ARTIGOS DIVERSOS I

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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 11, 2017 10:47 am

Está indo mais longe:
no mês de novembro de 1998, o Padre Gino Concetti, teólogo e colaborador regular do periódico oficial do Vaticano L`Observatore Romano, fez uma importante declaração que teve grande publicidade na imprensa italiana, quando escreveu:
“segundo o catecismo moderno, Deus permite a nossos seres queridos desaparecidos enviar-nos mensagens para guiar-nos em certos momentos de nossa vida.
Depois dos novos descobrimentos no domínio da psicologia sobre o paranormal, a Igreja decidiu também não mais proibir as experiências de diálogo com os antepassados, com a condição de que sejam feitas com uma meta científica ou religiosa.
As mensagens podem chegar não somente através de palavras e dos sons (médiuns ou sensitivos), senão também através de diferentes sinais”.
Pois é, acredite quem quiser, mas isso está acontecendo!
E a turma da ala carismática da Igreja já anda incorporando os Espíritos por aí afora!...
Realmente temos aqui uma total reversão de posicionamento que vem dar razão ao Espiritismo, depois de tantas negações por parte da Igreja, embora ainda existam muitos focos de resistência dentro dela própria.
Mas não há dúvida de que a Casa já se encontra dividida e, segundo Jesus, quando isso acontece, o desabamento fragoroso está iminente...
Mas isso não é lá uma grande novidade, vez que os cristãos dos primeiros tempos conheciam perfeitamente as técnicas necessárias para entrar em contacto com os Espíritos.
E recorriam a elas cada vez que lhes parecia necessário.
Citemos um exemplo notável, porque nos mostra um Concílio inteiro evocando os Espíritos:
Conta Gregório de Cesarea:
“(...) durante o curso das sessões do Concílio, e antes que os padres houvessem podido firmar as decisões, os piedosos bispos Crisanto e Misonio morreram.
O Concílio, depois de ter dado sua sentença, e sentindo vivamente não poder contar com o voto dos dois membros falecidos, se trasladou por inteiro ante suas tumbas e, tomando a palavra, um dos padres expressou: Santíssimos pastores.
Terminamos juntos a tarefa e lutamos nos combates do Senhor.
Se a nossa obra é do vosso agrado, dignai-vos fazer-nos saber, colocando vossas assinaturas”.
A decisão foi fechada imediatamente e depositada na tumba sobre a qual se aplicou o selo do Concílio.
Depois de haver passado a noite inteira em oração, ao amanhecer do dia seguinte, após rompidos os selos, encontraram ao pé do manuscrito as seguintes linhas, com as rubricas dos defuntos consultados:
“nós, Crisanto e Misonio, concordamos com todos os Padres no primeiro e santo Concílio Ecuménico, ainda que agora, despojados de nossos corpos, subscrevemos com nossas próprias mãos esta decisão”.
Durma-se com um barulho desses!...
Mas a coisa ainda não para por aí...
Não só a Comunicabilidade dos Espíritos, mas a Reencarnação é outra velha conhecida da Igreja e a sua propagação teve em Orígenes um ardoroso defensor.
Vejamos o que o abade Berault-Bercastel disse em sua obra “História da Igreja” acerca das ideias de Orígenes:
“segundo este doutor da Igreja, a desigualdade entre as criaturas humanas não é mais que o efeito de seu próprio mérito, porque todas as almas foram criadas simples, livres, inocentes e iguais.
O maior número incorreu no pecado e, em proporção com suas faltas, foram destinadas a corpos mais ou menos grosseiros, criados expressamente para servir-lhes de cárcere.
Daí os diversos matizes da família humana.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 11, 2017 10:47 am

Mas, por grave que seja a queda, isso jamais implica no retrocesso do Espírito culpado; tão somente o obriga a começar novas existências, quer neste mundo quer em outros mundos, até que, cansado de padecer, se submeta à lei do progresso e se melhore.
(Cadê as penas eternas!?)
Todos os Espíritos estão propensos a passar do bem ao mal, e do mal ao bem.
As penas impostas pelo bom Deus não são mais que medicinais e os demónios mesmos cessarão um dia de ser os inimigos do bem e o objecto dos rigores do Eterno”.
Segundo Allan Kardec[1], “o progresso da humanidade tem seu princípio na aplicação da lei de justiça, de amor e de caridade, lei que se funda na certeza do futuro.
Tirai-lhe essa certeza e lhe tirareis a pedra fundamental.
Dessa lei derivam todas as outras, porque ela encerra todas as condições da felicidade do homem.
Só ela pode curar as chagas da sociedade.
Comparando as idades e os povos, pode ele avaliar quanto a sua condição melhora, à medida que essa lei vai sendo mais bem compreendida e praticada.
Ora, se, aplicando-a parcial e incompletamente, aufere o homem tanto bem, que não conseguirá quando fizer dela a base de todas as suas instituições sociais!
Será isso possível?
Certo, porquanto, desde que ele já deu dez passos, possível lhe é dar vinte e assim por diante.
Do futuro se pode, pois, julgar pelo passado.
Já vemos que pouco a pouco se extinguem as antipatias de povo para povo.
Diante da civilização, diminuem as barreiras que os separavam.
De um extremo a outro do mundo, eles se estendem as mãos.
Maior justiça preside à elaboração das leis internacionais.
Nas relações, a uniformidade se vai estabelecendo.
Apagam-se as distinções de raças e de castas e os que professam crenças diversas impõem silêncio aos prejuízos de seita, para se confundirem na adoração de um único Deus.
A todos estes respeitos, no entanto, longe ainda estamos da perfeição e muitas ruínas antigas ainda se têm que abater, até que não restem mais vestígios da barbaria.
Poderão acaso essas ruínas sustentar-se contra a força irresistível do progresso, contra essa força viva que é, em si mesma, uma lei da Natureza?
Sendo a geração actual mais adiantada do que a anterior, por que não o será mais do que a presente a que lhe há de suceder?
Sê-lo-á, pela força das coisas.
Primeiro, porque, com as gerações, todos os dias se extinguem alguns campeões dos velhos abusos, o que permite à sociedade formar-se de elementos novos, livres dos velhos preconceitos.
Em segundo lugar, porque, desejando o progresso, o homem estuda os obstáculos e se aplica a removê-los.
Desde que é incontestável o movimento progressivo, não há que duvidar do progresso vindouro.
Logo, pela força mesma das coisas, ele próprio dirigirá o progresso e o Espiritismo lhe oferecerá a mais poderosa alavanca para alcançar tal objectivo.
(...) Por meio do Espiritismo, a humanidade tem que entrar numa nova fase, a do progresso moral que lhe é consequência inevitável.
Não mais, pois, vos espanteis da rapidez com que as ideias espíritas se propagam.
A causa dessa celeridade reside na satisfação que trazem a todos os que as aprofundam e que nelas vêem alguma coisa mais do que fútil passatempo.
Ora, como cada um o que acima de tudo quer é a sua felicidade, nada há de surpreendente em que cada um se apegue a uma ideia que faz ditosos os que a esposam”.
Acrescenta o nobre Espírito São Luís[2]:
“(...) reconhecer-se-á em breve que o Espiritismo ressalta a cada passo do texto mesmo das Escrituras sagradas.
Os Espíritos, portanto, não vêm subverter a religião, como alguns o pretendem; vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis.
Como, porém, são chegados os tempos de não mais empregarem linguagem figurada, eles se exprimem sem alegorias e dão às coisas sentido claro e preciso, que não possa estar sujeito a qualquer interpretação falsa.
Eis por que, daqui a algum tempo, muito maior será do que é hoje o número de pessoas sinceramente religiosas e crentes.”

[1] - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, conclusão, tomos IV e V.
[2] - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, q. 1010.

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Para que serve a sua fé?

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 11, 2017 7:23 pm

Você já se fez essa pergunta?
Esse questionamento deve ser feito por todo cristão, independente de qual seja a religião que tenha escolhido.
Pelo menos é o que nos recomenda Emmanuel, no capítulo 92 do livro Vinha de Luz:
“Qual a finalidade do esforço religioso em minha vida?”
Esta é a interrogação que todos os crentes deveriam formular a si mesmos, frequentemente. – ensina ele.
Vamos fazer alguns questionamentos relativos ao nosso dia a dia.
Por exemplo, quando uma família paga aluguer e se esforça para trabalhar unida, economizando bastante, e consegue comprar a casa própria, qual foi o objectivo dessa conquista?
Melhorar as condições de vida de todos, não é assim?
Deixa-se de gastar com a locação e passa a residir em residência própria.
Outra pergunta:
quando temos um carro velho que começa a dar muitas despesas na oficina para reparar os estragos e conseguimos trocar por um carro mais novo em melhores condições, qual foi o objectivo desse novo veículo?
Melhorar as condições de vida de seus usuários, não é verdade?
Passemos a mais um raciocínio:
quando temos que tomar um remédio amargo ou até mesmo nos submetemos a uma cirurgia para reconquistar a saúde, qual é a intenção ao passarmos por esse sofrimento?
Melhorar a saúde do nosso corpo físico, concorda?
Só mais um exemplo: ao procurarmos por um emprego melhor para obtermos um ganho que atenda mais às necessidades financeiras da família ou da própria pessoa, qual é a meta dessa mudança?
Melhorar a situação de ganho da pessoa ou da família; alguém discorda?
Reparamos com esses poucos exemplos que estamos sempre objectivando uma situação melhor em nossa vida, o que é um direito de todos.
Em O Livro dos Espíritos, questão 781, Kardec afirma que o progresso é uma condição da natureza humana, não estando ao alcance de ninguém a ele se opor.
Portanto, procurar a melhoria das condições materiais da vida por meios honestos, não envolve nenhum erro.
Retornemos à indagação inicial de Emmanuel:
Qual a finalidade do esforço religioso em minha vida?
Já procurou responder a essa questão?
Vou transcrever a afirmação de Emmanuel no mesmo capítulo citado:
“Raramente se entrega o homem aos exercícios da fé, sem espírito de comercialismo inferior.
Comummente, busca-se o templo religioso com a preocupação de ganhar alguma coisa para o dia que passa”.
Ufa! Ainda bem que quem afirma isso é Emmanuel!
E se você pensa que parou por aí, se enganou.
Ele prossegue:
“Seria a crença tão somente recurso para facilitar certas operações mecânicas ou rudimentares da vida humana?
Os irracionais, porventura, não as realizam sem maior esforço?
Nutrir-se, repousar, dilatar a espécie são característicos dos próprios seres embrionários”.
Meu Deus! Como sempre os Espíritos superiores não apalpam a situação, vão directo ao ponto.
Já que começamos, vamos continuar em companhia de Emmanuel:
“O objectivo da fé constitui realização mais profunda.
É a ‘salvação’ a que se reporta a Boa Nova, por excelência.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 11, 2017 7:23 pm

