Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:36 am

Quando estamos com essa sensação presente, tudo muda, porque afecta nossa vida, as pessoas em volta da gente, transformando, melhorando nosso caminho, nos ajudando a viver melhor, percebendo os tais "insights".
Quando você tem o conceito de que Deus não é uma pessoa, mas uma sensação, consegue entender que Ele não faz nada para nós, mas faz por nós.
Eu, você, todas as pessoas podem se conectar às forças invisíveis e sentir a presença de Deus.
Talvez essa seja uma das maiores descobertas de todos os tempos:
Deus está dentro de nós e age por meio de nossa vontade, o que nos dá uma sensação enorme de poder e, acima de tudo, de responsabilidade perante nosso destino e às pessoas que nos cercam.
Se não quiser acreditar nessa força maravilhosa em você, tudo bem.
Quem vai sair perdendo é você mesmo.
Porque sem ela não vai ter paz emocional, não vai ter sossego, alegria, prosperidade, bom convívio familiar.
A fé se expressa na qualidade interior da vida em você.
Quanto mais conectado a essa força, mais sucesso terá.
E, como diz meu amigo espiritual Calunga, se não acredita em Deus, pode entrar no rol dos derrotados, porque nem sucesso você vai ter...
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Ave sem Ninho

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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:37 am

16 - Os artistas e o mundo astral

Geralmente, quando um artista morre, continua seu trabalho artístico no mundo extrafísico.
Pintores, artistas plásticos, atores, músicos, cantores, escritores e todos aqueles que lidam com a arte de alguma forma continuam a produzir suas obras na outra dimensão.
Marco Aurélio (meu parceiro espiritual que me traz as histórias dos romances) já me dizia algo semelhante em relação aos escritores, à época que iniciamos nossa parceria na escrita, há mais de trinta anos.
Claro que alguns desses cultivadores das belas--artes, ao constatarem que há vida após a vida, deslumbram-se de tal maneira que deixam por algum tempo de produzir suas obras e partem para outros tipos de experiência, colocando a sensibilidade da alma em contacto com outras formas de manifestação artística.
Outros, perturbados emocionalmente, morrem muito mal e passam longos períodos em tratamento hospitalar, limpando-se das energias tóxicas de seus próprios pensamentos pesados e destrutivos.
Estes, geralmente, são artistas que, ao morrer, também têm suas obras logo esquecidas, ou são aqueles que logo o público esquece.
Parece que nunca passaram pelo planeta.
Já aquele que morreu e se recupera rapidinho toma logo consciência da nova realidade, não entra em pânico, aceita a "morte" numa boa e segue adiante sua nova trajectória, tem sua obra reconhecida, o público sente muito a sua morte; o artista recebe uma centena de homenagens e sua obra não para de ser reeditada (no caso de um cantor/músico, por exemplo), ou seus filmes sempre são reprisados ou relembrados com muito carinho, no caso de um actor/actriz.
Às vezes, o artista morre, fica mal, sua obra ou ele são esquecidos do público, porque a energia dele não está nada boa e está revoltado, perturbado, não quer saber de nada, nega a obra que fez, não dá valor ao que construiu na Terra, essas crises todas... e então, depois de dez, vinte, trinta anos, ele melhora, fica bem, sai do surto, resolve voltar a cantar, a actuar, dirigir, pintar, e esse ato no astral se reflecte rapidinho aqui no planeta.
É aquela situação que ocorre, por exemplo, quando um artista é "redescoberto".
De repente, alguém redescobre fulano, ou a obra de sicrano é resgatada, a filmografia do actor tal é considerada uma obra-prima, a musicalidade do cantor tal é vista por uma nova geração como algo de genialidade sem precedentes e por aí vai.
O artista passa a ser valorizado da noite para o dia, ganha uma dimensão até maior do que quando tivera em vida.
Por quê? Porque ele está muito, mas muito bem do lado de lá.
Quem tem me falado muito sobre esses assuntos é o meu amigo Túlio.
Desencarnado descolado, nas horas vagas ele sempre vai com a sua namorada a um concerto, um show, uma peça de teatro lá na cidade astral onde mora.
Não costuma me dizer o nome dos artistas que vê nos palcos actuando ou cantando; Túlio é discreto, não precisa ficar fazendo alarde, dizendo que viu fulano de tal, beltrano ou sicrano.
No entanto, Túlio revelou-me algo que quero compartilhar com você:
assegurou-me que a música espanta, de facto, a energia negativa.
Segundo meu amigo, a melodia tem certos elementos astrais que conseguem quebrar as energias tóxicas e fazê-las sumirem no ar, higienizando e restaurando o ambiente.
E me garante que não só escutar como também cantar ajuda a melhorar e harmonizar a energia do ambiente.
Então, trate de soltar a voz no banheiro, porque cantar, efectivamente, seus males espanta.
Palavra dos espíritos!
Túlio me disse também que há muito artista que continua fazendo sucesso no astral e na minha fan page na rede social [facebook.com/marcelocezar. escritor] eu poderia, assim, se quisesse, colocar um vídeo de vez em quando, preferencialmente de um artista ligado à música, que já tivesse desencarnado.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:37 am

Seria uma maneira de o público saber que o artista já se foi; obviamente, haverá algum artista com o qual você vai se surpreender em saber que já morreu, porque é aquele tipo de cantor que nunca ouviu falar, mas sempre escutou a música no rádio, sabe?
Também me foi sugerido postar os "clássicos" desencarnados que são admiradíssimos na outra dimensão, como Elvis Presley, Elis Regina ou Michael Jackson, só para citar alguns.
Túlio também comentou que, além de movimentar a página na rede social, poderia deixá-la mais alegre, divertida, com mensagens positivas e há, ainda, um objectivo que considerei nobre da parte dele:
que tal atitude pudesse ajudar a levantar o pique de um artista lá no astral que esteja precisando de uma "força" aqui da gente, do nosso carinho, da nossa lembrança, a fim de, quem sabe, ter chances de se recuperar mais rapidamente de seus processos emocionais e voltar a cantar.
De repente você clica, escuta, gosta, e o seu gesto produz uma energia boa que vai para esse artista que está precisando de um pouco de carinho.
O planeta anda meio conturbado e precisamos injectar nele mais alegria, porque a música encanta e alegra o coração, restaura o sistema imunológico, traz jovialidade e também ajuda a limpar o ambiente das energias pesadas, olha que coisa boa!
Já pegue a dica para o dia que você receber aquela visita meio "cabeça pesada" em casa.
A visita vai embora e... ops... ligue o som e bote a música de que você mais gosta, seja de um artista vivo ou morto!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:37 am

