NEM TUDO ESTÁ PERDIDO / Elisa Masselli

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Re: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO / Elisa Masselli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 16, 2017 7:49 pm

GANÂNCIA
Matias e os outros permaneceram ao lado de Plínio durante a noite toda e também as entidades que tinham vindo com Germano.
A manhã já ia alta quando Plínio se virou na cama e abriu os olhos.
Sua cabeça doía, devido a todo o vinho que havia tomado.
Ainda deitado, pensou:
Não devia ter bebido tanto, minha cabeça continua doendo muito...
As entidades também acordaram e tentaram se aproximar, mas Matias as impediu com um olhar.
Uma delas disse nervosa:
- Você não pode impedir a gente!
Ele é nosso amigo, nós chegamos primeiro e foi esse traidor aí quem trouxe a gente!
- Tem razão, meu irmão, fui eu quem, num momento de fraqueza, me deixei dominar por sentimentos de ódio e revolta e fiz com que viessem até aqui.
Mas agora me arrependi, quero ser merecedor daquele lugar de felicidade e luz que sei que existe, sim.
Por isso, já que me acompanharam até aqui, estou convidando a todos para que me acompanhem até aquele lugar, sei que não se arrependerão.
- Está maluco?
Quem disse pra você que a gente quer viver em um lugar de paz e luz?
A gente quer é continuar se divertindo, como aconteceu ontem à noite!
A gente quer beber, fumar e dançar!
É isso que a gente quer!
Esse aí pode dar tudo que queremos!
Ele é nosso e, enquanto ele quiser a nossa companhia, vocês não podem impedir!
- Disse bem!
Enquanto ele quiser...
Mas, para isso, terá de ter todas as chances para mudar de ideia!
E é isso que faremos.
Se, no final, não conseguirmos, por um bom tempo, infelizmente ele será só de vocês, nada poderemos fazer para impedir - disse Matias com a voz firme.
- Está bem, não queremos que depois digam que não cooperamos, não que o que vão dizer importe, mas, já que estamos lutando por ele, que vença o melhor!
Está até divertido!
- Não se trata de uma luta, mas de salvação.
- Está bem, mas sabe que só estamos aqui porque fomos trazidos por esse traidor - disse olhando para Germano -, mas mesmo que ele não nos tivesse atraído, nós mesmos ou outros teriam vindo, atraídos pelo pensamento de Plínio.
Por isso, já que ele tem o livre-arbítrio, vamos deixar que decida o que fazer.
Você falará daí e eu daqui, aquele que ele resolver seguir, será o vencedor e o outro terá de ir embora.
- Isto aqui não se trata de um jogo!
Estamos tentando ajudá-lo porque é nosso amigo de longa data.
- Não o conhecemos, mas também estamos tentando ajudar para que ele tenha exactamente o que deseja...
Nesse mesmo momento, antes que Matias respondesse, Plínio se levantou, foi para o banheiro, ligou o chuveiro, tomou um banho rápido e voltou ao quarto, pensando:
Como meu tio pôde fazer aquilo, levar Luísa e o meu filho?
Não posso permitir!
Sei que preciso impedir que vá ao escritório.
Ontem, eu estava muito bêbado, mas aquela ideia que tive foi muito boa!
Se ele morrer, tudo ficará bem na minha vida, além de eu ficar com todo seu dinheiro, ainda trarei Luísa e meu filho para casa!
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Re: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO / Elisa Masselli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 16, 2017 7:49 pm

