ARTIGOS DIVERSOS II

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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 13, 2018 9:16 pm

Conclusão espírita (proposta):
Não basta conhecer o Espiritismo, se bem que é necessário conhecer o Espiritismo.
Não basta se sentir melhor com isso.
É preciso utilizar o conhecimento para propagar educação, saúde, protecção ao meio ambiente e principalmente desenvolver a fraternidade (a caridade) que ajude nossos irmãos em suas caminhadas.
Sobre o Espiritismo não basta ter bom QI – quociente de inteligência intelectual, nem grande QE – quociente de inteligência emocional, é preciso também ter dilatado o QS – quociente de inteligência espiritual.


Três são as inteligências:
A intelectual, a emocional e a espiritual.
Pesquisas divulgadas recentemente e divulgadas por cientistas de várias partes do mundo, noticiam a descoberta do chamado “Ponto de Deus”, no cérebro humano, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
É uma terceira inteligência, que coloca nossos actos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efectivos.
Ter alto QS implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direcção pessoal.
O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos.
É uma inteligência que nos impulsiona.
O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida.
É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas acções

Adalgiza Pacheco

§.§.§- Ave sem Ninho
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Entre os Dois Mundos (Parte 7)

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 14, 2018 12:38 pm

Continuamos nesta edição o estudo metódico e sequencial do livro Entre os Dois Mundos, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco no ano de 2004.

Questões preliminares

A. Em que espécie de veículo o grupo foi conduzido até o acampamento onde ficaria hospedado?
Estando Manoel Philomeno e seus companheiros reunidos para a viagem ao orbe terrestre, Dr. Arquimedes Almeida aproximou-se do grupo e, com a sua jovialidade e encanto naturais, solicitou-lhes recolhimento íntimo e uma oração silenciosa em favor do empreendimento de alta significação.
Logo depois, concentrou-se fortemente e começou a irradiar uma energia especial, que se tornou visível, passando a envolver o grupo em um globo protector, que se transformou em um campo vibratório, unindo-os a todos e fazendo-os flutuar em pleno ar sob a sua acção mental.
Utilizando-se da vontade bem direccionada, movimentou a esfera luminosa, que volitou, arrastando-os velozmente pelo espaço na direcção do objectivo assinalado.
Foi desse modo que eles chegaram à crosta terrestre.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

B. Que substância foi utilizada na construção dos abrigos existentes no acampamento?
Os pavilhões distendiam-se em filas ordeiras, como ocorre com aqueles que albergam militares durante seus exercícios fora dos quartéis. Foram construídos por uma substância semelhante ao plástico, em tonalidade pérola, de forma que reflectissem a claridade das estrelas e da lua, que chegava debilmente, melhorando assim a paisagem.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

C. Na cidade mais próxima o grupo foi chamado a observar uma festa típica do carnaval.
Milhares de foliões ali se divertiam. Estavam sozinhos ou acompanhados?

Segundo Manoel Philomeno, além dos foliões encarnados, agitava-se outra multidão, porém de desencarnados, mesclando­se com as criaturas terrestres de tal forma permeada, que se tornaria difícil estabelecer fronteiras delimitadoras entre uma e outra faixa de convivência.
A nudez predominava em toda parte, os movimentos eróticos e sensuais dos corpos com abundante transpiração exsudavam o forte cheiro das drogas ingeridas ou injectadas, produzindo estranho e desagradável odor.
No pandemónio natural que se fazia, esses espíritos, perversos uns, exploradores outros, vampirizadores em número expressivo, exploravam os seus dependentes psíquicos em lamentável promiscuidade, submetendo-os a situações deploráveis e a prazeres grosseiros que chocavam Philomeno e seus colegas, apesar de sua larga experiência em relação a conúbios dessa ordem.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

Texto para leitura

74. O acampamento espiritual – À hora convencionada, os quatro convocados para o novo ministério fraternal de assistência estavam reunidos para a viagem ao orbe terrestre.
Dr. Arquimedes Almeida aproximou-se do grupo e, com a sua jovialidade e encanto naturais, solicitou-lhes recolhimento íntimo e uma oração silenciosa em favor do empreendimento de alta significação.
Logo depois, concentrou-se fortemente e começou a irradiar uma energia especial, que se tornou visível, passando a envolver o grupo em um globo protector, que se transformou em um campo vibratório, unindo-os a todos e fazendo-os flutuar em pleno ar sob a sua ação mental.
Utilizando-se da vontade bem direccionada, movimen­tou a esfera luminosa, que volitou, arrastando-os velozmen­te pelo espaço na direcção do objectivo assinalado.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 14, 2018 12:39 pm

As sombras que envolviam o Planeta, dando-lhe um aspecto quase sinistro, a distância, tornavam-se mais densas, à medida que o grupo se aproximava, por pouco não os impedindo de ver as lâmpadas fortes que adornavam a noite terrestre.
Em circunspeção, avançaram no rumo do ponto oriental extremo do continente sul-americano e logo estavam pousando em uma área ampla, onde se erguia o acam­pamento que os hospedaria durante o período em que estivessem envolvidos com o programa libertador.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

75. A movimentação de espíritos desencarnados era muito grande.
Operários e engenheiros especializados desin­cumbiam-se de suas tarefas, e dava-lhes conta do esforço que fora desenvolvido, a fim de criar a infraestrutura para o desenvolvimento dos trabalhos que logo mais teriam lugar.
Philomeno observou os pavilhões que se distendiam em filas ordeiras, como ocorre com aqueles que albergam militares durante seus exercícios fora dos quartéis.
Eram construídos por uma substância semelhante ao plástico, em tonalidade pérola, de forma que reflectissem a claridade das estrelas e da lua, que chegava debilmente, assim melhorando a paisagem.
Haviam sido providenciados equipamentos próprios que forneciam iluminação e beleza por toda parte, tornando encantadora a região abençoada que deveriam preservar e melhorar mediante sua contribuição mental de amor e de cuidados generalizados.
O casario citadino ficava a regular distância, encontrando-se separado daquelas construções.
Muitos grupos desceram ao Planeta ao mesmo tempo, obedecendo a uma ordem estatuída anteriormente, deixando traços de luz no espaço percorrido.
O prestimoso Guia, a seguir, conduziu-os a um dos pavilhões de aspecto muito agradável, que serviria de base para os encontros que deveriam realizar e, também, apresentou-lhes o território que lhes fora reservado.
Ali receberia o grupo instruções e teria oportunidade de manter diálogos com os demais compa­nheiros.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

76. Depois de algumas instruções bem delineadas, o gripo foi informado de que o tempo de serviço nessa etapa inicial seria de um mês aproximadamente, mediando entre as festivida­des de verão no país e a chegada da Quaresma, abrangendo, assim, o período do carnaval.
Seria nesse período que eles se movimentariam aten­dendo ao dever para o qual se prepararam.
Em face dos desconcertos emocionais que os exageros festivos produzem nas criaturas menos cautelosas, há uma verdadeira infestação espiritual perturbadora da sociedade terrestre, quando legiões de espíritos infelizes, ociosos e perversos, são atraídas e sincronizam com as mentes desarvoradas.
Nesse período, instalam-se lamentáveis obsessões colectivas que entorpecem multidões, dizimam existências, alucinam valiosos indivíduos que se vinculavam, até então, a formosos projectos dignificadores.
O grupo foi então convocado a visitar uma das capitais brasileiras próxima, na qual a explosão da alegria popular, num denominado festival de verão, era ampliada pelo abuso do álcool, das drogas e do sexo desvairado.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

77. Imediatamente, viram-se em movimentada artéria praiana, feericamente adornada, na qual centenas de milhares de pessoas entregavam-se ao desbordar das paixões.
A música ensurdecedora atordoava a massa informe, compacta e suarenta que se agitava ao ritmo alucinante, enquanto era estimulada por especialistas na técnica de agitação popular.
Acurando a vista, podia-se perceber que, não obstante a iluminação forte, pairava uma nuvem espessa onde se agitava outra multidão, porém de desencarnados, mesclando­se com as criaturas terrestres de tal forma permeada, que se tornaria difícil estabelecer fronteiras delimitadoras entre uma e outra faixa de convivência.A nudez predominava em toda parte, os movimentos eróticos e sensuais dos corpos com abundante transpiração exsudavam o forte cheiro das drogas ingeridas ou injectadas, produzindo estranho e desagradável odor.
No pandemónio natural que se fazia, esses espíritos, perversos uns, exploradores outros, vampirizadores em número expressivo, exploravam os seus dependentes psíquicos em lamentável promiscuidade, submetendo-os a situações deploráveis e a prazeres grosseiros que chocavam Philomeno e seus colegas, apesar de sua larga experiência em relação a conúbios dessa ordem...
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 14, 2018 12:40 pm

78. Manoel Philomeno reflexionava:
“Como é possível que o ser humano destes formosos dias de Cultura, de Ciência e de Tecnologia, se permitiam tantas sensações selvagens e irresponsáveis!”
Enquanto isso, na rua, o desfile parecia não ter fim, sempre aturdido pelos conjuntos musicais de textura primitiva, que os hipnotizavam, impedindo o discernimento.
Era compreensível que se permitissem todos os tipos de lascívia e de perversão, já que a multidão era um corpo informe, no qual as pessoas não dispunham de espaço para a livre movimentação, ensejan­do a confusão dos sentidos e a mescla absurda dos atritos físicos.
Tratava-se, porém, do culto à deusa folia, numa enxurrada física e psíquica das mais vulgares e pervertidas, em cujo prazer todos se entregavam ao olvido da responsabilidade, ao afogamento das mágoas e à liberação das paixões primitivas.
Jovens e adultos pareciam haver perdido o direccionamento da razão, deixando-se enlouquecer pelo gozo exagerado, como se tudo ficasse centralizado naquele momento e nada mais houvesse após.
Criminosos de várias classes misturavam-se aos foliões esfuziantes e tentavam furtá-los, roubá-los, agredindo-os com armas brancas, ao tempo em que psicopatas perversos utilizavam-se da confusão para darem largas aos distúrbios que os assinalavam.
Altercações e brigas violentas, que culminavam em homicídios infelizes, misturavam-se aos disparates da festa que não cessava, porque, naquela conjuntura, a vida era destituída de significado e de valor.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

