Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

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Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:28 am

Acorde para a vida!
MARCELO CEZAR

Invista em você e se dê a chance de ser feliz
Coloque-se em primeiro lugar e viva melhor.


Descrição da capa:

A capa apresenta fundo na cor branca.
Do meio para baixo tem a foto de uma mulher sorrindo com empolgação, que aparenta ter aproximadamente 30 anos.
Ela tem os cabelos longos e castanhos, usa uma camiseta de mangas longas na cor verde, com botões brancos no decote e está com os dois braços para cima segurando sua nuca e levantando os cabelos.
Na parte superior, centralizado está o nome do autor na cor preta e logo na sequência, o nome do livro na cor verde, seguindo o mesmo tom da camiseta da moça da foto.
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Ave sem Ninho

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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:28 am

Sumário
Acorde para a vida!


1 - Minha história
2 - Afinal, quem é Marco Aurélio?
3 - Como iniciei a psicografia
4 - Norma e Nanah.
5 - Mais de um mentor
6 - Reencarnação: uma prova
7 - É bom errar
8 - Encarando as pressões do dia a dia
9 - Quando chega a hora
10 - Como é o astral?
11 - A história do primeiro de maio
12 - Corre-corre
13 - Crescer e se fortalecer no bem
14 - Trabalho e realização
15 - Falando de Deus
16 - Os artistas e o mundo astral
17 - Um mundo para espiar e provar
18 - Aceitação traz bem-estar
19 - Espíritos obsessores
20 - Redes sociais e excesso de exposição
21 - Gente famosa
22 - Homofobia: o medo do diferente
23 - Igreja e tolerância
24 - Somos todos iguais. Será?
25 - Sobre Espiritismo
26 - Sustentabilidade
27 - Perda de entes queridos
28 - Existe mesmo o carma, o "faz, paga"?
29 - Inseminação artificial
30 - Sobre psicografia
31 - Música faz bem para o espírito
32 - Dia de aniversário é para comemorar!
33 - Espírita ou Espiritualista. Faz diferença?
34 - Filho gay
35 - Auto-abandono
36 - As treze almas e o crime do poço
37 - O Livro dos Espíritos. Por que ler?
38 - O astral não é o céu
39 - Você trabalha no que gosta?
40 - Enterro ou cremação?
41 - Fim do casamento
42 - Crime, morte e castigo
43 - Suicídio, uma questão delicada
44 - Tatuagem marca o espírito?
45 - Cada um morre de um jeito
46 - Espiritualidade e aids
47 - Fora da caridade não há salvação?
48 - Na onda da corrupção
49 - Uma dose de perdão
50 - Trajectória dos romances espíritas
51 - Guerra interior
52 - Se ligue em você
53 - Casamento
54 - Facilidades da vida
55 - Fim de ano
Mensagem aos leitores
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:29 am

Acorde pra vida!
Você é a perfeição da natureza.
Uma pessoa cheia de talentos, qualidades, pronta para se dar o melhor e, consequentemente, espalhar o seu melhor pelo mundo, recebendo o bem como resposta.


Acorde pra vida!

Nossos bisavôs nasceram filhos de imigrantes ou de (ex)escravos.
A vida deles era dura, difícil.
No tempo deles não havia antibiótico, qualquer gripezinha e plaft - morria.
É só olhar o passado e ver o estrago que a gripe espanhola fez por aqui no começo do século 20.
Já os nossos avós viveram o período da Segunda Guerra Mundial.
Alguns até foram lutar para defender a nação.
Passaram necessidade, a gasolina era racionada, a comida também era escassa.
Havia desemprego e uma onda de intolerância contra japoneses e alemães.
Em São Paulo, por exemplo, apanhavam nas ruas e tinham seus estabelecimentos depredados (esse relato é do meu avô, seu João, que tinha vinte e dois anos quando eclodiu a Segunda Guerra).
Os nossos pais viveram sob as garras da ditadura militar, barra pesadíssima, censura ferrenha, amigos desaparecidos, exilados, estado de pânico.
A minha geração pegou o finzinho da censura.
A gente não sentia tanto o peso da ditadura, até porque ela já estava ruindo no início dos anos 1980.
Contudo, tivemos de conviver na marra com inflação alta, hiperinflação, maxidesvalorização do dólar, uma economia desequilibrada pacas.
E, um certo presidente decidiu, em conjunto com sua ministra da economia, confiscar as contas bancárias de todos os cidadãos.
Da noite para o dia, ficamos com cinquenta qualquer coisa no banco. Mais nada.
Estou escrevendo estas linhas vinte e cinco anos depois desse lamentável episódio.
E estou aqui. Firme e forte.
Sabe, a gente passa por tanta coisa na vida e sempre acha que "dessa vez" não vai ter como.
"Agora dançou, ferrou"; "Não tem mais jeito" e outras pérolas do tipo.
Que nada!
Tudo tem jeito. Sempre teve.
Nós, brasileiros, temos uma capacidade impressionante de cair, levantar e dar a volta por cima.
Não há crise que nos derrube.
Não há uma força política que seja mais poderosa do que a força que exercemos quando decidimos mudar.
Por isso, nada de entrar em onda de lamentação.
Nada de drama.
A negatividade só atrapalha.
É uma névoa escurecida que atrapalha a visão, nubla a mente e anestesia os sentidos.
Quando você dá trela para o negativo do mundo, está apoiando o ruim, o mal, o feio, o "nada dá certo", o "nada funciona", o "não vale a pena".
A vida não é isso.
Muito pelo contrário.
Vou te contar.
Sabia que só dez por cento da população mundial atrapalha a vida dos outros?
É. Dez por cento.
É essa tosca parcela que enche o saco, promove a guerra, incita o ódio, faz barulho, bagunça, tenta provocar a desordem e desestabilizar o sistema como um todo.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:29 am

Por outro lado, noventa por cento do planeta é gente como você, como eu, que está aqui para tentar viver bem, ter uma vida legal, trabalhar, estudar, progredir, prosperar, encontrar um amor, casar (ou não casar, tudo bem, só namorar), criar os filhos, cuidar dos pais, abrir seu negócio, viajar, conhecer o mundo, explorar a natureza, adoptar um bichinho de estimação.
É, a esmagadora maioria do planeta está a fim da mesma coisa:
viver bem, alcançar a felicidade, ter qualidade de vida.
Mais nada. E já é muito.
Ter um pouco de paz e ficar feliz já é um presentão, hein?
Então, minha amiga, meu amigo, vamos lá, vai.
Vamos passar a ver o mundo com outros olhos, com as lentes da beleza, com mais cor, mais alegria.
Mas, para isso, é necessário que você faça uma mudança interior.
Não adianta querer ou tentar gostar do mundo, apreciar as belezas da vida, ser cordial com o próximo, ser simpático com o vizinho, paciente com uma criança, tolerante com um idoso, se você também não tiver toda essa atenção e respeito por você, ou seja, ser seu melhor amigo, sua melhor amiga.
Quando você está do seu lado, cem por cento, dando-se apoio, sem pegar no seu pé, sem se criticar, enfim, quando consegue estabelecer uma boa relação consigo mesmo, é capaz de ter uma relação saudável e nutritiva com o próximo, com o mundo.
Vai, está na hora de acreditar uma vez por todas que você é a perfeição da natureza, uma pessoa cheia de talentos, qualidades, pronta para se dar o melhor e, consequentemente, espalhar o seu melhor pelo mundo e receber o bem como resposta.
Foi pensando nisso que resolvi juntar um monte de coisa escrita que estava espalhada e formar um livro despretensioso.
Ele contém textos curtos, conversas, papos direccionados para revistas, jornais, meu próprio site e redes sociais.
Alguns desses textos são respostas minhas a leitores.
Considerei-as tão interessantes que (obviamente respeitando a privacidade de quem me enviou) resolvi compartilhar com você, porque acredito que, embora cada um resolva
a vida do seu jeito, a maioria de nós tem problemas bem parecidos.
É incrível.
Assim, organizei e numerei os textos para a facilidade de encontrá-los.
Não precisa ler na sequência, a não ser que você queira.
Fique à vontade para ler da forma que julgar mais conveniente.
Você é quem manda.
Mas não se esqueça: está na hora de despertar.
Acorde para essa beleza que é a vida!
Abraços, beijocas e boa leitura.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:29 am

