ARTIGOS DIVERSOS II

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5 coisas da Bíblia que espíritas não acreditam

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 19, 2017 7:59 pm

1 - Não acreditam que Jesus nos salvou
Se o Cristo tivesse levado o pecado do mundo o mundo não estaria cheio de pecadores e pecados.
Para nós espíritas Jesus não morreu para nos salvar; Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação.
Para nos libertarmos dos “pecados”, ou seja, dos nossos erros, das nossas falhas morais, devemos estar dispostos a contribuir, utilizando os ensinamentos Dele como nosso guia.
É cómodo pensar que estamos “salvos”, assim continuaremos a pecar, errar e transgredir as leis de Deus e, consequentemente, a plantar dores e aflições.

2 - Não acreditam que a Bíblia é a palavra de Deus
Nós não acreditamos que “tudo” que esteja na Bíblia seja a palavra de Deus.
Porque o Antigo Testamento há uma PARTE HUMANA e uma PARTE DIVINA.
A PARTE HUMANA expressa as ideias que os hebreus faziam quanto à origem do Universo, a criação da Terra e dos seres que a habitam e contém leis civis e disciplinares escritas por Moisés e outros dirigentes hebreus.
A PARTE DIVINA são os 10 mandamentos.
Tanto que, muitas leis de Moisés dizem para:
“... apedrejar até à morte”, caso não sejam seguidas.
E uma das leis contidas nos 10 mandamentos diz: “ não matarás”.
Então, se todas as leis fossem de Moisés, este seria contraditório.
Da parte humana da Bíblia, muita coisa ficou ultrapassada pelo progresso do conhecimento humano e mudança dos costumes sociais.
Exemplo: O homem que se deitar com outro homem (homossexualismo) será punido até a morte (Levítico, 20: 13);
Deficientes físicos estão proibidos de aproximar-se do altar do culto, para não profaná-lo com seu defeito (Levítico, 21: 17-23);
Os adúlteros serão apedrejados até à morte (Deuteronômio, 22: 22);
Quem trabalha no sábado será morto(Êxodo, 35:2);
Os filhos desobedientes e rebeldes, que não ouçam pais e se comprometam no vício, serão apedrejados até a morte (Deuteronômio, 21: 18-21), dentre outros.
Como vemos, não são só os espíritas que não seguem o antigo testamento.
Cremos que ninguém segue tais leis.
Observemos o que Jesus disse:
"Vocês ouviram o que foi dito (por Moisés no passado):
'Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.'
Mas eu (Jesus) lhes digo:
"Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem (...)"
Jesus deixou claro que seus ensinamentos, que são os mesmos de Deus, são diferentes dos de Moisés.

3 - Não acreditam na ressurreição
Nós acreditamos na reencarnação e não na ressurreição.
Reencarnação significa a volta do espírito “NA” carne, “NUMA NOVA CARNE”.
E ressurreição significa “RESSURGIR”.
Muitos entendem a ressurreição como o ressurgimento do espírito na carne, mas “NA MESMA CARNE”, ou seja, no mesmo corpo que morreu.
Mas, como pode um espírito ressuscitar (ressurgir), por exemplo, num corpo carbonizado, ou que foi comido pelos peixes, etc.?
Então, reencarnação significa o retorno do espírito em um novo corpo carnal; e ressurreição significa o retorno do espírito no mesmo corpo carnal, o que cientificamente é impossível.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 19, 2017 7:59 pm

4 - Não acreditam em milagres
Antigamente, havia coisas consideradas como maravilhoso ou sobrenatural.
Algumas nem eram factos reais, mas apenas crendices ou superstições sem fundamento.
Outras eram fenómenos verdadeiros (factos naturais) e foram consideradas milagres por estarem mal explicadas ou serem desconhecidas as suas causas.
O círculo do maravilhoso ou do sobrenatural vem diminuindo ao longo dos tempos, pelo progresso do conhecimento humano, através:
da Ciência, que revela as leis que regem os fenómenos do campo material; do Espiritismo, que revela e demonstra a existência dos espíritos e como agem sobre os fluidos, explicando certos fenómenos como efeitos dessa causa espiritual.
As curas realizadas por Jesus, por exemplo, foram consideradas pelo povo como milagres, no sentido que a palavra tinha na época: o de coisa admirável, prodígio.
Actualmente, o Espiritismo esclarece que os fenómenos de curas se dão pela acção fluídica, transmissão de energias, intervenção no perispírito, e permite examinar e compreender as curas realizadas por médiuns (espíritas ou não) ou por pessoas dotadas de excelente magnetismo.
Essa explicação não diminui nem invalida as curas admiráveis, feitas por Jesus; pelo contrário, leva-nos a reconhecer que Jesus tinha alto grau de sabedoria e acção, para poder accionar assim as leis divinas e produzir tais fenómenos.

5 - Não acredita nos anjos e demónios
Segundo a doutrina da Igreja os demónios foram criados bons e tornaram-se maus por sua desobediência:
são anjos colocados primitivamente por Deus no ápice da escala, tendo dela decaído.
Segundo o Espiritismo os demónios são Espíritos imperfeitos, susceptíveis de regeneração e que, um dia serão espíritos elevados (anjos).
Os que por má-vontade persistem em ficar, por mais tempo, nas classes inferiores, sofrem as consequências dessa atitude, o hábito do mal dificulta-lhes a regeneração.
Um dia, a fadiga dessa vida penosa e das suas respectivas consequências os farão mudar; eles comparam a sua situação à dos bons Espíritos e compreendem que o seu interesse está no bem.
Deus fornece-lhes constantemente os meios, porém, com a faculdade de aceitá-los ou recusá-los.
Se o progresso fosse obrigatório não haveria mérito, e Deus quer que todos tenhamos o mérito de nossas obras.
Ninguém é colocado em primeiro lugar por privilégio; mas o primeiro lugar a todos é franqueado à custa do esforço próprio.
Os anjos mais elevados conquistaram a sua graduação, passando, como os demais, pela rota comum.

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A maior de todas as necessidades

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 20, 2017 10:13 am

Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.”
– Jesus (Lucas, 22:32)

Essas palavras anotadas por Lucas e dirigidas a Pedro por Jesus, deixa claro que o Mestre rogou ao Criador que fosse fortalecida no apóstolo a sua fé.
Isso que pode em primeira análise parecer muito normal, não nos impede de raciocinar sobre a realidade de que todos os discípulos, como Espíritos encarnados, tinham necessidades de ordem material, tais como, alimentação, moradia, vestimentas, por mais simples que fossem elas, meios de ganhar a própria subsistência face às necessidades variadas que o mundo material exige de quem nele está reencarnado.
No entanto, Jesus está preocupado com a fé do apóstolo.
Ele que era a coerência máxima conhecida por nós, deveria ter alguma razão para tal atitude.
E realmente teve.
Quando assentamos a fortaleza da fé na condição da satisfação das nossas necessidades materiais que são passageiras, como tudo que é desse mundo, podemos perder a fé quando os contratempos surgem na estrada de cada ser humano, semeados por cada um dos seus autores.
Infelizmente é assim que se comporta uma grande parte da humanidade.
Senão, vejamos.
Quando não falta o dinheiro para realizar os caprichos do mundo, temos fé em Deus.
Julgamos que o Criador está se lembrando da pessoa.
Se gozamos da saúde física, Deus está connosco.
Se conseguimos trocar todo ano de carro, actualizando o modelo, Deus se lembra de nós.
Quando moramos no imóvel dos nossos sonhos, Deus vela por nós.
Quando o dinheiro está farto nos bancos ou nas aplicações materiais das mais variadas é porque Deus está nos amparando.
Se obtivermos uma promoção no emprego para melhorar o salário, é porque Deus está de nosso lado.
Parece que muitos acreditam numa espécie de comércio com a Providência Divina num sistema de me dá cá para poder tomar lá.
Traduzindo:
eu creio em Deus desde que não conheça nenhum problema com o Espírito imortal em trânsito na escola da Terra.
Ou seja, nossa fé passa a ser assentada sobre as nossas condições de tranquilidade na vida material.
A fé é uma consequência dessas condições.
Por isso mesmo, quando o barco da nossa existência passa a navegar por águas revoltas, a fé enfraquece e bruxoleia como a luz de uma vela submetida a um vento muito forte, podendo inclusive se apagar.
Por isso Jesus roga a Deus primeiramente pela fé de Pedro e não pela situação material do apóstolo perante o mundo.
Dessa maneira, a fé independe das dificuldades do mundo físico e é capaz de continuar viva e firme apesar de todas as dificuldades que repontam pelo caminho.
Relembremos Emmanuel no livro Vinha de Luz, no capítulo Necessidade essencial:
“Declara o Mestre haver pedido ao Supremo Senhor para que em Pedro não se enfraqueça o dom da fé.
Salientou, assim, o Cristo, a necessidade essencial da criatura humana, no que se refere à confiança em Deus, num círculo de lutas onde todos os benefícios visíveis estão sujeitos à transformação e à morte.
Reconhecia que a segurança espiritual dos companheiros terrestres não é obra de alguns dias, porque pequeninos acontecimentos podem interrompê-la, feri-la, adiá-la.
A ingratidão de um amigo, um gesto impensado, a incompreensão de alguém, uma insignificante dificuldade podem prejudicar-lhe o desenvolvimento”.
Creio que esse último parágrafo representa muito bem o que ocorre connosco.
Na menor das intranquilidades perdemos a fé ou, pelo menos, temo-la abalada, muitas vezes de maneira extremamente grave.
Não vou nem me referir à dor máxima da partida de um ente querido, mas a uma doença que insista a nos transmitir a lição de que necessitamos já constitui um exemplo muito sério a ameaçar a fé que se assentou nas condições de termos tranquilidade perante o mundo.
Encerra Emmanuel a página mencionada ensinando que devemos nos convencer de que a fé viva na vitória final do espírito eterno é o óleo divino que nos sustenta a luz interior para a divina ascensão.
A nossa fé tem vindo na vanguarda de todos os acontecimentos por mais problemáticos que sejam eles, ou nossa fé ocupa o último lugar da fila, somente existindo se as condições que o mundo nos apresente seja de paz e de ausência de aborrecimentos?

