ARTIGOS DIVERSOS II

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A ADOLESCÊNCIA - ATRITOS E DESENCONTROS.

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Set 03, 2017 7:45 pm

Em todos os planos determina a Providência do Criador seja a criatura amparada com segurança.
Cada consciência que renasce no campo físico traz consigo as ligações do agrupamento espiritual a que se filia, demonstrando as afinidades profundas de que a onda mental dá notícia no fluxo revelador com que se apresenta.
Se os pais guardam sintonia com as forças a que se lhes jungem fluidicamente os filhos, a vida prossegue harmoniosa, como que sobre rodas nas quais as crenas se mostram perfeitamente engrenadas.
Entretanto, se há divergência, passada a primeira infância, começam atritos e desencontros, à face das interferências inevitáveis, com perturbações dos circuitos em andamento.
Surgem as incompatibilidades e disparidades que a genética não consegue explicar.
Enredados à influência de companheiros que permanecem fora do vaso fisiológico, os filhos, nessas circunstâncias, evidenciam tendências inquietantes, sem que os progenitores consigam reivindicar a autoridade de que se revestem.
Todavia, a escola edificante espera-os, nas linhas da civilização, para restaurar-lhes, desde cedo, as noções de ordem superior, diante da vida, exalçando os conceitos de elevação moral, imprescindíveis ao aprimoramento da alma.
Transfiguram-se, então, os mestres comuns em orientadores dos aprendizes que, se atentos ao ensino, se fazem médiuns temporários das mentes que os instruem, através do mesmo fenómeno de harmonização das ondas mentais, porquanto o professor, ensinando, torna mais lentas as oscilações que despede, enquanto que os alunos, aprendendo, fazem mais curtas as oscilações que lhes são peculiares, verificando-se o necessário ajuste de nível para que a permuta dos agentes espirituais se faça com segurança.
Os discípulos que fogem deliberadamente ao dever da atenção, relaxando os compromissos que abraçam, permanecem ausentes do benefício, ligados a circuitos outros que lhes retardam a marcha na direcção da cultura, por desertarem dos exercícios que lhes favoreceriam mais dilatada iluminação íntima.
E, além da escola, surgem, para os rebentos do lar terrestre, as obrigações do trabalho profissional em que a personalidade segue no encalço da vocação ou soma de experiência que já conquistou na vida.
Cada oficina de acção construtiva, seja qual for à linha de serviço em que se expresse, é novo educandário para a criatura em lide no campo humano, em que a chefia, a escalonar-se através de condutores diversos, convoca os cooperadores, nos vários círculos da subalternidade, ao esforço de melhoria e sublimação.
Ainda aqui, vemos, por intermédio da mesma ocorrência de harmonização mental, os que orientam, erguidos à condição de Espíritos protectores, e os que obedecem, transformados em instrumentos para determinadas realizações.

MECANISMOS DA MEDIUNIDADE - ANDRE LUIZ - FCXAVIER

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Sexo e Obsessão (Parte 37)

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Set 04, 2017 9:14 am

Manoel Philomeno de Miranda

Damos prosseguimento ao estudo metódico e sequencial do livro Sexo e Obsessão, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada originalmente em 2002.

Questões preliminares

A. Qual o efeito produzido pela fala do médium Ricardo sobre os companheiros do marquês de Sade?
Não apenas a fala, mas as vibrações de amor que passavam a envolvê-los, complementadas por uma melodia de incomparável beleza, produziram empatia desconhecida e emoção sublime em todos aqueles que ali se encontravam.
Como resultado, a pouco e pouco, da emoção silenciosa surgiram o pranto e a exteriorização do imenso sofrimento em que estorcegavam aqueles irmãos, suplicando amparo e oportunidade de refazimento.
Entidades generosas, que aguardavam a ocorrência, acercaram-se então daqueles que estavam a ponto de tombar na agitação e no desespero, acalmando-os, aplicando-lhes energias restauradoras e emulando-os à fé, à coragem.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

B. Todos os companheiros do marquês foram igualmente convertidos à mensagem de paz e renovação transmitida pelo médium?
Nem todos, porque alguns deles, mais rebeldes, levantaram-se de inopino e saíram atropeladamente, tentando produzir balbúrdia, no que foram impedidos discretamente pelos vigilantes e operosos trabalhadores da Instituição.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

C. Por que o médium Ricardo fora o escolhido para transmitir a mensagem aos companheiros do marquês, em vez das próprias Entidades espirituais ali presentes?
Respondendo a pergunta idêntica, o médium Ricardo esclareceu:
“Conforme pensam os Benfeitores Espirituais, o facto de encontrar-me reencarnado, com relativa facilidade nos desdobramentos lúcidos durante o período do sono físico, faz que apresente algumas condições necessárias para levar a programação libertadora, como ocorreu, aos irmãos enlouquecidos, permitindo que melhor assimilem a proposta, tendo em vista os implementos orgânicos de que me revisto, mediante os quais facilita-se-lhes a sintonia.
A exteriorização do fluido animal, que decorre do estado de reencarnado, permite-nos maior identificação de sentimentos, em razão de eles ainda estarem sob fortes pressões dos liames materiais”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

Texto para leitura

181. O direito de escolha é opção aberta a todos – Na sequência de sua fala aos companheiros do marquês de Sade, o médium Ricardo lembrou-lhes que o mesmo direito de escolha, exercido pelo marquês, lhes era também concedido.
Eis suas palavras:
“Estamos todos fadados à plenitude, que nos é oferecida pelo Progenitor Divino, dependendo somente da escolha que cada qual faça em seu próprio favor.
Não vos será imposta qualquer decisão, porque, embora nem todos tenhais capacidade de discernimento, e grande número se encontre sob doentia indução hipnótica, a minha voz penetra-vos e convoca-vos para novo comportamento.
Não temais decidir pela auto-libertação, pela fraternidade, pelo amor, pela iluminação interior.
Quase todos nós perlustramos esses caminhos por onde vos movimentais no momento.
Tivemos nosso período de treva e de ignorância, nossa fase de alucinação e primitivismo, havendo sido libertados pelo amor inefável de Jesus através dos Seus abnegados mensageiros, qual ocorre agora em relação a vós outros.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Set 04, 2017 9:14 am

Analisai o que sentis neste momento e relacionai-o com o que vindes experimentando na cidade perversa, onde habitais.
Observai as emoções que vos tomam, os sentimentos que volvem a accionar a vossa capacidade de compreender e de discernir o certo do errado, o bom do mau, e logo vereis que estais em um santuário que se vos abre inteiramente, facultando-nos acolhimento e oportunidade de renovação.
Não tergiverseis, nem postergueis este momento.
O ponteiro do relógio sempre volve ao mesmo lugar, porém em outra dimensão de tempo, noutra circunstância, jamais nas mesmas.
As águas do rio, que passam sob pontes, retornarão um dia em forma de chuva generosa, nunca mais, no entanto, em condições equivalentes.
Este é o vosso momento.
Soa a vossa hora. Jesus vos chama”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

182. Uma melodia muito bela inundou o recinto – Depois de suas derradeiras palavras, incentivando-os a deixar-se arrastar pelas vibrações de amor que passavam a envolvê-los, o orador, irradiando suave claridade que se lhe exteriorizava do Espírito, deu margem a que se ouvisse uma melodia de incomparável beleza, que em maviosa voz convidava a todos a seguir Jesus e libertar-nos das paixões selvagens.
Flocos luminosos muito delicados desciam de ignotas regiões e suave perfume invadiu o recinto, produzindo empatia desconhecida e emoção sublime em todos aqueles que ali se encontravam.
A pouco e pouco, da emoção silenciosa surgiram o pranto e a exteriorização do imenso sofrimento em que estorcegavam aqueles irmãos, suplicando amparo e oportunidade de refazimento.
Entidades generosas, que aguardavam a ocorrência, acercaram-se daqueles que estavam a ponto de tombar na agitação e no desespero, acalmando-os, aplicando-lhes energias restauradoras e emulando-os à fé, à coragem.
Alguns, mais rebeldes, levantaram-se de inopino e saíram atropeladamente, tentando produzir balbúrdia, no que foram impedidos discretamente pelos vigilantes e operosos trabalhadores da Instituição.
A música prosseguia, enquanto a misericórdia de Deus atendia aqueles que se rendiam à luz, dulcificando-os e interrompendo o longo império de desespero a que se houveram entregado, despertando-os para novos cometimentos e experiências de recuperação do tempo gasto na flagelação e na desdita por livre opção.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

183. A fala do Dr. Bezerra – Nesse momento, o amorável benfeitor Dr. Bezerra de Menezes, erguendo-se, falou, tomado de grande compaixão pelos atormentados, que retornavam ao redil do Sublime Pastor:
“Sede bem-vindos, irmãos queridos, à senda de renovação.
O vosso cansaço será atenuado, a vossa sede de paz receberá a linfa do reconforto, a vossa fome de amor encontrará o pão da vida, que vos nutrirá para sempre.
Não aguardeis, porém, colheita de flores nos terrenos onde semeastes espinhos e urze pontiagudos; não creiais em recompensas à ociosidade assim como ao vitupério, ao abuso das funções psíquicas, que se reconstruirão lentamente a vosso contributo pessoal.
Não encontrareis escadaria de acesso rápido ao paraíso, nem catapulta de improviso para o reino dos Céus.
O trabalho é guia de segurança e força de elevação para todos nós.
O labor iluminativo é obra de cada um, que o realizará a esforço e a sacrifício pessoal.
Toda ascensão exige denodo, e ninguém alcança o acume da montanha sem atravessar as baixadas de onde procede.
Iniciareis novas experiências de auto-iluminação, percorrendo as mesmas estradas, porém com outras disposições interiores e a decisão de ser feliz.
Envolvidos pelas vibrações que procedem do Amor, inundai-vos de luz e embriagai-vos de novas alegrias.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Set 04, 2017 9:15 am

