Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

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Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:51 am

Motoqueiros no ALÉM
Eurícledes Formiga

Espíritos Diversos

Orelha
"Este é um livro original que te ofertamos.
Vindas pelas mãos mediúnicas do nosso companheiro Eurícledes Formiga, todas as páginas são de autoria de jovens que foram desligados do corpo físico, através de problemas com as motocicletas que lhes mereceram especial atenção.
Livro original, repetimos, porque enfeixa valiosas demonstrações da sobrevivência além do Plano Físico, expressando a correspondência de viajores que alcançaram o Mais Além, talvez em tempo rápido que, decerto, não esperavam.
Ao ler-lhes os comunicados, é justo reflectirmos na alegria dos pais, familiares, amigos e companheiros que os receberam, entretanto, não poderíamos esquecer a advertência que significam, endereçada aos usuários de semelhante condução para que usufruam as máquinas referidas com a prudência e o respeito que merecem, de modo a que se tornem várias vezes mais dignas de apreço no trânsito da vida comunitária."

Bezerra de Menezes
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:51 am

ÍNDICE
Na Viagem para o Além, Bezerra de Menezes
Motoqueiros no Além
A verdade da vida além da morte
O arco-íris que se desdobrou no céu
Sou todo um arco-íris no céu do coração
O perdão dá paz à consciência
Banquei o advogado dos irmãos motoqueiros
A moto transportou-me à vida nova
Procurando em Deus o auxílio que não falta
Ajudemo-nos mutuamente com a aceitação da vontade do Céu
Confiança em Deus e fé no amparo de Jesus
Minha montaria roncava alegremente pelas ruas da cidade
Basta que me lembre no seu coração
Confiar em Deus
A moto foi o instrumento que me jogou para uma nova dimensão da vida
Dimensões da saudade
Meu cavalo de ferro vencendo fosse o que fosse
Parti no instante exacto e como havia escolhido
Ofereça-me hoje a paz do seu coração
Estava muito feliz cavalgando com meu irmão a moto
O Senhor da vida é fonte de misericórdia
Nossos passos em Pirapitingui
Aos meus camaradas de peregrinação cristã
Glossário do motoqueiro
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:51 am

ÍNDICE DAS ILUSTRAÇÕES
Moacyr Porazza Junior
Edson Agnaldo Rosa
Amaury Wruck Parranchi
Fernando Augusto Meirinho Junior
Antonio Manzini
Eduardo Rodrigues Prado
Vagner Madona
Roberto Ams
José Antonio Tenório
Milton Araújo Gonçalves Junior
Texto encontrado nos pertences de Miltinho depois de sua desencarnação
Paulo Fernando Bastos
Elias Trinidad Conde
João Batista Sant’Anna
Anézio Ruivo
Maurício Rosan da Silva
Renan Goemeri
Heleodoro Schmidt
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:51 am

NA VIAGEM PARA O ALÉM
Leitor amigo:
Este é um livro original que te ofertamos.
Vindas pelas mãos mediúnicas do nosso companheiro Eurícledes Formiga, todas as páginas são de autoria de jovens que foram desligados do corpo físico, através de problemas com as motocicletas que lhes mereceram especial atenção.
*
Livro original, repetimos, porque enfeixa valiosas demonstrações da sobrevivência, além do Plano Físico, expressando a correspondência de viajores que alcançaram o Mais Além, talvez em tempo rápido que, decerto, não esperavam.
*
Ao ler-lhes os comunicados, é justo reflectirmos na alegria dos pais, familiares, amigos e companheiros que os receberam, entretanto, não poderíamos esquecer a advertência que significam, endereçada aos usuários de semelhante condução para que usufruam as máquinas referidas com a prudência e o respeito que merecem, de modo a que se tornem cada vez mais dignas de apreço no trânsito da vida comunitária.
*
Dito o que nos pareceu razoável comentar, em atenção para com os leitores amigos, terminamos aqui a nossa despretensiosa apresentação, rogando ao Senhor Jesus a todos nos guie e abençoe na senda do aperfeiçoamento e do progresso, em que todos somos viajantes na direcção da Paz e do Bem, com o dever do amparo recíproco, na construção da felicidade de cada um.
Bezerra de Menezes Uberaba, 4 de abril de 1983

(Prefácio recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier.)
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:52 am

MOTOQUEIROS NO ALEM
Há tempos pairava no ar uma ideia de reunirmos em um só volume mensagens de motoqueiros desencarnados e que se comunicaram no Centro Espírita “Perseverança”, à Rua Bruna, 53, São Paulo, pelo lápis mediúnico de Eurícledes Formiga.
Decidido o início do trabalho, o jovem Jú, Moacyr Porazza Junior, também desencarnado dessa maneira, toma as rédeas do mesmo, do Lado de Lá, e nos envia uma mensagem de apoio:
“Com permissão dos Instrutores das tarefas que aqui se realizam em nome de Jesus, venho, com natural alegria, renovar aos queridos companheiros de trabalho minha disposição de colaborar no compromisso que acaba de surgir, relativo ao livro dos nossos irmãos motoqueiros.
Quero reafirmar que se trata de intenção antiga, nascida entre nós, com a ajuda de Deus, a fim de levar reconforto, alento e esperança aos corações atingidos por esse género de separação quase sempre de carácter violento, o que agrava o sofrimento de todos, dos que partem e dos que ficam.
Caso tenhamos êxito na programação idealizada, desde já, de nossa parte, levamos nosso profundo reconhecimento aos que cooperarem em sua concretização, tendo em vista, sobretudo, as finalidades sublimes do trabalho.

Moacyr Porazza Junior” (6/11/1982)

***
“Nossa Casa é um posto avançado de amor”
O jovem Moacyr já é conhecido na literatura espírita por comunicações suas incluídas no volume “Olá, Amigos” e por isso dispensa maiores apresentações.
Jú, como é carinhosamente chamado pelos pais, já enviou duas cartas mediúnicas por Chico Xavier e outras seis por Euricledes Formiga, das quais quatro enfeixamos neste volume.
Domiciliado no Plano Espiritual desde 10 de junho de 1980, actualmente é activo participante dos trabalhos espirituais da Casa “Perseverança” ou, se preferirem, como ele mesmo a chama, “Posto Avançado de Amor”, onde, segundo suas palavras, já recolheu 400 motoqueiros desencarnados em acidente, como ele.
Nas mensagens que apresentamos neste volume, vamos notar que ele quase não tem mais preocupação de dirigir-se em termos pessoais à família, mas, principalmente, em orientá-los e aos companheiros nos trabalhos espirituais da Casa.

Vejamos as novas mensagens de Jú:
“Querida Mãezinha Wilma,
Por bondade, meus companheiros jovens do lado de cá, engajados por amor e em nome de Jesus nos trabalhos do nosso “Perseverança”, permitem-me, sob a orientação de Instrutores Maiores, ser o porta-voz dos seus corações nesta noite, a propósito da ideia aqui lançada e que a convocou primeiramente(1).
Na verdade, o coração generoso de nossa irmã Guiomar(2) recolheu com fidelidade as sugestões de todos nós, empenhados em pôr em prática o programa de amparo e assistência do qual você tem conhecimento, pois já tive oportunidade de falar sobre o assunto.
Mãezinha, esta Casa é um “Posto Avançado de Socorro” a numerosas almas aflitas atingidas pela dor, pelo desespero e pela ausência de auxílio de qualquer natureza.
As tarefas estão crescendo e há necessidade de maior dedicação por parte de todos nós, encarnados e desencarnados aqui enfileirados na luta pela Causa do Bem.
O serviço em favor dos semelhantes é a mais eficaz terapia para os nossos próprios sofrimentos.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:52 am

