Momentos Espíritas IV

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Cultura de Graça

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 08, 2018 10:49 am

Scheilla

Além da cultura primária da inteligência, o homem paga na Terra todos os dotes do conhecimento mais elevado.

Pelo currículo de várias disciplinas, cobram-se-lhe matrículas, taxas, honorários e emolumentos diversos, nas casas de ensino superior.

Se quiser explicadores dessa ou daquela matéria em que se veja atrasado, é constrangido ao dispêndio de extraordinários recursos.

Se decide penetrar o domínio das artes, é obrigado a remunerar as notas do solfejo ou a iniciação do pincel.

Entretanto, para as nossas aquisições sublimes, permite o Senhor que a Doutrina Espírita abra actualmente na terra preciosos cursos de elevação, em que a cultura da alma nada pede à bolsa dos aprendizes.

Cada templo do Espiritismo é uma escola aberta às nossas mais altas aspirações e cada reunião doutrinária é uma aula, susceptível de habilitar-nos às mais amplas conquista para o caminho terrestre e para a Vida Maior.

Pela administração desses valores eternos não há preço amoedado.

Cada aluno da organização redentora pode comparecer de mãos vazias, trazendo simplesmente o sinal do respeito e vaso da atenção.

Jesus, o Mestre dos Mestres, passou entre os homens sem nada cobrar por Seus Divinos Ensinamentos.

E o Espiritismo, que Lhe revive agora as bênçãos de amor, pode ser comparado a instituto mundial de educação gratuita, conduzindo-nos a todos, sem exigência e sem paga, do vale obscuro da ignorância para os montes da luz.

(Página extraída do livro Ideal Espírita, cap. 17, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, 7ª edição, CEC, Uberaba-MG).

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Vós sois deuses

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 09, 2018 12:19 pm

Vós sois deuses, lembrou-nos o Mestre de Nazaré, referindo-se à nossa condição de seres imortais.
Podeis fazer tudo que faço e muito mais, acrescentou ainda.
Recordamos-lhe a vida e O vemos andando pelas estradas, atendendo o povo, sem cansaço.
O povo, a Sua paixão.
Onde se manifestasse a dor, ei-lO a espalhar o consolo.
Ele adentra Naim e deparando-se com um cortejo fúnebre que levava ao sepulcro um corpo jovem, compadece-se da mãe em prantos.
Estanca o passo dos homens e ordena ao moço, que estava em sono letárgico, que se erga, devolvendo-o à mãe, agora em júbilo.
Ele convive com a má-vontade e a ignorância dos homens.
Ouve as perguntas, tolas por vezes, que lhe são dirigidas e as responde, elucidando.
Vai à casa dos apontados como corruptos, serve-se do momento para ensinar o bem, sem macular-se.
Ergue a mulher equivocada de Magdala, convidando-a à reformulação íntima.
Recebe-lhe as demonstrações de carinho e ternura, mas insiste no convite à mudança de atitude.
Imparcial, sempre. Sereno, também.
Devolve a vista ao cego de nascença e lhe recomenda nada dizer a ninguém.
Como se pudesse o beneficiado deter a cascata de alegrias de que se revestiu.
Liberta o homem de Gadara de legião, os Espíritos que o atormentavam.
Aponta directrizes renovadas à samaritana, no poço de Jacó e lhe possibilita o crescimento espiritual.
Da virtude que emana de Seu Espírito oferta a cura ao problema hemorrágico da mulher das distantes terras de Cesareia de Felipe.
Entra, triunfante, em Jerusalém, sem, no entanto, prender-se às efémeras manifestações de júbilo com que o recebe o povo.
Podeis fazer muito mais...
* * *
Obediente à afirmação do Cristo, Albert Schweitzer embrenhou-se no coração da África equatorial francesa e se dedicou aos seus irmãos negros.
Construiu seu hospital do nada, praticamente com as próprias mãos.
Tudo para atender os pacientes africanos atacados de todas as doenças, desde lepra até elefantíase.
Foi-lhes médico, pastor, professor.
Suportou-lhes a ignorância que os fazia comer os unguentos receitados para enfermidades da pele.
Ou beber de uma vez o vidro de medicamento destinado a durar semanas.
Ou quando tentavam envenenar outros internados.
Quando o silêncio descia sobre o resto do acampamento, ele trabalhava até meia-noite ou mais tarde ainda, escrevendo ou respondendo cartas.
Quando partiu para a África, Schweitzer pensou que estava abandonando para sempre as coisas que lhe eram mais caras: a arte e o ensino.
Mas sempre teve um piano consigo e assim pôde manter em dia sua música.
Suas gravações de Bach em órgão obtiveram grande êxito.
Cada vez que voltava à civilização, fazia uma longa série de conferências, tendo sido homenageado por inúmeras universidades.
Além disso, trabalhando à noite, manteve uma produção literária constante.
Os homens lhe reconheceram a grandeza.
Ele recebeu o Prémio Nobel da Paz, em 1952.
Vós sois deuses... Podeis fazer muito mais...
Schweitzer fez. Que podemos nós realizar?