Começa novo dia para quantos desejem a claridade do Bem no coração e se resolvam pela purificação mediante o mergulho no corpo físico, sem as constrições das falsas necessidades a que vos acostumastes.
A carne ser-vos-á refúgio ameno, escola de aprendizagem e reeducação, hospital de recuperação de forças, oficina de trabalho...
Transitareis alguns, solitários e não amados, outros sob injunções penosas que os actos arbitrários impuseram ao longo do tempo, outros mais experimentando desejos inconfessáveis que o organismo não poderá atender, mediante processo psicoterapêutico, por fim a cada um será proposto um programa de recuperação conforme suas obras...
Todos, porém, filhos do Amor, encontrareis oportunidade para o auto-crescimento e a felicidade.
Que o Divino Mestre nos abençoe a todos, no esforço de elevação!”
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

184. As explicações do médium Ricardo – Quando Dr. Bezerra silenciou, permaneciam as vibrações de paz e de alegria que saturavam o ambiente, enriquecido de suave luz procedente de Esfera Mais Alta, ao tempo em que diligentes servidores, adrede convidados, puseram-se a atender aqueles que optaram pela renovação, conduzindo-os com ternura fraternal a diferentes sectores da Instituição, de onde rumariam para os Núcleos preparatórios de reencarnações purificadoras.
Manoel Philomeno não havia saído do quase êxtase, quando o médium Ricardo dele se acercou, jubiloso, irradiante de felicidade, demonstrando a alegria pela realização do serviço recém-concluído.
Philomeno, aproveitando o ensejo, perguntou-lhe:
“Houve alguma razão especial para que fosses o escolhido para as informações aos desencarnados, em vez das próprias Entidades espirituais?”
Demonstrando sua natural modéstia, Ricardo esclareceu:
“Conforme pensam os Benfeitores Espirituais, o facto de encontrar-me reencarnado, com relativa facilidade nos desdobramentos lúcidos durante o período do sono físico, faz que apresente algumas condições necessárias para levar a programação libertadora, como ocorreu, aos irmãos enlouquecidos, permitindo que melhor assimilem a proposta, tendo em vista os implementos orgânicos de que me revisto, mediante os quais facilita-se-lhes a sintonia.
A exteriorização do fluido animal, que decorre do estado de reencarnado, permite-nos maior identificação de sentimentos, em razão de eles ainda estarem sob fortes pressões dos liames materiais”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

185. Ricardo externou em sua fala o que Dr. Bezerra lhe transmitira – Concluindo a explicação solicitada, Ricardo aduziu:
“Ademais, esse formoso labor, quando exitoso, qual acaba de acontecer, converte-se em bênção para mim mesmo, face ao ensejo de facultar-me prosseguir no trabalho mediúnico.
Sem qualquer dúvida, embora me encontrasse lúcido durante a dissertação, as informações expostas foram-me transmitidas através de telementalização pelo nosso sábio Mentor Dr. Bezerra de Menezes.
Sintonizando o pensamento na faixa da caridade e entregando-me à sua inspiração, sinto-me induzido a falar e a agir conforme ele próprio o faria, em razão da facilidade de captação das ideias e dos sentimentos, nessa circunstância, porém sem os impedimentos naturais da organização cerebral.
Neste abençoado universo de energias, que se exteriorizam em ondas, vibrações, ideias e pensamentos, estamos sempre em intercâmbio psíquico, consciente ou não dessa realidade, constituindo-nos verdadeira felicidade o conhecimento que nos é oferecido pelo Espiritismo em torno das possibilidades inimagináveis de que desfruta a alma integrada na realidade cósmica".
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

(Continua no próximo número.)

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Cuidando do jardim

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Set 04, 2017 7:17 pm

Certo dia, Manuela viu sua mãe trabalhando no jardim e ficou encantada!
Achou fácil!...
Naquele momento resolveu que ela também iria fazer um jardim, para que sua mãe pudesse admirar-se do trabalho dela.
Então, esperou uma hora em que a mãe saiu para fazer várias coisas fora de casa e despediu-se dela perguntando:
— Mamãe, você vai demorar muito na rua?
A mãe, notando a preocupação da pequena, abraçou-a em despedida e indagou:
— Você está preocupada, filhinha?
Fique tranquila!
Tenho várias coisas para fazer, porém voltarei o mais rápido que puder.
— Está bem, mamãe!
Vou ficar esperando você!
Ela beijou novamente a filha, acenando com a mão e saiu de casa.
Manuela esperou a mãe virar a esquina e correu para o quintal.
Lá, ela pegou uma pá, com a qual a mãe mexia a terra, e foi até o jardim da mãe, removendo as lindas plantas que ali estavam.
Depois, procurou um bom lugar para plantar as mudas que tinha arrancado do jardim que a mãe plantara.
Queria fazer tudo rápido, para que sua mãe visse ao retornar e se orgulhasse dela.
Então, escolhendo um local mais no fundo do quintal, cavou muitos buracos e foi colocando, em cada um deles, uma muda de flor que retirara da mãe.
Quando a mãe chegou a casa, Manuela estava feliz com sua actividade, e não via a hora de mostrar para sua mãe o jardim que tinha plantado.
Após o almoço, a mãe juntou os pratos da mesa, colocou-os na pia da cozinha e, pegando uma bucha, preparava-se para lavar as louças do almoço, mas com pressa de mostrar à mãe o que fizera, Manuela pediu:
— Mamãe! Tenho uma surpresa para você!...
Venha comigo até o quintal!
— Filha, agora eu tenho de lavar a louça.
Depois eu vou, está bem?
— Não, mamãe! Quero que veja o que eu fiz hoje cedo!...
A mãe, um pouco preocupada, pois sabia que Manuela gostava de inventar coisas, achou que o melhor seria acompanhá-la.
Então, lavou as mãos, enxugou-as, e depois acompanhou a filha até o quintal.
Segurando a mão da mãe, a filha levou-a até o local onde havia plantado muitas espécies de flores.
Então, satisfeita do seu trabalho, disse:
— Veja mamãe! Fui eu que plantei!...
É um jardim como o seu! Gostou?
Não está lindo?!...
A mãe viu a terra toda removida, as plantas enfiadas de qualquer jeito no solo, e, diante da alegria de Manuela, perguntou:
— Foi você quem fez, filhinha?
— Sim, mamãe! Peguei suas plantas do jardim lá da frente e trouxe-as para o meu jardim!
Gostou? Ficou lindo, não é?
A mãe respirou fundo, penalizada de ver a condição das plantas que a filha plantara e murmurou:
— Estão bonitas sim, Manuela.
Mas por que não pediu minha ajuda?
Eu a teria auxiliado a fazer um jardim!...
— Mamãe não gostou?...
— Gostei, minha filha.
Mas venha, sente-se aqui comigo à sombra desta árvore.
Sabe o que acontece, Manuela?
Quando queremos fazer alguma coisa, em primeiro lugar precisamos aprender.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Set 04, 2017 7:18 pm

— Ah!... Quer dizer que fiz tudo errado? — choramingou a pequena, triste.
— Todos nós, diante de alguma coisa nova, precisamos aprender.
Eu aprendi a cuidar de flores com minha mãe, sua avó Benedita!
Porque, se eu fosse fazer sozinha um jardim, faria tudo errado.
— E agora, mamãe?
Estraguei suas plantas!
A mãe abraçou a filha, com carinho, tranquilizando-a:
— Não, Manuela, você não estragou nada.
Mas, o que acha de aprender a lidar com plantas?
Vamos ver um horário, depois das aulas, e eu lhe ensinarei como fazer. Está bem?
Manuela abraçou a mãe, cheia de alegria.
Depois, a mãe começou a ajudá-la a saber como plantar flores.
Desde os cuidados com as mudinhas, até a importância de afofar a terra, para que ela possa se sentir o melhor possível ao ser colocada no chão para crescer e se transformar numa linda planta.
Assim, Manuela foi aprendendo as lições que a mãe lhe passava, de modo que suas plantas pudessem crescer lindas e cheias de vida!
Aprendeu que há espécies que gostam de sol, outras que gostam de sombra; umas preferem mais água, outras menos.
Depois, Manuela foi ajudar a mãe a refazer o jardim dela, que estava todo desfeito, pelo estrago que a pequena fizera dele, sem qualquer cuidado.
Após terminarem o serviço, Manuela deu um grande sorriso, e sugeriu:
— Mamãe, agora que já sei cuidar de flores, posso cuidar do meu e do seu jardim também?
Afinal, fui eu que estraguei tudo, não é?
A mãe deu um grande abraço na pequena Manuela e sorriu:
— Sim, querida!
Agora você já aprendeu como cuidar de plantas!
Então, nós duas iremos cuidar dos “nossos” jardins!...

MEIMEI

(Recebida por Célia X. de Camargo, em 6/3/2017.)

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Está tudo pronto aqui, e só vim pegar!

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Set 05, 2017 8:08 am

A mediunidade se apresenta de diversas formas nos templos e expressões religiosas que se apresentam.
Exorcismos, giras, rodas de fogo, cromoterapias...
As múltiplas denominações, esotéricas, evangélicas, afro-brasileiras, orientais, todas têm suas formas de inter-acção com o transcendente, e amargam os dissabores comuns a essas acções.
Para se fazer uso dessas potencialidades, como qualquer acção humana, faz-se necessário compreender o fenómeno, seus mecanismos...
Necessita-se de conhecimento acumulado que permita, de alguma forma, tirar o melhor daquela relação, evitando fracassos e problemas de toda ordem.
Mediunidade não é uma coisa simples...
Em suma... Necessitamos de saberes sobre a mediunidade para lidar com ela.
Mas, onde encontrá-los?
Seriam em livros ditos sagrados, de carácter religioso, ou em acções mais voltadas à pesquisa, à descrição, à sistematização?
Que tipo de literatura serve melhor àquele que labuta no campo mediúnico, independente de sua vinculação religiosa?
Um certo homem, um pedagogo francês do Século XIX, lançou um livro, visando atender a essa demanda.
No início desse livro, ele diz sobre o mesmo:
“Ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os géneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo”, indicando tratar-se de um manual, um guia prático voltado àqueles que se aventurassem à actuação mediúnica, tratada aqui como prática do Espiritismo.
Além de “O Livro do Médiuns”, de Allan Kardec, pode-se destacar outra obra excelsa nesse sentido, o livro de Hermínio de Miranda chamado “Diálogo com as sombras”, descrito pelo autor como “teoria e prática da doutrinação”, e que na verdade consolida a experiência desse pesquisador na participação em reuniões mediúnicas de doutrinação (ou esclarecimento) de Espíritos sofredores.
Podemos citar outros, sob pena de esquecer algum relevante, como “Obsessão/Desobsessão”, de Suely Caldas Schubert; “Obsessão”, do Espírito André Luiz; e ainda, “Diário de um doutrinador”, de Luiz Gonzaga Pinheiro.
Ainda que não seja um ramo da produção literária espírita hegemónico (infelizmente), tem-se grandes obras produzidas por estudiosos da prática mediúnica nas casas espíritas.
Não é por outro motivo que, nas casas chamadas de espiritualistas, organizações esotéricas ou de matriz afro-brasileira, as publicações dessas vertentes acabem por buscar nas obras espíritas parte de suas referências.
Encontram-se em suas livrarias obras espíritas, seus seguidores têm estas em casa.
Compõem estudos e discussões.
Seria por que todas essas crenças vão convergir para a doutrina espírita futuramente?
Claro que não.
Seria uma presunção muito grande a nossa pensar assim.
Não só uma presunção, como uma visão equivocada de Deus, das religiões e da relação com o plano espiritual.
Isso se dá pela facto de nas obras espíritas, como as citadas anteriormente, existir uma sistematização desse conhecimento, pronto, elaborado.
Tá tudo pronto aí, é só vir e pegar, um conhecimento que serve a todos que estudam e discutem as questões mediúnicas.
Assim, o implícito aspecto científico contido na Doutrina Espírita trouxe, em especial para a prática mediúnica, um conhecimento sistematizado, que faz parte de sua literatura.
Uma produção útil para outras denominações que se defrontam com as questões da mediunidade, nos trazendo responsabilidades com o que produzimos, dado que podemos com isso ajudar a muitos a consecução de trabalhos no bem, presentes em todos lugares nos quais dois ou mais estejam reunidos em nome do amor.

