ARTIGOS DIVERSOS I

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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 18, 2016 7:31 pm

Dai-vos as mãos em qualquer circunstância.
Que a sensibilidade exacerbada, nascida na presunção ou nos dispositivos egóicos, não vos constitua impedimento ao trabalho de iluminar consciências.
Existem, filhas e filhos amados, mais relevantes acções do bem do que degradação e decadência.
Sucede que o erro e o vício trombeteiam as suas acções, enquanto a virtude discreta e silenciosa aproveita das noites sem estrelas para se tornarem as lâmpadas divinas guiando para o momento supremo da libertação.
Sabemos das vossas lutas, dos vossos testemunhos silenciosos, das lágrimas vertidas ante o que desejais realizar e o que lograis fazer.
Não poucas vezes, com os vossos guias espirituais, enxugamo-vos o pranto e apontamo-vos o rumo no oceano bravio a ser conquistado para serem encontradas as terras da promissão.

Não vacileis!
Utilizai-vos dos sublimes recursos da Doutrina, especialmente as reuniões mediúnicas para, através dessa ponte sublime, que liga um ao outro plano da vida, deslindardes os aranzéis das forças negativas que muitas vezes vos envolvem, disseminando nos sentimentos amarguras e decepções.
Não creiais que aquilo que não lograis seja negativa do Senhor; antes considerai que a dificuldade de agora é a melhor solução para as necessidades vigentes.
Amanhã entendereis melhor o que hoje vos constitui incógnita.
Saudamo-vos, filhas e filhos da união, pelos resultados do nosso encontro anual, pela serenidade com que discutistes os temas em pauta.
Agradecemos a Deus a compreensão das necessidades locais, na Pátria do Cruzeiro, neste país continental, que deve restaurar o pensamento de Jesus e enviá-lo para a humanidade.
A Europa e aos Estados Unidos da América do Norte cabem as investigações mais profundas em quase todas as áreas do conhecimento.
A nova Sulamérica, marcada pela dor, pelo sofrimento do irmão de África e do indígena ingénuo e nativo, compete o surgimento do bem com a contribuição da Europa e da Ásia, caracterizado pelo sentimento de amor.
Seremos a demonstração viva de que a mais pulsante força do universo é o amor, porque Deus é amor, e através desse amor que vige em toda parte e em nós, podemos tolerar-nos e dar-nos as mãos para os objectivos que nos levarão à plenitude.
Exultai, porque o Senhor vigia e os seus embaixadores, os cocriadores do planeta que lhe têm a direção estão alertas e a programação em pauta está sendo executada mesmo que, por enquanto, não seja visível quanto gostaríamos.
Contribuí, pois, filhas e filhos da alma, com a vossa ternura, burilando as imperfeições do período primário da evolução e, transformando-as em sentimentos de entrega em nome da caridade fraternal que, em breve, se expandirá pela Terra toda, sem que haja a diferença dos superdesenvolvidos e dos miseráveis, quando então o lobo feroz estará na mesma fonte sorvendo a água ao lado do cordeiro pacífico.
Nesses dias que se aproximam, e de que fazeis parte, exultai com os corações voltados para Jesus e cantai hossanas.
Tendes o nome escrito no livro do reino dos Céus e esforçai-vos para que seja mantido diante da misericórdia inefável daquele que é o caminho para a verdade, que é o caminho para a vida: nosso Senhor Jesus Cristo!
Os Espíritos-espíritas trabalhadores da Casa de Ismael, mantedora do lema Deus, Cristo e Caridade, aqui connosco, solicitam-nos para que lhes sejamos a voz pedindo:
avante, anónimos seareiros da verdade, e amai até as últimas forças da vossa jornada no planeta abençoado!
Muita paz, filhas e filhos,
são os votos do servidor e amigo de sempre,
Bezerra.

(*) Revista pelo autor espiritual.

(Mensagem psicofónica ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes ao médium Divaldo Pereira Franco no encerramento da reunião ordinária do Conselho Federativo Nacional, realizada em Brasília, entre os dias 6 e 8 de novembro de 2015.)

§.§.§- Ave sem Ninho
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DESDOBRAMENTO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 19, 2016 7:08 pm

Desdobramento é a capacidade que todo o ser humano possui de projectar a consciência para fora do corpo, utilizando-se dos corpos subtis de manifestação.
Wagner Borges – Viagem Espiritual II

Veículos de manifestação
É importante compreender que o espírito possui diversos corpos de manifestação que se interpenetram e coexistem em frequências vibratórias diferentes.
Para melhor compreensão do assunto abordado no presente trabalho dividiremos esses veículos de manifestação da seguinte maneira:
1. Corpo Mental;
2. Corpo Astral;
3. Corpo Físico.
O desdobramento pode ocorrer durante o sono, no transe, na síncope, no desmaio, ou sob a influência de anestésicos.

Corpo Astral:
Sendo um corpo energético, com uma capacidade de plasmagem de formas em sua estrutura, o corpo astral pode se apresentar ocasionalmente durante o desdobramento com configurações não antropomórficas como:
bola de luz, forma vaporosa, formato semi-humanoide etc.
Isso ocorre porque temos como plasmador do corpo astral o nosso próprio pensamento, e como as células astralinas são dotadas de maior aceleração e subtileza, são mais vulneráveis aos pulsos mentais que regem a sua forma.
Desdobramento natural ou provocada:
No desdobramento natural a pessoa desloca-se do corpo sem o concurso da vontade e não compreende como isso aconteceu.
No desdobramento provocado a pessoa tenta sair do corpo pela vontade e consegue.

O cordão de Prata:
O corpo astral é ligado ao corpo físico por um apêndice energético, conhecido como cordão de prata, através do qual é transmitida a energia vital para o corpo físico, abandonado durante a projecção e também são transmitidas energias do corpo físico para o corpo astral, criando um circuito energético de ida e volta.
Enquanto os dois corpos estão próximos, o cordão é como um cabo grosso.
A medida que o corpo astral se afasta das imediações do corpo físico, o cordão torna-se cada vez mais subtil.
O vigor e a elasticidade do cordão de prata são incalculáveis.
Por meio deste cordão, é possível afirmar que o ser desdobrado jamais se perderá do seu corpo físico; também não há possibilidade do ser optar por não voltar mais para o corpo físico.
Para voltar basta pensar firmemente no seu corpo físico e o retorno se dará automaticamente.
O cordão de prata possui uma espécie de automatismo subconsciente que funciona independente da vontade do ser e atrai o corpo astral de volta para o corpo físico.
No caso de surgir alguma perturbação física, durante o desdobramento, o corpo astral será imediatamente atraído pelo cordão de prata para dentro dele.
Daí vem muitas vezes a sensação de queda e o despertar assustado no corpo físico.
Não se trata de uma corda de luz, mas sim um feixe de energia de alta densidade.
O cordão de prata não pode ser cortado, por um simples motivo, ele não é uma corda, é energia, não da nó, não enrola e muito menos emaranha em coisa alguma.

sono despreendimento
O cordão de prata é uma série de filamentos energéticos que se juntam numa só conexão.
Diâmetro: de 3 a 15 cm de distância, 5 cm de espessura; de 10 m em diante: fio luminoso.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 19, 2016 7:09 pm

Elasticidade: Infinita.
Cor: Quando muito denso: verde, azul ou alaranjado. Quando mais sutil: branco-acinzentado, branco prateado ou dourado.
Vigor da cúpula: Variável de acordo com a saúde de quem se desdobra.
Aviso admonitório: Forte tracção (Repulsão) do cordão de prata, alertando o ser desdobrado de que está no momento de retornar ao corpo físico.
O principal filamento energético do cordão de prata está situado na cabeça, onde se liga internamente na fossa romboide.

Vejamos o que diz André Luiz na obra “Mecanismos da Mediunidade”.
– “…Por um fio tenuíssimo, fio este muito superficialmente comparável, de certo modo, à onda do radar, que pode vencer imensuráveis distâncias, voltando inalterável ao centro emissor, não obstante sabermos que semelhante confronto resulta de todo impróprio para o fenómeno que estudamos no campo da inteligência.”
Ponto de ligação do cordão de prata nos corpos:
Os principais filamentos energéticos são aqueles que partem da área da cabeça, através dos chácras coronário e frontal e a partir da fossa romboide segundo André Luiz em “Evolução em dois mundos – pag. 167”, no interior do crânio. Na parte desdobrada, o cordão de prata se liga na parte posterior da cabeça astral.
Catalepsia Astral
Às vezes, a pessoa pode sentir uma paralisia dos veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de actividade do cordão de prata, chama-se catalepsia astral. Não deve ser confundida com catalepsia patológica que é uma doença rara.
Obs. É importante saber que o desdobramento é uma capacidade inerente a todos os seres, encarnados e desencarnados.
Ética
A pessoa que se propõe a desdobrar-se conscientemente deverá estar bem intencionada, sabendo o que irá fazer com as informações que obtiver a respeito do desdobramento, usando-as com discernimento e coerência para crescer espiritualmente e ajudar os outros. Conhecimento implica em responsabilidade e sair do corpo não é brincadeira, nem turismo extra-físico.
O desejo sincero de adquirir conhecimento fora do corpo e o desejo de prestar assistência extra-física que pode ser ministrado para doentes encarnados e desencarnados deve ser o nosso norte no desenvolvimento desta faculdade.
Se a intenção da pessoa for aprender fora do corpo ou ajudar o próximo terá a ajuda de espíritos amigos durante a experiência.
Intenções negativas atrairá espíritos densos, também com intenções negativas, que o perturbarão.
Diante do mundo espiritual e das consciências desencarnadas, o ser não conseguirá esconder de ninguém o que ele é e o que pensa.
O corpo astral é um veículo de manifestação que reflecte o que a consciência é realmente.
O que cada um deve almejar com toda força é o enriquecimento íntimo e o fortalecimento do amor por todas as criaturas.
Três posturas que devem ser observadas por quem deseje desdobrar-se são: Humildade, respeito e consideração por aqueles que o assistem.

