ARTIGOS DIVERSOS I

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DESDOBRAMENTO DURANTE O SONO FÍSICO

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 9:04 am

Desdobramento é a capacidade que todo o ser humano possui de projectar a consciência para fora do corpo, utilizando-se dos corpos subtis de manifestação.

Veículos de manifestação.
É importante compreender que o espírito possui diversos corpos de manifestação que se interpenetram e coexistem em frequências vibratórias diferentes.
Para melhor compreensão do assunto abordado no presente trabalho dividiremos esses veículos de manifestação da seguinte maneira:
1. Corpo Mental;
2. Corpo Astral;
3. Corpo Físico.
O desdobramento pode ocorrer durante o sono, no transe, na síncope, no desmaio, ou sob a influência de anestésicos.

Corpo Astral:
Sendo um corpo energético, com uma capacidade de plasmagem de formas em sua estrutura, o corpo astral pode se apresentar ocasionalmente durante o desdobramento com configurações não antropomórficas como:
bola de luz, forma vaporosa, formato semi-humanóide etc.
Isso ocorre porque temos como plasmador do corpo astral o nosso próprio pensamento, e como as células astralinas são dotadas de maior aceleração e subtileza, são mais vulneráveis aos pulsos mentais que regem a sua forma.

Desdobramento natural ou provocada:
No desdobramento natural a pessoa desloca-se do corpo sem o concurso da vontade e não compreende como isso aconteceu.
No desdobramento provocado a pessoa tenta sair do corpo pela vontade e consegue.

O cordão de Prata:
O corpo astral é ligado ao corpo físico por um apêndice energético, conhecido como cordão de prata, através do qual é transmitida a energia vital para o corpo físico, abandonado durante a projecção e também são transmitidas energias do corpo físico para o corpo astral, criando um circuito energético de ida e volta.
Enquanto os dois corpos estão próximos, o cordão é como um cabo grosso.
A medida que o corpo astral se afasta das imediações do corpo físico, o cordão torna-se cada vez mais subtil.
O vigor e a elasticidade do cordão de prata são incalculáveis.
Por meio deste cordão, é possível afirmar que o ser desdobrado jamais se perderá do seu corpo físico; também não há possibilidade do ser optar por não voltar mais para o corpo físico.
Para voltar basta pensar firmemente no seu corpo físico e o retorno se dará automaticamente.
O cordão de prata possui uma espécie de automatismo subconsciente que funciona independente da vontade do ser e atrai o corpo astral de volta para o corpo físico.
No caso de surgir alguma perturbação física, durante o desdobramento, o corpo astral será imediatamente atraído pelo cordão de prata para dentro dele.
Daí vem muitas vezes a sensação de queda e o despertar assustado no corpo físico.
Não se trata de uma corda de luz, mas sim um feixe de energia de alta densidade.
O cordão de prata não pode ser cortado, por um simples motivo, ele não é uma corda, é energia, não da nó, não enrola e muito menos emaranha em coisa alguma.
O cordão de prata é uma série de filamentos energéticos que se juntam numa só conexão.
Diâmetro: de 3 a 15 cm de distância, 5 cm de espessura; de 10 m em diante: fio luminoso.
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Ave sem Ninho

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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 9:04 am

Elasticidade: Infinita.
Cor: Quando muito denso: verde, azul ou alaranjado.
Quando mais subtil: branco-acinzentado, branco prateado ou dourado.
Vigor da cúpula: Variável de acordo com a saúde de quem se desdobra.
Aviso admonitório: Forte tracção (Repulsão) do cordão de prata, alertando o ser desdobrado de que está no momento de retornar ao corpo físico.
O principal filamento energético do cordão de prata está situado na cabeça, onde se liga internamente na fossa rombóide.

Vejamos o que diz André Luiz na obra “Mecanismos da Mediunidade”.
- “...Por um fio tenuíssimo, fio este muito superficialmente comparável, de certo modo, à onda do radar, que pode vencer imensuráveis distâncias, voltando inalterável ao centro emissor, não obstante sabermos que semelhante confronto resulta de todo impróprio para o fenómeno que estudamos no campo da inteligência.”

Ponto de ligação do cordão de prata nos corpos:
Os principais filamentos energéticos são aqueles que partem da área da cabeça, através dos chácras coronário e frontal e a partir da fossa rombóide segundo André Luiz em “Evolução em dois mundos – pag. 167”, no interior do crânio. Na parte desdobrada, o cordão de prata se liga na parte posterior da cabeça astral.

Catalepsia Astral
Às vezes, a pessoa pode sentir uma paralisia dos veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de actividade do cordão de prata, chama-se catalepsia astral.
Não deve ser confundida com catalepsia patológica que é uma doença rara.
Obs. É importante saber que o desdobramento é uma capacidade inerente a todos os seres, encarnados e desencarnados.

Ética
A pessoa que se propõe a desdobrar-se conscientemente deverá estar bem intencionada, sabendo o que irá fazer com as informações que obtiver a respeito do desdobramento, usando-as com discernimento e coerência para crescer espiritualmente e ajudar os outros.
Conhecimento implica em responsabilidade e sair do corpo não é brincadeira, nem turismo extra-físico.
O desejo sincero de adquirir conhecimento fora do corpo e o desejo de prestar assistência extra-física que pode ser ministrado para doentes encarnados e desencarnados deve ser o nosso norte no desenvolvimento desta faculdade.
Se a intenção da pessoa for aprender fora do corpo ou ajudar o próximo terá a ajuda de espíritos amigos durante a experiência.
Intenções negativas atrairá espíritos densos, também com intenções negativas, que o perturbarão.
Diante do mundo espiritual e das consciências desencarnadas, o ser não conseguirá esconder de ninguém o que ele é e o que pensa.
O corpo astral é um veículo de manifestação que reflecte o que a consciência é realmente.
O que cada um deve almejar com toda força é o enriquecimento íntimo e o fortalecimento do amor por todas as criaturas.
Três posturas que devem ser observadas por quem deseje desdobrar-se são:
Humildade, respeito e consideração por aqueles que o assistem.

Sintomas do desdobramento
Muitas pessoas, ao adormecer, tem a sensação de estar “Escorregando” ou caindo em um buraco e despertam sobressaltadas.
Isso acontece devido a um deslocamento do corpo astral dentro do corpo físico.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 9:05 am

Conforme a ilustração a seguir:
Estado Vibracional
São vibrações intensas que percorrem o corpo astral e o físico antes do desdobramento.
O estado vibracional pode produzir uma espécie de zumbido ou ruído estridente que incomoda a pessoa.

Ballonnement
A pessoa tem a impressão de que seu corpo está inflando como um balão.

Oscilação Astral
É quando o corpo astral flutua acima do corpo físico sem controle de um lado para o outro.

Ruídos intracranianos
Podem ser percebidos pela pessoa como estalidos, como zumbido estridente ou como uma espécie de “click” energético bem no centro da cabeça. (Pineal)
O corpo astral flutuando no ar, acima do corpo físico.
Envolvendo os dois corpos, e interpenetrando-os, está a faixa de actividade do cordão de prata.
O corpo físico sofre uma ligeira queda de actividade e os liames energéticos que prendem o corpo astral nele, afrouxam-se temporariamente, ejectando-o, então, para a vivência extra-corpórea.

Benefícios do Desdobramento
Nas horas em que o corpo físico está adormecido, o ser desdobrado pode observar, trabalhar, participar e aprender fora do corpo.
Constatar, através da experiência pessoal, a realidade do mundo espiritual, prestar assistência extra-física, através da exteriorização de energias fora do corpo para doentes encarnados e desencarnados, a desobsessão extra-física e encontrar pessoas amadas.
A assistência extra-física a enfermos físicos e extra físicos é uma das grandes utilidades do desdobramento.

Vejamos o que diz André Luiz a respeito da assistência no mundo espiritual dos seres desdobrados na obra “Mecanismos da Mediunidade”.
“...efectuam incursões nos planos do espírito, transformando-se muitas vezes, em preciosos instrumentos dos Benfeitores da espiritualidade, como oficiais de ligação entre a esfera física e a esfera extra-física.”

Desdobramento e objectivos Mentais
Carregamos para fora do corpo físico os últimos pensamentos e desejos que manifestávamos nos momentos que antecederam nossa entrada no sono, por isso a importância de mantermos pensamentos elevados antes de deitar e ter em mente objectivos espirituais sadios, porque devemos sempre lembrar da lei de afinidade espiritual.

Desdobramento na Bíblia
Na bíblia existem várias referências simbólicas sobre desdobramento:
- Ezequiel: cap. 3, vers. 14: "Então o espírito me levantou e me levou; e eu fui muito triste, no ardor do meu espírito..."
- Apocalipse: cap. 1, vers. 10: "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor..."
- São Paulo; Segunda Epístola aos Coríntios: cap. 12, vers. 2 à 6:
"Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até o terceiro céu, e sei que o tal homem foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir."
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 9:06 am

Desdobramento e responsabilidade
É inviável e desaconselhável a prática do desdobramento sem o conhecimento do processo de saída do corpo físico, bem como sem o estudo prévio dos habitantes e situações extra físicas e das leis subtis regentes em todas as dimensões.
Como por exemplo, o carma e a sempre lembrada Lei:
“Semelhante atrai semelhante”.
É necessário estudo paralelo da teoria e da prática, unindo inteligência, sentimento, intuição, ética, disciplina, responsabilidade e maturidade.
É muito importante lembrar que um dos principais objectivos do desdobramento é prestação de assistência extra física.
O desdobramento não deve ser encarado como fuga dos problemas da vida.

Euforia Extra-física
Muitas vezes, por falta de experiência durante o desdobramento, é gerada forte actividade emocional.
O estímulo emocional gera uma descarga energética que acaba fluindo pelo cordão de prata para o corpo físico, e, por repercussão vibratória, acelera os batimentos cardíacos, gerando dessa maneira, actividade fisiológica correspondente à vigília física.
Esta reacção que é gerada em fracção de segundo, faz com que o cordão de prata puxe, rapidamente, o corpo astral para dentro do corpo físico.

Desdobramento assistido
Durante todo o desdobramento os guias estão presentes, assistindo e orientando o ser desdobrado, mesmo que não possa ser percebido.
Na maioria das vezes estão intangíveis.
Mesmo que o ser desdobrado não os perceba, devido as suas energias demasiado subtis, eles estão lá, observando e conduzindo-o subtilmente.
Praticamente não há desdobramento sozinho, já que os orientadores estarão observando o ser desdobrado onde quer que seja.