Só ajudando conseguiremos edificar em nosso caminho os meios para a nossa libertação.
Estamos muito felizes e eu, particularmente, muito mais, vendo-a na posição em que se encontra, ao lado do papai, como trabalhadores de Jesus.
Entre outros, aqui estão em minha companhia Wady(3), Wagner(4), Dalton(5), Antonio Carlos Pires(6), Maurício do Amaral(7), Henry(8), Eduardo(9), sem faltar um indiozinho de muito amor, com o nome de Maxumare(10).
São muitos outros, porém.
Peço levar à nossa Pat(11) meu beijo de muito carinho.
Oportunamente, ela terá notícias mais detalhadas, como me pede.
O filho reconhecido e com a saudade e o amor de sempre

Moacyr Porazza Junior” (27/3/1982)

***
“Querida mãezinha Wilma,
Como sempre, quando acontece poder dirigir-me ao seu coração, que é minha terra de amor e de alegria, agradeço inicialmente a Deus pela bênção que me concede.
Agora ao que mais de perto interessa neste momento a você, na expectativa em que se encontra, diante do abençoado e novo compromisso que acaba de assumir(12).
Estamos todos, não apenas eu e alguns jovens, mas abnegados Instrutores Espirituais que nos orientam os propósitos de trabalho com Jesus, ao seu lado e dos corações dedicados que irão unir-se a você nas tarefas que logo surgirão.
Não receie nada, nem se intimide perante coisa alguma.
Quando nos dispomos ao serviço do bem, recebemos inspiração e recursos na medida do nosso esforço e da nossa boa vontade.
Há uma programação à vista, que já vem sendo elaborada há algum tempo e que seria realizada sob a responsabilidade de vocês e de colaboradores do lado de cá de modo muito produtivo, acredite.
Quanto àquilo que deve ser executado, verá logo na primeira reunião que há uma verdadeira gama de tarefas à espera de mãos devotadas, todas elas sob a luz do amor, da caridade, decididas ao amparo, à orientação, ao reconforto, ao fortalecimento.
Há muitas mães de coração ferido pela dor da separação do filho amado, sem o sustentáculo da fé e da confiança em Deus, como ocorre com você e tantas almas que reencontram a paz em Jesus.
Aí está uma sugestão: levar equilíbrio e novas esperanças, na paz com Deus, a esses corações sem rumo nas noites de desespero e da saudade enfermiça.
Quanto aos jovens, verá também que não faltarão sugestões por parte de colaboradores do Plano Espiritual, nos vários campos de actividades assistenciais.
Enfim, aguarde e confie.
O principal é aceitar o chamado e não recuar nunca.
Jesus nos abençoe

Moacyr Porazza Junior” (29/5/1982)

***
“Querida Vovó Olga(13).
Esta é para você, com endereço repartido no coração do vovô Euclides(14).
Hoje está comigo vovô Benedito(15), com a alegria de quem se reúne à família da qual afirma nunca ter se separado,-pois está ligado a todos nós no amor e na lembrança.
Walderez(16) não precisa reclamar mais, se bem não tenha sido por esquecimento ou omissão que deixei de dirigir-me a ela.
Sou o mesmo amigo, que a tem no coração com o carinho que jamais faltou em nossa amizade(17).
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:52 am

Querida mãezinha, estou contente por ter constatado que a reunião seguiu o rumo que eu havia pressentido.
Agora, é trabalhar, em nome de Jesus, nos serviços do bem.
Papai Moacyr, querida Pat, não posso esquecê-los aqui.
Sei que todos me recordam não apenas em datas determinadas, mas em todas as horas, em todos os instantes da vida.
Não posso me demorar mais.
O beijo de muito amor do neto, do filho, do amigo e do irmão.

Moacyr Porazza Junior” (31/5/1982)

***
“Mãezinha querida
Por bondade do Céu, venho, novamente, em resposta aos apelos de sua alma, ratificar minhas palavras anteriores de estímulo e de confiança, diante dos compromissos que assumiu nesta Casa.
Os trabalhos sob sua responsabilidade, junto às mães que aqui se reúnem, contam com dedicada assessoria de Benfeitores da Vida Maior, principalmente de jovens, reconhecidos pelos benefícios alcançados por todos, a serviço da causa do bem, realizado em nome de Jesus.
Hoje, por exemplo, você testemunhou nosso esforço e nossa alegria, durante a programação do contacto que se faz necessário entre nosso irmão Marco António e seus familiares.
Sim, procurei, através da intuição, conduzir essa aproximação, por seu intermédio e pelo instrumento mediúnico de que dispomos para a tarefa referida (18).
Tudo correu, felizmente, bem.
Aguardaremos apenas o momento da comunicação.
Isso, mãezinha, constitui serviço em nome do Cristo.
Reconfortar, esclarecer, amparar, reerguer nossos irmãos em sofrimento, não importa o tipo de luta ou prova, é dever de todo aquele que deseja realmente alcançar a condição de servidor de Jesus.
A mão aberta para auxiliar toma a forma de uma estrela, abençoa e ilumina, porque recebe de Deus os recursos necessários em amor, na caridade que representa.
E quem primeiro se ilumina é quem dela mais próximo se acha, o coração que a dirige.
Sempre que se sentir sob o peso do desânimo pense nos que não dispõem nem um pouco do muito que lhe já é dado, que não têm sequer a confiança que nasce da certeza de que ninguém está só, quando confia em Deus.
Sua missão agora é exemplificar a própria fé, o conhecimento que possui do Evangelho do Mestre.
Você, a bem da verdade, já venceu o fantasma da morte, diante das afirmações da vida que prossegue além do túmulo, não apenas por meu intermédio, mas pelo que já deu frutos em seu coração, o amor a Deus, a esperança com Jesus.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:53 am

Moacyr Porazza Junior” (30/10/1982)
Notas e Identificações
Dados Pessoais de Jú
Nascimento - 22 de outubro de 1962, em São Paulo.
Desencarnação — Io de junho de 1980, em São Paulo.
Pai - Moacyr Porazza.
Mãe — Wilma Faria Porazza.
Irmã - Patrícia de Cássia Porazza.
(1) Por bondade, meus companheiros jovens do lado de cá, engajados por amor e em nome de Jesus, nos trabalhos do nosso Perseverança permitem-me, sob a orientação de Instrutores Maiores, ser o porta-voz dos seus corações, nesta noite, a propósito da ideia aqui lançada e que a convocou primeiramente —
(2) Na verdade, o coração generoso de nossa irmã Guiomar- Guiomar de Oliveira Albanese, dirigente do C.E. “Perseverança”.
(3) Wady Abrahão Filho (16.02.56 // 06.07.73)
(4) Wagner Iuroski (08.04.56 // 22.02.77)
(5) Dalton Pinheiro Pedroso (08.02.62 // 27.01.79)
(6) António Carlos Pires (24.08.59 // 31.05.81 )
(7) Maurício do Amaral (10.07.61 // 31.05.81)
(8) Henry Gonçalves (16.10.53 // 09.07.76)
(9) Eduardo Ruiz Dellalio (16.10.62 // 23.06.80)
(10) Índio Maxumare - Indígena pertencente à tribo Meinaco, desencarnado aos 12 anos e que foi criado até essa idade pelo sertanista Orlando Villas Boas.
Hoje, em Espírito, participa das actividades do Centro Espírita “Perseverança”.
Os jovens Wadyzinho, Wagner, Dalton, António Carlos e Maurício são co-autores espirituais juntamente com Jú do volume “Olá, Amigos”, psicografado também por Eurícledes Formiga.
(11) Pat - Apelido carinhoso de Jú com sua irmã Patrícia de Cássia Porazza.
(12) Agora, o que mais interessa de perto a você, na expectativa em que se encontra, diante do abençoado e novo compromisso que acaba de assumir.
D. Wilma, a mãe de Jú, passou a reunir os pais que perderam filhos, e frequentam o “Perseverança”, para realizarem visitas fraternas às creches da Casa e a outras obras espíritas.
(13) Querida Vovó Olga - Olga Faria, avó materna.
(14) Vovô Euclides - Euclides Faria, avô paterno.
.(15) Vovô Benedito - Benedito Marques da Cruz, bisavô materno, desencarnado há 33 anos.
(16) Walderez - Walderez Sola Moreira, amiga da família.
(17) Walderez não precisa reclamar mais, se bem não tenha sido por esquecimento ou omissão que deixei de dirigir-me a ela.
Sou o mesmo amigo, que a tem no coração com o carinho que jamais faltou em nossa amizade.
— Walderez era amiga e confidente de Junior quando em vida, e comentava de sua mágoa com D. Wilma, porque Jú nunca havia se referido a ela nas inúmeras mensagens que enviou.
Como vimos, Jú estava atento aos sentimentos da amiga.
(18) Hoje, por exemplo, você testemunhou nosso esforço e nossa alegria, durante a programação do contacto que se faz necessário entre nosso irmão Marco António e seus familiares.
Sim, procurei, através da intuição, conduzir essa aproximação, por seu intermédio e pelo instrumento mediúnico de que dispomos para a tarefa referida.
— Jú refere-se a seu trabalho de aproximação da família de Marco António Pelim ao Centro Espírita “Perseverança”, para que ela pudesse receber consolo através de uma comunicação do jovem, desencarnado também em acidente de moto.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:53 am

