Estudo 028 - Mundos Transitórios

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Estudo 028 - Mundos Transitórios

Mensagem  luzespirita em Qui Jun 10, 2010 10:21 am

No capítulo 06, de "o Livro dos Espíritos", intitulado "Da vida Espírita, existem 3 questões (234, 235 e 236) que se referem aos mundos transitórios assim especificados
São (.. )mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que lhes podem servir de habitação temporária, espécies de bivaques, de campos onde descansem de uma demasiada longa erraticidade, estrado este sempre um tanto penoso. São entre outros mundos, posições Intermediárias. graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que a elas podem ter acesso e onde eles gozam de maior ou menor bem estar.(...)"
Os mundos transitórios não se prestam a encarnação de seres corpóreos porque "(...) estéril e neles a superfícies os que os habitam de nada precisam.(...)" E mesmo esta esterilidade é igualmente transitória. A Terra, por exemplo, já foi mundo transitório durante a sua formação". Hoje é classificado como planeta de expiações e provas, prestando-se, portanto, à encarnação e reencarnação de Espíritos necessitados de passarem pelas vicissitudes que o planeta oferece. Circunvizinhando a Terra, no plano extra-físico, existem regiões ou esferas espirituais de diferentes graus evolutivos, caracterizando-se desde simples postos a verdadeiras cidades espirituais.
Essas regiões se dividem gradativamente em lugares de sofrimento e ignorância até aqueles onde o Espírito, em estado de maior entendimento, e feliz. "Considerando a penitência em sua feição expiatória, existem numerosos lugares de provações na esfera para vós invisível, destinados à regeneração e preparo de entidades perversas ou renitentes no crime, a fim de conhecerem as primeiras manifestações do remorso e do arrependimento, etapas iniciais da obra de redenção. (...)" Estas fazem parte das chamadas zonas inferiores.
A série "André Luiz" nos esclarece a respeito destas diversas regiões espirituais. Na obra "Libertação", cap. 4, há referência sobre uma cidade situada "no vasto domínio das trevas" limítrofe com a Terra, assim descrita por André Luiz.
:' ( ., . } A claridade solar jazia diferençada.
Fumo cinzento cobria o céu em toda a sua extensão.
A volitação fácil se fizera Impossível.
A vegetação exibia aspecto sinistro e angustiado. As árvores não se vestiam de folhagem farta e os galhos, quase secos, davam a idéia de braços erguidos em suplicas dolorosas.
Aves agoureiras, de grande tamanho, de urna espécie que poderá ser situada entre os corvídeos crocitavam em surdina. semelhando-se a pequenos monstros alados espiando presas ocultas.
O que mais contristava, porém , não era o quadro desolador, mais ou menos semelhante a outros
de meu conhecimento, e, sim, os apelos cortantes que provinham dos charcos. Gemidos tipicamente
humanos eram pronunciados em todos os tons (...)
No Livro "No Mundo Maior" da mesma serie, André Luiz nos traz noticias sobre uma ''organização de assistência em zona intermediária atendendo a estudantes relativamente espiritualizados, pois ainda jungidos ao círculo carnal e a discípulos recém libertos do campo físico.
A enorme instituição,"(...) regurgitava de almas situadas entre as esferas inferiores (...)" e as superiores, gente com imensidão de problemas e de indagações de toda a espécie.
No livro '' Voltei ", do Irmão Jacob, o autor nos fala sobre uma colônia espiritual, situada em esferas mais elevadas: "(...) A estrada que percorríamos marginava -se de flores, algumas delas como que talha das em radiosa substância, o que convertia a paisagem numa cópia do firmamento. Arvores próximas pareciam cobertas de estrelas.(...)
A que país, afinal, fora eu arrebatado pela morte? Teria subido a Terra ao Céu ou teria o Céu baixado para a Terra? (...)"
(...) Vi desdobrar-se ante meus olhos enlevados a paisagem flórida e brilhante de um burgo feliz. (...) Atravessávamos extensas e formosas avenidas marginadas por vegetação caprichosa e linda, quando tive o contentamento de ver alguns pássaros marcados por peregrina beleza. Cantavam estáticos, (...) glorificando a Divindade."
Seriam os mundos transitórios, que a respeito deles tão pouco os Espíritos Superiores falaram a Kardec, estas mesmas colônias ou regiões espirituais que André: Luiz nos fala? E evidente que tais locais são destinados aos Espíritos desencarnados, ainda necessitados de reencarnações (portanto, Espíritos errantes) e, intimamente ligados ao nosso planeta pelas ações cometidas no pretérito. O fato de os Espíritos, que fizeram "O Livro dos Espíritos", terem afirmado que a Terra foi um mundo transitório na sua formação planetária levou Kardec a dizer que:
" (...) Assim, durante a dilatada sucessão dos séculos que passaram antes do aparecimento do homem na Terra, durante os lentos períodos de transição que as camadas geológicas atestam, antes mesmo da formação dos primeiros seres orgânicos, naquela massa informe, naquele árido caos, onde os elementos se achavam em confusão, não havia ausência de vida. Seres isentos das nossas necessidades das nossas sensações físicas, lá encontravam refúgio. Quis Deus que, mesmo assim, ainda imperfeita, a Terra servisse para alguma coisa. Quem ousaria afirmar que entre os milhares. de mundos que giram na Imensidão um só, um dos menores, perdido no selo da multidão infinita deles, goza do privilégio exclusivo de ser povoado ? Qual então a utilidade dos demais ? Tê-los-ia Deus feito unicamente para nos recrearem a vista ? Suposição absurda, incompatível com a sabedoria que esplende em todas as suas obras e inadmissível desde que ponderemos na existência de todos os que não podemos perceber. Ninguém contestará que, nesta idéia da existência de mundos ainda impróprios para a vida material e, não obstante já povoados de seres vivos apropriados a tal meio, há qualquer coisa de grande e sublime, em que talvez se encontre a solução de mais de um problema.
Diante dessas afirmações e da compreensão de que os Espíritos das regiões espirituais em limites com Terra necessitam voltar novamente ou encarnar pela primeira vez no nosso planeta, as colônias espirituais, descritas por André Luiz, não nos parecem ser os mesmos mundos transitórios anunciados em "O Livro dos Espíritos".
Parece-nos que a obra " O Pensamento de Emmanuel" reforça esta nossa suposição quando diz:
Podemos conceituar de três maneiras, para efeito de estudo, a palavra "moradas'', mencionada no Evangelho:

a ) Os mundos que formam o Universo, onde outras humanidades realizam a marcha evolutiva.
b ) As diversas zonas Espirituais, superiores ou inferiores, além das fronteiras físicas, onde a vida palpita com a mesma intensidade das metrópoles humanas.
c ) Os vários departamentos da Mente , onde se demoram pensamentos e reações, drainas e tragédias, anseios e realidades do Espírito.

Ninguém poderá imaginar quantos mundos realmente existem, habitados; mas, nenhum espírita põe dúvida em que inúmeras humanidades vivem nesses mundos, felizes, uns, infelizes, outros.
Os departamentos da Mente são, a nosso ver, outras tantas "moradas individuais", como repositório das reações mais ou menos felizes das inteligências encarnadas ou desencarnadas.
No que toca as diversas regiões espirituais, sabemos' que comunidades redimidas habitam zonas mais elevadas da espiritualidade, às quais obreiros dedicados são periodicamente conduzidos em processo estimulante do esforço pessoal.
Em faixas vibratória mais ligadas à Terra, estacionam, temporariamente, almas ainda vinculadas às sensações e problemas da vida física, uma vez que o peso especifico de suas organizações perispirituais, apresentando certa densidade, Ihes não permitem as grandes ascensões. (...)"
Esses mundos, como o nome indica, não teriam a superfície física eternamente estéril; como tudo no Universo evolui, eles e os Espíritos são submetidos ã lei do progresso. "(...) Os Espíritos que se encontram nesses mundos podem deixá-los, a fim de irem para onde devam ir. Figurai-os como bandos de aves que pousam numa ilha, para ai aguardarem que se lhas refaçam as forcas, a fim de seguiram seu destino".
Concluímos, dizendo que os mundos transitórios possivelmente fazem parte dos corpos celestes, espalhados pelo Universo, podendo ser um planeta, um satélite ou algo similar.
Já regiões espirituais, também denominadas zonas, colônias ou esferas, correspondem às coletividades desencarnadas existentes nos planos dos Espíritos e vinculadas a este ou aquele planeta.
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