Desdobramento do corpo mental
O corpo mental é o veículo no qual a consciência se manifesta no plano mental, o corpo mental interpenetra o corpo astral.
O meio de comunicação nesse plano é pensamento a pensamento.
O corpo mental é ligado ao corpo astral através de um conduto energético bastante subtil denominado “Cordão de ouro”.
O desdobramento mental ocorre quando o corpo mental se projecta para fora da cabeça astral directamente para o plano mental, isso pode acontecer de duas maneiras.
1) O corpo mental se desdobra em um só estágio, deixando o corpo astral no interior do corpo físico.
2) O corpo mental se desdobra em dois estágios:
no primeiro, se desdobra com o corpo astral para fora do corpo físico, no segundo, se desdobra para fora do corpo astral, deixando-o flutuando nas proximidades do corpo físico ou em alguma dimensão do plano astral.
O corpo mental (sem forma antropomórfica) desdobrando-se para fora da cabeça astral do corpo astral que, por sua vez, flutua no ar, acima do corpo físico.

Características básicas de candidatos a Desdobramento
Para que a experiência fora do corpo se torne sadia e de grande relevância para a evolução do ser, é necessário, para quem se candidate a esta tarefa, almejar certas qualidades, atitudes para que aquilo que pode ser um bem não se torne motivo de queda.
O candidato ao desdobramento deve ser portador de uma vontade inquebrantável, pois não existe nenhuma forma de evolução espiritual baseada na preguiça; é necessário que a ideia de se desdobrar seja um pensamento diário, um hábito.
É muito importante compreender que desdobramento não é turismo extra-físico nem brincadeira para espiritualistas ociosos e irresponsáveis.
A coerência mostra-se como factor decisivo para o bom aproveitamento da experiência, necessária coerência no quotidiano.
Alguém incoerente na vida física, também será incoerente na experiência extra-física.
Altruísmo; porque vale mais um materialista altruísta do que um alguém que se desdobra no mundo extra-físico e é egoísta.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 9:07 am

Ter prioridades.
Pois muitos querem desenvolver suas potencialidades espirituais, mas estão mais interessados no desfecho de sua novela predilecta, no que aconteceu com o carro do vizinho do que com o desenvolvimento da própria consciência.
Conhecimento sobre o assunto, leitura frequente de livros a respeito do assunto, procurando penetrar o, tanto quanto possível, nas questões técnicas e morais que envolvem o assunto, visando o aprimoramento da faculdade.

Ética, sempre fundamentada nos ensinamentos do mestre Jesus.

Equilíbrio emocional.
Quanto maior for seu equilíbrio emocional na vida física, maior será sua lucidez fora do corpo.

Persistência.
Honestidade consigo mesmo, com suas convicções;
É importante responder à seguinte pergunta:
Qual é o real objectivo ao tentar desdobrar-se conscientemente para fora do corpo físico?
A resposta para esta pergunta encerra em si mesmo a chave para o êxito ou o fracasso no desdobramento.

Objectividade; nunca desistir dos objectivos espirituais.

Higiene física e mental.
Diz um velho ditado chinês:
“Um corpo sujo sempre abriga uma alma imunda”; e um outro:
“Uma mente suja sempre abriga pensamentos imundos”.

Paciência!!!
Respeito por todas as criaturas.
Não estamos acima de ninguém, os irmãos que se encontram na esfera extra-física, em situação desfavorável, são nossos irmãos em Deus e merecem todo o nosso carinho e amparo.
O segredo para se ter uma experiência extra-corpórea saudável durante o sono é sempre estar munido da força básica e poderosa do universo que é o amor.

Ter uma vida lúcida.
Com relação a aquisição de conhecimento para esta tarefa vamos observar o que diz André Luiz em “Mecanismos da Mediunidade”.
“Cumpre destacar, entretanto, a importância do estudo para quantos se vejam chamados a semelhante género de serviço, porque segundo a lei do campo mental, cada espírito somente logrará chegar, do ponto de vista da compreensão necessária, até onde se lhe paire o discernimento”.
Podemos observar a partir das palavras de André Luiz que os vôos da alma estão delimitados pela sua compreensão.
É da lei também que não haja desperdício na economia cósmica, portanto não seria correto expor o espírito a paragens das quais não teria compreensão, e, sendo assim, não tendo aproveitamento algum no caminho evolutivo do ser.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 9:08 am

Rememoração e Lucidez das experiências vividas:
Algumas pessoas têm uma maior predisposição para rememorar as experiências fora do corpo.
Isso se deve a cursos pré-reencarnatórios realizados por estes no plano extra-físico, ou até mesmo em reencarnações anteriores, nos quais desenvolveram seu potencial anímico mediúnico, através de processos iniciáticos de escolas de esoterismo da antiguidade, principalmente no antigo Egipto e nas antigas academias espiritualistas da China e da Índia.
Observemos agora as questões fisiológicas que impedem uma boa rememoração das experiências extra-físicas:
O problema está no cérebro, nas ligações entre o tálamo que se localiza na parte posterior do cérebro e as regiões corticais.
O tálamo é o ponto que permite que a criatura conscientize as sensações recebidas pelo córtex, de modo que é responsável pela conscientização dos factos; recebe os pulsos nervosos do córtex e transmite-os a consciência da criatura, podendo porém ser isolado, para que não atinja a consciência.
Durante o sono essa ligação entre o tálamo e as regiões corticais é isolada, o que impede que tenhamos a rememoração perfeita dos fatos ocorridos durante o sono.

Vejamos o que diz a respeito Carlos Torres Pastorino na obra “Técnica da Mediunidade”.
“Se o corpo astral se afasta do corpo físico, vive sua própria vida independente, se o que vive se comunica ao tálamo, este pode comunicá-lo, ao despertar, ao córtex, e a pessoa se recorda do que viveu realmente.”
Além do que já foi citado, podemos ainda observar o quesito autorização, que se obtém ou não das esferas superiores para rememoração dos factos ocorridos nos planos extra-físicos, levando em consideração a repercussão que isso terá na vida da pessoa.
Auxiliará ou prejudicará o processo evolutivo em curso?

Destino do ser desdobrado
Em primeiro lugar é necessário possuir um corpo astral adequado, que por ser o corpo emocional, é quase desnecessário dizer que o bom funcionamento deste corpo depende do nosso equilíbrio emocional.
Isso só ocorre quando mantemos este veículo limpo ou seja, sem plaquetas emocionais densas, abastecido de grande capacidade energética.
Um corpo astral em péssimo estado pode trazer riscos a integridade espiritual pois, estando em desequilíbrio, será atraído por correspondência de frequência (sintonia) para o plano extra físico denso (Umbral), o que pode acarretar em perda de energia e (ou) trauma emocional.
É sempre bom lembrar que um corpo astral em situação X será atraído para uma dimensão X correspondente.
Portanto, é imprescindível uma avaliação do contexto emocional-energético e, dentro do possível, descobrir os pontos fracos e ajustá-los, equilibrá-los.

Vejamos o que diz a esse respeito o espírito André Luiz na obra “Evolução em dois mundos”.
- “Durante o sono, a mente susceptível a influenciação dos desencarnados, que evoluídos ou não, lhe visitam o ser, atraídos pelos quadros que se lhe filtram da aura, ofertando-lhes auxílio eficiente quando se mostre inclinada a ascensão de ordem moral, ou sugando-lhe as energias e assoprando-lhe sugestões infelizes quando, pela própria ociosidade ou intenção maligna, adere ao consórcio psíquico de espécie aviltante, que lhe favorece a estagnação na preguiça ou a envolve nas obsessões viciosas pelas quais se entregam a temíveis contratos com as forças sombrias.”
- “O corpo espiritual acompanha, de inicio, o impulso da corrente mental que por ele extravasa”.
E o mesmo autor na obra “Mecanismos da Mediunidade”
“...Nesse estágio evolutivo permanecem milhões de pessoas – representando a faixa de evolução mediana da Humanidade, rendendo-se, cada dia, ao impositivo do sono ou hipnose natural de refazimento, em que se desdobram, mecanicamente, entrando, fora do indumento carnal, em sintonia com as entidades que se lhe revelam afins, tanto na acção construtiva do bem, quanto na acção deletéria do mal, entretecendo-se-lhes o caminho da experiência que lhes é necessário a sublimação no porvir.”
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 9:08 am

E o mesmo autor na obra “Mecanismos da Mediunidade”
“...Nesse estágio evolutivo permanecem milhões de pessoas – representando a faixa de evolução mediana da Humanidade, rendendo-se, cada dia, ao impositivo do sono ou hipnose natural de refazimento, em que se desdobram, mecanicamente, entrando, fora do indumento carnal, em sintonia com as entidades que se lhe revelam afins, tanto na acção construtiva do bem, quanto na acção deletéria do mal, entretecendo-se-lhes o caminho da experiência que lhes é necessário a sublimação no porvir.”

E logo em seguida,
“Desdobrando-se, no sono vulgar, a criatura segue o rumo da própria concentração, procurando automaticamente, fora do corpo de carne, os objectivos que se casam com o seus interesses evidentes ou escusos.”

Desdobramento e música
Existem alguns tipos de músicas, que também são utilizadas para relaxamento, que induzem o cérebro a produzir ondas alfa, que estão relacionadas com o relaxamento e a criatividade (intelectual, artística ou espiritual) da pessoa e que, em alguns casos, pode facilitar o desdobramento, pois favorecem a soltura energética dos veículos de manifestação.

Desdobramento e Alimentação:
Baseado em pesquisas realizadas a este respeito e à própria experiência, o facto da pessoa comer determinado tipo de alimento não determina maior facilidade ou dificuldade para desdobrar-se.
Por exemplo, não seria correcto afirmar que uma pessoa que não come carne vermelha terá maior facilidade de desdobrar-se, ao passo que uma pessoa, que nutre-se de carne vermelha, terá maior dificuldade para desdobrar-se.
A minha alimentação contém carne vermelha e derivados, nem por isso deixei de vivenciar experiências extra-corpóreas com lucidez.
Devemos prestar atenção no que vamos ingerir, algumas horas antes do sono físico.
Isso sim pode fazer a diferença.
Não é recomendado alimentar-se duas horas antes de deitar, pois qualquer alimento seja carne ou arroz, ou feijão, provocará actividade digestiva e isso sim pode ser um empecilho para quem deseja desdobrar-se, pois o corpo, em actividade digestiva ou qualquer outro tipo de actividade, dificulta o afrouxamento dos liames energéticos que o prendem aos corpos subtis.