E como Deus não nos criou para a perdição, salvar, segundo o Evangelho, significa elevar, purificar e sublimar, intensificando-se a iluminação do espírito para a Vida Eterna”.
Disse tudo!
O Espiritismo não vive a oferecer soluções prontas para os problemas da vida, quer seja material ou espiritual.
Aponta o caminho para solucionarmos as nossas angústias através da nossa reforma íntima.
Essa tal de salvação interpretada por muitos de maneira cómoda como se alguma religião ou alguém nos entregasse a solução para nossas dificuldades, gratuitamente, absolutamente não existe.
Salvar-se não é ir para um céu imaginário.
Salvar-se é aproveitar ao máximo a actual reencarnação que nos foi permitida pela misericórdia de Deus.
E, para que isso aconteça, não podemos exercitar a nossa fé com objectivo de comercialismo inferior que se caracteriza em ir ao templo religioso, seja ele qual for, em busca de solução pronta para a colheita dolorosa daquilo que plantamos na posse do livre-arbítrio.
Afirma Emmanuel nesse mesmo capítulo que a fé representa a bússola, a lâmpada acesa a orientar-nos os passos através dos obstáculos.
Orienta-nos os passos, mas não caminha por nós.
Aliás, essa condição foi deixada bem clara por Jesus quando afirmou que quem desejasse segui-Lo, que tomasse sua cruz e o fizesse.
Não prometeu caminhar por nós.
Não prometeu carregar a cruz que nos é própria.
Da mesma forma como temos planos, estímulo, forças, para buscar a melhoria das condições de vida, que procuramos exemplificar nas linhas anteriores, com muito mais razão devemos ter a mesma decisão firme para empregar a fé que nos abençoa a actual existência para adquirir tudo de que necessitamos para a nossa melhoria espiritual.
Essa decisão exclui o egoísmo e o orgulho ainda tão arraigados em nosso íntimo.
Conforme afirma Emmanuel, não há vitória da claridade sem expulsão das sombras, nem elevação sem suor da subida.
E essa vitória e essa elevação somente serão alcançadas se pararmos para meditar corajosamente para que serve a nossa fé.

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Sexo e Obsessão - (Parte 28)

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 12, 2017 8:49 am

Manoel Philomeno de Miranda

Damos sequência ao estudo metódico e sequencial do livro Sexo e Obsessão, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada originalmente em 2002.

Questões preliminares

A. A dor e o sofrimento são chamados a exercer algum papel no processo de reajustamento moral das pessoas que se perdem sob as malhas dos vícios sexuais e de outros que os acompanham, como o alcoolismo, o tabagismo e a dependência química?
Sim. Ante a situação deplorável em que muitos estorcegam nas malhas dos vícios referidos, a Lei os chamará ao sofrimento, para que despertem para a realidade, para o significado da existência terrena, para os objectivos que têm pela frente, utilizando-se do corpo, do sexo, mas não vivendo apenas e exclusivamente deles ou para eles.
A dor, a grande missionária silenciosa e dignificadora, lentamente trabalhará o ser humano, admoestando-o, esclarecendo-o e conduzindo-o à estrada recta, na qual se utilizará dos tesouros que se encontram em toda parte para a auto-iluminação e o crescimento na direcção de Deus.
(Sexo e Obsessão, capítulo 15: Sexo e obsessão.)

B. O marquês de Sade cumpriu o acordo firmado com o Benfeitor e compareceu ao encontro com Rosa Keller?
Sim. Parecendo antigo paxá, que se fazia acompanhar de escravos, que ostentavam imensos leques de plumas imundas, acolitando-o, o marquês chegou à Instituição, onde ocorreria o encontro, e encaminhou-se à porta de acesso, onde foi recebido pelo Instrutor.
Os vigilantes da Instituição abriram alas para que passassem o convidado e parte da sua comitiva, adentrando o salão de conferências onde foram acomodados.
(Sexo e Obsessão, capítulo 16: O reencontro.)

C. O marquês sentiu-se à vontade quando adentrou o recinto da reunião programada?
Mais ou menos.
À medida que ele se adentrava pela intimidade do recinto, foram desaparecendo-lhe a arrogância e a auto-suficiência, estampando-se no rosto, agora contraído, o enfado, o desagrado, um quase arrependimento por haver aceito o desafio.
(Sexo e Obsessão, capítulo 16: O reencontro.)

Texto para leitura

137. A dor e seu papel na correcção de rumos – Concluindo seus esclarecimentos acerca do tema, o amorável Bezerra de Menezes asseverou:
"Ante a situação deplorável em que muitos estorcegam nas apertadas malhas dos vícios sexuais e daqueloutros que os acompanham, tais o alcoolismo, o tabagismo, a toxicodependência, a banalização dos valores éticos e da vida, a Lei de destruição, conforme assevera Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos,exercerá a sua função, destruindo para renovar, isto é, chamando ao sofrimento e aos desastres colectivos, às aflições chocantes, às lutas ensandecidas, aos trágicos acontecimentos, para que, por fim, os Espíritos rebeldes despertem para a realidade, para o significado da existência terrena, para os objectivos que têm pela frente, utilizando-se do corpo, do sexo, mas não vivendo apenas e exclusivamente deles ou para eles.
Esse abuso resultante da utilização descabida responde pela loucura generalizada que a Vida se encarregará de eliminar.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 12, 2017 8:50 am

A dor, a grande missionária silenciosa e dignificadora, lentamente trabalhará o ser humano, admoestando-o, esclarecendo-o e conduzindo-o à estrada recta, na qual se utilizará dos tesouros que se encontram em toda parte para a auto-iluminação e o crescimento na direcção de Deus.
Nesse comenos, as suas funções genésicas serão transformadas em fontes de energia construtiva e trabalharão as imagens superiores que serão criadas pela mente e pelos desejos elevados, a fim de que se tornem também cocriadoras do belo, do útil, do nobre e do feliz.
Até esse momento, passarão muitos séculos de dor e de prova, nos quais o ser humano, por livre opção, ainda preferirá as obsessões calamitosas e as paixões dissolventes à sintonia com a Divindade e à intuição libertadora do primarismo que, por enquanto, caracteriza-o”.
Exortando em seguida a protecção do Sublime Criador, a fim de que os nossos tormentos sejam superados com amor e sublimados, abrindo espaços nobres para as vivências do sentimento aureolado de bênçãos, o benfeitor silenciou.
(Sexo e Obsessão, capítulo 15: Sexo e obsessão.)

138. A hora do encontro se aproxima – Automaticamente Philomeno e seus companheiros deram-se conta de que o momento esperado acercava-se.
A psicosfera reinante era enriquecedora, dando-lhes vitalidade e confiança, ante a certeza de que os Céus sempre nos propiciam, no ministério do amor, todos os recursos imprescindíveis aos resultados felizes.
Companheiros responsáveis pela sala de reuniões especiais começaram a prepará-la para o evento, movimentando singulares aparelhos que foram colocados em diferentes lugares, como que para oportuna utilização, de modo a serem evitados quaisquer prejuízos em relação ao cometimento significativo.
Os Espíritos que não se encontravam comprometidos com o programa afastaram-se discretamente, após as despedidas gentis, e em breves momentos encontravam-se no recinto apenas os que constituíam a caravana inicial:
o venerando Dr. Bezerra de Menezes, madre Clara de Jesus e mais dois assessores, que trouxeram até o local D. Martina, o padre Mauro, o médium Ricardo, ambos em desdobramento espiritual e uma Entidade assinalada pelo horror, com terríveis deformações perispirituais, que foi recolhida a um leito especial.
Philomeno logo percebeu que se tratava do Espírito Rosa Keller, em profundo estado de hibernação, ressonando de forma dolorosa, geradora de constrangimento e de compaixão.
Enfermeiros e padioleiros espirituais postaram-se juntos à parede do recinto, formando um grupo de apoio preparado para os socorros específicos que se fizessem necessários.
Logo depois, do tecto desceu um aparelho reluzente, no qual se encontrava uma lâmpada de amplas proporções que irradiava suave claridade bem diferente daquela que Philomeno conhecia.
O Benfeitor explicou tratar-se de um equipamento de energia especial, que seria utilizado caso a rebeldia do marquês e de alguns dos seus asseclas, que seriam recebidos, apresentasse algum perigo em relação aos aguardados resultados superiores do empreendimento em pauta.
Viu-se que o referido aparelho era accionado por uma espécie de controle remoto mental e sua exteriorização luminosa obedecia ao mesmo recurso.
(Sexo e Obsessão, capítulo 15: Sexo e obsessão.)

139. O marquês de Sade presente no recinto – Após emocionante prece feita pela madre Clara, um dos vigilantes da Instituição lhe trouxe valiosa informação.
A veneranda Entidade comunicou ao irmão Anacleto que os convidados acercavam-se do local.
O grupo escutou, então, sons de fanfarras estridentes e vozerio agitado, misturado a tropel singular.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 12, 2017 8:50 am

Atendendo a invitação mental do Benfeitor, Philomeno acompanhou-o à porta de entrada e foi tomado por peculiar surpresa ante o espectáculo que defrontou.
Estranho cortejo, imitando bizarro desfile de carnaval, acompanhava o marquês de Sade, postado em um carro alegórico de confecção igualmente vulgar, puxado por animais que faziam recordar figuras mitológicas do panteão greco-romano.
Tochas inflamadas de tonalidade amarelo-avermelhada iluminavam a madrugada escura, enquanto fumo de odor desagradável empestava o ar.
Os áulicos do antigo nobre retorciam-se em dança asquerosa, enquanto os Espíritos frívolos, que faziam parte da comitiva, aplaudiam-no estentoricamente.
Outros, que se compraziam na vadiagem, e que foram atraídos pela exótica exibição, formavam verdadeira multidão de pândegos, que gargalhavam e desfrutavam da vulgaridade como se houvessem encontrado novo espectáculo para o prazer doentio.
Parecendo antigo paxá, que se fazia acompanhar de escravos, que ostentavam imensos leques de plumas imundas, acolitando-o, o marquês  desceu do carro horrendo, assumindo a postura de personalidade de alto coturno, ao mesmo tempo ridícula, e encaminhou-se à porta de acesso, onde foi recebido pelo abnegado Instrutor.
Os vigilantes da Instituição abriram alas para que passassem o convidado e parte da sua comitiva, adentrando o salão de conferências onde foram acomodados, pelo menos aqueles que pareciam ser os mais representativos do grupo.
(Sexo e Obsessão, capítulo 16: O reencontro.)