Sintomas do desdobramento
Muitas pessoas, ao adormecer, tem a sensação de estar “Escorregando” ou caindo em um buraco e despertam sobressaltadas.
Isso acontece devido a um deslocamento do corpo astral dentro do corpo físico.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 19, 2016 7:10 pm

desprendimento do corpo físico
Estado Vibracional
São vibrações intensas que percorrem o corpo astral e o físico antes do desdobramento.
O estado vibracional pode produzir uma espécie de zumbido ou ruído estridente que incomoda a pessoa.
A pessoa tem a impressão de que seu corpo está inflando como um balão.
Oscilação Astral
É quando o corpo astral flutua acima do corpo físico sem controle de um lado para o outro.
Ruídos intracranianos
Podem ser percebidos pela pessoa como estalidos, como zumbido estridente ou como uma espécie de “click” energético bem no centro da cabeça. (Pineal)
O corpo astral flutuando no ar, acima do corpo físico.
Envolvendo os dois corpos, e interpenetrando-os, está a faixa de actividade do cordão de prata.
O corpo físico sofre uma ligeira queda de atividade e os liames energéticos que prendem o corpo astral nele, afrouxam-se temporariamente, ejetando-o, então, para a vivência extracorpórea.
Benefícios do Desdobramento
Nas horas em que o corpo físico está adormecido, o ser desdobrado pode observar, trabalhar, participar e aprender fora do corpo.
Constatar, através da experiência pessoal, a realidade do mundo espiritual, prestar assistência extra-física, através da exteriorização de energias fora do corpo para doentes encarnados e desencarnados, a desobsessão extra-física e encontrar pessoas amadas.

corpo astral
A assistência extrafísica a enfermos físicos e extra físicos é uma das grandes utilidades do desdobramento.
Vejamos o que diz André Luiz a respeito da assistência no mundo espiritual dos seres desdobrados na obra “Mecanismos da Mediunidade”.
“…efectuam incursões nos planos do espírito, transformando-se muitas vezes, em preciosos instrumentos dos Bem Feitores da espiritualidade, como oficiais de ligação entre a esfera física e a esfera extra física.”
Desdobramento e objectivos Mentais
Carregamos para fora do corpo físico os últimos pensamentos e desejos que manifestávamos nos momentos que antecederam nossa entrada no sono, por isso a importância de mantermos pensamentos elevados antes de deitar e ter em mente objectivos espirituais sadios, porque devemos sempre lembrar da lei de afinidade espiritual.
Desdobramento na Bíblia
Na bíblia existem várias referências simbólicas sobre desdobramento:
– Ezequiel: cap. 3, vers. 14: “Então o espírito me levantou e me levou; e eu fui muito triste, no ardor do meu espírito…”
– Apocalipse: cap. 1, vers. 10: “Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor…”
– São Paulo; Segunda Epístola aos Coríntios: cap. 12, vers. 2 à 6: “Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até o terceiro céu, e sei que o tal homem foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.”
Desdobramento e responsabilidade
É inviável e desaconselhável a prática do desdobramento sem o conhecimento do processo de saída do corpo físico, bem como sem o estudo prévio dos habitantes e situações extra físicas e das leis subtis regentes em todas as dimensões.
Como por exemplo, o carma e a sempre lembrada Lei:
“Semelhante atrai semelhante”.
É necessário estudo paralelo da teoria e da prática, unindo inteligência, sentimento, intuição, ética, disciplina, responsabilidade e maturidade.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 19, 2016 7:11 pm

É muito importante lembrar que um dos principais objectivos do desdobramento é prestação de assistência extra física.
O desdobramento não deve ser encarado como fuga dos problemas da vida.
Euforia Extra-física
Muitas vezes, por falta de experiência durante o desdobramento, é gerada forte actividade emocional.
O estímulo emocional gera uma descarga energética que acaba fluindo pelo cordão de prata para o corpo físico, e, por repercussão vibratória, acelera os batimentos cardíacos, gerando dessa maneira, actividade fisiológica correspondente à vigília física.
Esta reacção que é gerada em fracção de segundo, faz com que o cordão de prata puxe, rapidamente, o corpo astral para dentro do corpo físico.
Desdobramento assistido
Durante todo o desdobramento os guias estão presentes, assistindo e orientando o ser desdobrado, mesmo que não possa ser percebido.
Na maioria das vezes estão intangíveis.
Mesmo que o ser desdobrado não os perceba, devido as suas energias demasiado subtis, eles estão lá, observando e conduzindo-o subtilmente.
Praticamente não há desdobramento sozinho, já que os orientadores estarão observando o ser desdobrado onde quer que seja.
Desdobramento do corpo mental
O corpo mental é o veículo no qual a consciência se manifesta no plano mental, o corpo mental interpenetra o corpo astral.
O meio de comunicação nesse plano é pensamento a pensamento.
O corpo mental é ligado ao corpo astral através de um conduto energético bastante subtil denominado “Cordão de ouro”.
O desdobramento mental ocorre quando o corpo mental se projecta para fora da cabeça astral directamente para o plano mental, isso pode acontecer de duas maneiras.
1) O corpo mental se desdobra em um só estágio, deixando o corpo astral no interior do corpo físico.
2) O corpo mental se desdobra em dois estágios:
no primeiro, se desdobra com o corpo astral para fora do corpo físico, no segundo, se desdobra para fora do corpo astral, deixando-o flutuando nas proximidades do corpo físico ou em alguma dimensão do plano astral.
O corpo mental (sem forma antropomórfica) desdobrando-se para fora da cabeça astral do corpo astral que, por sua vez, flutua no ar, acima do corpo físico.

liberdade
Características básicas de candidatos a Desdobramento
Para que a experiência fora do corpo se torne sadia e de grande relevância para a evolução do ser, é necessário, para quem se candidate a esta tarefa, almejar certas qualidades, atitudes para que aquilo que pode ser um bem não se torne motivo de queda.
O candidato ao desdobramento deve ser portador de uma vontade inquebrantável, pois não existe nenhuma forma de evolução espiritual baseada na preguiça; é necessário que a ideia de se desdobrar seja um pensamento diário, um hábito.
É muito importante compreender que desdobramento não é turismo extra físico nem brincadeira para espiritualistas ociosos e irresponsáveis.
A coerência mostra-se como factor decisivo para o bom aproveitamento da experiência, necessária coerência no quotidiano.
Alguém incoerente na vida física, também será incoerente na experiência extra-física.
Altruísmo; porque vale mais um materialista altruísta do que um alguém que se desdobra no mundo extra-físico e é egoísta.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 19, 2016 7:11 pm

Ter prioridades.
Pois muitos querem desenvolver suas potencialidades espirituais, mas estão mais interessados no desfecho de sua novela predilecta, no que aconteceu com o carro do vizinho do que com o desenvolvimento da própria consciência.
Conhecimento sobre o assunto, leitura frequente de livros a respeito do assunto, procurando penetrar o, tanto quanto possível, nas questões técnicas e morais que envolvem o assunto, visando o aprimoramento da faculdade.
Ética, sempre fundamentada nos ensinamentos do mestre Jesus.
Equilíbrio emocional.
Quanto maior for seu equilíbrio emocional na vida física, maior será sua lucidez fora do corpo.
Persistência.
Honestidade consigo mesmo, com suas convicções; É importante responder à seguinte pergunta:
Qual é o real objectivo ao tentar desdobrar-se conscientemente para fora do corpo físico?
A resposta para esta pergunta encerra em si mesmo a chave para o êxito ou o fracasso no desdobramento.
Objectividade; nunca desistir dos objectivos espirituais.
Higiene física e mental.
Diz um velho ditado chinês:
“Um corpo sujo sempre abriga uma alma imunda”; e um outro:
“Uma mente suja sempre abriga pensamentos imundos”.
Paciência!!!
Respeito por todas as criaturas.
Não estamos acima de ninguém, os irmãos que se encontram na esfera extra-física, em situação desfavorável, são nossos irmãos em Deus e merecem todo o nosso carinho e amparo.
O segredo para se ter uma experiência extra-corpórea saudável durante o sono é sempre estar munido da força básica e poderosa do universo que é o amor.
Ter uma vida lúcida.
Com relação a aquisição de conhecimento para esta tarefa vamos observar o que diz André Luiz em “Mecanismos da Mediunidade”.
“Cumpre destacar, entretanto, a importância do estudo para quantos se vejam chamados a semelhante género de serviço, porque segundo a lei do campo mental, cada espírito somente logrará chegar, do ponto de vista da compreensão necessária, até onde se lhe paire o discernimento”.
Podemos observar a partir das palavras de André Luiz que os voos da alma estão delimitados pela sua compreensão.
É da lei também que não haja desperdício na economia cósmica, portanto não seria correto expor o espírito a paragens das quais não teria compreensão, e, sendo assim, não tendo aproveitamento
algum no caminho evolutivo do ser.
Rememoração e Lucidez das experiências vividas:
Algumas pessoas têm uma maior predisposição para rememorar as experiências fora do corpo.
Isso se deve a cursos pré-reencarnatórios realizados por estes no plano extra-físico, ou até mesmo em reencarnações anteriores, nos quais desenvolveram seu potencial anímico mediúnico, através de processos iniciáticos de escolas de esoterismo da antiguidade, principalmente no antigo Egito e nas antigas academias espiritualistas da China e da Índia.
Observemos agora as questões fisiológicas que impedem uma boa rememoração das experiências extra-físicas:
O problema está no cérebro, nas ligações entre o tálamo que se localiza na parte posterior do cérebro e as regiões corticais.
O tálamo é o ponto que permite que a criatura conscientize as sensações recebidas pelo córtex, de modo que é responsável pela conscientização dos factos; recebe os pulsos nervosos do córtex e transmite-os a consciência da criatura, podendo porém ser isolado, para que não atinja a consciência.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 19, 2016 7:12 pm