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FALANDO DE OBSESSÃO (26)

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Set 05, 2017 6:59 pm

PODER DO PENSAMENTO

III

Frequência vibratória e campo mental
(Alfredo Zavatte)

Sempre que pensamos, expressamos nossa vontade, que corresponde ao campo de nossas ideias, por mais íntimas que sejam.
Elas representam a energia mental que toma corpo pelo pensamento em ondas e estes se organizam de acordo com a intensidade da vibração mental.
Podemos dizer que a expressão de qualquer pensamento, dependendo da intensidade e concentração no objectivo desejado e a natureza da ideia emitida, cria, em torno de nós, um campo de vibrações mentais que identifica, pelo seu conteúdo, as nossas mais íntimas condições psíquicas.
A atmosfera que nos cerca é o produto das nossas vibrações, dos nossos pensamentos.
Essa matéria mental, que compõe nossos pensamentos, modela imagens correspondentes às ideias que nossa mente cria.
À medida em que expressamos nossa vontade, desejo, ideia, opinião ou objectivo, passamos a ser carregadores de vontades e desejos, que, de alguma forma, exteriorizamos e que se materializam em torno de nós próprios e daqueles que estão próximos.
Nada mais sacrificante do que permanecermos perto de pessoas portadoras de negativos desejos, envoltos em miasmas carregados de frequências negativas, numa poluição mental nociva e carregada de sujidade espiritual anti-ética.
Nossa mente tem a capacidade de projectar, para fora de nós, formas e figuras, personagens de todos os desejos.
Com esse acervo mental atraímos ou repelimos as mentes que comungam connosco os mesmos ideais e vice versa, que aprovam ou desaprovam nosso modo de pensar.
Perturbações, nada mais são, do que fruto da matéria mental que se origina do estimulo do espírito, que é a fonte da energia vital para o cérebro.
A capacidade criativa da mente alimenta, de forma permanente, essa constante agitação de energias, como corrente da matéria mental que criamos.
Essa agitação mental poderá apresentar perturbações que se assemelham a defeitos numa corrente eléctrica, tão comum como em qualquer aparelho doméstico.
Correntes energéticas ausentes ou danificadas podem ser identificadas no cérebro de qualquer pessoa e, com mais incidência, em pessoas ociosas, com circuitos mentais bloqueados ou danificados, que impedem o fluxo mental, constatados em pessoas com ideias fixas ou obsessivas.
Lesões orgânicas podem acontecer pela ausência de correntes magnéticas sadias, trazendo grandes perturbações ou deficiências químicas não metabolizadas pelo cérebro, que é o veículo para manifestação física da mente.
Somos grandes indutores de pensamentos nos outros, assim como recebemos sugestões que nos influenciam de variadas formas e passamos a vivenciá-las criando um mundo que julgamos nosso mas que, na verdade, são sugestões que “compramos” de outros, passando a viver com actos e palavras que não são nossos, mas de agentes exteriores.
O intercâmbio de ideias e pensamentos se dá constantemente entre seres do mundo material e o espiritual.
A simples leitura de um texto, assistir a um filme ou espectáculo de TV, contemplar um quadro, visitar um amigo são convites do quotidiano que induzem a nos comprometer psiquicamente, bastando apenas acertar as sintonias.
Temos que entender que a mente é forte, imensa, intensa e, ao mesmo tempo, frágil.
E está sempre aberta para aceitações desde que tudo seja feito com nossa permissão.
Convém combatermos a permissividade nociva, com estudo, discernimento e raciocínio a fim de avançar ou recuar às sugestões que não nos subjuguem a idéias que não sejam nossas.

Paz ao seu Espírito.

Citações:
1)- KARDEC. Allan. Livro dos Espíritos- Editora FEB. 45ª Edição -1978 . P: 459
2)- _____/ P: 461
3)- _____/ P: 465
4)- _____/ P 455 a)

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CONSEQUÊNCIAS DO PASSADO

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Set 06, 2017 8:36 am

- Emmanuel -

1- Como podemos compreender os resultados de nossas existências anteriores?
Emmanuel - Para compreender os resultados das existências anteriores, baste que o homem observe as próprias tendências, oportunidades, lutas e provas.

2 - Como entender, na essência, as dívidas ou vantagens que trazemos de existências passadas?
Emmanuel - Estudos que efectuamos correctamente, ainda que terminados há longo tempo, asseguram-nos títulos profissionais respeitáveis.
Faltas praticadas deixam azeda sucata de dores na consciência, pedindo reparação.
Se plantarmos preciosa árvore, desde muito, é natural venhamos a surpreendê-la, carregada de utilidades e frutos para os outros e para nós.
Se nos empenhamos num débito, é justo suportemos a preocupação de pagar.

3 - Quais as relações entre o presente, o passado e o futuro?
Emmanuel - Todos estamos no presente, com o ensejo de construir o futuro, mas envolvidos nas consequências do passado que nos é próprio.
Isso porque tudo aquilo que a criatura semeie, isso mesmo colherá.

4 - Qual a situação moral da alma no túmulo e no berço?
Emmanuel - No túmulo, a alma, ainda vinculada ao crescimento evolutivo, entra na posse das alegrias e das dores que amontoou sobre a própria cabeça; no berço, acorda e retoma o arado da experiência, nos créditos que lhe cabe desenvolver e nos débitos que está compelida a resgatar.

5 - Em síntese, onde permanece, espiritualmente, a criatura reencarnada?
Emmanuel - Cada criatura reencarnada permanece nas derivantes de tudo o que fez consigo e com o próximo.

6 - Qual a explicação lógica das enfermidades congénitas?
Emmanuel - Os grandes delitos operam na alma; estados indefiníveis de angústia e choque, daí nascendo a explicação lógica das enfermidades congênitas, às vezes inabordáveis a qualquer tratamento.

7 - O que ocorre aos suicidas nas vidas ulteriores?
Emmanuel - Suicidas que estouraram o crânio ou que se entregaram a enforcamento, depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatórias, frequentemente, após diversos tentames frustrados de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas, transportam nele as deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram.
Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras.

8 - E os protagonistas de tragédias passionais?
Emmanuel - Protagonistas de tragédias passionais, violentas e obscuras, criminosos de guerra, aproveitadores de lutas civis, que manejam a desordem para acobertar interesses escusos; exploradores do sofrimento humano, caluniadores, empreiteiros do aborto e da devassidão e malfeitores outros, que a justiça do mundo não conseguiu cadastrar, voltam à reencarnação em tribulações compatíveis com os débitos que assumiram e, muitas vezes, junto das próprias vítimas, sob o mesmo tecto, marcados por idênticos laços consangüíneos, tolerando-se mutuamente, até a solução dos enigmas que criaram contra si mesmos, atento ao reequilíbrio de que se vêem necessitados, ou sofrem a pena do resgate preciso em desastres dolorosos, integrando os quadros inquietantes dos acidentes em que se desdobra o resgate do Espírito reencarnado, seja nos transes individuais ou nas provações colectivas.

9 - E aos cúmplices de erros e enganos?
Emmanuel - As grandes dificuldades não caem exclusivamente sob os suicidas e homicidas comuns.
Quantos se fizeram instrumentos directos ou indirectos das resoluções infelizes que adoptaram são impelidos a recebê-los nos próprios braços, ofertando-lhes o recinto doméstico por oficina de regeneração.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Set 06, 2017 8:37 am

10 - O que ocorre àqueles que provocaram o suicídio de alguém?
Emmanuel - Se levianamente provocamos o suicídio de alguém, é possível que tenhamos esse mesmo alguém, muito em breve, na condição de um filho-problema ou de um familiar padecente; requisitando-nos auxílio, na medida das responsabilidades que assumimos na falência a que se arrojou.

11 - Que acontece aos que impelem o próximo à falência moral?
Emmanuel - Se instilamos viciação e criminalidade em companheiros do caminho, asfixiando-lhes as melhores esperanças na desencarnação prematura, é certo que se corporificarão, de novo, na Terra, ao nosso lado, a fim de que lhes prestamos concurso imprescindível à reeducação, na pauta dos compromissos a que nos enredamos, ao precipitá-los nos enganos terríveis de que buscam desenvencilhar-se, abatidos e desditosos.
Nas mesmas circunstâncias carreamos em nós, enraizadas nas forças profundas da mente, os bens ou os males que cultivamos.

12 - E o que ocorre aos desencarnados que malbarataram os tesouros da emoção e da ideia?
Emmanuel - Quando desencarnados, não fugimos à lei de causa e efeito.
Se malbaratamos os tesouros das emoções e dos pensamentos na Terra, deambulamos nas esferas espirituais por doentes da alma, que a perturbação ensandece, fadados a reaparecer no plano carnal com as enfermidades consequentes, a se entranharem nos tecidos orgânicos, que nos compõem a vestimenta física.