Pensemos nisso.

Momento Espírita, com transcrição do Evangelho de João, cap. 10, versículo 34 e cap. 14, versículo 12.

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Somos todos irmãos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 10, 2018 10:23 am

Em tempos de tantas lutas por igualdade, por inclusão social; em tempos que quase tudo é levado à conta de discriminação sexual, social, racial, é bom recordar Albert Schweitzer.
Esse pianista, cirurgião, um trabalhador do bem, nos deixou, com suas letras e com seu exemplo, lições extraordinárias.
Na África, onde foi servir aos seus irmãos, ele foi carpinteiro, construtor, capataz da turma de pá e picareta.
Construiu um hospital, em grande parte, com as próprias mãos.
Alegremente, o reconstruiu quando, após longa ausência, o encontrou tomado pela selva.
O escritor, o pianista, levantava cercas, pintava de cal as paredes, gastava dias numa canoa, de aldeia em aldeia, para obter folhas de palmeira para cobrir casas.
Arrastando grandes toras, certa feita, chamou um nativo vestido de branco para ajudá-lo.
Recebeu como resposta: Eu sou intelectual.
Não arrasto madeira pelo mato.
Sem se perturbar, retrucou Schweitzer:
Você é um felizardo.
Eu também quis ser um intelectual, mas não tive jeito.
E era assim. Os próprios negros, que ele alimentava e tratava, se estendiam à sombra das árvores, descansando, numa indiferença de enlouquecer.
E à pergunta Como gostamos deles, apesar dos aborrecimentos que nos dão? – Dizia que era preciso ter amor e paciência bastante para compreendê-los.
Ele se identificava com cada paciente, sofria com seu sofrimento, atormentava-se com suas ansiedades.
Um deles, depois de submetido a uma cirurgia, recuperando a consciência, olhou com espanto ao redor e exclamou, repetidas vezes:
Não sinto mais dor! Não sinto mais dor!
Sua mão procurou a do benfeitor e a segurou, com força.
Então, pacientemente, Schweitzer se deixou ficar ali, tendo entre as suas as negras mãos agradecidas.
Aproveitou a oportunidade e começou a dizer a ele e a todos os demais que estavam no mesmo dormitório escassamente iluminado:
Foi o Senhor Jesus quem me mandou para cá, e a minha mulher, que é minha auxiliar.
E quem dá o dinheiro para que possamos ficar aqui, tratando todos os doentes, é gente branca da Europa.
Os nativos ficaram espantados e o crivaram de perguntas.
Desejavam saber mais sobre essa tal gente branca. Onde vivia, o que fazia e como sabia que os nativos sofriam tantas doenças e precisavam de tratamento.
O sol africano brilhou, inclemente, lá fora e penetrou na escura barraca, onde todos se encontravam.
Ali estavam sentados, lado a lado, brancos e negros.
Uns desejavam saber, outro explicava, informava, esclarecia, como um pai amoroso ensinando aos filhos coisas básicas, corriqueiras.
Algo especial parecia a todos envolver.
Uma atmosfera de amizade, de compaixão, de compreensão.
Naquele momento, naquele ambiente, todas aquelas almas sentiram, por experiência própria, o alto significado das palavras: Somos todos irmãos.

Somos todos irmãos!
Irmãos porque descendentes de um único Pai Criador, amoroso e bom.
Irmãos porque vivemos no mesmo único lar que nos abriga: o planeta Terra.
Irmãos, independente da cor da pele, da crença religiosa, do partido político, do status social, da nação onde vivamos.
Oxalá em breve todos nos conscientizemos firmemente dessa grande verdade: somos todos irmãos.
E vivamos dessa forma.

Momento Espírita, com base no cap. 1, do livro O profeta das selvas, de Hermann Hagedorn, ed. Fundação Alvorada.

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O poder da apreciação

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 11, 2018 10:45 am

O radialista Paul Harvey, num de seus programas, mostrou como uma apreciação sincera consegue mudar a vida de uma pessoa.
Contou que, há muitos anos uma professora de Detroit solicitou a Stevie Morris que a ajudasse a procurar um camundongo que estava solto na sala de aula.
Entenda-se: ela apreciava o fato de que a natureza houvesse dado a Stevie algo que na sala ninguém possuía.
A natureza havia dado a Stevie um aguçado par de ouvidos para compensar sua cegueira.
De facto, era aquela a primeira vez que alguém reconhecia a capacidade de seus ouvidos.
Aquele acto de consideração iniciou-lhe uma nova vida.
A partir daquele momento, começou a desenvolver seu dom auditivo, sua sensibilidade apurada e explorar os recursos de sua voz.
Através de muito esforço tornou-se, sob o nome artístico de Stevie Wonder, um dos maiores cantores e compositores americanos de música popular.