140. A psicosfera no recinto se altera – A psicosfera dantes reinante, suave e carregada de vibrações de dulçurosa paz, foi-se alterando sensivelmente ante o exsudar das energias pestíferas de que se faziam portadores os recém-chegados, tornando-se mais pesada.
Simultaneamente, não acostumados a esse clima psíquico renovador, alguns deles demonstravam mal-estar, dificuldade respiratória e inquietação, decorrentes dos fluidos absorvidos, que lhes funcionavam como recurso terapêutico desintoxicante dos vapores venenosos a que se adaptaram.
Tornou-se visível o desagrado que se estampava naquelas faces congestionadas e assinaladas pelo desespero mal disfarçado da imensa angústia que os vitimava.
O marquês de Sade foi recebido com gentileza e humanidade, mas sem qualquer distinção de que se acreditava merecedor, sendo tratado com respeito fraternal.
Enquanto parte da massa era acomodada na sala de expressiva proporção, o marquês e mais alguns poucos sequazes foram conduzidos ao sector de actividades mediúnicas, reservado para labores especiais naquela esfera de acção.
À medida que ele se adentrava pela intimidade do recinto, foram desaparecendo-lhe a arrogância e a auto-suficiência, estampando-se no rosto, agora contraído, o enfado, o desagrado, um quase arrependimento por haver aceito o desafio.
Sem preâmbulos de apresentações desnecessárias, o convidado sentou-se em lugar que lhe foi indicado e os seus áulicos permaneceram a regular distância, não escondendo a curiosidade que bailava nas suas faces.
(Sexo e Obsessão, capítulo 16: O reencontro.) (Continua no próximo número.)

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Última edição por Ave sem Ninho em Seg Jun 12, 2017 7:36 pm, editado 1 vez(es)
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VÍCIOS MORAIS

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 12, 2017 7:35 pm

Segundo Allan Kardec, todos as misérias morais da Humanidade têm origem em dois vícios capitais: O Orgulho e o Egoísmo.
Lembra o codificador do Espiritismo, que esses defeitos estão na base de todos os vícios morais da criatura.
O ciúme, a inveja, a vaidade, a cupidez, o personalismo são, em última instância, filhos do Egoísmo ou do Orgulho.

Kardec define o Egoísmo como sendo "O interesse pessoal exacerbado"; é aquela condição que leva o indivíduo a pensar em si mesmo, nos seus interesses, nos seus prazeres, preterindo todos as outras pessoas.

Segundo o dicionário, egoísta "é aquele que tem um amor exclusivo ou preponderante a sua pessoa ou aos seus interesses".
O orgulho, por sua vez, é definido como sendo "o conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo."
Consiste no estado de exaltação da personalidade que leva o homem a considerar-se acima dos outros.
A importância que o indivíduo atribui a si mesmo faz com que ele se julgue com direitos superiores.

Os vícios morais que derivam do orgulho e do egoísmo são:
• AVAREZA: Apego exagerado ao dinheiro e aos objectos materiais.
• CIÚME: Estado de intranquilidade em decorrência do medo de perder o que tem.
• PREGUIÇA: Pouca disposição para o trabalho.
• NEGLIGÊNCIA: Descuido com as próprias obrigações.
• VAIDADE: Desejo de merecer a aprovação dos outros e de se destacar.
• INVEJA: Desgosto ante a prosperidade e o sucesso de outrem ou desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possua ou desfrute.
• MALEDICÊNCIA OU CALÚNIA: Uso inadequado na conversação oral ou escrita com o fim de depreciar ou reduzir a importância de outrem.
• MÁGOA: Ausência do perdão.
• VINGANÇA: Desejo de ir à forra.
• CULPA NEURÓTICA: Emoção destrutiva e estática de auto-cobrança diante de um erro sem nada fazer para repará-lo.
• PERSONALISMO: Conduta daquele que refere a si próprio.
• MELINDRE: Capacidade de se ofender ou irritar com as mínimas coisas.
• IMPACIÊNCIA: Pouca capacidade de esperar.
• INTOLERÂNCIA: Pouca capacidade de aceitar ou conviver com o defeito dos outros.

Como Combater o Egoísmo:
1. Procurar o serviço ao próximo, com os próprios meios, empregando forças, inteligência e habilidade para realizar nossos propósitos generosos;
2. Trabalhar sem remuneração para os mais carentes, dedicando algumas horas semanais em actividades assistenciais;
3. Repartir do nosso guarda-roupa ou objectos de uso pessoal, que não nos é mais útil, ou que tenhamos em excesso;
4. Procurar inteirar-se das amarguras de alguém no sincero propósito de amenizar sua dor;
5. Dedicar nossa assistência aos serviçais e subalternos que convivem connosco;
6. Olhar, ouvir, falar, acariciar com o coração pleno de amor, os familiares que nos são confiados;
7. Interessar-se pelas pessoas recém apresentadas;
8. Ajudar com delicadeza nos transportes ou na rua às criaturas em dificuldades, cedendo lugar, facilitando passagem, carregando volumes.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Jun 12, 2017 7:37 pm

Como Combater o Orgulho:
1. Ouvir com atenção e paciência as emoções e não revidando todas as vezes que formos por alguém criticados;
2. Não aceitar provocações, esquecendo as ofensas;
3. Não menosprezar nenhuma pessoa, por mais ignorante que seja;
4. Ser submisso às ordens de seus superiores;
5. Procurar o lado mais simples de todas as coisas, combatendo o supérfluo;
6. Procurar exercer as funções mais modestas;
7. Evitar a ostentação e a espera do reconhecimento por algo que tenha feito;
8. Não criticar;
9. Não falar excessivamente de si mesmo;
10. Não se queixar;
11. Controlar os impulsos de impaciência;
12. Aceitar as opiniões, ideias, pensamentos e convicções dos outros;
13. Fazer o bem sem comentários, ou quaisquer referência ao nosso gesto;
14. Dissimular o benefício quando prestado a alguém para não embaraçá-lo;
15. Não nos referirmos a exemplos próprios de boa conduta para recomendar procedimentos aos outros.

(Do Livro Manual Prático do Espírita, de Ney Prietro Peres)

Bibliografia
a) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
b) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
c) Manual Prático do Espírita - Ney Prietro Peres
d) Acção e Reacção - André Luiz/Chico Xavier
e) Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixera
f) O Consolador - Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
g) Janela para a Vida - André Luiz/Chico Xavier
h) Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier
i) Missionários da Luz - André Luiz/Chico Xavier
j) No Mundo Maior - André Luiz/Chico Xavier
k) Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco
l) Psicologia Espírita - Jorge Andréa
m) Dramas da Obsessão - Bezerra de Menezes/Yvonne Pereira
n) Dos Hippies aos Problemas do Mundo - Espíritos Diversos
o) Obras Póstumas - Allan Kardec

Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

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Papai, vá em paz!

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 13, 2017 10:10 am

O processo de perda de um ente amado sempre é muito doloroso, mesmo com o conhecimento proporcionado pela Doutrina Espírita, mas o desencarne de nosso progenitor, há alguns anos, permitiu-nos uma experiência singular.
Com mais de setenta e cinco anos e com quadro clínico crítico em decorrência de uma neoplasia maligna, acabou por entrar em estado de coma profundo, perdurando por mais de uma quinzena, e diariamente o visitávamos acompanhando o quadro sem expectativas de melhora.
O desencarne era iminente.
Certo dia, acompanhado de minha mãe, procedemos a mais uma visita à Unidade de Terapia Intensiva para vê-lo, e ao adentramos o ambiente percebemos, intuitivamente, que algo estava “diferente”.
Evocando o equilíbrio emocional em prece íntima tentamos “captar” de que se tratava.
Ele estava se segurando à vida física.
Não se sentia seguro para desencarnar.
Algo o incomodava em relação aos que ficavam.
Nesse momento a nossa pequena experiência em dialogar com desencarnados nas sessões mediúnicas do Centro Espírita falou mais alto.
Num esforço íntimo para ajudarmos no que podíamos, começamos – com a ajuda dos trabalhadores espirituais do ambiente, tenho a convicção – a orientá-lo.
Externando gratidão disse a ele o quanto nós o amávamos, e tínhamos todos os motivos do mundo para isso, e que seu corpo físico já não reagia positivamente ao tratamento; que ele podia tranquilizar-se porque os representantes da Misericórdia Divina se faziam presente ao seu lado para ampará-lo.
Garantimos a ele que estávamos preparados para a separação física e que a saudade estaria sob controle, sempre confiantes em Deus.
Mas a intuição dizia que ainda faltava algo a falar, e percebendo isso entendemos porque ele se segurava na vida física.
A preocupação com o bem-estar de mamãe após sua partida era o motivo de sua permanência entre nós.
Não sem razão.
Os dois formam, isso mesmo, no presente, aquilo que podemos chamar de “almas afins”.
Sempre foram um exemplo de como viver a vida conjugal, por pior que fossem as condições.
Foi quando dissemos a ele que todos os documentos e todas as providências legais estavam tomadas, e que mamãe não ficaria desamparada.
Estávamos, os três filhos, prontos para ajudá-la na viuvez.
Ela estava sofrendo, mas a fé a sustentava, e dentro das possibilidades ela estava preparada.
Nesse instante, apesar do coma profundo, duas lágrimas escorreram de seu olho esquerdo.
Ele estava ouvindo tudo, e como em uma sessão mediúnica, percebemos que o monólogo estava chegando ao fim, e que ele havia entendido tudo.
Despedi-me dizendo-lhe que estava agradecido, e com muito orgulho de ter sido seu filho nesta existência, pedindo que orasse e confiasse nas orientações dos médicos desencarnados que se encontravam presentes.
Por fim, disse-lhe: Papai, vá em paz.
Também ficaremos em paz, como sempre nos ensinou.
Cerca de duas horas e meia depois fomos informados pelo Hospital que ele havia desencarnado.
Mais do que a teoria espírita, essa experiência nos deu a convicção que o espírito que habita o corpo, e mesmo em coma, pode se servir deste para manifestar-se no mundo material; a consciência do espírito independe, pelo menos em alguns casos, do estado físico; as preocupações terrenas, e também as alegrias, seguem com o espírito quando este desencarna; o sentimento que nos une não se desfaz com a separação física; o amparo fraterno sempre está presente junto das pessoas de bem.
Em decorrência percebemos que para desencarnar é necessário preparo, e assim como há cuidados em relação às convenções humanas para amparo aos que ficam, há os cuidados relacionados ao espírito imortal que segue, e não se pode deixar para a última hora, mas sim ser objecto de atenção no dia a dia, a vida inteira, para que sejam alcançados os objectivos traçados nos projectos reencarnatórios que antecedem as reencarnações.

