ARTIGOS DIVERSOS II

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A Revue Spirite de 1861 - Parte 7

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 10:22 am

Damos prosseguimento nesta edição ao estudo da Revue Spirite de 1861, mensário de divulgação espírita fundado e dirigido por Allan Kardec.
Este estudo é baseado na tradução para o idioma português efectuada por Júlio Abreu Filho e publicada pela EDICEL.
As respostas às questões propostas estão no final do texto sugerido para leitura.

Questões para debate

A. As aparições de Espíritos são reais?
B. Que crítica Kardec fazia aos espíritas da América?
C. Que prejuízos para o Espiritismo advêm dos falsos médiuns?

Texto para leitura

111. Falando da separação da alma após a morte, Ferdinand diz que, quando se é ignorante, e sobretudo quando muito culpado, um véu espesso oculta do Espírito as belezas da morada onde vivem os bons Espíritos, e ele se encontra só ou na companhia de Espíritos malvados e inferiores, num círculo que não lhe permite ver onde está. (P. 205)
112. Kardec afirma que os factos provam que existem verdadeiras aparições, explicadas perfeitamente pela ciência espírita e só negadas pelos que nada admitem além do mundo visível. (P. 207)
113. Há casos, porém, em que as imagens podem ser um efeito das impressões deixadas pela vista de certos objectos no cérebro, que lhes conserva os traços, como conserva os sons.
A alma, desprendida do corpo, vê no próprio cérebro essas impressões, que nele ficaram como uma chapa fotográfica.
Eis a causa provável das alucinações. (P. 208)
114. A ideia fixa – afirma Kardec – é a lembrança exclusiva de uma impressão.
A alucinação é a visão retrospectiva, pela alma, de uma imagem impressa no cérebro. (P. 209)
115. Nas aparições há, como em todo fenómeno espírita, o carácter inteligente, que é a melhor prova de sua realidade.
Toda aparição que não dá qualquer sinal inteligente pode ser posta no rol das ilusões. (P. 210)
116. É sobretudo na Medicina que o elemento espiritual representa um papel importante.
Quando os médicos o levarem em consideração, enganar-se-ão menos do que agora. (P. 211)
117. O fenómeno da aparição pode dar-se de duas maneiras: ou é o Espírito que vai encontrar a pessoa que o vê; ou é o Espírito desta que se transporta e vai encontrar a outra.
Kardec cita a respeito três casos. (P. 211)
118. O mais interessante deles é o caso ocorrido com o médico Dr. Félix Mallo, que tratara de uma jovem senhora, a quem recomendara passar algum tempo no interior do país.
Seis meses passados, alguém bate à porta de seu consultório. Era a sua cliente que vinha para dizer:
“Senhor Mallo, venho dizer-vos que morri”. (P. 211)
119. O facto de aparição mais notável é, porém, o ocorrido com o Sr. Robert Bruce, noticiado pelo Oxford Chronicle de 1º/6/1861 e referido pelo Sr. Robert Dale Owen, que atestou a sua veracidade antes de narrá-lo em livro. (P. 214)
120. A Revue transcreve mensagem de Jules P..., que prova que os laços terrenos, quando sinceros, não se rompem na morte. (P. 215)
121. Kardec publica carta recebida do presidente da Sociedade Espírita do México, em que este faz curta exposição do histórico do Espiritismo naquele país. (PP. 218 e 219)
122. No mesmo dia, chegou a Paris carta do Sr. Repos, advogado em Constantinopla, informando que ali já se podia contar com um grande número de médiuns escreventes.
Soerguimento de mesas, batidas, transporte de objectos, desenhos, composições musicais – eis os fenómenos até então registados pelos espíritas da referida metrópole. (P. 220)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 10:23 am

123. A Revue transcreve notícia publicada no Herald of Progress, de Nova York, jornal dirigido por Andrew Jackson Davis, considerado um dos pioneiros do Espiritismo. (P. 221)
124. Comentando os desenhos mediúnicos descritos no citado jornal, Kardec diz que os médiuns americanos têm uma especialidade para a produção de fenómenos extraordinários, de que estão longe os médiuns europeus. (P. 224)
125. Inquiridos por Kardec, os Espíritos explicaram:
“A cada um o seu papel.
O vosso não é o mesmo; e Deus não vos deu a menor parte na obra da regeneração”. (P. 224)
126. Informando que do outro lado do Atlântico se dizia que os europeus estavam muito atrasados em Espiritismo, Kardec dá o troco, criticando o instinto mercantil que tomou conta da prática da mediunidade na América do Norte.
Para provar, transcreve inúmeros anúncios publicados em jornais americanos. (PP. 224 e 225)
127. O tráfico do Espiritualismo estendeu-se até aos objectos comuns – como os “fósforos espirituais”, sem fricção e sem cheiro, divulgados no Spiritual Telegraph, de Nova York. (P. 226)
128. Em 1859, segundo o Spiritual Register, havia 1.284.000 espiritualistas nos Estados Unidos.
O número total no mundo, segundo o jornal, era avaliado em 1.900.000.
Havia na mesma época, consagrados à causa, 1.000 oradores espiritualistas, 40.000 médiuns públicos e privados, 500 livros, 6 jornais semanais, 4 mensais e 3 quinzenais. (P. 226)
129. Reportando-se aos falsos médiuns, Kardec diz que o pior são as armas que eles fornecem aos incrédulos e o descrédito que lançam no espírito dos indecisos.
Kardec lamenta ainda a ação dos chamados médiuns mercenários. (P. 227)

(Continua no próximo número.)

Respostas às questões

A. As aparições de Espíritos são reais?
Sim. Os factos provam que existem verdadeiras aparições, explicadas perfeitamente pela ciência espírita e só negadas pelos que nada admitem além do mundo visível.
O fenômeno da aparição pode dar-se de duas maneiras:
ou é o Espírito que vai encontrar a pessoa que o vê; ou é o Espírito desta que se transporta e vai encontrar a outra.
O mais interessante desses casos é o que se deu com o médico Dr. Félix Mallo, que tratara de uma jovem senhora, a quem recomendara passar algum tempo no interior do país.
Seis meses depois, alguém bateu à porta de seu consultório.
Era a sua cliente que vinha para dizer:
“Senhor Mallo, venho dizer-vos que morri”. (Revue Spirite de 1861, pp. 207 e 211.)

B. Que crítica Kardec fazia aos espíritas da América?
Inquiridos por Kardec com respeito à facilidade dos médiuns americanos em obter fenómenos extraordinários que não ocorriam na Europa, os Espíritos explicaram:
“A cada um o seu papel.
O vosso não é o mesmo; e Deus não vos deu a menor parte na obra da regeneração”.
O Codificador criticava, contudo, o instinto mercantil que tomara conta da prática da mediunidade na América do Norte e, para o provar, transcreveu inúmeros anúncios publicados em jornais americanos, nos quais se verifica que o tráfico do Espiritualismo estendeu-se ali até aos objectos comuns – como os “fósforos espirituais”, sem fricção e sem cheiro, divulgados no Spiritual Telegraph, de Nova York.
(Obra citada, pp. 224 a 226.)

C. Que prejuízos para o Espiritismo advêm dos falsos médiuns?
Sobre esse assunto, Kardec disse que o pior são as armas que eles fornecem aos incrédulos e o descrédito que lançam no espírito dos indecisos.
E lamentou também a acção dos chamados médiuns mercenários.
(Obra citada, p. 227.)

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O Esquilo fujão

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:29 pm

Numa clareira da floresta, habitava uma família de esquilos que vivia em paz e harmonia.
A pequena família era constituída do papai Esquilão, da mamãe Esquila e de um casal de filhos muito obedientes.
Todos se estimavam sinceramente, pois entre eles havia compreensão e amizade.
Enquanto papai Esquilão saía em busca do sustento da família, mamãe Esquila permanecia em casa cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos.
Certo dia, Esquila descobriu que ia ser mãe novamente.
Todos ficaram muito felizes.
Afinal, as crianças estavam crescidinhas e um bebê fazia falta em casa.
Dentro de pouco tempo, a família aumentou.
Era um lindo filhotinho!
O filhote crescia rápido e se tornava cada vez mais exigente.
A pequena família vivia em função dele, fazendo-lhe todas as vontades.
Mas nem tudo podia ser permitido!
E cada vez que sua mãe o repreendia, ele ficava revoltado e infeliz.
Com o passar do tempo, começou a achar que ninguém o amava.
Sempre viviam ralhando com ele:
“Não faça isso, Esquilino!
Não faça aquilo! Arrume suas coisas!”
Um dia, cansado de tudo e sentindo-se muito triste, foi embora, resolvido a viver livre na floresta.
Sua mãe sempre o alertara para os perigos que encontraria, mas ele nunca se importou.
O pai também jamais permitira que ele se internasse na mata sozinho, preocupado com sua segurança.
Agora, no entanto, ele estava livre e não precisava obedecer a ordens de ninguém.
— Ufa! Afinal vou levar a vida que sempre desejei.
Já sou bastante crescido para cuidar de mim mesmo — pensou.
Andou bastante pela floresta, satisfeito da vida.
Aos poucos foi escurecendo e o pequeno esquilo não tinha encontrado ainda onde se abrigar.
Os ruídos da mata o assustavam e ele desejou estar ao lado de sua mamãe, sempre tão amorosa.
Mas agora estava perdido.
Não sabia mais voltar.
E, além de tudo, estava com uma fome terrível!
A escuridão foi ficando cada vez maior e mais apavorante.
Cansado de tanto andar, Esquilino aninhou-se no tronco de uma grande árvore e adormeceu depois de muito chorar.
De manhãzinha, acordou ouvindo o ruído de folhas secas.
Alguém se aproximava. Levantou-se rápido.
Quem sabe era alguém que poderia ajudá-lo?
Era um lobo enorme e ameaçador!
Quando o lobo uivou, arregaçando os dentes perigosamente, o esquilinho saiu em grande disparada.
Ao perceber que não estava mais ao alcance do lobo, parou para descansar.
— Ufa! Que sufoco! — disse, mais aliviado.
Nisso, ouviu um ruído estranho, como se fossem guizos.
Olhou para o chão e se deparou com uma enorme cobra pronta para dar o bote.
Apavorado, fugiu novamente tão rápido quanto lhe permitiam as pernas.
Com o coração aos saltos e a respiração ofegante, parou junto a uma árvore.
Suas pernas estavam bambas!
Encostou-se nela para recuperar o fôlego, quando escutou um zumbido diferente.
Que seria?
Olhou para o lado e percebeu que quase tocara num grande cacho de abelhas.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 08, 2018 9:29 pm

E elas pareciam realmente enfezadas!
Reunindo as forças, fugiu de novo procurando escapar do enxame que vinha em sua direcção.
Olhando para trás, não viu um riacho logo à sua frente.
Caiu dentro dele, ficando todo molhado.
Felizmente, as abelhas o perderam de vista e Esquilino pôde sair da água tranquilamente.
Olhando em volta, reconheceu o lugar.
Sim! Estava próximo de casa!
Mais confiante, tomou uma pequena trilha e em poucos minutos chegou à clareira onde residia.
Todos ficaram felizes e aliviados com sua volta e o abraçaram e beijaram repetidas vezes.
Mais refeito, após se alimentar convenientemente, Esquilino disse à sua mãe:
— Sabe, mamãe, descobri que nada é melhor do que o lar da gente!
Pensei que não me amassem, porque me viviam repreendendo.
Agora, sei que é justamente por me amarem muito que agiam assim.
Passei por muitos perigos, sentindo-me só e desamparado.
Apenas aqui, junto de vocês, estou seguro e tranquilo.
E a mãe, com lágrimas nos olhos, afirmou risonha:
— É verdade, meu filho.
Nada como o amor da família.
Porém, jamais esteve desamparado.
Deus velava por você e o trouxe são e salvo para o nosso convívio.
E Esquilino, baixando a cabeça, disse comovido:
— Obrigado, meu Deus, pela família maravilhosa que o Senhor me concedeu!