“À VERDADE DA VIDA ALÉM DA MORTE”
Domingo, 1 lh40 - 26/1/80
“Hoje estou triste, muito triste.
Meu colega morreu de acidente de moto, eu bati com o carro de meu pai, esse meu dia.
A única alegria é de saber que você vem amanhã, espero.
Te amo muito, muito.
Beijos, dorme com os anjinhos e Deus te proteja.
Boa noite. Te Amo.

***
Estas as palavras inscritas no diário de Moacyr Porazza Junior, que todas as noites escrevia para sua namorada, Lilian Graziano.
Ele está se referindo a seu amigo, Alexandre Soffiati, que o antecedeu em quatro meses na Grande Jornada.
Em 10 de março de 1982, por via mediúnica, Jú informava ao pai:
“Meu pai querido, peço que me abençoe.
O meu companheiro Alexandre já está comigo e pronto para enviar uma mensagem a mãe.
Tudo depende de nosso irmão Formiga.”
Em 11 de março de 1982, finalmente o casal Soffiati pôde receber as tão aguardadas notícias de Alexandre, pelo lápis mediúnico de Eurícledes Formiga:
“Querida mãezinha Amélia(1)
Há quanto tempo você aguardava minhas palavras de saudade e muito amor, a fim de confortar os nossos corações abalados pela dor da separação física, há dois anos.
Hoje, com a ajuda de bons amigos do lado de cá, que me assistem desde aquele 26 de janeiro que assinalou minha chegada(2), posso confirmar a verdade indiscutível da vida além da morte.
Materialmente, eu os deixei, entretanto, continuo vivo ao lado de vocês, em dimensões diferentes, mas tão real quanto no corpo de carne(3).
Ninguém pode evitar as lágrimas de saudade, quando se ama e se é amado como eu.
Quantas vezes choro com vocês, recordando os momentos alegres de nossa convivência na Terra.
Nossa boa e amada Ste (4), a que me sinto cada vez mais ligado pelo coração, no mais puro e forte sentimento fraternal.
Mãezinha, quero pedir-lhe que não se apegue tanto às coisas materiais que me pertenciam(5).
Não estou aí nem um pouco, creia(6).
Desfaça-se de tudo aquilo que me pertenceu e que possa ser útil a alguém em algum lugar, em cumprimento à caridade com Jesus.
Também não posso vê-la chorando com tanta angústia, no silêncio da noite, lendo e relendo os meus escritos, alimentando cada vez mais seu sofrimento e me fazendo sofrer por você(7).
Repito que não podemos evitar as recordações que nos arrancam pranto e expressões de dor, mas devemos confiar em Deus, que está sempre atento às nossas experiências sofridas, consolando-nos quando O buscamos.
Estão em minha companhia nosso dedicado irmão e amigo Jú(8) e vovô Meraio(9), fortalecendo-me com seus conselhos e orientação.
Naquele dia, nenhum de nós aceitaria a ideia da possibilidade de minha partida de forma tão trágica.
Confiava na máquina como algo que sabia dominar quando necessário e não supunha viesse a ocorrer o acidente fatal.
Alguns dias inconsciente, porém, de certa maneira, mais do lado de cá do que aí.
Foi feita, mãezinha, a vontade de Deus, como sempre.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Dez 01, 2017 10:53 am

Não queria terminar esta cartinha sem mencionar meu pai Geraldo(10), rogando ao seu coração amado e à nossa Ste compreensão e indulgência para com ele.
Ensinam-me os bons amigos que me amparam neste instante que o perdão, porque é amor, nos aproxima de Deus, pelo esquecimento dos erros e das fraquezas de que somos portadores ainda.
Espero que de agora em diante você se conforte e tenha mais confiança na Misericórdia Divina.
Seu filho que a ama com imenso carinho
Alexandre Alexandre Soffiati”

Notas e Identificações
Alexandre Soffiati nasceu no dia 7 de setembro de 1963, em São Paulo.
(1) Querida mãezinha Amélia - Amélia Soffiati.
(2) Hoje, com a ajuda de bons amigos do lado de cá, que me assistem desde aquele 26 de janeiro que assinalou minha chegada, posso confirmar a verdade indiscutível da vida além da morte.
- Dia 26 de janeiro foi a data da desencarnação do jovem Alexandre.
(3) Materialmente eu os deixei, entretanto, continuo vivo ao lado de vocês, em dimensões diferentes, mas tão real quanto no corpo da carne.
Conforme nos esclarece a Doutrina Espírita, quando perdemos a vestimenta física, conservamos, no corpo espiritual, as características do corpo da matéria.
Alexandre procura dizer aos pais, também, que ele, apesar de estar em uma dimensão diferente, permanece ao lado da família amada.
(4) Nossa boa e amada Ste - Apelido familiar de Stella Soffiati, irmã de Alexandre.
(5) Mãezinha, quero pedir-lhe que não se apegue tanto às coisas materiais que me pertenciam.
- Como em outras ocasiões, os Espíritos vêm nos dizer para que não nos apeguemos às coisas materiais, mas que os mantenhamos nos recessos do coração.
(6) Não estou aí nem um pouco, creia - Expressão muito utilizada em vida por Alexandre.
(7) Também não posso vê-la chorando com tanta angústia, no silêncio da noite, lendo e relendo os meus escritos, alimentando cada vez mais seu sofrimento e me fazendo sofrer por você.
- Nem a própria família sabia que D. Amélia levantava-se à noite para reler os escritos do filho.
E, observemos neste caso, como o Espírito sofre junto com ela.
Não seria melhor lembrá-lo de outras formas?
Amparando os filhos sem mães, por exemplo?
(8) Jú - Moacyr Porazza Junior, amigo já citado.
(9) vovô Meraio - José Meraio, avô materno, desencarnado em 13 de setembro de 1970.
(10) Geraldo - Geraldo Soffiati, pai.
***
O acidente que vitimou Alexandre aconteceu quando um carro, ao desviar de um enorme buraco na rua, atingiu-o em sua Mobylete.
Ainda chegou a ser socorrido, mas depois de cinco dias em coma, veio a desencarnar.
Quando Alexandre foi trazido por Jú ao Centro Espírita “Perseverança”, sua família não conhecia os Soffiati, sabendo apenas que este havia sido amigo de Junior.
Assim, D. Wilma passou a procurá-los até que os levou à reunião em que Alexandre se comunicou.
Ao primeiro contacto que tiveram com o médium Formiga, este já captou pela vidência, a presença de Alexandre, que vinha acompanhado de vovô Meraio, que ele chamava “vô do pito”, e do irmão Leão, um padre marista, Director do Colégio Arquidiocesano, em São Paulo, e que havia sido seu professor em vida.
Isso impressionou bastante o casal Soffiati, pois o médium nunca houvera tido contacto algum com eles.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 9:59 am

