ARTIGOS DIVERSOS II

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A oportunidade da caridade

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Nov 26, 2017 9:00 pm

A lei de causa e efeito, que regula o movimento dos acontecimentos da vida trazendo de volta a colheita obrigatória de nosso passado, também nos oferece a oportunidade do livre-arbítrio durante a fase de semear.
A oportunidade da caridade situa-se na fase fértil de plantio, não sendo uma obrigação para nós.
Costumamos ouvir, e muitos de nós afirmam, que a vida é perfeita, as nossas necessidades e ao que temos que aprender sendo geridas na perfeição através das leis universais criadas por nosso Pai infinito em suas qualidades.
Quando surge um mendigo esfomeado em nosso caminho, estará a fome deste irmão dependente da nossa acção?
Se Deus tudo controla, e nada acontece sem Sua autorização, como poderia estar a fome de um ser ou a sua saúde nas minhas mãos?
Serei eu a decidir se hoje dorme de barriga confortada ou não?
Para aquele irmão que busca amparo através de alguma comida, ele não tem em seu poder o exercício de livre-arbítrio em relação à fome; se estiver na hora de comer, passará a pessoa certa para saciar seu estômago.
Por outro lado, para mim, que vou a passar, já é diferente, aqui aparece de forma muito clara a oportunidade da utilização do Livre-Arbítrio.
Quando passo por alguém com fome, é gerada esta oportunidade em que eu terei o direito de exercê-la ou não, através da caridade.
Como se processa para mim?
“Pedi e obtereis”, palavras do Mestre acerca das Leis Universais Divinas.
Maior parte das vezes vemo-nos na posição de pedir, através da oração em momentos de aflição da vida.
Para nosso amparo, muitas das vezes Deus envia-nos familiares e amigos, fazendo cumprir a Sua Lei acima descrita; por outras alturas, cabe-nos a nós colocar em prática este movimento de Amor, servindo como instrumentos de acção.
Quando eu ofereço um prato de comida ou meia dúzia de reais, estou a ser utilizado de entreposto à movimentação das Leis Universais, ou seja, quando nos é dada a oportunidade de saciar a fome de alguém, é-nos entregue a capacidade de fazer movimentar a Lei do Amor Universal.
Vejam como é grandioso um ato que por vezes nos parece de pouco significado: nós, “pequenos” filhos, a colocar em movimento as Leis de nosso Pai através de nossas acções, “Pedi e obtereis”, sendo hoje o dia de pedir por parte de nosso irmão.
Quando oramos de forma honesta e pura, entramos em contacto com uma espiritualidade superior, beneficiando da sua presença e conselhos.
Quando faço o bem, muitas vezes já inspirado por Espíritos superiores, além do contacto, temos o seu envolvimento; nossos irmãos de corações mais puros que nós buscam companhias desejosas do cumprimento da Lei Divina para que, através delas, se possa dar a ajuda na Terra a quem mais necessita, nas diversas áreas da caridade moral ou material.
O movimento do bem, tal como o Espiritismo nos ensina, é um movimento natural, imparável, de força conjunta entre encarnados e desencarnados, trabalhando no progresso de nosso planeta.
No momento em que penso de forma séria no bem, da mesma forma que a oração, entro em contacto com a espiritualidade trabalhadora na Seara do Mestre.
Quando ajo com base neste, amplio uma energia benéfica nascida no pensamento positivo, fazendo de mim o primeiro beneficiário deste movimento de energias do Amor.
A contrapartida desta energia, e como todos podemos constatar, bastando nos inclinarmos às açcões benéficas, é uma paz interior que não conseguimos encontrar mais de forma nenhuma no universo senão no ato do bem, trazendo como “consequência” o equilíbrio espiritual, psíquico e biológico, ou seja, o mais completo dos remédios terrenos e veículo obrigatório da felicidade geral e individual.
É claro que se negarmos a ajuda àquele irmão ele irá comer na mesma, talvez apenas um pouco mais tarde, nós é que perdemos a oportunidade de ajudar a colocar em prática as Leis Divinas Universais, trabalhando como filho dedicado ao lado de nosso Pai, abraçando o lugar que nos pertence por vontade própria.
Se fomos inspirados a fazer o bem, perguntemos a nós próprios se para a próxima também o queremos ser?
Pois isso depende de nossa resposta de agora…
Ocupemos o lugar de forma consciente em que as nossas acções nos colocam… com as companhias desejadas.

§.§.§- Ave sem Ninho
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Sexo e Obsessão (Parte 48)

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 27, 2017 10:51 am

Damos prosseguimento ao estudo metódico e sequencial do livro Sexo e Obsessão, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada originalmente em 2002.

Questões preliminares

A. É verdade que antes da despedida da equipe socorrista realizou-se novo encontro com a presença de padre Mauro e de sua mãe?
Sim. Momentos antes da conclusão dos trabalhos liderados pelo mentor Anacleto, realizou-se novo encontro do qual participaram Madre Clara de Jesus, o médium Ricardo, dona Martina e seu filho Mauro, que tinha o semblante asserenado após as tempestades que sofrera.
Também ali se encontrava o amigo Felipe, bem como a caravana de que Philomeno fazia parte.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

B. Que conselhos foram dirigidos nesse encontro ao padre Mauro?
O mentor Anacleto lhe disse:
“Avance em paz, meu filho.
Os caminhos da libertação multiplicam-se por toda parte.
Jesus, porém, é o Caminho de segurança.
Trilhe por ele, certo da vitória final.
Não se deixe atormentar pelo que cometeu de errado, antes se inspire na alegria do bem que pode fazer em favor de si mesmo e daqueles a quem, por acaso, haja prejudicado.
O Sol aparece após as sombras sempre novo e iridescente.
A caridade será o seu celeiro de bênçãos, que você poderá multiplicar ao infinito.
Não tenha medo e entregue-se com ardor ao dever.
A altitude de uma alma é medida pela sua atitude perante a vida.
Ascenda no rumo da Grande Luz, e alcançará a altitude máxima utilizando-se das atitudes saudáveis e nobres”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

C. Problemas, impedimentos e dificuldades fazem parte do processo de crescimento espiritual da criatura humana?
Sim. São eles que nos ajudam no desenvolvimento dos preciosos recursos que nos jazem adormecidos, esperando os estímulos próprios para se apresentarem.
Devemos, por isso, agradecer-lhes a presença em nosso caminho e não nos deter, quando venham a surgir, mesmo que de forma ameaçadora.
Quem receia a luta e se detém a pensar demoradamente nela, já perdeu excelente oportunidade de avanço.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

Texto para leitura

244. Encontro derradeiro – As horas haviam-se passado com celeridade, e Philomeno quase não se dera conta, quando foi despertado para a realidade pelo irmão Anacleto, que informou que ali estavam alguns dos membros do projecto a que eles se afeiçoaram nos últimos dias, tornando-se necessária a adopção de medidas finais para o cometimento.
Madre Clara de Jesus trouxera o médium Ricardo, mediante o parcial desprendimento do corpo físico.
Dona Martina se apresentava com o filho, exteriorizando grande alegria, enquanto o jovem padre Mauro expressava confiança em Deus, com o semblante asserenado após as tempestades que sofrera.
Também ali se encontravam o amigo Felipe e a caravana de que Philomeno fazia parte.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

245. Casa de Jesus na Terra – Pairavam no ar doces harmonias e expectativas de paz, quando o irmão Anacleto tomou a palavra e, sinceramente emocionado, agradeceu à veneranda Mentora da Instituição que lhes servira de ninho de repouso e de oficina de trabalho.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 27, 2017 10:52 am

Suas palavras eram ungidas de vibrações de reconhecimento que tocavam profundamente o coração da equipe socorrista.
A nobre Entidade sorriu, generosa, e disse-lhe:
“Esta é a Casa de Jesus na Terra, à semelhança de muitas outras, que está aberta para o bem e a caridade sem fronteiras, sem discriminação de crenças ou de ideais, desde que todos voltados para a verdade e para o progresso da Sociedade.
Honrados pela oportunidade do serviço, somos nós aqueles que agradecemos, reconhecidos ao Mestre Infatigável que nos tem guiado, e ao Pai Excelso que nos ama.
Constituir-nos-á sempre uma bênção poder receber os trabalhadores da última hora na tarefa do amor incondicional.
Tenham aqui a continuação do seu lar, sempre aberto para todos os corações”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

246. Conselhos finais ao padre Mauro - Dona Martina e padre Mauro acercaram-se, beijaram a mão do Benfeitor, e a doce progenitora disse:
“Sei que muitas lutas aguardam pelo filho bem amado no processo de restabelecimento interior e de renovação espiritual.
No entanto, confiado no Senhor da Vida e na bondade dos Guias espirituais, ele há de alcançar a paz de que necessita para ser feliz.
Deus o abençoe, nobre Mentor!”
O irmão Anacleto sorriu e passou-lhe a mão sobre a cabeça, por sua vez beijando também a sua destra.
Mauro, sensibilizado até às lágrimas, não pôde traduzir as emoções.
O Guia espiritual então lhe disse:
“Avance em paz, meu filho.
Os caminhos da libertação multiplicam-se por toda parte.
Jesus, porém, é o Caminho de segurança.
Trilhe por ele, certo da vitória final.
Não se deixe atormentar pelo que cometeu de errado, antes se inspire na alegria do bem que pode fazer em favor de si mesmo e daqueles a quem, por acaso, haja prejudicado.
O Sol aparece após as sombras sempre novo e iridescente.
A caridade será o seu celeiro de bênçãos, que você poderá multiplicar ao infinito.
Não tenha medo e entregue-se com ardor ao dever.
A altitude de uma alma é medida pela sua atitude perante a vida.
Ascenda no rumo da Grande Luz, e alcançará a altitude máxima utilizando-se das atitudes saudáveis e nobres”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

247. O Senhor jamais nos abandona – A seguir, sem mais delongas, o Mensageiro explicou:
“Aqui chegamos, há poucos dias, com um grave compromisso em pauta, que a misericórdia de Deus nos permitiu concluir com os melhores propósitos para o futuro.
Todos aqueles que se encontravam envolvidos no programa de acção receberam o atendimento adequado e têm diante de si os descortines do futuro, que lhes cabem conquistar.
Nunca lhes faltarão o socorro no momento próprio, nem as forças para o prosseguimento das realizações em marcha.
O Senhor nunca nos abandona, e da mesma forma como nos tem assistido até hoje, oferece-nos o Seu auxílio para amanhã.
Fitando o horizonte iluminado, avancemos todos da treva na direcção do fulcro luminoso.
Impedimentos, problemas e dificuldades fazem parte do processo de crescimento espiritual de todos nós, nunca devendo provocar-nos receio ou desvario.
São eles que nos ajudam no desenvolvimento dos preciosos recursos que nos jazem adormecidos, esperando os estímulos próprios para se apresentarem.
Portanto, agradeçamos-lhes a presença em nosso caminho e não nos detenhamos, quando venham a surgir, mesmo que de forma ameaçadora.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 27, 2017 10:52 am

Quem receia a luta e se detém a pensar demoradamente nela, já perdeu excelente oportunidade de avanço.
Nem a intemperança, a precipitação, muito menos o excesso de cuidados para o combate ou o acúmulo de reflexões para a luta.
Oportunidade é bênção que deve ser aproveitada com sabedoria.
Aproxima-se o momento de retornar aos que fazeres habituais em outra Esfera de acção, porém sob o comando do Mestre Jesus.
Agradecemos a todos que cooperaram connosco, oferecendo-nos apoio e bondade, serviço e companheirismo”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