79. Philomeno ainda não havia saído da perplexidade em que se encontrava quando o irmão Petitinga veio em seu auxílio, comentando:
“Passada a onda de embriaguez dos sentidos, os rescaldos da festa se apresentarão nos corpos cansados, nas mentes intoxicadas, nas emoções desgovernadas e os indivíduos despertarão com imensa dificuldade para adaptar-se à vida normal, às convenções éticas, necessitando prosseguir na mesma bacanal até a consumpção das energias.
Amolentados pelas extravagâncias, saudosos da luxúria desmedida e ansiosos por novos acepipes, tentarão transformar todas as horas da existência no delírio a que ora se entregam...
Tentarão investir todos os esforços para que se repitam os exageros, e porque as loucuras colectivas fazem-se com certa periodicidade e eles dependem desse ópio para esquecer-se de si mesmos, passam a viver exclusivamente o dia a dia do desequilíbrio em pequenos grupos, nos barzinhos, nos guetos e lugares promíscuos, nos subterrâneos do vício onde se desidentificam com a vida, com o tempo e com o dever.
Tornando insuportável a situação de cada uma dessas vítimas voluntárias do sofrimento futuro, os parasitas espirituais que se lhes acoplam, os obsessores que os dominam, explorando suas energias, atiram-nos aos abismos da luxúria cada vez mais desgastante, do aviltamento moral, da violência, a fim de mantê-los no clima próprio, que lhes permite a exploração até a exaustão de todas as forças”.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

80. Disse então José Petitinga que seria muito difícil, no momento, estancar-se a onda crescente da sensualidade, do erotismo, da depravação nas paisagens terrenas, especialmente em determinados países.
O motivo disso é que as autoridades que governam algumas cidades e nações, com as excepções compreensíveis, estão mais preocupadas com a conquista de eleitores para os iludir, do que interessadas na sua educação.
A educação, que liberta da ignorância, desperta para o dever e a conscientização das massas, não sendo de valor para esses governantes, porque se o povo fosse esclarecido os desapearia do poder de que desfrutam, em face da claridade mental e do discernimento.
Eles reservam então altas verbas para serem aplicadas no desperdício moral, disfarçando as doações sob a justificativa de que se trata de utilização para o lazer e a recreação, quando estes são opostos aos exageros dos sentidos físicos.
(Entre os dois mundos. Capítulo 6: O acampamento espiritual.)

(Continua no próximo número.)

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Um minuto com Chico Xavier

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 14, 2018 9:26 pm

por Regina Stella Spagnuolo

Chico Xavier, o líder espiritual de milhares e milhares de pessoas, o homem que mudou totalmente a imagem dos sensitivos, dos paranormais e até mesmo de gente de outras religiões, foi entrevistado certa vez pelo repórter Nei Gonçalves Dias(*):
FILOSOFIA DE VIDA
- Se você pudesse resumir numa frase a sua filosofia de vida, o que você diria?
CHICO - Diria que no mundo, a nosso ver, não apareceu, por enquanto, nenhuma frase resumindo uma filosofia correcta de vida como aquela pronunciada por Jesus:
“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”
Isto é, amar sem esperar ser amado, e sem aguardar recompensa alguma. Amar sempre.

O CAMINHO REAL DA FELICIDADE
- E o conselho definitivo às pessoas, qual você daria?
CHICO - Se pudéssemos aconselhar alguém sobre a solução do problema da felicidade diríamos que o trabalho em nossa vida deve ser constante.
Que só devemos repousar como pausa de refazimento das nossas próprias forças, que o espírito de férias, o espírito do repouso, do descanso, devia ser considerado como pausa unicamente para a restauração de nossas energias, porque trabalhar servindo, trabalhar fazendo o bem, é realmente o caminho real da felicidade, que é a felicidade legítima para cada um de nós.

MORTE E RESSURREIÇÃO
- E o que um homem como Chico Xavier pensa da morte?
Ele teria medo de morrer?
CHICO - Morrer em si não dá medo.
Geralmente sentimos na posição de quem entende o processo de desencarnação.
Mas na maioria das vezes, nós, segundo informações dos Amigos Espirituais, não chegamos a sentir a presença da morte, porque eles nos dizem, que todos os dias nós fazemos o exercício da morte através do sono, e da ressurreição pela manhã quando despertamos e levantamos o nosso corpo.

AMIZADE GRATIFICANTE
- 150 livros! Um recordista de publicação e venda no Brasil.
Quanto dinheiro Chico Xavier ganhou com isso?
CHICO - Graças a Deus reconheço que esses livros nunca me pertenceram.
Eles pertencem àqueles que os editam ou os escrevem através das minhas mãos.
Isto desde 1927. Quanto mais tempo passa, mais me conscientizo desta realidade.
De modo que os livros não me trouxeram dinheiro e nem me dão dinheiro, mas me trouxeram aquilo que considero muito acima do dinheiro, que é a amizade de muitos amigos, um verdadeiro tesouro de amor que tenho dentro de minha vida, que fez realmente a minha felicidade, porque eu me sinto feliz com os amigos que Deus me deu.

ENGANANDO A SI MESMO
- Uma última pergunta para esse homem responder:
Que castigo mereceria quem fosse capaz de enganar os humildes, de se aproveitar da fé dos despreparados?
CHICO - A palavra castigo, para nós, deve estar circunscrita nos processos de justiça, ou aos problemas chamados penalógicos.
Porque quem engana, não apenas aos humildes, o que engana a qualquer pessoa, está enganando a si mesmo.
Porque mais hoje, mais amanhã, a pessoa que engana acaba logrando a si própria.

(*) Reportagem-entrevista do Programa “Fantástico” da TV Globo, Rio de Janeiro, levado ao ar na noite de 15/5/1979.
Transcrita do Anuário Espírita 1980, IDE, Araras, SP, p. 105/110.

Do livro Entender Conversando, de Francisco Cândido Xavier e Emmanuel.

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Decisão que vamos optar

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 15, 2018 11:31 am

A clareza e objectividade de Kardec impressionam, seja pela sua actualidade, seja pela lucidez com que apresenta o pensamento espírita e seus desdobramentos, nas variadas situações do quotidiano ou nas conquistas intelecto-morais que vamos alcançando pelo amadurecimento natural da própria evolução.
Frases curtas, expressões compactas, parágrafos altamente esclarecedores, raciocínios lógicos, todos embasados numa construção perfeita que une o texto, o raciocínio, o alto senso de justiça e bondade, aspectos históricos sempre envolvidos e, claro, direccionados para aspectos que construam a mentalidade humanitária e cristã, à luz da Revelação Espírita.
Isso está em toda a obra da Codificação, nas obras complementares e na Revista Espírita.
Interessante porque cada pensamento, texto, frase ou raciocínio do Codificador tornam-se facilmente fonte inesgotável para abordagens verbais ou escritas, temas para estudo ou pesquisa.
É realmente o fruto de um espírito genial, comprometido com as causas de progresso da Humanidade.
Não é ao acaso que organizou a Revelação dos Espíritos.
Uso um exemplo simples, para indicar essa grandeza de conteúdo.
No capítulo XXVIII – Colectânea de Preces Espíritas, em O Evangelho segundo o Espiritismo, item 20 – Para pedir força de resistir a uma tentação, informa Kardec*:
“(...) Devemos, ao mesmo tempo, imaginar o nosso anjo da guarda, ou Espírito protector, que, de sua parte, combate em nós a má influência, e espera com ansiedade a decisão que vamos tomar.
Nossa hesitação em fazer o mal é a voz do bom Espírito que se faz ouvir pela consciência. (...)”.
O destaque na frase foi dado pelo próprio Kardec.
O tema aborda a questão dos maus pensamentos, da influência malévola de alguns Espíritos perturbados ou perturbadores e mesmo de nossas próprias más tendências, mas também da presença do anjo guardião que nos ampara e a quem podemos recorrer.
Como se sabe, no capítulo em referência, Kardec apresenta comentários compactos e extraordinários a diversas situações em que a prece pode ser usada, complementando com pequenos modelos de prece para auxiliar o raciocínio na questão.
Mas seus comentários pessoais são de beleza inquestionável.
Inclusive, o referido item encontra-se no subtítulo Preces por si mesmo, iniciando-se com a citação dos anjos guardiães e Espíritos protectores, daí a indicação aqui constante.
Convido, portanto, o leitor, a reflectir sobre o exemplo simples da transcrição constante da já citada obra básica:
a da espera do Espírito protector, com ansiedade, pela decisão que vamos tomar.
Sim, isso é abrangente, notável.
Afinal, apesar da assistência que todos recebemos, continuamente, os benfeitores respeitam nossas decisões e esperam que escolhamos os caminhos do equilíbrio e do acerto.
Mas respeitam, se optarmos por caminhos desastrosos, daí a ansiedade citada pelo Codificador, porque sabem que é por meio desses equívocos das decisões e opções, durante a vida, que amadurecemos e aprendemos a viver, nos relacionamentos e nas decisões próprias do quotidiano.
Apesar de nos assistirem, eles aguardam os caminhos que optamos por seguir.
Percebemos, com clareza, a abrangência que o assunto propicia.
Convido o leitor a buscar o item em referência e estudá-lo na íntegra.

É assim a Doutrina Espírita: inesgotável nas possibilidades de aprendizado.

*308ª. edição IDE - Instituto de Difusão Espírita, Araras (SP), de fevereiro de 2005, tradução de Salvador Gentile.

