Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 06, 2017 10:20 am

“O SENHOR DA VIDA É FONTE DE MISERICÓRDIA”
“Sabemos que o Senhor da Vida é Fonte de Misericórdia e de Amparo Inesgotável, principalmente para os corações aflitos.
Em sua sabedoria e' seu amor, jamais permitiria que fôssemos atingidos injustamente por tantas dores no mundo.
Tudo tem uma razão de ser”.
Com sabedoria, o jovem Renan Goemeri fornece aos pais um roteiro de vida que serve para todos aqueles que, desconsolados, lamentam a perda de um ente querido;
Sim, “tudo tem uma razão de ser” e, se cremos em Deus, e se esse Deus é soberanamente justo e bom, ele não nos faria sofrer por acaso, sem que esse padecer fosse benéfico à nossa evolução ou para nos corrigir em nossos deslizes.
Renan sintetizou com muita propriedade a concepção espírita de Deus, que foi questão de tanta importância para Allan Kardec na Codificação do Espiritismo, que na primeira de suas obras, o magistral “Livro dos Espíritos”, a primeira pergunta feita aos espíritos foi:
“Quem é Deus?” ao que lhe responderam:
“Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas”.
Mas, do momento da partida de Renan para o Plano Espiritual, até a data de sua comunicação com os pais, dolorosos momentos tiveram que ser superados pelos Goemeri.
O acidente com Renan aconteceu quando ele e um amigo subiam a Av. Imirim, em São Paulo, e um carro, que vinha em sentido contrário, colheu os dois, com Renan vindo a falecer uma semana após.
Sua desencarnação deu-se em 3 de abril de 1982 e, no dia 28 de novembro de 1982, na primeira vez que os Goemeri vão a uma reunião no Centro Espírita “Perseverança”, recebem a seguinte comunicação do filho querido, psicografada por Eurícledes Formiga:
“Mãezinha Geissy (1), querido papai Ricardo(2)
A paz que envolve seus corações, ainda que geridos pelo sofrimento, é o melhor exemplo de confiança em Deus que eu poderia ter(3).
Mesmo já tendo recebido notícias minhas, é natural que me busquem, porque a mesma coisa faço eu, movido pelo grande amor que nos une(4).
Tenho certeza de que vocês não alimentam mais desconfianças em tomo do inevitável acidente que nos separou
(5) . Sabemos que o Senhor da Vida é Fonte de Misericórdia e de Amparo Inesgotável principalmente para os corações aflitos.
Em sua sabedoria e seu amor, jamais permitiria que fôssemos atingidos injustamente por tantas dores no mundo.
Tudo tem uma razão de ser.
Daí porque só eu tive de partir, enquanto o Marcão era constrangido a prosseguir em seu aprendizado e sua luta na vida.(6)
Acontece que eu me vinculara a compromissos que terminavam -ali, daquele modo e naquele dia.
Acolheu-me em minha volta ao Mundo Maior, Vovô Ricardo (7), a amparar-me em meus primeiros passos nos caminhos novos.
Assim, a moto foi apenas pretexto para o acontecimento que iria culminar em minha morte física.
Neste instante, elevo o coração cheio de reconhecimento a Deus por haver permitido que renascesse no lar abençoado que vocês dirigem com tanto amor.
Recordo, um por um, os dias de nossa convivência e destaco, principalmente, aqueles que nos deram alegria dividida.
Que o querido papai me perdoe se não foi possível corresponder, como desejava, às suas esperanças em tomo de mim (8), pois eu não podia fugir ao chamado na hora certa.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 06, 2017 10:20 am

Quanto a você, mãezinha, que Jesus a recompense em paz e fortalecimento, pelo carinho com que me tem na lembrança, aconchegando-me de maneira tão tema e constante.
Graças a Deus, continuam para se tomarem em motivo de orgulho sadio e alegria sã, ao lado de vocês, os queridos irmãos Ronald (9), Ricardo (10) e Meire (11), necessitando muito do amparo e de orientação dos melhores pais do mundo.
Seu filho agradecido e com saudade permanente
Renan
Renan Goemeri” (28/11/82)