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O conflito da mentira

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 20, 2017 7:28 pm

Por Jane Maiolo

Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade.
Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? (1 João 2:21-22)
O médico Sigmund Freud, nascido em maio de 1856, criador da psicanálise, afiançava que a causa da histeria era de fundo psicológico, e não orgânico.
Sua hipótese servia de base para os demais conceitos que desenvolvia, sobretudo sobre a estratificação do inconsciente.
Um ano após o nascimento de Freud, em 1857, nascia a Doutrina Espírita, consubstanciada pelas pesquisas e observações fecundas de Allan Kardec, pseudônimo do professor Rivail, um exímio pensador francês, que apresentava ao mundo, à época, um novo e instigante princípio:
a de que o espírito sobrevive ao túmulo e se comunica com os homens oferecendo novas revelações.
A imensa necessidade de reflexões que cogitavam um sentido maior para a vida começavam a ganhar espaço nas conversas entre os pensadores, educadores e cientistas da época.
A humanidade ainda carregava o ranço deixado pelos materialistas sistemáticos e niilistas.
O ser humano diante de inúmeras angústias, correspondentes aos períodos de aferição de valores morais, buscava respostas na ciência para suas anedónicas vidas, visto que estava desiludido com a religião oferecida pelos sacerdotes de todas as designações religiosas.
Ciência e a Filosofia encetam seus marcos ante ao homem afoito em encontrar respostas para os crescentes problemas existenciais.
O “mundo espiritual” providenciava naquela conjuntura, a reencarnação de espíritos que colaborariam com as reflexões propiciando o avanço dos conceitos humanos sobre o ser espiritual e a vida real.
A Verdade sempre produz obras que edificam.
E o Cristo sempre à frente das conquistas humanas.
A advertência joanina ainda ecoa na psicosfera planetária:
“Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade.
Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?”
Freud traz ao conhecimento académico a teoria da consciência humana que subdivide-se em três níveis:
Consciente, Subconsciente e Inconsciente – o primeiro contém o material perceptível; o segundo, o material latente, mas passível de emergir à consciência com certa facilidade; e o terceiro contém o material de difícil acesso, isto é, o conteúdo mais profundo da mente, que está ligado aos instintos primitivos do homem.
As teses psicanalíticas não se inteiraram da verdade sobre a imortalidade da alma e a conservação de suas memórias emocionais, contudo desconfiava que nem tudo pertencia ao cérebro.
Freud mostrou a psique e Kardec o espírito e sua imortalidade.
Ambos mudaram o conceito do Soma.
Isto é, existe algo além dele.
Não era a finalidade de Freud provar ou comprovar a existência do espírito, porém contribuiu com as ideias espiritualistas, indirectamente, mostrando o outro lado das doenças.
O Espiritismo contempla e integra os seres humanos em suas três dimensões:
física (orgânica), mental (psicológica) e espiritual.
Desde que o homem atingiu as faculdades da razão ele busca caminhos para suavizar a sua performance ou soluções para minimizar os impactos indesejáveis nas suas relações com o outro, com o mundo e com a divindade.
O consciente, o pré-consciente e o inconsciente compõem as estruturas do homem eterno.
A convivência com o próximo nem sempre é fator sereno e os conflitos de opiniões tendem a surgir nas experiências cotidianas.
A neurociência afirma que os comportamentos mentais que se repetem constroem “pontes” de fácil acesso para que se estabeleçam os hábitos.
A rede neural é composta de uma capacidade plástica espantosa.
Dizemos que uma rede neural "aprende" quando uma ação (repetidas vezes) alimenta os circuitos de tal forma que, em situações futuras análogas, o conjunto alcance resultados melhores e mais rapidamente.
As sinapses disparada vão construindo pontes a fim de encurtar a distância e quando se dá conta o comportamento mental fora modelado surgindo o hábito.
Mentir, dissimular ou enganar passa-se a ser hábito dos fracos.
O conflito sobre mentir ou não surge quando o homem jaz sob confusão de valores e adota o caminho da mentira, a partir de então, o indivíduo passa a ter o comportamento mentiroso, blindando o sentimento de culpa.
O hábito da mentira é danoso ao homem pois que este perde a referência de si mesmo.
A deformidade do caráter do indivíduo surge diante de pequenos episódios que por pusilanimidade e imaturidade moral não soube contornar.
A transparência, a autenticidade nas relações humanas constituiu um princípio ético a se conquistar.
Em que pese Sigmund Freud ter analisado os distúrbios de personalidade asseverando que muitos transtornos ofereciam um factor meramente psicológico e não necessariamente orgânicos, o Espiritismo vai além, pois aprecia a interação mente e corpo.
Assim sendo, explica que os transtornos psíquicos e a saúde orgânica são espelhos de escolhas que fazemos, razão pelo qual urge moldarmos na mente sadia as obras da verdade, apresentando o Cristo nas obras diárias, edificando assim a verdade na interação com o semelhante.

Referência bibliográfica:
1 João 2:21-22

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Gratidão: caminho para a felicidade

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 21, 2017 9:07 am

Estamos aqui nesta oficina Terra, a caminho, convivendo uns com os outros, por uma causa e não por um acaso.
E estamos regidos por uma lei natural denominada Lei de Causa e Efeito.
O cumprimento da referida lei consiste em "colher aquilo que plantamos", haja vista que o plantio é facultativo, ou seja, você planta aquilo que você quiser, é livre-arbítrio exclusivamente seu, é o seu exclusivo poder de escolha.
Agora, a colheita é obrigatória.
Só se colhe aquilo que plantou.
Em síntese: cada um de nós é o único responsável por aquilo que planta.
Logo, as consequências são as colheitas, pelas quais cada um tem a sua responsabilidade exclusiva.
Bom! Todo esse exposto é para chegarmos ao tema específico:
a gratidão como um dos caminhos para a felicidade.
Sabemos que todos nós nascemos com o único propósito: sermos felizes.
Não apenas felizes, mas portadores da felicidade suprema, da plenitude.
Mas, é possível sermos felizes na Terra?
Neste curto estágio temporal em que estamos na Terra podemos ser felizes relativamente, isto é, o quanto for possível na Terra; pois, depende da posição de entendimento e de compreensão de cada um, conforme nos ensina a doutrina espírita em O Livro dos Espíritos, questões 920 a 933, sobre o tema Felicidade e infelicidade relativas.
Então, eis o caminho: A GRATIDÃO.
A gratidão se expressa nos pequenos detalhes, já que detalhes já são pequenos.
Vejamos:
Ao amanhecer, agradecer a Deus, nosso Pai Maior, pela oportunidade de mais um dia de existência neste planeta, a fim de realizarmos os nossos sonhos.
Cumprimentar um vizinho, através de um bom-dia, boa-tarde ou boa-noite, e agradecê-lo por ter correspondido ou não.
Agradecer pelas críticas, por aqueles que divergem das nossas formas de pensar, por aqueles que nos incomodam quase o dia inteiro etc...
Agradecer pela oportunidade de um engarrafamento no trânsito, momento em que podemos ouvir uma boa música e reflectir sobre a vida.
Agradecer pelos pequenos favores, por um sorriso, mesmo que amarelo, de um companheiro de estrada.
Enfim, agradecer por tudo e por todos que cruzam os nossos caminhos; pelos obstáculos e dificuldades da vida, sabendo que o curso desta e de tantas outras existências tratam-se de processo de aprendizagem de descoberta de nós mesmos rumo à felicidade.
Sejamos gratos, sempre gratos, pois a gratidão atrai gratidão.
Dê um sorriso, recebe um sorriso;
Dê atenção, recebe atenção;
Dê perdão, recebe perdão;
Dê o melhor de si, e recebe o melhor de si que está no outro.
Sejamos gratos, principalmente praticando a auto-gratidão, pelo que cada um representa para si mesmo, sabendo que a gratidão que damos é aquela que sai de dentro de nós e retorna para dentro de nós com o nome de felicidade.

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Endereços de Paz (Parte 7)

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 21, 2017 7:23 pm

André Luiz

Damos continuidade ao estudo sequencial do livro Endereços de Paz, obra escrita por André Luiz, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada originalmente em 1982.

Questões preliminares

A. Todos nós enfrentamos dificuldades, vicissitudes e aborrecimentos ao longo da vida.
Será que a Divina Providência toma conhecimento disso?

Claro que sim. De todas essas ocorrências a Divina Providência toma conhecimento através dos mensageiros que a representam junto de nós.
Contudo, aquilo que ao Plano Superior interessa saber é o nosso tipo de reacção, diante disso ou daquilo que nos sucede.
(Endereços de Paz – O que interessa.)

B. Aos que desanimam da tarefa em face dos erros que outros eventualmente cometem, qual o conselho de André Luiz?
André Luiz reporta-se a isso na forma de uma singela prece que diz o seguinte:
“Senhor! Deixa-me perceber quanto tenho incomodado aos outros com os meus erros, para que os prováveis erros dos outros não me façam desanimar”.
(Endereços de Paz – Orações da estrada.)

C. Alguém nos feriu?
Alguém nos dilapidou o património?
Que devemos fazer?

A tais perguntas André Luiz faz-nos a seguinte recomendação:
“Não se irrite. Concentre-se nas energias de que dispõe na reconstrução dos próprios recursos e observará o refazimento, em mais alto nível, de todos os bens que lhe parecem perdidos”.
(Endereços de Paz – Perdas.)

Texto para leitura

147. O que interessa – As ocorrências da vida se destacam em dias determinados, na senda de todos:
as tribulações em família; os obstáculos no trabalho; as enfermidades de longo curso; os desgostos domésticos; o momento de erro; os tempos de crise; os empeços profissionais; as incompreensões de pessoas queridas; os dias de reconforto; as horas de êxito nas realizações laboriosamente esperadas; os sofrimentos ocultos; os parentes difíceis; as aversões gratuitas; os companheiros-problemas; os prejuízos de consequências graves; os negócios infelizes; as épocas de solidão; e as sombras da tempestade, quando a tempestade nos domina o ambiente...
(Endereços de Paz – O que interessa.)