248. A oração derradeira – Findas suas considerações, Anacleto demonstrava acentuada emoção, em que transpareciam a felicidade e o anseio por mais servir. E foi nesse clima que ele assim orou:
Mestre Incomparável!
Ensinaste-nos que tudo quanto pedíssemos ao Pai orando, Ele nos atenderia.
Pedimos e fomos atendidos.
Agora, quando encerramos o compromisso que nos confiaste, tudo eram expectativas, embora a certeza dos resultados opimos.
Confiados no Teu auxílio, não receamos enfrentar o mal nas Trevas, nem nos afligimos ante as ameaças dos maus, que ainda não travaram contato contigo.
Investiste em nós, e apesar de sermos servos imperfeitos, procuramos corresponder à confiança, não obstante, reconhecemos, pudéssemos haver sido melhores servidores, conseguindo desobrigar-nos com respeito e devotamento do dever que nos foi conferido.
Os irmãos equivocados receberam o nosso melhor carinho, sem qualquer reproche, conforme Tu fazias, e agora estão sendo encaminhados para novos tentames no futuro corpo físico ou no prosseguimento da reencarnação em que alguns se encontram.
Em tudo, foi possível realizar o melhor, porque não Te afastaste de nós em momento algum, inspirando-nos e orientando-nos em todos os passos.
Agora, quando a tarefa que nos coube, se encerra, desejamos louvar-Te e agradecer-Te, suplicando-Te que prossigas amparando-nos nos programas do porvir, porque somente Tu possuis o poder, a glória e a vida eterna.
Despede-nos, pois, Amigo Excelso, abençoando-nos.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

249. Despedidas – Quando o Mentor silenciou, Philomeno e todos os outros tinham os olhos orvalhados de lágrimas que não se atreviam a escorrer pela face.
Em seguida, despediram-se dos amigos queridos e, após repassarem os olhos pelo recinto onde colectaram muitas dádivas e aprenderam inolvidáveis lições, saíram na direcção da porta principal, acolitados pela Mentora e outros amigos, rumando então para a Comunidade espiritual de onde tinham vindo.
Philomeno registou esse momento com as seguintes palavras:
“Olhando a Terra, que diminuía a distância, na proporção que avançávamos, podia ver a luz do Sol no outro hemisfério dando-lhe uma forma e um curioso aspecto lunar.
Ali, no planeta querido, estavam as nossas aspirações futuras, permaneciam muitos afectos que a morte não diluíra e aguardavam em forma de expectativas para as nossas possibilidades de retorno futuro para o autoaprimoramento espiritual”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 24: Despedidas.)

(Continua no próximo número.)

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Socorro e Entendimento

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Nov 27, 2017 8:39 pm

Diante de situações inesperadas que vivenciamos no decorrer da nossa existência, somos compelidos a buscar o entendimento de suas causas.
E por intermédio da Lei Divina é que somos beneficiados a entender nossa caminhada ascensional através de inúmeros processos educativos, possibilitando-nos oportunidades para a reparação de equívocos, bem como a aquisição de conhecimentos e virtudes indispensáveis ao nosso processo evolutivo.
Desta forma, observamos em toda parte desacordos, desentendimentos, desajustes, discórdias, percebendo, próximos a nós, irmãos que parecem residir em regiões morais diferentes.
Como ajudá-los?
É imprescindível saber socorrê-los através do bem efectivo e incessante, colocando-nos em seu lugar, vibrando entendimento, carinho, amparo e a bênção da palavra que consola e conforta.
Assim, defronte àqueles que nos afiguram desnorteados, estendamos o coração e as mãos, porque também estamos no caminho da evolução e, segundo a assertiva do nosso Mestre, “com a medida com que tivermos medido nos hão de medir a nós” (Mateus, 7:2).
Acusar, reclamar, queixar-se, não são verbos conjugáveis no campo de nossos princípios, no entanto, à frente de todos os percalços, não nos prendamos às teias da perturbação, procurando o bem e realizando-o com todas as energias ao nosso alcance.
Diante da irritação, do desalento, da agressividade e da injúria, ofereçamos a nossa paz, falando com harmonia ou silenciando na oração, porque ainda somos todos alunos no educandário da vida e, portanto, susceptíveis de queda moral. Faz-se imprescindível esperar e ajudar, pois, assim, poderemos perceber que a paz do mundo é o dom de Deus começando em nós.
É comum ouvirmos a cada passo observações de companheiros desarvorados e abatidos presos a emoções e pensamentos pessimistas, caminhando e transportando consigo enormes mágoas e desilusões, deixando um rastro de fel, dramatizando desencantos, queixando-se de ingratidão, ou ainda, relatando episódios tristes passados, envenenando a vida e cegando a alma, incapazes de perceber que o Evangelho é luz renovadora.
É nesse momento que somos convidados a auxiliar o Pai na expansão da paz e na observância do exemplo daquilo que não deve ser feito.
É importante que façamos do momento pelo qual passarmos uma lição aprendida, verificando quantas vezes em vinte e quatro horas somos requisitados a auxiliar os semelhantes, levando ao trabalho gentileza e amparo aos corações; ao lar, novas possibilidades de exaltar a confiança, estendendo conhecimento e virtude, não menosprezando a lição, na certeza de que renovamos ideias e experiências a cada dia.
Deste modo, quando alguém nos lança o golpe da intemperança ou nos arremessa a pedrada do insulto, desculpemos irrestritamente e, se voltar a nos ferir, é imperioso reconhecermos a presença de um enfermo em estado grave a pedir-nos o amparo, o entendimento e o socorro da compaixão.
Escutemos com atenção e paciência os que se desequilibram nos labirintos da necessidade, sabendo tocá-los no sentimento, sem converter a sinceridade em censura e sem transformar a bondade em fraqueza, levando palavras temperadas de prudência e de amor.
As provações atravessadas por nós com serenidade acumulam-se no fundo da nossa alma e podem servir de socorro aos caídos quando em mesma situação, a qual passamos anteriormente.
Pacifiquemos nosso próximo com a cooperação despretensiosa e espontânea na construção da tranquilidade alheia, administrando o auxílio espiritual com a alavanca do equilíbrio, usando de vigilância sem violência, calma sem preguiça, consolo sem mentira e verdade sem drama.
Abençoemos nossos irmãos desorientados, sem nos esquecer de que o eterno Amigo nos segue os passos em silêncio após ter dito a cada um de nós, através dos séculos:
“Em verdade, tudo aquilo que fizerdes ao menor dos pequeninos é a mim que o fizestes” (Mateus, 25:40).
Meditemos no emprego dos nossos recursos na seara da fraternidade, prosseguindo confiantes, usando o arado com que o Mestre nos enriquece as mãos, trabalhando o campo que nos cabe com firmeza, certos de que a colheita farta coroará nossos esforços.
Permaneçamos apoiados no propósito seguro de corresponder ao programa de trabalho que o Pai nos reserva.
E, assim, atendamos a fraternidade que trabalha, ajuda, compreende e perdoa, assegurando a vitória do bem, atendendo-a onde estivermos, recordando quando Jesus afirmou com segurança e clareza:
“Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos:
se vos amardes uns aos outros” (João, 13:35).
Jesus foi a paciência sem limites.
Saibamos entender e servir com Ele na certeza de que o amor é a garantia invulnerável da vitória que nunca morre.

Bibliografia:
XAVIER, C. Francisco – Pronto-Socorro – ditado pelo Espírito Emmanuel – 1ª edição – Brasília /DF/ Editora FEB – 2015 – capítulo 12.
XAVIER, C. Francisco – Palavras de Vida Eterna – ditado pelo Espírito Emmanuel – 35ª edição – Uberaba /MG/ Editora Comunhão Espírita Cristã - 2010 – páginas: 54,136,156,170 e 266.

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Exorcismo eclesiástico ou mutiladores da vida eterna

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 28, 2017 9:46 am

Prezados leitores, após ler tanta aberração e ignorância num artigo do jornal de Notícias do dia 9 de julho, tendo como título “Portugal precisa de mais exorcistas”, na defesa do bom senso e contra o dogmatismo proselítico, não poderia deixar de dar aqui este recado e esclarecimento.
Sendo aviso de um exorcista do Vaticano, não poderia deixar sem resposta acerca das circunstâncias espirituais, que apenas tentam confundir o marasmo como determinadas Instituições estão a funcionar e a sua incapacidade de soluções, na problemática do psiquismo e entendimento espiritual.
Vejo-me no nome da verdade a ter que dar o meu ponto de vista, nada que com isto me ache o dono do mundo e da verdade, mas porque é preciso defender a lógica e razão dos valores que Cristo nos veio trazer, como prova de amor e alusão à reconciliação constante, e o bom senso é preciso quando se faz determinadas alusões.
Assim sendo, aqui fica a minha resposta.
As igrejas dogmáticas deste Plano Terreno possuem erradas noções acerca do diabo, mas, inegavelmente, os diabos existem.
Somos nós mesmos, quando, desviados dos desígnios propostos, pervertemos o coração e a inteligência, na satisfação de criminosos caprichos.
As fórmulas e rezas de exorcismo não têm qualquer eficácia sobre os maus Espíritos.
Estes últimos riem e se obstinam, quando vêem alguém tomar isso a sério.
Há meios de expulsar os maus Espíritos, porém, a mais das vezes, o que fazem, para isso, os atrai, em vez de os afastar.
O melhor meio de expulsá-los consiste em atrair os bons.
Atraí, pois, os bons Espíritos, praticando todo o bem que puderdes, e os maus desaparecerão, visto que o bem e o mal são incomportáveis.
Sede sempre bons e somente bons Espíritos tereis junto de vós.
Há, no entanto, pessoas muito bondosas que vivem às voltas com as tropelias dos maus Espíritos.
Se essas pessoas são realmente boas, isso acontece como prova, para lhes exercitar a paciência e exaltá-las a se tornarem seres melhores. Sabemos, porém, de que não são os que continuamente falam das virtudes quem as mais possui, porque o proselitismo fala mais alto.
Aquele que é possuidor de qualidades reais por norma não fala de si.
Ao falar de exorcismos, para expelir dos lugares mal-assombrados os maus Espíritos, esses senhores perceberam, por eles próprios, quando se dizem carregados, que é ocasião de verificar a eficácia desse processo?
Não tens visto, ao contrário, as tropelias redobrarem de intensidade, depois das cerimónias do exorcismo?
É que os Espíritos que as causam se divertem com o serem tomados pelo diabo.
Tudo que seja paramentos, ritos, os fazem sorrir de tanta ignorância.
Uma coisa com isto provamos, a existência de Espíritos, e que existem de toda índole.
Também os que não se apresentam com intenções malévolas podem manifestar sua presença por meio de pancadas, ruídos de vária ordem, e até tornando-se visíveis, mas nunca praticam desordens, nem incómodos.
Em norma são Espíritos sofredores, cujos sofrimentos podeis aliviar orando por eles.
Noutras circunstâncias, são mesmo Espíritos benfazejos, que vos querem provar estarem junto de vós, ou, então, Espíritos levianos que brincam.
Como quase sempre os que perturbam o repouso são Espíritos que se divertem, o que de melhor têm a fazer, os que se vêem perseguidos, é rir do que lhes sucede.
Os perturbadores se cansam, verificando que não conseguem meter medo, nem impacientar.
Resulta das explicações acima haver Espíritos materialistas que se prendem a certos lugares, preferindo permanecer neles, sem que, entretanto, tenham necessidade de manifestar sua presença por meio de efeitos sensíveis.
Qualquer lugar pode constituir moratória, ou local inerente à sua visão de exclusividade de um Espírito, embora mau, sem que jamais qualquer manifestação se produza.
Na maioria, estes Espíritos que se prendem à matéria até são comensais, desde que se interessem pelas pessoas.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 28, 2017 9:47 am