TIA CÉLIA

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Sexo e vida

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 11:44 am

“Sexo é um altar criado pelo Senhor, no templo, para o templo, manto da vida.”
A sede do sexo não se acha no corpo grosseiro, mas na alma, em sua sublime organização.
A sexualidade exagerada, como sabemos, aproxima-nos da natureza animal e a grande onda de sensualidade que a mídia nos impõe vem da manipulação, no interesse aos bens materiais e na criação de poços de poder e influências humanas por orgulho e vaidade.
A posse, o vício, os mais proibitivos jogos do amor são da carne, da matéria, e acarretam danos de alto grau moral, para a dignidade, a família, as pessoas envolvidas e a si mesmo no campo do espírito.
Sempre que a atracção genésica for mais poderosa que o amor, surgem as crises de longo curso, retardando o progresso e o aperfeiçoamento da alma, quando não lhe embargam os passos na loucura ou nas frustrações, na enfermidade ou no crime e nas viciações.
Quando homens e mulheres ligam-se a parceiros de aventuras, buscando as emoções do sexo, ao desencarnarem, sentir-se-ão atraídos uns aos outros e, só então verão o desequilíbrio em que se precipitaram, iniciando a luta para o reequilíbrio.
Qualquer desvio produz consequências funestas; infelizes daqueles que não se esforçam a tempo no combate às baixas paixões sexuais, e, a troco de prazer momentâneo, recebem séculos de dores.
Quase sempre, os que chegam ao além-túmulo sexualmente depravados, depois de longas perturbações renascem tolerando doenças agudas, crónicas, quando não se corporificam em desesperadora condição inversiva, amargando pesadas provas como consequência dos excessos delituosos a que se renderam.
O sexo não é somente um mecanismo de procriação, mas também um instrumento de renovação de energias.
A existência terrestre permanece transbordando emoções relativas ao sexo, fazendo-se necessário reflectir sobre a colheita de novos valores, atendendo o nosso próprio sentido da vida, sendo imprescindível o serviço de iluminação espiritual.
Em Evolução em Dois Mundos, no capítulo XVIII/Parte 1, André Luiz nos diz:
“Isto ocorre porque o instinto sexual não é apenas agente de reprodução entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas e desencarnadas se alimentam mutuamente na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhes são necessários ao progresso”.
Portanto, a banalização e o tratamento animalizado do sexo como uma necessidade fisiológica deve ser substituído com urgência, verificando até que ponto o conceito de necessidade fisiológica está compatível com a necessidade do Espírito de praticá-lo.
Na realidade, quando pensamos no ato sexual, devemos estar prontos e completamente conscientes de que é um ato de extrema responsabilidade, amor, doação, carinho, respeito, compreensão em bases de edificação.
Assim, devemos abrir os nossos Espíritos, despindo as almas num encontro de afecto mútuo, mais do que despindo os nossos corpos físicos.
Sexo é espírito e vida, é energia criativa a serviço da felicidade e da harmonia do Universo.
Por isso reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse, estando junto a ele o amor a funcionar por leme seguro.
Aprendemos no Espiritismo que o homem deve amar a alma, mas cuidar também do seu corpo.
Desatender às necessidades que a própria natureza indica é desatender a lei de Deus.
Busquemos, assim, a essência pura do amor, sacrificando o impulso momentâneo; lavemos as impurezas emocionais que nos maculam, e eduquemos o pensamento por onde transitam os primeiros gritos de emotividade desequilibrada.
Pelo pensamento disciplinaremos e governaremos nossos impulsos sexuais, exercendo o controle e mantendo nossa vida sexual dentro dos elevados limites fixados pela Providência.
Amemos o dever idealista, inspirados pelas forças Superiores, oferecendo nossas energias à produção do bem, que nos libertará de todos os males.
Sexo é um altar criado pelo Senhor, no templo imenso da vida. Santificá-lo é santificar-se.
Fonte de água pura, não lhe viciemos o manancial.
Campo de renovação, respeitemo-lo.

Bibliografia:
FRANCO Divaldo. P. pelo Espírito Joanna de Ângelis – Momentos de Alegria - lição 16 – Ed. Leal - 2014 – Salvador.
FRANCO Divaldo P. pelo Espírito JOANNA DE ÂNGELIS – Espírito e Vida – Capítulo 57 – Ed. Leal – Salvador.
XAVIER Francisco C. pelo Espírito EMMANUEL – Vida e Sexo – páginas 10, 11. Ed. Feb. segunda edição – 2013 - Brasília.
PERALVA MARTINS – O Pensamento de Emmanuel – página 195 -Ed. Feb – 2011 - Edição 9 – Brasília.
RIGONATTI Eliseu – O Espiritismo Aplicado – páginas 76, 80 – Editora Pensamento - São Paulo – 1995 – Edição 14.
XAVIER Francisco C. e VIEIRA Waldo – Evolução em dois mundos -pelo Espírito ANDRÉ LUIZ – Capítulo 18 – Parte 1 – Ed. Feb – 2012 - Edição 25 – Brasília.

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Quando o magnetizador não estiver bem, melhor abster-se do trabalho

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Mar 09, 2018 8:55 pm

É muito comum escutar que os Espíritos farão de tudo e que a nós, encarnados, cabe apenas confiar.
Alguns mais crédulos chegam a colocar, se assim podemos dizer, poderes especiais nas mãos dos Espíritos, como se os invisíveis fossem acertar todas as coisas do mundo num toque de mágica, ou, melhor, num toque do além.
Este tipo de ideia tem inúmeros inconvenientes.
Livrar os encarnados do trabalho é um deles, pois é por meio do trabalho que progredimos.
Outro inconveniente é a acomodação por parte dos encarnados que, ao imaginarem serem os Espíritos reponsáveis por tudo, esquecem a ideia da própria capacitação para executar algumas tarefas.
Como serei um bom pai se não me capacito para isto?
Como serei bom professor de Matemática se não estudei esta Ciência?
Como, então, serei bom magnetizador se não domino alguns conhecimentos básicos desta admirável actividade?
Vejamos o tema “passe magnético”.
É muito comum julgar que basta o amor e a imposição das mãos para a eficácia na transmissão do magnetismo.
Não é bem assim.
É preciso, além de amor, capacitação, estudo, reflexão e trabalho para melhorar-se moralmente a fim de ser um magnetizador melhor e ajudar com melhores resultados aqueles que necessitam obter a cura.
Segundo Allan Kardec, o magnetizador que envida esforços por melhorar-se moralmente e, também, que cuida de sua saúde física, pode atingir óptima qualidade na transmissão de seus fluidos, fazendo, inclusive, com que seus fluidos se aproximem da qualidade dos fluidos espirituais que, conforme acentua Kardec, são de melhor qualidade do que os fluidos transmitidos apenas pelo magnetizador.
A propósito, Allan Kardec traz em seus estudos reflexões interessantes.
Em artigo publicado na Revista Espírita, setembro de 1865, com o título de "Mediunidade curadora", Kardec chama a atenção para o facto de o magnetizador, portador, portanto, do magnetismo humano, cuidar-se de maneira enfática no que tange à sua moral e no que concerne à sua saúde do corpo físico.
O magnetizador pode, segundo informa Kardec, transferir fluido mais ou menos salutar ao indivíduo que recebe o "passe".
Se o magnetizador não estiver bem da "cuca" ou do "corpo", então, melhor abster-se de aplicar o "passe".
Eis, acentua o francês, que seria uma imprudência deixar-se magnetizar pelo primeiro desconhecido, porquanto o magnetizador pode transmitir fluidos salutares ou nem tanto aos que se disponham a receber o “passe magnético”.
Conforme escrevemos acima, para aqueles que julgam os Espíritos serem responsáveis por tudo, observemos o alerta de Kardec quanto ao papel dos encarnados no processo de cura.
Tem, pois, grave responsabilidade na transmissão dos fluidos os indivíduos encarnados, não ficando, portanto, a responsabilidade apenas aos Espíritos.
Então, compreende-se que toma mais amplo significado a afirmação de Jesus de que será muito cobrado a quem muito foi dado.
A tarefa do magnetizador é de imensa gravidade...
No que concerne à transmissão de fluidos por meio do passe, amemos, mas estudemos e cuidemos da saúde física, a fim de melhor servir...