Durante o sono essa ligação entre o tálamo e as regiões corticais é isolada, o que impede que tenhamos a rememoração perfeita dos factos ocorridos durante o sono.
Vejamos o que diz a respeito Carlos Torres Pastorino na obra “Técnica da Mediunidade”.
“Se o corpo astral se afasta do corpo físico, vive sua própria vida independente, se o que vive se comunica ao tálamo, este pode comunicá-lo, ao despertar, ao córtex, e a pessoa se recorda do que viveu realmente.”
Além do que já foi citado, podemos ainda observar o quesito autorização, que se obtém ou não das esferas superiores para rememoração dos factos ocorridos nos planos extra-físicos, levando em consideração a repercussão que isso terá na vida da pessoa.
Auxiliará ou prejudicará o processo evolutivo em curso?
Destino do ser desdobrado
Em primeiro lugar é necessário possuir um corpo astral adequado, que por ser o corpo emocional, é quase desnecessário dizer que o bom funcionamento deste corpo depende do nosso equilíbrio emocional.
Isso só ocorre quando mantemos este veículo limpo ou seja, sem plaquetas emocionais densas, abastecido de grande capacidade energética.
Um corpo astral em péssimo estado pode trazer riscos a integridade espiritual pois, estando em desequilíbrio, será atraído por correspondência de frequência (sintonia) para o plano extra físico denso (Umbral), o que pode acarretar em perda de energia e (ou) trauma emocional.
É sempre bom lembrar que um corpo astral em situação X será atraído para uma dimensão X correspondente.
Portanto, é imprescindível uma avaliação do contexto emocional-energético e, dentro do possível, descobrir os pontos fracos e ajustá-los, equilibrá-los.
Vejamos o que diz a esse respeito o espírito André Luiz na obra “Evolução em dois mundos”.
– “Durante o sono, a mente susceptível a influenciação dos desencarnados, que evoluídos ou não, lhe visitam o ser, atraídos pelos quadros que se lhe filtram da aura, ofertando-lhes auxílio eficiente quando se mostre inclinada a ascensão de ordem moral, ou sugando-lhe as energias e assoprando-lhe sugestões infelizes quando, pela própria ociosidade ou intenção maligna, adere ao consórcio psíquico de espécie aviltante, que lhe favorece a estagnação na preguiça ou a envolve nas obsessões viciosas pelas quais se entregam a temíveis contratos com as forças sombrias.”
– “O corpo espiritual acompanha, de inicio, o impulso da corrente mental que por ele extravasa”.
E o mesmo autor na obra “Mecanismos da Mediunidade”
“…Nesse estágio evolutivo permanecem milhões de pessoas – representando a faixa de evolução mediana da Humanidade, rendendo-se, cada dia, ao impositivo do sono ou hipnose natural de refazimento, em que se desdobram, mecanicamente, entrando, fora do indumento carnal, em sintonia com as entidades que se lhe revelam afins, tanto na acção construtiva do bem, quanto na acção deletéria do mal, entretecendo-se-lhes o caminho da experiência que lhes é necessário a sublimação no porvir.”
E logo em seguida,
“Desdobrando-se, no sono vulgar, a criatura segue o rumo da própria concentração, procurando automaticamente, fora do corpo de carne, os objectivos que se casam com o seus interesses evidentes ou escusos.”
Desdobramento e música
Existem alguns tipos de músicas, que também são utilizadas para relaxamento, que induzem o cérebro a produzir ondas alfa, que estão relacionadas com o relaxamento e a criatividade (intelectual, artística ou espiritual) da pessoa e que, em alguns casos, pode facilitar o desdobramento, pois favorecem a soltura energética dos veículos de manifestação.
Desdobramento e Alimentação:
Baseado em pesquisas realizadas a este respeito e à própria experiência, o fato da pessoa comer determinado tipo de alimento não determina maior facilidade ou dificuldade para desdobrar-se.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 19, 2016 7:13 pm

Por exemplo, não seria correto afirmar que uma pessoa que não come carne vermelha terá maior facilidade de desdobrar-se, ao passo que uma pessoa, que nutre-se de carne vermelha, terá maior dificuldade para desdobrar-se.
A minha alimentação contém carne vermelha e derivados, nem por isso deixei de vivenciar experiências extracorpóreas com lucidez.
Devemos prestar atenção no que vamos ingerir, algumas horas antes do sono físico.
Isso sim pode fazer a diferença.
Não é recomendado alimentar-se duas horas antes de deitar, pois qualquer alimento seja carne ou arroz, ou feijão, provocará actividade digestiva e isso sim pode ser um empecilho para quem deseja desdobrar-se, pois o corpo, em actividade digestiva ou qualquer outro tipo de actividade, dificulta o afrouxamento dos liames energéticos que o prendem aos corpos subtis.
Desdobramento e drogas
Há muitos pacientes que tiveram experiências fora do corpo, durante uma intervenção cirúrgica.
Há muitos relatos em livros especializados no assunto.
A ação do anestésico faz com que o metabolismo do corpo caia provocando o deslocamento do corpo astral.
Drogas como a maconha, cocaína, heroína, o haxixe, o crack, o LSD entre outras drogas pesadas, também podem provocar desdobramentos.
Mas, nesta modalidade, há o agravante de que espíritos desencarnados doentes, viciados na energia dessas drogas, se aproximarão dessa pessoa desdobrada (por sintonia energética) com a finalidade de vampirizá-la.
Importante frisar também que aqueles que pretendem desdobrar-se não abusem da utilização de alcoólicos, pois há muitos alcoólatras desencarnados os esperando para transformá-los em taças vivas!
“Todo o exagero, físico ou espiritual leva ao desequilíbrio da alma”
Assistência extrafísica:
O valor da consciência está claramente delineado no serviço desinteressado que se possa prestar à colectividade física e extra física.
Mediante processos específicos de transmissão de energia, os trabalhadores extra físicos usam o ser desdobrado como doador de energia para pessoa enferma (na maioria das vezes já desencarnadas e sem se aperceberem disso).
Os enfermos desencarnados, muitos deles portam no corpo espiritual energias densas, oriundas de desequilíbrios variados, na existência terrestre.
Além disso, como o corpo astral reflecte fielmente o que a consciência pensa e sente, as formas mentais engendradas pelo pensamento negativo aderem a sua aura, gerando com isso sérios bloqueios espirituais que mantém a entidade agregada vibratoriamente aos níveis extra físicos mais densos, ou como, acontece comummente, no campo energético da própria crosta terrestre.
Mediante a isto, os trabalhadores espirituais utilizam as energias da pessoa desdobrada, pois estas também manifestam, na maioria das vezes, energias densas que são compatíveis com as energias dos enfermos extra físicos.
Então os trabalhadores espirituais utilizam as energias densas do cordão de prata do projector e de seu duplo Etérico ligado ao corpo.
Vejamos mais uma vez o que diz a esse respeito André Luiz na obra “No mundo maior”.
– “A libertação pelo sono é o recurso imediato de amparo fraterno.
A princípio, recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida porém, fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos no concurso da memória, apresentando ideias, alvitres sugestões, pareceres e inspirações beneficientes e salvadoras, através de recordações imprecisas”.
E mediante a isso André Luiz comenta a respeito da oportunidade que significa ter essa faculdade desenvolvida:
“Milhões de homens e mulheres a dormir em cidades próximas, algemados aos interesses imediatos e ansiando a permuta das mais vis sensações, nem de longe suspeitariam a existência daquela original aglomeração de candidatos a luz íntima, convocados a preparação intensiva para incursões mais longas e eficientes na espiritualidade superior.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 19, 2016 7:13 pm

Teriam noção do sublime ensejo que lhes aprazia?
Aproveitariam a dádiva com suficiente compreensão dos valores eternos?
Marchariam desassombrados para frente, ou estacionariam ao contacto dos primeiros óbices, no esforço iluminativo?”
“Enquanto vossa orgnização fisiológica repousa a distância, exercitando-se para morte, vossas almas quase libertas partilham conosco a fraternidade e a esperança, adestrando faculdades e sentimentos para a verdadeira vida”.
Mediante a pesquisa realizada, é possível observar que o Desdobramento, mais do que qualquer outra coisa, é uma oportunidade de nos melhorarmos e servirmos ao bem, beneficiando todos os necessitados nas zonas física e extra-física, conforme a capacidade de quem esteja na tarefa em curso.
É impossível não perceber que a utilização desta faculdade, bem como de todas as outras que o Pai nos concede, deve ser administrada com extremo bom senso, afim de que a oportunidade não se torne motivo de queda, sempre tendo como base das nossas ações o ensinamento do magnânimo MESTRE, “amai-vos uns aos outros como EU vos amei”.
Ou seja, amar incondicionalmente, de forma que possamos sublimar tudo o que nos foi dado, até mesmo porque Ele também deixa a advertência.
“Aquele que não tem, até o que pensa ter lhe será tirado”.
Portanto, devemos ter as nossas mentes em qualquer circunstância, sempre voltadas para o bem de todos sem excepção.
O desdobramento exige prudência, pois nos coloca diretamente em contato com o mundo dos espíritos, onde não há máscaras, e ninguém poderá transgredir a Lei de afinidade espiritual, assim, aquele que se candidatar ao desenvolvimento desta faculdade necessita primeiramente observar-se, melhorar-se, corrigir-se o melhor possível, para não tornar o que poderia ser imensamente produtivo em um oceano de desacertos.
O Mestre também disse.
“Aquele que faz a vontade do meu Pai é meu irmão”.
Estejamos sempre orientados para o bem que permitirá que sempre sejamos amparados pelo Mestre.
O conhecimento nada pode perto de tudo que o AMOR pode!
Porque, quando um irmão está no cume da dor, do remorso, do flagelo, nenhuma técnica, nenhuma faculdade, nada é mais poderoso e eficaz do que o AMOR que JESUS nos ensinou.

Pesquisa realizada por Leandro Brancher de Oliveira

Obras consultadas
1. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Nos domínios da Mediunidade), FEB.
2. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Mecanismos da Mediunidade), FEB.
3. André Luiz – Francisco Candido Xavier (No Mundo Maior), FEB.
4. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Evolução em dois Mundos), FEB.
5. Carlos Torres Pastorino (Técnica da Mediunidade).
6. Wagner Borges, (Viagem espiritual II).
7. A Bíblia Sagrada, Edição Pastoral.

§.§.§- Ave sem Ninho
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Ave sem Ninho

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O HOMEM DEPOIS DA MORTE

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 20, 2016 8:02 pm

144. Como se separa a alma do corpo: brusca ou gradualmente?
O desprendimento realiza-se gradualmente, com lentidão que varia conforme os indivíduos e as circunstâncias da morte.
Os liames que prendem a alma ao corpo rompem-se pouco a pouco e tanto menos rapidamente quanto mais material e sensual foi a vida.
(O Livro dos Espíritos, ns 155).

145. Qual a situação da alma, imediatamente após a morte do corpo?
Tem, instantaneamente consciência de si mesma?
Numa palavra: o que vê, o que experimenta?

