ARTIGOS DIVERSOS II

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Vantagens do perdão

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 01, 2018 9:47 am

"Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas também vosso Pai Celestial vos perdoará a vós..."
Jesus (Mateus, 6:14.)

Quando Jesus nos exortou ao perdão não nos induzia exclusivamente ao aprimoramento moral, mas também ao reconforto íntimo, a fim de que possamos trabalhar e servir, livremente, na construção da própria felicidade.
Registemos alguns dos efeitos imediatos do perdão nas ocorrências da vida prática.
Através dele, ser-nos-á possível promover a extinção do mal, interpretando-se o mal por fruto de ignorância ou manifestação de enfermidade da mente; impediremos a formação de inimigos que poderiam surgir e aborrecer-nos indefinidamente, alentados por nossa aspereza ou intolerância; liberar-nos-emos de qualquer perturbação no tocante a ressentimento; imunizaremos o campo sentimental dos entes queridos contra emoções, ideias, palavras ou atitudes susceptíveis de marginalizá-los, por nossa causa, nos despenhadeiros da culpa; defenderemos a tarefa sob nossa responsabilidade, sustentando-a a cavaleiro de intromissões que, a pretexto de auxiliar-nos, viessem arrasar o trabalho que mais amamos; impeliremos o agressor a reflectir seriamente na impropriedade da violência; e adquiriremos a simpatia de quantos nos observem, levando-os a admitir a existência da fraternidade, em cujo poder dizemos acreditar.
Quantos perdoem golpes e injúrias, agravos e perseguições apagam incêndios de ódio ou extinguem focos de delinquência no próprio nascedouro, amparando legiões de criaturas contra o desequilíbrio e resguardando a si mesmos contra a influência das trevas.
Perdão pode ser comparado à luz que o ofendido acende no caminho do ofensor.
Por isso mesmo, perdoar, em qualquer situação, será sempre colaborar na vitória do amor, em apoio de nossa própria libertação para a vida imperecível.

Do livro Aulas da Vida, obra mediúnica psicografada pelo médium de Francisco Cândido Xavier.

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Opinião Espírita (Parte 11)

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 01, 2018 9:20 pm

Damos continuidade nesta edição ao estudo sequencial do livro Opinião Espírita, obra lançada pela FEB em 1963, com textos de autoria de Emmanuel e André Luiz, psicografados, respectivamente, pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

Questões preliminares

A. Pode-se dizer que a chamada reforma interior, recomendada pelo Espiritismo, é urgente?
Sim; é urgente, inadiável e intransferível.
Diz-nos André Luiz que desde a primeira hora da Doutrina Espírita os emissários da Esfera Superior nos recomendam a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus.
Isso porque toda reforma nas linhas da boa intenção é respeitável, mas somente a renovação interior é fundamental.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)

B. Quais são, na visão de André Luiz, as reformas de metade?
Todas as modificações por fora, ainda as mais dignas, são reformas de metade, que, todavia, permanecerão incompletas sem as reformas do homem que lhes manejará os valores.
Todos nós, os ignorantes e os sábios, os justos e os injustos, podemos fazer o bem e devemos fazer o bem, mas, acima de tudo, é preciso ser bom.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)

C. Existem médiuns medrosos?
Sim! Infelizmente, muitos médiuns se afastam em silêncio da acção edificante a que foram chamados e só os Amigos da Espiritualidade lhes testemunham o medo inconfessável, a lhes enrodilhar nos corações por visco entorpecente!
Um dos muitos tipos de medianeiros frustrados no intercâmbio espiritual e que escapam até agora de toda classificação é o médium medroso.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)

Texto para leitura

189. Reformas de metade – Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável, intransferível:
a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus. Isso porque toda reforma nas linhas da boa intenção será respeitável, mas somente a renovação interior é fundamental.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
190. Tudo o que vise melhorar a vida deve ser feito, no entanto, se não nos melhoramos, todas as aquisições efectuadas são vantagens superficiais.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
191. Qualquer benefício externo para ser benefício externo para ser benefício real depende de nós.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
192. A luz que nos auxilia a escrever uma página de fraternidade pode ser aproveitada pelo companheiro menos feliz para traçar uma carta que favorece o crime.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
193. O dinheiro que nos custeou a movimentação para o estudo das leis morais que nos governam o destino é o mesmo que está sendo despendido pelos que compram a decadência do corpo e da alma nos redutos do álcool.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 01, 2018 9:20 pm

194. O automóvel que nos conduz ao cenáculo de oração onde louvamos a Bondade Divina, transporta de igual modo a locais determinados os que se reúnem para a negação da fé.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
195. A morfina que alivia o sofrimento na dose adequada não é diversa da que garante os abusos do entorpecente.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
196. Justo que não se impeça a formação de medidas destinadas ao bem comum.
A higiene é um atestado eloquente de que ninguém deve e nem pode viver sem a constante renovação exterior.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
197. O Espiritismo, porém, nos adverte de que todas as modificações por fora, ainda as mais dignas, são reformas de metade, que permanecerão incompletas sem as reformas do homem que lhes manejará os valores.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
198. Reflictamos nisso, observando o caminho e a meta.
Sem estrada não alcançarmos o alvo, entretanto a estrada é o meio e o alvo é o fim.
Para sermos mais precisos, resumamos o assunto com a lógica espírita, num raciocínio ligeiro e claro: todos nós, os ignorantes e os sábios, os justos e os injustos, podemos fazer o bem e devemos fazer o bem, mas, acima de tudo, é preciso ser bom.
(Opinião Espírita, cap. 39: Reformas de metade.)
199. Medo e mediunidade – Gosto das reuniões espíritas, contudo, tenho medo de comparecer...
Sinto a mediunidade, mas temo...
Creio racionalmente no Mundo dos Espíritos, entretanto, não posso nem pensar seja possível que um espírito me apareça...
Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
200. Se surgem comummente confissões quais essas, é preciso anotar que elas exprimem apenas reduzido número daquelas criaturas que dizem com franqueza o que pensam.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
201. Quantos médiuns se afastam em silêncio da ação edificante a que foram chamados e só os Amigos da Espiritualidade lhes testemunham o medo inconfessável, a lhes enrodilhar nos corações por visco entorpecente!
Sim! Um dos muitos tipos de medianeiros frustrados no intercâmbio espiritual e que escapam até agora de toda classificação é o médium medroso.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
202. As pessoas impressionáveis quase sempre revelam espontâneas susceptibilidades, incluindo naturalmente o medo por um dos agentes essenciais da sensibilização mediúnica.
Complexadas por algum fato ou conversa ouvida, leitura ou referência que lhes vincaram a emotividade, alimentam terror pânico e difuso ante o exercício das faculdades psíquicas, sem qualquer razão de ser.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
203. Certifiquem-nos de que o medo é uma espécie de baraço invisível, frenando inutilmente legiões de trabalhadores valorosos à margem do serviço.
Fobia, - muitas vezes derivada de atitudes infantis -, é necessário saibamos curá-la, pela medicação do amor fraternal e do esclarecimento lógico, sem perder de vista que a ocorrência mediúnica é manifestação de espírito para espírito igual aos sucessos corriqueiros da vida terrestre.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
204. Médium, se o medo é o teu problema individual, no que respeita à prática medianímica, situa na construção da fé raciocinada a melhoria a que aspiras!
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 01, 2018 9:20 pm

205. A coerência com os princípios que esposamos ensina-nos que a criatura de fé verdadeira nada teme, senão a si própria, atenta que vive às fraquezas pessoais.
Em razão disso, é correto receares simplesmente a ti mesmo, em todos os sentimentos que ainda não conseguiste disciplinar.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
206. Se não te amedrontas face à condição de intérprete para a troca verbal entre criaturas que versam idiomas diferentes, por que temer a posição de instrumento entre pessoas domiciliadas em esferas diferentes, carecidas da cooperação mediúnica?
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
207. Por que motivo te assustares diante dos desencarnados, que são, na essência, personalidades iguais a ti mesmo?
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
208. Espíritos benevolentes e esclarecidos são mentores preciosos que merecem apreço, e espíritos doentes ou infelizes não devem ser temidos, por necessitados de mais amor.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
209. Medo é inexperiência. Corrige-te, através do labor mediúnico, raciocinado com o Evangelho Vivo e perseverando na tarefa de fraternidade.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)
210. Na edificação doutrinária, onde se objectiva o intercâmbio puro com as Esferas Superiores, todos os companheiros se esforçam na garantia dos bons pensamentos e da assistência espiritual; portanto, num templo espírita, pessoa humana cousa alguma deve temer, por encontrar aí as fontes de seu próprio consolo e sustentação.

211. Não te admitas incapaz de dominar o medo perante as efusões do reino da alma.
Reage contra qualquer receio infundado, mantendo-te na tranquilidade da confiança, no desassombro da fé, na leitura edificante e na meditação construtiva e, ao fazeres a tua parte na supressão de semelhante fantasma íntimo, reconhecerás que os benfeitores da Vida Maior te farão descobrir na lavra mediúnica o áureo caminho da verdade e o portal sublime do amor.
(Opinião Espírita, cap. 41: Medo e mediunidade.)

(Continua no próximo número.)

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Espelho, espelho meu!!!