17 - Um mundo para espiar e provar

Quando o Espiritismo surgiu no Ocidente, houve uma ruptura de valores, principalmente dos morais.
Até à época do lançamento de O Livro dos Espíritos, éramos guiados praticamente pelo catolicismo e, ao morrer, o sujeito tinha três opções:
se tivesse sido bom, iria para o céu; se tivesse sido mau, iria para o inferno; se tivesse sido mais ou menos, nem um, nem outro, ficaria no purgatório, aguardando um julgamento.
Embora fôssemos, de uma maneira geral, uma população um tanto aberta no tocante ao sobrenatural (há relatos de anúncios de cartomantes, jogos de cartas e similares desde o início do século 19), por séculos a Igreja dominou a sociedade, ditando as regras morais e os costumes, e os indivíduos não tinham muito o que argumentar ou contra-argumentar.
Para se ter uma ideia, o ensino aqui era única e exclusivamente ministrado pelos jesuítas e só começou a mudar quando o Marquês de Pombal os expulsou do Brasil em meados do século 18.
O século 19 foi um século de ciência, de descobertas, e o homem passou a questionar uma série de valores.
O Espiritismo surgiu no meio desse cenário de renovação.
Chegou ao Brasil logo após ser codificado por Allan Kardec, mas, veja bem, aportou em terras brasileiras profundamente católicas e, em alguns aspectos, assemelhava-se ao culto dos escravos.
Para piorar o quadro (negativo para o lado do Espiritismo), conforme o Código Penal da recém-criada República, em seu artigo 157, o espírita era punido com crime e detenção.
Assumir ser espírita não era fácil.
Muitos reivindicaram o carácter religioso do Espiritismo como maneira de validá-lo na sociedade e, de certa forma, dar segurança legal para que os centros pudessem permanecer com suas actividades.
Assim, iniciou-se o Espiritismo à brasileira, distanciando-se, gradualmente, do original francês.
E como muitos dos espíritas eram (e ainda são) convertidos do catolicismo, ficou muito dessa história de céu/inferno católico transmutado no astral/ umbral espírita.
Se você for bom, resignado, suportar sua vida de sacrifícios e provas, quando desencarnar, vai para um bom lugar no astral.
Agora, se levar uma vida fútil, for uma pessoa de vícios, ruim etc., vai directo para o umbral. Sem choro nem vela.
Como iniciei meus estudos e trabalhos no centro espírita em 1979 (portanto, faz tempo para caramba), verifiquei, ao longo desses anos, principalmente em sessões de desobsessão e reuniões com mentores, que não é bem assim que acontece.
As respostas dadas pelos espíritos a Kardec, em sua maioria, eram em sentido figurado.
A interpretação não podia - e não pode - ser ao pé da letra.
É como ocorre com a Bíblia.
Cada um interpreta de um jeito.
Vivemos em um mundo de expiação?
Sim, no sentido tão somente de viver de acordo com as consequências do que se faz, afinal, você é a lei.
O que você determina, volta para você. Não existe muito mistério nisso.
Vivemos em um mundo onde há de tudo, onde temos de confrontar todo tipo de situação, que mexe muito com nosso sistema de crenças, desde a mais alegre à mais horripilante.
Sabemos que o planeta ainda tem a bondade, mas também a crueldade.
Mas como você vai encarar?
Isso é o que conta.
Vai se deixar levar pelas ondas negativas, acompanhar os programas sensacionalistas de tevê, ficar trocando vídeos de tragédias e compartilhando assuntos ruins com os amigos, ou vai fazer o contrário?
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 29, 2016 8:37 am

Que tal começar a pensar em espalhar notícia boa, procurar na internet assuntos legais, positivos, interessantes, descobertas bárbaras da ciência, pessoas que estão fazendo coisas bem bacanas por si e para a sociedade?
Procure ir na esteira de gente que acredita, que constrói, que faz, que ajuda, que é alegre, que sabe se defender, mas não vê maldade em tudo e em todos.
Vamos aprender a ser mais optimistas em relação à vida, porque, se você cria a realidade em que vive, pode alterá-la a qualquer momento.
Então, crie uma realidade mais positiva à sua volta.
Aprenda a lidar com a dor de maneira menos dramática, perceba que este mundo é, na verdade, um mundo de espiar, no sentido de estudar e analisar, assim como também um mundo de provar, em que você tem contacto com todo tipo de experiência, a todo instante, sempre com o objectivo de crescer e caminhar rumo à sua felicidade.
Não viemos para este mundo para viver uma vida de dor e provas, mas para aprender a ser feliz.
Que tal começar agora?
Parar de pegar no seu pé é um bom começo para deixar de viver uma vida de expiação e de provas.
Reflicta sobre isso.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:22 am

18 - Aceitação traz bem-estar

Reencarnamos com o propósito de suprir nossas necessidades emocionais.
A vida é uma grande escola e nos dá a chance de adquirir discernimento e equilíbrio por meio de uma série de experiências, que iremos julgar como boas ou ruins.
Ela (a vida) nos dá um corpo, moldado de acordo com o teor dos pensamentos que nosso espírito aceita como verdade, nos dá uma família, nos permite nascer em determinado lugar, tudo de acordo com o teor de nossas crenças e posturas adquiridas ao longo de várias encarnações.
Infelizmente, muitos não aceitam as condições nas quais reencarnaram no planeta.
Culpam o corpo (suas limitações ou falta de saúde), culpam os pais (por não serem os pais "escolhidos"), culpam o país (porque deveriam ter nascido num país mais "civilizado"), esquecendo que a vida nos dá o que merecemos.
Partindo desse ponto de vista, precisamos parar e reflectir.
Eu pergunto:
você aceita com facilidade o que não pode mudar, ou briga com todos ao seu redor porque as coisas não são como você quer?
O melhor que você pode fazer é começar a sentir com o coração e parar de dar tanta atenção à mente, porque, segundo um espírito amigo, "a mente mente".
A mente abriga pensamentos nossos e dos outros, encarnados ou desencarnados.
Largue a mente por alguns instantes, coloque a mão em seu coração e sinta a pulsação, sinta-se vivo.
Agradeça à vida por estar aqui e ter a oportunidade de crescer, agradeça a oportunidade de melhorar a relação com seus pais, aproveite para vibrar positivamente pelo seu país.
É fácil reclamar dos políticos, dos corruptos, dos descasos com a sociedade e nada fazer para mudar.
Um pensamento positivo acerca do nosso país já é um bom começo para criar condições a fim de que outras mentes, também ligadas no bem maior, possam se unir e criar um elo forte de mudanças positivas para o nosso povo.
Aceitar o que não se pode mudar não traz sensação de fracasso.
Muito pelo contrário, aceitar o que não se pode mudar revela sabedoria e amadurecimento espiritual, é um grande aliado para a evolução de nosso espírito e o caminho certo para conquistar a felicidade e a paz tão desejadas.
Abençoe seu corpo, abençoe sua família, abençoe seu emprego e seu país.
Depois, faça suas escolhas e siga seu caminho de conquistas e realizações.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:22 am

19 - Espíritos obsessores

Por que somos vítimas de espíritos obsessores?
Não gosto muito da palavra vitima.
Sabe por quê?
Porque ela diminui totalmente o seu poder, a sua responsabilidade diante dos factos que norteiam e circundam sua vida.
Talvez a pergunta soasse melhor assim: por que atraímos espíritos obsessores?
As pessoas têm medo do que não conhecem e não podem controlar.
O facto é que os espíritos são pessoas comuns, que viveram aqui e continuam a viver da mesma forma lá no mundo astral, tendo qualidades e pontos fracos.
Espírito obsessor é um espírito perturbado, em desequilíbrio, geralmente de mal com a vida.
É um sujeito que morreu e não se conforma; não assume a responsabilidade por seus actos e culpa alguém -ou o mundo - por seus infortúnios.
Numa linguagem bem tosca, é uma mala sem alça; um cara (ou uma mulher, depende) chato pra caramba.
É o típico "pobre de mim", "coitado de mim", "fui injustiçado", "acabaram comigo" e outras frases bem típicas de vítima.
Levou anos até que o Espiritismo viesse nos mostrar que o obsessor nada mais é do que uma simples companhia.
E ele se aproxima de você pelo teor de seus pensamentos.
Você é alto-astral, coloca-se para cima, sabe dizer "não" na hora certa, tem auto-estima elevada, põe-se em primeiro lugar, escuta e atende suas necessidades emocionais?
Obsessor não passa nem perto.
É uma pessoa dramática, reclamona, que está sempre "p" da vida com o governo, sempre indignada, raivosa, achando que poderia consertar o país e a vida de toda a sua família?
É cheia de querer dar lição de moral?
Considera isso certo e aquilo errado?
Julga o comportamento dos outros?
Debocha das pessoas que são diferentes de você?
Vai ter obsessor em cima. Na certa.
Mas, peraí! O Espiritismo revela muitos casos de obsessores que perseguem seus algozes por vidas e mais vidas.
Como se desfazer desse elo de ódio? Às vezes, a pessoa foi morta e fica atrás do assassino, vida após vida.
Não é verdade?
É verdade. Há casos de espírito cujo objectivo é infernizar a vida do encarnado, porque foi morto, apanhou muito, foi rejeitado, abandonado...
Adora se fazer de coitado.
Não percebe que na vida não há certo e errado, que tudo no universo segue de maneira funcional.
O terremoto acontece e mata milhares, sem saber se entre os mortos há crianças, jovens ou doentes.
É assim que funciona aqui no planeta.
Você precisa enxergar o mundo por outra óptica, a da funcionalidade.
A vida trabalha de uma forma bem diferente daquela que estamos acostumados a compreender.
Diante dessa óptica, de um modo geral, os espíritos (obsessores) não podem nos fazer mal, porquanto só conseguem nos envolver de forma negativa quando não valorizamos a vida, nos depreciamos, nos colocamos lá embaixo, ficamos mal, deprê. São nossas fraquezas que lhes abrem a porta para o convívio.
E cabe ressaltar que, quando estamos no mal, não atraímos só espíritos perturbados, mas também pessoas - bem vivas, diga-se por sinal - que podem nos prejudicar.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:22 am

