Momentos Espíritas IV

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Cultura de Graça

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 08, 2018 10:49 am

Scheilla

Além da cultura primária da inteligência, o homem paga na Terra todos os dotes do conhecimento mais elevado.

Pelo currículo de várias disciplinas, cobram-se-lhe matrículas, taxas, honorários e emolumentos diversos, nas casas de ensino superior.

Se quiser explicadores dessa ou daquela matéria em que se veja atrasado, é constrangido ao dispêndio de extraordinários recursos.

Se decide penetrar o domínio das artes, é obrigado a remunerar as notas do solfejo ou a iniciação do pincel.

Entretanto, para as nossas aquisições sublimes, permite o Senhor que a Doutrina Espírita abra actualmente na terra preciosos cursos de elevação, em que a cultura da alma nada pede à bolsa dos aprendizes.

Cada templo do Espiritismo é uma escola aberta às nossas mais altas aspirações e cada reunião doutrinária é uma aula, susceptível de habilitar-nos às mais amplas conquista para o caminho terrestre e para a Vida Maior.

Pela administração desses valores eternos não há preço amoedado.

Cada aluno da organização redentora pode comparecer de mãos vazias, trazendo simplesmente o sinal do respeito e vaso da atenção.

Jesus, o Mestre dos Mestres, passou entre os homens sem nada cobrar por Seus Divinos Ensinamentos.

E o Espiritismo, que Lhe revive agora as bênçãos de amor, pode ser comparado a instituto mundial de educação gratuita, conduzindo-nos a todos, sem exigência e sem paga, do vale obscuro da ignorância para os montes da luz.

(Página extraída do livro Ideal Espírita, cap. 17, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, 7ª edição, CEC, Uberaba-MG).

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Vós sois deuses

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 09, 2018 12:19 pm

Vós sois deuses, lembrou-nos o Mestre de Nazaré, referindo-se à nossa condição de seres imortais.
Podeis fazer tudo que faço e muito mais, acrescentou ainda.
Recordamos-lhe a vida e O vemos andando pelas estradas, atendendo o povo, sem cansaço.
O povo, a Sua paixão.
Onde se manifestasse a dor, ei-lO a espalhar o consolo.
Ele adentra Naim e deparando-se com um cortejo fúnebre que levava ao sepulcro um corpo jovem, compadece-se da mãe em prantos.
Estanca o passo dos homens e ordena ao moço, que estava em sono letárgico, que se erga, devolvendo-o à mãe, agora em júbilo.
Ele convive com a má-vontade e a ignorância dos homens.
Ouve as perguntas, tolas por vezes, que lhe são dirigidas e as responde, elucidando.
Vai à casa dos apontados como corruptos, serve-se do momento para ensinar o bem, sem macular-se.
Ergue a mulher equivocada de Magdala, convidando-a à reformulação íntima.
Recebe-lhe as demonstrações de carinho e ternura, mas insiste no convite à mudança de atitude.
Imparcial, sempre. Sereno, também.
Devolve a vista ao cego de nascença e lhe recomenda nada dizer a ninguém.
Como se pudesse o beneficiado deter a cascata de alegrias de que se revestiu.
Liberta o homem de Gadara de legião, os Espíritos que o atormentavam.
Aponta directrizes renovadas à samaritana, no poço de Jacó e lhe possibilita o crescimento espiritual.
Da virtude que emana de Seu Espírito oferta a cura ao problema hemorrágico da mulher das distantes terras de Cesareia de Felipe.
Entra, triunfante, em Jerusalém, sem, no entanto, prender-se às efémeras manifestações de júbilo com que o recebe o povo.
Podeis fazer muito mais...
* * *
Obediente à afirmação do Cristo, Albert Schweitzer embrenhou-se no coração da África equatorial francesa e se dedicou aos seus irmãos negros.
Construiu seu hospital do nada, praticamente com as próprias mãos.
Tudo para atender os pacientes africanos atacados de todas as doenças, desde lepra até elefantíase.
Foi-lhes médico, pastor, professor.
Suportou-lhes a ignorância que os fazia comer os unguentos receitados para enfermidades da pele.
Ou beber de uma vez o vidro de medicamento destinado a durar semanas.
Ou quando tentavam envenenar outros internados.
Quando o silêncio descia sobre o resto do acampamento, ele trabalhava até meia-noite ou mais tarde ainda, escrevendo ou respondendo cartas.
Quando partiu para a África, Schweitzer pensou que estava abandonando para sempre as coisas que lhe eram mais caras: a arte e o ensino.
Mas sempre teve um piano consigo e assim pôde manter em dia sua música.
Suas gravações de Bach em órgão obtiveram grande êxito.
Cada vez que voltava à civilização, fazia uma longa série de conferências, tendo sido homenageado por inúmeras universidades.
Além disso, trabalhando à noite, manteve uma produção literária constante.
Os homens lhe reconheceram a grandeza.
Ele recebeu o Prémio Nobel da Paz, em 1952.
Vós sois deuses... Podeis fazer muito mais...
Schweitzer fez. Que podemos nós realizar?

Pensemos nisso.

Momento Espírita, com transcrição do Evangelho de João, cap. 10, versículo 34 e cap. 14, versículo 12.

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Somos todos irmãos

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 10, 2018 10:23 am

Em tempos de tantas lutas por igualdade, por inclusão social; em tempos que quase tudo é levado à conta de discriminação sexual, social, racial, é bom recordar Albert Schweitzer.
Esse pianista, cirurgião, um trabalhador do bem, nos deixou, com suas letras e com seu exemplo, lições extraordinárias.
Na África, onde foi servir aos seus irmãos, ele foi carpinteiro, construtor, capataz da turma de pá e picareta.
Construiu um hospital, em grande parte, com as próprias mãos.
Alegremente, o reconstruiu quando, após longa ausência, o encontrou tomado pela selva.
O escritor, o pianista, levantava cercas, pintava de cal as paredes, gastava dias numa canoa, de aldeia em aldeia, para obter folhas de palmeira para cobrir casas.
Arrastando grandes toras, certa feita, chamou um nativo vestido de branco para ajudá-lo.
Recebeu como resposta: Eu sou intelectual.
Não arrasto madeira pelo mato.
Sem se perturbar, retrucou Schweitzer:
Você é um felizardo.
Eu também quis ser um intelectual, mas não tive jeito.
E era assim. Os próprios negros, que ele alimentava e tratava, se estendiam à sombra das árvores, descansando, numa indiferença de enlouquecer.
E à pergunta Como gostamos deles, apesar dos aborrecimentos que nos dão? – Dizia que era preciso ter amor e paciência bastante para compreendê-los.
Ele se identificava com cada paciente, sofria com seu sofrimento, atormentava-se com suas ansiedades.
Um deles, depois de submetido a uma cirurgia, recuperando a consciência, olhou com espanto ao redor e exclamou, repetidas vezes:
Não sinto mais dor! Não sinto mais dor!
Sua mão procurou a do benfeitor e a segurou, com força.
Então, pacientemente, Schweitzer se deixou ficar ali, tendo entre as suas as negras mãos agradecidas.
Aproveitou a oportunidade e começou a dizer a ele e a todos os demais que estavam no mesmo dormitório escassamente iluminado:
Foi o Senhor Jesus quem me mandou para cá, e a minha mulher, que é minha auxiliar.
E quem dá o dinheiro para que possamos ficar aqui, tratando todos os doentes, é gente branca da Europa.
Os nativos ficaram espantados e o crivaram de perguntas.
Desejavam saber mais sobre essa tal gente branca. Onde vivia, o que fazia e como sabia que os nativos sofriam tantas doenças e precisavam de tratamento.
O sol africano brilhou, inclemente, lá fora e penetrou na escura barraca, onde todos se encontravam.
Ali estavam sentados, lado a lado, brancos e negros.
Uns desejavam saber, outro explicava, informava, esclarecia, como um pai amoroso ensinando aos filhos coisas básicas, corriqueiras.
Algo especial parecia a todos envolver.
Uma atmosfera de amizade, de compaixão, de compreensão.
Naquele momento, naquele ambiente, todas aquelas almas sentiram, por experiência própria, o alto significado das palavras: Somos todos irmãos.

Somos todos irmãos!
Irmãos porque descendentes de um único Pai Criador, amoroso e bom.
Irmãos porque vivemos no mesmo único lar que nos abriga: o planeta Terra.
Irmãos, independente da cor da pele, da crença religiosa, do partido político, do status social, da nação onde vivamos.
Oxalá em breve todos nos conscientizemos firmemente dessa grande verdade: somos todos irmãos.
E vivamos dessa forma.

Momento Espírita, com base no cap. 1, do livro O profeta das selvas, de Hermann Hagedorn, ed. Fundação Alvorada.

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O poder da apreciação

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 11, 2018 10:45 am

O radialista Paul Harvey, num de seus programas, mostrou como uma apreciação sincera consegue mudar a vida de uma pessoa.
Contou que, há muitos anos uma professora de Detroit solicitou a Stevie Morris que a ajudasse a procurar um camundongo que estava solto na sala de aula.
Entenda-se: ela apreciava o fato de que a natureza houvesse dado a Stevie algo que na sala ninguém possuía.
A natureza havia dado a Stevie um aguçado par de ouvidos para compensar sua cegueira.
De facto, era aquela a primeira vez que alguém reconhecia a capacidade de seus ouvidos.
Aquele acto de consideração iniciou-lhe uma nova vida.
A partir daquele momento, começou a desenvolver seu dom auditivo, sua sensibilidade apurada e explorar os recursos de sua voz.
Através de muito esforço tornou-se, sob o nome artístico de Stevie Wonder, um dos maiores cantores e compositores americanos de música popular.