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 02, 2018 9:52 am

- Espelho, espelho meu, diga se no mundo existe alguém mais belo do que eu!
Ou mais louco do que eu!
- Claro que não!
Você é o mais belo e o mais louco que existe.
Assim ele me respondia (aquilo que eu queria ouvir), nos tempos de ternura da infância grafada nas doces recordações.
Logo fui crescendo, chegando à adolescência (ou se preferirem: aborrescência), esse amigo espelho já não me respondia como antes.
Muitas das vezes, parecia me desafiar com a sua franqueza, que, quase sempre, eu entendia como implicância da parte dele.
Contrariava os meus apelos, mas não podia quebrá-lo, era como se ele fosse eu mesmo ao avesso.
Depois, chegando à idade adulta, ele já me apontava as rugas que se somavam ou se multiplicavam; o rosto que aos poucos ia se transformando numa careta que de bela era a história que carregava.
Hoje, ainda na idade adulta, cresci e amadureci em relação a esse amigo espelho.
Foi-se a infância, os tempos de ternura e os de “aborrescência”.
Tornou-se necessária a conversa franca, frente a frente, com esse amigo de outrora, que agora não mais me vê um menino ou um “aborrescente”, mas quem já cresceu um pouco mais e busca na vida a continuidade do aprendizado da vida.
Por incrível que pareça, as perguntas se inverteram.
Agora, é ele quem me pergunta:
- Diga se existe alguém mais belo do que você!
Ou mais louco do que você!
- Como foi o seu dia de hoje?
O que de bom você plantou?
Como foi a sua colheita no dia de hoje?
Você fez todo o bem que precisava ser feito?
Fez as pessoas felizes?
Você se fez feliz?
Qual é a sua análise do dia de hoje?
Como foi o seu balancete?
E o interessante é que ele continua:
- Responda essas perguntas para você mesmo!
Faça a análise do dia de hoje para você mesmo!
Apresente o balancete do dia de hoje para você mesmo!
Afinal, sou apenas a sua consciência e me reflicto em você e você em mim.
Mas é você quem tem a bússola para a sua jornada de vida, e é o capitão e comandante do seu próprio destino.
E assim, vou seguindo, lado a lado, com esse amigo fiel, pelos caminhos evolutivos da eternidade afora...

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Um minuto com Chico Xavier

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 02, 2018 9:13 pm

por Regina Stella Spagnuolo

Esta criatura simples e boa que se chama Francisco Cândido Xavier, graças à misericórdia de Deus, deu significativo e lindo presente ao Espiritismo hodierno, oferecendo-lhe um livro de poesias de poetas de além-túmulo, que a sua mediunidade limpa e segura psicografou.
E tanto é mais valioso o seu livro à Doutrina de Jesus quanto se sabe que, emparedado no seu próprio sonho de ser humilde e bom, dono de uma instrução mediana, e, mesmo assim, obtida a golpes de esforço próprio — Francisco Cândido Xavier obteve poesias do além, sintetizando culturas variadas e, confessadamente por ele, acima da que possui, e cuja autenticidade assombra pela forma estilar, valor idealístico e sentido característico dos que as assinam.
Estamos falando do livro “PARNASO DO ALÉM-TÚMULO”.
O Espiritismo precisava deste livro.
Ele só daria muito que pensar aos orgulhosos e infelizes materialistas.
Ele é e será, sempre, a “DELENDA CARTAGO” da crítica apaixonada, ou dos fanáticos das religiões sem asas; mas também, sem dúvida é e será um dique formidável às marés da incredulidade.
Lendo-o, mesmo sem se conhecer o médium e a sua cultura, tem-se um consolo e uma certeza imensos:
Francisco Cândido Xavier é um instrumento limpo, uma harpa afinada e de ouro dos irmãos do espaço.
E o Espiritismo, mais uma vez, se afirma neste princípio soberano e tão discutido e ainda pouco acreditado ou compreendido: os mortos vivem, melhor e mais do que nós, e podem falar e escrever por nosso intermédio, tanto ou melhor, como se vivos fossem na terra.
Nós, que militamos — graças a Deus — no campo espírita e que até há bem pouco militávamos na corrente literária da nova geração, perfilando figuras do Brasil mental, podemos em verdade dizer da alegria boa e sincera, grande e confortadora, que nos invadiu a alma, ao certificar-nos de que todos os versos do “PARNASO DE ALÉM-TÚMULO” são, de facto, dos poetas que os assinam.
O livro editado pela Federação Espírita Brasileira e prefaciado, admiravelmente, pelo ilustre confrade Manoel Quintão, é, pois, um magnífico espectáculo da inteligência melhorada de poetas desencarnados e da qualidade boa do instrumento mediúnico.
Francisco Cândido Xavier (que ele nos perdoe contrariar a sua modéstia e a sua grande alma) é um atestado vivo da Verdade Espírita.
Marca um dos momentos mais expressivos do nosso progresso mediúnico e avulta como um dos cimos espirituais da doutrina santa e verdadeira de Jesus, codificada por Allan Kardec.

Excerto retirado do livro Lindos Casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama, publicado na íntegra na revista Reformador (FEB) de setembro de 1932, quando o saudoso médium contava apenas 22 anos de idade.

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Triunfo & Alegria

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 03, 2018 10:58 am

Triunfar é esquecer o lado menos bom da vida
"Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida."

- Apocalipse, 2:10.

Disse Jesus[1]:
"o Reino de Deus não vem com aparência exterior; ele está entre vós”.
A história da humanidade, plena de beligerantes triunfadores é um relato fiel da sordidez e apoucamento espiritual desses vassalos das trevas, cujas vitórias foram conseguidas em cruentas batalhas à custa de muitas lágrimas, onde a miséria e a destruição foram semeadas a mancheias...
Esses "triunfadores" passaram; quase não são lembrados uns e completamente esquecidos outros.
Quem visse Jesus agonizando e morrendo num infamante madeiro entre dois criminosos confessos, após uma condenação arbitrária de juízes venais, entre humilhações sem conto e suplícios inenarráveis, dificilmente conseguiria entender que, naquela trágica tarde no Monte da Caveira, estava sendo registado na história dos povos o maior triunfo de que se tem (e se terá) notícias.
Ele conquistou para sempre "a coroa da vida".
Seu galardão jamais Lhe será tirado.
Sua vitória permanecerá como indelével marco divisório das Idades e continuará perenizada na vitória de quantos conseguirem conquistar-se a si mesmos, encontrando na intimidade d`Alma o Reino de Deus que Ele desvelou.
O triunfo real não é aquele conquistado externa e ostensivamente e que proporciona uma alegria logo fanada pelos próprios corolários desse pseudo-sucesso, mas aquele que não tem testemunhas:
o triunfo íntimo contra o "homem-velho", aquele que vence os sofismas da paixão e dá têmpera à Alma para enfrentar as angústias da luta, o triunfo do dever cumprido e da confiança irrestrita nos Superiores Desígnios.
Para alcançarmos a meta assinalada pelo Pai Celestial para cada um de nós, torna-se imprescindível a busca interior do Reino de Deus, cujo roteiro Jesus já forneceu: a caridade desinteressada.
Só assim lograremos o triunfo sobre o egoísmo, a vaidade, o orgulho e o personalismo ancilosante.
No capítulo noventa do livro "O Espírito de Verdade", André Luiz aconselha, pela psicografia de Waldo Vieira:
"olvide o pessimismo, a palavra infeliz, a malquerença, a indisposição, o próprio direito, a censura, a discussão intempestiva, a vaidade intelectual, as vozes destrutivas, a convenção nociva, a lamentação...
Recorde que a marcha do progresso é inexorável, que você está sendo ouvido e observado, que o imperativo da fraternidade atinge a todos, que a disciplina mental é o primeiro remédio, que o dever pessoal é intransferível, que a harmonia e a cooperação constroem sempre mais, que o respeito ao semelhante é o alicerce da paz, que o procedimento correcto é valioso em todas as circunstâncias, e, finalmente, que a extensão da Seara do Bem espera por nós.
Triunfar é esquecer o lado menos bom da vida, lembrando o cumprimento das próprias obrigações que, em verdade, sustentam a nossa alegria incessante".

[1] - Lc., 17:20 e 21.