1 - Minha história

Os leitores perguntam.
Querem saber um pouco mais do escritor.
Então vamos lá!
Nasci no bairro do Ipiranga, em São Paulo, em uma família católica.
Estudei em colégio de padres, fui baptizado na Basílica Velha de Nossa Senhora Aparecida e fiz o catecismo.
Só que, aos sete anos de idade, comecei a ver os mortos e conversar com eles.
Havia três alternativas para meus pais: eles podiam me internar num sanatório, tentar o exorcismo
- o filme O exorcista estava fazendo tremendo sucesso nos cinemas e pesava seriamente na decisão ou me levar a um centro espírita, segundo dica de uma vizinha benzedeira.
Minha mãe, dona Rute, escolheu a terceira alternativa, a da vizinha, dona Augusta.
Ainda bem. Porque eu já me via algemado na cama, dobrando o pescoço, descendo as escadas de quatro, aquela loucura toda igual à menina do filme.
A dona Augusta explicara à minha mãe que um morto nada mais é que um espírito, segundo os ensinamentos do Espiritismo.
Mamãe só tinha tido uma vaga ideia do tema por conta de ter assistido, de relance, a um programa com o Chico Xavier na Tupi uns três anos antes, o Pinga-Fogo, em que ele falara abertamente sobre o assunto.
Contudo, como mamãe não tinha conhecimento suficiente, tudo era fantasioso demais.
Até que aconteceu lá em casa, comigo.
Assim, toda cheia de medo, insegura, minha mãe me pegou pela mão e fomos até o centro espírita, que ficava a umas quatro quadras de casa.
Antigamente, em meados dos anos 1970, a ideia que se tinha de centro espírita era bem mais preconceituosa da que se tem nos dias de hoje.
Minha mãe achava que estávamos indo para um local de rituais ligados à magia negra, a sacrifícios de animais, coisas do tipo.
Mas, quando chegou ali, naquele sobradinho de dois andares, paredes na cor bege e grades verdes, ficou mais calma.
Demos de cara com um grupo de senhorinhas voluntárias, simpáticas, que falavam baixinho e estavam sempre sorrindo.
Minha mãe gostou, e eu também, porque, logo na entrada, vi dois espíritos guardiões que me deram as boas-vindas.
O centro se chamava Centro de Desenvolvimento Espiritual Os Caminheiros, fundado pelo casal Aldo Luiz e Zibia Milani Gasparetto.
Eu tinha sete anos de idade.
Fiz um tratamento rápido de passes, mamãe recebeu orientações básicas sobre mediunidade e lembro que, na saída, ganhamos um exemplar de O Livro dos Espíritos e outro de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Minha mãe e mais duas amigas começaram a ler e a se interessar pelo assunto.
Alguns meses depois, tudo se acalmou, nossa vida voltou ao normal, e eu parei de ver espíritos.
E mamãe parou de me levar ao centro.
Em 1979, aos doze anos, tudo voltou, ainda mais forte.
Além de ver e conversar com os espíritos de familiares mortos, também passei a ver espíritos perturbados que se aproximavam de mim para me atazanar, e o teor de seus pensamentos me deixavam mal.
Eu não sabia lidar com essas energias desagradáveis.
Minha mãe, dessa vez, não pensou duas vezes:
levou-me directo para Os Caminheiros.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:30 am

Começou ali um grande aprendizado que mudaria minha vida de maneira definitiva.
Comecei a estudar na escolinha de médiuns e me ofereci para trabalhar na recepção como atendente, depois como conselheiro, ministrei passes, fui doutrinador e médium de incorporação, ou seja, coloquei em prática tudo o que lia e aprendia nos outros cursos oferecidos pelo centro; estudei toda a obra de Allan Kardec e lia os romances de Zibia Gasparetto conforme eram publicados.
Em 1980, seu Aldo Luiz morreu (desencarnou, segundo a linguagem espírita) e, na sequência, seu filho Luiz António voltou dos Estados Unidos, onde havia feito pesquisas e estudos ligados à espiritualidade e paranormalidade.
Luiz também tivera contacto com o xamanismo e com as ideias de transformação do pensamento e modificação da consciência por meio de afirmações positivas, difundidas por Louise L. Hay, até hoje uma das maiores orientadoras espirituais de todos os tempos.
Aquilo era tão mágico e transformador, que logo as palestras do centro começaram a ter um quê de espiritismo com pitadas de metafísica e filosofia, e outros mentores vieram para nos trazer ensinamentos preciosos para uma melhor compreensão da vida e da morte.
A volta de Luiz para o Brasil e para Os Caminheiros foi um marco divisor tanto para o centro
espírita, que se tornava mais espiritualista do que espírita, quanto para mim.
Os guias espirituais vinham conversar comigo, davam-me orientações, dicas, conselhos, indicavam-me livros de estudos e, dentro desse ambiente repleto de informação, alegria, paz e harmonia, descobri que a mediunidade é uma qualidade humana das mais preciosas.
E o centro passou a ser a minha segunda casa.
Com o passar dos anos, abri a consciência para compreender e aceitar outras verdades espirituais.
- Viajei o mundo, tive contacto com correntes filosóficas e espiritualistas que estudam a reencarnação, conheci de perto o trabalho de Louise Hay.
Até os dias de hoje, aprendo muito nos cursos e palestras de Luiz Gasparetto, um verdadeiro mestre, dotado de uma sensibilidade e inteligência fora do comum, que me ajuda cada vez mais a quebrar uma série de tabus e preconceitos relacionados à espiritualidade.
Também aprendi a ter valor, a ser útil, criativo, e me tornei um homem de bem.
Os espíritos me mostraram e continuam me mostrando que a realidade é muito mais ampla e significativa do que eu sonhava imaginar.
Sou formado em contabilidade e administração de empresas pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, tradicional escola de São Paulo.
Segui carreira na área contábil-financeira por vinte anos; há mais de dez anos actuo como editor de conteúdo em uma editora da capital, além de escrever meus romances em parceria com meu mentor Marco Aurélio.
Creio que, se chegou até este ponto da leitura, já deu para conhecer um pouco mais sobre mim, saber como iniciei o contacto com o mundo espiritual e perceber que sou tão humano quanto você.
No fim das contas, essa história que acabei de relatar nos torna mais próximos e, naturalmente, mais amigos.
Isso é o que vale!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:30 am

2 - Afinal, quem é Marco Aurélio?

A Zibia Gasparetto já falava do espírito de um romano que me acompanhava.
E, às vezes, lá no centro espírita, brincava comigo.
Marco Aurélio e Marcelo.
Será que são Marcus Aurelius e Marcelus, da época de Cristo?
Um dia Marco Aurélio veio à sessão, incorporou em um dos dirigentes e conversou comigo, em particular.
Falou-me que tínhamos uma ligação muito antiga, desde os tempos da Roma Antiga, mas não especificou se foi no tempo de Jesus.
Só me disse que havia sido escritor na França, no século 19, que nesta vida na França a nossa amizade se fortalecera sobremaneira e foi depois desta encarnação que começamos a pensar em uma parceria.
Passamos um bom tempo em uma colónia astral de treinamento de escritores, percebemos a afinidade e tomamos gosto pela coisa.
Só começamos e logo em seguida fizemos uma pausa, porque Marco Aurélio e eu ainda retornaríamos mais uma vez ao planeta.
Em sua última encarnação aqui na Terra, Marco Aurélio foi um investigador de polícia nascido e criado na cidade do Rio de Janeiro, em fins do século 19.
Nesses anos todos de convívio, meu amigo espiritual me contou que presenciou o Morro do Castelo ser derrubado, viu surgir o nascimento do bairro da Urca e, como investigador, ajudou a polícia de São Paulo nas investigações e na solução do famoso crime da mala, ocorrido em 1928.
Nas horas vagas, reunia-se com amigos boémios no centro da cidade, frequentava o Café Nice e o Rivera, escrevia poemas, contos, mas não se dedicara à vida de escritor.
A tuberculose o pegou de surpresa e morreu no comecinho da década de 1930.
Marco Aurélio retornou à cidade extrafísica dos escritores e foi praticando as técnicas, esperando que eu retornasse também ao plano astral.
Quando lá retornei, por volta de 1940, nos dedicamos a estudar e fortalecer a parceria, firmando os propósitos para esta nova encarnação.
Ficamos vinte e cinco anos nesta colónia destinada a trabalhar com médiuns em nosso planeta por meio da psicografia, especializada em trazer ao público histórias reais, sempre respeitando o nome dos verdadeiros envolvidos, porque muitos ainda estão encarnados, quer dizer, vivinhos, no planeta.
Eu reencarnei, ele ficou na outra dimensão e, em 1982, a parceria foi restabelecida.
Em 1998, começamos a escrever um livro atrás do outro.
E não paramos mais.
Estamos juntos até os dias de hoje.
O grupo do qual eu e Marco Aurélio fazemos parte trabalha no desenvolvimento do ser humano, permitindo que, ao ler as histórias por ele ditadas, você possa se conscientizar do seu grau de responsabilidade diante da vida e accionar a chave interior para viver melhor consigo e com os outros, tornando o nosso planeta um lugar bem mais interessante e prazeroso de se viver.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:30 am