Desdobramento e drogas
Há muitos pacientes que tiveram experiências fora do corpo, durante uma intervenção cirúrgica.
Há muitos relatos em livros especializados no assunto.
A acção do anestésico faz com que o metabolismo do corpo caia provocando o deslocamento do corpo astral.
Drogas como a maconha, cocaína, heroína, o haxixe, o crack, o LSD entre outras drogas pesadas, também podem provocar desdobramentos.
Mas, nesta modalidade, há o agravante de que espíritos desencarnados doentes, viciados na energia dessas drogas, se aproximarão dessa pessoa desdobrada (por sintonia energética) com a finalidade de vampirizá-la.
Importante frisar também que aqueles que pretendem desdobrar-se não abusem da utilização de alcoólicos, pois há muitos alcoólatras desencarnados os esperando para transformá-los em taças vivas!
“Todo o exagero, físico ou espiritual leva ao desequilíbrio da alma”
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 9:09 am

7. Assistência extra-física:
O valor da consciência está claramente delineado no serviço desinteressado que se possa prestar à colectividade física e extra física.
Mediante processos específicos de transmissão de energia, os trabalhadores extra-físicos usam o ser desdobrado como doador de energia para pessoa enferma (na maioria das vezes já desencarnadas e sem se aperceberem disso).
Os enfermos desencarnados, muitos deles portam no corpo espiritual energias densas, oriundas de desequilíbrios variados, na existência terrestre.
Além disso, como o corpo astral reflecte fielmente o que a consciência pensa e sente, as formas mentais engendradas pelo pensamento negativo aderem a sua aura, gerando com isso sérios bloqueios espirituais que mantém a entidade agregada vibratoriamente aos níveis extra físicos mais densos, ou como, acontece comummente, no campo energético da própria crosta terrestre.
Mediante a isto, os trabalhadores espirituais utilizam as energias da pessoa desdobrada, pois estas também manifestam, na maioria das vezes, energias densas que são compatíveis com as energias dos enfermos extra-físicos.
Então os trabalhadores espirituais utilizam as energias densas do cordão de prata do projector e de seu duplo Etérico ligado ao corpo.
Vejamos mais uma vez o que diz a esse respeito André Luiz na obra “No mundo maior”.
- “A libertação pelo sono é o recurso imediato de amparo fraterno.
A princípio, recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida porém, fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos no concurso da memória, apresentando ideias, alvitres sugestões, pareceres e inspirações beneficientes e salvadoras, através de recordações imprecisas”.
E mediante a isso André Luiz comenta a respeito da oportunidade que significa ter essa faculdade desenvolvida:
“Milhões de homens e mulheres a dormir em cidades próximas, algemados aos interesses imediatos e ansiando a permuta das mais vis sensações, nem de longe suspeitariam a existência daquela original aglomeração de candidatos a luz íntima, convocados a preparação intensiva para incursões mais longas e eficientes na espiritualidade superior.
Teriam noção do sublime ensejo que lhes aprazia?
Aproveitariam a dádiva com suficiente compreensão dos valores eternos?
Marchariam desassombrados para frente, ou estacionariam ao contacto dos primeiros óbices, no esforço iluminativo?”
“Enquanto vossa orgnização fisiológica repousa a distância, exercitando-se para morte, vossas almas quase libertas partilham connosco a fraternidade e a esperança, adestrando faculdades e sentimentos para a verdadeira vida”.
Mediante a pesquisa realizada, é possível observar que o Desdobramento, mais do que qualquer outra coisa, é uma oportunidade de nos melhorarmos e servirmos ao bem, beneficiando todos os necessitados nas zonas física e extra-física, conforme a capacidade de quem esteja na tarefa em curso.
É impossível não perceber que a utilização desta faculdade, bem como de todas as outras que o Pai nos concede, deve ser administrada com extremo bom senso, afim de que a oportunidade não se torne motivo de queda, sempre tendo como base das nossas acções o ensinamento do magnânimo MESTRE, “amai-vos uns aos outros como EU vos amei”.
Ou seja, amar incondicionalmente, de forma que possamos sublimar tudo o que nos foi dado, até mesmo porque Ele também deixa a advertência.
“Aquele que não tem, até o que pensa ter lhe será tirado”.
Portanto, devemos ter as nossas mentes em qualquer circunstância, sempre voltadas para o bem de todos sem excepção.
O desdobramento exige prudência, pois nos coloca directamente em contacto com o mundo dos espíritos, onde não há máscaras, e ninguém poderá transgredir a Lei de afinidade espiritual, assim, aquele que se candidatar ao desenvolvimento desta faculdade necessita primeiramente observar-se, melhorar-se, corrigir-se o melhor possível, para não tornar o que poderia ser imensamente produtivo em um oceano de desacertos.
O Mestre também disse.
“Aquele que faz a vontade do meu Pai é meu irmão”.
Estejamos sempre orientados para o bem que permitirá que sempre sejamos amparados pelo Mestre.
O conhecimento nada pode perto de tudo que o AMOR pode!
Porque, quando um irmão está no cume da dor, do remorso, do flagelo, nenhuma técnica, nenhuma faculdade, nada é mais poderoso e eficaz do que o AMOR que JESUS nos ensinou.

Pesquisa realizada po Leandro Brancher de Oliveira

Obras consultadas
1. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Nos domínios da Mediunidade), FEB.
2. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Mecanismos da Mediunidade), FEB.
3. André Luiz – Francisco Candido Xavier (No Mundo Maior), FEB.
4. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Evolução em dois Mundos), FEB.
5. Carlos Torres Pastorino (Técnica da Mediunidade).
6. Wagner Borges, (Viagem espiritual II).
7. A Bíblia Sagrada, Edição Pastoral.
Wagner Borges – Viagem Espiritual II

§.§.§- Ave sem Ninho
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A formiga e o tigre

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 7:56 pm

Ouvia-se um grande alarido na mata.
Levada pela curiosidade, uma saúva, querendo investigar o que ocorria, contornou obstáculos, venceu dificuldades até chegar a uma clareira onde se realizava uma assembleia de bichos.
Em acalorados debates, discutia-se qual o animal mais forte, o mais inteligente e o mais necessário à comunidade.
Imponente, o leão assomou à tribuna, encrespou a juba dourada e falou com soberba:
– Eu, cognominado o rei dos animais, sou o mais forte e o mais inteligente.
Conquisto e domino todo o território ao alcance de minha vista.
Imponho minha vontade, meus súbditos obedecem.
O elefante, batendo vigorosamente suas patas contra o solo, em veemente protesto, fez estremecer o chão.
O improvisado palanque desmontou-se e, assustadíssimo, o leão rolou por terra.
– Compare, senhor leão, o seu tamanho com o meu e diga qual o mais forte.
Com a minha tromba sou capaz de arremessá-lo para fora desta assembleia. Duvida?
– Calma, amigos – interveio a raposa – não é só a força bruta que conta, há de considerar-se também a astúcia.
Sagacidade não me falta, posso, então, ser considerada a mais inteligente.
Dentes à mostra em riso sarcástico, a hiena arrogou-se o direito de ser o animal mais necessário, dizendo:
– Alimento-me dos restos de caça em decomposição, saneio o ambiente; em consequência, deixo o ar livre dos miasmas para o bem-estar de todos.
Quem presta serviço igual?
– Eu, a girafa, posso prestar um melhor serviço.
Alta como uma torre, vejo antes o perigo que se avizinha e dou o alarme para que vocês, os baixinhos, se protejam.
Não concluiu sua auto-promoção.
O rinoceronte bramiu irónico:
– Torre que eu derrubo na primeira cabeçada.
Meu corpo é revestido de uma couraça invulnerável, os chifres que trago no focinho são irresistíveis e minha força pode ser comparada à de três elefantes.
Minha única falha está na visão deficiente.
Por vezes, mal distingo o adversário; mesmo assim, exijo o título de o mais vigoroso.
Não havia consenso.
Cada qual atribuía a si qualidades incomuns, sobravam os auto-elogios, pululavam exclamações de desprezo e de escárnio.
Ao tentar expor sua opinião, a pobre formiga sofreu uma saraivada de apupos.
Tida como predadora das plantas, ouviu, desolada, o remoque do tigre:
– Cala a boca, cortadeira vagabunda, você só serve para tira-gosto de tamanduá.
Correndo em torno da formiga, rugindo para assustá-la, o inditoso tigre pisou numa armadilha deixada por caçadores e, repentinamente, viu-se dependurado de cabeça para baixo, sem condição de soltar-se.
Contrastando com os desentendimentos ocorridos durante a reunião, a aflição causada pelo incidente e o sentimento de solidariedade estavam patentes na maioria dos animais ali presentes.
Seus companheiros faziam de tudo para libertá-lo, entretanto nenhum conseguia desatar o laço feito com bem urdida fibra vegetal.
O leão bramiu com tristeza, declarando-se impotente.
Nas seguidas tentativas, feriu a perna do tigre com suas afiadas unhas.
O elefante, quanto mais usava a tromba, mais apertava a laçada provocando dores insuportáveis ao angustiado felino.
A raposa logo desistiu, faltava-lhe habilidade.
A hiena, destoando da tristeza geral, ria à toa, dizia aguardar a morte do incauto para cumprir sua missão.
A girafa alegava não ter meios de ajudar, era alta demais e meio desengonçada.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 06, 2017 7:58 pm

O rinoceronte sequer enxergava o cordel que mantinha o tigre preso.
Humilde, sem guardar ressentimento, a formiga ofereceu-se para “cortar” o laço.
Foi até o arbusto onde seu ofensor se encontrava em insólita situação.
Findos prolongados minutos de tensa expectativa, chamou o elefante e pediu sem afectação:
– Com sua tromba, segure o tigre para evitar que ele caia no chão e se machuque.
O laço está para romper-se, faltam poucas mordidas.
No preciso instante da esperada libertação, a formiga foi delirantemente aplaudida.
O tigre, envergonhado, retirou-se após apresentar mil pedidos de desculpas.
A assembleia foi dissolvida com o retorno dos participantes a seus afazeres naturais.
Ficou, porém, gravado na lembrança de todos os bichos o exemplo de humildade, de esquecimento das ofensas recebidas e do amor fraterno dado pela formiguinha.
Ficou também a extraordinária lição de que cada ser tem uma importante função a desempenhar no grande concerto da vida, independentemente do tamanho, do vigor físico, da cor, da raça, do credo.
Assim, como bichos, comporta-se grande parte da humanidade ainda presa a interesses exclusivamente materiais.
Uns, por orgulho e ambição, conquistam nações, subjugam e oprimem povos, qual prepotente leão.
Muitos, tocados em sua vaidade, ameaçam os mais frágeis, como um elefante enfurecido.
Alguns usam ardis para empreenderem negócios inescrupulosos em prejuízo de terceiros, à feição de raposa manhosa.
Outros, no intuito de entesourar bens terrenos, roubam viúvas indefesas, ao modo de hiena ridente à espreita de despojos.
Tantos, do alto dos seus castelos, pensam estar vigilantes e menosprezam os que labutam em plano inferior, assemelhando-se à girafa presunçosa.
Muitos, também, sentem-se invulneráveis sem que possam vislumbrar uma réstia da justiça e do bem, tal um rinoceronte de visão imperfeita.
Esquecem-se de que voltarão à Terra, em dolorosas reencarnações expiatórias e de resgate, para repararem com o próprio esforço os danos morais e materiais causados aos outros, até que, saldados todos os débitos, possam iniciar etapas novas de crescimento espiritual.
Poucos, muito poucos, vivem em conformidade com o Evangelho de Jesus, comportam-se como simples formiguinha, despretensiosa, que, na história, soube exercitar o amor desinteressado e o perdão incondicional, sem limites.