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O esforço da semente

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 03, 2018 9:11 pm

A sementinha soltou-se da árvore e caiu no solo, e lá permaneceu.
Certo dia, um vento passou soprando forte, e a arrastou para longe.
Nesse lugar estranho, longe do local onde sempre vivera, longe da árvore-mãe que a tinha agasalhado, a sementinha sentia-se solitária, mas confiante de que sua vida ia mudar.
Uma manhã, olhando para o alto, viu pesadas nuvens que se acumulavam no céu e percebeu que ia chover.
Logo, o vento começou a soprar, e a chuva forte caiu, molhando a terra, acumulando-se em poças e depois formando um pequeno regato.
A sementinha, apavorada, viu-se arrastada pela enxurrada por um longo trecho... até que notou que havia parado.
A lama acabou por envolvê-la, e ali ela ficou, escondida no escuro, coberta pela terra.
Sem nada ver, a sementinha sentia-se muito triste.
Estava sozinha e sem poder sair daquele lugar onde não entrava luz.
Não gostava da escuridão, nem da humidade, nem da terra que a mantinha presa, impedindo-a de ver o sol.
Todavia, ela não perdia as esperanças de ter um futuro melhor.
Confiava que o Criador não a fizera nascer em vão.
E a sementinha sentia a vida pulsar dentro de si:
Toc...toc...toc...
Eram as batidas do seu coração.
Mas o que adiantava ter um coração, sentir-se viva, se nada podia fazer, entregue à inutilidade embaixo da terra?
Então, a sementinha, em lágrimas, orou com muita fé:
— Ajude-me, Senhor.
Quero ter uma vida diferente, realizar alguma coisa de útil e de bom!
Não me deixe aqui sem poder fazer nada.
Depois, cansada de chorar, a sementinha acabou por se acomodar, adormecendo aconchegada à terra.
Certo dia, algum tempo depois, ela acordou.
Dormira bastante. Sentia-se descansada.
Teve vontade de espreguiçar-se.
Encheu o peito de ar e abriu os braços com força.
Então, viu que dois delicados brotinhos surgiam do seu corpo.
Mais animada, começou a fazer força.
Esticou... esticou... esticou bem os braços... e, cheia de alegria, conseguiu romper o solo!
E um espectáculo lindo surgiu diante de seus olhos maravilhados:
o céu azul, as árvores verdes e floridas que existiam ali perto, os pássaros, e especialmente o sol, cujos raios mornos aqueciam seu corpo, fortalecendo sua seiva.
Poucos dias depois, já era uma linda plantinha, forte e decidida, cheia de pequenos galhos e de folhas verdinhas.
Em breve, tinha crescido e havia-se transformado num belo arbusto.
Não demorou muito, e era uma árvore, de tronco robusto e cujos galhos avançavam para todos os lados formando uma grande copa.
Surpresa e feliz, descobriu que era uma Macieira!
Agora, olhando tudo do alto, a Macieira pensava em como se modificara sua vida.
Os pássaros vinham fazer ninhos em seus ramos; os pequenos animais se abrigavam sob sua copa; as pessoas protegiam-se sob sua sombra, as crianças subiam em seus galhos, e, no tempo certo, colhiam seus frutos, alimentando-se com suas doces e saborosas maçãs.
E até os vermes existentes no solo se beneficiavam, aproveitando os frutos estragados que caíam no chão.
E a Macieira acolhia a todos, satisfeita por poder ser útil.
Sentia-se agora feliz e realizada.
Seu coração grande e generoso, repleto de gratidão, reconhecia quanto devia à terra que a agasalhara em seu seio por tanto tempo, à água que mantivera sua vida latente e ao calor do sol que lhe dera condições de crescer e se desenvolver.
Compreendia agora que sem as dificuldades que tinha atravessado não poderia ter chegado a ser a bela árvore em que se transformara.
E certamente, agradecia a Deus, que a criara, consciente de que precisava passar por aquele processo de aprendizado para crescer e realizar a tarefa que lhe fora destinada.
Sentia-se importante; deixara de considerar-se inútil.
Sua tarefa poderia ser pequena, mas só ela a poderia realizar, por isso agora se considerava muito feliz.

TIA CÉLIA

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A Revue Spirite de 1861 - Parte 5

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 04, 2018 12:50 pm

Damos prosseguimento nesta edição ao estudo da Revue Spirite de 1861, mensário de divulgação espírita fundado e dirigido por Allan Kardec.
Este estudo é baseado na tradução para o idioma português efectuada por Júlio Abreu Filho e publicada pela EDICEL.
As respostas às questões propostas estão no final do texto sugerido para leitura.

Questões para debate

A. O perispírito é penetrável à matéria sólida?
B. Como os Espíritos superiores vêem a música?
C. Há festas no mundo espiritual?

Texto para leitura

73. Analisando um curioso facto ocorrido na Lituânia, onde o cólera atingiu muitas pessoas, São Luís fala sobre a causa dos flagelos materiais, e, a propósito do assunto, Kardec reitera o ensinamento de que todos os deuses do paganismo não têm outra origem senão as manifestações espíritas. (PP. 148 e 149)
74. A Revue noticia interessantes factos de transporte ocorridos em Orléans, e informa que tais factos tanto podem ocorrer com o médium adormecido como em vigília. (PP. 150 a 153)
75. As flores transportadas são colhidas pelo Espírito nos jardins.
Os bombons são tirados do lugar onde lhe apraz.
No caso noticiado, o anel foi retirado do túmulo e levado à filha da mulher falecida, a quem ele pertencera. (PP. 154 e 155)
76. O Dr. Glas, espírita fervoroso, morto aos 35 anos de idade, evocado a pedido de seu pai, diz que se encontrava com frequência junto da esposa, do filho e do pai.
Mesmo estando na Sociedade, ele podia vê-los em casa, sem esforço; mas Kardec ressalva que um Espírito inferior não o poderia.
“Os que têm uma certa elevação são os que podem ver simultaneamente de pontos diferentes”, ensina Kardec.
“Os outros estão ainda muito terra a terra.” (PP. 152 e 153)
77. O Dr. Glas confirmou que os Espíritos passam através de tudo, como tudo passa através deles. (P. 159)
78. Podendo, em estado fluídico, ocupar o mesmo assento ocupado por um encarnado, se o corpo espiritual ficasse tangível ele teria, forçosamente, de mudar de lugar, reconstruindo-se ao lado. (P. 160)
79. Kardec explica:
“No estado normal, isto é, fluídico e invisível, o perispírito é perfeitamente penetrável à matéria sólida; no estado de visibilidade, já há um começo de condensação que o torna menos penetrável; no estado de tangibilidade, a condensação é completa e a penetrabilidade desaparece”. (P. 160)
80. Kardec diz a Jobard não ser possível obter provas materiais de identidade do Espírito de personagens antigas.
O nome nesses casos não é relevante e só se deve ligar-lhe uma importância secundária. (PP. 162 e 163)
81. Depois da morte – diz Kardec – a alma reflecte as qualidades e defeitos que tinha na vida corporal. (P. 166)
82. Devem ser consideradas, assim, como apócrifas as comunicações que, em todos os pontos, desmintam o carácter do Espírito cujo nome levam.
É, contudo, injusto lhes condenar o conjunto, por algumas manchas parciais. (P. 167)
83. Falando sobre as artes, Lamennais afirma que a música, a seu ver, é a arte que vai mais directamente ao coração.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 04, 2018 12:51 pm

A pintura, a arquitectura, a escultura atingem primeiro o cérebro.
“Numa palavra, a música vai do coração ao espírito, a pintura do pensamento ao coração”, diz o Espírito, esclarecendo que a música séria, religiosa, eleva a alma e os pensamentos, enquanto a música leve faz vibrar apenas os nervos, nada mais. (P. 167)
84. Felícia conta que há festas frequentes no mundo espiritual, e elas têm um encanto indescritível. (P. 168)
85. Ferdinand, em mensagem dada em Bordéus, assevera que o Espiritismo é a aplicação da moral evangélica, pregada pelo Cristo, em toda a sua pureza, e os homens que o condenam sem o conhecer são pouco prudentes. (PP. 168 e 169)
86. Kardec informa quem foi Channing:
William Ellery Channing, nascido em 1780 em Newport e falecido em 1842, em Boston, o qual se tornou em 1803 ministro da capela unitária – uma seita protestante – de Boston. (P. 173)
87. Reproduzindo partes de um discurso feito por Channing em 1834, Kardec mostra que sua descrição da vida futura concorda perfeitamente com a doutrina ensinada pelos Espíritos duas décadas mais tarde. (PP. 177 e 178)
88. O grande poeta Milton, citado por Channing, emite sobre o mundo invisível uma opinião conforme à de Channing, a qual é também a dos espíritas modernos.
Eles eram, diz Kardec, espíritas por intuição, e não o sabiam. (P. 178)
89. Kardec acusa o recebimento de uma carta do Sr. Roustaing, advogado em Bordéus. (P. 179)
90. Na carta, Roustaing fala de seus estudos espíritas, diz compreender que a Terra é um lugar de exílio, um mundo de provas ou de expiação, e afirma sua crença na reencarnação, como realidade e não como alegoria. (PP. 179 e 180)
91. A reencarnação – diz Roustaing – ao mostrar que não há rei que não descenda de um pastor, nem pastor que não descenda de um rei, apaga todas as vaidades terrenas, liberta do culto material e nivela moralmente a todos. (P. 182) (Continua no próximo número.)

Respostas às questões

A. O perispírito é penetrável à matéria sólida?
Conforme as explicações de Kardec, no seu estado normal, isto é, fluídico e invisível, o perispírito é perfeitamente penetrável à matéria sólida.
Contudo, no estado de visibilidade, já há um começo de condensação que o torna menos penetrável, e no estado de tangibilidade a condensação é completa e a penetrabilidade desaparece.
(Revue Spirite de 1861, pp. 159 e 160.)

B. Como os Espíritos superiores vêem a música?
Diz Lamennais que a música, a seu ver, é a arte que vai mais directamente ao coração.
A pintura, a arquitectura, a escultura atingem primeiro o cérebro.
“Numa palavra, a música vai do coração ao espírito, a pintura do pensamento ao coração.”
Segundo o mesmo Espírito, a música séria, religiosa, eleva a alma e os pensamentos, enquanto a música leve faz vibrar apenas os nervos, nada mais.
(Obra citada, p. 167.)

C. Há festas no mundo espiritual?
Sim. As festas, diz o Espírito de Felícia, são frequentes no mundo espiritual e têm um encanto indescritível.
(Obra citada, p. 168.)

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Nem só a dor leva alguém ao Espiritismo

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 04, 2018 8:37 pm

A um jovem que ingressou há pouco tempo nas lides espíritas, Orson Peter Carrara perguntou:
- Como você se aproximou do Espiritismo?

O jovem respondeu:
“Chegou um momento em que não encontrava respostas para as mais diversas questões da vida.
A necessidade de entender a mim mesmo, assim como tudo aquilo que nos cerca, me levou a procurar uma doutrina com a qual me identificasse”.

