ARTIGOS DIVERSOS II

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A Revue Spirite de 1859 (Parte 5)

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 27, 2017 8:07 pm

Allan Kardec

Damos continuidade nesta edição ao estudo da Revue Spirite de 1859, mensário de divulgação espírita fundado e dirigido por Allan Kardec.
Este estudo é baseado na tradução para o idioma português efectuada por Júlio Abreu Filho e publicada pela EDICEL.
As respostas às questões propostas estão no final do texto sugerido para leitura.

Questões para debate

A. É verdade que Kardec, no contacto com os Espíritos, dava preferência às evocações?
B. Que é preciso para obtermos o concurso dos bons Espíritos?
C. Que tácticas usam os maus Espíritos para conseguir seus objectivos?
D. De que depende a estabilidade de uma sociedade espírita?

Texto para leitura

101. No discurso de encerramento do ano social (em junho de 1859), Kardec disse que o número dos membros titulares da Sociedade Espírita de Paris triplicara em alguns meses e possuía ela numerosos correspondentes em dois continentes. (P. 188)
102. Kardec lembrou na ocasião esta lição de São Luís:
"Zombaram das mesas girantes, mas não zombarão jamais da filosofia, da sabedoria, da caridade que brilham nas comunicações sérias". (P. 190)
103. Aquele que realmente quer saber – diz Kardec – deve submeter-se às condições da coisa em si, e não querer que esta se submeta às suas condições.
Por isto a Sociedade não se presta a experimentações que não dariam resultado, pois sabe, por experiência, que o Espiritismo, como qualquer outra ciência, não se aprende de um jato e em poucas horas. (PP. 191 e 192)
104. Não perdemos tempo – diz o codificador – em reproduzir os factos que já conhecemos, do mesmo modo que um físico não se diverte em repetir as experiências que nada de novo lhe ensinam.
Dirigimos nossa investigação a tudo quanto possa esclarecer a nossa marcha, preferindo as comunicações inteligentes, fonte da filosofia espírita e cujo campo ilimitado é muito mais vasto que o das manifestações puramente materiais. (P. 192)
105. Dois sistemas igualmente preconizados e praticados se apresentam na maneira de receber as comunicações de além-túmulo: uns preferem esperar as comunicações espontâneas; outros preferem as evocações.
Quanto a nós – assevera Kardec – apenas condenamos a exclusividade de sistemas. (P. 192)
106. A maneira de conversar com os Espíritos é uma verdadeira arte, que exige tacto, conhecimento do terreno que pisamos e constitui, a bem dizer, o Espiritismo prático. (P. 193)
107. A crítica sistemática censurou-nos – afirma Kardec – por aceitarmos muito facilmente as doutrinas de certos Espíritos, sobretudo no que concerne às questões científicas.
Ora, estamos longe de aceitar tudo quanto eles dizem como artigos de fé. (P. 194)
108. Como nem todos são perfeitos, não aceitamos suas palavras senão com reservas e jamais com a credulidade das crianças.
Julgamos, comparamos, tiramos conclusões do que observamos e os seus próprios erros constituem ensinamentos para nós. (PP. 194 e 195)
109. Saibam, pois, que tomamos toda opinião emitida por um Espírito como uma opinião pessoal; que não a aceitamos senão depois de havê-la submetido ao controle da lógica e dos meios de investigação fornecidos pela própria Ciência Espírita. (P. 195)
110. O concurso dos bons Espíritos – eis com efeito a condição sem a qual não se pode esperar a Verdade; ora, depende de nós obter esse concurso, e a primeira condição para merecermos sua simpatia é o recolhimento e a pureza das intenções. (P. 195)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 27, 2017 8:08 pm

111. É conhecido o provérbio:
Diz-me com quem andas e te direi quem és.
Podemos parodiá-lo em relação aos nossos Espíritos simpáticos, dizendo:
Diz-me o que pensas, e te direi com quem andas. (P. 196)
112. Dizer que Espíritos levianos jamais deslizaram entre nós – diz Kardec – seria uma presunção de perfeição.
Os Espíritos superiores chegaram mesmo a permiti-lo, a fim de experimentar a nossa perspicácia e o nosso zelo na pesquisa da verdade. (P. 196)
113. O objectivo da Sociedade Espírita de Paris não é apenas a pesquisa dos princípios da Ciência Espírita.
Ela vai mais longe: estuda também as suas consequências morais, pois é principalmente nestas que está a sua verdadeira utilidade. (P. 197)
114. Ensina a experiência que não é impunemente que nos abandonamos ao domínio dos maus Espíritos.
Porque suas intenções jamais podem ser boas.
Uma de suas tácticas para alcançar os seus fins é a desunião, pois sabem muito bem que podem facilmente dominar quem estiver sem apoio. (P. 197)
115. Perguntarão, então, se não atrairemos os maus Espíritos evocando pessoas que foram o rebotalho da sociedade.
Não, porque jamais sofremos a sua influência.
Só há perigo quando é o Espírito que se impõe; nunca, porém, quando nos impomos ao Espírito. (PP. 197 e 198)
116. Em seu discurso, Kardec mostra que muitos confrades o criticavam por estar indo longe demais, alegando que os factos não estavam ainda suficientemente observados e que não havia certeza de que os Espíritos que lhe deram instruções não se haviam enganado.
Ele respondeu:
"O futuro dirá se estou certo ou errado". (P. 199)
117. Falando sobre sociedades espíritas, Kardec diz que a primeira condição para a estabilidade de um centro é a homogeneidade de princípios e da maneira de ver; a segunda condição é a assistência dos bons Espíritos, se a instituição quiser obter comunicações sérias. (P. 200)
118. O objectivo do Espiritismo é melhorar aqueles que o compreendem.
Procuremos dar o exemplo e mostrar que para nós a doutrina não é morta.
Sejamos dignos dos bons Espíritos, se quisermos a sua assistência. (P. 202)
119. Joseph Midard, morto em combate, não se deu conta imediatamente da sua situação e não se julgava morto. (P. 204)
120. Diz ele que a hora da morte é marcada por Deus.
Se a gente deve passar, nada o impedirá; do mesmo modo ninguém pode atingi-la, se sua hora não houver soado. (P. 207)
121. Vestido de turbante e culote, ele não soube explicar como arranjou essas roupas, visto que o uniforme de soldado ficou no campo de batalha.
"Tenho um alfaiate que as arranja", disse Midard. (P. 208)
122. Outro militar morto no mesmo combate disse ter-se reconhecido quase que imediatamente, graças às vagas noções que tinha do Espiritismo, mostrando que o conhecimento pode abreviar o período de perturbação. (P. 210)
123. O Abade Chesnel volta a escrever em L'Univers, insistindo em que o Espiritismo é, deve ser e não pode deixar de ser uma religião nova.
Kardec o contesta.
(N.R.: Neste caso o tempo deu razão ao Abade.) (P. 211)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Ago 27, 2017 8:09 pm

Respostas às questões propostas

A. É verdade que Kardec, no contacto com os Espíritos, dava preferência às evocações?
Não. Dos dois sistemas preconizados e praticados à sua época, enquanto uns preferiam as comunicações espontâneas, outros preferiam as evocações.
“Quanto a nós – disse Kardec – apenas condenamos a exclusividade de sistemas.”
(Revue Spirite, p. 192.)

B. Que é preciso para obtermos o concurso dos bons Espíritos?
A primeira condição para merecermos sua simpatia é o recolhimento e a pureza das intenções.
Kardec diz que é conhecido o provérbio:
Diz-me com quem andas e te direi quem és.
Podemos, portanto, parodiá-lo em relação aos nossos Espíritos simpáticos, dizendo:
Diz-me o que pensas, e te direi com quem andas.
(Obra citada, pp. 195 e 196.)

C. Que tácticas usam os maus Espíritos para conseguir seus objectivos?
Uma de suas tácticas é semear a desunião, porque sabem muito bem que podem facilmente dominar quem estiver sem apoio.
A experiência, diz Kardec, ensina que não é impunemente que nos abandonamos ao domínio dos maus Espíritos, porque suas intenções jamais são boas.
(Obra citada, p. 197.)

D. De que depende a estabilidade de uma sociedade espírita?
A primeira condição para a estabilidade de um centro é, segundo Kardec, a homogeneidade de princípios e da maneira de ver.
A segunda condição é a assistência dos bons Espíritos, se ela quiser obter comunicações sérias.
(Obra citada, pp. 200 e 202.)

§.§.§- Ave sem Ninho
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Quando somos caridosos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 28, 2017 11:16 am

“Caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita nem folga com a injustiça, mas folga com a verdade.”
(Paulo, I Coríntios, XIII.)

Quando somos caridosos, identificamos no próximo o irmão de caminhada que aspira e deseja ser feliz, desencadeando as nossas acções no sentido de ajudá-lo a obter tais conquistas;
Quando somos caridosos não permitimos que as nossas mãos permaneçam desocupadas, antes, cuidemos para que elas trabalhem muito na construção de um mundo melhor;
Quando somos caridosos cultivamos a prece, buscando seguidamente falar com Deus através do pensamento, haurindo novas forças e coragem para avançar rumo ao porvir;
Quando somos caridosos perdoamos aqueles que nos ofendem, sem guardar posteriores ressentimentos e nem tampouco nos prestamos a arquivar no coração qualquer tipo de mágoa;
Quando somos caridosos a nossa palavra sempre é de aplauso, de incentivo e de ensinamentos, nunca de críticas infundadas ou de comentários maledicentes e inoportunos;
Quando somos caridosos olhamos a criança necessitada como alguém que espera uma mão amiga, um sorriso de bondade ou um gesto de esperança;
Quando somos caridosos aproveitamos todas as oportunidades que a vida nos oferece para enxugar as lágrimas dos que choram, ante os quadros aflitivos da existência, envolvidos em dramas dos mais variados matizes;
Quando somos caridosos utilizamos racionalmente o nosso tempo, aproveitando-o para servir e amparar, socorrer e ajudas os que sofrem muito mais do que sofremos;
Quando somos caridosos cultivamos a paciência, sabendo esperar agora para mais tarde obter as conquistas que almejamos;
Quando somos caridosos estudamos muito para, melhor preparados, termos mais recursos para enfrentar as dificuldades da vida;
Quando somos caridosos deitamos grandes preocupações na orientação e na condução de nossa família, pois sabemos que a sociedade será melhor e mais fraterna à medida que nos esforçamos para equilibrar aqueles que vivem sob o nosso tecto;
Quando somos caridosos não tememos as críticas que fazem ao nosso trabalho, pois entendemos que devemos satisfações somente a Deus e que, unicamente Ele, o Pai Celestial, poderá julgar as nossas atitudes;
Quando somos caridosos não esperamos que os outros nos indiquem o serviço a fazer, antes, saímos a campo no propósito de realizar as tarefas que aguardam solução;
Quando somos caridosos sabemos compreender as criaturas que pensam e agem de maneira diferente da nossa, entendendo que somos criaturas individuais;
Quando somos caridosos conseguimos amar mesmo aqueles que não nos amam;
Quando somos caridosos percebemos que tudo na vida obedece às disciplinas das Leis de Deus; e
Quando somos caridosos, identificamos que estamos no lugar certo, no momento certo, vivendo com as pessoas certas e tendo as oportunidades certas para realizar o aprimoramento espiritual.