Todos precisam de estímulo.
Nosso íntimo é rico em potencialidades, é certo, mas, da mesma maneira que as sementes só se desenvolvem quando recebem regularmente a água e o sol, nossas forças íntimas precisam de incentivo, de estímulo.
E nada como a verdadeira apreciação para fazer florescer o que muitas vezes dorme tímido, no imo de nossos jardins espirituais.
Apreciação que começa no lar, quando pais conhecem os filhos profundamente, e sabem do que eles são capazes.
Apreciação que, por vezes, falta em famílias onde reina apenas a crítica, o controle, o autoritarismo cerceador.
Muitos pais e educadores, no intuito às vezes nobre, de buscar identificar as más tendências das crianças, para que essas sejam atendidas e não se desenvolvam, esquecem de perceber as positivas.
Passam a cercear toda e qualquer atitude que possa apontar para uma imperfeição da alma, sendo severos sempre, como se cuidassem de um ser internado numa instituição de recuperação de delinquentes.
A disciplina mais rigorosa é necessária sim, principalmente nos casos de Espíritos rebeldes, que são recebidos em lares que os possam auxiliar.
Porém, quando ela se mostra constante, em todo e qualquer momento, poderá ser interpretada pelo educando como falta de amor, de carinho.
O equilíbrio pede direccionamento sempre que necessário, mas nos aponta também o caminho da apreciação e do estímulo para o positivo.
Reforçar o positivo sempre irá falar mais alto do que recriminar o negativo.
Em algumas situações, emergenciais, a corrigenda, a austeridade serão a melhor escolha?
Será que os Espíritos rebeldes não esperam, muitas vezes, por alguém que os ajude a descobrir o que têm de bom em si?
Será que não aguardam pelo amor de um pai, de uma mãe ou de um educador, que possa lhes estimular um comportamento positivo que já apresentam?
Quase todos os pais repreendem o filho quando as famosas notas vermelhas aparecem nas avaliações.
Mas, quantos pais elogiam, comemoram, quando as notas são altas, ou quando fazem um bom trabalho?
Quase todos criticam a falta de estudo, de dedicação.
No entanto, quantos pais reconhecem quando seus rebentos se esforçam, se superam, mesmo que o mundo não lhes tenha reconhecido o valor?
Descubramos na prática o poder da correcta e sensata apreciação, e vislumbremos o florescer das almas do mundo, mostrando o que possuem de melhor.

Momento Espírita com base no cap. O grande segredo de tratar com as pessoas, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Nacional, 2003.

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Um gesto tão simples...

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 12, 2018 7:54 pm

Quem poderia imaginar que um gesto tão simples pudesse determinar o destino de uma vida?
Normalmente, o noticiário nos fala de heróis que, com risco da sua própria vida, se jogaram nas águas da inundação para salvar alguém prestes a se afogar ou ser levado de roldão, pela enxurrada bravia.
Ou dos heróis que se lançaram em meio às chamas, resgatando uma vítima prestes a morrer sufocada pela fumaça ou consumida pelo fogo.
São factos que nos emocionam e nos fazem meditar a respeito do desprendimento dessas criaturas, da sua coragem.
E do efeito benéfico para quem foi salvo.
No entanto, um canadense, sem sequer pensar nas consequências positivas do seu gesto, salvou a vida de um desconhecido, alguém que jamais viu.
Esse cidadão, que se considera muito rico e feliz por ter casado com o amor da sua vida e ter quatro filhos maravilhosos, adoptou, há bastante tempo, o lema de fazer o dia de outra pessoa feliz.
Assim, duas vezes na semana, quando compra o seu café em um drive-thru local, ele deixa pago um café e um bolinho para a pessoa seguinte na fila.
Sua única exigência ao caixa é que diga à pessoa premiada que ela tenha um bom dia.
O jornal Durham Region, de Ontário, no Canadá, certo dia, recebeu uma carta anónima, na qual o remetente contava que alguém havia pago o seu café e lhe desejado um bom dia através do caixa.
Dizia o autor da carta que a sua vida estava tão ruim que ele decidira não viver mais.
Definira acabar com a sua existência naquele mês.
Mas escrevia: Eu me perguntei por que alguém compraria café para um estranho sem motivo algum.
Por que eu? Por que hoje?
Se eu fosse religioso, tomaria isso como um sinal.
Esse ato aleatório de bondade foi dirigido a mim naquele dia com um propósito.
Surpreso com o gesto, ele se sentiu inspirado e decidiu ajudar a algum estranho.
Naquele dia, auxiliou sua vizinha descarregando as compras do carro, levando-as, de forma segura, para dentro da casa dela.
Um verdadeiro contágio do bem.
Finalmente, o anónimo encerrava com um agradecimento:
Cara gentil da caminhonete: obrigado do fundo do meu coração.
Saiba que o seu gesto de bondade salvou uma vida.
Esse dia foi um dos meus melhores.
O jornal não somente publicou a carta, como uma demonstração de algo muito positivo, quanto pesquisou até chegar no beneficiário: Glen Oliver.
Ao ser entrevistado pelo Buzzfeed Canadá, Oliver disse que chorou ao saber da consequência de algo que ele faz, por gratidão à vida, há tanto tempo.
Quem poderia imaginar que algo tão simples pudesse dar tal reviravolta em uma vida prestes a se acabar?
* * *
O fato nos leva a pensar quantas vezes já iluminamos a vida de alguém, tornamos o seu dia mais feliz com um sorriso, um cumprimento, um agradecimento.
Quantas vezes ao manifestarmos nossa gratidão ao atendente do comércio não lhe teremos amenizado as horas do trabalho exaustivo.
Pensemos nisso.
E se a consciência nos disser que não costumamos sorrir, nem agradecer, nem dar uma flor a alguém por coisa nenhuma, que tal começarmos agora?

Momento Espírita, com base em facto noticiado no site www.sonoticiaboa.com.br de 8.2.2018.

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Protecção ao lar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 13, 2018 8:42 am

É uma casa com tijolos à vista, esparramada sobre um grande terreno num bairro tranquilo da cidade.
Apresenta cuidado primoroso em todos os detalhes, desde o telhado germânico em tom ocre escurecido, as janelas com jardineiras floridas, até o imenso jardim que a circunda por completo, verdejando e embelezando o espaço amplo ocupado na via urbana.
Algo curioso, porém, chama a atenção. Parece destoar de toda aquela paisagem:
nas colunas principais, onde se apoiam os grandes portões de ferro que dão acesso à moradia, estão duas figuras horrendas.
São criaturas com cabeça de leão, dentes em posição de ataque e corpo alado, sentados sobre a pilastra do muro imponente. São dois gárgulas.
Que fazem ali?
A figura dos gárgulas remonta à era medieval.
Podemos ainda encontrá-los no alto de algumas catedrais e construções antigas, em formatos distintos.
Nas construções da Idade Média, tinham a função primordial de escoar a água dos telhados para fora dos prédios, não deixando que escorressem pelas paredes.
Também tinham uma segunda utilidade:
eram tidos como monstros de eterna vigilância sobre as catedrais góticas e barrocas.
O intuito era sinalizar perigo para quem se aproximasse da igreja com a consciência suja.
Esses ícones também eram tidos como protectores dos sacerdotes e crentes contra os seres malignos que quisessem adentrar a igreja.
Dessa forma, podemos entender a razão dos dois gárgulas postados em frente à bela casa.
Estariam ali como protecção para aquele lar.
Isso nos conduz a uma importante reflexão: como estamos cuidando da segurança, da protecção espiritual de nossos lares?
Se na Idade Média, se pretendia que os gárgulas tivessem o poder de proteger os locais onde se encontravam, o que podemos fazer para evitar que as influências espirituais negativas alcancem nossos cómodos íntimos e, consequentemente, nossos lares?
São vários os recursos de que dispomos.

Primeiro: fraternidade e respeito entre os familiares.
Num lar onde predominam atitudes e sentimentos nobres, dificilmente haverá brecha para qualquer influenciação perniciosa.
Fazer o bem sempre nos proporcionará escudo poderoso.

Segundo: união.
Uma família que se mantém unida, que se entende e que pensa no bem de todos evita muitos males.
Quando houver discórdia, que sempre possamos ser a palavra do entendimento, do bom senso, da reconciliação.
Isso tornará ineficazes as más influências.

Terceiro: oração.
Mesmo que todos não partilhem da mesma crença para orarem em família, juntos, importante que os pensamentos sejam elevados através de alguma forma de oração.
Mesmo que seja realizada apenas por um dos seus membros, a prece feita com o coração cria uma espécie de redoma protectora para o lar.
O contacto com a Espiritualidade superior através desse instrumento será sempre valioso.
Pensemos nisso.
Em tempos de tanta preocupação com segurança, de casas com grades, alarmes, vigilantes, pensemos também na protecção invisível, nos pensamentos e actos que afastam toda e qualquer má influência.

Momento Espírita.