3 - Como iniciei a psicografia

Muita gente me pergunta isso.
Como tudo começou?
Em 1979, quando minha mãe me levou pela segunda vez ao centro espírita Os Caminheiros, encontrou Zibia Gasparetto perto da recepção.
Zibia olhou para minha mãe, depois para mim e disse:
- Pode deixar que vamos tomar conta do seu filho.
Ele faz parte da nossa família espiritual.
E tem um romano que o acompanha.
Vai treiná-lo, não sei bem para quê.
O romano em questão se apresentaria três anos depois durante uma aula de mediunidade prática; os alunos foram divididos em grupos com tipos de mediunidade distintos, e eu caí no grupo de psicografia.
Duas aulas depois, ficou claro que Marco Aurélio queria contar histórias.
Só histórias de vida. Nada de mensagens de parentes desencarnados.
O nosso objectivo era começar ali, no distante ano de 1982, um compromisso selado antes de eu reencarnar: praticar a psicografia para que, alguns anos mais à frente, pudéssemos escrever romances.
Eu já lia Zibia com gosto.
Naqueles tempos ela não publicava com a rapidez de hoje porque o processo era mais lento:
primeiro escrevia a lápis ou caneta e depois todo o conteúdo era dactilografado; de facto, levava-se um tempão!
Para se ter uma ideia, em 1980, havia só cinco livros da Zibia no mercado; desses cinco, quatro eram romances.
Quando eu entrei na escolinha de médiuns, ganhei da minha mãe Laços eternos.
Li umas três vezes.
O romance tinha sido publicado originalmente em 1976.
O romance seguinte da Zibia, O matuto, só seria publicado em 1984.
Nesse intervalo, enquanto estudava Kardec e não tinha romance novo da Zibia, eu devorava Agatha Christie, Sidney Sheldon, P. D. James, redescobria Machado de Assis e Monteiro Lobato.
É por essas e outras que não posso deixar de agradecer ao Círculo do Livro, que me proporcionou comprar muitos livros de excelente acabamento a preços bem acessíveis e, claro, ao Victor Civita e à Abril Cultural.
Sabe por quê?
Na década de 1970, não existia a internet.
O mundo era outro, e o conhecimento não chegava com um clique, tampouco com um toque de dedo em uma tela de cristal.
Você precisava ter acesso a uma biblioteca, fosse pública ou de escola, ou comprar colecções e enciclopédias.
O -Victor Civita transformou os fascículos de banca de jornal na internet da minha geração.
Foi assim que coleccionamos, lá em casa, tesouros, como Conhecer, Grandes personagens da nossa história, Grandes personagens da história universal, As grandes religiões, Enciclopédia do estudante, Os imortais da literatura universal, Os pensadores, Saga e o meu xodó: Nosso século.
Isso me deu uma base de conhecimento geral que o ensino de hoje não alcança.
São livros que eu guardo com carinho em minha estante da sala e faço questão de conservá-los e ainda consultá-los.
Porque a internet cai, fica sem sinal. Os livros ainda estão aqui do meu lado.
É só pegar e abrir.
Bom, eu tinha acabado de completar quinze anos, estava em plena adolescência, os hormônios explodindo e tinha outras vontades, desejos, outros sonhos.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:30 am

Por mais que me interessasse pelos estudos espirituais, queria fazer faculdade, estudar línguas, viajar o mundo, trabalhar e ser independente, sair com os amigos, dançar, me divertir e namorar, como a maioria dos jovens nessa idade quer.
Fui praticando a psicografia, mas sem expectativas, sem jamais pensar que um dia eu fosse escrever, de facto, um romance.
Toda semana, com calor, frio ou chuva, jogo de futebol na telinha ou último capítulo de novela, estava lá no centro, trabalhando, praticando a psicografia, escrevendo umas linhas.
Assim fizemos durante quinze anos, até que Marco Aurélio me orientou a pegar o calhamaço de papel e passar para o computador.
Contratei os serviços de uma digitadora, lembro-me bem, porque eu trabalhava e viajava bastante a negócios.
Não tinha tempo para passar aquilo tudo para o computador.
Ela me disse que tinha adorado a história.
Que história?!
Durante todos aqueles anos, tínhamos feito um romance, contudo, eu não tinha me dado conta.
Aquilo ficou guardado num disquete, bisavô do pen drive e tataravô da nuvem.
E guardei numa pasta com elástico, dentro de uma gaveta.
Em 1998, depois de uma situação bem desagradável pela qual passei, Marco Aurélio chegou junto e indagou:
- E aí? Agora tem jeito de pegar aqueles escritos, dar uma lida, agrupar os capítulos e finalizar o livro?
Como eu estava com muita vontade de fortalecer novamente o elo com a espiritualidade, que ficara meio frouxo, não tive dúvidas:
tranquei-me no escritório de casa e fiquei três dias e três noites arrumando, lendo, ajeitando, cortando, editando, acrescentando, tudo sob supervisão do mentor.
Concluído o trabalho, Marco Aurélio arrematou:
- Leva pra Zibia.
- Assim, sem mais nem menos?
- É. Por quê?
Com esse jeitão firme de me questionar nem tive o quê ou como responder.
Meti o rabo entre as pernas e lá fui eu com a pastinha embaixo do braço.
Quando abri a porta da sala, na gráfica, ainda na rua Santo Irineu, logo que coloquei o primeiro pé no recinto, Zibia olhou para mim e se lembrou da visão de quase vinte anos antes:
- O romano veio junto.
Agora eu sei o porquê de ele estar com você.
Vão escrever livros.
Ela nem sabia por que eu tinha ido lá.
Eu nem tinha falado nada.
Não abri nem fechei a boca.
Sem graça pra caramba, entreguei o original e falei:
- Marco Aurélio disse que é um romance.
Demoramos quinze anos, mas está feito.
- Vou ler e, se estiver de acordo com a linha da editora, eu vou publicar.
- Está certo, Zibia.
- Já tem outro?
- Não.
- Médium que se propõe a escrever tem que abraçar isso pelo resto da vida.
E tem que ser com paixão, com vontade de fazer.
Senão, é melhor esquecer.
Experiência de quem faz isso há cinquenta anos.
Eu não tinha nada. Nem sabia o que fazer.
Mas saí de lá com uma sensação tão agradável, com uma vontade tão grande de escrever!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 27, 2016 9:30 am

Eu adorava ler, gostava de português, tinha facilidade em captar as ideias do Marco Aurélio e queria dar novo sentido à minha vida.
Por que não?
Comecei a escrever, timidamente, duas vezes por semana, com dias e horários marcados, sem saber se o livro entregue anteriormente à Zibia seria publicado.
Uma semana depois ela me ligou e disse que iria publicar o romance.
Meu primeiro romance, A vida sempre vence, foi lançado oficialmente no dia 12 de dezembro de 2000.
O resto. bom, o resto se transformou nesta carreira maravilhosa que dura quinze anos, me trazendo muitos ensinamentos, alargando a minha consciência, permitindo que eu veja o nosso mundo de acordo com a óptica dos amigos desencarnados, levando mensagens positivas e transformadoras para a vida das pessoas e melhorando o astral do planeta.
É pouco? Não sei.
É muito? Também não sei.
Só sei que faz bem, tanto para mim quanto para os meus leitores.
Vejo esse bem espalhado nas linhas das cartas e e-mails que recebo todos os dias.
Há relatos muito emocionantes.
Só o carinho desses e-mails e cartas (sim, ainda recebo cartinhas!) vale por tudo o que tenho feito até hoje.
Eu e meus amigos espirituais agradecemos a todos vocês.
De coração e braços abertos!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:14 am