Todos precisam de estímulo.
Nosso íntimo é rico em potencialidades, é certo, mas, da mesma maneira que as sementes só se desenvolvem quando recebem regularmente a água e o sol, nossas forças íntimas precisam de incentivo, de estímulo.
E nada como a verdadeira apreciação para fazer florescer o que muitas vezes dorme tímido, no imo de nossos jardins espirituais.
Apreciação que começa no lar, quando pais conhecem os filhos profundamente, e sabem do que eles são capazes.
Apreciação que, por vezes, falta em famílias onde reina apenas a crítica, o controle, o autoritarismo cerceador.
Muitos pais e educadores, no intuito às vezes nobre, de buscar identificar as más tendências das crianças, para que essas sejam atendidas e não se desenvolvam, esquecem de perceber as positivas.
Passam a cercear toda e qualquer atitude que possa apontar para uma imperfeição da alma, sendo severos sempre, como se cuidassem de um ser internado numa instituição de recuperação de delinquentes.
A disciplina mais rigorosa é necessária sim, principalmente nos casos de Espíritos rebeldes, que são recebidos em lares que os possam auxiliar.
Porém, quando ela se mostra constante, em todo e qualquer momento, poderá ser interpretada pelo educando como falta de amor, de carinho.
O equilíbrio pede direccionamento sempre que necessário, mas nos aponta também o caminho da apreciação e do estímulo para o positivo.
Reforçar o positivo sempre irá falar mais alto do que recriminar o negativo.
Em algumas situações, emergenciais, a corrigenda, a austeridade serão a melhor escolha?
Será que os Espíritos rebeldes não esperam, muitas vezes, por alguém que os ajude a descobrir o que têm de bom em si?
Será que não aguardam pelo amor de um pai, de uma mãe ou de um educador, que possa lhes estimular um comportamento positivo que já apresentam?
Quase todos os pais repreendem o filho quando as famosas notas vermelhas aparecem nas avaliações.
Mas, quantos pais elogiam, comemoram, quando as notas são altas, ou quando fazem um bom trabalho?
Quase todos criticam a falta de estudo, de dedicação.
No entanto, quantos pais reconhecem quando seus rebentos se esforçam, se superam, mesmo que o mundo não lhes tenha reconhecido o valor?
Descubramos na prática o poder da correcta e sensata apreciação, e vislumbremos o florescer das almas do mundo, mostrando o que possuem de melhor.

Momento Espírita com base no cap. O grande segredo de tratar com as pessoas, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Nacional, 2003.

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Um gesto tão simples...

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 12, 2018 7:54 pm

Quem poderia imaginar que um gesto tão simples pudesse determinar o destino de uma vida?
Normalmente, o noticiário nos fala de heróis que, com risco da sua própria vida, se jogaram nas águas da inundação para salvar alguém prestes a se afogar ou ser levado de roldão, pela enxurrada bravia.
Ou dos heróis que se lançaram em meio às chamas, resgatando uma vítima prestes a morrer sufocada pela fumaça ou consumida pelo fogo.
São factos que nos emocionam e nos fazem meditar a respeito do desprendimento dessas criaturas, da sua coragem.
E do efeito benéfico para quem foi salvo.
No entanto, um canadense, sem sequer pensar nas consequências positivas do seu gesto, salvou a vida de um desconhecido, alguém que jamais viu.
Esse cidadão, que se considera muito rico e feliz por ter casado com o amor da sua vida e ter quatro filhos maravilhosos, adoptou, há bastante tempo, o lema de fazer o dia de outra pessoa feliz.
Assim, duas vezes na semana, quando compra o seu café em um drive-thru local, ele deixa pago um café e um bolinho para a pessoa seguinte na fila.
Sua única exigência ao caixa é que diga à pessoa premiada que ela tenha um bom dia.
O jornal Durham Region, de Ontário, no Canadá, certo dia, recebeu uma carta anónima, na qual o remetente contava que alguém havia pago o seu café e lhe desejado um bom dia através do caixa.
Dizia o autor da carta que a sua vida estava tão ruim que ele decidira não viver mais.
Definira acabar com a sua existência naquele mês.
Mas escrevia: Eu me perguntei por que alguém compraria café para um estranho sem motivo algum.
Por que eu? Por que hoje?
Se eu fosse religioso, tomaria isso como um sinal.
Esse ato aleatório de bondade foi dirigido a mim naquele dia com um propósito.
Surpreso com o gesto, ele se sentiu inspirado e decidiu ajudar a algum estranho.
Naquele dia, auxiliou sua vizinha descarregando as compras do carro, levando-as, de forma segura, para dentro da casa dela.
Um verdadeiro contágio do bem.
Finalmente, o anónimo encerrava com um agradecimento:
Cara gentil da caminhonete: obrigado do fundo do meu coração.
Saiba que o seu gesto de bondade salvou uma vida.
Esse dia foi um dos meus melhores.
O jornal não somente publicou a carta, como uma demonstração de algo muito positivo, quanto pesquisou até chegar no beneficiário: Glen Oliver.
Ao ser entrevistado pelo Buzzfeed Canadá, Oliver disse que chorou ao saber da consequência de algo que ele faz, por gratidão à vida, há tanto tempo.
Quem poderia imaginar que algo tão simples pudesse dar tal reviravolta em uma vida prestes a se acabar?
* * *
O fato nos leva a pensar quantas vezes já iluminamos a vida de alguém, tornamos o seu dia mais feliz com um sorriso, um cumprimento, um agradecimento.
Quantas vezes ao manifestarmos nossa gratidão ao atendente do comércio não lhe teremos amenizado as horas do trabalho exaustivo.
Pensemos nisso.
E se a consciência nos disser que não costumamos sorrir, nem agradecer, nem dar uma flor a alguém por coisa nenhuma, que tal começarmos agora?