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O palhacinho triste

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 15, 2018 9:49 pm

Guilherme era um menino que tinha aproveitado muito bem suas lições na escola e passara de ano com louvor.
Então, seus pais, muito amorosos, lhe proporcionaram alguns dias de férias em conhecida cidade de praia, naquela região.
Eufórico, Guilherme arrumou a mala e, juntamente com seus pais e o irmãozinho, num dia muito bonito saíram em viagem.
Ao chegar, logo à entrada da cidade, viram um circo armado, cheio de luzes coloridas, jaulas com belos animais selvagens, elegantes cavalos e macacos engraçados.
Com os olhos arregalados de emoção, Guilherme ouviu seu pai prometer que no dia seguinte iriam assistir ao espectáculo.
No outro dia, à hora marcada, deram entrada no circo e logo começou a função.
Bailarinas, equilibristas, mágicos e trapezistas alternavam-se com palhaços, macacos, elefantes, domadores de animais e muitas outras coisas.
Com um pacote de pipocas nas mãos, Guilherme acompanhava tudo rindo e batendo palmas, satisfeito.
De repente, olhou um dos palhaços que faziam piruetas e davam cambalhotas no picadeiro.
Apesar do riso aberto, seus olhos eram tristes.
Quando ele se aproximou mais, Guilherme notou que duas lágrimas brilhavam em suas faces pintadas.
Daquele momento em diante, nada mais teve graça, e a figura do palhaço triste não lhe saiu da cabeça.
Na manhã seguinte acordou e, em vez de ir à praia, voltou ao circo.
O aspecto agora era bem diferente.
Não havia mais belas luzes coloridas e a impressão de luxo e riqueza desvaneceu-se inteiramente.
Fora, algumas pessoas faziam a limpeza do local enquanto outras lavavam e tratavam dos animais.
O garoto perguntou onde poderia encontrar o palhaço triste e informaram que ele estava no picadeiro.
Entrando na enorme lona do circo, agora vazio, Guilherme pareceu ouvir ainda os aplausos e gritos da plateia.
Logo o viu. Uma pequena figura sentada no chão, tendo a cabeça entre as mãos.
— Olá! — cumprimentou Guilherme.
O palhaço ergueu a cabeça ao ouvir a voz desconhecida.
— Olá! O que o traz aqui, garoto?
— Bem, é que eu queria ver um palhaço de perto.
— Ah! Com certeza vai se decepcionar.
Sou apenas um homem como qualquer outro.
Guilherme sentou-se junto dele e disse:
— Estranho! Sempre pensei que os palhaços vivessem sempre sorrindo e brincando, como se a vida fosse uma festa — comentou o menino.
— Puro engano, meu filho.
Muitas vezes a gente ri para não chorar — afirmou com tristeza.
— Agora eu entendo isso.
Ontem mesmo, durante o espectáculo, percebi que você estava triste. Por quê?
— Deu para notar?!...
A verdade é que estou com problemas muito graves.
E o palhaço contou-lhe que estava com a filhinha doente e não tinha dinheiro para levá-la ao médico.
Contente por poder ajudar, Guilherme sorriu e lhe assegurou:
— Ora, não se aflija!
Meu pai é médico e poderá examinar sua filha.
O garoto saiu correndo e, pouco depois, voltou acompanhado do pai.
O palhaço acompanhou-os até onde estava a filha doente e eles ficaram impressionados com a miséria do local.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Fev 15, 2018 9:49 pm

O carro em que viajavam e que lhes servia de moradia era muito pobre e sem conforto.
O médico examinou a criança e afirmou ao pai que ela, além de pneumonia, estava também desnutrida, precisando se alimentar melhor.
— Eu sei, doutor. — disse o palhaço.
Mas não tenho dinheiro.
Ganho pouco e mal dá para as despesas mais urgentes.
— Não se preocupe.
Sua filhinha precisa ser hospitalizada, mas ficará boa logo, com a ajuda de Deus.
O médico conduziu a menina para o hospital, onde logo ela estava sendo medicada.
Em seguida, ele levou uma cesta contendo géneros alimentícios que dariam para muitos dias, entregando também ao palhaço um envelope com uma boa importância em dinheiro.
Surpreso, o pobre homem disse:
— Mas, doutor, eu não sei quando poderei lhe pagar!...
— Não se preocupe.
Quero apenas que faça as crianças sorrirem.
Depois de alguns dias a garotinha voltou para casa contente e saudável.
Era o último espectáculo do circo.
Levantariam acampamento no dia seguinte.
Guilherme e sua família estavam na primeira fila.
O palhaço aproximou-se, trazendo nas mãos um lindo balão vermelho, amarrado com um cordão.
Chegando junto a Guilherme entregou-lhe o balão, com sorriso feliz.
— Você agora não é mais um palhacinho triste — disse o menino.
— Não. Graças a você, posso sorrir novamente.
Não sei como lhes agradecer tudo o que fizeram por mim.
O médico, bem-humorado, afirmou:
— É fácil. Faça um espectáculo bem alegre para alegrar as crianças.
Com um último olhar agradecido, o palhaço afastou-se dando cambalhotas e fazendo palhaçadas, acompanhado pelo riso de todos.
Guilherme suspirou, satisfeito.
O pai olhou para o menino com carinho:
— Muitas vezes, o sofrimento e a dor estão onde menos esperamos, meu filho.
É preciso ter sensibilidade para descobrir onde está a necessidade das pessoas.
Se não fosse você, ninguém teria descoberto o problema do palhaço.
Muito bem, Guilherme, Jesus certamente está contente com você.
E, abraçando o filho com ternura, completou:
— A verdade é que onde estivermos podemos ajudar alguém.
Basta que se tenha boa vontade e amor no coração.

TIA CÉLIA

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Como vai nosso contentamento?

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Fev 16, 2018 10:57 am

A pergunta do título se baseia numa afirmativa maravilhosa do apóstolo Paulo na sua epístola aos Filipenses quando afirmou sem vacilar:
“Aprendi a contentar-me com o que tenho”.
O que tinha ele naquela altura da sua vida preso em Roma e aguardando a morte?
Perdera a consideração dos familiares; vivia muitas vezes foragido quando passou de perseguidor a ser perseguido; foi açoitado; feito prisioneiro; vivia uma vida material de extrema pobreza; o que tinha ele para contentar-se a não ser a consciência tranquila do dever cumprido?
Qualquer um de nós tem motivos maiores para ser contente e, entretanto, não somos.
Pelo menos uma grande parte da humanidade.
A pessoa que tem o seu carro simples, mas funcionando normalmente, quando passa perto de um carro importado pensa assim:
“Isso é que é carro!
Como deve ser bom poder dirigir um veículo desses!”.
Ao contemplarmos o carro importado, o brilho da alegria em ter o nosso veículo nacional é ofuscado.
A pessoa veste-se de maneira asseada mesmo que não esteja rigorosamente dentro daquilo que a moda exige e, ao passar diante de uma boutique de roupas que estampa na vitrine os modelos recentes, exclama:
“Ah! Como deve ser bom poder vestir um traje desses como determina a moda!”.
O facto de termos nossa roupa limpa e em bom estado não é capaz de contentar-nos.
Cobiçamos aquela que está exposta na loja cara e de grife.
A pessoa vive em sua casa própria, não paga aluguer como tantas outras, mas ao passar por uma mansão que ocupa uma quadra toda, fica a pensar:
“Morar num lugar desses é como morar num palácio!
Quantos quartos e banheiros deve ter?
Como deve ser maravilhosa por dentro com sauna, sala de televisão, escritório, vários banheiros, piscina, área de lazer toda aparelhada!”.
E lá se vai embora a satisfação que a casa simples nos proporcionava.
Outras vezes o alimento de boa qualidade que nos abençoa a mesa é esquecido quando passamos diante de um restaurante de renome com seu cardápio exótico, o que nos conduz ao seguinte raciocínio:
“Aí deve ter comida que nunca conseguirei provar devido ao alto preço!
Fico a imaginar as delícias que são servidas aos seus frequentadores!”.
E o nosso alimento simples, porém o suficiente para a nossa subsistência, é esquecido ou perde o valor que realmente tem.
Daí a pergunta:
aprendemos a ser felizes com o que temos, como afirmou, prisioneiro em Roma, o apóstolo Paulo?
Para a nossa meditação, lembramos o que encontramos no livro Lições de Chico Xavier de A a Z, Editora LEEP, página 444:
“Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz mais bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam um sapato novo; outros ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário”.
Perceberam como o ser humano é complicado?
Creio que a solução para isso seria termos uma visão de trezentos e sessenta graus.
Esse tipo de visão que faz uma volta completa da cabeça assentada sobre o tronco.
Quando estivéssemos focados naquilo ou naqueles que estão à nossa frente, voltaríamos nosso olhar para trás a contemplar os inúmeros companheiros de jornada que estão em situação extremamente pior do que a nossa.
Quando nos sentíssemos solitários, voltaríamos nossa visão para o lado e veríamos os muitos que jornadeiam connosco portando problemas semelhantes aos nossos e nos consolaríamos ao constatar situações parecidas à que estamos vivenciando, além de permitir que fôssemos solidários espantando a própria solidão.
Paulo havia perdido sua noiva e feito o primeiro mártir do cristianismo na pessoa de Estêvão e, mesmo assim, dizia ter aprendido a ser contente com o que tinha.
Será que esse contentamento de Paulo tinha alguma coisa a ver com a sua consciência tranquila pelo dever cumprido, assumido perante Jesus?
Se esse for o real motivo, tenho a impressão de que está explicado nosso descontentamento pela vida que levamos actualmente na actual reencarnação, você concorda?
Caso não seja esse o seu problema, anime-se!
Vai ser bem mais fácil exarar a frase de Paulo:
“Aprendi a contentar-me com o que tenho”.
Torço por você porque, quanto a mim, não tenho essa chance.
Minha dívida é para com Ele.