Matias se colocou ao seu lado e disse:
Plínio, mude de ideia, esse não é o caminho que deve seguir.
Vá até a casa de Roberto converse com ele, ele é bom e entenderá.
Plínio, por um instante, pensou:
Eu poderia ir até a casa do meu tio e tentar explicar o que aconteceu, talvez ele entenda e me perdoe...
Nem pense nisso, Plínio!
Ele não vai te perdoar e, mesmo que fizesse isso, você continuaria tendo que trabalhar feito um louco!
Matias olhou para a entidade que falou, mas, antes que dissesse qualquer coisa, ela disse:
- Você não pode me impedir!
Você fala daí que eu falo daqui, vamos ver a quem ele atende.
Se ele resolver ouvir o que você está dizendo, nós vamos embora e ele será inteiramente seu.
- Sei que não posso te impedir, mas, assim que demonstrar um mínimo de arrependimento e mudar seu pensamento, vocês terão de ir embora.
- Está bem, mas sei que esse aí não vai se arrepender nunca!
Plínio, alheio ao que se passava no plano espiritual, pensou nervoso:
Não adianta eu ir lá!
Mesmo que ele me perdoe e que Luísa volte para casa, ele continuará vivo e nunca terei o seu dinheiro e os seus escritórios...
E terei de trabalhar feito um louco pelo resto da vida...
É isso não quero mais!
Já sei o que vou fazer!
Foi até o guarda-roupa, abriu a porta e depois uma gaveta.
De dentro dela, tirou o revólver embrulhado no pano azul, que no outro dia tinha posto bem no fundo.
Colocou sobre a cama e foi desenrolando-o do pano, com um prazer misto de frieza e ódio.
Pegou o revólver na mão e verificou se estava carregado, constatou que todas as balas estavam no pente.
Sorriu e pensou:
Vou até lá, mas levo este revólver.
Conversarei com ele e com Luísa, me farei de vítima e pedirei que ela volte para casa.
Assim que ela concordar, direi que preciso ir ao escritório e que estarei esperando por ele, para lhe mostrar todos os documentos que quiser.
Aí, saio e espero na esquina, assim que ele passar com o carro atiro e dou o fora imediatamente.
Aquela rua é tranquila e, a esta hora da manhã, não vai ter ninguém.
Depois de atirar, vou para o escritório e espero até que me comuniquem a sua morte.
Sigo para lá voando...
E serei o mais triste dos sobrinhos!
Ninguém vai imaginar que fui eu.
Matias, que o tempo todo acompanhou os movimentos de Plínio, ao ver o que estava pretendendo, olhou para seus companheiros que, imediatamente, colocaram-se em oração.
Depois falou:
- Plínio, não faça isso!
Se o fizer, está condenado a um sofrimento que ainda pode ser evitado.
Sabe que Deus te ama e quer que seja feliz!
Você já voltou muitas vezes prometendo que lutaria contra a ganância e em todas elas fracassou.
Não fracasse novamente!
Sabe que somos seus amigos e que te queremos muito...
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Re: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO / Elisa Masselli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 16, 2017 7:49 pm

- Não dê ouvido a ele, Plínio!
Faça isso mesmo, vá lá e termine com a vida daquele imprestável.
Não se preocupe, quando terminar estaremos ao seu lado para sempre!
Plínio, que continuava não dando ouvidos ao apelo de Matias, escondeu o revólver na cintura e saiu.
Pegou seu carro e foi para a casa de Roberto.
Matias, seus companheiros e os outros o seguiram.
Roberto, na noite anterior, assim como tinha feito com Flávia, levou Luísa até a delegacia, para que ela prestasse queixa e fizesse um boletim de ocorrência.
Agora, depois do merecido repouso, ele, Nadir, Flávia e Luísa tomavam café e conversavam.
As crianças ainda estavam dormindo.
Roberto, dizia:
- Assim que terminar de tomar café, vou até o escritório onde Plínio está trabalhando, preciso ver como andam as coisas por lá.
Faz muito tempo que ele não me presta contas.
- Está desconfiado de alguma coisa, Roberto?
- Não, Nadir, nunca desconfiei, sei que ele é responsável e que posso deixar os escritórios em suas mãos sem problema algum.
Espero que reflicta sobre o que tem feito com Luísa e entenda que, se isso continuar, poderá perder tudo o que conquistou, principalmente a minha confiança.
Nós o criamos e sabemos que ele tem um carácter bom.
Sabe que meu sonho é parar de trabalhar, para podermos viajar e ficar mais tempo juntos, acho que está chegando a hora e não há ninguém melhor do que ele para ficar no meu lugar.
Foi para isso que o preparei a vida toda.
- Tem razão, tio, ele pode ter todos os defeitos, mas trabalhador ele é.
Ouviram que alguém batia com força na porta de entrada.
A empregada foi abrir a porta e voltou acompanhada por Plínio.
Eles não viram, mas ele não estava sozinho.
Ele se aproximou, olhou primeiro para o tio e depois para Luísa, e disse tímido e com a voz chorosa;
- Luísa, estou aqui para te pedir perdão, te levar para casa e jurar que o que aconteceu ontem jamais se repetirá.
Amo, e muito, você e o nosso filho, não sei viver sem vocês.
Roberto, que havia se levantado quando ele chegou, olhou para Luísa, que disse:
- Sinto muito, Plínio, mas não voltarei mais para sua companhia.
Seu tio me acolheu e está me dando a chance de mudar minha vida, de ser alguém e nosso filho está feliz aqui.
- Por favor, Luísa, não diga isso, sabe que sempre te amei e sei que errei muito, mas prometo que vou mudar e que nunca mais brigarei com você...
- Não pode ser Plínio.
Eu te disse várias vezes que, se tivesse uma chance de sobreviver sem estar ao seu lado, te abandonaria.
E agora estou tendo essa chance.
Cansei de sofrer.
Quero e mereço uma nova vida!
Plínio tentou se aproximar dela, mas Roberto, disse:
- Não adianta Plínio, deixe para conversar outro dia.
Ela está aqui e ficará até quando quiser.
Se, amanhã, resolver voltar para você, não me oporei.
Mas, por ora, vamos deixar as coisas como estão.
- O senhor não vai me roubar tudo que tenho!
Quero minha mulher de volta e tem que ser agora! - gritou muito nervoso.
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Re: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO / Elisa Masselli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 16, 2017 7:50 pm