Momento Espírita, com base em facto noticiado no site www.sonoticiaboa.com.br de 8.2.2018.

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Protecção ao lar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 13, 2018 8:42 am

É uma casa com tijolos à vista, esparramada sobre um grande terreno num bairro tranquilo da cidade.
Apresenta cuidado primoroso em todos os detalhes, desde o telhado germânico em tom ocre escurecido, as janelas com jardineiras floridas, até o imenso jardim que a circunda por completo, verdejando e embelezando o espaço amplo ocupado na via urbana.
Algo curioso, porém, chama a atenção. Parece destoar de toda aquela paisagem:
nas colunas principais, onde se apoiam os grandes portões de ferro que dão acesso à moradia, estão duas figuras horrendas.
São criaturas com cabeça de leão, dentes em posição de ataque e corpo alado, sentados sobre a pilastra do muro imponente. São dois gárgulas.
Que fazem ali?
A figura dos gárgulas remonta à era medieval.
Podemos ainda encontrá-los no alto de algumas catedrais e construções antigas, em formatos distintos.
Nas construções da Idade Média, tinham a função primordial de escoar a água dos telhados para fora dos prédios, não deixando que escorressem pelas paredes.
Também tinham uma segunda utilidade:
eram tidos como monstros de eterna vigilância sobre as catedrais góticas e barrocas.
O intuito era sinalizar perigo para quem se aproximasse da igreja com a consciência suja.
Esses ícones também eram tidos como protectores dos sacerdotes e crentes contra os seres malignos que quisessem adentrar a igreja.
Dessa forma, podemos entender a razão dos dois gárgulas postados em frente à bela casa.
Estariam ali como protecção para aquele lar.
Isso nos conduz a uma importante reflexão: como estamos cuidando da segurança, da protecção espiritual de nossos lares?
Se na Idade Média, se pretendia que os gárgulas tivessem o poder de proteger os locais onde se encontravam, o que podemos fazer para evitar que as influências espirituais negativas alcancem nossos cómodos íntimos e, consequentemente, nossos lares?
São vários os recursos de que dispomos.

Primeiro: fraternidade e respeito entre os familiares.
Num lar onde predominam atitudes e sentimentos nobres, dificilmente haverá brecha para qualquer influenciação perniciosa.
Fazer o bem sempre nos proporcionará escudo poderoso.

Segundo: união.
Uma família que se mantém unida, que se entende e que pensa no bem de todos evita muitos males.
Quando houver discórdia, que sempre possamos ser a palavra do entendimento, do bom senso, da reconciliação.
Isso tornará ineficazes as más influências.

Terceiro: oração.
Mesmo que todos não partilhem da mesma crença para orarem em família, juntos, importante que os pensamentos sejam elevados através de alguma forma de oração.
Mesmo que seja realizada apenas por um dos seus membros, a prece feita com o coração cria uma espécie de redoma protectora para o lar.
O contacto com a Espiritualidade superior através desse instrumento será sempre valioso.
Pensemos nisso.
Em tempos de tanta preocupação com segurança, de casas com grades, alarmes, vigilantes, pensemos também na protecção invisível, nos pensamentos e actos que afastam toda e qualquer má influência.

