Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:46 am

“PROCURANDO EM DEUS O AUXÍLIO QUE NÃO FALTA”
Antonio Manzini adorava sua motocicleta e chegou mesmo a sofrer grave acidente com ela, mas não foi este o meio que o transportou para o Mundo Maior, conforme a vontade do Criador, mas uma leucemia aguda e fulminante.
Alguns meses antes do desenlace, havia rompido com a noiva e há vinte e sete dias namorava Juçara de Souza Medeiros, com quem tinha uma afinidade muito grande, e a quem dirigiu as duas cartas que apresentamos neste capítulo.
Juçara relata que, apesar do curto relacionamento como namorados, eles já se conheciam há bastante tempo e que os vinte e sete dias que passaram juntos, eles os viveram com muita intensidade, como que se previssem que seriam interrompidos prematuramente.
Toninho só notou que estava doente duas semanas antes da desencarnação, mas mesmo assim trabalhou até dois dias antes, quando percorreu diversos médicos e hospitais fazendo inúmeros exames.
Juçara conta que deixou o namorado à noite internado no Hospital e de manhã foi informada de seu falecimento.
Em seu “Cheguei na boca da noite
Saí de madrugada.
Eu não disse que ficava
Nem você perguntou nada.
Na hora que eu ia indo
Dormias tão descansada.
Respiração tão macia
Morena nem parecia
Que a fronha estava molhada
E o galo me chamou
E eu parti sem olhar para trás.
Morena se acaso um dia
Tempestade te alcançar
Não foge da ventania
Da chuva que rodopia
Sou eu mesmo a te abraçar”
(da música “Boca da Noite”, de Toquinho-Vinícius de Morais)
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:46 am

Quando Toninho faleceu, Juçara, transtornada, queria ira Uberaba falar com Chico Xavier e por isso foi ao “Perseverança” informar-se como deveria proceder.
Estava desnorteada, não se alimentava, só falava em morrer para unir-se ao namorado, mas passando pela consulta com Formiga, este lhe disse:
“Vamos Perseverar. Teu menino está aí.”
“Menino” era como Juçara o tratava e o médium conta-lhe, então, que o Espírito já havia aparecido em sua própria casa dizendo que ia se comunicar na reunião.
Em 10 de outubro de 1981, Toninho se comunica pela primeira vez em reunião pública do C.E. “Perseverança”, e data de 18 de julho de 1982, sua segunda carta.
Querida Ju(1)
Não me foi possível atender antes ao chamado comovente do seu coração sensível e bom.
Aqui mesmo, se estou conseguindo escrever algumas palavras, devo ao amparo de benfeitores que ouviram as minhas súplicas para chegar até você.
Eu tinha que partir naquele dia e daquela maneira, justamente a receber tanta demonstração de amor de sua parte.
Deus a recompense por tudo que fez por mim.
Leve aos meus irmãos Sílvio(2) e Sílvia Regina(3) meu beijo de saudade.
À mamãe Rosa(4) e ao papai Sílvio(5) a minha gratidão pelo que fizeram por mim, ensinando-me acima de tudo as lições do bem e o caminho abençoado que me levou a Jesus na formação que recebi.
A nossa Tânia(6) não fique triste, pois também reconheço que muito me proporcionou em alegria e convivência agradável.
Hoje, porém, tenho-as como duas irmãs muito queridas por quem rogo a Deus a felicidade que merecem ao lado de almas tão dignas quanto vocês.
Que a paz do Mestre Divino envolva o seu coração de amiga e irmã.
Todo o carinho e o afecto do Toninho
Antonio Manzini”

“Querida Ju
Embora não tenha dúvidas, quero dizer-lhe que a recordo com o mesmo carinho com que me lembra em seu coração bondoso.
Penso em você como uma das experiências mais belas, no campo da convivência, que o Senhor me permitiu na Terra.
Tenho estado, minha boa menina e hoje minha irmã muito amada, atento aos seus problemas, à luta que vem enfrentando, tão jovem e tão responsável.
Felizmente, não lhe falta o alicerce da fé no amparo de Jesus, através de tantos Benfeitores que atraiu em seu aprendizado e em sua dedicação ao Bem nesta Casa.
Todos nós, querida Ju, atravessamos os caminhos do mundo submetidos a provas de dor, de luta, de desafios, sem o que jamais conseguiríamos conquistar a nós mesmos, na direcção de Deus.
Só assim evoluímos e nos despojamos do mal que transportamos de outros trajectos no tempo e no espaço.
Vim hoje, porque sabia que você estava a aguardar-me de alguma maneira, a fim de trazer-lhe algumas palavras de alento.
Sinceramente, é o que não lhe tem faltado, apesar de se sentir abatida, em determinados instantes.
Lembre-se que é você agora a força, em nome de Jesus, que vem equilibrando a situação espiritual em seu lar, sacudido por tempestades passageiras, creia, mas, mesmo assim, de consequências desagradáveis.
Nosso pobre irmão Bira(7) requer, antes de tudo, muita compreensão e paciência.
Não é difícil detectar em seu comportamento influências infelizes, contra as quais não opõe a devida resistência.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:46 am

É o caso, ouso adiantar, de encaminhá-lo à orientação adequada, ao tratamento na base de passes, do envolvimento à luz do Evangelho esclarecedor.
Compreendo que não é fácil convencê-lo a submeter-se a tudo isso, mas não custa tentar.
De minha parte, estarei, com a ajuda de amigos e Benfeitores que me assistem, cooperando em seu favor.
Por outro lado, também é preciso ter paciência com aqueles que são os responsáveis directos pelo seu lar, seus pais, no fundo sofrendo também em decorrência da situação do Bira.
Não se desespere, nem desanime.
Prossiga, com o recurso abençoado da oração, procurando em Deus o auxílio que não falta, principalmente nessas horas e nos corações que não perdem a fé.
Ainda quanto a você, repito que, apesar de pouco tempo de nossa aproximação na Terra, construímos uma afeição que não diminui, mas cresce a cada dia, porque se trata de um sentimento que une almas afins.
Lembre-se de tudo quanto conversávamos, na confiança que depositávamos na vida, nas pessoas, na bondade humana.
Não é agora que você' deve se deixar envolver pela negação de tanta coisa linda e sincera nascida de nós dois, dos nossos corações.
Uma coisa que se faz necessária:
é você esforçar-se para reconstruir a sua vida.
Queria vê-la feliz, ao lado de quem se faça merecedor do seu carinho e do seu afecto.
Não se esqueça de que a vida continua para você e que não deve fixar-se nessa espécie de viuvez sem sentido.
Somos hoje irmãos em Cristo e nada mudará para nós dois.
Jesus a fortaleça, reerga seu coração na luta e a inspire na solução de todos os seus problemas.
Seu sempre
Toninho Antonio Manzini”

Notas e Identificações
Toninho nasceu a 8 de abril de 1959, em Santo André, São Paulo.
(1 )Ju- Juçara de Souza Medeiros, namorada de Toninho.
(2) Sílvio Manzini Junior, 17 anos, irmão do comunicante.
(3) Sílvia Regina, 16 anos, irmã.
(4) Rosa Jerónimo Manzini, mãe.
(5) Sílvio Manzini, pai.
(6) Tânia Mara Alves, ex-noiva, presente à reunião, mas que não chegou a ser apresentada ao médium.
(7) Bira - Ubiratan de Souza Medeiros, irmão de Ju.
Ju relata que Toninho era católico praticante e costumava lhe dizer:
“Você tem que pôr Jesus dentro do seu coração”; daí entender a mensagem altamente espiritualizada que o namorado dirigiu, apenas dois meses depois da desencarnação.
Hoje, a jovem, renovada e crente da sobrevivência do espírito, é alegre integrante da Mocidade Espírita do “Perseverança”.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:47 am