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Toque de amor

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 14, 2018 8:57 pm

Dá o teu toque de amor e Deus fará o resto.
Foi isso que a amiga lhe dissera na véspera.
Ela estava desnorteada, sem leme na direcção da vida familiar, que tomara um rumo inesperado, como um furacão que chega arrasando tudo.
Há seis meses, o marido chegara em casa e simplesmente a informara de que deixaria o lar.
Ele havia se apaixonado por outra mulher que lhe exigia a presença.
Passados poucos dias, a filha, de apenas dez anos, dizendo sentir muito a falta do pai, pedira para ir morar com ele.
Agora, o filho, que apenas adentrara a faculdade, lhe viera anunciar que havia perdido o ano. Disse não conseguir prestar atenção às aulas.
Preocupada, observando-o mais atentamente, ela descobrira que o rapaz havia se envolvido com drogas.
Sentia-se desesperar pois, além de precisar atender aos compromissos profissionais, em grande empresa, necessitava auxiliar nos cuidados para com a mãe acamada.
Fora no intervalo do trabalho, que a amiga se aproximara, procurando conversar, por notá-la muito tensa e cabisbaixa.
A pressão interior era tanta que, durante o desabafo, ela desabara em pranto inconsolável.
* * *
Quando nos deixamos envolver pelos problemas mergulhando em suas águas turvas, sem portar a bóia de segurança da conexão com a Providência Divina, corremos o risco de naufragar.
Essa poderosa ligação se faz possível sempre que utilizamos os recursos da oração e da confiança em Deus.
Entramos então em sintonia com as forças maiores do Universo, e acabamos percebendo que não estamos à deriva no mar da vida.
Importante lembrar que o Pai Celestial, com Sua vontade eterna e imutável, sustenta e mantém todo o Universo, tanto os mundos, a natureza e nós, os Seus filhos.
Por mais difícil seja o momento que enfrentemos, Ele não nos deixa sozinhos.
Seu olhar amoroso nos acompanha e Seus mensageiros de amor nos inspiram sempre ideias melhores e caminhos alternativos.
Seus recursos nos chegam nos momentos mais inesperados, através de amigos ou de familiares que, com suas palavras sinceras, nos fortalecem e incentivam.
Outras vezes, o socorro divino vem através de boas leituras, que parecem terem sido direccionadas ao nosso coração sofredor, trazendo o alívio esperado.
Importante nos confiarmos ao Alto.
Quando nosso Pai Celestial ocupa o trono da nossa confiança sentimos que por maior seja o vendaval, as rosas acabarão por florescer no espinheiral.
Por mais que dure a escuridão, as estrelas surgirão varando as trevas.
Portanto,não devemos jamais perder as esperanças naquele que é nosso Criador e mantedor constante.
Deus age sempre, embora estejamos distraídos ou não acreditemos na Sua Providência.
Até mesmo quando seja vacilante a nossa fé e minúscula a nossa coragem.
Portanto, na construção da felicidade que almejamos, quando surgirem provações e percalços, não nos desesperemos, nem reclamemos.
Lembrando de sábio conselho, ofereçamos o nosso toque de amor, confiando que Deus fará o resto.

Momento Espírita, com transcrição de frases do cap. Toque de amor, do livro Amizade, pelo Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDEAL.

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Bem-aventurados os Aflitos

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 15, 2018 11:53 am

"Que as bênçãos do Alto caiam sobre vós.
Falar-vos-ei hoje sobre o assunto tratado no estudo do Evangelho:
os motivos de resignação.
Desde que o Mestre Francês desceu ao orbe com a missão de trazer aos homens uma nova visão de vida, as interpretações dos textos bíblicos ficaram mais acessíveis às pessoas comuns.
O capítulo das bem-aventuranças é um trecho dos Evangelhos que demanda uma maior sabedoria para ser compreendido em espírito.
A Doutrina Espírita trouxe a chave do entendimento explicando a razão do sofrimento e a necessidade da alma passar pelas experiências dolorosas na matéria, se houver a necessidade do resgate das suas dívidas.
A lei de causa e efeito explica todas essas questões alusivas à maioria das situações de dificuldades pelas quais o Espírito passa.
A reencarnação coroou esta realidade.
Quando o homem sofre sem saber a razão, suas amarguras são centuplicadas e exacerbadas pela revolta e sensação de impotência diante dos fatos que a ele parecem intermináveis.
A dor que experimenta lhe parece injusta e se pára para pensar em seus problemas, logo culpa a Deus por não dar-lhe a devida atenção.
Entretanto se tem em si o sentido da imortalidade da alma e principalmente se acreditar na transitoriedade de tudo, logo antevê naquele sofrimento uma forma de se libertar-se de sua prisão no futuro.
Se examina a própria consciência com sincera humildade, quase sempre encontra lá a razão de suas dificuldades.
Não se amargura diante das provas porque vê nelas uma válvula de escape para o gozo de uma felicidade em dias futuros.
Se é atingido por uma injúria ou por qualquer situação que lhe exija maturidade para suportar, logo evoca suas convicções na assistência espiritual que a Providência Divina vos premia a todo instante.
Portanto, este homem experimenta a felicidade, mesmo nas situações de sofrimento porque compreende que as suas aflições têm uma razão de ser e que quanto maior a doença mais amargo será o remédio.
Para uma grande falta, uma grande correcção.
Bem-aventurados, portanto, são os aflitos que bem suportarem as suas provas com resignação, pois em breve estarão livres de suas amarras terrenas e poderão viver na vida verdadeira em companhia dos justos e dos felizes que um dia passaram pelas mesmas dificuldades de compreensão.
Lutai, pois, caros irmãos, para terem com urgência o fio da verdadeira sabedoria que vos foi trazida por Allan Kardec, a fim de que possais adentrar no Reino dos Céus, que está reservado aos que souberem fazer bom uso das oportunidades oferecidas pelo Pai Celestial.
Colocai em vossos corações as doces palavras do Mestre Maior, quando vos chama com extrema compaixão:
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração porque o meu jugo é suave e meu fardo e leve”.

Espírito: João de Arimatéia

Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec

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A carne é fraca

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 16, 2018 10:22 am

Quando alguém procura uma desculpa para justificar suas fraquezas, é comum ouvirmos a afirmativa de que a carne é fraca.
A culpa, portanto, é da carne, ou seja, do corpo físico.
Esse é um assunto que merece mais profundas reflexões.
Hahnemann, criador da medicina homeopática, fez a seguinte afirmativa:
O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios.
Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao espírito.
A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?
Sábia consideração essa, pois encerra grandes verdades.
Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de cólera.
Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, não é a comida que excita o órgão do paladar, pois sequer está em contacto com ele.
É o Espírito, cuja sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão através do pensamento.
Se uma pessoa sensível facilmente verte lágrimas, não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secreção abundante das lágrimas.
Assim, um homem é músico não porque seu corpo seja propenso à musicalidade, mas porque seu Espírito é musicista.
Como podemos perceber, a acção do Espírito sobre o corpo físico é tão evidente que uma violenta comoção moral pode provocar desordens orgânicas.
Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a diarreia.
Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabeça, taquicardia, e até mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.
Quanto às disposições para a preguiça, a sensualidade, a violência, a corrupção, igualmente não podem ser lançadas à conta da carne, pois são tendências radicadas no Espírito imortal.
Se assim não fosse, seria fácil, pois não teríamos nenhuma responsabilidade pelos nossos actos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equívocos cometidos.
Toda responsabilidade moral dos actos da vida física competem ao Espírito imortal.
Nem poderia ser diferente.
Assim, quanto mais esclarecido for o Espírito, menos desculpável se tornam as suas faltas, uma vez que, com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto.
* * *
Todos nós, sem excepção, possuímos na intimidade a centelha divina, a força capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emoções nobres que o Criador depositou em nós.
Fazendo pequenos esforços conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Espírito sobre o corpo.
E só então entenderemos porque Jesus afirmou:
Vós sois deuses, podereis fazer o que eu faço, e muito mais.

Momento Espírita, com base no cap. VII do livro O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. FEB e no livro Hahnemann, o apóstolo da medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda, ed. CELD.

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Herói maior

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 18, 2018 10:46 am

Ocorreu há algum tempo.
Personalidade nacional famosa sofreu um acidente com seu filho de apenas seis anos de idade.
Durante mais de dez horas ficaram aguardando socorro, em um quase pântano.
O pai, bastante ferido, tranquilizou o filho dizendo-lhe que Papai do Céu iria dizer às pessoas onde eles haviam caído.
Que ele não ficasse com medo.
Logo estariam salvos.
A fome e a sede se instalaram.
A noite chegou. O medo do garoto aumentou.
No cair da noite, ele afirmou que estava zangado com Papai do Céu.
Afinal, ele não tinha contado para ninguém onde eles estavam.
O socorro não havia chegado.
Finalmente, ambos foram resgatados.
O garoto, ileso.
Nada além de bastante assustado.
Nas entrevistas que se seguiram, o pai adjectivou o comportamento do menino de seis anos como o de um verdadeiro herói.
Foi ele quem auxiliou o pai a mover o corpo, procurou água em meio à lama e até providenciou um galho para afastar eventuais urubus que viessem atacar seu pai.
É que o sangue que jorrava do corte na sua testa poderia atraí-los.
O menino, passado o perigo, voltou a pular e saltar.
Na escola contou sua aventura.
Lamentou não ter nenhum arranhão para referendar que o que estava narrando era verdadeiro.
A nota mais importante, em todo o episódio, no entanto, ficou mesmo por conta do garoto vivo e peralta.
Ao ser indagado por um jornalista a respeito de quem era o seu herói, desde que ele mesmo assim era considerado, esperou-se que ele apontasse o pai, por dois motivos.
Pai é sempre herói para o filho.
Nesse caso, acresce o facto dele ser famoso internacionalmente.
Entretanto, sem titubear um momento sequer, ele exclamou:
Meu herói é Papai do Céu!
* * *
Oxalá pudessem nossos filhos ter este conceito. E nós mesmos.
Conceito que é afirmação de fé.
Fé de quem sabe que é Deus que nos governa a vida, sustenta as horas e dispensa bênçãos.
Deus Pai que nos ama e cujo amor se manifesta no hálito à vida.
Vida que permite a uma débil raiz a força para fender a rocha ou extrair do interior da terra o perfume da flor.
O sabor do fruto.
Deus Pai que nos criou Espíritos, fadados à perfeição.
Que estabeleceu o processo da reencarnação, a fim de que, através de inúmeras etapas, realizemos experiências evolutivas, desdobrando os germes que dormem em nosso íntimo, até se agigantarem na glória do bem.
Em qualquer circunstância, pois, não nos esqueçamos do amor de Deus, que se estende sobre todos nós.
Você sabia?
Você sabia que o amor de Deus é o programador perfeito para a exuberância infinita das galáxias?
Que é o Seu amor que dá equilíbrio ao cosmo, com tal precisão que extasia a mente humana, que apenas começa a compreender as leis de sustentação e de ordem vigentes em toda parte?