Foi feito um Curso de quatro meses para reforçar o exército católico contra aquilo que intitulam de forças do mal na Terra, tendo como título ”Exorcismo e a oração da libertação”, oferecido pela Universidade Pontífica Regina Apostolurum, de Roma, entre Outubro de 2005 e Janeiro 2006.
Estiveram presentes cerca de 120 alunos, ouviram-se palestras, de conceito pastoral, teológico, litúrgico, médico, jurídicos e criminais de satanismo e da possessão demoníaca.
A maioria dos Padres queria saber como lidar com o diabo se encontrasse um algum dia…
Um dos presentes e professor era o Padre Gabriele Nanni, o qual relacionou quatro sinais de que se trata de possessão demoníaca e não problemas psicológicos:
“Quando alguém fala ou entende línguas que normalmente não conhece; quando a sua força física é desproporcional ao seu corpo e idade; quando se torna de repente conhecedor de práticas ocultas; quando tem uma aversão física a coisas sagradas, como hóstia ou orações”.
Meus Amigos, Kardec, o Codificador, nos deixou bem claro o trato com entidades vinculadas ao mal; apenas a autoridade moral e sinceridade deste podem levar à aceitação e proximidade pelas vibrações de amor.
São estes o foco que leva ao entendimento e clarificação de suas fragilidades e nunca a hostilidade.
Nós não expulsamos Espíritos, atenuamos corações feridos pela mágoa e dor de vidas deletérias e nas quais se aprisionam pela revolta e ódios interiores; nós oferecemos uma oportunidade de recuperação e de se juntar ao seu desenvolvimento e crescimento, valorizando seus valores de positividade, com amor e respeito, colocando-os no caminho da mansidão pela compreensão e tolerância, e, disciplinando as suas fraquezas, muitas das vezes se tornam almas de apoio aos necessitados pelo halo da gratidão e da paz que recebem.
Agora, a questão dos demónios?!
Se houvesse demónios, seriam obra de Deus.
Mas, porventura, Deus seria justo e bom criando seres destinados eternamente ao mal e a permanecerem eternamente desgraçados?
Se existem demónios, eles se encontram no mundo inferior em que habitais e em outros semelhantes.
A ignorância e hipocrisia dos que acham que o Mundo está a seus pés, como se pudessem substituir o Criador, fazem dum Deus justo um deus punitivo, e pensam ser dignos dele, usando atitudes de abominação praticadas em seu nome.
“A palavra demónio não implica a ideia de Espírito mau, senão na sua acepção moderna, porquanto o termo grego daïmon, donde ela derivou, significa génio, inteligência, e se aplica aos seres incorpóreos, bons ou maus, indistintamente.”
Por demónios, segundo a acepção correta da palavra, se entende os seres essencialmente malfazejos.
Logo, foram criados, como todas as coisas, por Deus.
Portanto, Deus, que é infinitamente justo e bom, não poderia ter criado seres propensos, pela sua natureza, ao mal e agrilhoá-los por toda a eternidade.
Se não fossem obra de Deus, existiriam, como Ele, desde toda a eternidade, e então haveria muitas potências soberanas.
A primeira condição de toda doutrina é ser lógica.
Ora, à dos demónios, no sentido absoluto, falta esta base essencial.
Concebe-se que povos primitivos, os quais, por desconhecerem os atributos de Deus, admitissem na sua crença divindades maléficas, também demónios; mas é ilógico e contrário que quem faz da bondade um dos atributos essenciais de Deus suponha haver Ele criado seres destinados ao mal eternamente, porque isso Lhe nega o atributo da bondade.
Os exorcistas dos demónios apoiam-se nas palavras do Cristo.
Não temos que os julgar nem lhes dar a autoridade de seus ensinos, que preferíamos ver mais no coração do que na boca dos homens; porém, estarão os purgadores, e com que direito, certos do sentido que Jesus dava a esse vocábulo?
Não é sabido que a forma alegórica constitui um dos caracteres distintivos da sua linguagem?
Dever-se-á tomar ao pé da letra tudo o que o Evangelho contém?
Não precisamos de outra prova além da que nos fornece esta passagem:
"Logo após esses dias de aflição, o Sol escurecerá e a Lua não mais dará sua luz, as estrelas cairão do céu e as potências do céu se abalarão.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 28, 2017 9:48 am

Em verdade vos digo que esta geração não passará, sem que todas estas coisas se tenham cumprido".
A Ciência nunca contradisse a forma do texto bíblico, no tocante à Criação e ao movimento da Terra?
Não se dará o mesmo com algumas figuras de que se serviu o Cristo, que tinha de falar de acordo com os tempos e os lugares?
Não é possível Ele ter dito em consciência uma falsidade.
Assim, como existem palavras d`Ele que parecem confundir a razão, é que não as compreendemos bem, ou ainda não temos capacidade para as interpretar melhor.
Os homens tomaram os demónios o que também fizeram com os Anjos.
Sempre quiseram acreditar na existência de seres perfeitos desde toda a eternidade, divisaram que os Espíritos inferiores seriam perpetuamente maus.
Devemos entender uma vez por todas que, como demónios, se deve entender os Espíritos impuros, mas com a diferença de ser transitório o estado deles.
Estes Espíritos fragilizados, que se revoltam contra as provas e expiações que lhes servem e que, por isso, as sofrem mais alongadamente, porém, a seu tempo, seguirão o seu rumo, dependendo apenas deles mesmos.
Poder-se-ia, pois, aceitar o termo demónio com esta restrição.
Satanás é a personificação do mal sob forma alegórica, visto que não se pode admitir que exista um ser mau a lutar com Deus e que a única preocupação fosse contrariar os seus desígnios.
Os escribas, há séculos, sempre gostaram de criar ênfase com figuras e imagens que atemorizassem a mente.
Dessa forma impunham pelo medo a disciplina e obtinham o poder.
Falando de manifestações espontâneas, nem sempre elas se limitam a ruídos e pancadas.
Provocam, por vezes, verdadeiros estrondos e outras perturbações...
Ø Movimento de móveis e objectos diversos derrubados;
Ø Coisas são atiradas da rua para a casa;
Ø Portas e janelas são abertas e fechadas, sem ninguém lhes ter tocado fisicamente;
Ø E objectos que se quebram, sem motivo aparente, mas que não são situações ilusórias.

No entanto, nem tudo são Espíritos, é necessário testar isso.
Ouvem-se vozes, barulhos de louça que cai e se quebra com estrondo, passos que sentem pelo assoalho.
Quando as pessoas vão verificar, encontra-se tudo calmo e em ordem.
Mal saem, recomeça de novo.
As manifestações desta espécie não são raras, nem novas.
Existem imensos relatos pelo mundo que confirmam histórias desta natureza.
Com o auxílio do medo e da superstição, estas casas foram rotuladas como assombradas pelos Espíritos e daí, é claro, as histórias de aproveitamento.
Ninguém mais terá medo dos Espíritos quando todos estiverem familiarizados com eles e perceberem que também são Espíritos, só que noutra condição (encarnados), sendo assim, também somos demónios.
Ora, é lógico que existem situações destas e muitas outras nas quais se tem pretendido aflorar como atacados de alucinações, e ficam logo rotulados de dementes, e por aí afora…
A Medicina compreende estas coisas porque não quer admitir as causas que as formulam, senão uma visão opaca material; donde, erros frequentemente destituem a natureza real da personalidade da pessoa.
Admitirei perfeitamente que alguns casos são obras da malícia.
Porém, é necessário averiguar, e comprovando que não são da acção do homem, dever-se-á convir que são obra, ou do diabo, como dirão uns, ou dos Espíritos, como dizemos nós.
Mas de que Espíritos?
Em alguns casos, mais louvável é a intenção a que cedem:
procuram chamar a atenção e pôr-se em comunicação com certas pessoas, quer para lhes darem um aviso proveitoso, quer com o fim de lhes pedir qualquer coisa para si mesmos.
Muitos temos visto que pedem preces; outros que solicitam o cumprimento, em nome deles, de situações que não puderam cumprir; outros, ainda, que desejam, no interesse do seu descanso, reparar algo que cometeram quando no corpo físico.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 28, 2017 9:48 am

Qualquer que seja o caso, a prece nunca deixa de dar bom resultado.
As fórmulas e rituais graves de exorcismo, essas os fazem rir; nenhuma importância lhes ligam.
Sendo possível entrar em comunicação com eles, deve-se sempre desconfiar dos qualificativos grotescos, ou apavorantes, que dão a si mesmos, para se divertirem com a credulidade dos que os acolhem, como verdadeiros, tais qualificativos.
Entretanto, cada um deve estar em guarda, não somente contra narrativas que possam ser, quando menos, acoimadas de exagero, mas também contra as próprias impressões, cumprindo não atribuir origem oculta a tudo o que não compreenda. Uma infinidade de causas muito simples e muito naturais pode produzir efeitos à primeira vista estranhos, e seria verdadeira superstição ver por toda parte Espíritos ocupados em derrubar móveis, partir louças, provocar, enfim, as mil e uma perturbações que ocorrem nos lares, quando mais racional é atribuí-las ao desazo.
A obsessão apresenta três graus principais bem caracterizados, senão vejamos:
“Obsessão simples - O médium tem perfeita consciência de que não obtém nada de bom e não se ilude sobre a natureza do Espírito que se obstina em se manifestar por ele e do qual tem o desejo de se desembaraçar.
Esse caso não oferece nenhuma gravidade:
não é senão um simples desgosto, e o médium a ele cede por deixar momentaneamente de escrever.
O Espírito, cansando-se de não ser escutado, acaba por se retirar.
Fascinação - É muito mais grave, no sentido de que o médium se ilude completamente.
O Espírito que o domina ganha sua confiança ao ponto de paralisar seu próprio julgamento na análise das comunicações e lhe faz achar sublimes as coisas mais absurdas.
O carácter distintivo desse género de obsessão é:
Ø de provocar nos médiuns uma excessiva susceptibilidade;
Ø de levá-lo a não achar bom, justo e verdadeiro senão o que ele escreve, a repelir e mesmo tomar pelo lado mau todo conselho e toda observação crítica;
Ø a romper com seus amigos antes de convir que está enganado;
Ø a ter inveja de outros médiuns, cujas comunicações são julgadas melhores que as suas;
Ø a querer se impor nas reuniões espíritas, das quais se afasta quando não pode aí dominar.
Ø Chega, enfim, a sofrer uma tal dominação, que o Espírito pode compeli-lo aos meios mais ridículos e os mais comprometedores.