“AJUDEMO-NOS MUTUAMENTE COM A ACEITAÇÃO DA VONTADE DO CÉU”
Herbert Arruda nasceu em Santo André a 29 de novembro de 1964 e estava completando a 8ª série do 1° grau.
Em 24 de setembro de 1982, um caminhão desgovernado colheu-o em sua Mobylette e provocou sua partida para o Plano Espiritual.
Seus pais não eram espiritas, mas receberam a visita de D. Áurea Rosa, que os levou a assistir as reuniões do C. E. “Perseverança”, onde receberam a comunicação de seu filho.
Eis-seu texto:
“Querida mamãe Lilian,(1) querido papai Dirceu,(2)
Há vários dias venho tentando esta aproximação, entretanto ela surge, não quando queremos, mas quando Deus quer(3).
Há muitos motivos para que eu compareça hoje, mas o papai - e eu sei que a mamãe compreende - reclama meus cuidados maiores.
Sempre fomos muito ligados, aliás, não apenas eu e você, coroa querido, mas a mamãe e a nossa Liliana, a flor da casa(4).
Daí ser compreensível a falta que sentem de mim, como eu sinto também de todos.
Papai, se eu pudesse merecer de você algo especial, pediria para não se entregar a essa tristeza(5), às vezes de aspecto mórbido, como se o seu filho tivesse desaparecido para sempre.
Ora, como diz aqui o tio Américo(6), que me recolheu com minha avó(7), trata-se de uma separação provisória, pois, cedo ou tarde, nós nos veremos novamente, aqui, ou noutra experiência na Terra.
Naquele dia, o choque da mobilete com o pesado veículo descontrolado de nosso irmão, por incrível que pareça, fazia parte de uma programação antiga.
Lamento apenas a situação aflitiva do parceiro que responsabilizaram por algo que não premeditou, mas de que foi unicamente instrumento infeliz, como poderia ser um muro, uma parede.
Uma coisa é certa, o choque tinha hora e dia marcados.
Vamos esquecer, porém, a situação irreversível.
Espero vê-los mais conformados, confiantes em Deus, que aprenderam a amar, não simplesmente nos templos, mas na natureza, em nossas almas iluminadas pelo amor, que é a chama da vida e que não se extingue com a decomposição do corpo pela morte, mas que prossegue no ser etemo de que somos feitos, a obra mais perfeita da Criação, o Espírito.
Mãezinha, agradeço as visitas que têm realizado ao túmulo em que depositaram meu corpo material, mas gostaria que me procurassem mais nas recordações felizes dos tempos em que vivemos juntos.
Acredite que recebo todos os seus bilhetes de amor e de saudade(8), suas cartinhas de dor, seus pensamentos feitos de lembranças.
Conversamos mesmo no silêncio da noite pelo pensamento e pelo coração.
Aí está, papai, por que digo que não morri.
Por favor, não se deixe abater por tanto sofrimento.
E natural que sinta minha ausência, como já disse, mas ajudemo-nos mutuamente com a aceitação da Vontade do Céu.
Não posso prosseguir.
Meu tempo já esgotou por hoje.
Quero apenas fazer-lhe um último pedido:
papai, desapegue-se das minhas coisas materiais, faça doação do que é inútil aos necessitados e, sempre que puder, auxilie alguém em meu nome(9).
É o melhor que poderá fazer pelo seu filho, no gesto que será como uma prece em meu favor.
O filho com muito amor
Herbert
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Dez 03, 2017 11:47 am

Herbert Arruda”
Notas e Identificações
(1) Lilian Arruda, mãe
(2) Dirceu Arruda, pai
(3) Há vários dias venho tentando esta aproximação, entretanto ela surge, não quando queremos, mas quando Deus quer - Há várias reuniões o Espírito comparecia para estabelecer a ponte com o Plano Físico, mas a família faltava.
(4) A nossa Litíana, a flor da casa - Liliana Arruda, 14 anos, irmã do comunicante.
(5) Papai, se eu pudesse merecer de você algo especial, pediria para não se entregar a essa tristeza - Como o pensamento é força criadora e é o meio pelo qual estamos em contacto com os Espíritos, é natural que pensamentos de angústia, de sofrimento atinjam aqueles a quem amamos com sofrimento.
E por isso que os Espíritos insistem tanto para que pensemos neles de maneira saudável.
(6) tio Américo - Américo Pavanello, tio materno, já desencarnado.
(7) minha avó - Trata-se de uma bisavó do lado materno, de nome Ermelinda.
(8) Acredite que recebo todos os seus bilhetes de amor e de saudade — A mãe do jovem confirma que escreve muitas cartas e bilhetes para o filho querido.
(9) Papai, desapegue-se das minhas coisas materiais, faça doação do que é inútil aos necessitados e, sempre que puder, auxilie alguém em meu nome.
O pai doou a Mobylette do filho para as Casas “André Luiz”, mas conserva seus outros pertences.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:22 am

“CONFIANÇA EM DEUS E FÉ NO AMPARO DE JESUS”
Naquele primeiro de setembro de 1978, Eduardo Rodrigues Prado preferiu deixar o seu buggy na garagem, para pegar carona numa das motos de sua turma, que se reuniu para ir a uma festa.
No caminho, trocou de garupa e foi para a moto de Roberto^ Yuzi Ekemi, mas os dois não chegariam ao local do destino.
O destino dos jovens era outro, segundo a vontade do Pai, abalroados por um automóvel, partiram para a Grande Viagem»
Então, poderia se perguntar:
porque Eduardo trocou de moto?
Azar? Infelicidade?
É claro que não.
As leis de Deus são sábias e justas e estava determinado que aquela era a hora de deixarem esta vida, conforme o próprio Espírito nos afirma.
Com esta certeza e confiança nos desígnios do Criador, foi como receberam o infausto acontecimento os pais do jovem, que confessaram que muito os auxiliaram os conhecimentos espíritas adquiridos ao longo de anos de estudo.
Antes de passarmos à carta de Eduardo, tomemos contacto com o fenómeno de “metagnomia” protagonizado por D. Marlene de Figueiredo Prado, mãe do jovem desencarnado.
Logo que o jovem se despediu dos pais naquela fatídica noite, D. Marlene foi deitar-se e, num estado de sonambulismo, viu todo o acidente acontecido com o filho, inclusive o próprio Dodge de cor branca que atropelou a moto.
Acordou assustada, angustiada, e não conseguiu mais dormir até que informaram sobre o ocorrido.
***
O fenómeno catalogado pela Parapsicologia por “Metagnomia” pertence ao grupo dos fenómenos mentais ou subjectivos (Psi-Gama) e, no caso presente, alguns autores poderiam enquadrá-lo sob outra denominação como clarividência, dupla vista, críptestesia, etc...
***
A mensagem psicografada em reunião pública do C.E. “Perseverança”, em 25 de março
de 1982, é a seguinte:
Mãezinha Marlene (1), querido papai Geraldo(2)
É como se eu retomasse de uma viagem com muitas novidades, mas compelido a restringir o tempo reservado não apenas para nós.
A saudade é a emoção principal, a que faz enternecer os nossos corações de forma tão sensível!
Isso é compreensível em toda separação, ainda que temporária, desde que haja amor nas almas a elas submetidas.
No entanto, sei que vocês anseiam por notícias dos dois filhos que Deus houve por bem acolher na Vida Maior, com as implicações decorrentes da vida aí, como escola por onde passamos, com bom ou relativo aproveitamento.
Mãezinha, naquele dia, quando ao lado do irmão responsável pela direcção da máquina(3), tudo parecia sorrir em tomo de nós, subitamente o choque veio arrebatar-nos à dimensão de uma vida nova, obedecendo a desígnios superiores.
A moto era, até então, algo impossível de nos servir de transporte para o lado de cá, pelo menos naquele dia.
Sofremos mais com o golpe da ausência dos entes queridos que ficaram, do que em consequência do que foi chamado de desastre.
Tu do, porém, foi caminhando normalmente, assistidos que fomos por almas amigas que pareciam aguardar- nos no Mundo Espiritual.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:22 am

Hoje, de minha parte, sinto-me como que restabelecido do impacto, em crescente adaptação às novas experiências.
Agora ouço seus corações indagando pelo nosso Ricardo(4), cuja ausência violenta causou verdadeira tempestade na vida de vocês, aos ventos das aflições quase desespero.
Inicialmente, esclarecem bondosos companheiros em melhor situação do que eu, com bem maiores esclarecimentos das verdades da vida e da morte, que o gesto do nosso querido Ricardo foi, antes de tudo, induzido por infelizes adversários do pretérito, que se aproveitaram de sua fraqueza e submissão(5).
Assim foi armada a sua própria mão para o disparo imprevisto que interrompeu sua existência na Terra.
Não lhe faltaram na ocasião, sugestões de almas abnegadas, no esforço de evitar a ocorrência.
Vencido, nosso rapaz partiu sem mesmo saber o que estava acontecendo.
Hoje, para tranquilizá-los, posso informar que ele se encontra em recuperação numa Casa de Socorro tal como existe aí na Terra, apenas com recursos especiais, como é fácil de entender.
Em tempo, ele trará suas notícias, acredito.
Está em minha companhia vovó Filhinha(6), portadora destas informações, pois me diz ser uma das enfermeiras do meu querido irmão.
Resta-nos, pois, meus queridos, a confiança em Deus e a fé no amparo de Jesus, que nunca nos esquece.
O filho com muita saudade, que pede levar um abraço ao mano Geraldo(7), que aí ficou em nosso lugar, na paz dos seus corações de amigos incomparáveis.
Edú