Momento Espírita.

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Toque de amor

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 14, 2018 8:57 pm

Dá o teu toque de amor e Deus fará o resto.
Foi isso que a amiga lhe dissera na véspera.
Ela estava desnorteada, sem leme na direcção da vida familiar, que tomara um rumo inesperado, como um furacão que chega arrasando tudo.
Há seis meses, o marido chegara em casa e simplesmente a informara de que deixaria o lar.
Ele havia se apaixonado por outra mulher que lhe exigia a presença.
Passados poucos dias, a filha, de apenas dez anos, dizendo sentir muito a falta do pai, pedira para ir morar com ele.
Agora, o filho, que apenas adentrara a faculdade, lhe viera anunciar que havia perdido o ano. Disse não conseguir prestar atenção às aulas.
Preocupada, observando-o mais atentamente, ela descobrira que o rapaz havia se envolvido com drogas.
Sentia-se desesperar pois, além de precisar atender aos compromissos profissionais, em grande empresa, necessitava auxiliar nos cuidados para com a mãe acamada.
Fora no intervalo do trabalho, que a amiga se aproximara, procurando conversar, por notá-la muito tensa e cabisbaixa.
A pressão interior era tanta que, durante o desabafo, ela desabara em pranto inconsolável.
* * *
Quando nos deixamos envolver pelos problemas mergulhando em suas águas turvas, sem portar a bóia de segurança da conexão com a Providência Divina, corremos o risco de naufragar.
Essa poderosa ligação se faz possível sempre que utilizamos os recursos da oração e da confiança em Deus.
Entramos então em sintonia com as forças maiores do Universo, e acabamos percebendo que não estamos à deriva no mar da vida.
Importante lembrar que o Pai Celestial, com Sua vontade eterna e imutável, sustenta e mantém todo o Universo, tanto os mundos, a natureza e nós, os Seus filhos.
Por mais difícil seja o momento que enfrentemos, Ele não nos deixa sozinhos.
Seu olhar amoroso nos acompanha e Seus mensageiros de amor nos inspiram sempre ideias melhores e caminhos alternativos.
Seus recursos nos chegam nos momentos mais inesperados, através de amigos ou de familiares que, com suas palavras sinceras, nos fortalecem e incentivam.
Outras vezes, o socorro divino vem através de boas leituras, que parecem terem sido direccionadas ao nosso coração sofredor, trazendo o alívio esperado.
Importante nos confiarmos ao Alto.
Quando nosso Pai Celestial ocupa o trono da nossa confiança sentimos que por maior seja o vendaval, as rosas acabarão por florescer no espinheiral.
Por mais que dure a escuridão, as estrelas surgirão varando as trevas.
Portanto,não devemos jamais perder as esperanças naquele que é nosso Criador e mantedor constante.
Deus age sempre, embora estejamos distraídos ou não acreditemos na Sua Providência.
Até mesmo quando seja vacilante a nossa fé e minúscula a nossa coragem.
Portanto, na construção da felicidade que almejamos, quando surgirem provações e percalços, não nos desesperemos, nem reclamemos.
Lembrando de sábio conselho, ofereçamos o nosso toque de amor, confiando que Deus fará o resto.

Momento Espírita, com transcrição de frases do cap. Toque de amor, do livro Amizade, pelo Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDEAL.

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Bem-aventurados os Aflitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 15, 2018 11:53 am