4 - Norma e Nanah

Em entrevista a uma emissora de tevê, você afirmou ser inspirado por Marco Aurélio e dois espíritos femininos.
Quem são essas mulheres?
São dois espíritos maravilhosos.
Contarei um pouquinho sobre cada uma.
Norma.
Quando Marco Aurélio precisa trazer um assunto mais técnico, mais elaborado, quando necessita explicar mais detalhadamente um assunto de cunho espiritual, com uma nova abordagem, vem acompanhado desta senhora, nem alta nem baixa, cabelos na cor cinza-lilás, curtos, no estilo chanel, olhos grandes e expressivos, pele bem clarinha e os lábios vermelhos.
Norma não usa maquiagem; contudo, feminina que só ela, não dispensa o uso do batom, de vermelho bem intenso, bem vivo.
Sempre sorridente, de voz pausada, ela traz explicações da espiritualidade que desconheço em livros.
Ela afirma que tanto eu como outros escritores espiritualistas espalhados pelo mundo estão empenhados em trazer novos conceitos porque o mundo está mudando e está mais aberto e preparado para absorver novas ideias acerca da espiritualidade.
Segundo Norma, as pessoas querem cada vez menos se ligar em conceitos preestabelecidos, principalmente os que são carregados de preconceito, julgamento, crítica ou que denigrem o próximo.
Norma, com seu jeito meigo e doce, quer mostrar que o respeito às diferenças é o caminho seguro para a humanidade conquistar a paz e alcançar a verdadeira felicidade.
Nanah.
Mulher de traços finos e belos, porte elegante e extremamente carismática.
Muito carismática.
Quando Nanah veio me visitar pela primeira vez, eu já fazia parte do Colegiado dos Filhos da Luz, uma organização que tem por objectivo o desenvolvimento dos aspectos evolutivos espirituais, dirigido por Luiz Gasparetto e seus mestres desencarnados.
Eu adorava a energia dela, muito antes de termos algum contacto.
Quando ela aparecia nas sessões e Luiz dava passagem para ela se comunicar, eu ficava ali, enfeitiçado por seu forte carisma, apaixonado, absorvendo cada palavra do que ela dizia.
Eram tantos ensinamentos, era tanta sacação!
Uma loucura.
Era de pirar a cabeça, no bom sentido, claro.
Certa noite ela se aproximou e disse que queria conversar comigo.
Ela havia tido um bate-papo com o Marco Aurélio, meu mentor, e haviam combinado de ela passar para ele sua história de vida.
"Peraí", pensei.
Nanah vai contar a sua vida para o Marco Aurélio?
Ela disse que sim.
E o Marco Aurélio vai passar para mim?
Vai. Então, eu, Marcelo Cezar, vou escrever a história da sua última encarnação?
É isso?
É.
Eu me senti um privilegiado.
E Nanah me disse que havia me escolhido porque eu, segundo as palavras dela, estava unido àquela equipe, estava querendo propagar o bem, levar mensagens confortantes às pessoas, plantar as sementinhas da espiritualidade, de equilíbrio e progresso, e que eu não me interessava em saber quem, de facto, ela fora em última vida; que eu tinha dignidade.
E ela prezava isso em uma pessoa.
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Ave sem Ninho

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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:15 am

Daí me lembro que ela pediu para eu fechar meus olhos, esquecer a conversa porque tinha um presente para mim.
Ela nem precisava dizer qual era, porque eu já estava sentindo o espírito da minha mãe ali do lado, desencarnada havia alguns anos.
Nanah trouxe mamãe para me dar um abraço.
E foi lindo, mágico e emocionante.
Acho que todo mundo se emocionou um pouquinho naquela sessão de quarta-feira.
Um mês depois daquela conversa, Marco Aurélio começou a me passar a história da vida de Nanah.
O romance chama-se Um sopro de ternura e foi publicado em 2009.
Mas, se você ainda não leu o livro, eu conto um pouco da Nanah para você.
Nanah nasceu em uma tradicional família paulistana na virada do século 20.
Cresceu entre babás francesas e viagens constantes à Europa, no meio de gente culta, letrada, e eram famosos os saraus que promovia em seu charmoso casarão, nos Campos Elíseos.
Depois de uns anos, ela construiu um casarão no bairro do Morumbi.
Tinha um jeito natural e extraordinário de lidar com os problemas dos outros.
Por uma série de questões e problemas pessoais, resolveu deixar o país e mudou-se para os Estados Unidos, lá permanecendo por muitos anos.
Ao regressar ao Brasil, uniu-se a Assis Chateaubriand para a criação do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Ao desencarnar, Nanah foi convidada pelos Filhos da Luz para trabalhar com seu carisma e sua
sombra sensória para ajudar no equilíbrio emocional da pessoa, principalmente nas questões afectivas.
Nanah está sempre acompanhada de seu leque, que produz correntes magnéticas renovadoras e facilitam o trabalho de limpeza energética do indivíduo.
E tem uma frase da Nanah que nunca mais vou esquecer, talvez daí a confiança dela em mim:
Na vida, não importa quem eu fui, importa o que eu fiz de bom e deixei para as pessoas.
Essa é a Nanah!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:15 am

5 - Mais de um mentor

Certo dia li um artigo seu assinado por Túlio.
O seu mentor espiritual não é o Marco Aurélio?
É. E o Túlio também é, de certa forma.
Todo romance é escrito por inspiração do Marco Aurélio.
Artigos, ensaios e mensagens podem ser inspirados por ele e também pelo Túlio.
Algumas vezes também sou inspirado por Norma e Nanah.
Comento sobre elas neste livro.
Mas vamos nos ater ao Túlio.
Imagine um branqueio baixinho, troncudo, bigodudo, costeletas compridas e ar sedutor.
Ou melhor: imagine um personagem de filme dos anos setenta.
Pronto, você já viu o Túlio.
Cabelos crespos, enroladinhos.
E ele se veste como quem acabou de sair da Hippopotamus ou da Papagaio, lendárias discotecas de São Paulo e do Rio, ou do Studio 54, boate lendária que sacudiu e enlouqueceu as noites de Nova York, no embalo das músicas de Donna Summer, Diana Ross, The Bee Gees, KC and The Sunshine Band, Earth Wind and Fire, Grace Jones, Sister Sledge e outros ícones dançantes da época.
Quando uma dessas músicas vem à minha mente, assim do nada, sei que é o Túlio se aproximando.
Ele adora chegar fazendo passinhos iguais aos de John Travolta no filme Os embalos de sábado à noite, sempre alegre e bem-humorado.
Conforme sacode os braços e gira o corpo, Túlio vai destruindo as energias tóxicas ao seu redor (e ao meu também, ainda bem!), com graça e elegância, transformando positivamente o ambiente.
É por esse motivo que gosto tanto de música disco. Túlio é o culpado!
Túlio era historiador, filósofo e adorava fazer piada sobre tudo.
Nasceu em Porto Alegre, fez faculdade em São Paulo, formou-se em História, emendou Filosofia, mas seu lance sempre foi a escrita.
Na época do desbunde, mudou-se para o Rio de Janeiro, morou em Santa Teresa, conheceu uma mulata, a roda de samba, a umbanda, tentou publicar um livro de contos, não obteve sucesso.
A mulata foi embora, a umbanda e a filosofia não se bicavam na cabeça dele e largou tudo, inclusive a vontade de viver.
Foi secando de desgosto e o coração de Túlio deu um piripaque; desencarnou em 1977, aos 38 anos de idade.
No astral, recuperou o gosto pela vida quando percebeu ser eterna, sacou que filosofia e umbanda podiam dar caldo sim, passou a ter outras interpretações acerca da história da humanidade e abraçou com paixão a escrita.
Continuou fazendo piada e gamou numa morena.
Sossegou o facho e está com ela até hoje, feliz da vida.
Túlio trabalha na equipe do Marco Aurélio e, quando preciso de inspiração para um artigo mais bem-humorado, de humor bem rasgado ou ácido, Túlio vem na maior boa vontade e me dá aquela força!
É um baixinho enfezado, como todo baixinho que se preze, mas tem uma grandiosidade de alma, um refinamento de humor e uma subtileza de inteligência que me surpreendem a cada contacto.
No fundo, é um grande amigo, que me injecta doses cavalares de alegria e humor na veia e na alma, principalmente nos momentos difíceis, me ajudando a não deixar a peteca cair. Jamais.
É por essas e por muitas outras que eu amo esse cara!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:15 am