Eduardo Rodrigues Prado
Notas e Identificações
Eduardo nasceu em São Paulo, a 30 de janeiro de 1959.
(1) Marlene de Figueiredo Prado, mãe.
(2) Geraldo Rodrigues Prado, pai.
(3) Naquele dia, quando ao lado do irmão responsável pela direcção da máquina - Eduardo refere-se a Roberto Yuzi Ekami, que pilotava a moto.
(4) nosso Ricardo - Ricardo Rodrigues Prado, irmão do comunicante, que se suicidou algum tempo após a morte de Eduardo.
(5) (...) o gesto do nosso Ricardo foi, antes de tudo, induzido por infelizes adversários do pretérito, que se aproveitaram de sua fraqueza e submissão.
Aqui Eduardo explica as circunstâncias em que ocorreu a morte do irmão.
(6) Vovó Filhinha - Benedita Marques Ferreira, bisavó materna, desencarnada em 1972.
(7) Geraldo Rodrigues Prado, irmão.
***
Apesar de ter sido a primeira vez que comparecia ao CE “Perseverança” e de ter tido apenas um breve contacto com o medianeiro Euricledes Formiga, D. Marlene nos confessou que a princípio duvidou desta primeira comunicação do filho e, para confirmá-la, dirigiu-se a Uberaba para o fazer com Chico Xavier.
Para sua surpresa, o filho comunica-se outra vez por intermédio do Chico, dizendo exactamente as mesmas coisas que disse na primeira mensagem.
A segunda carta data de 15 de outubro de 1982, e nenhum dos dois médiuns tinha conhecimento da outra mensagem e da dúvida da mãe.
Haveria prova mais contundente do que esta da autenticidade dos médiuns?
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:22 am

***
Antes de terminarmos este capítulo, gostaríamos de deixar registradas as palavras do pai de Eduardo quando lhe perguntamos se, como oficial de alta patente da Polícia Militar, não havia lhe ocorrido o desejo de usar seu poder e influência para castigar com rigor a pessoa que atropelou seu filho. Disse-nos o Major Prado:
“Muito embora o tenha conhecido na Delegacia e tenha tido todas as oportunidades para fazê-lo pelas próprias mãos ou pela justiça, entreguei tudo na mão de Deus.
Inclusive, tinha razões de sobra para incriminá-lo, porque ele apresentava sinais de embriaguez e colheu a moto na contramão em alta velocidade.
Mas isso não iria devolver a vida de meu filho e a vingança apenas serve para nos colocar num círculo vicioso de consequências espirituais imprevisíveis.
Confio em Deus e sei que há um tribunal do qual ele não se evadirá jamais: a própria consciência”.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:23 am

“MINHA MONTARIA RONCAVA ALEGREMENTE PELAS RUAS DA CIDADE”
Vagner Madona sempre foi muito bom filho e profissional exemplar.
Há quatro anos estava separado da família e trabalhando na cidade de Salvador, Bahia, como técnico de refractários.
Em dezembro de 1981, ele reuniu suas economias e enviou duas passagens de avião para que seus pais fossem visitá-lo.
Estes lá passaram quinze dias e em 13 de dezembro retomaram a São Paulo.
No aeroporto, Vagner escolheu um livro, “Você vive depois da morte” e presenteou a mãe.
Estaria através de elaborações do seu inconsciente preparando a mãe para sua próxima desencarnação?
Ou teria sido algum Benfeitor Espiritual que o intuiu a comprar este livro, muito embora a família nunca tenha se aprofundado sobre os temas “morte” e “vida após a morte”?
Não o sabemos, mas o fato é que duas conjecturas parecem válidas, notadamente porque “coincidências” do tipo desta última visita e do livro presenteado, não são aceitas como tal pelo Espiritismo, que nos esclarece que tudo tem uma razão de ser na existência humana e que o acaso não faz parte da organização harmónica do Universo.
Depois de sua desencarnação, sua mãe ficou sabendo que alguns dias antes do desastre que o vitimou, Vagner havia tido uma entrevista com uma médium de nome Regina, que o preveniu para a iminência de um acidente.
Algum tempo após, essa mesma médium comunicou-se com D. Benedita, mãe de Vagner, dizendo-lhe ter feito contacto com o Espirito de seu filho, no qual ele lhe pedia diversas coisas, e lhe revelou detalhes de Vagner que nem mesmo D. Benedita tinha conhecimento.
O primeiro pedido de Vagner foi para que a mãe guardasse em seu quarto uma imagem de Santa Bárbara que ela havia dado à filha, depois de ter recebido de presente de uma ex-namorada dele.
Solicitou, também, para que D. Benedita procurasse em seu maleiro uma caixa marrom e guardasse com ela para sempre o seu conteúdo, que verificou-se, depois, tratar-se de estudos rosa-crucianos.
Apesar de ter conservado todos os pertences do filho, D. Benedita nem sabia da existência dessa caixa.
O Espírito pediu, ainda, para que a mãe apanhasse um caderno que havia ficado no escritório; e preveniu-a, por fim, para que se precatasse em determinadas situações, porque tentariam lesá-la, o que de facto aconteceu, conforme nos relatou.
Deste caderno de Vagner, extraímos um interessante texto, que bem pode ser indicativo de que ele, inconscientemente, estava sabendo de sua curta existência na terra.
“ADEUSES’
É triste despedir-se, mais triste ainda despedirmo-nos de quem gostamos.
Na verdade nossa vida é cheia de “Adeuses”.
Adeus da infância, adeus da juventude, adeus da vida.
São vários os “Adeuses”; o adeus das folhas ao caírem das árvores, adeus das ondas do mar, que surgem grandes e vigorosas, para morrerem tristes e calmas em uma praia qualquer, adeus dos pássaros ao partirem para outros continentes.
Mas todos esses “Adeuses” não servem para me entristecer.
Pois, mesmo que as folhas caiam, elas servirão para adubar outras árvores, mesmo que as ondas morram na praia, ressurgirão novamente em um ponto qualquer do mar, e se os pássaros partem de seu lugar de origem, levam consigo todo encanto e beleza para outros lugares.
E acima de tudo, mesmo sabendo dizer adeus à vida, estou certo que ressurgirei em um lugar bem melhor Vagner Madona
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:23 am

O infausto acontecimento com Vagner ocorreu quando ele, seu grande amigo, Antonio Lecival de Miranda, e as namoradas, estavam voltando da lavagem das escadarias do Bonfim, tradicional festa religiosa de Salvador, e, conforme suas palavras, sua “montaria roncava alegremente pelas ruas da cidade”.
Vagner ainda viveu por mais trinta dias e, embora tenha tido alta do Hospital e ficado quase bom, dizia à mãe que “sentia que desta não passaria”.
De facto, complicações posteriores provocaram sua desencarnação, mas ele retoma em 11 de novembro de 1982, para confirmar à mãe a exactidão dos ensinamentos contidos no livro com o qual a presenteara, de que a morte física não aniquila a vida do Espirito.

Querida mamãe Benedita (1)
A emoção é inevitável, vendo-a aqui, com o coração repleto de saudade, a chorar por minha ausência.
Apesar do sofrimento que nos atinge, vovô Francisco (2) e vovó Angelina
(3), aqui comigo, esclarecem-nos que devemos, antes de tudo, aceitar a realidade sem nos deixarmos envolver pelo desespero.
Naquele dia, em Salvador, eu era todo alegria, ao lado dos meus amigos, companheiros de recreação, sem suspeitar que estava próximo o instante em que iniciaria minha viagem de volta ao Mundo Maior.
Minha montaria roncava alegremente pelas ruas da cidade para, de súbito, jogar-me ao chão no choque imprevisto.
Confiava em minha moto, pois era bom cavaleiro sobre ela.
Mas não comandamos a vida, como às vezes pensamos.
Hoje entendo que é Deus a fonte de onde emana a força maior do nosso destino.
Durante muitos dias, sofri as consequências do desastre (4).
Muitos julgavam que me achava a caminho da recuperação.
Eu, porém, sabia, no íntimo, que estava a receber meu passaporte para a Vida Espiritual (5).
Não devemos, no entanto, recordar mais aqueles momentos que tanto nos feriram, principalmente seu coração e o do papai Rosendo (6).
Agradeço à tia Lourdes ter vindo até aqui com você, à minha procura (7).
Ela, por intuição, tinha certeza de que eu compareceria.
Ao lado de vocês, continua, graças a Deus, a nossa querida Mara(8), com sua flor Juliana(9), presente do Céu para a nossa família.
Mãezinha, não chore tanto.
Procure-me nas lembranças bonitas dos nossos dias felizes.
Estou, sempre que tiver a permissão de Deus, ao seu lado, ajudando-a, em tudo que possa.
Sua saudade é igual à minha, como o seu amor é igual ao meu.
Envio à sua alma as mais doces recordações, com carinho e gratidão.
Seu filho
Vagner

