Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:01 am

33 - Espírita ou Espiritualista. Faz diferença?

Muitos me perguntam: você é espírita?
É espiritualista? É o quê?
Eu nasci num berço católico, mas nunca gostei de estudar religião.
Sempre discutia com os padres e as freiras nas duas escolas onde estudei até chegar ao ensino técnico.
Tive contacto com o Espiritismo muito cedo.
Aos treze anos, eu devorava O Livro dos Espíritos, A Génese e O Céu e o Inferno, codificados por Allan Kardec.
Confesso que não era muito fã de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
A minha interpretação sempre batia de frente com a dos professores do centro espírita.
Eles entendiam de um jeito, e eu, de outro.
Os anos passaram, eu me aprofundei em Kardec.
Aliás, se você gosta das obras kardequianas (ou kardecistas), não pode deixar de ler a Revista Espírita, colecção de doze livros com artigos escritos por Kardec durante mais de uma década.
É uma viagem, tanto sobre Espiritismo como sobre história.
O mundo de 1850 não era muito diferente, no tocante às crenças e atitudes, assim como aos anseios do homem, do que é hoje.
Luiz Gasparetto, filho da Zibia, já era um médium famoso quando comecei a frequentar o centro.
Ele recebia os pintores desencarnados e fazia quadros em poucos minutos.
Era assunto para artigo de revistas, apareceu no Fantástico em uma matéria de quase meia hora!
Eu me lembro que o centro tinha essa pegada bem espírita, seguia Kardec à risca, mas Luiz voltou de seus estudos em Esalen, na Califórnia (local de grande concentração de estudiosos do tema), cheio de novas ideias acerca da espiritualidade.
Aquilo foi uma reviravolta, chacoalhou as minhas ideias preconcebidas.
Passei a entender o mundo espiritual de outra forma e, associado a isso, atendia gente todo dia. Muita gente.
Quem conhece como funciona um centro espírita sabe que, ao visitar o estabelecimento pela primeira vez, precisa passar por uma entrevista, o que chamamos de triagem, para entender o problema pelo qual a pessoa está passando e direccioná-la para um tratamento espiritual adequado.
O Luiz mudou tudo.
Fez uma revolução lá no centro.
Trouxe conceitos de Nova Era, Ciência da Mente, pensamento positivo, Metafísica.
Introduziu no Brasil os ensinamentos de Louise Hay (muito antes de ela lançar o megassucesso Você pode curar sua vida); resgatou ensinamentos preciosos de igrejas evangélicas e protestantes; abriu a nossa mente para entender a prosperidade, por meio de livros da pastora Catherine Ponder.
Ah, houve também o uso de cromoterapia no tratamento, algo comum hoje em muitas casas espíritas, mas muito raro no comecinho da década de 1980.
Diante de tanta novidade, de tanta revolução, passei a colocar os ensinamentos na minha vida diária e também passei a orientar as pessoas na triagem com essa nova abordagem.
Os resultados eram surpreendentes, tanto na minha vida como na dos atendidos.
Os casos de obsessão, para se ter uma ideia, diminuíam a olhos vistos.
Adulto, viajei para os Estados Unidos, conheci o trabalho de Louise Hay e, simplesmente, me abri para além das fronteiras do Espiritismo.
Passados quase quarenta anos de estudos, muitos me intitulam espiritualista independente.
Outros afirmam que sou um espírita autêntico porque ainda estudo e cito a importância de Kardec.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:02 am

Pensando bem, para que um rótulo?
Espírita, espiritualista, umbandista... tanta denominação para quê?
A alma é livre.
Além do mais, eu, você, todo mundo tem o direito de escolher, tem o direito de se expressar, de acertar e de errar também.
Viemos ao mundo para a felicidade.
Não podemos ficar atrelados a dogmas, doutrinas que nos fazem ficar presos à dor, à tristeza, à lamentação, ao conceito do faz e paga...
Sei que há momentos bem difíceis, mas todos nós temos e passamos por momentos terríveis, e cada um sabe o peso de sua cruz.
No entanto, se você não tiver um tiquinho de alegria e de esperança nesse coração que Deus lhe deu, não aguenta passar por nenhuma adversidade que seja.
Nem com ajuda de mentor, tampouco se auto-intitulando espírita ou espiritualista.
A dor é a mesma!
Então, deixemos os preconceitos de lado, deixemos as doutrinas que cerceiam nossa liberdade de lado.
Vamos partir para a independência, libertar o nosso espírito de conceitos bobos que a sociedade tentou nos impor, nos impedindo de ser nós mesmos.
Você pode ser o que melhor lhe aprouver, porque, quando se sente livre, sintoniza-se com sua alma, faz escolhas inteligentes e, quando faz escolhas inteligentes, está fazendo bem a si próprio e, consequentemente, aos outros também.
Pode acreditar!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:02 am

34 - Filho gay

Marcelo, precisamos de sua ajuda.
Nosso filho, de dezassete anos, revelou ser gay.
Sente-se bem resolvido com a situação.
Mas isso nos pegou de surpresa.
Não sabemos lidar com o assunto.
Não há gays na família.
Ele pode estar sendo assediado por algum espírito ruim?
O que devemos fazer?
Como a espiritualidade enxerga a homossexualidade?
Se seu filho se sente bem em ser assim, óptimo.
Agora, no caso de você e seu marido, o bom mesmo é abrirem a mente e o coração para entender e aceitar o processo a fim de conviver em harmonia com seu filho.
A espiritualidade enxerga a homossexualidade com a maior naturalidade.
Não há drama nenhum em ser gay, hétero, bissexual.
Tudo depende da cabeça da pessoa.
E, falando sob o escopo da espiritualidade, não é o facto de ser gay que vai fazer seu filho atrair um espírito obsessor.
Um espírito perturbado só se aproxima por conta de afinidade energética, ou seja, por conta do conjunto de pensamentos da pessoa.
Tem bons pensamentos acerca de si mesmo e dos outros?
Não é uma pessoa com maldade na cabeça?
Difícil atrair um obsessor.
Cada um precisa cuidar de si.
Cada pessoa tem dentro de si o que precisa.
O universo trabalha para a evolução de cada um.
E a sexualidade é nada mais que uma característica do espírito, um factor que vai auxiliá-lo a lidar com determinadas situações em sua jornada.
Em relação ao seu filho, deixe-o ser como é.
A sexualidade dele é natural, bela, divina.
Pelo visto, ele sabe muito bem como lidar com esta situação.
Portanto, não há com o que se preocuparem.
Aceitem o facto e estarão ajudando o filho de vocês.
Vocês não podem deixar de pensar que seu filho tem um espírito divino dentro dele que escolheu sua sexualidade.
Deixe-me ser um pouco mais didáctico: só existem dois sexos, o masculino e o feminino.
As sexualidades são inúmeras.
Sabe por quê?
Porque cada um, antes de reencarnar, escolhe a sexualidade, a fim de desenvolver certas habilidades, virtudes, melhorar crenças, posturas e, mais que tudo, ampliar a consciência.
Por conta de falta de informação, preconceito, ideias erradas acerca da sexualidade, muitos pais rejeitam filhos gays.
Esfriam e distanciam o relacionamento, evitam o contacto, evitam tocar no assunto.
Outros até expulsam os filhos de casa.
Não é à toa que encontramos jovens por aí, largados, enfiados em drogas e prostituição.
Sentem-se desorientados, desprotegidos.
Tudo bem que cada um atrai para si a família que merece, mas, diante dessa informação que trago, não é melhor entender o assunto sem as tintas do preconceito?
E, vem cá...
Por falar em preconceito, será que o problema maior não seja o facto de não aceitar a sexualidade do seu filho, mas como você e seu marido irão encarar o mundo?
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:02 am