Notas e Identificações
Renan Goemeri nasceu a 19 de janeiro de 1962, em São Paulo.
(1) Mãezinha Geissy - Geissy Goemeri
(2) papai Ricardo - Ricardo Goemeri Filho.
(3) A paz que envolve seus corações, ainda que geridos pelo sofrimento, é melhor exemplo de confiança em Deus que eu poderia ter.
De facto, na entrevista que fizemos com o
casal Goemeri, eles demonstravam muita calma, não obstante a tristeza pela perda recente do filho querido.
(4) Mesmo já tendo recebido notícias minhas, é natural que me busquem, porque a mesma coisa faço eu, movido pelo grande amor que nos une.
O Espírito confirma, aqui, a autenticidade de sua comunicação ocorrida no Lar do Amor Cristão, localizado no Ipiranga, São Paulo, através de outro médium.
Os dois médiuns não se conhecem e nem conheciam o casal Goemeri, tão pouco o médium Formiga tinha conhecimento do facto.
(5) Tenho certeza de que vocês não alimentam mais desconfianças em torno do inevitável acidente que nos separou.
O pai de Renan crê que essa frase seja porque, quando um jovem perde a vida nessas circunstâncias, logo se levantam hipóteses desabonadoras sobre as causas do acidente.
(6) Daí porque só eu tive de partir, enquanto o Marcão era constrangido a prosseguir em seu aprendizado e sua luta na vida.
Marcos Bemardi Freitas era o companheiro também acidentado de Renan e que sobreviveu.
(7) Acolheu-me em minha volta ao Mundo Maior, vovô Ricardo - Conforme relata Renan, seu avô paterno, Ricardo Goemeri recebeu-o no Plano Espiritual.
(8) Que o querido papai me perdoe se não foi possível corresponder, como desejava, às suas esperanças torno de mim.
O pai de Renan tinha muitas esperanças no futuro do filho, já que este, de seus filhos, era o que mais se esforçava nos estudos.
(9) Ronald - Ronald Goemeri, irmão.
(10) Ricardo - Ricardo Goemeri Neto, irmão.
(11) Meire - Rosemeire Goemeri, irmã.
***
Foi a primeira vez que o casal Goemeri foi ao “Perseverança” e, sem dúvida, foi conduzido pelo filho, que também ansiava por esse contacto, pois assim que se dirigiram ao médium Euricledes Formiga, este já notou a presença do jovem e de seu avô, que o acompanhava, junto aos pais.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 06, 2017 10:20 am

“NOSSOS PASSOS EM PIRAPITINGUI”
Heleodoro Schmidt era um jovem entusiasmado com a Doutrina Espírita e como trabalho que desenvolvia junto aos mais necessitados, em especial os hansenianos.
Emociona-me escrever este artigo porque, amigo pelo coração e companheiro nessas jornadas que fui dele, ainda me recordo das primeiras vezes em que esteve no Hospital de Pirapitingui e da maneira como se apegou à tarefa.
Desde o primeiro instante em que se deparou com a situação de penúria e solidão em que se encontram esses irmãos, não teve outro pensamento que não fosse ampará-los e adoptá-los como sua segunda família.
Assim conheci Heleodoro, também chamado carinhosamente por “Pena Branca”, pela mecha branca que tinha no cabelo, muito embora a sua pouca idade.
Agora, com esta mensagem, sabemos que continua, da Espiritualidade, frequentando os trabalhos da nossa querida Caravana da Fraternidade e, revela-nos, ter sido em vida pretérita, ele próprio, um hanseniano.
São os liames do passado retomando para encontrar-se no presente destino.
O caso da mensagem de Heleodoro encerra interessante ocorrência mediúnica de intuição vivenciada por mim próprio.
Heleodoro, esposa e Hansenianos de Pirapitingui
Além de Heleodoro, sua mãe e sua esposa participavam das visitas da Caravana da Fraternidade a Hospitais e, mesmo após sua desencarnação, num maravilhoso testemunho à fé espírita que professam, continuaram a frequentar os trabalhos da Caravana.
Quase três anos passados da desencarnação de Heleodoro, senti-me fortemente intuído a convidá-las a participar da reunião do dia seguinte no “Perseverança” A intuição correspondia.
Não pude ir à sessão, mas elas, assim que chegaram, procuraram o médium Formiga e este, de pronto, constatou a presença de Heleodoro ao lado delas, que transmitiu .a bela mensagem que se segue:
“Querida Marinette (1)
Com grande alegria no coração, trago as notícias que esperam na bênção deste contacto através da escrita que nos afaga a saudade como sopro do céu.
Vejo mamãe Cremilda (2), fortalecida em Jesus, como papai Alziro (3) dando exemplo de confiança e de conformação que só mesmo os que sabem que a morte não existe conseguem exprimir.
Pouco tempo depois que cheguei aqui, com a colaboração de Benfeitores que sempre nos assistiram na Terra, recebi autorização para integrar a equipe dos companheiros da Caravana da Fraternidade (4) e prosseguir nas actividades que tanto nos enriquecem o coração por amor de Jesus.
Agradeço comovido ao nosso incansável Eduardo as vibrações fraternas que sempre me dirigiu, como também a oportunidade deste reencontro (5).
Nada mais reconfortante e gratificante que servir em nome do Mestre Divino, onde quer que o dever nos chame.
Recordo todos nossos passos em Pirapitingui e em outros Institutos de dor e resgate, junto àqueles que se reajustam nas provas para glória de Deus (6).
Compreendo hoje porque tanto me comovia como me emociona ainda o serviço no leprosário.
É que eu já conhecia a prova por que passam nossos irmãos ali exilados do mundo.
Fui um deles em passado recente (7).
O Pai de Misericórdia me conferiu a bênção de ali comparecer embora de forma tão humilde, nas tarefas de solidariedade, de amor ao próximo.
Querida companheira, sou feliz em poder acompanhar o movimento de nossos irmãos da Caravana da Fraternidade e do nosso “Auta de Souza” (8), aos quais rogo levar o meu mais profundo reconhecimento pelas expressões de amor e de carinho que me chegam de todos eles.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 06, 2017 10:21 am