No momento da morte, de pronto tudo é confusão.
A alma precisa de algum tempo para se reconhecer.
Está como que aturdida, no estado de um homem que acordasse de um profundo sono e se esforçasse por compreender a situação em que se encontra.
A lucidez das ideias e a memória do passado retornam-lhe à medida que se apaga a influência da matéria de que acaba de desprender-se e que se dissipa o nevoeiro que lhe obscurece os pensamentos.
O tempo de perturbação que se segue à morte varia muito.
Pode ser de algumas horas apenas ou de muitos anos.
É menos longo nos que se identificaram, quando viviam, com seu estado futuro, pois compreendem imediatamente a situação.
Ao contrário, é mais longo quanto mais material lhes transcorreu a existência.
A sensação que a alma experimenta naquele momento é, também, muito variável.
A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem.
É tranquila e em tudo semelhante àquela que acompanha um lúcido despertar.
Para aquele cuja consciência não é pura e que teve mais apego à vida material que à espiritual, a sensação é de desassossego, plena de angústias, que aumentam à medida que assenta as ideias, pois que então o assalta o medo, uma espécie de terror, em presença do que vê e sobretudo do que pressente.
Experimenta entretanto, um grande alívio e um imenso bem-estar, sensações que poderiam ser chamadas de físicas.
Encontra como que o alívio de um peso, a felicidade por já não experimentar as dores corporais, que pouco antes da libertação ainda sofria, o desembaraço e a leveza, como alguém que se tivesse livrado de pesadas cadeias.
Em seu novo estado a alma vê e ouve o que via e ouvia antes da morte e outras coisas mais que escapavam à imperfeição dos órgãos físicos.
Tem sensações e percepções que nos são desconhecidas.
(Revue Spirite, 1859, pág. 244: Mort d’un Esprit.
– Idem, 1860, pág. 332: Lê réveil de I’Esprit.
– Idem. 1862, págs. 129 e 171: Obsè-ques de M. Sanson).
OBSERVAÇÃO – Estas respostas e todas as relativas à situação da alma depois da morte ou durante a vida, não resultam de uma teoria ou de um sistema, mas de estudos diretos feitos em milhares de seres observados em todas as fases e em todos os períodos de sua existência espiritual, desde o grau mais ínfimo ao mais elevado da escala, segundo seus costumes durante a vida terrena, gênero de morte, etc.
Diz-se, muita vez, falando da vida futura, que não se sabe o que nela se passa, pois ninguém voltou para contar.
É um erro. São precisamente os que nela se encontram que nos vêm dar suas instruções, e isso Deus permite hoje, mais que em outra época qualquer, como última advertência dada à incredulidade e ao materialismo.

146. A alma desprendida do corpo vê a Deus?
As faculdades perceptivas da alma são proporcionais à sua pureza.
Só às almas elevadas é dado fruir da presença de Deus.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 20, 2016 8:02 pm

147. Se Deus está em toda parte, por que razão não é dado vê-lo a todos os Espíritos?
Deus está em toda parte, porque irradia para todas as partes.
Pode-se dizer que o Universo está imerso na Divindade, como nós estamos na luz solar.
Os Espíritos atrasados, entretanto, acham-se envoltos por uma espécie de treva que o oculta a seus olhos e que só se dissipa à medida que se purificam e se desmaterializam.
Os Espíritos inferiores são, quanto à vista e com respeito a Deus, o que são os encarnados com respeito aos Espíritos: verdadeiros cegos.

148. Depois da morte, a alma tem consciência de sua individualidade?
Como o constata, e como podemos nós constatá-la?

Se as almas não tivessem sua individualidade depois da morte, para elas e para nós seria assim como se não existissem.
As consequências morais seriam exactamente as mesmas; não teriam quaisquer caracteres distintivos e a alma do criminoso estaria na mesma categoria que a do homem virtuoso do que resultaria não haver interesse algum em praticar-se o bem.
A individualidade da alma é posta em evidência de maneira quase material, nas manifestações espíritas, pela linguagem e pelas qualidades características de cada uma, pois que pensam e agem de diversas maneiras; são boas umas, outras más; umas instruídas, outras, ignorantes, desejando algumas o que outras desprezam.
Esse facto prova, evidentemente, que não se acham confundidas num todo homogéneo, para não falar nas provas patentes, que nos oferecem, de terem animado tal ou qual indivíduo na Terra.
Graças ao Espiritismo experimental, a individualidade da alma já não é uma coisa vaga e sim um resultado constatado pela observação.
Porque têm pensamento e vontade próprios, distintos dos das demais, a alma, por si mesma, prova sua individualidade.
Prova-o também com seu envoltório fluídico, o perispírito, espécie de corpo limitado que a torna um ser distinto.
OBSERVAÇÃO – Crêem certas pessoas escapar à censura de materialistas, admitindo um princípio inteligente universal, do qual absorvemos uma parte, ao nascimento, parte essa que constitui a alma, e que devolvemos ao todo por ocasião da morte e no qual se confunde, como as gotas de chuvas no oceano.
Esse sistema nem ao menos se enquadra no espiritualismo, pois é tão desolador quanto o materialismo.
O receptáculo comum do todo universal equivaleria ao nada, pois nele já não haveria individualidade.

149. O género de morte influi no estado da alma?
O estado da alma varia consideravelmente, conforme o género de morte, mas sobretudo conforme os costumes tidos durante a vida.
Na morte natural o despreendimento verifica-se gradualmente e sem abalos.
Muita vez principia sem haver cessado a vida do corpo.
Na morte violenta, por suplício, suicídio ou acidentes, os laços rompem-se bruscamente.
O Espírito, tomado de surpresa, fica como que aturdido pela transformação que nele se verificou, sem poder explicar a situação em que se encontra.
Um fenómeno quase habitual nesse caso é a persuasão em que fica de não haver morrido.
E essa ilusão pode durar muitos meses e até muitos anos.
Nesse caso, anda daqui para ali e crê ocupar-se de seus negócios, como se ainda pertencesse à Terra, muito admirado porque não lhe respondem quando se dirige aos outros.
Essa ilusão não é em absoluto, peculiar às mortes violentas, mas também a muitos indivíduos cuja vida foi absorvida pêlos prazeres e interesses materiais.
(O Livro dos Espíritos, ne 165.
Revue Spirite, 1858, pág. 166: Lê suicide de Ia Samaritaine.
– Idem. 1858, pág. 326: Un Esprit au convoi de son corps; idem, 1859, pág. 184: Lê Zouave de Magenta; idem, pág. 319:Um Sprit qui ne se croit pás mort.
– Idem, 1863, pág. 87: François Simon Louvet).
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 20, 2016 8:03 pm

150. Para onde vai a alma, depois de sua separação do corpo?
Não se perde na imensidão do infinito, como geralmente se acredita.
Fica errante no espaço e, as mais das vezes, junto àqueles que conheceu e sobretudo que amou.
Mas apesar disso não deixa de poder transportar-se, instantaneamente, a distâncias imensas.

151. A alma conserva, as afeições que tinha na Terra?
Conserva todos os afetos morais; só esquece as afeições de cunho material que já não condizem com sua essência.
Por esta razão volta, com suma alegria, a visitar seus parentes e amigos, cuja recordação lhe proporciona felicidade.
(Revue Spirite, 1860, pág. 202. Lês amis ne nous oublient pás dans Pautre monde.
Idem, 1862, pág. 132).

152. A alma conserva a lembrança do que fez na Terra e se interessa pelos trabalhos que deixou por concluir?
Depende da sua elevação e da natureza desses trabalhos.
Os Espíritos desmaterializados pouco se preocupam com as coisas materiais, ao se livrarem das quais se felicitam.
E quanto aos trabalhos que iniciaram, conforme a utilidade e a importância que tenham, muitas vezes inspiram a outras pessoas o pensamento de os terminar.

153. A alma encontra, no mundo dos Espíritos, os parentes e amigos que a precederam?
Não somente reencontra esses, mas outros muitos que conheceu em vidas passadas.
Geralmente aqueles que mais a amam vêm ao seu encontro, recebendo-a quando chega ao mundo espiritual e auxiliando-a a se desprender dos laços terrenos.
Mas a privação do encontro com as almas mais queridas é, às vezes, um castigo para as almas culpadas.

154. Qual é, na-outra vida, o estado intelectual^e moral da alma de um menino morto em tenra idade?
Permanecem infantis as suas faculdades, como durante a vida?

O desenvolvimento incompleto dos órgãos da criança, não permitia ao Espírito manifestar-se perfeitamente.
Desembaraçado desse envoltório, suas faculdades são as que tinha antes de sua encarnação.
Não tendo passado na vida senão alguns instantes, suas faculdades não puderam se modificar.
OBSERVAÇÃO – Nas comunicações espíritas, o Espírito de uma criança pode falar como um adulto e pode mesmo ter um grande adiantamento.
Se usa, algumas vezes, a linguagem infantil, é para não privar a mãe do encanto decorrente do afecto que inspira um ser frágil e delicado, dotado de todas as graças da inocência.
A mesma pergunta poderia ser feita quanto ao estado dos cretinos, idiotas e loucos, depois da morte.
A resposta está nas linhas acima.

155. Que diferença existe, depois da morte, entre a alma do sábio e a do ignorante, do selvagem e do homem civilizado?
A mesma, pouco mais ou menos, que entre elas existia durante a vida, pois o simples ingresso no mundo dos Espíritos não prodigaliza à alma todos os conhecimentos de que carecia na Terra.

156. Progridem as almas, intelectual e moralmente, depois da morte?
Progridem mais ou menos, conforme a vontade que tenham.
Algumas fazem consideráveis progressos.
É preciso, porém, pôr em prática, na vida corporal, o que adquiriram em cultura e moralidade.
As que permaneceram estacionárias, voltam a empreender uma existência análoga à que deixaram.
As que progrediram merecem, certamente, uma encarnação de ordem mais elevada.
Conforme o progresso feito consoante a vontade dos Espíritos, alguns conservam, durante muito tempo, os gostos e as inclinações que tinham durante a vida e persistem nas mesmas idéias.
(Revue Spirite, 1858, pág. 82: La reine d’Oude.
Idem, pág. 145. UEsprit et lês héritiers.
Idem, pág. 186: Lê tambour de Ia Bérésina.
Idem 1859, pág. 344: Un ancien charretier.
Idem, 1860, pág. 325: Progrès d’un Esprit.
Idem, 1861, pág. 126: Progrès d’un Esprit pervers).
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 20, 2016 8:04 pm

157. Fica irrevogavelmente fixada, depois da morte, a sorte do homem na vida futura?
Não, pois isso seria a negação absoluta da justiça e da bondade de Deus, porque muitos existem que não puderam se instruir suficientemente; além desses, os idiotas, os cretinos e os selvagens, as inumeráveis crianças que morrem antes de ver a luz do dia.
E mesmo entre as pessoas ilustradas, serão muitas as que podem acreditar-se suficientemente perfeitas, de modo a se isentarem de um maior adiantamento?
E a permissão de Deus concede ao homem de prosseguir no dia seguinte o que não pode terminar na véspera, não é,por acaso, a prova mais manifesta da sua infinita bondade?
Se a sorte está irrevogavelmente fixada, por que os homens morrem em tão diferentes idades e por que razão Deus, tão sumamente justo, não concede tempo a todos para praticarem o maior bem possível ou para repararem todo o mal feito?
Quem sabe se o culpado que morre aos trinta anos não se teria arrependido e transformado num homem de bem, se vivesse até os sessenta?
Porque Deus lhe arrebata o meio de o conseguir, quando o concede a outros?
Só o facto da diferença na duração da vida, e no estado moral da maioria dos homens, prova a impossibilidade, admitindo-se a justiça de Deus, de a sorte das almas estar irrevogavelmente fixada depois da morte.

