O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 11, 2016 11:17 am

O trabalho realizado aqui é sério e de muita responsabilidade.
Eles recolhem os alimentos e roupas de quem estiver disposto a ajudar, independente de religião, e ainda compram mais géneros com o dinheiro arrecadado na igreja.
É raro, raríssimo vermos uma igreja evangélica fazer isso.
Freitas, entre outros, deve muito a seu pai, Honório, pois foi por causa dele que começaram a praticar a caridade.
- Por quê?
- Se não fosse por Honório, talvez Freitas e seus auxiliares directos continuariam vivendo de forma errónea, transgredindo e usando o Evangelho para adquirirem bens terrenos.
No entanto, a vergonha e o arrependimento por que passaram diante da descoberta feita por Honório, fizeram com que reflectissem e muito!
Hoje essa é uma das raras igrejas que prega o perdão incondicional, independente de etnia ou raça, credo, posição social.
Freitas cultiva a humildade e a exemplifica.
Prega o amor e tudo mais o que observa o livro sagrado.
Não se envolve em política ou questão social polémica, ele só realiza sua parte ensinando e fazendo caridade.
A solidariedade, praticada pelos fiéis dessa igreja a outros irmãos, é independente da crendice de quem a recebe.
Vem, vamos ali fora.
Na porta lateral de igreja tinha uma longa fila de pessoas que portavam um papel com uma senha.
Uma a uma iam recebendo das mãos dos fiéis e do pastor os sacos de alimentos e uma folha na qual havia uma linda prece para reflexão.
Camila sensibilizou-se. Observou que ali existiam somente necessitados, descalços e descamisados.
- Camila - disse Túlio -, cada uma dessas pessoas recebeu, em suas casas ou barracos, a visita de um membro voluntário dessa igreja para que ficasse bem claro a carência desses alimentos.
Depois da confirmação de tais necessidades, eles ganham uma senha e quinzenalmente vêm aqui a fim de obterem o donativo e cadastrarem-se para uma nova triagem dos voluntários.
Enquanto isso os trabalhadores espirituais faziam convites aos vários desencarnados, irmãos ignorantes e sofredores, ali presentes, que já se encontravam em condições de entendimento para participarem da realização de um estudo evangélico destinado a auxiliar e renovar suas condições.
- Vê, Camila, é esse o trabalho dos cooperadores espirituais aqui hoje.
- Eu nunca poderia imaginar! - exclamou ela. - ...em uma igreja crente?!
- Há muito mais do que nós imaginamos.
A assistência espiritual cristã tem de se dar em inúmeros locais.
Se ela existe no Umbral, quanto mais em uma casa de oração onde é edificado o Evangelho e difundidos os ensinamentos de Jesus.
Camila ficou maravilhada.
Aquele dia foi farto de ensinamentos.
Satisfeito, Túlio generosamente convidou-a para retornarem ao lar abençoado de Dora, onde a recomposição seria meritória.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 11, 2016 11:17 am

15 - O SOFRIMENTO DOS ABORTADOS SOB A VISÃO ESPIRITUAL

Com o passar dos dias, após tantos exemplos presenciados, Camila observou e concordou com o que Túlio lhe dissera:
"A religião não faz de um homem um grande espírito".
Certa manhã, o experiente espírito Túlio procurou por sua acompanhante e avisou com alguma comoção:
- Camila, existe um facto lamentável que poderá ocorrer.
Deve servir-lhe de observação para reflexão e estudo ou, talvez, possamos ajudar em algo. Vamos?
De imediato ela concordou.
Não demorou e chegaram a uma casa modesta.
Apesar de bem pintada no plano material, Túlio e Camila puderam ver, no plano espiritual, que em suas paredes havia sangue, pele humana putrificando e até mesmo pequenos pedaços de membros de crianças.
Eram também nitidamente vistos rostos pregados nas paredes como se estivessem em alto-relevo.
Camila sentiu-se mal e horrorizada.
- Túlio! Por Deus, o que é isso?!
- Essa é uma casa onde inúmeros assassinatos são cometidos diariamente com a maior frieza e sem a menor piedade.
Lamento ter de dizer-te, mas... nós vamos entrar.
Havia uma sala de espera com três mulheres aguardando para serem chamadas.
Uma delas era Sissa, a única que estava sem acompanhante.
As outras duas traziam consigo uma amiga.
No plano espiritual, cada uma delas tinha equipes de amparadores que tentavam, por todos os meios, convencer-lhes de sair daquele lugar e deixarem nascer o filho que tinha vida dentro delas.
Vez ou outra, os socorristas se voltavam para a amiga e acompanhante tentando envolvê-la e convencê-la a sair dali.
A acompanhante de uma mulher que pretendia ser atendida começou a inquietar-se e perguntou num tom amedrontado:
- Tonha, tu tem certeza de que quer mesmo?...
Tonha assustou-se com a pergunta e nesse momento os amparadores tentaram influenciá-la dizendo-lhe como seria lindo ter em seus braços uma criança tão bela e perfeita.
Poderia amamentá-lo, amá-lo, mimá-lo o quanto quisesse, pois ela gostava muito de crianças.
De repente João, seu namorado, ao ver o bebé, poderia querer ficar com ela e, mesmo se não quisesse, uma criança nunca impediu ninguém de ser feliz.
- Não sei não...
Tô com medo... - respondeu Tonha à amiga.
- E se tu morre, Tonha?!
E se tu fica defeituosa e num pode ter mais filho?
E se mais tarde, tu tem um filho defeituoso e torto só por que mato esse?
Se sabe que de Deus a gente num esconde nada, num é?
Ele pode te castiga.
Tonha, assustada, num impulso caiu de joelhos e falou:
- Senhor, perdoa por eu ter vindo aqui pra matá meu fio.
Eu num quero matá ele não.
Me deixa cuida dele perfeitinho, são.
Juro que num vô me importa só porque sô mãe solteira.
Deixa que os outros fale!
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 11, 2016 11:18 am

Que se danem!
Quem vai dá comida pra meu fio sou eu nem que tenha que varre rua.
Seja o que Deus quisé.
Vamo embora, Zefa.
Vai vê que Deus te falô ríovido!
Levantando-se às pressas, Tonha agarrou a bolsa, puxou a amiga e saiu quase correndo do local.
A equipe, que a amparava, vibrou de alegria.
Alguns choraram emocionados.
Porém tinham imensa noção de que aquela era somente uma batalha ganha.
O grupo se dividiu:
parte seguiu Tonha com a finalidade de ampará-la com pensamentos dignos e apoio para as necessidades materiais e a outra parte ficou no local, auxiliando os outros colaboradores espirituais que exerciam o mesmo tipo de tarefa com as outras mulheres ali presentes.
- Por que aqueles trabalhadores espirituais seguiram Tonha? - perguntou Camila.
- Uma mãe jamais ficará sozinha ou desamparada.
Sempre haverá um trabalhador para socorrê-la e sustentá-la no que for preciso de acordo com o seu merecimento e necessidade.
- E no caso de ser seu primeiro filho?
Ela ainda não é mãe, haverá amparo?
- Desculpa-me Camila.
Não entendeste ainda que a mulher é mãe no mesmo segundo em que se da à concepção, não apenas após o parto.
Ele ofereceu meio sorriso generoso, vendo-a reflectir.
Não demorou e voltaram-se para Sissa que perdia seu olhar sem definir o que sentia.
A outra mulher assustou-se com a atitude e as palavras de Tonha.
Sensibilizada, estava sendo mais fácil de ela perceber a vibração e o envolvimento enternecido dos trabalhadores espirituais para que ela deixasse seu filho viver.
Nesse momento, a enfermeira abriu a porta e chamou:
- Senhora Antónia?!
Sem hesitar, Sissa respondeu:
- Foi embora.
Creio que sou a próxima.
- Então entre.
Nesse instante toda a equipa se colocou em alerta máximo para impedir aquele assassinato, acompanhando Sissa dentro da sala de cirurgia que, vista do plano espiritual, mais parecia um matadouro de gente.
Com um aspecto macabro, sujo, tenebroso e, digamos, até indescritível para nós, espíritos, narrarmos aos encarnados.
A sala possuía, em suas paredes, todas as marcas de cada assassinato ali cometido por uma infeliz criatura humana que teve seu diploma de Medicina anulado ou caçado por exercício de função criminosa de acordo com a lei - o aborto - no qual algumas mulheres morreram.
Agora para ganhar dinheiro e enriquecer, ele, homem covarde e de um espírito indigno a um ser humano, esquartejava criaturinhas indefesas que só queriam, como todos nós, o direito a mais uma reencarnação.
Com a alma gélida, Sissa deitou-se à mesa sem nenhuma dúvida ou remorso.
Os socorristas ainda falavam-lhe, mas nada adiantava.
Com frieza, a enfermeira aproximou-se e preparou-a.
Logo em seguida, chegou o aborteiro e assassino aplicando-lhe algumas picadas de injecção que passou a queimar o corpo físico da inocente vítima que tentava fugir instintivamente de um lado para outro.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 11, 2016 11:18 am