"Que as bênçãos do Alto caiam sobre vós.
Falar-vos-ei hoje sobre o assunto tratado no estudo do Evangelho:
os motivos de resignação.
Desde que o Mestre Francês desceu ao orbe com a missão de trazer aos homens uma nova visão de vida, as interpretações dos textos bíblicos ficaram mais acessíveis às pessoas comuns.
O capítulo das bem-aventuranças é um trecho dos Evangelhos que demanda uma maior sabedoria para ser compreendido em espírito.
A Doutrina Espírita trouxe a chave do entendimento explicando a razão do sofrimento e a necessidade da alma passar pelas experiências dolorosas na matéria, se houver a necessidade do resgate das suas dívidas.
A lei de causa e efeito explica todas essas questões alusivas à maioria das situações de dificuldades pelas quais o Espírito passa.
A reencarnação coroou esta realidade.
Quando o homem sofre sem saber a razão, suas amarguras são centuplicadas e exacerbadas pela revolta e sensação de impotência diante dos fatos que a ele parecem intermináveis.
A dor que experimenta lhe parece injusta e se pára para pensar em seus problemas, logo culpa a Deus por não dar-lhe a devida atenção.
Entretanto se tem em si o sentido da imortalidade da alma e principalmente se acreditar na transitoriedade de tudo, logo antevê naquele sofrimento uma forma de se libertar-se de sua prisão no futuro.
Se examina a própria consciência com sincera humildade, quase sempre encontra lá a razão de suas dificuldades.
Não se amargura diante das provas porque vê nelas uma válvula de escape para o gozo de uma felicidade em dias futuros.
Se é atingido por uma injúria ou por qualquer situação que lhe exija maturidade para suportar, logo evoca suas convicções na assistência espiritual que a Providência Divina vos premia a todo instante.
Portanto, este homem experimenta a felicidade, mesmo nas situações de sofrimento porque compreende que as suas aflições têm uma razão de ser e que quanto maior a doença mais amargo será o remédio.
Para uma grande falta, uma grande correcção.
Bem-aventurados, portanto, são os aflitos que bem suportarem as suas provas com resignação, pois em breve estarão livres de suas amarras terrenas e poderão viver na vida verdadeira em companhia dos justos e dos felizes que um dia passaram pelas mesmas dificuldades de compreensão.
Lutai, pois, caros irmãos, para terem com urgência o fio da verdadeira sabedoria que vos foi trazida por Allan Kardec, a fim de que possais adentrar no Reino dos Céus, que está reservado aos que souberem fazer bom uso das oportunidades oferecidas pelo Pai Celestial.
Colocai em vossos corações as doces palavras do Mestre Maior, quando vos chama com extrema compaixão:
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração porque o meu jugo é suave e meu fardo e leve”.

Espírito: João de Arimatéia

Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec

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A carne é fraca

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 16, 2018 10:22 am

Quando alguém procura uma desculpa para justificar suas fraquezas, é comum ouvirmos a afirmativa de que a carne é fraca.
A culpa, portanto, é da carne, ou seja, do corpo físico.
Esse é um assunto que merece mais profundas reflexões.
Hahnemann, criador da medicina homeopática, fez a seguinte afirmativa:
O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios.
Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao espírito.
A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?
Sábia consideração essa, pois encerra grandes verdades.
Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de cólera.
Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, não é a comida que excita o órgão do paladar, pois sequer está em contacto com ele.
É o Espírito, cuja sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão através do pensamento.
Se uma pessoa sensível facilmente verte lágrimas, não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secreção abundante das lágrimas.
Assim, um homem é músico não porque seu corpo seja propenso à musicalidade, mas porque seu Espírito é musicista.
Como podemos perceber, a acção do Espírito sobre o corpo físico é tão evidente que uma violenta comoção moral pode provocar desordens orgânicas.
Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a diarreia.
Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabeça, taquicardia, e até mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.
Quanto às disposições para a preguiça, a sensualidade, a violência, a corrupção, igualmente não podem ser lançadas à conta da carne, pois são tendências radicadas no Espírito imortal.
Se assim não fosse, seria fácil, pois não teríamos nenhuma responsabilidade pelos nossos actos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equívocos cometidos.
Toda responsabilidade moral dos actos da vida física competem ao Espírito imortal.
Nem poderia ser diferente.
Assim, quanto mais esclarecido for o Espírito, menos desculpável se tornam as suas faltas, uma vez que, com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto.
* * *
Todos nós, sem excepção, possuímos na intimidade a centelha divina, a força capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emoções nobres que o Criador depositou em nós.
Fazendo pequenos esforços conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Espírito sobre o corpo.
E só então entenderemos porque Jesus afirmou:
Vós sois deuses, podereis fazer o que eu faço, e muito mais.

Momento Espírita, com base no cap. VII do livro O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. FEB e no livro Hahnemann, o apóstolo da medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda, ed. CELD.