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Suicídio na adolescência: os que ficam

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 10, 2018 1:02 pm

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente não podia
Quando escrevi o artigo sobre suicídio na adolescência, algumas questões foram levantadas por amigos que passaram pela experiência de ter um parente que partiu dessa forma.
Coloco trechos da resposta que uma amiga enviou sobre o assunto.
O sobrinho de Maria suicidou-se, após oscilar entre períodos de sanidade e de desequilíbrio, vontade de viver e atitudes destrutivas.
"Perder alguém dessa forma é uma dor indescritível.
Temos um sentimento de impotência muito grande, uma sensação estranha de "como não percebi que isso era um risco real?" ou "o que eu poderia ter feito para evitar?", ou ainda, "em que momento a decisão foi tomada?"
Os familiares mais próximos se sentem culpados e pensam que aconteceu por não terem dado importância a algum detalhe.
Ficam procurando evidências que sinalizam o facto, nas últimas falas e acções da pessoa.
Há evidentemente muitos sinais, como seu texto aponta muito bem.
Mas algumas vezes são subtis ou nos "acostumamos" com alguns comportamentos da pessoa que está em desequilíbrio, desconsiderando a sua condição de tomar uma decisão como essa.
Preocupa-me a desesperança que acompanha a família quando pensa no filho suicida pois, além da dor da perda, das "culpas", há a falta de perspectiva de "salvação espiritual" do suicida, já que a maioria das religiões não dá elementos em que se apoiar nesse sentido.
Nesse sentido, dentro de uma perspectiva espírita, cristã, acho importante a reflexão sobre esses sentimentos reais que ficam com a família, que acentuam a dor da perda e que contribuem para desestruturar ainda mais a família.
Pensei muito na magnitude do ataque espiritual de que a família foi vítima e em especial, no sentimento de fraqueza e impotência diante do ocorrido."
Ao ler esta mensagem de Maria, logo se nota que o tema é muito abrangente e são necessários muitos livros e artigos para cada um dos ítens apontados por ela.
Colocarei alguns pontos para reflexão considerando o ser humano não apenas como um ser social, biológico, cultural e psicológico, mas como espírito milenar.
O espírito não é criado no momento da concepção ou do nascimento, mas vem de uma longa história, muitas vidas e traz para o presente suas conquistas e suas tendências.
A influência espiritual (conhecida como obsessão) não pode ser descartada quando há o suicídio.
Coloco a seguir apenas um exemplo da causa da obsessão..
Assim como o jovem se identifica e se agrega aos amigos, influenciando-os e sendo por eles influenciados, também não se pode descartar a influência das companhias espirituais sinistras que actuam sobre as famílias ou um de seus componentes, que em alguns casos leva ao suicídio.
Não é um jogo de bem e mal, mas teias de relações que se contróem, muitas vezes por séculos a fio, em que grupos de pessoas se envolveram em dramas dolorosos, suscitando o desejo de vingança e inimizades duradouras.
Porém é possível quebrar este círculo de ódio, mesmo depois do suicído de um ente querido, buscando a ligação, através da mente e da oração sincera, com amigos espirituais que nos seguem e que também conquistamos no presente ou no passado distante.
Um outro recurso para fazer girar a roda do destino no sentido da superação da dor, é acessar as falanges luminosas que actuam em favor da humanidade nos centros espíritas, igrejas, templos diversos, grupos de ajuda.
A culpa
Diante da complexidade que envolve o ato do suicídio, realmente não é possível culpar alguém ou culpar-se.
São tantos factores desencadeadores, que a família não tem instrumentos para cercar a todos eles.
As dicas de prevenção são importantes, mas não são garantias, já que nossos filhos são espíritos eternos, imbuídos de livre arbítrio e que trazem de outras eras suas dores, seus desafios, seus vínculos.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 10, 2018 1:03 pm

Assim, embora os princípios e aprendizados que a família busca desenvolver junto às gerações mais novas, não é possível determinar ou controlar os caminhos que os jovens seguirão na vida, como espíritos independentes que são.
Por essa razão me lembrei da definição de Adriana Falcão sobre a culpa.
Este sentimento nos prende no passado, achamos que poderíamos ter feito diferente, mas realmente não podíamos.
Paralisa nossos passos, dificulta a reacção para a sublimação da dor:
tocar a vida e, por exemplo, ajudar outros jovens em nome daquele que partiu.
A mágoa, a sensação de impotência, os questionamentos são reacções naturais da alma atónita e é preciso que se esgotem.
Não devem ser cultuados.
E jamais devemos nos esquecer da misericórdia divina.
Quando Jesus partiu da Terra, passou dias socorrendo espíritos que estavam em desequilíbrio no plano espiritual.
Com isso criou um novo paradigma diante da Justiça de Deus: o da infinita misericórdia.
"Não vim para os Sãos", disse Ele.
Portanto, se a situação de um suicida na espiritualidade não é fácil, o socorro divino é presente, sempre.
Sem julgar, sem desesperar, apenas confiemos nossos jovens que buscaram a morte voluntária Àquele que socorre a todos, que destruiu a ideia Inferno, criando sistemas de acolhimento e consolação, de perdão e aprendizado.
"Na casa de meu Pai há muitas moradas", falou Jesus.
E todos os endereços seguem pela trilha do Amor

Adriana Falcão

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Suicídio, uma visão médica e espírita

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 10, 2018 9:14 pm

Só existe um problema filosófico verdadeiramente sério: o suicídio.
Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder a questão fundamental da filosofia.

– Albert Camus (1913-1960)

A afirmativa acima é do Prémio Nobel de Literatura de 1957 e se encontra no livro O Mito de Sísifo, cujo tema central é o suicídio.1
Se essa proposição parece exagerada, em sua essência guarda verdades, que devem ser reflectidas de forma séria e profunda.
Não se pode negar que, se não é o único “problema filosófico verdadeiramente sério”, é um dos maiores, levando-nos a pensar em questões fundamentais como o sentido da vida humana e a continuação do existir.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou em setembro de 2014 um suplemento intitulado Preventing Suicide – a Global Imperative2 (em tradução livre, Prevenindo o Suicídio – um Imperativo Global).
São as estatísticas mais recentes sobre o tema, referentes ao ano de 2012, as quais revelam a magnitude do problema.
Naquele ano, 804 mil pessoas tiraram a própria vida, número que excede as vidas perdidas por homicídio e guerras juntos e equivale a uma morte a cada 40 segundos.
Nesse número, obviamente, não são contabilizadas as tentativas, mas somente as mortes consumadas.
Em termos de tentativas, tem-se uma a cada dois segundos.
Em números absolutos, o ranking dos países é liderado pela Índia, totalizando número superior a 258 mil mortes.
O Brasil ocupa a preocupante oitava posição com quase 12 mil suicídios por ano, média de 24 mortes por dia.
Outros dados importantes trazidos pela OMS indicam que se trata da segunda causa de morte entre pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos, ou seja, jovens em idade produtiva.
Os dados também revelam que 75% de todos os suicídios de 2012 ocorreram em países pobres ou em desenvolvimento.
Os números, assim, são imperativos em comprovar a importância do tema e de que se vive um verdadeiro problema filosófico e de saúde pública.
Mas afinal, por que tantas mortes?
Por que as pessoas cometem suicídio?
Os suicidólogos, especialistas no assunto, atestam que mais de 90% das pessoas que cometem suicídio são portadoras de algum transtorno mental, o qual seria possível ser diagnosticado e tratado.
Na lista têm-se, em especial, os transtornos do humor (depressão e transtorno afectivo bipolar), abuso de substâncias ilícitas (álcool e drogas), transtornos de personalidade e esquizofrenia.
Transtornos dessa natureza aumentam os índices de suicídio, sobretudo quando não há tratamento adequado.
No entanto, não se deve esquecer uma das maiores chagas da Humanidade: o materialismo.
Os Espíritos Luminares, que sob a bandeira do Espírito de Verdade colaboraram na elaboração da Doutrina Espírita, indicam que a luta contra o materialismo é um dever e uma necessidade para a transformação moral da Humanidade.
Allan Kardec, na Introdução de O Evangelho segundo o Espiritismo, diz “que o materialismo, com o proclamar para depois da morte o nada, anula toda responsabilidade moral ulterior”.3
Despertar o ser para sua verdadeira essência, indicando sua natureza espiritual sujeita às Leis de Causa e Efeito e à Lei da Reencarnação, é tarefa das mais relevantes e que descortina um Novo Mundo e situa o Homem como sujeito do seu destino na construção da felicidade.
“A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as ideias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio […]”.4
O Espiritismo, como Doutrina Consoladora, transforma a crença em saber, dizima as dúvidas e vence o materialismo, dando a conhecer as leis que regem o universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo.
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Ave sem Ninho

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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 10, 2018 9:15 pm

A partir daí, foi e é possível conhecer as graves consequências de pôr fim à própria vida.
O capítulo V, intitulado Suicidas, da segunda parte do livro O Céu e o Inferno,5 guarda importante material de estudo e desvenda o importante sofrimento post mortem.
O sofrimento vivenciado não é fruto de castigo divino, pois não existe esse artigo nas Leis Universais.
É natural que o Espírito, ao se deparar com a realidade pós-túmulo e entender que a vida ainda “pulsa”, mergulhe nos abismos da própria consciência onde se encontram escritas as Leis de Deus.6
Transgredir as Leis de Deus é transgredir a própria natureza, causando assim profundo sofrimento moral.
O Espírito percebe que a morte compreendida como extinção da vida não corresponde à verdade.
A rigor, a morte está inserida nela e é a porta para o retorno à Pátria da qual saiu, voltou e sairá ainda na necessidade de evoluir sempre.
Além disso, existem as consequências biológicas da complexa relação espírito-corpo, o qual, enquanto encarnado, se satura de fluido vital.
Para que o desligamento ocorra por completo, o Espírito deve extinguir totalmente o fluido vital a fim de que possa dar continuidade à sua jornada como Espírito desencarnado.
Em Memórias de um Suicida, psicografia de Yvonne A. Pereira, há o seguinte esclarecimento:
[…] Será preciso que se desagreguem dele [do suicida], as poderosas camadas de fluidos vitais que lhe revestiam a organização física, adaptadas por afinidades especiais da grande mãe natureza à organização astral, ou seja, ao perispírito, as quais nele se aglomeram em reservas suficientes para o compromisso da existência completa […].7
Daí as profundas e graves impressões sofridas pelo Espírito vinculado ainda ao corpo [1]físico por ter atentado contra a própria vida de forma violenta.
São repercussões de ordem magnética que impactam o envoltório subtil do Espírito ou corpo espiritual, ou seja, o perispírito.
Dado que tal envoltório corresponde à matriz biológica formadora do corpo físico, pode haver implicações futuras.
Dificuldades no intercurso existencial e em encarnações posteriores, gerando limitações físicas e psíquicas não são incomuns.
Entram em acção as Leis de Causa e Efeito na necessidade de reparar equívocos através da dor, maior aliada do processo evolutivo.