6 - Reencarnação: uma prova

A revelação espiritual é algo divino, a verdade é única e tem chegado de várias formas para toda a humanidade.
A reencarnação não deixa de ser uma dádiva maravilhosa, uma oportunidade de progresso e de experiências enriquecedoras, que leva o espírito para a frente.
Muita gente combate, deturpa, desdenha os espíritas ou quem é espiritualista e acredita piamente na continuidade da vida após a morte.
Hoje a ciência está avançada, há casos e mais casos, no entanto, muitos fecham os olhos e custam a crer.
Enfim, cada um acredita no que quiser, não é mesmo?
Mas trago aqui um caso espantoso.
Eu era adolescente, já praticava psicografia nas aulas práticas lá no centro espírita.
Para mim, reencarnação era algo tão natural
quanto comer e ficar saciado.
Na Inglaterra, houve um caso em que fica muito difícil não acreditar em reencarnação.
Em 1983, o jornal londrino Evening Post pediu a um de seus colaboradores que escrevesse sobre paranormalidade.
O jornalista Ray Bryant foi à cata de matérias, evidências e acabou por conhecer o doutor Joe Keeton, conhecido por realizar regressões de vidas passadas por meio da hipnose.
Poderia parecer algo banal, porém as sessões feitas com o jornalista começaram a despertar muito mais que uma simples curiosidade.
Ray Bryant, quando submetido à hipnose, assumia a personalidade de um soldado (Reuben Sttaford fora seu outro nome), que havia vivido no século 19 na Inglaterra, lutara na Guerra da Crimeia e morrera em Londres, vítima de um acidente.
As sessões eram ricas em detalhes.
Datas, nomes, locais, tudo era anotado pelo médico.
Outro dado curioso: o jornalista, durante as sessões, adquiria o sotaque da região onde o soldado havia vivido.
Até então, poderia ser coincidência, indução, auto-sugestão e coisas do tipo.
Contudo, membros da equipe do doutor Joe Keeton foram atrás de todos os detalhes.
Pesquisaram em cartórios, bibliotecas, jornais de época.
E não é que toda a informação dada pelo jornalista batia?
Conseguiram até a lista dos sobreviventes da Guerra da Crimeia e lá constava o nome do sargento Reuben Sttaford.
Informações que lá havia eram naturalmente ditas pelo jornalista nas sessões.
Sem cometer um erro sequer.
Também tiveram acesso à certidão de óbito do soldado.
Ele havia morrido afogado, em Londres.
Mas aí você pode dizer: fácil.
O jornalista também teve acesso às informações.
Ele as decorou e soltava um punhado de informações a cada sessão.
Essa possibilidade, assim como a tal da memória escondida ser activada são improváveis, porquanto os dados biográficos do soldado em questão não eram publicamente conhecidos.
De uma simples matéria sobre paranormalidade, o jornalista acabou nos dando uma prova incontestável de reencarnação.
Se quiser se aprofundar mais no assunto, e souber ler em inglês (infelizmente o livro não foi traduzido para nossa língua), consulte Encounters with the past: new edition, que, numa tradução livre,
poderia ser Encontros com o passado:
nova edição, escrito por Peter Moss com a colaboração de Joe Keeton - Sidgwick e Jackson London -Inglaterra - 1985.
É leitura das mais interessantes.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:15 am

7 - É bom errar

Nos dias de hoje, todos nós temos de correr, "suar a camisa", como se diz, para alcançar nossas metas e nossos objectivos.
Conseguir o que se quer nem sempre é difícil, mas a manutenção de nossos sonhos pode nos custar muito caro.
Neste momento é importante saber:
o que eu quero é bom para mim?
Quero de facto ou quero por conta de mimo, birra?
O que desejo vai me encher de contentamento e realização?
Às vezes, ao querer o melhor, e não importa em que nível de nossa vida esse melhor esteja, somos assaltados pela culpa e, consequentemente, pelo medo.
Desejamos tanto algo e, quando está prestes a se concretizar, dar certo, vem uma voz chatinha que bota dúvida:
"Será mesmo?
É isso mesmo que eu quero?
Se eu fizer isso, vou ter uma vida melhor que meu pai". e outros tipos de perguntas similares, que vêm com uma forte carga para detonar a concretização do sonho.
A culpa e o medo são instrumentos que nos mantêm afastados de nossa verdadeira essência, causando-nos feridas emocionais difíceis de ser cicatrizadas.
Presos na culpa, perdemos o nosso poder e, não obstante, ficamos nas mãos dos outros.
Quando você se culpa, está dando uma mensagem clara ao seu subconsciente:
"Não devia ter feito isso.
Como me arrependo"!.
Reconhecer o erro é ter modéstia.
O erro serve para nos ajudar a não desviar da rota, é um sinal de que "daquele jeito" não dá e precisamos seguir com nossos objectivos de outra forma.
Ou, muitas vezes, nos mostra que aquilo não era para ser.
Só isso, sem dramas.
A sociedade tem uma força muito grande no que se refere à condenação do próximo e usa essa arma para que, ao se sentir culpado, o indivíduo deixe de acreditar em sua capacidade, em seu potencial.
Diante da derrota, muitos consideram que o melhor é deixar tudo para trás e fechar-se em copas.
O conhecimento da espiritualidade é uma arma e um bálsamo para quem comete um erro.
A vida, com sua infinita sabedoria, nos enriqueceu de potenciais.
No estágio de evolução em que nos encontramos, fomos feitos para errar e acertar.
Dessa forma, nosso espírito vai se libertando das amarras da insegurança e galgando seguramente degraus mais altos nos meandros da bondade, compreensão e lucidez.
Quanto tempo você levou para aprender a andar de bicicleta?
E, nas primeiras tentativas, não levou tombos homéricos?
E para quem teve de pegar no volante de um carro a primeira vez?
Quando comecei a dirigir, por exemplo, levei mais de vinte aulas de auto-escola para aprender a guiar um carro.
Suei bicas no dia do teste para tirar a carta.
Nos primeiros meses de direcção, contava as marchas, fazia tudo pensado, preocupado em não deixar o carro morrer.
Passados mais de trinta anos de prática, tudo vai no automático.
Não penso mais como se mudam as marchas.
O tempo fez eu me sentir seguro, perder o medo e dirigir com prazer.
E assim é em tudo o que fazemos na vida, desde aprender a dirigir como terminar um casamento de anos.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:15 am

"Ah, mas eu errei.
Nunca devia ter me casado com ela".
Bobagem. Quando a conheceu, você gostou.
Se não gostasse, não casava.
Hoje ninguém mais é obrigado a casar; casa porque quer.
As pessoas mudam e assim os sentimentos em relação ao outro também se modificam ao longo do tempo.
Eles podem se tornar mais fortes e você perceber que aquela é realmente o amor da sua vida, ou perceber que não sente mais aquele amor de outros tempos.
Normal. Todos nós temos direito a fazer outras escolhas.
Mas, sobre relacionamentos, falarei num outro texto.
Agora importa você saber que tudo na vida tem jeito e que seus sonhos jamais devem morrer, mesmo diante de um suposto fracasso.
Quando procuramos fazer o melhor que podemos, descobrimos que as forças universais atuam a nosso favor, trazendo até nós alguém ou alguma coisa que enriqueça a nossa vida, tornando-nos mais fortes e confiantes.
E, quando isso acontece, percebemos que jamais estamos - ou estaremos - sós.
E que o erro sempre empurra todos para o melhor.
É bom errar de vez em quando.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:16 am