Porque sei que há ainda uma grande dose de olhares desdenhosos e acusadores na sociedade em relação à homossexualidade.
Imagine ter de revelar para sua melhor amiga, contar para seu chefe, dizer aos vizinhos que seu filho é gay.
Isso pode assustar muito mais.
E tem outro ponto: a família!
Sabe aquela cunhada que tem o filho da mesma idade que o seu e, ainda por cima, namora uma garota linda?
Como superar o "seu" preconceito
de enfrentar as caras e bocas da família e da sociedade?
É, muitas vezes, o problema não é o filho gay, mas como "o mundo vai reagir se souber que meu filho é gay".
Se isso for tão pesado a ponto de chacoalhar suas estruturas, aconselho você e seu marido a procurarem um profissional, um terapeuta, para ajudá-los a absorver o impacto, conseguirem se fortalecer e se bancarem diante de quem quer que seja.
Afinal de contas, o filho de vocês não é menos nem mais que ninguém.
Só é diferente.
Por isso, curtam cada diferença dele.
Apreciem, sem moderação!
Filho é filho. Ponto final.
Procure entender e aceitar seu filho do jeitinho que ele é:
gay, bonito, feio, deficiente, gordo, baixo, esquisito, estabanado, hiperactivo, doente.
Não importa como ele venha na sua vida.
O que vale é como você vai se relacionar com ele.
Aceite-o, ame-o.
Seu filho só precisa de apoio, de carinho e de amor.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:02 am

35 - Auto-abandono

Meu (ex)marido é bêbado.
Tentei de tudo, inclusive levá-lo aos Alcoólicos Anónimos.
Ele afirmava ser tudo besteira, jurou jamais largar o vício e chegou a me machucar.
Eu o deixei faz três anos e estou criando minhas filhas sozinha, vivendo bem, reconstruindo minha vida.
Mas uma amiga, que frequenta um centro espírita, disse que eu estou fazendo tudo errado: que é minha obrigação ficar ao lado dele e aguentar tudo, porque, se atraí um bêbado em minha vida, é porque devo ter feito mal a ele no passado.
Confesso ter ficado com um pingo de remorso.
A sua amiga não tem uma ideia clara sobre a lei do retorno.
Os conceitos dela são completamente equivocados.
Entendo que nunca tenha frequentado um centro espírita e começou a estudar as leis espirituais há pouco, mas fique atenta e não aceite como verdade tudo o que lhe dizem.
Investigue, pesquise, estude e, acima de tudo, escute a voz de sua consciência, ou, como estamos acostumados a dizer, a voz de seu coração.
Você revelou que fez de tudo e ele recusou ajuda.
Geralmente um viciado em bebida é bastante orgulhoso.
Joga todas as suas frustrações e revoltas na bebida e recusa-se a receber ajuda.
Para piorar, atrai, sim, companhias astrais desencarnadas, porque afim atrai afim, só isso.
E o espírito não tem mais força do que o encarnado.
Se seu ex quiser, de facto, pode sair.
Sei que é fácil falar, mas todos nós temos nossas provações.
E há inúmeros casos de pessoas vitoriosas.
Nas unidades dos AA, há relatos tocantes de pessoas que venceram a bebida.
Portanto, o indivíduo consegue.
Agora, esse papo de ter de levar uma vida resignada e viver ao lado de alguém que a humilha e maltrata, acreditando que tem de ficar assim com a pessoa porque em outra vida lhe fez mal, é pura bobagem.
É falta de amor-próprio, auto-abandono.
A vida junta os afins, as pessoas que têm tudo a ver para que cada uma, no amor ou na dor, possam crescer.
Às vezes, coloca mesmo um desgraçado no seu caminho para você acordar, perceber o quanto tem se maltratado, o quanto tem se negligenciado, se colocado para baixo, não se permitindo ser você mesma.
Quanto viveu se comparando, acreditando ser menos que suas amigas, achando que é feia, fora do padrão (me escreveu no e-mail que sempre odiou seu corpo).
Uma pessoa que odeia o corpo vai atrair o quê na vida?
Um príncipe encantado montado num cavalo branco? Não vai.
Só vai atrair desamor, porque você sente desamor por si e espalha essa energia por onde passa.
E não é só no relacionamento afectivo que você se dá mal.
Essa energia atrapalha o fluxo de dinheiro, impede o crescimento profissional, as boas amizades.
O auto-abandono é uma das piores pragas que uma pessoa pode ter numa encarnação.
É triste demais.
É a vida, desesperada para que a pessoa acorde e veja a própria beleza, que desperte para sua singularidade, individualidade, coloca em seu caminho um bêbado, um viciado em drogas, um homem violento.
Por isso, esqueça o remorso.
Você fez o melhor que pôde para ajudá-lo.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:03 am

Se um dia, seu ex vier pedir ajuda e você sentir que tem condições, ajude-o, sem cobranças, sem reclamações, sem julgamento.
Cada um é um.
Também pode mandar sua amiga [a tal do centro] ir cuidar dele.
Ela não vive para os outros?
Não veio atormentar você?
Então, diga para ela que, se ela não for lá para tirá-lo do vício, ela também vai ter a encarnação comprometida.
Fala que foi um médium que mandou dizer isso para ela.
Pronto. Ela nunca mais vai azucriná-la.
E trate de cuidar de você, resgatar o gosto pela sua companhia.
Seja sua melhor amiga.
Cada um responde por si.
A nossa responsabilidade é cuidar da nossa alma e do nosso coração.
Você é única no universo.
E isso não é pretensão.
Deus a criou assim, desse jeitinho.
Siga em frente!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:03 am

36 - As treze almas e o crime do poço

Eu já sabia que escreveria um romance ligado à tragédia do edifício Joelma, que pegou fogo em 1974, na cidade de São Paulo.
Imaginava que ia retractar uma história "sobre" o incêndio. Mas não.
Marco Aurélio me dizia que estava preparando um esboço para me trazer uma história sobre o edifício.
Confesso que num primeiro momento fui até arrogante.
Pensei com meus botõezinhos:
"Putz, mais um livro sobre o incêndio do Joelma?
Há tantos livros espíritas sobre o tema"!.
O tempo foi passando e nada.
Estava terminando um romance e, ao colocarmos o fim, Marco Aurélio informou-me que na semana seguinte começaríamos a escrever o romance relacionado ao Joelma.
Naquela semana, durante a sessão espírita da qual eu participo às quartas-feiras, um colega médium incorporou o espírito de uma moça.
Ela falava de maneira delicada, pausada, mas cheia de energia.
Suas palavras eram contagiantes, o seu contacto tocava em cheio meu coração.
Ela se apresentou e disse seu nome: Lina.
No mesmo instante, veio à minha mente a imagem do Joelma em chamas.
Juro que tremi.
E ela, de maneira calma, falou um pouco sobre sua vida.
Disse que eu não iria escrever sobre o Joelma, mas sobre a vida dela.
E a vida dela tivera um fim bastante trágico aos olhos humanos, porquanto Lina morrera carbonizada dentro de um dos elevadores do edifício Joelma e até os dias de hoje a identidade dessas treze pessoas é desconhecida.
Fiquei chocado.
Sempre tive interesse nesse mistério que ronda o Joelma até hoje.
Lina vinha desvendar o mistério.
E, de quebra, também na história, iria relatar sobre um crime que abalara São Paulo em fins da década de 1940, que ficou conhecido como crime do poço.
O crime do poço, muita gente conhece.
Actualmente, basta acessar a internet para saber detalhes do caso.
Contudo, no livro que eu iria psicografar, o público ficaria sabendo o que aconteceu depois do crime.
O que ocorreu, de facto, com o professor que matou a mãe, as irmãs e depois tirou a própria vida?
Quem foi a mulher por quem ele ficou cego de paixão?
Tudo isso me seria revelado.
Lina terminou seu relato dizendo que, quando eu terminasse de escrever o livro e este fosse publicado, ela iria reencarnar.
Estava no astral havia quarenta anos e agora seu espírito pedia uma nova chance.
Ela se despediu com graça e me deu um beijo na testa, agradecendo-me pela oportunidade de poder contar sua história.
O Marco Aurélio me surpreendeu! Eu iria escrever a história do mistério das treze almas.
Para quem não sabe disso, quando ocorreu o incêndio, quase duzentas pessoas morreram.
Dessas, treze foram encontradas num dos elevadores e não foram identificadas até hoje, acreditam?
Estão enterradas no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo, ao lado do crematório da cidade.
Conhecidas como as Treze Almas, acredita-se que elas fazem milagres.
Isso é tão forte e tem produzido um efeito tão benéfico às pessoas que foi construída uma capela ao lado dos túmulos.
Pois bem, no romance, desvendamos o mistério das treze almas e explicamos o que aconteceu com os envolvidos no crime do poço, além de outras passagens fascinantes, como a tragédia do Gran Circo Norte-Americano, ocorrida em Niterói, em 1961.
Não sabe sobre o incêndio do circo?
Então precisa ler meu romance e, para se aprofundar neste assunto em particular, não deixe ler O espectáculo mais triste da Terra, de Mauro Ventura.
Um livro tocante e muito bem escrito.
Vale a pena ler.
O dele e o meu, é claro!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:03 am

37 - O Livro dos Espíritos - Por que ler?