No plano espiritual, o silêncio foi absoluto diante da amarga e cruel cena.
Camila e todos podiam ver o pequeno ser revirando-se como se quisesse fugir do assassinato sórdido, cruel e pavoroso de ser presenciado na espiritualidade.
Vez ou outra, a criaturinha viva no ventre abria a boquinha como se quisesse desesperadamente gritar para sua mamãe, porém Sissa não podia ouvi-lo.
Talvez o fizesse com o coração se esse não estivesse tão endurecido.
Os espíritos, ali presentes, podiam ouvir os gritos de agonia daquela criancinha em formação, seus gemidos sofridos e sua extrema aflição.
As dores que experimentava em seu corpinho, naquele momento, eram passadas para seu corpo espiritual que sentia todos aqueles sofrimentos e ainda tentava lutar para ter uma chance de continuar a viver.
Os socorristas envolviam aquela triste criaturinha com energias calmantes, mas nada parecia aliviar suas dores, suas queimaduras químicas e seu desespero.
Nesse instante, o aborteiro buscava alcançá-lo com instrumentos para puxá-lo, o que não foi muito difícil de conseguir, tendo em vista as condições indefesas da frágil criaturinha que agora sentia seu corpo ser esquartejado sem dó nem piedade.
Primeiro arrancou-lhe uma perna, depois a outra, de uma vez foram as vísceras e depois todo o resto que sobrou daquele corpinho perfeito que a Natureza Divina providenciou a formação.
Os enfermeiros espirituais providenciavam o desligamento do espírito do corpo que se fazia em pedaços, porém era difícil.
Aquele espírito queria imensamente viver.
Quando foram desligados os liames do perispírito do corpinho esquartejado, a mente daquele espírito plasmou seu perispírito com uma triste aparência.
Seu tamanho era o de uma criança de um ano com o braço e a cabeça parecendo ser de um homem maduro.
A entonação para se comunicar era a de criança, assim como a maneira de se expressar, mas conseguia, mesmo como criança pensar e querer entender o que acontecia.
Ele gritava, chorava, revirava-se nos braços do espírito enfermeiro por experimentar inenarrável dor.
Seu corpinho espiritual esvaia-se em sangue plasmado pelo sofrimento, mostrando, em alguns membros, os cortes profundos e os descarnes provocados pelos instrumentos cirúrgicos, além da queimadura química que se distribuía por todo ele.
O sangue respingado no chão daquela clínica junto com alguns pedaços de pele que caíram, ficariam, ali, como marca de mais um assassinato cometido.
E mesmo limpo, no plano físico, permaneceriam no plano espiritual.
Com a voz de uma criancinha, ele falava:
- Mamãe, eu queria ficar com a senhora.
Por que a senhora matou meu corpinho?
Eu juro que iria ser muito bonzinho.
Não precisava fazer isso comigo, mamãe.
Eu não ia dar muito trabalho.
Eu só queria nascer.
Mãezinha, me ajuda!
Isso dói, dói muito!
Gemendo, ele foi envolvido amorosamente pelo enfermeiro espiritual e levado para receber os devidos socorros.
Camila abraçou Túlio e não suportou, caindo em pranto e soluços compulsivos.
Envolvendo-a com extremo carinho, Túlio levou-a para fora da sala de cirurgia.
Na sala de espera, a outra mulher começou a corroer-se pelo medo.
A todo instante vinham as palavras de Tonha e Zefa que se faziam vivas em seu pensamento:
" ...e se tu, mais tarde tem um filho defeituoso e torto?".
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Nov 11, 2016 11:18 am

"Perdoa por eu ter vindo aqui pra matá meu fio...".
Às pressas, a mulher se levantou, virou-se para a amiga e resolveu:
- Vamos, Ana.
Quero ir embora.
- Mas...
- Mas, nada! Tenho marido.
Posso ser dona do meu corpo, mas não sou dona do corpo que está vivendo dentro de mim e quer nascer.
- Mas tu...
- Eu sei que a situação hoje não ta pra brincadeira, por isso deveria ter me cuidado antes de engravidar desse, aliás, não sou só eu que posso me cuidar contra uma gravidez indesejada.
Meu marido também tem esse dever.
Se estou grávida, não fiquei assim sozinha.
Ele colaborou assim como fez com os outros três.
Não vou violentar meu corpo ou mutilar meu filho.
Se o Zé não quer ter mais filho, ele que não tenha mais vontade de fazê-lo.
Vamos embora, e que Deus nos ajude!
Virando as costas, ela se foi sem nenhuma dúvida.
Camila lamentava:
- Por que as mulheres não pensam assim como essa que acabou de sair daqui?
Se soubessem como é horrível o simples facto de pensarem no aborto...
Se elas soubessem como é grande o sofrimento de uma criatura quando a condenamos a uma morte tão cruel e indefesa...
Túlio apertou-lhe o ombro com a destra, provocando-lhe um suave balanço.
Para tentar consolá-la disse:
- Se o ser humano encarnado tivesse, mesmo que por uma única oportunidade, condições de ver, com os olhos espirituais, o trauma, o sofrimento que ele provoca a um espírito que está passando por um processo de gestação para o reencarne e subitamente lhe são arrancados braços, pernas, cabeça, pescoço e tórax... por simples egoísmo de casais que não querem ter mais um filho ou pela mera beleza corpórea das mães não desejando deformar seus corpos, ou ainda, pela falsa moral daqueles que não querem apresentar uma gravidez "fora do tempo"...
Esse ser humano, se tivesse a oportunidade de ver tal assassinato, mudaria sua opinião e teria outra ideia sobre a vida, defendendo o direito de nascer.
Esses espíritos, muitas vezes, sofrem por anos e anos todas as dores, todas as queimaduras que lhes provocaram no momento do seu desencarne através do aborto.
Sei de casos de espíritos abortados que ficaram deformados e sentindo dores por mais de trinta anos depois de receberem ajuda em colónias especializadas no plano espiritual.
Tão grande fora o sofrimento e o desespero, além do trauma, por sentirem-se rejeitados que não conseguiam tirar de seus pensamentos aquele momento tão desesperador.
Nesses anos todos, foram necessárias inúmeras cirurgias e tratamentos espirituais em colónias apropriadas para recuperar-lhes o perispírito, pois o corpo espiritual deformado sofria com as queimaduras, com as perfurações e com as lacerações como se elas acabassem de ocorrer ou ocorressem a todo o momento.
Eles sentem dores por todo o corpo como se a todo instante estivesse sendo cortados aos pedaços, queimado, furado...
Esses espíritos não conseguem esquecer, tão facilmente, o instante cruel, covarde e desumano de seu assassinato hediondo, assombroso.
Inúmeras mulheres, ao desconfiarem de uma gravidez e para não terem peso de consciência, não procuram certificar-se de seu estado através de exames clínicos, e ingerindo inúmeras drogas, chás, remédios considerados abortivos, lavagens intra-uterina e muito mais para provocarem a morte de seu filho.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:51 am

Mas a suposta ignorância não a afastará da dor e do remorso futuro.
Mesmo sem provas que confirmem a gravidez, se alguém provocar a morte do bebé através de remédios, chás, lavagens, esmagamento por pancadas no abdómen, sem dúvida alguma, essa pessoa arcará com as consequências de seus actos.
Os remédios e chás ingeridos provocam sofrimentos, queimaduras, asfixia e desespero ao feto tanto quanto o que é feito em uma clínica abortiva.
O remédio bebido queima o corpo do bebé por muito tempo antes de matá-lo e, como já disse, as dores das queimaduras continuam por um longo período.
Os chás produzem reacções semelhantes, pois, mesmo sendo ervas, eles, para matarem o feto, promovem ressecamento da placenta e do cordão umbilical, que é por onde o feto se alimenta e respira.
A princípio vem a asfixia e o ressecamento da pele, ocasionando fortíssimas dores.
Acredito que a maioria dos encarnados sabe o quanto é triste a dor causada por uma queimadura.
Pois bem, é isso o que o abortado sente em todo o seu corpo quando está sendo assassinado.
Mesmo depois de cortado o laço com o corpo físico, essas dores continuam.
Chorosa, Camila perguntou:
- Por que essas mães fazem isso?
Será falta de instrução?
- Em muitos casos não - respondeu Túlio, entristecido.
Infelizmente muitas delas não podem justificar ignorância dos factos.
A grande maioria das religiões prega contra o aborto.
O catolicismo é a primeira a se pronunciar a favor do direito da vida durante o estado de gestação, mas, infelizmente, talvez devido a essas religiões não dizerem exactamente o motivo pelo qual são contra o aborto, as mulheres se dizem no direito de escolherem o que fazer no caso de uma gravidez não planeada.
- Por que as religiões não dão o verdadeiro motivo pelo qual o aborto é um dos maiores crimes contra o espírito humano?
- Camila, se alguma religião dissesse que o espírito está ali, sofrendo o assassinato, sofrendo com as queimaduras e com as lacerações, que o espírito abortado se desespera ao se ver rejeitado e penará por muito tempo, passando por um sofrimento indescritível, essas religiões estariam dando razão a tudo o que o Espiritismo vem divulgando.
Poucas religiões ou filosofias confirmam o que a Doutrina Espírita detalha.
- Por quê?
- Porque o Espiritismo teve e tem esses conhecimentos graças às comunicações dos espíritos desencarnados que trazem, através dos médiuns, ao plano material tudo o que se faz necessário saberem para cada vez mais, o encarnado errar menos.
Se essas religiões admitissem isso, seria como admitir que o Espiritismo tem razão em tudo o que diz.
Qual explicação elas teriam para dar sobre o sofrimento de um abortado, se não fosse através da comunicação de um espírito desencarnado?
Eles não podem dizer que o espírito de um abortado sofre muito depois do seu assassinato.
Como ficaram sabendo disso se não através da comunicação de um espírito?
Entendes?
Camila não teve tempo de responder, porque naquele instante, entrou na sala de espera uma senhora muito bem arrumada, acompanhando sua filha de dezassete anos.
Junto com elas, uma outra equipa de socorro espiritual, a qual rapidamente, cumprimentou Túlio e voltou ao trabalho incessante de socorro à menina que faria o aborto, e ao bebé, já desesperado, pois pressentia seu terrível sofrimento para o desencarde criminoso.
Camila ficou chocada e Túlio disse:
- Vamos, Camila.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:51 am