Subjugação, designada outrora sob o nome de possessão, é um constrangimento físico sempre exercido por Espíritos da pior espécie e que pode ir até à neutralização do livre-arbítrio.
Ela se limita, frequentemente, a simples impressões desagradáveis, mas provoca, algumas vezes, movimentos desordenados, actos insensatos, crises, palavras incoerentes ou injuriosas, as quais aquele que dela é objecto compreende por vezes todo o ridículo, mas da qual não pode se defender.
Esse estado difere essencialmente da loucura patológica, com a qual se confunde erradamente, porque não há nenhuma lesão orgânica; a causa sendo diferente, os meios curativos devem ser outros.
Aplicando-lhe o procedimento ordinário das duchas e dos tratamentos corporais, chega-se, muitas vezes, a determinar uma verdadeira loucura, aí onde não havia senão uma causa moral.
Na loucura propriamente dita, a causa do mal é interior; é preciso procurar restabelecer o organismo ao estado normal.
Na subjugação, a causa do mal é exterior e é preciso desembaraçar o doente de um inimigo invisível, opondo-lhe, não remédios, mas uma força moral superior à sua.
A experiência prova que, em semelhante caso, os exorcismos não produziram jamais nenhum resultado satisfatório, e que, antes, agravaram do que melhoraram a situação.
Só o Espiritismo, indicando a verdadeira causa do mal, pode dar os meios de combatê-lo.
É preciso, de certa forma, educar moralmente o Espírito obsessor; por conselhos sabiamente dirigidos, chega-se a torná-lo melhor e a fazê-lo renunciar voluntariamente ao tormento do doente, e, então, este está livre”.
(O Livro dos Médiuns, nº 279 - Revista Espírita, fevereiro, março e junho de 1864. A jovem obsedada de Marmande.)
A subjugação obsessiva, o mais ordinariamente, é individual; mas, quando uma falange de Espíritos maus se abate sobre uma população, ela pode ter um carácter epidémico.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 28, 2017 9:49 am

Foi um fenómeno desse género que ocorreu ao tempo do Cristo; só uma poderosa superioridade moral podia domar esses seres malfazejos, designados então sob o nome de demónios, e devolver a calma às suas vítimas. (1)
Um facto importante a considerar é que a obsessão, qualquer que seja sua natureza, é independente da mediunidade, e é encontrada em todos os graus, principalmente a última, em uma multidão de indivíduos que jamais ouviram falar de Espiritismo.
Com efeito, os Espíritos, tendo existido de todos os tempos, deviam de todos os tempos exercer a mesma influência; a mediunidade não é uma causa, mas apenas um modo de manifestação dessa influência; de onde se pode dizer, com certeza, que todo médium obsedado deve suportar de uma maneira qualquer, e, frequentemente, nos mais vulgares actos da vida, os efeitos dessa influência; que sem a mediunidade ela se traduziria por outros efeitos, atribuídos muitas vezes a essas moléstias misteriosas que escapam a todas as investigações da medicina.
· Pela mediunidade, o ser malfazejo traiu sua presença;
· sem a mediunidade era um inimigo oculto do qual não se desconfiava.
Allan Kardec.
Meus Irmãos, o exorcismo é um acto de rebeldia e horror em relação ao que Jesus nos ensinou; “Sem caridade não existe salvação”, “Amar o próximo como a ti mesmo”, “Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti” - Jesus… - esta a lei do Amor e não de reprovação.
Concluindo, os demónios somos todos nós, o inferno somos nós que o criamos, bem como criamos o nosso céu, mas pelas nossas acções, pensamentos, sentimentos e emoções.
Espíritas, Cristãos, Irmãos!
Amai-vos, eis o primeiro ensinamento.
Instruí-vos, eis o segundo.

(1) Uma epidemia semelhante castigou por vários anos uma aldeia da Haute-Savoie.
(Ver: a Revista Espírita, abril e dezembro de 1862; janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863: Os possessos de Morzines.)

Bibliografia:
O Livro dos Médiuns, nº 279.
Revista Espírita, fevereiro, março e junho de 1864. A jovem obsedada de Marmande.
(Ver: a Revista Espírita, abril e dezembro de 1862; janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863: Os possessos de Morzines.)
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Livro O Evangelho segundo o Espiritismo.
Livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec.
O Livro dos Médiuns.
Livro Obras Póstumas, Allan Kardec.
Site: http://www.guia.heu.nom.br/index.html
Revista Espírita

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A Revue Spirite de 1860 - Parte 7

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 28, 2017 8:29 pm

Continuamos nesta edição o estudo da Revue Spirite de 1860, mensário de divulgação espírita fundado e dirigido por Allan Kardec.
Este estudo é baseado na tradução para o idioma português efectuada por Júlio Abreu Filho e publicada pela EDICEL.
As respostas às questões propostas estão no final do texto sugerido para leitura.

Questões para debate

A. Que virtude deve ser sempre o nosso guia?
B. Devemos ser rigorosos na análise das comunicações mediúnicas?
C. Os Espíritos, quando na erraticidade, fazem também pesquisas?
D. Que erro apontava Channing nos estudos espíritas?

Texto para leitura

144. Dissertando sobre os fantasmas, Kardec diz que os Espíritos podem mostrar-se em qualquer lugar, a qualquer hora, de dia como de noite, e o fazem com a aparência que tinham em vida. (P. 215)
145. Se o morrer pertence à natureza humana, nenhum anjo da guarda tem o poder de opor-se ao curso das leis da Natureza.
Estando o momento e o género de morte no destino de cada um, é preciso que se cumpra o destino. (P. 218)
146. Charlet (Espírito) diz que existe progresso moral nos animais e também progresso de condição.
Mais tarde, esclarece que o progresso dos animais se realiza pela educação que recebem do homem. (PP. 220, 221 e 228)
147. Pitágoras lembrava-se de sua antiga existência e reconheceu o escudo que usava no cerco de Troia. (P. 221)
148. Os animais, diz Charlet, têm, quase todos, o mesmo grau de inteligência; há neles variedade de formas; no homem, há variedade de Espíritos. (P. 222)
149. Diz Charlet que o Espírito se eleva pela submissão, pela humildade.
O que o perde é a razão orgulhosa, que o impele a desprezar todo subalterno e invejar todo superior.
A inveja é a mais viva expressão do orgulho. (P. 223)
150. Charlet assevera que a caridade, esta virtude das almas verdadeira­mente francas e nobres, deve ser sempre o nosso guia, pois ela é o sinal da verdadeira superioridade. (P. 224)
151. Charlet informa que os animais de Júpiter têm uma linguagem mais precisa e positiva do que a dos nossos animais. (P. 226)
152. Kardec diz que existe uma evidente lacuna entre o animal mais inteligente e o homem.
São Luís o corrige dizendo que essa lacuna dos seres é apenas aparente, pois vem das raças desaparecidas. (PP. 226 e 227)
153. A alma do animal, diz Charlet, não se reconhece após a morte; mas em certos animais, mesmo em muitos, ela é individualizada. (P. 227)
154. Charlet, questionado por Kardec, recua na sua tese a respeito da ferocidade dos animais, que são ferozes por necessidade, por constituição, e nada têm a ver com a queda moral do homem. (P. 229)
155. Aludindo à análise das comunicações recebidas dos Espíritos, Kardec relaciona seis princípios indispensáveis a essa análise e conclui que, fora das questões morais, só se deve acolher com reservas o que vem dos Espíritos, e jamais sem exame. (PP. 233 e 234)
156. São Luís, esclarecendo uma dúvida suscitada na sessão anterior da Sociedade, adverte:
"É preciso que aquele que quer progredir na vida do bem saiba aceitar os conselhos e avisos que se lhes dão, ainda quando lhes firam o amor-próprio.
A prova de seu adiantamento consiste na maneira suave e humilde por que os recebe". (P. 236)
157. São Luís sugere que François Arago seja evocado com o concurso de outro médium e esclarece:
"Um Espírito vem de preferência a uma pessoa cujas ideias simpatizam com as que tinha em vida". (P. 238)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Nov 28, 2017 8:30 pm

158. Falando sobre a Sociedade Espírita de Paris, Kardec diz que a Sociedade é uma família, cujos membros, animados de recíproca benevolência, de­vem ser movidos pelo único desejo de instruir-se e banir todo sentimento de personalismo e de rivalidade, desde que compreendam a doutrina como verdadei­ros espíritas. (P. 240)
159. Finda a sessão de 20-7-1860, Kardec perguntou a São Luís se tinha ficado satisfeito.
Eis a resposta:
"Sim e não. Errastes, permitindo cochichos contínuos de certos sócios, quando os Espíritos são interrogados".
Após tecer outras observações, São Luís pede a Kardec para lê-las na próxima sessão:
"Dizei-lhes que esta não é uma sala para conversa". (P. 242)
160. A Revue publica carta do dr. De Grand-Boulogne, doutor em Medicina, antigo vice-cônsul da França, que enumera os pontos comuns dos ensinamentos cristãos e espíritas, que ele diz adoptar sinceramente, e afirma que a maior virtude é a caridade. (PP. 242 a 244)
161. A caridade, diz ele, é o atributo especial da alma que, em suas ardentes aspirações para o bem, se esquece de si mesma e se consome em esforços pela felicidade do próximo.
O saber é uma qualidade; a caridade, uma virtude. (P. 244)
162. Após relatar os fenómenos da Rua des Noyers, cuja veracidade foi atestada por São Luís, Kardec diz que entre os moradores da casa havia um médium (a criada) que possibilitou se dessem as manifestações. (PP. 246 e 247)
163. O Espírito de Thilorier, o físico, diz que os Espíritos também fazem pesquisas e descobertas no estado errante, e são eles que, uma vez autorizados, inspiram os homens de Ciência envolvidos na mesma busca. (P. 256)
164. São Luís examina o assunto e informa que para a comunicação das descobertas que transformam o aspecto exterior das coisas Deus deixa a ideia amadurecer, como as espigas cujo desenvolvimento o inverno retarda. (P. 257)
165. Evocando o homem que se suicidou para livrar o filho da guerra da Itália, Kardec ensina que a intenção atenua o mal e merece indulgência, mas não evita que aquilo que é mal seja assim considerado. (P. 259)
166. Channing (Espírito) diz que no estudo do Espiritismo há um grave erro que cada dia mais se propaga:
é o de julgarem os Espíritos infalíveis nas respostas.
E pede que não lhes perguntem o que eles não podem nem devem dizer. (P. 264)

(Continua no próximo número.)

Respostas às questões

A. Que virtude deve ser sempre o nosso guia?
Segundo Charlet (Espírito), a caridade, esta virtude das almas verdadeiramente francas e nobres, deve ser sempre o nosso guia, pois ela é o sinal da verdadeira superioridade.
O Espírito – disse Charlet – se eleva pela submissão, pela humildade.
E o que o perde é a razão orgulhosa, que o impele a desprezar todo subalterno e invejar todo superior, pois a inveja é a mais viva expressão do orgulho.
(Revue Spirite, pp. 223 e 224.)

B. Devemos ser rigorosos na análise das comunicações mediúnicas?
Sim. Ao relacionar seis princípios indispensáveis a essa análise, Kardec disse que, fora das questões morais, só se deve acolher com reservas o que vem dos Espíritos, e jamais sem exame.
(Obra citada, pp. 233 e 234.)

C. Os Espíritos, quando na erraticidade, fazem também pesquisas?
Evidentemente. O Espírito de Thilorier, o físico, diz que os Espíritos também fazem pesquisas e descobertas no estado errante e são eles que, uma vez autorizados, inspiram os homens de Ciência envolvidos na mesma busca.
(Obra citada, p. 256.)