O rapaz procurou então a casa espírita, gostou do que viu e, pouco depois, a instituição já contava com um novo trabalhador.
O relato acima faz parte da entrevista que Felippe Fiuza do Nascimento concedeu a esta revista, a qual, publicada neste número, constitui um dos destaques da presente edição.
Conhecemos vários casos parecidos e um deles, ocorrido em nossa cidade, ofereceu-nos duas importantes lições.
Anos atrás realizou-se nas dependências da Universidade Estadual de Londrina um simpósio espírita promovido pelos jovens que compunham, à época, o Núcleo Espírita Universitário.
Como do evento participariam alguns professores da citada instituição, muitos alunos se fizeram presentes, a maioria por simples curiosidade.
Entre eles estava um académico que integrava na ocasião o grupo de jovens católicos da catedral metropolitana de Londrina.
O jovem, como ele próprio revelaria mais tarde, encantou-se com a filosofia espírita, visto que naquela noite muitas dúvidas que não conseguira elucidar até então, no âmbito da religião que professava, haviam sido dirimidas.
No ano seguinte realizou-se no mesmo local outro simpósio aberto à comunidade académica, só que dessa vez ele não estava na plateia, mas junto dos colegas que, com ele, coordenavam o evento.
Que lições podemos extrair do caso relatado?
A primeira é que nem todos os espíritas chegam ao Espiritismo tangidos pela dor, como já foi bastante comum no passado.
A segunda é que a divulgação espírita, tanto dentro como fora do ambiente da casa espírita, é por demais importante, porque não existem motivos para que ocultemos do nosso próximo uma doutrina que nos faz tanto bem e nos ajuda a que, pelo esforço continuado, modifiquemos em nós o homem velho que insiste em comandar os nossos passos e cuja transformação para melhor é um dos objectivos e um dos motivos pelos quais estamos aqui reencarnados.
Essa divulgação é também uma forma de caridade, como Emmanuel observou ao escrever a página “Socorro oportuno”, em que, após enfatizar a importância de divulgar os ensinamentos espíritas, nos propõe:
“... estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na acção ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma Espécie Permanente de Caridade – A Caridade da Sua Própria Divulgação”.

(Do livro Estude e Viva, página psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.)

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A Revue Spirite de 1861 - Parte 6

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 05, 2018 10:36 am

Damos prosseguimento nesta edição ao estudo da Revue Spirite de 1861, mensário de divulgação espírita fundado e dirigido por Allan Kardec.
Este estudo é baseado na tradução para o idioma português efectuada por Júlio Abreu Filho e publicada pela EDICEL.
As respostas às questões propostas estão no final do texto sugerido para leitura.

Questões para debate

A. Como definir a prece?
B. Os Espíritos puros têm asas?
C. Que é o perispírito?

Texto para leitura

92. Comentando carta recebida de Roustaing, Kardec considera-o espírita sério e elogia a declaração com que Roustaing fechou sua carta:
“Eu me honro de ser altamente e publicamente Espírita”. (PP. 182 e 183)
93. A Revue transcreve um poema intitulado “A Prece”, de autoria do Espírito de Joly, que define a prece como “um impulso de amor, de fluídico ardor que se escapa da alma e se eleva ao Senhor”. (PP. 184 e 185)
94. “Orar não muda em nada a lei do Pai Eterno”, diz Joly, “mas o coração paterno derrama o seu influxo no que o implora”.
Kardec comenta afirmando que, certamente, Deus não derroga suas leis a pedido nosso, mas a prece age, principalmente, sobre aquele que é seu objecto, inspirando-o ao arrependimento e ao desejo de reparar seus erros. (PP. 185 e 186)
95. Comentando o caso do Marquês de Saint-Paul, que antes de morrer teve a revelação do mundo que ia habitar, Kardec diz que o fenómeno do antecipado desprendimento da alma é muito frequente:
antes de morrer, muitas pessoas entreveem o mundo dos Espíritos, suavizando assim, pela esperança, o pesar de deixar a vida terrena. (P. 187)
96. Nos seus últimos momentos, o Marquês, estando com sede, dizia:
“Ele tem sede”, reportando-se ao corpo físico, que ele distinguia nitidamente do “eu” pensante, que está no Espírito. (P. 188)
97. Evocado por Kardec, ele declarou estar num estado transitório, em que as virtudes humanas adquirem seu verdadeiro preço.
Seu estado era mil vezes preferível ao da encarnação terrena, mas sua alma só seria saciada quando pudesse voar aos pés do Criador, nosso Pai. (P. 188)
98. Kardec evoca o célebre calculador e pastor Henri Mondeux, um homem iletrado que desde os dez anos se fez notar pela prodigiosa facilidade com que resolvia de cabeça as mais complicadas questões de Aritmética. (PP. 188 e 189)
99. Explicando sua missão, que foi espantar os matemáticos, Mondeux diz que seu Espírito foi preparado para ver os números que outros Espíritos lhe forneciam; ele não passava, pois, de um médium ao dar suas respostas. (P. 191)
100. A Sra. Anais Gourdon, evocada a pedido do pai e do marido, diz ser feliz no mundo espiritual.
“O céu não me causa terror – diz ela – e espero confiante e com amor que as asas brancas me cresçam.”
Kardec, estranhando tais ideias, afirma que as asas dos anjos, arcanjos e serafins não passam de atributo imaginado pelos homens. (P. 192)
101. Os Espíritos puros podem, no entanto, aparecer aos homens com esse acessório, para responder ao seu pensamento, como outros Espíritos tomam a aparência que tinham na Terra para se tornarem conhecidos. (P. 192)
102. Kardec, ao noticiar a morte do Sr. Laferrière, diz que, se fosse feita uma estatística das causas que levam aos desarranjos do cérebro, se veria que o desespero responde, pelo menos, com 80% das ocorrências. (P. 194)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 05, 2018 10:36 am

103. A imprensa noticiou que o Sr. Laferrière tinha sentimentos religiosos; contudo esses sentimentos não o impediram de sucumbir ao desespero, o que poderia ter sido prevenido caso ele tivesse ideias menos vagas sobre o futuro, como as que oferece o Espiritismo, que prova a inexistência real da morte. (P. 194)
104. O suicídio do Sr. Léon L..., 25 anos, empresário de ónibus, que não suportou a morte da esposa, causou viva impressão na região onde era muito estimado.
Ele matou-se para ir unir-se à esposa, um equívoco que teria sido evitado, se Léon soubesse, pelo Espiritismo, a sorte dos suicidas. (P. 195)
105. Kardec cita um facto em que a comunicação do Espírito do esposo fez sua ex-mulher abandonar o propósito de vingar-se do médico, julgado por ela responsável, por imperícia, pela morte do primeiro. (PP. 195 e 196)
106. Erasto conclama os espíritas:
“Ide e pregai a palavra divina”. (P. 197)
107. Na mesma mensagem, Erasto ensina como conhecer os espíritas que estão no bom caminho. (PP. 198 e 199)
108. Um Espírito afirma que o tédio não atinge quem vive pelo espírito e cujas faculdades tendem para um objectivo certo.
O tédio, diz ele, não resulta senão do vazio da alma e da esterilidade do pensamento. (P. 199)
109. Lamennais diz que faltam às palavras cor e forma para exprimir o perispírito e sua natureza, mas uma coisa é certa: o perispírito é o envoltório fluídico material da alma. (P. 201)
110. O perispírito – diz Lamennais – é, para os Espíritos, o agente pelo qual eles se comunicam connosco, quer indirectamente, quer directamente. (P. 202)

(Continua no próximo número.)

Respostas às questões

A. Como definir a prece?
Em um poema intitulado “A Prece”, Joly (Espírito) define a prece como “um impulso de amor, de fluídico ardor que se escapa da alma e se eleva ao Senhor”.
“Orar não muda em nada a lei do Pai Eterno”, diz Joly, “mas o coração paterno derrama o seu influxo no que o implora.”
Kardec comenta o assunto afirmando que, certamente, Deus não derroga suas leis a pedido nosso, mas a prece age, principalmente, sobre aquele que é seu objecto, inspirando-o ao arrependimento e ao desejo de reparar seus erros.
(Revue Spirite de 1861, pp. 184 a 186.)

B. Os Espíritos puros têm asas?
Não. Comentando uma mensagem do Espírito de Anais Gourdon, evocada a pedido do pai e do marido, Kardec esclarece que as asas dos anjos, arcanjos e serafins não passam de atributo imaginado pelos homens.
Os Espíritos puros podem, no entanto, aparecer aos homens com esse acessório, para responder ao seu pensamento, como outros Espíritos tomam a aparência que tinham na Terra para se tornarem conhecidos.
(Obra citada, p. 192.

C. Que é o perispírito?
Lamennais diz que faltam às palavras cor e forma para exprimir o perispírito e sua natureza, mas uma coisa é certa:
o perispírito é o envoltório fluídico material da alma.
O perispírito é para os Espíritos, diz Lamennais, o agente pelo qual eles se comunicam connosco, quer indirectamente, quer directamente.
(Obra citada, pp. 201 e 202.)