Pensemos nisso.

§.§.§- Ave sem Ninho
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A mediunidade nos palcos

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Ago 28, 2017 7:25 pm

A faculdade mediúnica, mesmo quando restrita aos limites das manifestações físicas, não foi concedida para exibições de feira.”
(Allan Kardec, item 308, de O Livro dos Médiuns.)
A comunicação existente entre aqueles que vivem na Terra e os que já demandaram a pátria espiritual é prática antiga que remonta aos primeiros tempos da humanidade, no entanto, após a codificação da Doutrina Espírita, por Allan Kardec, a partir de 1857, esse intercâmbio ganhou maior detalhamento, com disciplina, orientação e conhecimento de causa.
Somente Francisco Cândido Xavier publicou mais de 400 livros através da psicografia, trazendo à Terra as informações da vida espiritual.
Dentre eles, uma grande quantidade versa sobre a comunicação de familiares que partiram deste mundo com os que ficaram.
A comunicabilidade com os Espíritos, hoje, com o aval de grandes sectores da ciência e diante de profundos estudos efectuados pelas Universidades mais conceituadas dos Estados Unidos e Europa, é, incontestavelmente, uma realidade.
A grande maioria da população brasileira sabe disso.
No entanto, esse intercâmbio entre os dois mundos não se dá de forma leviana, irresponsável e inconsequente.
É fruto das Leis Universais, sábias e perfeitas, portanto, deve ser tratado com seriedade, responsabilidade, equilíbrio e, acima de tudo, com muita dignidade.
A mediunidade, embora seja uma faculdade inerente ao homem, carece de estudo, reflexão e experiência, para produzir o bem a que se destina, não podendo estar nas mãos dos vaidosos, orgulhosos e caçadores de projecção e fama, sem sérios prejuízos.
Allan Kardec, conhecendo como ninguém a personalidade humana, em “O Livro dos Médiuns”, advertiu:
“a mediunidade não foi concedida para exibição de feira”, isto é, não veio ao mundo para ser vedeta de palco e nem para servir de espectáculo, em atendimento aos interesses mesquinhos de médiuns e criaturas que apenas buscam a promoção pessoal.
E, esses desavisados, buscam com avidez, a mediunidade, para se apresentarem no meio artístico, na televisão, no rádio, no jornal etc, dando vazão à vaidade e ao orgulho que carregam no âmago.
Lamentamos profundamente que essa faculdade tão nobre, tão bela e que tantos serviços pode oferecer à humanidade, esteja sendo manuseada por apresentadores de programas televisivos, abrindo portas para que aventureiros adentrem nossos lares, com palavrórios vazios, mentirosos, ferindo criaturas e arrasando famílias que carregam a dor da separação de entes queridos.
Se aqui na Terra existem comentaristas do Governo que nada entendem de política, se existem os que discutem futebol sem nunca terem ido aos estádios, se existem os que falam de assistência social sem vontade de oferecer uma esmola, no Mundo Espiritual, obviamente, encontramos Espíritos que pouco entendem das coisas e também se lançam a falar, discutir e comentar o que não sabem.
E, esses médiuns de plantão, muitos sem saberem, servem a esses Espíritos, esparramando asneiras e comprometendo estruturas familiares de forma leviana, sob a protecção de meios de comunicação de massa.
Allan Kardec, ainda em “O Livro dos Médiuns”, afirma, no item 308:
“Quem pretender dispor de Espíritos às suas ordens para os exibir em público pode ser suspeito, com justiça, de charlatanismo ou de prática mais ou menos hábil de prestidigitação”.
Portanto, devemos saber sempre mais sobre o charlatanismo, mistificação, prestidigitação etc., para que não sejamos enganados por esses espertalhões de programas de auditórios.
Em “O Livro dos Espíritos”, na pergunta 163, Allan Kardec perguntou:
“A alma, deixando o corpo, tem imediata consciência de si mesma?
Obteve como resposta:
“Consciência imediata, não é bem o termo.
Ela passa algum tempo em estado de perturbação”.
Assim, caro leitor, como um Espírito recém-desencarnado, às vezes de forma traumatizante, pode se comunicar connosco momentos depois de seu desencarne?
E, se desejarmos conhecer mais sobre o assunto, pois que um artigo se torna insuficiente para destacar a abrangência do tema, consultemos “O Livro dos Espíritos” e o “O Livro dos Médiuns”, ambos de Allan Kardec, obras que versam sobre a mediunidade e relação de encarnados com desencarnados.
Fiquemos alertas e reflictamos demoradamente em Jesus quando afirma:
“Meus bem-amados, não acrediteis em todos os Espíritos, mas experimentai se os Espíritos são de Deus, porque vários falsos profetas se ergueram no mundo”. (João, 1ª Epístola, Cap. IV: V. 1).
Somente o estudo sério e a firmeza de carácter com o tempero da dignidade e lisura de comportamento nos mostrarão a verdade que nos libertará das peias da ignorância, destinando-nos ao rumo da angelitude.

Meditemos.

Waldenir A. Cuin

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Pedradas

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 29, 2017 8:47 am

“Respondeu-lhes Jesus: Tenho vos mostrado muitas obras boas procedentes do meu Pai, por qual destas obras me apedrejais?” (João10:32)

A lei mosaica, conhecida também como a Primeira Revelação, teve sua divulgação circunscrita aos hebreus e apresenta-se em dois aspectos distintos:
a lei divina, recebida mediunicamente por Moisés no Monte Sinai, que é imutável, resiste ao tempo, e a lei civil, por ele estabelecida, cuja rigidez compatibilizava-se com o pouco desenvolvimento moral e intelectual do povo daquela época.
Como todas as coisas elaboradas pelo homem, a lei civil de Moisés é mutável e, por isso, sofreu alterações conforme as variações dos costumes e o progresso conquistado pelas criaturas.
Com o passar do tempo, profissionalizou-se a religião, criaram-se castas privilegiadas os escribas e os fariseus que, movidos pela vaidade, adoptaram uma postura preconceituosa e intolerante por suporem-se donos absolutos da verdade.
Quando a humanidade avançou alguns passos na escala evolutiva, tornando-se apta ao recebimento de novos ensinamentos, surgiu com Jesus a Segunda Revelação - O Evangelho.
Apesar de Jesus enfatizar que não viera para destruir a lei e, sim, para dar-lhe cumprimento, Sua doutrina de igualdade, fraternidade, amor ao próximo e de perdão incondicional contrariou velhos e arraigados interesses materiais e feriu fundo o orgulho exaltado da classe sacerdotal dominante.
A nova doutrina provocou o despeito e a ira dos judeus, que fizeram algumas tentativas de apedrejar Jesus, como relatou João nos versículos 31 e 32 do capítulo 10 do Evangelho, culminando com a abominável execução do Senhor no Gólgota, no pressuposto de sufocar para sempre o cristianismo nascente.
Romperam-se, contudo, as amarras impostas pelo fanatismo religioso vigente, o Evangelho difundiu-se entre os gentios, fez-se universal.
Com o correr dos séculos, o Cristianismo foi desfigurado, sofreu mutilações, absorveu práticas do judaísmo, incorporou o ritualismo e a idolatria copiados do paganismo até comprometer-se com desmandos ocorridos nos dias negros da Idade Média.
Passadas as trevas desse período de horror, apagadas as fogueiras da satânica Inquisição, iniciou-se uma era de conquistas nos campos das artes, das letras, das ciências.
Paulatinamente, a humanidade foi readquirindo o direito de pensar e alcançou condições para receber o Consolador prometido por Jesus.
Em meados do século XIX, lançados os livros da codificação kardequiana O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Génese o mundo conheceu a Terceira Revelação, um misto de religião, ciência e filosofia, a doutrina que institui a fé raciocinada e prega o lema:
“Fora da caridade não há salvação”.
Novamente foram contrariados interesses mundanos, profligados o orgulho e a prepotência, reacesos ódios, motivadas a intransigência e a intolerância.
Insurgiram-se os fariseus modernos.
Não mais podendo atear fogo em pessoas, queimaram em praça pública de Barcelona milhares de livros espíritas, na tola presunção de calar a verdade.
Saraivadas de pedras são desfechadas contra o Espiritismo e seus adeptos pelos Quevedos e Boaventuras reacionários, em forma de difamação e torpes acusações.
A verdade, porém, não detém sua marcha.
A Doutrina dos Espíritos transpôs fronteiras, é conhecida e praticada em quase todo o mundo.
O Espiritismo, no entanto, não veio para combater nenhuma religião, não veio para modificar ou destruir a lei, veio, sim, revigorá-la e completá-la, veio dizer aos homens o que não foi possível ser dito pelo Cristo, pois, naquela época, a humanidade ainda não estava preparada para entender tudo.
Resta-nos, ante a dolorosa realidade, orar por nossos irmãos agressores, dizendo do fundo do coração:
PERDOA-OS, PAI, PORQUE SABEMOS QUE ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM.

Felinto Elízio Duarte Campelo

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Passe espírita é tema de pesquisa em universidade mineira

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 29, 2017 7:46 pm

A eficácia na utilização do passe espírita foi comprovada cientificamente após grupos de pesquisadores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), com sede em Uberaba (MG), estudarem seus efeitos em grupos de recém-nascidos e adultos.
A pesquisadora e fisioterapeuta Élida Mara Carneiro, coordenadora da Capelania Espírita do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e membro da Associação Médico-Espírita de Uberaba (AME-UBE), apresenta dados interessantes sobre a imposição de mãos, agora comprovados dentro de ambientes hospitalares, seguindo rigores para estudos, como mostra a seguinte entrevista que ela gentilmente nos concedeu.