D. Que erro apontava Channing nos estudos espíritas?
Channing (Espírito) dizia que no estudo do Espiritismo havia um grave erro que cada dia mais se propagava:
o de julgarem os Espíritos infalíveis nas respostas.
E deu a respeito um conselho objectivo:
não devemos perguntar-lhes o que eles não podem nem devem dizer.
(Obra citada, p. 264.)

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A culpa e a reencarnação, um paradigma da ciência

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 29, 2017 9:36 am

“A culpa deve ser superada mediante acções positivas, reabilitadoras, que resultarão dos pensamentos íntimos enobrecedores.” - Joanna de Ângelis.
O problema da culpa tem chamado a atenção dos estudiosos da psicologia, da medicina e até mesmo da religião.
Algumas religiões até usam a culpa como ferramenta de punição de seus seguidores, mas o Espiritismo vem, através da reencarnação, abrir um novo paradigma sobre culpa, mostrando que somos o que semeamos e o que estamos trabalhando dentro de nós para a nossa melhoria dentro dos ensinos de Jesus.
Tivemos inúmeras vidas onde o poder transitório, a moeda farta, nos permitia uma posição superior aos demais, mas com as reencarnações voltávamos à arena terrena em deploráveis situações para o devido resgate, como nos ensina Emmanuel: “regressamos ao mundo em corpos dilacerados ou deprimidos, exibindo as estranhas enfermidades ou as gravosas obsessões que criamos para nós mesmos, a estampar na apresentação pessoal a soma deplorável de nossos desequilíbrios”.
Gravado no profundo do nosso psiquismo, temos a culpa dilacerando o nosso ser, muitas vezes não permitindo uma vida saudável por formarmos verdadeiras prisões dentro de nós.
Alguns arquétipos deformados de visão mais profunda da vida que não permite um equilíbrio nosso para viver de forma saudável.
A psicologia tradicional, muitas das vezes, enxerga a culpa dentro de um aspecto científico, unicamente de fixação metal, desequilíbrio e problemas apenas quotidianos e momentâneos.
Necessário, para a Psicologia, de algo mais profundo para as suas análises.
A reencarnação quando for aceita nos meios científicos vai revolucionar todos os conceitos da medicina, psicologia, e também da religião, pois até mesmo entre os espíritas, há quem duvide da reencarnação.
Somente assim o estudo profundo da culpa terá uma base sólida que permitirá se lograr êxito nos seus tratamentos.
A ciência moderna não é a única explicação possível da realidade e não há sequer qualquer razão científica para a considerar melhor que as explicações alternativas da metafísica, da astrologia, da religião, da arte ou da poesia (Santos, 1985/86, p. 13-14.)
O grande pensador Giordano Bruno relativizou a importância da Igreja na salvação da alma, pregando uma interioridade relacional com a divindade, o que levou ao desfecho de sua morte.
Durante o julgamento que o condenou, proferiu as seguintes palavras: “Uma vez que a alma não pode ser encontrada sem o corpo, e, todavia, não é corpo, pode estar neste ou naquele corpo e passar de corpo em corpo” – (Giordano, 1592).
Giordano Bruno se auto-denominava “um cidadão e servo do mundo, um filho do Pai Sol e da Mãe Terra”, tendo sido processado durante sua vida monástica, o que o levou a fugir em 1578 para a Itália, onde continuou questionando.
O porquê de a Psicologia oficial não lidar com a reencarnação deve-se à acção do Imperador Justiniano, no ano de 533 d. C., de conclamar o Concílio de Constantinopla, convidando apenas os bispos do Oriente (não reencarnacionistas), e decretando que reencarnação não existe, influenciado por sua esposa Teodora, ex-cortesã, filha de um guardador de ursos do anfiteatro de Bizâncio que, para libertar-se de seu passado, mandou matar antigas colegas e, para não sofrer as consequências dessa ordem cruel em outra vida, como preconiza a lei de causa e efeito, empenhou-se em suprimir a magnífica Doutrina da Reencarnação.
Ian Stevenson foi o mais notável pesquisador da reencarnação no séc. XX.
Reunindo mais de 2000 casos de lembran­ças de vidas passadas, analisou aspectos psico-biológicos para comprovação da reen­carnação.
Segundo Goswami (2005), Stevenson também correlacionou certas fobias a vidas passadas.
Por fim, vamos ver Emmanuel nos ensinando como nos libertar da culpa:
A perfeita justiça, porém, nunca se expressa sem a Perfeita Misericórdia, abre-nos a todos, sem excepção, o serviço do Bem, que podemos abraçar na altura e na quantidade que desejarmos, com o recurso infalível de resgate e reajuste, burilamento e ascensão.
Atendamos às boas obras quanto nos seja possível.
Cada migalha de bem que faças é luz contigo, clareando os que amas.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 29, 2017 9:37 am

E assim é porque, de conformidade com as Leis Divinas, o aperfeiçoamento em nós mesmos depende de nós.
Podemos ver assim que culpa todos nós temos, mas precisamos nos conscientizar de que estamos nessa vida como aprendizes no processo de evolução.
Viver, amar, trabalhar, perdoar, estudar, são possibilidades que todos nós temos para nos libertar da culpa e evoluir para um ser pleno em busca da felicidade maior.
Por fim, podemos ver que no campo religioso ou científico a reencarnação ainda é contestada por muitos, mas ela é uma realidade inquestionável e que responde a todas as nossas inquietações de vida, explicando o problema do ser e da dor.
A culpa, resultado de nossa psique muitas vezes desiquilibrada, deve ser banida de nosso Espírito, pois Deus nos ama e deseja que todos sejamos felizes.
Vamos trabalhar para a nossa transformação com a eliminação da culpa, bem como todo sentimento que nos faz sofrer e nos impede de evoluir, para ver a vida de forma plena dentro de toda a sua grandiosidade.
Como nos mostra Joanna de Ângelis:
...” não permitas enfraquecer no ânimo; enquanto te encontras no corpo físico, reabastece-te nos colóquios com Deus através do pensamento edificante que podes cultivar em qualquer situação.
Culpa, nunca!”...
Que Jesus continue nos abençoando hoje e sempre.

Referências:
Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo.
Santos, B. S. Um discurso sobre as ciên­cias. Texto versão ampliada da Oração de Sapiência proferida na abertura solene das aulas na Universidade de Coimbra no ano lectivo de 1985/86.
Prophet, E. C. Reencarnação: o elo perdido do Cristianismo. 6ª. Ed. Nova Era: 2003.
Arribas, C. G. Afinal, o Espiritismo é reli­gião? A doutrina espírita na formação da diversidade religiosa brasileira. Dissertação. USP: São Paulo, 2008.
Goswami, A. A física da alma. São Paulo: Aleph, 2005.
Franco, Divaldo. Rejubila-te em Deus. Espírito Joanna de Ângelis.

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A Felicidade: uma busca ou um despertar?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Nov 29, 2017 8:13 pm

A busca da felicidade tornou-se uma expressão de incentivo muito popularizada nos dias actuais, principalmente nas palestras e nos livros e artigos de auto-ajuda.
Dentre tantos exemplos, podemos empregar o verbo "buscar" nas seguintes formas, conforme nossos dicionários:
a) esforçar-se, excessivamente, para encontrar algo ou alguém;
b) conseguir ou conquistar;
c) empenhar-se em conseguir algo com esforço próprio;
d) buscar forças de dentro de si mesmo para vencer os desafios.
No primeiro momento, a expressão "buscar a felicidade" nos dá o entendimento de que a felicidade pode estar ao nosso lado ou em algum lugar distante, podendo a mesma ser representada por um objectivo a ser alcançado ou por um objecto a ser adquirido, ou por uma pessoa a ser conquistada ou por uma situação a ser vivenciada.
É muito comum ouvirmos expressões exclamativas do tipo:
- Quando eu conseguir o emprego dos meus sonhos, eu serei feliz!
- Quando eu conseguir o meu primeiro carro, eu serei feliz!
- Quando eu conseguir me casar, eu serei feliz!
- Quando eu conseguir a minha casa própria, eu serei feliz!
Logo, a felicidade, ainda, é algo que se busca sob a condição da realização de algum evento futuro e incerto, e que depende de um incentivo ou de um motivo para a sua realização.
E, dessa forma, seguimos a caminhada pela vida, buscando a felicidade no mundo exterior ao da nossa consciência, isto é, através das conquistas das coisas materiais, das pessoas e da realização de um sonho.
No segundo momento, ouvimos depoimentos e mais depoimentos daqueles que, após terem conquistado as coisas materiais, as pessoas, e realizado os seus sonhos, conforme planeado na busca da felicidade, ainda não se deram por satisfeitas e continuam infelizes, reclamando e planeando novas conquistas no âmbito do mundo exterior ao da consciência.
Então, caro leitor, convém, neste momento, trazermos a este nosso artigo a célebre inscrição, divulgada à humanidade pelos ensinamentos do filósofo Sócrates:
- Conhece-te a ti mesmo!
E, ainda: trazemos aqui o ensinamento do Mestre Jesus Cristo, quando Ele respondeu a Pilatos:
"- O meu reino não é deste mundo". (João, 18:36)
Com essa resposta o Mestre confirma e dá sustentáculo à passagem bíblica em Eclesiastes:
"A felicidade não é deste mundo".
Pois, vejamos bem:
Jesus responde aos fariseus que "o reino de Deus não virá com aparências exteriores.
Nem se dirão: - Ei-lo ali, ei-lo acolá!
Porque o reino de Deus está dentro de cada um de nós". (Lucas 17: 20 e 21)
E, mais: Não podemos nos esquecer da questão 621 de O Livro dos Espíritos, quando o Espírito de Verdade responde ao codificador, Allan Kardec, que "a lei de Deus está inscrita na consciência".
Todos nós nascemos (= reencarnamos) para nos tornarmos Espíritos melhores, mais aperfeiçoados, mais felizes.
Ou seja: todos nós vivemos e convivemos em busca da felicidade.
Para isso, precisamos desenvolver o auto-conhecimento, ou seja, fazer uma viagem abordando, em nossa intimidade, os quesitos que necessitam de reformas e as más inclinações a serem domadas, fazendo um mapeamento estrutural e organizacional da nossa casa mental, promovendo melhoria e fortalecimento da consciência para o bem de nós mesmos e da colectividade.
Isso pela razão de que a felicidade verdadeira mora dentro de cada um de nós, onde está instalado o reino de Deus e onde está inscrita a lei divina.
Portanto, caro leitor, diante do exposto, a felicidade deve ser buscada no desenvolvimento do auto-amor, através da valorização das pequenas coisas da vida que, na verdade, são de grande significação para uma vida saudável, feliz, a exemplo de tocar numa flor, acariciando-a; atravessar um idoso de um lado de uma rua para o outro; ceder o lugar aos mais velhos e aos que têm direitos especiais; dar a devida preferência aos pedestres no trânsito; cumprimentar as pessoas e desejar-lhes "bom dia!", "boa tarde!" ou "boa noite!", mesmo que se tratam de desconhecidos; cuidar de um jardim e sorrir para a vida, para as pessoas e para si mesmo; realizar trabalhos voluntários etc...
E, assim, seguiremos despertando a felicidade que já mora e já se encontra instalada dentro de cada um de nós, em nossos respectivos "mundinhos" das nossas respectivas intimidades.
Logo, a felicidade deve ser buscada e despertada, através do esforço e da vontade...

