Conde J. W. Rochester - No Castelo da Escócia / Wera Ivanovna Krijanovskaia

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Re: Conde J. W. Rochester - No Castelo da Escócia / Wera Ivanovna Krijanovskaia

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 20, 2016 7:30 pm

Já faz alguns dias que ele está doente e eu nem pergunto por ele; estou feliz por não ver sua cara maliciosa, nem ouvir suas prédicas falsas.
"Finalmente houve a explicação — inesperada e revoltante.
Que cena, meu Deus!
Ela me abalou tanto que eu achava que eu ia morrer; mas, não, eu ainda estou viva e quero transmitir os futuros acontecimentos.
Estou acostumada a confiar a este caderno os pensamentos, as impressões e os factos da minha vida breve, mas criminosa e infeliz.
"Depois das minhas últimas anotações, passaram cerca de duas semanas difíceis; à minha debilidade geral somaram-se pontadas no coração.
Certa manhã eu estava deitada no sofá, neste mesmo quarto, quando irrompeu Marietta, pálida, e disse que viu pela janela o reverendo Silva saindo do coche.
— Depressa — ordenei —, esconda-se e não saia até que ele vá embora.
Se ele a vir aqui, você poderá pagar com a vida.
"Ela sumiu feito sombra.
Um sentimento de maldosa alegria assaltou-me a alma.
Eu poderia finalmente atirar-lhe na cara todo o meu desdém, desmascarar seu relacionamento com Charlotta, sua participação no assassinato de Edmond e sequestro de Charly.
Após alguns minutos a porta se abriu e o padre entrou em passadas apressadas, como sempre calmo e discreto.
Fiquei subitamente tomada de fraqueza diante do homem que me fizera tanto mal e que me olhou perscrutadamente.
Ele se curvou, tomou-me a mão e perguntou, meio afectuoso, meio amargurado:
— O que há com a senhora, lady Antónia?
O padre Mendonza me disse que a senhora estava doente.
Por que se trancou aqui e não quer consultar os médicos?
"Ele ainda se atrevia a perguntar-me o que havia comigo?!
Eu estremeci de indignação, desespero e nojo.
Esforçando-me para me dominar, levantei e afastei bruscamente sua mão.
— Chega de mentiras e chacotas cínicas, disfarçadas em palavras beatas para encobrir a torpeza de sua alma.
Ou o senhor achava que seus malefícios jamais seriam descobertos?
O senhor é o mentor e o cúmplice dos assassinatos, amigo da criminosa Charlotta e o sequestrador do meu filho — gritei, ensandecida.
O padre Silva começou a tremer, empalideceu e recuou.
Sem dar atenção a isso, continuei em mesmo tom:
— O senhor não deve estar gostando que eu lhe arranque esse disfarce de um servidor de altar severo, honesto e beato, que exprobra as fraquezas alheias?
Quem iria imaginar que o senhor, um eclesiástico, frequenta nas noites escuras o covil de sua ex-amante, encomenda-lhe preparados para se livrar dos que o atrapalham e joga baralho com um assassino profissional.
Tenho ainda a segunda hóstia envenenada, daquelas duas que o senhor me deu e estou propensa a entregá-la à justiça humana...
Confesse, homem perjuro, com que intenção você fez com que Walter e eu cometêssemos o crime?
Por que nos arruinou e, finalmente, envenenou-me?...
"Eu não consegui continuar, pois estava me sufocando; faltava-me o ar e uma forte dor comprimia-me o coração.
Pálido feito espectro e sacudindo-se em tremor nervoso, ouvia-me o reverendo padre, sem interromper; súbito, enrubescido intensamente, olhar fulgente e lábios trémulos, ele deu um passo em minha direcção.
— A senhora quer saber os motivos das acusações que me dirige, que só o diabo poderia ter-lhe revelado?
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Ave sem Ninho

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Re: Conde J. W. Rochester - No Castelo da Escócia / Wera Ivanovna Krijanovskaia