Muitos leitores me perguntam sobre a importância de ler O Livro dos Espíritos.
Particularmente, adoro esse livro.
Foi com ele que tive contacto com o estudo do Espiritismo.
Além de ser um livro de interesse geral, a obra deve ser lida por todo aquele que se interesse - ou acredite - na existência de "algo mais" ou na continuidade da vida após a morte.
O Livro dos Espíritos (Le Livre des Esprits) é o primeiro livro da doutrina espírita e foi lançado
por Allan Kardec (1804-1869) após seus estudos sobre os fenómenos que, segundo muitos pesquisadores da época, possuíam origem mediúnica e estavam difundidos por toda a Europa (e costa leste dos Estados Unidos) durante o século 19.
Cabe ressaltar que Kardec foi estudioso do assunto e adoptou profundo rigor na apuração das perguntas lançadas aos espíritos, tanto que nunca incorporou um espírito.
Para receber as respostas, Kardec se utilizou de médiuns que lhe foram apresentados por indicação de amigos e conhecidos, a partir de 1854.
As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente Caroline e Julie Boudin (respectivamente, 16 e 14 anos à época), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet no processo de revisão do livro.
Após o primeiro esboço, o método das perguntas e respostas foi submetido a comparação com as comunicações obtidas por outros médiuns franceses, totalizando "mais
de dez", nas palavras de Kardec, o número de médiuns cujos textos psicografados contribuíram para a estruturação do livro.
O Livro dos Espíritos foi lançado pela primeira vez em 18 de abril de 1857, com 550 perguntas e respostas.
Somente na segunda edição (16 de março de 1860), seria publicado o volume com o total de 1019 perguntas como conhecemos a obra até os dias de hoje, com ampla revisão de Kardec mediante o contacto com grupos espíritas de vários países da Europa e dos Estados Unidos.
O Livro dos Espíritos apresenta-se na forma de perguntas e respostas e se divide em quatro outros livros, como geralmente se dividiam as obras filosóficas naquela época, que tratam respectivamente:
- Das causas primárias - abordando as noções de divindade, criação e elementos fundamentais do universo.
- Do mundo dos espíritos - analisando a noção de espírito e toda a série de imperativos que se ligam a esse conceito, a finalidade de sua existência, seu potencial de auto-aperfeiçoamento, sua pré e sua pós-existência e ainda as relações que estabelece com a matéria.
- Das leis morais - trabalhando com o conceito de leis de ordem moral a que estaria submetida toda a Criação, quais sejam as leis de:
adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e justiça, amor e caridade.
- Das esperanças e consolações - concluindo com ponderações acerca do futuro do homem, seu estado após a morte, as alegrias e os obstáculos que encontra no além-túmulo.
Isso posto, verifica-se que o livro aborda todos os temas relacionados à ética e à moral.
É um livro que mostra profundo respeito pelo ser humano, em uma época em que o homem ainda escravizava seus semelhantes.
Para se ter uma ideia, nessa época, o Brasil mantinha a escravidão, que só começaria a ser desmantelada com leis criadas a partir de 1871 até culminar com a Lei Áurea, em 1888.
Portanto, dá para imaginar o furdúncio que a obra de Kardec causou na linha abaixo do Equador:
falar de mortos e de homens livres com a maior naturalidade do mundo.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:03 am

Cada vez que leio e releio O Livro dos Espíritos, percebo o quanto Allan Kardec estava à frente de seu tempo.
Curiosidades:
- 1018 ou 1019 perguntas?
Qual é o número correto?
Depende da edição brasileira.
Na segunda edição francesa, Kardec se esqueceu de numerar a questão que vinha na sequência da 1010 e, depois desta, a 1012.
Aqui no Brasil, alguns autores mantiveram o hífen original; outros acrescentaram 1010-a; outros, ainda, simplesmente colocaram 1011 no lugar do hífen.
Daí a "diferença" entre as nossas edições.
- Em setembro de 1861, em Barcelona (Espanha), uma encomenda com trezentos volumes de obras espíritas, dentre as quais O Livro dos Espíritos, foi apreendida num auto de fé pelo bispo local, e todos os livros foram queimados em praça pública.
A sentença foi executada em 9 de outubro daquele ano, data que marca a intolerância religiosa, reagindo contra a divulgação da Doutrina Espírita.
- No dia 1.º de maio de 1864, durante o papado de Pio IX (1846-1878), O Livro dos Espíritos foi colocado no índex - o catálogo das obras cuja leitura é vedada a seus fiéis, no caso, os católicos.
- Em 1857 a edição francesa de O Livro dos Espíritos foi traduzida para o português por Alexandre Canu, sob o título O Espiritismo.
- A segunda edição, revisada e ampliada de O Livro dos Espíritos foi traduzida por Joaquim Carlos Travassos (1839-1915), que também é o co-fundador da primeira casa espírita no Rio de Janeiro.
Essa edição da obra de Kardec foi publicada pela Editora Garnier.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jul 02, 2016 10:03 am

38 - O astral não é o céu

Marcelo, não vejo a hora de desencarnar.
Não quero pensar em nada a não ser descansar...
Pensei com meus botões, ora, quem foi que afirmou ou disse que a morte (ou o desencarne, tanto faz), para aqueles que acreditam na continuidade da vida, nos transforma em espíritos dormentes ou seres desprovidos de acção?
Eu tenho estudado a vida espiritual há muitos anos, perto de quatro décadas, para dizer a verdade, e, no contacto com os espíritos, nunca recebi uma comunicação em que me fosse dito que após a morte eu descansaria numa nuvenzinha escolhida a meu bel-prazer, ou mesmo que os espíritos com os quais tive contacto - principalmente meus mentores espirituais - afirmassem levar uma vida de ócio.
Longe disso.
A actividade do lado de "lá" é muito mais intensa.
No começo achava esquisito, porque a minha criação religiosa fora calcada no cristianismo, no catolicismo de forma geral, e assim, na minha cabeça, ou virávamos anjos, ou ficávamos alocados em alguma nuvem gigante, trajando túnicas alvas, sorrindo vinte e quatro horas por dia, falando baixinho, educadamente, sem poder gargalhar etc.
Alguns anos se passaram e, nos meus estudos, pude constatar que a vida astral é muito rica, complexa, e necessita de espíritos lúcidos, dispostos a trabalhar bastante, a estudar com afinco, visto que do "lado de lá", não necessitamos dormir oito horas para recomposição de nosso corpo físico.
O corpo subtil que reveste nosso espírito no mundo astral nos dá uma condição fantástica:
a de se locomover de maneira muito rápida, quase instantânea, bem como transformar rapidamente o pensamento em algo material, palpável.
Como assim?
No mundo em que estamos agora, o da Terra, qualquer ideia, pensamento, leva um tempo para se materializar.
Exemplo: suponha que você esteja num lugar qualquer, sem nada à sua volta, e gostaria nesse instante de uma cadeira para se sentar.
Claro que você pode comprar a cadeira, mas o que quero enfocar é o imediatismo das coisas, a diferença existente entre aqui e lá.
Em nosso mundo de cá, você precisa derrubar uma árvore, cortar a madeira, talhar, lustrar, transportar etc.
Isso leva tempo.
No mundo astral a coisa é instantânea, ou seja, pensou e logo o seu pensamento se materializa à sua frente.
Dessa maneira, podemos entender melhor os dramas que muitos amigos desencarnados sofrem, como perseguições, bichos, monstros e toda sorte de negatividade que toma forma por descontrole mental dos próprios mortos.
Gostaria muito que você reflectisse acerca de seus pensamentos.
Como andam? O que você pensa o dia todo?
Já parou cinco minutinhos para reflectir sobre o que passa pela sua mente?
Faz pensar...
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:23 am

39 - Você trabalha no que gosta?