Momento Espírita, com base em artigo da Revista Isto é, nº 1459 e no cap. 25, do livro Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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Estou pronto, agora

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 18, 2018 8:41 pm

O capitão de um navio que ia zarpar, dirigia-se apressado para o porto.
Estava muito frio.
Diante da vitrine de um restaurante, ele viu um menino quase maltrapilho, de bracinhos cruzados e meio trémulo.
Que está fazendo aí, meu pequeno? – Disse-lhe o capitão.
Estou só olhando quanta coisa gostosa existe para se comer.
Além do que, deve estar bem quentinho aí dentro.
Tenho bem pouco tempo antes da partida do navio. Se você estivesse arrumadinho, eu o levaria a esse restaurante para que comesse algumas dessas coisas boas e saborosas.
Mas, infelizmente, não está... – Falou o capitão.
O garoto, faminto e com os olhos rasos d’agua, passou a mãozinha magra sobre os cabelos em desalinho e falou:
Estou pronto, agora!
Comovido, o capitão o levou para o restaurante, fazendo-lhe servir uma boa refeição.
E, enquanto o garoto comia, perguntou-lhe:
Diga-me uma coisa: onde está a sua mãe, meu pequeno?
Ela foi para o céu quando eu tinha apenas quatro anos de idade.
E você ficou só com seu pai?
Onde ele está? Onde trabalha?
Nunca mais vi meu pai, desde que minha mãe morreu.
Mas, então, tornou a perguntar o capitão, quem toma conta de você?
Com um jeitinho resignado, o menino respondeu:
Quando minha mãe estava doente, ela disse que Deus tomaria conta de mim.
Ela ainda me ensinou a pedir isso todos os dias a Ele.
O capitão ficou cheio de compaixão e acrescentou:
Se você estivesse limpo e arrumadinho eu o levaria para o navio e cuidaria de você com muita alegria.
O menino pôs-se de pé, rápido, alisou os cabelinhos sujos e mal cuidados e voltou a repetir a mesma expressão:
Capitão, estou pronto, agora.
Vendo-o assim quase suplicante, aquele capitão o levou para o navio, onde o apresentou aos marinheiros e imediatos, dizendo:
Ele será meu ajudante e será sempre chamado de “Pronto, agora”.
Ali o garoto recebeu tudo o que carecia e as coisas transcorriam, aparentemente bem, até que um dia ele amanheceu febril.
Foi medicado, mas a febre não cedia.
Vendo-o piorar, o capitão aflito disse ao médico:
Procure salvá-lo, doutor.
Não quero ficar sem ele.
O médico fez tudo o que pôde, mas em vão.
Na tarde seguinte, o menino, chamando o capitão, lhe falou:
O senhor foi muito bom para mim.
Eu o amo muito e gostei de estar aqui, mas agora vou ao encontro de minha mãe.
O senhor está pronto, agora, para aceitar que eu vá?
Porque minha mãe está me dizendo que enquanto o senhor não estiver pronto, eu não me libertarei.
Com lágrimas nos olhos, o capitão, tomando as mãos do menino, disse:
Filho, estou pronto, agora!
O garoto cerrou os olhos, suspirou e seu Espírito abandonou o corpo enfermiço, indo ao encontro de sua mãe.
* * *
Abre-te ao amor e ao bem, onde estejas e com quem te encontres.
Aprende a entesourar bênçãos na dificuldade, como se colhesses lírios no pântano.
Cumpre os teus compromissos, mesmo aqueles que te pareçam mais aflitivos, com a alegria de quem se liberta.
Dessa forma estarás sempre pronto para a vitória, as conquistas maiores e a felicidade que te aguarda.

Momento Espírita, com base no artigo Estou pronto, agora, publicado no Mensário Espírita O Sol Nascente, de junho de 2001, e no cap. 14, do livro Sob a protecção de Deus, por diversos Espíritos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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O que nos falta

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 19, 2018 9:24 am

Stan Belin, desde pequeno, sonhou muito alto.
Certa vez, debruçando-se na amurada de uma ponte, ficou olhando um maravilhoso iate que passava embaixo.
Pôde ver as pessoas ricamente trajadas, sorrindo, felizes.
Era um cenário de luxo e conforto e, naquele momento ele decidiu que batalharia para ter sucesso na vida.
Os seus alvos passaram a ser dinheiro, poder e prestígio.
Aluno exemplar, formou-se em odontologia.
Casou-se com uma moça que conhecia desde os tempos de escola.
O dinheiro começou a surgir em abundância.
Sua reputação espalhou-se.
Ele conseguiu prestígio com a nomeação para um alto cargo, pelas autoridades do Estado onde vivia.
Teve dois filhos saudáveis.
Conseguiu uma casa magnífica, automóveis luxuosos.
Desfrutava férias em lugares exóticos.
Finalmente, comprou um lindo iate e navegou até a ponte, onde em criança começara seu sonho.
Era o ponto culminante.
No entanto, Stan se sentia imensamente triste e desesperado.
Conquistara tudo que idealizara.
Era invejado, mas sentia-se perdido, vazio, insatisfeito.
Logo chegou a depressão.
Ele se sentia desalentado, infeliz.
Almejava comprar confiança e tranquilidade, mas elas não estavam à disposição no mercado de capitais.
A pouco e pouco, foi abandonando a profissão.
Já não era a pessoa conversadora nem bom dentista.
Enveredou pelo caminho das drogas e se deixou envolver.
As drogas lhe davam uma euforia que era sempre mais fugidia.
Durava breves segundos e logo ele voltava a cair nos profundos abismos da depressão.
Perdeu a casa, o iate, o respeito por si mesmo.
Levantava-se a cada dia, contemplava a face da manhã e se perguntava:
Por que estou tão vazio por dentro?
O que me falta?
Pois não conquistei tudo que almejei:
família, dinheiro, prestígio, poder? O que me falta?
* * *
À semelhança de Stan, muitos seguimos pelas veredas humanas sem objectivos verdadeiros.
Idealizamos metas fictícias e as perseguimos para descobrir, ao conquistá-las, que elas não nos preenchem as necessidades íntimas.
Tudo porque, em verdade, temos sede de Deus.
Deus, o Amigo Perfeito, sempre disposto a nos ouvir as queixas e a nos apresentar soluções.
Deus que, silencioso, fala em todas as expressões da natureza.
Sempre indulgente, e refúgio seguro, tranquilizando-nos.
Sempre se encontra suficientemente perto para tomar conhecimento das nossas necessidades, providenciando o apoio de que carecemos.
Ninguém que dele não necessite.
Ele preenche todos os vazios e estabelece roteiros seguros para as nossas vidas.
Com Deus no coração e na mente agiremos com decisão feliz e desempenharemos as nossas tarefas com dinamismo elevado.

Você sabia?
Você sabia que Deus sempre nos abençoa, quer O busquemos ou não?
Mas se, através do pensamento, sintonizarmos com suas dádivas, melhor assimilaremos a irradiação do Seu amor, aquecendo-nos as almas.
Deus provê todas as nossas necessidades, mas não as assume, para não anular o nosso esforço e valor, o que então nos candidataria à inutilidade.

Momento Espírita, com base no artigo Eles desafiaram a cocaína... e perderam, de autoria de Henry Hurt, publicado em Selecções Reader’s Digest, de setembro de 1988 e no cap. 3 do livro Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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Não se afastar

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 20, 2018 9:37 am

Muitas pessoas demonstram descontentamento com o meio em que habitam.
Afirmam-se sem afinidade com os parentes.
Não apreciam os colegas de trabalho.
Encontram apenas defeitos nos vizinhos.
Abominam o carácter e o comportamento dos habitantes de seu país.
De forma gradual, procuram afastar-se do convívio familiar e social.
Surpreendentemente, muitos dos que assim agem se dizem cristãos.
Encantados com a figura e a mensagem do Cristo, sonham com um mundo perfeito.
Contudo, esquecem que Jesus deixou por supremo mandamento o amor.
É impossível ao mesmo tempo amar e desprezar.
No contexto da mensagem cristã, o amor não é necessária e imediatamente um sentimento.
Afinal, é difícil demonstrar arroubos de ternura por um inimigo, por alguém que nos deseja o mal.
Mas é sempre possível agir correctamente com todas as pessoas.
Tratá-las como gostaríamos de ser tratados, se estivéssemos no lugar delas.
Assim, embora o comportamento de alguns companheiros não nos agrade, devemos ser sempre correctos com eles.
Essa correcção de atitude implica auxiliá-los em suas dificuldades, da espécie que sejam.
É bom que já anelemos por uma sociedade mais pura.
Constitui um sinal de progresso nosso desgosto com ambientes e hábitos corrompidos.
Mas isso não é razão para desprezarmos os irmãos de jornada.
Se desejamos a união com o Cristo, precisamos lembrar que Ele jamais desampara a Humanidade.
Em certa passagem do Evangelho, o Mestre foi explícito ao afirmar que nenhuma de Suas ovelhas se perderia.
Se a luz da consciência já brilha forte em nós, auxiliemos na transformação do mundo em que vivemos.
A Providência Divina nos colocou no ambiente em que mais úteis podemos ser.
Não convém hesitar quando o bom combate apenas começa.
Por séculos, em inúmeras encarnações, a ignorância imperou em nossos actos.
É um conforto perceber que finalmente reunimos condições de laborar no bem.
Regozijemo-nos com isso e partilhemos nossos tesouros materiais e espirituais.
Todos os homens são irmãos.
O cristão não pode fugir dos semelhantes.
Ele necessita ser um factor de luz e de paz nos meios em que se movimenta.
A mensagem cristã não constitui um convite ao afastamento da Humanidade.
Ser cristão não implica a busca de uma santidade artificial e contemplativa.
Ao contrário, esse estado de consciência exige trabalho activo na transformação do mal em bem.
Os exemplos de Jesus foram muito claros nesse sentido.
Ele não se furtou de conviver com mulheres equivocadas e ladrões, a título de preservar a própria pureza.
O Cristo jamais fugiu do contacto com os discípulos.
Esses é que O abandonaram na hora do extremo testemunho.
O Mestre não se afastou dos homens.
Os homens é que O expulsaram de seu convívio pela crucificação dolorosa.
Não sejamos nós, em nossa imperfeição, a evitar o contacto com o próximo.
Se desejamos a paz do Cristo, é natural pedirmos a Ele que nos liberte do mal.
Mas não é legítimo rogarmos que nos afaste dos locais de luta.
Com o Mestre, devemos aprender a conformar nossa vontade com os propósitos divinos.
A encontrar prazer em ser um factor de paz e progresso.
A cooperar alegremente na execução da Vontade Celeste, quando, como e onde for necessário.