“O ARCO-ÍRIS QUE SE DESDOBROU NO CÉU”
“Por que já não brilham as estrelas?
Onde estão a lua e o sol?
Quero. Eu quero sentir o Arco-Íris cruzando o céu onde as nuvens se escondem.
A luz. Por que esta escuridão sem nem ao menos uma luz?
O que fazer, para onde ir, o que pensar, o que sentir?
Estarei morto ou não?
Dizem que a morte é libertação. Será?
Não tenho mais futuro, nem presente, somente o passado para lembrar.
E ele me arranha, me machuca, quem sou eu? Onde estou?
Solidão, sim, é o que sinto, mas evito pensar nela e a única coisa que penso é no Arco-Íris.
Ah! O Arco-Íris!”
Este texto foi encontrado uma semana após a desencarnação de Edson Agnaldo Rosa e havia sido escrito por ele há alguns dias.
Sua mãe relata que dois meses antes de sua passagem para o Outro Mundo, ele adquirira uma fixação por arco-íris, influenciado pelo conjunto de rock americano “Rainbow”.
Escutava insistentemente todos os sucessos desse conjunto, gravava suas músicas e um dia, estranhamente, em uma dessas gravações, apareceram sons inaudíveis, à semelhança de vozes, que não havia no disco.
Estranhando, mostrou diversas vezes aos familiares, mas não se aprofundou no ocorrido.
Seria uma ilusão auditiva de toda a família, ou aquelas vozes tentaram lhe transmitir alguma mensagem?
***
Desde 1959, conforme relata o livro “Os Espíritos comunicam-se por gravadores”, de Peter Bander, Ed. Edicel, 1972, um grande número de cientistas, técnicos em electrónica, psicólogos e leigos entusiastas têm pesquisado e se empenhado na análise de fenómenos de aparição de vozes em fitas comuns de gravação electromagnética.
Após demoradas pesquisas, formou-se a teoria de que essas vozes procederiam de pessoas do além-túmulo.
A ideia da comunicação electrónica com o Outro Mundo já havia sido prevista por Sir Oliver Lodge, prémio Nobel de Química, no começo do século, e muito embora parecesse fantástica, veio a ser realizada pela primeira vez pelo Dr. Konstantim Raudive, psicólogo alemão, que captou vozes do Além-túmulo ao gravar cantos de pássaros.
Isto se deu em 1959.
***
Seria interessante e oportuno, que a família ou algum pesquisador investigasse essa gravação para saber o que dizem essas vozes. Aguardemos.
Além das vozes, D. Áurea, mãe de Edsinho, como era carinhosamente conhecido na V. Carrão, São Paulo, acredita que, de várias formas, o jovem estava sendo preparado para a desencarnação.
Examinando suas coisas, verificou que em seu diário havia escritos falando em morte e desenhos de cruzes, velórios e esquifes mortuários; como também nos últimos quinze dias, Edson apresentou mudanças de comportamento, estando quieto, taciturno, divagando e olhando para o céu como que à procura de algo perdido.
Poucos dias antes, Edsinho surpreendeu a mãe lendo um exemplar de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, e indagou a ela:
“O que a Sra. acha da vida após morte?”
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:00 am

“É uma vida semelhante à nossa, só que sem a vestimenta física”, respondeu D. Áurea, ao que ele aduziu:
“Então dá tudo na mesma, com gente melhor e gente pior convivendo umas com as outras”.
Também seu amigo Poronga dizia que, nos últimos dois meses, Edsinho estava diferente, triste, amargo até.
Relata, inclusive, que mostrou a ele o livro “Quem São”, psicografado por Chico Xavier (co-Autoria, Elias Barbosa, Ed. Ide) em que está publicada a comunicação mediúnica do amigo de ambos, Edilson Carlos Nogueira, também motoqueiro, e recebeu a admoestação de Edson:
“Não quero saber disso.
Quando tiver que chegar a hora, que chegue.”
Mas segundo D. Áurea, o que mais a impressionou na carta mediúnica, e deu-lhe uma prova insofismável da sobrevivência espiritual do filho, é o facto do jovem tê-la iniciado falando do seu arco-íris.
“Isso para mim bastou.
Mesmo que não contivesse os dados e informações pessoais que contém, para mim essa foi a maior prova que eu poderia ter de que meu filho está vivendo num outro Plano, pois não comentei com ninguém do Centro este facto.
Além disso, de acordo com o depoimento dos amigos que socorreram Edsinho, no instante em que morria, ele olhava fixamente o céu e, quando estes se voltaram para lá, viram um belíssimo arco-íris a se formar no firmamento.
Como eu poderia duvidar?”
Outro facto interessante registrado, foi o de que um dia antes de sua desencarnação, Edson escreveu por toda a Praça de Vila Carrão, onde sofreria o acidente que lhe seria fatal, frases contendo a palavra arco-íris em inglês e português:
“o arco-íris está chegando”, “um dia iremos de encontro ao arco-íris”, “arco-íris, quem és: tu?”
Sem mais delongas, vamos à bela mensagem de Edson, psicografada em 31 de outubro de 1982:
“Mãezinha Áurea (1)
O arco-íris que se desdobrou no céu naquele dia que assinalou minha volta à Vida Espiritual foi bem um sinal de paz, antes de tudo, enlaçando-nos, apesar da aparente separação que nos atingia.
Era o momento, mamãe.
Não é que eu esteja á repetir palavras de outros irmãos.
Mas é sempre assim que acontece.
Porque parti tão jovem, não quer dizer que tivesse direito a mais anos na Terra.
Não se vive uma vez somente e eu estava a cumprir um compromisso antigo.
Você tem chorado muito, no entanto agradeço sua fortaleza de espírito, que não a fez, em nenhum momento, perder a fé em Deus.
Agora, acha-se ao meu lado vovô Zé(2), que me recolheu nos braços como um passarinho.
Não me dei conta do que se passava, durante alguns dias, até reconhecer que se tratava de uma completa mudança a se operar em mim.
Vovó Marina(3) aí, com o tio Edi(4), enfim, todos de casa, querem notícias de vovô Deni(5) que já me visitou e se encontra muito bem, sem contudo, ter podido vir comigo.
O papai, também aqui presente, não consegue reter as lágrimas quando fala em meu nome (6).
Velho querido, deixe-me chamá-lo assim(7), eu não morri, como vê.
Saudade também eu sinto.
Não precisa abater-se tanto, pois o mais difícil você já superou.
Sei que acredita no seu filho, que esclarece a partida inadiável(8).
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:00 am

Recordo todos os momentos felizes ao lado de vocês, da nossa Sandra(9), da nossa Geny(10), do nosso José Roberto(11) e dos pequenos Joyce(12) e Danilo(13).
Sabe, mãezinha, deram-me permissão, certo dia, e, acompanhado por Benfeitores e amigos, fui visitá-los.
Brinquei com as crianças e procurei deixar em vocês a sensação de minha presença.
Foi um dia em que falaram muito em mim, comentando, sem que o soubessem, minha visita(14).
Deus me concedeu a graça de aliviar a nossa saudade, o nosso sofrimento, com o registro dessa aproximação.
Não há necessidade de prolongar mais nossa conversa(15).
Este é o instante de agradecer a Jesus a bênção que acabamos de receber.
Beijo-os a todos, com aquele carinho que não mudará nunca.
O filho que a ama do fundo do coração
Edson