Faz dois anos que me formei em administração de empresas.
Estou num bom emprego, mas o nível de realização é igual a zero.
Nem vontade de namorar eu tenho.
Tive contacto com a espiritualidade e fiquei com um nó quando soube sobre vocação, que o espírito carrega certas habilidades.
Sou louco por micro-organismos.
Biologia seria a minha realização.
O que você sugere?
Você escreveu para mim, contou sua vida toda.
Era o craque em ciências, só tirava dez em biologia.
Prestou vestibular para administração porque se sentira pressionado pela família. Entendo.
Quando temos dezassete anos, ainda somos dependentes, não temos maturidade tampouco preparo para dar um chute em tudo e assumir nossa vida.
Nossa cultura não nos prepara para isso, diferentemente da americana.
Lá nos Estados Unidos, ao completar o Ensino Médio, o jovem tem duas alternativas:
ou entra em uma faculdade, de preferência em um estado bem longe daquele que mora, ou, se não conseguir, vai embora de casa e trata de arrumar um emprego e viver sua vida, independente.
Do mesmo jeito que aqui é normal um quarentão viver na casa dos pais, lá é normalíssimo os pais fazerem as malas do garoto (ou da meninona) e tocarem para fora de casa quando terminam o colégio. Cultura.
Você tem vinte e quatro anos.
É jovem pra caramba.
Pode fazer a grande virada na vida, se quiser.
Disse-me que adoraria cursar uma universidade pública.
E que já tem uma boa poupança caso entre no curso.
Dou o maior apoio.
Continue vivendo na casa de seus pais.
Mantenha seu emprego.
Faça cursinho à noite, se considerar necessário.
Percebo que, na verdade, o motivo é a decepção que vai causar em casa.
Seus pais vão ficar chateados porque você não seguiu o sonho deles.
Eles traçaram a sua vida de acordo com as expectativas deles, sem consultar você.
Isso é muito comum, até nos Estados Unidos, tá?
Os pais acreditam que estão fazendo o melhor pelos filhos.
Não é maldade. É superprotecção.
Mas você teve a sacação da sua vocação.
Percebeu que seu espírito é livre, não quer mais ficar amarrado sob as convenções sociais.
Deixe sua vontade falar mais alto, deixe sua alma vir para fora e se expressar.
Não tenha medo de ser o que é.
Cada um nasceu com um conjunto de talentos e habilidades.
Use-os a seu favor.
Não deixe que a vontade da sua família seja maior que a sua vontade.
Não tenha medo do que irão falar.
Deixe que o julguem.
Problema deles.
Somos cidadãos do mundo, cheios de luz, dotados de poder para escolher nosso próprio destino.
Siga em frente e seja um biólogo feliz!
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Ave sem Ninho

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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:23 am

40 - Enterro ou cremação?

O enterro sempre fez parte da cultura ocidental.
Por séculos as pessoas eram enterradas ao redor das igrejas e assim foi até meados do século 19.
O primeiro cemitério com o jeitão do que conhecemos foi o Père-Lachaise, em Paris.
Quando inaugurado, em 1804, boa parcela da população não gostou muito.
Primeiro, porque o cemitério ficava distante do centro e era ajardinado.
Parecia um bosque, não um local para enterrar mortos.
Segundo, enterrar atrás da igreja dava a sensação de que a alma iria mais rapidamente para o céu.
E não tinha quem concordasse em ter seu ente querido ser enterrado num local que não fosse santo.
O tempo passou, o mundo ocidental adaptou-se, e enterrar nossos mortos em cemitérios tornou-se algo natural.
Estranho seria, nos dias de hoje, enterrar alguém sob as edificações ou nos arredores de uma igreja.
Não tem cabimento.
Além do mais, a lei, pelo menos em nosso país, só permite três possibilidades para o destino do morto:
enterrar, cremar ou entregá-lo para pesquisa.
A terceira possibilidade é a mais rara.
As famílias, por uma questão de profundo respeito àquele que morreu, quer enterrá-lo e que ele "descanse em paz".
Geralmente os corpos para pesquisa, utilizados em escolas de medicina, são de indigentes, pessoas sem identidade, sem família.
Por uma questão de falta de espaço urbano, saúde pública, outros conceitos em relação à morte, facilidade do processo em relação ao sepultamento etc., foi inaugurado na cidade de São Paulo, em 1974, o Crematório da Vila Alpina.
Alguns anos depois inaugurou-se o Crematório de São Francisco Xavier, o do Caju, no Rio de Janeiro, formando os dois maiores crematórios do mundo.
De acordo com os estudos espíritas, o corpo físico possui outro corpo, mais subtil, conhecido por perispírito, ou corpo astral.
É o corpo utilizado pelo espírito no mundo astral depois da morte do corpo físico.
Ocorre que, ao morrer, a separação entre esses dois corpos demanda certo tempo.
Pode variar. De minutos a dias, meses até.
Porque cada caso é um caso.
Geralmente, quando a pessoa está muito perturbada emocionalmente, demora mais para se desprender do corpo morto.
Quem é espírita já ouviu muitos relatos de espíritos presos aos corpos em decomposição, relatos muito tristes de gente que passou o (inferno Literalmente) a sete palmos por conta do desequilíbrio logo após o desencarne.
Daí que muita gente já veio ventilar que, se a pessoa fica presa no corpo por tempos depois da morte, então melhor nem cremar, porque senão vai para o forno e vai "queimar junto", vai sentir o corpo arder em chamas.
Confesso que de tanto escutar isso (e de espíritas renomados até) fui checar, estudar sobre fluido vital, conversei com outros tarimbados e com... os espíritos!
Só eles poderiam dar uma resposta à altura.
Em uma sessão, eis que nosso guia conta a história de um professor conhecidíssimo aqui no planeta que morreu e não saía do caixão nem com reza brava.
E os espíritos, os guias, os parentes já mortos, ninguém podia fazer nada, porque nesses casos só o espírito, quando toma consciência, é que pode sair desse "pesadelo" e romper com os laços que o prendem ao corpo apodrecido.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:24 am

E ele contava que já estavam quase conseguindo, que haviam feito um trabalho mental com o indivíduo e coisa e tal.
Aproveitei a deixa e perguntei:
- E se ele tivesse sido cremado?
A resposta do guia foi na lata:
- Teria sido mil vezes melhor.
Pra ele e pra gente.
Todos ficaram boquiabertos na sessão.
Como assim? Melhor?
Ele não iria queimar, ou ter a sensação de o perispírito queimar?
Não. Segundo o mentor, quando o corpo vai para a cremação, qualquer laço, qualquer resto de energia vital que esteja prendendo o espírito ao corpo físico é imediatamente rompido no momento da cremação.
Além do mais, o cadáver nunca é cremado depois da cerimónia, mas depois de setenta e duas horas após a cerimónia.
Se não se desprender nesse tempo, desprende no momento que entra no forno.
O espírito toma um sustão daqueles.
Continua desequilibrado, mas perambulando por aí, perdidão.
Melhor do que acordar no escuro, com aquele cheiro de flor apodrecida e sentir ser comido por bichinhos.
Argh! É ruim, hein?
Se você tiver uma cabeça boa, ser enterrado não vai ser problema algum, mas se não tiver... pense bem!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:24 am