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SUICÍDIOS E TIRANOS DISFARÇADOS

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 05, 2018 9:48 pm

“Muitos sobem ao monte da autoridade e da fortuna, da inteligência e do poder, mas para enganar o povo e esquecê-lo depois.
Juízes menos preparados para a dignidade das funções que exercem, confundem-lhe o raciocínio.
Políticos astuciosos exploram-no em proveito próprio”.
“Tiranos disfarçados em condutores envenenam a alma da multidão e a arrojam ao despenhadeiro da destruição, à maneira dos algozes de rebanho que apartam as reses para o matadouro”.
Esse comentário de Emmanuel (*) parece que foi feito hoje.
Via Whats App, recebi ontem uma mensagem.
Ela dizia que o actual Congresso é o pior da História do Brasil.
Uma Instituição da República sem escrúpulos, sem carácter.
Todos parecem legislar em causa própria.
O missivista afirma que o Brasil mudou e que não basta mais contratar os melhores advogados.
Termina dizendo, que mesmo assim, é melhor que eu escolha os que deverão ser eleitos do que deixar que escolham por mim.
Passou-me pela tela mental a Venezuela e a Coreia do Norte, com sua bomba H.
Anteriormente, comentei que um grave erro era a substituição da ética pela ideologia.
Na educação, objectivando o homem integral os valores éticos devem ter prioridade.
Não basta perseguir a meta de formar homens instruídos, se não forem capazes de vencer vícios e paixões.
Políticos astuciosos podem se aproveitar de uma tragédia com fins políticos, com o intuito de manipular a opinião pública.
Mas, a esperteza pode devorar o político esperto “demais”, conduzindo-o ao suicídio eleitoral, também pelo aumento do índice de rejeição. (1)
Políticos também não estão imunes aos pensamentos de auto-destruição, quando se instalam o tédio e o vazio existencial.
O Presidente Getúlio Vargas (1954), seu filho Maneco (1997) e seu neto, Getulinho (2017) suicidaram-se com revólver. (2)
O sórdido aproveitamento de uma tragédia com fins ideológicos é contrário à prevenção do acto suicida.
Sabemos que são medidas básicas o tratamento dos transtornos mentais; o controle de substâncias tóxicas; o controle de armas de fogo e a educação da mídia.
Jornalistas devem apresentar comportamento adequado, evitando o sensacionalismo e a glorificação do suicídio.
Estivemos no seminário Universidade e Suicídio (3) e nele não ouvimos nenhum relato semelhante ao caso recente, do ex-reitor da UFSC, afeiçoado ao Comunismo.
O noticiário obrigou quatro Associações a se posicionarem, diante de sua exploração política e das controvérsias em relação aos factos que o induziram. (4)
“O procedimento dos homens cultos para com o povo experimentará elevação crescente à medida que o Evangelho se estenda nos corações.
Vendo a multidão, o Mestre sobe a um monte e começa a ensinar...
É imprescindível empenhar as nossas energias, a serviço da educação.
Em todos os tempos, vemos o trabalho dos legítimos missionários do bem prejudicado pela ignorância.
Entretanto, para a comunidade dos aprendizes do Evangelho, em qualquer clima da fé, o padrão de Jesus brilha soberano.”
Ajudemos o povo a pensar, a crescer e a aprimorar-se, convida Emmanuel. (*).
Um político influente, hoje presidiário, resolve “assumir” e depois do mea culpa, mea culpa, minha máxima culpa, se defronta com um tribunal inquisitorial, dentro do próprio partido político e questiona:
“somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou uma seita, guiada por uma pretensa divindade, onde quem fala a verdade é punido e os erros e ilegalidades são varridos para debaixo do tapete?”
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 05, 2018 9:48 pm

Diz que não poderia deixar de registar a evolução e o acúmulo de eventos de corrupção que ocorreram no seu governo, que sucumbiu ao pior da política.
Chega a rotular companheiros como adeptos de “uma seita que navega no terreno pantanoso do sucesso sem crítica, do poder sem limites, onde a corrupção, os desvios, as disfunções que se acumulam são apenas detalhes”. (5)
Nestas condições “nada parece importar, nem mesmo o erro de eleger e reeleger um mau governo ou segurar uma rede de sustentação corrupta e alheia aos interesses do cidadão.”
Um mau governo pode levar um país à guerra, o que é muito grave.
Mas pode também causar verdadeiro estrago interno.
O Brasil passa por um destes momentos difíceis nas universidades, onde se faz ensino e pesquisa como visão de mundo.
Alguns cientistas dizem que hoje, o país, faz “uma política estúpida, auto-destrutiva”.
Os cortes orçamentários em Ciência e Tecnologia “comprometem seriamente o futuro do Brasil”.
Precisam ser revistos “antes que seja tarde demais”. (**)
Emmanuel (*) faz convocação:
“estendamos os braços, alonguemos o coração na ajuda sem condições”.
O comportamento suicida representa um momento de crise, caracterizado pela desestabilização, ruptura, perturbação, conflitos e desordem, sendo uma emergência psiquiátrica.
Quando estamos conscientizados, sob o ponto de vista político e da medicina preventiva, damos importância aos sinais de alerta, por isso a população tem de ser conscientizada.
Se estiver mais consciente, passa a entender que o problema existe e que pode acontecer com uma pessoa que está próxima.
Precisamos desenvolver nossa capacidade de perceber que uma pessoa está em risco e principalmente estar disposto a ouvi-la sem julgá-la.
Foi por isso, que em 1994 surgiu O “Programa de Prevenção de Suicídio Fita Amarela”.
Desde 2014, no mês de setembro ocorre uma campanha de conscientização sobre a prevenção.
Setembro Amarelo é “o Ano Todo” e tem como objectivo alertar sobre da realidade do suicídio em todo o mundo e ainda explicitar as suas formas de prevenção. (6)
Religiosos que possuem convicções apoiadas na razão, na pesquisa experimental, se surpreendem diante do suicídio, porque julgavam imunes os adeptos.
Acontece que o suicídio é um problema de saúde pública, epidemiologicamente relevante e complexo, para o qual não existe uma única causa ou uma única razão.
Resulta de uma intrincada interacção de factores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais, ambientais e espirituais.
Por isso, é difícil explicar porque alguns sofrendo dores extenuantes se suicidam e outros não o fazem.
Emmanuel diz que o “procedimento dos homens cultos para com o povo experimentará elevação crescente à medida que o Evangelho se estenda nos corações.” (*)
Válido é o investimento no estudo da Ecologia da Alma, nos seus Princípios, o que certamente levará a mudança na “filosofia de vida”.
Estudos mostram uma associação frequente entre suicídio e doenças mentais, principalmente depressão, alcoolismo, transtorno bipolar, esquizofrenia e também traços impulsivos e agressivos de personalidade.
Diante de um diagnóstico de doença impactante, se a depressão manifesta não for adequadamente tratada pode levar a pessoa a cometer ato extremo.
Fiquei perplexo diante de um espírito desencarnado e do seu desabafo:
“eu não sabia, foi por isso que me suicidei!” (7)
O trabalho de educação para que a “consciência de sono” evolua à condição de “consciência desperta” é imprescindível nesse início de terceiro milênio.
Ele só não é maior do que aquele realizado para que essa última dê o salto de qualidade à “consciência lúcida”.
Jesus precisa de muitos voluntários, mas a recompensa “vale à pena”!
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 05, 2018 9:49 pm

Atendendo ao chamado não passaremos pelo “mea culpa” saindo da prisão do ego.
Por que crianças se suicidam? - Perguntei em 1981.
Hoje quero saber por que está aumentando também entre os adolescentes? (8, 9).
Nessa hora de dor extenuante do “ex-reitor” (4), que possamos colocá-lo em nossas preces, pedindo aos bons espíritos o recurso da anestesia do sofrimento, diante da decepção.
Na espiritualidade ainda podemos sentir dor na alma, como aquele ex-leproso que desabafou graças à generosidade do médium:
“eu não sabia que hanseníase tinha cura, foi por isso que me suicidei!”(6)
Disse Emmanuel, que quando o cristão pronuncia as sagradas palavras "Pai Nosso", está reconhecendo não somente a Paternidade de Deus, mas também todos da humanidade como irmãos.

(*) Fonte Viva. 104. Diante da Multidão. Emmanuel/Chico Xavier
(**) http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,cortes-na-ciencia-amea...
https://oglobo.globo.com/opiniao/a-morte-da-ciencia-21918072?utm_so...
Leia mais.
1. https://www.oantagonista.com/brasil/uma-tragedia-pessoal-nao-deveri...
http://orebate-jorgehessen.blogspot.com.br/2014/12/influencia-perni...
2. http://www.oconsolador.com.br/ano11/533/especial.html
http://polibiobraga.blogspot.com.br/2017/07/entenda-sina-suicida-do...
3. http://www.aeradoespirito.net/ArtigosLCF/UNIVERSIDADE_E_SUICIDIO_LC...
4. https://www.oantagonista.com/brasil/uma-tragedia-pessoal-nao-deveri...
https://www.revistaforum.com.br/2017/10/07/ufsc-era-tudo-para-ele-s...
5. http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/09/palocci-envia-c...
6. http://www.oconsolador.com.br/ano10/488/especial.html
7. http://naocometasuicidio.blogspot.com.br/2011/02/suicidio-e-loucura...
8. http://www.suicidionunca.com.br/variedade/files/66_porq_ue_as_crian...

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CREMAÇÃO NA VISÃO ESPÍRITA

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 06, 2018 12:05 pm

O medo de ser enterrado vivo induz muita gente a desejar ser cremado.
Queima-se o cadáver evitando o problema.
Mas há uma dúvida que inspira a pergunta mais frequente:
- Se no acto crematório o Espírito ainda estiver preso ao corpo, o que acontecerá?
Tudo aquilo que doamos temos, é da lei.
Tudo que temos, devemos.
O corpo é uma veste e um instrumento muito valioso e útil para o espírito, enquanto encarnado.
Depois de morto, nenhuma utilidade mais tem para o espírito que o animou.
Poderá vir a ser cremado sem que nada disso traga qualquer prejuízo real para o espírito desencarnado.
Pensam alguns que se o seu corpo for queimado ou lesado haverá prejuízo para o seu ressurgimento no mundo espiritual.
Entretanto, não é o corpo material que continua a viver além-túmulo nem é ele que irá ressurgir, reaparecer, mas sim o espírito com o seu corpo fluídico (perispírito), que nada tem a ver com o corpo que ficou na Terra.
É necessário observar que, se o Espírito estiver ligado ao corpo não sofrerá dores, porque o cadáver não transmite sensações ao Espírito, mas obviamente experimentará impressões extremamente desagradáveis, além do trauma decorrente de um desligamento violento e extemporâneo.
Mas pense bem, enterrar o corpo é também algo horrível se o espírito permanecer preso a ele; a autópsia; a putrefacção do corpo, os vermes devorando a carne putrefacta, é também angustiante para o espírito.
Entretanto devemos lembrar que o perispírito está em outra faixa vibratória, e que em circunstâncias normais não deve ser afectado, quer pela decomposição, quer pela cremação.
Entretanto, acreditamos que um espírito cujo corpo vai ser cremado, é desligado, talvez de forma violenta, mas não será queimado, mesmo que fique preso.
Sofrem mais os espíritos muito apegados à matéria, os sensuais, os que se agarram aos prazeres da vida.
Mas respondendo objectivamente, acreditamos que não são sensações físicas, e sim emocionais, morais.
Para que o Espírito não se encontre ligado ao corpo físico, é recomendável um intervalo razoável após a morte (Emmanuel diz 72 horas), a fim de se ter maior segurança de que o desligamento perispiritual já tenha completado.
Nos fornos crematórios de São Paulo espera-se o prazo legal de vinte e quatro horas.
Não obstante, o regulamento permite que o cadáver permaneça em câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar.
Espíritas costumam pedir três dias. Há quem peça sete dias.
Importante reconhecer, todavia, que muito mais importante que semelhantes cuidados seria cultivarmos uma existência equilibrada, marcada pelo esforço da auto-renovação e da prática do Bem, a fim de que, em qualquer circunstância de nossa morte, libertemo-nos prontamente, sem traumas, sem preocupação com o destino de nosso corpo.