8 - Encarando as pressões do dia a dia

O cartão de crédito está no rotativo há meses, e a dívida só aumenta.
A bateria do carro pifou, sua filha adolescente finge que você é um espírito; ela passa por você e não lhe dá a mínima atenção.
O casamento está balançando e, pior: a firma começou a cortar pessoal, fazendo você se sentir a pessoa mais insegura e infeliz da face da Terra.
Dá vontade de pedir para parar o mundo e saltar, tamanha a quantidade de problemas que assolam você no dia a dia, ou trancar-se no quarto e não se levantar nunca mais.
E nem estou me referindo a trânsito, congestionamento, condução lotada.
São muitos os problemas.
É um atrás do outro.
Mas, se eles não param, aparecem do nada, não dão sossego nunca, que tal encará-los como desafios para melhorar?
Sabe, a vida sempre trabalha para o nosso melhor.
Ela faz uma força danada para que eu, você, todos, neste planeta, sejam estimulados a crescer e entender de uma vez por todas que problemas (ou desafios) estarão sempre presentes em nossa vida, hoje, amanhã e sempre.
A questão não é livrar-se dos problemas, mas como lidar com eles, ou seja, olhar para esses desafios com os olhos do espírito.
Como se faz isso?
Parece coisa complicada, não? Mas não é.
Não precisa ser especialista em conhecimento espiritual, ter profundidade sobre doutrinas, ocultismo ou paranormalidade.
Às vezes, sem ter noção de nada, obtém-se melhor resultado porque você não está preso a conceitos e normas que podem impedi-lo de ver por outros ângulos uma situação que, aparentemente, não tem mais jeito de ser consertada.
O que se pode, então, fazer?
Simplesmente dar o melhor de si, sem se sobrecarregar, fazendo. o que dá para fazer.
"Mas não dá pra fazer nada", você me diz.
Então não faça nada.
Só isso? Só.
Acha pouco? Mas não é.
Temos a pretensão de querer salvar nossa família, nossos filhos, nossos amigos. e nesse corre-corre ensandecido nos deixamos de lado, nos abandonamos por completo, acabamos por não suprir um tiquinho que seja as nossas necessidades.
E estou falando de coisas simples, como ter um tempo para fazer algo de que gosta, assistir a um filme, ir ao estádio para torcer pelo seu time, ou simplesmente andar num parque sem pensar em nada, de preferência, com um dispositivo que lhe permita escutar música.
Porque música, além de distrair, transporta você para outro mundo, tirando-o dos problemas por um breve período, dando tempo para seu espírito "respirar" e pensar nas alternativas para resolver determinada questão.
Você precisa dar mais atenção ao que sente.
Está com vontade de não fazer nada neste domingo?
Pois se dê o direito de passar o dia todo de pijama, largado(a), dando um choque na rotina e curtindo um pouco de você.
Existe solução para tudo.
O décimo terceiro salário poderá quitar as dívidas, o mecânico vai consertar o carro, sua filha vai crescer e logo essa rebeldia passa.
As crises no casamento também passam. Tudo passa.
O importante é ter alegria no coração e olhar para esses desafios com humor.
O humor é uma forte característica de espíritos bem resolvidos.
Se quer uma vida melhor, procure ser uma pessoa melhor.
Tudo depende de você. Só de você.
Por isso, encha seu coração de alegria, sorria.
Não se esqueça de que a felicidade é feita de pequenos momentos.
Que tal criar agora um momento de felicidade?
É só se dar um minuto de atenção. Um só.
E, o dia que passar a tratar você como trata seu melhor amigo, verá que tudo vai mudar.
Para melhor, é claro!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:16 am

9 - Quando chega a hora

A morte de uma pessoa querida é sempre um momento de mudança e reflexão.
Para os que têm fé, que sabem que a morte não é o fim, mas apenas uma separação temporária, fica mais fácil superar, inclusive as mortes prematuras, as tragédias inesperadas.
Acreditar que Deus não erra e que tudo está certo acalma, conforta e permite a aceitação do fato, mesmo quando não se consegue saber por que aconteceu.
Aceitar um facto irremediável e doloroso é superar a dor, enquanto a falta de fé em um poder maior, o medo do desconhecido, só faz aumentá-la, criando vários instrumentos mentais de autotortura.
A pessoa fica visualizando os momentos dolorosos, imaginando os sofrimentos daquele que partiu.
E, revivendo-os constantemente, alimenta a ferida, agravando-a.
Essa atitude de revolta e rebeldia para com os fatos que não se podem mudar, além de ser inútil, angustia muito o espírito do que se foi e causa à pessoa uma profunda depressão, difícil de curar.
Ela perde o prazer de viver.
Se isso acontecer durante longo período, estabelece-se um campo magnético favorável à proliferação de germes, e a doença fatalmente acontecerá.
Quanto mais dramática ela for, mais lenta e dolorosa será sua enfermidade.
Quando vamos compreender que são nossas atitudes que formatam e alimentam as energias que materializam os factos em nossa vida?
A reencarnação e a morte são mudanças naturais.
Quantas vezes já passamos por elas?
Nossa cultura materialista tem dramatizado a morte excessivamente.
Nós nos fixamos na decomposição física, na transformação da matéria, esquecidos de que ela, sem o espírito, é nada.
É ele quem vitaliza temporariamente os elementos físicos de nosso mundo, que se desagregam quando ele se afasta.
Se você crê em Deus, tem que admitir que Ele é perfeito e, sendo perfeito, é bom e nunca faria nada de ruim.
Logo, aquele desastre horrível, aquele acidente, aquela morte trágica, aquele quadro doloroso, pode ter sido suavizado e a pessoa não ter experimentado nenhuma dor.
Quem nos garante que aquele espírito não tenha sido retirado do corpo alguns segundos antes de ser atingido?
Que aquela pessoa na UTI, em coma, nem tenha percebido os aparelhos perfurando o seu corpo e tenha se ausentado antes?
Nos relatos dos espíritos desencarnados de maneira violenta, a não ser em alguns casos de suicídio, no qual precisam ir fundo na experiência que escolheram, eles mencionam que acordaram no astral, sem terem passado por grandes sofrimentos físicos.
Lamentam, isso sim, o inconformismo dos parentes que ficaram no mundo, que os chamam e atraem constantemente, justamente para o local e o momento difícil que preferem esquecer.
Quando uma mãe inconformada, uma viúva revoltada, um pai deprimido visualizam constantemente a doença, o acidente, o quadro doloroso que presenciaram, estão alimentando aquele instante difícil, alongando-o, tentando materializar uma situação que a vida faz tudo para dissolver.
Estão criando verdadeiros tentáculos energéticos, viscosos e pesados, que alcançam o espírito daquele que morreu, fazendo-o reviver a dificuldade que já acabou.
Envolvidos por essas energias, alguns chegam a sentir sintomas da doença que os vitimou, os piores momentos do desenlace, somados à angústia dos que ficaram.
Chega de vitalizar a morte!
Ela não passa de um momento de transformação, porque só existe vida.
Só vida, sempre vida, por toda parte.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:16 am

O corpo é um uniforme que vestimos para frequentar a escola do mundo, onde vamos renovar valores, alargar a consciência, desenvolver potenciais, adquirir lucidez.
Quem morreu não precisava mais do uniforme.
Seu tempo acabou e ele voltou para o plano de origem, onde vai repensar, guardando ainda as impressões do estágio que fez na Terra.
Nessa reciclagem, tudo conta.
Os pequeninos factos do dia a dia, as frustrações e as vitórias, os acertos e os enganos.
É um processo natural em que aos poucos ele irá amadurecendo.
Quando for oportuno, poderá voltar a reencarnar aqui, modificado.
Mais experiente, em novas oportunidades.
Se você perdeu um ente querido, liberte-o agora!
Ele continua vivo, livre, leve, e anseia pela felicidade.
Não o detenha no sofrimento, nem dificulte mais seu caminho; deixe-o ir.
A vida é perfeita e tudo está certo como está.
A morte é uma ilusão.
Não se deixe enganar.
Mande embora a tristeza.
Vamos todos celebrar a vida!
Reverenciar a beleza e a perfeição do universo. Coragem!
Você pode e vai conseguir.
Seu parente desencarnado agradece, feliz.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 28, 2016 10:17 am

10 - Como é o astral?

Eu não conheço muito de espiritualidade e escuto muito você falar sobre o mundo astral.
Já tentei ler livros do André Luiz, mas eles têm uma linguagem muito complexa, um português muito rebuscado.
Teria como explicar de uma forma mais didáctica?
Sim. O mundo astral nada mais é do que o lugar para onde vão as pessoas depois que morrem.
Morreu, desencarnou, bateu as botas?
Vai para o astral.
Imagine um planeta como a Terra, mas invisível aos seus olhos, porque vibra numa outra faixa energética.
Os espíritos afirmam que é uma das dimensões paralelas.
Não vai demorar muito para os cientistas chegarem a esta conclusão.
Pois bem, o astral é dividido também em espécies de continentes, países, cidades, municípios.
Os espíritas costumam chamar as cidades astrais de colónias.
No mundo astral não há nacionalidade, nem passaportes.
O que impede a entrada em uma ou outra cidade é o seu teor energético.
Dependendo da sua vibração, você nem consegue enxergar a colónia à sua frente.
Há o astral denso, pesado, barra-pesada.
Imagine um bairro horrível, repleto de maus elementos, gente da pior espécie.
É o que os espíritas também denominam de umbral.
Quanto mais desequilibrada está a pessoa, ao morrer, mais chances ela tem de ir para este lugar denso.
Entenda que você não vai para o umbral, depois da sua morte, por conta de ter sido ruim, ter fumado, se separado da esposa, largado o marido, ter abortado ou consumido drogas.
Não. Você vai para lá por conta da sua vibração energética, composta pelo teor dos seus pensamentos.
Você é uma pessoa que se banca, que se dá bem consigo, que se olha no espelho e não se recrimina um tiquinho que seja?
É seu amigo, se respeita, diz "não" quando é necessário, tem auto-estima elevada?
Você tem grandes chances de passar batido por este lugar.
Porque o umbral é lugar de gente desequilibrada, de baixa auto-estima, que se cobra, se xinga, se chama de burra a todo momento, se acha menos que os outros, se critica, que entende que o sofrimento ainda é o caminho da purificação.
Se você se dá o devido valor, terá grande chance de ir para cidades legais, com gente descolada, inteligente, de humor fino, que amam as artes, o conhecimento, trabalham muito e ajudam bastante os que necessitam.
Há também lugares belíssimos, de grande iluminação.
São as cidades dos tais iluminados, de espíritos que estão em um grau de lucidez muito além do nosso, tipo santos, ascensionados, gurus.
São locais onde inexistem dor, sofrimento, negatividade de qualquer espécie.
Como estamos sempre evoluindo, caminhando para a frente, um dia também chegaremos a esses lugares iluminados.
Mas, por ora, chegar a uma cidadezinha astral bonitinha, com gente simpática e ar agradável, já está de bom tamanho, concorda?
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:35 am