Edson Agnaldo Rosa”
Notas e Identificações
(1) Mãezinha Áurea — Áurea Rosa
(2) vovô Zé - José Rosa, avô paterno, desencarnado em 27/7/1971.
(3) vovó Marina - Marina Cardoso Truyts, avó materna, presente à reunião.
(4) tio Edi - Eddy Truyts, também presente à reunião e um dos que socorreram Edsinho depois do acidente.
(5) vovô Deni - Deny Truyts, avô materno, desencarnado em 12/10/81.
(6) O papai também aqui presente, não consegue reter as lágrimas quando fala em meu nome. - O Espírito sentia o estado emotivo do pai.
(7) Velho querido, deixe-me chamá-lo assim. - Sempre muito respeitador, Edson, quando ia brincar com o pai e chamá-lo por apelidos, pedia licença.
“Carequinha”, “velho” eram expressões usadas em vida.
(8) Sei que acredita no seu filho, que esclarece a partida inadiável. - Edson diz isso, porque amigos da família desaconselhavam-na a procurar o Espiritismo, dizendo ser tudo “balela”.
Como vimos, Edson pede ao pai que acredite nas provas que estavam sendo descortinadas à sua frente...
(9) Sandra - Sandra Regina Rosa, irmã.
(10) Geny - Geny Rosa da Rocha, irmã.
(11) José Roberto - José Roberto da Rocha, cunhado.
(12) Joyce - Joyce Rosa da Rocha, sobrinha.
(13) Danilo - Danilo Rosa da Rocha, sobrinho.
(14) Sabe, mãezinha, deram-me permissão, certo dia, e, acompanhado por Benfeitores e amigos, fui visitá-los.
Brinquei com as crianças e procurei deixar em vocês a sensação de minha presença.
Foi um dia em que falaram muito em mim, comentando, sem que o soubessem, minha visita.
A mãe de Edson recorda-se perfeitamente deste dia e cita detalhes e pormenores na entrevista que com ela fizemos.
Relata, também, que tiveram até a impressão de escutar o barulho que ele fazia quando chegava em casa.
Quanto aos pequeninos, Sandra, a irmã de Edson, conta que sua filha Joyce, de 2 anos, às vezes não tem conseguido dormir e, na penumbra do quarto, a escuta dizer:
“Agora não, tio, agora não quero brincar”.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:01 am

(15) Não há necessidade de prolongar mais nossa conversa.
Esta é uma expressão que caracterizava bem a personalidade de Edson em vida.
Ele era objectivo, prático e frequentemente interrompia os diálogos com familiares e amigos desse modo.
***
“A senhora veio falar do seu filho, não?
Ele está com a senhora.
Está dizendo que foi acolhido e amparado pelo José Rosa.
E o avô dele.
Só que ele está dizendo que não é assim que a senhora o tratava”. (Formiga)
“Eu o tratava por Zé”. (D. Áurea)
“Está me dizendo que também não é assim”. Formiga)
Tem razão. Eu o tratava de “seo” Zé”. (D. Áurea)
“Ele confirma. E assim mesmo.
Diz também que tem um cunhado que se chama José Roberto, duas irmãs e é mais ligado à mais nova.
Diz ainda que tem 2 sobrinhos, um é a Joyce e o outro Danilinho”. (Formiga)
Este foi o diálogo tido por D. Áurea a primeira vez que se entrevistou com o médium Euricledes Formiga.
D. Áurea, que não era espírita, conta que teve um impacto muito grande, pois, como alguém que nunca a tinha visto, conhecia tantos detalhes íntimos da família, inclusive o fato de que só ela e o filho chamavam ao bebé de Danilinho?
No dia seguinte a essa entrevista, o Espírito de Edson pede ao médium para chamar novamente a mãe e lhe transmite o seguinte recado:
“O Edson diz que a senhora conversa muito com ele em suas preces e que está pedindo para que ele fale no pai que está sofrendo muito.
Não se preocupe, ele deve escrever hoje por meu intermédio e trará o consolo que a família necessita”.
De facto, Edson comunicou-se e mais uma família pôde ser beneficiada pelo correio abençoado da mediunidade.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:01 am

“SOU TODO UM ARCO-ÍRIS NO CÉU DO CORAÇÃO”
A reunião de mensagens deste volume já estava em fase final, quando Edson Agnaldo Rosa nos brindou com mais uma tocante carta mediúnica à mãe.
D. Áurea, engajando-se na Doutrina Espírita após as inúmeras e irrefutáveis provas que recebeu da imortalidade do Espírito de seu filho, abraçou o trabalho de consolação a outras mães que passaram pelo mesmo transe.
Da Outra Dimensão da Vida, Edson, reconhecido e orgulhoso pelo trabalho encetado por ela, incentiva e colabora com o mesmo, encaminhando os Espíritos e promovendo o reencontro de familiares através do condutor precioso da mediunidade.
Na segunda entrevista que fizemos com a mãe de Edsinho, mais uma vez ela reitera o traço característico do filho em sua admiração pelo arco-íris e entrega-nos o texto em letras garrafais que o filho mantinha à cabeceira.
Poderíamos por ele ter mais um indício de que muitos jovens têm o pressentimento de sua desencarnação prematura?
“Hannah, estás me ouvindo?
Onde te encontres, levanta os olhos!
Vês, Hannah?
O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam!
Estamos saindo da treva para a luz!
Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade.
Ergue os olhos, Hannah!
A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar.
Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos, Hannah!
Ergue os olhos.”
“C. Chaplin”

Neste volume, como no que o antecedeu, “Olá, Amigos”, o leitor irá encontrar inúmeros casos, como o de Edson, em que os jovens (principalmente os jovens) pressentem a própria desencarnação.
É algo que parece distante, pois como diz Edsinho nesta comunicação, “a morte é coisa comum aos outros.
A nossa parece que está sempre a milhões de quilómetros.”
A propósito, estes casos também foram objecto de estudo de Allan Kardec na codificação do Espiritismo.
Na Revista Espírita de Março de 1958 (vol. 3), o Codificador, ao responder dúvidas de um correspondente que levantou a questão descrevendo caso pessoal, faz publicar oito perguntas dirigidas ao Espírito de São Luiz com sua costumeira objectividade e argúcia, das quais reproduzimos as mais esclarecedoras à presente passagem:
1) Quando um perigo iminente ameaça alguém, é um Espírito que dirige o perigo e quando dele escapa é outro Espírito que o desvia?
R - Quando um Espírito se encarna, escolhe uma prova; escolhendo-a, cria-se uma espécie de destino que não pode conjurar, desde que se submeteu.
Falo das provas físicas.
Conservando seu livre-arbítrio sobre o bem e o mal, o Espírito é sempre livre de suportar ou repelir a prova.
Vendo-o fraquejar, um bom Espírito pode vir em seu auxílio, mas não pode influir sobre ele de modo a dominar sua vontade.
Um Espírito mau, isto é, inferior, mostrando-lhe e exagerando o perigo físico, pode abalá-lo e apavorá-lo, mas nem por isso a vontade do Espírito encarnado fica menos livre de qualquer entrave.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:01 am