148. De tudo isso, a Divina Providência toma conhecimento através dos mensageiros que a representam, junto de nós, mas, em verdade, aquilo que ao Plano Superior interessa saber é o nosso tipo de reacção, diante disso ou daquilo que nos sucede.
(Endereços de Paz – O que interessa.)
149. Oportunidades – Alguém disse a uma pessoa que a via na condição de um homem carregado de influências menos felizes...
Entretanto, disse-lhe o mentor:
- Filho meu, que me diz de um ónibus ou de um carro vazios, de uma casa ou de um templo vazios?
O Senhor sabe quando a criatura se vê ameaçada pela carga que carrega e providencia meios de aliviá-la, qual ocorre com o caminhão superlotado que a autoridade do trânsito observa e reajusta.
(Endereços de Paz – Oportunidades.)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 21, 2017 7:24 pm

150. Em seguida, sorrindo, completou: Agradeçamos a Deus pelo fato de estar você carregado pela oportunidade de auxiliar. Dizem que uma estrela, suportando vasta região de trevas no espaço, pediu à chama da vela que a substituísse numa sala escura. (Endereços de Paz – Oportunidades.)
151. Orações da estrada – Senhor! Ante as ofensas que, porventura, me firam, auxilia-me a lembrar quantas vezes já recebi o perdão alheio, diante de minhas próprias faltas.
Senhor! Deixa-me perceber quanto tenho incomodado aos outros com os meus erros, para que os prováveis erros dos outros não me façam desanimar.
(Endereços de Paz – Orações da estrada.)
152. Perdas – Efectivamente, em algumas ocasiões, teremos sofrido prejuízos grandes, por determinação de ocorrências ou pessoas.
Convém perguntar, porém, quantas vezes fomos furtados por nós mesmos, através do nosso hábito de adiar.
(Endereços de Paz – Perdas.)
153. Diante do bem por fazer, quantas vezes teremos dito:
“Será melhor amanhã?”
(Endereços de Paz – Perdas.)
154. Alguém feriu a você?
Alguém lhe dilapidou patrimónios ou direitos adquiridos? Não se irrite.
Concentre-se as energias de que dispõe na reconstrução dos próprios recursos e observará o refazimento, em mais alto nível, de todos os bens que lhe parecem perdidos.
(Endereços de Paz – Perdas.)
155. Deus trabalha no íntimo da vida. Em silêncio. Em paz.
(Endereços de Paz – Perdas.)
156. Pergunta de sábio – O sábio recebia consultas de muita gente.
Por isso mesmo, passou a necessitar de colaboração alheia, a fim de consolar e instruir os companheiros aflitos que lhe recorriam ao coração.
(Endereços de Paz – Pergunta de sábio.)
157. Certo dia, mais cansado, colocou à porta um cartaz para os que chegavam, em que se podia ler:
- Amigo, você veio em meu auxílio ou é parte dos meus problemas?
(Endereços de Paz – Pergunta de sábio.)

(Continua no próximo número.)

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Da mágoa ao ódio

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 22, 2017 9:04 am

Pequena é a distância que separa a mágoa do ódio.
Basta o ofendido guardar a lembrança de um insulto recebido para, em breve tempo, transformar a mágoa em aversão e, daí, enveredar nas malhas do vil sentimento do ódio que retarda, por séculos, a oportunidade de progresso espiritual.
Compara-se o magoado ao imprevidente que vagueia, descuidado, à beira do penhasco.
Ao menor tropeço, desequilibra-se, vacila, precipita-se no abismo, é tragado pela voragem do ódio.
Reter o ódio no coração invigilante provoca distúrbios emocionais, leva o homem à pratica de actos insensatos, que o fazem descambar, muitas vezes, para o crime.
Compete aos que se melindram facilmente exercer um rigoroso controle de suas emoções, recolher-se em oração na busca do reequilíbrio psíquico, em consonância com a exortação de Jesus:
“Vigiai e orai para que não entreis em tentação”.
O ódio demole, o amor edifica.
Para que não sejam destruídas nossas perspectivas futuras de paz e de harmonia, sufoquemos, agora, a mágoa que nos aflige, antes que possa fazer-se ódio.
Lembremo-nos, sempre, do Provérbio de Salomão (10:12):
“O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”.
Lembremo-nos também da oração ensinada pelo Mestre na qual repetimos diariamente:
Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos aos nossos ofensores, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.
O mal que amiúde nos visita nasce, cresce e toma proporções desastrosas dentro de nós mesmos; origina-se de pequenos contratempos que nos tocam a sensibilidade, ferem a nossa vaidade, instalam-se em nossos corações como mágoas que relutamos em não esquecer.
É preciso também recordar as palavras de Jesus:
... fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus...”.
Se queremos alcançar a plenitude da luz, façamos o bom combate, lutemos sem tréguas para corrigir nossas íntimas imperfeições.
Com muita propriedade, afirmou Kardec que o verdadeiro espírita se conhece pela sua transformação moral e pelo esforço que envida no sentido de vivenciar o que aprendeu na Doutrina Espírita.

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Não há quem goste de sujeira!

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 22, 2017 7:46 pm

Zezé era um garoto simpático e conversador, gostava de brincar com os colegas e estava sempre pronto a ajudar, fosse quem fosse.
Todavia, ele tinha um hábito bastante negativo:
não gostava de tomar banho!
Já viram um menino que não gosta de tomar banho?
Com certeza, logo estará todo sujo, tanto o corpo quanto as roupas!
Assim, os garotos da escola passaram a se afastar dele.
Ninguém queria sentar-se perto de Zezé porque ele exalava um cheiro muito ruim!
— Mas o que posso fazer?
Não consigo entrar no banheiro e tomar um banho!
Chego até a abrir o chuveiro, tiro as roupas, mas na hora de me molhar, não consigo!...
Parece que tem alguém que não me deixa fazer isso!...
Certo dia, uma de suas colegas, que gostava dele e queria ajudá-lo, aconselhou-o dizendo:
— Zezé, gosto muito de você e sei que é um bom companheiro!
Mas não pode ficar parecendo um porquinho!...
Os outros não aguentam seu cheiro de sujeira!
Sabe o que seria bom você fazer?
Antes de dormir, faça uma prece e peça ajuda a Jesus!
Certamente Jesus vai ajudá-lo!...
Naquela noite, Zezé entrou no banheiro disposto a tomar banho.
Tirou as roupas, os sapatos, e abriu a torneira, de onde esguichou água quentinha e gostosa!
Todo animado, ele tentou entrar, mas não conseguiu.
Diante do seu fracasso, Zezé sentou-se na cadeira, e chorou muito.
Ele não queria ser tomado por alguém que não gostava de limpeza!
Queria vencer esse problema, e venceria.
Então, naquela noite, Zezé deitou-se sem tomar banho, mas fez uma prece a Jesus implorando a Ele que o ajudasse a vencer esse problema.
Logo estava dormindo.
De repente, ele se viu num lugar que tinha outra pessoa, um homem que, também como ele, não estava limpo.
Então, Zezé perguntou:
— Você também não gosta de tomar banho?...
— Não. Gosto de sentir meu cheiro!
Há muito tempo sofri por não tomar banho e agora não consigo!
Estava num lugar onde ninguém tomava banho, porque não havia água limpa.
Assim, acabei acostumando-me e agora não preciso mais de banho!
— Como se chama?
— Meu apelido é Sujeira.
Todos me chamam assim.
— Mas é importante tomarmos banho, Sujeira!
Senão, não vai haver quem consiga ficar perto de você!...
— Depois que Martinha, uma moça de que eu gostava, se afastou de mim por causa da sujeira, nunca mais tentei tomar banho.
Só consigo chorar de tristeza.
— Faça uma prece e peça a Jesus que o ampare.
Você é alguém com boa aparência, mas o que o estraga é a sujeira!
Se mudar, Martinha vai notar e virá conversar com você!
Agora preciso ir embora, amigo.
Lembre-se do que eu lhe disse. Fale com Jesus!...
Zezé acordou em seu leito sentindo-se muito bem.
Lembrou-se de Sujeira e fez uma prece para ele se libertar daquela sujeira toda.
Como estava amanhecendo, Zezé sentiu-se tão bem que teve vontade de tomar um banho.
Foi para o banheiro e entrou debaixo do chuveiro.
Sem problemas! A água estava quentinha.
Vestiu uma roupa limpa e foi para a escola.
Todos que se aproximavam dele exclamavam:
— Que cheiro bom, Zezé! Você está óptimo!...
Zezé sorriu, mais animado, mas não contou para ninguém o que tinha acontecido.
Só para sua amiga Julinha, que balançou a cabeça concordando:
— Muito bem, Zezé!
Eu senti que tinha alguém a seu lado que estava muito sujo.
E tinha a certeza de que, ajudando ao espírito, ajudaria você também!
— Nem sei como lhe agradecer, Julinha!
— Pois faça a mesma coisa com outras pessoas que estiverem precisando de ajuda.
Agora, vamos para a sala de aula?
Já tocou o sinal!...

MEIMEI

(Recebida em 06/03/2017, por Célia Xavier de Camargo.)

§.§.§- Ave sem Ninho
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Sexo e Obsessão (Parte 36)

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 23, 2017 9:47 am

Manoel Philomeno de Miranda

Damos prosseguimento ao estudo metódico e sequencial do livro Sexo e Obsessão, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada originalmente em 2002.

Questões preliminares

A. No processo de regeneração de padre Mauro, também seriam atendidos seu pai e Jean-Michel, seu perseguidor desencarnado?
Sim. Conforme informação dada por Dona Martina, mãe do padre, seu pai e Jean-Michel seriam levados para o lar que o padre deveria erguer em favor das criancinhas esquecidas do mundo, mas lembradas por Deus, a fim de que ambos fossem igualmente beneficiados.
A vitória, disse ela, pertence a todo aquele que porfia e não descansa, a colectar glórias, enquanto a luta não termina.
(Sexo e Obsessão, capítulo 18: Os labores prosseguem.)

B. Nos episódios relatados nesta obra, que lição podemos extrair do exemplo dado pelas mães do marquês e do padre?
A lição de que o amor maternal, quando verdadeiro, supera todo e qualquer obstáculo.
Diante desse exemplo, diz Philomeno que, enquanto houver mães no mundo, o amor de Nosso Pai estará reflectido nos seus actos de extrema abnegação e renúncia.
Vira-se ali uma delas renunciar ao esplendor de regiões felizes para descer ao vale de amargura, a fim de oferecer braços protectores ao filho revel, sem pensar na própria felicidade, de que já desfrutava, enquanto a outra assumia o compromisso de permanecer no vale sombrio ao lado do filho dependente, renunciando ao monte de sublimação.
Para elas, a felicidade era a liberação dos seus anjos crucificados na agonia proporcionada pela loucura da própria insensatez.
Enquanto não os conduzissem à glória solar, não se permitiriam a ascensão plenificadora.
(Sexo e Obsessão, capítulo 18: Os labores prosseguem.)