11 - A história do primeiro de maio

Tudo começou no dia primeiro de maio de 1886, quando se realizou uma grande manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos.
Milhares de trabalhadores protestavam contra as condições desumanas e reivindicavam a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias.
A greve paralisou os Estados Unidos.
No dia 3 de maio, houve confrontos dos manifestantes com a polícia e a morte de alguns deles.
No dia seguinte, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores; um desconhecido lançou uma bomba para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes.
A polícia, então, abriu fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas.
Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket, nome da praça onde essa triste confusão ocorreu.
Em 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pela jornada de oito horas diárias de trabalho.
A data escolhida foi o primeiro de maio, em homenagem às reivindicações de Chicago.
Anos depois, em 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificou a jornada diária de oito horas e decretou feriado o dia primeiro de maio daquele ano.
Em 1920 a Rússia adoptou o primeiro de maio como feriado nacional, e este exemplo foi seguido por muitos outros países.
No Brasil, o feriado passou a vigorar a partir de 1925.
Na Austrália, Bolívia e Camberra, por exemplo, esta data de celebração varia de acordo com a região.
Os Estados Unidos, assim como o Canadá, comemoram o Dia do Trabalho (Labour Day) na primeira segunda-feira de setembro.
Em Portugal, só a partir de maio de 1974 (o ano da Revolução dos Cravos, do 25 de abril) é que se voltou a comemorar livremente o primeiro de maio, e este passou a ser feriado.
Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.
Aqui no Brasil, até o início da Era Vargas, o Dia do Trabalho era considerado pelos movimentos anarquistas e comunistas como um momento de protesto e crítica às estruturas sociais e económicas do país.
Contudo, em primeiro de maio de 1940, Vargas instituiu o salário mínimo e, em 1941, a data foi por ele usada para marcar a criação da Justiça do Trabalho, com a finalidade de resolver os conflitos existentes entre os trabalhadores e seus patrões.
Dado interessante: como -argas utilizava o primeiro de maio para levar aos trabalhadores somente boas notícias, a data perdeu seu sentido original.
Em primeiro de maio de 1943, ele introduziu a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, que dá amparo aos trabalhadores até os dias de hoje.
Até então marcado por piquetes e protestos, o Dia do Trabalho (ou do Trabalhador) passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.
Trabalhar é extremamente útil para o crescimento do espírito.
Kardec, quase trinta anos antes das manifestações em Chicago, já discorria sobre a utilidade do trabalho como forma de evolução do espírito.
Kardec elaborou perguntas aos espíritos em uma época em que nem sequer havia regulamentação de horas trabalhadas.
Só a título de curiosidade, pegue O Livro dos Espíritos, questões 674 a 685.
Essas questões abordam o universo do trabalho.
Você vai entender que Kardec já afirmava que trabalhar não é expiação, tampouco sofrimento, mas uma necessidade da evolução humana, dando ao homem o direito de desenvolver potenciais, habilidades, conquistar a felicidade.
O trabalho é uma força positiva, nos torna úteis, alarga nossa inteligência, desenvolve nosso raciocínio, nos dá condições de prosperar, melhorar de vida, fazer amigos.
Por fim, ele é uma bênção em nossa vida.
Ninguém chega à sabedoria sem haver valorizado o trabalho.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:36 am

12 - Corre-corre

A vida está agitada.
Mais corrida. Mais intensa. Bem mais!
As convenções sociais mudam, o jeito de viver também.
Passamos por ciclos, a idade também mexe com a gente.
Geralmente, o que queríamos aos dezoito não queremos depois dos quarenta anos.
A disposição muda, a cabeça é outra.
Por mais que a tecnologia avance e nos dê a impressão de que o mundo está andando muito mais rápido do que há dez, vinte anos, não podemos deixar de viver o momento.
Sim, porque, diante de tanta informação, de tanta tecnologia e de tanta rapidez, o momento torna-se o que de mais importante temos na vida.
O que conta é o agora.
O ontem já passou. Não interessa mais.
O amanhã, como bem diz o ditado, a Deus pertence.
Não está em nossas mãos.
Olha, saber que a vida após a vida é um facto conforta muito.
Isso tira um pouco a ansiedade de querer tudo ao mesmo tempo, tudo para ontem.
Afinal de contas, temos a eternidade para realizar tudo o que queremos.
Então, baixe a bola, controle a ansiedade, pare de roer as unhas e de se empanturrar de doces (ou de cerveja, ou de qualquer outra coisa que o torne uma pessoa compulsiva).
Sim. Os dias de hoje estão deixando as pessoas mais ansiosas e, por consequência, mais impulsivas.
Viver reencarnado não é bem assim.
É poder saborear cada minuto desta nossa jornada, mesmo que em alguns momentos pareça que você está vivendo o fim dos dias.
Alguns acham que um médium, como eu, que psicógrafa romances, que escreve de acordo com a óptica espírita, é muito sisudo, compenetrado.
Eu sou alegre, divertido, adoro uma piada.
E outro grande prazer é estar rodeado de poucos, mas verdadeiros amigos.
"Mas o mundo está uma calamidade"!
Não está. Já foi pior, proporcionalmente ao número de habitantes.
Sempre digo que, no começo do século 20, não havia antibiótico.
Imagina isso?
Era só ficar doente e pluft! - morria.
Os hábitos de higiene eram péssimos e o estilo de vida também não era tão saudável como imaginamos.
É que temos sempre a ideia de achar que o passado era melhor.
Será? Viver andando de carroça, machucando as costas, pisando sobre estrume, sem água e electricidade, sem geladeira...
Se você está lendo esta matéria, é porque de alguma maneira está ligado(a) à espiritualidade.
Não sou fanático, mas ter conhecimento espiritual nos dias de hoje ajuda bastante a encarar as durezas do cotidiano.
Sei que muitos têm problemas na família, no trabalho.
A vida pode não ser um mar de rosas, mas também não é um bicho de sete cabeças.
Gostaria que você parasse e reflectisse um pouco.
Permita-se ser mais alegre, aprenda com os seus erros e nunca se martirize.
A culpa só atrasa nosso processo de amadurecimento.
Respeitar as suas vontades vai ajudar muito a aceitar e respeitar os outros à sua volta.
Viver o momento, deixando o ontem lá atrás e o amanhã lá na frente, é uma maneira bem interessante de enfrentar esse corre-corre que tenta nos arrastar feito uma locomotiva sem rumo.
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Ave sem Ninho

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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:36 am