Por GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

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Entre os Dois Mundos (Parte 9)

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 06, 2018 9:43 pm

Continuamos nesta edição o estudo metódico e sequencial do livro Entre os Dois Mundos, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco no ano de 2004.

Questões preliminares

A. A partir de que momento os inimigos desencarnados passaram a sitiar Dr. Marco Aurélio, procurando atingi-lo nos seus pontos vulneráveis?
Tudo começou assim que seu verbo atraiu o interesse de amigos e frequentadores da Sociedade Espírita onde ele actuava.
O facto despertou a curiosidade das falanges de inimigos que fizera anterior­mente, os quais passaram a sitiá-lo, procurando-lhe os pontos vulneráveis, a fim de atingi-lo.
O sicário que a ele se imantara era uma de suas vítimas pessoais que, há mais de um século, buscava vingar-se, em razão dos sofrimentos que experimentou quando sob sua terrível sujeição.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)

B. É verdade que a tentação da vaidade foi o ponto inicial de seu fracasso na actual existência?
Sim. Cercado pela admiração de pessoas incautas e bajuladoras, Marco Aurélio acabou não resistindo à tentação da vaidade.
Acreditando-se especialmente intelectualizado, supondo-se superior aos frequentadores do ambiente que nele desenvolveu o conhecimento básico da Doutrina, começou a insistir que o Espiritismo não pode ser encarado como religião.
Era, sem dúvida, um meio por ele arquitectado com o objectivo de fugir às responsabilidades morais que o Evangelho estabelece como essenciais para a desincumbência dos compromissos espirituais que ele houvera assumido.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)

C. O fracasso nos compromissos espirituais estendeu-se também aos seus deveres de esposo e pai?
Sim. Nos primeiros tempos, ele desincumbiu­se relativamente bem dos novos compromissos, enquanto os filhinhos chegavam, espíritos que dele necessitavam, por serem também suas vítimas antigas.
Cabia-lhe o dever de os assistir com frequência, instruí-los na fé espírita, sustentá-los nas acções edificantes, liberá-los dos conflitos e reminiscências amargas, dialogar insistentemente.
Mas, sentindo antipatia por ambos e desconforto com a sua presença, remanescentes dos sucessos transactos, preferiu presenteá-los, dar-lhes comodidades exageradas, manter-se distante, ao invés de doar-se, o que é sempre mais difícil.
A esposa desdobrava-se para exercer o papel de mãe-­pai, pedindo-lhe ajuda, sempre recusada, que tornou os jovens, no lar, inimigos discretos do progenitor e os levou a derrapar, a partir da adolescência, mediante fugas espectaculares para o tóxico e o sexo.
Quanto a ele próprio, à medida que aumentava o património financeiro, em decorrência das habilidades profissionais e do êxito político, deixou-se enredar em aventuras sexuais nos bordéis de luxo com outros amigos de ocasião, absorvendo os fluidos deletérios dos adversários, pacientes e impiedosos, que agora o dominavam completamente.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)

Texto para leitura

88. Todo o projecto relacionado com a reencarnação do Dr. Marco Aurélio foi supervisionado pelos benfeitores espirituais e, cinco lustros depois, ele veio trazido à reencarnação cheio de esperanças e em clima de festa.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 06, 2018 9:44 pm

Tudo transcorreu conforme elaborado.
Os pais deram-lhe protecção e carinho, orientaram-no pelo recto caminho do dever, robustecendo-lhe os sentimentos.
Encaminharam-no às células espíritas e ele revelou-se excelente discípulo das lições ouvidas, passando a comentá-las com facilidade de palavra e expressivo magnetismo pessoal.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
89. O Mentor calou-se por um pouco, sintetizando toda uma existência em breves comentários, logo dando curso à narração:
“Assim que o seu verbo atraiu o interesse de amigos e frequentadores da Sociedade Espírita, também despertou a curiosidade das falanges de inimigos que fizera anteriormente, e que passaram a sitiá-lo, procurando-lhe os pontos vulneráveis, a fim de atingi-lo.
O sicário, que lhe vimos imantado, é uma das vítimas pessoais que, há mais de um século, busca o desforço, em razão dos sofrimentos ultrizes que experimentou, quando sob sua terrível sujeição.
Conseguiu, a muito esforço e pertinácia, acercar-se-lhe, induzi-lo à vaidade, inspirar-lhe o ressumar das imperfeições que permaneciam adormecidas e, a pouco e pouco, passaram a dominar-lhe o comportamento.
Dando lugar ao desenvolvimento intelectual, cursou a Faculdade de Direito, tornando-se um próspero bacharel, mais tarde, exímio criminalista, tendo em vista a sua facilidade de comunicação, de raciocínio rápido, de mente arguta...
Nesse período, encontrou a futura esposa, que estudava Odontologia e começou o namoro, que iria culminar no matrimónio”.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
90. Cercado pela admiração de pessoas incautas e bajuladoras, Marco Aurélio acabou não resistindo à tentação da vaidade.
Acreditando-se especialmente intelectualizado, supondo-se superior aos frequentadores do ambiente que nele desenvolveu o conhecimento básico da Doutrina, começou a insistir que o Espiritismo não pode ser encarado como religião.
Utilizando-se de verbalismo complexo e de hábeis textos retóricos, procurou justificar a tese com fundamentos pueris, embaraçando os mais simples, que não tinham como contestá-lo.
Sem dúvida, tratava-se de sua habilidade pessoal, a fim de fugir às responsabilidades morais que o Evangelho estabelece como essenciais para a desincumbência dos compromissos espirituais que houvera assumido.
Descomprometido com a visão religiosa, logo tentou demonstrar que a convicção derivada da observação dos factos não podia apoiar-se em estatutos morais transitórios, “heranças infelizes das religiões decadentes”, como afirmava, abandonando a tribuna e deixando à margem o ideal de servir.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
91. Os seus inimigos espirituais, que lhe inflavam a insensatez, logo o induziram à carreira política, em que poderia servir à Humanidade, sem vínculos com doutrinas místicas, que mais perturbam as massas do que as orientam.
Em todo esse período – informou o Mentor – não faltaram os socorros hábeis para despertá-lo do letargo, bem como a inspiração insistente por parte da mãezinha espiritual que o conduzira à Colónia, mais de uma vez, a fim de fazê-lo reconsiderar as atitudes infelizes.
Assim que retornava ao corpo somático, a embriaguez dos sentidos dominava-o, levando­o a conclusões de que os fenómenos de que era objecto não passavam de efeitos do inconsciente encharcado de ideias espirituais.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
92. Consorciou-se e, nos primeiros tempos, desincumbiu­se relativamente bem dos novos compromissos, enquanto os filhinhos chegavam, espíritos que dele necessitavam, por serem também suas vítimas antigas.
Cabia-lhe o dever de os assistir com frequência, instruí-los na fé espírita, sustentá-los nas acções edificantes, liberá-los dos conflitos e reminiscências amargas, dialogar insistentemente.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 06, 2018 9:44 pm

Sentindo alguma antipatia por ambos, também desconforto com a sua presença, remanescentes dos sucessos transatos, preferiu presenteá-los, dar-lhes comodidades exageradas, manter-se distante, ao invés de doar-se, o que é sempre mais difícil.
A esposa desdobrava-se para exercer o papel de mãe­pai, pedindo-lhe ajuda, sempre recusada, que tornou os jovens, no lar, inimigos discretos do genitor e os levou a derrapar, a partir da adolescência, mediante fugas espectaculares para o tóxico e o sexo.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)