C. Em que momento e de que forma os comparsas do marquês de Sade foram informados de que ele não mais retornaria à cidade perversa?
Quem lhes deu a notícia foi o médium Ricardo, quando, visivelmente inspirado, assomou à tribuna e falou a todos que ali estavam.
De sua fala merece destaque o trecho seguinte:
“O vosso líder, o marquês de Sade, que vos trouxe a este recinto de felicidade, cansado dos excessos que se tem permitido, optou pela renovação e já não retornará convosco, com aqueles que desejarem volver aos sítios pestíferos de onde procedeis.
Ninguém poderá obrigar-vos ao retorno às cavernas de padecimento e de escravidão onde vivíeis.
Aqui é a Casa de bênçãos, que se vos distendem acolhedoras e ricas de renovação.
Podeis respirar novo clima, acalentar novas esperanças, anelar por paz e trabalhar pela conquista dos valores morais e espirituais que abandonastes, quando tomados pela insensatez e pelo desvario, ao vos entregardes à exorbitância do prazer”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

Texto para leitura

176. A vitória pertence a quem porfia – Em sua conversa com padre Mauro, seu filho, Dona Martina lhe disse:
“Quando recuperado, iremos buscar teu pai, que levaremos para o lar que erguerás em favor das criancinhas esquecidas do mundo e lembradas por Deus, a fim de que também ele seja beneficiado.
Nesse programa de redenção, receberás também Jean-Michel, a quem deves altas somas de amor e de compreensão, incapaz, neste momento, de entender o labor em curso.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 23, 2017 9:48 am

Como somos viajantes do tempo, o que se encontra estabelecido irá sucedendo sem pressa nem tumulto, e cada qual que se encontra incurso no processo irá chegando até que os delineamentos de hoje se tornem realidade futura.
No mais, entrega-te a Jesus, nEle confia e espera, sofrendo com paciência e renovando-te sem cessar.
Jamais nos separaremos durante este cometimento de libertação de todos nós, os comprometidos com a Vida.
Agora, filho, dorme e sonha com o dia radioso que logo mais amanhecerá.
A vitória pertence a todo aquele que porfia e não para a colectar glórias enquanto não termina a luta.
Ergue-te, portanto, acima das vicissitudes, enfrenta os trâmites necessários ao reajuste e canta comigo a glória do Senhor que nos ama e labora connosco”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 18: Os labores prosseguem.)

177. Como agem as mães verdadeiras – Quando a Entidade generosa terminou, tinha lágrimas que perolavam transparentes, descendo pelas faces.
Manoel Philomeno e os outros companheiros, igualmente comovidos, acompanhavam a cena de amor maternal embevecidos e sensibilizados.
Duas mães e diversos destinos ali estiveram presentes, construindo o futuro dos filhos tresloucados e arrependidos, que anelavam por nova oportunidade de crescimento na direcção de Deus e da Vida.
Philomeno pôde então reflectir que, enquanto houver mães no mundo, o amor de Nosso Pai estará reflectido nos seus actos de extrema abnegação e renúncia.
Vira-se ali uma delas renunciar ao esplendor de regiões felizes para descer ao vale de amargura, a fim de oferecer braços protectores ao filho revel, sem pensar na própria felicidade, de que já desfrutava, enquanto a outra assumia o compromisso de permanecer no vale sombrio ao lado do filho dependente renunciando ao monte de sublimação.
Para elas, a felicidade era a liberação dos seus anjos crucificados na agonia proporcionada pela loucura da própria insensatez.
Enquanto não os conduzissem à glória solar, não se permitiriam a ascensão plenificadora.
(Sexo e Obsessão, capítulo 18: Os labores prosseguem.)

178. O clima psíquico na comitiva do marquês – À medida que os convidados foram conduzidos a regiões próprias no Plano Espiritual e padre Mauro levado por dona Martina de retorno ao corpo, que se encontrava em repouso, o irmão Anacleto, Dr. Bezerra de Menezes, madre Clara de Jesus, Dilermando e os demais companheiros dirigiram-se ao amplo salão que albergava a comitiva do marquês.
Embora se encontrassem em relativo silêncio, sentia-se a ansiedade que reinava no ambiente.
Alguns expositores espirituais tentaram manter o clima psíquico apresentando dissertações do Evangelho, que não eram levadas na devida consideração, o que gerara certo mal-estar entre todos.
Alguns deles, com aparência bizarra, movimentavam-se inquietos, aguardando qualquer ocorrência, como se estivessem preparados para alguma reacção, que pensavam seria necessária.
Do lado de fora, onde ficaram algumas centenas que não tiveram acesso à Instituição, devido ao estado de zoantropia e de excentricidades vulgares em que se travestiram, a algazarra e o deboche se misturavam, enquanto canções de baixo conteúdo moral eram exaltadas entre gritos e blasfémias.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

179. O médium Ricardo fala aos comparsas do marquês – A sala encontrava-se iluminada e, à sua volta, internamente, diversos Espíritos que mourejavam na Instituição encontravam-se a postos em atitude de bondade, mas também expressando energia e vigor, a fim de que nenhuma desordem assinalasse a actividade em andamento.
Na parte do fundo do salão havia um balcão, que funcionava corno mesa directora, em torno da qual o grupo socorrista se sentou e, ante a aquiescência de madre Clara de Jesus, o irmão Anacleto dirigiu-se à turbamulta, explicando que o marquês de Sade encontrava-se impossibilitado de comparecer àquele ato, mas que tivessem um pouco de paciência, a fim de que fossem finalizadas as actividades espirituais em desenvolvimento.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 23, 2017 9:48 am

A seguir, o médium Ricardo, visivelmente inspirado, assomou à tribuna e com voz bem modulada começou a falar:
“Irmãos do sofrimento!
Que Jesus permaneça connosco neste e em todos os momentos das nossas vidas!
Falo-vos sob inspiração da Verdade, aqui representada pelos Mensageiros do Mundo Maior, embora ainda encarcerado no corpo físico, a fim de que possais aquilatar o valor desta oportunidade, no direcionamento adequado das vossas vidas em relação ao futuro.
Somos Espíritos eternos, que a morte não consome nem os disparates aniquilam.
Iniciada a nossa jornada de evolução, não há mais como recuar ou parar indefinidamente no processo de libertação das paixões escravocratas e das sensações animalizantes a que nos aferramos.
Somos herdeiros da insânia que nos permitimos, mas também dos sacrifícios e esforços de iluminação que conseguimos.
Passo a passo seguimos o caminho do autoconhecimento, nem sempre como deveríamos, através de uma decisão irreversível.
Muitas vezes estacionamos nas províncias da loucura pelo prazer insaciável, quando nos cumpriria avançar no rumo das emoções sublimantes.
Ocorre que a predominância dos instintos primários em nós ainda é muito forte, e a eles nos submetemos sem forças para romper as amarras que nos retêm na retaguarda do caminho por onde deveremos avançar.
Não somos anjos ainda, tampouco demônios sem a presença do amor de Deus.
Damos prosseguimento, no Além-Túmulo, às experiências que elegemos durante o transcurso carnal.
Cada qual desperta além da morte com a bagagem armazenada antes da desencarnação.
Por isso mesmo, morrer ou desencarnar, é transferir-se de estágio vibratório, permanecendo nas paisagens infinitas da Vida.
Não é, pois, de estranhar, que tenhamos aspirações e fruamos de emoções bem diferentes, que são resultados das nossas seleções desde a experiência carnal, cujo ciclo, que se estende do berço ao túmulo, encerramos, de forma a nos permitirmos novo tentame, avançando sempre no rumo da Grande Libertação.
Até agora, ainda não vos destes conta exatamente da ocorrência da vossa imortalidade, dando curso às paixões a que vos ativestes antes, sem permitir-vos meditar em torno do futuro, do que vos aguarda e da necessidade de alterar o comportamento, que não mais pode continuar conforme vem sucedendo.
Herdeiros de Deus, porque Seus filhos amados, trazemo-no na intimidade dos sentimentos e na inteireza da consciência que, embora anestesiada no momento, apresenta os primeiros sinais de despertamento, gerando tédio e cansaço, mal-estar e saturação em todos os cometimentos a que vos aferrais.
O gozo exorbitante, a loucura do sexo em total desalinho, o prosseguimento das aberrações e fanfarronices não mais atendem às exigências do ser profundo que sois, apresentando-se como uma sensação grosseira que resulta do encharcamento dos tecidos subtis dos vossos perispíritos impregnados de fluidos tóxicos gerados pelas vossas mentes e predominantes na região em que estagiais”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

180. Ricardo diz que o marquês não voltará com eles – O médium silenciou por brevíssimos segundos, relanceando o olhar pelo salão repleto, a fim de medir a receptividade dos conceitos emitidos.
Um leve rumor agitou a massa, na qual alguns membros mais alucinados reagiam a meio tom de voz, enquanto outros, de olhar esgazeado e de aspecto dementado, despertavam lentamente, beneficiados pelas vibrações ambiente e pela musicalidade da palavra esclarecedora.
Sem dar margem a prolongada pausa, que poderia quebrar o ritmo da proposta de libertação, ele prosseguiu:
“Desfrutais, neste momento, de imerecida concessão divina, nesta Casa, que vos faculta reflexionar fora do ambiente asfixiante em que vos detendes, em torno da excelência da liberdade e da auto-superação, a fim de poderdes eleger nova conduta e segui-la com os olhos postos nos horizontes iluminados que vos aguardam.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 23, 2017 9:48 am

Chega de angústias afogadas no licor de suor e sangue das vossas aflições.
As saudades dos seres queridos, ora distantes, que vos dilaceram, falam-vos da possibilidade dos reencontros ditosos de que podereis fruir, assim desejeis alterar o comportamento e mudar de situação emocional.
Sois escravos, não de Espíritos perversos que vos exploram, mas das vossas próprias paixões, do primarismo que vos jugula às reminiscências do corpo físico, ora inexistente.
As sensações que experimentais e disputais sem cessar, não existem mais, nem podem repetir-se, sendo apenas impregnação conservada pelo corpo perispiritual, e que vossas mentes insistem em preservar.
O vosso líder, o marquês de Sade, que vos trouxe a este recinto de felicidade, cansado dos excessos que se tem permitido, optou pela renovação e já não retornará convosco, com aqueles que desejarem volver aos sítios pestíferos de onde procedeis.
Ninguém poderá obrigar-vos ao retorno às cavernas de padecimento e de escravidão onde vivíeis.
Aqui é a Casa de bênçãos, que se vos distendem acolhedoras e ricas de renovação.
Podeis respirar novo clima, acalentar novas esperanças, anelar por paz e trabalhar pela conquista dos valores morais e espirituais que abandonastes, quando tomados pela insensatez e pelo desvario, ao vos entregardes à exorbitância do prazer”.
(Sexo e Obsessão, capítulo 19: Liberdade e vida.)

(Continua no próximo número.)