Eis o que afirma Léon Denis:
“Fundamentalmente considerada, a dor é uma lei de equilíbrio e educação” e, assinala ainda, “necessidade de ordem geral, como agente de desenvolvimento, condições do progresso”.[2]
Porém, em nenhum momento, o Espírito em sofrimento é abandonado à própria sorte.
As Leis de Deus agem sempre a favor do Espírito imortal, acolhendo-o e aliviando suas dores para que possa progredir com confiança e fé em si mesmo e no Pai de infinita misericórdia.
Assevera Jesus:
“Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.
[…] pois que é deles o Reino dos Céus”. (Mateus, 5:4, 6 e 10.)
A espiritualidade e a religiosidade são as ferramentas mais eficazes de prevenção ao suicídio e também as mais consoladoras.
A Ciência caminha nessa direcção e são inúmeras as pesquisas indicativas de menores taxas e atitudes mais negativas em relação a esse ato.[1]
A data de 10 de setembro, indicada pela OMS, corresponde ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Seja ela um momento de reflexão para todos e, igualmente, de alçar uma prece em favor desses Espíritos em sofrimento, buscando a figura meiga do Nazareno…
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Mar 10, 2018 9:15 pm

[…] Desci, mas desci muito aos reinos inferiores…
Despertando no túmulo, escutei
Os gritos da aflição de alguém que muito amei E que muito amo ainda…
[…] um amigo não esquece a dor de outro amigo que cai…
Antes de me altear à Celeste Alegria,
Ao sol do mesmo amor a Deus, em que te enlevas,
Vali-me, após a cruz, das grandes horas mudas,
E desci para as trevas,
A fim de aliviar a imensa dor de Judas.

O trecho acima do poema Amor e perdão, de Maria Dolores, psicografia de Francisco Cândido Xavier, descreve o diálogo do Mestre de Nazaré e Maria Madalena após o histórico dia do Calvário.[2]
O Cristo, nos três dias que antecederam a “ressurreição”, buscou Judas, seu amigo amado, após o ato impensado do suicídio…

Jesus nunca nos esquece!

REFERÊNCIAS:
[1]PIMENTA, Danilo. A postura camu-siana perante o suicídio físico. Fragmentos de Cultura, Goiânia, v. 22, n. 3, p. 281-288, jul./set. 2012.
[2]Preventing suicide: a global imperative. 2014
[3]KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. ed. 6. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2015. Introdução, it. IV, Resumo da doutrina de Sócrates e Platão, subit. 9.
[4]____. Cap. 5, it. 16.
[5]O céu e o inferno. Trad. Guillon Ribeiro. 61. ed. 2. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2015. pt. 2, cap. 5.
[6]KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 2. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2016. Q. 621.
[7] PEREIRA, Yvonne A. Memórias de um suicida. Pelo Espírito Camilo Cândido Botelho. 27. ed. 6. imp. Brasília: FEB, 2016. Cap. Vale dos suicidas, p. 27.
[8] DENIS, Léon. O problema do ser, do destino e da dor. 32. ed. 6. imp. Brasília: FEB, 2015. Cap. 26, p. 347-348.
[9] KOENIG, Harold. Espiritualidade no cuidado com o paciente. São Paulo: FE Ed., 2005. Cap. 1, p. 21.
[10] XAVIER, Francisco C. Coração e vida. Pelo Espírito Maria Dolores. São Paulo: Ideal, 1994. Cap. 14.

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Suicídio Indirecto

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 11, 2018 11:53 am

Sabemos que o suicídio tem diversas consequências negativas, pois tirar a própria vida que nos foi dada, é um crime contra nós mesmos, repleto de resultados negativos.
Ao reencarnar, dispomos de um “pacote de energia vital” que possuí data de validade e que não é planeado que se encerre antes do tempo programado.
Tendo consciência disso, muitas vezes nos esquecemos que esse pacote de energia, também pode se esgotar mais rapidamente com alguns hábitos que o desgastam, pois, a partir do momento que nascemos, essa energia vai sendo gastada até o dia então programado para nosso desencarne.
Mas quais são as causas mais comuns do suicídio involuntário?
Todo tipo de excesso que fazemos uso, como excesso de bebida, excesso de comida, de drogas, excesso de sexo, tudo que pode desgastar nosso pacote de energia.
Além disso, esses excessos podem reflectir em doenças no corpo físico, como câncer de pulmão, muito comum em fumantes.
Estamos sujeitos à perda fácil dessa energia, assim como podemos mantê-la bem, com bons hábitos alimentares, exercícios físicos, beber com moderação, não usar drogas respirar ar puro, evitar irritações ou brigas.
O excesso de comida é um dos actos que mais causa suicídio involuntário, pois não se imagina que esse hábito pode lhe causar algum mal.
Porém as comidas industrializadas têm utilizado diversos componentes nocivos ao corpo físico, que causam um desgaste muito grande ao trato gástrico, gastando também muita energia.
O sexo em excesso não é pela quantidade em si, mas por actos que se justificam no sexo.
Diversas pessoas usam o ato sexual como escape dos problemas, e desgastam sua energia imprudentemente, pois no momento em que duas pessoas fazem sexo, há uma troca de energia muito grande entre elas, assim como seu desgaste.
O uso de bebidas alcoólicas em excesso, logo se reflecte no corpo físico com diversos tipos de doença, mas com a dependência da bebida logo se tem o desgaste energético, causado pelo uso imprudente, assim como por espíritos que mesmo desencarnados, são viciados e “grudam” no encarnado para obter essa energia.
Já o uso de drogas tem efeitos drásticos até para o períspirito.
É de conhecimento que além de abreviar o tempo de vida, os espíritos sofrem muito, tendo até deformações causadas por esse excesso.
A espiritualidade faz um trabalho muito grande com esses irmãos que desencarnam nessa situação, que tem recuperação lenta e trabalhosa.
Esses são alguns exemplos mais comuns de excessos que todos estamos sujeitos a sofrer.
Cuidar do corpo e da alma, tem uma ligação muito maior do que imaginamos, pois, nosso corpo físico, reflecte nossa mente e nosso espírito.
Cuidar de nosso corpo físico também é um ato de amor e gratidão, pela oportunidade de estarmos aqui podendo evoluir e fazer nosso tempo programado na espiritualidade, pois assim podemos absorver um maior número de aprendizados e experiências que farão diferença aos nossos espíritos quando chegar a hora de retornar ao nosso verdadeiro lar que é o mundo espiritual.
Estamos aqui só de passagem, numa viagem de experiências, cabe a cada um de nós obter as melhores experiências ou passar sem perceber a imensidão de possibilidades que temos.

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Crianças no Além

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 11, 2018 7:57 pm

O que acontece com as crianças quando “morrem”?
Como vivem no Mundo Espiritual?
Voltam a ter um corpo adulto ou permanecem como crianças no Mundo Espiritual?
As crianças que desencarnam são Espíritos mais adiantados?

É o que veremos a seguir, segundo ensinamentos dos Espíritos.
De acordo com as instruções de “O Livro dos Espíritos”, questões 197, 198, 199, 346 e 347, e também consoante o ensino dos mentores espirituais, o Espírito da criança não é infantil, e, sim, reencarnação de Espírito que teve outras existências na Terra ou em outros mundos equivalentes.
Então, muita cautela ao repetir uma crença bastante comum: “um anjinho morreu e foi para o Céu!” – como muito frequentemente ouvimos por ocasião da morte física de uma criança.
Vejamos o que diz “O Livro dos Espíritos”:
q.199 - Por que tão frequentemente a vida se interrompe na infância?
R: a curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência anteriormente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte, não raro, constitui provação ou expiação para os pais.
a) que sucede ao Espírito de uma criança que morre pequenina?
R: recomeça outra existência.
Ensinam os mentores:
Quando um espírito é preparado para a reencarnação, seu perispírito sofre certo restringimento (diminuição) em suas dimensões ideais.
Sabemos que o perispírito é maleável, podendo adquirir formas variadas, dependendo da vontade do espírito.
É contrátil e expansível, isto é, pode aumentar ou diminuir de volume.

A) Desencarnações na infância NÃO previstas:
A desencarnação na infância verifica-se, na maioria dos casos, por factores NÃO previstos.
Isto quer dizer que a desencarnação prematura muitas vezes NÃO foi objecto de programação espiritual.
Isso acontece:
1 - por qualquer acidente material muito próprio da organização humana e das condições precárias da vida planetária, onde o ambiente é hostil e sujeito as mais diversas provações;
2 - descuido dos pais com sua saúde;
3 - assistência médica inadequada (tratamento médico negligente ou deficiente);
4 - insuficiência orgânica;
5 - factores ambientais, decorrentes das condições sócio-económicas.

B) Desencarnações na infância Previstas:
Ocorrem quando a desencarnação na infância verifica-se por factores previstos no histórico espiritual do Espírito, isto é, a desencarnação prematura, neste caso, foi objecto de programação no Plano Espiritual.
São os casos previstos na questão 199 de O Livro dos Espíritos.
Estas crianças vieram completar o tempo de existência prematuramente interrompida na encarnação anterior por um suicídio ou acidente, muito comuns em planetas como a Terra.
Obs: a morte da criança, também, pode demarcar o final de um ciclo de encarnações terrenas punitivas ou expiatórias.
A partir daí, reencarnarão sim, mas com lúcidos desejos e predispostos ao bem, a fim de continuarem progredindo não mais através de provações, mas de realizações beneméritas no vasto campo da moral, da justiça, da ciência, do amor etc.

C) Por que, quase sempre, continuam crianças no Mundo Espiritual?
Como a diminuição do perispírito foi realizada antes dessa encarnação malograda, não convirá que o mesmo se desfaça durante o período de espera no Além, pois a volta desse espírito em outro corpo se fará com brevidade na mesma família, se possível, através dos mesmos pais, razão por que não conviria desambientá-los das condições humanas que ainda ontem experimentavam (“Escola no Além”, psicografado por Chico Xavier e “Cânticos do Coração” de Yvonne Pereira).
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Mar 11, 2018 7:58 pm

Escolas, creches e ambientes apropriados no Plano Espiritual:
Os Espíritos nos esclarecem que existem departamentos e escolas no Mundo Espiritual adredemente preparados para o acolhimento das crianças desencarnadas até a chegada da nova reencarnação, que poderá ocorrer na mesma família, caso possível.
Nas escolas continuam aprendendo, estudando e recebendo esclarecimentos espirituais adaptados à idade e compreensão das crianças – por isso são separadas por faixas de idade e entendimento (como ocorre aqui na Terra).
Importância muito grande é dada à disciplina: estudo, dedicação e aceitação do desencarne são temas preferenciais.
No livro “Escola no Além”, de Chico Xavier, “Verinha”, a garotinha desencarnada, protagonista da obra, é levada para nova reencarnação por meio da sua própria mãe, no entanto, por questões fisiológicas aquela mulher (que seria sua mãe por duas vezes seguidas numa mesma existência), não poderia mais recebê-la.
Foi assim que a Espiritualidade decidiu ligá-la à sua tia que podia e desejava uma gravidez.
De qualquer forma, Verinha acabou por permanecer na mesma família, agora como sobrinha da sua primeira mãe.