13 - E àqueles que se entregam aos desequilíbrios do sexo?
Emmanuel - Nessas condições, o porvir esboça-se, nebuloso, apontando-nos graves lições de refazimento e resgate.
Se abraçamos desequilíbrios de sexo, agravados com padecimentos alheios por nossa conta, aguentamos inibições genésicas, muitas vezes, com o cansaço precoce e a distrofia muscular, a epilepsia ou o câncer de permeio.

14 - E àqueles que perpetram crimes?
Emmanuel - Se perpetramos crimes na pessoa dos nossos semelhantes, eis-nos à frente de mutilações dolorosas.

15 - E àqueles que se entregam às extravagâncias da mesa?
Emmanuel - Se nos entregamos à extravagância da mesa, arcamos com ulcerações e gastralgias que persistem tanto tempo quanto se nos perdurem as alterações do veículo espiritual.

16 - E àqueles que se afeiçoam ao alcoolismo?
Emmanuel - Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecentes, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.

17 - E àqueles que se empenham em delitos de maledicência e calúnia?
Emmanuel - Se nos empenhamos em delitos de maledicência e calúnia, atravessamos vastos períodos de surdez ou mudez, precedidas ou seguidas por distonias correlatas.

18 - As conseqüências de nossos erros se verificam apenas na forma de doenças comuns?
Emmanuel - Não. Além disso, é preciso contar com as probabilidades da obsessão, porquanto, cada vez que ofendemos aos que nos partilham a marcha, atraímos, em prejuízo próprio, as vibrações de revolta ou desespero daqueles que se categorizam por vítimas de nossas acções impensadas.

19 - Qual deve ser a nossa atitude perante as provas da vida?
Emmanuel - Diante das provas inquietantes que se demoram connosco, aprendamos a reflectir, para auxiliar, melhorar, amparar e servir aqueles que nos cercam.

20 - Qual a lição que as horas nos ensinam?
Emmanuel - Meditemos a simples lição das horas.
Comumente, durante a noite, o homem repousa e dorme; em sobrevindo a manhã, desperta e levanta-se com os bens ou com os males que haja procurado para si mesmo, no transcurso da véspera.
Assim, a vida e a morte, na lei da reencarnação que rege o destino.

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ANTES QUE ELES CRESÇAM

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Set 06, 2017 7:40 pm

Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem de uma maneira independente, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com uma alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você, no terraço, e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquele pequeno ser e que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com enfeites e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil.
E você agora está ali, na porta da boate, esperando que ela não apenas cresça, mas que apareça...
Ali, estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam radiantes, sorrindo, de cabelos longos e soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão os nossos filhos com uniforme da sua geração.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas que pareciam intermináveis.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com os acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
Chega um período em que os pais vão ficando um pouco mais órfãos dos filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das boates e das festas.
Não temos mais os uniformes do colégio e aqueles famosos ataques da adolescência passarão a fazer falta...
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judo.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles, ao anoitecer, para ouvirmos a sua alma respirando.
Deveríamos ter acolhido com mais carinho quando corriam à nossa cama, durante a madrugada...
Conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posteres, agendas coloridas e discos, hoje fazem falta.
Não os levamos suficiente ao Playcenter, ao shopping; não lhes demos suficientes hambúrgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afecto.
No princípio, iam à casa de praia entre embrulhos, biscoitos, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amigos de infância.
Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes, as cantorias sem fim e a insistente pergunta:
“Pai, ainda falta muito?”
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudade daquelas verdadeiras "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer connosco.
Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Esperar... Esperar...
Vamos ficando verdadeiros craques nisso.
Olhamos para a porta de nossas casas e lembramos quando eles chegavam da escola esbaforidos, com o uniforme todo sujo e sempre morrendo de fome.
Hoje, eles entram carregando a chave do carro, trazendo junto tudo o que passaram durante a semana e que agora vão dividir com os seus pais.
É... Chego à conclusão de que eu não tenho mais como segurar aquela criança no meu colo...
Tê-la nos meus braços como se fizesse parte do meu corpo, hoje é apenas um sonho...
Suas asas já estão muito grandes e a vontade deles de voar é ainda maior.
Por isso, é sempre necessário fazer alguma coisa, antes que eles cresçam.

Affonso Romano de Sant'Anna

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QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO...

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Set 07, 2017 8:57 am

Porque aquele servo, que soube a vontade de seu Senhor, e não se apercebeu, e não obrou conforme a sua vontade, dar-se-lhe-ão muitos açoites.
Mas aquele que não a soube, e fez coisas dignas de castigo, levará poucos açoites.
Porque a todo aquele, a quem muito foi dado, muito será pedido, e ao que muito confiaram, mais contas lhe tomarão. (Lucas, XII: 47-48).
E Jesus lhe disse: Eu vim a este mundo para exercitar um juízo, a fim de que os que não vêem, vejam, e os que vêem, se tornem cegos.
E ouviram alguns dos fariseus que estavam com ele, e lhe disseram:
Logo, também nós somos cegos?
Respondeu-lhes Jesus:
Se vós fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como agora mesmo dizeis:
Nós vemos, fica subsistindo o vosso pecado. (João, IX: 39-41).
Estas máximas encontram sobretudo a sua aplicação no ensinamento dos Espíritos.
Quem quer que conheça os preceitos do Cristo é seguramente culpado, se não os praticar.
Mas além de não ser suficientemente difundido o Evangelho que os contêm, senão entre as seitas cristãs, mesmo entre estas, quantas pessoas existem que não o lêem, e entre as que o lêem, quantas não o compreendem!
Disso resulta que as próprias palavras de Jesus ficam perdidas para a maioria.
O ensinamento dos Espíritos, que reproduz essas máximas sob diferentes formas, que as desenvolve e comenta, pondo-as ao alcance de todos, tem sido de particular, ou seja, não é circunscrito.
Assim, todos, letrados ou não, crentes ou descrentes, cristãos ou não cristãos, podem recebê-lo, pois os Espíritos se comunicam por toda à parte.
Nenhum dos que o recebam, directamente ou por intermédio de outros, pode pretextar ignorância, ou pode desculpar-se com a sua falta de instrução ou com a obscuridade do sentido alegórico.
Aquele, pois, que não o põe em prática para se melhorar, que o admira apenas como interessante e curioso, sem que seu coração seja tocado, que não se faz menos fútil, menos orgulhoso, menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para o seu próximo, é tanto mais culpado, quanto teve maior facilidade para conhecer a verdade.
Os médiuns que obtêm boas comunicações são ainda mais repreensíveis por persistirem no mal, pois escrevem frequentemente a sua própria condenação, e se não estivessem cegos pelo orgulho, reconheceriam que os Espíritos se dirigem a eles mesmos.
Mas, em vez de tomarem para eles as lições que escrevem, ou que vêem os outros escreverem, sua única preocupação é a de aplicá-las as outras pessoas, incidindo assim nestas palavras de Jesus:
“Vedes um argueiro no olho do próximo, e não vedes a trave no vosso”. (Ver cap. X, nº 9).
Por estas palavras: “Se fosseis cegos, não teríeis culpa”, Jesus confirma que a culpabilidade está na razão do conhecimento que se possui.
Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e que realmente eram, a parte mais esclarecida da nação, tornavam-se mais repreensíveis aos olhos de Deus que o povo ignorante.
O mesmo acontece hoje.
Aos espíritas, portanto, muito será pedido, porque muito receberam, mas também aos que souberam aproveitar os ensinamentos, muito lhes será dado.
O primeiro pensamento de todo espírita sincero deve ser o de procurar, nos conselhos dados pelos Espíritos, alguma coisa que lhe diga respeito.

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A Semeadura é livre, já a colheita é obrigatória

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Set 07, 2017 7:32 pm

“- Qual é a finalidade da reencarnação?
- Expiação, melhoramento progressivo da humanidade.
Sem isso, onde estaria a justiça?”.
( Questão 167, de “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec).

Ninguém, em são consciência e plena lucidez de raciocínio, tem dúvidas quanto a perfeição e abrangência da justiça divina.
Deus, nosso Pai de eterna bondade, instituiu um código universal capaz de reger todos os acontecimentos da vida e deu a cada criatura a liberdade de seguir o seu próprio caminho, obviamente, atribuindo responsabilidades pelas acções desencadeadas.
Assim, uma das finalidades da reencarnação é a expiação, ou seja, a valiosa oportunidade que temos de reparar, diante das leis universais, aquilo que fizemos de forma indevida, inadequada e que nos gerou directamente algum tipo de prejuízo ou mesmo proporcionou desconforto aos nossos irmãos do caminho.
Segundo André Luiz, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, no livro “Libertação”, capítulo I, usamos a razão há quarenta mil anos, portanto, durante esse tempo estamos agindo por deliberação própria, acertando ou errando.
Diante da lei de causa e efeito e de acção e reacção, cada qual tem obrigação de colher os frutos das sementes plantadas.
Segundo Jesus Cristo “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.
Dessa forma não temos dificuldades em compreender que a vida nos devolve o que a ela damos.
No entanto, as leis de Deus são de amor e de justiça, jamais de castigos e punições.
Não tem elas o objectivo de punir ninguém, nem tampouco incentivar o sofrimento das pessoas.
Tem, sim, como sólidas propostas, oferecer oportunidades para que possamos, mediante os nossos esforços, reparar os erros cometidos.
Uma vez que somos Espíritos eternos, tendo sido criados por Deus na simplicidade e na ignorância, é natural que ainda não tendo atingido a perfeição a que estamos destinados, tenhamos ao longo do tempo, cometido inúmeros equívocos e erros que carecem de reparos, pois que temos a obrigação moral de consertarmos aquilo que fora realizado inadequadamente.
Deus não julga a ninguém, pois que tal tarefa o Criador atribuiu a nossa consciência.
Uma vez detectando a falta impetrada e percebendo as consequências danosas que dela se originam sentimos a necessidade de corrigi-la.
E quanto mais rápido fazemos isso, melhor será.
Nesse momento o trabalho determinado, perseverante e contínuo no bem será, indiscutivelmente, o grande trunfo que retemos no contexto das nossas possibilidades.
A fidelidade e a obediência às leis universais e a firme coragem de servir ao próximo, caracterizam-se como notável alavanca de progresso, para que deixemos a zona de sofrimento visando alçarmos voos de equilíbrio pelas estradas da redenção.
Diante dos erros cometidos ao longo dos milénios, quem trabalha mais sofre menos e quem trabalha menos sofre mais, a escolha, certamente, será exclusivamente nossa. Temos o livre arbítrio.
O sofrimento que decorre das faltas cometidas contra as leis divinas, que nos garantem plenas condições de trilharmos por estradas seguras, não se caracterizam como castigos ou punições de Deus, mas sim como consequências da inobservância dessas leis.
Dentro da liberdade de acção que temos estamos lançando, por onde passamos, uma quantidade razoável de sementes, que são as nossas acções, e elas germinarão, incontestavelmente, para nos ofertar a colheita que obrigatoriamente recolheremos.
Sementes boas, frutos bons, sementes ruins, frutos ruins... a decisão é nossa.