4) (...) Suponhamos que no momento em que o homem passa por uma ponte esta se desmorona.
Quem levou o homem a passar por esta ponte?
R - Quando um homem passa por uma ponte que deve cair é o instinto de seu destino que o leva para ela.
8) Que entendeis por “voz do instinto”?
R - Entendo que antes de encamar-se o Espírito tem conhecimento de todas as fases de sua existência; quando estas têm um carácter saliente, ele conserva uma espécie de impressão em seu foro íntimo e tal impressão, despertando ao se aproximar o instante, torna-se pressentimento.
(Do Capítulo “A Fatalidade e os Pressentimentos - Instruções dadas por São Luiz) (O grifo é nosso.)
***
Foi na reunião pública do dia 26 de dezembro de 1982, que Edsinho escreveu mais uma vez à mãe pelo lápis mediúnico de Eurícledes Formiga:
“Mãezinha Áurea
Você não é capaz, com toda a beleza do seu coração, de imaginar como ando feliz pelo exemplo que tem oferecido a quantos foram atingidos pela perda aparente de um filho(1), principalmente em consequência de acidente, não precisa ser de moto, qualquer veículo pode ser o instrumento de uma separação dessa natureza.
Mas eu dizia que ando feliz. E ando mesmo.
Sou todo um arco-íris no céu do coração, em cores vivas ligando-me ponta a ponta a você, ao trabalho espiritual que decidiu realizar por conta própria e à saudade, que tem no seu filho um ninho macio para repousar sem desespero.
Eu sabia por intuição que tudo aquilo ia acontecer daquele jeito.
Sabe, eu não lhe disse, mas ao sentir aproximar-se a morte eu a recebi com uma sensação de passarinho a abrir as asas coloridas de arco-celeste, pronto para voar de retomo ao bosque imenso das estrelas, onde o canto é livre e belo, porque inspirado em Deus, o Criador da Vida Eterna!
Gostaria que você levasse ao Poronga um recadinho.
Aqui também temos a nossa patota, só que o barato é outro(2).
Ninguém se prega no descanso, nas coisas do nada fazer(3).
Há um mundo de actividades chamando a gente a esquentar os músculos da alma no trabalho do bem, que dá à cuca de quem tem boa vontade um poder de enxergar de maneira mais nítida a realidade do que somos fora daí.
Por sinal, quando guiamos a vida por aí, à feição de moto, com a mesma alegria e desportividade, não pensamos que ela vai dar, cedo ou tarde, com os costados para além do túmulo.
A morte é, como já ouvi alguém falar, coisa comum nos outros.
A nossa parece que está sempre a milhões de quilómetros.
Bolas, às vezes está a um passo.
Por via das dúvidas, é melhor não esquecer certas obrigações, como, por exemplo, a principal de todas, amar ao próximo, bom e seguro investimento na Poupança do Céu.
É o que você está fazendo, velha do coração(4).
Arraste o papai nesse balanço sublime e estarão enriquecendo a todos nós, a mim, às minhas irmãs, Joyce, ao Danilinho, José Roberto, toda a curriola da família e os amigos queridos.
Encontrei o Edilson e conversamos muito(5).
Aprendi bastante com ele sobre tudo que andei falando por aqui.
Agora, mãezinha, os Instrutores dos trabalhos da tarde honram-me na posição de intérprete de muitos companheiros jovens aqui presentes, a fim de levar aos corações embalados pela saudade e pelo sofrimento algumas palavras de reconforto e encorajamento..
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:01 am

Algumas delas já receberam notícias dos seus filhos, muitos deles aqui ao meu lado,
outras, porém, esperam mensagens de lembranças.
Pois bem, afirmo que estamos unidos em Jesus Cristo, rogando pela paz de todos e assegurando a vida depois da morte, a separação apenas temporária, os mesmos sentimentos de amor.
Na impossibilidade de mensagens individuais, aqui estou, o mais humilde dos que comparecem à reunião de hoje, enviando as mais doces expressões de ternura e um beijo de extremado carinho e gratidão para essas alipas abençoadas feridas pela saudade.
Aí está, mãezinha, seu filho, mais uma vez agradecido a Deus por ter renascido no seu lar.
Edsinho

Edson Agnaldo Rosa”
Notas e Identificações
(1) Você não é capaz, com toda a beleza do seu coração, de imaginar como ando feliz pelo exemplo que tem oferecido a quantos foram atingidos pela perda aparente de um filho.
Edson se refere ao trabalho desenvolvido pela mãe que, na superação da sua própria dor e integrando-se na missão consoladora da Doutrina dos Espíritos, passou a dedicar-se ao conforto de outros pais, que também se viram atingidos pela perda de seus filhos, e encaminhá-los aos trabalhos espirituais da Casa “Perseverança”.
(2) Aqui também temos a nossa patota, só que o barato é outro.
Linguarar característico de Edsinho e seus amigos.
(3) Gostaria que você levasse ao Poronga um recadinho.
Aqui também temos a nossa patota, só que o barato é outro.
Ninguém se prega no descanso, nas coisas do nada fazer.
Poronga é o amigo de Edsinho, seu xará, Edson Tsuyoshi Koga e Eurícledes Formiga prontamente entendeu o recado do amigo.
É que ele estava sem emprego, e, na dificuldade de arranjar um, pretendia ficar só estudando.
Como vemos, Edsinho acompanha o amigo e torce por ele.
Formiga, o intermediário desse correio mediúnico, não conheceu Edsinho em vida e não conhece o Poronga também.
(4) Velha do coração - Apelido carinhoso com que o jovem chamava em vida a mãe.
(5) Encontrei o Edilson e conversamos muito.
Edilson Carlos Nogueira, também motoqueiro e já citado no artigo anterior.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:02 am

“O PERDÃO DÁ PAZ À CONSCIÊNCIA”
Em Uberaba, no Grupo Espírita da Prece, D. Irany Wruch Parranchi recebeu a indicação do Centro Espírita “Perseverança”, em São Paulo.
No primeiro dia em que lá esteve, o médium Formiga não foi, mas quando compareceu pela segunda vez, ainda estava no portão, quando o medianeiro ia descendo de seu carro e iniciou um diálogo com ela:
“A Sra. é D. Irany?”
“Sim, mas não conheço o senhor.”
“Eu sei. Eu sou Formiga, trabalhador do “Perseverança”, e gostaria de dizer que seu filho Amaury está do seu lado e pede para contar à senhora que foi ele quem a encaminhou para cá.
Foi de acidente que ele desencarnou, não foi?
‘Foi”
“Está me falando também de uma namorada.
A senhora sabe de quem ele está falando?”
“Não. Ele namorou diversas”.
“Está dizendo que é a Cris que o marcou mais.”
“Sim. Ele gostava muito dela”.
“Agora ele está falando da Vó”.
“Deve ser minha mãe”.
“Não. Ele está falando da “Vó gorda”, com quem ele possuía mais afinidade.
A senhora deve ficar para a reunião porque ele quer escrever para a senhora”.
Este foi o primeiro contacto de D. Irany com o médium que, na reunião, ainda iria psicografar a carta de seu filho Amaury.
O jovem morreu de acidente de moto e a mãe se lembra de algumas atitudes suas nos dias que antecederam à desencarnação, que indicam que seu Espírito já pressentia sua partida do Plano Físico.
***
Insistimos em apurar estes detalhes em diversas passagens deste livro, para mostrar que não é sem razão que os Espíritos costumam dizer que a moto foi apenas um meio para ocorrer o que já estava determinado, isto é, a viagem para o Outro Plano.
É natural que alguns possam ter precipitado um acidente, mas aí trata-se de um mal aproveitamento do livre-arbítrio.
O que queremos mostrar é que a maioria desses jovens que perdem a vida prematuramente, causando revolta nos pais e amigos, os quais culpam esta ou aquela pessoa, ou a sorte que lhes foi madrasta, na verdade, apenas estão fazendo parte da Programação Divina.
Para completar, diríamos que sempre ao reencarnar-mos temos um tempo pré-estipulado para ficarmos na Terra, o qual poderá ser encurtado ou aumentado segundo nosso
livre-arbítrio.
Na quinta-feira (ele sofreu acidente no sábado), Amaury pede à mãe:
“Mãe, posso dar uma volta no seu carro?
Será a última vez que eu faço isso!”
A mãe, transtornada, replica:
“Meu filho, nunca mais repita isso!
Nem por brincadeira!”
Na sexta, relata ainda D. Irany, ele trancou-se na sala e escutando a música “Love my Life” (“Amo minha Vida” I conjunto “Queen”) chorou bastante, o que causou estranheza, pois Amaury era um jovem muito alegre.
À noite, nesse mesmo dia, posteriormente ela soube que Amaury também foi tomado dessa estranha tristeza e chorara na casa de seu melhor amigo, Humberto.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:02 am

Mas tomemos contacto com a mensagem de Amaury à sua mãe:
“Mãezinha Irany (1)
Abençoe-me
Ainda que eu escrevesse todos os dias, todas as horas, preenchesse infindáveis laudas de papel, não seria bastante para dizer da nossa saudade, do nosso amor, da necessidade de reconforto em Deus.
Já obteve notícias minhas(2).
Volto, desta vez pela mão de um companheiro dedicado que conquistou minha simpatia desde os primeiros instantes de nossa aproximação no lado de cá.
Trata-se do nosso irmão Edson, o Edsinho, o poeta do Arco-Íris, como já é conhecido entre nós(3).
Ele também chegou até aqui em decorrência de acontecimento ligado a moto.
Mas quero falar de nós, mãezinha, já estou perfeitamente, se posso exprimir-me assim, adaptado à Vida Nova, instruindo- me quanto a novos deveres no campo das actividades em nome de Jesus.
Fico feliz em constatar que seu coração anda mais calmo, sem aquela revolta, aquele desespero todo(4).
Já não mais, como tanto desejei, acusa o aparente responsável pelo acidente que me separou do corpo da Terra.
O pai do meu amigo não teve, é claro, nenhuma intenção de provocar o desastre(5).
Tudo, Mãezinha, sem entrarmos em detalhes, tem uma razão de ser.
Confiemos em Deus e aceitemos o que Ele determina.
Além disso, não estamos, você já sabe, separados como pensam os que ignoram a Vida Espiritual.