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Caminhos da Fé

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 23, 2017 8:13 pm

“Ninguém se afasta do seu perfil por muito tempo...”.
Desconheço o autor desta frase, mas entendo seja ela, em parte, verdadeira.
Qual a razão que levou alguém a se expressar dessa maneira?
Alguma reflexão deve ter existido, já que pelo que percebemos, essa assertiva tem uma relação muito próxima de todos nós.
Contudo, apesar da afirmação acima, pela Lei do Progresso do Criador, o processo evolutivo nos levará à redenção com um perfil sólido e irreversível voltado para a seara do bem.
As marcas ainda indeléveis que temos de vidas pretéritas permeiam nossos pensamentos e consequentemente os actos do quotidiano.
Pelo arcabouço que construímos durante todas as encarnações vividas, os registos de nossas acções estão cravados no perispírito.
Assim, aquelas atitudes do passado fustigam-nos como rastros que nos levam a praticá-las diuturnamente.
O discernimento é que nos dará a possibilidade de frenar tais impulsos que irão de alguma forma perpetuar nossa caminhada, já que, por serem equívocos, trarão dificuldades maiores para nos libertarmos dessas amarras que nos aprisionam.
Então qual seria o caminho ou alternativa para nos livrarmos desses momentos que insuflam nossos sentimentos negativos?
Como poderemos proceder para mudar esse foco?
Em primeiro lugar temos o tempo que é inexorável, e mais cedo ou mais tarde teremos essa libertação.
Contudo, poderemos minimizar essas agruras dependendo da nossa perseverança e boa escolha da caminhada pretendida.
Para tal, devemos valer-nos de Jesus, dádiva Divina!
É através Dele que o Criador repousou a esperança da nossa melhora e consequente evolução para nos tornar-mos Espíritos de luz e fazermos parte da constelação maior onde poderemos servir ao Pai misericordioso.
Ele, que nos deixou a santa palavra e o exemplo, constitui-se na única esperança que temos para desfrutar dessa libertação.
Qual o tempo para atingirmos esse desiderato?
Dependerá de cada um, cabendo reflectir e discernir o que será melhor para chegarmos à seara do bem e conquistarmos a Luz excelsa que sempre estará reluzindo à nossa espera.
O livre-arbítrio nos faculta essa escolha, sendo a prerrogativa igual para todos nós.
A Justiça Divina não distingue credo ou raça, já que temos um único Pai de amor e bondade querendo o melhor para seus filhos, mesmo ainda sendo pecadores e desvirtuados no caminho...
Seguindo os ensinamentos que Jesus nos deixou, nada deveremos temer, mesmo porque não há outra alternativa da qual possamos nos valer.
É por Ele e com Ele que travaremos essa batalha interior que favorecerá o crescimento do nosso Espírito e com essa elevação alcançaremos a felicidade que o Pai nos reservou, tornando-nos colaboradores da constante construção da sua Obra sublime e infinita!
“O perdão exalta o coração e revela a grandeza d´alma.”

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Actos consequenciais humanos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 24, 2017 8:42 am

Oportunamente, ao encerrar um seminário sobre Sexualidade humana, fui procurado por uma jovem que, timidamente, apresentou-me a seguinte indagação:
“Assistir a filmes pornográficos é pecado?”
Imagino que o conceito de pecado na cabecinha da jovem iniciante do movimento espírita se identifique com o que sempre se pensou de pecado, como uma infracção das leis divinas, ou seja, fazer o que é errado ou injusto do ponto de vista de Deus e que pode trazer consequências ruins para quem o faz.
Tal questionamento nos faz reflectir sobre a intrigante questão do certo e do errado, do bem e do mal.
Existem muitas coisas que são notoriamente erradas, como matar ou roubar, mas existem outras coisas, que, sem ser necessariamente erradas (sob o ponto de vista de lesar a outrem), não são boas, ou não são as melhores, ou, ainda, podem não ser as ideais, ou as mais apropriadas.
Como uma motivação para um aprofundamento ao tema, propomos uma categorização evolucionista dos actos humanos, classificando-os em três classes:
morais, higiénicos e iluminantes.
Referimo-nos, obviamente, aos actos consequenciais humanos, ou seja, aqueles que implicam em consequências para o agente ou para as pessoas relacionadas com ele.
Muitos actos humanos são eticamente neutros, como ler um romance, ver um noticiário na TV, ou desenvolver as tarefas corriqueiras do dia a dia.
Ao propor essa classificação não pretendemos – e afirmamos isso de forma enfática – criar regras ou pontuar de valores os actos humanos.
Eles só podem ser valorados pela consciência de cada um, pois se objectivam em um contexto particular de vida, onde agravantes e atenuantes serão sempre considerados.
Ademais, somos seres singulares, com uma história que nos é pessoal, com resistências e limites que nos são próprios.

Vamos então à nossa proposta.

1 - Actos morais. Segundo Allan Kardec, a moral consiste na regra de bem proceder.
O homem procede bem quando faz tudo pelo bem de todos.
O conceito de moral, pelo visto, implica obrigatoriamente em uma relação com outra pessoa, relação esta que interfere no bem-estar do outro.
A ética filosófica define acto moral como os actos conscientes e voluntários dos indivíduos que afectam outros indivíduos, determinados grupos sociais ou a sociedade em seu conjunto.[ii]
Assim, o objectivo da moralidade encontra-se em se viver uma vida plena com as outras pessoas.
Sofrimento e felicidade (definidos da forma mais ampla possível) são as únicas coisas com as quais vale a pena se importar e a moralidade diz respeito à maneira como tratamos uns aos outros.
Nossos actos são imorais quando lesam, desconsideram, prejudicam, humilham etc., outra pessoa, ou de forma mais planetária, os seres sencientes.
Estes actos inserem o faltoso na lei de causa e efeito, mecanismo divino, que tem como finalidade a educação da alma em trânsito para projectos superiores de vida.

2 - Actos higiénicos. Os actos higiénicos, em nossa proposta, não interferem directamente com o bem-estar de outrem, mas se relacionam com nossa relação com nosso corpo e nossa mente.
São actos que, de uma forma ou de outra, podem prejudicar nossa saúde, predispondo-nos a enfermidades diversas, e privando-nos de uma vida mais plena e realizadora.
Comer e beber compulsivamente, fumar ou usar outras drogas podem ser classificados como actos anti-higiénicos.
Os actos anti-higiénicos podem ser consequenciais porque produzem, muitas vezes, desequilíbrios no cosmo orgânico do agente, decorrendo daí uma série de condições mórbidas.

3 - Actos iluminantes. Proponho esse termo para os actos humanos que não interferem directamente no bem-estar de outrem, nem tampouco prejudicam directamente a saúde, mas podem obstaculizar o desenvolvimento espiritual do agente. Assistir a filmes pornográficos, ou que incitem à violência, dedicar tempo expressivo em discussões estéreis sobre corrupção na política e quejandos não são actos morais (não implicam em prejuízo para terceiros), nem tampouco higiénicos (não adoecem o corpo).
Talvez possam ser classificados como atitudes não iluminantes, pois conduzem a um status psíquico que coloca barreiras ao desenvolvimento iluminativo da consciência reencarnada.
Tais atitudes levam à vivência de um estado mental que mantém o Espírito vinculado à matéria, afastando-o dos ideais nobres de construção de uma personalidade sadia.
Não acredito que os actos não iluminantes impliquem em uma resposta da lei de causalidade.
Imaginar que assistir a um filme de guerra, ou envolver-se em uma discussão apaixonada (mas não ofensiva) sobre futebol, possa acarretar um carma negativo, não me parece racional.
Esses actos seriam consequenciais porque, na medida em que focam o interesse do agente nesse tipo de imagem mental, o privam de painéis mentais mais adequados a uma vida focada em interesses espirituais.
Lembrando, com Kardec, que a superexcitação dos instintos materiais sufoca, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento do senso moral enfraquece, pouco a pouco, as faculdades puramente selvagens.[iii]

O Livro dos Espíritos, item 629.
[ii] Ética, Adolfo Sanches.
[iii] O Livro dos Espíritos, item 754.

§.§.§- [i]Ave sem Ninho
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Comunicações mediúnicas entre vivos (Parte 25)

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 24, 2017 7:42 pm

Ernesto Bozzano

Continuamos o estudo do livro Comunicações mediúnicas entre vivos, de autoria de Ernesto Bozzano, traduzido para o idioma português por J. Herculano Pires.

Questões preliminares

A. Um sensitivo clarividente pode, além de ver à distância, ter acesso a factos passados da vida de outra pessoa?
Sim. O relato feito pelo estadista suíço Zshokke, que possuía qualidades excepcionais de sensitivo clarividente, dá conta de um facto dessa natureza.
Segundo ele mesmo contou, era comum, ao esbarrar pela primeira vez com uma pessoa desconhecida, ver passar diante de seus olhos, perfeitamente distinta, uma visão de sua vida passada, enquadrada no ambiente em que se desenrolou.
O incidente dessa natureza que mais o surpreendeu é relatado neste livro.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

B. Quer dizer então que a clarividência telepática não se limita a fatos ocorridos no mesmo momento, à chamada “clarividência no presente”?
Evidentemente. No incidente da senhora que aparecia com os “pés descalços”, a ocorrência visualizada no cristal havia acontecido três horas antes de ser vista, indício notório de que, uma vez estabelecida a “relação psíquica” (produzida por meio da progenitora presente à experiência), a sensitiva, ou melhor, suas faculdades subconscientes retiraram tal incidente ainda vivo na memória da senhora afastada, incidente esse visto no cristal.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

C. Que condições são necessárias à ocorrência dos fenómenos de “clarividência telepática”?
Segundo Bozzano, os fenômenos de “clarividência telepática” são condicionados pela necessidade imprescindível da “relação psíquica”, que só pode ser produzida nas seguintes circunstâncias:
quando o sensitivo conheça a pessoa afastada com a qual deseja entrar em relação ou quando a pessoa afastada, desconhecida do sensitivo, seja conhecida de outra pessoa que se encontre em companhia do sensitivo ou em relação com ele, ou quando ao sensitivo seja apresentado um objecto usado, durante muito tempo, pela pessoa afastada, facto pertencente ao campo da psicometria.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

Texto para leitura

341. Eis um segundo exemplo do mesmo género, relatado pelo célebre estadista suíço Zshokke, que possuía qualidades excepcionais de sensitivo clarividente:
Sucede-me frequentemente que, ao esbarrar pela primeira vez com uma pessoa desconhecida e enquanto, em silêncio, eu escuto as suas palavras, vejo passar diante de meus olhos, sem procurar, e perfeitamente distinta, uma visão da sua vida passada, enquadrada no ambiente em que se desenrolou, porém quase sempre vejo uma cena principal de sua vida e nada mais.
Quando isso acontece, sinto-me de tal modo absorvido na contemplação da visão que se desenvolve na minha frente, que quase não percebo mais o vulto da pessoa que me fala, embora continue contemplando o seu rosto, bem como não ouço mais a sua voz.
Durante muito tempo eu tive menos confiança do que qualquer outro na veracidade de tais visões e, quando me decidia a revelar ao meu interlocutor o que estava vendo a seu respeito, esperava naturalmente ouvi-lo responder-me:
“Nada disso é verdade”, e muitas vezes sentia um calafrio de horror percorrer-me os ossos quando o interlocutor respondia confirmando a minha descrição, mas, outras vezes, o espanto que lhe aparecia no rosto punha-me informado da exatidão da minha visão antes que ele a confirmasse.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 24, 2017 7:42 pm