Pensemos nisso, e muita paz!

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Fluido cósmico

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 30, 2017 10:15 am

O fluído cósmico é o “plasma divino”, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio.
Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano.
Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas, em processo de comunhão indescritível, os grandes Devas da teologia hindu ou os Arcanjos da interpretação de variados templos religiosos, extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da Imensidade, em serviço de “Co-criação em plano maior”, de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa.
Essas Inteligências Gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milénios e milénios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de Toda a Eternidade.
Devido à actuação desses Arquitectos Maiores, surgem nas galáxias as organizações estelares como vastos continentes do Universo em evolução e as nebulosas intragaláticas como imensos domínios do Universo, encerrando a evolução em estado potencial, todas gravitando ao redor de pontos atractivos, com admirável uniformidade coordenadora.
É aí, no seio dessas formações assombrosas, que se estruturam, inter-relacionados, a matéria, o espaço e o tempo, a se renovarem constantes, oferecendo campos gigantescos ao progresso do Espírito.
Cada galáxia quanto cada constelação guardam no cerne a força centrífuga própria, controlando a força gravítica, com determinado teor energético, apropriado a certos fins.
A Engenharia Celeste equilibra rotação e massa, harmonizando energia e movimento, e mantêm-se, desse modo, na vastidão sideral, magnificentes florestas de estrelas, cada qual transportando consigo os planetas constituídos e em formação, que se lhes vinculam magneticamente ao fulcro central, como os eléctrons se conjugam ao núcleo atómico, em trajectos perfeitamente ordenados na órbita que se lhes assinala de início.
Para idearmos, de algum modo, a grandeza inconcebível da Criação, comparemos a “nossa galáxia” a grande cidade, perdida entre incontáveis grandes cidades de um país cuja extensão não conseguimos prever.
Tomando o Sol e os mundos nossos vizinhos como apartamentos de nosso edifício, reconheceremos que em redor repontam outros edifícios em todas as direcções.
Assestando instrumentos de longo alcance da nossa sala de estudo, perceberemos que nossa casa não é a mais humilde, mas que inúmeras outras lhe superam as expressões de magnitude e beleza.
Aprendemos que, além de nossa edificação, salientam-se palácios e arranha-céus como Betelgeuze, no distrito de Órion, Canópus, na região do 10 Navio, Arctúrus, no conjunto do Boieiro, Antares, no centro do Escorpião, e outras muitas residências senhoriais, imponentes e belas, exibindo uma glória perante a qual todos os nossos valores se apagariam.
Por processos ópticos, verificamos que a nossa cidade apresenta uma forma espiralada e que a onda de rádio, avançando com a velocidade da luz, gasta mil séculos terrenos para percorrer-lhe o diâmetro.
Nela surpreenderemos milhões de lares, nas mais diversas dimensões e feitios, instituídos de há muito, recém-organizados, envelhecidos ou em vias de instalação, nos quais a vida e a experiência enxameiam vitoriosas.
Toda essa riqueza de plasmagem, nas linhas da Criação, ergue-se à base de corpúsculos sob irradiações da mente, corpúsculos e irradiações que, no estado atual dos nossos conhecimentos, embora estejamos fora do plano físico, não podemos definir em sua multiplicidade e configuração, porquanto a morte apenas dilata as nossas concepções e nos aclara a introspecção, iluminando-nos o senso moral, sem resolver, de maneira absoluta, os problemas que o Universo nos propõe a cada passo, com os seus espetáculos de grandeza. (Forças atômicas)
Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colméias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento, para que se transformem na massa nuclear adensada, de que se esculpem os planetas, em cujo seio as mônadas celestes encontrarão adequado berço ao desenvolvimento.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 30, 2017 10:17 am

Semelhantes mundos servem à finalidade a que se destinam, por longas eras consagradas à evolução do Espírito, até que, pela sobrepressão sistemática, sofram o colapso atómico pelo qual se transmutam em astros cadaverizados.
Essas esferas mortas, contudo, volvem a novas directrizes dos Agentes Divinos, que dispõem sobre a desintegração dos materiais de superfície, dando ensejo a que os elementos comprimidos se libertem através de explosão ordenada, surgindo novo acervo corpuscular para a reconstrução das moradias celestes, nas quais a obra de Deus se estende e perpetua, em sua glória criativa.
Os mundos ou campos de desenvolvimento da alma, com as suas diversas faixas de matéria em variada expressão vibratória, ao influxo ainda dos Tutores Espirituais, são acalentados por irradiações luminosas e caloríficas, sem nos referirmos às forças de outra espécie que são arrojadas do Espaço Cósmico sobre a Terra e o homem, garantindo-lhes a estabilidade e a existência.
Temos, assim, a “luz e o calor”, que teoricamente classificamos entre as irradiações nascidas dos átomos supridos de energia.
São estes que, excitados na Íntima estrutura, despedem as ondas electromagnéticas.
Todavia, não obstante tatearmos com relativa segurança as realidades da matéria, definindo a natureza corpuscular do calor e da luz, e embora saibamos que outras oscilações electromagnéticas se associam, insuspeitadas por nós, na vastidão universal, aquém do infravermelho e além do ultravioleta, completamente fora da zona de nossas percepções, confessamos com humildade que não sabemos ainda, principalmente no que se refere à elaboração da luz, qual seja a força que provoca a agitação inteligente dos átomos, compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo com a velocidade de 300.000 quilómetros por segundo, preferindo reconhecer, em toda a parte, com a obrigação de estudarmos e progredirmos sempre, o hálito divino do Criador.
Em análogo alicerce, as Inteligências humanas que ombreiam connosco utilizam o mesmo fluído cósmico, em permanente circulação no Universo, para a “Co-criação em plano menor”, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a humanidade Encarnada e a Humanidade Desencarnada.
Dentro das mesmas bases, plasmam também os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados pelas mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores e abismais, e que valem por aglutinações de duração breve, no microcosmo em que estagiam, sob o mesmo princípio de comando mental com que as Inteligências Maiores modelam as edificações macro-cósmicas, que desafiam a passagem dos milénios.
Cabe-nos assinalar, desse modo, que, na essência, toda a matéria é energia tornada visível e que toda a energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da Criação, cujas leis nos conservam e prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos a transformar o mal de nossa autoria no bem que devemos realizar, porque o Bem de Todos é o seu Eterno Princípio.
Compete-nos, pois, anotar que o fluído cósmico ou plasma divino é a força em que todos vivemos, nos ângulos variados da Natureza, motivo pelo qual já se afirmou, e com toda a razão, que “em Deus nos movemos e existimos”.
(Paulo de Tarso)

Texto compilado do livro Evolução em dois Mundos

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Matéria e pluralidade dos mundos habitados

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 30, 2017 9:05 pm

Uma das bases do conhecimento passado pelas inteligências superiores à Kardec, trata da existência de outros mundos habitados por seres dotados de inteligência, a semelhança do ser humano.
Vale lembrar que esses ensinamentos foram passados em meados do século XIX, quando a astronomia ainda era muito rudimentar se comparada à dos dias actuais.
Somente dos anos 2000 para cá ficou comprovada a existência de planetas em outros sistemas estelares - os exoplanetas.
Tal contagem ultrapassa a marca dos 200 planetas descobertos, sendo este um número em constante crescimento dado os pesados investimentos feitos nessa área nos últimos anos.
Mais uma fez a filosofia trazida por Kardec sobrevive à passagem do tempo e é capaz de enfrentar a ciência frente a frente, o que a torna segura e o que justifica tomarmos a Doutrina Espírita como base dos estudos realizados neste espaço.
Ao falar sobre a pluralidade dos mundos habitados, os espíritos foram enfáticos ao afirmar para Kardec que "todas as esferas são habitadas".
Isso a princípio nos deixa em um curioso dilema, pois as muitas esferas estão realmente lá fora, porém estudos de nosso Sistema Solar nos colocam como única espécie pensante existente ao redor desta estrela.
Isto poderia porem cheque tal afirmação dos espíritos, e consequentemente uma importante referência doutrinária espírita, contudo mais uma vez o tempo veio trazer não ainda a confirmação final, mas um caminho por onde tal verdade pode ser definida.
E assim, passamos mais uma vez a se referir à Teoria - M, aonde nosso universo possui inúmeras dimensões, constituídas por matéria cada vez menos densa, possibilitando assim uma enorme variedade de vida e de inteligência.
Com esse conhecimento podemos admitir a possibilidade de vida nos mundos que compõem o Sistema Solar, contudo esta vida estaria em uma outra faixa de vibração, ainda distante daquela que os nossos sentidos físicos sejam capaz de perceber.
Inclusive no meio espírita, um dos estudos mais notórios realizados por Kardec e sua equipe foi acerca das comunicações com diversos espíritos acerca da vida no planeta Júpiter.
Tratando-se de uma vida superior a nossa, estes seres possuem corpos feitos de uma matéria mais rarefeita do que a nossa, sendo Júpiter um mundo destinado para as próximas fases do processo evolutivo das almas que por hora estagiam na Terra.
Nesses estudos é enfatizado que para habitar uma morada do porte de Júpiter, necessário se faz que o espírito conquiste certas virtudes íntimas e que não mais se identifique com os vícios que caracterizam a vida na Terra.
Isso ocorre pois somos exactamente aquilo que pensamos.
O Espírito, ao pensar, emite um sem número de informações ao seu redor, criando formas e agregando energias ao redor de seu cérebro.
Cada tipo de emoção, de sensação, de pensamento cria uma forma diferente que possui cor, forma e cheiro próprios, além de possuírem uma densidade própria.
Essa densidade actua directamente no perispírito - o corpo multidimensional que envolve o Espírito - deixando-o mais leve ou mais pesado.
Com isso, nosso comportamento moral está directamente relacionado com o tipo de vida que levamos na Terra, como também com o tipo devida que teremos quando deixarmos a Terra.
Enquanto vivos nesta dimensão pois todos os nossos comportamentos e pensamentos irão influenciar directamente na saúde de nosso corpo físico.
Quando estivermos na próxima dimensão, a densidade de nosso perispírito - fruto de nossas acções na dimensão física - será determinante para influenciar até que esfera poderemos subir.
Somente com uma densidade menor será possível alcançar moradas mais sublimes, ou seja, menos materializadas.
Isto por que segundo os Espíritos, o perispírito se reveste da matéria do mundo que habita.
Assim sendo um espírito muito materializado da Terra não conseguiria reter ao seu redor a matéria subtil de mundos como Júpiter.
Cabe a ele continuar estagiando na escola que lhe compete, a Terra.
Passamos a ver a pluralidade dos mundos habitados, como diferentes níveis de educandários, aonde o espírito vai se burilando na matéria do mundo em que está estagiando, buscando seu aperfeiçoamento íntimo e a bênção do acesso à uma escola superior.