Pensemos nisso.

António Carlos Navarro

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Espíritos afins

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 13, 2017 7:39 pm

Jennifer Bricker participa de espectáculos de acrobacias aéreas e fascina as plateias com sua técnica.
O mais impressionante é que Jennifer não possui as duas pernas.
Aos 11 anos, já era uma campeã da ginástica, desporto pelo qual se apaixonou ao ver Dominique Moceanu ganhar uma medalha de ouro olímpica para os Estados Unidos em 1996.
Jennifer não sabia, porém, que as duas tinham muito mais em comum do que o talento de atleta, eram irmãs consanguínea.
Jennifer tinha poucos meses quando foi entregue para adopção porque não tinha pernas.
Aos três anos recebeu próteses para as pernas, mas nunca as usava - se movimentava melhor sem elas.
Ela adorava ver a equipa de ginástica feminina dos Estados Unidos e, especialmente, uma atleta: Dominique Moceanu.
Aos 10 anos, ela disputou os Jogos Olímpicos da Juventude e aos 11, foi campeã de ginástica tumbling pelo Estado de Illinois.
Quando completou 16 anos, Jennifer perguntou à Sharon, a mãe adoptiva, se havia algo que ela não tinha lhe contado sobre a sua família biológica.
A adolescente não imaginava que a resposta fosse "sim".
Sharon revelou-lhe que o sobrenome da sua família biológica era Moceanu e Dominique era sua irmã.
Quatro anos depois, Jennifer escreveu uma carta para Moceanu, contando sua história explicando que Dominique foi seu ídolo a vida inteira a tinha inspirado a ser uma ginasta também.
Ambas se encontraram e se conheceram pessoalmente até hoje estão unidas.
Outro caso interessante aconteceu com as irmãs gémeas Anais Bordier e Samantha Futerman.
Ambas puderam se conhecer após 25 anos de idade.
Uma não sabia da existência da outra, mas, um episódio da vida e a internet fizeram com que elas se reunissem.
Ambas foram separadas depois do nascimento na Coreia do Sul e viveram e adoptadas por famílias em diferentes países; Anais, em Paris, na França, e Samantha, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
O reencontro começou a ser desenhado em dezembro de 2012, enquanto Anais, uma designer de moda, estava em um ónibus e recebeu de um amigo a imagem de um vídeo do YouTube onde aparecia Samantha, que é actriz.
Anais diz que pensou que alguém havia postado um vídeo dela, mas percebeu que era uma garota que vivia nos Estados Unidos muito parecida com ela.
Entrou em contacto pelo Skype e ficaram mais de três horas de conversa. Posteriormente elas se conheceram pessoalmente em maio de 2013, em Londres, e desde então, mesmo vivendo em países diferentes, se comunicam várias vezes ao dia.
Para Anais, descobrir que tem uma irmã é incrível, mas perceber que tem uma irmã gémea é ainda mais inacreditável, porque as duas têm muito em comum.
A história das irmãs foi transformada no livro "Separated @ Birth: A True Love Story of Twin Sisters Reunited", lançado em 2014 e o interessante é que cada uma escreveu um capítulo alternadamente.
Sob o enfoque espírita, efectivamente, muitas afeições terrenas são condições construídas, geralmente nas preexistências, através dos laços permanentes de afinidades espirituais, que se estabelecem entre seres, que comungam das mesmas inclinações psicológicas, em estado semelhante de evolução intelecto-moral.
Portanto, podemos analisar tema pelo prisma das almas “afins” que reencarnam na mesma família.
Sabemos que a reencarnação é um mecanismo extremamente complexo.
Suas variáveis vinculam-se ao estágio espiritual de cada reencarnante, considerando-se as obrigações de aprendizagem de todos os espíritos envolvidos para a convivência na Terra.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Jun 13, 2017 7:40 pm

Quando o espírito detém boa estrutura moral pode esquematizar sua reencarnação junto dos seres “afins”, sob a supervisão dos Benfeitores do além.
Na dimensão espiritual, estando libertos das paixões que nos ligaram na Terra, nos atraímos e agrupamos em famílias mais amplas, unidos por sentimentos sinceros, tendo em vista o aperfeiçoamento de todos e alegrando-nos, com as conquistas de cada um dos nossos entes queridos em cada regresso ao além-túmulo, após mais uma vida na Terra, plena de lutas e provações experimentadas e ultrapassadas.
No conjunto das reencarnações, “se uns espíritos encarnam e outros permanecem no além, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento.
Os que se conservam “livres” [no além] velam pelos que se acham em “cativeiro” [no corpo físico].
Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam.
Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.”[1]
É bem verdade que dois Espíritos, que se afeiçoam, naturalmente se procuram um ao outro, nas suas caminhadas.
Não ignoramos que entre os seres humanos há ligações afectivas ainda indecifráveis nos seus códigos misteriosos.
O espectro do magnetismo é o auxiliar destas ligações, que futuramente compreenderemos melhor.”[2]
Os personagens mencionados nesta narrativa são incontestavelmente espíritos afins que se juntaram, pelas leis da atracção e amam estar juntos.
Não obstante, nem todos os espíritos “afins” tenham necessariamente que se ter conhecido numa vida anterior, pois eles se atraem magneticamente por inclinações semelhantes, isso frequentemente acontece.
“A afeição que existe entre pessoas [especialmente]parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou…”[3]
Desta forma, se todas as afeições forem purificadas “acima dos laços do sangue, o sagrado instituto da família se perpetuará no Infinito, através dos laços imperecíveis do Espírito. ”[4]

(Jorge Hessen)

Referências bibliográficas:
[1] KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. IV, item 18, RJ: Ed. FEB, 1977
[2] KARDEC, Alan. O Livros dos Espíritos, questão 388, RJ: Ed. FEB, 2002
[3] KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. IV, item 19, RJ: Ed. FEB, 1977
[4] XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador, questão 175, RJ: Ed. FEB, 2001

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SURPREENDENTE DEPOIMENTO ESPIRITUAL DE UM GRUPO DE SUICIDAS!

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 14, 2017 11:17 am

Nós fomos muito infelizes em nossas escolhas e caminhos.
Erramos feio! E pagamos o preço da culpa e aflição.
Entramos num calabouço mental, feito por nós mesmos.
E ali ficamos, remoendo muitas coisas, sem riso e sem alegria.
Ah, nós tentamos matar nossa própria consciência!
Queríamos fugir, mas nos acorrentamos a dramas maiores.
Ficamos “sem eira nem beira”, a mercê das correntes astrais.
Chafurdamos no lodo de nossa negação da vida...
E soçobramos. Destruímos o nosso corpo físico e causamos dor à nossa família.
No final, de que adiantou?...
Não matamos nossas consciências!
E ainda acumulamos o peso da culpa, pois o suicídio é uma grande mentira.
Nossos corpos feneceram, mas continuamos vivos e pensantes.
Nós entramos numa furada, a maior de todas. E nos atolamos...
Até que fomos socorridos por abnegados benfeitores espirituais.
Eles nos resgataram da dor e da culpa e nos fizeram ver a verdade.
Com carinho, eles nos banharam nas luzes curativas e nos esclareceram.
Com paciência, eles não nos julgaram, só nos acolheram com todo Amor.
E nos fizeram valorizar o dom da vida e nos devolveram a capacidade de rir.
Diante deles, nós choramos muito e expurgamos as nossas ilusões.
Eles nos devolveram a capacidade de sentir amor e ter esperança.
Eles nos trataram com arte-terapia e nos fizeram gostar de música boa.
Eles nos deram a vida de volta e a força para encarar os nossos desafios.
Nos fizeram entender que felizes são aqueles que já venceram a si mesmos.
Eles nos falaram de um Grande Amor que está em tudo!
E que a tudo compreende...
E, pela intercessão deles, vamos viver na Terra novamente, dessa vez, sem fuga.
Ah, meus amigos aqui presentes, nós éramos transfugas e deixamos a desejar...
Mais à frente, teremos que enfrentar os problemas dos quais quisemos fugir.
Não teremos facilidades, mas já sabemos do poder da Luz e do Amor.
Confiamos que Deus e os seus benfeitores nos ajudarão nessa superação vital.
Vamos viver novamente!
Vamos sonhar e brincar.
E, dessa vez, vamos arrasar!
Hoje, nós queremos compartilhar essa alegria com vocês: voltamos a rir.
E dizemos a todos:
“valorizem o dom da vida e não dêem trelas ao que é negativo.
Em breve, nós seremos os novos Joãozinhos e Marias por esse Brasil...
E, dessa vez, vamos vencer as provas do caminho.
Quem sabe, talvez até nos encontremos por aí...
Pois essa é a beleza da vida:
o encontro entre os seres.
Ah, acima de nós brilha um Grande Amor...
Nós vamos descer por Ele, que nos compreende.
E agradecemos muito aos benfeitores espirituais que nos acolheram.
Pela luz, pelo amor, pela música boa, pela arte que cura, pelo riso...
Enfim, pela presença de vocês, aqui e agora, nas Asas do Espiritualidade.
Nós agradecemos a todos vocês, pois, em nosso tratamento, só faltava isso:
Darmos o nosso depoimento, como forma de esclarecimento e alerta.
E, hoje, assim fazendo, cumprimos uma etapa e vamos em frente...
(Não vivam só por viver.
Vivam com admiração!
E não deixem de rir
).

Fonte: Site mensagem espírita.