158. Qual é, na vida futura, a sorte das crianças mortas em tenra idade?
Esta é uma das questões que melhor provam a justiça e a necessidade da pluralidade das existências.
Uma alma que não tenha vivido mais que alguns instantes, não tendo praticado nem o bem e nem o mal, não merece prémio nem castigo, segundo a máxima de Cristo:
Cada um será castigado ou recompensado segundo suas obras.
Seria tão ilógico quanto contrário à justiça de Deus admitir-se que, sem nenhum trabalho, fosse ela chamada a fruir da perfeita ventura dos anjos ou que desta se visse usurpada.
Não obstante, alguma sorte lhe caberá.
Mas um estado de meio-termo eterno, seria também absolutamente injusto.
Uma existência logo em começo interrompida não pode ter para a alma quaisquer consequências.
A sorte actual da alma será, então, a que mereceu em sua precedente existência, assim como a futura será a que merecer por suas ulteriores existências.

159. As almas têm ocupações na outra vida?
Preocupam-se com outras coisas, além de seus gozos e sofrimentos?

Se as almas não se ocupassem senão de si mesmas, por toda a eternidade, seriam egoístas.
Deus, que condena o egoísmo, certamente não aprova, na vida espiritual, o que reprova na vida corporal.
As almas ou Espíritos têm ocupações em proporção ao grau de adiantamento que alcançaram, ao mesmo tempo procuram instruir-se e melhorar-se.
(O Livro dos Espíritos, ns 558: Ocupações e missões dos Espíritos).

160. Em que consistem os sofrimentos da alma depois da morte?
As culpadas são torturadas nas chamas materiais?

A Igreja reconhece hoje, perfeitamente, que o fogo do inferno é um fogo moral e não material.
Não define, porém, a natureza dos sofrimentos.
As comunicações espíritas nos esclarecem isso:
por meio delas observamos esses sofrimentos e nos convencemos de que, se bem não resultem de um fogo material – que com efeito não poderia queimar as almas, que são imateriais – por isso não deixam de ser, em certos casos, menos terríveis.
Essas penas não são uniformes.
Variam ao infinito, segundo a natureza e o grau das faltas cometidas.
Muito amiúde as próprias faltas é que lhes servem de castigo.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 20, 2016 8:05 pm

Assim, certos assassinos são obrigados a permanecer no local do crime e têm incessantemente a visão de suas vítimas; o homem material e sensual conserva os mesmos apetites, mas a impossibilidade de os satisfazer materialmente torna-se-lhe um tormento; certos avaros crêem sofrer o frio e as privações que se impuseram por avareza.
Outros encontram ouro e sofrem por não poder tocá-lo; e outros ainda permanecem junto aos tesouros que ocultaram, presa de perpétua angústia, no temor de que os roubem.
Numa palavra, não há uma falta, uma imperfeição moral, uma acção má que não tenha, no mundo dos Espíritos, o seu reverso e suas naturais consequências; para isso, não é preciso um lugar determinado e circunscrito, pois onde quer que esteja, o Espírito perverso traz consigo o seu inferno.
Além das penas espirituais, existem penas e provas materiais, que o Espírito ainda não purificado sofre numa nova encarnação, cuja posição lhe facultará os meios de tolerar o que fez sofrer aos outros:
o ser humilhado se foi orgulhoso, miserável se foi um mau rico, desgraçado por seus filhos se foi mau pai, infeliz por culpas dos pais se foi mau filho etc.
Conforme dissemos, a Terra é, para os Espíritos desta natureza, um dos lugares de desterro e de expiação, um purgatório, do qual poderão escapar, pois que de si mesmos depende não voltar e procurar evoluir bastante, a fim de merecerem passar para um mundo melhor.
(O Livro dos Espíritos, nº 237: Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos.
Idem, liv. 4º: Esperanças e consolações, penas e gozos terrenos; penas e gozos futuros – Revue Spirite, 1858, pág. 79: Lassassin Lemoire. Idem, pág. 166: Lê suicide de Ia Samaritaine.
Idem, pág. 131: Sensations dês Esprits.
Idem, 1859, pág. 275. Lê père Crèpin.
Idem, 1860, pág. 61. Stella Regnier.
Idem, pág. 247: Lê suicide de Ia rue Quincampoix.
Idem, pág. 316: Lê châtiment. Idem, pág. 325: Entrée d’un coupable dans lê monde dês Esprits.
Idem, pág. 384: Châtimentes de 1’egoiste.
Idem, 1861, pág. 53: Suicide d’un athée. Idem, pág. 270: La peine de talion).

161. A prece é útil às almas que sofrem?
A oração é recomendada pelos bons Espíritos e ainda solicitada pelos que sofrem, como um meio de aliviar seus sofrimentos.
A alma .pela qual se ora, experimenta alívio porque a prece é um testemunho de interesse que por ela se toma e porque o desgraçado sempre se alegra quando encontra corações caridosos que compartilham de suas dores.
Além disso, pela oração a incitamos ao arrependimento e ao desejo de fazer o que for preciso para ser feliz.
Neste sentido é que podemos abreviar-lhe as penas, se ela nos ajudar com sua boa vontade.
(O Livro dos Espíritos, ng 664. – Revue Spirite, 1859, pág. 315: Effets de Ia prière sur lês Esprits soufrants).

162. Em que consiste o prazer que fruem os Espíritos felizes? Passam a eternidade na contemplação?
A justiça requer que a recompensa seja proporcional ao mérito, assim como o castigo à gravidade da falta.
Existe, pois, uma infinidade de graus na ventura da alma, desde o instante em que ingressa no caminho do bem, até que tenha alcançado a perfeição.
A felicidade dos bons Espíritos consiste em conhecer todas as coisas, em não sentir ódio, ciúme, inveja, ambição ou qualquer das paixões que são responsáveis pela infelicidade dos homens.
Consideram o amor que os une a fonte suprema da felicidade.
Não experimentam os sofrimentos, as necessidades e as angústias da vida terrena.
Um estado de perpétua contemplação, seria uma felicidade estúpida e monótona, como a do egoísta, pois a existência se transformaria, então numa inutilidade sem termo.
Muito pelo contrário, a vida espiritual é uma incessante actividade para os Espíritos, pelas missões que do ser supremo recebem, como agentes no governo do universo, missões essas que são proporcionais ao adiantamento que tenham alcançado, e pelo cumprimento das quais sentem-se felizes, pois que lhes oferecem ensejo de se tornarem úteis e praticarem o bem.
(O Livro dos Espíritos, nº 158. Ocupações e Missões dos Espíritos. – Revue Spirite, 1860, págs. 321 e 322: Lês purs Esprits: Lê séjour dês bienheurex. Idem, 1861, pág. 170: Madame Gourdon.
OBSERVAÇÃO – Convidamos os adversários do Espiritismo e os que não admitem a reencarnação, a apresentar, com respeito aos problemas acima expostos, uma solução mais lógica e por outro princípio que não o da pluralidade das existências.

FIM

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O Processo Desencarnatório

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 9:21 am

Equipas de Desligamento
Somente alguns espíritos encarnados tem a capacidade de auto-desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico.
A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados “vibratoriamente” ao planeta.
Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento.
Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando.
Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de “completo”, eles realizam as seguintes tarefas:

Preparação
– O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação.
Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contacto com os que lhe são queridos.
Proteção – Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em “vampirizar” os recém-desencarnados.
A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.
Desligamento – Será abordado no próximo item, contempla todo o processo de desligamento do corpo físico.
Encaminhamento – Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colónia Espiritual ou, infelizmente, largados ao léu, isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, devido a grandes débitos ou apego em que se encontra.
Ninguém pode se levado para planos superiores do Astral sem estar preparado.
O tamanho das equipes é variado e geralmente organizado para amparar grupos de espíritos que desencarnarão em um período específico.
Junto a equipe de desligamento encontram-se os amigos espirituais dessa ou de outras vidas, os familiares, os amigos espirituais de trabalho (no caso de médiuns), etc .
Mesmo os médiuns que trabalham em casas onde existem mentores experientes nas ledes espirituais, recebem o auxílio da equipe de desligamento.
Sobre esse tópico retiramos esse interessante texto do livro Obreiros da Vida Eterna:
“Porque se formara expedição destinada a socorro de servidor que dispunha de amigos de tamanha competência moral?
Fabriciano demonstrava conhecimentos elevados e condição superior.
O obsequiosos amigo, porém, evidenciando extrema acuidade perceptiva, antes que eu fizesse qualquer pergunta inoportuna, acrescentou:
– Não obstante nossa amizade ao médium, não nos foi possível acompanhar-lhe o transe.
Temos delegação de trabalho, mas, no assunto, entrou em jogo a autoridade de superiores nossos, que resolveram proporcionar-lhe repouso, o que não nos seria possível prodigalizar-lhe, caso viesse directamente para nossa companhia.”
Nem todos recebem auxilio de equipes especializadas de desencarne, recebendo os outros o atendimento de equipes gerais que não podem interceder “muito” junto ao moribundo, sobre esse tema retiramos o seguinte texto do livro Obreiros da vida eterna:
“- Nem todas as desencarnações de pessoas dignas contam com o amparo de grupos socorristas?
– Nem todas – confirmou o interlocutor, e acentuou, todos os fenómenos contam com o amparo da caridade afecta às organizações de assistência indiscriminada; no entanto, a missão especialista não pode ser concedida a quem não se distinguiu no esforço perseverante do bem.”
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 9:22 am

O Desligamento
Horário
O período da noite não possui os raios solares, que desintegram as energias negativas e eliminam as formas pensamento criadas pelo pensamento desregrado dos encarnados e desencarnados.
Além disso, temos uma diminuição na vitalidade existente no ambiente, o que piora as condições do doente, facilitando seu desencarne no período da noite, embora, de nenhuma forma isso seja uma regra, é simplesmente uma tendência, podendo por isso ocorrer desencarnações a qualquer hora do dia ou da noite.
O Processo de Desligamento
Falaremos aqui sobre o processo mais comum de desligamento, suicídio e mortes abruptas serão abordadas em outros tópicos.
Preparando o Ambiente
Em casos de doença, onde o moribundo está há algum tempo sofrendo, e junto com ele estão os familiares e amigos, cria-se uma aura de imantação que dificulta o trabalho de desligamento.
Fica muito difícil para os espíritos criarem barreiras protectoras, o procedimento adoptado pelas equipes especializadas é criar uma melhora fictícia para afastar os que “prendem” o agonizante ao corpo carnal.
Retiramos o seguinte trecho do livro Obreiros da Vida Eterna:
“- Nossa pobre amiga é o primeiro empecilho a remover. Improvisemos temporária melhora para o agonizante, a fim de sossegar-lhe a mente aflita. Somente depois de semelhante medida conseguiremos retirá-lo, sem maior impedimento. As correntes de força, exteriorizadas por ela, infundem vida aparente aos centros de energia vital, já em adiantado processo de desintegração.”