Referências de estudos:
O Livro dos Espíritos - Perguntas 55 até 58.
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap 3.
Revista Espírita - Ano de 1858.
Cartas de uma morta - Chico Xavier

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“Sim” ou “não”, eis a questão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:50 am

(Jorge Hessen)

Jorge Hessense costuma dizer “não”.
Isso é evidente até mesmo nas palavras mais simples:
"sim" é chai e o mais próximo a "não" que existe em tailandês é mai chai - que pode ser traduzido como "não-sim".
Com uma cultura voltada para o colectivo, os tailandeses são ensinados a se preocupar mais com o grupo em vez de si próprios.
É uma sociedade altamente conservadora e tradicional, com uma tradição onde demonstrar prazer e emoção é controlada por normas sociais restritas.
“Um tailandês sempre vai dizer ‘sim’ porque a etiqueta social vai determinar que ele o faça." [1]
Do mesmo modo, aqui no ocidente, alimentamos o falso conceito que quem é bom nunca diz “não”.
Contudo, a negativa salutar jamais perturba.
O que despedaça é o tom contundente no qual é vazado o “não”!.
Proferir o “sim” ou dizer o “não” exige análise reflexiva e não deve nascer de um impulso ou estado de ânimo alterado ou inerte.
É evidente que "tanto quanto o ‘sim’ deve ser pronunciado sem incenso bajulatório, o ‘não’ deve ser dito sem aspereza".[2]
Há dois mil anos Jesus nos ensinou, "seja o vosso falar: sim, sim; não, não".[3]
Tal princípio está contido em O Sermão do Monte, que constitui a base do código de ética do Evangelho.
Sobre isso, adverte-nos Emmanuel - “o ‘sim’ pode ser aprazível em muitas circunstâncias, entretanto, o ‘não’, em alguns sectores da luta humana, é mais construtivo".[4]
Consentir que os outros decidam por nós, é atitude de subserviência, não é humildade e muito menos tolerância e nem brandura.
Notemos que a nossa vontade é tão importante quanto a vontade do nosso semelhante; ora, os nossos anseios, sonhos e emoções têm o mesmo valor das outras pessoas.
Não admitamos que determinem nossas aspirações, nossas ideias, nossas convicções religiosas, nossas rotinas, nossos modos de ser.
Se não agirmos com coragem seremos domados na vontade, e o que é pior, seremos reprimidos nos próprios pensamentos.
Sem ferirmos o próximo, e isso é mais do que óbvio, é imprescindível dizer o “não”, precisamos ter o traquejo para dizer o “não” sempre que a situação nos convide a fazê-lo.
Até porque, é impossível agradarmos as pessoas a todo instante. Cedermos aos desejos e vontades dos outros pode ser a forma mais fácil de relaxarmos o empenho de busca das nossas intransferíveis necessidades de crescimento espiritual.
Em certas ocasiões quando dizemos “sim” para os outros, pagamos um preço elevado por isso.
Nem sempre precisamos infligir nossa vontade, contudo, não podemos deixar que os outros se imponham sobre nós.
Não é ajuizado dizer “sim” quando devemos dizer “não”.
Porém, por que, às vezes, quando temos que impor o “não” cedemos ao “sim”?
Cada vez que contemporizamos com o “sim” quando a situação exige o “não”, estamos nos definhando na autoridade moral, nos desmerecendo, estamos, enfim, dando mais importância aos outros do que a nós mesmos.
Na presunção de não magoarmos os outros, muitas vezes nos justificamos em demasia, como se estivéssemos rogando perdão por não podermos acorrer.
Não carecemos de fazer isso!
Não temos nenhuma necessidade de nos explicar em demasia e muito menos pedir desculpas pela nossa opção de negativa.
Ora se não estamos fazendo nada de censurável ao priorizarmos outros compromissos, não precisamos ficar explicando ou detalhando quais são essas prioridades.
Em determinadas circunstâncias as nossas opções por fazer, ou deixar de fazer algo ou alguma coisa é uma questão de autoconsciência, portando não é da jurisdição de mais ninguém.
Aprendamos a dizer “não”. ou seja, se não desejamos tal ou qual coisa, digamos “não”, se não concordamos com tal ou qual situação pronunciemos “não’, se não almejamos compartilhar, falar, adquirir algo, tão-somente digamos “não”.

O bom senso nos sussurra que falarmos “não” estamos apenas dando uma resposta negativa e isso não é insulto.
Mas, cabe aqui uma dica cristã - que os nossos “nãos” sejam proferidos sem rompantes e nem severidades e ponto final.

Referencias bibliográficas:
[1] Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-39450642 acessado em 01/08/2017
[2] XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso, ditado pelo Espírito Emmanuel, Cap. "O ‘não’ e a luta", RJ: Ed FEB, 1977
[3] Mateus 5, 37
[4] XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso, ditado pelo Espírito Emmanuel, Cap. "O ‘não’ e a luta", RJ: Ed FEB, 1977

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Tatuagem na visão espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 8:34 pm

Conhecemos líderes espíritas convictos de que pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings são espíritos primários que ainda carregam lembranças intensas de experiências pretéritas, sobretudo dos tempos dos bárbaros, quando belicosos e cruéis serviam-se dessas marcas na pele para se impor ante os adversários.
O certo é que o perispírito é efectivamente lesado pela defecção moral, desequilíbrio emocional que leva a suicídios directos e indirectos; vícios físicos e mentais, rancores, pessimismos, ambição, vaidade desmesurada, luxúria.
Esfola-se o corpo espiritual todas as vezes que se prejudica o semelhante através da maledicência, da agressividade, da violência de todos os níveis, da perfídia.
Destarte, analisado por esse prisma, os adereços afectam menos o corpo perispirítico.
Principalmente porque na actualidade muitos desses adornos que ferem o corpo físico podem ser revertidos, já na actual encarnação, e naturalmente não repercutirá no tecido perispiritual.
André Luiz elucida que o perispírito não é reflexo do corpo físico; este é que reflecte a alma.
"As lesões do corpo físico só terão, pois, repercussão no corpo espiritual se houver fixação mental do indivíduo diante do acontecido ou se o acto praticado estiver em desacordo com as leis que regem a vida.".
As tatuagens e as pequenas mutilações que alguns indivíduos elaboram como forma de demonstrar amor a exemplo de alguém que grava o nome do pai ou da mãe no corpo de modo discreto não trariam, logicamente, os mesmos efeitos que ocorreriam com aqueles que se tatuam de modo resoluto, movimentados por anseios mais grosseiros.
Curiosamente, muitas pessoas, retornando ao plano espiritual, podem optar pelo uso dos adornos aqui discutidos.
Segundo o autor do livro Nosso Lar, "os desencarnados podem, sob o ponto de vista fluídico, moldar mentalmente e de maneira automática, no mundo dos Espíritos, roupas e objectos de uso e gosto pessoal.
Destarte, é perfeitamente possível, embora lamentemos, que um ser no além-túmulo permaneça condicionado aos vícios, modismos e tantas outras coisas frívolas da sociedade terrena.".(3)
No que concerne às tatuagens especificamente, por ser um tipo de insígnia permanente, pode, sem dúvida, ocasionar conflitos mentais.
A começar na actual encarnação, quando chega a ocasião em que o tatuado se arrepende, após ter mudado de ideia, em relação à finalidade da tatuagem.
Concebamos que seja o apelido, sobrenome, o desenho ou algum emblema de alguma pessoa que já não estima, não ama ou qualquer outra silueta que já não aceita em seu corpo.
Então, o que era um mero enfeite, culmina cansando a estética e torna-se um problema particular de complexa solução.
Nas estruturas dos códigos espíritas não há espaços para proibições.
Não obstante, a Doutrina dos Espíritos oferece-nos subsídios para ponderação a fim de que decidamos racionalmente sobre o que, como, quando, onde fazer ou deixar de fazer (livre-arbítrio).
Evidentemente que não é o uso de tatuagens que retratará a índole e o carácter de alguém.
Todavia, não podemos perder de vista que alguns modelos de tatuagens, com pretextos sinistros, podem ser classificados (sem anátemas) como censuráveis e inadequados para um cristão de qualquer linhagem.

Jorge Hessen

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Gestação frustrada

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 9:58 am

O retorno do Espírito ao mundo corporal, em cumprimento da Lei de Progresso, se dá pelo processo biológico que conhecemos por Gestação.
Embora sejamos individualidades ímpares, o processo reencarnatório também obedece a determinados princípios, como nos afirma o Benfeitor Espiritual Alexandre:
“Grande percentagem de reencarnações na Crosta se processa em moldes padronizados para todos, no campo de manifestações puramente evolutivas.
Mas outra percentagem não obedece ao mesmo programa.
Elevando-se a alma em cultura e conhecimentos, e, consequentemente, em responsabilidade, o processo reencarnacionista individual é mais complexo, fugindo à expressão geral, como é lógico. (1)
Desejamos, neste pequeno ensaio, focar nossa atenção para os processos em que a gestação não alcança a sua finalidade última, não permitindo ao Espírito experienciar a vida física por determinado tempo.
Também esse assunto chamou a atenção de Allan Kardec, que demandou aos Espíritos Superiores:
“Há, como indica a ciência, crianças que, desde o ventre materno, não têm possibilidades de viver?
Qual o objectivo disso?
– Isso acontece frequentemente; a Providência o permite como prova para seus pais ou para o Espírito que está para reencarnar”. (2)
“Existem crianças que, nascendo mortas, não foram destinadas à encarnação de um Espírito?
– Sim, há as que nunca tiveram um Espírito destinado para o corpo; nada devia realizar-se por elas.
É, então, somente pelos pais que essa criança veio”. (3)
A esse respeito foi proposto ao Benfeitor André Luiz o seguinte questionamento:
“Como compreenderemos os casos de gestação frustrada quando não há Espírito reencarnante para arquitectar as formas do feto?
– Em todos os casos em que há formação fetal, sem que haja a presença de entidade reencarnante, o fenómeno obedece aos moldes mentais maternos.
Dentre as ocorrências dessa espécie há, por exemplo, aquelas nas quais a mulher, em provação de reajuste do centro genésico, nutre habitualmente o vivo desejo de ser mãe, impregnando as células reprodutivas com elevada percentagem de atracção magnética, pela qual consegue formar com o auxílio da célula espermática um embrião frustrado que se desenvolve, embora inutilmente, na medida de intensidade do pensamento maternal, que opera, através de impactos sucessivos, condicionando as células do aparelho reprodutor, que lhe respondem aos apelos segundo os princípios de automatismo e reflexão. (4)
Voltando ao Livro dos Espíritos encontraremos:
“O Espírito sabe, com antecedência, que o corpo que escolheu não tem probabilidades de vida?
– Algumas vezes, sabe; mas se o escolher por esse motivo, é porque recua diante da prova”. (5)
E também:
“Quando uma encarnação falha para o Espírito, por uma causa qualquer, é suprida imediatamente por outra existência?
– Nem sempre imediatamente.
É preciso ao Espírito o tempo de escolher de novo, a menos que uma reencarnação imediata seja uma determinação anterior”. (6)
Fica claro que a gestação do corpo físico também está vinculada às necessidades de provas e expiações do Espírito reencarnante e dos Pais, e como dentro das possibilidades da não consumação da gestação há a recusa da mesma por parte da mãe, que provoca o aborto, os Benfeitores nos esclarecem:
“Quais são, para o Espírito, as consequências do aborto?
– É uma existência nula que terá de recomeçar”. (7)
Ainda em Missionários da Luz André Luiz comenta sobre o aborto:
“Há, por exemplo, os casos em que a mulher, por recusa deliberada à gravidez de que já se acha possuída, expulsa a entidade reencarnante nas primeiras semanas de gestação, desarticulando os processos celulares da constituição fetal e adquirindo, por semelhante atitude, constrangedora dívida ante o Destino”. (8)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 9:58 am

O comentário de André Luiz está fundamentado em O Livro dos Espíritos:
“O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção?
– Há sempre crime quando se transgride a Lei de Deus.
A mãe, ou qualquer outra pessoa, cometerá sempre um crime ao tirar a vida de uma criança antes do seu nascimento, porque é impedir a alma de suportar as provas das quais o corpo devia ser o instrumento”. (9)
Atestam os Espíritos, no entanto:
“No caso em que a vida da mãe esteja em perigo pelo nascimento do filho, existe crime ao sacrificar a criança para salvar a mãe?
– É preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe”. (10)
Outra possibilidade de interrupção da gestação é a do Espírito recusar, quando já definido, o seu processo reencarnatório:
“ O Espírito poderia, no último momento, recusar o corpo escolhido por ele?
– Se recusasse, sofreria muito mais do que aquele que não tentou nenhuma prova”. (11)

Pensemos nisso.