Pensemos nisso.

Momento Espírita, com base no capítulo 57 do livro Vinha de luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

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Façamos a travessia

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 21, 2018 11:44 am

O cárcere fora construído em pedra nua, nos arredores de Jerusalém.
Nele, os soldados O aprisionaram.
Ela passara a noite nas proximidades, aguardando o desenrolar dos trágicos acontecimentos.
Na madrugada sem fim, lembrou-se das palavras ouvidas, em casa de Simão, após banhar os pés do Mestre com suas lágrimas:
Mulher, porque muito amaste, todos os teus pecados foram perdoados.
O alvorecer dirimiu suas recordações, com a movimentação inusitada dos legionários.
Depois, ela O viu ser conduzido ao palácio do procurador romano, Pôncio Pilatos, onde o julgamento se consumou, arbitrário e sem nexo algum. Para o Rabi, foi destinada a morte na cruz.
Quando o pesado madeiro assentou-se nas costas laceradas de Jesus, uma dor aguda tomou o coração de Maria, a arrependida de Magdala.
Ela, junto de Maria de Nazaré, O acompanhou ao longo da distância que separa a cidade de Jerusalém do Gólgota, o monte da crucificação.
Seguiam-nO ainda, João, o discípulo mais jovem, algumas mulheres e transeuntes curiosos.
Mas, em Sua lenta agonia, Ele marchava só.
E Maria Madalena pôs-se a reflectir:
Há menos de uma semana, recebido com alegria por inúmeras pessoas que lançavam flores e palmas em Seu caminho, o Mestre entrara pela porta principal de Jerusalém.
Os homens retiravam seus mantos e os estendiam no chão, à guisa de tapetes para que Jesus passasse.
As mães mostravam seus filhos para que Ele os abençoasse.
As vozes se erguiam cantando hossanas ao Filho de Davi.
Onde estavam essas pessoas agora?
Onde estavam Pedro, Thiago, André, Filipe?
Onde estavam os amigos?
Onde estavam os cegos aos quais Ele restaurara a visão?
Os surdos para os quais Ele devolvera a audição dos sons da natureza?
Os endemoniados que Ele libertara da loucura?
Acompanhando os dolorosos passos de Jesus, Maria teve uma súbita compreensão:
Ao entrar em Jerusalém, não fora Ele quem pisara nas flores, nas palmas, nos mantos estendidos.
Fora o animal no qual Ele estava montado naquela ocasião.
Ela compreendeu que, naquele instante, Jesus revelava-se verdadeira ponte entre a criatura humana, ainda imperfeita, e o Criador, Pai de todos nós.
Com lágrimas lhe humedecendo os olhos, lembrou-se das palavras dEle, que nunca antes lhe haviam soado tão significativas e reveladoras:
Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai, senão por mim.
* * *
Por um instante, silenciemos nossas emoções e pensamentos.
Voltemos os olhos a Jesus.
Sintamos as Suas mãos envolvendo as nossas.
Como Bom Pastor, Ele nos chama pelo nome.
Guiados pelas pegadas que Ele registou em nossos caminhos, tornemos seguros os nossos passos. Realizemos o esforço para iniciar o abandono do egoísmo, do orgulho, da vaidade, da arrogância, da avareza.
Envoltos pela luz do Mestre, que nosso caminhar nos conduza ao amor, ao perdão, à caridade, à gentileza, à fraternidade, à fé.
Jesus é a ponte, o caminho e o guia. Tenhamos coragem!
Façamos a travessia da nossa pobre condição humana para a angelitude!

Momento Espírita.

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As Sociedades Espíritas

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 22, 2018 10:45 am

"Já é sabido que os centros espíritas funcionam como um pronto-socorro da Espiritualidade na Terra.
Digo-vos, porém, mais. os núcleos onde se semeia a Mensagem Divina à luz do pensamento espírita, são verdadeiras escolas da alma, um local onde o Espírito de Verdade pode se manifestar livremente, tal qual o fazia nas reuniões do Cristianismo primitivo.
Os grupos que pretendam desempenhar essa tarefa deverão, porém, observar alguns preceitos.
O maior deles é a necessidade de compreensão da mensagem de Jesus em sua mais lídima expressão, sem as fantasias de que frequentemente é envolvida e sem o misticismo que lhe é dado pelos mais imaturos.
Uma instituição espírita é uma célula de grande importância dentro de vossa sociedade actual.
Deverá ser o local onde os sedentos de conhecimento buscarão para saciar sua sede com a água da Vida.
Não pode ser vista apenas como ambiente aonde se pratica a caridade, dentro da compreensão que vós tendes desta sublime virtude.
Não é um local aonde se exercita tão somente a mediunidade, visto que a prática em si pode ser feita em outros lugares e por qualquer pessoa. Não é um lugar em que só se ministra a fluidoterapia, pois os fluidos poderão ser adquiridos em outras crenças e de outras formas.
A principal tarefa da casa espírita não é dar sopa, agasalhos, cestas de alimentos, remédios ou quaisquer outro amparo de ordem material para os mais necessitados.
Não. As sociedades espíritas são núcleos aonde se consegue a maior de todas as conquistas: o conhecimento.
Mas não o conhecimento superficial trazido pelas obras apócrifas que pululam em vosso meio, mas a profundidade do ensino adquirido com o esforço sincero e verdadeiro em querer instruir-se, examinando com humildade os escritos dos mestres.
As sociedades espíritas deverão estar preparadas moral e intelectualmente para desenvolver seu trabalho maior de instrução do Espírito, preparando-o para compreender que a fé sem obras é morta, mas também que não são as obras que fazem o homem adquirir salvação para sua alma.
Deverá ensinar ao homem o verdadeiro objectivo da vida e fazê-lo ver através da racionalidade dos ensinos a razão de seus problemas e a partir dessa consciência trabalhar incessantemente para minimizá-los ou eliminá-los.
Nesse esforço de melhorias, compreenderá a necessidade de doar-se, quer seja desenvolvendo seus dons espirituais, quer seja na lida com os mais necessitados.
A sociedade espírita deve nascer organizada para não morrer mais tarde por falta de estrutura material que a viabilize.
Deve desenvolver-se dentro dos princípios da moral de Jesus e da racionalidade dos ensinos dos Espíritos superiores, trazidos ao mundo por Allan Kardec.
A Terceira Revelação não veio ao mundo para permanecer envolta nas sombras do orgulho e vaidade dos falsos-profetas, mas para florescer entre os simples de coração, entre os pequeninos, os perdidos do mundo e todos os que se dispuserem a enfrentar a si mesmo, destruindo o homem velho com suas mazelas e fazendo renascer o novo homem dos escombros da imperfeição.
Muitos conceitos e doutrinas falsas estão entre vós, espíritas, permeando as acções em vossos núcleos, contaminando vossas mentes.
Doutrinas que servem para escravizá-los na ilusão de que valeis mais do que realmente já adquiristes como património.
Mas Deus conhece seus filhos e nada ficará encoberto que não haja de ser descoberto.
Todos os falsos ensinos serão destruídos um dia, por sua própria improdutividade, pela falta de consistência e de acção moralizadora no coração dos homens.
Nenhuma doutrina que estimule o homem a permanecer como está provém da verdade.
A sociedade espírita não será nem pronto socorro da Espiritualidade, nem escola para ao Espírito, nem tampouco servirá para a manifestação da Verdade se não se sustentar na solidez da mensagem de Jesus, na seriedade, na disciplina e acima de tudo no sincero exercício de amor ao próximo.
E este último só se dará com uma compreensão mais plena, abrangente da doutrina cristã e seu papel na construção de um novo homem.
Sustentai, pois, vossas tarefas na auto-educação, utilizando os escritos dos antigos mestres, os tradutores do pensamento divino, incluindo, evidentemente a Doutrina Espírita.
Observai vossos núcleos, avaliai vossas práticas e vede se os resultados têm produzido homens melhores ou se permanecem mergulhados em suas vidas de egoísmo e iniquidades.
Só a compreensão do Bem, em espírito e verdade, pode retirá-los da ignorância e integrá-los em um mundo de luz que nada mais é que Conhecimento e Sabedoria.
Que o Pai Celeste possa alimentar vossas disposições na construção de núcleos adequados ao crescimento, no qual o Espírito de Verdade possa realizar as boas obras, através de servos fiéis que lutam para crescer em moralidade.
Creiais, Deus necessita de homens de bem para desenvolver o trabalho de reorganização do planeta.
Quem tiver olhos de ver, verá".
João de Arimatéia.

Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec

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Salário ideal

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 23, 2018 10:52 am

Você está satisfeito com o seu salário?
Provavelmente não, pois são contínuas as reclamações a respeito da baixa remuneração que, como dizem, não dá para nada.
Ouve-se dizer que o dinheiro que se ganha, ao final do mês, mal dá para quitar débitos anteriormente assumidos.
O estranho em tudo isso é que, se as reclamações pela melhoria dos salários provêm de todas as classes trabalhistas, o que se verifica em questão de qualidade de trabalho é quase o caos.
Não se percebe, falando de forma generalizada, que as pessoas se preocupem em realizar bem a sua tarefa.
Contrata-se um jardineiro para colocar em ordem o jardim.
E o que se obtém é uma poda mal feita, grama mal aparada e a terra mal espalhada pelos canteiros.
Entrega-se uma criança aos cuidados de uma babá e se percebe a má vontade com que segue os passos vacilantes do pequeno, inquieto e vivaz.
Recomenda-se um idoso enfermo a determinado atendente e nos surpreendemos com a forma com que ele é tratado, às pressas, sem atentar para detalhes.
Balconistas apressados, servidores desatenciosos, vendedores impacientes.
Em todos os lugares nos deparamos com criaturas que somente pensam em olhar para o relógio, no aguardo do final do expediente, atendendo suas tarefas com descuido e até desleixo.
À conta disto, decai a qualidade e trabalhos contratados são concluídos e entregues de forma afoita.
Se digno é o trabalhador do seu salário, como nos alerta o Evangelho, é também muito justo que o trabalhador execute o seu trabalho com disposição e cuidado.
Que nos custará, na qualidade de jardineiros, atender à poda devidamente, afofar a terra com carinho?
Afinal, as plantas dependem de nós.
Quantos minutos despenderemos a mais se nos detivermos, junto ao idoso ou ao enfermo, e estendermos a colcha com cuidado, interessando-nos pelo seu bem-estar?
E poderemos acaso nos dar conta da responsabilidade que é zelar pelos passos de um bebé?
Podemos avaliar o quão emocionante é acompanhar o desenvolvimento de um ser tão pequeno, e vê-lo a cada dia vencer mais um obstáculo?
Não importa qual seja nossa profissão, qual seja a nossa tarefa.
O que importa, e muito, é que a realizemos com amor, aprimorando-nos na sua execução.
Quer se trate de lavar uma simples peça de roupa ou lidar com sofisticados aparelhos computadorizados, é necessário que nos conscientizemos de que, tanto quanto desejamos receber dos demais o melhor, compete-nos doar o melhor.
Portanto, antes de prosseguirmos a reclamar da nossa remuneração, revisemos a qualidade dos nossos serviços.
Preocupemo-nos muito mais em nos tornarmos excelentes profissionais, o que significa criaturas responsáveis, activas, competentes.
* * *
Sejam quais forem as tuas possibilidades sociais ou económicas, trabalha!
O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o Espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade.

Momento Espírita, com pensamento final do verbete Trabalho, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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Não se deixe soterrar

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Abr 24, 2018 9:58 am

Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua pequena fazenda.
Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado.
O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá.
O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo.
Mas, pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.
Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo.
O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o cobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.
No entanto, à medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia, derrubava-a no chão e ia pisando sobre ela.
Logo, os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que, finalmente, conseguiu sair.
* * *
Algumas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre.
É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença.
Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.
Afinal, se nos permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções:
ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo, ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre.
É importante que, se estamos nos percebendo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir.
Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, nosso Pai Celestial, do qual podemos nos aproximar através da oração.
E a oração é uma poderosa alavanca de que podemos lançar mão a qualquer momento e em qualquer lugar.
* * *
Jesus nos recomendou oração e vigilância.
A vigilância constante pode nos poupar de muitos dissabores, pois quem está atento facilmente percebe a investida de sentimentos perigosos que podem nos infelicitar.
É a chegada silenciosa de uma desilusão, da inveja, do orgulho, da soberba, da solidão e de outros tantos detritos que pesam em nossa economia moral e tendem a nos levar para o abismo.
A oração é recurso precioso que nos permite as forças necessárias para resistir a todas as investidas menos felizes.
Por isso, vale a pena meditar sobre os sábios conselhos do Mestre de Nazaré, pois eles podem nos ser muito úteis na conquista da felicidade que tanto desejamos.

Momento Espírita, com base em história de autor desconhecido.

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Três imperativos

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Abr 25, 2018 9:41 am

Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma:
Pedi e recebereis, Buscai e achareis, Batei e se abrirá.
Pedir, buscar e bater são os três imperativos da recomendação do Cristo.
O problema consiste em aplicar sabiamente esses comandos.
A existência humana nem sempre é tranquila.
Frequentemente não é fácil identificar a conduta correcta.
Perante os reclamos e os valores do mundo, a fronteira entre o certo e o errado se esfumaça.
Os convites mundanos são muito sedutores e se apresentam como algo razoável.
Negá-los, às vezes, parece uma insensata submissão a hábitos demasiado rígidos.
Fica-se entre o dever e a vontade.
Nesse embate, a razão, não raro, se impressiona com os exemplos alheios e apresenta o dever como conduta antiquada.
Surge a ideia de que, se todos fazem algo, isso deve ser normal.
O problema é que ninguém nasce na Terra para seguir exemplos desvirtuados e viver exóticas fantasias.
Todos os homens são Espíritos e sua morada natural é no plano espiritual.
Quando aqui renascem é para cumprir programas de superação de velhos vícios e desenvolvimento de variadas virtudes.
A finalidade do existir terreno é a transcendência, jamais a adopção de comportamento mais apropriado aos animais irracionais.
Embora as conveniências mundanas figurem determinados hábitos como aceitáveis, nem por isso eles deixam de comprometer espiritualmente quem os adopta.
Os exemplos de condutas desvirtuadas são os mais diversos.
Tem-se a vivência sexual apartada de vínculos afectivos e de uma proposta de vida em comum.
Há também a desonestidade de qualquer ordem, a indiferença perante os miseráveis, o abandono moral ou material de pais idosos ou enfermos.
Embora se tente justificar com novos valores, com a correria da vida moderna, não há argumento que converta actos levianos e indignos em conduta louvável.
Nesse emaranhado de lutas e dúvidas, convém reflectir sobre os três imperativos da exortação do Cristo.
É preciso aprender a pedir caminhos de libertação da antiga cadeia de maus hábitos.
É necessário desejar com força a saída do escuro círculo no qual a maioria das criaturas perde a visão dos interesses eternos.
Após pedir com correcção, impõe-se o buscar.
O acto de buscar constitui um esforço selectivo.
O mundo segue pleno de solicitações inferiores, mas urge localizar a acção digna e libertadora.
Muitos perseguem miragens perigosas, como mariposas que se apaixonam pela claridade de um incêndio.
Convém aprender a buscar o bem legítimo, o desejo de ser melhor, de superar-se, de transcender.
Estabelecido o roteiro edificante, chega o momento de bater à porta da edificação.
Bater tem o sentido de esforço metódico e contínuo.
Sem persistência, é difícil transformar as experiências humanas em factores de libertação para a eternidade.
Não basta, pois, pedir sem rumo, procurar sem análise e agir sem objectivo elevado.
Urge pedir ao Pai Celestial a libertação do passado de equívocos.
Mas também é preciso buscar actividades nobres e nelas localizar o próprio esforço de redenção.
Pedir, buscar e bater.
Esses três verbos contêm um roteiro de libertação, com destino a vivências sublimes.
É necessário apenas bem utilizá-los.

Pense nisso.

Momento Espírita, com base no cap. CIX, do livro Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

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Um minuto apenas

Mensagem  Ave sem Ninho em Qui Abr 26, 2018 12:44 pm

Lúcia era uma mulher feliz.
Como poucas, acreditava.
Casada com o homem por quem se apaixonara nos verdes anos da adolescência, vivia o sonho da mulher realizada.
Um filho lhe viera coroar a felicidade.
Que mais ela poderia desejar?
Acordava pela manhã e saudava o dia cantarolando.
Com alegria realizava as tarefas do lar, cuidava do filho, aguardava o marido.
Tudo ia muito bem.
Até o dia em que descobriu que o homem que tanto amava, a traía.
E não era de agora.
O problema vinha tomando corpo de algum tempo.
Magoada, se dirigiu ao marido.
Exigiu-lhe e falou-lhe de respeito.
A resposta foi brutal, violenta.
O homem encantador tornou-se raivoso, briguento.
Chegou a lhe bater.
Foi nesse dia que Lúcia teve a certeza de que seu casamento acabara. Era o cúmulo.
Não poderia prosseguir a viver com alguém que chegara à agressão física.
Então, acordou na manhã de tristeza, depois de uma noite de angústia e tomou uma séria decisão.
Iria se matar. Acabar com a própria vida.
Mais do que isto. Ela desejava vingança.
Por isso, tomou o filho de quatro anos pela mão e decidiu que o mataria.
Queria que o marido ficasse com drama de consciência.
Seu destino era o Farol da Barra, na cidade de Salvador, na Bahia, onde residia.
Ela sabia que era um local onde o mar batia com violência no penhasco.
A rua por onde transitava era movimentada. Muitos carros.
Enquanto aguardava para atravessar a rua, a criança lhe escapou das mãos e correu, entre os carros.
Ela se desesperou. Estranho paradoxo.
Conduzia a criança pela mão e tencionava jogá-la do penhasco ao mar para que morresse.
Mas, quando a vê correr perigo, esquecida de si mesma, vai-lhe ao encontro, agarra-a, até um pouco raivosa.
Puxa-­a pela mão.
Neste momento, a criança se abaixa, alheia a tudo que se passava, e recolhe do chão um papel.
Lúcia o arranca das mãos do pequeno e um título, em letras grandes, lhe chama a atenção: Um minuto apenas.
Ela lê: Num minuto apenas, a tormenta acalma, a dor passa, o ausente chega.
O dinheiro muda de mão, o amor parte, a vida muda.
Vai andando, puxando a criança e lendo a página.
Era uma página mediúnica que vinha assinada por um Espírito.
Ela terminou de ler. Passou o ímpeto.
Em um minuto. Parou, olhou ao redor e verificou que tinha chegado ao seu destino.
O penhasco estava próximo.
Sentou-se e teve uma crise de choro.
O impulso de se matar havia desaparecido.
Tornou a ler a mensagem.
Ela se recordou de um senhor que era espírita e trabalhava no banco, no mesmo onde seu marido trabalhava.
Foi para casa. Lembrou que um dia, jantando em casa dele, ele falara algo sobre espiritismo. Algo que ela e o marido, por terem outra formação religiosa, rechaçaram de imediato.
Ela lhe telefonou, pediu-lhe orientação e ele a encaminhou a um centro espírita.
Atendida por companheiro dedicado, que lhe ouviu os gritos da alma aflita, passou a buscar na oração sincera, na leitura nobre, no passe reconfortante, as necessárias forças para superar a crise.
O marido, notando-lhe a mudança, a calma, no transcorrer dos dias, a seguiu em uma das suas saídas do lar.
Desconfiado, adentrou ele também à casa espírita.
Para descobrir uma fonte de consolo e esclarecimento.
Hoje, ambos trabalham na seara espírita.
Reconstituíram sua vida, refizeram-se.
Os anos rolaram.
O garoto é um adolescente e mais dois filhos se somaram a ele.
* * *
Mudança de rumo. A vida muda.
Em um minuto apenas.
Em um minuto apenas Deus providencia o socorro.
Pode ser um coração atento, uma mão amiga ou um pedaço de papel impresso caído na calçada.
Papel que o vento não levou para longe.
Um minuto apenas e o amor volta.
A esperança renasce.
Um minuto apenas e o sol rompe as nuvens, clareando tudo.
Não se desespere. Espere. Um minuto apenas.
O socorro chega. O panorama se modifica.
A vida refloresce.
Tenha paciência. Não se entregue à desesperança.
Aguarde. Enquanto você sofre, Deus providencia o auxílio.
Aguarde. Um minuto apenas.
Sessenta segundos. Uma vida.
Um minuto a mais...
* * *
Em um minuto apenas, a Misericórdia Divina se derrama, cheia de bênçãos, nas vielas escuras dos passos humanos.
Corrige, saneia, repara, transformando-as em estradas luminosas no rumo da vida maior.