D) Informações Complementares:
1- se o Espírito não for reencarnar brevemente poderá adquirir sua forma adulta.
Muitas vezes o corpo espiritual “cresce” no mesmo ritmo que cresceria se estivesse encarnado no corpo material que perdeu.
Outras vezes, rapidamente, de acordo com a evolução e vontade do Espírito.
Isso justifica porque muitas mães que perderam seus filhos na infância sonham com eles já adultos;
2- outras vezes, mesmo tendo condições de tomar uma forma adulta, o Espírito prefere ficar com a forma infantil por variados motivos;
3- Quando, pois, um espírito desencarna durante a infância, na grande maioria das vezes, não o faz por ser essa sua última existência na Terra ou porque se trata de um espírito mais adiantado;
4- Os espíritos Léon Denis e Dr. Bezerra de Menezes têm afirmado que a mortandade infantil na Terra constitui problema também para o mundo espiritual, já que muitos casos de mortes prematuras não estão programados (por Yvonne Pereira, médium).
As taxas de mortalidade infantil são sempre maiores nos Estados mais pobres do Brasil, bem como são igualmente maiores nos países mais pobres do mundo.

Fonte: Kardec Rio Preto

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Comportamento Preventivo do Câncer

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 12, 2018 10:49 am

Já se sabe que as emoções impactam de maneira expressiva nosso sistema imunológico.
Pensamentos bons, atitudes dignas, emoções de suavidade fazem bem à saúde e o oposto, como agressividade ou revolta nos gestos e sentimentos prejudicam a saúde.
Isso em linhas gerais, pois o assunto comporta desdobramentos inesgotáveis.
Ficar bravo, triste, enciumado, magoado é humano, portanto, natural.
A questão toda está na manutenção desses sentimentos por semanas, meses e até anos.
Num período de alguns dias é normal, natural, mesmo porque precisamos "mastigar" o assunto, entendê-lo para procurar caminhos de superação.
Basta pensar que uma tristeza mantida durante muito tempo faz cair a resistência imunológica, sujeitando-nos às doenças.
Usaremos, todavia, um exemplo simples para ampliar o assunto.
Um jogador de futebol não gosta do banco de reserva; um militar que não é enviado ao campo de batalha igualmente sente-se incompleto ou o profissional de qualquer categoria deseja exercitar o que sabe, demonstrando sua capacidade e seu poder criativo nas situações que se apresentem, onde sua inteligência e gosto pela actividade escolhida o fazem crescer profissionalmente.
Assim também com as angústias e aflições próprias desse mundo, qualquer que seja o nome com que a classifiquemos:
desemprego, ofensa, enfermidade, humilhação, carência de qualquer tipo, solidão, medo, condicionamentos ou qualquer outro tipo de limitação exige de seus protagonistas um primeiro passo de superação: coragem!
Sim, o desencorajamento diante das adversidades, sejam quais forem, é um veneno que mina nossas forças interiores.
Portanto, é preciso erguer-se com coragem e determinação das angústias e aflições de nossa condição e prosseguir, sem medo.
É o que se pode chamar de bem e mal sofrer.
Sofrer todos sofrem, de um jeito ou de outro.
Agora, o importante é saber sofrer.
E saber sofrer é enfrentar a dificuldade, esforçar-se para superar a adversidade apresentada para posteriormente dizer: eu fui mais forte e venci!
O mal sofrer é a revolta, a reclamação, a acomodação.
Quem luta, apesar das limitações todas que possa encontrar, enquadra-se no time daqueles que têm oportunidade de provar sua firmeza, sua determinação, sua perseverança.
No bem sofrer, de resignação activa, conquistamos amadurecimento, aprendemos a superar obstáculos e avançamos nos degraus do conhecimento e da moral.
Por essas reflexões todas, o bem sofrer, ou seja, o saber tirar do sofrimento o aprendizado que precisamos, é comportamento preventivo contra o câncer, porque entregar-se à tristeza, à revolta, à inconformação, mina nossas defesas orgânicas, sujeitando-nos às infecções e enfermidades.
A mágoa, por exemplo, guardada e alimentada, é detonadora de processos de AVC, é destruidora de células, é accionadora de mecanismos que resultarão em enfartes e outras complicações de saúde.
Melhor, pois, optar pela coragem, pela alegria de viver, pela perseverança no bem e pela determinação de superar obstáculos em atitudes de confiança e optimismo.
Tais comportamentos protegem a saúde, reforçam o sistema imunológico e nos fazem mais saudáveis.
Se a tristeza chegar, convide-a à alegria através de uma boa música, de uma boa leitura ou da convivência com amigos animados.
Veja um bom filme de Chaplin ou saia caminhar.
Há vários caminhos para superar nossas limitações.
O importante é não nos permitirmos dias seguidos de tristeza, solidão ou mágoas.
Perdoar e prosseguir, eis a senha de saúde, com bom ânimo, boa vontade e bom humor no comportamento.
Se o ciúme ou a inveja, o rancor ou a vingança nos convidar à acção, expulse-os de sua vida.
Não precisamos deles.
Contamine-se antes, de alegria e entusiasmo.
Você, como eu, como qualquer outra pessoa, guardamos um tesouro dentro de nós: a capacidade de viver, de ser criativo, de superar medos e obstáculos!
Prossigamos, pois! É preciso.

Orson Peter Carrara

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Terrorismo

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Mar 12, 2018 9:47 pm

A Hidra de Lerna, da mitologia grega, na sua insaciável sede de sangue, ressurge, na actualidade, multiplicando-se em forma do hediondo terrorismo.
Os fantasmas do medo, da revolta, das lutas sem quartel, corporificam-se nas massas alucinadas gritando por vingança, sem se importar com o número de vidas que sejam estioladas, nem com as formas cruentas a que sejam submetidas.
Os direitos do homem e da mulher, dolorosamente conseguidos ao largo da História, cedem lugar ao abuso do poder desenfreado, da loucura fanática de minorias infelizes, que acendem o estopim do barril de pólvora dos ódios malcontidos.
Entre as elevadas conquistas do desenvolvimento ético e moral da Terra, destaca-se a liberdade, representada nas organizações políticas pelos regimes democráticos, veladores da honra de bem viver e deixar que os demais também o vivam. Dentre esses direitos inalienáveis, a liberdade de expressão alcançou nível superior para o comportamento humano.
Não há, portanto, limite sagrado ou profano, proibido ou permitido, dependendo, exclusivamente, do estágio intelecto-moral da sociedade e dos seus cidadãos, que optarão pelo ético, pelo saudável e pelo favorável ao desenvolvimento espiritual da Humanidade.
Sofista por excelência e ético na sua essência, Sócrates defendia a liberdade de expressão num período de intolerância e de sujeição, de arbitrariedades, que ele condenava, havendo pago com a nobre existência a elevada condição de exaltar a beleza e a verdade.
Jesus, na Sua ímpar condição, respeitou essa gloriosa conquista – a liberdade de expressão - não se permitindo afectar pelos inditosos comportamentos dos seus opositores contumazes...
E fez-se vítima espontânea da crueldade e do primarismo daqueles que O temiam e, por consequência, O odiavam.
Legou-nos, no entanto, no memorável discurso das bem-aventuranças as directrizes éticas para a conquista da existência feliz através da aquisição da paz.
Em momento algum limitou, excruciou ou lutou contra o amadurecimento espiritual do ser humano.
Sua doutrina, conforme previra, foi submetida ao talante dos poderes temporais e transformada em arma terrorista esmagadora que dominou as massas humanas por longos séculos de medo e de horror.
Há pouco mais de duzentos anos, no entanto, a França e, logo depois, os Estados Unidos da América do Norte desfraldaram a bandeira dos direitos à liberdade, à igualdade e à fraternidade.
E houve, desde então, avanços incontestes no comportamento dos povos, diversas vezes afogados no sangue dos seus filhos em insurreições internas, em guerras internacionais, embora muitos interesses subalternos, para que lhes fossem preservados esses soberanos direitos.
Os temperamentos primários, porém, ainda predominantes em expressivo número de Espíritos rebeldes, incapazes de compreender os valores humanos, têm imposto a sua terrível e covarde adaga em actos de terrorismo, tendo como pano de fundo as falsas e mórbidas confissões políticas e religiosas, que dizem abraçar, espalhando o caos, o terror, nos quais se comprazem.
A força das suas armas destrutivas jamais fixará os seus postulados hediondos, pois que sempre enfrentarão outros grupelhos mais nefastos e sanguinários que os vencerão.
Após o triunfo de um bando de bárbaros por um tempo e ei-los desapeados da dominação por dissidentes não menos cruéis...
Assim tem sido na História em todos os tempos.
Os mongóis, por exemplo, conquistaram a Índia, embelezaram-na, realizaram esplendorosas construções como o Taj Mahal, pelo imperador Shah Jahan, a fortaleza dita inexpugnável guardando a cidade e as minas de diamantes da Golconda, enquanto se matavam para manter-se ou para conquistar o trono – filhos que assassinaram os pais ou os encarceraram, ou os enviaram para o exílio, como era hábito em outras nações – para depois sucumbirem sob o guante de outros voluptuosos dominadores mais hábeis e mais selvagens.
Criaram armas terríveis, como os foguetes com lâminas aguçadas e os imensos canhões, terminando vencidos, após algumas glórias, pelas tropas inglesas que invadiram o país, submetendo-o por mais de um século ao Reino Unido, desde o reinado de Vitória.
Mais tarde, a grandeza moral do Mahatma Gandhi, com a sua misericordiosa não violência, libertou-a, restituindo-a aos seus primitivos filhos.
Nada obstante, após o seu assassinato, a Índia continuou e permanece até hoje vítima do terrorismo político e religioso desenfreado, sem a bênção da paz, a dilecta filha do amor.
Somente quando o amor instalar-se no coração do ser humano é que o terrorismo perverso desaparecerá e os cidadãos de todas as pátrias e de todas as confissões religiosas se permitirão a vera liberdade de pensamento, de palavra e de ação.
Com efeito, esse sublime sentimento não usará da glória da liberdade para denegrir ou punir pelo ridículo, porque respeitará todos os direitos que a Vida concede àqueles que gera e mantém.
Para que esse momento seja atingido, faz-se urgente que todos, mulheres e homens de bem, religiosos ou não, mantenham-se em harmonia, respeitem-se mutuamente e contribuam uns para a plenitude dos outros.
Infelizmente, porém, na actualidade, em que predominam o individualismo, o consumismo, o exibicionismo, espúrios descendentes do egoísmo, facções terroristas degeneradas disseminarão na Terra o crime e o pavor, até que seus comandantes e comandados sejam todos exilados para mundos inferiores, compatíveis com o seu estágio de evolução.
Merece, igualmente, neste grave momento, recordar a frase de Jesus: Eu venci o mundo! (João, 16:33)
Todos desejam, por ignorância, vencer no mundo.
Ele não foi um vitorioso no cenário enganoso do mundo, mas o triunfador sobre todas as suas ainda perversas injunções.
O terrorismo passará como todas as vitórias da mentira, das paixões inferiores e da violência, porque só o amor é portador de perenidade.