41 - Fim do casamento

Fui casada durante vinte e dois anos.
Tivemos dois filhos.
Ele me trocou por outra, com a idade de nossa filha mais velha.
Se ele é o amor da minha vida, não terá de voltar a viver comigo em próxima encarnação?
Não. Porque ninguém é obrigado a nada.
Muitos acreditam que devem "fazer isso ou aquilo", viver de maneira resignada, sofrida, porque dessa forma estarão quitando os débitos do passado ou criando créditos para o futuro.
Primeiro, somos seres humanos e não carnês de pagamento.
Não sei de onde tiraram essa ideia de "tem que pagar".
Tudo é da cabeça.
Quem cobra é a própria pessoa.
Ao morrer, não há ninguém no astral com uma ficha nas mãos apontando o que você fez como certo ou errado.
Do outro lado, querem só saber se você foi feliz, se viveu bem, se ampliou sua consciência, se soube se valorizar, compreender que ninguém é responsável por sua felicidade, e você é responsável por tudo o que lhe acontece.
Isso vão perguntar a você.
Só. Mais nada.
Digo isso porque, na sua extensa carta, afirma, por três vezes, que seu ex-marido vai pagar por todo mal que fez a você.
Ele não fez nada demais.
Estavam vivendo um casamento frio, sem perspectivas, sem intimidades.
Você deixou de ser mulher e assumiu a esposa, a dona do lar, a mãe zelosa.
Ele perdeu o prazer.
Você se transformou em uma pessoa completamente diferente daquela moça bonita, jovial, alegre, divertida de que ele tanto gostava no início do casamento.
Mas aí você achou que deveria se comportar, ser séria, não podia mais dar risadas altas (que era uma marca sua e ele adorava) porque não pegava bem para uma senhora casada, começou a usar roupas de "tia", perdeu a sensualidade, deixou de cuidar da aparência.
Você mesma afirma na carta que, quando completaram vinte anos de casados, ele quis comemorar com uma viagem a uma praia do Nordeste e você achou um absurdo deixar as "crianças" sozinhas (uma moça de dezanove e um rapagão de dezassete anos).
Jogou um balde de água fria nos planos dele e creio que tenha sido essa atitude sua que enterrou seu casamento de vez.
E homem é bem mais prático, sabe?
Ele quer carinho, atenção e cama, basicamente, e não necessariamente nessa ordem.
Quando passa dos cinquenta, quer uma companheira para aproveitar a vida, viajar, conhecer outros lugares, porque os filhos estão crescidos, provavelmente esteja aposentado (ou em vias de).
Ele não quer mais pegação no pé, mulher chata, reclamona, sem assunto, sem atractivos.
Vivemos outros tempos, ninguém mais fica junto por obrigação.
Acabou essa época de "ter que" ficar casado.
As pessoas sentem-se livres para experimentar uma vida afectiva com mais qualidade.
Vá cuidar de você, reveja suas crenças sobre si mesma, resgate aquela mulher que ficou escondida sob a capa da esposa e da mãe.
Aproveite que seus filhos são independentes e procure se refazer; vá atrás de cursos, um trabalho, novas amizades.
Você é muito jovem ainda e tem um universo de oportunidades para explorar e um caminho diferente daquele que imaginava para ser feliz.
A vida é cheia de surpresas e, quando nos apoiamos, ficamos ao nosso lado e nos abrimos para a vida, coisas surpreendentes acontecem.
Você ainda vai ter muita coisa no caminho, mas precisa abrir os olhos já e parar de se lamentar.
Por último, ninguém é obrigado a ficar com ninguém. Ninguém é dono de ninguém.
E, se tem mesmo sentimentos nobres por ele, liberte-o.
Deixe-o viver essa nova etapa e ser feliz.
Quem ama liberta.
E só posso assegurar que você vai voltar com você na próxima encarnação.
Os outros que estão ao seu lado neste momento, só Deus sabe!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:24 am

42 - Crime, morte e castigo

Quem é mau e escapa das leis vai pagar pelo que fez depois de morrer?
Os leitores sempre me fazem essa pergunta.
Diante de tantos crimes e tanta violência, e com uma Justiça moldada de acordo com a conveniência de um grupo de pessoas, muitas vezes a sociedade se sente indignada diante de punições pouco severas e, pior, de pessoas que cometem crimes, pagam excelentes advogados e se livram da prisão.
As leis dos homens são feitas para que possamos conviver da maneira mais harmoniosa possível.
Elas reflectem tão somente a forma de pensar de uma sociedade.
É por isso que, de tempos em tempos, leis são criadas, mudadas, ajustadas e banidas.
E o que é permitido em nosso país poderá não ser permitido em uma sociedade do Oriente, por exemplo.
Cada povo tem um conjunto de hábitos, costumes, condutas e regras que têm tudo a ver com as pessoas que lá reencarnam.
Já as leis universais são imutáveis, perfeitas.
Elas não seguem o padrão das leis como as conhecemos no mundo, mas a regra é clara:
tudo o que você faz, seja por meio de palavras, pensamentos ou atitudes, voltará para você.
Simples assim.
As leis que regem o universo não têm nada de complicado.
Muito pelo contrário, estão muito ligadas ao nosso grau de responsabilidade diante da vida.
Conforme abrimos nossa consciência e entendemos que somos cem por cento responsáveis por tudo o que atraímos, a visão em relação às leis também muda.
Percebemos com maior clareza nossos instintos, nossas crenças e posturas, mudamos alguns padrões de pensamento, e tudo ao nosso redor também começa a mudar.
Para melhor, obviamente.
Toda vez que você procurar fazer para si algo de bom, que possa livrá-lo das amarras das mágoas, do ódio e da maledicência, a vida, rica e sábia, irá ajudá-lo a superar as adversidades e, naturalmente, tirará do seu caminho, ou afastará de você, aquela pessoa que o infelicita de alguma maneira.
Cada um é responsável por si e terá de arcar com a consequência de seus actos, seja aqui, em vida, ou depois dela.
Não compete a nenhum de nós julgar o próximo.
Afinal, quem somos nós para julgar o que ou quem é ruim?
Precisamos ter cautela com esse tipo de acusação, pois poderemos cometer atrocidades como aquelas contra os donos da Escola Base em São Paulo, anos atrás, que foram acusados injustamente e tiveram suas vidas devastadas.
Voltando à pergunta inicial, quem é ruim vai pagar?
Em primeiro lugar, ninguém
"paga" nada.
Não somos um carné de prestações (oras!), e sim espíritos encarnados aprendendo a ter um grau maior de responsabilidade diante de nossas escolhas.
Qualquer um de nós que proceder de forma inadequada vai obter resultados negativos.
Por isso, afaste-se dos maus pensamentos; crie bons pensamentos e esqueça, de uma vez por todas, de apontar os erros dos outros.
Cuidar de seus pensamentos e valorizar cada vez mais o bem é a arma para a nossa protecção.
Cultive a maledicência e atrairá os maldosos; cultive bons pensamentos e atrairá boas pessoas, boas amizades e boas energias ao seu redor.
Experimente.
Afinal de contas, a maldade não está nos olhos de quem vê, mas nas mãos de quem a pratica!
Pense nisso.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:24 am

43 - Suicídio, uma questão delicada

Toda semana alguém me faz a mesma pergunta: quem se suicida vai directo para o umbral?
Tenho um amigo, um primo, um ex-namorado, um tio, uma conhecida que se matou...
Para elucidar a questão, vou reproduzir aqui a abertura de meu romance Coragem para viver, porquanto um dos assuntos deste romance, em particular, é o suicídio.
E o texto é bem elucidativo.
Ao longo de séculos de civilização, o debate sobre uma importante questão abordada neste livro tem gerado mal-estar à sociedade.
A psiquiatria e a psicologia tratam o tema com seriedade e certa subtileza, auxiliando, com propriedade, pessoas que perderam alguém que se matou.
Matar-se é um ato de desespero?
Matar-se é um ato de coragem? Matar-se é um ato de covardia?
Embora a religião, a moral e as filosofias em geral condenem o suicídio por ser contrário às leis da Natureza, em princípio, ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida.
Conforme o tempo passa, o suicídio ainda perturba e é capaz de suscitar debates calorosos, com uma imensa bancada dos que o condenam e um pequeno grupo dos adeptos do niilismo, ou seja, daqueles que acreditam que a vida não tem sentido algum e, portanto, o defendem.
Na história da Humanidade, dependendo do contexto, matar-se foi considerado algo, digamos, aceitável e também absolutamente reprovável.
Na Roma Antiga, os soldados que retornavam derrotados das batalhas eram obrigados a se matar.
A Bíblia não usa o termo, contudo, Judas Iscariotes e Sansão se mataram.
Muito embora as escolas do cristianismo vejam o suicídio como pecado, há uma bela passagem em Romanos (8: 38-39) que afirma:
"... nem a morte, nem a vida será capaz de nos separar do amor de Deus".
A Igreja Católica, na Idade Média, influenciada por pensadores, como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, também considerava o suicídio pecado, até porque naquela época quem se matava não tinha o direito de ser enterrado e era jogado ao ar livre, no lixo, deixado para ser devorado por animais nocturnos.
A Igreja resolveu, à época, matar dois coelhos com uma só cajadada: desestimular a prática e evitar situações constrangedoras, como mal cheiro, ou pedaços de corpos espalhados pelas ruas.
Nos dias atuais, tanto o Ocidente como o Oriente olham para o suicídio como algo ultrajante, embora haja algumas seitas religiosas modernas que o cultuem, como a Ordem do Templo Solar, fundada em Genebra, na Suíça.
Mesmo que a prática seja considerada degradante, existe a auto-imolação - acto de atear fogo a si mesmo -, procedimento de resignação comum em certas sociedades, como no caso da índia, onde esposas, em certas localidades, ainda se atiram na pira crematória do marido.
Ainda, no tocante à auto-imolação, esta voltou à moda, recentemente, quando dezenas de pessoas atearam fogo em si mesmas em protestos durante a Primavera Árabe, poucos anos atrás.
Nota-se que o suicídio, portanto, sempre foi uma questão de aceitação ou não aceitação, com um dedo imenso de julgamento, de condenação, de discriminação apontado duramente àquele que o comete.
Afinal, por que não se tem esse direito?
O homem não é livre para pôr fim a seu sofrimento e suas angústias?
Diante de tanta discussão, o Espiritismo surgiu para mostrar, na prática, ou seja, por meio de exemplos, o que de fato acontece com quem dava cabo da própria existência.
E, em todos os casos observados, a história nunca foi tão animadora, seja nos casos relatados em livros, seja nos casos de que eu, como doutrinador, participei em sessões mediúnicas no centro espírita onde trabalhei por anos.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:24 am