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Herói maior

Mensagem  Ave sem Ninho Ontem à(s) 10:46 am

Ocorreu há algum tempo.
Personalidade nacional famosa sofreu um acidente com seu filho de apenas seis anos de idade.
Durante mais de dez horas ficaram aguardando socorro, em um quase pântano.
O pai, bastante ferido, tranquilizou o filho dizendo-lhe que Papai do Céu iria dizer às pessoas onde eles haviam caído.
Que ele não ficasse com medo.
Logo estariam salvos.
A fome e a sede se instalaram.
A noite chegou. O medo do garoto aumentou.
No cair da noite, ele afirmou que estava zangado com Papai do Céu.
Afinal, ele não tinha contado para ninguém onde eles estavam.
O socorro não havia chegado.
Finalmente, ambos foram resgatados.
O garoto, ileso.
Nada além de bastante assustado.
Nas entrevistas que se seguiram, o pai adjectivou o comportamento do menino de seis anos como o de um verdadeiro herói.
Foi ele quem auxiliou o pai a mover o corpo, procurou água em meio à lama e até providenciou um galho para afastar eventuais urubus que viessem atacar seu pai.
É que o sangue que jorrava do corte na sua testa poderia atraí-los.
O menino, passado o perigo, voltou a pular e saltar.
Na escola contou sua aventura.
Lamentou não ter nenhum arranhão para referendar que o que estava narrando era verdadeiro.
A nota mais importante, em todo o episódio, no entanto, ficou mesmo por conta do garoto vivo e peralta.
Ao ser indagado por um jornalista a respeito de quem era o seu herói, desde que ele mesmo assim era considerado, esperou-se que ele apontasse o pai, por dois motivos.
Pai é sempre herói para o filho.
Nesse caso, acresce o facto dele ser famoso internacionalmente.
Entretanto, sem titubear um momento sequer, ele exclamou:
Meu herói é Papai do Céu!
* * *
Oxalá pudessem nossos filhos ter este conceito. E nós mesmos.
Conceito que é afirmação de fé.
Fé de quem sabe que é Deus que nos governa a vida, sustenta as horas e dispensa bênçãos.
Deus Pai que nos ama e cujo amor se manifesta no hálito à vida.
Vida que permite a uma débil raiz a força para fender a rocha ou extrair do interior da terra o perfume da flor.
O sabor do fruto.
Deus Pai que nos criou Espíritos, fadados à perfeição.
Que estabeleceu o processo da reencarnação, a fim de que, através de inúmeras etapas, realizemos experiências evolutivas, desdobrando os germes que dormem em nosso íntimo, até se agigantarem na glória do bem.
Em qualquer circunstância, pois, não nos esqueçamos do amor de Deus, que se estende sobre todos nós.
Você sabia?
Você sabia que o amor de Deus é o programador perfeito para a exuberância infinita das galáxias?
Que é o Seu amor que dá equilíbrio ao cosmo, com tal precisão que extasia a mente humana, que apenas começa a compreender as leis de sustentação e de ordem vigentes em toda parte?

Momento Espírita, com base em artigo da Revista Isto é, nº 1459 e no cap. 25, do livro Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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Estou pronto, agora

Mensagem  Ave sem Ninho Ontem à(s) 8:41 pm

O capitão de um navio que ia zarpar, dirigia-se apressado para o porto.
Estava muito frio.
Diante da vitrine de um restaurante, ele viu um menino quase maltrapilho, de bracinhos cruzados e meio trémulo.
Que está fazendo aí, meu pequeno? – Disse-lhe o capitão.
Estou só olhando quanta coisa gostosa existe para se comer.
Além do que, deve estar bem quentinho aí dentro.
Tenho bem pouco tempo antes da partida do navio. Se você estivesse arrumadinho, eu o levaria a esse restaurante para que comesse algumas dessas coisas boas e saborosas.
Mas, infelizmente, não está... – Falou o capitão.
O garoto, faminto e com os olhos rasos d’agua, passou a mãozinha magra sobre os cabelos em desalinho e falou:
Estou pronto, agora!
Comovido, o capitão o levou para o restaurante, fazendo-lhe servir uma boa refeição.
E, enquanto o garoto comia, perguntou-lhe:
Diga-me uma coisa: onde está a sua mãe, meu pequeno?
Ela foi para o céu quando eu tinha apenas quatro anos de idade.
E você ficou só com seu pai?
Onde ele está? Onde trabalha?
Nunca mais vi meu pai, desde que minha mãe morreu.
Mas, então, tornou a perguntar o capitão, quem toma conta de você?
Com um jeitinho resignado, o menino respondeu:
Quando minha mãe estava doente, ela disse que Deus tomaria conta de mim.
Ela ainda me ensinou a pedir isso todos os dias a Ele.
O capitão ficou cheio de compaixão e acrescentou:
Se você estivesse limpo e arrumadinho eu o levaria para o navio e cuidaria de você com muita alegria.
O menino pôs-se de pé, rápido, alisou os cabelinhos sujos e mal cuidados e voltou a repetir a mesma expressão:
Capitão, estou pronto, agora.
Vendo-o assim quase suplicante, aquele capitão o levou para o navio, onde o apresentou aos marinheiros e imediatos, dizendo:
Ele será meu ajudante e será sempre chamado de “Pronto, agora”.
Ali o garoto recebeu tudo o que carecia e as coisas transcorriam, aparentemente bem, até que um dia ele amanheceu febril.
Foi medicado, mas a febre não cedia.
Vendo-o piorar, o capitão aflito disse ao médico:
Procure salvá-lo, doutor.
Não quero ficar sem ele.
O médico fez tudo o que pôde, mas em vão.
Na tarde seguinte, o menino, chamando o capitão, lhe falou:
O senhor foi muito bom para mim.
Eu o amo muito e gostei de estar aqui, mas agora vou ao encontro de minha mãe.
O senhor está pronto, agora, para aceitar que eu vá?
Porque minha mãe está me dizendo que enquanto o senhor não estiver pronto, eu não me libertarei.
Com lágrimas nos olhos, o capitão, tomando as mãos do menino, disse:
Filho, estou pronto, agora!
O garoto cerrou os olhos, suspirou e seu Espírito abandonou o corpo enfermiço, indo ao encontro de sua mãe.
* * *
Abre-te ao amor e ao bem, onde estejas e com quem te encontres.
Aprende a entesourar bênçãos na dificuldade, como se colhesses lírios no pântano.
Cumpre os teus compromissos, mesmo aqueles que te pareçam mais aflitivos, com a alegria de quem se liberta.
Dessa forma estarás sempre pronto para a vitória, as conquistas maiores e a felicidade que te aguarda.