13 - Crescer e se fortalecer no bem

Nosso velho planeta passa por momentos de profunda e notável transformação.
As posturas, as crenças, os valores, enfim, estão sendo colocados em xeque.
Todos nós estamos sendo chamados - ou despertados - para promover mudanças em nossa maneira de sentir a vida e ver com outros olhos o mundo ao nosso redor.
Para alguns, estamos vivendo a era do Apocalipse, em que o fim dos tempos está cada vez mais próximo.
De acordo com essa óptica, nunca estivemos tão perto do fim.
O homem destrói a natureza, aniquila o próximo, exime-se de suas reais responsabilidades diante da vida, mente, rouba e corrompe.
Se deixarmos de lado o resto do mundo e nos concentrarmos somente em nosso país, vamos nos deparar com problemas muito piores, tais como a miséria, a fome, a corrupção, o descaso de nossos governantes, o desrespeito às leis, a violência, o crime, as mortes brutais...
Para outros, porém, estamos vivendo a era de ouro da humanidade, porquanto é a primeira vez que o homem tem acesso a todo e qualquer tipo de informação e conhecimento.
Podemos, pela primeira vez em séculos, questionar valores e crenças.
Temos liberdade de pensar, de agir, de nos expressar.
Nunca o homem teve tanta liberdade para ser aquilo que deseja.
A tecnologia avança a passos largos (por exemplo, somos os melhores do mundo quando o assunto é automação bancária).
O brasileiro é assim mesmo, alegre e triste, bom e mau, certo e errado, tímido e arrojado, generoso e cruel, mocinho e bandido.
Talvez essa dualidade tenha sido providencial e também por essa razão o Brasil seja um país constituído de muitos simpatizantes às religiões que pregam a existência de vida após a morte.
Não existe em outra parte do globo terrestre uma concentração de médiuns tão grande como existe em nosso país, seja pela vibração energética - favorável aos sensitivos seja pelo simples fato de este pedacinho do globo estar se preparando para, efectivamente, tornar-se a pátria dos sensitivos, indo muito além da pátria do Espiritismo.
Eu me incluo nessa massa de gente, tão ambígua, tão instigante, tão interessante.
Gosto de estar vivendo no meio de um povo que, mesmo passando por momentos difíceis, arruma tempo para encontrar amigos e tomar cerveja num boteco de esquina, beber uma água de coco no calçadão da praia, jogar conversa fiada com os amigos em rodas alegres e divertidas.
Mesmo cercado de dúvidas e indagações, tenho uma certeza:
a continuidade da vida após a morte -ou após a própria vida.
E, com base nesta certeza, escrevo textos que façam você reflectir que tudo valeu e vale a pena, que tudo está certo.
Afinal de contas, nosso espírito não regride jamais.
Nossa caminhada pelo mundo, nas sucessivas encarnações, se dá pelo movimento - o próprio nascer e morrer - e pelo crescimento, pois crescer é uma lei da natureza da qual não temos como escapar.
Estamos fadados a crescer, sempre.
Podemos parar e estacionar.
Regredir, nunca. Crescer, sempre.
Você pode ter chegado até mim por conta dos meus livros, por indicação de amigos, ou simplesmente por mera curiosidade.
Não importa como você teve acesso a este texto.
Se chegou ao final destas linhas, é porque também faz parte do grande grupo que almeja, acima de tudo, uma vida melhor para si e para os seus semelhantes.
Pois façamos, oras, parte desta grande corrente ligada no bem!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:36 am

14 - Trabalho e realização

Diz o ditado popular:
"Cabeça vazia, oficina do diabo".
É a mais pura verdade.
Quem não tem o que fazer afunda-se num mar de neuroses, tédio, e tem uma vida sem objectivos, como se seguisse uma estrada com destino ignorado, perdido nas ilusões do mundo, sem perceber que está cavando o seu próprio buraco de infelicidades.
Ocupar-se, de modo geral, está relacionado ao trabalho.
E, afinal, o que é trabalhar?
É realizar uma função, desempenhar algo que lhe traga realização e remuneração.
A maioria das pessoas se prende tão somente na remuneração, esquecendo-se de seguir suas vontades, seus talentos, ou o que chamamos de vocação.
Exemplo: você é activo, falante, conversador, não para quieto e arruma um serviço de digitador num banco.
Obviamente, em pouco tempo, vai achar o serviço entediante, enfadonho, seu corpo vai reclamar e logo surgirão dores e doenças.
Naturalmente, você sufocou um temperamento alegre, efusivo, irrequieto para ficar horas sentado, sem poder sequer conversar com o colega ao lado.
Por que não foi trabalhar com vendas, com o público?
O contrário também acontece, com bastante frequência.
Imagine uma pessoa recatada, mais reservada, colocada para lidar com o público, sendo que ela ficaria muito mais confortável dentro de um escritório de contabilidade, lidando com razonetes e balancetes, concentrada e quieta em uma mesa o dia inteiro, mas feliz.
A vida nos cria desafios.
O trabalho é um meio de desenvolver nossos potenciais, de assumir a nossa verdade interior, ou seja, de deixar nossa personalidade expressar-se livremente.
Se você está tendo dificuldades em sua vida profissional, veja se está trabalhando na área de que gosta.
Às vezes, abraçamos uma carreira, aceitamos um cargo por conta tão somente do salário.
Claro que um bom salário é interessante, mas ganhar sem sentir prazer no que faz?
Receber um bom dinheiro no fim do mês e sentir aquele vazio dentro do peito?
Será que vale a pena?
Tantas horas gastas em uma actividade, dentro de um escritório, lidando com clientes chatos, conferindo um monte de papelada, pegando trânsito pesado para ir e vir, lidando com chefe difícil... sem sentir um pingo de realização?
Pense. Reflicta.
O valor do trabalho está muito além do valor material.
Ele está ligadíssimo aos anseios da nossa alma.
Se conseguir um trabalho que o preencha, que lhe cause bem-estar, que lhe dê ânimo ao acordar, então você conseguiu encontrar o trabalho ideal para você.
E, sem sombra de dúvidas, o trabalho feito com gosto, amor e dedicação transforma você em um bom profissional.
Logo você começará a irradiar uma energia de competência, de responsabilidade, de força de vontade, e as pessoas ao redor irão captar.
Você poderá ser promovido, poderá receber propostas para novas e estimulantes oportunidades.
Você fica mais disposto, vai para a frente, ganha mais, atrai mais dinheiro, mais conhecimento, mais inteligência.
Geralmente, uma pessoa que vibra nessa sintonia, que dá valor ao trabalho, fica rica.
Não só rica na vida financeira, mas rica no espírito.
Bom trabalho!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:36 am

15 - Falando de Deus

Questão número 1 - 0 que é Deus?
Resposta: Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
A questão número 1 de O Livro dos Espíritos é algo digno de espanto e admiração.
Se, ainda nos dias atuais, muitos de nós têm uma imagem "humanizada" de Deus, imagine há pouco mais de 150 anos?
Em 1857, a imagem de Deus era totalmente antropomórfica, ou seja, humanizada, como a figura de um pai (geralmente de cara amarrada, sisudo, seriíssimo) que decide tudo por seu filho.
A Igreja Católica conseguiu, ao longo dos anos, criar no imaginário social, pelo menos em boa parte do Ocidente, a imagem de um homem de barba branca, aspecto sisudo, sentado sobre uma nuvem, de onde decide pela vida dos pobres mortais.
Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança.
O homem acredita que fez Deus à sua imagem e semelhança.
A civilização ganhou forma e o homem tornou-se rei absoluto do pedaço.
Surgem, não necessariamente em ordem, mas só para entendimento, grandes homens, como Moisés, Confúcio, Jesus, Maomé, Buda.
A revelação divina veio para nós por meio de textos escritos, como a Bíblia, a Torá, o Alcorão.
Há um universo bem amplo de possibilidades para se entender Deus.
Em cada religião, Ele nos é apresentado de um jeito, compreendido de outro.
E assim o mundo foi crescendo, outras religiões foram nascendo.
Surgiram as guerras santas e cada qual passou a interpretar as leis de acordo com suas conveniências.
Para mim, isso não tem nada a ver com Deus, embora, às vezes, essa sensação de alguém nos olhando lá de cima, julgando nossos actos, considerando-nos bons ou ruins, ainda se faça presente, de tão arraigada que ficou em nossa mente colectiva.
É necessário, portanto, perceber com maior clareza a resposta da primeira questão de O Livro dos Espíritos, afirmando que Deus é a inteligência suprema.
Bom, inteligência suprema pode nos dizer muitas coisas, e considero que esteja mais próximo de algo como as forças inteligentes e invisíveis que regem o universo.
E que essas forças se manifestam por meio da nossa vontade, quando exercitamos a fé.
É inegável perceber essa "força" que rege a vida, que faz o universo trabalhar incessantemente, que faz uma simples sementinha transformar-se numa flor lindíssima, ou numa árvore de raízes profundas, ou que nos dê frutos deliciosos.
Daí que esse Deus gasto na boca de muitos falsos profetas (não os citados neste texto, ok?) já deu o que tinha de dar.
E é compreensível até que muita gente não mais acredite em Deus.
Também concordo.
Esse Deus está com os dias contados.
Porque Deus não está no céu, na nuvem, não está fora.
Está dentro.
É uma coisa dentro da gente.
Entende que não é uma questão de crença?
É uma questão de evocação.
Você pensa, chama e Ele vem.
Do mesmo jeito que você faz com o amor, com a raiva, com a coragem.
Você chama e vem.
É uma experiência interior.
Deus é um estado de alma, é uma sensação.
E, pode acreditar, quando digo "Deus em mim"!, sinto uma sensação diferente, minhas energias mudam, meu estado emocional muda.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

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