Se abrir O Livro dos Espíritos e for directo para as questões que tratam do suicídio - Livro
Quarto, Capítulo 1, perguntas 943 a 957 -, notará que Allan Kardec tratou do tema com extrema perspicácia.
Kardec era professor, sabia como elaborar as perguntas aos espíritos.
E, se atentar bem para as respostas, deduzirá que não há julgamento, crítica ou condenação.
De modo algum.
O Espiritismo não condena quem pratica o suicídio.
Simplesmente mostra que o acto de matar-se não vai resolver o problema do indivíduo, porquanto a vida continua.
A pessoa só matou o corpo físico; o espírito continua vivo; e, como Kardec enfatiza, o suicídio, grosso modo, causa ao indivíduo decepção e desapontamento.
Isto posto, quem de facto está ligado ao Espiritismo, ou a alguma corrente espiritualista, tem como princípio básico o não julgamento.
Ser espírita ou espiritualista é ser caridoso; ser caridoso é praticar o amor a si e ao próximo, pois caridade é o amor em acção; daí que não cabe, nesse escopo, julgamento, condenação, crítica ou maledicência.
A ideia, que muitos ainda conservam na mente, de que toda pessoa que se mata vai purgar no umbral, vai ficar presa ao corpo em decomposição pelo tempo que deveria ainda viver na Terra, vai sofrer horrores no Vale dos Suicidas e afins é muito relativa, pois cada caso é um caso.
Não se pode, de forma alguma, generalizar.
Muitas pessoas impressionaram-se sobremaneira, principalmente no meio espírita, com o clássico Memórias de um suicida, de Yvonne do Amaral Pereira.
Realmente o livro foi um marco na literatura espírita, quando lançado, na década de 1950.
E, de lá para cá, parece que Memórias tornou-se o roteiro oficial para todos aqueles que se suicidam.
Ora, por mais que o livro seja um alerta e uma espécie de assertiva às questões de Kardec, são experiências relatadas por um espírito em particular.
Camilo Cândido Botelho vivenciou aquilo.
Foram as experiências dele transmitidas à médium.
Foi um alerta, sem dúvida alguma, mas foi o que ele vivenciou.
No entanto, aquilo ficou cristalizado na cabeça de muita gente, da mesma forma que muitos acreditam que, ao morrer em paz com a consciência, irão para a Colónia Nosso Lar, por ela ser muito famosa, como se houvesse uma única cidade no mundo espiritual.
Também não é assim.
É como um estrangeiro acreditar que em nosso país só exista São Paulo ou Rio de Janeiro, ignorando os - quase - cinco mil e seiscentos municípios existentes.
Cada caso é único e devemos respeitar a dor e o sofrimento de todos, voltando a dizer, sem julgamento, crítica ou condenação.
Não estamos aqui para passar a mão na cabeça e afirmar que o suicídio seja uma boa saída.
Não sabemos.
Não estamos na pele de uma pessoa em desespero ou em profundo estado de depressão.
Não podemos criticá-la.
Hoje vivemos num mundo em que pessoas se matam por uma ideologia.
Homens estouram bombas no próprio corpo para defender uma crença religiosa; outros reivindicam a eutanásia; alguns não abrem mão da ortotanásia; pessoas que se alimentam mal e levam uma vida sedentária não se importam com as doenças que surgem no corpo; diabéticos se empanturram de doces, não tomam medicação, entram em coma e morrem.
Tudo isso é suicídio, ou não?
É por essa razão que Marco Aurélio trouxe, por meu intermédio, uma história abordando o tema em questão.
Para reflexão.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:25 am

O conceito de suicídio e a maneira como ele é encarado depois que o indivíduo deixa o corpo físico e retorna ao mundo espiritual estão muito mais ligados ao conjunto de crenças e atitudes do que à moral humana.
Na verdade, o que importa é como você se vê, quais são suas crenças acerca de vida, morte, suicídio, eutanásia, ortotanásia, ataque suicida e morte por doença.
A sua maneira de crer é o que vai determinar como você vai encarar a vida pós-morte e se comportar no mundo astral.
Obviamente, quem comete o suicídio, de maneira fria e violenta, não está em seu melhor juízo.
Como tenho acompanhado em inúmeros trabalhos assistenciais a desencarnados, o suicídio em sua forma tradicional - enforcamento, envenenamento, tiro, atirar-se de uma ponte ou da sacada de um prédio, jogar-se sobre as rodas de um trem - é como comprar uma passagem de avião, mas cujo destino não será Bali, Bahamas, Nova York ou Paris.
A primeira escala vai ser um lugar bem ruinzinho, pode acreditar.
Em todo caso, cada um é livre para fazer o que quiser de sua vida.
Só estamos, eu e Marco Aurélio, relatando experiências que nos são passadas, casos reais de pessoas que viveram na Terra e querem transmitir a história de vida delas, ajudando você, de uma forma ou de outra, a fazer escolhas mais acertadas. Só isso.
Estamos vivendo um momento mágico da existência.
É a primeira vez na história da Humanidade que você tem a chance de cuidar verdadeiramente de si, não ter vergonha nem medo de se colocar em primeiro lugar, de ser dono da sua própria vida, de conduzir o seu destino.
Por mais que tente destruir a sua vida, matar-se, a vida vence, porque ela é eterna.
Você sempre vai estar vivo.
Queira ou não. Acredite ou não.
Não adianta ficar nervosinho, birrento, com raiva do mundo e querer parar tudo.
O mundo não vai ser como você sonhou.
As pessoas não vão ser como você as idealizou.
Eu sei.
É duro quando tudo desmorona à nossa frente e o castelo de areia desaba.
Dá vontade de pôr fim em tudo.
Já senti isso.
Mas quer saber?
A melhor maneira de seguir em frente é a aceitação.
Aceite que o mundo é assim mesmo e as pessoas são do jeito delas.
E, principalmente, o mais importante:
aceite você do jeitinho que você é.
Seja seu amigo.
Seja sua melhor amiga.
Trate você como trata a sua melhor amiga.
Conseguiu imaginar a cena?
Pois comece a tratar você desse jeito agorinha mesmo!
Por isso, se você está triste, depressivo, desiludido, seu grande amor morreu, não encontra emprego, está sem grana e com um monte de contas para pagar, está com a corda no pescoço, com a conta do banco no vermelho, perdeu a guarda do filho, levou um pé da esposa, foi traída, descobriu uma doença grave, está se sentindo gordo, feio... enfim, se você acha que a vida acabou... não acabou, não.
Eu estou aqui com a minha energia de contentamento, com a minha alegria contagiando você neste exacto momento.
Eu e o Marco Aurélio.
Vamos, reaja!
A vida é o dom mais precioso que existe.
Coloque a sua força para fora.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:25 am

Chame o guerreiro, a lutadora que há dentro de você.
Traga à tona esse bicho adormecido, louco para despertar, cheio de garra, força e coragem, que vai ajudar você a conseguir todas as coisas boas da vida.
Tem um banquete enorme para você desfrutar aí fora.
Você nasceu para brilhar.
Do seu jeito, da sua maneira.
Não se compare a ninguém, não se iluda com as ideias do mundo.
Vá atrás dos seus objectivos, dos seus sonhos, por mais estapafúrdios e loucos que sejam.
Deixe a sua alma lhe mostrar o que ela quer.
E, pensando assim, a ideia de morrer vai sumir.
Assim, num piscar de olhos.
E você vai se encher de vida.
Vai se contagiar de vida!
Se tiver um amigo, uma pessoa querida que esteja muito triste, em depressão, passe ou transmita o teor deste texto para ele, ou para ela.
Vamos juntos destruir essa onda de negatividade e criar um grande elo de alegria e contentamento.
Acredite em nós.
Não desperdice a oportunidade.
Tudo, absolutamente tudo na vida tem jeito.
Tudo se resolve.
Vai por mim.
Eu estou com você.
Meu mentor também está torcendo e vibrando por você.
Vamos juntos vencer o desânimo e viver, viver e viver.
Com muita alegria no coração.
Um caloroso abraço, cheio de vida!
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jul 03, 2016 11:25 am

44 - Tatuagem marca o espírito?