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"LEIS A QUE NÃO CONSEGUIMOS FUGIR"

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 07, 2017 10:19 am

EXPLICAÇÃO DOS PARENTES DE YOLANDA

Semanas após a recepção da "Mensagem de Amor", pelo Médium Francisco Cândido Xavier, a 15 de outubro, ao final da Reunião Pública no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, a família da “Entidade comunicante” se encarregou de imprimir um folheto contendo, além da aludida peça Mediúnica, os dados biográficos e outros elementos comprobatórios de que nos servimos nestes apontamentos.

1. Yolanda Carolina Giglio Villela:
nasceu em Viradouro, Estado de São Paulo, a 23 de maio de 1949, e desencarnou a 4 de julho de 1976, em consequência de desastre automobilístico.
Filha do Sr. José Nogueira Villela e de D. Anita Giglio Villela, era formada em Letras e exercia o magistério; cultivava a música, a poesia, e se interessava pelos assuntos de ordem espiritual.
2. João Baptista: trata-se de seu irmão mais novo.
3. Detalhe dos mais importantes, para o qual solicitamos a atenção do leitor:
"Tenho o reconforto de afirmar-lhes que não provoquei o choque do Opala."
Com efeito, o carro que se chocou com o Chevette era um Opala.
O Médium desconhecia por completo semelhante pormenor, na aparência anódino, mas de profunda significação no contexto geral da mensagem.
4. "Mãezinha, não julgue que sua filha pudesse, por um instante só, enfraquecer-se na fé, a ponto de buscar a desencarnação voluntária."
Surgiram muitas dúvidas - informa a família de Yolanda - sobre o acidente, e uma delas era a de ter sido o choque provocado por ela própria.
5. Prova inescusável da Misericórdia Divina a derramar-se sobre todos nós:
"Dias antes me sentia em nossa casa como quem trazia a cabeça e as mãos crescidas, (....) mas somente aqui vim a saber que estava sendo preparada com carinho para a volta."
A quem deveria partir com ambas as mãos quebradas e com fractura de crânio, qual aconteceu com a jovem Yolanda, no acidente, este passo da missiva dá muito o que pensar a quantos se interessam pelos estudos referentes ao fenómeno da Morte.
Dias antes da ocorrência, Yolanda comentara com o irmão que "numa noite sentira as mãos e a cabeça crescidas".
6. "Os conhecimentos que trazia comigo me foram valiosos".
A prova disso encontramos na lucidez de Yolanda ao defrontar-se com o Tio Orlando, com plena e absoluta noção de espaço e tempo.
Orlando Giglio, irmão de D. Anita Giglio Villela, desencarnara a 8 de agosto de 1975, onze meses antes que sua amiga, sobrinha e confidente fosse vítima, também, de um acidente automobilístico.
O médium Xavier não poderia ter conhecimento dessas minudências.
E minudências de inconcussa consideração.
7. "Padre António, direi António Preto, de quem ouvira tantas vezes falar".
A autora espiritual se refere ao Frei António Preto, desencarnado a 17 de dezembro de 1975, em consequência de capotamento do automóvel em que viajava.
Exercia ele o sacerdócio, há muito tempo, na cidade de Bebedouro, Estado de São Paulo, formando laços de amizade com a família Villela.
8. Landa: era o apelido familiar da comunicante.
9. "Rogo dizer à nossa Do Carmo e às amigas, que a morte me apareceu na condição de uma benfeitora, e que não fui eu quem lhe bateu às portas."
Confrontemos, acima, o item 4.
Maria do Carmo: a primogénita da família.
10. Vovó Carolina: Desencarnada a 23 de janeiro de 1949, em Viradouro, SP, avó materna do espírito comunicante.
11. Tia Geni: Sra. Geni Garcia Giglio, esposa do Sr. Orlando Giglio, residente em Viradouro, que se achava presente no momento da transmissão da página mediúnica.
12. "Grupo do Calvário ao Céu": Centro Espírita da cidade de Bebedouro, SP, onde Yolanda e o irmão, por várias vezes, frequentaram.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 07, 2017 10:20 am

Da expressiva mensagem de Landa, ser-nos-á lícito extrair, dentre outras, as seguintes conclusões:
a) que os pais devem auxiliar aos filhos desencarnados com a bênção da compreensão, sem constranger-lhes o espírito com pensamentos de inquirição ou de angústia, reconhecendo que todos nós na Terra, pais ou filhos, somos criaturas de Deus;
b) que "não é fácil deixar a existência do lar, nem mesmo quando temos aquele ideal de estudar a vida em outros planos e em outros mundos"; daí, o imperativo de homenagearmos os entes queridos que nos antecederam na grande viagem de retorno à verdadeira vida, com as vibrações da prece e com o apoio do serviço ao próximo;
c) que a morte não passa de mudança, seja de lugar ou de clima, para quem parte, sem transformações no amor em relação aos que ficam;
d) que devemos respeitar todas as correntes religiosas, cientes quais somos de que os Espíritos Iluminados prosseguem supervisionando templos e socorrendo criaturas de todas as latitudes, encarnadas ou desencarnadas.
Sumamente séria, nesse sentido, a alusão a São João Baptista na mensagem;
e) que precisamos aceitar, com o máximo de resignação, a morte dos entes amados, deixando de lhes atribuir sentimentos imaginários como sendo os factores desencadeantes do decesso que, mais cedo ou mais tarde, sobrevirá para cada um de nós;
f) que, enfim, precisamos facear com realismo os problemas relacionados com a Morte.
Com vistas a nos edificarmos sempre e mais, tomamos a liberdade de transcrever alguns trechos da autora de On Death an Dying, com a devida permissão do Editor (1).
A Dra. Elisabeth Kübler-Ross, quando lhe perguntaram:
"Quais as atitudes, a seu ver, que são erróneas em relação à morte?
Haverá algo mais que costumamos fazer e que torne pior a morte para o paciente? - não hesitou em responder:
"Há dois obstáculos principais.
O primeiro são os médicos, que estão treinados para prolongar a vida.
(...) O outro problema são os cônjuges.
Se um homem, que teve a coragem de aceitar sua morte iminente, tem a seu lado uma mulher choramingando "Não morra, não posso viver sem você", não conseguirá morrer em paz.
De modo geral, meu trabalho é ajudar médicos e esposas a deixaremos ir em paz, para que o paciente não se sinta culpado de "morrer apesar dos seus esforços"
Facto curioso, caro leitor:
praticamente em quase todas as mensagens recebidas pelo médium Xavier, desde 1927 até os nossos dias, de pessoas desencarnadas em situação de violência e/ou desastre, trazem a tónica apontada pela Dra. Kübler-Ross - os espíritos comunicantes como que pedem desculpas por terem se desligado do veículo físico de forma abrupta ou, por outras palavras, por não conseguirem a desencarnação "em paz", no tocante aos familiares que ficaram.
Para concluir, transcrevamos apenas estes dois ligeiros tópicos das notáveis entrevistas:
"P. Quando é que se deveria iniciar a preparação para se compreender e aceitar a morte?
R. Na infância.
A morte de um animal que se tenha em casa é boa oportunidade para começo.
Que ele seja enterrado com ritual; não o esconder na lata de lixo e ir logo comprar outro para substituí-lo.
É importante deixar que as crianças conheçam a dor e a perda."
"P. Acha que há vida além da morte?
R. Sempre senti que algo bastante significativo ocorre minutos depois da morte "clínica".
Grande parte dos meus pacientes adquirem expressão fantasticamente tranquila, mesmo aqueles que lutaram desesperadamente contra a morte." (2).

(1) "Face a Face com a Morte", entrevistas com a Dra. Elisabeth Kübler-Ross, em Seleções do Reader's Digest, de novembro de 1976 (Tomo XI, n.o 66), pp. 57-60.
(2) A propósito, veja-se o livro do Dr. Lee Salk - O que toda criança gostaria que seus pais soubessem -, Trad. De Luzia Machado da Costa, Editora Edibolso S.A., São Paulo (1978) p. 188.