- Não insista, Plínio, ela ficará aqui até quando quiser e hoje ela não quer te acompanhar, quem sabe outro dia.
- Ela não quer me acompanhar porque o senhor deve ter feito a cabeça dela para que não volte!
Mas não permitirei!
Já que não quer que ela volte, terá em sua casa uma morta, porque vou matá-la!
Gritou transtornado e pegando o revólver da cintura.
Roberto, por instinto, sem pensar, atirou-se sobre ele tentando tirar o revólver de suas mãos e entraram em luta corporal.
Matias imediatamente se colocou ao lado dos dois e ficou jogando luzes.
Rita e Selma ficaram ao lado das mulheres que, assustadas e paralisadas pelo medo, ficaram sem acção e só conseguiam gritar para que parassem.
Matias e seus companheiros jogavam, luzes e pediam ajuda.
Os outros riam e rodopiavam em volta dos dois que lutavam.
Um deles dizia rindo muito:
...atire nele, Plínio!
Ele é o responsável por tudo de ruim que aconteceu e acontece na sua vida!
Ouviram o barulho de um tiro e, em seguida, os dois corpos caindo lentamente.
Nadir e Flávia conseguiram sair do torpor em que se encontravam e correram para junto de Roberto, que já estava deitado e com os olhos fechados.
Luísa foi para junto de Plínio, que também estava deitado e com os olhos fechados.
Elas começaram a gritar e a chorar.
Roberto abriu os olhos e disse tenso:
- Não estou sentindo nada, mas acho que ele me acertou Nadir.
Precisam chamar uma ambulância.
- Ele não o acertou titio, uma bala o atingiu bem no meio do peito.
Acho que ele está morto... - disse Luísa, chorando e com a cabeça de Plínio em seu colo.
Roberto, ainda tenso, se levantou, foi para junto dela e pode constatar que era verdade.
Durante a luta, na tentativa de afastar o revólver, a mão de Plínio havia se voltado quando ele apertou o gatilho, acertando seu próprio corpo.
O revólver ainda continuava preso em seus dedos.
Roberto ficou desesperado e começou a chorar sem parar.
Matias e seus companheiros estavam cansados e abatidos.
Não puderam impedir que os outros recolhessem Plínio, que, atónito, os viu e foi obrigado a segui-los.
Rita perguntou:
- Que será dele agora, Matias?
- Será levado por eles para algum lugar onde sofrerá todo tipo de maldade.
Vagará até o dia em que se arrepender e pedir perdão.
Nesse dia, Deus, que o tempo todo estará esperando por ele, vai lhe dar uma nova chance.
Infelizmente tentamos, mas não pudemos evitar que fizesse o que seu livre-arbítrio determinou.
Vamos pedir que a luz o acompanhe, mesmo que seja à distância.
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Re: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO / Elisa Masselli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 16, 2017 7:50 pm