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PAPEL DOS ESPÍRITAS PERANTE O ESPIRITISMO

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Fev 16, 2018 9:51 pm

Muitos espíritas acreditam que a filosofia espírita é mérito exclusivo dos Espíritos, cabendo a Kardec apenas sistematizar e organizar as comunicações provenientes do plano espiritual.
Este comportamento poderia sugerir aos adeptos do Espiritismo uma postura passiva e silenciosa diante das comunicações, sem a necessidade de investigação, análise e ponderações, uma vez que os Espíritos nos esclarecem com muita propriedade sobre os diversos temas que nos afligem.
Nada poderia estar mais longe da verdade.
Esse pensamento pode estar presente nas mentes dos espíritas em virtude da postura humilde de Kardec registada nos prolegómenos de “O Livro dos Espíritos”.
Lá ele afirma:
“Este livro é o repositório de seus ensinos (dos Espíritos).
Foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de sistema.
Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por eles examinado.
Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as notas e a forma de algumas partes da redacção constituem obra daquele que recebeu a missão de os publicar.”[1]
É exacto afirmar que a filosofia espírita provém dos Espíritos, no sentido de que ela não saiu da cabeça de um homem, como ocorre com as ciências da matéria.
Mas não é exacto afirmar que a única missão de Kardec era de publicar seus ensinos.
Encontramos no próprio “O Livro dos Espíritos” as marcas de um genuíno pesquisador.
Como ler “O Livro dos Espíritos” pulando a sua introdução?
Não é lá como começamos a entender como a Doutrina começou a ser revelada?
Não é lá que está registado os primeiros fenómenos estudados por Kardec?
Tudo começou com as mesas girantes, depois a cesta com o lápis, a prancheta e por fim a mão do médium.
O que dizer do seu artigo “Ensaio Teórico das Sensações nos Espíritos”?
Mesmo possuindo limitado conhecimento do funcionamento do cérebro, ele consegue responder com maestria como é possível os Espíritos terem as mesmas sensações e percepções humanas, como a dor, por exemplo, se são destituídos de corpo físico?
Como explicar as diversas reclamações, de que foi testemunha, de frio e calor dos Espíritos?
Vou dar um exemplo para tornar clara a função daquele que investiga os fenómenos espíritas.
É o próprio Kardec que explica:
“Passa-se no mundo dos Espíritos um facto muito singular, de que seguramente ninguém houvera suspeitado:
o de haver Espíritos que se não consideram mortos.
Pois bem, os Espíritos superiores, que conhecem perfeitamente esse facto, não vieram dizer antecipadamente:
“Há Espíritos que julgam viver ainda a vida terrestre, que conservam seus gostos, costumes e instintos.”
Provocaram a manifestação de Espíritos desta categoria para que os observássemos.
Tendo-se visto Espíritos incertos quanto ao seu estado, ou afirmando ainda serem deste mundo, julgando-se aplicados às suas ocupações ordinárias, deduziu-se a regra.
A multiplicidade de factos análogos demonstrou que o caso não era excepcional, que constituía uma das fases da vida espírita; pode-se então estudar todas as variedades e as causas de tão singular ilusão, reconhecer que tal situação é sobretudo própria de Espíritos pouco adiantados moralmente e peculiar a certos géneros de morte; que é temporária, podendo, todavia, durar semanas, meses e anos.
Foi assim que a teoria nasceu da observação.
O mesmo se deu com relação a todos os outros princípios da doutrina.”[2]
Apesar de muitos princípios terem sido resultados das observações dos fenómenos, existem outros promulgados pelos Espíritos que Kardec não teve como demonstrá-los ou evidenciá-los.
Esse é o caso da reencarnação.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Fev 16, 2018 9:51 pm

Na questão nº 171 de “O Livro dos Espíritos” ele questiona:
“Em que se funda o dogma da reencarnação?”[3]
Os Espíritos, por sua vez, respondem:
“Na justiça de Deus e na revelação…”[4].
Ou seja, é um princípio que foi agregado a filosofia espírita, resultado dos ensinos dos Espíritos, e não da observação dos factos.
No entanto, ele utilizou de outros critérios para se certificar da veracidade das informações provenientes dos Espíritos como o Controle Universal do Ensino dos Espíritos.
Por sua vez, “O Livro dos Médiuns” é uma obra na qual Kardec expõe toda sua perspicácia na análise das comunicações.
Esta obra possui um capítulo especial de mensagens apócrifas[4] atribuídas a espíritos de alta envergadura moral, como Jesus de Nazaré por exemplo.
Ele fez este registo para que os espíritas saibam que ninguém está livre de receber comunicações mistificadoras, e que cabe aos espíritas discernir o falso do verdadeiro.
É intrigante notar que esta recomendação seja proveniente dos próprios Espíritos, ou seja, são os próprios Espíritos que nos dizem que devemos analisar as mensagens oriundas do além, conforme segue a recomendação abaixo de Erasto:
“…fazei-a (Erasto refere-se às comunicações espíritas) passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom-senso reprovarem.
Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errónea.”[5]
Não há nesta argumentação nenhum propósito de desmerecer o trabalho extraordinário daqueles Espíritos que foram incumbidos de realizar a revelação espírita (São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luís, O Espírito de Verdade, Sócrates, Platão, etc..) [1], pois sem o concurso deles o Espiritismo careceria de seu carácter verdadeiro, ou seja, seria uma expressão equivocada das leis Divinas espirituais.
Em contrapartida, uma postura criteriosa, cautelosa, investigativa, questionadora e abnegada por parte de Kardec garantiu, com boa dose de certeza, que as comunicações recebidas eram, de facto, provenientes de Espíritos superiores.
O que estamos tentando esclarecer para o querido leitor é que o carácter científico da Doutrina é o que garante a origem divina da revelação espírita, sendo a ciência espírita de total responsabilidade dos espíritas, e não dos Espíritos. Portanto, a nossa postura diante dos fenómenos é que vai caracterizar o Espiritismo como ciência, a exemplo de Kardec.
O Fundador do Espiritismo discorre em seu brilhante artigo intitulado “Carácter da Revelação Espírita”, contido em sua obra “A Génese” o papel dos homens perante os fenómenos.
Ele considera que a revelação espírita tem duplo carácter: divino e científico.
Esta passagem é tão esclarecedora que dispensa qualquer comentário.
“Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo carácter:
participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica.
Participa da primeira, porque foi providencial o seu aparecimento e não o resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca de coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las.
Participa da segunda, por não ser esse ensino privilégio de indivíduo algum, mas ministrado a todos do mesmo modo; por não serem os que o transmitem e os que o recebem seres passivos, dispensados do trabalho da observação e da pesquisa, por não renunciarem ao raciocínio e ao livre-arbítrio; porque não lhes é interdito o exame, mas, ao contrário, recomendado; enfim, porque a doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos factos que os Espíritos lhe põem sob os olhos e das instruções que lhe dão, instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações.
Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.” [6]

REFERÊNCIAS
1) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 74ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Prolegómenos.
2) KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 38ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Capítulo I, Caráter da Revelação Espírita, ítem 15.
3) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 74ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira; Justiça da Reencarnação; Cap IV – Da Pluralidade das Existências, Parte Segunda – Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos.
4) KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 64ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Comunicações apócrifas, Capítulo XXXI – Dissertações Espíritas, Segunda Parte – Das manifestações espíritas.
5) KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 64ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Capítulo XX – Da Influência Moral do Médium, Segunda Parte – Das manifestações espíritas.
6) KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 38ª ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, Capítulo I, Caráter da Revelação Espírita, ítem 14.

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UM ESPÍRITO OBSESSOR TERÁ TANTO PODER SOBRE NÓS

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Fev 17, 2018 11:04 am

QUANTO SEJA O PODER QUE FACULTAMOS A ELE DE NOS OBSEDAR.

- “Até onde e até quando um ou mais espíritos obsessores podem causar danos no plano físico a indivíduos desprovidos de certo amparo no plano espiritual?”
CHICO XAVIER – Nossos amigos espirituais observam sempre que não há desamparo no Universo.
A misericórdia de Deus nos alcança em todos os sectores e em todas as situações, e desde que tenhamos já algum conhecimento para ensaiar os nossos passos nas estradas evolutivas, por nós mesmos, vamos criando em nós recursos de auto-protecção.
Então, nós podemos observar:
se temos cuidados especiais para com os nascituros, para com aqueles que ainda não chegaram à vida física e que estão em trânsito para o nosso campo de trabalho, com o concurso de nossas grandes benfeitoras que são as nossas mães, se temos cuidados especiais para com aqueles que vão chegando, organizando casas especializadas de socorro, de assistência, se o nosso próprio lar é um ninho de amor e protecção para a criança, quando a criança demanda esse auxílio pela fraqueza em que ela se encontra na obra de Deus, também os espíritos que se encontram ainda muito insipientes no conhecimento próprio merecem considerações e bênçãos especiais dos Espíritos Superiores.
Então, devemos catalogar os assuntos de obsessão, encarando esses assuntos de acordo com a nossa própria natureza.
O obsessor tem sobre nós a influência do tamanho da nossa capacidade de atraí-lo para o nosso campo de acção.
Poder-se-à observar, por exemplo, que muitas vezes, encontramos, nos sanatórios, irmãos nossos em condições precárias da mente, do cérebro, e que já não podem mais criar qualquer fibra de resistência, mas aí o assunto já transcendeu à nossa possibilidade de estudar, porque nós estamos estudando o caso connosco que estamos conscientes das nossas responsabilidades.
Se nós não nos guardarmos, se não nos defendermos, se não nos liberarmos antes do complexo de culpa, nessa calamidade que nós chamamos remorso, então nós vamos atravessando as linhas fronteiriças da perturbação e depois o império das forças inferiores sobre nós, então o assunto já é pertinente a considerações outras que não as desta hora em que estamos estudando o problema da obsessão com a nossa inteireza de conhecimentos para sabermos muito bem discernir o que é o bom e o que não serve para nós.

( * ) Entrevista concedida a Sra. Guiomar Albanesi, no Centro Espírita Perseverança, São Paulo, Capital, em Outubro de 1974.
Livro: “A Terra e o Semeador” – Psicografia de Francisco C. Xavier – Espírito Emmanuel.