E, sobre obsessor que acompanha a pessoa há muitas vidas, o elo de ódio pode ser quebrado quando a pessoa que "sofre" obsessão muda o pensamento, a maneira de enxergar a vida, a si mesma.
Passou para um estado emocional melhor, começou a se valorizar, ficar mais dona de si, pronto: quebra o elo com o obsessor, mesmo que isso estiver ocorrendo há séculos.
Dado curioso: ocorre também o inverso, ou seja, obsessor encarnado que atormenta o espírito.
É o caso de gente que, quando o parente morre, o transforma em santo e fica fazendo pedido para o pobre do espírito.
Judiação! Deixe o parente morto seguir a vida dele no astral, pelo amor de Deus!
Pare de tratar seu parente como santo católico:
"Vou acender uma vela e pedir para minha mãe me ajudar nisso..."; "Ah, vou rezar e pedir para minha vozinha me dar uma força naquilo".
Que coisa feia! Tenha vergonha na cara.
Voltando ao assunto... as pessoas têm mania de culpar o espírito obsessor por tudo o que acontece de ruim.
Isso é crendice popular. Não é verdade.
Todos nós somos livres e vivemos no mundo que criamos.
Você é seu dono e pode escolher o que quiser na vida.
Pode e deve!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:22 am

20 - Redes sociais e excesso de exposição

Não tenho nada contra novas tecnologias.
Muito pelo contrário.
Adoro quando aparecem novos equipamentos, televisores, dispositivos de som e afins.
Esses telefones inteligentes são uma mão na roda.
Não vivemos mais sem eles.
A internet mudou o mundo e a maneira como nos relacionamos com os nossos semelhantes.
Não tem como voltar atrás.
Ou nos adaptamos, ou nos adaptamos.
Não há alternativa.
Com o advento das redes sociais, podemos fazer novas amizades, encontrar amigos em comum, que tenham os mesmos gostos, reencontrar amigos de infância, parentes distantes, enfim, abriu-se um leque de possibilidades, impensável há apenas alguns anos.
No entanto, tenho observado o excesso de exposição nas redes sociais.
Ir ao encontro de grupos afins, cultivar as amizades, buscar informações, ampliar o conhecimento são aspectos positivos e muito bem-aceitos.
Passar o dia em frente ao computador, ao tablet, ou com os olhos grudados no telefone de minuto a minuto, postando todos os seus movimentos diários, começa a se tornar algo preocupante.
Ué, você não é um cara anti preconceituoso?
Não diz que todo mundo tem direito de fazer o que quiser?
Sou. Claro que sou.
Defendo a liberdade total e imparcial.
Mas existem respeito e bom senso.
Além do mais, os colegas espirituais alertam que, quando nos ligamos a alguém, também nos ligamos ao astral dessa pessoa.
Ora, se estamos cara a cara com a pessoa, fica mais fácil reconhecer a energia.
Você sente um peso no ar, boceja, os pelos eriçam, esses sintomas comuns de carga pesada, ruinzinha.
Mas o que dizer de você se relacionar com zilhões de pessoas ao mesmo tempo?
Pensa que, só porque está atrás de uma tela de computador ou celular, não pega carga?
Pega. Ô, se pega!
Você passa horas grudada na rede social, no "zap-zap", e depois está cansada, moída, sem vontade de fazer nada, destruída.
E nem sabe o porquê.
Preste atenção com quem você se conecta.
Não importa se a pessoa está do outro lado do computador, do outro lado da cidade, ou do outro lado do Atlântico.
Entenda que energia pesada não tem barreira, não tem distância.
Mas pode também ter energia boa rolando, não pode?
Pode. Entretanto, digo isso porque estamos vivendo uma época em que a maioria das pessoas está desiludida, apática, estressada, com vontade de largar tudo e sumir do mapa.
Quem está se sentindo dessa forma não pode estar exalando uma energia ma-ra-vi-lho-sa, pode? Duvido.
Aviso aos internautas compulsivos:
as energias negativas grudam, deixam-nos sem força, acabam com o nosso estoque de boas energias.
É preciso inteligência para não deixá-las nos envolver.
Lembre-se: as energias que você irradia são responsáveis por tudo o que você atrai na sua vida.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:23 am

21 - Gente famosa

Escrever sobre uma figura pública, um artista, uma personalidade que tenha sido muito conhecida na sociedade pode ser um teste para medir o grau de vaidade de um médium.
Conheço alguns que adoram afirmar, em letras maiúsculas, que recebem mensagens de Lucius (mentor de Zibia Gasparetto), de Michael Jackson ou até mesmo de Chico Xavier.
Não julgo, não condeno.
Estou no meio espírita há tantos anos, já vi tanta coisa que aprendi a ficar na minha.
Ser discreto e reservado é uma das chaves para ficar ligado aos bons espíritos e, por conseguinte, escrever boas histórias.
Afinal, estou aqui para escrever.
Essa é a minha paixão. O resto é resto.
Já me perguntaram se Marco Aurélio é o "tal" de Roma, ou se ele se esconde sob este nome porque foi um escritor famoso no passado.
Não sei, não me interessa.
O que importa é nossa parceria.
Deixe-me contar sobre essa experiência de escrever um romance contando a vida de uma figura conhecida da sociedade.
Eu estava terminando mais um livro quando Marco Aurélio aproximou-se e informou-me que faríamos uma pausa na história que estávamos escrevendo.
Achei muito estranho, porque, nesses anos todos de psicografia, tal facto nunca acontecera antes.
E o livro em questão estava bem adiantado, quase pronto.
Mas, como bom secretário do Além, obedeci.
Para me tranquilizar, ele me disse que havia se encontrado com uma amiga - um espírito tido em altas contas nas esferas superiores - e ela havia lhe contado, segundo palavras dele, "uma fascinante história de vida".
No dia seguinte, ainda ressabiado, corri aos braços da Zibia Gasparetto.
Quem me conhece ri quando conto este episódio, porque, imagine você, um homem de quase dois metros de altura sentado no colo de uma senhora de pouco mais de um metro e sessenta. Surreal.
Conversamos sobre o ocorrido, e Zibia também me tranquilizou, afirmando que, muito provavelmente, a nova história tinha mais a ver com o nosso tempo, com o nosso momento, que eu deveria confiar na espiritualidade maior.
Alguns dias depois desse, digamos, choque espiritual, eu fui ao encontro semanal do grupo de estudos mediúnicos liderado por Luiz Gasparetto.
Próximo ao fim dos estudos, uma médium aproximou-se e falou-me que um espírito em forma de mulher estava ao seu lado e desejava conversar comigo.
A médium incorporou, ou seja, deu passagem para o espírito se comunicar comigo, e este se apresentou.
Era Nanah (pronuncia-se Naná), a dirigente dos trabalhos espirituais, isto é, o espírito responsável pelos trabalhos daquela semana (há outro texto neste livro em que falo um pouco mais sobre a Nanah - intitulado 4. Norma e Nanah).
O espírito disse-me que estava relatando muitas passagens de sua última encarnação na Terra ao meu mentor Marco Aurélio, e que ele, fascinado com a história, tinha resolvido passá-la na frente da outra que estávamos escrevendo.
Nanah, espírito muito lúcido, de beleza e força impressionantes, além de uma luz linda e envolvente, confidenciou-me que fora importante figura da elite paulistana na primeira metade do século passado.
Amante das artes e preocupada em levá-las ao conhecimento de todas as camadas sociais, trabalhou e usou sua influência e fortuna para que a cultura fosse acessível a todos.
A conversa estava agradável, mas os trabalhos espirituais estavam chegando ao fim.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:23 am