Vejo-te frágil.
Não é necessário acompanhar outros casos.
Viemos aqui para observar que, mesmo com todo o preparo espiritual, todo o entendimento sobre Espiritismo, além do que Júlio lhe propôs, Sissa foi capaz de assassinar o próprio filho.
- Espera Túlio! Vê?!
Essa é Helena! - disse ela apontando para a senhora, mãe da adolescente.
É Helena. Está diferente.
Sua aparência é outra, mas eu sei que é ela.
- Provavelmente o nome também não seja mais esse.
- Tens razão, Túlio.
Mas Helena foi acolhida junto comigo ao Posto de Socorro quando se deu meu desencarne como Samara.
Juntas, nós fomos com uma outra moça, Maria, para a colónia onde Inácio nos disse que receberíamos instruções e muito iríamos aprender.
- Como de facto se deu - completou Túlio.
- Sim. Sem dúvida. Nós recebemos instruções.
Fizemos cursos e moramos juntas, dividindo o mesmo alojamento por muitos anos, até que Helena foi chamada ao Ministério da Reencarnação.
Ela ficou imensamente feliz.
Fez planos... muitos planos...
- Planos de oportunidades de vida a outros, planos de agir com amor, dignidade, planos de humildade e justiça, certo? - perguntou Túlio num tom desalentado.
- Certo, mas...
Não pode ser, Túlio!
O que ela faz aqui?!!
Camila ficou incrédula enquanto Túlio a conduzia para fora.
- É, Camila, quando estamos encarnados, devemos nos apegar ao máximo aos ensinamentos do querido Mestre Jesus.
Somente assim nós nos manteremos firmes em nossos propósitos e cumpriremos bem a nossa missão, mesmo sem sabermos qual é ela.
Se tivermos uma boa conduta, se obedecermos aos ensinamentos de Jesus, independente da religião, obteremos o melhor resultado.
Ao deixarem aquela casa, Camila olhou para traz e viu Sissa sair.
- Vê, Túlio? É Sissa.
- Sim, é.
Porém nunca mais será a mesma.
Vê com a visão espiritual a marca que lhe ficou crivada no perispírito pela prática do assassinato ao seu filhinho indefeso através do aborto.
Olhando, Camila pôde ver uma mancha escura em Sissa.
Logo em seguida observou:
- Vê aquelas sombras seguindo Sissa!
- São criaturas perversas que, desencarnadas, ainda vivem no erro.
É curioso que mesmo errantes, esses espíritos, nossos irmãos, não admitem a prática do aborto e perseguem quem o faz, perturbando e obsedando o encarnado praticante desse crime por toda a sua existência no plano físico e até depois do desencarne.
Sissa agora ficará à disposição dessas criaturas desequilibradas que se dizem donas da justiça e do amor.
Depois de longa reflexão, Túlio completou com uma prece:
- Que o Pai Eterno, Dono de grande amor e bondade, tenha piedade de Sissa e daqueles que a cercam para perturbar-lhe o espírito.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:51 am

Que nossa irmã Sissa possa, através do arrependimento, reconsiderar seu erro e, um dia, de volta ao amor de Jesus, reparar sua falha o mais breve possível.
- Túlio - quis saber Camila após minutos de silêncio -, uma coisa me deixa intrigada.
Quando estamos encarnados, se sofremos um acidente e perdemos muito sangue logo vem a morte do corpo físico.
Mas aqui na espiritualidade vemos o perispírito esvaindo-se em sangue continuamente, como uma fonte a jorrar.
Como é isso?
- O corpo perispiritual é muito diferente do corpo de carne.
Ele é fluídico e causa de sensações, registo de nossa consciência, de nossa moral e serve até para outras espécies de sofrimento enquanto for necessário.
Tanto que a elevação de muitos espíritos nós vemos pela sua luz, ou seja, pela ausência de impregnações em seu perispírito.
Alguns encarnados dirão que o perispírito não tem sangue.
Sangue líquido, material próprio do corpo humano, não tem mesmo, uma vez que suas propriedades são outras.
Mas a mente do espírito, conforme o seu grau de evolução, fica presa, ou melhor, só tem como referência de sofrimento as lembranças que pode imaginar no corpo de carne.
Assim sendo, muitos espíritos mentalmente plasmam despropositadamente em seus perispíritos o recurso que conheceu para exibir a agressão, o corte, a dilaceração ou o sofrimento.
E quando esse sofrimento ou experiência for traumático, o espírito que o experimenta pode-se apresentar se esvaindo em fluidos como que sangue a jorrar-lhe continuamente do perispírito.
Uma das provas da existência da dor e da enfermidade no perispírito ou corpo espiritual pode ser experimentada por algumas pessoas como, por exemplo, quando o membro de um encarnado é amputado, ele continua sentindo dor na região retirada como se a referida parte de carne doente ainda estivesse ali.
Muitos médicos não conseguem dar uma explicação para isso, pois nem todos os amputados vivenciam esse efeito que ocorre de acordo com suas provas ou expiações.
Mas se o membro físico não está ali, a permanência da dor sofrida só pode ser explicada pela existência da enfermidade do perispírito.
Na época em que se passam esses acontecimentos poderia ser mais difícil uma autoridade religiosa defender o direito de vida de um embrião ou feto.
Hoje eu sei que poucos o fazem em alta voz e bom tom.
No entanto, mais uma vez, provando que a religião não faz de um homem um grande espírito, peço licença para contar o que tive imenso prazer de presenciar da espiritualidade.
Em 1994, em Washington, Estados Unidos da América do Norte, milhares de pessoas se reuniram para assistir a uma grandiosa entidade espiritual, na época, encarnada.
Ao contrário do que muitos pensam, ela falava firme, era persistente, pregava com fé, esperança e muito amor.
Madre Teresa de Calcutá de forma clara e inteligível com suas palavras fortes e marcantes a todos os ouvintes.
Entre tudo o que ela falou destacou o seu:
"NÃO AO ABORTO!".
Traduzindo-lhes o prisma de seu protesto, trago sua principal frase:
"Sinto que o maior destruidor da paz no mundo é o aborto!..."
Madre Teresa falou por muito tempo e todos a ouviram em absoluto silêncio.
Mesmo não detalhando o que ocorre com um espírito no exacto momento de seu assassinato através do aborto, Madre Teresa conseguiu explicar a importância de deixarmos um ser vir à vida, ter o direito de nascer e nossa culpa pelo homicídio de tão indefesas criaturinhas.
No final de seu magnífico discurso, católicos, protestantes, judeus, entre outros pertencentes a diversas religiões e filosofias a aplaudiram em pé!
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:51 am

Surpreendi-me ao ver que o Presidente da República, em exercício, presente juntamente com sua primeira dama, ficaram imóveis.
Não se levantaram, não a aplaudiram.
Permanecendo petrificados, gélidos.
Na multidão, em alguns rostos rolaram lágrimas.
Talvez por estarem comovidos, talvez de remorso porque nunca tiveram a coragem de defender a vida de um embrião ou feto.
Talvez as lágrimas fossem de reconhecimento do que é ter moral elevada.
Lágrimas talvez de emoção...
No entanto nem comoção ou aplausos as maiores autoridades presentes foram capazes de oferecer ou apresentar a simples consideração de se levantarem por respeito àquelas instruções majestosas e sublimes.
Madre Teresa nunca aparentou força física.
Contudo sua força espiritual é imensa.
Ela jamais se acovardou ou se deteve de dizer a verdade a um homem devido a sua posição política ou social.
Parabéns, Madre Teresa.
Bem vinda ao lar!(2)
Lamento os encarnados oferecerem tão pouca atenção aos seus grandes feitos, criticando-a sempre por suas ideias e ideais, mas os acusadores não têm coragem de realizar uma fracção do que esse grandioso espírito fez em lugares tão flagelados do planeta, deixando sementes para que o plantio da caridade continuasse.
Depois de estudar, Madre Teresa pediu permissão para trabalhar com os pobres e desamparados de Calcutá mudando-se para as favelas onde se confirmou seu enorme empenho na tarefa da caridade.
Fundadora da Ordem das Missionárias da Caridade, na índia, Madre Teresa fez instituições para cegos, para aleijados, asilos para idosos abandonados e solitários, recolheu e acolheu incontáveis doentes agonizantes à beira da morte e construiu um leprosário.
Suas obras tiveram repercussão mundial.
Presenteada com uma limusine pelo papa Paulo VI, Madre Teresa rifou o automóvel com a única finalidade de prover as despesas de financiamento da fundação da colónia de leprosos.
Em 1979, foi premiada com o Prémio Nobel da Paz.
Sua congregação, Ordem das Missionárias da Caridade, já existe em vários países e é subordinada somente ao papa.
Católica fervorosa, conhecedora e tarefeira Cristã por inúmeras actividades caridosas junto aos irmãos que viveram na miséria, Madre Teresa teve e tem Moral suficiente para dizer:
"Sinto que o maior destruidor da paz no mundo é o aborto!...".
É lamentável a não reflexão sobre este assunto por ocasião de seu desencarne, pois quem ocupará o seu lugar nas tarefas de socorro de encarnado para encarnado?
Lembremos que a ajuda material e financeira mantida a distância é louvável, porém é mais fácil.
Dificilmente tem-se encarnado um espírito tão grandioso, disposto e abnegado a trabalhos tão nobres de caridade como o da Madre, independente de sua religião.
No Brasil, o ilustre e elevado espírito de Irmã Dulce, católica, conhecida por sua árdua dedicação à caridade.
Criadora e dirigente de fundação de obras assistenciais.
Provedora de orfanato e hospital em Salvador, na Bahia, e tantos outros trabalhos misericordiosos realizados em favelas ou lugares que ninguém ousava chegar, mesmo com a saúde considerada imensamente frágil, debilitada e impossibilitada sob a óptica médica.
Sua lista de tarefas no campo da caridade é imensa, sempre pregando a fé, oferecendo esperança e muito amor!
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:52 am

E uma das coisas que a doce Irmã Dulce apoiava em suas ternas palavras de amor era:
"Deixe o seu filhinho nascer!".
Os encarnados não deram atenção a esses desencarnes, porém podem sentir muito a falta de criaturas divinas como essas sem nem mesmo saberem por que ou do quê.
Queira Deus que trabalhadores fiéis e abnegados dêem continuidade a essas tarefas.
Que Jesus os proteja.