ESPIRITUAL
Cortando os Laços
É comum a presença de espírito amigo ou familiar da última encarnação durante o desligamento.
A maior parte dos espíritos de nível “médio” de evolução se mantém mais ou menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e evolução).
Por isso a presença da mãe, filho(a), irmã(o), etc, tranquiliza o espírito em processo de desencarnação.
No livro Voltei e Obreiros da Vida Eterna (ambos de Francisco Cândido Xavier) os espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente.
Acredito que a melhor forma de falar sobre o processo de desligamento é citando os dois livros que falaram mais profundamente sobre o assunto, a seguir as transcrições:
Obreiros da Vida Eterna, Capítulo XIII, Companheiro Libertado,
“…Ordenou Jerónimo que me conservasse vigilante, de mãos coladas à fronte do enfermo, passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso de magnetização.
Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro.
Descansando alguns segundos, asseverou:
– Não convém que Dimas fale, agora, aos parentes. Formularia, talvez, solicitações descabidas.

E porque eu indagasse, tímido, por onde iríamos começar, explicou-me o orientador:
– Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma:
o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 9:22 am

Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas.
Com espanto, notei que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno.
Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento.

Jerônimo, com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente.
Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigástrio à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente.
O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual.

O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro.
Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerónimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada.
Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor.
Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante.
A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço.
E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias.
Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a subtil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.

Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente.
Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta.
O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do "morto", ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido.”
Do livro A vida Além da Sepultura, Capítulo 19, Espíritos Assistentes das Desencarnações:
“… A desencarnação demanda ainda outras operações complexas, pois a intimidade que se estabeleceu entre o perispírito e o corpo físico, durante alguns anos de vida humana, não pode ser desfeita em poucos minutos de intervenções técnicas do lado de cá.
Salvo nos casos de desastres ou mortes violentas, em que a intervenção dos técnicos assistentes se registra só depois da morte do corpo, as demais desencarnações devem se subordinar gradativamente a várias operações liberatórias, em diversas etapas…”

O Rompimento do Cordão de Prata
A grande maioria dos espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligado de alguma forma à matéria física, seja por amor a família, aos bens, preocupações com os que vão deixar, etc.
Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos casos) após algum tempo.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 9:22 am

Sobre esse assunto temos a sábia palavra de Bezerra de Menezes, no livro Voltei:
“Esclareceu Bezerra que na maioria dos casos, não seria possível libertar os desencarnados tão apressadamente, que a rápida solução do problema liberatório dependia, em grande parte, da vida mental e das idéias a que se liga o homem na experiência terrestre. “.
Até o rompimento do cordão de prata o espírito encontra-se como um balão cativo (palavras de Bezerra de Menezes), e fica mais suscetível à influência do ambiente onde se encontra, também menos consciente e fraco.
Após o rompimento, ocorre um gradual aumento da consciência e fortalecimento.
Para os mais evoluídos o rompimento é quase imediato.

Duplo Etérico e Vitalidade Acumulada
O desencarne não extingue as energias vitais que circulam no Duplo Etérico, que está diretamente ligado ao corpo físico e ao corpo astral.
Os técnicos responsáveis pelo desencarne também devem tomar as devidas providencias para proteger os resíduos vitais contra as investidas dos vampiros do mundo astral.
Esses irmãos que já desencarnaram e por apego ao mundo ou desregramento ainda necessitam de "sentir" a vitalidade, que só pode ser absorvida através do contato com seres encarnados ou recém-desencarnados, encontram-se a espreita, buscando se "apropriar" de espíritos recém-desencarnados sem proteção, sugando as energias restantes do corpo físico, do duplo etérico e do perispírito.
Retiramos o seguinte trecho do livro Magia de Redenção - Hercílio Maes, pelo espírito Ramatis, Os males do Vampirismo.
“Quando o espírito desencarna, primeiramente rompe-se o cordão que liga o perispírito ao duplo etérico, e desse fato decorre a bipartição da corrente vital que flui normalmente para o organismo físico.
Então, o tônus vital reflui em parte para o perispírito, enquanto a outra converge para o cadáver e depois desintegra-se no túmulo, ou então é absorvida no processo de vampirismo pelos espíritos subvertidos.
Certa percentagem do tónus vital também é absorvida pela própria terra, pois ele é fortemente constituído de éter-físico”
As palavras de Ramatís são confirmadas por André Luiz no livro Obreiros da Vida Eterna,
“Jerônimo examinou-o e auscultou-o, como clínico experimentado.Em seguida, cortou o liame final, verificando-se que Dimas, desencarnado, fazia agora o esforço do convalescente ao despertar, estremunhado, findo longo sono.
Somente então notei que, se o organismo perispirítico recebia as últimas forças do corpo inanimado, este, por sua vez, absorvia também algo de energia do outro, que o mantinha sem notáveis alterações.

– Nossa função, acompanhando os despojos - esclareceu ele, afavelmente, não se verifica apenas no sentido de exercitar o desencarnado para os movimentos iniciais da libertação. Destinase também à sua defesa. Nos cemitérios costuma congregar-se compacta fileira de malfeitores, atacando vísceras cadavéricas, para subtrair-lhes resíduos vitais.

Logo após, ante meus olhos atônitos, Jerônimo inclinou-se piedosamente sobre o cadáver, no ataúde momentaneamente aberto antes da inumação, e, através de passes magnéticos longitudinais, extraiu todos os resíduos de vitalidade, dispersando-os, em seguida, na atmosfera comum, através de processo indescritível na linguagem humana por inexistência de comparação analógica, para que inescrupulosas entidades inferiores não se apropriassem deles.?
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 9:23 am

As Sensações
Sensações Antes do Desenlace
Os laços que prendem o espírito ao corpo físico como se “afrouxam” durante doenças prolongadas que antecipam a morte do corpo físico, por isso, os moribundos desdobram com facilidade para a devida preparação junto à equipe responsável pelo seu desenlace.
Alguns espíritos que morrem em acidentes trágicos sentem antecipadamente o fim que os aguarda, sofrendo grande angústia no coração, muitas vezes inexplicáveis naquele momento, de alguma forma sabem o que os espera, contudo, nunca imaginam que um acidente os aguarda.
Sensações Durante o Desenlace
As variações de sensações durante o desligamento são muitas, sempre vinculadas ao padrão espiritual do desencarnante e ao seu apego ao mundo material.
Muitos se despedem do mundo sem obstáculos e sem desagradáveis incidentes. Inúmeras almas dormem longuíssimos sonos, outras nada percebem, na inconsciência infantil em que vazam as impressões.
Porém, para aqueles que já possuem uma certa evolução, as sensações são muitas e pouco agradáveis pelo que pude perceber nos livros.
O principal motivo para as perturbações que ocorrem durante o processo de desencarne é o padrão vibratório dos amigos e familiares que estão em volta do leito de morte.
Primeiro são os choros, chamados, gritos, angustias, medo, saudade e etc…
Depois, além desses sentimentos, temos as conversas egoístas ou de baixo padrão vibratório.
É fato que a vibração energética emitida pelos entes encarnados é de profunda influência no espírito em libertação.
Estamos considerando o período de desenlace do seu início até o rompimento do cordão de prata.
Durante esse meio tempo o espírito fica meio consciente (espíritos de média evolução), sente-se fraco, facilmente influenciável pelo ambiente, não consegue raciocinar direito e pode sentir as sensações da doença que o levou ao desencarne (caso não consiga manter o padrão vibratório superior).
Alguns que se encontram despertos são colocados para dormir para que o impacto das energias negativas não seja sentido, outros, são levados para a praia ou cachoeira para receberem as emanações positivas da natureza.
Cada caso é um caso, onde o merecimento e o desprendimento são variáveis de grande peso.
Não podemos deixar de citar o exame imparcial que alma faz de todos os acontecimentos de sua vida, passando pela sua tela mental todos os acontecimentos.
Retirei dois trechos muito interessantes sobre esse tema.
“Um fato digno de registo é que, no momento do desencarne, seja ele repentino ou não, a pessoa vê passar ante ela toda a vida que deixa, em seus mínimos detalhes, de trás para frente, isto é, do momento actual até quando a actual existência teve principio.
Processo automático em que o indivíduo em questão, como expectador, avalia, de forma crua, sem adornos, sem enganos, o que construiu de permanente para si mesmo, bem como o tempo malbaratado, gasto em ilusões.”
Narcí Castro de Souza, Projectando Luz, Um Guia de Aprendizado Espiritual.
Também André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, nos fala sobre essa sensação.
“Assim como recapitula, nos primeiros dias da existência intra-uterina, no processo reencarnatório, todos os lances de sua evolução filogenética, a consciência examina em retrospecto de minutos ou de longas horas, ao integrar-se definitivamente em seu corpo subtil, pela histogênese espiritual, durante o coma ou a cadaverização do veículo físico, todos os acontecimentos da própria vida, nos prodígios de memória, a que se referem os desencarnados quando descrevem para os homens a grande passagem para o sepulcro.”
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 9:24 am

Sensações Após o Desenlace
As variações de sensações após o desenlace são muitas e também estão directamente vinculadas com a graduação espiritual e, com o estilo de vida que o espírito recém-liberto levou.
Todos os apegos, erros, divergências, prejuízos causados a outrem, vícios e etc, contribuem para “pesar” o corpo astral daquele que volta para os planos mais subtis de vida.
O peso pode atrapalhar a ida para Colónias Espirituais ou Postos de Socorro, e dependo do erro pode impedir que as equipes desencarnacionistas encaminhem o recém-liberto, deixando-o ao léu.
Em casos mais graves os erros são tantos que ele acaba indo para sub-planos inferiores, alguns se encontram abaixo da crosta (para maiores informações consultem o artigo O Plano Astral).
Esses “charcos” como Ramatís chama tem a finalidade de ajudar o espírito a expurgar as toxinas aderidas ao corpo espiritual, funciona como um processo de filtragem/lição para o espírito desregrado.
Falaremos mais sobre esses “lugares” mais tarde.
Todos aqueles que buscaram se melhorar e fizeram o possível para deixar marcas positivas no coração dos que o acompanharam, recebem o benefício dos seus actos e pelas preces dos que ficaram são auxiliados.
Regressam para Postos de Socorro ou Colónias espirituais, onde receberam o auxílio inicial para a adaptação ao novo plano de vida.