Ela me assegurou que estava terminando de contar tudo ao Marco Aurélio e na semana seguinte ele me ditaria a história.
Assim foi feito.
Em dois meses eu psicografei o livro.
E falo com propriedade sobre psicografia, porque Um sopro de ternura, de facto, foi totalmente ditado, sem a mínima interferência de minha parte, algo comum em obras psicografadas.
Nesse romance tão bonito, Nanah apresenta-se como Valentina, obviamente nome fictício, a fim de preservar a intimidade dos verdadeiros envolvidos e não os expor à curiosidade pública, muito embora os principais personagens que participam dessa história em particular estejam desencarnados.
Todos, sem excepção, já morreram.
Não queremos, de forma alguma, fulano ou sicrano, que foi importante ou ilustre, mas espíritos que desejam compartilhar com você as valorosas experiências de vida aprendidas neste planeta em sua última jornada.
Segundo as palavras do querido espírito Lucius (mentor da Zibia, ok?), "que ninguém, ao lê-la (a obra), procure descobrir nomes ou pessoas que a nossa ética houve por bem ocultar e que com certeza não acrescentarão nada aos objectivos desta narrativa".
Um sopro de ternura fala da confiança no bem, da necessidade de ligação diária com Deus e da necessidade de sermos pessoas mais carinhosas, afectuosas e ternas.
Afinal de contas, uma dose diária de simpatia e ternura que possamos compartilhar com nossos entes queridos, familiares, amigos, pessoas mais velhas, empregados, chefes etc. não faz mal e não exige tanto esforço; ao contrário, filtra e melhora as energias ao nosso redor, dando-nos a chance de uma vida mais equilibrada, mais serena e mais feliz.
Eu preciso de ternura.
Você precisa de ternura.
O planeta está precisando demais de muita ternura para enfrentar as adversidades do hoje e do amanhã.
E como está!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:23 am

22 - Homofobia: o medo do diferente

Tenho recebido muitos e-mails de leitores preocupados com a onda de violência contra os homossexuais.
Eles têm razão de estar preocupados, porque não podemos mais ficar de braços cruzados ante o desrespeito ao ser humano.
Porque de uma hora para outra os ataques verbais e físicos contra os gays aumentaram?
Não acredito no aumento da intolerância.
Ela sempre existiu, mas os meios de comunicação ignoravam o assunto.
Em pleno século 21, é triste ver pessoas incomodadas com a conduta afectiva do próximo.
De acordo com o plano espiritual, quando chega o momento de renovação de crenças e posturas de uma sociedade em relação a determinado assunto, o "problema" a ser atacado se espalha.
Presenciamos, ao longo do século passado, a luta dos negros pela igualdade e pelo respeito; acompanhamos a luta das mulheres pela punição de companheiros que as agrediam e matavam em nome da tal legítima defesa da honra quando, na verdade, utilizavam-se do poder machista para subjugá-las.
Agora é o momento de acabar com a discriminação por conduta afectiva.
Uma sociedade que funcione da maneira mais justa possível e próxima daquilo que entendemos por "perfeita" é aquela que respeita o meio onde se vive, assim como todos os seus cidadãos.
É por isso que os meios de comunicação passaram a dar espaço a assuntos ligados à homofobia, ou rejeição ao homossexual.
De certa maneira, está claro que a sociedade está mudando e precisa entender e aceitar a diversidade, algo tão natural e que trabalha em favor do progresso de todos.
Estudioso do mundo espiritual há mais de trinta anos, nunca ouvi comentários preconceituosos em relação à conduta afectiva dos espíritos, encarnados ou desencarnados.
Os espíritos tratam a homossexualidade de forma natural, mostrando que a orientação sexual nada mais é do que uma simples característica de um espírito encarnado, assim como a cor da sua pele ou a cor dos seus olhos.
É preciso aprender a lidar com as diferenças afectivas, entendendo a necessidade de abrir a mente e o coração para uma nova visão da vida e da espiritualidade, compreendendo o seu verdadeiro sentido, respeitando as diferenças.
Somos donos de nosso destino, e é por isso que precisamos urgentemente fortificar nosso pensamento sempre no bem, pois o resultado de nossas escolhas abre nossa consciência, permitindo-nos escolher a melhor maneira de viver.
Se nos prendermos a conceitos, normas e valores criados pela sociedade, mais lento será o processo de evolução do nosso espírito.
Portanto, precisamos entender, aceitar e acabar com todo tipo de preconceito que possa existir, seja em relação à religião, condição social, raça ou orientação sexual.
Todos nós somos livres e perfeitos aos olhos de Deus.
Precisamos trocar o medo pelo respeito a todos os seres deste planeta, independentemente de sua orientação sexual, porquanto cada um de nós é único e reencarna com necessidades essenciais ao progresso pessoal e colectivo.
E, para finalizar, não vamos esquecer que é necessária uma boa dose de amor-próprio e pela vida a fim de acabar com todo tipo de preconceito, pois o amor é capaz de verdadeiros milagres e nos concede uma incrível habilidade de apreciar e respeitar as diferenças. O amor cura todas as feridas.
O amor é o que importa!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:23 am