Vagner Madona
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:23 am

Notas e Identificações
O jovem Vagner nasceu em São Paulo a 14 de fevereiro de 1954 e desencarnou em Salvador a 10 de fevereiro de 1982.
(1) Querida mamãe Benedita - Benedita Madona.
(2) vovô Francisco - Francisco Madona, avô paterno, desencarnado em 5 de fevereiro de 1970.
(3) vovó Angelina - Angelina Turati Zuccheratto, avó materna, desencarnada em 5 de fevereiro de 1974.
(4) Durante muitos dias sofri as consequências do desastre
- Vagner ainda viveu um mês depois do acidente, assistido pela mãe.
(5) Muitos julgavam que me achava a caminho da recuperação.
Eu, porém, sabia, no íntimo, que estava a receber meu passaporte para a Vida Espiritual.
- O Espírito confirma aqui os diálogos tidos com a mãe e o pressentimento de sua passagem para o Outro Plano da Vida.
(6) papai Rosendo — Rosendo Madona.
(7) Agradeço à tia Lourdes ter vindo até aqui com você, à minha procura.
Antónia de Lourdes Zuccheratto, presente à reunião.
(8) nossa querida Mara - Mara Madona Soaia, irmã.
(9) com sua flor Juliana - Juliana Soaia, sobrinha, e que nasceu quando Vagner estava acidentado, proporcionando grande alegria a este.
***
Quando recebeu esta mensagem, havia sido a primeira vez que D. Benedita compareceu ao “Perseverança” e não teve qualquer contacto com o médium Eurícledes Formiga.
Nem precisaria.
O médium é apenas um instrumento e o Alto é que tem os seus critérios para determinar os Espíritos que se comunicarão na sessão.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:24 am

“BASTA QUE ME LEMBRE NO SEU CORAÇÃO”
A Yamaha 125 estava “auê” e pronta para “dar um rolê” no sábado à noite.
Betinho havia passado a manhã toda lavando e cromando a “máquina” para a “curtição” costumeira.
Mas não haveria passeio àquela noite.
Um amigo seu, Paulo, pede para dar uma volta na moto e, mesmo ante o olhar reprovador da mãe, Betinho cede e “dá um cavalo”.
Para sua infelicidade, Paulo era um “jantão” e ainda saiu “abrindo o gás” e fazendo “pressão” às meninas da rua, para logo depois os dois “levarem um chão”.
Paulo não sofreu nada na queda, mas Betinho foi atirado longe, vindo a falecer poucas horas depois.
Roberto Ams era filho único e, por isso, a solidão era o tema preferido de seus rabiscos literários.
Pedia insistentemente à mãe que adoptasse um filho, mas esta se dizia desanimada e com idade demasiada para tal, e foi só quando perdeu Betinho é que se encorajou a procurar uma criança para adoçam.
Pouco mais de um mês da partida de Betinho para Outra Dimensão da Existência, ela, sem saber explicar como, viu-se não com um, mas com dois filhos adoptivos, o que a levou a reflexionar, conforme nos confessou:
“Será que existe Deus?
Se existe, foi Ele que me colocou essas crianças no caminho, que irão ajudar a amenizar a dor da ausência de meu filho!”.
Roberto Ams
Betinho desencarnou em São Paulo a 3 de maio de 1975, e em 22 de julho de 1982, serve-se da mediunidade de Formiga para enviar a seguinte mensagem à família:
“Mãezinha Luzia (1), papai Michael (2)
Tanto quanto vocês sofro por nossa separação. No entanto, é preciso acreditar que obedecemos à vontade de Deus em primeiro lugar.
O facto de ter regressado tão jovem ao Mundo Maior não significa que tenha vindo antes do tempo.
Naquela tarde, completava minha jornada no mundo.
A moto foi o motivo ou, se quiserem, o instrumento de que se valeu o destino, no entender de vocês, para que se cumprisse o inevitável.
Mãezinha, é a você principalmente que me dirijo nesta noite, a fim de fazer um apelo de filho que muito a ama.
Rogo ao seu coração não mais dirigir ao nosso desditoso Paulo culpa alguma pelo acidente.
O facto de eu vir de carona na máquina e só a mim ter acontecido tudo aquilo, simplesmente quer dizer que estava escrito.
Ele nada sofreu, aparentemente, pois no íntimo, até agora, acha-se fortemente atingido em sua alma e em sua consciência a condenar-se pelo ocorrido, quando apenas dele participou por razões que não me cabe discutir ou comentar.
Retire qualquer acusação em tomo do meu amigo e nosso irmão e isso muito contribuirá para a paz do meu coração (3).
Ainda quero pedir-lhe, mãezinha querida, que não se prenda tanto às lembranças materiais que me recordam no lar, roupas, objectos de uso pessoal, etc.
Muito aconselhável seria que, em meu nome, fizesse doação do que me pertenceu aos nossos irmãos carentes, com frio e sem agasalho (4).
É a caridade, em nome de Jesus.
Eu já não preciso mais dessas coisas.
Basta que me lembre no seu coração, doce santuário de amor do qual, tenho certeza, nunca sairei (5).
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:24 am

Mãezinha Luzia, você não esqueceu quantas vezes eu lhe pedi para que adoptasse um irmãozinho, a fim de me fazer companhia em nossa casa.
Hoje, com emoção e alegria, vejo que atendeu o meu pedido.
E aí temos, não um, mas dois irmãos queridos em nosso lar (6).
Com que júbilo o senhor nos ilumina o caminho hoje, nesses dois corações ao nosso lado.
Quanto ao papai, é de comover a demonstração de fé e de coragem que tem dado.
Beijo sua alma abençoada, com a maior gratidão e muito amor.
Espero que atenda os pedidos que aqui lhe fiz, ainda mais quando agora endossa meus apelos o vovô Casimiro (7), que me recolheu no dia em que aqui cheguei.
Seu sempre com muita saudade.
Betinho Roberto Ams”

Notas e Identificações
Roberto Ams nasceu em São Paulo a 26 de fevereiro de 1959.
(1) Luzia Ams, mãe.
(2) Michael Ams, pai.
(3) Rogo ao seu coração não mais dirigir ao nosso desditoso Paulo, culpa alguma pelo acidente.
O facto de eu vir de carona na máquina e só a mim ter acontecido tudo aquilo, simplesmente quer dizer que estava escrito.
(...) Retire qualquer acusação em torno do meu amigo e nosso irmão e isso muito contribuirá para a paz do meu coração.
Betinho pede à sua mãe para que deixe de tentar punir seu amigo pelo ocorrido.
(4) Muito aconselhável seria que, em meu nome, fizesse doação do que me pertenceu aos nossos irmãos carentes, com frio e sem agasalho.
Aqui, o comunicante solicita a D. Luzia que se desapegue um pouco do que lhe pertenceu e doe seus pertences àqueles que necessitam.
Sábio conselho do Espírito.
(5) Basta que me lembre no seu coração, doce santuário de amor do qual, tenho certeza, nunca sairei.
Sem dúvida, conforme exortação evangélica, “onde estiver teu tesouro, aí estará teu coração” e temos, como Betinho, a certeza de que essa mãe traz o filho no coração.
Não há necessidade de objectos ou manifestações exteriores para dirigirmos bons pensamentos àqueles que amamos.
(6) Mãezinha Luzia, você não esqueceu quantas vezes eu lhe pedi para que adoptasse um irmãozinho, a fim de me fazer companhia em nossa casa.
Hoje, com emoção e alegria, vejo que atendeu o meu pedido.
E aí temos, não um, mas dois irmãos queridos em nosso lar.
Betinho refere-se à adoçam feita pela mãe, detalhe este desconhecido pelo médium Formiga.
Os filhos adoptivos são Josimar e Fabiane Ams.
(7) vovô Casimiro — Casimiro Bukos, avô materno, desencarnado há 45 anos.
D. Luzia já havia tentado falar com Chico Xavier no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, mas não conseguiu o intento.
Posteriormente, indicam a ela o “Perseverança”, onde na primeira vez que foi, recebeu a consoladora mensagem.
Notemos a alegria do Espírito pela presença em seu lar dos irmãozinhos adoptados pela mãe, algo pelo qual ele tanto havia lutado em vida.
O Espiritismo não aceita o acaso em nenhum momento de nossa existência.
Tudo tem sua razão de ser e seu instante apropriado.
Este também foi o caso da família Ams.
Era mister receber em seu lar estes dois Espíritos, que reencarnaram no tempo exacto a vir fazer parte do grupo familiar, muito embora tenham nascido de pais diferentes.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:24 am