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O Vale dos Suicidas no plano espiritual

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 07, 2017 7:24 pm

O vale dos suicidas é uma região do umbral onde os espíritos desencarnados que praticaram o suicídio quando em vida se agrupam pela lei da atracção ou afinidade, uma das leis universais, que pode ser traduzida na máxima “Os iguais se atraem”.
A médium Yvonne Pereira, em seu livro psicografado “Memórias de um suicida”, descrito pelo espírito Camilo Castelo Branco, fala do Vale dos Suicidas, onde os seres desencarnados suicidas vivem os mesmos dramas, dores e aflições, agrupando-se no mesmo vale das trevas.
Da mesma forma, agrupam-se também nas trevas, em vales, por afinidade, os espíritos ligados às drogas, à loucura, aos desequilíbrios sexuais, às guerras, aos abortos.
Mas todo suicida vai parar no Vale dos Suicidas?
Na minha experiência clínica, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, onde os pacientes descrevem suas vidas passadas no umbral após terem praticado o suicídio, posso afirmar que cada caso é um caso.
Muitos – após cometerem o suicídio na vida pretérita – ficam presos ao local do crime, pois não conseguem se libertar por terem transgredido a lei da vida.
Eu me recordo de uma paciente que numa existência passada fora um general autoritário, vaidoso, arrogante e centralizador.
Numa das reuniões com seus comandados foi questionado por um auxiliar de sua estratégia de guerra equivocada, onde iria colocar em risco a vida de suas tropas.
Mandou o auxiliar calar a boca por se sentir afrontado em sua autoridade.
Mas seu auxiliar estava certo, pois toda a tropa fora dizimada, inclusive seu filho (o general não sabia que ele fora convocado para participar dessa batalha).
Desolado, cabisbaixo, viu seu filho e os soldados ensanguentados, mortos no chão.
Pegou o corpo do filho e o enterrou.
Após isso, subiu em seu cavalo e foi em direcção a um estábulo e pegou uma corda, jogando-a por cima de uma viga do tecto, e deu cabo à sua vida, enforcando-se.
Após o suicídio, em espírito, ficava observando seu corpo físico balançando na corda.
Não conseguia sair da cena do crime e, mesmo após um longo tempo, continuava vendo seu corpo se decompondo.
Transcorrido muitos e muitos anos, apareceu uma senhora vestindo uma túnica branca – era sua mentora espiritual – que lhe disse que havia chegado o momento de sair daquele local e o levou para o plano de luz.
Eu me recordo também de outra paciente, cujo tio, irmão de seu pai, e que havia se suicidado em seu quarto dando um tiro em sua cabeça, apareceu em espírito numa de suas sessões de regressão em meu consultório pedindo ajuda.
Ele não conseguia sair daquele quarto, pois se sentia culpado, bastante arrependido por ter tirado sua própria vida.
A paciente orou muito por ele, emanando-lhe diariamente a luz dourada de Cristo, até que em uma das sessões de regressão, seu tio foi levado pelos seres amparadores de luz para uma Luz Maior.
Quero finalizar esse artigo dando um recado aos que pensam em suicídio.
O suicídio não é a solução.
O suicida materialista pode achar que seja a porta de saída para seus problemas, mas, para o espiritualista que acredita que a vida continua após a morte do corpo físico, o suicídio é porta de entrada para mais problemas, dores e aflições.

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Respostas da Vida - (Parte 16)

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 08, 2017 9:10 am

André Luiz

Damos continuidade ao estudo sequencial do livro Respostas da Vida, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada originalmente em 1975.

Questões preliminares

A. Mesmo sob contratempos, é importante manter no rosto o sorriso aos que nos compartilham a jornada?
Sim. O conselho nesse sentido nos vem de André Luiz, que nos pede que olvidemos os contratempos e mostremos um sorriso mais amplo para aqueles que nos compartilham a vida, dando assim um toque de felicidade e beleza em nosso recanto doméstico.
(Respostas da Vida, cap. 37.)

B. Atitudes como a mencionada na questão anterior farão bem aos outros?
Sim. Farão grande bem aos outros, mas especialmente a nós mesmos.
(Respostas da Vida, cap. 37.)

C. André Luiz faz uma referência a uma série de sinais que indicam que estamos melhorando espiritualmente.
Mencione alguns desses sinais.
Escutar com paciência nas horas difíceis...
Revelar ânimo para sofrer sem lamentação...
Suportar os problemas da própria casa, procurando solucioná-los sem azedume e sem queixa...
Aguentar a visita da enfermidade sem alarmar o ambiente onde nos encontremos...
Desculpar ofensas reconhecendo que somos também capazes de ofender...
Esses são alguns dos sinais a que André se refere.
(Respostas da Vida, cap. 38.)

Texto para leitura

309. Se você puder – Hoje ainda olvide contratempos, mostre um sorriso mais amplo para aqueles que lhe compartilham a vida e dê mais um toque de felicidade e beleza em seu recanto doméstico.
(Respostas da Vida, cap. 37.)
310. Sendo possível, faça a visita, mesmo ligeira, ao doente que você deseja reconfortar e escreva ainda que seja simples bilhete, transmitindo esperança e tranquilidade em favor de alguém.
(Respostas da Vida, cap. 37.)
311. Melhore os seus conhecimentos, no sector de trabalho a que esteja empregando o seu tempo, e estenda algo mais de optimismo e de alegria aos que se encontrem nas suas faixas de convivência.
(Respostas da Vida, cap. 37.)
312. Procure esquecer - mas esquecer mesmo - tudo o que se lhe faça motivo de tristeza ou aborrecimento, leia uma página edificante e escute alguma música que lhe pacifique o coração.
(Respostas da Vida, cap. 37.)
313. Dedique alguns minutos à meditação e à prece e pratique, pelo menos, uma boa acção sem contar isso a ninguém.
(Respostas da Vida, cap. 37.)
314. Estas indicações de apoio espiritual, se forem observadas, farão grande bem aos outros, mas especialmente a você mesmo.
(Respostas da Vida, cap. 37.)
315. Sempre melhor – Não se diga pior em momento algum.
(Respostas da Vida, cap. 38.)
316. Se você já consegue escutar com paciência nas horas difíceis...
Se pode silenciar a própria irritação nas horas difíceis...
Se tem ânimo para sofrer sem lamentação...
Se já suporta os problemas da própria casa, procurando solucioná-los sem azedume e sem queixa...
Se tem força para calar esse ou aquele assunto infeliz...
Se respeita a liberdade dos outros...
Se aguenta a visita da enfermidade sem alarmar o ambiente onde se encontre...
Se desculpa ofensas reconhecendo que somos também capazes de ofender...
Se procura o trabalho com alegria...
Se confia em Deus e espera por Deus, sem desesperar, sejam quais sejam as circunstâncias da vida...
Então, você já terá melhorado muito e prosseguirá sempre melhor.
(Respostas da Vida, cap. 38.) (Continua no próximo número.)

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PORQUE ANDRÉ LUIZ FICOU NO UMBRAL?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 08, 2017 7:23 pm

Em Nosso Lar é narrada a passagem de André Luiz pelo umbral.
Ele ficou oito anos no umbral e foi chamado, por outros espíritos, de suicida.
Depreende-se do livro que ele era considerado suicida inconsciente, pois, mesmo sem o propósito de tirar a própria vida, teve a vida encurtada pela falta de cuidado com a saúde.
O livro deixa perceber que ele era dado aos prazeres.
A partir disso, alguns acham que ele bebia muito, ou que fumava e bebia, ou que bebia e comia muito, ou que, além dessas coisas, era chegado ao meretrício.
Talvez de tudo um pouco, pois tudo isso era plenamente aceitável para os padrões sociais da época.
Seja como for, ao longo da série é possível perceber que André Luiz era mais do que um simples homem do seu tempo, e se não demonstrou isso quando encarnado, sua vida deve ter sido frustrante.
Fica claro, para mim, que André Luiz ficou oito anos no umbral principalmente pelo vazio em que transformou a sua passagem pela matéria, desperdiçando as oportunidades recebidas.
Nascido num lar de classe média, tendo recebido boa educação e bons estudos, fez da sua vida uma vidinha comum, sem emoções ou sobressaltos, sem nada de realmente construtivo e útil.
A julgar pela sua inteligência e boa vontade demonstrados nas suas narrações, teria muito o que oferecer aos que conviveram com ele.
É isso o que a maioria de nós faz.
Quase todos recebemos boas oportunidades.
Mesmo as dificuldades enfrentadas são às vezes grandes vantagens, por nos proporcionar ver as coisas por ângulos diferentes, por forjar o nosso carácter e por nos proteger de facilidades que nos enfraqueceriam o aspecto moral.
E o que fazemos das oportunidades recebidas?
O que oferecemos de nós mesmos aos outros?
Mal cuidamos da família, às vezes nem da família, ou nem de nós mesmos…
E temos as velhas desculpas da incompreensão, ou da pobreza, ou da falta de apoio, ou da falta de condições ideais.
Não é pra isso que reencarnamos.
Não é para nos arrastarmos cheios de queixumes e revoltas que recebemos a dádiva preciosa da reencarnação.
Não é para passar contando os dias para que o domingo chegue para desmaiar em frente à televisão que nós ganhamos a oportunidade de um novo corpo físico.
Temos muito o que fazer, temos muito a oferecer, a contribuir, a dar de nós mesmos.
E a aprender, e a ensinar, e a amar e perdoar.
E compreender, e crescer e ajudar a crescer.
É possível. Tudo isso é possível.
E não é tão difícil quanto possa parecer a quem nunca tentou.
Nascemos bebés, moles e frágeis, e um dia temos que tentar nos equilibrar sobre as pernas, e dar um passinho à frente do outro.
É um grande desafio, que nós só conseguimos porque tentamos.
Não sei o que André Luiz fez ou deixou de fazer com o seu corpo.
Eu acho, particularmente, que devemos ter o máximo cuidado com o corpo, que é o nosso veículo de manifestação na matéria.
Mas tenho certeza de que se ele tivesse tido uma vida mais plena e construtiva e útil, sua passagem pelo umbral teria sido bem mais curta.