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DESOBSESSÃO E A JUSTIÇA DIVINA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Jun 14, 2017 7:17 pm

Normalmente temos tendência para ver num Espírito Obsessor uma Entidade execrável, impiedosa, que atormenta uma pessoa.
Não vemos nele um Irmão infeliz que foi outrora violentado e ultrajado por aquela pessoa que é sua actual vítima.
Nos Trabalhos de desobsessão apressamo-nos a consolar a vítima, esquecendo que esta foi outrora carrasco.
Na verdade, os trabalhos de desobsessão, se aliviam o(a) obsidiado(a), não lhe retiram a responsabilidade dos actos censuráveis que cometeu em outras existências e pelos quais terá, tarde ou cedo, que responder.
Quanto ao Espírito Obsessor, esse é o principal beneficiário dos trabalhos de desobsessão, pois sua consciência fica liberta ao conceder o perdão, renunciando ao exercício da justiça pelas suas próprias mãos e entregando-a a Deus.
No Centro Espírita veio ter connosco uma pessoa que colocou um problema que a todos comoveu:
uma criança de 4 anos, morando com a família nos arredores da Cidade, estava internada, com doença cancerosa, no Instituto de Oncologia. Perguntava a pessoa se seria possível fazer alguma coisa no Centro, dado saber que lá se efectuavam Tratamentos de Cura.
Feita a consulta aos nossos Mentores Espirituais, a resposta foi positiva.
A criança deveria ser trazida ao Centro para ser tratada.
Assim foi.
Devido ao tratamento a criança não tinha cabelo e, além disso, independentemente da doença cancerosa, apresentava deformidades em ambas as pernas ao nível do tornozelo.
Após algumas sessões de tratamento, em semanas consecutivas, a criança foi considerada curada do mal físico (doença cancerosa) e foi-lhe dada alta.
Contudo, o Mentor Espiritual que se manifestou referiu que ainda “havia uma questão por resolver” e que a menina deveria ser trazida para desobsessão.
Na semana seguinte, em sessão de desobsessão, manifestou-se uma entidade que sorria de satisfação...
Doutrinador: “Porque sorris, meu irmão?”
Espírito: “Sorrio por a ver sofrer”.
Doutrinador: “Mas o sofrimento dos outros dá-te satisfação?”
Espírito: “Dos outros, não. Dela.
É que vocês não sabem o que ela me fez sofrer a mim.
A mim e a muitos outros.
Doutrinador: “Então o que é que ela fez?”
Espírito: “Ela acorrentava-nos a todos. E castigava-nos.”
[Lembremos que a criança nasceu deformada nos membros inferiores ao nível dos tornozelos]
Doutrinador: “E quem era ela?
Lembras-te do seu nome?”
Espírito: “Chamava-se Flávia.
Éramos seus escravos.
[Flávia é um nome romano.
As ocorrências de que a entidade nos dá conta devem ter-se passado na época do Império Romano, em que havia escravatura]
Doutrinador: “Mas, amigo, tu insistes em fazer justiça pelas próprias mãos.
Não vês que ela já tem sofrimento suficiente?”
Espírito: “Pois é. Eu até já tenho pena dela...”
Dado que este já está pronto a perdoar [‘eu até já tenho pena dela’], rogamos a Deus ajuda para este nosso irmão.
Acorrem Entidades afins que o acompanharam então no cativeiro e com os quais estabelece diálogo, do qual só ouvimos as intervenções do espírito manifestante:
Espírito: “Vocês aqui?!”
(...)
Espírito: “Então todo este tempo para nada?”
Doutrinador: “É verdade, meu irmão.
Todo este tempo para nada.
Não era necessária a tua intervenção para que a Justiça Divina se exercesse.
Ela está dentro de cada um de nós, na nossa consciência culpada que faz desencadear o resgate na altura devida, quando surge o arrependimento.
E este chega, tarde ou cedo, sucedendo ao remorso que atormenta”.
Espírito: “Vou-me embora.
Vou com estes amigos. Obrigado.
E ela que me desculpe”.
Manifestou-se, em seguida, o Espírito que dirigiu os trabalhos, esclarecendo que, se nesta existência a menina veio deformada, na próxima existência virá como ‘uma mulher normal’.
O Doutrinador encerra a reunião com uma oração, agradecendo ao Pai a oportunidade que a todos foi concedida.

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DA LEI MAIOR NINGUÉM ESCAPA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 15, 2017 9:37 am

Que tremam, pois, todos aqueles que estão fazendo sofrer o seu semelhante.
De nada servirão as desculpas.
Não poderão argumentar desconhecimento.
Que tremam, porque se não responderem perante os tribunais terrenos, amanhã terão que responder perante os tribunais erigidos pela sua própria consciência, até ficarem quites com a Lei.
E a Lei, a única Lei, é a Lei de Deus:
a Lei do Amor e da Caridade!
No livro Contos e Apólogos, o Espírito Humberto de Campos descreve, com a ajuda de Chico Xavier, a história verdadeira de uma senhora muito rica.
Ao retornar à sua fazenda, às margens do Rio Paraíba, na antevéspera do Natal de 1856, após um ano de entretenimento na Corte, no Rio de Janeiro, ela é recebida, com sorrisos e gestos humildes, por seus sessenta e dois cativos, que lhe pediam bênçãos, de joelhos:
– Louvado seja Nosso Senhor Jesus-Cristo, sinhá! – Louvado seja! – acentuava Dona Maria Augusta Correia da Silva, com terrível severidade a transparecer-lhe da voz.
Em um canto recuado, esperando sua vez de cumprimentá-la, pobre moça mestiça sustentava nos braços duas crianças recém-nascidas, sob a feroz atenção de um capataz.
A fazendeira, demonstrando na face e nos gestos o que iria fazer, dirigiu-se a ela, duramente:
– Matilde, guarde as crias na senzala e encontre-me no terreiro.
Precisamos conversar.
No grande pátio, já noite, guiadas pelo rude capitão do mato, as duas mulheres dirigiram-se para o rio transbordante.
Dona Maria falou:
– Diga de quem são essas duas crias nascidas em minha ausência!
– De nhô Zico, sinhá!
– Miserável! – bradou a proprietária poderosa.
Meu filho não me daria semelhante desgosto.
Negue essa infâmia!
Chorando, a escrava balbucia:
– Não posso! Não posso!
A patroa encolerizada relanceou o olhar pela paisagem deserta e bramiu, rouquenha:
– Nunca mais verá você essas crianças que odeio…
– Ah! sinhá – soluçou a infeliz - não me separe dos meus meninos!
Não me separe dos meninos!
Pelo amor de Deus!…
Após muitas ofensas e humilhações à sua cativa, Dona Maria Augusta fez um gesto para seu capataz, que estalou o chicote no dorso da jovem.
Esta, indefesa, caiu na corrente profunda do rio.
– Socorro! Socorro, meu Deus!
Valei-me, Nosso Senhor! – gritou a mísera, debatendo-se nas águas.
Todavia, daí a instantes, apenas um cadáver de mulher descia rio a baixo, ante o silêncio da noite…
Cem anos passaram…
Na antevéspera do Natal de 1956, Dona Maria Augusta Correia da Silva, reencarnada, estava na cidade de Passa-Quatro, no sul de Minas Gerais.
Mostrava-se noutro corpo de carne, como quem mudara de vestimenta, mas era ela mesma, com a diferença de que, em vez de rica latifundiária, era agora apagada mulher, em rigorosa luta para ajudar o marido na defesa do pão.
Sofria no lar as privações dos escravos de outro tempo.
Era mãe, padecendo aflições e sonhos…
Ante a expectativa do Natal, Dona Maria Augusta meditava nos filhinhos, quando a chuva, sobre o telhado, se fez mais intensa.
Horrível temporal desabara na região…
Diante da ex-fazendeira erguia-se um rio inesperado e imenso e, em dado instante, esmagada de dor, ante a violenta separação do companheiro e dos pequeninos, tombou na caudal, gritando em desespero:
– Socorro! Socorro, meu Deus!
Valei-me Nosso Senhor!
No entanto, decorridos alguns momentos, apenas um cadáver de mulher descia corrente a baixo, ante o silêncio da noite…
A antiga sitiante do Vale do Paraíba resgatava assim o débito que contraíra perante a Lei Maior.Segundo o Espiritismo, o mal praticado precisa ser ressarcido, não como castigo, mas como aprendizado para não voltarmos a cometer os mesmos erros.
Ainda que o ofendido tenha perdoado, um dia o ofensor sentirá necessidade de reparar o mal, passando por sofrimento idêntico ao por ele praticado, para alívio de sua consciência.

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Porque acordamos com DORES, MAL ESTAR e DESÂNIMO pela VIDA

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Jun 15, 2017 7:33 pm

(Visão Espírita)
Quando dormimos, nossa alma acorda.
Não somos o nosso corpo, em essência, somos a consciência que habita nosso corpo.
Quando adormecemos o corpo, diminuímos o metabolismo físico, relaxamos a mente e com isso permitimos que nossa consciência – que está sediada na alma – se desligue temporariamente e viaje pelos mais diferentes locais nas dimensões extra-físicas.
Podemos viajar na presença de nossos amigos espirituais e seres de Luz, se estivermos sintonizados em vibrações positivas.
Nessa condição, normalmente quando acordamos nos sentimos bem, realizados e felizes com a vida.
Podemos também ser obsediados por espíritos sombrios, por bagunceiros do plano espiritual, por desafectos de outras vidas e até por outros seres encarnados também em projecção astral.
Isso tudo depende da condição na qual vamos dormir.
E, no caso desses tipos de assédios – infelizmente muito comum – costumamos acordar com diversas sensações ruins, como dores de cabeça, mal estar, desânimo pela vida, entre outros.
Podemos ficar presos aos nossos corpos por conta da aceleração do metabolismo provocada por erros na alimentação e dessa forma, nem sairmos em projecção.
Isso também acontece quando estamos hiperactivos mentalmente.
Nestes casos, o que ocorre é que o corpo físico relaxa parcialmente e com isso a nossa consciência não se liberta por completo.
Normalmente nessas situações, após o período do sono, a pessoa relata que não conseguiu descansar direito e mesmo depois de ter dormido por várias horas, não encontra uma sensação de plenitude física e mental.
Pense um pouco.
Se o cansaço é físico, tome uma providência.
As leis Divinas recomendam o repouso.
Se for demasiado o cansaço, talvez você esteja doente e precise de atendimento profissional.
Procure um médico, realize exames, trate-se.
Se o seu cansaço o preocupa, tome o caminho mais conveniente.
Mas, se por qualquer motivo não puder fazer isso, então silencie.
Trabalhe e ore, buscando apoio e refazimento nas fontes espirituais.
Procure Jesus na intimidade de seu coração e entregue a Ele o seu cansaço e o seu descanso.
Ilumine os campos da alma com actividades que o enriqueçam espiritualmente, que o alegrem verdadeiramente.
Evite reclamações constantes, porque elas não melhorarão o seu cansaço, nem seu esgotamento.
Procure actividades que o refaçam.
Escolha um local onde necessitem de braços amigos e se ofereça como voluntário.
Mudança de actividade é também repouso.
Para o seu lazer escolha o que o possa refazer.
Um passeio tranquilo, a observação atenta de um quadro da natureza.
Delicie-se com uma música.
Desfrute o aconchego familiar.
Ore e seja feliz.
O sono foi dado ao homem para a reparação das forças físicas e das forças morais.
Enquanto o corpo se recupera dos efeitos da actividade do dia, o espírito também se reabastece no mundo espiritual.
Por isso mesmo a prece, antes do sono físico, se faz tão importante.
Com ela, sintonizamos com as mentes superiores com as quais, logo mais, quando dormirmos, poderemos nos encontrar para os diálogos que alimentam a alma e fortificam a disposição para as lutas
Adquirir o hábito de nos prepararmos consciencialmente para o sono, equalizando nossos pensamentos em elevadas vibrações, purificando nosso espírito, acalmando a nossa mente, procurando manifestar uma intenção positiva, de ter uma projecção astral proveitosa e harmoniosa.
É importante a realização da prece, magnetizada pela vontade de servir os planos de Luz naquilo que os seres de amor entendam que seja a tarefa adequada para nós.
Também podemos e devemos pedir treinamentos e instruções nas escolas do plano espiritual, com o objectivo seguirmos evoluindo na experiência física.
Prepare-se para o sono, cuide da sua energia antes de embarcar na viagem da alma, e jamais, de maneira alguma, adormeça nutrindo sentimentos de raiva, revolta, vingança e mágoa, porque eles podem ser o elo de ligação entre a sua alma e os planos mais densos e os seus representantes.