“CONFIAR EM DEUS”
A paixão de José Antonio Tenório era sua motocicleta Harley-Davidson 125 cc. e toda máquina que lhe surgisse à frente, tanto que escolheu uma profissão que o deixasse mais próximo delas: mecânico de motos.
Naquele dia, 14 de janeiro, seu patrão deu-lhe uma incumbência e pediu que ele fosse rápido, pois era fim de expediente.
Muito embora zeloso e precavido, ele “abriu um pouco o gás” e, por infelicidade, foi colhido por um automóvel num acidente de graves proporções para si.
Internado às pressas no Hospital das Clínicas, doze dias mais tarde ele viria a desencarnar.
Um dia antes que isso ocorresse, singular episódio passou- se entre ele e o irmão Sérgio.
Este, penalizado pela situação de José Antonio, orou com muito fervor à sua cabeceira, e mesmo diante de sua inconsciência disse em prantos:
“Toninho, eu quero que toda a energia que possa te dar saia de mim e vá para ti, pois quero te ajudar a levantar!”
Em seguida, Sérgio sentiu uma grande energia sair de si, notou um clarão no quarto e desmaiou.
***
Quando desencarnou, Kardec esboçava uma obra que trata ria das relações entre o Magnetismo e o Espiritismo.
De qualquer forma, o que ele deixou escrito no “Livro dos Espíritos” e o que foi publicado posteriormente em “Obras Póstumas” são óptimas contribuições para que possamos estudar o caso presente.
José Antonio Tenório
Diz ele em “Obras Póstumas”:
“A faculdade de curar pela imposição das mãos deriva evidentemente de uma força excepcional de expansão, mas diversas causas concorrem para aumentá- la^ a pureza de sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o desejo ardente de proporcionar alívio, a prece fervorosa e a confiança em Deus; muna palavra:
todas as qualidades morais.
(...) A prece, que é uma verdadeira evocação, atrai os bons espíritos, sempre solícitos em secundar os esforços do homem bem-intencionado (...)”
Como podemos notar, Sérgio reuniu, com a emoção do momento, as condições propícias para a liberação de energia.
Por não estar habituado e não conhecer o magnetismo e o mecanismo que gera essa liberação, houve uma super-doação que o exauriu fisicamente e produziu o desmaio; assim como se abríssemos em demasia uma torneira e a pressão da água expulsasse a válvula controladora desta.
A doação energética de Sérgio, como sabemos, não curou o irmão, no entanto, não temos dúvida que muito o auxiliou nó momento, pois, embora inconsciente, a energia atingiu seu alvo.
O próprio Evangelho é pródigo em referências às magnetizações do Cristo e dos apóstolos.
Seleccionamos breve passagem encontrada em Lucas, Cap. VIII, v. 43 a 48 que traz cristalino exemplo.
O grifo é nosso:
“Uma mulher, que por doze anos estava padecendo de uma hemorragia, e a quem ninguém podia curar, chegando-se por detrás, tocou-lhe a fímbria da capa; e imediatamente cessou a sua hemorragia.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Dez 04, 2017 11:24 am

Perguntou Jesus:
Quem me tocou?
Negando-o todos, disse Pedro:
Mestre a multidão te aperta e te oprime.
Mas Jesus disse:
alguém me tocou, porque percebi que saíra de mim uma virtude.
A mulher, vendo-se percebida, veio, tremendo, prostrar-se diante dele e declarou na presença de todo o povo o motivo porque o havia tocado e como fora imediatamente curada.
Ele disse:
Filha, a tua fé te curou; vai-te em paz”. .

Em 3 de junho de 1982, Euricledes Formiga recebe do jovem motoqueiro José Antonio a seguinte comunicação para seus pais:
“Querida mãezinha Carmem 1), querido papai Antonio (2)
A moto foi apenas o meio de transporte que me foi conferido a fim de retomar ao Mundo Maior, depois de haver cumprido a etapa da vida pela qual me responsabilizei na recente experiência na Terra.
Não houve imprudência, nem erro de cálculo na direcção do veículo que me colheu.
Só após a ocorrência, certifiquei-me de que terminará ali minha viagem no mundo.
Não culpemos ninguém (3).
Vovô Antonio (4) veio comigo e me auxilia, com sua experiência e seu amor.
Vejo aqui, com muita alegria e emoção minha tia e madrinha Nilce(5), de cujo coração me chegam tantas vibrações de afecto e de saudade.
Mãezinha, você tem sido forte, apesar de tudo, e outra não pode ser sua atitude diante da vontade de Deus. Sérgio (6) e Beto
(7) aí estão para ampará-la no mais sincero amor de filhos, como eu daqui, com auxílio de Benfeitores que me orientam os passos na Vida Nova, em que ingressei de forma tão inesperada, mas inevitável.
Resta-nos a todos confiar em Deus, diante do que nos ensinam aqueles que são os fiéis intérpretes dos ensinamentos de Jesus na Terra e aqui.
Recebam o beijo carinhoso do filho com a mesma saudade que toma conta dos seus corações.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:48 am

José Antonio Tenório”
Notas e Identificações
José Antonio nasceu a 12 de agosto de 1959, em São Paulo, e desencarnou em 26 de janeiro de 1982, na mesma cidade.
(1) Querida mãezinha Carmem - Carmem Tenório.
(2) querido papai Antonio - Antonio Tenório.
(3) “Não houve imprudência, nem erro de cálculo na direcção do veículo que me colheu.
Só após a ocorrência, certifiquei-me de que terminara ali minha viagem no mundo. Não culpemos ninguém ”, - Aqui, a preocupação do Espírito em pedir para que os pais não nutram sentimento de rancor com a outra parte envolvida no acidente. Mas não houve necessidade; o Sr. Antonio, espírita, soube aceitar resignado a ocorrência, tendo inclusive ido consolar e assistir a pessoa que colheu a moto de Toninho.
A responsabilidade espírita cristã permite que seu profitente construa uma fortaleza moral capaz de sobrepujar a sua própria dor e, no exercício pleno do perdão, socorra aquele que fora o instrumento de seu
infortúnio. Tal a situação exemplar do Sr. Antonio Tenório.
(4) Vovô Antonio - Antonio Utrera Molina, avô materno, desencarnado a 20 de setembro de 1980, em São Paulo.
(5) “Vejo aqui, com muita alegria e emoção minha tia e madrinha Nilce ”. - Nilce Lucília Utrera, que ajudou a criar o jovem.
(6) Sérgio - Sérgio Tenório, 21 anos, irmão.
(7) Bete - Elisabete Utrera Tenório, 19 anos, irmã.
***
A mãe de Toninho relata que quando perdeu o filho sentiu um forte desejo de ir buscar consolação junto a Chico Xavier, mas ficou sabendo que estava muito difícil falar com o médium mineiro e que ele próprio estava encaminhando pessoas para a Casa “Perseverança”.
Foi aí que, primeiramente, procurou D. Guiomar, a Dirigente, e, posteriormente, o médium Formiga. Após assistir a cinco reuniões, conseguiu a tão esperada comunicação com seu filho.
Um facto interessante marcou o desenlace de José Antonio. É que ele faleceu exactamente um ano após seu primo e amigo Eliorefe Bezerra Tenório (Eli) no mesmo quarto do mesmo Hospital. Coincidência?
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:49 am

“A MOTO FOI O INSTRUMENTO QUE ME JOGOU PARA UMA NOVA DIMENSÃO DA VIDA”
Nos últimos domingos de cada mês, às 10 horas da manhã, no C.E. “Perseverança”, são realizados encontros com cerca de 200 pais e mães que perderam filhos.
Nelas, o grupo se dedica ao estudo do Evangelho, ora junto por seus filhos e traça directrizes para os diversos trabalhos assistenciais e visitas que realizam.
Na reunião do dia 28 de novembro de 1982, o médium Formiga nota a presença de dois jovens motoqueiros que lhe dão seus nomes e todos os dados familiares.
Um desses jovens era Milton Araújo Gonçalves Junior, cujos pais não estavam presentes e não se conseguiu localizá-los, embora uma das famílias presentes os conhecessem.
No dia seguinte, eles são avisados e comparecem à sessão pública, onde o filho querido serve-se da mediunidade de Eurícledes Formiga para consolá-los através de uma carta.
Antes de apresentá-la, falemos um pouco do jovem.
Milton cursava o 2° ano de Direito e tinha uma agência de publicidade.
O traço comum aos outros jovens deste livro é que tinha paixão por motocicleta, apesar de ter sofrido acidentes sérios.
Em setembro de 1980, disse aos pais que aquele era o dia mais feliz de sua vida, porque tinha arrumado uma namorada morena e que no Natal a apresentaria a eles.
E o fez:
a namorada era uma Yamaha 125 cc., de cor marrom.
Em 10 de junho de 1981, sofreria o acidente que o levaria à desencarnação cinco dias após.
Quando acompanhava o filho que estava na U.T.I. do Hospital, o Sr. Milton olhou o relógio e constatou:
passavam 15 minutos da meia-noite.
Nisso teve uma estranha visão:
viu uma longa estrada e, ao final dela, uma cruz e um manto.
Depois, observou que chegava uma Entidade luminosa, apanhou-os e levou- os dali, provocando-lhe a seguinte reflexão:
meu filho é uma criatura privilegiada, porque o próprio Deus veio buscá-lo.
Posteriormente, a luz da visão foi gradativamente diminuindo até que se apagou por completo.
Assim que a visão desapareceu, a enfermeira veio informá-lo que seu filho deixara de respirar e por isso tivera que lhe colocar respiração artificial.
O pai sentiu, então, naquele momento, que Miltinho realmente deixaria este Plano.
Passemos à carta de Miltinho, psicografada em 29 de novembro de 1982:
“Querida mãezinha Wilma(1), querido papai Milton (2)
A estrada luminosa que o papai divisou em sua mediunidade, quando ainda me achava internado no Hospital, era o prenúncio da senda nova a abrir-se para mim, que regressava ao Mundo Maior, após haver cumprido o período que me cabia viver na Terra na recente experiência (3).
Quando a moto se chocou com a máquina maior naquela madrugada, transformou-se em instrumento que me jogava, como uma catapulta, a uma nova dimensão de vida(4).
Não quis acreditar de imediato no que estava acontecendo.
Vi-me fora do corpo, mas a ele ainda ligado, como se estivesse sonhando, sem ter ideia alguma de morte.
Foi tudo tão rápido e violento, que não doeu, mas apenas sacudiu-me estranhamente, como se eu me dividisse em dois, mais eu no que flutuava.
De repente, alguém se aproximou e mé reconduziu levemente ao corpo, onde entrei em torpor, para saber mais tarde que era o sono do coma.
No Hospital, por alguns instantes, despertava espiritualmente, e observava os movimentos de todos, atónito e surpreso.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:49 am