Momento Espírita, com base no cap. 24, do livro O semeador de estrelas, de Suely Caldas Schubert, ed. LEAL.

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Valorize o seu dia

Mensagem  Ave sem Ninho em Sex Abr 27, 2018 9:23 am

Valorize o seu dia!

Cada dia corresponde a uma nova página escrita no livro da sua vida, onde você deverá escrever as melhores memórias.
Assim, quando desperte, dirija ao infinito a sua prece.
Agradeça pela noite superada e rogue ao Pai do Céu as indispensáveis bênçãos para o período iniciante.
Erga-se e alegre-se com a oportunidade renovada de manter seu corpo físico para os empreendimentos do progresso.
Busque ocupar-se com algo nobre, algo que dignifique a sua existência na Terra.
À frente dos transtornos e contratempos, que surgem nos caminhos de todos, invariavelmente, não se deixe conduzir pela irritação, pelo agastamento ou pelo azedume.
Procure compreender que nada lhe ocorre sem que tenha um sentido útil para o seu crescimento geral.
Perante as ocorrências de violência e diante dos quadros de agressões que veja em sua rota, realize o melhor que possa, sem revolta nem desespero.
Você está no mundo que fez por merecer, com as situações que caracterizam a sua quadra evolutiva e com as pessoas do seu mesmo patamar moral, com ligeiras diferenças, facilmente observáveis.
Onde esteja, semeie alegria e jovialidade, atendendo à recomendação do Apóstolo Paulo para que demos graças a Deus por todas as coisas da vida.
Busque fazer novos amigos, mantendo, com carinho, os velhos companheiros.
A amizade, no mundo, é como o beijo solar iluminando as flores, sem o qual elas tendem a murchar e fenecer.
Alimente-se com moderação.
Não é preciso passar fome, contudo, é bom que não transforme o estômago em tonel de venenosas misturas, capazes de intoxicar, de lhe acumular indevido colesterol nas artérias ou de lhe provocar disfunções hepáticas.
Afaste-se das pseudo-necessidades alcoólicas.
O álcool de que você precisa para a digestão a Divindade já fez constar do seu programa de produção orgânica.
Fora disso, a ingestão dessa substância corresponderá sempre a consciente envenenamento que lhe perturbará a saúde aos poucos.
Procure ser comedido nas brincadeiras, a fim de não constranger os amigos, gerando afastamentos e inimizades.
Ou para não perder seu precioso tempo com intermináveis lorotas e banalidades.
Sorria, seja prazenteiro, uma vez que o Evangelho de Jesus, que você afirma conhecer, é fonte inesgotável de alegrias.
E quando chegar ao fim o seu dia, vivido com maior ou menor dificuldade, ponha-se em meditação.
Verifique onde é que você poderia ter sido melhor, em que itens deveria ter agido melhor.
E, sem remorsos prejudiciais, faça projectos de renovação para o dia seguinte, procurando levá-los a sério.
Ore e entregue-se uma vez mais ao Supremo Senhor, construindo, dia a dia, a própria felicidade, a sua própria luz.
Valorize o seu dia.
Não o desperdice remoendo mágoas ou destilando tormento, mas aprenda a cultivar a alegria de viver, apesar das lutas e limitações que carregue.
Valorize o seu tempo na Terra e prossiga, decidido pelo bem, para que, no serviço do Senhor, você continue crescendo em busca do encontro consigo mesmo.

Momento Espírita, com base no cap. 2, do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. FRÁTER.

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Professores diferentes

Mensagem  Ave sem Ninho em Sab Abr 28, 2018 10:33 am

Somos todos instrumentos sagrados nas mãos do Pai amoroso na construção de um mundo melhor e de uma vida mais feliz.
A muitos, Ele delega funções de maternidade e de paternidade para orientar aos filhos.
A outros, a tarefa de ilustrar e orientar aos demais.
Para alguns, a missão de medicar, curar, sanar doenças físicas.
Para outros, o dom de energizar, inspirar mentes e corações.
Diversos têm a tarefa de sustentar os ânimos, desvendar a fé, a coragem, a confiança.
Vários têm a disposição para o socorro amoroso e fiel.
No mundo, as tarefas são múltiplas.
Todas importantes: desde os que servem aos que comandam; desde as mentes privilegiadas às pessoas com menos recursos intelectuais.
Todos, onde estivermos e nos dispusermos, somos instrumentos benditos nas mãos do Senhor.
Logicamente teremos que dispor de boa vontade, de desprendimento, de amor ao próximo para que os efeitos de tamanha confiança demonstrem nosso valor.
Porém, a bondade do Senhor permite que aprendamos sempre mais, até mesmo com aqueles companheiros equivocados do caminho, que se nos tornam professores diferentes.
É assim que os que são odientos, atacados de loucura, nos permitem aprender que somente o sentimento de amor é o caminho seguro para se chegar ao Pai.
Por sua vez, as criaturas vingativas, que carregam em si as cadeias do ressentimento, nos acenam com a possibilidade de praticarmos o socorro, através do leve sentimento de perdão.
Sempre que perdoamos ao ofensor, cortamos os liames do sentimento negativo e exalamos paz interior.
Da mesma forma, os irmãos envolvidos pela inveja e pela insatisfação nos ensinam o quanto deveremos nos contentar com o que possuímos e com o que podemos fazer.
Desejar o que não nos pertence nunca nos dará a mesma paz que usufruímos quando a conquista se faz pelo próprio esforço.
E os companheiros que abraçam a senda da maldade como meta de vida, nos convidam a construir a paz que nos leva ao encontro dos bons.
* * *
Podemos adquirir sabedoria, a duras penas, coagidos pelo sofrimento que nos dilacera as carnes. Ou com nossos sentimentos nobres, colocados em acção no decorrer da caminhada.
Toda a experiência que vivenciamos, no campo da felicidade ou da infelicidade, pode se tornar preciosa lição, se soubermos bem observar.
A forma como reagimos ou agimos, perante os percalços, determinam resultados que nos infelicitam ou que nos engrandecem os dias.
O bem que assistimos e praticamos nos levará a desejar sempre mais realizações nessa área pelo bem-estar que nos proporciona.
O mal que se espalha, ao nosso redor, sempre terá um resultado de mau aspecto, e nos estimulará a fugirmos em busca de algo que nos beneficie.
Jesus nos recomendou a oração pelos que nos desejam fazer mal, que nos infelicitam e perturbam, como regra de felicidade para nós mesmos.
Amar, perdoar, assistir e colaborar, respaldados na oração sincera, somente nos trará resultados positivos.

Momento Espírita.
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Amor e Vida

Mensagem  Ave sem Ninho em Dom Abr 29, 2018 10:55 am

A radiosa criança nasce entre os campos de trigo, pastagens e montanhas, nas terras judaicas.

As tradições rezam que o Seu berço contou com sinais de luz de curiosa quão rutilante estrela.

De menino, já dialogava com os intelectuais notáveis do Templo de Salomão, deixando-os perplexos com tanto saber.

Estabelece que viera ao mundo para atender aos imperativos da Divina Vontade.

Demarca Seus passos com o fogo da verdade e da nobreza d’alma.

Conversa com príncipes e pobres, meretrizes e bandoleiros, pescadores singelos e potentados, com a mesma tranquilidade, sem qualquer afectação com uns ou com outros.

Empreende curas por onde passa: cegos vêem; moucos ouvem; ancilosados se movimentam e caminham; mortos revivem; feridentos são limpos; e Ele sempre suave, sem nenhuma presunção, comovia-se com as dores alheias.

Percorreu muitas cidades, pregando o bem e a renovação indispensáveis.

Visitou amigos, honrando-lhes os lares e florindo-lhes as existências, para que nunca mais fosse esquecido.

Ampara, levanta, ensina, sacia os carentes, exemplifica, perdoa e ama, engrandecido em cada gesto.

Suporta a traição, a negação, a bofetada, a indiferença, o coroamento com espinhos e a cruz, por fim, compreendendo a premência de testemunhar fidelidade ao Criador em qualquer episódio da estrada.

Retorna da morte para provar que há sempre vida, e concita os amigos ao bom ânimo e à perseverança no bem.

E, até hoje, Ele, Jesus, vibra e se agita na alma da Humanidade, falando de amor e de vida plena, por meio dos Seus dilectos Emissários.