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A NECESSIDADE DO AUTO-CONHECIMENTO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 08, 2017 9:22 am

A Doutrina Espírita ensina que é através das reencarnações sucessivas que vamos conquistando o nosso progresso espiritual.
Por isso, devemos aproveitar cada uma delas para nos tornamos cada vez melhores em todos os sentidos.
No Espiritismo ouvimos falar muito que FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.
Porém, a caridade deve ser entendida, também, como possibilidade de ser usada em benefício próprio.
Não de forma egoísta, mas como uma ferramenta que exige certo esforço, ou seja, vontade própria, para se alcançar uma transformação íntima compatível com a capacidade evolutiva em que estamos.
Com isso, ganhamos nós e todos dos que fazem parte do nosso meio de relação.
De nada vale buscarmos melhorar o nosso planeta sem antes melhorarmos a nós mesmos, sem procurar nos educar, que é o conjunto dos hábitos novos e melhores, adquiridos através da vontade e do esforço.
Não se trata de esforço físico, mas de firme controle de espírito, de um empenho que não sofra excessiva solução de continuidade.
"Excessiva", porque, na verdade, também não podemos estar "continuamente" empenhados na transformação de nós mesmos.
Deve haver, isto sim, uma persistência de propósito, que chamamos esforço.
Na verdade nós não nos conhecemos e sofremos com as consequências desse desconhecimento.
Podemos observar isso no nosso dia-a-dia.
Quando cometemos algum tipo de falta.
É desculpa para todo lado, como por exemplo:
"Puxa vida eu não sabia disso..."; “Eu não sei como fui fazer isso...”; etc.
E assim vamos inventando mil e uma desculpas pelos erros que cometemos!
Sofremos muito com isso, ficamos stressados, irritadiços, criamos carrancas e escondemos o sorriso.
Num estado mais grave, este auto desconhecimento próprio, destroem amizades, ambientes de trabalho, lares, etc.
Porque tudo isso acontece?
O que nos impede de empreendermos o esforço que auto-conhecimento exige?
Ora, como é que conseguimos ver defeitos mínimos nos outros?
Será que não é porque também os temos, e talvez, maiores do que aqueles de quem censuramos?
O factor primordial que nos leva para não desejar conhecer e corrigir essas falhas, inclusive, não aceitá-las, provém do nosso orgulho.
É o orgulho que nos ilude em pensar que somos melhores do que outros.
Os Espíritos superiores disseram no "O Livro dos Espíritos", obra codificada por Allan Kardec, em respostas as questões 785 e 811a, que o egoísmo e orgulho são as duas chagas que emperram o progresso da humanidade, referindo-se com isso ao progresso moral, pois o intelectual se efectua sempre.
Na questão 919 de "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec pergunta aos Espíritos qual seria o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atracção do mal?
Os espíritos responderam:
“Um sábio da antiguidade vo-lo disse:
"Homem, Conhece-te a ti mesmo.”
Esse sábio da antiguidade era nada mais nada menos do que o filósofo Sócrates, que foi um sábio grego, e morreu em 399 antes de Cristo, aos 71 anos de idade.
Assim como o Cristo, Sócrates nada deixou escrito, o que ensinou veio a nós pelas mãos de outros, sobretudo do seu dilecto discípulo Platão.
Nada pregava propriamente, mas conduzia seu ouvinte espontâneo, por meio de raciocínio, a conhecer a si mesmo, de modo que passasse a se preocupar com o tornar a alma cada vez melhor.
Allan Kardec ainda não contente com a resposta insistiu com uma outra pergunta:
"Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo.
Qual o meio de consegui-lo?" – Santo Agostinho, respondendo a questão nos fornece um valioso conselho:
“Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: no fim de cada dia interrogava a minha consciência, passava em revista o que havia feito e me perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever, se ninguém teria tido motivo para se queixar de mim.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 08, 2017 9:23 am

Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma.
Aquele que todas as noites lembrasse todas as suas acções do dia e se perguntasse o que fez de bem ou de mal, pedindo a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessem, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar, porque, acreditai-me, Deus o assistirá.
Formulai, portanto, as vossas perguntas, indagai o que fizeste e com que fito agistes em determinada circunstância, se fizeste alguma coisa que censuraríeis nos outros, se praticastes uma acção que não ousaríeis confessar.
Perguntai ainda isto:
Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, ao entrar no mundo dos Espíritos, onde nada é oculto, teria eu de temer o olhar de alguém?
Examinai o que pudésseis ter feito contra Deus, depois contra o próximo e por fim contra vós mesmos.
As respostas serão motivo de repouso para vossa consciência ou indicarão um mal que deve ser curado.
Continuando diz ele, ainda: O conhecimento de si mesmo é portanto a chave do melhoramento individual.”
Ainda no "O Livro dos Espíritos" os Espíritos Superiores disseram:
“Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos.”
E, Jesus, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse:
O reino de Deus não vem com aparência exterior.
Nem dirão:
Ei-lo aqui, ou, Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós. (Lucas 17: 20 a 21)
Recordemos a palavra dos instrutores de Allan Kardec, na Codificação do Espiritismo quando inquiridos sobre "por que indício se pode reconhecer uma civilização completa", através da questão número 793, constante da obra supra citada, deles recolheu a seguinte resposta:
"Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral.
Credes que estais muito adiantados, porque tendes feito grandes descobertas e obtidos maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis melhor do que os selvagens.
Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que desonram e quando viverdes, como irmãos, praticando a caridade cristã.
Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização".
Quando Jesus fala que o Reino de Deus não vem até nós com aparências exteriores, está justamente dizendo que não adianta fingir o que não somos, é necessário, como diz Kardec no capitulo XVII, item4, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, nos transformar moralmente, nos esforçar para domar nossas inclinações más.
Então, estaremos trabalhando no conhecimento de nós mesmos e construindo o Reino de Deus entre nós, Bastando limparmos o caminho para que ele possa surgir.
O equilíbrio, tal como foi estabelecido por Deus no universo, deve ser restabelecido pelo homem em seu mundo psicológico, sob orientação do amor, para que ele compreenda Deus em si.
Tal é a síntese do mistério inscrito na fachada do antigo templo de Delfos:
“Homem, conhece a ti mesmo” e “Nada em Demasia”.
Como podemos verificar, não é fugindo de nós mesmos que vamos ter paz, mas procurando a melhor forma de restabelecer esse amor dentro de nós para que sejamos feliz onde nos encontrarmos:
O festejado escritor italiano G. Papini, convertido ao catolicismo, conta a história de um homem que não era feliz, porque achava que ali onde morava não era o seu lugar.
Um dia resolveu sair pelo mundo à procura da felicidade.
Fechou a pobre casa e partiu com a disposição de percorrer todos os caminhos da terra, sem descansar, até encontrar o lugar de ser feliz.
Aonde chegava, reunia um pequeno grupo a quem explicava os planos que tinha para ser feliz.
Afirmava que seus seguidores seriam felizes na posse de regiões gigantescas, onde haveria montes de ouro...
Mas o povo lamentava e ninguém o seguia...
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 08, 2017 9:23 am

No dia seguinte, novamente partia.
Assim, foi percorrendo cidades e cidades, de país em país, anos a fio.
Mas, um dia percebeu que estava ficando velho, sem ter encontrado a terra da felicidade.
Seus cabelos tingiam-se de branco, suas mãos enrilhadas, roupas esfarrapadas, calçados aos pedaços.
Além disso, estava cansado de procurar a felicidade, tão inutilmente.
Enfim, parou frente a uma casa antiga, janelas de vidro já quebrados, o mato cobrindo o canteiro do jardim, poeira invadindo salas e quartos.
Dentro, os pardais haviam construído seus ninhos.
E, de logo, pensou que naquela casa desprezada e sem dono, ele edificaria a sua felicidade: arrumaria o telhado, colocaria novas janelas e vidros novos, cuidaria do jardim, pintaria as paredes, as portas...
E cantaria a canção da felicidade.
Tomou uma decisão: vou tratar de ser feliz aqui.
E o homem cansado de tantos caminhos foi andando até chegar ao portão do jardim.
Atravessou-o. Empurrou a porta da casa e entrou.
Mas, de repente, parou e ficou imóvel, qual estátua de pedra:
aquela casa era a sua própria residência que ele abandonara, há tantos anos, à procura da felicidade.
A verdade é que na maioria das vezes procuramos por Deus onde sabemos que não poderemos encontrá-lo, porém, se o procurássemos dentro de nós mesmos, no segredo do nosso coração, no critério de nossa razão, já o teríamos encontrado!
Porque Deus está em toda a parte onde a Sua grandeza puder se manifestar, e jamais nos prejuízos que inventamos para infelicitar a nós próprios e ao nosso próximo.
Suas leis são claras e simples.
Cumpre, no entanto, que o saibamos procurar com atenção e respeito, a fim de poder encontrá-lo!
Tal aquisição — a convicção, o respeito pela ideia de Deus — será obra do nosso esforço por nós.
É favor que não receberemos de outrem.
Quando muito, poderá alguém apontar-nos o caminho a seguir, para encontrá-lo nos acontecimentos de nossa própria vida, e assim nos esclarecermos na sua luz...
Nos trabalhos de desobsessão vemos muitos espíritos desencarnados sofrendo, pois que se encontram distante da Lei Divina ou Natural, não entendem porque sofrem, e quando alguém tenta ajudá-los não querem enxergar, se revoltam, blasfemam contra tudo e contra todos, até que vencidos no egoísmo e no orgulho resolvem orar a sua maneira.
Cansados de fugir de suas mazelas resolvem tirar o que possuem de melhor em si.
Olham para o alto e oram com sinceridade.
Nesse momento as impurezas que atrapalhavam a visão diminuem, a limpeza se faz automaticamente e vêem o que não viam antes; um mundo diferente, um mundo melhor.
Vêem aqueles que estiveram sempre dispostos a ajudá-los – e não enxergavam, pois estavam cegos.
Um gesto de agradecimento acontece e, seguem com confiantes com os espíritos instrutores.
Têm eles agora a amostra do Reino de Deus.
Porém, os mentores lhe dizem que isso é somente uma amostra.
É necessário construir esse Reino dentro de cada um através de esforço próprio.
Assim, reanimam-lhes as forças, preparam-lhes o futuro, auxiliando-os a planear uma nova reencarnação.
Novas lutas os aguardam, pois não basta só o arrependimento e necessário a reparação dos erros.
É o Amor Divino lhes prestando misericórdia através de nova oportunidade, pois é necessário o esforço, a paciência, a persistência para conhecerem-se a si mesmos e encontrarem o Reino de Deus, e sentirem a plenitude da paz e da felicidade dentro de si.