Nos últimos anos, a moda da tatuagem pegou.
Antes restrita a marginais, marinheiros e desajustados, hoje ela representa uma parte da identidade do indivíduo.
Já escutei comentários em centros espíritas de que quem tatua o corpo está marcando o perispírito.
Os mais ortodoxos - sempre eles! - dizem que não tem perdão:
tatuagem é passagem garantida para o umbral.
Fico indignado com tamanha insensatez.
O Espiritismo veio como algo a consolar o ser humano e não a massacrá-lo, como tentam fazer alguns, distorcendo passagens das obras básicas, da mesma forma que alguns evangélicos deturpam as Escrituras.
É que muita gente ainda tem medo do que "os outros" vão dizer e ficam se policiando, achando certo ou errado, julgando, apontando o dedo.
Tudo bobagem.
Quem cobra é a cabeça do indivíduo.
Cada um tem o direito de fazer o que bem entender, do jeito que quiser, como quiser.
Você é dono do seu corpo, da sua vida, do seu destino.
Ninguém tem o poder de determinar o que você pode ou não pode fazer.
Preste atenção: quando você se cobra, seu espírito entende que aquele que cobra tem de pagar, porquanto ninguém paga nada se não for cobrado. Certo?
Portanto, a tatuagem não vai marcar seu perispírito, seu espírito ou mesmo trazer reflexos negativos depois da morte.
Você pinta o cabelo?
Pinta a unha? Toma banho de sol e bronzeia a pele?
Faz plástica para ficar de bem com sua imagem reflectida no espelho?
Faz dieta e muda a forma do corpo?
Faz musculação para ficar com o corpo torneado?
Gosta de piercing?
De brinco na orelha?
Tatuar o corpo entra na mesma lista.
É um problema seu e de mais ninguém.
Compete a você decidir o que é melhor ou não para você.
Quer se encher de tatuagens? Óptimo.
Não suporta um desenho no corpo?
Também está tudo bem.
Fui claro?
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 04, 2016 10:03 am

45 - Cada um morre de um jeito

A certeza de que continuamos vivendo depois da morte, conservando a individualidade e tudo quanto aprendemos nesta ou em outras vidas, conforta e estimula a busca pelo conhecimento em todos os dias da nossa vida.
Saber que não existe o "nunca mais", que a morte é tão somente uma viagem e em breve vamos reencontrar quem amamos, acalma e serena o coração.
Contudo, somos humanos, e perder alguém com quem convivemos e de que gostamos é triste e dói. Muito.
A saudade é um inferno!
Só um dia depois do outro, só o tempo para que possamos nos reerguer do baque, seguir em frente mais firmes e retomar o nosso caminho de felicidade.
Mas a morte faz parte da nossa realidade.
Morrer é algo natural, por mais que sua mente rejeite a ideia.
Nascemos já sabendo que isso vai acontecer.
Não há ninguém, ainda, que esteja vivendo mais de duzentos anos.
Não tem como. Há um limite.
Só não sabemos quando.
O que talvez aflija muitos é isso.
Como vamos? Quando?
De que maneira?
Cada um deixa o planeta de um jeito:
alguns adoecem; outros se acidentam; uns se matam; outros morrem "dormindo"; uns são assassinados; outros interrompem a jornada num acidente de avião.
Ora, se a vida não privilegia ninguém, se todos temos de morrer, por que então não morremos todos da mesma forma?
Certo dia perguntei a um mentor sobre as inúmeras maneiras de morrer.
Os espíritos afirmam que cada um morre da maneira como vive.
Por isso as mortes são parecidas, mas nunca, de forma alguma, são iguais.
Dizem que o conjunto de suas crenças produz a vida que tem e a morte que vai ter.
É uma pessoa muito dramática?
Impressiona-se demais com cenas de filmes violentos?
Pega uma doença brava e demora para morrer.
É muito afobado?
Quer tudo para ontem?
Uma bala perdida pode entrar em seu caminho.
É violento, agressivo consigo mesmo?
Tem raiva de si e está sempre se colocando para baixo?
Grande chance de ser assassinado.
Acredita que está tudo certo, que a vida é bela, que você está de passagem e o que importa é só o hoje?
Bom, vai dormir e... não acorda mais.
Fiquei impressionado com o relato do mentor.
Nunca havia associado o jeito de ser da pessoa com a morte dela.
Essa informação me foi passada há muitos anos.
O tempo correu e, depois de meia-vida de desentendimentos, fiquei muito amigo do meu pai.
Éramos unha e esmalte.
Estávamos sempre de segredinhos, confissões, e ele, católico praticante e com um pé na espiritualidade, conversava muito comigo sobre os assuntos espirituais.
Durante os últimos anos de sua vida, papai entendeu o porquê de ter tido a vida que teve, os pais que ele teve.
Compreendeu por que precisou "perder" os pais tão cedo, depois um filho, a esposa, o único irmão e um neto, nessa ordem. Punk, não?
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Ave sem Ninho

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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 04, 2016 10:04 am

Pesado pra caramba.
Creio que a morte de um de meus irmãos e, anos depois, de sua esposa (minha mãe) mais a do meu sobrinho o fez entender a dinâmica da vida, da morte.
Seu Gilberto, ou Giba, como era conhecido, em vez de revoltar-se e odiar a vida, teve um entendimento sublime dos mecanismos e processos que envolvem o nascimento e a morte.
Não se tornou espírita, tampouco espiritualista.
Adorava ler meus livros (era o primeiro a ler e a avaliar).
Conversava comigo, trocávamos impressões e, depois de sentir-se esclarecido sobre determinado assunto de cunho espiritual, ia até a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no bairro do Ipiranga, para fazer sua prece habitual, acender suas velas e agradecer a Nossa Senhora pela pouca saúde que ainda lhe restava, pelos filhos, pela nora, pela neta, e pela sogra, de quem cuidou até o seu desencarne.
Também agradecia por ter dois genros maravilhosos e uma empregada que hoje tratamos como irmã de coração.
Seu Gilberto, no fim das contas, agradecia pela boa vida que tinha.
O fato é que meu pai morreu depois de voltar de uma festa.
Meu irmão, que o acompanhara ao evento, relatou-me que papai tinha bebido e comido tudo o que tinha direito, e o que não tinha, dançara todos os ritmos e, dado interessantíssimo: estava feliz.
Muito feliz.
Voltou para casa, conversou com meu irmão, despediu-se e disse que nossa mãe o estava esperando.
Meu irmão, céptico de tudo, riu do comentário.
Nosso pai entrou no quarto, colocou o pijama, deitou-se.
Foi encontrado algumas horas depois, já sem vida, do mesmo jeitinho que havia se deitado.
Não é uma beleza? Para mim, isso é mérito.
Sempre que possível, procuro lembrar das acções, do jeito, da maneira como meu pai lidava com os factos desagradáveis e encarava positivamente a vida.
Porque eu quero morrer como ele morreu.
Você também não quer?
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 04, 2016 10:04 am