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MAGIA NEGRA PEGA?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 16, 2017 9:20 am

Neste estudo abordaremos um tema que para muitos causa um grande espanto, para outros é coisa do demo, todavia temos de conhecer como funciona esse tipo de prática para sabermos exactamente como evitar as influências maléficas, por isso não podemos nos prender a conceitos retrógrados, nossa proposta é de alertar as pessoas para que possam ser refractárias as energias emitidas pelas as entidades inferiores.
Muito se fala sobre a macumba realizada em terreiros e encruzilhadas, mas para um melhor entendimento entraremos no estudo das vibrações mentais:
Quando desejamos assistir um programa de Tv, ou de rádio, temos de sintonizar a emissora, então veremos aquilo que mais nos agrada, quando precisamos enviar uma carta temos de ter o endereço da pessoa, se não ficará difícil encontra-la.
Quanto a prática da macumba não é diferente, todavia não é o endereço da residência que se procura, mas o “endereço vibracional”, este é o canal mais importante que devemos conhecer.
Quando se tem a intenção de prejudicar alguém, a primeira coisa que as entidades inferiores vão procurar são as fraquezas do encarnado, como muitas delas tem o conhecimento dos padrões mentais e da coloração de nossa aura saberá direitinho o tipo de entidade que irá ser designada para canalizar sua vontade na mente do encarnado, de forma a comprometer o seu comportamento.
Por exemplo:
Se uma pessoa é muito sensual, os espíritos inferiores afeiçoados a este padrão vibratório acompanhará constantemente o encarnado, influenciando-o a ser ainda mais sensual, a ponto de começar a mudar suas atitudes, se a pessoa é orgulhosa, outras tantas entidades que se assemelham ao sentimento do orgulho influenciará de forma idêntica causando transtornos no trabalho, no lar, no estudo.
Se o encarnado for egoísta as entidades valorizarão muito o seu egocentrismo, portanto é tudo uma questão de sintonia, de afinidade.
O homem alcoólatra está sempre acompanhado de entidades viciosas que ainda sentem a necessidade do álcool, o mesmo acontece com o fumo, vampirizando os fluidos pesados desses elementos nocivos à saúde, assim ocorre também com o comportamento, e sempre haverá um espírito inferior, induzindo o encarnado a errar para que ele seja prejudicado.
Como podemos observar as influências existem, todavia, se não houver "brecha mental" da parte do encarnado será difícil esta actuação, se a pessoa souber se policiar com uma conduta correcta e pensamentos nobres, essas entidades não terão condições de penetrar no campo mental, logo o encarnado não sofrerá com as ideias emitidas.
A grande dificuldade das pessoas é poder estar sempre com o padrão mental em alta frequência, ou seja, vibrando muito acima das influencias inferiores e nocivas que advém de espíritos sofredores e inferiores, prazerosos em fazer o mal, e isto ocorre com tanta subtiliza que quase não se percebe.
Então macumba pega?
Sim, pega, mas desde que sintonizemos as vibrações das entidades inferiores.
Podemos evitar?
Sim, podemos evitar.
Como?
Com a prática da prece e a reforma íntima, essas entidades certamente desistirão, por falta de afinidade vibracional, portanto, a influencia negativa pode ser evitada, todavia se houver um débito de nossa parte para com este tipo de prática teremos de resgata-lo, entretanto na maioria das vezes o que ocorre é que deixamos o nosso pensamento livre para as influencias inferiores, logo, o melhor remédio é aquele que Jesus nos ensinou, Orai e vigiai.

Luciano Salgado Ribeiro
Fonte: Site Forum Espírita

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Comunicações mediúnicas entre vivos - (Parte 18)

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 16, 2017 7:16 pm

Ernesto Bozzano

Continuamos o estudo do livro Comunicações mediúnicas entre vivos, de autoria de Ernesto Bozzano, traduzido para o idioma português por J. Herculano Pires.

Questões preliminares

A. Nesta obra há registos de mensagens de vivos transmitidas com o auxílio de Espíritos desencarnados?
Sim. Tais mensagens dividem-se, segundo Bozzano, em dois grupos.
No primeiro quem se manifesta é a personalidade de um vivo, com a diferença de que o guia espiritual do médium afirma que a manifestação se produziu por seu intermédio.
No segundo grupo, as comunicações mediúnicas da espécie em questão produzem-se por intermédio único do guia espiritual, que se encarrega de receber a mensagem do vivo e de transmiti-la a outra pessoa afastada.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

B. Como explicar tais formas de comunicação?
Para responder a isso, Bozzano reproduz o relato feito pelo Prof. Oliver Lodge, segundo o qual o grupo familiar de experimentadores de Birmingham pediu à personalidade mediúnica “Raymond” para transmitir a palavra “Honolulu” a outro grupo de experimentadores em Londres, e a palavra foi transmitida.
A suposição é que, em tal caso, o Espírito “Raymond” tenha efectivamente transmitido como intermediário a mensagem que lhe foi confiada.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

C. É verdade que o Espírito “Raymond” fornecera provas suficientes em favor de sua identificação pessoal?
Sim. Aliás, o facto descrito na questão anterior integra uma série de experiências em que as manifestações da entidade espiritual “Raymond” constituíam o fim e a razão de ser das próprias experiências.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

Texto para leitura

269. Caso 26 – Trata-se de um caso muito conhecido porque citado com frequência. O Dr. Liebault, de Nancy, escreveu a Myers:
Apresso-me em comunicar-lhe por escrito o seguinte caso de transmissão de pensamento.
O facto se deu com uma família francesa, residente em Nova Orleans, vinda de Nancy para uma liquidação de negócios.
Conheci a referida família por haver tratado pelo hipnotismo a Srta. D., sobrinha do Sr. M. G., chefe da família em questão.
Padecia de uma leve anemia com tosse nervosa contraída em Coblença num colégio do qual era professora.
Facilmente a pus em estado sonambúlico e ficou boa, e tal facilidade nos fez supor que provavelmente tinha faculdades mediúnicas (a Sra. G. já as possuía), pelo que tratou de exercitá-la na escrita automática, esperando poder comunicar-se com os “espíritos” e em menos de dois meses se revelou uma boa médium escrevente.
Eu mesmo a vi traçar rapidamente páginas inteiras de escrita automática – que tinha por comunicações – em forma impecável, quando simultaneamente falava com os presentes.
Particularidade curiosa:
ignorava tudo o que sua mão escrevia, do que deduzia que algum espírito a movia.
Certo dia, 7 de fevereiro de 1868, pelas 8 da manhã, no momento de sentar-se à mesa para uma refeição ligeira, experimentou um impulso irresistível de escrever automaticamente.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 16, 2017 7:17 pm

Tomou o seu caderno e febrilmente rabiscou uns traços indecifráveis e, quando acabou a agitação do seu espírito pôde-se ler que uma certa Margarida lhe anunciava sua morte.
Era uma sua amiga também professora e companheira de pensão em Coblença e, naturalmente, todos acreditaram que a moça havia morrido.
A Srta. B. escreveu no mesmo dia a outra amiga inglesa, instrutora do mesmo colégio, sem revelar o motivo por que o fazia e alegando um pretexto qualquer.
Pela volta do correio chegou a resposta na qual aquela declarava sua surpresa de receber uma carta sem motivo aparente mas, ao mesmo tempo, anunciava a morte de sua amiga comum, Margarida, ocorrida às 8 horas da manhã do dia 7 de fevereiro.
No interesse da Ciência, lamento não haver pensado em ir junto com a família G. ao telégrafo para convencer-me de que se havia recebido na referida manhã um telegrama de Coblença, mas a honorabilidade de tal família estava acima de qualquer suspeita.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
270. Myers diz que, ainda prescindindo da impossibilidade de que uma família inteira conspirasse para enganar um amigo, a natureza da resposta recebida de Coblença demonstra que quem escrevia sabia que não se havia enviado telegrama algum.
Do ponto de vista da manifestação em si, cabe fazer notar que a moça enferma se extinguira “pelas 8 da manhã” e que em tal hora se manifestava mediunicamente à amiga distante, ou seja, que a manifestação pôde se produzir tanto um minuto antes, como depois da morte, ainda que seja mais provável esta última hipótese, já que a comunicante participa a sua morte.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
271. O Dr. Liebault classifica o caso como “transmissão do pensamento”, pois na época em que escrevia não havia ainda nascido a palavra “telepatia”, porém ambas as definições se equivalem.
Não se esqueça, porém, que neste caso a telepatia se exerce mediunicamente, o que a diversifica da forma sensorial e a aproxima das manifestações telepáticas dos mortos.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
272. Ademais, como nos casos examinados neste subgrupo se trata de vivos no leito de morte, evidente é que a telepatia entre vivos com modalidade mediúnica aparece como o último grau de uma ampla série de manifestações anímicas pelas quais se chega ao limiar da grande fronteira, mas além da qual não podem existir mais que manifestações telepáticas de mortos, demonstrando-se com isto que não existe solução de continuidade entre as modalidades com que se produzem as comunicações entre vivos e mortos.
Em outras palavras:
uma vez mais temos de reconhecer que o Animismo prova o Espiritismo.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo E)
273. Mensagens transmitidas com auxílio de entidade espiritual – As mensagens de que aqui tratamos dividem-se em dois grupos distintos:
No primeiro quem se manifesta é ainda a personalidade de um vivo, com a diferença de que o “espírito-guia” do médium afirma que a manifestação se produz por seu intermédio, no sentido de que ele se prestaria a ajudar a personalidade espiritual do vivo a fim de pô-la em condições de atingir o seu objectivo.
No segundo grupo, ao contrário, as comunicações mediúnicas da espécie em questão produzir-se-iam por intermédio único do “espírito-guia”, o qual se encarregaria de receber a mensagem do vivo e de transmiti-la a outra pessoa afastada, sem intervenção do próprio vivo.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
274. O primeiro dos grupos indicados não apresentaria por si mesmo valor teórico apreciável, podendo-se com razão objectar que a afirmação inverificável do “espírito-guia” a respeito de um hipotético auxílio por ele prestado ao vivo que se manifesta mediunicamente não é mais do que uma fantasia onírico-subconsciente do médium.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 16, 2017 7:18 pm