(2) Nota da Médium: Este livro foi psicografado em setembro de 1997, mês e ano em que Madre Teresa de Calcutá desencarnou.
Provavelmente seja esse o motivo de a autora espiritual fazer-lhe a reverência de boas-vindas por seu retorno à Pátria Espiritual.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:52 am

16 - EDUCAÇÃO SOCIAL

Os espíritos Túlio e Camila caminharam em direcção a uma bela praça.
Ela, ainda chocada, não conseguia esquecer as súplicas desesperadas daquela entidade que, indefesa, foi cruelmente arrancada, aos pedaços, do útero materno.
- Túlio, por que as pessoas, os direitos humanos, não se manifestam contra esse feito abominável, o aborto?
- Há muito, o plano espiritual vem avisando sobre a crueldade praticada contra essas criaturas abortadas.
Alguns espíritas que fazem parte dessas comissões ou organizações que condenam o aborto procuram alertar que esse acto é um crime hediondo, cruel e covarde, independente de credo ou religião.
É bem pouca a noção que os encarnados têm de quão horrendo é esse acto e de quanto sofrimento e lágrimas isso trará a quem o pratica, directa ou indirectamente, quem induz ou até quem é favorável, mesmo nunca o tendo feito.
- Os encarnados necessitam de mais conhecimento.
É necessária mais divulgação contra esse crime, não acha?
- Sem dúvida que sim.
Saliento que o plano espiritual está em polvorosa diante do número crescente de abortos praticados no mundo e, principalmente, no Brasil, mesmo tendo a legislação brasileira, actualmente, lei que considere esse acto um crime.
Hoje o número de abortos diário praticados, só na cidade do Rio de Janeiro, ultrapassa quatro vezes o número de homicídios praticados no Brasil inteiro.
Tu não imaginas como é desesperadora a situação de espíritos que estão em preparo para o reencarne e enfrentam a dúvida cruel de serem ou não aceitos por seus pais, pois podem ter seus corpinhos mutilados, esquartejados, queimados por injecções, comprimidos, ervas e depois jogados no lixo.
Eles temem experimentar todas as dores e sofrimentos físicos que são passados para o perispírito, vivenciando, depois na espiritualidade, as torturas cruéis, as dilacerações e deformidades resultantes do aborto.
Soube haver um trabalho no plano espiritual a fim de oferecer um maior número de mensagens aos encarnados, orientando-os sobre o que acontece com o espírito de um abortado ou de um rejeitado e quais as consequências que isso traz a quem o faz.
- Como podem as mulheres, com todas as suas aptidões natas para serem mães, não perceberem que o aborto é matar um filho? - lamentou Camila, ainda chorosa.
- Infelizmente, Camila, tenho de te dizer que a maior culpada pelas práticas de aborto é a mulher.
Não que o homem saia ileso desse crime.
Ele também é negligente ou imprudente sim, pois a mulher não fica grávida sozinha.
Ele erra por não amparar, por não assumir e não arcar com as consequências de seus actos.
Mas, infelizmente, temos, por outro lado, os movimentos feministas que a cada dia tomam mais vulto e divulgam desenfreadamente o que julgam de direito da mulher.
As feministas querem disputar cada palmo de terreno com o homem no campo profissional, físico e mental.
Elas não percebem que, muitas vezes, reivindicam contra a função nobre e magnífica reservada ao espírito feminino, que é o privilégio nos serviços de paciência próprio de sua natureza a princípio dentro de seu próprio lar.
Com a riqueza de sua meiguice expressada em carinho diante de qualquer situação áspera, a mulher poderá, com toda a certeza, abrandar um momento extremamente difícil e conturbado, conduzindo os envolvidos à paz, à compreensão e aos melhores actos para uma nova acção construtiva e regeneradora.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:52 am

Muitas mulheres hoje querem duelar contra o homem e serem superiores.
Elas não fazem do homem um parceiro, um aliado que a respeite e compreenda sua delicada, doce e bela natureza feminina.
Elas lutam contra as verdadeiras atribuições do espírito feminino, por isso vêm se chocando com as incompatibilidades da sua natureza e não querem admitir isso.
As feministas desviam seus requisitos quando exigem a "propriedade de si mesmas" como se elas fossem objectos de posse, objectos de uso descartável.
Querem ser donas de si, donas de seus corpos...
Exigem a liberdade feminina, a liberdade sexual e para tanto agridem a sociedade com gestos, comportamentos, com roupas ousadas e até com linguarar chulo como acto de protesto.
Elas chegam a ser convincentes para alguns imprudentes que as apoiam em troca de popularidade ou fama, como são os casos de alguns políticos.
Porém, diante do chamado da Natureza Divina para com as responsabilidades cabíveis ao espírito feminino, essa mesma mulher, que se dizia forte, dona de si e auto-suficiente para tudo, acaba se abalando e começa a se desmilinguir no momento de arcar com as consequências de seus actos.
Ela recua envergonhada.
Não quer encarar a sociedade preconceituosa que ela mesma agrediu e desafiou, pois essa mesma sociedade e até suas companheiras de luta e opiniões irão vê-la como mulher vulgar e não como uma mulher liberada.
Frágil, ela corre para o homem querendo seu apoio e protecção, mas esse muitas vezes se recusa a ampará-la e a entender sua natureza delicada.
Por culpa dela mesma, ele não se vê como parceiro porque ela não quis tê-lo a seu lado e tratou-o como objecto, tendo-o num dia e, no seguinte, trocou-o por outro como uma roupa, não se dando respeito.
Nesse caso, o homem não se considera um aliado porque a mulher não permitiu, não compartilhou com ele tudo o que deveria, deixando-o a par somente de seus assuntos supérfluos.
Ele não tem o menor desejo de ampará-la porque não houve o cultivo de um sentimento forte, de verdadeiro carinho, parceria e amizade, pois a mulher se mostrou liberal e forte o suficiente igualando-se a ele na liberdade das acções que apresentou, não demonstrando respeito para com ele ou para consigo mesma.
Inúmeras mulheres, covardes o bastante para não assumirem seus actos, não querendo ser ridicularizadas pelo falso pudor que a sociedade ostenta, correm para uma clínica abortiva, cometendo o maior crime que um ser humano pode realizar, sem imaginar a amargura futura que terá de encarar.
Não há nada contra a mulher ocupar seu devido lugar na sociedade, porém que seja o seu devido lugar, isto é, que ela tenha todos os seus direitos e até mais direitos do que os homens, inclusive salariais e trabalhistas por assumirem seus deveres como mulher, mãe, esposa, filha, companheira...
A mulher deve receber atenção, orientação, os melhores e mais dignos tratamentos por razão de sua natureza delicadamente abençoada e todo o respeito que lhe é meritório, por ser mulher, que representa o símbolo da vida, pois não nasceríamos sem elas.
Nenhum homem conseguiu igualar-se a ela na actividade natural e divina da maternidade.
Camila ouvia atentamente.
Depois de uma breve pausa, Túlio continuou:
- Espíritos maravilhosos perderam a oportunidade do reencarne pelo tão horripilante acto do aborto.
Criaturas lindas e divinas, depois de séculos de aperfeiçoamento no plano espiritual, foram confinadas a longos anos de dor e sofrimento por causa dos assassinatos provocados por seus próprios pais que os abortaram.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:52 am

Imagina, Camila, se a mãe de Carlos Chagas o tivesse assassinado com o aborto ou a mãe de Osvaldo Cruz o tivesse matado com o aborto?!
E se na França Kardec fosse barrado à vida pelo aborto?
Se a querida mãe do nosso amado Chico Xavier não o tivesse deixado vir ao mundo?...
Citando somente os dois primeiros possíveis abortos, podes imaginar quantas tragédias e mortes trariam as doenças e as pestes ao mundo.
Citando os outros dois possíveis assassinatos através do aborto, podes ter ideia de quantos ensinamentos, quantos conhecimentos, quantas mensagens maravilhosas do bem, de amor, da edificação os encarnados deixariam de receber para guiarem-se no caminho da esperança e da fé em Jesus.
Com isso, dá para se calcular quanto prejuízo a humanidade tem com a prática desse crime que ainda é defendido sem qualquer argumento plausível.
O estranho é que algumas feministas dizem acreditar em Deus, mas não se aprofundam em nenhuma pesquisa religiosa para saberem realmente o que é certo ou errado diante das Leis Divinas ou o que acontece quando se realiza um crime desse porte.
Não há preocupação com a criaturinha viva que foi morta ou com o que irá acontecer com quem pratica o aborto, induz ou aprova.
- Então tu és contra o acto sexual antes do casamento? - perguntou Camila.
- Nem eu nem a espiritualidade podemos ser contra o acto sexual, desde que esse seja praticado com responsabilidade e amor.
Digo amor porque deveriam praticá-lo com quem realmente amam e não por uma necessidade física como é o caso de muitos, ou para demonstração de liberdade sexual como é o caso de várias mocinhas.
Falo em responsabilidade porque se deve arcar com as consequências antes, durante e depois de tê-lo praticado.
O acto sexual não é somente para a concepção ou troca de prazeres físicos.
Nele há muito mais do que imaginamos.
Há uma troca de energias perispirituais que atuam no âmago de cada um dos parceiros.
- E quando o casal não deseja ter filhos?
E se a mulher for casada ou não quer antecipar seus encargos como mãe?
Como ficam essas situações?
- Tu sabias que devido ao número crescente de aborto, o plano espiritual apoiou trabalhos científicos e pesquisas de anticoncepção como a pílula?
Camila pendeu a cabeça negativamente.
- Pois é.
A pílula traz inúmeras alterações ao organismo feminino.
Vista do lado espiritual e físico, ela impede a oportunidade de um espírito encarnar, em princípio.
Mas diante do abominável crime de aborto, que é um assassinato com sequelas terríveis, é admissível a pílula ou o uso de preservativo.
Cientistas e pesquisadores vêm, intuitivamente, recebendo grande amparo do plano espiritual para o trabalho no campo de prevenir a concepção e não, ou melhor, nunca interromper a evolução de uma já consumada.
Esse apoio teve de ser feito baseado em que é mais terrível matar, através do aborto, do que impedir a concepção.
- E no caso de crianças deficientes?
Como devem agir os pais diante da opção, pois a própria lei permite o aborto?
- É imensamente lamentável termos leis terríveis assim.
Posso responder com uma pergunta, se tu me permites:
Por acaso deixa de ser uma criatura viva aquela indefesa criancinha que porventura é deficiente já no ventre da mãe?
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:53 am