Claudia Cardamone e Elio Mollo

FONTES:
Allan Kardec - O Livro dos Espíritos
Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo
Emmanuel - Fonte Viva - Renovemo-nos Dia a Dia
Emmanuel - Segue-me - Luz em vossas mãos
J. Herculano Pires - O Homem Novo - Desaparece o Sectarismo a Medida que se Desenvolve o Cristianismo

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O animismo nos centros espíritas

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 08, 2017 8:16 pm

Morel Felipe Wilkon

Animismo no centro espírita
O animismo é o terror de muitos médiuns e motivo de desconfiança por parte dos consulentes (ou pacientes; as pessoas que recebem o atendimento espiritual).
Quando nós falamos em animismo nós estamos nos referindo aos fenómenos produzidos ou experimentados pelo próprio espírito encarnado, com as suas próprias faculdades, sem a participação de um espírito desencarnado.
Toda faculdade que independe da participação de outro espírito é uma faculdade anímica.
Um exemplo é a projecção consciente, em que a pessoa, através de exercícios de mobilização de energias, ou de exercícios de visualização, mas principalmente com o uso de uma vontade forte, ela consegue sair do corpo físico com o seu corpo astral mantendo a consciência.
Isso não pode ser confundido com o chamado desdobramento.
Quando nós dormimos normalmente nós nos desdobramos, ou seja, enquanto o corpo físico repousa, nós recobramos parcialmente a liberdade com o corpo astral.
Mas não podemos chamar isso de projecção consciente (ou projecção astral).
A projecção é o resultado de um exercício, que envolve a vontade, e é caracterizada pela manutenção da consciência.
Quem se projecta não é necessariamente médium.
A pessoa não está servindo de intermediária para nenhum espírito.
Muitas faculdades que nós chamamos de mediúnicas na verdade são anímicas.
A vidência ou clarividência, por exemplo:
você acha que é uma faculdade anímica ou mediúnica?
Allan Kardec criou uma expressão que hoje pode não parecer muito adequada:
emancipação da alma.
Ele se refere à emancipação, ou seja, à liberdade da alma em relação ao corpo.
– O que é isso?
Isso é um estado alterado de consciência.
E não tem nada de extraordinário nisso.
Nós entramos em estados alterados de consciência imediatamente antes de adormecer, imediatamente ao despertar, ou mesmo num relaxamento provocado, como na meditação.
O que ocorre nisso que Allan Kardec chama de emancipação da alma é que nós nos libertamos parcialmente do corpo físico.
Essa relativa liberdade pode ser bem pequena ou muito ampla.
No nosso estado de consciência normal, o nosso contacto com o mundo exterior se dá exclusivamente por intermédio dos nossos cinco sentido físicos.
Quando nos libertamos parcialmente do corpo físico nossas percepções aumentam e temos, dependendo do grau dessa liberdade, até a possibilidade de agir em outros planos.
O animismo ocorre no estado de emancipação da alma.
Geralmente quando se fala em animismo no centro espírita ele está associado à mediunidade de incorporação (ou psicofonia).
Grande parte dos médiuns não tem certeza se a comunicação que ele está fazendo provém de um espírito ou dele mesmo.
Essa desconfiança também existe por parte de dirigentes de grupos de atendimento espiritual e por parte dos consulentes.
Não há como saber, com certeza, o que vem do espírito e o que vem do médium.
A mediunidade é muito mais subtil do que os leigos imaginam.
Para captar a mensagem do espírito com maior fidelidade, o médium precisa esvaziar-se de quaisquer preocupações externas e entrar num estado de emancipação da alma – no mínimo, um estado de relaxamento.
Isso nem sempre acontece.
Temos que lembrar que a maior parte dos trabalhadores dos centros espíritas trabalha, tem outras ocupações.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 08, 2017 8:17 pm

Nem todos podem chegar ao trabalho mediúnico com antecedência, nem todos dão o devido valor à necessidade desse estado de relaxamento, e, principalmente, nem todos conseguem se desligar dos seus problemas, das suas ocupações quotidianas.
Isso faz com que a percepção do médium seja mínima, e ele não consegue diferenciar o que é seu e o que não é seu numa comunicação.
Se o animismo fosse assumido como uma faculdade tão valiosa ou até mais valiosa do que a mediunidade, talvez as coisas fossem diferentes.
É comum entre os trabalhadores dos centros espíritas esperar que os espíritos façam tudo, ou pelo menos deixar a maior parte do trabalho para os espíritos.
Se houvesse uma maior conscientização da importância do trabalho do trabalhador encarnado, talvez o seu senso de responsabilidade fosse mais exigido e ele então se prepararia melhor para o trabalho.
Quando nós temos noção da nossa importância e quando nós sabemos que um determinado trabalho depende de nós, da nossa participação efectiva, nós nos preparamos melhor para esse trabalho.
É assim até na nossa vida profissional.
Será que os espíritos que trabalham no centro espírita são melhores que nós, encarnados?
A maioria pensa que sim.
Eu afirmo que não.
Não faz sentido achar que os melhores estão todos do lado de lá.
O estudo das obras de André Luiz nos mostra que os trabalhadores desencarnados são seres como nós – apenas estão livres da densidade da matéria, por isso percebem a realidade de uma forma mais ampla, sem tanto egoncentrismo como nós.
Mas nós temos as mesmas capacidades que eles e em algumas áreas até mais.
Por estarmos num corpo físico nós temos a energia vital ou energia animal ao nosso dispor.
Nós vemos aqueles instrutores dos livros de André Luiz e temos a impressão de que eles são todos grandes mestres.
Não são! São espíritos inteligentes e esforçados.
Por que eles parecem tão melhores que nós?
Por que nós vivemos tão ocupados com as coisas materiais, com o monte de compromissos que nós temos, que nós deixamos de lado as nossas próprias potencialidades – nós não investigamos e não desenvolvemos as nossas potencialidades.
Lembre-se que você já experimentou muitas existências.
Você tem dentro de você um cabedal de conhecimentos incrível.
Mas para ter acesso a isso você precisa investigar a si mesmo, conhecer a si mesmo e desenvolver o hábito de acessar as partes mais profundas do seu ser.
Isso não exige nenhum exercício extraordinário, a simples meditação serve.
Experimente fazer exercícios respiratórios, mobilizar as suas energias, activar os chacras, entrar num estado de profundo relaxamento e então orar – mas orar com imagens e com sentimento, não com palavras.
Você descobre uma riqueza dentro de você!
O animismo não é prejudicial se o médium for bem preparado.
Não faz diferença alguma se um conselho ou uma mensagem de apoio é oriunda de um espírito guia ou se vem do próprio médium.
Também não faz diferença se a comunicação do médium é fiel ao que está acontecendo com o consulente ou não – desde que o médium tenha sensibilidade suficiente para perceber o tipo de influência que está agindo sobre o consulente.
Se começarmos a levar o animismo a sério desenvolveremos melhor nossas potencialidades; ampliaremos o nosso senso de responsabilidade; tornaremos os atendimentos espirituais mais dinâmicos e completos; e, talvez o mais importante, seremos mais racionais, não dependeremos tanto de nossas crenças.

§.§.§- Ave sem Ninho
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Para onde nós vamos quando desencarnamos?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Set 09, 2017 10:38 am

Morel Felipe Wilkon

Para onde nós vamos quando morrermos?
Para os simpatizantes do Espiritismo, aqueles que vão de vez em quando no centro espírita para tomar um passe e que assistem a filmes como Nosso Lar, a colónia espiritual Nosso Lar é o céu dos espíritas.
Os espíritas, de um modo geral, acreditam que quando nós desencarnarmos nós vamos para o umbral.
Vamos penar um pouco no umbral e depois seremos socorridos e vamos para uma colónia semelhante a Nosso Lar.

O raciocínio é simples:
Se André Luiz, que é André Luiz, ficou oito anos no umbral, o que será de nós?
Mas, como os bons espíritos são misericordiosos, nós seremos socorridos.
Não é por aí!
André Luiz narra a sua história em Nosso Lar, que é o primeiro livro de uma série composta por treze livros, a série A vida no mundo espiritual.
Essa série é um projeto desenvolvido por um grupo de espíritos do qual André Luiz é o porta-voz.
Ele lança as suas próprias teorias, conta parte da sua trajectória, das suas impressões, mas tudo sob a influência desse grupo de espíritos.
O que André Luiz nos conta são possibilidades; não são regras.
A primeira descrição do umbral de que nós temos notícia está no capítulo 1 de Nosso Lar, em que André Luiz nos conta as suas impressões.
E a primeira definição do umbral é feita por Lísias no capítulo 12 de Nosso Lar.
Lísias define o umbral como “região destinada ao esgotamento de resíduos mentais”.

Você sabe o que é umbral?
Porque André Luiz escolheu essa palavra?