MOREL FELIPE WILKON

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Trabalhadores da última hora

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 09, 2017 9:18 am

No Centro Espírita, aos domingos, as crianças tinham aulas de Evangelização Infantil para as diversas turmas, dependendo das faixas etárias, e cada uma delas era dirigida por uma evangelizadora.
Hugo, de oito anos, certa manhã estava na sala onde a turma dele se reunia, aguardando o horário de início da aula.
A evangelizadora Flávia chegou alegre e risonha, cumprimentando seus pequenos alunos.
Nesse momento Hugo, que conversava com Rafael, lembrou-se de algo que lera no Evangelho e indagou à evangelizadora:
— Tia Flávia!
Outro dia eu abri o Evangelho e comecei a ler.
Mas achei muito difícil de entender!...
Flávia sorriu e perguntou se ele se recordava algo sobre o texto, ao que Hugo respondeu:
— Falava sobre homens que foram contratados para realizar um serviço.
Só que achei estranha a maneira como o “patrão” agiu com eles!...
— Ah! Já sei qual o texto que você leu, Hugo.
Depois eu explico direitinho.
Mas agora vamos conversar sobre a aula de hoje, está bem?
Então, vamos ler uma história que trouxe para vocês.
Flávia distribuiu folhas do texto que iriam trabalhar nesse domingo.
Após cada um estar com seu material, Flávia pediu que alguém começasse a ler.
Assim que o texto foi lido, Flávia perguntou se os alunos haviam entendido, e a garotada começou a levantar o braço para explicar o que entendera.
Assim, foi até o final da aula, que terminou com uma prece.
Antes de saírem, Flávia avisou:
— Crianças, na semana que vem vamos fazer um estudo diferente.
Não faltem! Até domingo que vem!
Boa semana para todos.
No próximo domingo, Flávia trouxe um material para que eles enfeitassem a sala.
Papel colorido, tesouras, colas, tintas, botões e outros materiais para decorar o que iam fazer.
As crianças adoraram!
Passaram a aula terminando os cartazes.
Ela prometera aos alunos que, no final da aula, cada um receberia um prémio por conta do seu trabalho.
Mas Flávia deu o prémio primeiro aos que chegaram atrasados e que tiveram pouco tempo para trabalhar, o que deixou os demais alunos indignados!
— Como assim, tia Flávia?
Você vai dar a mesma coisa para eles que chegaram atrasados?
E nós que trabalhamos o tempo todo?
Isso não é justo!...
Os demais deram força para os que estavam reclamando.
E Flávia ouvia sem dizer nada, até que, quando viu que a confusão era grande, levantou o braço e disse:
— Mas nós estabelecemos que cada um iria receber um prémio pelo seu esforço!...
— Isso mesmo, tia Flávia!
Mas você está dando o que prometeu primeiro para eles que chegaram atrasados! Não é justo!...
— Porque não é justo?
Combinei com vocês o que iriam ganhar!
Não posso dar a estes últimos tanto quanto a vocês?!...
— Mas nós estávamos aqui desde o início da aula, tia Flávia!
Os três alunos que chegaram atrasados ouviam calados.
No fundo, eles concordavam também que os alunos presentes desde o início da aula deveriam receber mais, porém evitaram interferir.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 09, 2017 9:18 am

A confusão estava grande, quando Flávia levantou a mão pedindo silêncio e disse:
— Meus queridos!
Vocês estão chateados porque dei aos que chegaram depois o mesmo que dei a vocês?!...
Mas será que todos se esforçaram igualmente para fazer a tarefa de hoje?
Sejam sinceros!
Carlinhos, você trabalhou mais do que eles?
— Não, tia Flávia.
Brinquei bastante e quase não fiz nada — concordou o garoto, vermelho de vergonha.
— Quem mais quer dizer alguma coisa?
— Tia Flávia, eu fiquei conversando com a Ana e quase não fiz nada — disse Valéria, rindo.
E assim, cada uma das crianças foi honesta e disse o que sentia.
Após ouvir toda a turma, Flávia concordou com eles, indagando:
— Muito bem!...
E então, o que vocês fizeram?
Trabalharam bastante? Respondam!
E os alunos, baixando a cabeça, afirmaram que, na verdade, os que chegaram atrasados se esforçaram mais para realizar as tarefas!
A professora Flávia, ouvindo isso concordou, lendo para eles a parábola:
“Os trabalhadores da última hora”.
— Entenderam agora por que Jesus contou essa parábola, crianças?
Jesus sabia exactamente que os últimos contratados para trabalhar na vinha, por terem menos tempo, se obrigariam a um esforço maior, para serem dignos do salário daquele dia!...
E os alunos concordaram que, realmente, deveriam ter-se esforçado mais para merecerem o que a tia Flávia lhes tinha prometido.
Porém, ela sorriu e disse:
— Eu criei essa tarefa para vocês fazerem, de modo que pudessem perceber, na prática, o que é realmente justo para todos.
Assim, aqui está o prémio que lhes daria:
um chocolate para cada um!
As crianças arregalaram os olhos e sorriam, batendo palmas, contentes pelo prémio que ganharam.
Depois, deram um abraço na professora Flávia.

MEIMEI
(Recebida por Célia X. de Camargo, em Rolândia-PR, no dia 16/01/2017.)
“Os Trabalhadores da Última Hora”, capítulo XX, d´O Evangelho segundo o Espiritismo, pg.261. FEB.

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O Senhor anima os esforços que tendem para o bem

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 09, 2017 7:29 pm

“Dá-se ao que já tem e tira-se do que não tem.”
Meditai esses grandes ensinamentos, que muitas vezes vos há parecido paradoxais.
Aquele que recebeu é o que possui o sentido da palavra divina; recebeu apenas porque tentou tornar-se digno e porque o Senhor, em seu amor misericordioso, anima os esforços que tendem para o bem.
Sustentados, perseverantes, esses esforços atraem as graças do Senhor; são um ímã que atrai a si o que é progressivamente melhor, as graças abundantes que vos fazem fortes para subir a montanha santa, em cujo cume está o repouso após a labuta.” 1
A veracidade dessa belíssima afirmação revela-se em pequenas ou em grandes realizações dos seres humanos.

É animadora:
estimula-nos a buscar nobres ideais e a realizar esforços que nos levem a atingi-los e, às vezes, a superá-los, porque aquilo que parece, à primeira vista, impossível, pode ser dividido em pequenos possíveis.
Nesse sentido, quando nos unimos a outras pessoas e perseveramos, realizamos trabalhos surpreendentes.
Sem falar na alegria de conviver, de aprender com o outro, especialmente com pessoas humildes, quase sempre nobres, desprendidas.
A natureza nos fornece – além das paisagens sempre renovadas! – anónima, generosa e belamente, exemplos variados:
plantações, todos os anos, unindo vários factores, tais como a semente, o sol, a chuva, unidos ao trabalho de muitas pessoas, oferecem-nos o pão à mesa!

Eis alguns destacados personagens que, ao longo da História, demonstraram que o apoio do Alto está sempre presente:
1 - Paulo de Tarsoe sua transformação interior.
Gamaliel (doutor da Lei) sabiamente advertiu aqueles que ameaçavam matar apóstolos de Jesus:
que não os perseguissem, por desnecessário, eis que, se o que pregavam era obra de homens, pereceria por si mesma;
“(...) mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus” – Lc (At. 5:34-39).
E porque a obra é Divina, Paulo – ferrenho perseguidor dos ‘homens do caminho’ – tornar-se-ia, tempos depois, com sucessivas e dolorosas renúncias, o maior divulgador da mensagem de Jesus, após encontrá-Lo, no caminho de Damasco!
E é ainda em Actos dos Apóstolos (9:15-16) que lemos a palavra de Jesus ao humílimo Ananias, referindo-se ao mesmo Saulo:
“(...) este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome”.
Acreditamos que, sem o trabalho de Paulo, dificilmente o Evangelho chegaria até nós, gentios que somos.
Teria ficado, quem sabe, restrito às regiões da Palestina.

2 - Samuel Hahnemann
Hermínio C. Miranda, publicou, em Reformador, edições de março a maio de 1977, estudo das vidas de Paracelso (1493-1541) e Hahnemann (1755-1843), sob o título HAHNEMANN, o Apóstolo da Medicina Espiritual.
Em 1987 e 1988 o Depto. Editorial do Centro Espírita Léon Denis publicou opúsculo com a íntegra desse precioso artigo.
Cita mensagem deste último, na qual ele próprio afirma que outrora fora Paracelso.
Sugere, ainda, que Hipócrates (460 a. C. 370 a. C.) – ‘o pai da Medicina’ – foi encarnação anterior desse nobre Espírito, quando teria enunciado a mesma frase repetida por Hahnemann:
“o semelhante cura o semelhante”.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 09, 2017 7:30 pm

Extraordinária ‘coincidência’, com intervalo de quase dois mil anos...
Esse Espírito dedicou essas encarnações – e quem sabe quantas mais, anonimamente – ao estudo da Ciência médica, socorrendo os sofredores e... fugindo daqueles que, ao invés de aprenderem com ele, o perseguiam, porque realizava curas que não alcançavam, por absoluta incapacidade de fazê-lo, eis que os processos da medicina da época eram limitados!
Hahnemann, criativo e inovador, idealizou a Homeopatia, hoje popularizada, mas até recentemente muito discriminada.

3 – Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail – 03.10.1804/31.03.1869) e a Doutrina Espírita.
Em poucos anos – de 1854 a 1869 – o mestre lionês realizou a grandiosa tarefa de codificá-la, ampliando nosso entendimento da realidade espiritual.
Mas, para isso, sofreu incompreensões e dificuldades de toda ordem, mas, assistido pelos bons Espíritos, superou-as com ingentes sacrifícios e renúncias.

4 – Dom Bosco (16.08.1815–31.01.1888) fundou a Sociedade de São Francisco de Sales (daí: Salesianos).
Há no YouTube belíssimo filme sobre a vida desse admirável educador (1h e 48min), e que vale a pena ser visto!
Nele se revela o alto preço que pagou – perseguições, incompreensões e enormes dificuldades – para realizar o bem e construir obra que se perpetua no tempo, educando e evangelizando a juventude.
Nutro por ele imensa gratidão, eis que fui um dos beneficiados por essa magnífica Instituição.

5 – Thomas Alva Edison (11.02.1847–18.10.1931).
Para ficar em apenas um de seus inventos:
"A LÂMPADA• Quando Thomas Edison inventou a lâmpada, esta não saiu logo à primeira tentativa.
Edison realizou mais de mil experiências até que um dos seus colaboradores que trabalhava na sua oficina perguntou-lhe se não se desanimava com tantos fracassos, ao que Edison respondeu:
”Fracassos? Não sei do que falas, em cada experiência descubro um dos motivos pelo qual a lâmpada não funciona.
Agora sei mais de mil maneiras de como não fazer a lâmpada”.
Uma questão de perspectiva do fracasso ou da força de vontade.•
A 21 de Outubro de 1879 Edison realizou a primeira demonstração publica da lâmpada perante três mil pessoas reunidas em Menlo Park (Califórnia).
http://pt.slideshare.net/MelanieMoreira1/thomas-alva-edison-17228736
Em todos os tempos – e ainda hoje – inúmeros idealistas, discípulos do Evangelho, desenvolvem, mundo afora, anonimamente, modestas ou grandiosas tarefas em benefício do semelhante, socorrendo, amparando, curando, esclarecendo, tais como, nos últimos tempos, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Francisco Cândido Xavier.
Assim também com Cientistas, Inventores etc.
Muitos deles passaram por duras provações – com renúncia até à vida, em muitos casos! – para realizar seus nobres ideais!
Veja-se Madame Maria Sklodowska Curie, com a irradiação e seu pioneirismo!
Como se pode perceber, a prática do bem enfrenta terríveis obstáculos, em todas as épocas da Humanidade!
Passados mais de dois mil anos, nos quais milhares de homens, enfrentando dificuldades, resistências, adulterações, desenvolvem esforços para divulgar o Evangelho, contagiando corações por toda parte e comprovando, dessa forma, que essa obra é de Deus – eis que as perseguições e deturpações jamais a destruirão!
O Senhor abençoa também nossos pequenos sonhos que nos conduzam ao bem.
Cabe-nos, pois, realizar seguros e perseverantes esforços que beneficiem não só a nós, mas toda a comunidade – por menores que sejam –, para nos melhorarmos e construirmos a paz à nossa volta e nos tornarmos efectivamente dignos seguidores do Evangelho!