93. Concomitantemente, à medida que aumentava o património financeiro, em decorrência das habilidades profissionais e do êxito político, deixou-se enredar em aventuras sexuais nos bordéis de luxo com outros amigos de ocasião, absorvendo os fluidos deletérios dos adversários, pacientes e impiedosos, que agora o dominavam completamente.
Aturdido por essas influências pestíferas, não suportava mais a esposa enferma, que lhe parecia pesar como um fardo exaustivo e que a morte natural não arrebatara, a fim de deixá-lo livre para a entrega total aos desvarios que lhe retomavam as paisagens mentais e emocionais.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
94. O Mentor fez breve pausa e, em seguida, voltou à história:
“Ele aguarda que o enfermeiro desça à cozinha para um ligeiro lanche, como de hábito, alguns minutos mais tarde, quando pretende executar o plano macabro que vem desenvolvendo mentalmente.
O uísque, de que se fez dependente, dar-lhe-á a coragem que o discernimento não permite”.
Nesse ponto da narrativa, o irmão Petitinga interrogou:
“Qual o plano de socorro à nossa irmã enferma, que nos cabe atender?”
Com paciência e sabedoria, Dr. Arquimedes respondeu:
“Há um brocardo popular que acentua:
quem não ascende a Deus pelo amor, consegue-o pela dor.
Abandonados os sentimentos superiores, que tombaram no olvido, em face da sua presunção e da loucura pelo poder, nosso caro Dr. Marco Aurélio vem sendo vítima de hipertensão arterial, que não tem cuidado conforme seria de desejar.
Isso nos será suficiente para sustar o próximo crime.
A bondade de Deus, que não tem limite, oferece o seu socorro mediante os mais diferentes mecanismos que propiciam a evolução.
Dentro em breve receberemos a sua progenitora desencarnada, que nos auxiliará na providência superior para o bem do filho querido”.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
95. Germano, outro membro do grupo socorrista, perguntou:
“E não iremos afastar-lhe o obsessor?”
Demonstrando muita serenidade e profundo conhecimento da alma humana, o Mentor respondeu:
“Não nos compete fazê-lo pela violência, já que a simbiose ocorre por aquiescência do hospedeiro, que lhe oferece campo vibratório para a ocorrência do fenómeno.
Posterior­mente, no entanto, seremos convidados a agir conforme estabelecem os códigos do amor e da caridade. Aguardemos!”
Entendeu Manoel Philomeno que a proposta de aguardar significava que o momento não comportava novas interrogações.
De facto, chegavam até eles os ruídos da festa desbragada.
O lar, que havia perdido o contato com as esferas superiores, onde a oração fora deixada de lado e os sentimentos nobres cederam lugar aos abusos de variada expressão, refestelava-se de seres vadios, misturados com a gangue odienta.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
96. Eram, mais ou menos, 21h, quando surgiu e acercou-se da equipe uma dama distinta, procedente de alta esfera espiritual.
Embora não se apresentasse com todo o esplendor de sua condição elevada, podia-se perceber-lhe o grau de espiritualidade.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 06, 2018 9:44 pm

Após saudar a todos, ela disse ao Mentor:
“Estou pronta, querido amigo.
Podemos iniciar a terapia salvadora”.
No mesmo instante, o enfermeiro afastou-se do quarto e desceu a escadaria, demandando a cozinha.
O Dr. Marco Aurélio adentrou-se, olhou em volta, quase que incorporado pelo inimigo impiedoso.
Ofegava, em decorrência da ansiedade e do medo que o dominavam, embora o álcool que absorvera.
Tomou de um pequeno vidro, que trazia no bolso, com a substância letal e, insuflado pelo obsessor que lhe impunha a ordem do uxoricídio, derramou-o em um copo, predispondo-se a levá-lo aos lábios da enferma, que o fixa­va com os olhos brilhantes, como se o espírito soubesse o que estava acontecendo.
E em realidade sabia-o.
Sem poder mover-se, a expressão de dor e de angústia era estarrecedora.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
97. Ele olhou-a casualmente e não pôde sopitar o desespero, informando-a, nervoso, mas sem hesitação:
“Isso acabará logo. Não irá doer”.
A um sinal da progenitora do tresvariado, Dr. Arquimedes enviou-lhe alta carga de energia, que encontrou guarida no chacra cardíaco, fazendo-lhe o coração disparar, aumentando o bombeamento de sangue para o cérebro.
O inimigo desencarnado recebeu, também, a onda vibratória, e afastou-se abruptamente, embora continuasse ligado à massa encefálica do seu sequaz.
As sucessivas cargas de vibração que eram absorvidas pelo coração aceleravam a circulação do sangue e os capilares cerebrais entumeceram, as artérias dilataram-se, e trêmulo, com a vista embaçada, ele levou a mão ao peito, rolando ao chão, quebrando o copo, derramando o líquido terrível, contorcendo-se e desenvolvendo um íctus cerebral.(1)
O enfermeiro escutou-lhe a queda, subiu a escadaria aos saltos e deparou-se com a cena chocante.
De imediato telefonou ao Pronto-Socorro, solicitando um médico e a ambulância, que chegariam com muito atraso, em razão das festas alucinantes.
O político de destaque estava agora impossibilitado de prosseguir na trajectória dos desequilíbrios, sendo poupado de maiores gravames.
(Entre os dois mundos. Capítulo 7: A falência do Dr. Marco Aurélio.)
98. As actividades prosseguem – Tomadas as providências de remoção do Dr. Marco Aurélio para o hospital, Manoel Philomeno não pôde furtar-se de acompanhar a expressão de pavor desenhada na face da irmã Lucinda.
Porque estivesse parcialmente desprendida do corpo físico, por ele comunicando-se através do perispírito que lhe registava as emoções, o nosso Mentor aproximou-se e falou­lhe com imensa ternura:
“Mantenha-se em clima de serenidade.
O perigo já passou.
Agora você fruirá de paz.
Aqui estamos para auxiliá-la”.
Sem dar-se conta de que se tratava de um benfeitor desencarnado, ela justificou o medo que a dominava e as incertezas que lhe pairavam na mente, ao que ele esclareceu:
“Você tem sido fiel cumpridora dos seus deveres.
Nunca falta o divino apoio a quem se entrega a Deus, conforme você o faz.
A partir de agora tudo se regularizará e, em breve, você libertar-se-á do envoltório material, retornando ao país de sua origem, ornada pelas bênçãos do triunfo.
Felizes aqueles que se desincumbem dos compromissos assumidos, mesmo que sob o estigma da aflição e as chuvas de amarguras.
Procure repousar um pouco e continue confiando no Pai todo misericórdia”.
O Espírito asserenou-se e, em pouco tempo, estava adormecido ao lado do corpo, igualmente em repouso.
(Entre os dois mundos. Capítulo 8: As actividades prosseguem.)

(Continua no próximo número.)

(1) Íctus cerebral é uma enfermidade cerebrovascular que afecta os vasos sanguíneos que levam sangue ao cérebro.
É também conhecido como AVC – acidente vascular cerebral.

§.§.§- Ave sem Ninho
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A paz de que necessitamos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Mar 07, 2018 10:42 am

Estamos de volta a Viena, cidade da música e das flores... das neves brancas em noites de lua cheia, onde o reflexo da lua nos brinda de claridade incomparável.
E caminhando pelas ruas desta cidade, me deparo com um poster de propaganda de um líder de um partido político racista e xenófobo, que prega a supremacia branca e católica contra todas as outra religiões, crenças e raças, principalmente os muçulmanos e os judeus.
Não estou tendo uma viagem no tempo do Nazismo, não.
É agora mesmo, século XXI, ano de 2017, mês de maio!
Que grande engano, que perda de tempo, que desperdício de vida estas pessoas estão passando.
O mundo em geral está passando por momentos críticos, onde nunca como antes, estamos necessitando de mais pontes e não muros, de mais abraços e não punhos cerrados, de mais união e não ruptura.
E a figura de Jesus se ilumina em minha mente.
Ontem ao fazer o Evangelho no Lar, li no livro Fonte Viva de Emmanuel e Chico a seguinte frase:
Façamos a paz com os que nos cercam, lutando contra as sombras que ainda nos perturbam a existência, para que se faça em nós o reinado da luz.
De lança em riste, jamais conquistaremos o bem que desejamos.
A cruz do Mestre tem a forma simbólica de uma espada com a lamina voltada para baixo.
Recordemos, assim, que em se sacrificando sobre uma espada simbólica, devidamente ensarilhada, é que Jesus conferiu ao homem a bênção da paz, com felicidade e renovação.
E ontem mesmo à noite recebi uma mensagem de um amigo me passando um link de um vídeo e me dizendo:
“veja só como as coisas estão mudando no mundo; você vai gostar muito”.
E vi o vídeo e me emocionei às lágrimas.
É sobre o Islamismo e o sofrimento causado a essa religião pelos fanáticos terroristas islâmicos e fala em um trecho:
“lance bombas feitas de amor e paz, amizade e compreensão, as únicas que levam à paz e em outro trecho:
louve a Deus com amor e não com terror.”
Estou passando o link no final deste artigo.(1)
Pena que os subtítulos estejam só para o Inglês e Espanhol e eu sugiro a quem entenda do tema e tenha o soft adequado que o traduza e ponha as legendas em Português.
Vale a pena divulga-lo.
Eu não tenho dúvida alguma que as pessoas que elaboraram este vídeo estavam inspiradas pela Espiritualidade Superior e foram fiéis às intuições pois produziram um material com uma mensagem forte de penetração profunda e que poderá positivamente marcar um ponto de inflexão em muitas pessoas.
Mas e nós em cada íntimo de nosso ser, estamos sendo fiéis às intuições dos amigos espirituais, que nunca nos deixam de amparar e sugestionar?
Não tenho a resposta e cada um tem que analisar em nossa própria consciência.
Muitas das vezes, os problemas e as dificuldades do dia a dia são tão abrumadoras que não ouvimos ou não sentimos a presença tão amiga e presente deles nos orientando; e caímos em um desanimo ou até nos enveredamos ao pessimismo que é um caminho curto para a depressão e, quem sabe, uma obsessão.
Se passou comigo mais recentemente e conto a vocês.
Um dia muito complicado profissionalmente, eu me sentia desanimado e mesmo desesperançado com os obstáculos a minha frente que decidi ir a uma igreja da Maria do Socorro aqui em Viena.
É uma igrejinha quase sem ninguém dentro dela, em uma avenida muito movimentada desta cidade.
Entrei e como sempre, estava somente eu e uma ou outro velhinho rezando.
Fiz um silencio em minha alma e rezei pedindo a Deus que me ajudasse a encontrar a minha paz para que eu pudesse encontrar uma solução para a situação que me angustiava.
Pedia a Jesus que me iluminasse os caminhos e eu saberia escolher qual caminho mais correto, mas eu precisava de sua luz.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Mar 07, 2018 10:43 am