Se todo ser vivo é um espírito e pode ocupar um corpo físico, por que não deve ser dado o direito à vida àquele que, muitas vezes, escolheu e implorou vir deficiente para cumprir sua missão?
Matar um deficiente não é menos culposo do que matar uma criatura normal!
Ao contrário, os pais estarão cometendo um crime ainda maior se deixarem assassinar um filho só porque esse é especial ou portador de alguma necessidade.
Os pais, em princípio, não estariam aceitando o que lhes foi designado pela Natureza Divina e estarão matando só porque aquela criatura é indefesa, frágil e diferente do comum.
Posso contar-te um caso curioso que acompanhei:
Um espírito passou muitos anos em colónias para aperfeiçoar-se devidamente.
Era uma criatura inteligente e prestativa, além de portar paciência irritável.
Ao ser determinado seu reencarne, ele solicitou que se desse em corpo imperfeito, por motivos e razões próprias.
Algo bem pessoal.
Assim foi feito.
Mas não contavam que os pais, portadores de óptimas condições financeiras, descobrissem, através de exames realizados no exterior, onde há mais recurso, que o feto era imperfeito.
Sem hesitar os pais pediram a realização do aborto.
Apesar de sofrer, ele o fez com resignação, por ser elevado, esse espírito se recompôs rapidamente na espiritualidade e não teve dúvidas, solicitou, junto ao Ministério de Reencarnação, novo pedido para retomar a carne, só que dessa vez com o corpo físico perfeito.
Tudo se deu conforme o combinado.
Os pais, felizes, orgulhavam-se do filho que a cada dia mostrava-se esperto e prodigioso, incrivelmente inteligente e sábio.
Ao completar cinco anos, conforme solicitado por ele antes do reencarne, esse espírito sofreu um acidente.
Ele se encontrava dentro do carro conduzido por seu pai que, inesperadamente, colidiu o veículo.
Essa criança quebrou duas vértebras e ficou paraplégica.
Numa noite, quando o pai acariciava-lhe a fronte, o garotinho se virou o pai comovido e perguntou com toda sua inocência de criança:
Papai, o senhor não vai mandar me matar só por que eu fiquei assim, não é?!
Não poderia ter sido maior a dor desse pai! - enfatizou Túlio emocionadamente melancólico.
Quem acredita que devamos assassinar uma criatura em formação só por ela não ser perfeita física ou mentalmente, concorda com os feitos nazistas durante a Segunda Guerra.
Eu creio que os defensores do aborto de crianças imperfeitas, defendem crematórios para as pessoas portadoras de necessidades físicas ou mentais especiais que já vivem e fazem parte do nosso dia-a-dia.
Essas criancinhas, consideradas como seres imperfeitos no útero materno, estão tão vivos quanto os já nascidos e aqui provam, muitas vezes, possuírem mais determinação e força espiritual do que muitas criaturas consideradas normais.
Em nada diferencia a dor, o desespero e o sofrimento de um espírito abortado e que tem o seu corpinho perfeito de um espírito cuja formação de seu corpinho ou mente não é comum.
Muitas vezes essa criaturinha considerada anormal possui elevação espiritual mais digna e elevada do que seus pais.
Quanto aos abortos para casos de estupro, creio não precisar de muito comentário.
Só digo que é um crime e quem o pratica, mesmo com a permissão da lei, terá de arcar com as consequências e muito sofrerá e lamentará ter assassinado um filho.
Um crime não justifica o outro.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:53 am

Além do que, em termos de crueldade e violência, alerto que o aborto é pior do que o estupro.
Em muitos casos, a mulher se porta de maneira incoerente, com roupas sumárias, expondo partes íntimas e insinuantes de seu corpo, promovendo provocações ao instinto sexual masculino, o que é desnecessário ao espectador que não for o seu parceiro.
Muitas mulheres encurtam suas saias, diminuem as blusas na largura e no comprimento, jogam uma insignificante já que tinha por cima, sobem em suas botas de salto alto, ressaltam os seios e se debruçam ou desfilam para serem admiradas.
Esse tipo de comportamento atrai para elas entidades femininas de níveis imensamente inferiores que, quando encarnadas, ocupavam o mais baixo escalão moral.
Nada digno de respeito, segundo a sociedade.
Promíscuos sexualmente, esses espíritos de mulheres não possuíam valores decentes ou carácter, porém sabemos que diante de Deus, todos somos irmãos e merecemos nos respeitar mutuamente.
Então ao encontrarem encarnadas que exibem seus corpos como provocação e exclusivismo, essas entidades sem instrução, sentem a compatibilidade no vestir e agir, começando a envolver a encarnada com sentimentos e pensamentos de provocação e conquista através do desejo de serem admiradas, atraentes, cobiçadas sexualmente e outras coisas mais.
Por causa da exibição corpórea ou da sensualidade da mulher que se mostra de modo sedutor, o homem provocado, que não controla o desejo da carne, sem dúvida alguma, cultiva uma moral de pouco valor pelo facto de não se importar com quem irá se relacionar sexualmente.
Ele simplesmente atende aos seus instintos.
Envolvido por outros espíritos inferiores, animando-se com a provocação feita pela encarnada, vendo ele uma aproximação, tenta uma proposta de relacionamento sexual.
Se não aceito, em casos extremos, chegam a partir para a violência sexual, podendo haver uma gravidez.
Em muitos casos os ataques de violência sexual são feitos inesperadamente e contra mulheres de boa conduta moral, o que chamamos de estupro, podendo provocar uma gravidez na vítima.
Há casos de crimes de "estupro culposo" por parte de uma mulher que nem mesmo sabe o que aconteceu, mas espiritualmente ela é responsável por ele.
- Como? - perguntou Camila.
- Devido às vestimentas reduzidas e gestos provocantes.
Mulheres instigam alguns homens não equilibrados à prática de sexo, mas acabam se esquivando do acto posteriormente.
Esse homem, como eu disse, um desequilibrado espiritual e psicológico, não consegue inibir sua vontade ou diminuir seus estímulos e sai em busca de vítimas realmente inocentes.
Assim sendo, as mulheres que estimularam esses desejos também são culpadas, indirectamente, pelo crime de estupro ocorrido.
Quantas vezes, no trabalho, na prática do lazer ou no transporte colectivo, um homem de boa conduta e possuidor de grande valor moral se surpreende com a aparição de uma mulher que não se dá ao respeito ao exibirem seus corpos através das roupas reduzidas e transparentes?
Para um homem equilibrado mental, moral e espiritualmente, esse facto passará sem muita exaltação.
Porém, para outro, poderá haver uma série de complicações.
A mulher reduz seu respeito quando se vulgariza!
Ela precisa se resguardar um pouco mais. Observando a atitude masculina, talvez, ela aprendesse um pouco.
Vê, um homem não vai trabalhar em um escritório com um micro shorts só porque está calor.
No entanto a mulher vai com uma mini-saia.
O homem não trabalha sem camisa, principalmente quando serve a uma empresa, escritório, mas a mulher reduz suas blusas ou usam bustiés só porque está calor.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:53 am

Estou só dando o exemplo do calor, sem entrar nos detalhes das provocações que algumas desejam fazer ou fazem.
Mas todas elas, sem excepção, querem para si ou para contrair casamento um homem íntegro, fiel, de boa conduta, de elevado valor moral e espiritual.
Elas esquecem que esses tipos de homem não se atraem ou dificilmente o fazem por mulheres que se expõem e se vulgarizam.
Não existe nada contra as roupas justas ou curtas, só que há hora e lugar para tudo.
É lógico que não se vai à praia de calças compridas ou paletó, mas também não deve pegar um colectivo com maio de banho.
Devemos ser sensatos e prudentes quanto ao vestir.
Breves instantes e declarou:
- Desculpe-me, Camila.
Acho que falei demais.
- Não, suas explicações foram óptimas.
Aprendi muito.
- Já estamos chegando ao lar de Dora.
Prometo ficar quieto - disse brincando e com belo sorriso amigável.
Ela somente sorriu de seu jeito espirituoso.
Túlio tem toda razão.
Se naquela época, por volta do início dos anos setenta, muitas mulheres e garotas já expunham seus corpos considerando-se objecto de arte para serem admiradas, mesmo diante das polémicas e das críticas da sociedade daqueles tempos.
Actualmente a situação se agravou.
Hoje em dia os próprios pais incentivam filhas pequeninas à degeneração e promiscuidade moral e espiritual quando as estimulam às danças em que meneiam o corpo com sensualidade e afectação.
Esses movimentos provocam e incentivam estímulos e pensamentos sexuais em quem assiste a elas.
Esses mesmos pais dão-lhes roupas ousadas que exibem seus corpinhos quase nus e ainda aplaudem como se fosse um espectáculo grandioso.
Na verdade deveria ser considerado macabro, tendo em vista o que acontece por de traz dos bastidores, isto é, no plano espiritual.
Entidades extremamente inferiores passam a aproximar-se dessas criancinhas e se comprazem daqueles momentos.
Como tais entidades têm todo o tempo do mundo, elas ficam aguardando que a criança cresça enquanto obtêm mais afinidade porque já se compatibilizam com aquela criaturinha.
Tudo fica muito pior quando o espírito inferior foi adepta da pedofilia.
Isso não ocorre somente com as meninas. Os garotinhos nem bem aprenderam a falar ou a andar e seus pais já lhes perguntam, com nomes pitorescos, onde estão localizados os seus órgãos genitais, ou ainda fazem-lhes mostrar que são homens e viris.
Como se a masculinidade e a honra de um homem pudessem ser comprovadas através de seus órgãos íntimos.
Acredito, às vezes, que esses pais têm inúmeras dúvidas quanto à masculinidade de seus filhos e ficam temerosos.
Por essa razão ficam estimulando-os desde tão cedo ao sexo.
Lembrando ainda os palavreados baixos, imorais e repulsivos que os fazem repetir desnecessariamente para provarem que homem tem de falar palavrões.
Como se tudo isso fosse firmar o carácter e a personalidade de seus filhos.
Hoje em dia, inúmeros programas infantis distribuem imagens que, para terem uma ideia em nível espiritual, consideramos programas de prostituição infantil.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:53 am