Umbral é o limiar da porta.
É a parte de dentro do marco da porta.
Sabe a porta que liga a sala da sua casa ao seu quarto?
Existe um espaço, dentro do marco da porta, que não é nem sala nem quarto – esse espaço se chama umbral.
André Luiz se utiliza desse termo para descrever uma região (e um estado mental equivalente a essa região) que não é nem o plano físico nem o plano astral propriamente dito.
O umbral é o lugar dos desequilibrados.
Se você for um bom observador, você vai constatar que grande parte das pessoas que você conhece ou conheceu é composta de desequilibrados.
O umbral só existe por causa do apego.
Quem se desapega de emoções baratas, de mágoas, rancores, sentimento de culpa, sede de vingança, vícios e ilusões da matéria não passa pelo umbral.
Ninguém decide quem é que vai para o umbral e quem é que não vai.
O único juiz é a nossa própria consciência.
Nosso corpo astral tem um peso específico.
Quanto mais apegados, mais pesado é o nosso corpo astral.
Para nos elevar precisamos nos desfazer de parte desse peso – o esgotamento de resíduos mentais de que Lísias nos fala em Nossa Lar.

Mas e Nosso Lar?
Nosso Lar é uma espécie de paraíso dos espíritas?

De jeito nenhum.
Nosso Lar está nas fronteiras do umbral, ainda é um lugar de espíritos apegados à matéria.
Tem comida, tem roupa, tem veículos, tem actividades em tudo semelhantes às actividades que nós conhecemos aqui no plano físico.
Nosso Lar só é paraíso para quem ficou anos penando no umbral.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Set 09, 2017 10:38 am

Fora isso, Nosso Lar só é bom para quem gosta da vida como ela é no plano físico.
Lá tem hierarquia, tem chefe, tem trabalho, tem fofoca, tem tudo que tem aqui – mas com algum controle; é um ambiente de maior respeito, de novos aprendizados, de companhias afins: um plano físico melhorado.
Mas para quem tem maiores ambições espirituais, para quem não é apegado (ou pelo menos não muito apegado) ao plano físico e ao tipo de vida que nós levamos no plano físico, a ideia é ir além de colónias como Nosso Lar.
Quem pratica a projecção consciente conhece a sensação de liberdade que se sente no astral. Quem já teve experiências místicas sabe que existem muito mais possibilidades do que o que é relatado nos livros espíritas.

Será que nós podemos alcançar isso?
Acho que sim.
Pelo menos podemos almejar e nos preparar para isso.

– O que temos que fazer para alcançar isso?
Desapegar. Desapegar de vícios, de fraquezas humanas, de sentimentos baixos, de rancores, de mágoas, de sentimento de culpa, e, principalmente, de crenças:
o que nos impede de pensar mais alto, e consequentemente de acreditar que é possível subir mais alto e nos preparar para isso são as nossas crenças limitadoras, principalmente crenças religiosas – e aqui eu estou incluindo o Espiritismo.

O Espiritismo popular é uma adaptação do catolicismo:
Trocou o céu por Nosso Lar, trocou o purgatório pelo umbral e o inferno pelas trevas;
Jesus não é Deus, mas é o criador do nosso planeta; os santos foram substituídos pelos espíritos superiores; os anjos da guarda forma substituídos pelos espíritos protectores;
A igreja foi trocada pelo centro espírita, a missa foi trocada pela palestra e a confissão foi trocada pelo atendimento fraterno;
Os católicos têm hóstia e água benta?
Os espíritas têm o passe e a água fluidificada.
A igreja tem o padre?
Os espíritas têm o presidente do centro espírita.
A igreja tem o papa?
Os espíritas têm o presidente da FEB.
A igreja atribui todo o mal ao diabo?
Os espíritas atribuem tudo aos espíritos obsessores.
A igreja gosta de um rebanho dócil que não questiona nada do que o padre fala?
Ah, o Espiritismo também gosta muito de um rebanho bem dócil, que baixa a cabeça e abre mão de pensar – não precisa pensar, é só fazer o Evangelho no Lar que tudo se resolve.
Existem algumas diferenças que devem ser valorizadas: o atendimento espiritual e a imensa literatura que temos à disposição.
O resto é tudo adaptação.
O Espiritismo surge como uma proposta de fé raciocinada, mas isso quase não existe mais.

Alguma coisa contra essas coisas que eu citei?
Não, nada contra.
Mas se é para copiar práticas consagradas pela Igreja, talvez fosse melhor ficar na Igreja – pelo menos uma igreja é mais bonita que um centro espírita e o ambiente costuma ser mais convidativo à reflexão e ao recolhimento.
Allan Kardec diz que os espíritos desencarnados vivem na erraticidade.
E os relatos dos espíritos, no tempo de Kardec, dão ênfase ao que eles sentiam, não a descrições sobre como eles viviam.
Percebemos nos relatos uma maior conscientização por parte dos espíritos, um maior desprendimento da matéria – mesmo entre os espíritos mais atrasados.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Set 09, 2017 10:39 am

Porque o tipo de relato é diferente?
Porque cada grupo de espíritos capta situações e sentimentos diferentes, de acordo com as suas expectativas, de acordo com os seus interesses, de acordo com as suas crenças e capacidades.
A situação na França do século XIX era muito diferente da situação no Brasil do século XX.
Colónias espirituais é uma possibilidade, só isso.
Ou você acha que as dezenas de milhões de católicos e protestantes do Brasil vão todos para colónias espirituais quando desencarnam?
A mente humana é muito ampla.
Existem muito mais possibilidades do que sequer somos capazes de imaginar.
Você já pensou na situação dos hinduístas, dos budistas, dos xintoístas, dos confucionistas, de todos esses biliões de pessoas que têm uma visão de mundo e uma visão de espiritualidade muito diferente da nossa?
Será que eles vão todos pro umbral e depois para colónias espirituais?
O destino de cada um, depois da morte do corpo físico, é diferente.
Qualquer pessoa que não seja muito apegada ao plano físico, que consiga se desprender das pessoas que ficam aqui, e que é mais boa do que má, vai ficar muito melhor depois da morte.
O que precisamos, para viver melhor aqui e em qualquer outro plano, é de esclarecimento.
Alguém pode tentar me corrigir dizendo que nós temos que ser bons, que não basta esclarecimento.
– Cuidado com os conceitos de bondade.
Os conceitos de bondade com que nós lidamos são excessivamente religiosos.
Jesus mesmo disse que bom, só Deus.
Se você começou a ler esse artigo esperando que eu fizesse grandes descrições detalhadas de como é a vida depois da morte, de quais são exactamente as possibilidades de lugares que nós temos para ir depois da morte, eu sou obrigado a dizer que você não entendeu nada até agora.
Tudo o que nós lemos nos livros a respeito da vida após a morte passou pelo filtro de outras mentes.
Essas descrições servem para nós termos uma ideia de como as coisas funcionam – mas mesmo assim é uma ideia vaga:
o ideal é nós fazermos as nossas próprias experiências.
Analise a si mesmo.
Se você não sabe meditar, recolha-se em silêncio, observe os seus pensamentos, observe o que você sente.
Aquilo que você sente normalmente quando está recolhido, sozinho, em silêncio, é o seu padrão mental.
Esse padrão nos acompanha quando nós desencarnamos.
Se não está bom, trate de melhorar.
Se você não é capaz de se recolher por alguns minutos, se você não consegue ficar só com você mesmo, então alguma coisa está errada.
Trate de conhecer melhor a si mesmo.
Afinal, a sua única companhia permanente é você mesmo.

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Problemas financeiros

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Set 09, 2017 7:17 pm

As relações humanas são relações muito importantes para a nossa evolução.
Se pudéssemos acompanhar o fluxo da História, veríamos como é que se deram, nos idos tempos, as transacções.
Sim, as transacções.
Quando alguém precisava de algo que não produzia, ia buscar com alguém que produzisse e natural é pensar que esse alguém também tivesse necessidade de outras coisas que eu produzia ou que outra pessoa produzia.
Todas as trocas eram feitas, o comércio era estabelecido através de trocas.
Alguém que produzisse, por exemplo, grãos trocava com aquele que produzisse tecido; aquele que produzisse tecido precisava de alguém que produzisse outras coisas, metais. Era assim a transacção.
Com o passar do tempo surgiu a moeda.
Já não eram as coisas em si mesmas as moedas de troca, agora surgiram moedas.
Cada grupo, cada lugar, cada país tratou de estabelecer a sua própria moeda.
Madeiras caras, raras, perfumadas, com a qual se construíam peças que serviam de troca.
Metais, metais caros, metais mais raros.
E com isso, ao longo do tempo, foram cunhadas moedas e teve começo, no mundo do capital, a troca realizada através da moeda.
Desde então, o nosso trabalho passou a ser remunerado, passamos a perceber algum dinheiro em função do trabalho que realizássemos.
O nosso trabalho passou a ter um preço.
O trabalho por dia, o trabalho por hora, o trabalho por mês ou por ano recebia uma compensação da sociedade e, desse modo, fomos criando um sistema no mundo que, a partir dos regimes capitalistas, foi ficando insuportável.
Porque uma coisa é eu ter bananas em casa e trocar com o vizinho que tem cocos; ele tendo cocos trocar com alguém que tenha arroz. Era mais fácil.
Mas, quando passamos a ter essas relações económicas na base da moeda, na base do dinheiro, eu preciso ter dinheiro, porque tem alguém que vende e naturalmente tem alguém que compra.
A lei económica da oferta e da procura estabelece que todas as vezes que eu tenha alguma coisa para vender, aparecerá alguém desejando comprar ou que sempre que eu tenha vontade de comprar alguma coisa, aparecerá quem me venda essa coisa.
E, desse modo, criamos uma estrutura social ou uma estrutura sócio-económica em que é inadmissível vivermos sem dinheiro.
Passaram a surgir os problemas financeiros, os problemas económicos.
Mas, quando acompanhamos, hoje em dia, os noticiosos percebemos que há pessoas que vivem com muito pouco.
Há pessoas que vivem com um dólar por dia, menos de um dólar por dia, até os indivíduos que ganham centenas de dólares por minuto.
Começamos a encontrar na Terra uma disparidade muito grande.
Pessoas que ganham muitíssimo, pessoas que ganham pouquíssimo, pessoas que não ganham nada.
Situando essa questão ao nível da classe média verificamos que grandes problemas que surgem no seio familiar, na relação entre casais têm sido o problema financeiro, a falta de dinheiro.
É claro que temos que levar em conta o estilo de vida que adoptamos ter, o nível de vida que passamos ter e, desse modo, os problemas económicos, os problemas financeiros decorrem, muitas vezes, na classe média, desse status em que nos colocamos, em que nos situamos.
Nas conversas em geral as pessoas dizem:
Eu não posso baixar meu nível, eu não quero baixar meu nível, isto não é compatível com meu nível de vida.
De todas as vezes que temos que viver sem aquilo que é compatível ao nosso estilo de vida nos fazemos, nos tornamos pessoas muito infelizes.
Por isso, vale a pena pensar qual a solução que daremos para esses problemas financeiros para que nossa vida não dependa disso, de tudo isso, dessas questões.
Mas, para que possamos, mesmo na necessidade, aprender a viver melhor.
Cada vez que nos dermos conta de que o dinheiro está sendo um problema para a nossa vida, primordialmente deveremos levar em conta que as pessoas a nossa volta não têm nada a ver com isso.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Set 09, 2017 7:17 pm