Referências:
1. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra.
2. ed. 1ª. impr. Brasília: FEB, 2013. Cap. XVIII, it. 15, pp. 246 e 247.

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Comunicações mediúnicas entre vivos - (Parte 17)

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 10, 2017 9:29 am

Ernesto Bozzano

Continuamos o estudo do livro Comunicações mediúnicas entre vivos, de autoria de Ernesto Bozzano, traduzido para o idioma português por J. Herculano Pires.

Questões preliminares

A. Quando um Espírito interfere na comunicação que o médium está recebendo de outro Espírito, este chega a ver o intruso espiritual?
O facto narrado pela Sra. Fred. Maturin, autora do livro de revelações mediúnicas Rachel Conforted – descrito nesta obra como o Caso 22 –, leva-nos a entender que o intruso espiritual pode realmente não ser visto pelo Espírito em cuja comunicação ele interferiu.
Essa é a tese defendida pelo Prof. Hyslop, que, baseando-se em suas próprias experiências, entende que certos erros aparentes, certas confusões, certas incoerências, quando ocorrem nas comunicações mediúnicas e, sobretudo, certas intrusões de acidentes completamente estranhos à personalidade do morto comunicante, são presumivelmente devidos a ingerências de outras entidades desencarnadas, que se davam sem que de tal se inteirasse o morto comunicante.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)

B. Por que razão o comunicante não veria que outro Espírito esteja interferindo na sua comunicação?
Bozzano presume que isso talvez aconteça porque as comunicações mediúnicas não implicam quase a “incorporação” temporal do “espírito” no médium, podendo se dar o caso de uma transmissão telepática do pensamento do primeiro, ao órgão cerebral do segundo.
Um espírito estranho, percebendo a presença de um médium, pode servir-se dele para transmitir aos vivos uma mensagem sua, provavelmente ignorando que outro esteja servindo-se do mesmo médium naquele momento.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)

C. São comuns os casos de comunicação no momento da morte ou na agonia?
Há registos de factos assim, mas diz Bozzano que tais episódios são raros.
Nesta obra, por exemplo, ele só relata quatro casos, um dos quais é de segunda mão e, portanto, deficiente como prova.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)

Texto para leitura

251. O detalhe mais interessante deste episódio se contém numa observação feita pela narradora, segundo a qual “Sunny” (que era a entidade comunicante) parece não ter visto o espírito intruso que se intrometeu na comunicação.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)
252. Tal observação é teoricamente importantíssima pelas seguintes razões:
O Prof. Hyslop, baseando-se em suas próprias experiências, sustentava a tese de que certos erros aparentes, certas confusões, certas incoerências, quando ocorriam nas comunicações mediúnicas e, sobretudo, certas intrusões de acidentes completamente estranhos à personalidade do morto comunicante, eram presumivelmente devidas a imprevistas ingerências de outras entidades desencarnadas, que se davam sem que de tal se inteirasse o morto comunicante.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)
253. O Prof. Hyslop o afirmava com base em suas experiências, mas quem poderia aceitar tal explicação, que, além de parecer gratuita, não era cientificamente confirmável?
Compreende-se bem que a afirmativa de Hyslop não fosse levada em consideração.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 10, 2017 9:30 am

254. Ora, o incidente referido linhas acima contém um exemplo de comunicações mediúnicas entre vivos capaz de confirmar experimentalmente a hipótese do Prof. Hyslop, levando-se em conta que desta vez não se trata de uma interferência não verificável do além-túmulo, mas verificável aquém-túmulo.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)
255. Ao mesmo tempo se observa que o espírito do morto comunicante não tinha consciência do que estava acontecendo; percebeu apenas que se levantava para ele uma dificuldade repentina e inexplicável de se comunicar mediunicamente com o mundo dos vivos, precisamente como afirmava o Prof. Hyslop.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)
256. Quanto às causas presumíveis que fazem um espírito comunicante ignorar a presença de outro que procura servir-se simultaneamente do mesmo médium, já não é de urgência teórica a sua elucidação.
É lícito, porém, presumir que isto aconteça porque as comunicações mediúnicas não implicam quase a “incorporação” temporal do “espírito” no médium, podendo se dar o caso de uma transmissão telepática do pensamento do primeiro, ao órgão cerebral do segundo.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)
257. Isto posto, compreende-se que se um espírito estranho, percebendo a presença de um médium, possa servir-se dele para transmitir aos vivos uma mensagem sua (provavelmente ignorando, por sua vez, que outro se serve do mesmo naquele momento), pode fazê-lo sem que o outro comunicante note a sua presença, sentindo apenas uma repentina e inexplicável dificuldade em transmitir o seu próprio pensamento, dificuldade esta proveniente da interferência de suas vibrações psíquicas pessoais com outras vibrações estranhas.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo D)
258. Casos de transição no momento da morte ou na agonia – Antes de tratar do grupo em que se consideram as comunicações entre vivos, que aparecem efectivamente transmitidas com o auxílio de uma entidade espiritual intermediária, será bom relatar alguns casos de transição, porque se referem a incidentes em que o agente que se comunica mediunicamente a distância é um moribundo que anuncia a iminência de morte, ou bem uma pessoa falecida momentos antes de ocorrer a comunicação.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
259. O que se disse para os casos do último subgrupo deve ser repetido aqui, ou seja, que tais episódios são raros, de modo que só disponho de quatro deles, um dos quais é de segunda mão e, portanto, deficiente como prova.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
260. Caso 23 – O maestro compositor Ernest Blum, que havia conhecido Victor Hugo e Auguste Vacquerie, refere em sua auto-biografia o que aconteceu com Victor Hugo, nas suas experiências na ilha de Guernesey:
Victor Hugo sempre declarou estar convencido das verdades do espírito.
Igualmente o estavam seus dois filhos e seus dois amigos Vacquerie e Paul Mérice.
O próprio Vacquerie me narrou o seguinte facto:
– Certa noite de inverno em Guernesey se faziam experiências com o tripé.
Estavam presentes o grande poeta, seus dois filhos e Vacquerie.
Servia de médium Charles Hugo, que tomava conta das letras do alfabeto ditadas pela mesinha e transmitia as respostas.
Subitamente lançou ele um grito de dolorosa surpresa e exclamou:
“Os espíritos me participam a triste notícia de que neste momento morreu a Sra. de Girardin”.
Eram dez horas da noite.
Naquela mesma noite havia Victor Hugo recebido uma carta da Sra. de Girardin na qual lhe comunicava que iria passar uns dias em Guernesey, de modo que ele deveria esperá-la de um momento para outro.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 10, 2017 9:30 am

Dois dias após chegou uma carta em que se participava a morte da referida senhora.
Ninguém em Guernesey podia saber de tal coisa, pois não havia telégrafo nem telefone e, portanto, Charles Hugo o ignorava, como todos os demais.
O mais interessante, porém, é que ela havia falecido precisamente na noite da sessão às 10 horas.
Confesso que quando penso neste episódio sinto um calafrio, porque como pô-lo em dúvida com tais testemunhas?
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
261. No caso citado, Charles Hugo assim se expressa:
“Os espíritos me participam a triste nova...”, do que se poderia concluir que não fosse precisamente a Sra. de Girardin quem comunicasse a própria morte, mas algum espírito familiar ao médium, o que pode ser certo.
Como, porém, não é lícito admiti-lo baseando-nos simplesmente em uma afirmação como a exposta, devemos apegar-nos à “hipótese menos lata” aplicável ao caso que é a de uma comunicação da Sra. Girardin moribunda ou recém-falecida.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
262. Caso 24 – Emma Hardinge-Britten, em seu livro Modern American Spiritualism, pág. 500, narra uma série de manifestações mediúnicas obtidas na casa do Dr. Laird, com a mediunidade de sua própria esposa e em relação com o seu filho e o do Dr. Marsden, os quais lutavam no front da Guerra de Secessão norte-americana.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
263. Quando os dois jovens morreram na luta, manifestaram-se à médium por meio da visão clarividente e o filho do Dr. Marsden se lhe manifestou quando ainda jazia mortalmente ferido no campo de batalha.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
264. A narradora, Sra. Hardinge-Britten, que tomou parte na experiência, assim se expressa:
Nenhuma notícia dos filhos...
Pela noite, quando os desolados pais se reuniram em sessão, caiu a Sra. Laird em sono mediúnico e, em tal condição, se manifestou o espírito de James Marsden, que assim falou:
“Avisa a meu pai que parta imediatamente para Donaldsonville e uma vez ali, que chame o Cap. Somers, comandante da minha companhia.
Foi ele quem recebeu o encargo de entregar-lhe a minha pobre crisálida dilacerada da qual a mariposa se evolou para a eternidade.”
A respeito da mensagem o Dr. Laird fez-me saber que ela adquire maior significação porque o filho do Dr. Marsden tinha um carácter jovial, despreocupado e um tanto volúvel, o que levara seus camaradas a dar-lhe por gracejo o apelido de borboleta.
O Dr. Marsden partiu logo para a localidade indicada e cinco semanas após regressou com um ataúde que continha os restos mortais do rapaz.
O Cap. Somers lhe informou que seu filho caíra gloriosamente coberto de ferimentos, achando-se ainda vivo quando fora transportado para um posto de socorro, onde expirara lentamente.
Comparando-se as datas pôde-se verificar que o seu espírito se manifestara à Sra. Laird algumas horas antes de morrer, quando jazia moribundo na tenda-hospital.
Antes de expirar, havia pedido ao Cap. Somers que informasse seus pais da sorte que tivera e que o mandasse enterrar num lugar bem marcado a fim de facilitar ao pai o trabalho de identificá-lo quando viesse buscar os despojos.
O Cap. Somers fizera-lhe a vontade, mas não chegou a escrever ao seu progenitor porque adoecera gravemente.
Quando viu este chegar, supunha que ignorasse tudo e quando o velho lhe narrou todo o caso, informando-o do modo como soubera do acontecimento, o capitão ficara profundamente impressionado...
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 10, 2017 9:31 am