Vianna de Carvalho
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 7 de janeiro de 2015 (quando ocorreu o ataque terrorista em Paris), no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia. Em 3.3.2015

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Deus na Natureza (Parte 21)

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 13, 2018 11:12 am

Camille Flammarion

Continuamos o estudo metódico e sequencial do livro Deus na Natureza, de autoria de Camille Flammarion, escrito na segunda metade do século 19, no ano de 1867.

Questões preliminares

A. A Ciência, ao invés de esclarecer, pode mesmo causar-nos dúvidas?
Sim. Pelo menos era esse o pensamento do Sr. Langel, exposto em sua obra Science et Philosophie, em que ele afirma que a Ciência pode arrastar-nos à dúvida, a negações espantosas, tendo ela mesma os seus mistérios insondáveis às vistas humanas.
Não nos fala a Química, constantemente, de afinidade?
E não temos aí uma força hipotética, uma entidade tão pouco tangível quanto a vida, ou quanto a alma?
No simples fenómeno de uma combinação, no arrastamento que precipita dois átomos que se procuram e se reúnem, escapando aos compostos que os aprisionavam, não há o suficiente para nos confundir a inteligência?
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)

B. Sobre as limitações do método experimental utilizado na ciência, que observação fez o Sr. Langel em sua obra?
Segundo ele, as ciências analisam as relações, aferem medidas, descobrem as leis que regulam o mundo fenomenal; mas não há fenómeno algum, por insignificante que seja, que não as coloque em face de duas ideias, sobre as quais o método experimental carece de eficiência, a saber:
1º - a essência da substância modificada pelos fenómenos, e 2º - a força que provoca essas modificações.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)

C. A força vital escapa ao domínio da Química?
Sim. Lembra Flammarion que em parte alguma a planta mais rudimentar ou o animal mais ínfimo da escala zoológica nasceram do concurso das afinidades químicas.
E afirma que, por maiores progressos que faça a Química orgânica, ela será sempre detida pela impossibilidade de originar a força vital, de que não dispõe.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)

Texto para leitura

412. Quando a Química deixou adivinhar no ser humano um alambique no qual o ácido procura a base, as moléculas se agrupam de acordo com as leis de que falamos na primeira parte; quando fizeram ver que o animal vivo não passa de um vaso de reacções e que as forças químicas e físicas nele se entregam a perpétuo combate em campo fechado; quando mostraram que os fenómenos da fecundação, da nutrição e da própria morte mais não são que fermentações ordinárias, já se não sabe mais onde residem essas forças misteriosas que denominamos vida, instinto e consciência, quando se trata de criaturas humanas.
Não tardaremos a entrar no âmago desta grave questão.
Por enquanto, confessamos com o Sr. Langel[ i] que a Ciência pode arrastar-nos à dúvida, a negações espantosas, tendo ela mesma os seus mistérios insondáveis às vistas humanas.
Também ela se contenta com palavras, sempre que não pode penetrar a essência mesma dos fenómenos.
Não nos fala a Química, constantemente, de afinidade?
E não temos aí uma força hipotética, uma entidade tão pouco tangível quanto a vida, ou quanto a alma?
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
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Ave sem Ninho

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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 13, 2018 11:13 am

413. Ainda segundo o Sr. Langel, a Química recambia à Fisiologia a ideia da alma e recusa-se a tratar do assunto, mas, perguntamos, a ideia em torno da qual se desdobra a Química tem algo de mais real?
Essa ideia é, muitas vezes, inapreensível, não só na essência como nos efeitos.
Pode-se, por exemplo, meditar um instante nas leis conhecidas como leis de Berthelot, sem compreender que se está em face de um mistério impenetrável?
No simples fenómeno de uma combinação, no arrastamento que precipita dois átomos que se procuram e se reúnem, escapando aos compostos que os aprisionavam, não há o suficiente para nos confundir a inteligência?
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
414. Observa o Sr. Langel que, quanto mais estudamos as ciências na sua metafísica, mais nos podemos convencer que esta nada tem de inconciliável com a mais idealista filosofia:
as ciências analisam as relações, aferem medidas, descobrem as leis que regulam o mundo fenomenal; mas não há fenómeno algum, por insignificante que seja, que não as coloque em face de duas ideias, sobre as quais o método experimental carece de eficiência, a saber:
1º - a essência da substância modificada pelos fenómenos, e 2º - a força que provoca essas modificações.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
415. Concluindo, diz ele:
“Só conhecemos e vemos, por fora, as aparências; a verdadeira realidade, a realidade substancial, a causa, nos escapa.
Digno é de uma alta filosofia considerar todas as forças particulares, cujas manifestações são analisadas pelas diversas ciências, como oriundas de uma força primária, eterna, necessária, fonte de todo o movimento e centro de toda a acção.
Em nos colocando neste ponto de vista, os fenómenos e os próprios seres não são mais que formas mutáveis de uma ideia divina”.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
416. Pode a unidade a que tende a Química fazer-nos pressupor que o mundo animado e o inanimado sejam regidos por leis idênticas?
Deveremos lisonjear-nos com ideia de poder um dia, não apenas refazer artificialmente todas as matérias orgânicas, mas reproduzir “ad libitum” as condições em que hajam de aflorar a vida vegetal ou animal?
Não, certamente. Tais pretensões seriam ilusórias.
Não dispomos da vida.
Fisiologia e Química são domínios que se extremam e se distinguem.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
417. Em parte alguma, a planta mais rudimentar ou o animal mais ínfimo da escala zoológica nasceram do concurso das afinidades químicas.
Por maiores progressos que faça a Química orgânica, ela será sempre detida pela impossibilidade de originar a força vital, de que não dispõe.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
418. Diante dessa constatação, os materialistas revidam com gratuitas suposições:
“Para sustentar uma força vital original – dizem eles – invoca-se amiúde a nossa impossibilidade de criar plantas e animais; e nada obstante, se pudéssemos senhorear a luz, o calor, a pressão atmosférica, tanto quanto as relações de peso da matéria, não somente ficaríamos aptos a recompor corpos orgânicos, como capacitados a preencher as condições que engendram o nascimento desses corpos”.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
419. E, sem perceber que suas palavras reforçam a nossa causa, complementam:
“Desde que os elementos ditos carbono, hidrogénio, oxigénio, azoto se encontram organizados, as formas fixas daí resultantes têm o poder de conservar-se no seu estado e, tal como no-lo ensina a experiência até hoje adquirida, elas persistem através de centenas e milhares de anos.
Por meio de sementes, de brotos e de ovos, essas formas reaparecem numa sucessão determinada”.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 13, 2018 11:13 am

420. Por outros termos, duas proposições se evidenciam:
a primeira é que não poderíamos engendrar a vida senão como legado potencial da Natureza e a segunda é que a vida se mantém, persistente e transmissível, graças a uma virtude que lhe é própria.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
421. Tal é, verdadeiramente, a questão, e de duas uma: ou o homem é, ou não é (nem será) capaz de originar a vida.
Neste último caso, as pretensões materialistas estão irremissivelmente condenadas e, no primeiro, por si mesmas se condenam, da seguinte forma:
Laborando na organização da vida, somos forçados a nos submeter às leis ordenadas e as aplicar passivamente, sem as contrariar de qualquer forma.
Então, já não seríamos nós a originar a vida e sim as leis eternas, das quais nos arvoraríamos, por um instante, em simples mandatários.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
422. Ademais, dado que os precedentes raciocínios não sejam suficientes para caracterizar o erro dos materialistas, consentimos, ao termo desta exposição sobre a circulação da matéria, em admitir que a Natureza emprega, para construir seres vivos, os mesmos processos do homem, isto é:
– trata simplesmente pela química as matérias inorgânicas.
Ora, ainda nesta hipótese, não haveria como negar a necessidade, para o construtor, de saber o que pretende fazer, ou de operar com um plano determinado.
Pois uma natureza inteligente, ou o ministro de uma inteligência, substitui o químico.
A obra do génio consiste, precisamente, em fazer derivar de um pequeno número de princípios, facilmente formuláveis, as mais engenhosas aplicações, os inventos mais extraordinários.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
423. Esse génio, do qual as mais portentosas inteligências humanas não representam senão partículas infinitesimais, reduziu à extrema simplicidade, à maior simplicidade possível, todas as operações da Natureza.
A divina inteligência apresenta-se-nos como a consciência de uma lei única, abrangendo o todo universal, e cujas aplicações indefinidas engendram uma multidão de fenómenos que se aglutinam por analogia, regidos pelas mesmas leis secundárias, decorrentes da lei primordial.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
424. Certo, o químico ainda não substitui a vida, nem sabe formar o embrião em que o germe representa um papel tão maravilhoso.
Em seus actos, contudo, ele se esforça por substituir a Natureza.
E como? – pela inteligência.
Um elemento existe, absolutamente indispensável: a inteligência.
Soberana, ela se impõe ao raciocínio de quantos estudam a Natureza.
E torna-se visível nessas regras que podem ser previamente determinadas, calculadas, combinadas, uma vez que guardam entre si um encadeamento admirável e são imutáveis em condições idênticas, porque receberam a inflexibilidade da infinita sabedoria.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
425. Está, portanto, demonstrado, à saciedade, que a circulação da matéria não se efectua senão sob a direcção de uma força inteligente.
Mas, seja qual for o rumo que trilhemos, voltamos sempre, a despeito de tudo, à formação da Natureza, à causa causal de quanto existe, e aqui o campo se torna mais vasto ainda.
Os processos humanos já não embaraçam a vista.
No extremo de todas as avenidas, chegamos ao ponto capital e trata-se, agora, de examinar a origem mesma da vida na Terra.
Estarão os seres vivos encerrados na superfície do globo?
Teriam aí surgido em seis dias, ao toque da vara de um mágico?
Despertaram a súbitas do seio das florestas, da margem dos rios, nos vales adormecidos?
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
426. Que mão teria conduzido o primeiro homem do céu aos bosques do Éden?
Que mão pudera abrir-se no ar e soltar a chusma canora de lindas plumagens?
Seriam as forças físico-químicas, que, num espasmo fecundo, teriam dado nascimento aos habitantes de mares e continentes?
Nós não encontramos seres que não tenham nascido de um casal, ou cujo nascimento não se ligue às leis estabelecidas para a reprodução.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)
427. Como teriam surgido na Terra as espécies vegetais e animais?
Eis a questão que atualmente nos interessa.
Depois de observar a plateia e o comentário dos espectadores, levantemos o pano que oculta o verdadeiro cenário e apreciemos a peça.
A Natureza é sempre o maquinista invisível.
Tentemos surpreendê-la, na esperança de que ela não seja bastante atilada para subtrair-se à nossa perquirição.
(Deus na Natureza – Segunda Parte. A Vida. Circulação da Matéria.)