Assim, eu não deverei transferir para minha esposa ou a esposa para seu marido ou filhos ou para quem connosco conviva essa irritabilidade pela questão financeira.
Vamos ver como é que resolvemos isto já que não temos como ganhar dinheiro fácil.
Importante pensar que poderemos descer um pouco do nosso pedestal e ajustar a nossa vida como quem vai apertando um parafuso cuja peça esteja frouxa.
Não significa que teremos que ir nos miserabilizando, mas significa que nós temos que aprender a viver com o que temos e não com aquilo que imaginaríamos ter.
A doutora Maria Junqueira Smith, que escreveu notáveis livros, escreveu num deles chamado A família por dentro, da Editora Agir, que seria importante que aprendêssemos a educar nossos filhos com a alma de pobres.
Vejamos que ela não ensina ensinar os nossos filhos a ter almas pobres, mas a viver com alma de pobre.
E a alma do pobre é essa alma versátil, quando tem muito ele é feliz, quando tem pouco ele é feliz do mesmo jeito.
Se nós aprendermos a viver dessa forma, no dia que não pudermos consumir produtos caros, consumiremos produtos mais em conta.
Não estamos fazendo proposta de que as pessoas abram mão do seu sonho, mas queremos propor que elas não se infernizem por causa da falta de dinheiro.
É muitíssimo importante saber que as autoridades que teriam que nos pagar, os governos, os patrões, eles têm o poder de mexer na nossa conta bancária, de mexer no nosso bolso, mas não deveremos lhes dar o direito de mexer no nosso coração, na nossa alma.
Vamos fazer os movimentos por melhores salários, vamos aprender a crescer, a melhorar a nossa condição profissional, a dar um pouco mais de nós.
Porque há um dado que passa despercebido de muita gente.
Todo mundo quer aumento de salário.
É natural, é compreensível.
Mas, pouquíssimas são as pessoas que melhoram o trabalho que realizam.
Não se esforçam por se aprimorar, por se aperfeiçoar, elas fazem aquilozinho do mesmo jeito que sempre fizeram, estão querendo sempre maior reconhecimento.
Há pessoas que fazem do seu trabalho profissional uma mesmice eterna.
Os mesmos equívocos são cometidos, os mesmos erros de português, as mesmas limitações de sempre.
Mas as pessoas querem aumento de salário.
Seria tão bom se pleiteássemos melhorias salariais na medida em que estejamos oferecendo à sociedade também um melhor trabalho, oferecendo também à sociedade algo melhor.
Será importantíssimo que a nossa dificuldade financeira não recaia sobre os outros.
Seja um problema nosso.
Vamos batalhar, vamos lutar, tendo muito cuidado com os movimentos que façamos em nome dessa dificuldade salarial.
Quando nós pensamos, por exemplo, em parar de trabalhar, nós criamos um problema muito sério com aqueles que dependem do nosso trabalho.
Porque numa greve de professores não são os filhos dos ricos que sofrem, não são os filhos dos governantes que sofrem, é o povo.
Numa greve de médicos, uma paralisação de médicos, não são os ricos que sofrem, os ricos não precisam dos nossos médicos, eles têm os seus médicos particulares.
É o povo que sofre.
Na hora que pára o serviço de trânsito, de transporte, quem é que anda de ónibus?
Não é o nosso patrão, não são os nossos governantes, é o povo.
Nós vamos criando um débito, um carma colectivo com o povo, vamos criando problemas com os que mais precisam de nós.
A nossa disputa, a nossa briga, a nossa indisposição, por causa do salário, deveria ser com os nossos patrões, com os nossos governos, com as pessoas responsáveis pela nossa dificuldade.
Daí então cuidar para que a nossa dificuldade financeira não se transforme num débito moral com a colectividade ou com outras pessoas, porque saberemos, um dia, quantas crianças desistiram da escola por nossa incúria como professor, quantos doentes morreram por nosso desejo de ganhar mais, quantas pessoas que perderam concursos, oportunidades, porque não tiveram condução, por causa da nossa vontade de ganhar melhor.
Ganhar melhor sim, mas dar, também, o nosso melhor.

Raul Teixeira

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O Câncer na Visão Espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Set 10, 2017 11:18 am

Desde tempos imemoriáveis, a melhor medicina sempre foi a preventiva.
O grande alquimista Paracelso insistia: "Não se deve tratar a doença; deve-se tratar a saúde".
Podemos dizer que, o melhor meio para não se apanhar uma doença, consiste em se manter saudável.
Ou seja, proteger o sistema imunológico, de forma a bloquear qualquer germe ou vírus que tentar invadir nosso organismo.
Pode-se pensar que seja fácil atingir tal objectivo, através de uma boa dieta, escolhendo alimentos de baixo valor de colesterol, reduzindo o consumo de carne, abstendo-se de consumir açúcar, realizando exercícios físicos, enfim, submetendo-se a tudo aquilo que uma propaganda insistente nos propõe.
Mas como explicar, nesse caso, o elevadíssimo número de pessoas que seguiram rigorosamente tais instruções, julgando estar assim protegidas contra os perigos das doenças para um dia, descobrir que seu organismo estava sendo minado pelo câncer?
André Luiz conta, através da psicografia de Chico Xavier que um Espírito ao preparava-se para reencarnar, pediu para seu novo corpo físico uma úlcera que apareceria em sua madureza física e que não deveria encontrar cura até sua desencarnação, para que ele pudesse ressarcir um assassinato que cometeu ao esfaquear um homem (que estava na sua madureza física) na região do estômago.
Como vemos, mesmo que este Espírito cuide de sua saúde durante toda sua juventude, não fugirá da úlcera “moral” que “ele pediu”.

Então, câncer é uma enfermidade cármica?
A experiência diz que sim.
Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas acções.

O câncer seria então o resultado de um comportamento desajustado, em vidas anteriores?
Nem sempre. A causa pode estar nesta existência.
Um exemplo: as estatísticas demonstram grande incidência de câncer no pulmão, em pessoas que fumam.
Há elementos cancerígenos nas substâncias que compõem o cigarro.
Quem fuma, portanto, é sério candidato a esse mal.
Será o seu carma.
Há uma charge ilustrativa, em que um cigarro diz para o fumante:
"Hoje você me acende.
Amanhã eu o apagarei!" Certíssimo!

Está demonstrado que os fumantes passivos, pessoas que convivem com fumantes, também podem ter câncer.
Como explicar essa situação?

Enão há inocentes na Terra, um planeta de provas e expiações.
O fumante passivo que venha a contrair câncer tem comprometimentos do passado que justificam seu problema.
Aliás, o simples facto de aqui vivermos significa que merecemos (ou necessitamos) tudo o que aqui possa nos acontecer.
Se não merecêssemos, estaríamos morando em mundos mais saudáveis.

Isso isenta de responsabilidade o fumante que polui o ambiente, situando-o como instrumento de resgate para alguém?
Ao contrário, apenas o compromete mais.
Deus não necessita do concurso humano para exercitar a justiça.
Além de responder pelos desajustes que provoca em si mesmo, responderá por prejuízos causados ao meio ambiente e às pessoas.
A medicina vem desenvolvendo técnicas para a cura do câncer.
Concebe-se que dentro de algumas décadas será possível a cura radical em todas as suas manifestações.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Set 10, 2017 11:19 am

Como ficarão aqueles que estão se reajustando perante as leis divinas a partir de um carcioma?
A medicina vem fazendo grandes progressos, mas está longe de erradicar a doença.
Males são superados; outros surgem, nos domínios da sexualidade, a sífilis era um flagelo, decorrente da promiscuidade.
Hoje é a AIDS. A dor, a grande mestra, que tem na enfermidade um de seus aguilhões, continuará a nos corrigir, até que aprendamos a respeitar as leis divinas.

A pessoa que sofre bastante, vitimada por um câncer, resgatou seus débitos, habilitando-se a um futuro feliz na espiritualidade?
A doença elimina as sombras do passado, mas não ilumina o futuro.
Este depende de nossas ações, da maneira como enfrentamos problemas e enfermidades. Quando o nosso comportamento diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro glorioso.

Como funciona isso?
Se o paciente tem câncer, suas dores implicarão em sofrimento para a família.
Tudo bem. Faz parte das experiências humanas.
Mas, dependendo da maneira como enfrentar seu problema, poderá gerar aflições bem maiores para todos, o que acontece com o paciente revoltado, inconformado, agressivo. Se humilde e resignado, a família lidará melhor com a situação.
Pacientes assim (resignados) estão "zerando o carma".

Observação de Raul Teixeira: A dor, a luta, o resgate, o acerto de contas também nos impõe aprendizados.
Muitos entram no caminho das expiações e não consegue expiar.
Não é o facto de estarmos sofrendo que diz que já resgatamos.
O que diz se já resgatamos ou não é o modo como estamos sofrendo.
Há criaturas que sofrem revoltadas, biliosas, de mal com Deus, aborrecidas com a vida e quem passa pelo seu caminho é alvo de seu fígado estragado.
Lógico que esta pessoa não dará conta do processo expiatório.

Como está no livro “Transição Planetária”:
“Antes, porém, de chegar esse momento (de transição), a violência, a sensualidade, a abjecção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio (...).

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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

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