Pelo espírito Francisco de Paula Vitor
De “Vida e Mensagem”, de J. Raul Teixeira

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União e força

Mensagem  Ave sem Ninho em Seg Abr 30, 2018 10:13 am

Quando duas ou mais pessoas se reunirem em meu nome...
Eu aí estarei!
- Jesus.

Jesus, o grande Pastor de nossas almas, ovelhas carentes de amparo e protecção, afirmou que se nos reuníssemos em Seu nome, estaria connosco.
Não se referiu a nenhuma religião específica, posição social ou raça.
Simplesmente disse que se as pessoas se reunissem em Seu nome, Ele ali estaria.
Assegurou que tudo o que pedíssemos ao Pai, em Seu nome, ele nos concederia.
Basta que peçamos com desejo sincero no coração e com as mãos operosas na acção do bem.
Este é o momento de nos unirmos em pensamentos optimistas e fraternos, com vontade firme de mudar a paisagem da Pátria do Evangelho, chamada Brasil.
Rogar a Deus que ilumine as mentes e os corações dos governantes, para que possam tomar decisões acertadas em prol da sociedade.
Rogar a Deus pelos religiosos, para que estejam atentos à responsabilidade perante as leis que regem a vida, para que não desperdicem a oportunidade de conduzir a Deus seus fiéis.
Rogar pelos homens que fazem as leis, para que estejam sintonizados com a justiça, o amor e a verdade.
Rogar pelos enfermos do corpo e da alma, para que tenham forças e superem as dificuldades com coragem.
Pedir a Deus pelos criminosos para que eles possam se conscientizar da própria infelicidade e decidam retornar ao Pai que aguarda, amoroso, a volta dos filhos pródigos.
Lembrar também de pedir pelos demais países da Terra; pelos povos que se digladiam em nome de Deus; pelos que disputam o poder;
Pelos que alimentam as guerras, dizimando populações inteiras, pois todos esses se distanciaram do Criador.
Pedir que Deus envolva em Suas bênçãos as pessoas de boa vontade, a fim de que prossigam trabalhando no bem, seja no campo das ciências, das artes, da religião, seja no que for.
É tempo de derrubarmos os muros que nos separam uns dos outros.
Muros erguidos em nome de uma maneira diferente de entender Deus e lhe devotar culto.
É hora de percebermos o que é bom e nos apoiarmos mutuamente.
Afinal, o bem é sempre o bem, e não deixará de ser porque é praticado por pessoas de religião diversa da nossa.
Quem é que, tendo o mínimo de sensibilidade, não se comoveu vendo o Papa João Paulo II, visivelmente enfermo, viajando pela Terra inteira?
De igual forma, quem não se comove ao ver Divaldo Pereira Franco, o orador espírita, percorrer o mundo, embora os problemas de saúde e a idade que ultrapassa os noventa anos?
Esses homens, com serenidade no olhar, e esforços para vencer as próprias limitações, buscam sensibilizar o seu rebanho para a valorização da vida; o fortalecimento dos laços de família; o respeito às leis de Deus.
Vale a pena meditarmos sobre essas importantes questões, lembrando Jesus ao afirmar que um dia haverá um só rebanho, sob a égide de um só pastor.
E, como Ele próprio afirmou, nenhuma das Suas ovelhas se perderá.
Suas ovelhas somos todos nós, habitantes dos dois planos da vida:
da Espiritualidade e desta morada do Pai, a que chamamos Terra.

Momento Espírita.

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Quando chega a morte

Mensagem  Ave sem Ninho em Ter Maio 01, 2018 8:12 pm

Ela é a indesejada.
Ninguém que a convide.
Sobretudo quando o amor preside as relações, a felicidade sorri e a vida é um constante recolher de bênçãos.
Milénios de Cristianismo com a lição da imortalidade testificada pelo Mestre dos mestres, ainda não nos penetrou a todos.
Por isso, toda vez que ela alcança um dos nossos amores, um amigo, um ídolo, um colega, lamentamos.
E continuamos a nos servir de expressões que se tornaram praxe para essas ocasiões:
É com pesar que noticiamos a morte de...
Lamentamos a perda do seu ente querido.
Receba nossos pêsames.
A tristeza é a nota sonante.
Por isso, algumas pessoas chamam a atenção pela sua postura ante a morte.
Recentemente, alguém influente de cidade do Interior do Estado morreu, depois de quase dois anos de luta contra a enfermidade cruel que o abraçou.
O que vimos foi uma movimentação maciça de instituições civis, religiosas, pessoas de todas as classes.
Flores e mais flores foram se acumulando, no local onde estava exposto o corpo para a visitação.
Uma música suave se derramava pelo ambiente, convidando os presentes ao silêncio respeitoso, à oração.
No momento de ser fechado o caixão para a condução ao túmulo, a esposa desejou falar.
Emocionada, mas firme, ergueu sua voz:
Amigos que aqui vieram prestar a última homenagem ao meu marido, recebam minha gratidão.
Agradeço as manifestações de solidariedade, os abraços, o carinho.
De alguns ouvi comentários de como deve ter sido duro o período da enfermidade do Marcelo.
De como deve ter custado a nós, os familiares, muito sofrimento os longos meses de cirurgias, quimioterapias e tudo que as acompanhou.
Saibam que esses dois últimos anos nos foram muito especiais.
Não posso dizer que não houve dias de aflição, de angústia.
No entanto, desde o momento do primeiro e terrível diagnóstico, firmamos um pacto:
ele, nossos filhos e eu.
O trato era de que, não importando o que acontecesse ou quando ocorresse a morte, o tempo que tivéssemos seria usufruído com estreitamento dos nossos laços afectivos.
Ficou estabelecido entre nós que a cada noite, antes do recolhimento ao leito, desejaríamos uns aos outros uma boa noite.
Isso sempre entremeado de abraços e beijos.
E jamais iniciamos o dia sem igual procedimento.
Exercitamos o amor mais do que nunca.
Então, desejo que todos saibam que esses dois anos não foram pesados.
Foram meses e meses de uma semeadura de amor.
Tudo para que, quando ele partisse, seguisse em paz.
E nós, os que o amamos, igualmente tranquilos, dele nos despedíssemos com um simples até logo.
As vibrações afectivas que trocamos nos manterão, saudosos, mas sem desespero, até o momento do reencontro.
Quando sua voz humedeceu, discretos soluços de emoção se escutaram, aqui e ali.
Uma aragem de paz soprou mansamente pela sala.
A mensagem da certeza imortalista soprou de leve sobre todos.
Belo testemunho de quem, tendo colocado a mão no arado da fé, não se permitiu olhar para trás.

Pensemos nisso.

Momento Espírita.

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Cuidemos da escola

Mensagem  Ave sem Ninho em Qua Maio 02, 2018 8:17 pm

Manhã que desperta num bairro simples da cidade grande.
Neblina amena, fria, mostrando que o sol irá se apresentar radiante logo mais.
Dos casebres, meia-águas e barracos elas começam a surgir.
Algumas adormecidas, carregadas nos braços; umas despertas, caminhando com firmeza em direcção ao seu destino.
Outras, ainda numa espécie de sono acordado, dormindo de olhos abertos.
São crianças de todas as idades que se dirigem para a escola do bairro para mais um dia de aula.
Esse vem abraçado ao pai, ainda com o pequeno cobertor que usou para dormir.
Aquela, bem animada, vem puxando a mala colorida de rodinhas.
Aqueloutro vem apertado entre o guidão e o banco da bicicleta da mãe.
O que escapa, porém, ao comum é a beleza por detrás da cena corriqueira.
Homens e mulheres de rostos marcados, ânimo firme, conduzindo seus filhos para aquilo que acreditam ser um futuro melhor.
Deixarão seus tesouros ali, com toda fé do mundo na educação, e irão ganhar o sustento material tão difícil, tão custoso...
Quero que meu filho frequente uma escola, pois eu nunca pude...
Desejo que ele tenha um futuro melhor do que o meu, que seja bem sucedido.
Quero que minha filha seja alguém na vida, que seja inteligente, educada.
E assim se multiplicam as frases e ideias deles, sempre pensando no que há de melhor para seus pequenos amores.
Tudo isso nos leva a questionar com seriedade e preocupação:
Será que estamos cuidando de nossas escolas?
Será que não são, muitas vezes, apenas depósitos de crianças enquanto seus pais trabalham?
Será que damos o devido valor a essa instituição sagrada?
Estamos cuidando de nossas escolas?
Estamos cuidando de nossos educadores?
Damos-lhes formação emocional, espiritual, além da formal?
Será que poderíamos transformar a escola num lugar de convivência saudável, de troca de experiências, de auxílio mútuo?
Algo parecido com um segundo lar?
Será que deixamos tudo se transformar em apenas mais um negócio?
A educação formal, a dos livros, é apenas uma parte do que nos faz melhores.
Obviamente, a formação moral de nossos filhos vem primeiramente do lar.
Mas, e se os lares estão despedaçados, se os lares não têm boas referências morais?
É aí que a segunda família poderia preencher o vazio da primeira, com bons orientadores, com profissionais que olhassem além das notas.
Que tivessem atenção para uma educação familiar.
Muitas escolas precisam ser adoptadas pela comunidade, adoptadas pelo amor dos que pensam nos filhos dos outros que irão conviver com seus próprios filhos.
Escolas podem ser muito mais do que lugares onde se ensina o que está nos livros.
Professores podem ser muito mais do que repetidores.
Podem ser segundos pais, podem ser amigos, anjos de guarda de toda uma família.
Nesse contexto todo, não esqueçamos de cuidar da escola Terra que nos ensina tanto todos os dias.
Aproveitemos cada período bendito de aula, de aprendizado, de provas.
E benditos sejam os que nos ensinam, que nos conduzem para as lições, os que nos amam e querem nosso bem.

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Re: Momentos Espíritas IV

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