[ i] Science et Philosophie.

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O Espiritismo responde

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 13, 2018 9:45 pm

por Astolfo O. de Oliveira Filho

Em mensagem publicada na secção de Cartas desta mesma edição, o leitor Warley Baccare Neto pergunta-nos:
Por que durante o sono corpóreo o desprendimento da alma parece tão fácil e acessível a todas as pessoas, independentemente de sua crença religiosa, enquanto na ocorrência da morte corpórea ele parece tão difícil e necessita, muitas vezes, de ajuda?
Já respondemos, algum tempo atrás, a uma pergunta semelhante.
A emancipação da alma por ocasião do sono corporal é um facto corriqueiro, que se verifica todos os dias, mas não passa de um desprendimento parcial, visto que ela continua ligada ao corpo físico.
O perispírito é que faz com que essa ligação persista durante todo o tempo em que a alma, afastando-se do corpo físico, entra em contacto com outros espíritos, encarnados ou desencarnados.
O que ocorre então é apenas uma expansão do laço perispiritual que une a alma ao corpo, permitindo a ela deslocar-se a lugares próximos ou distantes do local em que o corpo físico permanece no estado de sono.
No caso da morte corpórea, mesmo antes do desligamento completo da alma – facto que o Espiritismo chama de desencarnação – pode ocorrer a emancipação parcial semelhante à do sono, o que explica os factos de comunicação espírita por ocasião da morte, estudados por vários pesquisadores, como Ernesto Bozzano, entre outros.
O desprendimento completo da alma – tecnicamente chamado de desencarnação – é que requer algum tempo, visto que no processo reencarnatório o perispírito se liga ao corpo molécula a molécula, o que implica dizer que é preciso tempo para que essa ligação molecular se desfaça.
Conforme a questão 155 d´O Livro dos Espíritos, como regra geral, a separação da alma não se dá instantaneamente.
Ela se liberta gradualmente e não como um pássaro cativo que, de repente, ganhasse a liberdade.
A desencarnação dá-se naturalmente, mas em alguns casos é importante para o Espírito desencarnante o auxílio dos benfeitores espirituais, como é mencionado em algumas obras espíritas de origem mediúnica.
É o caso do livro Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz, psicografia de Chico Xavier, no qual o autor descreve como se processou a liberação de Dimas.
O caso é relatado no cap. 13 do livro.
Eis resumidamente como o autor descreveu o processo:
Uma vez morto o corpo de Dimas, minutos depois aproximou-se do filho, ainda ligado ao corpo, uma venerável senhora – sua mãe – que se sentou no leito, depondo a cabeça do enfermo no seu colo, enquanto a afagava com suas mãos.
Luciana e Hipólito – auxiliares do mentor Jerónimo – foram liberados para velar pelo sono da esposa de Dimas, a fim de que suas emissões mentais não prejudicassem o esforço dos benfeitores.
André Luiz postou-se vigilante, com as mãos coladas à fronte do enfermo e Jerónimo procedeu, então, ao serviço complexo e silencioso de magnetização.
Primeiramente, insensibilizou inteiramente o vago(1), para facilitar o desligamento nas vísceras.
A seguir, com passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro.
Há, segundo Jerónimo, três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma:
o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, o mais importante, situado no cérebro.
Dada essa explicação, o mentor começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Mar 13, 2018 9:45 pm

André notou então que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno.
Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de resfriamento.
Dimas gemeu em voz alta, semi-inconsciente.
Amigos acorreram, assustados.
Sacos de água quente foram-lhe postos nos pés.
Era preciso agir rápido.
Com passes concentrados sobre o tórax, Jerónimo relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente.
Nova cota de substância desprendeu-se do corpo, do epigástrio à garganta, mas os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, o que ocasionava angustiosa aflição ao paciente.
Após ligeiro descanso, Jerónimo voltou a intervir no cérebro.
Era a última etapa do processo.
Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerónimo quebrou alguma coisa que André não pôde perceber com minúcias, e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada.
Era difícil fixá-la com rigor.
As forças eram dotadas de movimento plasticizante.
A chama transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço.
À medida que o novo organismo ressurgia, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer.
Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a subtil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.
A progenitora de Dimas abandonou então, rapidamente, o corpo grosseiro, e recolheu a nova forma, envolvendo-a em túnica muito branca, que trazia consigo.
Aos olhos terrenos, Dimas morrera, inteiramente.
Mas o cordão fluídico permaneceria até o dia imediato, considerando as necessidades do falecido, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido.
Ao saírem, os benfeitores espirituais deixaram Dimas aos cuidados de sua mãe.
Ele partiria para a Casa Transitória de Fabiano apenas no dia seguinte, quando seria cortado o fio derradeiro que o ligava aos despojos.
Mas a partida ocorreria após o enterro dos envoltórios pesados, a que ele ainda se unia pelos últimos resíduos.
Pela descrição feita por André Luiz é possível notar a complexidade do processo e como é importante em todo o momento – nos chamados velórios – a atitude de prece, de respeito, de paz, o que favorece de modo notável a liberação da alma de forma definitiva.

(1) Nervo vago ou pneumogástrico, diz-se do nervo de natureza mista (sensitivo-motor), o décimo dos chamados cranianos, que inerva órgãos do pescoço, do tórax e do abdómen.

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Amo por mim ou amo a ti?!

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Mar 14, 2018 10:53 am

O Amor!
Aquele sentimento que nos leva a suspirar pela pessoa que elegemos como a cara-metade, que nos faz sentir que os filhos são as pessoas mais importantes do universo, que nos leva a amar a família de forma dedicada e os amigos de forma carinhosa; se é para com alguém que não conhecemos e nos chama a atenção pelo seu sofrimento, apelidamo-lo de compaixão.
Será O AMOR este sentimento maravilhoso que desperta em nós à medida que adentramos a paz mental ou o progresso espiritual, dependente das relações terrenas, tal como as “rotulamos”, pelos graus de aproximação familiar ou de amizade?
Se assim é, a compaixão despertada em nós por alguém que não conhecemos é mais altruísta que o amor dependente da relação categorizada pelos graus de ligação da família humana.
A primeira pertence a mim, sou eu, não está dependente de nenhuma categoria relacional; a segunda é suportada pela “etiqueta” da relação terrena.
Algumas vezes questiono àqueles que têm a bondade de me ouvir:
- Quem são as pessoas que mais amas na vida?
É óbvio que a resposta é: – Os filhos.
Volto a indagar:
– E se tiverem mais algum filho, amarão como amam os que já têm?
Todos sabemos a resposta, por ser generalizada: – Claro que sim!!!
Isto deixa uma questão, será este enorme Amor aquele que Emmanuel nos diz que é mais próximo dos Anjos, alicerçado na figura mental terrena, nas imagens que temos sobre as relações parentais e de amizade, tal como a relação familiar de Mãe e Filhos ou Pai e Filhos?
Isto parece-me muito vazio, o Amor ser florescido em imagens mentais, mesmo sendo estas sobre as relações mais próximas que temos na vida.
Se eu sei que vou amar o filho que ainda não nasceu, e por vezes nem concebido está, pelo menos isto prova que esse amor não está dependente do outro, e isso explica como ele se torna incondicional.
Para se darem as condições no afecto de um relacionamento, há que se levar em consideração quem é o outro, e na verdade, acontece em maior parte das relações, tal como: eu amo a minha amiga, porque é minha amiga.
O que é a amiga senão aquela pessoa que nos oferece a sua amizade, então, será o nosso amor em troca da sua amizade?
Se ela não fosse minha amiga, amaria da mesma forma?
Tudo isto se torna uma confusão.
Por esta forma de ver, eu amo o meu filho por ser meu filho, então, amo a pessoa ou a figura relacional?
Vamos tentar desenrolar este novelo complicado, utilizemos os conselhos daquele que temos a certeza de sua sabedoria, Jesus Cristo:
- Dar sem pedir nada em troca;
- Amar os inimigos.
No caso da amizade, eu amo porque é minha amiga, então, segundo a lógica, posso dizer que o meu amor, condicionado ao grau de amizade, está a ser trocado pela afeição da outra pessoa.
No caso dos filhos, este amor diz-se que é incondicional, ou seja, não está dependente do que vier da outra parte, os filhos.
Realmente conheço muitos filhos que por vezes maltratam psicologicamente os pais, tomam caminhos atribulados, trazendo complicações em vez de amor.
Seus pais, em vez de se afastarem, como aconteceria com outro tipo de relação, embrenham-se em acções de amor e dedicação, tentando ajudar desesperadamente seus descendentes, desenvolvendo doenças graves de saúde física e psicológica no desespero de amparar quem tanto amam.
Este amor é, na generalidade, sem qualquer dúvida, independente da outra pessoa, é nosso, vive em nós, uma energia que reside em nosso ser, no meu ponto de vista, despontada e impulsionada pela maior tarefa existente em nosso planeta, a tarefa de Maternidade e Paternidade.
Ele pode despontar pela forma-imagem-relação, levar-nos a pensar que amaremos todos os filhos, mesmo sem estarem concebidos, apenas pela imagem da filiação, mas é tão independente dela que não se sujeita às regras da deterioração das imagens relacionais humanas, como a amizade e os amigos, ou até as familiares, que diminuem e por vezes se extinguem quando nos sentimos ofendidos por determinado parente.
Este amor filial, por ser verdadeiramente nosso, sem condições a quem amamos, será ele o exemplo a seguir para compreendermos os ensinamentos do Cristo?
Se amarmos pelo que somos, o que o outro é, será apenas um acréscimo, caracterizando o amor às diversas pessoas.
Desta forma, não amaremos todos?
Aos inimigos amaremos pelo que somos, aos amigos e à família somemos o que eles são, aos filhos… pela aproximação da imagem a que fomos feitos…