Como surgiu a ideia de aplicar o passe no tratamento de neonatos?
Há cinco anos iniciamos a Capelania Espírita no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) que inclui, entre as diversas actividades e locais de actuação, a aplicação de passe espírita nos neonatos da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica.
Com o intuito de realizar as pesquisas para avaliar os efeitos do passe espírita, escolhemos, inicialmente, os recém-nascidos pelo facto de ter sido realizado um estudo anterior com essa população e alguns membros da equipe já possuírem habilidade na colecta de cortisol salivar.
Posteriormente, continuamos as pesquisas inserindo outras populações.

O que é avaliado?
Há alterações antes, durante ou após o passe?

Em recém-nascidos foi realizado um ensaio clínico randomizado duplo-cego.
Foram avaliados os níveis de stress por meio da análise do cortisol salivar, dor, parâmetros fisiológicos como frequência respiratória, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigénio, antes e após a aplicação do passe espírita comparado à imposição de mãos com intenção de cura, durante 10 minutos, durante três dias consecutivos.
Após as intervenções foram anotadas as complicações e o tempo de permanência dos recém-nascidos no hospital.
Foi encontrada redução significante da frequência respiratória e diminuição considerável, embora sem significância estatística, do número de complicações e do tempo de internação nos recém-nascidos que receberam o passe espírita comparado à imposição de mãos com a intenção de cura.

Esse estudo foi realizado com pacientes adultos?
Em adultos, dois estudos foram publicados.
O primeiro incluiu pacientes internados na Enfermaria de Clínica Médica.
Os pacientes foram alocados em três grupos:
passe espírita, imposição de mãos com a intenção de cura e controle, durante 10 minutos, três dias consecutivos.
As variáveis psicológicas avaliadas foram:
níveis de ansiedade, depressão, intensidade de dor, percepção de tensão muscular e sensação de bem-estar, e como variáveis fisiológicas os parâmetros:
frequência cardíaca e saturação periférica de oxigénio.
Concernente aos resultados, houve redução significante nos níveis de ansiedade, depressão e tensão muscular, com consequente aumento da sensação de bem-estar nos pacientes que receberam o passe espírita.
Em relação ao segundo estudo, a amostra compreendeu pacientes com doenças cardiovasculares hospitalizados.
Observou-se no grupo que recebeu passe espírita diminuição significativa nos escores de ansiedade e de percepção da tensão muscular, melhoria da sensação de bem-estar e aumento da saturação periférica de oxigénio, e, no grupo imposição de mãos com a intenção de cura, houve redução significante da percepção de tensão muscular e aumento da sensação de bem-estar.
Entretanto, a redução da tensão muscular e melhoria do bem-estar foram maiores no grupo que recebeu o passe espírita.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Ago 29, 2017 7:46 pm

Se houve alterações, elas são puramente observacionais ou pode-se mensurá-las clinicamente?
As alterações foram mensuradas por meio de instrumentos validados para o Brasil, as medidas de parâmetros fisiológicos pelos monitores específicos e a dosagem de cortisol salivar em laboratório de referência.
Ressalta-se que, em todos os estudos, os avaliadores eram cegos aos procedimentos que os pacientes recebiam, ou seja, os examinadores que participaram da aplicação dos questionários, da colecta de cortisol salivar e das variáveis fisiológicas não conheciam qual tratamento os pacientes estavam recebendo e em qual grupo estavam alocados.

Os resultados foram os esperados pela equipa de pesquisadores?
A equipa da pesquisa esperava os resultados diante das hipóteses dos estudos, embora nem todas as variáveis apresentassem diferenças significativas pressupostas.

E a recepção por parte de colegas, profissionais de Saúde e da directoria do hospital em relação à pesquisa?
Diversos profissionais de Saúde e colegas demonstraram interesse pelos resultados das pesquisas.
Em relação à directoria do hospital, desde o início, tivemos um valoroso apoio da superintendência e também dos coordenadores dos diversos sectores do hospital.

A aceitação também foi igual por parte dos familiares dos pacientes?
A aceitação do passe espírita, durante a realização das pesquisas, pelos pais dos recém-nascidos e familiares dos pacientes foi relevante (89%).
Esses resultados denotam a aceitação dessa terapia complementar pela maioria dos indivíduos elegíveis para a pesquisa, independentemente da crença religiosa.

Há algum novo projecto envolvendo o passe para o futuro?
Sim, estamos trabalhando em novo estudo com a avaliação de outras variáveis.

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Algumas ideias que Einstein fazia sobre Deus (Jorge Hessen)

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 30, 2017 10:04 am

No século XIX Kardec indagou dos Espíritos, "Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?".
"Num axioma que aplicais às vossas ciências.
Não há efeito sem causa.
Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá".

Responderam os Espíritos (1)

A nossa compreensão de Deus muda na mesma proporção em que a nossa percepção sobre a vida se amplia.
É uma tarefa difícil, quando o limitado tenta alcançar o Ilimitado, ou o finito entender o Infinito.
Assim somos nós diante de Deus.
As opiniões científicas ainda estão divididas quanto à origem do universo, mas há unanimidade num ponto, existe ordem no universo.
E "Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber".(2)
Assinalamos aqui uma pequena digressão: é interessante notar que geralmente, nós imaginamos Deus como alguma coisa absolutamente externa.
Pensamos em Deus como um ser ou algo separado de nós, advindo muitos conflitos.
Ora! Se o Todo-Poderoso também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade.
Mas se acreditamos que o Pai celestial está exclusivamente do lado externo, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade.
Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhumas das nossas acções lhe podem subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração.
Albert Einstein, físico alemão de origem judaica que dispensa apresentações "quando, em 1921, perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, respondeu:
"Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas acções dos homens"(3) .
Nesta mesma ocasião, muitos líderes religiosos diziam que a teoria da relatividade "encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação".(4)
Tese que discordamos integralmente, pois Einstein confessou a um assistente que no fundo, seu único interesse era descobrir se no instante da criação Deus teve escolha de fazer um universo diferente e, caso tenha tido opção, por que é que decidiu criar esse universo singular que conhecemos e não outro qualquer?
Dizia ainda, "Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos.
Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a ideias que faço de Deus".(5)
Outros cientistas expunham que da mega-estrutura dos astros à infra-estrutura subatómica, tudo está mergulhado na substância viva da mente de Deus.
O físico americano Paul Davies no seu livro intitulado Deus e a Nova Física afirma categoricamente que o universo foi desenhado por uma consciência cósmica.(6)
O Universo, portanto, constituídos por esses milhões de sóis, regido por leis universais, imutáveis, completas, às quais acham-se sujeitas todas as criaturas, é a exteriorização do Pensamento Divino.
Portanto, o Criador “É” Único.....

Referência bibliográficas:
1 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio [de Janeiro]: FEB, 1994, Questão 4
2 Kardec, Allan. A Gênese, Rio de Janeiro: Ed Feb, 2001, Cap. II - A Providência, item 34.
3 Citado em Golgher, I. O Universo Físico e humano e Albert Einstein, B.H: Oficina de Livros, 1991, p. 304.
4 Citado em Idem, ibidem, pp 304-305.
5 Einstein Albert. Extraído do livro "As mais belas orações de todos os tempos".
6 Davies, Paul. Deus e a Nova Física, Lisboa: Edições 70, 1986, p. 157.

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Endereços de Paz (Parte 8)

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 30, 2017 6:47 pm

André Luiz

Damos continuidade ao estudo sequencial do livro Endereços de Paz, obra escrita por André Luiz, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada originalmente em 1982.

Questões preliminares

A. Que reflexões faz André Luiz acerca do dinheiro e sua importância em nossa vida?
Ele lembra que o dinheiro pode ajudar e muito no progresso do mundo e das pessoas.
Contudo, o dinheiro que para no cofre ou na bolsa e que não se converte à bondade, repousando indefinidamente, longe da luta pelo enriquecimento comum, é metal inútil, que transforma o seu possuidor em balão cativo na Terra, escravo das inutilidades, temores, sombras e convenções destrutivas que retêm a criatura, à distância da verdade, no purgatório da avareza ou da perturbação.
(Endereços de Paz – Reflexões.)

B. Se uma árvore singela nasce para produzir e auxiliar, por que a criatura humana viria ao mundo apenas para gozar férias?
A pergunta acima evoca, em si mesma, um tema que merece reflexão de todos nós.
Ao fazê-la neste livro, André Luiz acrescentou, em seguida, estas palavras:
“Viver para quê?
Para aprendermos a viver bem e a viver para o bem”.
(Endereços de Paz – Registo da vida.)

C. Entre os grandes benfeitores que a história da Humanidade registou, qual a posição ocupada por Jesus?
No entendimento de André Luiz, se há grandes benfeitores da Humanidade, que semeiam fortunas incalculáveis na preservação da saúde e da instrução da vida comunitária, Jesus é, ainda e sempre, o maior de todos, porque ofereceu ao mundo a própria vida, no sacrifício supremo do próprio coração.
(Endereços de Paz – Riqueza.)

Texto para leitura

158. Protecção – Duas horas de fria madrugada num hotel pequeno de rodovia.
O cavalheiro chegou apressado e pediu a chave do aposento em que se instalara durante o dia.
Inexplicavelmente, a chave desaparecera, e o interessado se confiou à exasperação.
Gritou. Acusou empregados.
A gerência interferiu com gentileza. (Endereços de Paz – Protecção.)
159. Outro quarto lhe foi entregue.
O homem, porém, declarou que deixara junto ao leito grande soma de dinheiro e exigiu fosse a porta arrombada.
Depois de muita crítica, em que ameaçava a casa com denúncia à polícia, concordou em ocupar um aposento vizinho.
(Endereços de Paz – Protecção.)
160. Somente pela manhã, ao sol muito alto, a fechadura foi quebrada.
E só então o inconformado hóspede, ao retirar o dinheiro, verificou que sob o travesseiro se ocultava enorme escorpião.
(Endereços de Paz – Protecção.)
161. Reflexões – O dinheiro que ajuda a alguém é o companheiro da caridade.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
162. O dinheiro que educa é semeador de luz.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
163. O dinheiro que sustenta as letras edificantes é lâmpada acesa.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Ago 30, 2017 6:48 pm