Amaury IVruck Parranchi
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Dez 02, 2017 10:02 am

Hoje veio comigo vovô Alcindo, que me recolheu naquele dia(6).
Sinto-me ao lado dele bem mais seguro.
Também devemos este auxílio ao trabalho do Edson e sua equipe de jovens motoqueiros, meus irmãos já conscientes da nova situação no Mundo Maior.
Sei que anda muito preocupada com o nosso Maurício(7).
Também a nossa Marcinha(8) causa preocupações.
Tudo, eu compreendo, em consequência do golpe que nos separou.
Agradeço tantas demonstrações de amor, atestados em sofrimentos e saudades.
Mas gostaria que modificassem o quadro das atitudes mentais do momento.
Isto, principalmente, para que eu me sinta mais tranquilo.
Não se inquiete. Maurício logo retomará o equilíbrio e a paz.
Amigos e benfeitores estão cooperando em seu benefício, graças às nossas humildes orações ao Senhor.
Aqui, Mãezinha, tenho aprendido muita coisa.
É certo que era muito jovem para compreender certas situações que a vida nos impunha.
Como exemplo, cito o papai Joaquim(9).
Hoje ensinam-me que o perdão é um gesto que agrada tanto a Deus, que Ele nos recompensa com uma sensação de paz na consciência.
Minha vida aí resumia-se, o que era natural, num roteiro de adolescente.
Alegria, brincadeiras, estudos, amigos, namoradinhas.
Por sinal, é com muita emoção que recordo aqui a nossa querida Cris(10), hoje, pelo que me diz meu avô, a minha irmã, a quem envio minha mensagem de carinho e de ternura.
Assim a todos os meus colegas e meus amigos.
Como os outros que vieram pelo mesmo transporte, digo novamente que ninguém impediria meu retomo naquela hora.
Não fosse a moto, uma queda qualquer, fosse o que fosse, desde que não faltasse ao chamado de Deus.
Temos conversado muitas vezes, embora não se recorde, principalmente quando sai do corpo físico durante o sono, no silêncio das noites(11).
Atenuamos as saudades e nos reconfortamos.
Tenha-me, pois, assim, vivo, como estou.
Beije meus irmãos queridos e a vovó Gorda(12).
Seu filho que muito a ama.

Amaury
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:45 am

Amaury Wruck Parranchi” (23.1.83)
Notas e Identificações
(1) Mãezinha Irany - Irany Wruck Parranchi.
(2) Já obteve notícias minhas - Amaury refere-se às comunicações que já enviou à mãe nas sessões do Lar do Amor Cristão, situado na Rua Dois de Julho, 384, São Paulo.
(3) Trata-se do nosso irmão Edson, o Edsinho, o poeta do Arco-íris, como já é conhecido entre nós. - Edson Agnaldo Rosa, co-Autor Espiritual deste livro.
(4) Fico feliz em constatar que seu coração anda mais calmo, sem aquela revolta, aquele desespero todo. — D. Irany revela que depois de conhecer a Doutrina Espírita e receber as primeiras mensagens de Amaury, tranquilizou-se e passou a ter menos revolta.
(5) O pai do meu amigo não teve, é claro, nenhuma intenção de provocar o desastre - O acidente deu-se com o pai de um amigo de Amaury que, como vemos, é eximido de culpa.
O médium Formiga não tinha conhecimento deste detalhe.
(6) Hoje, veio comigo vovô Alcindo, que me recolheu naquele dia. - Alcindo Alves Vila Real, avô materno, desencarnado em São Paulo a 6 de janeiro de 1963 e que Amaury não chegou a conhecer em vida.
(7) Sei que anda muito preocupada com o nosso Maurício. - Maurício Wruck Parranchi, 17 anos, irmão do comunicante.
D. Irany confirma suas preocupações e diz não ter comentado nada a esse respeito com õ médium.
(8) Marcinha - Márcia Wruck Parranchi, 15 anos, irmã de Amaury.
Somente ele a chamava por Marcinha.
(9) papai Joaquim - Joaquim Alves Parranchi.
(10) Cris - Ex-namorada de Amaury.
(11) Temos conversado muitas vezes, embora não se recorde, principalmente quando a Sra. sai do corpo físico durante o sono, no silêncio das noites.
Durante o sono físico nosso Espírito desprende-se do corpo e vai para o Plano Espiritual.
A este fenómeno dá-se o nome de “desdobramento”, que pode ser consciente e inconsciente.
Na grande maioria das vezes ele é inconsciente e, ao retomar ao corpo, a pessoa não tem senão vagas lembranças das suas vivências.
(12) vovó gorda — Ana Alves Parranchi, avó materna, chamada de “vó gorda” porque a outra é magra e também se chama Ana.
O médium desconhecia esses detalhes.
***
A família Wruck Parranchi não era espírita, mas Amaury dizia sempre que “faltava algo dentro dele e achava que Chico Xavier poderia lhe dar isso”, por isso sempre fora desejo seu conhecer o médium mineiro.
Um outro detalhe interessante da mensagem e imperceptível ao leitor é a explicação que a mãe nos dá sobre o facto de o filho não ter descrito ou se referido ao acidente.
E que ele sabe que D. Irany não gosta de 1er ou de ouvir falar nessas ocorrências, razão pela qual, diplomaticamente, quase não tocou no assunto.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:45 am

“BANQUEI O ADVOGADO DOS IRMÃOS MOTOQUEIROS”
D. Maria Aparecida Lima Netto, inconformada com a perda do filho Ronaldo em acidente de moto, foi buscar um lenitivo a seu sofrimento junto a Chico Xavier, no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba.
Além das palavras de ânimo e carinhosas de Chico, D. Maria Aparecida também obteve uma comunicação do filho, que muito serenou seu coração amargurado.
Na carta, psicografada na noite de 10 de julho de 1982, Ronaldo de Assis Netto, faz veemente defesa da moto como veículo de transporte e diz, entre outras coisas, “Motos são iguais aos automóveis, aos caminhões de carga, aos ônibus de transporte colectivo e também muitos carros de bois, em cujos movimentos tanta gente perdeu a permanência no corpo”.
Em sua outra mensagem, desta vez psicografada por Eurícledes Formiga, Ronaldo repete a sua defesa, num linguajar quase idêntico ao da primeira carta. Tomemos contacto com o pensamento de Ronaldo:
“Querida mãezinha(1)
Você sabe tudo sobre mim, após a transformação que se operou em seu filho, desde aquele acidente que ninguém evitaria no mundo.
Fiz tudo, em nosso primeiro contacto, para retirar a impressão culposa que jogaram sobre a máquina, a minha moto, ali como se fosse o veículo do momento para a viagem inadiável.
Procurei bancar o advogado dos irmãos motoqueiros, cuja palavra soa até pejorativa, quando simplesmente está incluída no linguajar dos jovens do mundo inteiro.
Já disse que há desencarnações imprevistas até em carros de boi, que o automóvel, o caminhão, a moto, a bicicleta, sei lá, não têm a responsabilidade que querem atribuir a tudo quanto é máquina na hora de nossa partida.
Ora, vamos deixar pra lá essa conversa repetida.
Ao meu lado, aqui mesmo, acham-se vários motoqueiros, entre eles o Jú(2) e o Edson(3), além de muita gente que já passou os limites da juventude.
Vim mais para abrandar seu coração saudoso, insatisfeito e, embora disfarce, inconformado.
Mãezinha, a Luciane(4) está dizendo a verdade.
Algumas vezes tenho procurado manter contacto com ela e até já me viu.
Isso simplesmente quer dizer que não nos afastamos tanto como julgam (5).
Acalme o velho(6) e beije as minhas irmãs Luciane e Pat(7) e o Roberto(8), novamente lembrado e sempre será em tudo que eu escrever.
Seu filho que veio na hora certa, mas que não deixa por menos a saudade.