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Alegria espiritual

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Mar 14, 2018 8:17 pm

Para expressar alegria, contentamento, o homem precisa fazer barulho, algazarra, ou assumir posturas exageradas e até mesmo ridículas?
Para mostrar que está feliz, é preciso chamar a atenção a todo custo, muitas vezes causando perturbação com a sua “alegria”?
É natural que as pessoas queiram compartilhar esses sentimentos com seus afins, comungando emoções, criando ou fortalecendo laços de amizade.
A questão é que para demonstrar alegria muitos entram em estado eufórico e o veículo que usam para extravasá-la são as bebidas fortes que destravam a língua; são os fogos de artifício, rojões e petardos que explodem junto com a agressividade; é a música em alto volume que faz os outros ouvirem o que nem sempre querem; é a risadaria escandalosa que no mais das vezes esconde carências psicológicas.
E uma série de comportamentos que, a pretexto de descontracção, incomodam e até prejudicam os outros.
Grande parte das pessoas não está habituada a fruir seus momentos felizes a não ser em ajuntamentos festivos e barulhentos.
Encara a alegria do ponto de vista exclusivamente material e por isso não se satisfaz se não obtiver compensação sensorial.
Se vivemos na Terra para educar sentidos e sentimentos, nada mais necessário que refinarmos as expressões do nosso mundo íntimo.
A alegria espiritual difere muito das satisfações puramente humanas.
Alegria verdadeira é a que perdura, a que incorpora em nossa alma um contentamento inteiro nascido no coração, formado de elevadas vibrações.
É serena, tranquila e até silenciosa.
Há pessoas que já conseguem se divertir e sentir prazer lendo um bom livro, ouvindo música suave, contemplando uma paisagem, trabalhando num jardim, auxiliando o semelhante, e são muito felizes, não estando sozinhas nunca porque criam relacionamentos saudáveis com as emissões equilibradas do pensamento e das atitudes.
Bons homens e bons Espíritos lhes fazem companhia.
Já outras pessoas, só com barulho e agitação se sentem vivas.
Claro que há temperamentos mais expansivos que se comunicam efusivamente.
Contudo, não estão isentos de suavizarem sua forma de sentir e se relacionar.
Mas o que quero dizer, afinal, é que a alegria que demonstra o estado de felicidade de uma pessoa não precisa necessariamente ser carregada de exagero, de extravagância, de inconveniência, a ponto de causar perturbação ou desequilíbrio.
Com o tempo e as experiências educativas que a vida oferece, todos os homens compreenderão certas nuances que hoje são imperceptíveis para muitos, parecem mesmo não existir ou não fazer nenhum sentido.

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O homem do pontinho preto

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 15, 2018 9:58 am

Oswaldo era um pessimista inveterado.
Os amigos diziam que ele sempre via o pontinho preto na tela toda branca.
Mas ele não se via assim, se via como um realista, precavido quanto aos dissabores do amanhã, alerta para as ameaças que poderiam surgir ali na esquina.
Entre reclamações e críticas, Oswaldo sempre olhava o copo meio vazio, o pior ângulo, e em tudo esperava sempre o pior, em uma total ausência de fé e de esperança.
Desconfiava de tudo e de todos, e não se abria, temeroso do que poderiam fazer aqueles que se dispusessem a ser seus amigos.
Quando pediam a sua opinião, lá vinha ele com alarmismos, julgando a todos mal e vendo sempre a má-fé e a esperteza de cada um...
Um verdadeiro agourento, diziam alguns, tornava-se uma pessoa isolada pela comunidade, por esse seu jeito negativo, o que reforçava a sua visão pessimista do ser humano.
Um dia, no seu leito de desencarne, confessou a um dos poucos amigos que assim agia pois havia sofrido muitas solapadas da vida, o que lhe fez ficar pessimista, sem esperança, achando que viria sempre o pior.
Ao chegar do outro lado, se surpreendeu, por ver que a vida continuava, com suas lutas e desafios.
O optimismo é uma virtude, mas que se enfraquece pelo remorso, pelo sofrimento reiterado, pelas dores que traumatizam o Espírito encarnado.
Uma conquista, pois apesar de parecer fácil enxergar a tela branca, o pessimista se fixa ao ponto preto, aprisionado pela dor que viveu.
Assim, exigir o optimismo demanda entender por que certos irmãos se detêm a uma visão negativa da vida, repleta de desconfianças, pensando sempre o pior.
Por vezes, aquele irmão não conseguiu se libertar do emaranhado de dores que ele carrega no coração, dessa vida e de outras, e precisa de ajuda.
Isso é muito comum nas reuniões mediúnicas, na qual Espíritos sofredores que perambulam arrastando as suas dores cultivam a descrença em dias melhores, enxergando apenas o pior, esquecidos de que existe uma luz maior a nos guiar, bastando, por vezes, apenas levantar a cabeça.
A dor, qualquer uma, tem efeitos retardados, e isso faz com que o chamado trauma nos impeça de ver o melhor que poderá vir, construído pela nossas mãos.
Como confiar, se já fomos feridos?
Como pensar no melhor, se já vivenciamos tanto sofrimento?
Esse pontinho preto pode ser infinito e nele ficarmos aprisionados, sem perceber quanta coisa boa existe no mundo, produzido pelas mãos humanas, e quantas pessoas que dão exemplos de superação de seus desafios.
Mas, para se desviar desse ponto preto, fixo, precisamos por vezes de ajuda.
É preciso insistir nesse ponto...
Diante do amigo pessimista, que sempre espera o pior, que não confia em ninguém, ao invés do isolamento, pense que ele precisa de um abraço, de uma boa conversa, e que ele precisa de pessoas que o ajudem a reencontrar a sua “fé na vida, fé no homem”.
E para isso, não basta mostrar a ele coisas boas, mas convidá-lo a construí-las, com o seu esforço, para que ele veja, de forma desalienada, a força do bem, potência transformadora que realiza o que seria mais próximo de um milagre em nosso planeta.
Assim, os realistas de plantão coleccionarão outras realidades que mudarão as suas lentes, não para a ingenuidade que enfraquece, mas para o amor que liberta, vendo em cada um a sua essência divina.

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Não se aprende Espiritismo sem o estudo ajuizado e contínuo

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Mar 15, 2018 9:09 pm

O Centro Espírita é núcleo formador da educação moral e espiritual do homem, além de ser santuário de prece e de trabalho.
“Os candidatos ao exercício mediúnico precisam estar bem conscientes de que se encontram diante de um dos mais sérios compromissos espirituais com a vida.” (1)
Antes mesmo de serem inseridos nos grupos mediúnicos, que os Centros Espíritas organizam para o cumprimento dessa bela e radiosa faculdade, os médiuns devem cientificar-se, com segurança e discernimento, do que seja a Doutrina Espírita.
Será que os candidatos à tarefa mediúnica conhecem os princípios fundamentais deixados por Allan Kardec nas obras basilares e nas instruções complementares?
Isso equivale afirmar que se pode falar em ensino espírita, se partirmos dos seus pressupostos básicos, ou seja, do acervo que existe nos livros da Codificação.
Nosso ponto de partida, nessa discussão, tem que ser o Sábio de Lyon, pois foi ele quem sistematizou o Projecto do Paracleto e criou os termos Espiritismo e Espírita.
Destarte, no “Projecto 1868”, Kardec esclarece que “um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver princípios de Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios.
Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos e capazes de espalhar as ideias espíritas, além de desenvolver grande número de médiuns.
Considero esse curso de natureza a exercer capital influência sobre o futuro do Espiritismo e sobre suas consequências”. (2)
A rigor, em uma Casa Espírita equilibrada, o estudo doutrinário deve ter prioridade número UM.
Essa é a ÚNICA forma de os grupos espíritas funcionarem de forma harmónica.
O estudo sério não pode ser feito, proveitosamente, senão por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e animados de uma firme e sincera vontade de chegar a um resultado satisfatório e, consequentemente, equilibrado.
Quem se dispõe a dominar uma Ciência deve estudá-la de maneira metódica, começando pelo básico e seguindo o seu encadeamento de ideias.
O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dê.
Acontece o mesmo em nossas relações com os Espíritos.
Se desejamos aprender com eles, temos de seguir-lhes o curso; mas, como entre nós, é necessário escolher professores e trabalhar com assiduidade. (3)
No Brasil, um grande impulso para os bons estudos doutrinários aconteceu com o aparecimento do médium Chico Xavier, onde destacamos, em meados do século passado, os 16 livros da série "A Vida no Mundo Espiritual".
Pois é! André Luiz não deve ser apenas lido.
Para um melhor aprendizado, suas obras devem ser estudadas em profundidade.
Não podemos deixar de mencionar, também, as contribuições valiosas de Yvonne A. Pereira e Divaldo Franco.
O Espírito Emmanuel define o Centro Espírita como a universidade da alma, o que nos leva a reflectir que a atitude, tanto de quem ensina como de quem aprende, deve ser a de formar almas compenetradas de suas responsabilidades perante si mesmas e perante os outros.
Os coordenadores dos cursos doutrinários devem evitar, a todo custo, o autoritarismo.
Não pode dizer ao aprendiz:
“Você é médium e tem que desenvolver a mediunidade”; nada mais ridículo que isso.
Desenvolver a mediunidade não é receber Espíritos; é estar cada vez mais em sintonia com os bons Espíritos que nos acompanham e, para que isso aconteça, os médiuns têm que primar pela boa conduta, aprimorando-se moralmente.
Lembra o Espírito de Verdade:
“Espíritas: amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo”. (4)
Entretanto, a obrigatoriedade pelo estudo deve ser relativizado, pois muitos confrades não sabem ler e nem escrever.
A relação ensino-aprendizagem é de grande utilidade, tanto para o educador como para o educando.
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Ave sem Ninho

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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

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