164. O dinheiro que resgata dívidas é testemunho de correcção.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
165. O dinheiro que estimula o bem, nas suas variadas formas, é missionário do Céu.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
166. O dinheiro que alivia é bálsamo da Vida Superior.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
167. O dinheiro que cura é alimento divino.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
168. O dinheiro que gera trabalho digno é dínamo do progresso.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
169. O dinheiro que restaura o bom ânimo é fraternidade em acção.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
170. O dinheiro que planta alegria e fé renovadora é criador de bênçãos imortais.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
171. O dinheiro, porém, que para no cofre ou na bolsa, que não se converte à bondade, repousando indefinidamente, longe da luta pelo enriquecimento comum, é metal inútil, que transforma o seu possuidor em balão cativo na Terra, escravo das inutilidades, temores, sombras e convenções destrutivas que retêm a criatura, à distância da verdade, no purgatório da avareza ou da perturbação.
(Endereços de Paz – Reflexões.)
172. Registo da vida – Não despreze seu corpo.
Um músico não interpreta a melodia, usando instrumento desafinado.
(Endereços de Paz – Registo da vida.)
173. Todos nós, quando encarnados na Terra, somos viajores, no carro do corpo físico.
Para que lado abre você a janela da própria observação?
Para o campo ou para o charco? Para o abismo ou para o Céu?
(Endereços de Paz – Registo da vida.)
174. Se uma árvore singela nasce para produzir e auxiliar, por que teria a criatura humana de corporificar-se no mundo unicamente para férias?
(Endereços de Paz – Registo da vida.)
175. Viver para quê?
Para aprendermos a viver bem e a viver para o bem.
(Endereços de Paz – Registo da vida.)
176. Riqueza – Rico é o pântano pelos depósitos de matéria orgânica.
Rica é a enxurrada pelos recursos de adubação.
(Endereços de Paz – Riqueza.)
177. Rica é a argila pela maleabilidade com que obedece ao oleiro.
Rica é a pedra pela segurança que oferece à construção.
(Endereços de Paz – Riqueza.)
178. Rica é a ostra que encerra a pérola no próprio seio.
Rica é a árvore pelos tesouros que espalha.
(Endereços de Paz – Riqueza.)
179. Rico é o serro bruto pelos metais que esconde.
Rica é a areia que defende o leito das águas.
(Endereços de Paz – Riqueza.)
180. Rica é a fonte que auxilia sem recompensa.
Rica é a forja pelas utilidades que produz.
(Endereços de Paz – Riqueza.)
181. Rica é a dor pelas lições que ensina.
(Endereços de Paz – Riqueza.)
182. O Senhor não criou a pobreza.
Onde há luz de inteligência, não há penúria.
(Endereços de Paz – Riqueza.)
183. Doar estímulo, fraternidade, alegria, consolo, esperança e amor é mais que transferir as bênçãos dos recursos amoedados.
(Endereços de Paz – Riqueza.)
184. Estejamos a postos para trabalhar e servir, sem olvidar que se há grandes benfeitores da Humanidade, que semeiam fortunas incalculáveis na preservação da saúde e da instrução da vida comunitária, Jesus é, ainda e sempre, o maior de todos, porque ofereceu ao mundo a própria vida, no sacrifício supremo do próprio coração.
(Endereços de Paz – Riqueza.)

(Continua no próximo número.)

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O Espiritismo responde

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 31, 2017 8:18 am

A leitora Yolanda Garcia da Silveira, em mensagem publicada na secção de Cartas desta edição, diz-nos o seguinte:
Há alguns países cuja legislação autoriza que o governo exerça um controle de natalidade rigoroso.
Perguntamos: Diante das leis divinas, essa prática gera algum comprometimento espiritual?
E para as famílias que moram nesses países, a medida ocasiona algum prejuízo de natureza espiritual?
Se o chamado Planeamento Familiar é algo compreensível e perfeitamente aceite pelos instrutores espirituais, o mesmo não se pode dizer quanto ao Controle de Natalidade.
Com referência do Planeamento Familiar, Joanna de Ângelis legou-nos no seu livro Após a Tempestade, cap. 10, psicografado pelo médium Divaldo Franco, um texto que vale a pena ser lido e meditado.
O homem – assevera Joanna – pode e deve programar a família que deseja e lhe convém ter, o número de filhos que considere ideal, bem como o período propício para a maternidade; contudo, jamais se eximirá aos imperiosos resgates a que faz jus, tendo em vista o seu próprio passado.
Os filhos não são realizações fortuitas.
Procedem de compromissos aceites antes da reencarnação pelos futuros progenitores, de modo a edificarem a família de que necessitam para a própria evolução.
É, pois, lícito aos casais adiar a recepção de Espíritos que lhes são vinculados, impossibilitando mesmo que reencarnem por seu intermédio.
As Soberanas Leis da Vida dispõem, porém, de meios para fazer que aqueles rejeitados venham por outros processos à porta dos seus devedores ou credores, em circunstâncias talvez mui dolorosas, complicadas pela irresponsabilidade dos cônjuges que ajam com leviandade, em flagrante desconsideração aos códigos divinos.
O Controle da Natalidade tem, como sabemos, outro objectivo, pois diz respeito à intervenção de organismos oficiais no sentido de deter ou estimular a expansão demográfica, por razões económicas ou políticas, como ocorreu, ao longo da história, em países como a China.
Allan Kardec formulou a seguinte pergunta aos Espíritos:
“São contrários à lei da Natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução?”.
Responderam os imortais:
“Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário à lei geral” (O Livro dos Espíritos, questão 693).
No livro Entrevistas, pergunta 102, assevera Emmanuel:
“Não acreditamos que a colectividade humana esteja, por enquanto, habilitada espiritualmente a controlar o renascimento na Terra sem prejudicar seriamente o desenvolvimento da lei de provas purificadoras”.
Em face dos ensinamentos acima, tão claros em suas premissas, seria melhor que ninguém – nem os casais e nem os governantes – opusesse obstáculos à volta dos Espíritos a um corpo de carne, pois o espírita não ignora a importância do processo reencarnatório no progresso dos Espíritos e do mundo em que vivemos.
O Controle de Natalidade impõe, pois, sem dúvida nenhuma, sério entrave às pessoas por ele atingidas e constitui um ponto negativo na vida de todos aqueles que forem responsáveis por sua aplicação, sujeitando-os a sanções que muito lamentarão no futuro.

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Mãe: expoente máximo do amor

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Ago 31, 2017 8:27 pm

A família tem sido, ao longo da História da Humanidade, a base fundamental para a constituição e organização da sociedade, por isso se faz, em algumas circunstâncias, como que uma analogia, no sentido de qualificar o tecido societário, em função das famílias que o integram, ou seja:
os princípios, valores e sentimentos, experienciados no seio das famílias passam para a sociedade, muito embora aqueles, a partir das suas instituições, desde logo a Igreja, a escola, a empresa, também exerçam forte influência nas famílias.
É por isso que o papel da Mãe é tão importante e como cada vez mais se torna necessário que ela esteja bem preparada para transmitir aos seus filhos, não só os bons exemplos de honradez, reputação, dignidade, como também toda uma arquitectura axiológica, compatível com uma cultura fortemente humanista.
Por vezes afirma-se que “quem não é na família, também não o será na sociedade”, significando tal assertiva que: quem não for educado, correto, respeitador e organizado nos seus relacionamentos, esse comportamento poderá ficar a dever-se ao que vive no contexto familiar, não significando que esta situação seja a regra.
E se o casal – Mãe e Pai – são fundamentais na criação e encaminhamento dos filhos, na preparação para eles enfrentarem os muitos obstáculos que a vida lhes vai colocando, não há dúvida que a Mãe terá, quase sempre, uma grande influência na educação dos filhos, o mesmo é dizer:
na construção de uma nova sociedade mais humana, justa e segura.
Para além das muitas outras funções que a Mulher vem desempenhando na família, no trabalho, na sociedade, nas instituições, é indispensável que esta dimensão materna a eleve a um nível máximo, porque ela, com todas as suas qualidades, que são imensas, é dotada de uma espécie de sexto sentido, de pressentimentos que, muitas vezes, acabam por se confirmar:
para o bem ou para o mal, ela é que tem uma capacidade infinita de amar, de sofrer, ela que é única e insubstituível, ela que é o símbolo da protecção, do amor e da felicidade.
No “Dia da Mãe”, quantos filhos suspiram de saudade, de dor e de sofrimento por já não a terem fisicamente?
Quantas Mães, identicamente, vivem em total nostalgia, sofrendo e deplorando a perda de um filho?
Esta dimensão, avassaladoramente amorosa de uma Mãe, não é equiparável a nenhuma outra situação, por isso, a obrigação moral de todos os filhos tudo fazerem para dar o melhor às suas mães.
É importante comemorar, uma vez por ano, o “Dia da Mãe”, dedicar-lhe um pouco de tempo para com ela partilhar o nosso amor, e ela, igualmente connosco, mas seria muito mais significativo e justo se dedicássemos às nossas mães trezentos e sessenta e cinco dias todos os anos, sempre com maior empenho, dedicação e apoio ao seu bem-estar.
Costuma-se dizer que:
“Mãe há só uma; mulheres há muitas”, mas, neste dia que lhe é consagrado, também devemos ver nela a Mulher que é:
filha, irmã, namorada, companheira, esposa, mãe, avó, amante – mais no sentido da mulher que ama verdadeiramente, não no conceito de infidelidade.
Ela, a Mãe Querida que pelos seus filhos é capaz de dar a vida, deve ser amada em todos os seus inúmeros papéis, porque antes de ser Mãe foi, é e será sempre Mulher, com imensas faculdades, as quais coloca ao serviço da família e da construção de uma sociedade e de uma humanidade culta e feliz.
É claro que a Mãe, tal como o Pai, sejam biológicos ou adoptivos, construindo uma família natural, desempenham e têm papéis relativamente difíceis nestes tempos conturbados, onde as dificuldades, de vária ordem, impedem, muitas vezes, que a Mãe tenha condições materiais para criar os filhos, como moral, legal e legitimamente eles merecem e têm direito, mas, ainda assim, ela faz autênticos “milagres” para que nada lhes falte.
Hoje, quem tem uma Mãe, pode-se dizer que tem tudo o que de melhor há neste mundo, porque poucas, muito poucas, serão as pessoas que têm as virtudes de uma Mãe, que é capaz de doar, partilhar, arriscar a vida para ver bem nessa mesma vida e/ou salvar o filho.
Hoje, como todos os anos, neste dia é o “Dia da Mãe”, daquela Mulher que durante muitos meses carregou, amorosa e cuidadosamente connosco no seu ventre, por vezes sofrendo psicológica e fisicamente, mas, simultaneamente, vivendo feliz, alegre e realizada, porque ser Mãe é o desejo supremo que a maioria das Mulheres pretende concretizar.
Por tudo isto, preservemos, respeitemos e amemos as nossas Mães, porque elas são únicas e infalsificáveis.