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 20, 2016 7:30 pm

Está bem, eu vou revelar a verdade.
Faço-o porque a senhora já está com um pé na cova.
Ouça então a minha confissão!
— Não tive na vida nem alegria, nem amor.
Órfão dos pais, fui entregue ao seminário e me agarrei à única coisa que me era possível:
alcançar um alto posto na Ordem.
A esta ambição árdua e obstinada eu me consagrei de corpo e alma.
Não percebi como passou a minha juventude e, quando alcancei o objectivo almejado, tornei-me velho de corpo, ainda que jovem de alma.
Compreendi então que eu havia simplesmente desperdiçado a minha vida.
Eu ansiava amar e ser amado, mas esse sentimento, tão humano e legítimo para o resto de homens, era para mim criminoso.
Foi justamente nessa época de minha depressão que a vi resplandecendo em sua juventude... o que foi a minha ruína.
Apaixonei-me pela senhora, e esta paixão não correspondida, recolhida atrás da máscara da impassibilidade de sacerdote e confessor, foi-me martirizando a alma.
Seria impossível descrever o meu desespero quando a vi casada e, depois, nos braços de um amante.
Edmond e Walter foram sacrificados por causa do sentimento inerente a todos os homens — o ciúme, que me dilacerava o coração.
O meu plano era o seguinte:
— A criança deveria desaparecer; morto Edmond, a senhora ficaria sozinha, já que Walter, envolvido no assassinato, não oferecia qualquer ameaça e poderia ser controlado ou aniquilado a qualquer momento.
Mas, o que o homem propõe, Deus indispõe; assim, saiu tudo às avessas.
Eu não imaginei que a senhora se tornaria amante de Walter, nem que ele, feito duque de Mervin, conseguisse juntar provas contra mim e o padre Mendonza, ameaçando queixar-se ao Santo Padre e pedir que nós abençoássemos aquela união.
Preferiria morrer a aceitar aquilo.
Era necessário abalar o rival insubmisso e destituí-lo da posição que o tornava esnobe e audacioso.
Correu tudo como eu planeei:
a criança foi devolvida, a senhora pôs a culpa em Walter, os documentos que nos comprometiam estavam desaparecidos e ele acabou se matando.
É verdade, o meu plano de fazer com que a senhora ficasse totalmente só, recolhendo-se ao mosteiro pelos remorsos, não deu certo, mas eu tinha esperanças...
Eu queria obter de Charlotta um filtro de amor para impregnar com ele as hóstias consagradas e, com isso, fazer a senhora apaixonar-se por mim, e não matá-la.
Charlotta me enganou e pagará caro por isso...
— Pode rir de mim, a senhora tem esse direito, pois para mim está tudo acabado:
fui punido por Némesis, mas estou feliz.
Se não posso ter a senhora, prefiro vê-la morta; que o túmulo a possua!..."
Ele interrompeu a fala, respirando a custo.
Seu rosto transfigurado e os olhos que fulgiam de paixão selvagem deixaram-me tão aterrorizada, que eu não conseguia raciocinar direito; o medo e o nojo me sufocavam.
Eu devo tê-lo empurrado com força, quando ele se inclinou sobre mim; depois, feito através de uma névoa, vi-o precipitando-se à porta, desaparecendo em seguida, mas eu já estava desfalecendo.
"Três dias já se passaram desde aquele incidente e eu estou como que num pesadelo.
Marietta me disse que Silva (não consigo mais chamá-lo de "padre", pois isso seria um sacrilégio) havia ido embora da cidade.
Graças a Deus: não o verei mais!
Oh, como eu odeio aquele homem torpe que sacrificou a minha vida por paixão sórdida, empurrou-me para o crime e tornou-me infeliz. ..
"Estou me sentindo muito mal.
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Re: Conde J. W. Rochester - No Castelo da Escócia / Wera Ivanovna Krijanovskaia