Quando da separação final, levaram-me para bem longe e não vi mais nada por muito tempo.
Permaneci assim por longos dias em hospital de recuperação, onde a par do tratamento que nos recupera as forças, recebemos palavras de esclarecimento^ de ânimo.
Hoje, já me sinto readaptado, com muita saudade, sentimento:
que dói tanto aqui como aí.
Não há diferença.
Lembro a nossa casa, nossos amigos, nossos parentes queridos.
Minha irmã Rosana(5) envia-me pensamentos de amor e lembranças, carinhosas, que têm sabor de verdadeiras preces para o meu coração(5).
Assim também vó Cema(6), vovô Eugénio(7) e vovó Mariquinha(8), todos enfim.
Seu filho, como está comprovado, mãezinha, está vivo e continua com pouca diferença do que era ao lado de vocês.
As vezes em que registram minha presença, realmente aí estou, por graça da bondade de Deus, que nos socorre quando a saudade fere fundo.
Por hoje, é só.
Quando puder voltarei.
Jesus nos abençoe.
seu filho Miltinho

Milton Araújo Gonçalves Junior
Notas e Identificações
Miltinho nasceu em São Paulo a 19 de novembro de 1958 e desencarnou na mesma cidade em 5 de junho de 1981.
(1) Querida mãezinha Wilma - Wilma Salviati Gonçalves.
(2) querido papai Milton - Milton Araújo Gonçalves.
(3) A estrada luminosa que o papai divisou em sua mediunidade, quando ainda me achava internado no Hospital, era o prenúncio da senda nova a abrir-se para mim, que regressava ao Mundo Maior, após haver cumprido o período que me cabia na Terra, na presente experiência.
Miltinho confirma a visão que o pai teve no exacto momento em que sua respiração parou.
(4) Quando a moto se chocou com a máquina maior naquela madrugada, transformou-se em instrumento que me jogava, como uma catapulta, a uma nova dimensão da vida.
O pai do jovem nada havia contado ao médium sobre as circunstâncias em que havia ocorrido o acidente, e comprova que o filho realmente foi atirado vários metros adiante, como uma catapulta.
(5) Minha irmã Rosana envia-me pensamentos de amor e lembranças carinhosas, que têm sabor de verdadeiras preces para o meu coração.
A irmã, Rosana Gonçalves, de 21 anos, confirma a constância de suas preces para o irmão.
(6) vó Cerna - Iracema Salviati, avó materna.
(7) vovô Eugénio - Eugénio Salviati, avô materno.
(8) vovó Mariquinha - Maria Araújo Gonçalves, avó paterna.
O jovem Milton deixou registado em vida, a obsessão que tinha por motos, como podemos comprovar no texto que reproduzimos na página ao lado.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:49 am

“DIMENSÕES DA SAUDADE”
A Honda 125 cc. era o meio de transporte utilizado pelo jovem Paulo Fernando Bastos no trabalho.
Era cuidadoso e “manero” na condução do veículo, mas mesmo assim não pôde evitar o choque com um carrinho de ferro-velho que, imprudentemente, surgiu-lhe à frente.
No volume “Olá, Amigos”, consta a primeira comunicação deste motoqueiro aos pais e maiores explicações do acidente.
Em sua segunda mensagem psicográfica, ele assim diz a ela:
“Mãezinha Laura (1)
Sua saudade tem as dimensões da minha, acredite.
No entanto, nem sempre podemos comparecer, pois aqui a disciplina é factor dos mais importantes para a nossa paz e nosso reequilíbrio.
Tenho aprendido muita coisa, trabalhado e estudado, em função da nova situação a que fui chamado.
E a Lei Divina.
Você sabe, melhor do que ninguém, quanto Deus tem sido generoso para todos nós, facultando-nos recursos preciosos, a fim de que reencontrássemos a serenidade e a confiança.
Sou muito reconhecido à nossa querida Célia (2) e à nossa sempre lembrada Rose (3), pela presença nesta Casa, numa manhã tão clara como o amor que ilumina os nossos corações.
Vejo que a Rose reajusta-se aos poucos à nova posição.
Fomos colocados na distância aparente por vontade do Céu e devemos ser obedientes.
É tempo mesmo de se preocupar com a reconstituição de sua vida (4).
Faço o que me cabe com o amparo de benfeitores amigos, para ajudá-la.
Ela hoje é minha irmã, tão querida quanto Célia.
Mãezinha Laura, paizinho Paulo (S), meu beijo carinhoso.
Abracem por mim o nosso Armando (6).
Sou sempre seu filho
Paulo

Paulo Fernando Bastos” (29/8/82)
Notas e Identificações
(1) Mãezinha Laura - Laura Rodrigues Bastos, mãe.
(2) à nossa querida Célia - Célia Marina Bastos Esteves,
irmã.
(3) e nossa sempre lembrada Rose - Rosângela Centrin Riondth, namorada de Paulo durante 7 anos.
(4) E tempo de preocupar-se com a reconstituição de sua vida - Paulo aconselha, aqui, à sua ex-noiva, a reconstruir seu destino, desvinculando-se e transformando a relação dos dois em amor de irmãos.
(3) paizinho Paulo - Paulo Bastos, pai.
(6) Abracem por mim o nosso Armando — Armando Esteves Junior, cunhado.
Paulo Fernando Bastos nasceu em São Paulo, a 24 de outubro de 1957 e desencarnou também em São Paulo, a 29 de maio de 1981.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:49 am

“MEU CAVALO DE FERRO VENCENDO FOSSE O QUE FOSSE”
D. Antónia Trinidad Conde não era espirita, mas tinha plena convicção de que, se visitasse Chico Xavier, poderia obter um pouco de alívio para a dor que sentia por ter perdido seu filho, Elias Trinidad Conde, em acidente de moto.
No entanto, na semana em que iria viajar para Uberaba, um vizinho seu indicou para que ela procurasse uma pessoa espírita de suas relações que, por sua vez, apresentou-a a um amigo que a aconselhou a comparecer numa reunião do C.E. “Perseverança”.
Inteligentemente, D. Antónia reflectiu consigo mesma, que o facto de ter movimentado tanta gente que nem conhecia não poderia ser por coincidência e, portanto, resolveu ir ao Centro.
Nesta Casa, que assim como o Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, tem proporcionado muito consolo e apoio a inúmeros pais que vêem partir seus filhos queridos em tenra idade, D. Antónia pôde receber a confirmação de que seu filho permanece vivo através de esclarecedora mensagem enviada pela psicografia do médium Formiga.
Foi a primeira vez que D. Antónia compareceu ao “Perseverança”.
“Querida mamãe Antónia (1)
Muita gente poderá estranhar esteja eu escrevendo, depois de tão pouco tempo de minha partida.
É verdade que mãos amigas guiam-me nesta comunicação, esclarecendo pontos que desconheço e fortalecendo-me na escrita sob emoção natural.
Não é fácil, de um momento para outro, como ocorreu comigo, dar um salto grande como dei, quero dizer, largar o casaco pesado de carne e de repente passar a flutuar como se fosse feito de algodão, igualzinho como em certos sonhos.
Pois foi assim, após o impacto que me tirou da moto, que sempre dominei com segurança, e jogou-me para além da vida, num Plano que me parecia tão distante de mim naquele dia.
Nosso Moisés(2) tem razão, quando afirma que eu dominava, seguro, meu cavalo de feno corredor pelas vias da cidade, vencendo fosse o que fosse, como dono das rédeas e da direcção.
O negócio é que havia chegado o fim das minhas voltas por aí.
Estava concluído o meu tempo na Terra, pelo menos é o que dizem amigos aqui, entre eles vovó Antónia(3), que tem sido você do lado de cá, com muito carinho e muito amor.
Importa agora é afirmar que ninguém deve ser acusado pelo acidente que nos separou.
Se assim aceitarem, estarão me ajudando mais do que possam pensar.
Mãezinha Antónia, papai Emílio(4), estão com vocês nos caminhos do mundo nosso Moisés e o nosso Marco(5), necessitando de amparo como eu, apenas eles ainda mais, pois prosseguem na Terra a luta, o batente e o aprendizado, dos quais é impossível alguém fugir, por mais preguiçoso que seja.
Sou agradecido ao nosso amigo José Pina(6) e aos companheiros que a orientaram até esta Casa, a fim de que pudéssemos manter este reencontro de saudade.
Quero ainda agradecer a quantos me recordam com o carinho de amigo e colega de patota, a turma alegre que precisa saber que não morri, que ando por aqui, se bem ainda um tanto baratinado com a mudança, sem temer o que se passa ao meu redor.
Disseram basta e eu parei de rodar no mundo.
Não dancei, porém, tudo estava perfeitamente traçado e eu não tinha outra atitude a tomar senão obedecer.
Isso de falar em moto como causadora de minha morte, ou culpar o parceiro que se chocou comigo, é puro desvio da verdade.
Naquele dia, se não houvesse moto, eu poderia ter escorregado numa casca de banana ou fundido a cuca no meio fio, ou noutra coisa qualquer.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:49 am