342. Eis como ele relatou um desses factos que mais o impressionaram:
O incidente que passo a relatar foi um dos que mais me pasmaram:
Cheguei certo dia à pequena cidade de Waldshut e fui hospedar-me no hotel Vine Inn, em companhia de dois jovens estudantes.
Jantamos na Table d’Hôte, juntamente com numerosos outros viajantes que davam grandes gargalhadas quando se falava no Magnetismo de Mesmer e na Fisiognomia de Laváter (estudo do caráter de uma pessoa pelos traços fisionómicos).
Um dos meus companheiros, que se sentia ofendido no seu orgulho nacional por aquelas risadas estúpidas, pediu-me que os contestasse e especialmente que fizesse calar um jovem que estava sentado na minha frente e que, mais do que qualquer outro, se permitia debochar e proferir ditos espirituosos contra os nomes desses dois grandes homens.
No mesmo instante tive uma visão da vida do jovem e por isso lhe dirigi a palavra, perguntando-lhe se podia estar certo de que ele me responderia sinceramente se eu lhe revelasse coisas notáveis do seu passado, embora me fosse desconhecido, fazendo-lhe notar que, se eu obtivesse bom resultado, seria ir muito mais longe do que Laváter com os seus estudos.
Ele me prometeu que se as minhas revelações estivessem corretas, ele o confirmaria sem restrições.
Então lhe descrevi tudo o que me havia aparecido na visão e todos os presentes ficaram, desse modo, informados da vida passada de um jovem viajante comercial a começar dos seus anos de escola para passar pelos seus muitos erros juvenis e terminar com uma falta muito mais grave com relação ao cofre de seu chefe e lhe descrevi ainda um quarto sem móveis, com as paredes caiadas de branco, onde à direita de quem entrava, em cima da mesa, se achava um pequeno cofre preto, etc., etc.
Durante a minha narração, um silêncio mortal reinava no ambiente, silêncio esse que só era por mim interrompido de vez em quando para interrogar o meu interlocutor se estava correta a minha descrição.
O jovem, cheio do maior espanto, não fazia outra coisa senão confirmar as minhas palavras, todas as vezes que eu o interrogava, com frequentes movimentos da cabeça, o que fez também – e isso eu não esperava – quando lhe descrevi o último quadro.
Surpreendido e comovido pela sua sinceridade, levantei-me e fui apertar-lhe a mão, do outro lado da mesa.
Dir-se-ia que cada homem traz consigo a história completa de sua vida como se ficasse escrita, em caracteres espirituais, em sua mente, onde outra pessoa, em “relação psíquica” com ele, pode lê-la.
(William Howitt – History of the Supernatural, Vol. I, págs. 99/100).
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
343. Também quanto a este segundo episódio, deve-se observar o que foi dito com relação ao primeiro, isto é, que os informes sobre a existência passada da pessoa submetida à indagação do sensitivo representam as coisas mais salientes do seu passado e, acima de tudo, dizem respeito exclusivamente à pessoa em questão e nunca a terceira pessoa que ele tenha conhecido quando viva.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
344. Passo a narrar um exemplo igualmente notável de leitura a distância em subconsciências alheias (clarividência telepática).
O célebre mitólogo Andrew Lang em sua obra intitulada The Making of Religion (págs. 83/104) relata experiências de “visão no cristal” por ele feitas com a distinta senhorita inglesa Angus, que possuía delicados dotes dessa categoria de visões supranormais.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

345. Entre outras coisas, narra ele o seguinte episódio:
A última visão que apareceu no cristal interessava muito à sensitiva, mas desapareceu para dar lugar à aparição de uma senhora vestida com um penteador e deitada em um sofá, com os pés descalços.
A Srta. Angus não conseguia distinguir o rosto dela, porque a imagem lhe aparecia voltada de costas, de modo que anunciou a nova visão com manifesta contrariedade, uma vez que estava interessada na imagem anterior.
A Sra. Cockburn, entretanto, para quem nenhuma visão havia aparecido, mostrou-se contrariada com isso e particularmente me manifestou o seu cepticismo sobre a veracidade das imagens aparecidas no cristal.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 24, 2017 7:42 pm

Em um sábado, dia 5 de fevereiro de 1897, porém, tive novamente ocasião de fazer experiências com a Srta. Angus, juntamente com a Sra. Bissott, e quando esta anunciou que havia pensado em certa coisa para aparecer no cristal, a Srta. Angus divisou no mesmo uma alameda de bosque ou de jardim perto de um rio, em um céu perfeitamente sereno e completamente azul.
Na referida alameda achava-se uma senhora elegantemente vestida que, passeando, fazia girar sobre o seu ombro uma sombrinha belíssima, tendo os seus passos um encadeamento rítmico algo curioso.
Ao lado dela estava um jovem cavalheiro, vestido com uma roupa branca leve como a que se usa na Índia.
Tinha os ombros largos, pescoço curto, nariz afilado e escutava sorrindo, mas indiferente, as palavras da sua companheira, evidentemente muito viva e bem loquaz.
O rosto dessa senhora estava um tanto pálido e descarnado, como de uma pessoa em más condições de saúde.
Depois a cena mudou e apareceu o mesmo moço, sozinho, tomando conta de um grupo de trabalhadores ocupados em derrubar árvores.
A Sra. Bissott reconheceu logo, na imagem que apareceu no cristal, sua própria irmã Sra. Clifton, que se achava na Índia, e ficou muito espantada quando a Srta. Angus imitou o andar da pessoa vista no cristal, andar peculiar causado por uma enfermidade que a Sra. Clifton havia sofrido anos antes.
Além disso, a Sra. Bissott e o seu marido reconheceram o cunhado no homem visto pela sensitiva e então apresentaram à Srta. Angus uma fotografia da Sra. Clifton quando noiva e a Srta. Angus observou que o retrato parecia muito com a senhora por ela vista no cristal, conquanto nele parecesse mais bonita. Depois mostrou um novo retrato da Sra. Clifton, recebido na Índia, no qual aparecia perfeitamente o rosto magro da visão no cristal.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

346. No episódio exposto, fica excluído que se pudesse tratar-se de “clarividência no presente”, visto que, no incidente dos “pés descalços”, verificou-se que havia acontecido três horas antes de ser visto no cristal, indício notório de que, uma vez estabelecida a “relação psíquica” (produzida por meio da progenitora presente à experiência), a sensitiva, ou melhor, as suas faculdades subconscientes retiraram tal incidente ainda vivo na memória da senhora afastada, incidente esse visto no cristal e transmitido pela personalidade subconsciente da sensitiva à sua própria personalidade consciente.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

347. Diga-se o mesmo do episódio realizado entre a Inglaterra e a Índia e isto porque, tendo a sensitiva visto duas pessoas quando passeavam em um jardim e logo depois a outra visão de uma só delas quando dirigia um serviço de derrubada de matas, tal demonstra que, em um caso como em outro, não se podia tratar de “clarividência no presente”, mas sim de “clarividência telepática”, isto é, leitura do pensamento subconsciente de pessoas afastadas.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

348. No dia seguinte, domingo, 6 de fevereiro, a Sra. Bissott recebeu inesperadamente, da Índia, uma carta de sua irmã, datada de 20 de janeiro, carta em que a Sra. Clifton descrevia uma localidade indiana para onde ela havia ido para uma grande cerimônia e passeara num jardim, à margem de um rio.
Acrescentava que, juntamente com o marido, deveria partir para outra localidade, de onde iriam para pleno campo, até o fim de fevereiro, pois que uma das atribuições de seu marido era superintender um trabalho de derrubada de matas, preparatório para a formação de novos campos de cultura.
Era precisamente o que a Srta. Angus vira no cristal.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 24, 2017 7:43 pm

349. Quando a céptica Sra. Cockburn foi informada de tais coincidências verídicas, teve uma ideia.
Escreveu à sua filha para perguntar-lhe se na quinta-feira, 2 de fevereiro, porventura ela se achava sentada em um sofá, com os pés descalços.
A moça respondeu-lhe que o facto era verdadeiro, mas, quando veio a saber da forma como isso chegara a conhecimento de terceiros, expressou toda a sua reprovação por essa forma de invasão ilícita na intimidade doméstica.
O incidente dos pés descalços se verificara entre as 4:30 e as 7:30 horas da tarde, ao passo que a visão correspondente se dera perto das 10 horas da noite.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

350. Do ponto de vista teórico, convém recordar, antes de tudo, que os fenômenos de “clarividência telepática” são condicionados pela necessidade imprescindível da “relação psíquica” que só pode ser produzida nas seguintes circunstâncias: quando o sensitivo conheça a pessoa afastada com a qual deseja entrar em relação ou quando a pessoa afastada, desconhecida do sensitivo, seja conhecida de outra pessoa que se encontre em companhia do sensitivo ou em relação com ele, ou quando ao sensitivo seja apresentado um objeto usado, durante muito tempo, pela pessoa afastada (psicometria).
Recordemos, portanto, que fora de tais condições não é possível que um sensitivo entre em relação com uma pessoa afastada (entretanto, muitas vezes os opositores presumem que aconteça).
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

351. Além disto, convém notar que, no caso exposto, como nos casos precedentes, as visões da sensitiva se referiam unicamente a incidentes estritamente pessoais dos indivíduos vistos, bem como a incidentes ainda vivos em sua subconsciência. Finalmente, não se deve esquecer que os referidos episódios representam os limites extremos a que chegam, potencialmente e rarissimamente, as faculdades inquiridoras da “leitura do pensamento” e da “clarividência telepática”.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F) (Continua no próximo número.)