Comigo acha-se, nesse instante, vovô Heleodoro (9), no júbilo deste abençoado contacto, reafirmando sua fé nos corações amados que decidiram servir nos Campos do Bem.
Beijo sua alma de irmã e peço levar ao meu irmão Francisco
(10) também o meu abraço.
Jesus nos renove sempre a oportunidade de trabalhar ao seu lado, em favor dos nossos irmãos hansenianos.
Seu sempre agradecido
Heleodoro

Heleodoro Schmidt” (06/9/1982)
Notas e Identificações
(1) Querida Marinette - Marinette Schmidt Bastos, esposa.
(2) Vejo mamãe Cremilda - Cremilda Schmidt Bastos, mãe.
(3) papai Alziro - Alziro Ribeiro Bastos, pai.
(4) Pouco tempo depois que cheguei aqui, com a colaboração de Benfeitores que sempre nos assistiram na Terra, recebi autorização para integrar a equipe dos companheiros da Caravana da Fraternidade - Heleodoro refere-se à Sociedade Espírita Caravana da Fraternidade Jésus Gonçalves, com sede em São Paulo, à Av. Ataliba Leonel, 467, e que desde 1976 se dedica à assistência de doentes de Hansen em todo o Brasil.
(5) Agradeço comovido ao nosso incansável Eduardo as vibrações fraternas que sempre me dirigiu, como também a oportunidade deste reencontro - O comunicante refere-se ao co-Autor deste trabalho, Eduardo Carvalho Monteiro.
(6) Recordo todos os* nossos passos em Pirapitingui e em outros Institutos de dor e resgate, junto àqueles que se reajustam nas provas para a glória de Deus - O Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes, mais conhecido por Pirapitingui, é um dos locais visitados regularmente pela Caravana.
Os outros são: “Padre Bento”, em Guarulhos, “Santo Ângelo”, em Mogi das Cruzes e das “Clínicas”, em Suzano.
(7) Compreendo hoje porque tanto me comovia como me emociona ainda o serviço no leprosário. E que eu já conhecia a prova por que passam nossos irmãos ali exilados do mundo. Fui um deles em passado recente. Transferido para o Outro Lado da Vida, é permitido a Heleodoro descerrar o véu de seu passado e ele fica entendendo o porquê da proximidade e afinidade que cultivava a esses irmãos em Humanidade.
(8) Querida companheira, sou feliz em poder acompanhar o movimento de nossos irmãos da “Caravana da Fraternidade” e do nosso “Auta de Souza” — Aqui, Heleodoro fala da já citada Caravana é do Grupo Espírita “Auta de Souza”, localizado à Rua Gabriel Piza, 339, em São Paulo, também frequentado por ele.
(9) vovô Heleodoro -Heleodoro Ribeiro Schmidt, avô materno, desencarnado em 27 de fevereiro de 1947, com 48 anos.
(10) Francisco - Francisco Alberto Schmidt Bastos, irmão.
A desencarnação de Heleodoro tem conotações tristes, pois ocorreu em acidente de forma violenta quando fazia um despreocupado passeio ao Embú, deixando a esposa, com quem estava casado há apenas 9 meses, grávida de seis.
No entanto, também podemos dizer que apresenta um lado edificante, isto porque, ao vermos a força e a fé com que sua esposa e mãe enfrentaram o infausto acontecimento, nos comovemos sobremaneira.
Muito embora a dolorosa circunstância em que desencarnou, em seu velório e enterro, onde quase só havia amigos das Casas Espíritas que frequentava, não se ouvia um só grito de dor, uma só lamentação pungente.
Só saudades. Só lágrimas saudosas.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 06, 2017 10:21 am