O autor é titular do Blog http://diamantinobartolo.blogspot.com

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Caridade

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 01, 2017 10:28 am

Caridade - segundo o Mestre Jesus - é ter bondade no seu coração para com todos, ser misericordioso e perdoar as ofensas.
É “Amar uns aos outros, como irmãos”.

Ou ainda: “[...] amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito”.
Mas, e há sempre um “mas” em tudo, pergunto:
- Não há casos em que pensamos estar ajudando e só estamos prejudicando, mantendo as pessoas numa zona de conforto de onde não saem porque sabem que a ajuda vem fácil e constante?

Diz um provérbio chinês:
“Dê um peixe a um homem faminto, e você o alimentará por um dia.
Ensine-o a pescar, e você o estará alimentando pelo resto da vida”.

Leitor, o que acontece na maioria dos Centros Espíritas no que diz respeito à Caridade?
Frequentemente, pratica-se uma Caridade não construtiva, que apenas alimenta mais e mais o parasitismo, criando uma zona de conforto e uma apatia na procura de uma solução sadia.
Famílias há que ultrapassam 10 anos se beneficiando da Caridade em certas Casas Espíritas.
Vão semanalmente buscar a cesta de alimentos.
Há também uma equipe, que visita as famílias para lhes levar uma palavra de conforto.
Sou de opinião que esse trabalho é de uma nobreza ímpar, mas não está de acordo com a realidade de certas famílias.
Faz-se necessário separar o trigo do joio.
Vejo algumas dessas famílias com carro, moto do ano, celulares caros, algumas com dois ou três filhos já adultos trabalhando em empresas e recebendo até cesta básica dessas empresas, e o que fazem?
Um dos filhos se inscreve na Igreja Católica, outro na Igreja Evangélica, e a mãe no Centro Espírita.
Assim, o núcleo familiar recebe de cada uma destas instituições outras cestas básicas, em forma de ajuda semanal ou quinzenal.
E, como o leitor já deduziu, vendem os alimentos a preços reduzidos na quitanda mais próxima, ou trocam-nos por bebidas alcoólicas, cigarros, ou até mesmo outras drogas.
Isto acontece com os alimentos e também com a roupa que lhes é doada.
Algumas senhoras levam sacolas e sacolas de roupa, que depois vendem pela vizinhança.
Há Casas Espíritas que têm instalações ociosas durante o dia, mas não se ocupam em ensinar essas senhoras a ler e a escrever, não ministram aulas de culinária, não ensinam o trabalho de uma diarista...
NÃO ENSINAM A PESCAR.
O que alegam?
Que não há voluntários e, quando os há e as pessoas se oferecem para trabalhar, existe um “medo” por parte dos dirigentes em delegar uma tarefa, a pessoa fica em observação, e os meses vão passando até que a pessoa desiste e, às vezes, até deixa de frequentar o Centro, porque se sente excluída.
Dizem alguns presidentes e dirigentes que têm medo de não dar certo.
Na vida, no nosso dia a dia, não temos a certeza de nada, se algo vai dar certo ou errado, mas vamos em frente, nos aventuramos, e, mesmo com riscos, não deixamos de viver.
Em muitas Casas Espíritas, ou a pessoa pertence à “panelinha” da casa para ser aceita e sempre dar certo, mesmo quando não capacitada para determinadas áreas; OU já se sabe de saída que não vai dar certo, mesmo antes de tentar.
Fica evidente uma grande falta de Fé por parte de alguns dirigentes, ciosos de suas posições e de sua autoridade.
Como eles não podem estar presentes ou não podem ter pessoas de “sua confiança” em determinados horários, então... não se faz o trabalho... e, assim, instalações espíritas permanecem inúteis, ociosas, e o verdadeiro trabalho de CARIDADE vai por água abaixo.
É uma caridade para “inglês ver”.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 01, 2017 10:28 am

Distribuem-se alimentos, roupas, fazem-se bingos, almoços e eventos para angariar fundos para os alimentos, mas NÃO SE ENSINA A PESCAR...
ENSINAR A PESCAR reduziria em muito a necessidade de alimentos e roupas e criar-se-ia um grupo de senhoras, hoje necessitadas, e que amanhã poderiam ser excelentes trabalhadoras da Casa Espírita e ensinar outras senhoras nas mesmas condições.
É um custo-benefício válido! Fora a parte espiritual de se saber que se está fazendo a verdadeira Caridade.
Há como que uma ideia generalizada de que a mulher necessitada só vai lá para “pegar” os alimentos, mas não se faz um trabalho de envolvimento amoroso na casa, não se valoriza essas senhoras e essas famílias – não damos a elas o mesmo tratamento que damos aos ricos que frequentam o Centro...
Fazemos o que Jesus jamais faria e, no entanto, quando abrimos a boca é sempre para falar seu nome como se nós tivéssemos uma procuração Dele para representá-Lo na Terra!
Quando, às vezes, me é dada a oportunidade de comentar este assunto, a resposta que tenho é: mas nós fazemos o bem não importa a quem... “o que os outros fazem com o bem que fazemos não é de nossa conta”.
Este raciocínio não procede.
Somos responsáveis, sim, porque levamos as famílias com esta forma de actuação a se “encostarem” e não procurarem sua própria subsistência.
Ou seja, não é isto que a Doutrina Espírita nos ensina.
Uma solução de dignidade e elevação moral e espiritual seria ENSINAR A PESCAR para que a pessoa se sinta valorizada como ser humano, procure a sua própria subsistência e não fique durante anos e anos vivendo à custa de uma Caridade inócua e até humilhante.
Todas as Casas Espíritas procedem assim?
Todas as Famílias Assistidas têm este procedimento?
É claro que não, todos nós sabemos que não, mas também sabemos que, infelizmente, esta prática é mais comum do que seria desejável!
Há famílias que se encontram em estado lastimável, crianças sem comida? SIM!
Mas isso é tão visível, que não tem como contestar.
Às vezes, a situação em que vivem é tão dolorosa e lastimável que não dá nem para esperar o cadastramento na Casa Espírita ser aprovado. A ajuda tem que ser imediata e rápida, os agasalhos têm que ser providenciados na hora, porque as crianças choram com fome e frio e não é hora de aprovação de formulários, nem de entrevistas com a Assistente Social, mas sim da entrega rápida e imediata de, no mínimo, o básico.
ISTO, SIM, É A VERDADEIRA CARIDADE.
Meus queridos leitores, todas as questões têm tantas facetas que é muito difícil resolvê-las na sua totalidade, mas atendendo ao que testemunho diariamente, eu acredito que é preciso que as Casas Espíritas enveredem pelo caminho de ENSINAR A PESCAR.
E os dirigentes das Casas Espíritas precisam ter menos “medo” e se arriscarem um pouco mais com novos voluntários, incentivando-os, na certeza de que a verdadeira liderança é saber escolher as pessoas certas e DELEGAR, em vez de ficar se lamentando de que têm muito trabalho, trabalho esse todo centralizado em poucos e sempre os mesmos das Casas.
Se não tiverem essa noção, NUNCA terão voluntários, porque todo ser humano quer ser útil e sentir-se valorizado, e até trabalha gratuitamente para ter esses dois factores.
Se aliar a isso ao ensinamento máximo de nossa Doutrina Espírita “sem caridade não há salvação”, então..., o trabalhador se dedicará a fazer o BEM para o resto de sua vida aqui na Terra.
Temos jovens maravilhosos nos Centros Espíritas, jovens cheios de energia, de vontade de trabalhar, de bom coração, gente leal e apta, mas o que fazemos?
Em vez de incentivá-los, de estimular, de deixar que liderem em determinadas áreas (porque eles serão os dirigentes Espíritas de amanhã), fazendo nós apenas uma supervisão a distância e corrigindo a mão de alguma atitude impulsiva ou menos correta desses meninos, não:
nós os criticamos tanto, julgamos seu trabalho com tanta severidade que acabamos perdendo uma força de trabalho maravilhosa.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 01, 2017 10:29 am

Esquecemos de que já fomos jovens como eles.
O que nos faz pensar, a nós mais velhos, que só nós sabemos, só nós podemos liderar?
Há jovens nesse mercado de trabalho com 18 e 19 anos que já são milionários com o esforço de seu trabalho, éticos na sua liderança, suas ideias e ideais inovadores.
Mas não, o que fazemos de novo?
Tudo o que o jovem faz como voluntário é alvo de crítica, de censura, é chamada sua atenção, às vezes na frente das pessoas:
“você precisa fazer assim...”, “você não pode...” ou “você fez errado, olha, é assim que se faz!”, e extirpamos nesses jovens sua vontade pura e verdadeira de ajudar o próximo.
Aí vem o velho argumento:
“Não, você é espírita e está aqui para aprender a ter paciência, obedecer, a baixar a cabeça”, e isto é sempre dito pelos maiores “ditadorzinhos” do Centro.
Você os conhece, leitor amigo, aquele que, ou a coisa é do jeito que ele quer, ou está tudo errado..., e nem importa o que diz a Doutrina, o que importa é o seu EGO!
Assim, não haverá NUNCA voluntários dispostos a ajudar e a ENSINAR A PESCAR e ficaremos praticando por anos uma CARIDADE inócua, uma pretensa Caridade!
A verdade é que, se o Presidente ou os Dirigentes de uma Casa Espírita quiserem realmente ENSINAR A PESCAR, tudo fluirá para isso.
As coisas virão por si, porque tudo o que é feito para o verdadeiro BEM de alguém flui e aparece e se desenvolve sem nós mesmos sequer vermos como as coisas vão se encaixando conforme a necessidade de cada dia.
Respondam com sinceridade, por gentileza:
Vocês acham que se Divaldo Franco e, por exemplo, Isabel Salomão, tivessem tido o mesmo “medo”, e não tivessem delegado, teriam eles realizado uma obra de alcance social como a que tem, respectivamente, na Bahia e em Minas?
Teriam eles tido tempo para propagar a Doutrina Espírita como o fizeram e ainda fazem?
Dirigentes de Casas Espíritas, pensem nisso.
E aos que já ensinam a pescar e acreditam e envolvem a juventude da casa, parabéns!

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Comunicações mediúnicas entre vivos (Parte 26)

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 01, 2017 6:47 pm

Ernesto Bozzano

Continuamos o estudo do livro Comunicações mediúnicas entre vivos, de autoria de Ernesto Bozzano, traduzido para o idioma português por J. Herculano Pires.