Esta Igreja tem vários candelabros que iluminam o corredor central, num total de oito grandes luminárias.
Todas estavam apagadas.
Eu em oração senti uma presença muito forte ao meu lado e abri os olhos.
Neste momento, os candelabros começaram a ser acendidos, um por um, começando com o do altar e chegando o último encima da minha cabeça.
A Igreja estava toda iluminada.
A velhinha que estava sentada em um banco um pouco à minha frente, olhava para cima e dizia: sehr schön, sehr schön, que significa muito lindo, muito lindo.
E eu parado ali, as lágrimas inundando meus olhos pelo sinal claro e evidente que Jesus estava comigo e iria iluminar meus caminhos.
Poucos minutos depois, chegou o padre e se dirigiu a mim e à velhinha dizendo:
- Eu estava testando a nova iluminação, era para fazer mais tarde, mas resolvi fazer agora.
Ficou bonita, não ficou?
Que resposta mais evidente eu poderia esperar da Espiritualidade amiga?
Saí dali com o ânimo renovado e sabedor de que Jesus tinha ouvido minhas preces e de que meu caminho seria iluminado.
Mas o caminho quem tem que percorrer sou eu; eu é que tenho que escolher se sigo para frente, se vou para a direita ou para a esquerda.
Para saber o melhor caminho, só mergulharmos na nossa procura da paz interior.
O mundo está numa fase de transformação acelerada; para nós espiritas sabemos que estamos em plena fase da entrada no período de regeneração.
Recentemente, Divaldo Franco nos disse em uma de suas palestras de que os espíritos inclinados ao bem estão chegando de forma acelerada, substituindo aqueles que se vão.
As violências que hoje se vêm fazem parte deste cadinho de misturas entre as duas gerações, uma que sai, de forma desesperada, (chamados por Kardec de retardatários) tentando conseguir vitórias parciais, e aquela que chega imbuída de valores morais mais sublimes.
Kardec já nos dizia em A Gênese cap. 18, parágrafo 26: Grande, por certo, é ainda o número dos retardatários; mas, que podem eles contra a onda que se alteia, senão atirar-lhe algumas pedras?
Essa onda é a geração que surge, ao passo que eles se somem com a geração que vai desaparecendo todos os dias a passos largos.
Até lá, porém, eles defenderão palmo a palmo o terreno.
Haverá, portanto, uma luta inevitável, mas luta desigual, porque é a do passado decrépito, a cair em frangalhos, contra o futuro juvenil.
Será a luta da estagnação contra o progresso, da criatura contra a vontade do Criador, uma vez que chegados são os tempos por ele determinados.
Não devemos nos alarmar com este estado de coisas negativas, a corrupção no Brasil e a violência jihadista fundamentalista no resto do mundo.
A corrupção no Brasil está sendo desvendada e mostrada à população de maneira aberta e intensa.
Isto faz com que haja uma conscientização nacional para que este estado de coisas seja definitivamente mudado e a política seja totalmente reformada com novos protagonistas.
E a violência jihadista está sendo esgotada; o próprio mundo muçulmano está reagindo fortemente contra estes fundamentalistas de maneira ostensiva.
As coisas estão mudando para melhor.
E qual a nossa contribuição para que este estado de coisas, a mudança na direção do bem, a chegada na fase de regeneração, sejam aceleradas?
O que devemos fazer?
A resposta não pode ser outra.
Temos que procurar encontrar a paz em nós mesmos.
Se assim fazemos, nós levamos a paz, a concórdia e a compreensão por onde passamos, por onde estejamos.
Em assim fazendo, estaremos finalmente absorvendo e colocando em prática aquele ensinamento de Jesus em João 14, 27:
Deixo-vos a paz; a minha paz vos dou.
A paz de Jesus é aquela da cruz simbolizando a espada ensarilhada, a espada guardada e encerrada.
Não mais ódios, revides e intolerâncias.
Não mais muros e sim mais pontes, pontes de entendimento, de tolerância e de compreensão e aceitação com as diferenças.
Esta é a paz que precisamos ter no mundo.
Esta é a paz que conseguiremos quando conseguirmos sufocar os nossos sentimentos de orgulho, de raiva, ira e egoísmo de dentro da nossa alma, que são as sombras que ainda perturbam nossa existência.
A paz do mundo começa em nós.
Esta é a paz que necessitamos.

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Concurso de tragédias

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Mar 07, 2018 9:20 pm

O título é estranho?
Num planeta de provas e expiações onde existem muitas pessoas estranhas, ele acaba por se encaixar, como procuraremos explicar.
Existe em determinadas pessoas a necessidade de chamar atenção para os problemas que a afligem como um mecanismo para inspirar piedade, compaixão, comiseração ou algo parecido.
Transformar a pessoa queixosa no centro do Universo dos sofrimentos.
Essa atitude dá origem ao concurso de tragédias como iremos exemplificar.
Duas pessoas se encontram e ambas estão com gripe.
Uma diz assim: “Estou com uma gripe!
Me dói muito a cabeça”.
A outra que também está com a mesma enfermidade responde:
“Ah! Eu também! Minha garganta dói muito!”.
Como numa espécie de réplica, a primeira acrescenta à sua doença:
“Mas além da forte dor de cabeça, estou também com dor nos dois ouvidos!
Que coisa horrorosa!”.
A segunda, então, soma mais uma queixa:
“Além da forte dor de garganta, tenho tido uma febre muito alta que me impõe um grande mal-estar!”.
Dito isso, a primeira volta à carga para valorizar suas queixas:
“Pois é. Além da dor de cabeça, da dor nos ouvidos, estou também com os meus olhos doendo!”.
A tréplica por parte da segunda não se faz esperar:
“Que coisa horrível, não?
Acredita que além da dor de garganta, da febre alta, parece que um caminhão passou sobre meu corpo quebrando todos os ossos?”.
Pronto! Instalou-se o concurso de tragédias.
Se o exemplo não foi muito convincente, citemos outro.
Duas pessoas que fracturaram a perna se encontram para falar dos seus dramas, e uma coloca o seguinte:
“Sabe que tive uma fractura horrorosa na minha perna?”.
A outra participante do concurso de tragédias logo argumenta:
“Que coincidência!
Também quebrei a minha, mas em dois lugares!
A sua foi num lugar só, não é?”.
A primeira logo responde:
“Foi, mas o osso saiu para fora da pele!
Você não imagina a dor!”.
A segunda que é dona das duas fracturas pergunta preparando o terreno para vencer a disputa:
“Mas quantos parafusos você precisou colocar para consertar a sua perna?”.
A primeira responde sem perceber a manobra da rival para vencer o concurso:
“Seis parafusos!” Já imaginou?! Seis!”.
E a segunda, com ares de vencedora dá o xeque-mate:
“Isso não é nada.
Eu precisei colocar doze parafusos, porque quebrei em dois lugares!”.
É o concurso de tragédias muito concorrido entre determinadas pessoas que desconhecem o alerta que nos faz o irmão José através da psicografia de Baccelli no livro Não Nos Deixes Cair Em Tentação, na página intitulada Palavra e Auto-Obsessão.
Ensina ele:
“Assim, nunca admita que você esteja mais doente do que realmente possa estar nem que os problemas que você faceia sejam maiores do que realmente possam ser.
Não se fragilize a partir de você mesmo, ensejando que os que estão à sua volta potencializem o seu pessimismo, com o qual, não raro, você pretende apenas submeter a chantagens emocionais quem se disponha a ouvi-lo.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Mar 07, 2018 9:20 pm

Recorde-se de que o seu pensamento, feliz ou infeliz, vencendo a pequena distância existente entre a sua boca e os seus ouvidos, sempre retornará ao ponto de origem com a força de um decreto lei”.
Recordo-me, assim como muitos outros confrades espíritas, da ocasião em que Jerónimo Mendonça procurou Chico para praticamente se despedir do médium mineiro, porque uma hemorragia muito forte ameaçava-lhe a existência.
Recebeu energias do plano espiritual pelas mãos do Chico curando o problema e a explicação daquela forte hemorragia:
era provocada pelo facto de Jerónimo estar acatando a condição de “coitadinho” em seu íntimo, palavra essa pronunciada pelas pessoas que o viam naquela situação de grande comprometimento físico.
Essas disputas de concurso de tragédias induzem ao desequilíbrio emocional que atrai Espíritos interessados em que nossa situação seja realmente cada vez mais grave.
Onde existe a ferida, existe a mosca, se não se tomar os devidos cuidados.
E onde existe o desequilíbrio existe o Espírito inferior ou que ignora o que a sua presença possa causar, valendo-se da oportunidade que estamos proporcionando gratuitamente a ele por força de não colocarmos em prática o alerta de Jesus do orar e vigiar para não cairmos em tentação.
Nesses tempos de transição que o planeta atravessa para ingressar, lentamente, em um novo clima moral, não devemos alimentar o concurso de tragédias.
Aliás, não é o planeta que irá ingressar em um período de regeneração, mas o homem que nele habita dando espaço ao ser regenerado que construirá um planeta melhor.
Se há que existir disputas, que seja para ver quem mais trabalha, silenciosamente, no campo do bem em cumprimento da recomendação de não saber uma mão o que a outra faz.
Se o verdadeiro espírita é aquele que, reconhecendo suas imperfeições, procura ser melhor hoje do que foi ontem, o concurso de tragédias é uma situação que não devemos incentivar e, muito menos, participar dela.

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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

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