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O LAR TERRENO E A FAMÍLIA FÍSICA

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Fev 17, 2018 8:47 pm

SÃO O REENCONTRO DE AMIGOS E INIMIGOS DO PASSADO, QUE ESTÃO DEBAIXO DO MESMO TECTO, PARA RECONCILIAR-SE PERANTE ÀS LEIS ETERNAS E IMUTÁVEIS DO PAI ETERNO.

Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais.
O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este existia antes da formação do corpo. O pai não gera o Espírito do filho:
fornece-lhe apenas o envoltório corporal.
Mas deve ajudar seu desenvolvimento intelectual e moral, para o fazer progredir.
Os Espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são os mais frequentemente Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena.
Mas pode ainda acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na Terra, a fim de lhes servir de prova.
Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consanguinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os Espíritos, antes, durante e após a encarnação.
Donde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue.
Podem, pois, atrair-se, procurar-se, tornarem-se amigos, enquanto dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, como vemos todos os dias.
Problema moral, que só o Espiritismo podia resolver, pela pluralidade das existências.
Há, portanto, duas espécies de famílias:
as famílias por laços espirituais e as famílias por laços corporais.
As primeiras, duradouras, fortificam-se pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das diversas migrações da alma.
As segundas, frágeis como a própria matéria, extinguem-se com o tempo, e quase sempre se dissolvem moralmente desde a vida actual.
Foi o que Jesus quis fazer compreender, dizendo aos discípulos:
“Eis minha mãe e meus irmãos”, ou seja, a minha família pelos laços espirituais, pois “quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
A hostilidade de seus irmãos está claramente expressa no relato de São Marcos, desde que, segundo este, eles se propunham a apoderar-se dele, sob o pretexto de que perdera o juízo.
Avisado de que haviam chegado, e conhecendo o sentimento deles a seu respeito, era natural que dissesse, referindo-se aos discípulos, em sentido espiritual:
“Eis os meus verdadeiros irmãos”.
Sua mãe os acompanhava, e Jesus generalizou o ensino, o que absolutamente não implica que ele pretendesse que sua mãe segundo o sangue nada lhe fosse segundo o Espírito, só merecendo a sua indiferença.
Sua conduta, em outras circunstâncias, provou suficientemente o contrário.

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NOSSOS FAMILIARES PROBLEMAS.

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Fev 18, 2018 12:13 pm

Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste.
A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se fez presente.
Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.
Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.
Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efectuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.
Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los.
São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nós mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas da evolução.
É provável tenhamos dado um passo à frente.
Talvez o contacto deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser.
Isso, porém, é motivação para auxílio, não para fuga.
Atentos ao princípio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dívidas ou delongar compromissos.
Divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam à beira da delinquência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível.
E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.
Reflecte, porém, que a existência na Terra é um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.

Emmanuel - Psicografia : Francisco Cândido Xavier - Livro : Na Era do Espírito - Cap. 2

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A Revue Spirite de 1861 - Parte 4

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Fev 18, 2018 9:11 pm

Damos prosseguimento nesta edição ao estudo da Revue Spirite de 1861, mensário de divulgação espírita fundado e dirigido por Allan Kardec.
Este estudo é baseado na tradução para o idioma português efectuada por Júlio Abreu Filho e publicada pela EDICEL.
As respostas às questões propostas estão no final do texto sugerido para leitura.

Questões para debate

A. Que significado tinha entre os antigos o vocábulo deus?
B. Pode uma pessoa, uma semana depois de desencarnada, ter dúvida de sua própria morte?
C. Kardec aprovava as reuniões mediúnicas com público?

Texto para leitura

55. Kardec diz que a questão das mesas e pranchetas é inteiramente acessória e não a principal.
Elas foram o prelúdio dos grandes e poderosos meios de comunicação, como o alfabeto é o prelúdio da leitura corrente. (PP. 114 e 115)
56. Mostrando a utilidade da mediunidade, Kardec lembra que não faltam os inimigos no mundo dos Espíritos.
Lá como cá, os mais perigosos são os que não conhecemos.
O Espiritismo prático nos permite conhecê-los. (P. 116)
57. A Revue transcreve a análise que o Sr. Escande fez, no jornal Mode Nouvelle, da obra “História do Maravilhoso”, do Sr. Louis Figuier. (P. 117 a 125)
58. Analisando um artigo publicado pelo Siècle de 4/2/1861, Kardec diz que entre os antigos o vocábulo deus tinha um significado muito elástico: era uma qualificação genérica, aplicada a todo ser que lhes parecia elevar-se acima do nível da humanidade.
Tal é, em substância, o princípio da Mitologia.
Os deuses não eram senão os Espíritos de simples mortais, que se manifestavam naquela época, como hoje se dá. (PP. 126 e 127)
59. O Cristianismo despojou esses deuses do seu prestígio e o Espiritismo os reduziu, hoje, ao seu justo valor, mostrando que só existe um Deus, o Criador de todas as coisas. (P. 127)
60. Alfred Leroy, de 50 anos, fisionomia distinta, enforcou-se a caminho de Charenton.
Numa carta achada em seu bolso, Alfred diz que recorreu ao suicídio por haver sido abandonado à própria sorte.
Evocado uma semana depois, na Sociedade Espírita de Paris, seu Espírito disse que o suicídio era uma prova contra a qual tinha de lutar. (PP. 127 e 128)
61. São Luís, esclarecendo o caso Leroy, disse que a expiação e o sofrimento seriam a consequência do seu gesto, porque a culpa é bem maior quando o homem é levado ao suicídio por haver sucumbido à tentação. (PP. 130 e 131)
62. Jules Michel, morto aos 14 anos e evocado oito dias depois de sua morte, tinha dúvida de haver morrido.
Ele podia ver sua mãe e seus irmãos, e mesmo o seu corpo, deitado, todo duro, mas sentia não estar mais nele. (P. 131)
63. Jules Michel explicou, falando de sua desencarnação:
“Estava entorpecido; queria mover-me e não podia; as mãos estavam molhadas de suor e sentia um grande trabalho em meu corpo; depois nada mais senti e despertei muito aliviado; não sofria mais e estava leve como uma pluma.
Então me vi em meu leito e contudo não estava nele...” (P. 132)
64. Mensagem enviada a Kardec pelo Conde X..., de Roma, diz que, não sendo uma lei nova, o Espiritismo está destinado a restabelecer a unidade da crença, pois ele é a confirmação e o esclarecimento do Cristianismo. (PP. 133 e 134)
65. Falando sobre a inveja nos médiuns, o Espírito de Luos diz que há muitos médiuns que se tornam vãos, em vez de humildes, à medida que seus dons se desenvolvem, e repelem com isso comunicações importantes. (P. 137)


Última edição por Ave sem Ninho em Dom Fev 18, 2018 9:13 pm, editado 1 vez(es)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Fev 18, 2018 9:12 pm

66. No médium – conclui Luos – a inveja é tão temível quanto o orgulho.
Não é mostrando-se invejoso dos dons do vizinho que o médium receberá dons semelhantes. (P. 138)
67. Comentando a mensagem, Kardec diz que os Espíritos simpatizam com os médiuns em razão de suas qualidades ou de seus defeitos; ora, os defeitos que mais afastam os bons Espíritos são o orgulho, o egoísmo e o ciúme. (P. 138)
68. Em seu discurso anual na Sociedade Espírita de Paris, Kardec rejeita a ideia de se tornarem públicas as sessões da Sociedade, reafirmando que primeiro a pessoa deve estudar para depois assistir às manifestações. (P. 140)
69. O Espiritismo é uma Ciência – assinala Kardec – e, como qualquer ciência, não se aprende brincando. (P. 142)
70. Outra crítica feita à Sociedade, segundo lembrou Kardec, diz que ela se ocupava de coisas insignificantes, por abster-se de tratar de questões políticas e religiosas.
Kardec refutou, em seu discurso anual, essa crítica. (P. 143)
71. Kardec agradeceu, em sua fala, o concurso recebido não só dos Espíritos, mas também dos médiuns, afirmando que o mundo dos Espíritos os espera e lá todos os devotamentos serão compensados, na medida do desinteresse, da humildade e da abnegação aqui demonstrados. (P. 144)
72. Aludindo aos princípios básicos do Espiritismo, Kardec diz que todas as comunicações que lhe chegam de fora os têm confirmado, até mesmo no tocante à reencarnação, aceita agora pela força da evidência. (P. 145)

(Continua no próximo número.)

Respostas às questões

A. Que significado tinha entre os antigos o vocábulo deus?
O vocábulo deus tinha então um significado muito elástico:
era uma qualificação genérica, aplicada a todo ser que lhes parecia elevar-se acima do nível da humanidade.
Esse foi, em substância, o princípio da Mitologia.
Os deuses não eram senão os Espíritos de simples mortais, que se manifestavam naquela época, como hoje se dá.
O Cristianismo despojou esses deuses do seu prestígio e o Espiritismo os reduziu ao seu justo valor, mostrando que só existe um Deus, o Criador de todas as coisas.
(Revue Spirite de 1861, pp. 126 e 127.)

B. Pode uma pessoa, uma semana depois de desencarnada, ter dúvida de sua própria morte?
Sim, e isso é mais comum do que se pensa.
A Revue menciona o caso Jules Michel que, morto aos 14 anos e evocado oito dias depois de sua morte, tinha dúvida de haver morrido.
Falando de sua desencarnação, ele disse:
“Estava entorpecido; queria mover-me e não podia; as mãos estavam molhadas de suor e sentia um grande trabalho em meu corpo; depois nada mais senti e despertei muito aliviado; não sofria mais e estava leve como uma pluma.
Então me vi em meu leito e contudo não estava nele...”
(Obra citada, pp. 131 e 132.)

C. Kardec aprovava as reuniões mediúnicas com público?
Não. O Codificador rejeitava essa ideia por entender que primeiro a pessoa deve estudar para depois assistir às manifestações.
Afirmou Kardec:
“O Espiritismo é uma Ciência e, como qualquer ciência, não se aprende brincando.”
(Obra citada, pp. 140 a 142.)