23 - Igreja e tolerância

Outro dia vi você saindo de uma igreja, aqui no Rio, após a celebração de uma missa.
Fiquei chocada. Você não é espírita?
Não é um contra-senso frequentar esses lugares?
Contra-senso é acreditar que a fé só pode ser professada de um único jeito, de uma única forma.
Sei que, pelo facto de ser adepto da doutrina dos espíritos, não deveria adorar santos nem frequentar igrejas ou cultos.
Ocorre que, antes de ser espírita, sou um ser humano, de carne e osso, e livre.
Posso exercer a minha fé da forma que bem entender, desde que me faça bem e não desrespeite ninguém.
O contacto com o divino é algo muito pessoal, não dá para passar receita e ditar normas.
Não existe o "jeito certo" de entrar em contacto com Deus.
Pode ser na igreja, no ônibus, ajoelhado na cama, durante uma sessão mediúnica.
Não importa. O que vale é a intenção.
Eu sou brasileiro, e, ainda bem, temos uma tolerância religiosa fantástica.
Aos doze anos, abracei o Espiritismo, mas nasci em berço católico e, por conta disso, tenho um elo afectivo com a Igreja Católica.
Fui baptizado na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, fiz Primeira Comunhão.
Só não fiz Crisma.
Embora estude o mundo espiritual e das energias e seja fã de Kardec, também sou fã do Papa Francisco.
Eu acho ele "o cara".
Está fazendo uma revolução muito positiva no meio católico.
Eu o admiro demais.
De modo geral, gosto muito de andar a pé.
Zanzo muito pelas ruas do Rio, muito mais do que em São Paulo.
Às vezes, a energia das ruas está pesada demais e, como médium, percebo com maior facilidade as ondas negativas do ambiente.
Nesses momentos procuro uma igreja qualquer.
O ambiente da igreja me acalma.
Aquele silêncio, as pinturas e os afrescos, os vitrais, tudo me transporta para um outro mundo.
Entro, sento num banco reservado, fecho os olhos, concentro a mente em mim, no meu corpo.
Converso com meu mentor.
Se estou sentindo algo desagradável, peço ajuda espiritual para que as energias sejam de mim retiradas e dissipadas.
Se quer saber, todo ambiente de oração, de fé, de peregrinação, é imantado pelos espíritos angélicos.
No astral não há essa separação radical que fazemos entre católico, protestante, espírita, evangélico, umbandista, budista, muçulmano, judeu.
Há, evidentemente, suas crenças e rituais, porquanto, ao morrer, as pessoas continuam com as atitudes e os comportamentos que tinham em vida.
Mas há um profundo respeito no lado de lá que ainda não alcançamos aqui.
E tem mais.
Quando viajo a Nova York, nos Estados Unidos, vou a uma unidade da Ciência da Mente para um culto e, aos domingos, frequento uma missa gospel em alguma igreja do bairro do Harlem.
Adoro sentir aquela energia no meio daquele povo cantando com a alma, naquele ritmo frenético, batendo palmas, gritando "Aleluia!".
No final do culto, todos se abraçam como se fossem amigos de longa data.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:23 am

É como se você fizesse parte, naquele momento, de uma grande família.
É muito tocante. Bonito de ver, de viver.
Saio de lá andando nas nuvens.
Sabe, aprendi com os espíritos que aquele que tem verdadeiro conhecimento espiritual não tem preconceito.
E que a tolerância é a prova do verdadeiro respeito às crenças das pessoas.
Não sou mais nem menos que ninguém.
Sou do meu jeitão.
Sou simpático a algumas religiões, mas não sigo nenhuma.
Sigo os anseios da minha alma.
E tenho Deus no coração. Isso me basta.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 30, 2016 9:24 am

24 - Somos todos iguais. Será?

Gosto muito da música do Geraldo - andré, Pra não dizer que não falei das flores, aquela famosa que diz:
"Somos todos iguais, braços dados ou não".
A música tornou-se o hino de resistência à ditadura militar brasileira, que vigorou de 1964 a 1985.
Até entendo o refrão.
Mas tenho de discordar.
Não somos todos iguais.
Nem os gémeos univitelinos são iguais.
Há pequeninas diferenças entre ambos, no que diz respeito à aparência física, sem contar as diferenças de temperamento.
A diversidade é uma força da natureza.
Não há nada igual.
Não há um grão de areia igual ao outro, uma folha de árvore igual à outra.
É só colocá-las no microscópio.
Não são idênticas.
São semelhantes, parecidíssimas, mas não são iguais.
Por esse motivo a clonagem humana não deu certo.
Não tem como. Não dá para fazer uma pessoa idêntica a outra.
Pode-se até conseguir na aparência, mas ela estará abrigando um espírito diverso do outro.
Carregamos connosco um monte de padrões de pensamentos que moldam nossa realidade e, consequentemente, nosso destino.
O comunismo praticamente morreu porque tem como premissa que todos devem ser tratados igualmente, ter os mesmos direitos.
Não dá. Não funciona.
A prática mostrou que não se sustenta, porque o ser humano abriga um espírito que já viveu muitas vidas e tem temperamento único.
Lembra-se da Parábola dos Talentos?
Esse texto é conhecidíssimo.
Não vou recontá-lo, mas, dos três empregados que receberam a moeda, um triplicou o dinheiro, o outro duplicou, e o terceiro não fez nada.
Cada um fez o que acreditou ser o melhor.
Diante disso, fica mais fácil entender que cada um está onde se põe, vive no mundo que cria.
As pessoas são diferentes umas das outras, e cada uma está sempre no lugar que precisa para progredir e aprender.
Cada uma tem que cuidar de si mesma.
A nossa responsabilidade é cuidar da nossa alma e do nosso coração.
Tá. Entendi.
Somos semelhantes, mas uns têm mais privilégios que os outros. Uns nascem bem, e outros não.
Como você explica isso?
A reencarnação é a chave para explicar tais diferenças.
Todos são iguais em oportunidades.
As leis universais funcionam eternamente e beneficiam todo mundo do mesmo jeito.
Se a vida não vai bem, é porque a pessoa não está aproveitando as chances que lhe aparecem.
Cada pessoa tem dentro de si o que precisa.
O universo trabalha para a evolução de cada um.
Bote isso na sua cabeça, uma vez por todas:
a vida é perfeita, ela lhe deu um corpo exclusivo.
Você é único, não existem duas pessoas iguais, não há ninguém igual a você.
A sabedoria das leis que regem a vida funciona igualmente para todos, mas dá a cada um, especificamente, o que precisa para aprender.
Assimilando essa verdade, dá para parar de se comparar?
Nunca mais faça isso, pelo seu próprio bem!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:40 am

25 - Sobre Espiritismo

O termo espiritismo (do francês espiritismé) foi criado pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), conhecido pelo pseudónimo de Allan Kardec, e apareceu escrito pela primeira vez na introdução de O Livro dos Espíritos (1857), para nomear especificamente o corpo de ideias sistematizadas por Kardec, diferenciando-o do movimento espiritualista em geral.
A doutrina espírita crê na sobrevivência da alma após a morte do corpo físico e na comunicação entre vivos e mortos, ou, como preferem os espíritas, na comunicação entre encarnados e desencarnados, por meio da mediunidade.
O Espiritismo prega que a reencarnação é o processo natural de aperfeiçoamento dos espíritos e atesta a pluralidade dos mundos habitados, porquanto a Terra não é o único planeta com vida inteligente.
Baseia-se também na lei de Causa e Efeito, ligada à reencarnação.
Esta lei define que recebemos na medida do que demos (bom e mau) em existências passadas ou nesta existência.
A doutrina codificada por Allan Kardec é dividida em cinco obras básicas, a saber:
O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Génese.
Alguns estudiosos também incluem Obras Póstumas, lançado em 1890 [daí o título, pois reúne artigos de Kardec; ele tinha morrido havia mais de vinte anos), e Revista Espírita, uma colecção de artigos publicados por Kardec entre 1858 e 1869.
Iniciei meus estudos espirituais em um centro espírita.
Aprendi muito porque, geralmente, um centro espírita promove cursos que tratam de desmistificar a mediunidade e, na esteira, ajudar a entender toda a obra de Kardec.
Obviamente, nos dias de hoje, passados tantos anos de estudo, prática e convívio com os espíritos, estou aberto a outros conhecimentos que vão além da doutrina espírita.
Os próprios mentores da casa onde trabalhava (Centro de Desenvolvimento espiritual Os Caminheiros) indicavam outras leituras.
Muitas leituras, aliás.
E eu, sempre curioso, ia atrás de autores sérios, de artigos de cientistas, sempre vasculhando, xeretando e aprendendo muito, entendendo que a espiritualidade é muito vasta, muito ampla.
Muitos anos atrás, em uma visita a uma cidade da Califórnia, nos Estados Unidos, tive contacto com a ciência da mente, muito difundida por Louise Hay.
Depois disso, minha consciência ampliou-se e passei a compreender outros fenómenos paranormais.
Hoje me considero espírita de nascença e espiritualista por convicção.
E, de mais a mais, não sou fã de rótulos.
Acredito no mundo espiritual, sou fã de Kardec e tenho um jeito próprio de encarar os factos.
Em todo caso, se você quer se aprofundar e entender o mundo espiritual, aconselho a leitura de O que é Espiritismo?, de Kardec.
É um livrinho enxuto, de fácil compreensão.
Você lê num tapa. Coisa rápida.
E lembre-se: não adianta só ler sobre o assunto.
Porque Espiritismo, espiritualidade de modo geral, pratica-se, todo santo dia, principalmente por meio de atitudes positivas, amor a si e, acima de tudo, respeito ao próximo.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:40 am