Ronaldo
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:45 am

Ronaldo de Assis Netto” (7/2/1983)
Notas e Identificações
Ronaldo nasceu em São Paulo, em 27 de setembro de 1966, e desencarnou na mesma cidade, em 5 de fevereiro de 1982.
(1) Maria Aparecida Lima Netto, mãe.
(2) Moacyr Porazza Júnior, co-Autor espiritual deste livro.
(3) Edson Agnaldo Rosa - também co-Autor.
(4) Luciane Assis Netto, irmã.
(5) “Mãezinha, a Luciane está dizendo a verdade.
Algumas vezes tenho procurado manter contacto com ela e até já me viu.
Isso simplesmente quer dizer que não nos afastamos tanto como julgam ”
A irmã de Ronaldo afirma ter visto o Espírito do irmão diversas vezes.
Aqui ele confirma o facto e prova que os desencarnados gravitam em torno das afeições que deixaram na Terra.
(6) Roberto de Assis Netto, pai.
(7) Patrícia Assis Netto, irmã - Apenas Ronaldo a chamava por Pat, sendo o fato desconhecido pelo médium Formiga.
(8) Roberto de Assis Netto Filho, irmão.
***
Merece alguns comentários a frase final de Ronaldo em sua carta:
“Seu filho que veio na hora certa, mas que não deixa por menos a saudade”.
Como já dissemos no artigo anterior, a maioria dos jovens que desencarnam prematuramente, ao reencarnarem já sabiam do tempo curto que passariam na Terra, daí o “lugar-comum” de seus diálogos mediúnicos com os pais:
“a moto foi somente o transporte”.
Para o espírita, a reencarnação é uma questão de lógica, como também é lógica a liberdade relativa, que de nenhum modo condiciona nossa vida.
Segundo o Espírito Emmanuel, “Determinismo e livre-arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos homens”.
O acaso, como afirma o Espiritismo, não existe.
Deus governa o Universo por meio das leis harmónicas e perfeitas estabelecidas por Ele.
Estas leis que igualam todos os seres, se nos impõem, e quando as contrariamos, em virtude, exactamente, da nossa faculdade de escolher (livre-arbítrio), elas nos atingem por natural reacção.
A Doutrina Espírita nos ensina ainda que, vivendo num mundo onde tudo tem uma causa, a explicação para as ocorrências tão dolorosas quanto inesperadas como o são a perda de filhos prematuramente, só pode ter suas raízes no passado.
Se há em algumas ocasiões o mau uso do livre-arbítrio, e não o determinismo, é como nos explica a pergunta 843 de “O Livro dos Espíritos”:
“Sem o livre-arbítrio, o homem seria uma máquina”.
Completando, diríamos que, determinismo e livre-arbítrio se conciliam em cada criatura, sob a acção e guarda de um terceiro factor, que é o Criador; daí esses jovens quase sempre afirmarem em suas cartas que aqui estiveram pelo tempo certo.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:45 am

“A MOTO TRANSPORTOU-ME À VIDA NOVA”
A família do motoqueiro Fernando Augusto Meirinho Junior não era espírita, mas sua irmã Rose aceitou o convite de Magda, que foi namorada do jovem, para comparecer à reunião pública do C. E. “Perseverança”, onde logo ao primeiro contacto com o médium Eurícledes Formiga já souberam da presença do Espírito junto delas.
Intermediário entre os Planos Físico e Espiritual, o médium foi transmitindo dados pessoais da família que lhe eram fornecidos por Fernando numa entrevista inicial e, posteriormente na sessão, psicografou a interessante mensagem que se segue:
“Querida maninha Rose(1)
Você pede explicação sobre o que me aconteceu.
Ainda me acho um tanto perplexo, a considerar que deixei você praticamente há poucos dias.
Não fosse tanta ajuda por parte de muita gente nesta noite e eu não teria condição de escrever coisa alguma.
Primeiro porque não consigo acalmar meu coração como devia, a estremecer de tanta saudade.
Quando saí a passeio com a tia Ivonete(2), só levava alegria e bastante vontade de viver.
De repente, aquela pancada, como um pesadelo a nos abrir um mundo totalmente estranho, como se dormíssemos e passássemos a sonhar, até a separação final do corpo pesado.
Não sei quem nos socorreu.
Vi apenas que nos atendiam várias pessoas vestidas de branco, médicos e enfermeiras, o que nos fez pensar que estávamos sendo conduzidos para um hospital da Terra.
Só mais tarde vim a saber que já não estava entre vocês, de corpo e tudo.
Fernando Augusto Meirinho Junior (De calção)..

Ora, não é este o momento(3) de comentarmos sombriamente o acontecido.
Ninguém vai mudar a nossa situação, pelo menos agora.
Entre as visitas que recebi, a que mais me comoveu foi a de papai Fernando(4) e mamãe Luzinete(5), trazidos por Benfeitores que os amparam no local onde se acham também em recuperação.
Foi um encontro com muita lágrima e muito amor.
Falamos de você, preocupados com suas reacções diante de nossa separação.
Tudo, no entanto, está correndo bem, graças a Deus.
Nossa Magda, a querida Ma(6), procura-me com o coração cheio de saudade e de carinho.
Venho atendê-la hoje e agradecer à menina como me recorda em sua alma.
Querida irmã, a moto transportou-me à vida nova, como poderia ser usado outro veículo.
Já foi dito por um companheiro que chegou aqui cavalgando máquina igual, que, chegando a hora, você vem até dormindo.
Assim, longe a ideia de andar condenando quem quer que seja por factos dessa natureza.
O sentido desta cartinha é mais reconfortar do que mesmo esclarecer dúvidas que não resistem ao bom senso.
Termino, por hora, com um beijo de profunda afeição para você e Magda, que estarão sempre dentro de mim, no melhor lugar do meu coração.
Fernando
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:46 am

Fernando Augusto Meirinho Junior” (20/12/82)
Notas e Identificações
O jovem Fernando nasceu em São Paulo a 8 de janeiro de 1959 e desencarnou na mesma cidade em 3 de novembro de 1982.
(1) Rose - Rosimeire Lira Meirinho, 25 anos, irmã.
(2) tia Ivonete - Maria Ivonete Lira, tia do comunicante, também desencarnada no acidente.
(3) Ora, não ê este o momento... - Segundo a família, esta era uma expressão muito utilizada por Fernando.
(4) papai Fernando - Fernando Augusto Meirinho, desencarnado em 3 de fevereiro de 1982, de enfarte do miocárdio.
(5) mamãe Luzinete — Luzinete Lira Meirinho, desencarnada na mesma data do marido, de câncer.
(6) a querida Ma - Magda Murr, namorada de Fernando.
***
Talvez possa causar estranheza, o facto desta comunicação ter vindo em tão curto espaço de tempo da partida do jovem para o Plano Espiritual, mas o médium nos informa, que através da vidência, ele vê que Espíritos nessa situação são trazidos amparados por Benfeitores Espirituais à reunião, e por eles são ajudados a escrever aos familiares queridos.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

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