António Carlos Navarro

Referências:
(1) Missionários da Luz, Francisco C. Xavier – André Luiz, cap. XII;
(2) O Livro dos Espíritos, item 355;
(3) Idem, item 356;
(4) Evolução em Dois Mundos, Francisco C. Xavier – André Luiz, cap. 33;
(5) O Livro dos Espíritos, item 348;
(6) Idem, item 349;
(7) Idem, item 357;
(8) Missionários da Luz, Francisco C. Xavier – André Luiz, cap. XII;
(9) O Livro dos Espíritos, item 358;
(10) Idem, item 359;
(11) Idem, item 355 a.

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Como fazer uma PROTECÇÃO ESPIRITUAL?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 8:22 pm

Gosto da música “Tocando em Frente” de autoria de Almir Sater e Renato Teixeira.
O refrão, que se repete ao longo da melodia “É preciso amor para poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir, é preciso a chuva para florir”, faz a gente pensar.
Sem amor, não estamos realmente vivos.
E sem paz, sem serenidade, não se pode ser feliz.
Mas como conseguir paz nos dias conturbados em que vivemos?
Sabemos que estamos em meio ao período de Transição Planetária, a transformação da Terra em um mundo mais equilibrado, onde habitam espíritos regenerados.
Fomos convidados durante muitos séculos ao movimento de crescimento interior e de transformação para o bem. Usando nosso livre-arbítrio, rejeitamos o convite.
Agora, neste momento crítico da transição, precisamos realizar verdadeiras transformações interiores, para dar um salto em nosso progresso e acompanhar o movimento de ascensão da Terra.
O momento actual exige mudanças urgentes, gerando muita pressão e energias de dor, sofrimento, revolta, angústia, medo e ansiedade.
Precisamos, mais do que nunca, de uma protecção espiritual para nos manter protegidos dessas vibrações pesadas e de espíritos encarnados e desencarnados em estado de profundo desequilíbrio, criando um campo vibratório de paz, elevação e confiança ao nosso redor.
Com enorme frequência somos assaltados por estados interiores irritadiços e negativos, e nos deixamos influenciar e dominar por eles.

O que fazer?

Dormindo com o inimigo

Nenhum espírito obsessor ou influência externa poderá nos controlar se fizermos a limpeza de nossa casa mental e a mantivermos preenchida por pensamentos elevados, de amor, alegria e esperança.
Os espíritos obsessores nos assediam com todo o tipo de sugestões mentais, mas aceitar ou não essas sugestões, cultivar os pensamentos negativos que nos lançam, dependerá sempre de nós.
Os espíritos impregnados de raiva ou revolta, que ainda não encontraram o caminho do próprio progresso, quando se opõem à nós, se valem de nossas fraquezas.
A maneira mais eficaz de nos libertarmos das influencias desses irmãos, segundo André Luiz, no livro Evolução em Dois mundos, psicografado por Chico Xavier:
“o serviço de amor puro aos semelhantes, e a educação e sublimação de nós mesmos”.

Ferramentas para Protecção Espiritual
O desafio de se manter em equilíbrio pode ser maior se você tem mediunidade.
Pessoas com maior sensibilidade podem sentir ainda mais o impacto dessa negatividade, inclusive dos espíritos obsessores.

O Espiritismo nos oferece ferramentas eficazes na protecção espiritual e no fortalecimento interior, para alcançarmos uma vida de mais paz e segurança:
Confie em Deus e em você mesmo
Liberte-se das vozes interiores de derrota ou pessimismo.
Não permita que sentimentos de remorso, arrependimento, ódio, egoísmo ou apego excessivo a tudo o que é material dominem sua mente e suas emoções.
Deus nos trouxe a uma nova reencarnação para sermos vitoriosos.
Cultive conscientemente pensamentos positivos e de elevado teor vibratório.

Ore
Para os tempos de alta insegurança em que vivemos, a protecção espiritual através da oração constante é fundamental.
Deus não precisa de nossas orações para nos atender.
Ele sabe de tudo o que precisamos.
Mas nós precisamos elevar nosso pensamento quando vamos orar.
E esse movimento interior na direção de tudo o que é superior, ajuda-nos na mudança vibratória.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 8:23 pm

Busque os passes magnéticos
As casas espíritas oferecem tratamento espiritual de passes magnéticos e água fluidificada.
O passe é uma técnica que actua no sistema energético da pessoa, injectando novas e mais saudáveis energias.
A eficiência do passe já tem sido cientificamente confirmada através de inúmeras pesquisas.
Igualmente a água fluidificada com energias salutares pode ser de grande ajuda no seu fortalecimento e protecção espiritual.

Agradeça
Identificar as coisas boas que temos em nossas vidas ajuda a sentirmos alegria.
E a alegria é um excelente antídoto para sentimentos negativos e um importante mecanismo que ajuda a fortalecer nossa protecção espiritual e psíquica.
Especialmente a alegria legítima, a que obtemos ao vivenciar ou proporcionar coisas boas a nós mesmos e aos outros.
Além disso, a gratidão também nos ajuda a aprender expressar o amor.
E o amor é alimento para o espírito, fortalecendo-nos interiormente. Todos precisamos dar e receber amor.

Não reclame
Murmurações, reclamações derrubam nosso estado vibratório.
Aceite o que não pode mudar e aja com inteligência e fé, naquilo que pode ser transformado.
Somos mais fortes do que acreditamos, quando colocamos a nossa fé em movimento.

Não permita que a irritação, por qualquer coisa, te domine
Não se permita deixar-se contaminar pelos ambientes ou situações negativas.
Observe seu estado interior negativo, aceite e trabalhe imediatamente para transformá-lo substituindo pensamentos e emoções negativas, por pensamentos positivos e construtivos, que actuem a seu favor.
Não importa a situação ao seu redor, o problema pelo qual está passando, o quão difícil seja esse momento.
Você pode conectar-se a Deus, à Jesus e aos Espíritos Superiores, e trabalhar para mudar o teor vibratório de seus pensamentos.
Assim você criará um campo de forças mais equilibrado ao seu redor, facilitando e atraindo a solução dos seus problemas.

Protegendo o seu lar
Você pode ainda blindar o ambiente onde você vive e trabalha, realizando semanalmente O Evangelho no lar, convidando Jesus para estar com você constantemente.
Estar com Jesus é cultivar uma atmosfera de compreensão e perdão, de apoio mútuo.
É deixar a cobrança e a intransigência de lado e adoptar a compaixão como forma de interagir com os outros.

Uma vida à prova de ataques?
Um dia nosso mundo será mais feliz, renovado para o bem e viver nele será mais fácil.
Enquanto isso ainda não acontece, será muito proveitoso direccionar esforços e energia para criar paz e força dentro de nós, renovando nossos pensamentos e sentimentos, alicerçando nossas crenças em valores verdadeiros, eternos e elevados.
E de maneira prática e objectiva, através do bem que fazemos ao próximo, atraímos a simpatia de espíritos que trabalham para o progresso, que poderão interceder em nosso favor, ajudando-nos em nosso progresso e evolução.

E você? Tem praticado a protecção espiritual?

§.§.§- Ave sem Ninho
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A Revue Spirite de 1860 - Parte 8

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:43 am

Continuamos nesta edição o estudo da Revue Spirite de 1860, mensário de divulgação espírita fundado e dirigido por Allan Kardec.
Este estudo é baseado na tradução para o idioma português efectuada por Júlio Abreu Filho e publicada pela EDICEL.
As respostas às questões propostas estão no final do texto sugerido para leitura.

Questões para debate

A. Que dizer aos que associam os factos espíritas ao sobrenatural e ao miraculoso?
B. As manifestações espíritas podem ser comprovadas?
C. Como Kardec, em discurso na cidade de Lyon, classificou os espíritas?
D. Que modelo propõe Kardec no tocante às reuniões espíritas?

Texto para leitura

167. O dr. De Grand-Boulogne enviou carta à Sociedade dizendo não ser certo considerar todos os Espíritos batedores como de uma ordem inferior, visto como ele mesmo, por meio de batidas, obteve comunicações de ordem muito elevada.
Kardec responde que tiptologia é um meio de comunicação como qualquer outro, do qual podem servir-se os mais elevados Espíritos.
Entende-se por Espíritos batedores os chamados batedores profissionais. (P. 272)
168. Na sessão realizada em 24/8/1860, o Sr. Sanson agradeceu ao Espírito de São Luís por sua intervenção na cura instantânea de um mal na perna, que tinha resistido a todos os tratamentos e deveria levar à amputação. (P. 278)
169. Em artigo sobre o maravilhoso e o sobrenatural, Kardec analisa a questão da crítica, asseverando que a opinião de um crítico só tem valor quando ele fala com perfeito conhecimento de causa. (P. 282)
170. Em seguida, o Codificador lista 8 proposições em que reafirma que os fatos espíritas, baseados numa lei da natureza, nada têm de maravilhoso ou de sobrenatural, no sentido vulgar desses vocábulos. (P. 283)
171. O milagre não se explica; os fenômenos espíritas, ao contrário, se explicam da maneira mais racional.
O milagre tem, ainda, outro carácter: o de ser insólito e isolado.
Ora, desde que um facto se repete, à vontade e por diversas pessoas, não pode ser um milagre. (P. 284)
172. De quantos gracejos não foram objecto as elevações de São Cupertino?
Ora, a suspensão no ar dos corpos pesados é um facto explicado pelo Espiritismo, que o Sr. Home e outros repetiram várias vezes.
Trata-se, pois, de um fenómeno natural, não miraculoso. (P. 285)
173. Vê-se que os factos espíritas são contestados por certas pessoas porque parecem fugir à lei comum e porque elas não os compreendem.
Dai-lhes uma base racional e a dúvida cessará. (P. 286)
174. Diz o Sr. Louis Figuier, em sua obra sobre o maravilhoso e o sobrenatural, que no século XVIII todos os olhos se abriram às luzes do bom senso e da razão, mas o maravilhoso e os milagres resistiram.
"Abundam ainda os milagres", diz o Sr. Figuier. (P. 292)
175. Kardec conclui sua análise da obra do Sr. Figuier afirmando que os espíritas provam a realidade das manifestações "pelos factos e pelo raciocínio".
"Se não admitem nem uns, nem outro, se negam o que vêem, a eles cabe provar que o nosso raciocínio é falso e que os factos são impossíveis", arremata o Codificador. (P. 295)
176. Jobard conta que o físico Thilorier, que era extremamente surdo, se havia curado com o magnetizador Lafontaine, em poucas sessões. (P. 296)
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