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O bendito aguilhão

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 25, 2017 11:28 am

Irmão X

Atendendo a certas interrogações de Simão Pedro, no singelo agrupamento apostólico de Cafarnaum, Jesus explicava solícito:
- Destina-se a Boa Nova, sobretudo, à vitória da fraternidade.
Nosso Pai espera que os povos do mundo se aproximem uns dos outros e que a maldade seja esquecida para sempre.
Não é justo combatam as criaturas reciprocamente, a pretexto de exercerem domínio indébito sobre os patrimónios da vida, dos quais somos todos simples usufrutuários.
Operemos, assim, contra a inveja que ateia o incêndio da cobiça, contra a vaidade que improvisa a loucura e contra o egoísmo que isola as almas entre si.
Naturalmente, a grande transformação não surgirá de inesperado.
Santifiquemos o verbo que antecipa a realização.
No pensamento bem conduzido e na prece fervorosa, receberemos as energias imprescindíveis à acção que nos cabe desenvolver.
A paciência no ensino garantirá êxito à sementeira, a esperança fiel alcançará o Reino Divino, e a nossa palavra, aliada ao amor que auxilia, estabelecerá o império da Infinita Bondade sobre o mundo inteiro.
Há sombras e moléstias por toda a parte, como se a existência na Terra fosse uma corrente de águas viciadas.
É imperioso reconhecer, porém, que, se regenerarmos a fonte, aparece adequada solução ao grande problema.
Restaurado o espírito, em suas linhas de pureza, sublimam-se-lhe as manifestações.
Em face da pausa natural que se fizera espontânea, na exposição do Mestre, Pedro interferiu, perguntando:
- Senhor, as tuas afirmativas são sempre imagens da verdade.
Compreendo que o ensino da Boa Nova estenderá a felicidade sobre toda a Terra...
No entanto, não concordas que as enfermidades são terríveis flagelos para a criatura?
E se curássemos todas as doenças?
Se proporcionássemos duradouro alívio a quantos padecem aflições do corpo?
Não acreditas que, assim, instalaríamos bases mais seguras ao Reino de Deus?
E Filipe ajuntou, algo tímido:
- Grande realidade!...
Não é fácil concentrar ideias no Alto, quando o sofrimento físico nos incomoda.
É quase impossível meditar nos problemas da alma, se a carne permanece abatida de achaques...
Outros companheiros se exprimiram, apoiando o plano de protecção integral aos sofredores.
Jesus deixou que a serenidade reinasse de novo, e, louvando a piedade, comunicou aos amigos que, no dia imediato, a título de experiência, todos os enfermos seriam curados, antes da pregação.
Com efeito, no outro dia, desde manhãzinha, o Médico Celeste, acolitado pelos apóstolos, impôs suas milagrosas mãos sobre os doentes de todos os matizes.
No curso de algumas horas, foram libertados mais de cem prisioneiros da sarna, do cancro, do reumatismo, da paralisia, da cegueira, da obsessão...
Os enfermos penetravam o gabinete improvisado ao ar livre, com manifesta expressão de abatimento, e voltavam jubilosos.
Tão logo reapareciam, de olhar fulgurante, restituídos à alegria, à tranquilidade e ao movimento, formulava Pedro o convite fraterno para o banquete da verdade e luz.
O Mestre, em breves instantes, falaria com respeito à beleza da Eternidade e à glória do Infinito; demonstraria o amor e a sabedoria do Pai e descortinaria horizontes divinos da renovação, desvendando segredos do Céu para que o povo traçasse luminoso caminho de elevação e aperfeiçoamento na Terra.
Os alegres beneficiados, contudo, se afastavam céleres, entre frases apressadas de agradecimento e desculpa.
Declaravam-se alguns ansiosamente esperados no ambiente doméstico e outros se afirmavam interessados em retomar certas ocupações vulgares, com urgência.
Com a cura do último feridento, a vasta margem do lago contava apenas com a presença do Senhor e dos doze aprendizes.
Desagradável silêncio baixou sobre a reduzida assembleia.
O pescador de Cafarnaum endereçou significativo olhar de tristeza e desapontamento ao Mestre, mas o Cristo falou compassivo:
- Pedro, estuda a experiência e guarda a lição.
Aliviemos a dor, mas não nos esqueçamos de que o sofrimento é criação do próprio homem, ajudando-o a esclarecer-se para a vida mais alta.
E sorrindo, expressivamente, rematou:
- A carne enfermiça é remédio salvador para o espírito envenenado.
Sem o bendito aguilhão da enfermidade corporal é quase impossível tanger o rebanho humano do lodaçal da Terra para as culminâncias do Paraíso.

Do livro Contos e Apólogos, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

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Candeia sobre o candeeiro

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 25, 2017 8:01 pm

Não há ninguém que, depois de ter acendido uma candeia, a cubra com um vaso, ou a ponha debaixo da cama; põe-na sobre o candeeiro, a fim de que os que entrem vejam a luz (...).” 1
No passado, a candeia (*) ficava ao alto, num canto da sala, e sua luz se estendia por todo o ambiente.
Sempre mais intensa para os que estavam próximos a ela.
Aqueles que estavam ao longe recebiam dela um fiapo de luz..., mas a recebiam!
Assim é a compreensão do Evangelho:
chega a todos, mas em graus variados de intensidade, como luz que nos atrai.
Fruto das vibrações e do amor zeloso de Jesus!
Todos os que frequentamos templos religiosos (quaisquer deles!) ali vamos amiúde ou periodicamente porque a mensagem de Jesus, de uma forma ou de outra, já nos tocou e contagiou o coração!
Uns assimilam mais o teor da mensagem, porque situados mais próximos da luz – da candeia de canto, ou do próprio Evangelho!
E não há nisso nenhum privilégio: quem a busca, quem se esforça por compreendê-la e aplicá-la à própria vida, aproximam-se, por vontade própria, da luz imperecível da Boa Nova!
Emmanuel 2, Espírito, claramente exemplifica esse facto:
[“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.”
– O Evangelho não nos diz que Paulo de Tarso fazia maravilhas, mas que Deus operava maravilhas extraordinárias por intermédio das mãos dele.
O Pai fará sempre o mesmo, utilizando todos os filhos que lhe apresentarem mãos limpas.
Muitos Espíritos, mais convencionalistas que propriamente religiosos, encontraram nessa notícia dos Actos uma informação sobre determinados privilégios que teriam sido concedidos ao Apóstolo.
Antes de tudo, porém, é preciso saber que semelhante concessão não é exclusiva.
A maioria dos crentes prefere fixar o Paulo santificado sem apreciar o trabalhador militante.
Quanto custou ao Apóstolo a limpeza das mãos?
Raros indagam relativamente a isso.]

E o Mestre, sábio educador, a pouco e pouco nos atrai, sempre mais e mais, até nos converter plenamente às claridades da Sublime Mensagem, eis que afirmou:
‘Das ovelhas que o Pai me confiou, nenhuma se perderá!’3
Não há, pois, condenações ‘eternas’: todos, ao longo das múltiplas encarnações, teremos oportunidades de compreender essas Lições imorredouras e de, lentamente, reparar nossas faltas, ainda que à custa de renúncias e dores!
E, assim, seremos redimidos, sempre amparados por aqueles que, no plano físico ou no espiritual, nos conduzem à compreensão da mensagem de Amor.
Nem há, também, o ‘demónio’ ou o inferno tão temido.
Só alimentam essas crendices os que não compreendem a grandeza do Amor de Deus, criador do Universo visível e invisível.
Ninguém melhor que Voltaire – François Marie Arouet (Paris, 21.11.1694-30.05.1778) – expressou a sabedoria do Criador, por oposição à imensa ignorância dos humanos, na sábia afirmação “Eu acredito no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram”.
À medida que evoluímos, ampliamos nossa compreensão da vida, de nós mesmos e aprendemos a compartilhar com os demais tudo o de bom que o Pai nos concede.

No Velho Testamento temos – num sonho conhecido como Escada de Jacó 4 – belo símbolo de nossa evolução espiritual.
Em forma de espiral, seus primeiros degraus são de menor extensão; e vão se ampliando, à medida que se eleva.
Cada degrau comporta inúmeros ensinamentos, que devemos assimilar.
E só ascendemos ao próximo quando completamos o aprendizado desse estágio.
Daí por que as questões que nos incomodam surgem, reiteradamente e de forma inesperada em nossas vidas.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Ago 25, 2017 8:02 pm

Oferecem-nos, assim, oportunidades de superar questões que nos desequilibram e de vencermos a nós mesmos: de não revidarmos ofensas; de perdoarmos etc.
Afinal, de irmos além, de transcendermos nossos limites.
Compreendida a lição, somos envolvidos por extraordinária paz, que se torna, a cada vitória conquistada sobre nós mesmos, em incentivo a ficar atentos às próximas lições que nos serão oferecidas.
Faz parte do processo de auto-conhecimento que o Evangelho nos favorece, eis que ele é o mais perfeito roteiro para o crescimento espiritual!
Daí a importância de conhecê-lo e aplicá-lo em nossas vidas.
[Diz “A Grande Síntese” que “se a dor faz a Evolução, a Evolução anula progressivamente a dor...”
E outro não poderia ser o caminho.
Inútil lutarmos contra a dor como se ela representasse um elemento intruso e agressor da Vida.
Só compreendendo-a em profundidade e aceitando-a com resignação é que obteremos sucesso nas ascensões que nos aguardam.
Quando a dor obriga o Espírito a dobrar-se sobre si mesmo, ao mesmo tempo em que anula as dissonâncias inerentes à alma, prepara terreno para profundas introspecções, desenvolvendo e despertando potencialidades espirituais.]
5 – [Sublinhamos.]
Conhecer os ensinos de Jesus e ignorar sua prática é o que mantém o atraso da Humanidade, não obstante transmitidos há dois mil anos, pelo incansável Mestre!
Nosso aprendizado deve beneficiar a todos.
Não basta adquiri-los.
É preciso que ele transforme nossas vidas de forma efectiva, produzindo bons frutos:
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”
Mt, 5:16 6 – Grifo do original.

(*) – Candeia: Lâmpada formada por recipiente de barro ou de folha, munida de um bico pelo qual passa a extremidade de um pavio, que se enche com óleo para queimar.
(Dic. Online de Português.)

Referências:
1. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1ª. impr. FEB: Brasília, 2013. Cap. XXIV, it. 2, p. 291.
2. XAVIER, Francisco C. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 13. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1989, Cap. 74.
3. XAVIER, F. Cândido. Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel. 4ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1978. Cap. 39, p. 165. (Citação de Emmanuel)
4. ALMEIDA, João F. de – Tradutor. A Bíblia Sagrada. Brasília: Sociedade Bíblica do Brasil. 1969.
5. CARDOSO, G. Perez e BOECHAT, Newton. Do átomo ao Arcanjo. Rio de Janeiro: edição dos autores, 1984. Cap. XI, p. 105.
6. NOVO TESTAMENTO. Trad. João Ferreira de Almeida. Campinas (SP): Os Gideões Internacionais no Brasil, ed. 2003.