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 20, 2016 7:31 pm

Desde ontem têm-me aumentado as crises cardíacas — sinal de que logo aquele mecanismo de relógio, inserido nos seres humanos, entrará em colapso para pôr fim às alegrias e amarguras, às esperanças e remorsos...
A morte se aproxima e eu sinto isso; amedronta-me tanto o sorvedouro insondável!
Esta noite vi Edmond no sonho.
O sangue esvazia-se de seu ferimento e em seu olhar lia-se ódio; ele gritava sacudindo-me:
— Até o nosso breve encontro, lady Antónia!
"Deus misericordioso, poupe-me do encontro com a minha vítima e dê-me paz no túmulo!"
O manuscrito acabava com essas palavras.
Tomada por tremor nervoso, Mery afastou o caderno, recostou-se no espaldar da poltrona e enxugou a testa húmida.
Sentiu uma sensação estranha:
as cenas lidas por ela assomavam-se diante dela com vivacidade incrível e, naquele minuto, praticamente se esqueceu de que era Mery, sentindo-se Antónia.
O contacto de dedos gelados, tomando-lhe a mão e apertando-a doloridamente, tirou Mery de seus devaneios.
Ela retesou-se e um arrepio percorreu-lhe a espinha, quando viu ao lado o sinistro desconhecido de Komnor Castle; em seus olhos, ardendo fosforicamente, lia-se ódio impiedoso e zomba cruel.
— Vejo, duquesa, que a leitura do romance a deixou perturbada; sinto muito mas devo inteirá-la de alguns pormenores adicionais.
Quando você examinava à luz de lamparina o rosto do marido vítima de seu amante, enganou-se ao julgá-lo morto; o coitado ainda estava vivo.
Ao ser atirado no precipício, eu bati a cabeça contra uma saliência da rocha e quebrei o braço.
O ferimento formou um coágulo que estancou a hemorragia.
A chuva torrencial trouxe-me à consciência e me vi numa espécie de depressão cercada por paredões lisos, sem conseguir me dar conta do que havia acontecido e de onde estava.
A chuva parou e a luz esbranquiçada da aurora filtrava-se naquele buraco horrendo; a dor no ferimento e no braço quebrado tornava-se insuportável.
Ao recobrar totalmente a consciência, compreendi que era o meu fim.
Gritei pedindo socorro, mas tudo debalde.
A chuva recomeçou e eu me protegi na depressão, que se verificou espaçosa — era uma espécie de caverna, à qual me arrastei com muito esforço, quando então perdi os sentidos novamente.
Era noite quando voltei a mim.
Ouvi o uivo do vento e o chicoteio da chuva pelos rochedos, mas tudo me era indiferente.
Um louco desespero apoderou-se de mim:
era terrível morrer de fome feito um cão, no resplendor da juventude, a apenas cem passos de seu castelo.
Reconheci Walter como meu assassino e, em desespero, injuriei Deus, amaldiçoei o torpe homicida e você, Antónia, ainda que a amasse loucamente, fingindo não saber que você preferia aquele canalha — instrumento de Mendonza...
Minha agonia durou dois dias e não existe nada que se compare a meus sofrimentos.
Então decidi acabar comigo.
No bolso encontrei um pequeno estilete que sempre carregava comigo e que — seria ou não aquilo um escárnio sobre um morto — fora deixado por assassinos.
Cravei o estilete no ferimento da cabeça.
Que forma original de ser morto e depois se matar por desígnios da mulher amada, não é verdade?
Mas, o tanto que eu a amava, agora eu a odeio, pois, por sua culpa sou um renegado.
As maldições que lancei em minha ira tresloucada geraram um carrasco que me atormenta, aprisionando-me a este fatídico castelo e àqueles com quem fiquei unido pelo ódio que ferve em minha alma.
Mas soou a hora da vingança.
Veja, sua pérfida, o que você fez comigo com seu crime.
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Re: Conde J. W. Rochester - No Castelo da Escócia / Wera Ivanovna Krijanovskaia

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 20, 2016 7:31 pm

Mery estava zonza; os olhos cheios de ódio do terrível espectro parecia perpassarem-na.
Neste minuto ela esqueceu até as fórmulas e tudo que poderia protegê-la dos monstros do mundo do além.
Impotente, sentia-se arrastada com rapidez estonteante; parecia-lhe que não andava, mas voava através do parque e, depois, sobre uma trilha; em seguida, ela foi como que suspensa por uma rajada de vento e rodopiou feito uma folha seca.
Uma sacudida forte devolveu a Mery a consciência da realidade e ela esquadrinhou o olhar em volta.
Estava numa pequena plataforma cercada de rochedos altos que formavam uma espécie de poço; num dos paredões via-se uma depressão em forma de caverna, iluminada neste minuto por luz avermelhada.
Sem meios para resistir à força que a atraía, Mery adentrou a gruta e viu no fundo um esqueleto jazendo na areia, coberto de musgo; seu acompanhante estava parado ao lado.
Perto dele, sustentando-se numa poderosa cauda de serpente, postava-se um monstro asqueroso com torso e cabeça humana; em sua cara diabolicamente perversa e cruel pareciam estar gravadas todas as paixões e ele era realmente medonho; patas garrudas revolviam a areia, enquanto as asas negras e dentadas fustigavam o ar com barulho sinistro.
— Olhe para este monstro, gerado por sacrilégio e maldições!
Ele é o nosso carrasco, que sempre virá para se interpor no caminho de sua felicidade.
Este guardião não só lhe envenenou a vida, como fez fenecer sua alma.
Você pertence ao inferno, de onde saiu este monstro sem alma, gerado pelos fluidos venenosos da alma humana revoltosa.
É o ódio que faz viver este vingador, conquanto os malefícios, as lágrimas e o sofrimento das vítimas são o seu alimento.
Ele e o Satanás — nosso amo — atraíram-na para cá e agora você me pertence pelas leis do inferno.
Você será minha consorte e larva, tal como eu.
Há-há-há! Viveremos aqui, onde eu suportei a minha agonia.
Está vendo as manchas pretas sobre as pedras?
É o meu sangue.
E eis — ele se inclinou e pegou no chão um anel — a nossa aliança.
Colocarei em seu dedo e sugarei em gotas o seu sangue.
Mery não conseguia se mexer, como que paralisada, e aterrorizada olhava para o terrível espectro que externamente passou por uma brusca mudança.
Ele já não aparentava uma pessoa viva e transformara-se numa massa nevoenta, negra, alongada e salpicada por ziguezagues ígneos que, serpenteando feito répteis e estalando, aproximava-se de Mery, pregando nela os olhos incandescidos.
Ela tombou no chão e ficou imóvel, achando que caíra em poder do monstro do inferno e que algo de terrível iria ocorrer.
Como através de uma névoa, ela viu Cocotó com seu exército; eles tentavam defendê-la do vampiro, mas eram fracos frente àquele gigante do mal.
Subitamente, uma luz azul celeste atingiu Edmond no peito e atirou-o para o lado; entre ele e Mery reverberou o reflexo de uma grande vela de cera, ladeado por clarão amplo, encimado por cruz fulgente.
Como que agarradas por furacão, a larva e a materialização viva da maldição foram atiradas para fora da gruta.
Mery tombou inânime, sendo encoberta como que por uma mortalha de fluido negro.
A visão da vela começou a derreter; a luz azul celeste permaneceu ainda por alguns minutos e, depois, subindo em espiral, desapareceu.
Logo após o desaparecimento de Mery do castelo, Uriel havia retornado da viagem.
Mal começou a sacudir a poeira das vestes, contorceu-se de dor na perna; nisso, ele viu Cocotó que o mordera.
Furioso, agarrou Cocotó pelo rabo, agitou-o no ar e atirou para longe.
Mas o comunicado rabugento do capeta arrefeceu a ira do satanista; imediatamente juntou o pessoal do castelo e todos acorreram ao local do assassinato de Edmond.
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Re: Conde J. W. Rochester - No Castelo da Escócia / Wera Ivanovna Krijanovskaia