Questões preliminares

A.  Por que a leitura do pensamento a distância (“clarividência telepática”) não consegue abarcar as recordações remotas de incidentes insignificantes e já esquecidos?
Segundo o entendimento de Bozzano, somente as coisas pessoais podem constituir, na subconsciência, uma série sistematizada de recordações latentes, com uma “tonalidade vibratória” suficientemente viva para ser perceptível aos sensitivos.
As simples recordações longínquas de incidentes insignificantes e totalmente esquecidos, sucedidos a terceiras pessoas conhecidas do consulente, não teriam essa “tonalidade vibratória”.
Estaria aí a resposta à pergunta proposta.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

B. Pode-se afirmar que os fenómenos de “clarividência telepática” são governados por leis indispensáveis que os circunscrevem em limites bem definidos e relativamente estreitos?
Sim. Mas Bozzano reitera sua posição de que – nos comentários feitos acerca dos casos expostos no subgrupo C – ficou demonstrado que nas comunicações mediúnicas entre vivos não se trata absolutamente de “clarividência telepática” em que o médium surrupiasse informes às subconsciências alheias, mas sim de verdadeiras e próprias conversações entre duas personalidades integrais subconscientes.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

C. As manifestações mediúnicas entre vivos podem constituir-se em uma base inabalável e formidável em favor da existência e sobrevivência da alma?
Sim. Inabalável porque os factos, sobre os quais se funda, são verificáveis não só nos seus efeitos, mas igualmente nas suas causas, e formidável porque as manifestações mediúnicas entre vivos subentendem a existência subconsciente de uma personalidade integral, ou espiritual, independente das leis biológicas que governam o corpo somático, inferência que mais se fortalece quando se consideram as manifestações em exame cumulativamente com as outras manifestações inerentes à subconsciência humana, como a “clarividência no tempo e no espaço”, os fenómenos de “bilocação”, as criações “ideoplásticas” e a “visão panorâmica” no momento da morte.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)

Texto para leitura

352. Isto posto, querendo tirar-se as conclusões que os fenómenos da “leitura do pensamento nas subconsciências alheias” necessariamente encerram, dever-se-á reconhecer, em primeiro lugar, que, se os fenómenos em exame, que se realizam com o sensitivo e as pessoas juntas umas das outras, podem ser cientificamente demonstrados, contudo isto se refere, limitadamente, a incidentes ainda frescos na mente, consciente e subconsciente, da pessoa.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
353. Fica entendido que um incidente pode conservar-se vivo por efeito de sua realização recente, ou porque tenha ficado assinalado numa data marcante na mente, consciente e subconsciente, da pessoa.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
354. Repito que os fenómenos da natureza em questão não vão além de tais condições mnemónicas que predispõem a pessoa, isto é, que nunca se deu o caso de um sensitivo ter livremente retirado informes insignificantes e totalmente esquecidos na memória subconsciente de um consultante e ainda menos que da subconsciência do consultante tenha tirado informes insignificantes e totalmente esquecidos referentes a terceiras pessoas por ele conhecidas em épocas remotas, como pressupõem, constantemente, os opositores da hipótese espírita.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 01, 2017 6:48 pm

355. Tal impossibilidade seria de presumir-se mesmo a priori, visto que somente as coisas pessoais podem constituir, na subconsciência, uma série sistematizada de recordações latentes, com uma “tonalidade vibratória”, para assim nos expressarmos, suficientemente viva para ser perceptível aos sensitivos.
As simples recordações longínquas de incidentes insignificantes e totalmente esquecidos, sucedidos a terceiras pessoas conhecidas do consulente, não poderiam ter essa “tonalidade vibratória”.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
356. Em segundo lugar, deve-se afirmar o mesmo, e com maior razão, a respeito dos fenómenos de leitura do pensamento a distância (clarividência telepática), fenómenos que, por sua vez, podem ser considerados cientificamente averiguados, conquanto se realizem raramente em comparação com os primeiros, em que o sensitivo e a pessoa estão juntos.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
357. Ademais, compreende-se, como mais do que nunca se deve observar a respeito, que não se conhecem exemplos em que um sensitivo tenha retirado, das subconsciências de pessoas distantes, informes insignificantes e esquecidos, ocorridos à pessoa em épocas remotas e muito menos ainda informes insignificantes e totalmente esquecidos referentes a terceiros conhecidos no passado pela pessoa.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
358. À vista do exposto, mais do que nunca se deve repetir agora que os fenómenos de “clarividência telepática” são governados por leis indispensáveis que os circunscrevem em limites bem definidos e relativamente estreitos.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
359. A propósito, relembro que, nos comentários aos casos expostos no subgrupo C, ficou demonstrado que, de qualquer modo, nas comunicações mediúnicas entre vivos, não se trata absolutamente de “clarividência telepática” em que o médium surrupiasse informes às subconsciências alheias, mas sim de verdadeiras e próprias conversações entre duas personalidades integrais subconscientes.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
360. Depois disso, nos mesmos comentários, foram comparadas as comunicações mediúnicas entre vivos com as comunicações análogas obtidas dos mortos, fazendo salientar a absoluta identidade delas, visto que estas últimas são obtidas, na sua imensa maioria, com o auxílio da “psicografia” e sob a forma de conversação, do mesmo modo que as comunicações entre vivos.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
361. Resulta daí que, se no primeiro caso se chega à certeza científica com relação ao facto de que as manifestações de vivos, longe de consistirem em efémeras personalidades sonambúlicas, são autênticas personalidades de vivos, então deve-se concluir em sentido idêntico, nas manifestações de mortos que provem as suas identidades, fornecendo informes pessoais ignorados por todos os presentes.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
362. Chegados a este ponto, fizemos notar que aos opositores restava uma única argumentação para confirmarem e era a de que, se as comunicações mediúnicas entre vivos se realizavam em forma de conversação entre duas personalidades subconscientes, isto não excluía que os médiuns pudessem igualmente retirar de terceiras pessoas afastadas, sob essa forma, informes que forneciam em nome dos supostos espíritos.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
363. A tal argumentação, respondemos observando que a ela se opunha, acima de tudo, a grande lei da “relação psíquica”, que é impossível de ser estabelecida com pessoas afastadas e desconhecidas do médium e dos presentes, o que fica provado pelos processos da análise comparada aplicados às manifestações telepáticas e clarividentes, impossibilidade essa que deveria ser considerada, ao contrário, muitíssimo possível, a fim de chegar a explicar, de algum modo, o montante de casos de identificação pessoal de mortos, sem admitir a hipótese espírita.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 01, 2017 6:48 pm

364. Depois acrescentemos que a ela se contrastava o outro facto de que, se a objecção em exame tivesse fundamento, então o automatismo psicográfico, no que tem de automatismo, deveria transcrever, inevitavelmente, as respostas obtidas das personalidades que dão os informes aos vivos distantes, visto que as manifestações mediúnico-psicográficas consistem nisso e em nada mais do que isso e, portanto, deveriam trair a origem “telemnésica” dos presumidos episódios de identificação espírita.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
365. Estas observações chegam a condições resolutivas a cujas consequências os opositores não têm meios de subtrair-se, levando-se em conta que, se os casos de identificação pessoal dos vivos, em sua grande maioria, são obtidos por meio da “psicografia” e da “tiptologia”, do mesmo modo que nos casos de identificação pessoal dos vivos, então o que fica cientificamente demonstrado com respeito às manifestações dos vivos deve estar cientificamente demonstrado com respeito às manifestações dos mortos.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
366. Depois do que fica dito acima, é quase inútil observar que, do ponto de vista científico, deve ser excluída, de modo absoluto, a possibilidade teórica de explicar, pela clarividência telepática, entrando pela telemnesia, os casos em que as personalidades dos mortos comunicantes fornecem informes insignificantes e ignorados sobre a sua vida térrea, possibilidade teórica que deve ser excluída porque não existem manifestações supranormais que a confirmem, enquanto que existem numerosas manifestações de ordem análoga que a contradizem.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
367. Além disso, deve ser excluída porque se revela inconciliável com as modalidades de realização das manifestações em exame e, finalmente, deve ser excluída porque é igualmente inconciliável com a lei fatal da “relação psíquica”.
E tudo isto basta para a demolição de qualquer hipótese.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
368. Uma vez desocupado o terreno com a retirada das hipóteses insustentáveis, então surge, em toda a sua evidência, o grande valor teórico das “comunicações mediúnicas entre vivos”, as quais apresentam sobre as comunicações análogas dos mortos, a imensa vantagem de se prestarem a fornecer inferências teóricas incontestáveis, porquanto são baseadas em dados de fatos verídicos e completos, fornecendo a possibilidade de edificar, sobre fundamentos solidíssimos, a nova Ciência da alma.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
369. Ora, se pela força das manifestações mediúnicas entre vivos somos forçados a admitir que, entre duas personalidades integrais subconscientes, podem desenrolar-se conversações espirituais a qualquer distância, então com isto vem-se a criar uma base inabalável e formidável em favor da existência e sobrevivência da alma.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
370. Digo inabalável porque os fatos, sobre os quais se funda, são verificáveis não só nos seus efeitos, mas igualmente nas suas causas, e formidável, porque apenas encontrado um fundamento teórico de tanta solidez, então a inferência de que as manifestações mediúnicas entre vivos subentendem a existência subconsciente de uma personalidade integral, ou espiritual, independente das leis biológicas que governam o corpo somático, torna-se a dita inferência uma necessidade lógica igualmente irrefutável, tanto mais quando se considerem as manifestações em exame cumulativamente com as outras manifestações inerentes à subconsciência humana, como a “clarividência no tempo e no espaço”, os fenómenos de “bilocação”, as criações “ideoplásticas” e a “visão panorâmica” no momento da morte.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
371. Uma vez admitida a existência subconsciente de uma entidade espiritual e integral, capaz de existir, de agir e de pensar independentemente dos laços da matéria, deste ponto até admitir-se-lhe a sobrevivência à morte do corpo não há senão um breve passo, inspirado antes de tudo pelo complexo das manifestações indicadas, mas depois tornado necessário pela existência das correspondentes manifestações de mortos que fornecem informes pessoais em tudo conformes com os fornecidos pelos vivos.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Set 01, 2017 6:49 pm