Momento Espírita, com base no artigo Estou pronto, agora, publicado no Mensário Espírita O Sol Nascente, de junho de 2001, e no cap. 14, do livro Sob a protecção de Deus, por diversos Espíritos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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O que nos falta

Mensagem  Ave sem Ninho Hoje à(s) 9:24 am

Stan Belin, desde pequeno, sonhou muito alto.
Certa vez, debruçando-se na amurada de uma ponte, ficou olhando um maravilhoso iate que passava embaixo.
Pôde ver as pessoas ricamente trajadas, sorrindo, felizes.
Era um cenário de luxo e conforto e, naquele momento ele decidiu que batalharia para ter sucesso na vida.
Os seus alvos passaram a ser dinheiro, poder e prestígio.
Aluno exemplar, formou-se em odontologia.
Casou-se com uma moça que conhecia desde os tempos de escola.
O dinheiro começou a surgir em abundância.
Sua reputação espalhou-se.
Ele conseguiu prestígio com a nomeação para um alto cargo, pelas autoridades do Estado onde vivia.
Teve dois filhos saudáveis.
Conseguiu uma casa magnífica, automóveis luxuosos.
Desfrutava férias em lugares exóticos.
Finalmente, comprou um lindo iate e navegou até a ponte, onde em criança começara seu sonho.
Era o ponto culminante.
No entanto, Stan se sentia imensamente triste e desesperado.
Conquistara tudo que idealizara.
Era invejado, mas sentia-se perdido, vazio, insatisfeito.
Logo chegou a depressão.
Ele se sentia desalentado, infeliz.
Almejava comprar confiança e tranquilidade, mas elas não estavam à disposição no mercado de capitais.
A pouco e pouco, foi abandonando a profissão.
Já não era a pessoa conversadora nem bom dentista.
Enveredou pelo caminho das drogas e se deixou envolver.
As drogas lhe davam uma euforia que era sempre mais fugidia.
Durava breves segundos e logo ele voltava a cair nos profundos abismos da depressão.
Perdeu a casa, o iate, o respeito por si mesmo.
Levantava-se a cada dia, contemplava a face da manhã e se perguntava:
Por que estou tão vazio por dentro?
O que me falta?
Pois não conquistei tudo que almejei:
família, dinheiro, prestígio, poder? O que me falta?
* * *
À semelhança de Stan, muitos seguimos pelas veredas humanas sem objectivos verdadeiros.
Idealizamos metas fictícias e as perseguimos para descobrir, ao conquistá-las, que elas não nos preenchem as necessidades íntimas.
Tudo porque, em verdade, temos sede de Deus.
Deus, o Amigo Perfeito, sempre disposto a nos ouvir as queixas e a nos apresentar soluções.
Deus que, silencioso, fala em todas as expressões da natureza.
Sempre indulgente, e refúgio seguro, tranquilizando-nos.
Sempre se encontra suficientemente perto para tomar conhecimento das nossas necessidades, providenciando o apoio de que carecemos.
Ninguém que dele não necessite.
Ele preenche todos os vazios e estabelece roteiros seguros para as nossas vidas.
Com Deus no coração e na mente agiremos com decisão feliz e desempenharemos as nossas tarefas com dinamismo elevado.

Você sabia?
Você sabia que Deus sempre nos abençoa, quer O busquemos ou não?
Mas se, através do pensamento, sintonizarmos com suas dádivas, melhor assimilaremos a irradiação do Seu amor, aquecendo-nos as almas.
Deus provê todas as nossas necessidades, mas não as assume, para não anular o nosso esforço e valor, o que então nos candidataria à inutilidade.

Momento Espírita, com base no artigo Eles desafiaram a cocaína... e perderam, de autoria de Henry Hurt, publicado em Selecções Reader’s Digest, de setembro de 1988 e no cap. 3 do livro Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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Re: Momentos Espíritas IV

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