EPÍLOGO
A polícia foi chamada e foi constatado que o próprio Plínio havia efectuado o disparo.
E Roberto ficou livre de qualquer acusação, mas, por muito tempo, ele não ficou bem.
As cenas da luta e do disparo não saíam de seu pensamento.
Ele não aceitava ter sido o causador da morte de Plínio.
No escritório, todos os funcionários ficaram abalados, nunca teriam imaginado que Plínio morreria tão cedo e daquela maneira.
Não entenderam o que havia acontecido, só sabiam que, por acidente, ele havia disparado um tiro e que tudo aconteceu na casa de Roberto.
Telma ao saber, como todos, ficou abalada e pensou:
Sei que deveria ficar feliz com a morte dele, mas não estou.
Apesar de me fazer sofrer tanto, eu o amava e nunca desejei que morresse, ainda mais dessa maneira.
Era tão inteligente e poderia ter tido uma vida feliz!
Mas se, como dona Lourinha diz, a vida após a morte continua, que Deus o proteja e tenha um bom lugar para ele.
Duas semanas depois do enterro, após o jantar, Roberto, abatido, disse:
- Como uma coisa como essa pôde acontecer?
Ele sempre foi como meu filho, pensei que havia lhe dado carinho e amor, mas parece que falhei.
O meu sonho era que ele continuasse o meu trabalho.
Não consigo me perdoar por ter sido o causador de sua morte.
- O senhor não foi o causador, titio.
Se não o tivesse impedido, quem agora estaria morta seria eu.
Ele estava transtornado.
O senhor teve de fazer uma escolha, sei que não imaginou que o desfecho seria esse.
- É isso mesmo, Roberto.
Todos somos testemunhas do estado em que ele se encontrava e, se não o tivesse impedido, teria matado todos nós.
Não deve se culpar, meu querido, sei de todo amor que demos a ele, não foi nossa culpa ter se transformado nesse ganancioso e mau-carácter.
Sabe que, às vezes, eu acho que não importa o tipo de educação que uma criança tenha, acho que cada um tem seus próprios instintos, bons ou maus, e que ao crescer será exactamente da maneira que quiser.
Fizemos nossa parte, demos a ele condições para que se tornasse um homem de bem e, se isso não aconteceu, a culpa não foi nossa.
Cada um é da maneira que quer.
- Sei que o que dizem tem fundamento, mas não gostaria que ele terminasse assim.
Era tão jovem e tinha uma vida toda pela frente; quem deveria ter morrido era eu, que já vivi tanto.
- Viveu tanto, mas não o suficiente para que eu fique sozinha.
- Nem nós, não é, Luísa?
- Claro que sim, Flávia.
Estou triste, pois o amava, mas ao me lembrar de todo sofrimento, medo e angústia que vivi ao lado dele, Deus me perdoe, mas sua morte foi um alívio.
Só quero, daqui para frente, estudar, encontrar um trabalho e criar meu filho.
- Agora poderá voltar para sua casa e fazer o que quiser.
Prometo que te ajudarei em tudo que precisar.
- Sei titio, e só posso agradecer por todo carinho.
Tenho ainda uma coisa para pedir.
Não digam aos meus pais que eu saí de casa, não me perdoariam nunca.
Já que o desfecho foi esse, não precisarão ficar sabendo e sei que talvez eu esteja incomodando, mas gostaria de continuar morando aqui.
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Re: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO / Elisa Masselli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 16, 2017 7:50 pm

