Ribeiro Júnior, o Rodolfinho.
Ele apareceu no momento certo, mostrando-me mais uma vez que Deus e os bons espíritos jamais nos abandonam.
Mais do que isso, Rodolfínho, com sua comovente e inesperada generosidade, me fez restabelecer a crença na bondade humana.
Foi ele quem, com muita paciência, preparou todo o texto, normatizando espaços e parágrafos, para que eu o pudesse enviar para as editoras.
Resta ainda agradecer à Isabel, pelo desvelado carinho com que assistiu minhas filhas enquanto eu trabalhava, e às minhas riquezas Sophia e Alice, fonte mais maravilhosa de amor e alegria que um ser humano pode ter, por todo o tempo que precisei subtrair de nossa convivência para realizar esta obra.
Acima de tudo, gostaria de dizer obrigado a elas e ao pai delas pela compreensão de que a mamãe, infelizmente, ainda não consegue exemplificar tudo o que escreve...
Finalmente, aos espíritos cujo rosto não conheço, mas cuja presença pude sentir incondicionalmente a meu lado, inspirando-me, fortalecendo-me e amparando-me a cada folha digitada, cada capítulo, cada letra, cada lágrima, a minha eterna gratidão por sua perseverança e carinho, pela confiança que me devotaram, mesmo a despeito de toda a minha inferioridade.
E, é claro, ao querido leitor que me acompanhou até aqui, dando vida à trama com sua energia, inquietando-se com o destino de cada personagem.
Sem a sua participação, esta história não teria a menor graça...
A todos, muito obrigada!
Esta edição foi impressa pela Edelbra Indústria Gráfica e Editora Ltda., Erechim, RS, sendo tiradas três mil cópias em formato fechado 14x21 cm, em papel Off-set 63g/m" para o miolo e papel Cartão Triplex 250g/ m2 para a capa.
O texto principal foi composto em New Baskerville BT 10/12.
A revisão de texto foi feita por Cristina da Costa Pereira.
A capa foi elaborada por Visiva Comunicação & Design.
Junho de 2004
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Re: O Silêncio dos Domingos / Lygia Barbiére Amaral

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 08, 2016 9:19 am

Maurice Lachâtre
(1814-1900)
Em seu nome, a editora Lachâtre homenageia uma das figuras mais luminosas e corajosas da França, no século XIX.
Nascido em Issoudun, no departamento de Indre, em 1814, Maurice Lachâtre mudou-se ainda jovem para Paris, atraído pela borbulhante vida intelectual da capital francesa.
Editor e escritor, foi em ambas as actividades o contestador por excelência, em choque permanente com o regime político e a religião católica dominante.
Em 1857, foi condenado a um ano de prisão e a uma multa de seis mil francos, por ter editado o romance Os mistérios do povo, de Eugén Sue, que difundia os ideais socialistas.
No ano seguinte, sofreu nova condenação pelo regime de Napoleão III (que Victor Hugo chamou de Napoleão, o pequeno), pela publicação do Dicionário universal ilustrado.
A pena era duríssima: seis anos de prisão.
Para escapar, Lachâtre refugiou-se na Espanha, estabelecendo-se como livreiro em Barcelona.
Homem inquieto, atento às novidades, acompanhava de perto o grande movimento de renovação espiritual que surgia em seu país.
Em 1861, escreveu a Allan Kardec, solicitando-lhe a remessa de livros espíritas, que desejava comercializar em sua livraria.
Kardec enviou dois caixotes, contendo trezentos livros.
A remessa atendia a todos os requisitos legais da alfândega espanhola, mas a sua liberação foi sustada, sob a alegação de ser indispensável a aprovação do bispo de Barcelona, António Palau y Termens.
Lidas as obras, o padre concluiu que se tratavam de livros perniciosos, que deviam ser lançados ao fogo, "por serem imorais e contrários à fé católica".
A execução ocorreu no dia 9 de outubro de 1861, ficando conhecida entre os espíritas como o Auto-de-fé de Barcelona.
A partir daí, os padres passaram a vigiar de perto as publicações de Lachâtre.
O dedo da igreja encontra-se por trás da sentença da justiça, de 27 de janeiro de 1869, que condenava à destruição a História dos papas, que Lachâtre publicara em 1842-43, em dez volumes.
Não foi o suficiente para abatê-lo.
Em 1870, quando ocorre a Comuna, Lachâtre retorna a Paris, num lance de ousadia, e passa a colaborar no jornal Vengeur, de Félix Pyat.
A vitória do governo e a violentíssima repressão levaram-no de volta à Espanha, onde manteve a sua intensa actividade intelectual.
Em 1874, publicou dois livros, a História do consulado e do império e a História da restauração.
Seis anos depois, saía a História da inquisição.
Com a amnistia, retornou à França, fundou uma nova editora, em Paris, e entregou-se de corpo e alma à sua grande obra, o Novo dicionário universal, considerada por seus contemporâneos a maior enciclopédia de conhecimentos humanos até então publicada.
Incluía, inclusive, todos os termos específicos do vocabulário espírita.
Maurice Lachâtre morreu em Paris, em 1900.

§.§.§- Ave sem Ninho
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