275. Tal objecção bastaria para tirar todo o valor teórico ao grupo de manifestações em questão, se não existissem as manifestações do segundo grupo, diante das quais a mesma objecção é muito menos legítima.
A eficácia teórica, portanto, não pequena, das manifestações do segundo grupo reflecte-se favoravelmente sobre as do primeiro, levando-se em consideração que se umas têm fundamento, também as outras parecem prováveis.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
276. Não se diz, porém, que a origem espírita das manifestações pertencentes ao segundo grupo possa ser considerada solidamente demonstrada.
Com todo o rigor, tal não é possível.
De qualquer forma, não há falta de provas indirectas em favor da interpretação espírita, provas que assumem forma de argumentações indutivas de grande eficiência demonstrativa, pois que, sem elas, muito dificilmente se poderia algumas vezes dar a razão de ser dos factos.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
277. O Prof. Oliver Lodge diz, a respeito do grupo de manifestações, o seguinte, que transcrevo do Journal of the S. P. R.:
Como explicar tais formas de transmissão mental de uma pessoa a outra?
Tomemos o episódio da palavra “Honolulu” por mim citado no livro “Raymond”.
O grupo familiar de experimentadores de Birmingham pediu à personalidade mediúnica “Raymond” para transmitir a palavra “Honolulu” a outro grupo de experimentadores em Londres, e a palavra foi transmitida.
Ora, o caso pode explicar-se considerando-o uma experiência telepática, mas a circunstância que não se deve esquecer, pois que constitui o lado dramático da interpretação é esta:
o encargo de transmitir a mensagem foi dado a “Raymond”, que se achava em relações com os dois grupos de experimentadores.
E, assim sendo, não se pode deixar de reconhecer que se o episódio se pode explicar telepaticamente, pode-se interpretar ainda melhor, pressupondo que o espírito “Raymond” tenha efectivamente transmitido como intermediário a mensagem que lhe foi confiada.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
278. Assim escreveu o Prof. Lodge, e esta última interpretação dos factos parece mais legítima do que a outra porque nesta se leva em devida conta a circunstância fundamental que confere valor ao ciclo inteiro das experiências em apreço, isto é, que as manifestações da entidade espiritual “Raymond” constituem o fim e a razão de ser das próprias experiências e, como a mesma entidade já havia fornecido provas bem notáveis em favor da sua identificação pessoal, segue-se que, querer separar o episódio exposto do complexo orgânico dos outros episódios, explicando-o de forma diversa, seria um procedimento arbitrário e anticientífico.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
279. A título de exemplo fornecerei apenas três episódios relativos ao primeiro grupo das manifestações em exame.
Ademais, os leitores terão observado que nos casos anteriormente citados se encontram vários em que se faz alusão ao presumido auxílio espírita implícito nos episódios de comunicações mediúnicas de vivos, presunção que não levei em conta porque de natureza demasiado vaga.
Nos três exemplos que se seguem, tal presunção, ao contrário, parece justificada, conquanto não o seja ainda suficientemente sem o auxílio eficaz dos episódios afins, pertencentes ao segundo dos grupos examinados.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
280. Caso 27 – Tiro-o do livro da Sra. Hester Travers-Smith, Voices from the Void (págs. 48/50).
Como já tivemos ensejo de observar (Caso 1) essa senhora possui notabilíssimas faculdades mediúnicas, embora sejam limitadas ao sistema de comunicações obtidas com o aparelho mediúnico chamado Oui-já (quadro com o alfabeto munido de um ponteiro que indica as letras) e fez muitas experiências com o Prof. William Barrett, o qual, por seu intermédio, obteve algumas provas admiráveis de identificação espírita, que cita em sua obra On the Threshold of the Unseen.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Jun 16, 2017 7:19 pm

281. Escreveu ela:
Certa personalidade mediúnica, que ainda não conheço intimamente porque se manifesta há poucos meses, assina o nome de “Shamar”.
Diz ser de raça indiana e se afirma meu “espírito-guia”.
Preside e dirige quase todas as minhas sessões, dedica-se a desenvolver e a aperfeiçoar a minha mediunidade, tendo cuidado, acima de tudo, de trazer às sessões, para se comunicarem, espíritos que se demonstram sempre escrupulosamente verdadeiros.
Tal entidade me informa que agora se interessa de modo particular em trazer-me espíritos de vivos, aproveitando o momento em que estão dormindo ou cochilando.
Interessa-se pelos encarnados porque com estes é possível obter-se a prova absoluta de identificação pessoal dos espíritos comunicantes.
“Shamar” mostrou-se sempre sincera e leal para comigo.
Recentemente provocou manifestações de espíritos de vivos, com relação aos quais tive meios de certificar-me da veracidade absoluta das mensagens que me transmitiram.
Em dezembro de 1917 eu me achava em Londres, hospedada em casa de uma família de parentes com a qual passei as festas de Natal.
No dia 26 fiz com a minha prima uma breve sessão mediúnica das 10:30 às 11 horas da noite, na qual se manifestou “Shamar” e prometeu fazer-nos assistir a uma interessante manifestação.
Pouco depois o ponteiro do Oui-já indicou o nome do irmão de minha prima.
Descreveu ele a sala em que se achava, acrescentando que havia adormecido, sentado diante da lareira.
Foi breve a mensagem e eu não conservo o original, mas foi verificada a sua exactidão em todos os detalhes.
Depois dele, foi ditado o nome do Sr. D..., um íntimo amigo nosso, que nos comunicou achar-se apenas cochilando e que, em consequência, a sua mensagem só poderia ser dada aos saltos, e de facto tal sucedeu.
Informou-nos que naquele momento estava sentado na saleta em frente da lareira e que não havia outra pessoa no aposento.
Eu lhe pedi que transmitisse certa mensagem a sua irmã e ele observou:
“Sinto muito, mas não é possível, porque quando eu acordar me esquecerei de tudo o que estou dizendo e ouvindo”.
Descreveu-me então longa e minuciosamente de que modo haviam decorrido em sua casa as festividades do Natal, acentuando a vinda de um nosso amigo comum que eu absolutamente não teria podido imaginar houvesse tomado parte nos festejos.
Depois comunicou-me que era obrigado a despedir-se porque o seu corpo ia rapidamente despertando, tornando-se assim impossível a comunicação.
Quando voltei para Dublin tive o cuidado de informar-me a respeito e verifiquei a absoluta veracidade do que me havia sido contado mediunicamente pelo meu primo.
Deixo os leitores à vontade para decidirem se no caso exposto se tratava ou não de telepatia. O espírito de meu primo teria realmente se afastado de seu corpo para vir conversar comigo?
Não ouso responder à pergunta.
A última prova do poder de “Shamar” em preparar tais manifestações se deu há duas noites.
Fiz uma sessão durante o dia, na qual “Shamar” me avisou que tentasse outra alta noite, porque queria fazer certas experiências.
Assim fiz, e cerca das 12:30 da noite trouxe ela um amigo que, após haver declarado achar-se dormindo naquele instante, apressou-se a dar explicações sobre certo procedimento seu, que me havia parecido reprovável e eram explicações que eu nunca teria podido imaginar.
De qualquer forma, não dei importância a essa comunicação mediúnica, mas na manhã seguinte recebi dele uma carta em que se justificava, dando exaustivas explicações, idênticas às que eu havia recebido mediunicamente na noite precedente.
Diante de tais resultados, parece-me que as comunicações mediúnicas dos vivos imersos no sono constituem uma questão da mais alta importância para as pesquisas metapsíquicas.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F) (Continua no próximo número.)

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Vencendo a vida

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 17, 2017 9:06 am

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

- Khalil Gibran

Há muito, muito tempo, eu trabalhava numa empresa multinacional e, no final do ano, tinha uma rotina árdua de fechamento de balanço.
Era comum trabalhar no sábado.
E nesta ocasião um auxiliar meu de contabilidade, antes de terminar o expediente, veio me dizer que tinha um compromisso e que precisava sair mais cedo.
Como era um jovem de minha confiança, convidei-o para tomar um café comigo antes de sair.
E nesta conversa ele me disse que estava ansioso, pois tinha um compromisso importante com a “namoradinha”.
Ela estava grávida, e os pais dela não sabiam (fazia somente dois meses).
Então, ele tinha combinado, e inclusive feito um pagamento adiantado, para a realização de um aborto.
Conversamos alguns minutos mais sobre o valor da vida, por que estamos aqui, de onde viemos e para onde voltaremos um dia, visto que somos seres espirituais estagiando na Terra temporariamente.
Que morte não existe e sim vida imperecível.
Nascemos, vivemos, morremos e renascemos até alcançar a perfeição.
Papo recto. Nada de sermão.
Nada de convencimento do contrário.
Apenas uma semente. Para pensar.
Dois meses depois recebo um convite de seu casamento com a “namoradinha” grávida.
E para minha alegria, muito tempo depois, recebi o convite para o aniversário da menina, quando ela completou 15 anos.
Pensamento positivo cria a vida que buscamos, mais amena e feliz.
As ideias são como as sementes.
Elas, as sementes, querem vencer a terra e, germinando, buscar a luz e crescer em torno do seu Deus, o Sol.
Os bons pensamentos, também, querem vencer a materialidade da vida e, rompendo com os medos e preconceitos, buscar a luz da sabedoria e do amor que é Deus, nosso Pai.
Ninguém pode ser feliz sozinho, ou impedindo o outro de viver.
Ninguém pode ser feliz sem fazer o outro feliz.

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é editor das editoras EME e Nova Consciência.