É isso, Moisés, quando a hora chega é dá cá o passaporte e vamos lá que já me esperam.
Aguardemos outro momento em que eu disponha de mais tempo para escrever e darei notícias mais detalhadas.
Moisés, diga às minhas queridas amigas, principalmente Sílvia(7), que não guardo delas senão lembranças agradáveis do nosso convívio.
Mamãe querida, beijo suas mãos e rogo sua bênção e do papai Emílio.
Aqui fico. Até logo.
Leli

Elias Trinidad Conde” (20/12/1982)
Notas e Identificações
Elias nasceu em 12 de março de 1963, na cidade de São Paulo, e desencarnou na mesma cidade, em acidente de moto, no dia 17 de outubro de 1982.
(1) Antónia Trinidad Conde, mãe.
(2) Moisés Trinidad Conde, 22 anos, irmão.
(3) vovó Antónia - Antónia Villanueva, avó materna, desencarnada há 18 anos.
(4) Emílio Trinidad Mancha, pai.
(5) Marcos Trinidad Conde, 16 anos, irmão.
(6) José Pina, o vizinho que iniciou a corrente que levaria D. Antónia ao “Perseverança”.
(7) Sílvia Vila Nova, 16 anos, amiga do comunicante.
Este foi um dos casos mais belos que presenciamos no C.E. “Perseverança”.
D. Áurea Rosa, mãe do jovem Edsinho, co-Autor espiritual deste livro, desde que se encontrou na Doutrina Espírita e conseguiu aceitar com resignação o retomo do filho ao Plano Espiritual, dedica-se a consolar famílias que, como ela, enfrentam esta prova.
Assim, quando lê no jornal notícias de jovens desencarnados em desastres de motocicletas, coloca o nome dessas pessoas e das famílias em suas orações e pede para que o filho ajude a socorrê-los.
Muitas vezes, quando a oportunidade se oferece, ela os visita levando uma palavra de conforto..
O motoqueiro Elias era um dos que se encontravam nas vibrações de D. Áurea, e quando foi lida no Centro a mensagem do jovem, a emoção tomou conta da mãe de Edsinho, principal- mente depois de ter sabido da “estranha” forma como D. Antónia chegou ao “Perseverança”.
A todos ficou patente o “dedo” de Edson Agnaldo Rosa nesse encaminhamento todo, nos fornecendo mais uma prova da actuação dos Espíritos em nossas vidas bem como da eficácia da prece.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:50 am

“PARTI NO INSTANTE EXACTO E COMO HAVIA ESCOLHIDO”
João Baptista Sant’Arma desencarnou em acidente de moto em Santos, no dia 3 de junho de 1982.
Em setembro do mesmo ano, Rita de Cássia, sua esposa, dirigia-se à Uberaba buscando receber consolo e orientação junto a Chico Xavier.
Não conseguiu falar com o médium mineiro, mas lá lhe indicaram o C.E. “Perseverança”, em São Paulo, ao qual ela veio recorrer.
Teve uma rápida entrevista com Eurícledes Formiga, a quem forneceu o nome e a data da desencarnação do marido e, na segunda vez que compareceu ao Centro, recebeu as notícias ansiadas de João Baptista.
O detalhe pitoresco dessa reunião, é que o médium já havia encerrado sua actividade psicográfica e a sessão já estava em sua prece final, quando o Espírito insistia com o médium para dizer apenas algumas palavras à esposa querida.
O médium acedeu e D. Guiomar Albanese, dirigente da reunião, percebendo o que se passava, prolongou um pouco mais a sessão até que o Espírito fosse atendido, razão pela qual a mensagem é breve.
Tomemos contacto, pois, com ela:
“Querida Rita (1)
Deus a recompense pela coragem, pela fé e pela confiança demonstrada, desde a minha
partida, de forma tão brusca e inesperada.
Você deseja esclarecer as circunstâncias de minha morte física(2).
Não é hora de comentar, mas aceitar o que Deus determinou, sem suposições que apenas confundem e angustiam.
Só una coisa é certa:
parti no instante exacto e como havia escolhido (3).
Beijo, com todo o meu amor, meus filhos, Leonardo (4) e Cristina (5).
Leve ao papai João Sant’Anna (6) e mamãe Iolanda
(7) meu carinho que não mudou.
Quanto ao nosso irmão Eduardo Frederico, ainda não tem condições de comunicar-se (8).
Com a saudade e o amor que crescem a cada dia, seu João Baptista

João Baptista Sant’Anna” (28/10/82)

Notas e Identificações
João Batista nasceu no Rio de Janeiro em 24 de junho de 1954.
(1) Querida Rita - Rita de Cássia Portilho Sant’Anna, esposa.
(2) Você deseja esclarecer as circunstâncias de minha morte física - Rita de Cássia não houvera comentado nada com o médium Formiga, mas estava investigando as circunstâncias em que ocorreu o acidente com o marido.
(3) Só uma coisa é certa: parti no instante exacto e como havia escolhido - A esposa de João Batista revela-se impressionada com a exactidão dessa colocação do marido.
De facto, em vida, ele afirmava que “gostaria de morrer na velocidade com o vento batendo-lhe na cara”.
(4) Leonardo Portilho Sant’Anna, 7 anos, filho.
(5) Cristina Portilho Sant’Anna, 5 anos, filha.
(6) João Sant’Anna Filho, pai.
(7) Iolanda Viegas Sant’Anna, madrasta.
(8) nosso irmão Eduardo Frederico - Eduardo Frederico Viegas Sant’Anna, irmão do comunicante, desencarnado em Piracicaba a 4 de abril de 1982, vítima de congestão seguida de afogamento. Eduardo tinha 19 anos.
***
Debaixo de sua possante Honda 400, Rita de Cássia encontrou o volume “Encontros de Paz”, psicografado por Chico Xavier e um cartão de tratamento espiritual do C.E. “Casa do Caminho”, de Santos, ao qual, João Baptista nunca houvera se referido aos familiares.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:50 am

“OFEREÇA-ME HOJE A PAZ DO SEU CORAÇÃO”
Um dia antes de sofrer o acidente de motocicleta que o levaria para o Outro Mundo, Anézio Ruivo foi visitar a mãe, surpreendentemente, segundo ela, pois o filho não tinha o costume de o fazer em dias de semana.
. Seria para se despedir da mãe?
É uma indagação ainda sem resposta, mas que pode significar que inconscientemente o Espírito de Anézio estava ciente de sua desencarnação.
Ao procurar o C.E. “Perseverança” por causa da doença de seu marido, D. Isaura Ruivo fica sabendo que seu filho estava a seu lado e na reunião pública de 11 de novembro de 1982 ele lhe dirige estas palavras:
“Querida mamãe Isaura(1), papai Agostinho(2)
Pelas mãos de vovó Alzira(3), faço-me presente na comunicação que reergue as nossas almas na paz e no reconforte, com a bênção que estamos recebendo nesta noite.
Quando saí de casa naquele dia, trocando o carro pela moto, obedecia à Vontade Superior.
Pode parecer esta afirmativa um tanto sem sentido para vocês, pois pensam que o acidente pode ria ser evitado se o veículo fosse outro(4).
Até a medida junto ao muro não foi acaso.
Afinal, não devemos discutir mais isso.
Peço apenas que não me lamentem mais como vêm fazendo.
Como afirma que tudo quanto queria eu procurava oferecer- lhe, ofereça-me hoje a paz do seu coração, embora com a saudade impossível de ser superada, tal como ocorre comigo, onde estou.
Recebo muitas manifestações de amor por parte de corações amigos que me ajudam incansavelmente, mas sinto ainda muita falta de vocês.
Entretanto, sofro mais, quando me alcançam seus gritos íntimos de dor.
Na U.T.I., mamãe, eu já estava mais fora do corpo do que você possa supor(5).
Quando me desliguei, não foi tanta a surpresa do acontecido.
Logo fui levado para longe dali e orientado sobre a nova vida que a mudança ocasionou.
Com vocês ficaram meus queridos irmãos Agostinho(6), Cleusa(7), e Neusa(8), o que quer dizer que a nossa família continua:
Estou em Outro Plano, mas unido a vocês mais do que julgam.
Quanto à nossa Iolanda(9), modifique o quadro das impressões.
Todos nós somos susceptíveis de reacções que alegram e fazem chorar.
Hoje ela é minha irmã.
Muitas de suas atitudes, dela, eram resultantes do ciúme e da posse, manifestações da alma, que só desaparecem quando amadurecemos em experiências maiores.
Por ora, é o que tenho para dizer-lhes, a fim de consolar seu coração, mãezinha, e o coração do papai.
O beijo carinhoso do Anézio, Anézio Ruivo”