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Esquecer o mal procurando o bem

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 19, 2018 11:09 am

Eu, porém, vos digo:
“Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem e caluniam”
(Mateus, 5:44).

Estamos inseridos nesta esfera física para nos regenerar e reaprender, retomando os débitos pelas fraquezas e falhas em existências pregressas.
Mesmo assim, ainda não superamos os entraves da nossa libertação, concedendo ajustes inadequados através dos nossos desejos e caprichos imediatistas.
Por causa disso, continuamos acusando, reclamando e nos queixando das dificuldades necessárias ao nosso aprendizado actual.
Quando Jesus disse “Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem e caluniam”, queria dizer que precisamos viver de modo que estes adversários se sintam auxiliados através dos nossos exemplos e atitudes renovando-se para o bem.
O ofensor chega-nos como um teste para o nosso aprimoramento moral.
Ele difama nosso nome, ameaça-nos, fere nossos sentimentos, desafia-nos na tolerância, torturando-nos os pensamentos e, mesmo assim, o Mestre continua a falar:
“Amai os vossos inimigos”.
Podemos estender-lhe a mão socorrendo-o, porque o adversário de hoje também é digno de auxílio e, queiramos ou não, são filhos de Deus assim como nós, para quem o Pai providenciará recursos e caminhos com a mesma justiça e bondade que tem para com todos.
Em muitos episódios da vida, aqueles que nos prejudicam e magoam, frequentemente, se encontram irmanados a tribulações; no fundo sofrem muito mais pelo facto de nos criarem problemas do que nós mesmos quando nos supomos vítimas deles.
Quando as relações com nossos amigos adoecerem, será melhor nos perguntarmos se os estamos perdoando de facto.
Serão apenas palavras ou estamos colocando nossos verdadeiros sentimentos neste perdão.
É justo entender que também nós cometemos equívocos, que também precisam ser corrigidos.
Que também temos reajustes a serem acertados, lembrando-nos de todo o bem que essas criaturas nos fizeram e a quem devemos gratidão.
O amor pelos desafectos não nos tira a paz da consciência, porque quando Jesus disse:
“ide e reconciliai-vos com vosso adversário”1
Ele também ensina a obtermos a paz interior, cooperando com eles.
Desta forma, compreendemos que o esquecimento do mal que nos assedia é defesa de nosso próprio equilíbrio e, nos dias que a injúria nos bate no rosto, o perdão é uma bênção para os ofensores, e sempre será o melhor para nós.
Nenhum de nós experimenta alegria frente às vítimas do mal.
O importante é nos colocarmos no lugar dos nossos irmãos equivocados e verificar que eles precisam mais de assistência do que de censura, porquanto todos nós somos susceptíveis de falhas lamentáveis.
Resumindo, precisamos entender que para sermos desculpados é necessário desculpar, reflectindo para não guardar ressentimentos, recordando a advertência do nosso Irmão Maior de orarmos pelos que nos perseguem e caluniam.
Quem perdoa eleva-se e quem se vinga desce os despenhadeiros da sombra.

Tudo se tornará fácil quando cultivarmos a verdadeira fraternidade, porque o amor pensa, fala e age estabelecendo o caminho para a glória da vida imortal.
Portanto, se desejarmos avançar para a luz, aprendamos a desculpar infinitamente, porque o céu da liberdade ou o inferno da condenação moram na intimidade da nossa consciência.
Por isso o Mestre Amado esclarece:
“Pai, perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos têm ofendido”.2
Quando Jesus convida ao perdão, não nos impeliu exclusivamente ao aprimoramento moral, mas também para a paz interior, para que possamos trabalhar e servir na construção da nossa felicidade.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 19, 2018 11:09 am

O perdão pode ser comparado à luz que o ofendido acende no caminho do ofensor e, por isso, perdoar em qualquer situação será sempre colaborar na vitória do amor em apoio à nossa própria libertação para a vida imperecível.
O Mestre não nos impele tão somente a beneficiar os que nos ferem, mas, igualmente, a proteger a sanidade mental do grupo a que fomos chamados a servir e actuar, imunizando os colegas do trabalho ao contágio da mágoa, da queixa, mantendo-nos tranquilos e confiantes tanto no amparo a eles quanto a nós.
Observemos que o divino Semeador nos aconselhou, orientando-nos que há o crescimento livre do joio e do trigo, mas na hora certa e oportuna se fará revelar amparando-nos e seleccionando nossos sentimentos através de seu justo entendimento.
Por isso, a importância da consciência tranquila frente aos que nos injuriam, abençoando-os, porque são criaturas necessitadas de compreensão e auxílio espiritual, tolerância e devotamento, ternura e trabalho.
A existência na qual actuamos no momento não nos reclama atitudes sensacionalistas, gestos impraticáveis, espectáculos de grandeza.
Pede apenas que sejamos melhores para aqueles que cruzem nossos passos, esquecendo o mal e procurando o bem que nos esclareça e melhore.
Desta forma, podemos construir no coração uma prece por todos aqueles que ainda não nos compreendem, iniciando a obra do nosso aperfeiçoamento para a Vida Imortal.
O caminho que Jesus nos indica é de vitória da luz sobre as trevas e, por isso mesmo, repleto de obstáculos a vencer.
Senda de espinhos gerando flores, calvário e cruz levando à renovação.
O meigo Rabi, desde o início do Seu apostolado, mostrou-nos o roteiro da elevação pelo sacrifício, servindo sem recompensa, entendendo a todos, socorrendo, esclarecendo e demonstrando que a caridade se externa no amor puro.
Quando nos entregarmos realmente a Deus e a Ele entregar nossos adversários como irmãos necessitados do Amparo Divino, penetraremos no verdadeiro entendimento das palavras do Mestre:
“Pai, perdoa as nossas ofensas assim como perdoamos aos que nos ofenderam”, reconciliando-nos com a vida e com a nossa alma.
Atingindo essa beatitude, saberemos tocar novamente a face de quem nos ofendeu, e aquele que nos ofendeu encontrará Deus em nós e nos dirá com alegria do coração: “Bendito sejas”.

Bibliografia:
1 - Mateus, 5:25 e 26.
2 - Mateus, 6:12.
RIBEIRO, Cesar Saulo coordenação - O Evangelho por Emmanuel, comentários ao Evangelho segundo Mateus – 1ª edição - Brasília/DF – Editora FEB - 2016 – págs. 143, 214, 207, 206, 216, 151, 174, 162.

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Você é uma Boa Notícia em sua família?

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Fev 19, 2018 8:59 pm

Allan Kardec ensinou que “Fora da caridade” não há salvação.
Pois bem, entenda-se salvação aqui, não no sentido literal, mas como uma maneira leve de se viver, que permite a paz de consciência e fé no futuro. Logo, aquele que pratica a caridade está salvo, portanto, com sua consciência em paz, podendo, aliás, dormir o “sono dos justos”.
Mas o que seria caridade, já que ela se estende ao infinito e vai desde doar uma cesta básica ao necessitado até um simples e terno sorriso dirigido ao amigo aflito.
E mais: a quem praticar esta caridade para sermos salvos?
Encontramos belo e farto material pertinente à caridade em O Evangelho segundo o Espiritismo.
Basicamente são duas formas de caridade: material e moral.
A caridade material é a mais simples de ser feita, porém, não menos valorosa.
Um dinheiro que ofertamos ao pedinte, uma carona a quem necessita, um lanche oferecido ao faminto são maneiras de praticar a caridade material.
Já a caridade moral é um pouco mais complexa, porquanto mexe com pontos mais densos de nosso ser.
Como calar em face da acusação impiedosa?
Como deixar de comentar sobre as impertinências de alguns familiares nos famosos churrascos de família?
Teríamos a generosidade necessária para orar por aqueles que nos prejudicaram?
Perceberam por que a caridade moral é a mais difícil de ser praticada?
Já respondemos, então, o que é caridade, esta abençoada capacidade que nos proporciona a paz de consciência.
Agora respondamos:
a quem praticar esta caridade?
Qualquer um em sã consciência diria que esta resposta é mamão com açúcar.
Claro, a caridade deve ser praticada a todos, sem distinção. E concordo.
Contudo, convenhamos:
muito mais simples praticar a caridade para aqueles que estão longe, distantes, porquanto desconhecemos suas limitações, falhas e dificuldades, logo, não colocamos tantos empecilhos.
Um pouco mais complicado praticar a caridade, principalmente a moral, para quem está perto, ou seja, ao próximo mais próximo, porque conhecemos sua história de vida, sabemos de suas imperfeições e impertinências.
Perdoar a palavra áspera do irmão, lavar a louça para a mãe, orar pelo marido que, segundo analisamos, não dos dá atenção necessária constituem-se em interessante exercício de caridade e faz-nos trabalhar o orgulho e a vaidade que ainda estão em nós.
Eis que praticar a caridade ao próximo mais próximo, além de trabalhar a harmonia no seio familiar, é oportunidade de melhor nos conhecermos, pois nossas reacções em face das acções dos outros revelam muito de nós mesmos.
Veja quem tem ouvidos para falar...
Com o próximo distante temos um pouco mais de tolerância, como não estamos sempre juntos, somos gentis, educados, temos o verniz social.
Mas com nossos familiares, não raro, nos esquecemos da gentileza, da boa palavra, de compreender suas inconveniências.
Esquecemos de calar, de emprestar nossos ouvidos e de sermos em suas vidas uma Boa Notícia, uma Boa Nova.
Vale analisar se somos uma Boa Nova para nossos familiares.
Quando chegamos num evento de família, ou numa roda de conversa, o que será que dizem a nosso respeito?
- Puxa! lá vem o Wellington, esse cara é legal, bacana, sempre uma palavra amiga e confortadora.
Ou:
- Puxa! lá vem o Wellington, esse cara é um chato, está sempre desanimando os outros, só o tolero porque é meu irmão.
Será que somos uma Boa Nova ou uma Má Notícia?
Ser feliz em família, portanto, é um enorme desafio.
Exercitar a caridade com nossos familiares é uma tarefa urgente, até porque pode ser que, por trás daquela rusga, daquele mal humor constante, estejam nossas marcas do passado, nossa “colaboração” para a falência daqueles que hoje estão mais próximos a nós.
Aliás, quem pode, com segurança, afirmar que fulano, sicrano ou beltrano foram ou não nossos afectos ou desafectos do passado?
Então, diante do esquecimento temporário, vale optar pela educação no trato em família pelo respeito aos que estão mais próximos, não deixando que a convivência estreita venha azedar a relação.
Sendo educados, cordatos, compreensivos, enfim, sendo caridosos com nossos familiares, teremos maiores chances de eliminar mal-entendidos do passado remoto ou não, e assim sermos felizes em família, porque, definitivamente, isto é possível.