26 - Sustentabilidade

De tempos em tempos, certas palavras tomam significado tão forte e ganham vida.
Absorvemos, em nosso dia a dia, hábitos, posturas e ideias que seguem a linha de conduta referente a tal palavra.
Algumas palavras duram menos que uma estação de verão, outras duram uma temporada e outras provocam mudanças tão grandes em nossa vida que fica difícil saber como vivíamos antes de entrar na "onda" dela.
Uma que veio para ficar é sustentabilidade. Ouve-se a palavra em cada pingo de frase, seja para falar sobre o planeta, as organizações, as emoções.
Sustentabilidade (condição daquilo que pode ser sustentável ou suportável) é igual a sustentação, ou seja, é o ato de manter-se em pé, em condições mínimas e saudáveis de existência.
Nosso planeta tem passado por diversas transformações, desde o início dos tempos.
É o trabalho incessante da natureza, dia a dia, procurando dar condições para que muitas pessoas possam aqui nascer e progredir.
As alterações climáticas foram as mais significativas no que diz respeito às mudanças radicais no processo de evolução das espécies, afectando toda a fauna e a flora, afectando o homem e a geografia.
Segundo estudos, daqui a algumas centenas de anos passaremos por novo processo radical, responsável por reorganizar e reequilibrar o planeta.
Há cerca de três séculos, o homem passou a usar o conhecimento para produzir máquinas.
A sociedade mudou, novos valores foram adquiridos e surgiram novas relações de trabalho.
Era a Revolução Industrial mostrando que uma nova fase, no tocante ao trabalho, estava surgindo.
Ao longo dos últimos anos, o homem preocupou-se em estudar novas tecnologias, a fim de melhorar o processo, esquecendo-se de dar o devido tratamento à natureza, tratando-a como uma fonte inesgotável de recursos.
Esquecemos da integração entre homem e natureza.
O homem passou a entender que pode - e deve - usar a terra, mas precisa respeitar a natureza, proteger as espécies, salvaguardar o ecossistema.
Lembre-se: somente dentro de um mundo saudável poderemos ser saudáveis.
Seguindo essa linha de raciocínio, a sustentabilidade espiritual pressupõe equilíbrio; afinal, do equilíbrio vem a paz, e a paz facilita o contacto com nossa essência, permitindo que nossa alma se expresse e se realize.
Quando você se realiza, naturalmente propaga o bem.
A maioria de nós deseja viver em um mundo mais rico, mais saudável e mais feliz.
Você quer que o mundo seja melhor, um lugar prazeroso de se viver, participa de movimentos ecológicos, diz não à poluição.
Mas você se dá sustentação?
Tem sustentabilidade emocional? Consegue manter bons pensamentos?
Tem a dignidade de respeitar-se sempre?
Sustentar-se é ligar-se às forças espirituais, estruturadas no bom senso, que é a linguagem do espírito.
Ser seu amigo e aceitar-se incondicionalmente é dar o primeiro passo para a sustentabilidade emocional, tão necessária para seu espírito se expressar no mundo.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:40 am

27 - Perda de entes queridos

É facto. Ninguém gosta de pensar na morte.
Embora seja algo que faça parte da vida da gente, não gostamos de tocar no assunto. De jeito nenhum.
É uma pena, porque, quando a morte, esse fenómeno natural de transformação, chega bem pertinho da gente, não sabemos o que fazer.
Se for alguém que amamos muito, a dor da perda é imensa, e não sabemos lidar com esse "nunca mais".
Tem gente que me manda e-mail a todo momento.
Outros me contactam pela rede social e querem que eu entre em contacto com seu parente recém-morto.
"Meu marido era tudo para mim.
Não aceito a morte dele.
Está muito duro continuar a viver"; "Marcelo, meu ex-namorado atirou-se da sacada do apartamento.
Será que está bem"?; "Minha avó estava em coma havia meses e desencarnou.
Você consegue um contacto, uma mensagem"?.
Não, não consigo.
Quando comecei a psicografar, minha habilidade mediúnica na psicografia foi para romances, mensagens e textos literários.
Eu não tinha aptidão para receber mensagens de mortos, nem queria recebê-las.
Não era minha praia.
Marco Aurélio, meu amigo espiritual, aparece para me ditar os romances.
Temos dias e horários predefinidos.
Se ele não vier, por algum motivo, não escrevo nada.
Além do mais, desde adolescente, eu não gostava de receber mensagens do lado de lá.
Sei que para muitos é um consolo, um bálsamo.
Muitos pais tiveram seus corações consolados por Chico Xavier durante anos a fio.
O Chico tinha essa missão.
E fazia esse belíssimo trabalho.
Além de consolar as famílias, esse trabalho do médium também servia para o público em geral perceber como esse fenómeno é verdadeiro.
Em todo caso, digo isso para você saber sobre o meu processo e como funciona a psicografia de modo geral.
Há muita ignorância, muito medo, muita superstição e fantasia em cima da morte e muito mais em relação à comunicação com os mortos (espíritos).
Isso faz com que haja preconceito para uma aproximação séria, estudo e compreensão do fenómeno.
Obviamente que os tipos de morte assustam. E como.
Mortes ocorridas por conta de acidentes, assassinatos, crimes hediondos, ou mortes prematuras que abalam profundamente os pais, cuja causa não podemos entender e, por consequência, agravam nossa dor.
Ainda assim, o conhecimento e o estudo do mundo espiritual nos ajudam a atravessar o momento difícil com mais força e coragem.
Acredito que esse seja o melhor caminho.
Se você está sofrendo pela perda de alguém que morreu, ainda está revoltado, não entende por que a pessoa se foi, enfim, comece a estudar os fenómenos paranormais que nos cercam, que estão à nossa volta, que ocorrem todos os dias, sem que prestemos a mínima atenção.
Neste mesmo livro, eu conto a respeito de uma fascinante história de reencarnação (6. Reencarnação: uma prova).
Há também livros de pesquisa escritos por cientistas famosos provando que a vida continua depois que o corpo físico morre, e aqueles que "vão embora" irão viver em outros mundos, outras dimensões.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:40 am

A morte não é o fim.
Sei que você gostaria de uma mensagem de seu ente querido.
De saber se está tudo bem, como ele (a) está reagindo na outra dimensão, se despertou bem, se encontrou algum outro parente, mas precisamos aceitar quando algo acaba. Infelizmente.
Não sou fã de mensagens de parentes mortos.
Acontece que a comunicação passa pelo filtro do médium.
É muito difícil a mensagem vir toda escrita do jeitinho que o morto escrevia (ou falava) como em vida.
Daí que muitos acabam se frustrando e ficam mais tristes.
Penso assim: se a vida decidiu estender uma cortina temporária sobre certos assuntos, foi porque é melhor assim.
Ela (a vida) só age para nosso melhor, mesmo que não possamos entender.
Em vez de correr atrás de médiuns ou ir a centros espíritas procurando uma mensagem, seria melhor procurá-los com a intenção de conhecer a verdade, com o objectivo de entender como funcionam as leis da vida, para ter a certeza de que a vida continua.
Se você for por esse caminho, do entendimento, investigando a vida após a morte, terá condições de aceitar e compreender que o "nunca mais" não existe; é passageiro, e, a bem da verdade, nada mais é do que um "até breve".
Essa postura ajuda a equilibrar seu emocional, acaba com a revolta, diminui a dor e vai ajudar seu parente ou amigo que morreu a ficar melhor do lado de lá, sem sentir suas aflições.
Deixe seu ente querido seguir o caminho dele com muito amor, desejando-lhe o melhor!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:41 am

28 - Existe mesmo o carma, o "faz, paga"?