Notas e Identificações
Anézio Ruivo nasceu em 26 de março de 1949, em São Paulo, e desencarnou em 27 de agosto de 1977, na mesma cidade.
(1) Isaura Martins Ruivo, mãe.
(2) Agostinho Ruivo, pai.
(3) Alzira Ventura Martins, avó materna, desencarnada há 57 anos.
(4) Quando saí de casa naquele dia, trocando o carro pela moto, obedecia à Vontade Superior.
Pode parecer esta afirmativa um tanto sem sentido para vocês, pois pensam que o acidente poderia ser evitado se o veículo fosse outro.
Anézio nunca ia trabalhar de moto, mas naquele dia resolveu deixar o carro com a esposa e ir para a cidade em “duas rodas”.
O médium desconhecia estes detalhes.
(5) Na U. T. I., mamãe, eu já estava mais fora do corpo do que você possa supor.
Anézio sofreu o acidente no dia 17, mas só veio a desencarnar no dia 22.
(6) Agostinho José Ruivo, irmão.
(7) Cleusa Ruivo Silva, irmã.
(8) Neusa Ruivo Cerdeira, irmã.
(9) Iolanda Prado Ruivo, esposa.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:50 am

“ESTAVA MUITO FELIZ CAVALGANDO COM MEU IRMÃO A MOTO”
Mauricinho estava com doze anos quando perdeu sua grande amiga Maria, da mesma idade.
Depois de algum tempo, movido pela curiosidade e ingenuidade infantil, descobriu, na brincadeira do alfabeto e do copo, que esta seria uma maneira de voltar a conversar com a amiga.
Um dia, chegou com os olhos lacrimejando e disse para a mãe, que Maria o havia prevenido que ele também partiria desta vida cedo.
Isto se passou quatro meses antes de sua desencarnação e a mãe proibiu-o de repetir a brincadeira.
O jovem chegou a frequentar o C. E. ‘‘Nosso Lar”, mantido pelas Casas “André Luiz” dos 3 aos 6 anos de idade e sempre gostou de 1er livros espíritas, demonstrando, desde cedo, interesse pelas ocorrências espíritas.
***
A Doutrina Espírita desaconselha toda e qualquer prática espírita que não seja revestida de carácter sério.
A, infelizmente famosa, “brincadeira do copo” atrai espíritos levianos ou zombeteiros, que, geralmente, fazendo-se passar por personalidades ou espíritos familiares, incutem nas pessoas influenciáveis e não conhecedoras dos fenómenos espiritas, falsos ensinamentos e informações.
Maurício Rosan da Silva
No caso presente, não temos elementos para afirmar ou desmentir se foi realmente o Espírito de Maria que se comunicou, mas a nossa suposição é de ter havido apenas uma coincidência de factos.
O acidente que vitimou Maurício Rosan da Silva deu-se quando seu irmão Montemir o levava na garupa para um passeio e este caiu da moto, sem que o irmão percebesse.
Isto se deu em 16 de abril de 1982 e, em 6 de dezembro do mesmo ano, ele se comunica pela primeira vez com a família, pelo lápis mediúnico de Eurícledes Formiga.
“Mãezinha Valdice (1)
Compreendo que foi um duro golpe para vocês a maneira como retomei ao Mundo Maior, mal despontando para a juventude, quando a vida me sorria com a esperança em meu caminho.
Deus, porém, assim determinou.
Você deve lembrar-se das vezes em que, por intuição, eu pressentia o que estava por acontecer e que parecia tão estranho a todos.
No íntimo, não apenas me preparava, como preparava os meus entes queridos para o acontecimento que se aproximava (2).
Tanta era a certeza que tinha da Vida Espiritual que não temia a morte.
Prometi mesmo retomar na condição de seu filho quantas vezes Deus me permitisse, noutras experiências de vida.
Desse modo, era inevitável o que ocorreu.
Mô sofreu muito, mais do que qualquer outro naquele dia, com forte sentimento de culpa(3), coisa, aliás, sem sentido, como vim a saber logo depois que aqui cheguei.
Estava muito feliz, cavalgando com meu irmão a moto(4), no breve passeio que terminaria com meu passamento.
Não demorei a receber, assim que tomei conhecimento de minha nova situação, os mais desvelados gestos de carinho e de cuidados por parte de almas amigas, entre elas vovô Pedro Bernardo(5), para surpresa maior, da nossa pequena e tão querida Maria(6), a companheirinha que adquiriu um lugar muito especial no meu coração.
Meus primeiros pensamentos, mãezinha, já consciente da posição a que fui encaminhado na vida nova, foram para vocês.
Papai António(7) não entendia bem o que se passava, o que é perfeitamente compreensível diante do choque natural.
Meus irmãos sofriam a mesma saudade que tomava conta de mim e me reconduzia, em lembranças, até ao lar querido.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Dez 05, 2017 10:50 am

Nossas queridas Inhã(8) e Mercinha(9) enviavam-me pensamentos de tanto amor que se traduziam em energia, paz e esperança no meu coração.
Todos, enfim, me recordavam e recordam com a afeição que me sustenta na dor da separação.
Mesmo sabendo que estamos separados apenas fisicamente, que a morte não existe, que a vida continua aqui, mantendo-nos unidos, quando o amor é o laço que nos estreita, ninguém consegue evitar a saudade que nos faz chorar e lembrar constantemente aqueles que deixamos, embora por algum tempo somente.
Mãezinha, seu filho agradece hoje a Deus a bênção de haver nascido em seus braços, como dirige ao papai, aos meus irmãos, à vovó Lindaura(10) vovó Feliciano(11) vovó Senhorinha(12), toda a gratidão pelo tempo em que aí permaneceu, conquanto apenas treze anos, mas o suficiente para retomar enriquecido pelo exemplo e pelo amor de todos os nossos familiares.
Seu filho com todo o coração
Mauricinho

Maurício Rosan da Silva” (6.12.82)

Notas e Identificações
O jovem Maurício nasceu em São Paulo a 6 de maio de 1969, e cursava a 7a série do Ginásio Estadual “Judith Guimarães”, no Jardim Tremem bé.
(1) mãezinha Valdice - Valdice Araújo da Silva.
(2) Você deve lembrar-se das vezes em que, por intuição eu pressentia o que estava por acontecer e que parecia tão estranho a todos.
No íntimo, não apenas me preparava, como preparava os meus entes queridos para o acontecimento que se aproximava. - Mauricinho refere-se às vezes que conversou com a mãe sobre seu pouco tempo de vida na Terra.
(3) Mô sofreu muito, mais do que qualquer outro naquele dia, com forte sentimento de culpa (.^)
O jovem fala dos remorsos do irmão Montemir Régio da Silva.
Mô era como apenas os irmãos o chamam e o médium Formiga não havia sido informado deste detalhe familiar pela mãe de Mauricinho,
(4) Estava muito feliz, cavalgando com meu irmão a moto - Segundo D. Valdice, os dois irmãos eram muito ligados.
(5) vovô Pedro Bernardo - Pedro Bernardo da Silva, avô paterno, desencarnado há 45 anos.
(6) nossa pequena e tão querida Maria. - Maria, amiga de ambos.
(7) papai António - António Bernardo da Silva.
(8) Inhà - Meire Rose da Silva, irmã, 23 anos.
(9) Mercinha - Mércia Resni da Silva, irmã, 22 anos.
(10) Lindaura Vieira de Araújo, avó materna.
(11) José Feliciano de Araújo, avô materno.
(12) Senhorinha Tomé Nunes, avó paterna.
***
D. Lindalva, que era muito ligada a este filho, relata que sonha muito com Mauricinho e alguns dias antes de este enviar a mensagem, sonhou com ele, que lhe dizia:
“Não fale para ninguém, pois é surpresa:
eu vou lhe escrever uma carta”.
O facto permaneceu fortemente gravado em D. Lindalva que, realmente, alguns dias após foi encaminhada ao C.E. “Perseverança”, onde recebeu a confortadora mensagem do filho.
Sonho premonitório ou foi o filho que fez contacto espiritual com a mãe?
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

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