A Nova Vida para os que buscaram a Luz
Para os espíritos de média envergadura espiritual o desencarne é mais ou menos parecido, com maiores dificuldades para os que são vítimas de acidentes, onde o rompimento dos laços é realizado de forma abrupta.
Após o auxílio das equipes de desencarnação, eles são levados para Colónias ou Postos de Socorro que estão afins com o seu padrão vibratório.
Recebem visitas dos que partiram antes deles, que fazem o possível para ajudá-los na adaptação.
Não é possível, na maioria dos casos, visitar de pronto a família terrena, em vista dos fortes impactos que sofreria.
Após o período de adaptação eles são encaminhados para tarefas de auxílio, que podem seguir os conhecimentos e experiências de trabalhos realizados na Terra.
O cansaço é muito comum após o desencarne e o espírito se sente frágil, necessitando de alimentos e repouso (a maior parte dos espíritos medianos que vivem no astral se adaptam a extrair a vitalidade da luz).
Passes magnéticos são realizados pelos amigos espirituais, auxiliando na adaptação e o equilíbrio.
Não é comum aos espíritos de médio porte lembrarem logo após o desencarne de suas vidas anteriores, isso acontece gradualmente e varia, de acordo com a história de cada um.
Pelo que pude constatar nos livros, a volitação e velocidade de deslocamento são adquiridas com o tempo, afinal, tudo na vida é uma questão de prática.
Os espíritos recém-libertos ficam muito susceptíveis às emanações de baixo padrão vibratório, eles ainda não conseguem se isolar completamente, por isso que é tão perigoso à volta para o lar SEM A COMPANHIA E AUTORIZAÇÃO DOS INSTRUTORES ESPIRITUAIS!!!
Esse tipo de apego, que pode “tirar” o espírito da protecção dos amigos espirituais, faz correr grande risco aqueles que julgam estar na família terrena a única forma de felicidade.
No livro Sexo e Destino, de Francisco Cândido Xavier, temos o exemplo de uma senhora, que após seis meses de adaptação ao plano espiritual resolveu voltar ao seu lar, visitando os entes queridos, contudo, não suportou o impacto das notícias arrebatadoras e entrou em colapso, tendo que ser transferida para hospitais psiquiátricos existentes no plano espiritual.
No terceiro artigo dessa série falaremos sobre a via Além-Túmulo para os assassinos, caluniadores, médiuns, viciados e para aqueles que tem apego ao corpo físico.

Gustavo Martins

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COLÓNIAS ESPIRITUAIS

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 7:14 pm

Colónias Espirituais sobre o Brasil
Existem inúmeras colónias espirituais espalhadas sobre nosso País, em vários estados como: Minas Gerais – Goiás – Mato Grosso e parte de São Paulo, algumas são muito antigas e trazem na sua superfície o registo de milhões de anos atrás.
Essas colónias ficam localizadas em sua grande maioria, dentro da Atmosfera terrestre e em muitas delas os habitantes ainda estão presos ao carma planetário.
Necessitando pois, das nossas melhores vibrações para que o trabalho dentre delas, possa transcorrer de forma harmoniosa e eficiente.
O conhecimento da existência de cidades espirituais somente foi aceito, entendido amplamente – na nossa era e na sociedade ocidental – a partir dos gregos com a existência do Olimpo – a Morada dos Deuses – local onde seres espirituais viviam, moravam, trabalhavam, sonhavam, conspiravam.
Quem ainda não ouviu falar sobre a Colónia Nosso Lar? Com certeza o livro mais lido do espírito André Luiz.
Nosso Lar, Cidade espiritual na Esfera Superior, consagrada à educação e ao reajustamento da alma.
(…) Antiga fundação de portugueses distintos, desencarnados no Brasil, no século XVI.
A colónia, que é essencialmente de trabalho e realização, divide-se em seis Ministérios, orientados, cada qual, por doze Ministros.
Há os Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da Divina.
Os quatro primeiros estão próximos das esferas terrestres, os dois últimos próximos ao plano superior, visto que a cidade espiritual é zona de transição.
Os serviços mais grosseiros localizam-se no Ministério da Regeneração, os sublimes no da União Divina.
As tarefas de Auxílio são laboriosas e complicadas, os deveres no Ministério da Regeneração constituem testemunhos pesadíssimos, os trabalhos na Comunicação exigem alta noção da responsabilidade individual, os campos do Esclarecimento requisitam grande capacidade de trabalho e valores intelectuais profundos, o Ministério da Elevação pede renúncia e iluminação, as actividades da União Divina requerem conhecimento justo e sincera aplicação do amor universal.
A Governadoria, por sua vez, é sede movimentada de todos os assuntos administrativos, numerosos serviços de controle directo, como por exemplo, o de alimentação, distribuição de energias eléctricas, trânsito, transporte e outros.
Nela, em verdade, a lei do descanso é rigorosamente observada, para que determinados servidores não fiquem mais sobrecarregados que outros; mas a lei trabalho é também rigorosamente cumprida.
No que concerne ao repouso, a única excepção é o próprio Governador, que nunca aproveita o que lhe toca nesse terreno.
A verdade é que existem milhares de colónias em torno da Terra em determinada faixa de vibração e em torno de todo o planeta.
Cada uma numa faixa vibratória, tanto que nem todas as colónias podem servir de hospitais, ou escolas de ensino, algumas há, que foram construídas por espíritos inferiores, lembrando sempre que o espírito pode ter inclinação má e nem por isso deixar de ser inteligente e que tudo é feito com a permissão de Deus, que construíram verdadeiros monumentos em torno de suas inclinações ao mal, como é o Caso da conhecida cidade de A Cruzada, relatada no livro Francisco de Assis, Miramez (João Nunes Maia).

A Cruzada, é uma cidade espiritual diferente.
Para que o Cristo descesse à Terra, era necessário que engenheiros siderais limpassem a atmosfera do planeta, para que os atentados contra a Boa Nova do Reino de Deus não viessem a gerar alterações.
Uma falange de Anjos assomou à Terra, tirando dela dois bilhões de Espíritos inferiores, cuja animalização atingia até as raias do impossível.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 7:15 pm

As Cruzadas e depois a Inquisição, foram instituídas no planeta por esses Espíritos.
A Cidade era assim chamada porque sua planta era em forma de cruz, que se quebrava nas suas quatro hastes, sendo que, em cada uma delas foi criado um reino, cada qual comandado por um príncipe e um imediato.
Eles mesmos se organizaram, por haver no meio daquela multidão seres de alta envergadura intelectual, grandes magos, desenhistas habilidosos, artistas consagrados, muitos deles dados à lavoura, à pecuária e a outras actividades.
Foi edificada na linha do Equador, para que o Sol cooperasse com eles.
Hitler, foi talvez um dos últimos príncipes que ajudaram a governar a grande cidade das almas nos céus do Equador, foi uma das feras enjauladas por mil anos que, ao assumir o controle do Estado Germânico, tinha uma tarefa odienta com a sua consciência e os seus comandados preguiçosos, reencarnados como judeus, objectivando eliminar toda a raça.
E ele, como símbolo, traz a grande cruz aberta nas hastes, planta da cidade das sombras, chamada A Cruzada, cuja quarta parte comandara com rigidez e orgulho.
Nosso Lar tem a forma de uma estrela de seis pontas, localizando-se a Governadoria no centro do círculo em que está inscrita a estrela.

NOSSO LAR(PLANO PILOTO)
Mencione-se, desde logo, que existem dois desenhos, o primeiro que abrange apenas a estrela, onde se localiza a Governadoria e os conjuntos habitacionais, inscritos dentro dela, destinados aos trabalhadores de cada Ministério; o segundo já engloba mais além, os conjuntos residenciais que, conquanto ainda afectos aos trabalhadores do Ministério, podem ser adquiridos por estes, através de “bónus-hora” e são susceptíveis de transmissão hereditária.
Também nele se vê a grande muralha protectora da cidade.
A cidade tem a forma de uma estrela de seis pontas, localizando-se a Governadoria no centro do círculo em que está inscrita a estrela.Da Governadoria partem as coordenadas que dividem a cidade em seis partes distintas, afectas, cada uma, ao mesmo número de organizações especializadas, em que desdobra a administração pública, representadas, como já se disse, pelos Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina.Assim, a cidade está dividida em seis módulos, cada um deles partindo da Governadoria, junto à qual se eleva a torre de cada ministério, configurando-se como um centro administrativo.
À frente deles está a grande praça que os circunda e que, para que se avalie o seu tamanho, está apta para receber, comodamente, um milhão de pessoas.
A médium (Heigorina Cunha) descreve-a como belíssima, como piso semelhante ao alabastro, com muitos bancos ao seu redor, sendo que, nos espaços em que se vê o encontro dos vários vértices das bases dos triângulos, por detrás dos bancos, existem fontes luminosas multicoloridas, e em torno delas, flores graciosas e delicadas.
Além da praça temos os núcleos residenciais em forma de triângulo e que, como já se disse, se destinam aos trabalhadores de cada Ministério, sendo que os mais graduados residem mais próximos às praças e, portanto, ao centro administrativo.
Essas casas pertencem à comunidade e se um trabalhador se transfere para outro Ministério, deve mudar-se também para residir junto ao seu local de trabalho.
Os quadros que se vêem desenhados dentro do triângulo, e junto à muralha, são quadras onde se erguem as residências.
Nos espaços que medeiam entre um núcleo habitacional e outro, seja e, direcção à muralha, seja em direcção ao núcleo correspondente ao Ministério vizinho, existem grandes parques arborizados onde se erguem outras construções que foram detalhadas na planta, destinados ao lazer ou serviços aos habitantes.
Vê-se, por exemplo, no parque do Ministério da Regeneração, a locação do seu Parque Hospitalar; no Ministério da União Divina, o Bosque das Águas e, no Ministério da Elevação, o Campo da Música, todos referidos no livro Nosso Lar.
Cada núcleo residencial é cortado, no centro, por ampla avenida arborizada que o liga à praça principal e à Governadoria, e que se inicia junto à muralha.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 22, 2016 7:16 pm