Muita gente me pergunta se carma é, de facto, o "faz, paga". Não.
A lei do retorno ajusta o efeito à sua causa.
Isso posto, se você muda seu conjunto de crenças e atitudes, muda tudo na sua vida.
Você passa a acreditar de outra forma, enxergar por outro ângulo, o resultado muda e o carma deixa de existir.
Alguns compreendem como "faz, paga" porque nosso espírito entende que tudo o que validamos é o melhor.
Nosso espírito não entende o que é bom ou ruim, não faz essa separação. Então, você valida a crença, e ele assina embaixo.
Somos cem por cento responsáveis por tudo, absolutamente tudo o que acontece em nossa vida.
Enxergando a vida dessa forma, saímos do quadradinho da vítima e pulamos para o de agente, ou seja, auto-responsável.
Olha que diferença fascinante: o carma, sob o ponto de vista da vítima, a transforma em prisioneira, mas, sob o ponto de vista da auto-responsabilidade, a transforma em dona do seu destino, podendo mudar sua vida aqui e agora.
Quando você acredita que pode mudar sua vida agora, altera seu destino, porque acciona seu subconsciente, que é a parte do espírito responsável por materializar suas crenças.
Mudam-se as crenças, o carma desaparece!
Mas quem nasce doente, por exemplo.
É carma de outra vida, não é?
Sabe, a pessoa morre e leva com ela as suas crenças.
Dependendo da maneira como morreu, como aceitou a morte, como viveu no astral, tudo isso é responsabilidade dela.
A vida não se baseia na vida e na morte dos indivíduos, mas em como eles reagem a esses eventos.
As vezes, a pessoa morre de maneira tão trágica, fica tão perturbada que não consegue se refazer no astral.
Reencarna com sequelas, mas por conta de suas crenças.
É diferente de estar pagando por alguma coisa do passado.
Quando se tenta dizer que está pagando, o indivíduo é colocado como vítima.
E vítima é um pobre coitado, sem chance, sem o poder de mudar seu destino.
Se enxergar que reencarnou porque já vinha com um padrão de crenças bem negativas acerca de si mesmo, daí é visto como responsável, com poder para mudar.
Ao decidir reencarnar, o espírito escolhe sua sexualidade, assim como as limitações que seu futuro corpo físico precisará ter para que ele desenvolva determinadas habilidades e virtudes.
Tudo é feito no sentido de evoluir. Sempre.
Olhando por esse prisma, aos olhos espirituais, a criança é vista como adulto, porquanto em outras vidas ela já foi uma pessoa madura.
Assim, não há crianças inocentes, vítimas, pois elas trazem uma bagagem de vivências, de vidas pretéritas.
A vida é bem diferente do que aprendemos. Não há vítimas.
Está tudo certo.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:41 am

29 - Inseminação artificial

Aconteceu com a Dalva, uma amiga de faculdade.
Encontramo-nos alguns anos atrás.
Ela se tornara super-gerente de uma multinacional, e eu já era editor e escritor.
Foi no intervalo de um espectáculo.
A preocupação de Dalva era a seguinte:
ela havia se separado havia dois anos.
Conhecera Esther, uma professora de música meio pirada, mas um doce de criatura.
O facto é que, à época, Esther era espírita ortodoxa, daquelas que torciam o nariz para os livros de Zibia Gasparetto, manja?
Esther queria engravidar, mas não queria ter relações sexuais.
Mas temia estar "pecando" e, por não estar gerando a criança por vias normais, poderia contrair um grande carma.
Às vezes, é melhor não acreditar em nada, porque a mente do indivíduo se apega a ideias tão disparatadas que fica muito difícil conseguir ter uma vida equilibrada e feliz de acordo com esses preceitos preconceituosos e infestados de julgamento.
Dalva sabia dos meus livros, da minha postura, digamos, mais aberta em relação a determinadas questões, e veio pedir socorro.
Depois do espectáculo, saímos os três e fomos jantar em um pequeno e gracioso restaurante nos Jardins, em São Paulo.
Expliquei a Esther que fazer inseminação artificial, engravidar e adoptar uma criança é a mesma coisa, porquanto o que vale é a sua intenção.
Quando temos a verdadeira intenção de fazer o bem, de nos realizar e, por consequência, promover e espalhar esse bem, somos assistidos pela espiritualidade maior.
Contei a Esther o caso de uma conhecida que, impossibilitada de ter filhos, não queria adoptar uma criança porque achava errado.
Na cabeça dela, uma criança que não tivesse o seu sangue não seria um espírito afim. Coisa de maluco.
Até convencer a conhecida de que adoptar e gerar dá no mesmo foi uma luta.
Passados uns anos, depois que ela adoptou o bebé, recebeu comunicado num centro espírita de que a criança em questão era a reencarnação de seu avô paterno. Como se
tratava de um centro respeitado, com gente que leva o estudo da espiritualidade a sério, sem bobagens espiritistas, essa conhecida foi lá e pegou a carta.
Detalhe: o centro fica em outro Estado, ninguém conhecia essa mulher, e a carta que recebera veio cheia de detalhes, intimidades, particularidades travadas somente entre ela e o avô.
Esther ficou mais calma, deixou de ficar na defensiva.
Meses depois, fez a inseminação artificial.
Hoje elas têm uma menina linda, sardentinha, sapequinha de tudo, de cinco anos de idade.
E não podemos esquecer que as crianças são colocadas pela vida exactamente no local onde precisam para desenvolver o potencial dos seus espíritos.
Foi Deus quem as juntou a seus pais, não importa a maneira, e todos eles entre si encontram-se presos a laços do passado que não nos é lícito romper.
É por meio dessa vivência que eles aprenderão a se amar e apagar, caso haja, possíveis animosidades do passado.
Não creio que seja o caso das minhas amigas. Esther e Dalva estão felizes.
Formam uma família feliz, cheia de amor e muito carinho.
Isso é o que conta!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:41 am