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Inter-agimos e nos modificamos

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Jun 17, 2017 7:22 pm

Herança genética, fatalidade física.
Por muito tempo se acreditou que o corpo ao adquirir a herança que lhe foi transmitida pelos pais biológicos permanece com o indivíduo até sua morte.
Contudo, pesquisas recentes tendem a mostrar o contrário.
Assim surgiu a Epigenética.
O termo tem origem do grego, onde “epi” significa “acima, perto, a seguir”, e estuda as mudanças nas funções dos genes, sem alterar as sequências de bases (adenina, guanina, citosina e timina) da molécula de DNA (ácido desoxirribonucleico).
As modificações conforme a Epigenética podem ser herdadas no momento da divisão celular (mitose) e irão ter um profundo efeito na biologia do organismo, definindo diferentes fenótipos (i.e. morfologia, desenvolvimento, comportamento etc.).
Toda essa terminologia pode parecer confusa para os leigos, contudo, é de fácil entendimento.
Propõe que podemos modificar o DNA a partir das nossas inter-acções com o meio ambiente e nossa alimentação escolhida.
Reencarnar é buscar novos momentos de adequação às Leis Divinas.
Enquanto necessitado deste procedimento o Espírito deverá retornar várias vezes ao corpo físico, sofrendo modificações físicas que gradualmente vão alterar o períspirito e, num futuro, modificar substancialmente seus comportamentos.
Estamos vindo de progressos sobre progressos tanto genéticos quanto espirituais.
Quase sempre ouvimos referências sobre nossos atrasos espirituais.
Sim, ainda não adquirimos avanços que nos consolidem como criaturas prontas para voos universais.
Contudo, é necessário dizer que saímos do primitivismo mental, psicológico e caminhamos hoje num mundo tecnológico.
Essa mudança se verificou através de uma evolução feita em dois mundos como refere André Luiz; ou seja:
no mundo físico e no mundo espiritual.
Os interstícios entre eles capacitam o indivíduo a novos avanços que lhe chegam através de outros estímulos.
Várias foram as civilizações e vários os adiantamentos adquiridos.
Desta forma de encarnação a encarnação o Espírito adquire novos fundamentos que podem modificar sua estrutura celular quando necessário, não ficando preso a um só padrão genético durante toda uma existência.
Isso condiz com a infinita sabedoria e bondade de Deus que vai dando a cada um de conformidade com suas obras, mas mais variadas extensões, ciclos e conjunções.
Um bebé que nasce é um “depósito de Deus” como disse Jesus a Zacarias de Jericó, ínsito no livro Cartas e Crónicas, capítulo 5, ditado por Humberto de Campos ao Chico Xavier.
Assim, potencializado pela divindade, o Espírito cresce e se instrui para as realizações que lhe competem realizar.
Enquanto realizada modifica-se, ampliando e arquivando experiências que lhe serão arcabouços para novas realizações, num constante evoluir.
Os corpos físicos se modificam e se amoldam aos tempos, de acordo com as propostas e necessidades dos seus habitantes.
Somos, pois, seus artífices.
A bela mulher, o belo homem de ontem não seriam tão belos neste presente.
Também os hábitos do passado ganharam novas dimensões neste agora.
Nada é estático na criação divina.
Tudo se transforma, a partir de um princípio gerado pela “Inteligência Suprema e Causa primária de todas as coisas”, como nos informa a questão primeira de O Livro dos Espíritos.
Há Leis e nelas, a Lei do Progresso.
“O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente, mas nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma maneira; é então que os mais adiantados ajudam os outros a progredir, pelo contacto social”, diz-nos a questão 779 de O Livro dos Espíritos.
Por causa desse contacto chegamos até aqui e avançaremos mais.
A contribuição genética dos nossos pais biológicos é alterada pela nossa própria contribuição enquanto Espíritos encarnados e assim sucessivamente.
Quando a Terra atingir um nível superior moral e intelectualmente, os seus ambientes estarão mais refinados proporcionando refinamentos físicos através da modificação no genoma humano.
Em síntese podemos nos dizer:
avante! você é filho da luz, sal da terra, depósito divino em permanente transformação.

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Zimbábue

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 18, 2017 11:45 am

Sonho – desdobramento

Carrego ao colo o meu filho de dois anos de idade.
Eu o seguro de lado, encaixado sobre a minha anca, sobraçando-o pela cintura com o braço direito como sempre faço.
O ténis pequenino, riscado de várias cores, a sunga e a camiseta estampada, de cores garridas, o boné amarelo de que ele, de cima de sua pequenez, tanto gosta.
De repente, no meio da picada africana, surge, à minha esquerda, um barracão do tipo colonial coberto com chapas de zinco – construção que, ainda hoje, se encontra pelo interior da África – bem antigo, abandonado, em ruínas, outrora utilizado como estação ferroviária em lugarejos perdidos aqui e além na vastidão africana, resquício do domínio do Império Britânico. Bem próximo um pequeno muro de enormes pedras, algumas já soltas pela ação do tempo e do vento, caídas no chão.
Nele encostado, apoiado a um nodoso cajado, está um negro, velho, encarquilhado, amplo chapéu de palha, da idade de seu dono, inclinado por sobre os olhos.
Na boca, um cachimbo artesanal, bem rudimentar.
Mais além, um rio caudaloso, de águas barrentas.
Aproximo-me do velho, cumprimento-o com o respeito que da idade lhe advém e pergunto se posso tomar banho naquele rio, se o rio tem crocodilos.
Faço essa pergunta sem saber a razão, porque, na verdade, não tenho a mínima intenção de entrar naquelas águas escuras e muito menos com meu filho à ilharga.
Com uma expressão longínqua e uma lentidão de quem já cansou de ver o tempo passar, afasta o cachimbo dos lábios e uma ténue fumaça se enovela no espaço.
– Você é quem sabe.
A vida é um rio.
Com ou sem crocodilos, sempre existem perigos.
Só você vai saber se quer ou não entrar nesse rio.
O risco é todo seu.
Quando ia continuar o diálogo, o velho, num passe de mágica, sumiu.
Olho para a minha direita.
Meus falecidos avós, de mãos dadas, caminham para mim, sorrindo.
Numa fracção de segundo, não estão mais lá.
Na minha frente o rio caudaloso, largo, imponente.
Nas margens, vegetação rasteira, pequenos arbustos.
A água lamacenta corre para a foz num rumorejar constante.
Aqui e além, circunda um ou outro pedregulho, ou pé de vegetação, e continua correndo para o seu destino.
Infunde respeito.
Caminho na sua direcção.
A cada passo, a água, como por encanto, fica mais e mais clara.
Na metade do rio, à minha esquerda, corre agora uma água cristalina, transparente.
Do meu lado direito, porém, a água continua turva, lamacenta e espessa.
De repente, um barulho ensurdecedor...
Paro a certa distância da margem.
Um peixe enorme.
Nunca vi um peixe assim.
Lembra um boto, que tivesse cruzado com um peixe-serra, de bico pontudo e comprido, cinza claro prateado, mesclado de manchas coloridas, como um arco-íris aquático. É lindo!
O peixe se desloca em movimentos extremamente vagarosos, nada entrando e saindo da água, desenha lentamente vários arcos imaginários, exibindo toda a sua beleza, esparramando a água em pequenas gotículas douradas e prateadas.
De repente, um barulho ensurdecedor… do meu lado direito; a água escura e barrenta, de um marrom avermelhado, se agita, revolve e grandes quantidades de água se elevam, enquanto bolhas enormes de oxigênio se desprendem na superfície.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS I

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Jun 18, 2017 11:45 am

Um volume indefinido começa a emergir.
Involuntariamente me lembro do monstro do Lago Ness na Escócia.
Olho o rostinho de meu filho. Imperturbável.
Nem um sinal de medo.
É como se nada visse.
Para minha surpresa, eu também não sinto qualquer receio.
A massa, saindo do meio das águas lamacentas, começa a ganhar contornos.
Um negro enorme, gigantesco, ergue-se na minha frente.
A água escorre pelo corpo hercúleo, que agora rebrilha à luz do sol.
Um corpo atlético, musculoso, proporcional, uma verdadeira estátua grega de ébano.
Um pano preto, preso nas ancas, cobre-lhe o sexo.
As pernas separadas, os braços ligeiramente afastados do corpo, o abdome retesado num feixe de músculos.
O corpo ligeiramente arqueado, curvado para frente na minha direção.
O cabelo negro, espesso, abundante, eleva-se sobre a cabeça em três níveis, como que sobre uma estrutura própria, caindo profusamente até à altura dos ombros.
Estranhamente é cabelo liso e não o crespo característico dos negros daquela região.
Ele me olha.
Os seus olhos são negros e cintilantes.
O brilho do olhar é indescritível.
Começo a sentir paz, uma sensação de que nada de ruim pode acontecer, uma segurança total.
Meu filho desaparece de meus braços e nem mesmo esse facto me assusta, nem me preocupa.
O olhar desse ser lindo encontra o meu e fico estática, enlevada, sem conseguir desviar os meus olhos, como se daquele olhar dependesse a minha vida.
Esse homem sabe tudo, tudo, a meu respeito.
Eu não preciso dizer nada.
Zimbábue era seu nome
A voz dele faz-se ouvir sonora, forte sem ser agressiva, segura, transmitindo a certeza que só milênios de conhecimento fazem adquirir.
– Eu sou Zimbábue.
Sou um guerreiro africano.
Vivi há muitos, muitos anos, num tempo que não dá mais para contar.
Combato toda e qualquer injustiça e protejo quem precisa de ajuda.
Vim para lhe mostrar o caminho a ser seguido.
Foi isso que você, finalmente, pediu hoje.
Aqui estou.
Sempre estive ao seu lado, mas só hoje você pediu ajuda para lidar com a sua vida.
Você tem livre-arbítrio.
Pode fazer o que quiser.
Mas, sempre que se sentir sem forças, chame por mim. Eu virei em seu socorro.
Você não está só.
Você está sem forças, sem energia, triste, muito triste, porque você não está querendo entregar-se à sua missão na Terra.
Não tenha medo de viver.
Você é uma guerreira de luz, assim como eu.
Guerreiros sofrem, sentem o sofrimento com uma intensidade muito grande, dão-se às outras pessoas, são incompreendidos, às vezes injustiçados, mas lutam, sempre lutam.
Não a luta que você tem abraçado.
Você tem lutado por valores que, para um verdadeiro guerreiro, nada significam.
Tem usado o seu tempo e energia em questões frívolas, tão insignificantes em relação a todo o Universo...
Por isso, a sua luta tem sido inglória.
A sua luta, a verdadeira luta, está começando agora, se você assim o quiser.
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