372. Em outras palavras, uma vez provado que as personalidades dos vivos que se comunicam mediunicamente, longe de serem personificações efémeras de ordem onírico-sonambúlica, são os espíritos dos vivos em cujo nome se manifestam, e uma vez demonstrado que a “telemnesia” não existe, então dever-se-á concluir em igual sentido quanto aos espíritos de mortos, toda vez que provem, com factos, a sua identidade pessoal.
(2ª Categoria: Mensagens mediúnicas entre vivos e à distância. Subgrupo F)
373. Conclusões – Chegados ao fim desta longa classificação, convém lançar um olhar retrospectivo às etapas ascensionais percorridas, para depois nos determos a discutir as questões teóricas de ordem particular e geral que derivam da mesma classificação.
Vimos que os fenómenos das “manifestações mediúnicas entre vivos” se dividem em duas grandes categorias, na primeira das quais figuram as mensagens obtidas quando o agente e o percipiente estão longe um do outro. (Conclusões)
374. A primeira categoria, que é análoga, quanto aos factos, aos fenómenos de “leitura de pensamento”, salvo a circunstância de que as manifestações do género se realizam mediunicamente, varia muito pouco nas modalidades pelas quais se manifesta, de sorte que bem pouco tivemos que observar a respeito, porquanto os referidos casos apresentaram ocasião para formular considerações importantes sobre a génese presumível de algumas mistificações anímicas que se dão nas comunicações mediúnicas entre vivos, como também sobre a natureza presumível do “controle mediúnico”, o qual consistiria, quase sempre, na transmissão telepática do pensamento e não em uma posse temporária do organismo do médium pelo espírito comunicante. (Conclusões)
375. Conclui-se, portanto, que os fenómenos examinados trazem uma primeira indução a favor da autenticidade das comunicações mediúnicas com os mortos, pois que, se a vontade de um vivo chega a ditar mentalmente uma carta inteira, palavra por palavra, servindo-se do cérebro e da mão de outrem (caso 3), então não se pode mais negar a possibilidade de que as personalidades dos mortos transmitam as suas mensagens, exercendo telepaticamente a vontade sobre o cérebro e a mão do médium. (Conclusões)
376. Enquanto os fenómenos de tal natureza abalavam os fundamentos da hipótese das “personificações subconscientes”, pela qual todas as personalidades que se manifestam no domínio mediúnico não seriam mais do que efémeras personificações, ou mistificações onírico-sonambúlicas da subconsciência, casos como estes em exame demonstram a origem positivamente extrínseca das manifestações de mortos.(Conclusões)

(Continua no próximo número.)

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Belezas siderais

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Set 02, 2017 10:39 am

“Não procures Deus nos templos de pedra e de mármore, ó homem que quer conhecê-lo, mas no templo eterno da Natureza, no espectáculo dos mundos que percorrem o Infinito, nos esplendores da vida que se desabrocha na sua superfície”.
Este texto é de Léon Denis e o retiramos do capítulo 1 da sua Obra:
O Grande Enigma. Naquele livro o grande filósofo espírita deixa extravasar toda a sua gratidão a Deus e, para tanto, cita as grandes maravilhas da natureza, a partir da Terra, indo além até os orbes que rolam pelo Universo.
Uma verdadeira sonata, um verdadeiro cântico de ternura à criação divina.
Mais à frente ele dirá:
“... tudo revela e manifesta tua presença.
Tudo o que na Natureza e na Humanidade canta e celebra o amor, a beleza, a perfeição, tudo que vive e respira é uma mensagem de Deus.
As forças grandiosas que animam o Universo proclamam a realidade da Inteligência Divina; ao lado delas, a majestade de Deus se manifesta na História, pela acção das grandes almas que, semelhantes a ondas imensas, trazem às margens terrestres todas as potências da obra de sabedoria e de amor”.
Gradativamente a ciência nos vai desvendando essa beleza.
Através dos seus telescópios, observações e conclusões colocam-nos frente a frente com o belo inusitado que permeia toda a Obra de Deus.
E vamos encontrar no belo trabalho de Edward Bell, director de arte da revista Scientific American, páginas de rara beleza, onde ele e Ron Miller, ilustrador, nos convidam a um passeio pelo Sistema Solar para apreciarmos oito maravilhas que se encontram bem próximas de nós e que as veremos, certamente, quando deixarmos para trás as temíveis garras do orgulho e do egoísmo que nos prendem de tal modo ao ego inferior que não conseguimos sequer olhar à frente e imaginar o que existe além da linha do horizonte.
E eles iniciam citando os Anéis de Saturno.
E comentam:
“Você está cruzando a troposfera de Saturno sob a mais magnífica estrutura de anéis do Sistema Solar.
Poucos lugares são mais surpreendentes.
O brilho dos anéis ilumina tudo ao seu redor”.
À frente, citam A Mancha Vermelha de Júpiter:
“É difícil para um viajante apreender o enorme tamanho do maior anticiclone do Sistema Solar”.
Ela possui movimentos de extraordinária magnitude que encantam e ao mesmo tempo excitam nossa curiosidade, e perguntamos:
Qual a sua finalidade? Ah tempos vindouros...
A seguir veremos os Vales Marineris de Marte.
Eles dizem:
“Há pessoas que caem de joelhos e choram ao contemplar o Grand Canyon, no Arizona.
O que fará o primeiro viajante aos Vales Marineris ao vislumbrar esse desfiladeiro?
Seis quilómetros e meio de profundidade e tão largo que “... em alguns lugares alguém teria que se esforçar para ver o outro lado.
Cobriria a distância de Nova York a Califórnia”.
E o passeio continua; adiante encontram-se os Géiseres de Encélado.
Géiseres são buracos que liberam fortes jactos de água quente e vapor de dentro da terra e só acontecem em áreas com vulcões activos.
Encélado é o sexto maior satélite de Saturno.
“Duas gigantescas plumas de gelo explodem na superfície de Encélado, expelindo cristais de gelo no espaço, a mais de 1.600 km/h”.
Uma apoteose exuberante de luzes e sons.
Existem também os Géiseres de Tritão, que é o maior satélite natural de Neptuno.
São de aparência esfumaçada e colorida, formados provavelmente por cristais de nitrogénio, ejectando seus materiais a mais de 8.000 metros, na fina atmosfera de Neptuno.
Continuando nesta aventura sideral, vamos encontrar Os Picos da Luz Eterna.
Está bem perto de nós, na nossa Lua, e é uma região única no Sistema Solar onde o Sol nunca se põe.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Set 02, 2017 10:40 am

Possível pela leve inclinação do eixo de rotação da Lua, relativamente ao plano de sua órbita em torno da Terra e relativamente ao plano da Terra em torno do Sol.
Parece um caminho iluminado onde os deuses da mitologia devem fazer suas moradas para expiar, lá de cima, como andam os humanos aqui da Terra!
Também é citada a Cratera Herschel em Mimas, uma lua de Saturno.
Um aventureiro que por lá passasse poderia se perguntar: “Como Mimas sobreviveu ao impacto que formou essa depressão a 13 km de extensão, o que é quase um terço do diâmetro do Satélite?”
Perguntas, segredos, mistérios...
Como necessitamos evoluir para entender essa gigantesca Obra do Criador!
E olha que estamos apenas citando algumas efemérides do nosso Sistema Planetário e existem biliões deles só na nossa Galáxia!
Para concluir, os autores do artigo citam O Nascer do Sol em Mercúrio.
São espectáculos gigantescos.
O Sol lá é visto duas vezes e meia o tamanho que o vemos daqui.
Sua órbita é muito elíptica e daí o sol nasce e se põe duas vezes durante o dia de Mercúrio.
O Sol nasce, cruza o céu e retorna para o horizonte de nascimento para só aí recomeçar sua jornada em direcção ao horizonte poente.
E é aqui, e para encerrarmos, que novamente citaremos Léon Denis em seu livro: O Grande Enigma.
Diz ele: “É a ti, ó Potência Suprema!
Qualquer que seja o nome que te dêem e por mais imperfeitamente que sejas compreendida; é a ti, fonte eterna da vida, da beleza, da harmonia, que se elevam nossas aspirações, nossa confiança, nosso amor!”.
É preciso que deixemos tanto neons que alimentam nossas ilusões para penetrarmos mais fundo na casa onde residimos.
Comummente nos alimentamos de vazios prazeres que necessitam ser renovados a cada dia sob pena de cairmos em vazios existenciais que certamente nos prenderão ao fundo do poço.
Não. Não precisamos nada disto.
Somos almas infinitas a caminho.
Somos Espíritos dinâmicos adquirindo e acumulando informações.
Somos dínamos do amor que nalgum momento explodirá de nós tornando-nos seres de consciências aladas e refúgios da divindade superior.
Eis o Universo!
Aparentemente fora de nós, está na verdade dentro de nós, de cada um de nós!
Funciona como um estímulo às nossas procuras.
Aqueles que já despertaram para esse fato consultam os compêndios da Astronomia em busca do si, fora de si para retornar a si e encontrá-lo.
E quando o encontram, tornarem-se mais belos, e daí para a singularidade do amor com Deus será questão de tempo e aprimoramentos.
Assemelha-se ao garimpeiro que vê na bateia o diamante preciso e que se tornará um brilhante após sua justa e necessária lapidação.
Mas, para tanto, ele se tornou e se forjou um garimpeiro.
Abandonou por um tempo o mundo de confusas relações para buscar algo que o tornasse diferenciado, rico, próspero e respeitado.
E, encontrando, faz-se portador dos mistérios divinos escondidos nas profundezas da terra, da sua terra espiritual.
Benditos sejam os construtores siderais que, em construindo essas maravilhas, colocam à tona de si as belezas escondidas em suas essências de Deus.
Quiçá, todos os terráqueos comecem a pensar de forma diferente e, ao invés de garimpar bijutarias baratas, iniciem desde já os processos dos seus ajustes, apertando as fivelas das emoções e extravasando a razão a fim de viajarem pelo Universo adentro, em busca de outras moradas e belezas incomuns lá existentes.
Pois sabemos que o que está fora está dentro, basta saber propor e procurar.