Aliás,
Você é uma Boa Notícia em sua família?

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“Fogo fátuo” e “duplo etérico” - o que é isso?

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 20, 2018 10:17 am

Jorge Hessen

Um amigo indagou-me o que era “fogo fátuo” e “duplo etérico”.
Respondi-lhe que uma das opiniões que se defende sobre o “fogo fátuo”, acena para a emanação “ectoplásmica” de um cadáver que, à noite ou no escuro, é visível, pela luminosidade provocada com a queima do fósforo “ectoplásmico” em presença do oxigénio atmosférico.
Essa tese tenta demonstrar que um “cadáver” de um animal pode liberar “ectoplasma”.
Outra explicação encontramos no dicionarista laico ,definindo o “fogo fátuo” como uma fosforescência produzida por emanações de gases dos cadáveres em putrefacção[1], ou uma labareda ténue e fugidia produzida pela combustão espontânea do metano e de outros gases inflamáveis que se evola dos pântanos e dos lugares onde se encontram matérias animais em decomposição.
Ou, ainda, a inflamação espontânea do gás dos pântanos (fosfina), resultante da decomposição de seres vivos: plantas e animais típicos do ambiente.
Sob o enfoque espírita, Allan Kardec fez breve referência ao termo conforme inserto no cap. VI, de O Livro dos Médiuns, questão 29, ao indagar:
“Que se deve pensar da crença que atribui os “fogos-fátuos” à presença de almas ou Espíritos?”
Os espíritos responderam:
"Superstição produzida pela ignorância.
Bem conhecida é a causa física dos “fogos-fátuos”. [2]
Sobre o tema “duplo etérico” explicamos ser muito intricado.
O termo não está presente na Codificação, porém existem associações teóricas subjectivas, por vezes polémicas, contidas nas obras “complementares” para explicá-lo.
O facto é que não encontramos a nomenclatura, digamos, “clássica” no Espiritismo, isto é, não é definido por Kardec, embora superficialmente o tema é acenado (uma única vez) em O Livro dos Médiuns. [3]
A rigor, a palavra e seus conceitos dimanam especialmente dos burgos místicos do esoterismo, apinhada de crença orientalista, mística e espiritualista, portanto não sendo objecto de estudo de Kardec ou dos Espíritos nas Obras básicas.
Partindo do princípio definido pelo dicionário esotérico somos informados que todo corpo físico está cercado por um invólucro de matéria etérica, sendo uma reprodução perfeita do corpo físico.
Ele ultrapassa epiderme cerca de cinco centímetros.
Não é um veículo independente, se desfazendo após a morte física.
Sua grande importância é receber e distribuir as forças vitais provenientes do sol e da terra.
É nele que estão localizados os chamados “chacras”. [4]
Kardec inquiriu aos Espíritos se a alma é externa e envolve o corpo.
Os Benfeitores explanaram que as almas (os encarnados) irradiamos e nos manifestamos no exterior (do corpo físico), como a luz através de uma lâmpada ou como o som em redor de um centro sonoro.
É por isso que se pode dizer que ela (alma) é externa, mas não como uma película do corpo.
A alma tem dois envoltórios:
um, subtil e leve, o primeiro que chamas perispírito; o outro, grosseiro, material e pesado, que é o corpo biológico. [5]
Divulga-se que o “duplo etérico”, ou, para alguns, a “bioenergia”, é o contingente de energia vital (“neuropsíquica”), resultado da acção do corpo espiritual (perispírito) sobre os elementos físicos, canalizados à consolidação do corpo físico como, também, aglutinados em uma outra estrutura que vai servir de verdadeiro reservatório de vitalidade, necessário, durante a vida física, à reposição de energias gastas ou perdidas. [6]
André Luiz distingue o perispírito - a que chama também de “corpo astral”, “corpo espiritual” e “psicossoma” - do “duplo etérico”, cuja natureza, afirma como sendo de "um conjunto de eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo biológico" (...), "formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao arcabouço carnal por ocasião da morte renovadora".[7]
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 20, 2018 10:18 am

Na desencarnação “duplo etérico” (ou “corpo vital”) pode ficar adjunto ao corpo físico ou pairar no ambiente, por um período curto ou longo consoante a evolução do desencarnado, até o desligamento definitivo, quando sobrevém a sua desintegração.
Isto porque, sendo um campo de energia de predominância física, poderá servir de sustentação a espíritos vampirizadores.
Nos seres evoluídos, o “duplo etérico” é quase que imediatamente desintegrado.
André Luiz , portanto , confirma que todos os seres vivos se revestem de um halo magnético que lhe corresponde à natureza e que no homem essa projecção é modificada e enriquecida pelos factores do pensamento contínuo, constituindo a “aura” humana, o “corpo vital” ou "duplo etérico".
Por ele exteriorizamos o reflexo de nós mesmos, de acordo com o que pensamos e fazemos. [8]
Sinceramente?
Não identificamos problemas conceituais nas considerações de André Luiz.
Não obstante, ocorrerem clamores que divergem do autor de “Nosso Lar”, a propósito do emprego das terminologias “aura”e “corpo vital”.
Asseguram tais divergentes que as palavra e os conceitos estão propostos sem um maior critério doutrinário, pois que nas obras básicas e na Revista Espírita, Kardec não usou tais palavras.
Lembremos, porém, que o Codificador usou a expressão “atmosfera fluídica” ou “atmosfera individual” para definir o mesmo fenómeno aqui analisado.
Nalgumas escolas espiritualistas, o “corpo vital” (empregado por André Luiz) é constituído por átomos de matéria subtil (etérea), sendo denominado como tal por ser a fonte das forças nervosas eletrovitais, e, portanto, o construtor e restaurador das formas densas, interpenetrando todo o corpo físico.
Todavia, na época de Kardec não se empregava com frequência o termo “duplo etérico” ou “corpo vital”, mas ao registar Kardec que o perispírito é composto de matéria subtil, de matéria nervosa, de matéria inerte, evidentemente estava referindo-se ao perispírito como um corpo complexo, e não de natureza compacta.
Leopoldo Cirne, um espírita estudioso de Kardec, concluía, das experiências de materialização, a existência de um corpo invisível no encarnado, dessemelhante do perispírito, que poderia subsistir por algum tempo após a morte física, mas não permaneceria definitivamente ligado ao Espírito desencarnado, a que denominou de “corpo etéreo”, “duplo astral”, “corpo astral”, responsável pela possibilidade de materialização dos Espíritos. [9]
Em seguida, na sua obra (póstuma) O Homem Colaborador de Deus, Cirne manteve seu ponto de vista sobre a existência de um corpo não-físico além do perispírito, não o designando mais de duplo (corpo) astral, mas apenas de “corpo etéreo”, inseparável do corpo físico durante a vida. [10]
Sabemos que o tema é sensível, difícil, problemático e não pacificado ainda, mas faço minhas as palavras de Kardec, mencionando que o estudo de um tema que nos lança numa ordem de coisas abstractas só pode ser feito com inteligência, imparcialidade e utilidade por pesquisadores sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado.
Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam “a priori”, inconsideradamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis. [11]

Referências bibliográficas:
[1] Disponível em https://www.priberam.pt/dlpo/fogo-f%C3%A1tuo acessado em 25-05-2017
[2] KARDEC , Allan. O livro dos Médiuns, cap VI, questão 29, RJ: Ed FEB, 1990
[3] Idem questão 4 do item 128 do capítulo VIII
[4] Disponível em https://dicionarioesoterico.wordpress.com/ acessado em 24-05-2017
[5] KARDEC , Allan. O livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1990 questão. 141
[6] ZIMMERMANN Zalmino. PERISPÍRITO, SP: Editora: Centro Espírita Allan Kardec, 2002
[7] XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos, RJ: Ed. FEB 1958, 13a ed.
[8] Idem
[9] CIRNE, Leopoldo. Doutrina e Prática do Espiritismo, 1 edição, RJ: Editora: Typ . do Jornal do Commercio, 1920
[10] CIRNE, Leopoldo. O Homem Colaborador de Deus, SP: Ed Mundo Maior, 1949
[11] KARDEC , Allan. O livro dos Espíritos, item VIII da introdução, RJ: Ed FEB, 1990

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INFLUENCIAÇÕES ESPIRITUAIS SUBTIS