Começando pelas apresentadoras que não se dão ao respeito, não possuem boa moral, boa índole e convocam, com seus feitos, a danças, gestos sensuais e palavreado a criança à mesma prática que a sua.
Esses programas lançam concursos que insinuam, através de danças e apresentações aparentemente inocentes, exibições de pequeninos treinados para danças eróticas e provocativas de estímulos sexuais.
As pobres criancinhas nem imaginam que estão sendo incentivadas ao cultivo de uma moral de pouco valor, coisa que ignoram e nem pediram para ter.
A espiritualidade não tem nada contra a dança, desde que seja voltada ao crescimento moral, psicológico, físico, mental.
Como é o caso da psicomotricidade com movimentos corporais em concordância com a música.
Qualquer pessoa, principalmente a criança, desenvolvem-se mental, física e psicologicamente sem que sejam necessários gestos eróticos, roupas minúsculas etc.
É lamentável os direitos da criança e do adolescente nada disporem para orientar pais imprudentes que fazem desses programas infantis verdadeiras babás electrónicas que deturpam a moral, a personalidade e jogam no lixo a doce e inocente ingenuidade de uma criança e em nada as instruem ou estimulam suas mentes.
Os direitos da criança e do adolescente poderiam voltar-se a esse tipo de episódio que não deixa de ser uma agressão moral, estímulo à promiscuidade, pois esses pequeninos nada entendem sobre o que adultos inescrupulosos forçam-lhes a fazer, gostar e praticar.
Não deixa de ser um crime contra a moral e aos bons costumes da criança o que poderosas redes de televisões vêm proporcionando a esse público.
Quando o que é apresentado não os agridem com programas de baixo calão moral e espiritual, oferecem desenhos violentos que os incentivam às agressões físicas, psicológicas e à destruição de bens materiais.
Essa é a origem de incentivo à violência que muitos pais procuram, sem saber, onde seus filhos aprenderam a ser agressivos.
Isso acontece porque não acompanham a vida infantil deles e desconhecem o que assistem.
Por outro lado, a sociedade questiona o porquê de tanta destruição de patrimónios públicos.
Como esses jovens aprenderam ou quem os incentivou à depredação de bens de utilidade do povo como um telefone ou a caixa de colecta de correspondência, entre outras coisas.
Muitas vezes, os pais têm como prioridade os bens materiais e não atentam para a formação moral e psicológica de seus filhos e, mais distante, ainda os deixam sem uma religião cristã, independente de qual seja ela, que poderia incentivá-los a Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
Quando os pais exibem os corpinhos de seus filhos, perguntam-lhes sobre suas partes íntimas ou mandam que façam a outros, além de estarem de ridicularizarem o pobre pequenino, expõem seus mais sórdidos e íntimos desejos inferiores através da criança, uma vez que eles próprios não podem fazê-lo diante da sociedade que, com certeza, criticaria.
Há coisas muito mais construtivas a serem ensinadas a uma criança.
Muitas vezes me pergunto: O que pretendem esses pais e familiares excitadores da masculinidade de um garotinho:
que mais tarde seja um inescrupuloso, desequilibrado sexual, valendo-se de machão que, para se auto-afirmar como homem, não respeita as filhas de outros e não se responsabiliza por seus actos?
Pretendem eles que, um dia, seus filhos saiam por aí praticando atentado violento ao pudor amparados nos pedidos ouvidos desde pequenos que queriam saber onde ficavam seus órgãos sexuais?
Ou será que esses genitores querem que seu filho se torne um desses repugnantes homens assediadores que costumamos encontrar, principalmente nos colectivos, desrespeitando e incomodando mulheres respeitáveis, mocinhas e até meninas pequenas com seus desequilibrados e voluptuosos desejos indecentes e incontroláveis?
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:54 am

Será que esses pais desejam que seus filhos, homens, tornem-se valentões, donos de um linguajar extremamente inferior, atraindo para si as espécies mais inferiores e ignorantes de entidades desencarnadas?
Creio que não.
E quanto aos pais de garotinhas que hoje se exibem com danças eróticas?
Querem eles que, mais tarde, sua filha amada, vista seu corpo com decência?
Como?! Hoje são eles que a deixam seminua!
Como esses pais vão querer que suas filhas cultivem boa moral e boa conduta se hoje eles as exibem como símbolo sexual infantil?
Se é a dança, se é a expressão corporal que procuram exercitar, o Brasil, além de ser um país lindo, é rico em cultura de norte a sul.
Inúmeras danças folclóricas existem.
Seus belíssimos bailados estimulam o corpo e a mente sem denegrir a moral e o espírito, tendo ainda o privilégio de conhecer a cultura, a história e preservar a memória desse maravilhoso país.
As músicas e ritmos que embutem um linguajar pobre e de extrema inferioridade, sexo, baixo valor moral e agressão, nenhum benefício acarretam à sociedade.
Não necessitamos disso.
Não necessitamos que tragam espíritos inferiores dos mais assombrosos abismos para conviverem com a população em geral e, principalmente, instigando os que apreciam esse tipo de linguagem e ritmo musical.
Os pais que hoje ensinam ou aprovam a filhinha a esse tipo de comportamento como às danças eróticas e provocativas, saibam eles que mais tarde é exactamente isso o que ela vai fazer.
Um dia, um grande espírito disse-me:
A criança aprende o que vive.
Eu sempre admirei essa frase.
No entanto, se essa entidade me permite, gostaria de acrescentar:
A criança aprende o que vive e mais tarde viverá exactamente como aprendeu.
Toda essa libertinagem a que é induzida e exposta a criança está acabando com a inocência desses pequeninos, guiando-os a um mundo devasso e pervertido que eles não necessitariam experimentar tão cedo.
Em pouco tempo, serão adolescentes rebeldes e promíscuos e os pais dirão que não sabem ou não entendem por que isso ocorreu.
Essa promiscuidade e liberdade sexual dos adolescentes aumentam consideravelmente o número de meninas sem maturidade que se deixam engravidar.
Depois disso, elas procuram, por conta própria e através de medicamentos, assassinar seus filhinhos indefesos ou, então, correm para seus pais e eles, por sua vez, para manterem uma falsa imagem perante a sociedade, pagam para esquartejarem o netinho.
Esses pais lamentarão, um dia, por terem sido tão liberais.
Não é necessário que crianças enlacem concórdia com moral de pouco valor, com a promiscuidade e muito menos com espíritos inferiores que as prejudiquem na evolução.
No entanto, hoje, nossas criancinhas estão sendo forçadas a tais feitos por culpa de seus pais ignorantes ou irresponsáveis que terão muito a chorar, muito a se arrepender, muito a corrigir e harmonizar.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:54 am

17 - SUICÍDIO E OBSESSÃO, ABORTO: REMORSO, PERDÃO E RECONCILIAÇÃO

Cada dia que passava Túlio, amorosamente, instruía Camila, mostrando-lhe inúmeros exemplos de amor, fé, compaixão, paciência entre outras virtudes praticadas por inúmeras criaturas encarnadas independentes de suas religiões.
Assim como lhe expôs às vistas crimes, violências, intolerâncias e cobiças praticadas por quem diz ter uma religião e Amar a Deus sobre todas as coisas, esquecendo-se do segundo mandamento em que Jesus diz ser semelhante ao primeiro que é Amar ao próximo como a ti mesmo.
Certo dia, bem cedo, Túlio procurou por Camila avisando-a:
- Iremos às pressas agora para a casa de Monteiro, aquele amigo com quem seu pai enlaçou amizade, religião e negócios.
- O que há com Monteiro? - quis saber Camila.
- Vamos. Eu te explico depois.
Chegando à casa de Monteiro, Camila e Túlio presenciaram os esforços empreendidos por socorristas espirituais para impedir que Telma, filha de Monteiro, praticasse o suicídio.
Depois de aplicar em Telma fluidos magnéticos tranquilizadores, Genésio, um dos trabalhadores espirituais presentes, voltou-se para Túlio e Camila, cumprimentou-os rapidamente e logo explicou:
- Há muito a jovem Telma está sendo perturbada por um terrível irmão desencarnado que vive na ignorância e não aceita ajuda.
Os pensamentos da moça estão voltados para o pior dos desencarnes: o suicídio.
Esse espírito sofredor atormenta-a há dias e noites.
Raramente, quando anestesiado com nossos passes, ele a deixa ter um pouco de paz.
Telma andava de um lado para outro da casa.
Ela estava sozinha.
Vez ou outra chorava inquieta e nem mesmo tinha motivos aparentes para isso.
Por um instante, Telma sentou-se no sofá e começou puxar seus próprios cabelos aos trancos como se portasse debilidade mental que atingiu o máximo do desequilíbrio, balançando o tronco para frente e para trás agitadamente.
- O que ela tem? - perguntou Camila.
Eu conheço a Telma.
Ela nunca foi assim!
- É um caso de obsessão, Camila - esclareceu Túlio comovido.
- Como obsessão?
Eu não vejo nenhum outro espírito aqui além de nós - afirmou ela teimosa.
- É necessário que a irmã Camila aguce a visão espiritual, nesse caso, para que possa vê-lo melhor - esclareceu Genésio.
Túlio, para auxiliar, colocou sua destra próxima da fronte de Camila, ministrando-lhe fluidos energéticos que facilitassem sua visão.
Em poucos segundos, Camila surpreendeu-se assustada:
- O que é isso?!
- É um abortado - respondeu Túlio de forma triste.
Havia em Telma uma grande mancha escura, na parte espiritual chamada duplo etérico ou perispírito, o corpo espiritual que envolve o espírito.
Este é uma substância que parece vaporosa para os encarnados.
Nessa mancha existia uma figura torcida e deformada lembrando um rosto humano. Observando com mais atenção, Camila pôde ver, colado ao útero de Telma, um corpinho espiritual em estado fetal apresentando-se de forma irregular, deformado e trazendo em seu aspecto imensa queimadura e cortes.
Quando esse corpo espiritual percebeu a presença dos socorristas, começou a urrar desesperado.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Nov 12, 2016 9:54 am