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Um minuto com Chico Xavier

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Set 02, 2017 7:16 pm

A Assembleia Legislativa de Goiás viveu momentos de intensa espiritualidade com a participação do médium Francisco Cândido Xavier, especialmente convidado para um diálogo em torno do tema “Cristo e Actualidade”, iniciativa do deputado Lúcio Lincoln de Paiva.
Em sua fala inicial, Chico Xavier agradeceu a todos os presentes e ao deputado Lúcio Lincoln de Paiva:
– Não tenho de mim próprio senão lágrimas de gratidão para ofertar-lhes.
Estimaria corresponder a todas as referências honrosas e comovedoras que estou ouvindo.
Como me sentiria feliz, se dentro de mim mesmo pudesse sentir-me na condição em que me aceitais, mas devo confessar-vos a minha total desvalia.
Quando aceitei o convite formulado pelo deputado Lúcio Lincoln de Paiva para a nossa tertúlia fraterna desta noite, sob o tema Cristo e Actualidade, afirmei que não tinha qualidades para pronunciar conferências.
Aceitaria uma conversação informal, um encontro amistoso, para que pudesse ser tolerado em minha ineficiência.
Consultei o Novo Testamento, no capítulo 6 do Evangelho de São João, os versículos 59 a 68, que relacionam desentendimento entre Jesus e os que o acompanhavam mas sentindo dificuldade de assimilar seus ensinos.
Porventura quereis também retirar-vos?”
“Senhor, se nos retirarmos para onde iremos?”
Neste momento de transição, queremos Jesus Cristo mais perto do nosso coração.
Em verdade, fomos à Lua; acertamos com os caminhos que já existiam, mas quantas vezes teremos dificuldades de entendimento de alma para alma, de coração para coração?
Estamos ricos e, no entanto, nunca ouvimos falar de tanta solidão.
Nós queremos Jesus cada vez mais, não podemos nos afastar de Jesus.
Sobre a natureza e evolução do Espírito de Cristo:
Ele ascendeu pela escala evolutiva normal em outros mundos ou foi criado Espírito já puro?
Sempre que indagamos sobre isso aos Amigos Espirituais, não sei se por reverência ou se eles consideram oportuno adiar para nós o total conhecimento da Verdade, informaram nossos Benfeitores que o Espírito de Jesus Cristo lhes surgiu tão imensamente alto nos valores da Evolução e sublimação que há necessidade de mais tempo para isso.
Até que o consigam, sentem-se os Amigos da Vida Maior perante o Cristo como quem se vê iluminado por uma luz forte demais para ser analisada sem os instrumentos precisos.
Um grupo de cineastas dinamarqueses prepara-se, na Inglaterra, para rodar um filme com especulações escandalosas sobre uma pretensa vida transexual de Jesus Cristo.
Se lhe fosse possível dirigir algumas palavras ou considerações a esse grupo, que diria você a essas criaturas?
Cremos que esse filme apregoado com tanto alarde, na imprensa internacional, corre à conta de certas extravagâncias que assinalam a nossa época de transição.
Mesmo que os autores da realização nos queiram falar de seriedade no cometimento, encontramos nessa empresa lamentável desrespeito para com Aquele que formou, em princípio, a civilização do Ocidente.
Ainda mesmo quando não pudéssemos aceitar nosso Senhor Jesus Cristo investido de um Apostolado Divino, o apoio e a inspiração dele em nossa formação, como povos de educação superior, precisaria merecer a veneração que lhe é devida.
Aliás, o apreço que não se nega a qualquer pessoa em matéria de vida íntima na figura de Cristo deveria atingir o máximo de reverência que todos nós, os cristãos, merecidamente lhe tributamos.

Do livro Lições de Sabedoria, de Marlene Severino Nobre.

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A psicometria resgata os históricos através dos fluidos pessoais retidos nos objectos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Set 03, 2017 11:50 am

Maria Rosa Busi, médium italiana, descobriu o enigma do desaparecimento de Chiara Bariffi ocorrido em 2002, após "ouvi-la".
Busi, que levou a polícia até o corpo de uma mulher no fundo do Lago, disse - em depoimento à Justiça de Roma - que uma visão permitiu que ela elucidasse um mistério que já durava quase três anos.
"A médium afirma ter poderes clarividentes, foi contactada pelos pais da vítima no início deste ano, para tentar descobrir o que havia acontecido com a filha deles.
Eles lhe deram uma fotografia de Chiara, que tinha por volta de 30 anos quando desapareceu, sem deixar notícias nem pistas."(1)
Busi disse no tribunal ter "captado" os últimos momentos da vida de Bariffi antes que ela caísse no lago com seu carro, no fim de 2002.
E explicou:
"Eu fui ao lago e vi o que aconteceu...
Eu a escutei, eu a vi e desenhei um mapa", disse Busi à Agência Reuters, que divulgou o facto.
"Ninguém achou que ela estivesse no lago.
Quando vi a foto, soube que ela tinha morrido", disse Busi.
"Sou clarividente.
Posso dizer quando alguém está vivo ou morto."(2).
O caso era para a polícia bastante misterioso, levantou-se a tese até de homicídio, e até suicídio foi colocado como hipótese, já que Chiara estava com problemas de ordens emocionais.
Seus pais tinham sido informados de que Chiara havia saído do país e vivia actualmente na Espanha.
Busi se recusou a dizer o que teria motivado a morte de Chiara.
Ela só disse isso à mãe da vítima.
Mas sugeriu que o tempo ruim perto do lago provavelmente desempenhou um papel no destino de Chiara.(3)
Estamos diante de típico fenómeno de psicometria(4) que, a rigor, não é faculdade comum em nossos círculos de actividade, uma vez que só a possuem pessoas dotadas de aguçada sensibilidade psíquica.
Nossa actual condição espiritual, ainda deficitária, não permite esses admiráveis recursos perceptivos.
O termo psicometria foi criado em 1849 pelo médico norte-americano J. Rhodes Buchanan.
Ele pesquisou e realizou durante vários anos uma série de experiências, mas somente depois de algum tempo, observando os efeitos do fluido magnético com pacientes sonâmbulos, chegou a conclusões cabais.
Na definição do livro Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, psicometria significa registo, apreciação de actividade intelectual.
Entretanto, nos trabalhos mediúnicos, esta palavra designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contacto com objectos comuns.
O Espírito Aulus relata que o pensamento espalha suas próprias emanações em toda parte a que se projecta, deixando vestígios espirituais onde são arremessados os raios da mente.
Como o animal, que deixa no próprio rastro o odor que lhe é característico, tornando-se, por esse motivo, facilmente abordável pela sensibilidade olfactiva do cão.
O orientador prossegue dizendo que as marcas da individualidade de cada um vibram onde se vive e por elas provocam o bem ou o mal naqueles que entram em contacto.(5)
O livro Mecanismos da Mediunidade esclarece que a psicometria é a faculdade de perceber o lado oculto do ambiente e de ler impressões e lembranças ao contacto de objectos e documentos.
Cita ainda a importância da harmonização entre encarnados e desencarnados neste tipo de trabalho, caso contrário, pode-se anular a possibilidade de êxito, fugindo dos verdadeiros propósitos.
Acrescenta também que pode ser usada em desaparecimento de uma pessoa que não deixou pistas.
Por intermédio de um objecto pertencente à vítima, o médium consegue captar a personalidade e fisionomia do proprietário e reporta-se ao seu desaparecimento, podendo até mesmo descobrir seu desencarne e o local onde seu corpo se encontra.
Isso porque os objectos adquirem um fluido pessoal humano.(6)
Quando tocamos num objecto, imantamo-lo com o fluido que nos é peculiar.
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Re: ARTIGOS DIVERSOS II

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Set 03, 2017 11:51 am

E se, além do simples toque ou uso, convertermos inadvertidamente esse objecto, seja um livro, uma foto, uma joia ou, em ponto maior, uma casa ou um automóvel, em motivo de obsessiva adoração, ampliando, excessivamente, as noções de posse ou propriedade, o volume de energias fluídicas que sobre o mesmo projectamos é de tal maneira acentuado que a nossa própria mente ali ficará impressa.
E, dessa forma, em qualquer tempo e lugar, a nossa vida, com méritos e deméritos, desfilará em todas as suas minúcias ante o «radar» do psicómetra.
Há um extraordinário estudo de Ernesto Bozzano contido no livro «Enigmas da Psicometria», através de cuja leitura nos deparamos com impressionantes narrativas, algumas delas abrangendo até mesmo fases remotas da organização planetária terrestre.
Para Bozzano o processo pelo qual é possível, ao psicômetra, entrar em relação com os factos remotos ou próximos, pode ser explicado de duas maneiras principais:
uma parte dos factos e impressões é retirada da própria aura do objecto; outra parte é recolhida da subconsciência do seu possuidor mediante relação telepática que o objecto psicometrado estabelece com o médium.
Não é importante que o possuidor esteja encarnado ou desencarnado.
Bozzano relata casos que demonstram haver relação psicométrica entre pessoas vivas, animais, vegetais e a matéria inanimada, e também casos de fenómenos telestésicos (sensações a distância).(7)
No início da década de 1970, o prof. W.H. Tenhaeff, da Universidade de Utrechet, pesquisava a mediunidade de Croiset.
- O jornalista Allan Vaughan acompanhou Croiset e fez filme sobre o médium, em que procurou comprovar sua faculdade mediúnica para clarividência e psicometria.
Vários pesquisadores psíquicos acompanharam o médium holandês sem nunca terem constatado nenhuma fraude.
Alguns jornais de sua época que noticiaram seus fenómenos
Daily Express, Evening Standard, Evening News.
- O Diário de Notícias, do Rio, de 04 janeiro 1964 noticiou os prodígios realizados pelo médium holandês.
- O Globo de 21 dezembro de 1963 traz depoimento do inspetor de polícia, David von Woudenberg, sobre o assunto.
"São muitos casos complexos de pessoas desaparecidas que têm encontrado soluções nas intervenções dos sensíveis médiuns de psicometria.
Daí anteciparmos uma certeza inalienável, de futuro a psicometria se consubstanciará em um instrumento valioso para elucidação de casos, por que não dizer policiais e outros quaisquer que têm desafiado a inteligência humana". (8)

Referências bibliográficas:
1- disponível em /novo/noticia_ler.php?idnoticia=1370 Psicometria (Grego: psykhé, alma; metron, medida) é a capacidade de identificar a informação contida nos objectos, ambientes e pessoas, através da leitura das energias presentes nos mesmos. Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2002.
2- Idem
3- Idem
4- Psicometria (Grego: psykhé, alma; metron, medida) é a capacidade de identificar a informação contida nos objectos, ambientes e pessoas, através da leitura das energias presentes nos mesmos.
5- Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2002.
6- Xavier, Francisco Cândido e Vieira Waldo. Mecanismos da Mediunidade, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000.
7- Sobre o tema, Camille Flammarion, astrónomo francês, fez um sério estudo dos fenómenos de telepatia (ou telestesia, como preferia denominar), isto é, "ser advertido, por uma sensação qualquer, de uma coisa que se passa ao longe".
8- Hessen, Jorge. Luz na Mente, Brasília: Ed. Edicel, 2000, Cap. Falando de Psicometria, pág. 93.

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Ave sem Ninho

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