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Out 20, 2016 7:31 pm

Uriel desceu pessoalmente no precipício, achou na gruta o corpo inconsciente de Mery e ordenou que fosse transportado para o castelo.
Feito isso, ele e o médico corcunda trataram dela.
Ao se recobrar do longo desmaio, Mery dormiu um sono profundo até a manhã seguinte.
Ao se levantar da cama, recebeu a visita de Uriel, que lhe trouxera uma bebida tonificante e anunciou-lhe que ficasse pronta para partir de Komnor Castle.
— É perigoso a senhora ficar aqui.
Agora é meio-dia; às seis horas partiremos, esteja pronta.
— Para onde irei?
Seja lá para onde for, estou muito feliz em sair deste maldito castelo.
— Vá para onde quiser, querida irmã, mas acho que deveria optar por Petersburgo.
Ali poderá restabelecer seus antigos contactos, promover a propaganda e atrair mais membros para a nossa irmandade.
Não se esqueça de que cada nova alma conquistada para o inferno a fará galgar em sua escada hierárquica.
— Gostaria de me instalar em Petersburgo com minha mãe, na casa de Van der Holm.
Presumo que tenho direito.
— Excelente, mas sua mãe deverá viver separada.
Devo avisar ainda: tenha cuidado!
Estou convicto de que há pessoas que desejam arrancá-la de nossa irmandade e acredito que entrarão em choque connosco; o confronto será terrível e perigoso, pois não vamos deixá-la sair.
Tenha cautela e evite aproximar-se de pessoas hostis ou pronunciar as fórmulas contrárias à nossa fé.
Seu único senhor é Satanás; é a ele que a senhora deverá obedecer e venerar; não se esqueça disso!
Seja diligente e leal, assim terá a nossa protecção contra tudo e todos.
Mery aprontou-se rapidamente para a viagem.
Ao ver sobre a mesa o escrínio com o caderno da lady Antónia, estremeceu, mas não resistiu contra a curiosidade de examinar os medalhões.
Num deles havia o retrato de uma criança incrivelmente bonita; no segundo — um homem jovem, loiro, provavelmente citado na carta de Walter.
Por um instante, ela quis ficar com o escrínio e o manuscrito, porém se dominou e trancou-os numa gaveta secreta.
Não levaria nada de Komnor Castle; bastavam-lhe as recordações do terrível espectro que quase a matou.
Após algumas horas, quando o carro de Uriel deixava o castelo pela comprida alameda, uma rajada de vento glacial levantou subitamente uma coluna de poeira.
Aterrorizada, viu Edmond passando por eles, montado no murzelo, tal como ela o viu durante a caçada.
Mery agarrou convulsivamente a mão de Uriel.
— O mais importante é não ter medo, irmã Ralda.
Além disso, ele não empreenderá nada contra a senhora em minha presença.
O lugar para onde a senhora vai será longe para ele, atado como está a Komnor Castle, e tão logo ele não sairá daqui.

Leia o primeiro romance desta trilogia, "O Terrífico Fantasma" e o final da história no livro "Do Reino das Sombras"

§.§.§- O-canto-da-ave
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