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Fev 20, 2018 9:28 pm

POR QUE AS COISAS MUDAM DE REPENTE?
De repente, o que estava bem começa ir mal.
O que era alegria vira tristeza, o que era estímulo se transforma em fardo.
O que houve? Por que aquela pessoa tão importante para você sem mais nem menos tornou-se dispensável, até insuportável?
Por que o lar, outrora feliz, agora é poço de irritação, despesas e preocupações?
E o trabalho? Como pode?
Você sonhou tanto para chegar lá!
Fruto de estudo, sacrifício e dedicação, seu trabalho diz de sua determinação e capacidade.
No entanto... agora, como custa chegar até ele todos os dias, como você sonha com alguma licença, alguma ocorrência, um milagre até que o leve para bem longe dos afazeres que hoje raramente lhe dão algum prazer.
Aliás, você gostaria de ficar longe de sua família também...
Pai, mãe, todo mundo...
Gostaria igualmente de dar um tempo com a companheira, com o companheiro, com as amizades, com os lugares que frequenta, com a cidade em que mora, com sua casa...
Pensando bem, com a casa não.
Melhor ficar em casa, na cama que é lugar quente e lá não acontece nada.
Melhor dormir. A vida anda uma droga mesmo!...
Meu amigo, minha amiga, pense um pouco:
tem alguma coisa errada aqui, não tem?
Afastada a ocorrência de alguma doença física, é pouco lógico que tudo o que lhe era mais caro num momento, deixe de sê-lo completamente no momento seguinte, não é mesmo?
Vamos ver o que é isso com um grande professor na matéria, nosso querido André Luiz?
Na mensagem abaixo, ele enumera várias situações que todos nós já enfrentamos ou enfrentaremos, às quais devemos estar atentos para não perdermos o que é nosso de direito, para não sofremos golpes imerecidos e para não desperdiçarmos oportunidades valiosas de crescimento afectivo e profissional: as sempre perigosas influenciações subtis advindas do plano espiritual inferior. (Instituto André Luiz)
FIQUE ATENTO:
INFLUENCIAÇÕES ESPIRITUAIS SUBTIS
Sempre que você enfrente um estado de espírito tendente ao derrotismo, perdurando há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação espiritual subtil.
Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você.
Essa é a verdadeira ocasião da humildade, da prece, do passe.
Dentre os factores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se:
- dificuldade de concentrar ideias em motivos optimistas;
- ausência de ambiente íntimo para elevar os sentimentos em oração ou concentrar-se em leitura edificante;
- indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastres imediatos;
- aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o que descarregá-los.
- pessimismos sub-reptícios, irritações surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a condenar quem não tem culpa;
- interpretação forçada de factos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder à realidade;
- hiper-emotividade ou depressão raiando a eminência do pranto;
- ânsia de revestir-se no papel de vítima ou de tomar uma posição absurda de automartírio;
- teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual consigo, mas, passados minutos ou horas do acontecimento, vêm-lhe a mudança de impulsos, o arrependimento, a recomposição do tom mental e, não raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado.
São sempre acontecimentos discretos e eventuais por parte do desencarnado e imperceptíveis ao encarnado pela finura do processo.
O Espírito responsável pode estar tão inconsciente de seus actos que os efeitos negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa.
Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é prepara com antecedência e meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta, clímax de negócio ou crise imprevista de serviço.
Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade:
se as obsessões espectaculares, individuais e colectivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se essas meio-obsessões de quase obsidiados, despercebidas, contudo bem mais frequentes, que minam as energias de uma só criatura incauta, mas influenciando o roteiro de legiões de outras.
Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim?
Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma circunstância com características de influenciação espiritual subtil.
Estude e ajude a a você mesmo.
ANDRÉ LUIZ
(Estude e Viva, 35, FCXavier, Waldo Vieira, FEB)
"Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você.
Essa é a verdadeira ocasião da humildade, da prece, do passe."
- André Luiz.
Sempre que se sentir influenciado ou se reconhecer nas indicações fornecidas acima, procure um Centro Espírita.
Na palestra, no passe ou no estudo, o socorro adequado virá através do Plano Espiritual a serviço de Jesus.

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Como o Espiritismo vê o “fim do mundo”?

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 21, 2018 10:57 am

A doutrina Espírita ensina que Deus é a inteligência suprema do Universo e a causa primária de todas as coisas.
Deus é eterno, não teve começo e não terá fim.
É imutável porque sendo perfeito não há o que mudar.
Deus é imaterial, único, omnipotente, soberanamente bom e justo.
Deus criou os mundos e os Espíritos, estes todos iguais, simples e ignorantes, e a todos concedeu oportunidades para evoluir, através das vidas sucessivas, com a finalidade de se tornarem perfeitos e puros objectivando alcançar a felicidade plena.
Os mundos evoluem também.
Podemos afirmar que existem mundos primitivos que são aqueles onde se reencarnam Espíritos que estão iniciando a sua evolução.
Todos os mundos se modificam, evoluem sempre.
A Terra já não é mundo primitivo.
Hoje é um mundo de expiação e de provas.
Aqui os Espíritos se encontram, uns para provar o que já conquistaram de bom e outros para expiar faltas cometidas no nosso passado, em outras vidas.
Portanto, os endividados com as leis divinas, por erros praticados livremente, sofrem as consequências dos seus actos num trabalho de reparação, e pagamento de dívidas adquiridas com a violação da lei.
Todos têm o direito de evoluir, cumprindo assim o ensinamento de Jesus, quando ensinou que das ovelhas que o Pai lhe confiou nenhuma se perderia.
É por isso que aqui existe gente boa e gente que não é boa.
Muitos afirmam que o mundo está perdido, que não tem mais jeito, mas será que está perdido mesmo?
As pessoas que assim pensam só conseguem enxergar o lado ruim das coisas, mas se olharmos para outro lado, coisas boas são realizadas, diariamente; muita gente trabalhando no bem.
O mundo está melhorando.
Há ainda uma mistura de bem e mal e está chegando a hora da separação do joio e do trigo.
Segundo a doutrina espírita, a Terra ainda é um mundo de expiação e de prova, vai se transformar em mundo de regeneração e só terá lugar para os bons, os que tiverem a disposição de continuar procedendo no campo do bem.
Os que não estão procedendo correctamente e que não merecerem viver em um mundo melhor serão retirados e, pela lei da afinidade, serão atraídos para outros mundos, talvez primitivos, onde haverá choro e ranger de dentes, como ensinou Jesus.
Essa transição não é o fim deste Mundo; é sua renovação e promoção para um Mundo de Regeneração.

Tempo indeterminado:
Tempo para a renovação é indeterminado.
Pelos últimos acontecimentos atmosféricos que têm abalado a Terra é possível entender e sentir que algo diferente está acontecendo, mas não é a determinação do fim do mundo.
Retornando a cinquenta anos atrás, constatar-se-á o progresso conquistado, quantas novas descobertas vieram de encontro ao bem-estar da humanidade.
A vida está se tornando melhor.
Mas tem gente atrapalhando a tranquilidade e o bem-estar dos bons.
Não é justo que os bons paguem pelo erro dos outros.
Estes serão retirados daqui e transferidos para uma escola de correcção de seus erros.

Transformação do mundo:
Não existe, portanto fim de mundo.
O que existe é transformação do mundo.
O momento é de transição e aí está a causa dos distúrbios que são verificados.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 21, 2018 10:57 am

Tudo no Universo é evolução, tudo se transforma para melhor.
O mundo não se destrói.
Muitos pregam que Jesus falou do final dos tempos sobre o juízo final; na separação dos bons, dos maus.
Interpretam erroneamente essa passagem como se Ele pregasse o fim do mundo.
O ensino de Jesus é de clareza meridiana.
Ele falou sobre a separação que está acontecendo, uns, os que coloca à sua direita, são os que permanecerão, e os da esquerda, os que irão para um mundo inferior.
Para os espíritas não existe o fim do mundo pregado pelos homens.
Os grandes pensadores de todos os tempos, como os Maias, sabiam disso antes de reencarnar aqui.
Traziam a ideia de que haveria essa mudança e predisseram um determinado tempo para o final do mundo, mas não do mundo físico e sim do mundo moral.
O fim de mundo, segundo Jesus, é sua transformação.
As leis de Deus são baseadas na Lei Maior que é o Amor e os Seus desígnios têm por fim a pureza e a felicidade de toda humanidade e não a sua destruição, o que demonstraria prepotência e falta de amor aos seus filhos.
Tudo na obra de Deus é perfeito e regido pela Lei Amor, essa a razão de sua tolerância, concedendo a todos oportunidades, tantas quantas forem necessárias, através das reencarnações sucessivas, com o objectivo de que todos possam tornar-se perfeitos e assim conquistarem a felicidade plena.
As benesses divinas são distribuídas com justiça e cada um recebe segundo suas obras, de acordo com a lei do merecimento.

Conclusão.
O tema fim do mundo domina as atenções nos dias actuais.
Além do que acima se contém, pode-se buscar na lucidez de Allan Kardec e na clareza dos Espíritos superiores o que ensinam sobre a intrigante questão, onde se enquadram mortes colectivas, transformação do Planeta e flagelos destruidores.
Os interessados em conhecer mais consultem O Livro dos Espíritos nas questões de 737 a 741 sobre flagelos destruidores, 258 a 273, 990 e l000 sobre provas e expiações, em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo III, sobre as diversas moradas na Casa de Meu Pai, diversas categorias de mundos habitados até o final do capítulo.
Em A Génese, capítulo XVIII, comentários elucidativos com o título “Os Tempos são Chegados.”.

FONTE: Instituto Chico Xavier

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Atitudes que drenam energias:

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Fev 21, 2018 9:48 pm

Atitudes que drenam energias:
1. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso.
Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico.
Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos.
2. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos.
Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas.
Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos.
3. Maus hábitos - Falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano.
A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada.
O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis:
"bons tempos aqueles!", costumam dizer.
Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado.
Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente.
E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas.
Libertar o que aconteceu e olhar para frente.
Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado.
Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade.
Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos passados.
6. Mentira pessoal - Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta.
Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos:
a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual.
Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos inter-pessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade.
Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega.
Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida.
O único prémio, nesse caso, é a frustração.
8. Bagunça e projectos inacabados - A bagunça afecta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional.
Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo.
À medida em que ordenamos e limpamos os objectos, também colocamos em ordem nossa mente e coração.
Pode não resolver o problema, mas dá alívio.
Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia.
Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente:
"você não me terminou!
Você não me terminou!"
Isso gasta uma energia tremenda.
Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho.
O importante é tomar uma atitude.
9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas.
O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia.
A competitividade, o individualismo e o stress das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
Paz e Luz!

(Mensagem de Emamanuel)

§.§.§- Ave sem Ninho
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Ave sem Ninho

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