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Casamentos provacionais

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 26, 2017 9:36 am

Dois Espíritos que na romagem terrena se unem visando conviver sexualmente, o fazem, normalmente, buscando uma complementação física, emocional e sentimental...
No entanto, a história de cada casal é muito mais antiga.
O planeta que habitamos é definido ou classificado pelos Espíritos superiores como um mundo de provas e expiações.
O percentual maior de seres humanos que aqui na Terra renascem está sob o regime de testes para verificação de aprendizado, isto é, provas.
Muitos outros ainda renascem para reequilíbrio de desarmonias em sua estrutura psíquica, necessitando eliminá-las ou expiá-las, são as reencarnações expiatórias.
Importante lembrar que nossas vidas apresentam mais de um conteúdo com relação à programação reencarnatória.
Todos nós nos deparamos com aspectos provacionais, expiatórios, e, por que não, até missionários com relação à família e ao trabalho.
Da mesma forma, os casamentos também apresentam diversos conteúdos, porém de forma didáctica os classificaremos conforme a característica mais significativa do programa reencarnatório.
Seguindo a concepção clássica, sobejamente conhecida dos estudiosos da vida espiritual, as uniões estáveis ou casamentos podem ser classificados em:
provacionais, sacrificiais, acidentais, afins e transcendentais.
Os casamentos provacionais ainda constituem a maioria dos reencontros programados para os que renascem em nosso planeta.
São duas criaturas que trazem em seu inconsciente um registo comum ou histórico de vivências anteriores.
A questão do amor sexual já esteve presente entre ambos.
Como somos, todos nós, seres em aprendizado na escola da vida, já erramos muito e fizemos sofrer aos companheiros de jornada, gerando em nós mesmos núcleos energéticos em desarmonia e esses se registaram em nosso “computador de dados”, chamado de perispírito, psicossoma ou corpo astral.
Os dados computados e registados em nosso corpo astral ocasionam um campo de energia que terá uma luminosidade específica, brilho, frequência de onda, coloração e outras peculiaridades, que determinam uma irradiação peculiar e toda nossa.
O antigo parceiro, com quem convivemos uma ou mais vidas, traz em sua estrutura íntima os mesmos registos, alusivos à vida pretérita em comum connosco.
Uma questão, frequentemente mencionada em seminários que efectuamos sobre Amor, Sexo e Vidas Passadas:
Como é possível que duas pessoas se sintam atraídas profundamente a ponto de se unirem de forma estável; já que não seriam almas afins, qual a “química” que as atraiu?
Já que se trataria de um casamento provacional?
Trata-se da auto-programação inconsciente que nossas estruturas extra-físicas determinaram.
Quando aqueles que conviveram de forma tumultuada no passado se reencontram, se vêem, na vida actual, estabelece-se um fluxo de energia entre ambos, motivado pela similaridade de seus registos energéticos.
Uma sintonia automática ocorre, motivando um envolvimento ou encantamento no qual ambos imaginam estar diante do Ser mais especial que poderiam encontrar.
De facto é o Ser que precisam reencontrar, e o automatismo perfeito das leis da natureza assim o programou.
Sem dúvida que a espiritualidade superior acompanha cada caso, no entanto, é importante que saibamos ser a “Natureza” o livro divino onde Deus escreve a história de sua sabedoria...
Qual seria a finalidade de um casamento provacional?
Sofrer? Estariam ambos destinados a um convívio desagradável?
O “pagamento” das dívidas de um ou de ambos dar-se-ia pelo sofrimento?

Não, de forma alguma.
A ideia de que sofrer “paga” dívidas é resquício da idade medieval e dos conceitos de penitência.
As provas, sejam em casamentos ou não, existem para serem vencidas, superadas, abrindo-se caminhos para horizontes de felicidade.
Casamentos provacionais, com o esforço dos parceiros, poderão se tornar casamentos afins, se não nesta vida, em uma próxima encarnação, se o convívio actual criar estímulos novos e produtivos.
Não se reencarna com finalidade de sofrer, mas para crescer, mudar, evoluir e amar.
Por outro lado, não se está fazendo apologia da aceitação de convívios agressivos ou francamente nocivos e improdutivos nos quais a separação seria o caminho inexorável.
Temos notícia de que, em determinados casos, a superação dos problemas determinará no final da vida presente um convívio fraterno e respeitoso.
A superação das dificuldades mútuas ocasionará a liberação de ambos que, ao se sentirem livres na espiritualidade, poderão renascer em outro contexto, isto é, junto de suas almas afins.

O autor é médico, escritor e conferencista espírita.

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A transição planetária e suas condicionantes

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Ago 26, 2017 7:12 pm

“Por ora, no entanto, o que eu quero frisar é que se lá, nas regiões mais sombrias da espiritualidade, preponderam tais instrumentos (tempestades) para o restabelecimento do equilíbrio onde vicejam entidades infensas ao bem como vimos, não seria, portanto, concebível haver algo semelhante em nossa esfera?”
(Anselmo Ferreira Vasconcelos, autor do especial “As tempestades eléctricas ajudam a melhorar a psicosfera?”, um dos destaques desta edição.)
Emmanuel e André Luiz falam em suas obras das tempestades como recurso para sanear as energias miasmáticas das formas-pensamentos que intoxicam o ambiente, como também purificar o meio ambiente saturado de bactérias e outros morbos suspensos no ar.
“Acredito que essas tempestades, dado o volume, intensidade e mortandade que têm causado, devem estar atreladas a outros aspectos de natureza eminentemente espiritual.
Minha hipótese reside no fato de que no plano espiritual, particularmente nas zonas umbralinas, são usados recursos semelhantes para arrefecer o acúmulo de teor vibratório negativo.”
(Anselmo Ferreira Vasconcelos, no artigo citado.)
Não existem dúvidas de que a obra de André Luiz, em especial, corrobora tal ideia.
Para abordarmos as propriedades magnéticas e eléctricas dos raios, necessitamos, por falta de conhecimento, do concurso de especialistas que nos possam fornecer elementos capazes de elucidar a face material do fenómeno.
“Afinal de contas, o material mental da humanidade actualmente encarnada está longe de expressar claridade, lucidez e pureza.
Se tivéssemos a capacidade de enxergar as nossas formas-pensamentos ficaríamos escandalizados com aquilo que derramamos no ambiente espiritual.
Os tempos presentes têm sido extremamente duros para a humanidade e não há razão para acreditar que serão minimizados tão logo.
Estamos em pleno processo de transição planetária.”
(Anselmo Ferreira Vasconcelos)
Fala-se muito em transição planetária como se esse processo estivesse perto de se concretizar.
Os que pensam assim parece que não lêem jornais nem assistem aos noticiários veiculados pela TV.
A situação social, espiritual e moral dos habitantes do nosso globo revela-nos que, infelizmente, estamos muito longe da conclusão de um processo cuja evolução é normalmente lenta e, exactamente por isso, deverá exigir, se realmente iniciado, pelo menos 1.000 anos.
“Assim sendo, conjecturo que as tempestades elétricas em nossa dimensão podem ter a função de ajudar – a despeito dos estragos materiais que ocasionam e das vidas que ceifam – na eliminação das emanações mentais viciadas, descontroladas e doentias que emitimos diariamente.
Se a tese estiver correta, elas seriam instrumentos depurativos devidamente accionados pela espiritualidade para auxiliar na profilaxia da psicosfera quando esta atinge patamares elevados de instabilidade.
Creio ainda que sem tal recurso provavelmente não conseguiríamos sobreviver, tamanha a opressão que sentiríamos no imo das nossas almas.
Deixo absolutamente claro, por fim, que nesse texto apenas discuto possibilidades e hipóteses a serem confirmadas ou não pelos nossos luminares.”
(Anselmo Ferreira Vasconcelos)
O articulista tem razão.
Essas conjecturas não passam, realmente, de conjecturas, conquanto saibamos que os fenómenos atmosféricos não ocorrem aleatoriamente, sem o controle ou a participação dos agentes espirituais disso incumbidos.
É importante, porém, lembrar que o progresso de um planeta é decorrência directa do progresso espiritual de seus habitantes, e não o contrário.
É por isso que nem mesmo Jesus se atreveu a estabelecer uma data quando, ao se referir exactamente à transição do nosso orbe, disse que somente o Pai, mais ninguém, saberia dizer quando tais coisas se darão.

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O Segundo Sábio!

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 27, 2017 10:19 am

Mêncio (371 a.C – 289 a.C), grande filósofo chinês, era considerado o segundo sábio (o primeiro fora Confúcio, que vivera 200 anos antes).
Embora tenha esposado os postulados confucianos, Mêncio conseguiu respeito por seus próprios méritos.
Suas ideias tiveram grande aceitação na China, principalmente após o aparecimento do neoconfucionismo nos séculos XI e XII.
Passou grande parte de sua vida viajando por toda a China, aconselhando sabiamente os soberanos daquele país.
Sabe-se que fora funcionário do governo de Ch’i, mas não chegara a ocupar cargos permanentes e que envolvessem planeamento governamental.
Idealista, optimista, em seus discursos apregoava que a natureza humana é boa e que um governante deve comandar seu povo pelo exemplo moral e não pela força.
Mêncio fora um homem do povo, prova disso é uma de suas frases mais conhecidas – “Os céus vêem o que o povo vê, os céus ouvem o que o povo ouve”.
Afirmava em alto e bom som que o governo deve oferecer ao povo orientação moral e condições básicas para uma vida com dignidade.
Cuidar dos recursos naturais, prover os incapazes, auxiliar os idosos, preocupar-se com o cidadão...
Para Mêncio, verdadeiro líder é aquele que, se preciso for, sacrifica seus desejos individuais em prol do bem colectivo.
Ideias avançadas para sua época, Mêncio certamente fora um desses vanguardeiros do bem que vêm espalhar benesses pela face da Terra.
Escreveu em chinês, portanto, suas ideias não tiveram grande influência no ocidente, todavia, eis uma boa dica para nós e nossos governantes – seguir os exemplos idealistas de Mêncio.
Temos a tendência de nos eximir da culpa, temos o hábito de colocar a responsabilidade pelos insucessos de nossa nação nos homens que nos dirigem, todavia, é salutar lembrar que esses homens que nos dirigem não vieram de Marte, Júpiter ou Saturno, nada disso, são eles crias de nossa sociedade, filhos das ideias preconceituosas que durante séculos a fio propagamos.
Engana-se quem pensa que a corrupção está presente apenas no Legislativo, Executivo ou Judiciário; se estamos a conviver diariamente com a corrupção e o desrespeito é porque eles estão impregnados em todos os ramos de nossa sociedade.
Para que as coisas se encaixem, mister se faz um olhar mais consciente para dentro de nós mesmos, porquanto, apenas modificando nossas disposições íntimas livraremos o país em que vivemos desse caos social.

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