E muita confiança nos desígnios de Deus.
Lembramo-nos que nosso coração sangrava de dor e tristeza, mas não pudemos nos furtar ao pedido da mãe de Heleodoro para que fizéssemos a prece ao lado do corpo que o havia abrigado na presente romagem terrestre.
Sentimos a aproximação dos Mentores Espirituais e pronunciamos comovedora prece.
Finda a mesma, aproximou-se um senhor que não conhecíamos e nos disse que se comovera com a prece, mas que não entendia a reacção de nós, espíritas, ante morte tão chocante:
passivamente aceitávamos as circunstâncias e a ocorrência.
“Seríamos masoquistas?” - aduziu ele. Tivemos, então, um pouco a contragosto, porque não gostaríamos que aquela ocasião servisse a finalidades de proselitismo religioso, que discorrer sobre a visão espírita da morte e da justiça de Deus.
Resumindo o que lhe dissemos, explicamo- lhe que o espírita vê a morte apenas como uma passagem de um estado para outro e que a única coisa que perece é o corpo físico, pois o Espírito permanece vivo e habitando Outra Dimensão.
Expusemo-lhe também, que, crendo num Deus soberanamente justo e bom, não poderíamos nos revoltar contra Este quando um infortúnio maior nos atingisse.
Dor, entendem os espíritas, é bênção libertadora e ainda carecemos dela para nosso aperfeiçoamento.
Finalizamos dizendo-lhe ainda, que o espírita chora tanto ou mais que qualquer criatura quando abatido pelo guante do sofrimento, somente que suas lágrimas vêm revestidas de saudade e não de lamento e revolta contra o Criador.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 06, 2017 10:21 am

“AOS MEUS CAMARADAS DE PEREGRINAÇÃO CRISTÔ
Mais uma vez pudemos atestar a constante influência dos Espíritos em nossas vidas.
No artigo anterior, relatamos como Heleodoro Schmidt nos intuiu a levar sua mãe ao Centro Espírita “Perseverança”.
Pois bem, desta vez, o mesmo aconteceu quando a convidamos para assistir a palestra de Eurícledes Formiga no Instituto Espírita de Educação, em São Paulo.
Assim que o médium chegou ao Instituto, percebendo que este Espírito se fazia presente, perguntou-nos se a mãe e a esposa dele viriam à reunião daquela noite.
Foi então que lhe contamos que, pela primeira vez, ela compareceria aos trabalhos espirituais do Instituto.
Posteriormente, em sua carta, Heleodoro confirma ter-nos utilizado como instrumento para o reencontro com a mãe.
Porém, o que mais comoveu D. Cremilda, mãe do Heleodoro, no intercâmbio mediúnico com o filho, foi que há dias ela estava preocupada e sem aceitar o namoro de Marinette, viúva de Heleodoro, com outro rapaz.
Sentia-se enciumada, confessa, e bastante intranquila, principalmente depois que a jovem lhe disse que “achava que até mesmo o Heleodoro a
estava inspirando nesse relacionamento”.
Na intimidade de suas orações, D. Cremilda dizia ao filho:
“Se realmente você está desejando esse namoro, quero de sua parte uma prova irrefutável disso”.
E a prova veio.
Na comunicação, Heleodoro fornece todas as indicações de sua influência e participação no caso, provando ser hoje, o irmão querido para aquela que um dia foi sua companheira.
Esta é a atitude costumeira dos Espíritos lúcidos de sua condição despojada da matéria, desprendidos que se tomam da vida material, onde é natural o desejo de posse a tudo e todos que amam.
Para D: Cremilda, não podia haver prova mais contundente da sobrevivência do Espírito de seu filho, já que nem os amigos mais íntimos da família sabiam dessa querela familiar e muito menos o médium, com quem só conversou depois de terminada a reunião daquela noite.
A mediunidade, como vimos mais uma vez, foi o canal bendito que propiciou consolo e orientação a corações aflitos.
Tomemos contacto com as palavras de Heleodoro:
“Querida Mamãe Cremilda.
Eu sabia tanto que você viria que não constitui surpresa este reencontro.
Nosso Eduardo é minha antena.
Daqui, é só falar ao seu coração e lá vai ele providenciar o assunto como seja da nossa conveniência com a permissão de Deus.
Ando trabalhando muito e isto me deixa feliz, sempre integrando a Caravana em favor dos nossos irmãos hansenianos.
Ultimamente faço parte de uma equipe encarregada de preparar a desencarnação dos que já se aprontam para a volta.
É um serviço gratificante, porque, de maneira geral, atuamos em almas ansiosas pela libertação e que cooperam com boa vontade e até com alegria.
Mas não é só isso, levando, quando possível, a palavra que reergue e que encaminha os mais revoltados.
Já é tarefa mais delicada, mas não menos bela.
Acho que estou falando muito de mim e esquecendo que preciso saber mais de vocês.
Acompanho as actividades de nosso pessoal e me alegro com a participação constante de Marinette.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 06, 2017 10:21 am