265. O episódio narrado difere dos outros porque se deu pela “mediunidade vidente” e apresenta muita analogia com os casos comuns de telepatia, salvo que em nosso caso não se tratava de um percipiente em estado normal de vigília ou sono, e sim de um médium em estado de “transe”.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
266. Ademais é notabilíssima a mensagem transmitida pelo fantasma telepático-mediúnico porque encerra informações pessoais ignoradas de todos os presentes e rigorosamente verificadas, compreendendo também a simbólica alma-borboleta que da “crisálida dilacerada se evolara para a eternidade”.
Tal comparação faria também supor que quando o jovem herói se manifestara à médium, já estivesse morto e assim o caso em exame se transformaria em óptimo exemplo de identificação espírita.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
267. Caso 25 – Tomo-o do vol. I, pág. 376, do Journal of the S. P. R., o qual foi narrado pelo Prof. William Barrett.
O episódio se contém em duas cartas, uma de 29 de setembro de 1882 e a outra de 24 de março de 1885, dirigidas àquele pelo Sr. Samuel Jennings.
Extraio de tais cartas os seguintes trechos:
Querido professor:
Em resposta à sua pergunta, relato-lhe um caso contado pelo próprio protagonista, o Sr. Nelson, falecido há pouco.
Tinha ele a faculdade de escrever automaticamente por impulso de influências estranhas...
Aconteceu certa vez que teve um sentimento de “presença espiritual” quando se achava no trem, viajando de Kaneegunge para Calcutá.
Pegou então uma folha de papel e um lápis e esperou calmamente.
É difícil escrever num trem em marcha, mas conseguiu fazê-lo e obteve uma comunicação em que o agente era a própria filha do Sr. Nelson, que se achava num colégio da Inglaterra.
Dizia que acabara de morrer naquele instante, de uma doença inesperada, descrevendo as circunstâncias em que a sua morte se dera e as pessoas que a assistiram, acrescentando que tinha querido manifestar-se a ele a fim de lhe dar o último adeus.
A mensagem produziu no Sr. Nelson a agitação que é de se supor, pois ignorava a enfermidade da filha.
Chegando em casa disse que estava muito preocupado com a saúde de sua filha Bessie, porém só deu conhecimento da comunicação a uma filha casada, pedindo-lhe que aguardasse até a chegada do correio da Inglaterra.
Quando esse chegou, tudo se confirmou em seus menores detalhes.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
268. O caso exposto é importante mas, infelizmente, é referido em segunda mão.
Certo é, porém, que a autoridade do Prof. Barrett, que o recebeu e publicou, constitui prova suficiente para a autenticidade do mesmo.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E) (Continua no próximo número.)

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Acordam os que dormem

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 10, 2017 7:04 pm

Valho-me de texto do notável amigo Rogério Coelho, de Muriaé (MG), em transcrições parciais e com mínimas adaptações, para oferecer ao leitor a preciosidade dessa reflexão sobre o processo sábio das aflições como instrumento depurativo para despertamento dos que dormem, indiferentes ou omissos, diante das graves responsabilidades de viver.
Reflecte o articulista amigo:
“Bem-aventurados os que choram (aflitos), pois que serão consolados” - disse Jesus.
Nem todo aflito ou todo aquele que chora será consolado...
As aflições são processos depurativos, que chegam ao homem, concitando-o à meditação em torno da problemática da existência, que não pode ser conduzida levianamente.
Tua aflição mede o teu estado espiritual e representa o património de que dispões para recuperares a paz.
Dores de hoje, dívidas de ontem.
Aquele que ora se aflige, recupera-se das aflições que a outrem impôs, por isso "só na vida futura", se hoje bem se conduzir, será consolado.
Há, todavia, aflitos que se fazem afligentes, explodindo, em rebeldia, contra os factores causais das suas necessidades evolutivas, não raro assumindo uma falsa posição de vítima e engalfinhando-se, nas disputas do desequilíbrio pelo trânsito, através do corredor da loucura por onde derrapam.
Há aflições que se fazem fardo de pesado ónus para aquele que da vida somente considera as vantagens utópicas, isto é, as transitórias alegrias decorrentes da ilusão.
Muitas aflições têm a medida que se lhes atribui aumentando-as ou valorizando-as, em face de uma atitude falsa ou decorrente da exigência de um mérito que em verdade não se possui...
Os aflitos a que se refere o Mestre são aqueles que da tribulação retiram o bom proveito; aqueles que encontram na dor um desafio para superarem-se a si mesmos; os que se abrasam na fé ardente e sobrepõem-se às conjunturas dolorosas; todos os que convertem as dificuldades e provações em experiências de sabedoria; os que sob o excruciar dos testemunhos demonstram a sua fé e perseverança nos ideais esposados, porfiando fiéis aos compromissos abraçados...
Os aflitos humildes e que se convertem em lições vivas de optimismo e de esperança - eis os que serão bem-aventurados, porque após as dívidas resgatadas, os labores realizados, os testemunhos confirmados, "serão consolados" pela bênção da consciência tranquila, no país da redenção total.
Tua aflição é o caminho da tua vitória sobre ti mesmo.
Ela te dará a medida da tua fraqueza e a grandeza do amor e da sabedoria do Pai Criador.
Utiliza-te da sua metodologia para o mais breve triunfo que te cumpre alcançar.
Aquele que se arrepende de um mal, está aflito; aquele que se encoleriza, sofre aflição; quem persegue, padece agonia; quem inveja extremunha-se e chora; quem odeia, galvaniza-se sob o açordar da fúria e combure-se nos altos fornos do desequilíbrio que gera.
Estes não serão, por enquanto, consolados.
Somente quando a consciência da dor os faça amar, submetendo-os à Divina Vontade, encontrarão na aflição a felicidade por que anelam.
A aflição está na Terra, por ser este um planeta de provas e dores, onde a felicidade ainda não se instalou, nem poderia fazê-lo por enquanto...
Concentra desse modo, as tuas aflições no Afligido em dívidas e entrega-te a Ele, seguindo-Lhe o exemplo, e, enquanto te encontres aflito, procura diminuir a aflição do teu próximo.
Assim, fazendo, serás consolado, porque, conforme já sabemos, "as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa".
Sofrendo-as com resignação, superá-las-ás, encontrando a paz."

Orson Peter Carrara

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Unindo-se ao inimigo

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 11, 2017 10:46 am

Pouco a pouco a luz da Verdade vai lançando novos contornos no raciocínio humano
“(...) Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho.
François-Nicolas-Madeleine – Cardeal Morlot

Realmente os tempos são chegados!...
Os dogmas medievais – ancilosados – estão sofrendo rachaduras viscerais e definitivas, muito embora, eventualmente surjam alguns retrocessos como, por exemplo, o facto que se deu recentemente no Estado de Arkansas nos Estados Unidos da América do Norte, onde a comunidade resolveu tirar do currículo escolar a Teoria da Evolução de Darwin, pois, segundo esses preclaros estudiosos da Bíblia, o homem veio de Adão e Eva, conforme ensinam as Santas Escrituras e não é, portanto, nenhum ancestral do macaco.
E por mais incrível que possa parecer, a proposta foi aprovada!...
Agora, num inexplicável retorno à barbárie medieval, os alunos do Estado de Arkansas são obrigados a acreditar na alegoria do Paraíso, transformada em “realidade” pela estultícia humana.
A prova da incredulidade que muitos têm que sofrer impossibilita a criatura de alçar o voo às alcandoradas e transcendentes regiões da Espiritualidade Superior.
E quando essa prova é – paradoxalmente – vivenciada por um ministro religioso, ou um pretenso “mestre”, chega-se àquela situação identificada por Jesus acerca de um cego guiando outros cegos e, consequentemente caem todos!
Entanto, em que pese a paralisia espiritual provocada pelos dogmas medievais que ainda estão “engessando” muitas mentes ingênuas, a Verdade, mercê da misericórdia divina, tem bruxuleado – pálida ou ostensivamente – aqui e acolá e, pouco a pouco, a sua luz vai lançando novos contornos no raciocínio humano.
Apesar de alguns desses pseudocondutores de Almas, inclusive dos que são até mesmo diplomados em Parapsicologia, terem apenas sorrisos de mofa, atitudes escarninhas e irônicas no que se refere à Reencarnação e à Comunicabilidade dos Espíritos, a realidade cedo ou tarde vai aparecendo, lançando-os ao descrédito, não logrando mais, esses ecônomos infiéis, embair senão outros tão obturados quanto eles próprios...
Uma fiel católica estava vivendo um conflito:
divorciada e já vivenciando o seu segundo casamento (portanto uma heresia aos olhos da Igreja), estava sem coragem de confessar o seu “pecado” ao sacerdote.
Sua vida religiosa, portanto, periclitava...
Ela não queria abrir mão de sua crença e muito menos do novo marido.
Qual não foi a sua alegria ao assistir um alto dignitário de sua Igreja dizer pela televisão que os católicos nessa situação não têm mais que temer o fogo do inferno, porque uma nova ordem procedente do Vaticano diz que a palavra chave, hoje em dia, na Igreja é: acolhimento.
Acolhimento a todas as ovelhas desgarradas do rebanho sejam elas quais forem e em que situação estiverem.
Tal o número de casais católicos vivendo suas segundas, terceiras ou mais experiências matrimoniais que a Igreja resolveu “afrouxar” a exigência dogmática do “até que a morte os separe”, para não ver minguar a cada dia o seu já combalido e desnorteado rebanho.
Já em Cachoeira, cidade do recôncavo baiano, os sacerdotes católicos receberam autorização de seus superiores hierárquicos para “acolher” a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte que mantém uma tradição de 200 anos de cultos originários dos escravos africanos com as cores brancas do candomblé.
Ao que parece a ordem do “acolhimento” deve ter chegado truncada na Irlanda do Norte, porque lá protestantes e católicos ainda se “colhem” em mútuas e cruentas pancadarias, muitas delas resultando em óbitos de ambos os lados.
Mas a grande reviravolta não parou por aí.
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