Ele era o espírito abortado.
- Sumam! Sumam daqui!! - gritava a infeliz criatura.
Nesse instante, Telma começou a chorar e a se debater esperneando.
- Vê, Camila. O abortado transformou-se em obsessor - informou Túlio.
- Mas os abortados são socorridos, não são? - perguntou ela.
- Em alguns casos sim.
Eles são levados a Postos de Socorros especializados em casos de abortados ou rejeitados, como queiras, mesmo assim têm o livre-arbítrio, que é o direito de escolha.
Podem voltar ao plano físico para junto de quem quiserem, como de seus assassinos, e passarem a atormentá-los, como o que está acontecendo agora.
Há casos de aborto em que os socorristas não conseguem levar o abortado para ser auxiliado.
No instante do desligamento do corpo, ele se liga a sua mãe e ninguém consegue tirá-lo de lá.
- O que ele pretende fazer com Telma?
- Quer vingar-se do assassinato.
- Ele pode fazer isso?
- Matá-la, não.
Porém os sofredores do plano espiritual desejosos de vingarem-se dos encarnados operam da seguinte forma:
primeiro entram na mesma frequência vibratória dos pensamentos do encarnado.
Depois lhe dizem coisas que o encarnado acredita serem ideias sua.
O quanto antes, o espírito inferior e vingativo quer que o encarnado se prejudique, por isso passa-lhe ideias agressivas, principalmente.
Quando esses pensamentos começam a penetrar na casa mental do encarnado e ele passa a aceitá-los, temos o que tu estás vendo ocorrer com Telma.
- Pobre Telma, acreditando que esses pensamentos são dela - apiedou-se Camila.
- Sem dúvida - afirmou Túlio.
Quando o encarnado se desespera, nunca consegue perceber que tais desejos e pensamentos pertencem a um obsessor.
Nesse instante, o abortado chorava e mesmo com a voz rouca, forte e descontrolada, dizia:
- Assassina!!!
Tu me mataste sem dó nem piedade!!!
Tu me queimaste e, não contente porque não morri, cortaste-me aos pedaços e jogaste-me no lixo.
Até hoje todo o meu corpo dói!!! Assassina!!!
Só vais livrar-te de mim quando morreres da mesma forma que me mataste!!!
Só te livrarás de mim quando morreres!!!
Telma só pensava em morte, em suicídio.
Chorava, gritando de forma desesperadora.
Não podia ouvi-lo, porém captava seus sentimentos e pensamentos.
Ela sentia-se rejeitada, improdutiva, inútil no mundo.
Uma grande angústia e enorme descontrole corroíam-lhe a alma.
Muitos clínicos chamariam esse estado de depressão ou loucura.
Sob a visão e entendimento espiritual, chamamos de obsessão.
Os trabalhadores aplicavam-lhe passe, mas a falta de fé e ignorância da moça não deixavam tais fluidos fazerem efeito.
- O que poderia ajudar Telma, Túlio? - perguntou Camila muito preocupada.
- Se Telma compreendesse o motivo de seu sofrimento, se ela entendesse como e onde errou e desejasse mudar essa situação, ajudaria muito o plano espiritual.
A auto-ajuda, o verdadeiro desejo de contribuir com o plano invisível para harmonizar uma situação de tormento, auxilia imensamente a evolução e o esclarecimento das duas partes envolvidas:
encarnado e desencarnado.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2016 11:58 am

Telma, apesar da religião, não se apega em Deus nem nos ensinamentos de Jesus.
Isso dificulta muito o trabalho da espiritualidade.
- Eu nem mesmo sabia que Telma havia feito um aborto - disse Camila.
- Ela o fez porque Monteiro, seu próprio pai, levou-a a uma clínica.
Porém foi Honório, teu pai Camila, quem o incentivou a isso.
Camila assustou-se e parecia assombrada por ignorar o facto.
Nesse instante, Telma começou a quebrar tudo o que havia naquela sala.
E, infelizmente, a jovem estava sozinha em casa.
Indescritivelmente revoltado, o espírito abortado urrava seus desejos de vingança, seus lamentos e suas determinações de suicídio aos pensamentos da moça, e tais ideias eram cada vez mais aceitas por ela.
Vendo que a situação perdera o controle e pressentindo o pior, o experiente espírito Túlio aconselhou:
- Vamos embora, Camila.
Deixemos os outros irmãos tarefeiros espirituais cuidarem disso.
- Não, Túlio. Por favor!
Deixa-me tentar falar com ela!
- Não é meu desejo subestimar-te.
No entanto creio ser difícil Telma atender a alguém agora.
Quero poupar-te de cenas horríveis de se verem e difíceis de serem esquecidas.
O espírito Camila não se importou com a orientação do instrutor.
Aproximando-se de Telma, tentou envolvê-la com sugestões.
Foi louvável sua atitude, mas errónea a desobediência daquele que, sabiamente transmitia-lhe conhecimento salutar.
Entretanto percebeu-se que ela só quis ajudar.
Apesar do momento crítico, não queria dispensar qualquer possibilidade ou alternativa.
Porém foi em vão. Telma não a ouvia.
Num acto súbito de desespero e loucura, a pobre Telma foi ao banheiro, despejou um litro de álcool sobre si mesma e ateou-se fogo.
A cena foi horrível.
Telma, em chamas, gritava e urrava, mas o fogo propagou-se com facilidade pelas roupas.
Não havia modo de ela apagá-lo.
Gritou por muito tempo no plano físico pelas dores horríveis das graves queimaduras que levaram à morte de seu corpo de carne.
Seus berros de angústia e extrema dor no plano espiritual, através do que vivenciava em seu perispírito, prosseguiram de forma triste, aflitiva, demorada e lastimável.
O espírito Telma não conseguiu se desligar do corpo físico, ficando presa a ele por meios violentos:
pela acção de sua própria consciência.
Ao mesmo tempo via o plano espiritual e sentia as dores severamente graves das queimaduras que provocou para matar o corpo que lhe fora emprestado para aquela reencarnação.
O abortado, logo que se deu o início do suicídio, separou-se de Telma imaginando o seu corpo desprendido.
Mas seu estado consciencial, nada elevado, plasmou seu perispírito tortuoso, maior e monstruoso.
O pobre espírito abortado, sofredor e vingativo permaneceu ao seu lado, olhando-a queimar.
Vendo que ela continuava em sofrimento medonho no plano espiritual, ele dizia-lhe:
- Desgraçada!!! Foi isso o que eu senti!!!
É isso o que eu sinto!!!
Tu me assassinaste dessa forma!!!
Sofre muito, infeliz!!!
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2016 11:58 am

Eu agora tenho meu outro assassino com quem vou acertar as contas!
Manco e cambaleante, o abortado saiu quase se arrastando.
Camila recorria a Túlio, implorando:
- Por favor, Túlio, desliga-a do corpo.
Acaba com esse sofrimento.
- Não podemos, Camila.
Sinto imensamente, mas não podemos.
- Por quê?!
- Não somos trabalhadores ou técnicos no campo do auxílio ao desligamento por essa opção de desencarne.
Em breve, eles chegarão e verão o que pode ser feito.
- Como os técnicos verão o que pode ser feito?
Deveriam desligá-la e terminar logo com isso!
- Foi suicídio.
Mesmo que seja desligada do corpo físico, as dores das queimaduras não cessarão.
Vivenciará continuamente o desespero do que provocou a si mesma.
Acredito que não será feito nada, pois foi livre-arbítrio.
Ela matou o corpo que lhe fora emprestado por um período que não havia chegado ao fim, antecipando, propositadamente, a morte desse físico.
Os técnicos em desligamento para os desencarnados através do suicídio chegarão e a examinarão para saber como poderão ajudá-la.
A ninguém é negado o socorro, mas, como já disse, não somos técnicos para avaliar o caso.
O corpo físico de Telma estava inerte no chão, irreconhecível e ainda com chamas.
Enquanto o espírito da moça debatia-se pelas queimaduras, seus olhos esbugalhados num rosto desfigurado com aspecto de derretido pelas chamas.
Ela gritava pedindo socorro, porém ninguém, em nível do plano físico, podia ouvi-la.
Depois de alguns minutos, um vizinho sentiu um forte cheiro de queimado e, ao ver a fumaça que saia pela janela chamou os bombeiros que logo, ao chegarem, localizaram o corpo.
- E agora, Túlio? - perguntou Camila extremamente triste.
- Virá uma equipe espiritual para dar auxílio e amparo aos pais e familiares.
Lógico que será de acordo com o nível espiritual, entendimento e receptividade deles que receberão tais benefícios, apesar da deplorável situação.
Sentido, ele a chamou:
- Vamos, Camila.
Chegando à casa de Dora, Camila sentia-se triste.
Vendo-a muito pensativa, Túlio aproximou-se e perguntou com terna preocupação:
- Precisas de ajuda?
- Estou reflectindo sobre tudo o que presenciei desde quando desencarnei.
Choquei-me com muitas coisas que ignorava existirem, embora, na espiritualidade, no passado, já ter estudado muito a respeito.
- Estamos em constante aprendizagem, querida Camila.
Nunca sabemos o suficiente.
O dono da sabedoria e da verdade é o nosso Irmão Maior: Jesus.
- Túlio, se é que podes me explicar, gostaria de saber o que uma mulher deveria fazer caso ela já tenha errado cometendo um aborto e só veio saber de tamanho erro depois de já tê-lo consumado?
- Uma verdadeira reforma íntima - respondeu Túlio sabiamente.
Ao descobrir que errou, tem de haver nessa mulher o verdadeiro arrependimento.
Terá de sentir uma imensa vontade de mudar tudo o que foi feito.
Sabe, aquele sentimento que nos abate corroendo por dentro e que nos faz desejar imensamente termos feito tudo diferente?
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2016 11:59 am