Sinto-me protegida ao lado de vocês.
- Você é quem sabe.
Se quiser, pode continuar morando aqui, para nós será um prazer, não é, Nadir?
- Claro que sim, fiquei tanto tempo morando sozinha nesta casa, que agora me faz um bem enorme o barulho das crianças...
E todos falando juntos.
- Quanto aos seus pais, não se preocupe, diremos que Plínio veio aqui em casa para brigar comigo e que você o acompanhou.
Ninguém precisará ficar sabendo a verdade.
- Obrigada, titio.
- Além do mais, depois de ter me livrado da morte mais uma vez, acho que está na hora de parar de trabalhar e viver a vida.
Já que as duas continuarão vivendo aqui, estive pensando e queria propor uma coisa a vocês.
- O que é papai?
- Gostaria que começassem a trabalhar em meus escritórios, para ser treinada, assim eu poderei deixar tudo em suas mãos e começar a viver uma nova vida ao lado da minha esposa querida.
Poderemos viajar e conhecer lugares diferentes.
Que acham?
- Eu vou adorar Roberto!
Sabe como tenho vontade de conhecer a Europa.
- Aceito, titio, se me dá essa chance, sei que não se arrependerá.
Farei o possível para ser uma boa colaboradora.
Só há um problema, sabe que meus pais, por terem dinheiro e pertencerem à alta-roda, não vão permitir que eu trabalhe fora.
Mas farei tudo para que entendam.
- Se não entenderem, Luísa.
O que fará?
- Se não entenderem e não aceitarem, Flávia, terei de romper com eles.
Estou conquistando minha liberdade e não me deixarei prender por convenções.
- Acho que está certa Luísa.
Eu também, papai, aceito!
Só que terei de dividir meu trabalho com aquela ideia da delegacia da mulher...
Não esqueci, não.
- Está bem, Flávia.
Não nos esquecemos também.
Tomara que outras pessoas estejam pensando a esse respeito.
Quem sabe um dia ela surgirá e ajudará a muitas mulheres.
- É isso que desejo, papai.
- Está bem, já que todas aceitaram mãos à obra.
A vida continua!
Matias dispensou seus companheiros e continuou ali, ao lado de Rita, Sara, Germano e Selma, que acompanharam a conversa que eles estavam tendo.
Olhou para eles e disse:
- Bem, parece que aqui está tudo bem e eles voltaram à vida normal.
Nossa missão aqui terminou.
Vamos embora e torcer para que tudo continue bem.
Agora, vamos dar uma passadinha na sua casa, Sara para ver como tudo está por lá.
Saíram dali e foram para casa de Sara.
Entraram e viram que Dirce terminava de colocar o almoço.
As crianças estavam brincando no quintal, Sílvio estava chegando e elas correram para ele, que se abaixou para abraçar e beijar os três.
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Re: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO / Elisa Masselli

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Nov 16, 2017 7:50 pm

E, juntos, entraram em casa.
Matias, feliz, disse:
- Aqui também a nossa missão terminou.
Podemos voltar para casa, Rita.
Sei que trabalha com outra equipe e só está aqui por seu interesse, mas você Sara se deu tão bem nesta missão, que gostaria de convidá-la para fazer parte permanente da minha equipe.
Que acha?
- Eu não sei se serei de ajuda... - ela disse emocionada.
- Claro que será!
Só há um problema...
Com isso terá pouco tempo para ficar aqui ao lado de seus filhos...
Mas agora eles estão bem e poderão seguir a vida sem problemas; se precisarem, saberemos e voltaremos correndo.
- Sendo assim, aceito e espero poder fazer um bom trabalho.
- Já que perdi a oportunidade de renascer, queria te pedir, Matias para poder, também fazer parte da sua equipe.
- Gostaria muito, Germano, mas acho que não vai ser possível.
- Por que não?
Por que fraquejei?
- Não. Porque, embora possa parecer, nem tudo está perdido.
Deus sempre nos dá novas chances. Olhem ali!
Olharam para o lugar que ele apontava e viram Telma chegando, acompanhada por Rafael, que dizia:
- Sabe Telma, ainda bem que nos encontramos no caminho vindo para casa.
Sei que nos conhecemos desde crianças e sempre gostei muito de você.
- Também gosto muito de você, Rafael.
- Não estou falando de gostar como amigo, mas de uma maneira diferente.
Vou logo ao assunto.
Quer namorar comigo?
- O quê?! - ela perguntou assustada e surpresa.
- Isso mesmo, gosto de você e quero namorar, casar e ter muitos filhos.
- Espere aí, Rafael, nunca pensei em você dessa maneira!
- Pois eu faz muito tempo que penso.
Quer ir ao cinema comigo...
No domingo?
Telma olhou em seus olhos e sentiu um tremor pelo corpo e pensou:
porque, não? Ele tem um jeito bom e...
Até que ele é bonito...
- Está bem, Rafael, vamos ao cinema, mas nem pense em se casar agora, estou estudando e quero receber meu diploma.
- Só vamos namorar Telma!
Também estou estudando e, também, preciso receber meu diploma.
Ao ouvir isso, Matias sorriu e disse:
- Germano, pode se preparar...
Vai renascer em breve e em um lar, onde será bem recebido e onde terá amor, carinho e muita felicidade.
Germano começou a chorar, dizendo:
- Obrigado, meu Deus, por mais essa oportunidade...
- Como vê, Sara, tudo está bem em sua casa e poderá começar a trabalhar na minha equipe sem problema algum.
- Tem razão, Matias, e só posso agradecer a Deus por toda essa felicidade que estou sentindo, mas poderei voltar aqui, não poderei?
- Claro que sim, sempre que quiser e não estiver trabalhando.
E deram-se as mãos, desaparecendo em luz.

§.§.§- O-canto-da-ave
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