Entre os núcleos em forma de triângulo e a muralha, estão os núcleos residenciais destinados aos Espíritos que, por seus méritos, podem adquirir suas casa mediante pagamento em bónus-hora, que é a unidade monetária padrão, correspondente a uma hora de trabalho prestado à comunidade.
Estas casas, pertencendo aos que as adquiriram podem ser objecto de herança.
Na planta aparecem umas poucas quadras, mas na verdade são muitas quadras, a perderem-se de vista e que se alongam até a muralha.
Circundando toda a cidade, está a grande muralha protectora, onde se acham assestadas as baterias de protecção magnética, para defesa contra as arremetidas dos Espíritos inferiores, o que não deve estranhar porque, como sabemos, a cidade está situada numa esfera espiritual de transição, abrigando espíritos que ainda devem reencarnar.
Por fora da muralha estão os campos de cultivo de vegetais destinados à alimentação pública.
A planta da cidade, no entanto, carece de medidas que nos propiciem uma exacta compreensão de seu tamanho.
Mas podemos imaginar sua magnitude pelas referências que André Luiz nos faz.
É uma cidade amplamente disposta, para um milhão de habitantes.
O “aeróbus”, correndo numa velocidade que não permite fixar os detalhes da paisagem e com paradas de três em três quilómetros, demora quarenta minutos para ir da Praça da Governadoria até o Bosque das Águas, que está localizado na planta.
Em síntese, é o que nos mostra o plano piloto da cidade, configurado na planta que nos veio ao conhecimento por intermediação de nossa irmã Heigorina Cunha.
Do livro “CIDADE NO ALÉM” Pelos Espíritos Lúcius e André Luiz, Médiuns: HEIGORINA CUNHA (desenhos da cidade via desdobramento) e FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER Editora: IDE

Observações de André Luiz sobre “NOSSO LAR”
1 – O irmão Lucius fez quanto pôde, a fim de trazer, aos amigos domiciliados no Plano Físico, alguns aspectos de Nosso Lar, a colónia de trabalho e reeducação a que nos vinculamos na Espiritualidade, especialmente o plano piloto que lhe diz respeito.
ara isso, encontrou a dedicação da médium Heigorina Cunha, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, no Brasil.

2 – Terá conseguido transmitir, minuciosamente, toda a imagem do vasto contexto residencial a que nos referimos?
Decerto que não, mas estamos à frente de uma realização válida pelas formas e ideias básicas que o mencionado amigo alinhou, cuidadosamente, através do intercâmbio espiritual.

3 – Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombo desenhou, por influência de Mentores e Amigos Espirituais, antes de desvelar a figura da América.
Semelhantes esboços não continham a realidade total, no entanto, demonstram, até hoje, que o valoroso navegador apresentava a configuração do Novo Continente, em linhas essenciais.

4 – Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colónia-cidade, habitada por homens e mulheres, jovens e adultos, que já se desenvencilharam do corpo físico.
Outras colónias-cidades espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra, obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação.

5 – Nas colónias-cidades ou colónias-parques que gravitam em torno do Plano Físico, para domicílio transitório das inteligências desencarnadas, é natural que a luta do bem para extinguir o mal ou o desequilíbrio da mente, continue com as características que lhe conhecemos na Crosta da Terra.

ANDRÉ LUIZ, Uberaba, 17 de junho de 1983.
(Anotações recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, Minas Gerais)

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COMO VIVEM OS ESPÍRITOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 23, 2016 7:55 pm

1ERRATICIDADE
Dizemos que a alma ou Espírito reencarna várias vezes, na Terra e outros mundos, para atender às necessidades de aprendizado e evolução que o conduzirão ao pleno domínio de si mesmo e à perfeição relativa, uma vez que a absoluta só é encontrada em Deus.
Enquanto estamos nesta condição, todos sabemos como vivemos.
Mas e quando fora do corpo?
Denominamos de erraticidade à situação do Espírito que, não estando encarnado, ainda possui necessidade de fazê-lo outras vezes para seguir seu aperfeiçoamento e de, intermissão, ao período de tempo em que permanece naquele estado.
Os Espíritos suficientemente evoluídos a ponto de dispensarem novos retornos à Terra ou mundos equivalentes, vivem permanentemente no mundo espiritual, mas não se considera que vivam na erraticidade.
Podem voltar, porém, aos mundos inferiores em carácter de missões especiais.
Quanto ao intervalo entre duas encarnações é variável para cada Espírito, desde poucos anos a muitos séculos.
Raros os casos em que a reencarnação seja quase imediata, mas pode haver.
Mas, então, onde ficamos, o que fazemos?
Antes de mais nada é preciso recorrer ao conceito de dimensões emprestado à Geometria e à Física.
Infelizmente não podemos nos demorar nele, tendo que acatá-lo como fato consumado e recomendamos o seu exame em bibliografia adequada.
Resumidamente temos que vivemos num mundo de três dimensões.
Na primeira teríamos uma recta, na segunda acrescentaríamos a superfície e na terceira encontramos o volume.
Cada uma destas contém as precedentes.
Mas se falamos de existência de seres fora da matéria, devemos logo imaginar que tal situação deve ocorrer numa dimensão diferente.
De facto, o estudo atento das descrições dos Espíritos desencarnados mostram que eles actuam num mundo onde as dimensões tempo e espaço são irrelevantes.
Não que não existam como realidade, mas a maneira como eles inserem-se nessa realidade é que difere da dos encarnados.
É a partir destes estudos que poderemos começar a entender acontecimentos como o acesso a registos de factos de vidas anteriores, os fenómenos mediúnicos das premonições (previsões do futuro), de transporte e materializações, de desdobramento (espécie de viagens astrais), bem como de certos atributos de Deus como a omnipresença e omnisciência.
Em suma: o chamado mundo espiritual é constituído de quatro ou mais dimensões.
São universos paralelos que interpenetram, incluem e absorvem o mundo material.
Embora, fundamentalmente energético – o nosso de certa forma também o é, mas de energia coagulada – ele é absolutamente real, tanto que, em verdade, ele é o primitivo e este em que vivemos é uma cópia imperfeita daquele, da mesma forma que o corpo físico é a condensação da matriz do perispírito.
Quando o Espírito desencarna, várias situações podem lhe ocorrer.
É possível que, dependendo de sua ignorância completa sobre o estilo de vida que o aguardava e de seu pouco adiantamento moral, simplesmente permaneça imantado à crosta terrestre, fixado aos objectos que lhe eram caros ou constituíam seu foco de interesse, como o próprio lar ou, pior, nas proximidades do local em que seu corpo físico experimenta o natural processo de desintegração.
Ou perambula pelas ruas, bares e prostíbulos e mesmo locais de suas antigas actividades profissionais, isto tudo de acordo com suas preferências pessoais e diferentes graus de consciência ou, no caso, inconsciência. Não raro, nem se reconhece como morto, situação que pode durar alguns dias ou muitos anos até que algum tipo de socorro venha arrancá-lo deste estado de perturbação, permitindo que retome a vida normal e ambiente mais apropriado.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 23, 2016 7:56 pm

E que ambiente seria este? Colónias espirituais amplamente descritas por inúmeros autores desencarnados como André Luiz, por exemplo, através da psicografia do médium Chico Xavier e muitos outros e testemunhos de alguns médiuns que possuem a faculdade de, durante o sono natural ou sonambúlico, desprender-se do corpo físico e excursionar por esses lugares, fazendo relatos sobre o que lá puderam observar.
Nessas colónias, como Nosso Lar, a mais conhecida e bem descrita na obra homónima, clássico da literatura espírita escrita em 1944, a vida transcorre como na Terra.
Tudo lá é extremamente organizado e encontram-se construções como casas de moradia, hospitais, escolas, jardins e meios de transporte.
As pessoas trabalham, estudam, divertem-se e repousam.
Aqui um detalhe: ao tomarmos contacto com esse tipo de informação é importante notar que as experiências dos seres que lá trabalham estão condicionadas às suas necessidades e hábitos.
Por exemplo, contam-nos que muitos de seus habitantes alimentam-se normalmente, bem como possuem outras necessidades fisiológicas.
Em locais mais densos, digamos assim, onde é maior a inferioridade moral dos que lá estão, é comum se falar em orgias sexuais regadas a alcoólicos.
Em Nosso Lar, os Espíritos recém-recolhidos ficam em tratamento nos quais são medicados por magnetização, mas também por remédios “naturais” ou quando, já em situação melhor, levam uma vida normal como na Terra com afazeres diversos, mas dependentes de troca de vestuário, alimentos, sono, etc.
Já os colaboradores mais antigos e, portanto, mais esclarecidos dispensam estas muletas psicológicas.
Necessitam de energias para manter-se em actividade, mas as retiram directamente da natureza pela respiração ou através de manipulações especiais, porém de modo automático e sem necessidade de receber a forma de alimento específico com relação aos da Terra como pão ou frutas.
É energia em estado puro.
Diz-se que o Nosso Lar encontra-se localizado geograficamente a algumas dezenas de quilómetros acima da cidade do Rio de Janeiro, mas poderia ser diferente, como dissemos, e termos alguma colónia embutida no nosso globo, uma vez que para os Espíritos, também a depender da sua capacidade de dominar as forças naturais e os fluidos, não há barreiras materiais.
Pela sua constituição atravessam paredes de qualquer espessura ou material e deslocam-se quase que instantaneamente de um ponto a outro.
Repetimos que tudo isso é relativo, pois temos descrições de Espíritos aos quais lhes é interdito uma coisa como outra.
Usam portas para entrar ou sair e o deslocamento se faz por meio de veículos adequados e gastam tempo para isso, embora menores que aqui.
Talvez com as novas tecnologias estejamos nos aproximando da construção de aparelhos voadores tão velozes que possam confirmar a tese de que tudo o que existe e é criado por aqui, na verdade já existia primeiro nas dimensões espirituais.
Enfim, o mundo espiritual é tão real como o nosso.
Quando estivermos lá, nos reconheceremos por inteiro, com nossa identidade pessoal, com nossos atributos de conhecimento e sentimento, nossa memória preservada, um corpo idêntico quanto à morfologia ao de carne e que continuará nos servindo de instrumento de actuação sobre tal mundo, que sentiremos as mais das vezes tão sólido sob nossos pés como o temos aqui.
Portanto, não há motivo para nos inquietarmos com o que vamos encontrar do lado de lá.
Tudo com que temos que nos preocupar é o preparo da bagagem.
Vai depender o nosso bem estar nesse novo lar, ou melhor, o regresso ao nosso antigo lar, do que ajuntarmos de bom por aqui.
Seremos atraídos inexoravelmente para segmentos dessa outra dimensão e para a companhia de outras individualidades, de acordo com os hábitos que cultivarmos durante o exílio na Terra.
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Ave sem Ninho

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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

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