Camila acenou a cabeça positivamente e ele continuou:
- Então, é isso.
É esse o desejo que ela tem realmente de sentir.
Já que depois de tudo consumado não se pode mudar a situação, essa mulher deve, através de seu arrependimento e vontade de mudar, pedir perdão a Deus e propor-se aos trabalhos dignos, nobres e edificantes do Evangelho.
Ela deve sentir amor pela criatura que prejudicou com o aborto, mas sentir muito amor mesmo!
É indispensável também cultivar, ensinar e exemplificar a compaixão e o perdão a todos, sem excepção.
- E se mesmo assim o ou os abortados quiserem vingar-se e prejudicá-la com a obsessão?
- Ela terá de ter uma fé inabalável acima de tudo.
Não se deixar abater pelos mais fortes "ataques", pois com toda a certeza, a partir do momento que passar por essa transformação íntima, desejar mudar, lamentar o que fez, querer corrigir a situação, já será amparada e auxiliada pelo plano espiritual superior.
Quando ela se orientar através do Evangelho e praticá-lo com amor, já se estará socorrendo com a ajuda do plano superior, estará se renovando e buscando sua elevação espiritual, ligando-se a Deus.
Se, junto a tudo isso, a mulher ou quem quer que seja se expuser a um tratamento espiritual em um Centro Espírita, encontrará mais facilidade de entender e saber como agir.
Sem contar que os mentores terão melhores condições de amparada, auxiliada, socorrida.
Ela deve envolver com muito carinho e imenso amor, aquele ou aqueles que rejeitou através do aborto.
Necessita, humildemente, pedir-lhes o perdão.
Precisa orientá-los, ampará-los, ajudá-los a sair do vale tenebroso de vingança que os revoltados se encontram.
Se não for um espírito abortado vingativo, suas preces vão ajudá-lo a se recompor incrivelmente.
Através de seus pensamentos, ela pode passar-lhe o seu amor e mostrar-lhe o amor de Deus pelos ensinamentos de Jesus.
- Quer dizer que se deve ler o Evangelho para eles? - perguntou Camila.
- Por que não?
Ela deve ler tanto o Evangelho como outras leituras clássicas da espiritualidade que esclareçam o amor de Jesus.
Além disso, devem-se dar explicações sobre o que leu em voz alta, de forma calma e pausada como se estivesse leccionando em uma sala de aula, falando com os filhinhos queridos.
Os espíritos escutam tudo o que os encarnados dizem. Esqueceste?
Só para lembrar, o Evangelho deve ser lido quando sentirmos um incómodo nos pensamentos.
Isso pode ser influência de irmãos sofredores.
Com esse tipo de leitura e explicação, esses irmãozinhos terão a oportunidade de compreender o que lhes ocorre e será mais fácil colocarem-se à disposição para um tratamento em colónias apropriadas, deixando o encarnado livre do sofrimento.
- Isso seria como o perdão de Deus, não é, Túlio?
- Não. O perdão é alguém ficar livre de encargos por danos que tenha causado a si ou a outro.
Nesse caso de transformação íntima, a mulher estará reformando suas acções, modificando suas atitudes e pensamentos, trabalhando para conseguir um objectivo: livrar-se do sofrimento.
Porém antes de se libertar desse sofrimento terá de trazer alívio às dores aquele que prejudicou.
Isso ocorre através do amor, do perdão, da compaixão, da fé, da dedicação ao bem, à paz, à concórdia em todos os sentidos.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2016 11:59 am

Praticamente, precisará reverter o quadro obsessivo, ou seja, em vez de aceitar o que seus obsessores lhes dizem sobre dor e sofrimento, de ficar ouvindo-os falar e aceitar o que dizem como se fossem seus pensamentos, ela terá de impregná-los com amor, fé, carinho, ensinamentos do bem, perdão, mesmo que não esteja se sentindo obsedada, pois quando o abortado é socorrido para uma colónia de rejeitados, ele não permanece junto à mãe para perturbá-la, como eu já disse.
Mas poderá haver mágoa, trauma, tristeza...
Ele poderá sofrer no perispírito a tortura do aborto à qual foi submetido.
No entanto os sentimentos que sua mãe tiver de arrependimento pelo ato praticado, chegará até ele e tu não imaginas como esse tipo de sentimento e pensamento muda o estado espiritual de um rejeitado.
Quando lhes chega à colónia uma prece, o sentimento de amor, fé, carinho, transformam-se sensibilizados e passam a nutrir sentimentos muito mais edificantes.
Quando as mães encarnadas lêem para eles trechos do Evangelho, essas leituras os alcançam na íntegra.
Há, inclusive, técnicos na espiritualidade que se esforçam no trabalho de fazerem-nos ouvir até a voz de seus genitores, eles conseguem captar também todas as emoções só para levarem como mensagem para o auxílio do tratamento do irmãozinho rejeitado, necessitado e carente.
Isso é de imenso valor e elevação espiritual.
E um resgate maravilhoso.
O ser humano ainda não entendeu quando é dito no Evangelho do Senhor:
"Bem-aventurado os que choram porque serão consolados.
Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça porque sereis fartos.
Bem-aventurados os que agora chorais porque rireis".
O que chora por arrependimento sempre busca a Deus, sempre sai à procura dos ensinamentos, com isso ele aprende, evolui, corrige e auxilia os outros.
Esse é o que verdadeiramente
s que têm fome e sede de justiça são aqueles que divulgam e exemplificam os verdadeiros ensinamentos Divinos de Jesus para que as injustiças do mundo não prevaleçam.
Aquele que realmente lamenta o que fez de errado corrige seus erros e auxilia os outros, um dia, rirá farto com glória por ter sanado tudo o que se fez necessário corrigir.
Porém quando é dito:
"Ai de vós, ricos, porque tendes no mundo a vossa consolação", faz-se um alerta àqueles que cultivam riquezas porque ninguém viverá no mundo por muito tempo.
"Ai de vós que estais fartos porque tereis fome", é um alerta aos que não repartem o que tem, não se apegaram aos valores religiosos e cristãos, não dão importância aos ensinamentos de Jesus, um dia sentirão imensa falta deles.
"Ai de vós que agora rides porque um dia chorareis e gemereis", alerta aos que se livram de situações de maneira criminosa ou leviana e depois se comprazem nos prazeres da carne, no conforto material abusivo, na prática do mal, um dia lamentarão muito os seus feitos, suas ousadias.
Camila ouvia atenta e Túlio, depois de uma breve pausa, prosseguiu:
- Eu conheço um caso curioso sobre pais que se arrependeram do aborto.
Um casal, que já possuía um casal de filhos, negou a vida a um terceiro, assassinando-o com o aborto.
Com o passar dos anos, esse casal, através do Espiritismo, tomou ciência da gravidade de seu erro.
A mulher, quando soube o que acontecia com o espírito ao ser abortado, chorou inconformada.
Se a idade lhe permitisse, ela teria mais um filho para reparar seu erro.
Porém isso não lhe era mais possível.
Com remorso, o casal apegou-se ao Evangelho buscando alívio para a dor que sentia.
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Re: O BRILHO DA VERDADE - SCHELLIDA / ELIANA MACHADO COELHO

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 13, 2016 11:59 am

Passaram a orientar outras pessoas sobre o assunto, a gravidade e as consequências do aborto.
A mulher passou a tirar alguns dias da semana para trabalhos voluntários em creches e orfanatos que cuidavam de crianças carentes.
Sempre, em suas preces, eles rogavam perdão a Deus pelo que haviam praticado e direccionavam pedidos de perdão ao espírito a quem negaram a vida, procurando enviar-lhe pensamentos nobres, envolvendo-o com amor e carinho.
Faziam-lhe preces e leituras para que ele compreendesse a ignorância e aceitasse o remorso de ambos, além dos pedidos de perdão.
Todos os sentimentos do casal chegaram até a criatura que fora rejeitada por eles.
Assim um belo processo de transformação se iniciou.
A mágoa, a angústia e a revolta transformaram-se em amor, esperança e compreensão.
A mudança ocorrida em sua mente foi tamanha que seu perispírito, que se encontrava deformado sinalizando ainda os sofrimentos do seu assassinato, moldou-se em forma e tamanho normais, e o espírito, por sua vez, começou a nutrir sentimentos de amor sincero aos pais que o rejeitaram.
Mais tarde, essa criatura reencarnou como neta desse casal que a amava de forma incompreensível.
Com a necessidade de trabalho da nora, o casal, maravilhado, foi quem tomou conta da querida netinha.
O mais curioso nisso tudo foi que eles, sem conhecimento da situação, oravam duas vezes pela netinha:
uma quando enviavam seus sentimentos de remorso, amor e esperança à criatura que eles rejeitaram e outra quando oravam pela própria neta, desejando-lhe toda a bem-aventurança possível.
Quando a compreensão do erro lhes fez chorar e o remorso corroeu-lhes, eles buscaram a Deus e através do reconhecimento do erro, o trabalho no bem, eles mostraram-se arrependidos, por isso riram com a chegada da netinha e serão consolados ao descobrirem tudo o que fizeram e as consequências.
"Bem-aventurados os que choram porque serão consolados".
Dentro de uma existência podemos errar e procurar corrigir sem que sejamos dolorosamente punidos para acertarmos o que fizemos de errado.
- Obrigada, Túlio.
Aprendi tanto contigo.
Parece que te conheço há tanto tempo... - disse Camila emocionada, experimentando um sentimento indefinido.
Túlio, por sua vez, somente sorriu.
- Sabes, Túlio, hoje eu compreendi que tudo o que me aconteceu não foi por culpa de meu pai.
Eu errei. Omiti-me ao presenciar situações acontecendo rapidamente a minha volta e, lamentavelmente, não fiz nada.
Recusei-me a servir ao bem, ao próximo por puro comodismo.
Tive medo do trabalho.
Não assumi minhas responsabilidades.
Deixei tudo para os outros.
Não cometi erros graves, porém não edifiquei nenhuma tarefa para o bem do próximo.
Independente da religião, eu poderia ter ajudado muita gente.
Poderia ter, simplesmente, conversado com aqueles que chegavam desorientados diariamente à igreja em busca de amparo.
Poderia ter orientado os que lamentavam injustamente com assuntos cansativos e depreciativos.
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