46 - Espiritualidade e aids

Por que você escreveu um romance tão polémico e surpreendente como A última chance?
Todos os meus romances são inspirados pelo meu querido amigo espiritual Marco Aurélio.
Para quem já frequentou uma casa espírita ou teve algum contacto com espiritismo e afins, não fica difícil entender o processo da psicografia.
Entretanto, inúmeros leitores oriundos de outras correntes que professam a fé me perguntam como se forma esse processo mágico de troca de informações entre este nosso mundo e o enigmático mundo do além.
Desde garoto pratico a psicografia.
No fim da adolescência, o processo não era mais inconsciente, visto que os espíritos desejavam que eu também progredisse intelectualmente e conduzisse o meu espírito para o caminho da lucidez e inteligência.
Eu sempre escrevi historinhas.
Minhas redacções eram elogiadas no colégio e na adolescência escrevia contos de mistério, influenciado por Agatha Christie, uma de minhas escritoras predilectas.
Se eu tinha um certo dom, uma facilidade para escrever, por que iria receber histórias do outro mundo de maneira inconsciente?
De que adiantava receber o livro pronto, sem ao menos participar de sua elaboração?
Durante uma das sessões mediúnicas no centro em que estudava e trabalhava para melhorar os potenciais do meu espírito, tive uma grata conversa com o Calunga.
Foi nessa conversa que esse espírito amigo, de maneira clara, profunda, porém não menos engraçada, explicou-me melhor os processos da psicografia e que os espíritos também desejavam que eu pesquisasse sobre os temas tratados, que, segundo ele, não seriam nada convencionais.
Assim comecei meu primeiro romance, muitos anos atrás.
Marco Aurélio vinha, ditava algumas palavras, depois me dava uma ideia do próximo capítulo.
Em seguida mostrava-me imagens da história e sugeria temas de pesquisa.
Curioso desde sempre, eu me debruçava em livros, revistas - e actualmente internet - para aprimorar nossas histórias e esclarecer melhor nossos leitores.
Dentre os muitos livros que desenvolvi em parceria com Marco Aurélio, este em particular foi-me difícil de escrever.
Sabe o porquê? Bom, na década de 1980 o mundo entrou em verdadeiro pânico e nunca mais seria o mesmo.
A aids era desconhecida, causada por um vírus também desconhecido. Jovens homossexuais ao redor do mundo padeciam da doença.
Algum tempo depois heterossexuais começaram também a morrer do mesmo mal.
A doença deixava de se tornar o câncer gay e não tinha preconceito em relação a cor, raça, classe social ou orientação sexual.
Tornou-se uma doença que nos atormentou a todos.
As lembranças voltaram vivas a minha mente, porquanto a minha geração pegou a aids de frente, e muitos foram os amigos queridos e conhecidos que morreram na carona da doença.
Foi só mais no finzinho daquela década que se fabricou a primeira droga para tentar controlar a doença que matava de imediato ou condenava o portador do vírus à morte certa.
O remédio combatia o vírus; em contrapartida, os efeitos colaterais da medicação eram terríveis.
Muitos preferiram deixar-se morrer a tomar o remédio.
Durante os relatos de Marco Aurélio, não pude deixar de me emocionar e lembrar-me de pessoas muito queridas que não mais se encontram neste mundo, vitimadas pela aids.
Quer dizer... Vítimas?
Bom, creio que essas pessoas não pegaram a doença ao acaso e os amigos espirituais dão sua visão "espiritual" da doença, visto que hoje, quase trinta anos depois, todos sabem o que é HIV, o que é aids e como se contrai o vírus.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 04, 2016 10:04 am

A última chance tornou-se o primeiro romance espírita que trata de aids e homossexualidade, que trata de preconceito e homofobia, fala de dor, rejeição e sofrimento.
Entretanto, trata, acima de tudo, de respeito a todos os seres deste nosso mundo, independentemente de sua orientação sexual.
E de amor, pois o amor é capaz de verdadeiros milagres, inclusive cura física e, em último caso, da cura do espírito.
Afinal de contas, o amor cura todas as feridas.
O amor está acima de tudo.
Não se trata, de forma alguma, de um livro baixo-astral, recheado de dor e sofrimento.
Muito pelo contrário.
Trata de superação de desafios, de encarar a doença como um alerta da vida, mostrando quão afastados estamos de nossa alma, de nossa essência divina.
A aids não é uma punição divina, tampouco uma maneira de pagar por graves erros cometidos em encarnações passadas.
Vivemos outros tempos e os conceitos morais devem ser revistos, principalmente aqueles ligados à sexualidade humana.
Durante séculos e séculos os homens deturparam e reprimiram o sexo e suas várias formas.
Quanto se matou por causa do sexo?
Quantos morreram por causa do sexo?
Quantas atrocidades foram cometidas por conta do sexo?
Hoje sabemos que ao longo de centenas de anos o sexo nada mais foi que uma poderosa ferramenta política e económica.
Uma filha virgem garantia um casamento vantajoso.
Todavia, um filho homossexual era motivo de vergonha, pois, além de ser considerado um pervertido aos olhos de Deus, ele não procriaria e não deixaria herdeiros.
De uns tempos para cá, temos olhado o sexo como algo belo e prazeroso, em vez de sujo e pecaminoso.
Mesmo vivendo num mundo cujo avanço tecnológico nos permite a comunicação em tempo real com qualquer pessoa, em qualquer parte do globo, além do acesso a todo e qualquer tipo de informações que a internet nos proporciona, muitos de nós ainda acreditam que um homem velho e barbudo, sentado numa grande nuvem, esteja vigiando e controlando o uso de nossas genitálias!
Ainda muito jovem, viajei aos Estados Unidos com Luiz Gasparetto, porquanto ele iria ministrar palestras em algumas cidades americanas e também apresentar suas famosas pinturas mediúnicas.
Foi na Califórnia, no berço da nova era, que tive rápido contacto com Louise L. Hay, para mim, a maior orientadora espiritual de todos os tempos.
Participei de alguns seminários e palestras e me encantei.
O Luiz (Gasparetto) já havia me falado dela, pois estava fascinado com um livrinho de Louise, lançado alguns anos antes, que tratava das causas mentais das doenças físicas e mostrava uma maneira metafísica de superá-las.
Tratava-se de Cure o seu corpo, conhecido pelos leitores americanos como The little blue book [O livrinho azul].
As ideias espiritualistas modernas de Gasparetto somadas aos pensamentos metafísicos de Louise Hay descortinaram-me um novo universo.
Empolgado com a "descoberta" de que as doenças são frutos de nossos pensamentos inadequados, o Gasparetto voltou de viagem e foi o primeiro a traduzir e publicar o livro no Brasil.
Sucesso absoluto.
Actualmente Louise L. Hay é conhecida em todo o mundo e a maioria de seus livros foi traduzida para o português.
Em qualquer livraria do país encontramos com facilidade Você pode curar sua vida, A vida em perigo ou Cure seu corpo A-Z, actualmente publicados pela editora Bestseller, que por sua vez detém outros títulos da escritora em nosso país.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jul 04, 2016 10:04 am

Os progressos da medicina em relação à aids foram enormes nos últimos anos.
O paciente soro-positivo, nos dias atuais, leva uma vida normal.
No entanto, por que razão quem se infectou há mais de vinte anos está vivo e bem de saúde?
Por que alguns pacientes não precisam de medicamentos?
Por que outros não respondem ao tratamento do coquetel e outros sofrem com terríveis efeitos colaterais?
Porque no início da doença a esmagadora maioria de infectados era composta por indivíduos do sexo masculino e hoje a proporção entre homens e mulheres infectados é de um para um?
Porque bebés nascem com o vírus HIV?
E os que se infectaram por transfusão de sangue?
São muitas as perguntas e bem poucas as respostas satisfatórias.
Por mais que a medicina continue lutando pela cura da aids, acredito que o ser humano seja capaz de se curar, porquanto padrões mentais inadequados acerca de nós mesmos criam as doenças.
Aprendi isso com Louise Hay; seus livros, amplamente aceitos e respeitados, mostram-nos uma nova forma de encarar toda e qualquer doença que se instale em nosso corpo.
A vida não pune ninguém.
O facto é que, quanto mais afastados estivermos de nossa verdade interior, quanto menos nos aceitarmos como somos, mais vulneráveis e mais desprotegidos estaremos pela natureza.
Escolhemos esse tema delicado e ainda muito controverso para mostrar a você uma nova maneira de encarar determinadas peças que a vida nos prega.
Com base em factos reais, é uma história emocionante, tocante, alto-astral, cujos personagens são apaixonantes.
E, mesmo que nunca tenha lido um romance meu, asseguro que vai se deparar com leitura leve e agradável.
Acima de tudo, em especial, A última chance é dedicado a você, que tenha se infectado ou convive com um portador do vírus HIV, e a você que perdeu um ente querido em consequência da aids.
Porque, de uma maneira ou de outra, a vida impõe desafios a todos nós, sem excepção.
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Re: Acorde para a vida! - Marco Aurélio / Marcelo Cezar

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