Por sinal, querida mamãe, você não acha que é tempo de se pensar em reconstrução do lar de nossa querida irmã, sem nem por isso deixar de ser a companheira que sempre foi para mim?
Estou pensando seriamente no assunto.
Ela é jovem e dotada de tantos recursos com que Deus a enriqueceu na vida.
Além do mais, ouso avançar uma revelação que certamente ela entenderá bem.
Alguém que tanto desejou renascer ao seu lado pretende renovar a iniciativa, com o auxílio de benfeitores amigos e com minha modesta ajuda.
Chego a adiantar que será abençoada oportunidade para ambos.
Não há de lhe faltar ocasião para reflectir sobre o assunto.
Creio mesmo que já pressentiu minha interferência no caso.
Aos meus camaradas de peregrinação pelo “Padre Bento”, “Santo Ângelo”, “Pirapitingui” e “Clínicas”, a certeza de que continuo o mesmo animado Pena Branca, dando o melhor de mim pela causa de Jesus na Terra.
Leve aos irmãos de “Auta de Souza” minhas lembranças afectuosas e minhas rogativas a Deus para que não lhes faltem coragem e força nos trabalhos.
Ao Eduardo, a gratidão de todas as horas, por tudo quanto tem feito e faz na Doutrina que nos abriga.
Beijo-a, ao papai Alziro, ao nosso Francisco e à nossa Marinette, a todos de nossa família, para não citar nomes.
Seu sempre reconhecido
Heleodoro

Heleodoro Schmidt” (09.02.83) ***
Que outra prova poderia essa mãe aflita exigir para acreditar na sobrevivência da Alma?
Sem dúvida, manifestações espíritas como a presente não podem ser explicadas por outros meios senão os de que nossos entes queridos continuam vivos e que a Alma não é algo vago, mas um ser vivente, portador de suas aquisições em vida e dotado de atributos que lhe permitem continuar acompanhando os passos daqueles com quem conviveram na vida da carne.
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Re: Motoqueiros no ALÉM - Espíritos Diversos / Eurícledes Formiga

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Dez 06, 2017 10:22 am

GLOSSÁRIO DO MOTOQUEIRO
Abrir o gás - Acelerar, correr.
Bicheira - moto antiga d ou mal conservada.
Braço duro - o barbeiro da moto, mau piloto.
Caçar passarinho — empinar violentamente a moto na hora da arrancada.
Chips - policial de trânsito que trabalha de moto. Alusão ao seriado de TV sobre as Califórnia High-way Patrol.
Curtir um vento na cara — passear de moto.
Dar um cavalo - dar carona.
Dar um gás - correr muito.
Dar um rolê - sair para passear sem direcção definida. Paquerar de moto.
Fazer pêndulo - inclinar exageradamente o corpo ao fazer uma curva.
Garupeiro—aquele que pega carona.
Geladeira - moto sem documentação.
Ventão — motoqueiro principiante ou veterano que fica sempre atrás nos “rachas”.
Levar um chão - cair da moto.
Manero - motoqueiro que não corre.
Máquina - moto.
Motoca-moto.
Motocar - andar de moto, passear.
Moto transada - moto de bom gosto.
Motossauro - moto antiga de grande cilindrada, hoje fora de linha.
Moto auê - moto com acessórios ou pintada com bom gosto.
Munheca dura - motoqueiro que pilota com firmeza. Característica do bom piloto.
Pouca cuca - quem cai com frequência da moto.
Pressão - motoqueiro que faz malabarismos na rua para se exibir.
Ser do ramo - bom piloto.
Sair rasgando - arrancar com muita velocidade sem levantar a roda dianteira.
Veneno — motor preparado

Fontes de pesquisa: Própria e Revista Veja.

§.§.§- Ave sem Ninho
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