30 - Sobre psicografia

O contacto com o mundo espiritual pode ser feito de diversas formas.
Uma delas, muito conhecida, é a psicografia, ou seja, a capacidade de uma pessoa escrever mensagens orientada pelos espíritos.
De acordo com Allan Kardec, que codificou o Espiritismo, a psicografia é uma das múltiplas possibilidades de expressão mediúnica existentes, classificada como um tipo de manifestação inteligente, por consistir na comunicação escrita de um espírito através de um médium (pessoa com sensibilidade para perceber as energias astrais e os espíritos ao seu redor).
Alguns médiuns recebem mensagens de parentes desencarnados, outros têm a facilidade de receber histórias, contos, romances.
Isso varia de pessoa para pessoa, e tem muito a ver com o grau de mediunidade de cada um de nós.
Mas por que escrever contos ou romances ditados pelos espíritos?
Porque, quando desencarnamos, nosso espírito se liberta das energias do mundo físico, que são muito densas.
Daí a nossa sensibilidade se abre, e nossa lucidez se amplia.
E, na vida astral, os espíritos valorizam efectivamente tudo aquilo que possa levar o ser humano a descobrir os verdadeiros e eternos valores da alma, porquanto são esses valores que conduzem ao equilíbrio e à paz.
O objectivo maior das histórias psicografadas é esclarecer como funcionam as leis da vida, para que você possa aprender a disciplinar a mente, o emocional e tornar-se mais feliz.
Só uma observação:
há, em sessões de psicografia, treinamento para o médium receber mensagens de desencarnados.
É um treinamento árduo que leva anos de estudo e prática. Eu, particularmente, nunca tive vontade de me dedicar a esse tipo de tarefa mediúnica.
Voltando ao assunto, pode me perguntar: é fácil escrever sob a influência dos bons espíritos?
É, sim, no entanto, para quem quer participar desse fascinante intercâmbio entre as duas dimensões, é necessária uma grande dose de disposição, persistência e, acima de tudo, disciplina.
Muita disciplina.
Chico Xavier costumava citar o espírito Emmanuel, o qual salientava que a disciplina é o elemento fundamental para essa prática.
Muitas histórias psicografadas que chegam até você são escritas durante sessões espíritas ou momentos de profunda contemplação.
[b]Por que há espíritos de escritores famosos que assinam obras (de alguns médiuns) e outros famosos que preferem o anonimato?
Bom, isso vai de cada um, encarnado, ou não. Particularmente, eu nunca me importei se meu mentor, Marco Aurélio, foi alguém famoso, ou não, quando viveu aqui. Nunca tive essa curiosidade.
Alguns espíritos, de fato, são conhecidos do público, outros não.
Segundo meu mentor espiritual, o Marco Aurélio, não importa a assinatura, não é ela quem dá peso à história, mas sim a essência.
São histórias simples, que a vida escreve todos os dias, porém nos fazem reflectir.
Romances, contos, crónicas e mensagens psicografados valem pelo bem que conseguem promover naquele que os lê, pelos valores verdadeiros que nos tocam a alma e pelos óptimos pensamentos que nos inspiram.
E a leitura nos torna mais lúcidos, mais inteligentes.
Por isso, leia. Leia muito.
Qualquer assunto que agrade você, psicografado ou não.
O importante é 1er!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:41 am

31 - Música faz bem para o espírito[/b]

Sempre tive certa intimidade com a música, de forma geral.
Creio que meu espírito já trazia isso forte - o gosto musical - porque, aos dois anos de idade, infernizei meus pais para que me comprassem a música Pata Pata, da cantora sul-africana Miriam Makeba (1932-2008), mundialmente conhecida como Mama África, por ter lutado pelos direitos humanos e combatido o apartheid em sua terra natal.
Comecei a falar correctamente aos quatro anos de idade, mas, aos três, sabia cantarolar o refrão dessa música.
Atormentei o povo de casa com Miriam Makeba.
E, conforme crescia, pedia, de presente, discos de novela, em vez de brinquedos.
A família ajudou bastante.
Embora fôssemos tipo classe média baixa, minha casa vivia com o rádio ligado.
Mamãe adorava as canções dos anos 6o e da Jovem Guarda.
Era fã também da rádio América.
Em casa não havia preconceito:
Diana, Odair José, Roberto Carlos, Ângelo Máximo, Rita Lee, uma profusão de artistas batiam ponto na cozinha de casa.
Meu pai curtia instrumental e mexicana.
De meus avós, veio o gosto por Ray Conniff, cantores do rádio e Carlos Gardel.
Tio Flávio me apresentou o samba; tio Júlio me introduziu Maria Betânia e o caldeirão da MPB; tio Gerson me abriu os ouvidos para os Beatles.
Certo dia, já adolescente, um amigo me apresentou as músicas de Barbara Streisand e Diana Ross.
Bom, isso é papo para outro artigo...
Dessa forma, construí, ao longo de trinta anos, um acervo de mais de dez mil discos.
Cheguei a ter dois programas de rádio, onde a música estava sempre na pauta da programação.
Confesso que, para mim, música era algo que fazia bem, alegrava o espírito, dava-me a sensação de bem-estar.
Em algumas sessões mediúnicas das quais participava, os espíritos pediam para tocar música clássica, violino, de preferência.
Até então, não sabia o quanto o som de um instrumento pode actuar energeticamente no ambiente e até restaurar o nosso organismo.
Há até estudos científicos, actualmente, que comprovam a eficácia do uso da música como complemento terapêutico, ajudando no restauro do humor do paciente.
Certo dia, fui inspirado pelo espírito Túlio para escrever sobre artistas desencarnados.
Era um artigo (está neste livro, sob o título 16.
Os artistas e o mundo astral) que explicava as razões - espirituais evidentemente - por que um artista, ao morrer tornava-se um ícone, ou era apagado da memória social.
O Túlio jurou, de pés juntos, que a música, além de fazer bem para a alma, espanta, de facto, a energia negativa que esteja ao nosso redor.
De acordo com esse meu amigo espiritual, o som produzido por uma nota musical possui determinados elementos astrais capazes de destruir e fazer as energias tóxicas sumirem no ar, higienizando e restaurando o ambiente.
E me garante que não só escutar, mas também cantar, ajuda a melhorar e harmonizar a energia do ambiente, além de contribuir para uma recuperação mais rápida em caso de alguma enfermidade.
Sei que, ao reencarnar, atraímos a nossa família por afinidade energética.
Embora alguns dos parentes acima citados já tenham desencarnado, com outros o contacto diminuiu, o que é natural, pois crescemos, mudamos, as famílias deles cresceram, o importante é o carinho que permanece até hoje.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:41 am

Eu sou profundamente grato aos meus familiares por terem me criado com música.
E digo mais:
não importa o tipo de música que você goste de ouvir, rock, funk, pagode, samba-canção, brega, clássica, disco, iê-iê-iê... não importa.
Desde que lhe faça bem, está tudo certo.
Não entre no papo de que música electrónica, por exemplo, é sinónimo de obsessor.
Pode parar.
Cada um com sua preferência.
Então, trate de botar o som de que mais gosta no seu aparelho e soltar a voz, porque cantar, efectivamente, seus males espanta.
Palavra dos espíritos!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jul 01, 2016 9:42 am

32 - Dia de aniversário é... para comemorar!

Antes de mais nada: parabéns, felicidades!
Hoje é o dia em que seu espírito veio ao planeta para mais uma encarnação, mais uma vida cheia de ricas experiências.
Você sabia que é um grande mérito nosso reencarnar? Estar no planeta, lidar com as adversidades... tudo serve para fortalecer nosso espírito, torná-lo mais forte, mais lúcido, mais inteligente, mais dinâmico.
Sei que muitas vezes nossa caminhada é árdua, com muitas pedras - e pedregulhos! entretanto, nosso espírito veio ao mundo para ser feliz.
Muitos podem me perguntar: como?
Ser feliz? Está louco?
Você não imagina a vida que levo, não tem noção dos problemas que tenho, da família que tenho... a minha vida é um inferno, isso sim!
Saiba que a vida a trata como você se trata.
E Deus não pune. Isso é conceito que estamos cozinhando na mente há dois mil anos.
Um grupo de homens decidiu que havia meios de ter poder e atemorizar as pessoas comuns.
Imagine em quantas encarnações o nosso espírito foi obrigado a "engolir" esses conceitos tão pesados acerca de Deus?
Pois está na hora de mudar isso e assumir a nossa responsabilidade diante da vida.
A espiritualidade tem nos mostrado que somos criados à imagem e semelhança de Deus.
Ora, se isso é facto, então somos perfeitos no grau de evolução em que nos encontramos.
Reencarnar é poder assumir nova identidade, novo corpo, novos hábitos, fazer novos amigos, desfazer amarras, desatar nós, curar emoções, crescer, seguir em frente!
Reencarnar é ter o poder sobre a própria vida.
É ter a chance de fazer diferente, de não esmorecer jamais.
Você é forte, é lúcida, é inteligente e tem conhecimento espiritual.
Seja sua amiga, fique do seu lado, e tudo vai melhorar.
Portanto, nesta data querida, olhe para você com carinho, com enlevo, com amor.
Amar a si mesmo é o antídoto natural para combater a tristeza.
Confie e agarre-se à vida.
Você tem muita coisa boa para fazer!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

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